Nota Pastoral de Dom Antonio Rossi Keller sobre a “Ideologia de Gênero”.

A questão da chamada “ideologia do Gênero”.

Novamente, como era previsto, volta a questão da ideologia do gênero, para ser incluída no PNE (Plano Nacional de Educação). Nossa Pátria vive um momento histórico crucial.

Alguns tentam empurrar goela abaixo da Nação uma visão ideológica contrária a todos os princípios de uma sadia visão do ser humano.

É preciso entender o significado desta visão ideológica, para poder entender o mal que carrega consigo, com consequências nefastas.

Nos últimos anos estamos escutando esta expressão “gênero”, e a grande maioria da população não se dá conta de que isto não é simplesmente uma maneira diferente de referir-se à divisão da humanidade em dois sexos. Por trás desta expressão esconde-se uma ideologia, um falso pensamento que pretende, segundo seus sustentadores, fazer-nos sair desta “visão antiga, simplista e preconceituosa”, que seria aquela da divisão da humanidade entre masculino e feminino.

Os defensores da ideologia do gênero afirmam que as diferenças entre homem e mulher, fora daquelas anatomicamente evidentes, não correspondem a esta visão, segundo eles, já caduca, de que a natureza determine que uns sejam homens e outros mulheres… Pretendem deixar à liberdade de cada um a escolha do tipo de “gênero” ao qual cada um queira pertencer, considerando todas as possibilidades como igualmente válidas. Ou seja, isto faz com que homens e mulheres heterossexuais, bem como homossexuais, lésbicas, bissexuais e transexuais sejam simplesmente considerados como quem escolheu para si modos diferentes de comportamento sexual, fruto da liberdade, escolha esta que todos os demais devem respeitar.

Não é preciso muita reflexão para que alguém se dê conta do quanto esdrúxulo seja este pensamento, e de que como ele carregue consigo consequências graves, sendo que a primeira consequência seja a simples e absoluta negação de que exista uma natureza genética masculina ou feminina dada a cada ser humano. O resultado desta visão é a dissolução do princípio da diferença entre sexos, considerada como uma simples “convenção” atribuída à sociedade. Na visão ideológica do gênero, cada um pode e deve “inventar-se a si mesmo”. No quadro desta visão ideológica, estão abertas as portas para as já conhecidas “opções sexuais” possíveis, bem como para qualquer outro tipo de opção, como por exemplo a zoofilia, a pedofilia e o que se quiser criar. Basta que alguém determine para si o tipo e o modo de sua opção sexual, e a Sociedade como tal deve não só aceitá-la, mas até mesmo promove-la.

Assim, toda a moral fica determinada a partir da decisão do indivíduo, desaparecendo a diferenciação entre o que é permitido e o que é proibido em tudo o que se refere à questão da sexualidade humana. O que é certo e o que é errado neste campo está submetido ao que cada um julga ser certo ou errado para o gênero que escolheu para si.

A introdução deste conceito ideológico do gênero na legislação e no sistema educacional do país significará um comprometimento irreversível do princípio e da instituição da sociedade, fundada no modelo natural, que chamamos e entendemos por “Família”.  No quadro da ideologia do gênero, a família “tradicional”, composta por pai, mãe e filhos, é entendida como um princípio opressor, cabendo a cada individuo estabelecer seu modo de ser e de formar a sua família.

A nova sociedade, preconizada pelos defensores da ideologia do gênero estará fundada na mais absoluta permissividade sexual, já que a cada um caberá estabelecer seu próprio gênero, segundo as tendências homossexuais, transexuais, bissexuais ou outras.

Dentro deste quadro absurdo de predomínio absoluto do subjetivismo, a instituição familiar tradicional é também considerada discriminatória e, portanto, nas escolas, os chamados “kits” gays, bissexuais, transexuais, etc. deverão tornar-se obrigatórios, para a superação da discriminação.

Como pastor da Igreja Diocesana de Frederico Westphalen, não posso calar, diante de mais esta aberração que tentam nos impor, usando falsamente o princípio da liberdade como desculpa para implantar em nossa Pátria valores incompatíveis com a nossa cultura.

Vivemos momentos difíceis, e devemos enfrentá-los com a oração, com a clareza das ideias e com a legítima ação cidadã de manifestar nossa opinião contrária a estes projetos iníquos, que pretendem destruir as bases cristãs de nossa Sociedade.

Convoco pois, novamente a todos os diocesanos de Frederico Westphalen e a todas as pessoas de boa vontade a que rezem pelo Brasil e a que reajam especificamente contra este projeto, dentro dos parâmetros da legalidade,  para evitar que nosso país caia nas armadilhas de princípios educacionais e de uma legislação fundada em valores imorais, que trarão consequências irreparáveis às nossas famílias, à vida de nossas crianças e de nossos jovens. Basta de agressões à instituição da família, já tão martirizada.

Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, com sua intercessão materna, salve o Brasil destas ideologias destruidoras dos autênticos valores cristãos.

Frederico Westphalen, 26 de março de 2014.

+ Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo de Frederico Westphalen

Fonte: Encontro com o Bispo

7 Responses to “Nota Pastoral de Dom Antonio Rossi Keller sobre a “Ideologia de Gênero”.”

  1. Parabéns ao Bispo! Até agora, 3 se manifestaram contra. Sempre haverá amigos de Cristo, mesmo no sinédrio farisaico (os Nicodemos e Josés de Arimatéia). E os outros, vão se calar?

  2. O processo de desconstituição da família (formada por um homem e uma mulher e filhos) já está em curso… veja o caso da guerra cultural (manipulação da linguagem): substitui SEXO por GÊNERO.

    Para reflexão…

    Será que o problema não lhe diz respeito?

    Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali. Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira. Foi para o pátio da fazenda advertindo a todos:
    – “Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa.”

    A galinha, que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse:

    – “Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.”

    O rato foi até o cordeiro e disse a ele:
    – “Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira.”
    – “Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.”

    O rato dirigiu-se então à vaca. Ela disse:
    – “O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!”

    Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.

    Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira pegou a cauda de uma cobra venenosa que picou a mulher. O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal
    – a galinha.
    Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o cordeiro. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.

    MORAL DA ESTÓRIA: Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito lembre-se que,
    quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre PERIGO!

    PS.: Os bispos brasileiros precisam deixar de serem ILHAS isoladas. A CNBB é um CONTINENTE de bispos. Ela precisa se pronunciar sobre essa matéria que afetará a todas as famílias. Não é possível continuar agradando a Deus e ao Dinheiro (poder econômico-social-político-religioso que escraviza essa Terra de Santa Cruz há anos). De que lado está a CNBB? Das famílias, do povo cristão, do Evangelho da Vida, da Cultura da Vida ou do lado da Ideologia de Gênero, do povo ateu e satanista, da Cultura da Morte? Não é possível agradar a dois senhores, CNBB, advertiu Jesus.

  3. Façamos pressão na CNBB

  4. na verdade o que eles querem nos impor são os dogmas de uma religião pagã ou satanista usando os meios legais para isto.

  5. Há uma meia dúzia de bispos atuantes soltando notas públicas de condenação a muitas as aberrações – tomara que ordenem os sacerdotes de suas dioceses para as repassarem aos fieis nas homilias – como a Ideologia do Gênero e coisas mais, sendo o mais triste nessa historia, de certo modo, afirmar que apenas o Pe Paulo Ricardo agiria com muito mais redundância contra os marxistas que a instutuição CNBB inteira, pelo menos a sua direção, aparentando estar ela ao lado desse governo de orientação marxista.
    Como pode um católico em sã consciência votar em comunistas?
    Para os que sabem, aderir aos comunistas, entrar no partido, apoiar, votar é excomunhão latae sententiae e, pelo visto, haveria muitos clérigos e eligos por aí que seriam defuntos ambulantes, estariam há muito condenados, corresponsabilizando por todos os infindas desgraças contra o povo, repercutindo inclusive na perseguição mundial aos cristãos por os comunistas serem aliados dos muçulmanos, das quais também teriam de prestarem contas por associarem-se às más obras!
    Os últimos 10 papas até Bento XVI, incl. Paulo VI, condenaram duramente os comunistas, como o papa Leão XII: “ … esta seita de homens que, debaixo de nomes diversos e quase bárbaros se chamam socialistas, comunistas ou nihilistas, e que, espalhados sobre toda a superfície da terra, e estreitamente ligados entre si por um pacto de iniqüidade, já não procuram um abrigo nas trevas dos conciliábulos secretos, mas caminham ousadamente à luz do dia, e se esforçam por levar a cabo o desígnio, que têm formado de há muito, de destruir os alicerces da sociedade civil. É a eles, certamente, que se referem as Sagradas Letras quando dizem: ‘Eles mancham a carne, desprezam o poder e blasfemam da majestade’ (Jud. 8)” (Leão XIII, Encíclica Quod Apostolici Muneris, 28 de dezembro de 1878 – Editora Vozes Ltda., Petrópolis, págs. 3-4).

  6. Extremamente lamentável o ponto a que chegamos. Procuro aqui http://www.adapostolica.org/ e não acho nota alguma sobre este terrível momento. Estarão fazendo o mesmo que Pilatos diante de Jesus esquivando-se de dar testemunho da verdade.

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