Declarações infelizes do Bispo da Diocese de Novo Hamburgo.

Escreve um leitor:

Dom Zeno Hastenteufel, bispo de Novo Hamburgo.

Dom Zeno Hastenteufel, bispo de Novo Hamburgo.

Gostaria de relatar um fato ocorrido durante uma missa presidida pelo Bispo da Diocese de Novo Hamburgo, Dom Zeno Hastenteufel. O mesmo fez algumas declarações dirigidas a membros de um movimento juvenil de grande expressão na diocese relatando que havia recebido reclamações de alguns padres da diocese de que jovens deste grupo estavam recebendo a comunhão diretamente na boca e que isso não deveria acontecer.

O bispo citou uma determinação dada pela CNBB para que a Eucaristia fosse entregue sempre na mão, nunca diretamente na boca, pois a primeira forma seria mais higiênica do que a segunda. Essa suposta determinação, além de absurda, iria contra o que diz a Redemptionis Sacramentum.

Dom Zeno ainda disse aos jovens que não deveriam seguir, nas palavras do bispo, “esse conservadorismo de grupos como a Opus Dei e a Montfort”, tentando relacionar o respeito dos jovens pela Eucaristia como sendo algo ruim e inspirado por esses grupos e que deveria ser evitado.

A diocese de Novo Hamburgo tem um grande número de jovens que respeitam a Missa e o Santíssimo Sacramento do Altar, infelizmente o bispo acredita que esse respeito deva acabar, sendo substituído por uma visão mais progressista da Missa, que é uma visão partilhada entre muitos padres próximos do bispo.

Não sei esse relato triste teria espaço no blog de vocês, mas sei que é um blog que defende a sã doutrina. É preciso expor a situação vivida na Diocese, onde infelizmente são os jovens que padecem na mão daqueles que deveriam ser seus pastores.

Salve Maria!

* * *

O zelo de Dom Zeno não se manifestou quando, por questões mais do que higiênicas, fazia-se necessária uma completa limpeza na Unisinos, faculdade dos jesuítas localizada no território de sua diocese, que reuniu hereges latino-americanos para um congresso no final de 2012. O blog está aberto ao senhor bispo para divulgar seu acatamento da disciplina católica, em especial seu reconhecimento do direito dos fiéis de Novo Hamburgo de comungar de joelhos e na boca.

32 Comentários to “Declarações infelizes do Bispo da Diocese de Novo Hamburgo.”

  1. As orientações deste Bispo, mais do que nome, tem sobrenome: Hastenteufel. Em alemão> Hasten = Apressado Teufel = Diabo

    • Finado Prof. Fedeli realmente fez escola (com trocadilhos pelos nomes ou aparências físicas). Mas foi bem observado.

  2. Somente uma intervenção Divina,pode mudar o rumo da Igreja!!! Virgem Santíssima,rogai a Deus por nós!

  3. Que novidade!
    Mas se é mesmo uma determinação da CNBB, porque o Bispo não emite um documento assinado por ele e que proiba a comunhao na boca? Falta coragem pra enfrentar Roma, então ele só enfrenta os pobres fieis mesmo…

  4. Se um bispo pede aos jovens que percam o respeito e a adoração pela Eucaristia… Bem, o respeito que precisa acabar é por esse bispo.

  5. Trata-se, simplesmente, de mais uma prova da apostasia de alguns proeminentes purpurados da Igreja. Senhor, até quando?

  6. Mater dolorósa,ora pro nobis…

  7. Simplesmente não devem obedecer. A obediência não é, em si, absoluta. O bispo também está sujeito a obediência. Se ele não é fiel a Tradição Teológica e a Tradição Litúrgica é evidente que não devemos obedecer. Respeitar o bispo, mas não obedecer. A Igreja hoje está numa crise medonha que hoje os leigos tornaram-se os homens da frente no combate contra os lobos quer externos, quer internos.

  8. Conheci Dom Zeno quando ele foi sagrado bispo para dirigir a Diocese de Frederico Westphalen. Ficou uns dois anos aqui. É um homem “de pouca fé”, para dizer o mínimo. Incrivelmente necessitado de nossas orações, para que se converta, se possível, antes da morte. Modernista, modernizador…. Agora, me chama a atenção que no dia da minha primeira Eucaristia, eu deveria recebê-la na boca e de joelhos. Por que aquela é mais importante que a cotidiana, se é o mesmo Corpo de Cristo? Esses modernosos…

  9. Temos que rezar muito por esses bispos. Rafael, mas, pra compensar, vocês receberam em seguida Dom Antonio Keller como bispo. ;)

  10. Engraçado essa posição do senhor bispo, porque ele envia frequentemente alguns de seus seminaristas pra estudar em Pamplona na Espanha sobre os cuidados e formação da Opus Dei….
    Vai entender…

  11. A CNBB agora é a Santa Sé, as orientações dessa “agremiação”, pra dizer o mínimo, são o dogma dos nossos bispos modernosos e modernistas. O ilustre prelado tem um problema bem sério: não é pastor, é lobo.

  12. A mão do fiel, que recebe a Santa Hóstia, já não se contaminou ao pegar no dinheiro da coleta, Sr. Bispo? Os ‘ministros’ da Eucaristia lavam as mãos, antes de distribuir a Santa Hóstia, Sr. Bispo? Conheço pretextos mais elaborados, mas ainda são pretextos.

  13. Estranha esta declaração, se realmente existiu. Até porque Dom Zeno já celebrou uma Missa de São Josémaría Escrivá, e disse ser seu admirador desde a época do seminário. Inclusive já solicitou um Centro da Obra na sua Diocese.

  14. Só para situar…

    D. Zeno é um carreirista de carteirinha.

    Quando estava em Frederico W. pediu para sair, de olho na Arquidiocese de Porto Alegre. Se meteu em política lá, aliás, é doente pelo PMDM ou pelo PDT. De Frederico W. teve que sair às pressas para não apanhar…Foi nomeado para Novo Hamburgo, porém, o seu objetivo era e é Porto Alegre.
    Só que Porto Alegre estava e está numa situação periclitante nas mãos de D. Dadeus; pelo menos 2 ou 3 Bispos recusaram a bomba relógio, então, o que fez a Nunciatura? Nomeou o auxiliar de D. Dadeus como Arcebispo de Porto Alegre, caso raríssimo de acontecer; imagina-se que ele foi colocado só de fachada, até que D. Dadeus resolva uma conta milionária em que meteu a Arquidiocese, porque ninguém é tonto de pegar uma Arquidiocese devendo alguns milhões em negócios mal feitos, por má administração, além de D. Dadeus ter vendido o famoso Seminário de Viamão sem autorização da Santa Sé…

    Mesmo com a situação difícil de Porto Alegre, parece que D. Zeno estava disposto a ir pra lá…

    E pensar que Porto Alegre já foi sede de um D. Vicente Scherer…

    Quanto ao nível de formação dos padres de Porto Alegre e adjacências, na sua maioria esmagadora, é tudo no mesmo balaio da “teologia” da maldição. O que esta peste cancerosa fez no nordeste, por exemplo, fez no sul também… Aliás, onde esse câncer passou e não fez estragos?????

    Frederico W. teve a graça de ter um D. Rossi Keller, que devagar mais com firmeza, enfrentando muitas resistências, também deu um novo ar CATÓLICO na sede que já foi de D. Zeno. Tanto que as vocações são numerosas na Diocese e muitos vêm de outras Dioceses, atrás do que é sério e CATÓLICO. D. Keller não acolhe mais por falta de lugar no Seminário e por resistência de alguns padres empestados pela tl maldita e asquerosa e por um certo bairrismo que há pelas bandas do sul…

    Os padres de Frederico que sentem falta de D. Zeno lá são uma maravilha de padres, são de uma curtura teorlógica incrívilllll…. são de uma vida de oração inverjáveis ….K..K..K..K..K…

    Como D. Zeno é carreirista e demagogo, ele até tinha uns seminaristas no Mater em SP, dos Legionários de Cristo, porém, quando estes chegavam à Diocese, eram proibidos de receber a comunhão na boca, de usar o clarygman, e muito mais ainda de serem simpáticos ao rito tridentino…

    Façamos chegar essa proibição esdrúxula e perversa à Nunciatura, a outras Dioceses do sul 3, à Roma, mas não nos espantemos com isso…

    Só rezemos que D. Zeno tenha muitos anos de vida, senão, logo, logo, será um fortíssimo candidato à CANONIZAÇÃO relâmpago…

    • “Como D. Zeno é carreirista e demagogo, ele até tinha uns seminaristas no Mater em SP, dos Legionários de Cristo, porém, quando estes chegavam à Diocese, eram proibidos de receber a comunhão na boca, de usar o clarygman, e muito mais ainda de serem simpáticos ao rito tridentino…”

      Você está redondamente mal informado. Novo Hamburgo ainda manda seus seminaristas para o Mater Ecclesiae atualmente, com excessão de três, que estão em Pamplona. E D. Keller pode ser excelente para a liturgia, mas quando lemos suas disposições no facebook ao ficar debatendo assuntos absolutamente sem importância com seminaristas, bom… o bom senso nos diz que talvez ele precise de mais o que fazer.

  15. Tomem um dicionário alemão português.Vejam o que é Hasten.É andar apressado. E Teufel?Diabo. Hastenteufel é, como dito por comentarista acima, diabo apressado.Não é piada. Um Bispo com um sobrenome deste não será um sinal?Sabemos que a CNB do B é uma organização laica, voltada para a desconstrução da Igreja.Mas, que eu saiba, ela nunca se arvorou em decretar explicitamente( ela distorce e tergiversa, mas isto é outra coisa) regras e definições que são reservadas a Sés Apostólicas, especialmente ou preferencialmente à de Roma. Não há este ” decreto” proibindo a comunhão diretamente na boca ” por razões higiênicas”( risos e gargalhadas).Alegações de higiene, em situações que tais, são, em geral, suspeitíssimas, salvo em casos como o da Peste Negra.Mãos que pegam dinheiro não são anti higiênicas, salvo para dar comunhão na boca, em dioceses onde o trabalho de desconstrução vai Hasten…

  16. Tenho pena de alguns excelentes padres aqui da Diocese de Novo Hamburgo, que tem de se dobrar a esse Bispo.

  17. Eu nunca comungo com as minhas mãos, eu sempre comungo na boca, na minha paróquia, nas missas normais o nosso padre sempre distribui a eucaristia pessoalmente, por isso é fácil comungar na boca, é só abaixar as mãos e abrir a boca, mas nem sempre ele pode celebrar a Missa em nossa paróquia, por isso ele pede para outros padres da cidade celebrar a missa, e quando chega a hora de comungar, eles deixam as hóstias e o cálice com o vinho consagrados em cima do altar e pedem para todos irem para o altar e pegarem as hóstias consagradas com suas próprias mãos e molhar no vinho do cálice e comungar, e depois eles pegam o resto do vinho do cálice e passam distribuindo de mão em mão em todos os bancos da Igreja para que todos peguemos com as nossas próprias mãos o cálice e bebamos um golinho do vinho consagrado, quando eles fazem isso, eu não comungo, prefiro fazer a minha comunhão espiritual e comungar um outro dia do que fazer um sacrilégio ou profanar a eucaristia, e eu não sou um velho com mais de 60 anos de antes do CVII, eu tenho 27 anos, mas para essas coisas não precisa ter vivido em uma época mais conservadora para saber o que é errado.

  18. Mais algumas considerações: ” Hasten “, segundo o próprio Dom Zeno, traduzido seria mais parecido com pontapé do que com andar apressado. Confirmei isso na época com um amigo que morava na Alemanha e passeava em Frederico. Então, a bem da verdade, embora o tradutor do google discorde, a tradução do sobrenome do nosso antigo bispo é ” Pontapé no diabo”. Quanto ao seu sucessor, de fato, Dom Antonio Carlos Rossi Keller é um excelente bispo. Tem seus defeitos (quem não os tem?!?) mas comparando com a média brasileira é uma exceção positiva.

    Marcelo, só um detalhe, o antigo bispo, Dom Zeno, é do PMDB, inclusive patrocinou, via rádio da diocese, uma pesquisa fajuta para interferir na eleição municipal aqui em Frederico no ano de 2004. Foi vergonhoso… Pouca gente gostava dele, inclusive apelidaram ele de ” Raspa Cofre ” porque ele costumava pedir dinheiro e levar boa vida, com muitos luxos, na medida que o caixa da Diocese permitia. Não chegou a sair corrido daqui, mas não deixou saudades nem muitos amigos.

    Quanto a Diocese de Porto Alegre ter ficado semi-falida após a administração Dom Dadeus, confesso que não sabia e fico surpreso. Ele sempre pareceu tão inteligente…

    Quanto a bairrismo aqui na Diocese, olha, posso dizer o seguinte: os nossos seminaristas estudam teologia na ITEPA (Instituto de Teologia de Passo Fundo) e aquilo lá é um antro de TL. Seria MUITO lucro para a Igreja se queimassem aquilo, jogassem sal nas cinzas e deixassem intocado por pelo menos 50 anos. O estrago que a TL fez na Diocese foi grande, e pra reconstruir vai ser difícil, mas de um modo geral, nosso povo é bastante católico. Ainda. Até quando eu não sei, mas se depender do nosso Bispo, Dom Antonio, podemos ter boas esperanças. Só eu acho ele muito bom para uma Diocese tão humilde, pequena e de pouco significado como a nossa.

  19. Nessas horas de repente os bispos não estão mais preocupados em “acolher” mas preferem usar sua autoridade.

  20. Muitos Bispos continuam fazendo seus ESTRAGOS por conta do famigerado CVII. Se Dom Dadeus fosse tão inteligente, não seria maçônico. Que lástima de Bispos ! Idem os da CNB do B. Estes Bispos, se comparados a funcionários de uma grande Empresa, imaginem…. qual Empresa neste mundo, conserva em seu Quadro, funcionários que trabalham todos os dias, para destruir quem lhe dá o pão de cada dia ?
    E pior…à vista de todos ! E para quê recebem tão altos salários ? E os que moram no Vaticano então….
    Deveriam receber um salário bem ínfimo, pois….já tem tudo lá dentro,…até o que não merecem ! Altos salários leva-os a se corromperem mais ainda,

  21. O Sr. Vladimir ao comentar a tradução do sobrenome do Bispo já disse tudo.

  22. “ITEPA (Instituto de Teologia de Passo Fundo) = um antro de TL. Seria MUITO lucro para a Igreja se queimassem aquilo, jogassem sal nas cinzas e deixassem intocado por pelo menos 50 anos.”…

    Mais podre que aquilo lá…é difícil de encontrar…Vide as pérolas sacerdotais que aquele antro pestilento de tl formou…

  23. Estamos vivendo pela media, ocorre isso em Brasília, houve tempos bons(considerando a média) e hoje parece que estamos passando por período ainda, ao meu ver, incerto. Mas graças ao bom Deus que temos dois lugares para a Santa Missa na forma extraordinária em Brasília.

    Porém, quanto ao perfil de Dom Zeno descrito por “marcelo”, em seu comentário, ficou-me a impressão que estava descrevendo Dom João Aviz, quando passou por aqui, e me impressionou as semelhanças… Credo! Este outro, Dom João de Aviz, de infeliz memória para mim, também me negou a comunhão na devida forma, na boca e de joelhos. Fato que fiz denúncia formal à Nunciatura Apostólica, mas não houve tempo para respostas e protocolos processuais, devido sua abrupta ida para Roma. Mas, nesse ínterim, não negou comunhão na devida forma pra ninguém que o tenha querido assim.

    Minha preocupação agora ocorre que em algumas paroquias os avisos são assim:

    “Como comungar na mão….” e deixam essa forma iníqua bem explicadinha, uma imposição implícita. Por último, que seria a forma correta, falam em como comungar na devida forma, na boca, sem fazer menção alguma a postura de joelhos. Há muito que tiraram os genuflexórios, justamente para obrigarem as pessoas a ficarem de pé diante de Jesus Cristo Nosso Senhor no momento da comunhão e esquecerem a forma correta. É trabalho tinhoso.

    É como disse o professor Lamartine no seu parêntesis “ela distorce e tergiversa, mas isto é outra coisa”, tomo, com a licença do professor, o “ela”, da referida expressão, com acepção de serpente.

  24. Imagine alguém que sempre acreditou em algo. Essa coisa não é uma mera crença, é quase que uma certeza existencial. Algo que essa pessoa aprendeu a defender como certeza irrefutável e sobre a qual construiu um castelo de ideias, afirmações, poesias, defesas e razões…
    De repente essa pessoa é obrigada a perceber que o que ela acreditava não existe.
    Como alguém que até os quarenta e cinco anos acreditasse que o Papai Noel lhe trazia os presentes na noite de Natal, até que amarguradamente percebe que não era o Papai Noel, mas seu septuagenário pai que num momento de distração colocava os presentes na lareira.
    Não há como ter uma frustração dessas sem perder um pouco de compostura e mesmo de serenidade.
    Creio que é mais ou menos essa a situação de muitos de nossos bispos.
    Houve um tempo anterior na Igreja.
    Um tempo que eles viveram, e que por alguma razão aprenderam a olhar para ele com, na melhor das hipóteses, compaixão. Compaixão de um povo desinformado e antiquado, quase vindo das densas trevas da Idade Média. Um povo para quem ajoelhar-se, diante do bispo, diante do Sacrário, na mesa de comunhão, ao se confessar… eram gestos tão naturais como sentar-se para comer, ou pedir a bênção dos pais ao sair de casa.
    Povo que não participava da vida da Igreja, povo feito tão infantil pela Igreja Hierárquica e, por isso, opressora, que até para receber a Eucaristia tinha que a receber na boca…
    Povo que olhava para o padre vestido com aquela terrível batina preta e se sentia afastado por aquela veste sinistra.
    Esse povo não aguentava mais esse inverno na Igreja.
    Aí veio a primavera, e boa parte (tentando ser benigno) do que esse povo sempre viveu, rezou, acreditou passou para uma zona abissal das antigas bibliotecas de seminários para que desse à luz ao novo tempo, um verdadeiro iluminismo eclesiástico.
    Só que… não foi bem assim.
    A Dona Veridiana até ouviu seu pároco dizer que terço e missa não combinam. Por isso, o manteve mais agarrado nas mãos para que ela não o visse.
    O Pároco soube até – com muita compaixão – tolerar que a Vovó Cacilda continuasse usando o véu, afinal – ainda se fala de ignorância invencível…
    E o Seu Hélcio… outro dia foi o Padre novamente explicar para ele que não é falta de respeito receber a Hóstia (porque quando o padre falava pão – linguagem nova e correta, aí mesmo que seu Gilberto se confundia) na mão, ao contrário, até na última ceia foi assim… E o seu Gilberto, matuto, pensava, mas será que o padre tava lá…
    Teve também o bondoso seu Evaldo, que o Padre chamou para ser Ministro da Eucaristia, que depois virou Ministro da Comunhão, que depois virou Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística, que depois virou Ministro Extrordinário da Sagrada Comunhão…
    E a simpática dona Mariazinha que o Padre chamou para coordenar a Equipe Litúrgica. Ela aceitou e o Padre a mandou para o Curso de Liturgia do Regional. Ela só não voltou protestante por que achou o Padre Assessor tão inteligente que não conseguiu entender nada que ele disse.
    Sem falar naquela gente que ainda procura a luzinha vermelha quando entra na Igreja. Eles não entendem que as palavras Eucaristia e Santíssimo Sacramento do Altar, não são mais sinônimos.
    Mas, não haveria necessidade de se preocupar. Essas pobres pessoas, não conseguem acompanhar a evolução das coisas, é verdade, mas já são idosas.
    Os jovens, não. Eles vão levar adiante essa renovação.
    Não levaram.
    São precisamente os netos ou bisnetos dessa geração que estão se ajoelhando para receber a comunhão. São essas netas e bisnetas que estão perguntando bem alto às suas avós onde compram um véu igual ao daquela foto de primeira comunhão.
    São os seminaristas netos e bisnetos dessa geração que querem ser revestidos por aquela batina que até pouco tempo era privilégio de padre de novela ou de comercial de macarrão.
    São esses netos e bisnetos que tem saudade de um passado que não viveram e que amam sem ter conhecido.
    São eles que caçam na internet vídeos, aulas, textos que os façam conhecer melhor uma liturgia que lhes foi negada, uma espiritualidade que lhes foi roubada.
    São jovens, por isso também há alguma superficialidade. Mas em boa parte há razões sérias, elencadas de um modo organizado, racional e claro, bem diferente das homilias poéticas ou palestras adocicadas que no final das contas não dizem nada.
    Se fez tanto que realmente eles foram estudar, e aprenderam que têm direito à Missa celebrada de acordo com as normas vigentes, descobriram que a comunhão na mão foi desde o início rejeitada pela maioria dos fiéis que reconheciam nela um perigo para a fé, mas que foi se introduzindo como peste aqui e ali; que alegria sentiram ao descobrir que podem comungar de joelhos mesmo sem ser da Monfort ou do Opus Dei…
    São esses jovens que vendo 5 padres juntos os cumprimentam – sem perceber – na ordem que estão vestidos: primeiro o de batina, depois o de clesma com terno, depois o de clesma com camisa curta, depois o de roupa social e por último o acessor da PJ que está de calça jeans, sandália e camisa do DNJ do ano retrasado.
    Esses jovens sabem que o Bispo não gosta muito deles. Mesmo assim se ajoelham diante dele para beijar o anel e fazem uma rifa para dar uma mitra daquelas quando ele veio para a Crisma, mesmo sabendo que ele preferia um tablet…
    O Bispo não é um crápula (pelo menos nos fará bem pensar assim). Ele só se sente desconfortável ao perceber que o mundo que ele acreditava não existe.
    Ele achava que quando a artrose da Dona Maria piorasse seria a erradicação daquele modo obscuro de comungar (afinal de acorda com as minhas anotações um excelente liturgista afirmou: Gente, é papar… alguém come de joelhos em casa? Porque na ceia da eucaristia vai ficar de joelhos…)
    E de repente está ali o Rafael, 16 anos, de joelhos na frente dele, com a boca aberta esperando a Comunhão. De joelhos e boca aberta… pior do que xingar a mãe.
    O Bispo tentará dizer: “Meus irmãos, tanto faz o modo de comungar. A Igreja diz que tanto faz se você quiser comungar de joelhos, ou de pé ou na mão…” É justamente porque não acredita nisso que o Bispo dirá que todos os modos de comungar são iguais, mas alguns (de pé e na mão) são mais iguais do que os outros.
    Isso mais cedo ou mais tarde levará a proibição. Essa proibição – arbitrária e iníqua – é um grito: Não, Papai Noel existe sim!
    Além disso, é um dos grandes contrastes dos tempos atuais, uma esquizofrenia eclesiástica. Muitas vezes se consegue criar um esquema mental no qual não se vê problema algum que uma pessoa em situação de pecado receba a comunhão, afinal a comunhão deve ser um momento de paz, reconciliação e acolhida menos para aquele maldito tradicionalista, só pode ser do Opus Dei ou da Monfort, que quer receber de joelhos e na boca.
    Entendem a violência? Vocês disseram para ele que Papai Noel não existe.
    Para esses tempos, só nos resta pedir ao Senhor que nos torne o rosto impassível como pedra, para não desviarmos de bofetões e cusparadas.

  25. Nunca fui no Rio Grande do Sul, mas muitos paroquianos que já passaram por lá dizem que as igrejas geralmente estão vazias, sem vida e sobretudo sem jovens…. está uma das razões para a evasão de fiéis daquele estado!

  26. Para fazer parar essa prática abominável e diabólica que é a comunhão na mão, protestemos com toda nossa força, com toda nossa alma, ela é uma desgraça saída das profundezas do inferno…

    Não cansemos de enviar nossos protestos aos destinatários costumeiros… Às vezes surtem efeito…

    E o pior é pensar que quem poderia ter impedido este câncer, logo ao nascer, não o fez, e ainda será beatificado….rssssssssssssssss…….pra não CHORARRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR E MUITOOOOOOOOOO!!!!!

    GRAÇAS DE LOUVORES SE DEEM A TODO MOMENTO, AO SANTÍSSIMO E DIVINÍSSIMO SACRAMENTO!!!!!!!

  27. Minha gente.. Ele disse isso por causa de pressão de alguns padres TLs. Creio eu que pessoalmente o nosso bispo não ve problema em receber comunhão na boca!

    Com tudo, não estamos submetidos a uma simples declaração de um bispo. Devemos obediência pastoral ,sim! Mas até onde eu sei nenhum documento oficial foi expedido por ele.

    Também quero resaltar que é muito feio aproveitar-se dessas ocasiões para escarnear de nissos bíspos. Isto não é legal pessoal.

    Outra coisa. Se a Igreja da o direito a seus fiéis de receberem comunhão na boca. Então não será uma simples declaração de um bíspo que nos privará deste direito , logo para isto acontecer o bispo deverá ter motivos pastorais superiores aos motivos que levaram a Igreja permitir tal costume.

  28. Creio que os católicos que tem zelo a Eucaristia na determinada diocese, deve se agrupar e encher a caixa do Palácio Episcopal de manifestos, cartas abertas, panfletos em Defesa do ato de comungar diretamente na boca. Documento da Santa Sé é o que não falta para ser usado como base jurídica.

    Os católicos dessa diocese não podem ficar calados nem abaixar a cabeça para o Bispo dessa forma. Pois “Ordem absurda não se obedece”, assim é no quartel também.