Maradiaga: “Pode-se criticar o Papa, mas com amor”.

O coordenador explica o terceiro encontro do “C8”: “Escutaremos as comissões sobre o IOR e sobre as questões econômicas”

(©AFP) CARD. MARADIAGA

(©AFP) CARD. MARADIAGA

Por Vatican Insider | Tradução: Fratres in Unum.com – “Os trabalhos de nossa comissão começaram em outubro. Estamos fazendo um trabalho sério de investigação, porque é preciso ter paciência. Trata-se de um trabalho que dará seus frutos, porém, esta sociedade acelerada deve ter paciência. As coisas do Senhor levam tempo”, afirmou o cardeal Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, coordenador do chamado “C8” do Papa Francisco, o grupo dos oito cardeais conselheiros que auxiliam na reforma da Cúria e no governo da Igreja universal.

O Papa, explicou o cardeal hondurenho na transmissão italiana “Stanze Vaticane”, de Tgcom24, “disse que vive segundo as palavras do Novo Testamento”. “Então, devemos trabalhar com discernimento. Isso significa que é necessário escutar, rezar, dialogar e logo decidir. Nós nos encontramos neste processo”, acrescentou.

A partir de amanhã [ndt: hoje, 17], o “C8” de Francisco se reunirá pela terceira vez no Vaticano. “Receberemos – indicou o purpurado – em audiência conjunta a duas comissões referentes que estão encarregadas do IOR e dos dicastérios econômicos da Santa Sé, e nos apresentarão os seus resultados».

Ao final, respondendo a uma pergunta um pouco provocadora (Pode-se criticar a este Papa por alguma coisa?), o cardeal Maradiaga respondeu: “Me recordo muito do Papa Pablo VI. Ele afirmava que se pode criticar a Igreja, mas com amor, assim como um filho critica a sua mamãe. Da mesma maneira, creio que se pode criticar a este Papa, mas com amor”.

6 Comentários to “Maradiaga: “Pode-se criticar o Papa, mas com amor”.”

  1. S.S. Paulo VI, como sempre, com suas ideias iluministas de liberdade de pensamento. Os pensamentos dos homens devem estar alinhados aos da Igreja, e não o contrário. Pensamentos errôneos, não deveriam ter autorização de existir. Não se pode criticar a Igreja. Pois é a noiva de Nosso Senhor, é o único meio de conversão, salvação, e redenção de todos os homens. O que se pode criticar, são justamente os lobos, que se usam das vestes sacerdotais, para enganar o rebanho de Jesus Cristo.

  2. Que se pode criticar algumas atitudes dos Papas é óbvio, mas tudo na caridade. Não tem nexo um católico ir para o Facebook para criticar o Papa , o Papa é nosso pai e ninguém fica falando mal do pai para desconhecidos . E devemos criticar o Papa no que nos compete : por exemplo eu como leigo , que me adianta ficar falando isso ou aquilo do Papa como se fosse um Bispo? Hoje em dia falta nexo em algumas atitudes de muitos católicos!

  3. Espero que use esse mesmo “amor” com os amigos da Igreja (católicos tradicionais como os Franciscanos da Imaculada e da Resistência Católica – prefiro o termo Restauração Católica, mais triunfalista, monarquista, barroco, menos birrento e mais ativo, e que não lembra as “resistências” comunistas e judaicas da Segunda Guerra Mundial) e não com seus inimigos (maçonaria, TL, liberais, marxistas e “aqueles messias terrenos que os criaram”).

    É claro que a liberdade de expressão é franqueada a todos, mas o contraponto da obrigação de ouvir é algo completamente arbitrário (ninguém garante que deem atenção ao que dissermos, prática comum entre (arce)bispos, cardeais, núncios e até papas).

  4. “Hoje em dia falta nexo em algumas atitudes de muitos católicos!”

    Principalmente falta nexo ao católico que deveria se compartar como verdadeiro Papa e não ficar sendo capa de revista secular por dizer ambíguidades.

    Falta nexo a católicos que diz que Cristo não é católico, que ateus podem se salvar, que os católicos são muito preocupado com o aborto e a abominação que é o casamento gay.

    Falta nexo na seita conciliar e em todos os seus seguidores mornos e tíbios!!

  5. Um ano se passou desde aquele trágico dia em que Bento XVI anunciou sua intenção de abdicar do trono de São Pedro.
    Não resta dúvida que tal anúncio chocou o mundo Católico. Mas o que não dá pra negar é que no exato momento em que ele fazia o anúncio, muitos daqueles membros da Cúria que olhavam para as cameras de TV fingindo surpresa e perplexidade eram os mesmos que desempenharam um papel crucial em coagi-lo a renunciar.
    Nenhum Papa na recente história teve que enfrentar inimigos tão declarados dentro da própria Igreja. As críticas a Bento XVI eram tão ferozes por parte dos mesmos purpurados liberais que agora ocupam posições chave na Igreja, que desde o dia de sua posse ele pedia constantemente que rezássemos pra que ele não fugisse por medo dos lobos.
    E olha que esses lobos já uivavam e mostravam os dentes desde os seus tempos de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé!
    Nada no Pontificado de Bento XVI escapou à crítica feroz dos lobos que agora tem a desfaçatez de falar em “crítica com amor”!
    Eles mesmo não poupavam críticas acirradas e injustas que misteriosamente vazavam à mídia mundana para desestabilizar o Pontificado de Bento XVI.
    Quem não se lembra do famoso discurso de Regensburg?

    http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2006/september/documents/hf_ben-xvi_spe_20060912_university-regensburg_po.html

    Naquela Aula Magna da Universidade de Regensburg na Terça-feira, do dia 12 de Setembro de 2006, falando sobre Fé e razão, Bento XVI citou o exemplo de um diálogo entre o imperador bizantino Manuel II e um persa erudito sobre Cristianismo e Islamismo:

    “«Mostra-me também o que trouxe de novo Maomé, e encontrarás apenas coisas más e desumanas tais como a sua norma de propagar, através da espada, a fé que pregava».[3] O imperador, depois de se ter pronunciado de modo tão ríspido, passa a explicar minuciosamente os motivos pelos quais não é razoável a difusão da fé mediante a violência.”

    Um dos purpurados que naquela época não escondia seu descontentamento e criticava abertamente Bento XVI na mídia mundana, era justamente o então arcebispo de Buenos Aires Jorge Bergoglio:

    http://www.telegraph.co.uk/news/religion/the-pope/9931030/Pope-Francis-run-in-with-Benedict-XVI-over-the-Prophet-Mohammed.html

    Reagindo ao Discurso do Papa, Bergoglio teve a cara de pau de declarar sua insubordinação à imprensa:

    “A declaração do Papa Bento XVI não reflete minhas próprias opinions. Esse discurso dele servirá pra destruir em 20 segundos o relacionamento com o Islamismo que João Paulo II cuidadosamente construiu nesses últimos 20 anos”.

    O Vaticano então reagiu rapidamente removendo um outro insubordinado, o Arcebispo de Puerto Iguazu, Dom Joaquim Piña que continuava fazendo esse mesmo tipo de crítica na mídia da Argentina. Esse foi um aviso claro pra Bergoglio de que se ele não refreasse a língua, ele seria o próximo.
    Como reação às ameaças que vinham de Roma por causa de sua insubordinação, o então Cardeal Bergoglio cancelou seus planos de voar pra Roma, escolhendo boicotar o Segundo Sínodo dos Bispos convocado por Bento XVI.
    Hoje mais do que nunca eu entendo porque Jesus condenava com tanto rigor a hipocrisia dos fariseus:

    “Em verdade vos digo que os publicanos e as prostitutas vos precederão no Reino de Deus” (Mt 21, 31)

    Por ser Ele mesmo a Verdade, o Verbo de Deus é incompatível com a hipocrisia, pois essa consiste no ato de fingir crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A hipocrisia é a “virtude” do mentiroso e do pai da mentira. Daí as condenações duras de Jesus à hipocrisia e o conselho permanente a todos os seus discípulos:
    _ GUARDAI-VOS DO FERMENTO DOS FARISEUS!

  6. Na igreja, hoje, já existe autorização para criticar o Papa, mas com caridade. Pensava eu que era um dever do cristão corrigir o erro do irmão, seguindo precisas orientações de Jesus aos apóstolos. São Paulo também se referiu nas suas cartas a esse assunto.Porquê, então, a correção, de cima para baixo, não acontece mais? Padres notoriamente heréticos continuam, com inteira liberdade, a espalhar as suas heresias? Por outro lado, verdadeiros expoentes da sã doutrina (como o Professor Roberto Mattei) são sumariamente demitidos. A demissão do Professor Mattei é um sinal vermelho de alerta. Cuidado, caridosos críticos do Papa…