Cardeal Walter Kasper relata palavras do Papa Francisco sobre críticas a seu livro: “Isso entra por um ouvido e sai pelo outro”.

Cardeal Kasper, o “teólogo do Papa”, suaviza as críticas do Vaticano às religiosas americanas

IHU – O cardeal alemão que vem sendo chamado “o teólogo do papa” disse que a crítica aberta do Vaticano às religiosas americanas é típica da visão “mais estreita” que funcionários da Cúria Romana tendem a ter, e falou que as católicas estadunidenses não devem se preocupar excessivamente com o caso.

Cardeal Walter Kasper

Cardeal Walter Kasper

“Eu também sou considerado suspeito”, disse o cardeal Walter Kasper com uma risada durante evento ocorrido segunda-feira na Universidade de Fordham, EUA. “E não posso ajudá-las”, acrescentou, referindo-se aos críticos das irmãs em Roma.

A reportagem é de David Gibson, publicada por Religion News Service, 06-05-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Kasper, de 81 anos, atuou como o líder ecumênico do Vaticano sob os papas João Paulo II e Bento XVI. É considerado um aliado próximo do Papa Francisco. Quando este convocou os bispos para uma cúpula de dois dias a fim de tratar alguns temas relacionados com a família em fevereiro passado, pediu a Kasper para fazer uma fala de abertura dando o tom ao encontro.

Kasper pode refletir melhor a visão do atual papa do que as medidas duras aplicadas às religiosas americanas pelo escritório doutrinal. Assim como Francisco suavizou o foco dado às regras e a questões polêmicas num esforço para ampliar o apelo da Igreja, também Kasper sublinhou a importância da flexibilidade pastoral e do realismo para com os membros da Igreja, em suas vidas imperfeitas.

Kasper encontra-se nos Estados Unidos para divulgar seu livro intitulado “Mercy: The Essence of the Gospel and the Key to Christian Life” [Misericórdia: A essência do Evangelho e a chave para a vida cristã]. Nele há um pequeno texto escrito pelo Papa Francisco, quem fez da misericórdia a pedra angular de seu ministério desde que foi eleito no ano passado.

Na segunda-feira, Kasper disse ao público que após Francisco tê-lo enaltecido poucos dias depois de sua eleição [ndr: e o fez também no consistório, após um discurso polêmico de Kasper sobre a comunhão a “recasados”, a despeito da oposição de grande número de cardeais], “um experiente cardeal se aproximou dele [do papa] e falou: ‘Santo Padre, o senhor não pode fazer isso! Há heresias neste livro’”.

Quando Francisco contou a história ao próprio Kasper, declarou ele, o pontífice sorriu e acrescentou: “Isso entra por um ouvido e sai pelo outro”.

Esta foi a forma de Kasper contextualizar a notícia de que o czar doutrinal do Vaticano, o cardeal Gerhard Müller, tinha criticado duramente as líderes de mais de 40 mil irmãs americanas por desobediência a Roma e por “erros fundamentais” em suas crenças.

A Congregação para a Doutrina da Fé liderada por Müller vem tentando controlar as irmãs americanas há dois anos. Acreditava-se que as conversações estavam indo bem, sobretudo após a eleição do Papa Francisco. Mas as críticas de Müller e a dura advertência de que elas precisam levar em conta suas exigências pareceram constituir um grande revés às esperanças.

Kasper disse ter esperanças de que o confronto entre o Vaticano e a Conferência de Liderança das Religiosas (Leadership Conference for Women Religious – LCWR) seja superado.

“Se tivermos algum problema com a liderança das ordens femininas, então teremos que ter uma conversa com elas. Precisamos dialogar com elas, ter uma troca de ideias”, disse. “Talvez elas precisem mudar alguma coisa. Talvez também a Congregação (para a Doutrina da Fé) precise mudar um pouco a sua maneira de ver as coisas. Esta é a maneira normal de se fazer as coisas na Igreja. Estou aqui para o diálogo. O diálogo pressupõe posições diferentes. A Igreja não é uma unidade monolítica”.

“Devemos estar em comunhão”, continuou Kasper, “o que também significa [estar] em diálogo com o outro. Espero que toda esta controvérsia termine com um bom, pacífico e significativo diálogo”.

Censurada pela Conferência Episcopal dos EUA, Johnson, teóloga, foi premiada pela LCWR e louvada por Kasper.

Censurada pela Conferência Episcopal dos EUA, Johnson, teóloga, foi premiada pela LCWR e louvada por Kasper.

Na Universidade de Fordham, Kasper também elogiou uma teóloga feminista americana, a Irmã Elizabeth Johnson, que deverá ser homenageada pelas irmãs americanas e a quem Müller escolheu para criticar.

Müller chamou a atenção da LCWR por decidir homenagear Johnson sem, antes, buscar a aprovação de Roma. Johnson, famosa teóloga que leciona na Fordham, foi repreendida pela comissão doutrinal dos bispos americanos em 2011 devido aos debates que ela propôs em seu livro para o público geral intitulado “Quest for the Living God” [A busca pelo Deus Vivo].

Quando perguntado sobre Johnson e uma outra teóloga feminista, Elisabeth Schussler Fiorenza, cujas opiniões também foram contestadas pela hierarquia da Igreja, Kasper falou que as conhece há anos e acrescentou: “Eu estimo as duas”.

Kasper – companheiro de confiança de seu colega alemão, o cardeal teólogo Joseph Ratzinger, que depois se tornaria Bento XVI – disse que as críticas fazem parte do discurso acadêmico, porém, acrescentou, a congregação doutrinal “vê, às vezes, algumas coisas de uma forma um pouco estreita”.

Disse que a crítica a Johnson “não é uma tragédia e que iremos superar”. Observou que São Tomás de Aquino, o teólogo da Idade Média hoje considerado um dos maiores pensadores da Igreja, foi condenado pelo seu bispo, tendo que viver à sombra durante anos.

“Então ela está em boa companhia”, Kasper disse a respeito de Johnson.

34 Comentários to “Cardeal Walter Kasper relata palavras do Papa Francisco sobre críticas a seu livro: “Isso entra por um ouvido e sai pelo outro”.”

  1. Resta saber se Kasper está falando a verdade.

    • Ah, não, Thiago Rachid! Um membro do colégio cardinalício, amicíssimo do Papa reinante, mentindo publicamente! E não se trata de uma mentira qualquer: ele atribui ao Papa palavras gravíssimas! Momento mais do que oportuno para um desmentido da Sala de Imprensa, certo?! Vamos aguardar, então…

  2. Só dá pra dizer uma coisa: Meu Jesus, misericórdia!

  3. “Se tivermos algum problema com a liderança das ordens femininas, então teremos que ter uma conversa com elas. Precisamos dialogar com elas, ter uma troca de ideias”, disse. “Talvez elas precisem mudar alguma coisa. Talvez também a Congregação (para a Doutrina da Fé) precise mudar um pouco a sua maneira de ver as coisas. Esta é a maneira normal de se fazer as coisas na Igreja. Estou aqui para o diálogo. O diálogo pressupõe posições diferentes. A Igreja não é uma unidade monolítica”.

    “Devemos estar em comunhão”, continuou Kasper, “o que também significa [estar] em diálogo com o outro. Espero que toda esta controvérsia termine com um bom, pacífico e significativo diálogo”.

    O então cardeal é tão “compreensivo” assim com os FI ou com a FSSPX?
    Misericórdia, Senhor. Vem logo!

  4. ““um experiente cardeal se aproximou dele [do papa] e falou: ‘Santo Padre, o senhor não pode fazer isso! Há heresias neste livro’”.

    Quando Francisco contou a história ao próprio Kasper, declarou ele, o pontífice sorriu e acrescentou: “Isso entra por um ouvido e sai pelo outro”

    Esses hereges modernistas radicais estão tão confiantes que dizem em voz alta o que os hereges modernistas moderados sussuram baixinho.

    Por isso o que Nosso Senhor Jesus Cristo ( o católico centro de tudo e não o homem) ensinou cabe bem para esses hereges modernistas da “igreja” conciliar:

    “Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado.”

    Aí de vós hereges modernitas,aí de vós papólatras; Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura?

  5. Thiago Rachid,
    Cai na real rapaz! Pare de ser ingênuo….

  6. “Isso entra por um ouvido e sai pelo outro”

    Mais um ensinamento para os papolatras fanatizados seguirem quando um católico da Tradição apresentar provas e evidências que tudo que vem da “igreja” conciliar é heresia e blasfêmia!!

    Como costumam dizer os conciliares da “igreja” conciliar dos pobres:
    Amém… Axé… Awere… Aleluia!

    Ironic Mode ON

    Ps: estou aqui curioso para saber as desculpas da turma da limpeza (papolatras e Sala de Imprensa)

  7. O Kasper está certo, elas não devem se preocupar com o caso.

    Já os Franciscanos da Imaculada, estes sim devem se preocupar e muito com o Papa Francisco e a Curia Romana, e nós também.

  8. Dialogar…
    Dialogar…
    Dialogar…

    Para confundir, dar azo a diversas interpretações, para espalhar, para quebrar e destruir qualquer barreira ou fortaleza de fé, para acabar com qualquer forma de pensar que não seja “metamorfósica” ao gosto do freguês, mole, discutível, uma variável que pode ter valores com o passar do tempo.

    Com todo o respeito, tá faltando gente de “saco roxo” nestes nossos dias para afirmar, definir, estabelecer, convencer, fortalecer, ajuntar e trazer uma constante da verdade, do bom e do belo de alguma forma.

    Venite Domine!

  9. Na qualidade de papólatra, me recuso a acreditar… Aliás, sequer li essa matéria…

  10. Tio Kaká, eu matei minha mãe, mas olhe, eu fiz tudo para ela não sentir dor, Deus me condenará?

    Ó que vida imperfeita, mas olhe, temos de dialogar, por que fez e por que não achou errado fazer?

    Ela feria minha dignidade e me fazia de sua vítima porque punha culpa em mim e me pedia para eu reconhecer minha culpa e meus pecados para que eu pudesse me converter.

    Freud disse que a culpa dos católicos enlouquece a sociedade. Não é da culpa e do temor que nascem a sabedoria, o homem encontra Deus na pura alegria de ser como é. O homem de nada é culpado diante de Deus. Suas experiências é que têm de evoluir e, então, ele será um convertido. O resto que entre por um ouvido e saia pelo outro. Deixe sair com a urina…

    Sim, tio, é isso que eu penso e, agora, eu me sinto livre e alegre. Melhorarei minhas experiências. Evoluirei como Deus evolui e como a mensagem dEle evoluiu nas comunidades, desde as primeiras que apenas expressaram sua época.

    Também Santo Tomás não foi compreendido e, hoje, evoluímos dele. Mas, vem cá filho, seu pai ainda é vivo?

  11. Só mais uma coisa Tio Kaká: olhe, Santo Tomás disse que se Deus muda ou evolui não é mais perfeito, porque só o imperfeito pode mudar, uma vez que mudança sempre altera no sentido de retirar ou de acrescentar e o perfeito tem de ser perfeito durante todo o tempo e além do tempo, porque o tempo já é uma imperfeição.

    Ai, ai ,ai, filho, tinha de vir com isso?

  12. Isso sem dizer que Kasper, também na sua viagem nos Eua, defendeu que “a Igreja não tem nada contra a contracepção”, que cada um deve seguir sua consciência em “como fazer” a contracepção, além de ter defendido a sua já conhecida posição de que certos divórcios são “necessários”.

    http://rorate-caeli.blogspot.com/2014/05/cardinal-kasper-in-nyc-ghost-of-vatican.html

  13. Acontece que agora entramos num terreno perigoso: a afronta aos bispos norte-americanos. Será que Francisco terá força suficiente para enfrentar os bispos dos EUA que, na sua maioria, são contrários às freiras doidas da LCWR?
    Uma coisa é subscrever heresias de Kasper (o que não é pouco!), outra totalmente diferente é o embate com os “donos do cofre”, se é que me entendem. A pressão dos bispos alemães sobre os recasados, com Kasper liderando a vanguarda do exército, se deve a questões financeiras. Entretanto os EUA não ficam muito atrás, ou até mesmo superam, os alemães em termos de ora$ões.
    Os bispos americanos querem uma condenação das freiras, isso é claro e estão absolutamente certos. Francisco, Braz de Aviz e Kasper querem “diálogo”. Não é a primeira vez que se faz um juízo negativo e público da posição da C. para Doutrina da Fé. Lembram-se do diálogo do Papa com os religiosos do Caribe? Disse que eles também deveriam ignorar a CDF e seguir em frente.
    Francisco confirma Müller, o faz cardeal, mas sabota seu prefeito em todos os níveis, desacreditando-o publicamente através de entrevistas confusas e dos seus papagaios de Pirata (Kasper, Marx, Maradiaga) – cardeal contra cardeal.
    Aqui nestes comentários perguntaram o que veremos da “turma da limpeza”. Está realmente ficando cada vez mais difícil para os defensores do padre Jorge defenderem seu breve pontificado. Seus blogs se calam a cada dia, ignorando os graves problemas doutrinais que saltam aos olhos do católico mais humilde. Não é preciso ser doutor em teologia dogmática para saber que há sim problemas sérios com este pontificado. Por isso se calam. Não há mais defesas, malabarismos verborrágicos que sustentem as suas primeiras defesas. Talvez apelem (ainda) para o “ele é o Papa!”… e só!

  14. O papa comete o mesmo erro de Eva: dialogar com a serpente, e vai além, abraça seus conselhos e diz que tem lhe feito muito bem, afinal, ano passado, em um de seus primeiros angelus disse isso em relação ao livro aqui citado do iluminado Kasper.
    Até a Ilze Scamparini da Globo com seu pouco talento para assuntos eclesiásticos já tinha fisgado qual seria a tônica da igreja de Francisco: a mudança(aprovação do erro) em nome da misericórdia.
    Não precisa nem saber se é verdade ou não. O próprio papa já tinha feito elogios ao trabalho de Kasper anteriormente.
    Em pensar que não é o fim, mas só o começo.

  15. Primeiro temos isto:

    Quando Francisco contou a história ao próprio Kasper, declarou ele, o pontífice sorriu e acrescentou: “Isso entra por um ouvido e sai pelo outro”.

    E depois isto:

    “Devemos estar em comunhão”, continuou Kasper, “o que também significa [estar] em diálogo com o outro. Espero que toda esta controvérsia termine com um bom, pacífico e significativo diálogo”.

  16. “Na qualidade de papólatra, me recuso a acreditar… Aliás, sequer li essa matéria…”

    Famosa tática do avestruz de enterrar a cabeça no buraco, lamentabilli!!

    Pessoas que vêem qualidade papolatria só resta seguir o que Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou ( o católico centro de tudo e não o homem) :

    “Deixai-os! Eles são guias cegos guiando cegos. Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão no buraco”.

    Rezarei bastante para vocês, na qualidade de papólatras, não cairem com qualificação e tudo no buraco!!

    “Dignare me pugnare pro Te, Virgo Sacrata. Et da mihi virtutem contra hostes tuos.”

    • Será que preciso explicar que ironizei os esforços mal sucedidos dos papólatras em ocultar diversas declarações de Francisco ou negar as evidências de que o Pontífice incorre em diversas heresias, negando-se a encarar a realidade? Por essas e outras alguém pode postar que “resta saber se Kasper está falando a verdade”, porque são sinais de fraqueza diante da realidade que se impõe sobre nós, a partir da cúpula para as estruturas de base da Igreja, porque hoje todas as forças malignas são atraídas e reúnem-se ali.

      Se para o Pontífice, que conhece a realidade da Igreja Católica latino-americana, “a Igreja nunca esteve tão bem como hoje” o é porque Francisco aceita essa realidade. O pontífice que elegeu o Cardeal Maradiaga como “cabeça” do Conselho dos Cardeais e seu conselheiro pessoal, o qual segundo Leonardo Boff, seria fantástico se tivesse sido eleito Papa… etc.

      Realmente Leonardo, é próprio dos papólatras usar a tática do avestruz. Por isso que, ironizando aqueles que recusam aceitar a realidade, postei que sequer tinha lido essa matéria… o que é recorrente nesses meios. É o que expliquei pessoalmente a um conhecido, para o qual Francisco ERA incriticável: Aceita… que dói menos!

    • Prezado Pedro Augusto, Salve Santíssima Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, Co-Redentora pois trouxe ao mundo O Redentor!!

      Ufá!!Que susto você me deu, caro Pedro Agusto, quando escreveu “Na qualidade de papólatra, me recuso a acreditar… Aliás, sequer li essa matéria…”, pensei que você fosse mais um desses papólatras que se negam a enxergar as provas e evidências e usar a tática do avestruz.

      Fico muito feliz por essa sua resposta racional e lógica que você me honrou.O que mais amo na única Religião verdadeira revelada por Deus ( o católico centro de tudo e não o homem) é essa capacidade de possuir essa Fé que trancende a racionalidade mas não a contradiz, mas a eleva.Os verdadeiros católicos possuem Fé e uma perfeita racionalidade e lógica pois temos que obedecer o que o Papa São Pedro ensinou, “Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança.”(I Pedro 3,15).

      Perdoe-me prezadíssimo Pedro Augusto pela má interpretação de vosso comentário e aproveitando o ensejo rezarei por você e por todos católicos para continuarem com esse espírito militante e cruzado na defesa da Santa Imaculada Igreja católica das garras dos hereges modernistas, radicais e moderados, que usurparam o poder em Roma!

      PRA CIMA DELES PREZADO PEDRO AUGUSTO!!!

  17. Sério mesmo! Ainda não sei como o Ferreti aguenta administrar o Fratres, porque alguns comentários aqui indigestos demais. Imagina?! Kasper mentir para a mídia mundial só pra depois ser desmentido mundialmente?! Que tipo de lunático proximissímo do Papa e seu teólogo pessoal mentiria em escala global para cair em descrédito?

    Lunático não é Kasper, ele sabe muito bem onde pisa e como pisa. Agora outros, vivem nas nuvens, são roubados e negam existência do ladrão (não donzelas, não estou chamando o Papa de ladrão, estou usando uma metáfora!)

    Força Ferreti, creia-me, seu trabalho dá frutos! E não se esqueça: – um Engov antes e outro depois!

  18. Kasper pode conhecer Bento XVI há muito tempo, mas pelas suas declarações se afastou do pensamento do amigo há décadas.

  19. Pelo jeito esse cardeal dialoga até com o Diabo, Cruz credo, com um pastor desse as ovelhas serão jogadas para os lobos

  20. E ainda coloca o nome se São Tomás na bagunça…

  21. Colocar a tal johnson no mesmo nível de São Tomás de Aquino por si só, já diz o que é o cardeal kasper. Na melhor das hipóteses, com muita força de vontade, ela está mais para o bispo que censurou São Tomás.

  22. O “Kaspeta” foi o porta-voz dos Bispos rebeldes alemães no ataque virulento contra Bento XVI. Gerhard Müller, o amiguinho de Gustavo Gutierrez declarou desobediência aberta ao Papa ao dizer que sem o reconhecimento do Concílio, se houvesse reconciliação entre Roma e a SSPX, Bento XVI é que se tornaria cismático.
    De fato, todas as tentativas de Bento XVI no sentido de apaziguar essa legião de traidores “entrou por um ouvido e saiu pelo outro”. Eles não quiseram saber de diálogo e nem discussão. Misericórdia: A essência do Evangelho e a chave para a vida cristã? E esses fariseus lá sabem o que quer dizer isso?
    Onde estava a “misericórdia e a caridade” desses impostores quando Bento XVI tentou mostrar-lhes o motivo do diálogo com a SSPX? Leiam as palavras de Bento XVI:

    “O fato que o gesto submisso duma mão estendida tenha dado origem a um grande rumor, transformando-se precisamente assim no contrário duma reconciliação é um dado que devemos registrar. Mas eu pergunto agora: Verdadeiramente era e é errado ir, mesmo neste caso, ao encontro do irmão que «tem alguma coisa contra ti» (cf. Mt 5, 23s) e procurar a reconciliação? Não deve porventura a própria sociedade civil tentar prevenir as radicalizações e reintegrar os seus eventuais aderentes – na medida do possível – nas grandes forças que plasmam a vida social, para evitar a segregação deles com todas as suas consequências? Poderá ser totalmente errado o fato de se empenhar na dissolução de endurecimentos e de restrições, de modo a dar espaço a quanto nisso haja de positivo e de recuperável para o conjunto?

    Eu mesmo constatei, nos anos posteriores a 1988, como, graças ao seu regresso, se modificara o clima interno de comunidades antes separadas de Roma; como o regresso na grande e ampla Igreja comum fizera de tal modo superar posições unilaterais e abrandar inflexibilidades que depois resultaram forças positivas para o conjunto. Poderá deixar-nos totalmente indiferentes uma comunidade ( SSPX) onde se encontram 491 sacerdotes, 215 seminaristas, 6 seminários, 88 escolas, 2 institutos universitários, 117 irmãos, 164 irmãs e milhares de fiéis? Verdadeiramente devemos com toda a tranquilidade deixá-los andar à deriva longe da Igreja? Penso, por exemplo, nos 491 sacerdotes: não podemos conhecer toda a trama das suas motivações; mas penso que não se teriam decidido pelo sacerdócio, se, a par de diversos elementos vesgos e combalidos, não tivesse havido o amor por Cristo e a vontade de anunciá-Lo e, com Ele, o Deus vivo. Poderemos nós simplesmente excluí-los, enquanto representantes de um grupo marginal radical, da busca da reconciliação e da unidade? E depois que será deles?

    É certo que, desde há muito tempo e novamente nesta ocasião concreta, ouvimos da boca de representantes daquela comunidade muitas coisas dissonantes: sobranceria e presunção, fixação em pontos unilaterais, etc. Em abono da verdade, devo acrescentar que também recebi uma série de comoventes testemunhos de gratidão, nos quais se vislumbrava uma abertura dos corações. Mas não deveria a grande Igreja permitir-se também de ser generosa, ciente da concepção ampla e fecunda que possui, ciente da promessa que lhe foi feita? Não deveremos nós, como bons educadores, ser capazes também de não reparar em diversas coisas não boas e diligenciar por arrastar para fora de mesquinhices? E não deveremos porventura admitir que, em ambientes da Igreja, também surgiu qualquer dissonância? Às vezes fica-se com a impressão de que a nossa sociedade tenha necessidade pelo menos de um grupo ao qual não conceda qualquer tolerância, contra o qual seja possível tranquilamente arremeter-se com aversão. E se alguém ousa aproximar-se do mesmo – do Papa, neste caso – perde também o direito à tolerância e pode de igual modo ser tratado com aversão sem temor nem decência”.

    Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/2552-Vaticano-divulga-carta-de-Bento-XVI-sobre-excomunhao-dos-bispos-lefebvrianos#ixzz314lVXcrd

    Pois a caridade que tiveram com Bento XVI foi mostrar-lhe a porta da rua e para os membros da SSPX foi voltar ao mesmo modus operandi da demonização: pelagianos, restauracionistas, triunfalistas…etc. É preciso fazer com que voltem a se tornar mais dignos de aversão do que a lepra. As excomunhões ajudavam nessa tarefa e daí o ódio quando elas foram levantadas.
    Quanto a Bergoglio podemos caracterizar as atitudes recorrentes deste “Papa” da seguinte maneira: não segue as regras da Igreja Católica mas também não as ab-roga. Este pontífice não é “sim” nem “não” quando Jesus deixou bem claro: Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não'; o que passar disso vem do Maligno.

  23. Caros amigos,
    Faço-me uma pergunta todo dia: Por que houve diversos Antipapas no decorrer da Igreja e quais eram os seus erros??? Não eram heresias, não?? Acho que os prezados cardeais deveriam ter a coragem de um Santo Antanásio e indicar a verdade. Não tenho conhecimento para isso, mas pelo que leio e pelo que muitos de vocês escreveram e pelo que foi dito ao Papa isto é uma heresia, logo…

    Santa Mãe de Deus rogai por nós.

  24. “Nele há um pequeno texto escrito pelo Papa Francisco, quem fez da misericórdia a pedra angular de seu ministério desde que foi eleito no ano passado.”….

    Misericórdia ou complacência com o pecado e com o mal?

    Esse Papa é um verdadeiro artista…rssss..pra não chorar…

    Espero que depois não venha fazer como fez Paulo VI, morrer amargurado e dizer “por uma fresta a fumaça de satanás entrou na Igreja”…ora, ora, vai enganar outro…

    Arrebenta com tudo, dá boas vindas ao diabo com suas atitudes, quebrando, derrubando tudo, assistindo de camarote a derrocada da Igreja, vendo a Santa Missa ser rebaixada a um encontro de loucos(as) para se comer umas bolachas e fofoquear sobre a mãe joana, e depois faz teatro dizendo… “o Concílio não falou nada dissoooo; sim, não falou nada disso, mas porque naquela época Montini não blindou o Concílio com uma hermenêutica séria e única???

    Se esse cardeal KAPETA fosse honesto e sincero, sairia da Igreja, se juntava, se amasiava com essas madames buchudas, mal amadas e masculinizadas e fundaria sua igrejola, com certeza não ficariam longe da Coorte de um Alexandre VI…

    Francamente…Certos bichos desses são mais machas que muitos seminaristas, especialmente de certas Ordens e Congregações!!!!

    Mas, o Papa misericordioooooso, “que não é alguém para julgar ninguémmmmmm, que faz “teologia KAPETIANA de joelhosssssss, que é mais pobre que seu homônimo no qual disse ter se inspirado para escolher seu nome, nunca viu a “Igreja” tão bem….

    Engane a outro, Papa Francisco, com sua “humildade”….

    • Lamentável sua forma de falar, Marcelo. Isso só depõe contra o que voce mesmo defende e critica. É tão bonito ver as críticas fortes mas respeitosas, fundadas nos argumentos e não no ódio, contundentes mas sem faltar ao respeito e à caridade. Lembre-se de Davi que respeitou Saul independente de suas atitudes, só por ser o ungido do Senhor. Eu também não gosto do que fala o papa Francisco, nem o cardeal Kasper, nem o cardeal Aziz, mas procuro segurar a língua pra não pecar por ela, e as vezes isso custa muito.
      Lembre-se que há pessoas da linha deles que visitam este site e podem deixar de fazê-lo pra prejuízo próprio, por ver comentários assim. Podem até usá-lo como prova de uma agressividade anti-cristã. Vai com calma, por maior que seja a revolta.

  25. Está certa a Sra.Teresa. Eu também vou moderar minha ironia. Mesmo havendo fraudadores, alguns são confusos e ainda não estudaram bastante, mesmo que por culpa, mas o Senhor sofre por todas as almas e as deseja e temos de respeitar e lembrar que São Pedro em sua carta mandou que o escravo respeitasse seu senhor, mesmo que mau, porque convém sofrer por Nosso Senhor até que venha com a recompensa, tendo Ele já sofrido a Cruz por nós. Defendamos o Senhor e a Igreja e a Fé, mas não defendamos nosso orgulho ferido nem a dor de nossas agruras por loucuras alheias. O Imaculado e Doloroso está pronto como receptáculo de nossas dores e com elas é que quer triunfar, porque já Simeão falava dele como identificador da presença ou da falta de Piedade em todos os corações. É assim que vai triunfar, se dermos a ele nossas dores em silêncio obsequioso como desagravo.

    • Prezado Leonardo,Salve Santíssima Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, Co-Redentora pois trouxe ao mundo O Redentor!!

      Rogo meu caro irmão católico que não modere na ironia e nem no ódio contra os inimigos de Deus e de Sua única Igreja, a católica.

      O conciliábulo modernista de Metz ensinou um outro evangelho, pacisfista, políticamente correto, romântico e sentimental, e os conciliares estão infectados com isso tudo.A Sã Doutrina católica aprova e estimula o seu jeito de combater a Verdade e Justiça de Deus ( o católico centro de tudo e não o homem).

      Permita-me, caro Leonardo, dividir com você um tesouro do Depósito da Fé da nossa Santa Imculada Madre Igreja católica que prova que você não peca:

      A contumélia consiste em ofender ao próximo injustamente com palavras, e a detração consiste em fazer conhecer por outros o pecado de uma pessoa, pecado que a desonra. Visando desonrar o próximo, a contumélia, o insulto, e detração são pecados mortais. Porém, se alguém a pratica, moderadamente, visando a conversão da pessoa pecadora, ou que ela, por ser desmascarada em sua hipocrisia, não possa prejudicar a outros, a contumélia, a detração, e até a apóstrofe são lícitas (Cfr. São Tomás, Suma Teológica, II- IIae, Q. 72 , a. 1 e 2; II IIae, Q. 7, a. 1 e 2; e sobre a ira II IIae Q. 158, a.1 a 5 )
      Por isso Cristo chamou, direta e publicamente, os fariseus de víboras e de raça de víboras, de sepulcros caiados, de hipócritas, e até de filhos do demônio (Cfr. Mt . XXII, e Jo. VIII).
      Ora o Sagrado Magistério a Sagrada Tradição diz que é lícito, em certas circunstâncias até usar a contumélia e o apodo pejorativo, então, quem são esses papolatras conciliares para julgar que estamos errados ao odiar os inimigos da única Igreja de Cristo, a católica, e que vivem caluniando e difamando a nossa Santa Imaculada Madre Igreja católica?

      PRA CIMA DELES, OS HEREGES MODERNISTAS,QUE INFECTAM NOSSOS IRMÃOS E IRMÃS COM O LIBERALISMO E O MODERNISMO!!

    • PS: Esse meu comentário ao Leonardo também serve de incentivo ao modo de combater do Marcelo que odeia os inimigos de Deus ( o católico centro de tudo e não o homem) e Sua única Igreja!!

    • *A Sã Doutrina católica aprova e estimula o seu jeito de combater na defesa da Verdade e Justiça de Deus ( o católico centro de tudo e não o homem).

  26. “a congregação doutrinal “vê, às vezes, algumas coisas de uma forma um pouco estreita”.
    E Vossa Eminência, Sr Cardeal, quer ver essas mesmas coisas de forma bem larga, não é? Tal como o caminho da perdição, o caminho do inferno, que Nosso Senhor disse ser largo.
    Mas, pra que citar isso agora, se Vossa Eminência não acredita na palavra das Sagradas Escrituras, uma vez que deseja dar a sagrada comunhão aos que vivem em adultério público (e isso apoiado pelo Papa!)? Se Vossa Eminência despreza a palavra do Apóstolo que diz: aquele que come e bebe indignamente o Corpo e o Sangue do Senhor, come e bebe a própria condenação?
    “Eu também sou considerado suspeito”, disse o cardeal Walter Kasper com uma risada durante evento ocorrido…”
    Que interessante…
    Então, o Cardeal Kasper sorri de tudo isso.
    Acha tudo muito divertido.
    E como deve ser retumbante a gargalhada dele sobre os ensinamentos tradicionais da Igreja, considerados ultrapassados…
    Quanto às críticas dos Cardeais, estas não têm importância: entram por um ouvido e saem pelo outro (ainda é o próprio Papa a lhe dar esse conselho “muy amigo”)
    Então, Eminência, sorria!
    Gargalhe.
    Enquanto ainda pode.
    Porque, se Deus não morreu nem tirou férias, e se o Altíssimo permanece sempre o mesmo (embora Vossa Eminência não acredite nisso), um dia Ele há de chamá-lo a prestar contas (como há de fazer a cada um de nós). Nem todos, porém, do mesmo modo, pois a quem Deus deu muito, cobrará muito; a quem muito foi dado, muito será exigido, conforme está no Santo Evangelho.
    Ao contrário de Vosse Eminência, nós acreditamos no dogma do juízo particular. E não rimos, mas trememos, pensando nas contas que deveremos prestar a Deus nosso Senhor.
    E se é assim conosco, simples fiéis, que momento terrível deve ser o do juízo particular de um Cardeal, Príncipe da Santa Igreja, principalmente se este se esforçou para exaltar o erro e sepultar a verdade, e para perder as almas em vez de salvá-las! Para ser um lobo, em vez de ser Pastor. Que se esforçou em ser nesta terra inimigo de Cristo, em vez de ser seu servo e amigo. Como há de tremer tal príncipe ao saber que não há mais como voltar atrás e nem como fugir das mãos de seu Senhor. Grandes responsabilidades terá Vossa Eminência no supremo momento de prestar contas a Jesus Cristo, o Divino Juíz, Altíssimo, Santo, Justo.
    Ainda há tempo para se retratar, Sr. Cardeal. Carpe diem (mas para se arrepender e se converter)