Papa Francisco e a Fraternidade: uma oportunidade.

O artigo original foi publicado por Catholic National Register, que, segundo o autor, não é inimigo dos católicos tradicionais (outras tantas publicações do mesmo autor estão no ar, bem como a EWTN, a qual pertence o jornal, já transmitiu ordenações da FSSP ao vivo), mas que, inexplicavelmente, para desconforto dos editores e leitores, retirou este artigo do ar pouco depois de ser publicado. Assim, o autor teve de o republicar em seu próprio blog.

Por Pat Archbold | Tradução: Fratres in Unum.com  – Provavelmente, muitos dentre vós já viram o vídeo que Tony Palmer publicou semana passada, e que foi empolgante para muitos. Em uma conferência protestante, Tony Palmer, ministro anglicano, trouxe um vídeo de saudação do Papa Francisco gravado pelo celular. O assunto de ambos o vídeo e a palestra era a unidade dos cristãos.[1]

Em seu comentário, o Papa Francisco fez as seguintes afirmações aos nossos irmãos separados acerca da separação: “Separados porque… o pecado que tem nos separado, todos os nossos pecados… os mal-entendidos ao longo da história. Tem sido uma longa estrada de pecados a que compartimos. A quem culpar? Todos nós pecamos. Só há um [sic] inculpável, o Senhor.”

Isto é certamente verdadeiro. Apesar da verdade da doutrina católica, a Igreja [sob João Paulo II] aceitou sua parte na vergonha pelos mal-entendidos que permitiram aprofundar e empedernir a divisão, conduzindo a séculos de separação.

Quando eu ouvi isso, veio-me imediatamente à mente algo escrito pelo predecessor do Papa Francisco. Em 2007, junto ao motu proprio Summorum Pontificum, o Papa Bento XVI emitiu uma carta explicando suas razões. Nela, ele fez a seguinte afirmação:

Olhando para o passado, para as divisões que no decurso dos séculos dilaceraram o Corpo de Cristo, tem-se continuamente a impressão de que, em momentos críticos quando a divisão estava a nascer, não fora feito o suficiente por parte dos responsáveis da Igreja para manter ou reconquistar a reconciliação e a unidade; fica-se com a impressão de que as omissões na Igreja tenham a sua parte de culpa no facto de tais divisões se terem podido consolidar. Esta sensação do passado impõe-nos hoje uma obrigação: realizar todos os esforços para que todos aqueles que nutrem verdadeiramente o desejo da unidade tenham possibilidades de permanecer nesta unidade ou de encontrá-la de novo. Vem-me à mente uma frase da segunda carta aos Coríntios, quando Paulo escreve: «Falámo-vos com toda a liberdade, ó Coríntios. O nosso coração abriu-se plenamente. Há nele muito lugar para vós, enquanto no vosso não há lugar para nós (…): pagai-nos na mesma moeda, abri também vós largamente o vosso coração» (2 Cor 6, 11-13). É certo que Paulo fala noutro contexto, mas o seu convite pode e deve tocar-nos também a nós, precisamente neste tema. Abramos generosamente o nosso coração e deixemos entrar tudo aquilo a que a própria fé dá espaço[2].

Parece-me que este é um dos momentos críticos na história aos quais Sua Santidade se refere.

Com o fim das discussões entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X no crepúsculo do pontificado anterior, com a opinião pública durante o primeiro ano do atual pontificado e com outros eventos internos, os católicos tradicionais, tanto de dentro quanto de fora [sic] da Igreja, têm se sentindo cada vez mais marginalizados. Se justo e verdadeiro, eu digo sem medo de contradição que esse é o sentimento predominante.

Essa percepção de marginalização manifestou-se numa crescente retórica estridente e francamente desrespeitosa por parte de alguns tradicionalistas e seus líderes.

Eu tenho grande preocupação de que, sem toda a generosidade dos líderes da Igreja que a fé permite, esta separação, esta ferida na Igreja, torne-se permanente. De fato, sem tal generosidade, eu só posso esperar isso. A separação permanente e o sentimento de marginalização provavelmente separarão mais almas do que as atualmente associadas à Fraternidade.

Chego até mesmo a acreditar que o Papa Francisco é exatamente o Papa certo para isso. Em sua mensagem aos evangélicos [sic], ele deixa clara sua real preocupação pela unidade.

Aqui, então, está o que peço. Eu peço ao Papa que aplique esta larga generosidade à Fraternidade e normalize as relações e seu estatuto dentro da Igreja. Estou pedindo ao Papa para fazer isso ainda que sem o total acordo acerca do Segundo Concílio do Vaticano. Quaisquer que sejam as discordâncias, com certeza podem ser trabalhadas com o tempo com a Fraternidade firmemente implantada na Igreja. Eu penso que a Igreja deva ser mais generosa no que respeita à unidade do que insistir em uma aderência dogmática de uma interpretação de um concílio não dogmático. Os problemas são reais, mas eles devem ser trabalhados com nossos irmãos dentro de casa e não com as portas trancadas.

Além do mais, o compromisso do Papa Francisco com os objetivos do Concílio Vaticano II é inquestionável. Com uma sua generosidade neste sentido, ninguém jamais a interpretaria como uma rejeição ao Concílio. Como poderia ser isso?! Tal percepção não ocorreria no pontificado anterior. O Papa Francisco é singularmente adequado a tal magnânimo momento.

Eu creio que essa generosidade seja tanto garantida pela Igreja como Sua prática comum. Nós não insistimos com as ordens religiosas que se dispersaram ainda mais profundamente na direção contrária que assinem uma cópia da Pascendi Dominici Gregis antes de poderem ser chamadas católicas de novo. Então, por-favor, não insistamos o contrário com a Fraternidade. Deveríamos nós requisitar mais de um grupo para o qual, doutrinalmente, não teria sequer uma orelha em pé há cinquenta anos? Rezo para que não.

Dai-lhes estatuto canônico e estrutura organizacional que os proteja. Trazei-os para casa, pelo bem deles e de inúmeras outras almas. Eu realmente creio que tal generosidade será recompensada sete vezes mais. O Papa Bento já fez muito do trabalho pesado, que tudo que é necessário agora é um pouquinho mais.

Por-favor, Beatíssimo Padre, não nos deixeis este momento passar e esta fenda se transformar em um abismo. Fazei esta oferta generosa e salvai a Igreja de uma ulterior divisão. Fazei isso de modo que nenhum de Vossos sucessores possa jamais dizer: “se pelo menos tivéssemos feito um pouco mais”.


[1] [N.T.] Este é o período em que ocorre, no hemisfério norte, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Por isso, tanto se tem falado sobre esse assunto. Já no Brasil, esta Semana ocorre como preparação para Pentecostes, enfatizando-se o caráter neopentecostal do ecumenismo tupiniquim.

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15 Comentários to “Papa Francisco e a Fraternidade: uma oportunidade.”

  1. Qualquer pessoa que enxerga um palmo na frente do nariz sabe que a unidade de Francisco não é o mesmo senso de unidade da FSSPX. A Fraternidade mantem-se até aonde posso ver, íntegra ao que a Igreja sempre foi, ela não precisa voltar para “casa”, porque nunca saíu.

  2. Pra esclarecimento, o NATIONAL CATHOLIC REGISTER é da EWTN (rede católica) e é uma publicação normalmente ortodoxa, ao passo que o NATIONAL CATHOLIC REPORTER é bastante heterodoxo, ao ponto de, salvo engano, ter sido solicitado por alguma autoridade eclesiástica que removesse o “CATHOLIC” do nome (mas eles se recusaram).

  3. “Nós não insistimos com as ordens religiosas que se dispersaram ainda mais profundamente na direção contrária que assinem uma cópia da Pascendi Dominici Gregis antes de poderem ser chamadas católicas de novo.”

    Dom Marcel Lefebvre solicitou isso (e pediu também adesão ao Syllabus) dos membros da Comissão Eclesiae Dei um dia depois de assinar o acordo e não foi correspondido. Por isso retirou a assinatura. Poucas pessoas sabem desse fato porque Dom Lefebvre não o propagou por respeito ao Papa.

    Fiquei sabendo disso por um texto de Dom Richard Williansom e um antigo sacerdote da Adm. Apostólica confirmou que isso ocorreu.

    Fora esse detalhe histórico, o texto visivelmente foi escrito por alguém que não acompanha detalhadamente a relação do Alto Clero Romano pós-conciliar para com a FSSPX, tanto que NINGUÉM, repito, NINGUÉM pode se chamar de católico sem obedecer plenamente ao Magistério da Igreja, inclusive a “Pascendi” e o Syllabus.

    Mas como conciliar a “Gaudium et Spes” (anti-Syllabus, segundo Joseph Ratzinger) com o Syllabus?

  4. A cobrança foi bem apropriada, mas nem tudo é uma questão de boa vontade, tolerância, generosidade… tem coisas que, ou quem tá errado cede, ou não há acordo possível. Tolerar, ser generoso, e ter boa vontade com o erro, é pecado. Ou se chega a conclusão de quem tá certo e o errado cede, ou não se tem como continuar juntos. Como Roma vai aceitar em seu meio um grupo que condena o Concilio como herético? e como a FSSPX vai fazer acordo com quem o quer proibir de denunciar o que ela crê ser verdade (e o papa acha que devemos seguir nossa consciência, não é?). É um beco sem saída. Ou Roma convence a FSSPX que o Concilio é bom (só precisa ser reinterpretado na continuidade) ou a FSSPX convence Roma que é preciso rejeitar o Concilio e retomar de onde se parou. A primeira hipótese parece mais possível, mas não pode ser posta em prática apenas com carinho e generosidade. É preciso muito mais que isso. E o papa Francisco não tem esse algo mais. Infelizmente.

  5. “Por-favor, Beatíssimo Padre, não nos deixeis este momento passar e esta fenda se transformar em um abismo. Fazei esta oferta generosa e salvai a Igreja de uma ulterior divisão”.

    E quem disse que Bergoglio não veio pra salvar a Igreja de uma ulterior divisão? Isso foi feito justamente quando jogaram Ratzinger pra fora do Papado e elegeram Francisco pra evitar o cisma dos rebeldes liberais.
    Ou tem alguém que ainda ignora que Bento XVI foi obrigado a renunciar pelo “bem da Igreja”?
    Os Bispos alemães, precisamente esses que agora estão reivindicando Comunhão dos adúlteros e reconhecimento de “famílias não convencionais” foram os primeiros a rasgar as sotainas quando Bento XVI anulou as excomunhões dos Bispos da SSPX, liberou o Summorum Pontificum e manifestou seu desejo de regularizar a situação canônica da SSPX sem nenhuma pré-condição. Ou seja, da mesma forma como já havia feito anteriormente.
    Pra quem não sabe, Bispo Fellay se encontrou com o Papa Bento XVI em Castel Gandolfo no dia 29 de Agosto de 2005, apenas quatro meses depois de sua eleição e a partir dali começaram-se as negociações tanto pra anular as excomunhões como pra regularizar a situação canônica. A anulação das excomunhões se deu como pré-requisito necessário, afinal como a Igreja poderia abrir diálogo e negociar com excomungados? Em segundo lugar, como a SSPX poderia acreditar nas boas intenções por trás dessas conversações se no mundo inteiro os Bispos continuavam proibindo os padres de celebrar a Missa de sempre?
    Assim, dois anos depois do início dessas conversações, Bento XVI aboliu todas as restrições para a celebração da Missa Tridentina quando assinou o Motu Proprio Summorum Pontificum no dia 7 de Julho de 2007.
    O terceiro passo foram as negociações para o reconhecimento jurídico. E foi aí que veio a ameaça de Cisma. Os Bispos alemães chegaram a declarar que se Bento XVI regularizasse a situação canônica da SSPX sem que essa aceitasse o Vaticano II, então o cismático seria o Papa!
    E foi por isso que essas negociações já começaram fadadas ao fracasso. Pra começo de conversa, uma prostituta de meio-fio tem mais honra e decência do que os Cardeais Muller e Levada, pois o modo como eles conduziram os colóquios envolve uma total inversão da hermenêutica da Igreja. Hoje eu entendo perfeitamente porque Jesus disse aos fariseus hipócritas que as prostitutas os precederiam no Reino de Deus!
    A mesma Igreja que deixou claro que todos os documentos do Concílio Vaticano II deveriam ser interpretados à luz da Tradição, agora estava propondo que todos que aderem à Tradição da Igreja, devem interpretá-la e aplicá-la à luz do “espírito do Vaticano II “. Fala sério! Esses caras só podem estar rindo do meu cabelo!
    Esse artigo é patético e provavelmente por isso foi retirado do ar:

    “Os católicos tradicionais, tanto de dentro quanto de fora [sic] da Igreja, têm se sentindo cada vez mais marginalizados”?

    Bem vindos ao clube!! Porque qualquer Católico que há 50 anos luta pra ser fiel à Tradição já está mais do que familiarizado com a discriminação e a intolerância dos modernistas. Vale lembrar que alguns só começaram ostentar crachá de “tradicionalista” depois que o “rótulo” teve selo de aprovação de Bento XVI. Mas para aqueles que a fidelidade à Tradição é uma questão de fé, aprovação ou reprovação é irrelevante, pois Jesus já dizia que os seus seriam odiados e perseguidos.
    Cabe aqui lembrar que Mons. Camille Perl, Vice Presidente na Comissão Pontifícia Ecclesia Dei ao responder com uma carta, datada de 23 de maio de 2008, sobre o status dos Católicos que freqüentam as capelas da SSPX, disse:

    ”Apesar de ser verdade que a participação na Missa nas capelas da Sociedade de S. Pio X por si só não constitui “adesão formal ao cisma” (cf. Ecclesia Dei 5, c), tal adesão pode vir ao longo do tempo à medida que se absorve uma mentalidade cismática que se separa do ensinamento do Supremo Pontífice e de toda a Igreja Católica”.

    Bingo! Aí está a razão principal de toda a má vontade de Bispos e padres modernistas de implementar tanto o Ecclesia Dei Aflicta como o Summorum Pontificum, pois o que eles consideram como “mentalidade cismática que se separa do ensinamento do Supremo Pontífice e de toda a Igreja Conciliar” é justamente o processo inevitável pelo qual passa qualquer Católico que começa a comparar a Missa de sempre com a pobreza do Novus Ordo, que começa a ler os Documentos da Igreja e comparar com o paiol de heresias que estão ensinando disfarçado de alocuções e entrevistas.
    Então ao invés de ficar implorando a esses modernistas que “tenham peninha” dos “católicos tradicionais de dentro” que ficaram tão mal acostumados com a generosidade de Bento XVI, deveríamos todos gritar como o cego de Jericó: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de nós”!
    Isso é o que nos ensina São Gregório Magno, papa e Doutor da Igreja na homilia do Domingo da Sexagésima:

    “E é precisamente a humanidade que está representada por este cego sentado na beira do caminho e a mendigar, pois a Verdade diz de Si mesma: «Eu sou o caminho» (Jo 14, 6). Aquele que não conhece o brilho da luz eterna é de fato um cego, mas se começa a crer no Redentor então fica «sentado à beira do caminho». Se, embora crendo Nele, não Lhe implora o dom da luz eterna, se se recusa a pedir-Lho, será sempre um cego à beira do caminho; um cego que não pede. [...] Que todo o homem que reconhece as trevas que o tornam cego, que todo o homem que compreende que lhe falta a luz eterna grite do fundo do seu coração, grite com toda a sua alma: «Jesus, filho de David, tem misericórdia de mim.».

  6. O autor não se dá conta de que todos os motivos que ele enumera por que o Papa Francisco seria perfeito para fazê-lo são precisamente as razões pelas quais ele nunca o fará. Além do mais, para quê? Para acontecer o que aconteceu com a FSSP em Fort Worth? Não, obrigado.

  7. Santo Atanásio dizia que os hereges arianos tinham os Templos católicos e os católicos Tradicionais tinham a Fé Católica.O mesmo se dá hoje, os hereges modernistas tem os Templos católicos (onde eles promovem abominações e desolações em lugares santos, vide o panteão de assis), nós católicos Tradicionais temos a Fé católica!!

    Os católicos Tradicionais nunca se afastaram da Santa Imaculada Igreja Católica, quem se afastou foram os hereges modernistas, progressistas, liberalistas, rc”c”, CNB do B e todo tipo de fruto podre que nasceu do conciliábulo de Metz!!

    VIVA CRISTO REI!!VIVA A SANTÍSSIMA IMACULADA MARIA!!

  8. Hummm…
    FRATRES, desculpem-me a sinceridade, mas…
    Hummm…
    Prefiro acreditar na Alice e no País das Maravilhas…

  9. Tem momentos que leio certos comentários de tradicionalistas que parecem fazer com que a solução está fora da comunhão com a Sé Apostólica e que fora da FSSPX não há salvação. Desculpem, mas erros semelhantes aconteceram através da história e, como o Pe. Paulo Ricardo diz, não se dá ao pecado nenhum nome diferente daquele que lhe caiba: PECADO. E esse já foi identificado como protestantismo.

  10. MA, a FSSPX não possui doutrina própria pois ela se limita tão somente a seguir os ensinamentos da Igreja. Esses clérigos nunca se afastaram da Igreja como fizeram os anglicanos ou os cismáticos russos, mas foram expulsos (literalmente no caso da Diocese de Campos/RJ).

    Estude um pouco sobre o assunto.

  11. Triste é ler comentários de católicos ingênuos que ainda não perceberam que o protestantismo foi entronado oficialmente dentro da Igreja com o advento do Vaticano II.
    Esses católicos ingênuos deveriam antes de mais nada estudar as 95 teses de Lutero e comparar com o que andam pregando nas igrejas Católicas. Não sabem o que é Protestantismo e muito menos o que é Catolicismo.
    Lembrem-se que idolatria e “tietagem” de membros da Hierarquia não contam como Catolicismo, da mesma forma que duas pessoas encima de uma cama gritando “Oh meu Deus”! também não conta como oração…rs

  12. Sr. Gercione Lima;
    Brilhante estes cometários, especialmente este último.
    Infelizmente, FRATER, como o Sr. mesmo comentou acima, muitos católicos ingênuos se comportam como os católicos da velha Inglaterra, durante a “reforma”, tinham certeza de que estavam no rumo certo, confinado na “autoridade” de seus reis…
    Hoje, a pseudo-reforma do concílio das maravilhas, muito bem arquitetada, entorpeceu as mentes da maioria e todos estão aderindo ao protestantismo sem o perceberem.
    FRATER, justamente por isso, este “nosso espaço”, neste Blog, é um momento de tentar despertar as consciências adormecidas ou entorpecidas com a falsidade e o erro.
    Busquemos nossa formação pessoal e rezemos muito, muito mesmo, pois, infelizmente, coisas piores, bem piores, virão!

  13. A Igreja é a fiel depositária da Revelação. O papa é a única testemunha da Tradição ininterrupta. E Nosso Senhor advertiu nos Evangelhos que chegaria o tempo em que os homens não suportariam mais a Sã Doutrina, e se debruçariam sobre as fábulas. E no século XIX Nossa Senhora em La Salette afirma que Roma perderia a Fé.
    Então, depois de um longo processo, finalmente chega o Concílio Vaticano II, os liberais o dominam desde o início e jogam fora todos os esquemas preparatórios, fazendo prevalecer doutrinas que a Igreja nunca aceitou. Da noite pro dia os padres jogam fora as batinas, passam a pregar o que sempre fora tido como erro… E no entanto nós somos considerados errados por nosso pretenso protestantismo em não mudar junto com o resto.
    Vou respirar e vou contar até 30. Hoje é sexta-feira, estamos em plena Quaresma. Vou me penitenciar e não vou dizer o que me dá vontade…

  14. Embora já o tenha comprado, ainda não li o livro do prof. Roberto de Mattei sobre o Concílio Vaticano II. Mas em minhas andanças pelos sebos de São Paulo, acabei encontrando um pequeno, porém excelente livro que a muito buscava: “Cartas a um padre: Considerações sobre o Concílio Vaticano II”, do falecido (e polemico) professor Orlando Fedeli. Foi a partir desse momento (quando acabei de ler o livro) que abandonei a postura de “neoconservador”, isto é, aquele católico que a todo custo quer conciliar a doutrina de sempre com os todos os textos do Vat. II… O livro é excelente em sua demonstração de como ideias anteriormente CONDENADAS pela Igreja foram sorrateiramente INTRODUZIDAS como ensinos oficiais no últimos Concílio.
    É caro Fratres, infelizmente vivemos em uma época onde o “protestantismo” parece ter se tornado a lei e aquele que queira permanecer católico passa a ser acusado como protestante.