Reforma da Cúria: segundo dia de trabalho do Conselho de Cardeais.

Cidade do Vaticano (RV) – O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, concedeu uma coletiva nesta quarta-feira, na qual falou sobre o segundo dia da segunda reunião do Conselho dos Cardeais.

Segundo Pe. Lombardi, o clima de trabalho é sereno, cordial e aberto. Os participantes falam com muita liberdade. O grupo é pequeno e isso facilita o desempenho do diálogo.

Na tarde desta terça-feira, houve um encontro com o Secretário de Estado, Dom Pietro Parolin. “O encontro foi relativamente breve, pois o objetivo de Dom Parolin era saudar os cardeais e manifestar sua disponibilidade de colaboração”, frisou Pe. Lombardi.

Esta manhã, “os cardeais retomaram o estudo e reflexão sobre os vários organismos vaticanos, começando pelas Congregações e depois os Pontifícios Conselhos e outros dicastérios. Foi feita uma análise sobre as Causas dos Santos, Educação Católica e Evangelização dos Povos”, disse Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.

“Os trabalhos prosseguem com rapidez, mas não porque a análise deve ser simples ou superficial, mas porque é a primeira etapa de considerações que depois serão aprofundadas numa perspectiva global”, frisou Pe. Lombardi.

Sobre a conclusão dos trabalhos do Conselho de Cardeais, o jesuíta afirmou que “o mês de fevereiro é uma etapa significativa, pois serão realizadas a terceira reunião do Conselho de Cardeais e o Consistório. Isso não significa que em fevereiro haverá realmente a conclusão dos trabalhos”.

O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé falou sobre a assinatura do Protocolo de Intenção (Memorandum of Understanding) entre a Autoridade de Informação Financeira (AIF) da Santa Sé e sua contraparte alemã, a Zentralstelle für Verdachtsmeldungen des Bundeskriminalamtes (BKA). Trata-se de acordos de colaboração entre AIF e as entidades homólogas de vários países com as quais se estabelecem relações de colaboração bilateral.

A reunião do Conselho de Cardeais teve início nesta terça-feira e se concluirá no próximo dia 5. O organismo foi criado pelo Papa Francisco para ajudá-lo na reforma da Cúria Romana e no governo da Igreja universal. (MJ)

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Segundo o blog Clerical Whispers, a jornada de trabalho da comissão foi iniciada na terça-feira com uma reflexão sobre a reforma “da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Padre Lombardi disse aos jornalistas, em 3 de dezembro, “que eles tinham que começar de algum lugar”, mas se negou a dar mais informações sobre o porque da congregação responsável pela liturgia ser a primeira examinada. A mídia espanhola noticiou que o Cardeal Antonio Cañizares Llovera, prefeito da congregação, concluirá seu mandato de 5 anos em 9 de dezembro e poderia ser nomeado novo arcebispo de Madri”.

Deus nos livre de Piero Marini.

9 Comentários to “Reforma da Cúria: segundo dia de trabalho do Conselho de Cardeais.”

  1. Que tipo de lava e gases o deus do fogo(vulcão) vai ejetar dessa vez? Que medo!

  2. Que Deus me perdoe pelo que eu direi: Se Francisco nomear Piero Marini como prefeito do Culto Divino, Deus nos proteja, e Bento XVI irá se arrepender profundamente em ter renunciado. Com essa congregação na mão de um emancipacionista em liturgia todo o trabalho de Bento XVI será levado quase a pó.

  3. Estive pensando:
    1- o Papa criou um conselho de cardeais para ajudá-lo no governo da Igreja. (Mas então qual a função dos (outros) cardeais? Todo o colégio é chamado a isso, auxiliar o Papa no governo da Igreja!)
    2- com a proximidade do Consistório, será que esse conselho aconselhará o Papa na eleição de novos cardeais?

    Consola-me saber que se nem os Bórgias conseguiram destruir a Igreja, não será Francisco que o fará!

  4. Creio que seria interessante e talvez até útil que alguém que conheça bem a mentalidade e vida destes oito conselheiros do Papa, fizesse um apanhado bem fundado, seguro e imparcial sobre cada um deles. Assim até o povo da periferia terá mais condição de compreender seus conselhos ao Papa, e o espírito das reformas que certamente serão feitas sob a influência dos mesmos. Temos que conhecer a árvore para adequadamente avaliarmos seus frutos. O Papa Francisco, como bom jesuíta, teve lá seus motivos para escolhe-los como seus conselheiros. Com certeza, não foi aleatoriamente que o tenha feito, tanto mais que se trata, nada menos do que da salvação das almas direta ou indiretamente. Pois se trata da Santa Madre Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

  5. Evidentemente que não se trata de uma simples mania de bisbilhotar. Absolutamente não! O que sugerimos acima nos é garantido como direito pelo Código de Direito Canônico: Cânon 212, § 3. Reconhece-se aí o direito à liberdade de expressão e de opinião pública dentro da Igreja.

  6. Não é necessário conhecer o perfil dos 8 cardeais para saber o que o Santo Padre quer realizar. Basta reler atentamente a exortação apostólica Evangelii Gaudium. Por exemplo, em um dos parágrafos é mencionado que os futuros seminaristas deverão ser melhor examinados a fim de evitar que se formem sacerdotes sem vocação ou, ainda pior, que cometam abusos de diversos tipos. Pois bem, exatamente no dia de hoje (5) o Papa Francisco disse que uma comissão será encarregada, entre outras coisas, de investigar tanto futuros pretendentes ao sacerdócio como atuais sacerdotes.

  7. “Consola-me saber que se nem os Bórgias conseguiram destruir a Igreja, não será Francisco que o fará!” (II ).

    • Os Bórgias cometiam seus erros morais e bem sabiam que eram pecados e pecados MORTAIS. Pode-se até parecer hipocrisia, mas não o é. Eis que na historia da Igreja houve sempre quem pecasse gravemente, até mesmo Papas. A diferença é que estes não queriam destruir a doutrina. Seus pecados mortais sempre o foram. Hoje, cerceiam-nos o direito de saber o que é pecado mortal e outras coisas essências à salvação. Corrompe-se o ensino autentico para agradar o mundo.

    • Da linhagem de papas Bórgios, conta-se que o papa Alexandre XVI sentia tal reprovação em sua consciência pelos pecados cometidos contra a castidade que foi o papa que mais escreveu sobre o assunto. Sempre exortando a virtude da pureza.

      Do remorso, que é natural ao homem e anterior ao arrependimento(virtude sobrenatural da dor de ofender a Deus gravemente), quando não embotada e devidamente ensinado ao batizado, recebe-se a graça – depois dessa verdadeira dor – de confessar o pecado e ter o firme propósito de nunca mais cometer pecado algum.

      O Papa Alexandre XVI bem o sabia, pior(quando se reconhece que errou: melhor), sabia que manchava a imagem da igreja com esses atos. Então, o quê não contam os inimigos: que ele infligia-se a severas penas quanto a isso.