Mudanças na Congregação para os Bispos: a não renovação de Burke e Rigali causa perplexidade.

Por Dr. Robert Moynihan – Inside the Vatican | Tradução: Fratres in Unum.com – O Papa Francisco faz vaticanistas darem cambalhotas ao analisarem a sua decisão na tentativa de avaliar o rumo que ele poderá dar a Igreja.

Dom Raymond Burke.

Dom Raymond Burke.

Hoje em dia, essas cambalhotas quase que se tornaram cambalhotas invertidas, como um novo remanejamento dos membros da Congregação da Santa Sé para os Bispos – que escolhe todos os Bispos católicos para o rito latino ao redor do mundo –, que desencadeou uma onda de análises na blogosfera.

Grande parte dessas análises se concentra na não manutenção do cardeal Raymond Burke, considerado um “conservador” litúrgico, como membro da Congregação.

A conclusão tendia a ser de que o Papa Francisco quer uma Congregação mais “progressista”, a fim de escolher bispos mais “progressistas”.

(Para selecionar Bispos católicos, o Núncio local em cada país escolhe três candidatos, chamados de terna, e em seguida envia os nomes a Roma; a Congregação Romana para os Bispos considera os nomes, e, frequentemente, aprova os melhor candidato dos três, mas nem sempre. A composição da Congregação é estudada cuidadosamente pelo vaticanistas que buscam tendências “progressistas” ou “conservadoras” em Roma.)

Porém, essa conclusão pode se basear em um processo de pensamento guiado por uma agenda, ao invés de um entendimento verdadeiro do que o Papa Francisco está tentando fazer.

Uma grande preocupação, ao que parece, foi incluir homens a quem o Papa conhece pessoalmente, homens como Stella, Baldisseri, Koch, Ortega, Gomez e Braz de Aviz.

O comunicado oficial do Vaticano hoje [domingo, 15] disse que o Papa havia:

- confirmado como Prefeito Cardeal Marc Ouellet;

- nomeado como membros os cardeais: Francisco Robles Ortega, Arcebispo de Guadalajara (México); Donald William Wuerl, Arcebispo de Washington (EUA); Rubén Salazar Gómez, Arcebispo e Bogotá (Colômbia); Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade Cristã; João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica; e Monsenhores: Pietro Parolin, Arcebispo titular de Acquapendente, Secretário de Estado; Beniamino Stella, Arcebispo titular de Midila, Prefeito da Congregação para o Clero; Lorenzo Baldisseri, Arcebispo titular de Diocleziana, Secretário Geral do Sínodo dos Bispos; Vincent Gerard Nichols, Arcebispo de Westminster (Grã Bretanha); Paolo Rabitti, Arcebispo emérito de Ferrara-Comacchio (Itália); Gualtiero Bassetti, Arcebispo de Perugia-Città della Pieve (Itália); Felix Genn, Bispo de Monique (Alemanha);

- confirmado os Cardeais membros: Tarcisio Bertone, Zenon Grocholewski, George Pell, Agostino Vallini, Antonio Cañizares Llovera, André Vingt-Trois, Jean-Louis Tauran, William Joseph Levada, Leonardo Sandri, Giovanni Lajolo, Stanisław Ryłko, Francesco Monterisi, Santos Abril y Castelló, Giuseppe Bertello, Giuseppe Versaldi; e Monsenhores: Claudio Maria Celli, José Octavio Ruiz Arenas, Zygmunt Zimowski;

- confirmado os Consultores. 

Robert Mickens, escrevendo para o The Tablet de Londres, observa: “O Papa Francisco reconfirmou o Cardeal Marc Ouellet PSS, 69, como prefeito da Congregação para os Bispos, um cargo que ele chefia desde 2010. Porém, atualmente, o Papa também alterou de maneira significativa os membros da Congregação, substituindo três conservadores líderes – incluindo o Cardeal americano Raymond Burke, 65.” (link)

Gerard O’Connell, escrevendo para o Vatican Insider do jornal La Stampa de Turim, colocou a questão desse jeito: “Fora as novas nomeações, certamente, o aspecto que mais chama a atenção da decisão do Papa foi a não confirmação de vários membros da congregação altamente influentes, dentre eles os cardeais americanos Raymond Burke e Justin Rigali, os cardeais italianos Mauro Piacenza e Angelo Bagnasco, e o cardeal espanhol Antonio Rouco Varela.”

O’Connell continuou: “Da perspectiva da Igreja Católica nos EUA, a não confirmação de Cardeais Rigali e Burke é particularmente significativa. Fontes dizem que Rigali, que renunciou como arcebispo de Filadélfia em 2011, havia desempenhado um papel principal na seleção de bispos para dioceses nos EUA há algumas décadas. Igualmente, o Cardeal Burke, o chefe do mais elevado Tribunal do Vaticano – a Assinatura Apostólica — e uma figura líder na ala conservadora da Igreja, havia se tornado o agente mais influente na seleção dos bispos americanos desde que Bento XVI o nomeou para a congregação em 2009.”

David Gibson, escrevendo para o Religion News Service, sob o título “In Rome, an American rises e another American fades,” [“Em Roma um americano é elevado e outro desaparece”] descreve Burke como “um resquício muito conservador de Bento XVI e um fã de uma espécie de alta elegância litúrgica de que o Papa Francisco não faz nenhuma questão.”

O “palpite” de Gibson é que há um tipo de “rivalidade” entre o mais conservador Burke e o mais progressista Wuerl, e que Francisco “tirou Burke da Congregação for Bispos e acrescentou Wuerl.”

Gibson escreve: “Não se sabe se os dois cardeais são aliados, para dizer o mínimo. É ainda menos provável agora que eles trocarão cartões de Natal este ano.” (link)

Joshua McElwee do The National Catholic Reporter observou outra mudança no tabuleiro. Burke há alguns dias deu uma entrevista para a televisão EWTN (na última quinta-feira) em que dizia “ele não entende porque o Papa não se dedica mais em opor-se ao aborto.” (link)

A implicação é que Burke é ligeiramente crítico do Papa Francisco, e que, poucos dias após fazer essas críticas suaves, ele não foi renomeado como membro da Congregação para os Bispos.

Isso certamente é errado. A decisão sobre quem nomear, quem renovar e quem não renovar, foi tomada muito antes da semana passada.

Além disso, ler qualquer decisão pessoal do Papa como uma indicação clara de sua própria posição teológica, por exemplo, na questão da liturgia (em outras palavras, que Francisco se opõe à liturgia antiga porque ele não renomeou Burke à Congregação para os Bispos), é improvável.

Francisco nos deu bastante evidência de seu respeito pelo rito oriental (o rito bizantino, que tem muita coisa em comum com o rito tridentino), por exemplo, que parece claro que ele não tem intenção de reverter a decisão do Papa Bento de “reabilitar” o antigo rito latino com Summorum Pontificum, de 7 de julho de 2007.

Há muitos fatores que entraram em cena na decisão do Papa sobre quem nomear para a Congregação for Bispos; reduzir a decisão a uma “purgação” do liturgicamente “conservador” Burke é uma leitura equivocada reducionista da intenção de Francisco.

* * *

“Uma espécie de imprevisibilidade”

Dito isso, é muito interessante ler alguns trechos da entrevista do Cardeal Burke à EWTN, na última quinta-feira (transcrita aqui)

A entrevista começa com uma conversa sobre o recente livro de Burke, Divine Love Made FleshThe Holy Eucharist as the Sacrament of Charity [O amor divino feito carne: a Sagrada Eucaristia como o Sacramento da Caridade]

Então começa a conversa sobre o Papa Francisco.

Raymond Arroyo, o apresentador de notícias da EWTN, então pergunta a Burke sobre aqueles que gostariam que a Igreja parasse de falar sobre o aborto e o casamento gay, e que afirmam que o Papa Francisco explicitamente solicitou aos católicos para “se aterem ao essencial”.

Burke responde: “Bem, a declaração do Papa, ela não diz isso. De fato, é um texto que é totalmente fácil de interpretar. Mas, minha resposta é, o que poderia ser mais essencial do que a lei moral natural? Em outras palavras, eles são, esses atos que são maus sempre e em todo lugar, os primeiros mandamentos de nossa consciência, respeitar a vida humana, respeitar a integridade da família e respeitar a consciência. E então, para mim o Papa não pode estar dizendo, eu não posso interpretar a frase dele, como se estivesse dizendo que isso não é essencial. Eu não estou seguramente certo do porquê ele mencionou isso. Fica-se com a impressão, ou é interpretado dessa forma na mídia, que ele acredita que estamos falando muito sobre o aborto, muito sobre a integridade do casamento entre um homem e uma mulher. Mas, nós nunca podemos falar o bastante disso! Na medida em que nossa sociedade a vida humana inocente e indefesa está sendo atacada da maneira mais selvagem, quero dizer, é literalmente um massacre do nascituro, quando isso agora se estende aos… idosos, àqueles que têm doenças crônicas, aos que são severamente deficientes, a também a toda a questão da criação de embriões humanos artificialmente a fim de destruí-los, ou fazer pesquisas: nós nunca podemos falar o bastante sobre isso, porque se não vemos com clareza o fato de a vida humana, inocente a indefesa, tem uma dignidade inviolável, como compreenderemos todo o resto corretamente, no que diz respeito ao cuidado dos doentes ou ao que quer que possa ser?”

Nota-se aqui a confusão que o ensinamento de Francisco causou mesmo na Cúria Romana.

Burke reconhece aqui que não está “seguramente certo” do porquê Francisco desejou falar sobre outras questões além do aborto, casamento, eutanásia…

Parece claro que Francisco, realmente, afirmou que concentrar somente em ensinamentos morais, mesmo os fundamentais, não é sua visão mais profunda para a proclamação do Evangelho.

Francisco quer falar mais sobre Cristo e sua pessoa, vida e missão, a fim de levar todos em direção a Cristo e, por Cristo, em direção ao bem, isto é, ao amor e respeito pela lei moral.

Arroyo então pergunta sobre os projetos de Francisco para reformar a Cúria Romana.

Novamente, Burke revela sua incerteza.

“Bem, não é totalmente claro para mim exatamente quais serão os resultados da reforma”, disse Burke. “O Papa teve encontros, eles estão falando sobre a reorganização da Cúria Romana. Mas, até agora, não vi nada concretamente do que será. Declarei, e creio que isso é correto, que não posso imaginar uma reforma da Cúria Romana que não seja, de alguma forma, contínua com Pastor bonus, a constituição apostólica que governou a Cúria Romana desde, creio eu, 1988, quando o Beato João Paulo II reformou a Cúria Romana, porque a Igreja é um corpo orgânico, e o serviço da Cúria Romana é parte da própria natureza da Igreja e, logo, isso deve ser respeitado. Então, não posso imaginar que, de alguma forma, a Cúria Romana tome uma forma completamente diferente. Isso simplesmente não faz sentido”.

[Nota do Fratres: vale notar que, tanto Pe. Lombardi, porta-voz da Santa Sé, como o Cardeal Maradiaga, chefe do grupo de 8 cardeais, disseram expressamente que não se trata meramente de uma reforma ou revisão da Pastor bonus, mas do estabelecimento de algo totalmente no ordenamento da cúria -- um começo do zero, portanto, sem continuidade alguma com o modelo anterior.]

De novo, percebe-se aqui o que deve ser um sentimento difuso entre os oficiais da Cúria Romana sobre o que Francisco poderá escolher fazer em sua tentativa de “reformar” a Cúria.

Arroyo então afirma: “Falando da família pontifícia, Dom Gerg Gänswein é citado em uma revista alemã. Ele afirmou — e ele está falando sobre ser o secretário pessoal do Papa emérito, Bento, e do Papa Francisco — isso: “É uma dor, encontrar o meu caminho no novo trabalho. Tenho a impressão de viver em dois mundos. Espero todo dia por outra inovação, pelo que será diferente. Você já experimento algo do tipo?”

E Burke responde: “Bem, eu não creio que seja algo que não está claro para todos, existe uma espécie de imprevisibilidade quanto à vida em Roma nesses dias. Parece ser uma questão de um certo estilo, e todo Santo Padre é diferente. Então, é totalmente diferente do Papa Bento que era, que se atinha muito a um certo protocolo, e também a uma certa disciplina de horário e assim por diante, então há um pouco disso, é claro”.

Novamente, vê-se nessas palavras a disposição que pode ser partilhada por muitos hoje em Roma, de que há “uma espécie de imprevisibilidade quanto à vida em Roma nesses dias”.

22 Comentários to “Mudanças na Congregação para os Bispos: a não renovação de Burke e Rigali causa perplexidade.”

  1. Dias imprevisíveis em Roma?! Diria que em toda a Cristandade. O Papado “kinder ovo” de Francisco deu-nos uma surpresa desagradabilíssima. Burke fora é uma perda lastimável para Igreja, um homem de muitas qualidades, sem dúvida. O papa está expurgando para fora os poucos homens bons que teria para confiar, mas até que demorou para que D. Burke rodasse, levando em conta o dinamismo filo-modernista?, até agora estéril, de Sua Santidade.

  2. Essa “politicagem” no governo da Igreja é ignóbil. Enoja! Cada qual que governe de acordo com seus próprios interesses e mesmo a custa de inimizades, intrigas, alianças podres buscam seus intentos, bem semelhante aos governantes seculares.
    Se não fosse as promessas de Nosso Senhor de não permitir que as portas do inferno não vencerão e da Ssma. Virgem de que por fim seu Imaculado Coração triunfará, reinaria o desespero. :(

  3. Braz de Aviz na Congregação para os Bispos. Alguém pode imaginar o que esse senhor fará com essa influência? A pior notícia desde do Habemus Papam… por enquanto porque, afinal, há “uma espécie de imprevisibilidade quanto à vida em Roma nesses dias”. Francisco sempre pode nos surpreender ainda mais no caminho (rumo ao abismo) que escolheu conduzir a Igreja.

  4. Este papa é uma hermenêutica da descontinuidade com todo o apostolado de Bento XVI. E para remendar, meu filho, é necessário uma grande manobra como o nosso querido emérito fez com o Vaticano II.

    Dias melhores, é o meu desejo para 2014.

  5. Simples e fácil de compreender: Francisco tem horror aos conservadores mais “duros” e aos tradicionalistas. Vai cercar o Vaticano com uma malta de prelados mornos de espírito, enquanto os homens de doutrina serão pouco a pouco afastados. Cada vez me convenço de que esse papado tem sido um verdadeiro desserviço à causa da Igreja, tanto pela morosidade total com que tem se proposto a reformar as estruturas de governo da Santa Sé, mas sobretudo pelas infelizes opções para o governo da Igreja.

    É triste dizer, mas tudo o que Bento XVI construiu às duras penas, Francisco tem se esforçado para derrubar. E derrubando a obra de Bento XVI, Francisco derruba a Igreja inteira. Que Deus se apiede de Sua Igreja e nos console nessas horas negras que se aprofundam dia a dia. É triste dizer isso, ainda mais diante do espírito vivo e missionário do Papa, mas o seu governo tem sido um desastre para a catolicidade.

  6. Infelizmente, o lema de Francisco deveria ser: “quanto MENOS católico, MELHOR”. Pois parece ser sob este lema que ele rege a Igreja em suas decisões.

  7. Parece que muitos ainda não compreenderam que o Papa Francisco não quer que o catolicismo seja restrito a grupos particulares, ou seja, que hajam do modo que bem entendam. Aliás, é bom prestar muita atenção quando ele grita contra o ” carreirismo” na ICAR. Os únicos que devem temer a tal ” imprevisibilidade” são os corruptos, os carreiristas e os acomodados.

  8. Danilo, sou de Brasília e não acompanhei muito a estadia de Braz de Aviz como bispo daqui. Já vi várias pessoas o criticando e gostaria de saber com mais detalhes dos motivos das críticas. Poderia me ajudar?
    Grato

  9. Esse é o diálogo e a ternura de Francisco. Mão de ferro para os filhos da Igreja e carícias para os filhos do Mundo. E o demônio reina no Mundo.

  10. A minha impressão a cada dia que passa é que nossa Igreja está parecida com certos restaurantes famosos onde temos que entrar comer o que é servido e sair rápido pra viver nossa vida cotidiana sem se preocupar muito com o que está acontecendo na cozinha.
    Porque qualquer um que se arriscar a colocar o pé na cozinha vai se deparar com tanta sujeira, tanta imundície, tanta podridão que é capaz de perder de uma vez o apetite e acabar morrendo de inanição.
    Muitos talvez não tenham conhecimento do caso Ziemann/ Hume. Um escândalo que arrasou a Diocese de Santa Rosa na Califórnia envolvendo o Bispo pederasta Ziemann e seu amante costa-riquenho o padre Hume. Esse escândalo envolveu polícia, roubo de dinheiro da Igreja, chantagens e subornos. Em Julho de 1999 Zieman renunciou como Bispo de Santa Rosa e o então Arcebispo Levada foi apontado como Administrador Diocesano até que fosse apontado um novo Bispo. Segundo os fiéis de Santa Rosa, a chegada de Monsenhor Levada foi o mesmo que apontar a raposa pra guardar o galinheiro.
    Vejamos então como o Papa que reclama tanto de corruptos politicos se cerca dos piores corruptores de almas justamente na Cúria Romana.
    Bispo William J. Levada, assim como Cardeal Roger Mahony e o pederasta Bispo Patrick Ziemann foram alunos do Seminário Menor Nossa Senhora Rainha dos Anjos.
    Depois de sua graduação no Seminário São João, sua carreira ecclesiastica teve rápida ascensão. Ele foi enviado a Roma para estudos teológicos avançados na Gregoriana e foi ordenado padre para a Diocese de Los Angeles na Basílica de São Pedro em Dezembro de 1961. Depois de um breve retorno a Los Angeles durante o tempo em que serviu como pároco assistente, Levada voltou a Roma onde completou o Doutorado em Sagrada Teologia e depois ao Seminário São João onde ensinou por 6 anos.
    Em 1976, Levada foi chamado de volta ao Vaticano e assinalado pra Congregação para a Doutrina da Fé. Em 1983 Cardeal Thimothy Manning o nomeou Bispo Auxiliar. No outono de 1986, apenas 4 meses depois que o Arcebispo Mahony tomou posse na Arquidiocese de Los Angeles, Levada foi apontado como Arcebispo de Portland, Oregon.
    Quando o Arcebispo John Quinn, renunciou à Arquidiocese de San Francisco em 1995 , o Cardeal Mahony obteve o ambicionado posto justamente para o seu pupilo e antigo colega de classe. Não è a toa que o lema escolhido por Arcebispo Levada é FRATES IN UNUM.
    Arcebispo Levada ficou encarregado de cuidar do escândalo Zieman e o que ele fez foi uma espécie de “programa de protectão à testemunha’. Com a aprovação do Cardeal Mahony enviou Ziemann para um “centro de tratamento” e depois de reabilitado o enviou para a Diocese de Tucson no Arizona onde o pederasta continuou sua vida pregressa, sendo obrigado a renunciar e se retirar no Mosteiro Beneditino da Santissima Trindade.
    Enquanto isso, seu ex-amante prosseguia com o processo pedindo indenização financeira pelos “anos que foi sexualmente abusado” pelo Bispo. A essa altura o Arcebispo Levada tomou a providencia de fazer um acordo fora do tribunal com o pagamento de US 535.000 ao padre Hume em troca de seu silêncio. Quem ele visava proteger? A Igreja ou o amigo pederasta?
    Em 22 de abril de 2000, Arcebispo Levada foi subsituido pelo Bispo Daniel Francis Walsh que se manteve ocupado pagando mais de 6 milhões de dolares em acordos fora do tribunal a possiveis acusadores de Ziemann.
    Agora, que tal homem tenha sido elevado a Cardeal mostra o poder do lobby dos corruptos que se acobertam uns aos outros na alta hierarquia. Que tal homem seja mantido por Bergoglio no alto escalão da Cúria, enquanto um Cardeal de reputação ilibada como Burke seja despedido, só vem confirmar que só mesmo uma intervenção divina poderá limpar esse verdadeiro estábulo de Augias que se tornou a Curia Romana.

  11. Eu já desisti de discutir qualquer coisa. Não sei se aonde vocês vivem está assim também, mas onde eu vivo as pessoas estão completamente histéricas, não sabem conversar, não conhecem nada da doutrina da Igreja Católica, e quando eu tento explicar sofro uma intervenção com 5 segundos de fala, elas começam a deduzir coisas que eu não ia falar e me atribuem coisas que eu não sou.
    Acho que a verdadeira sabedoria, a que sustenta uma pessoa, que faz ela seguir em frente, é a sabedoria que sabe a hora de falar e a hora de calar. Acredito que a única maneira de se reverter a situação é através de intervenção divina, e creio que ela virá em breve. O que vou fazer daqui para frente é ajoelhar e orar confiando na Providência Divina.

    • É impressionante isso. Você não diz nada, não te perguntam nada e já sabem tudo sobre o que você acredita e segue. Não dão mais de cinco segundo porque não tem como se defender frente a verdadeira doutrina da Igreja.

  12. Sinceramente? Não suporto mais o Papa Francisco. E o pior, ao contrário de Bento XVI, Francisco é sim um administrador e está deixando a Cúria de tal jeito que teremos Francisco II, III, IV… XXIV… Ele está deixando a Igreja com a cara dele. Sonho que em algum momento descubra-se algum segredo e, então, vejamos que na verdade Bento XVI ainda é Papa. Fora isso, não consigo ver saída.

    • Bem, senhor Diego é um direito seu não suportar mais ao Papa Francisco, porém ele também o direito de não gostar do que ele mesmo chamou de “caras de vinagre” . Em relação ao seu profético dizer ao mencionar que teremos Francisco II….III…IV…etc, vc está coberto de razão. Não necessariamente com o nome de Francisco,mas os próximos Papas seguirão um linha extremamente parecida com a de Bergoglio,além de virem de países de terceiro mundo. Um dos prováveis futuros Papas, na minha opinião, é o Cardeal Filipino Luis Antonio Tagle.

  13. Maxwell. Não é só onde o sr. mora, a sociedade moderna está assim, relativista: para as pessoas não existe verdade, tudo está sujeito à opinião pessoal e cada opinião é um dogma, por isso é impossível manter um diálogo com as pessoas, a sensação é de estarmos isolado. Eu mesmo desistir, só ando com católicos bem formado ou só.

    Só Deus mesmo para mudar isso aí.

  14. Não. Ao contrário do enunciado, a não-renovação de Burke NÃO me causa perplexidade. Causaria se Francisco o deixasse como está.
    E este é só um dos postos que o cardeal Burke ocupa. Só foi o primeiro, aguardem porque Francisco ainda há de removê-lo de cargo a cargo, até que o cardeal Burke faça parte da história reescrita pelo modernismo.
    Não vou dizer que não dói, mas que sirva de lição a todos. Não existe estabilidade em quem não tem os mesmos princípios. Como Bento XVI e Francisco têm a mesma base moderna, o que se passa agora é no fundo uma “poda”, mas a raiz é comum a ambos…

  15. http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-brasil/v/papa-afasta-cardeal-considerado-pouco-tolerante/3025887/

    Pois é, pouco tolerante,
    Sem juízo temerário mas o fato é que não consigo compreender o ataque direto contra tudo aquilo que é Católico. Isso cheira a fumo afirmado por S.S. Paulo VI. É este fumo que deveria ser extirpado.

    “Não quero a morte do pecador, mas que se converta e tenha vida.” (Ez 33,11).

    O Senhor ordenou-nos: «Amai os vossos inimigos» (Mt 5,44) Mas como podemos amá-los, quando eles fazem o mal? Ou como amar os que perseguem a santa Igreja? Quando o Senhor caminhava em direção a Jerusalém e os Samaritanos se recusaram a acolhê-lo, João, o Teólogo, e Tiago estavam prontos para fazer descer o fogo do céu e aniquilá-los com ele. Mas o Senhor disse-lhes com bondade: «Eu não vim para arruinar os homens, mas para os salvar» (Lc 9,54-56; texto recebido grego). Assim, também nós não devemos ter senão um único pensamento: que todos sejam salvos. A alma tem compaixão dos inimigos e reza por eles, porque eles se afastaram da verdade e vão para o inferno. Eis o que é o amor para com os inimigos. Quando Judas pensou em trair o Senhor, o Senhor repreendeu-o com bondade; também nós, devemos agir com bondade para com aquele que se perde, e então seremos salvos pela misericórdia de Deus.

    São Siluane (1886-1938), monge ortodoxo
    Escritos Espirituais

    Isto é tolerância. E rezar pela Santa Igreja é a unica coisa que resta. Sofrer e esperar nestes tempos…

    Um viva ao Cardeal Burke, e estarei com seus exemplos, assim como o exemplo dos bons sacerdotes que ainda resta… E de NSJC.

    “E deixa que os mortos enterrem seus mortos;”

  16. Mantenhamos a Esperança, meus caros! Apesar de tudo lembremos que Nosso Senhor foi capaz de transformar Saulo em Paulo! Rezemos por uma intervenção divina, rezemos pelo Cardeal Burke, pelo Papa, pela Igreja!

  17. É lamentável a saída do cardeal Burke, mas devemos esperar outras ações no sentido de afastamento da Tradição e da Doutrina da Igreja. Mas como alguns fratres já mencionaram, isto já era de se supor. É certo também que, conforme atesta o frater Bruno Luís, Bento XVI e Francisco I têm raízes no modernismo. Entretanto, quando da eleição de Bento, noticiaram que seu pontificado seria de “transição” por conta da idade etc. Vendo agora o (des)governo de Francisco essa ideia de pontificado de transição só me faz rir. Apesar do momento não ser muito propício a risadas mas a muitas e muitas orações. Piedade de nós, Senhor!

    • Não sei da onde tiram essa de “pontificado de transição”. Isso não existe!
      Lembrem do tal Pontificado de transição de João XXIII no que deu!

    • Quando tomei ciência da importância de tal declaração já não consegui mais encontrá-la, mas tenho absoluta certeza de também ter ouvido isso ser lido em voz alta, logo após o conclave que o elegeu.

  18. Os Católicos n suportam nada. Ô geração fraca! Aquele livro que quase ninguém mais lê chamado Biblia diz que vai acontecer coisas terríveis e ainda tem as profecias a se cumprir….. o jeito é gritar:
    Viva Cristo Rei!