O testamento de Mario Palmaro.

A última entrevista de Mario Palmaro – A Mensagem aos Tradicionalistas: “Disseminem a Fé no Mundo”

A OPORTUNIDADE PERDIDA DOS LEFEBVRIANOS

Professor Palmaro, o senhor (e o mundo eclesial que de alguma maneira o senhor interpreta) justificadamente apoiou a tentativa do Papa Bento de trazer à [plena] comunhão o movimento “cismático” lefebvriano. Porém, em julho de 2012, quando o seu Capítulo Geral recusou o convite da Santa Sé, qual foi a sua opinião sobre essa questão? O que o senhor acha agora dessa atitude?

Embora eu nunca tenha feito parte da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), fundada por Monsenhor Marcel Lefebvre, tive a sorte de conhecê-los em primeira mão há alguns anos. Junto com o jornalista Alessandro Gnocchi, decidimos ver esse mundo com os nossos próprios olhos e também descrevê-lo em dois livros e alguns artigos. Devo dizer que muitos preconceitos que eu tinha se comprovaram infundados; encontrei vários bons padres, freiras e irmãos dedicados a uma experiência séria da vida católica, adornada com abertura e cordialidade. Tive uma impressão muito boa da figura de Dom Bernard Fellay, o bispo que lidera a FSSPX – um homem bom e com grande fé. Descobri um mundo de fiéis leigos e padres que rezam todos os dias pelo Papa, embora tenham se colocado em atitude definitiva de crítica, especialmente, com relação à liturgia, liberdade religiosa e ecumenismo. Vimos muitos jovens, muitas vocações religiosas, muitas famílias católicas “normais” que frequentam a Fraternidade. Padres de batina, que caminhavam pelas ruas de Paris ou Roma, eram abordados por pessoas que lhes pediam conforto e esperança.

Estamos bem familiarizados com o polimorfismo da Igreja contemporânea no mundo, o que significa que hoje em dia denominar-se católico não é a mesma coisa que seguir a mesma doutrina; a heterodoxia está amplamente difundida e há freiras, padres e teólogos que abertamente contestam ou negam partes da doutrina católica. Por essa razão, nos indagamos: Como é possível que haja espaço para todo mundo na Igreja, exceto para esses irmãos e irmãs que são católicos em cada aspecto e que são absolutamente fiéis a 20 de todos os 21 concílios que ocorreram no curso da história católica?

Enquanto escrevíamos o primeiro livro, chegaram notícias sobre o levantamento das excomunhões através da decisão histórica do Papa Bento XVI. O que permaneceu nesse ponto foi uma regularização canônica da Fraternidade. O Papa Bento acreditava nessa reconciliação ternamente e ela ainda precisa ser concretizada. Afirmo que o pontificado de Bento foi uma oportunidade histórica para a plena reconciliação e deixá-la passar foi uma verdadeira vergonha. Sempre afirmei que a FSSPX deve fazer tudo o que for possível para a sua regularização canônica, mas eu acrescentaria que Roma tem que dar a Monsenhor Fellay e a seus fiéis a garantia de respeito e liberdade, acima de tudo na celebração do Vetus Ordo e na doutrina que normalmente é ensinada dentro dos seminários da Fraternidade, a doutrina perene.

AGRESSIVIDADE DEFENSIVA

O apoio total em relação ao Papa Bento XVI não parece ocorrer com o Papa Francisco. Os papas são aceitos ou eles são “escolhidos”? O que o papado representa hoje em dia?

O fato de um papa ser “apreciado” pelas pessoas é completamente irrelevante à lógica de dois mil anos da Igreja: o papa é o Vigário de Cristo na Terra e ele tem que agradar a Nosso Senhor. Isso significa que o exercício do seu poder não é absoluto, mas está subordinado ao ensinamento de Cristo, que se encontra na Igreja Católica, em Sua Tradição, e é promovido pela vida da Graça através dos Sacramentos.

Agora, isso significa que o próprio papa pode ser julgado e criticado pelos católicos [ordinários], contanto que isso aconteça na perspectiva de amor pela verdade, e que a Tradição e o Magistério sejam utilizados como critério de referência. Um papa que contradiga um predecessor em questões de fé e moral, sem dúvida, tem de ser criticado.

Precisamos desconfiar tanto da lógica mundana, em que o papa é julgado pelos critérios democráticos que satisfaçam a maioria, quanto da tentação à “papolatria”, de acordo com a qual “o papa está sempre certo.” Além disso, há décadas nos acostumamos a criticar muitos papas do passado de maneira destrutiva, demonstrando uma parca seriedade historiográfica; bem, não vemos razão porque os papas reinantes ou os mais recentes tenham que ser poupados de qualquer tipo de crítica. Se Bonifácio VII ou Pio V são julgados, por que não julgar Paulo VI ou Francisco?

CONTRA O MODERNISMO

No mundo dos sites (internet) e revistas sobre a Tradição, nota-se uma frequente exibição de forte agressividade. É verdade? Quais são as causas? O que o senhor acha disso?

Os problemas comportamentais de algumas pessoas ou entidades relacionadas à Tradição é algo sério e não podem ser negados. Uma verdade apresentada ou proposta sem caridade é uma verdade traída. Cristo é o nosso caminho, verdade e vida; portanto, devemos sempre seguir o Seu exemplo, pois Ele sempre foi firme na verdade e invencível na caridade. Creio que o mundo da Tradição às vezes é mordaz e polêmico por três motivos: o primeiro é uma determinada síndrome de isolamento, que os torna desconfiados e vingativos, e se manifesta através de problemas de personalidade; o segundo é o escândalo genuíno que certas tendências do catolicismo contemporâneo causam naqueles que conhecem o ensinamento doutrinal dos papas e da Igreja antes do Vaticano II; o terceiro, pela falta de caridade que o catolicismo oficial tem demonstrado a esses irmãos, que são interpelados com desprezo como “tradicionalistas” ou “lefebvrianos”, olvidando que, de qualquer maneira, eles estão mais próximos da Igreja do que os membros de qualquer outra confissão cristã jamais puderam estar ou mesmo qualquer outra religião. A imprensa católica oficial não dedica nem sequer uma linha a essa realidade – que inclui centenas de padres e seminaristas – e ainda assim eles são capazes de oferecer páginas a pensadores que não têm nada, ainda que vagamente, do pensamento católico.

Ao comentar sobre a instrução do Vaticano com relação aos Franciscanos da Imaculada, o senhor invocou objeção de consciência para os religiosos quanto às indicações litúrgicas. De que maneira [então] os religiosos devem obedecer a sua família espiritual? Como o senhor coloca a objeção de consciência na tradição do Syllabus?

No meu ponto de vista, a questão dos Franciscanos da Imaculada é muito triste. Ela diz respeito às disposições tomadas por um comissário externo e decidida por Roma com pressa incomum e gravidade igualmente inexplicável. Uma vez que conheço essa família religiosa muito bem, acho que essa decisão é completamente injustificável e [assim] juntamente com outros três expoentes apresentei um pequeno apelo ao Vaticano.

Em suma, lembre-se que as disposições “destitua” o fundador e proíba a celebração do Rito Antigo a todos os sacerdotes da Congregação constitui uma flagrante contradição ao que foi estabelecido por Bento XVI em seu Motu Proprio, Summorum Pontificum. Você está certo: a resistência a uma ordem de autoridade legítima sempre cria um problema para o cristão, ainda mais se ele faz parte de uma família religiosa. Não obstante, nesse caso há alguns aspectos claramente inaceitáveis, e afirmo que os padres dos Franciscanos da Imaculada devem continuar celebrando a Missa na Forma Extraordinária do Vetus Ordo, assegurando que o birritualismo que conheço era a prática normal dos frades. Eu acrescentaria que, em uma Igreja sacudida por milhares de problemas e rebeliões, em que congregações gloriosas estão desaparecendo por falta de vocações, não é bom ver os Franciscanos da Imaculada sendo atingidos dessa maneira, uma vez que eles têm vocações abundantes em todo o mundo.

Em sua opinião, quais são os limites mais evidentes da sensibilidade católica “conciliar” (ou “liberal” se o senhor preferir)? Quais são as suas fragilidades mais evidentes?

Na minha opinião, o problema fundamental é o seu relacionamento com o mundo,  marcado por uma atitude de sujeição e dependência, quase como se a Igreja precisasse Ela mesma adaptar-se aos caprichos dos homens, quando, na verdade, sabemos que é o homem que precisa se adaptar à vontade de Cristo, o Rei da história e do universo. Quando Pio X atacou o Modernismo severamente, ele queria afastar essa tentação mortal do catolicismo: a mudança de doutrina para acompanhar o espírito do mundo. Uma vez que a humanidade tem sido presa do processo de dissolução que começou com a Revolução Francesa (seguida pela modernidade e pós-modernidade) a Igreja é mais do que chamada a resistir a esse espírito do mundo. Ao invés disso, muitas escolhas feitas pela Igreja nos últimos 50 anos são um sintoma de sujeição [a esse espírito do mundo]: a reforma litúrgica, que construiu a Missa para as sensibilidades contemporâneas pela destruição de um Rito em vigor há séculos, orientando tudo em direção à palavra, à assembleia, à participação, [e ao mesmo tempo] diminuindo a centralidade do Sacrifício; a insistência no sacerdócio universal, que tem desvalorizado o sacerdócio ministerial, desanimado gerações de padres e acarretado uma crise sem precedentes nas vocações; a arquitetura “sacra”, que construiu monstros antilitúrgicos; a abolição de facto dos Novíssimos, quando o tema da salvação de almas (e o risco de condenação eterna) é o único assunto sobrenatural que diferencia a Igreja de uma agência filantrópica; e daí por diante.

TORNAR-SE SANTOS

Os crentes estão unidos no essencial e estão divididos em questões controversas. Entretanto, todo mundo é chamado a respeitar e acompanhar àqueles que estão atribulados pelo sofrimento e pelas fatigas da vida. Como é que as sensibilidades espirituais de alguém se modificam quando essa pessoa experimenta o sofrimento ao longo dos dias com violência, como está acontecendo com o senhor?

A primeira coisa que nos abala a respeito da doença é que ela nos atinge sem qualquer aviso e em um momento que não decidimos. Ficamos à mercê dos acontecimentos e não podemos fazer nada a respeito, a não ser aceitá-los. A enfermidade grave nos obriga a estarmos cientes de que somos verdadeiramente mortais; mesmo se a morte é a coisa mais certa no mundo, o homem moderno tende a viver como se ele nunca fosse morrer.

Na doença você compreende pela primeira vez que a vida na Terra é apenas um sopro, você reconhece com amargor que você não se tornou aquela obra prima de santidade que Deus queria. Você experimenta uma profunda nostalgia pelo bem que poderia ter feito e pelo mal que poderia ter evitado. Você olha para o Crucifixo e compreende que este é o coração da Fé; sem sacrifício o catolicismo não existiria. Então, você agradece a Deus por tê-lo tornado um católico, um “pequeno” católico, um pecador, mas alguém que tem uma Mãe atenta na Igreja. Assim, a enfermidade grave é um tempo de graça, mas frequentemente os vícios e as misérias que nos acompanharam na vida permanecem ou até mesmo aumentam [durante ela]. É como se a agonia já tivesse começado, e existe uma batalha sendo travada pelo destino da minha alma, porque ninguém pode estar seguro da sua própria salvação.

Por outro lado, esta enfermidade permitiu que eu descobrisse uma quantidade impressionante de pessoas que me amam e que rezam por mim; famílias que recitam o Rosário à noite com os seus filhos pela minha recuperação. Não tenho palavras para descrever a beleza dessa experiência, que é uma antecipação do amor de Deus e da própria eternidade. O maior sofrimento que experimento é a ideia de ter de deixar este mundo que de tanto gosto e que é tão belo mesmo que também seja tão trágico; de ter que deixar muitos amigos e parentes; mas acima de tudo, de ter que deixar a minha esposa e meus filhos, que ainda estão em tenra idade.

Às vezes imagino meu lar, meu estudo vazio e a vida que continuarei lá, mesmo se não estiver presente. É uma cena que dói, mas é extremamente realista: ela me faz perceber a inutilidade do servo que tenho sido, e que todos os livros que escrevi, as conferências que proferi e os artigos que redigi são nada mais do que palha [NdT.: possível alusão a Santo Tomás de Aquino, que afirmara a mesma coisa após uma experiência mística ao final de sua vida]. Porém, minha esperança está firmada na misericórdia do Senhor e no fato de que outras pessoas recolham parte das minhas aspirações e batalhas e continuem o “antigo duelo”.

[Fonte original: Settimana (Ed. Dehoniane), 27 de outubro de 2013, edição nº 38/2013, p. 12-13. Tradução para o português de Fratres in Unum.com feita a partir da tradução para o inglês de Francesca Romana]

7 Comentários to “O testamento de Mario Palmaro.”

  1. Que diferença de discurso e resposta. Destaco essas palavras: ” a abolição de facto dos Novíssimos, quando o tema da salvação de almas (e o risco de condenação eterna) é o único assunto sobrenatural que diferencia a Igreja de uma agência filantrópica; e daí por diante”.

  2. Precisamos desconfiar tanto da lógica mundana, em que o papa é julgado pelos critérios democráticos que satisfaçam a maioria, quanto da tentação à “papolatria”, de acordo com a qual “o papa está sempre certo.”

    Perfeito! Um verdadeiro tapa com luva de pelica na cara dos neo-conservadores. É preciso destacar que esse valente junto com o jornalista Alessandro Gnocchi foi demitido de uma rádio “católica” por um artigo extremamente crítico ao Papa Francisco. E por isso, além da demissão, também foi objeto de críticas dos neo-conservadores, como se criticar o Papa, quando esse tem comportamentos dignos de censura, fosse o pior dos delitos ou algo contrário à doutrina católica.

    Muito diferente foi a postura de Francisco, esta sim louvável, que telefonou para Palmaro e disse que as posições divergentes de Palmaro foram acatadas com respeito, porque “tinham sido feitas por amor”, e longe de censurá-las, como fizeram alguns neo-cons, o Papa disse que foi muito importante lê-las.

    Também um bispo, Monsenhor Luigi Negri, teve palavras elogiosíssimas a Mario Palmaro.

    “Ele, que permanecerá na história de nossa Igreja como um laico, generoso e empenhado, capaz de sacrificar tudo, inclusive os interesses pessoais, até a própria vida, porque até os últimos dias, apesar da doença que tinha irremediavelmente debilitado sua saúde física, foi capaz de servir a Igreja e à sua missão de evangelização e de cultura de um modo absolutamente impagável.”

    Eis as palavras de Mons. Luigi Negri para Mario Palmaro.

    Temos aí duas posições muito destacadas nos nossos tempos. A dos tradicionalistas que tomam a frente da batalha pelo triunfo da Santa Igreja, não temendo inclusive fazer oposição ao Papa, com as condições que o mesmo Palmaro explicou, e a dos novos católicos ou normalistas, que preferem tapar o Sol com a peneira e não enxergar aquilo que está claro para todo mundo ver, preferindo o auto-engano e a ilusão de que tudo era como antes, de que há perfeita continuidade com o passado, que um Papa jamais pode trair a tradição e a fé, etc… Quem observa o que era a Igreja antes de Paulo VI e do CV II logo percebe que estamos diante uma grande mentira. E vejam que isso não se trata de um juízo de valor sobre o CV II, mas apenas ao comportamento da hierarquia nesse período. Também há uma flagrante ruptura de Francisco em relação a Bento XVI, seja no decoro litúrgico, seja nas relação conflituosas com os católicos dignos desse nome. Mas divago apenas para justificar que pode existir uma oposição legítima em benefício da Igreja mesmo contra o Papa.

    E retomo afirmando que Palmaro optou pela primeira opção, sendo um dos principais baluartes em defesa de nossa fé. Ele não preferiu a opção cômoda de alguns que pensam só porque a Igreja tem o triunfo final garantido isso faria com que eles pudessem se abster da luta. Ou porque consideram que a figura do Papa é tão divina que caso nos opuséssemos a ele estaríamos nos opondo ao próprio Deus. Papólatras! Também tem a posição daqueles que consideram que manifestar oposição ao erro seria provocar divisão, como se a unidade no erro e naquilo que a Igreja condena, fosse algo a se aceitar pacificamente. Ora bolas, toda manifestação de repúdio de católicos tradicionalistas se dão para escândalos públicos. É um crime e uma traição querer justificar as reuniões apóstatas de Assis, por exemplo. É um crime ficar indiferente à ditadura modernista que proíbe o sagrado rito de sempre ou aos abusos litúrgicos ou mesmo as partes defeituosas da missa nova. É um crime ficar indiferente ao vermos um papa conceder tantas entrevistas a jornais laicos e silenciar completamente a doutrina católica ou omitir aqueles pontos da doutrina que poderiam ser prejudiciais a sua imagem.

    Se hoje a situação não é tão degradante como antes, por causa de pequenas batalhas vencidas (como o SP por ex.) isso se deve especialmente aos tradicionalistas, que foram os que tiveram a honra de serem vilipendiados e caluniados por todos esses assassinos da vida da graça nas almas, seja eles laicos ou membros da Igreja.

    Eu completei 30 anos recentemente e só tive conhecimento da missa de sempre, há alguns anos, por causa de pessoas que a defenderam com vigor. Só sou adepto da doutrina tradicional pelo mesmo motivo. Porque pessoas me trouxeram ao meu conhecimento documentos como o syllabus, mortalium animos, mediator dei, mystici corporis, dentre outros.

    É por isso que é preciso pregar essas coisas com rigor e firmeza (sem qualquer temor à crítica), para que uma nova geração de católicos não sejam ludibriados pelo comportamento de uma hierarquia tíbia e muitas vezes traidora.

    Devemos ser muito gratos a Mario Palmaro.

    Que descanse em paz.

  3. Parabéns Pedro Henrique por suas palavras a Mário Palmaro. Realmente, mesmo sendo mais velho do que você, descobri não ha muito tempo onde estava a verdadeira Igreja de Cristo. Em sua idade, isso ha 15 anos atrás , digo que o mundo apresentou-me movimentos heréticos, os quais sem algum discernimento eu abraçava com vontade.

    Mas com tantos Católicos Tradicionalistas que defendem a Fé enraizada na Santa Tradição é que me encontrei dentro da Igreja.

    Sem dúvida que tenho muito que aprender, mas isso depende unicamente de meu esforço, pois da Vontade de Deus certamente já é aprovado.

    Não há nada neste mudo , a não ser a Misericórdia de Deus que vem do alto, que pague a adesão a Verdade de Fé e Moral que a Santa Igreja é detentora desde sempre.

    Que Deus sempre proteja a todos e em especial a essas pessoas como Mario e tantos outros tradicionalistas para que possam sempre empregar todo seu conhecimento na promulgação da Palavra de Deus lima, como sempre o fez Igreja de Sempre.

    Que os ouvidos dos Católicos de hoje possam ouvir a Verdade cheia de amor que a Tradição e Santo Magistério tem reservado para nós.

  4. Francisco o demite e ainda telefona agradecendo pelas “criticas feitas por amor” e que foram “acatadas com respeito”? Hum rum,sei…….

  5. A Fraternidade São Pio X. Não poderia fazer nenhum acordo com Roma. Uma vez que ela fez todo possível e impossível, para provar com documentos sólidas, que seus ideais eram sedimentados na doutrina Tradicional. Ela é infalível. Em questões de princípios e religiosas não existe meias verdades. O Papa Bento XVI teve oportunidade, de verificar por dois anos, que a documentação apresentado por doutos sacerdotes da Fraternidade. Foi suficiente para um reconhecimento justo para comprovar que a mesma, não continha nada que entrasse em contradição com a doutrina da Igreja. Cabe por justiça. Devolve-la as honras que são devidas. Isto é primário em direito. Quando o réu não tem culpa. É mais do que justo, dar-lhe a liberdade. Engraçado! A Fraternidade, provou por A+B que não podemos aceitar o concílio vaticano II, a missa nova, ecumenismo… Que tem erros contra a fé. E no entanto, não tem um pleno reconhecimento por partes das autoridades eclesiásticas? O que ela poderia ter feito mais? Aceitar o erro com o mesmo direito da verdade?
    Joelson Ribeiro Ramos.

  6. “Os problemas comportamentais de algumas pessoas ou entidades relacionadas à Tradição é algo sério e não podem ser negados. Uma verdade apresentada ou proposta sem caridade é uma verdade traída.” [2]

  7. Monsenhor Marcel Lefebvre, no livro “Do Liberalismo à Apostasia – A Tragédia Conciliar”, faz muitas e contundentes críticas a vários papas, com base na filosofia e na teologia. Sem dúvida, ele sabia o que estava falando e, aliás, pagou elevado preço pela sua firmeza de convicções. Como sou totalmente ignorante nessas duas ciências, só quero lembrar que os papas não são deuses; são homens, falíveis mesmo quando pensam estar certos. Logo, São Paulo foi o primeiro a nos dar exemplo. Mas não podemos faltar com a Caridade. Ao contrário, devemos rezar por aqueles que erram, ainda que fossem nossos inimigos. Não se lembram de que João Paulo II, logo após assumir o pontificado, pediu?: “Se eu errar, me corrijam”.