E a Cúria ainda pulsa.

Dois documentos mostram que a Cúria ratzingeriana ainda suspira. As sugestões da Congregação para o Culto Divino quanto ao “sinal da paz” e o novo diretório da Congregação para o Clero para os padres.

Vaticano pede mais moderação no sinal da paz na missa

VATICANO, 04 Ago. 14 / 01:55 pm (ACI/EWTN Noticias).- A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em uma recente carta circular, anunciou que a localização do sinal da paz dentro da missa não mudará, mas sugeriu várias formas nas quais o rito poderia ser realizado com maior dignidade.

Em um comunicado difundido em 28 de julho, o secretário geral da Conferência Episcopal Espanhola, Pe. José María Gil Tamayo, indicou aos bispos locais que “a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos se pronunciou a favor de manter o ‘rito’ e o ‘sinal’ da paz no lugar onde se encontra hoje no Ordinário da Missa”.

O Pe. Gil Tamayo anotou que isso foi feito porque o rito da paz é “característico do rito romano” e “por não crer que seja conveniente para os fiéis introduzir mudanças estruturais na Celebração Eucarística, no momento”.

O sinal da paz é realizado depois da consagração e justo antes da recepção da Comunhão. Foi sugerido que mudasse para antes da apresentação dos dons.

O comunicado do Pe. Gil Tamayo foi enviado aos bispos espanhóis, e serve de prefácio à carta circular da Congregação para o Culto Divino, que foi assinada em 8 de junho deste ano pelo Cardeal Antonio Cañizares Llovera, seu prefeito, e seu secretário, Dom Arthur Roche.

A carta circular tinha sido aprovada e confirmada no dia anterior pelo Papa Francisco.

A carta fez quatro sugestões concretas sobre como a dignidade do sinal da paz deve ser mantida contra os abusos.

O Pe. Gil Tamayo explicou que a carta circular é um fruto do sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia, em 2005, no qual se discutiu a possibilidade de mover o rito.

“Durante o Sínodo dos bispos se viu a conveniência de moderar este gesto, que pode adquirir expressões exageradas, provocando certa confusão na assembleia precisamente antes da Comunhão”, escreveu Bento XVI em sua exortação apostólica pós-sinodal “Sacramentum caritatis”.

Bento XVI acrescentou que “pedi aos dicastérios competentes que estudem a possibilidade de mover o sinal da paz a outro lugar, tal como antes da apresentação dos dons no altar… levando em consideração os antigos e veneráveis costumes e os desejos expressos pelos Padres Sinodais”.

Uma inspiração para a mudança sugerida foi a exortação de Cristo em Mateus 5,23, que “se lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão”. Também teria levado o rito à conformidade, nesse aspecto, com o rito ambrosiano, celebrado em Milão (Itália).

O Caminho Neocatecumenal, um movimento leigo na Igreja, já moveu o sinal da paz em suas celebrações do rito romano, para antes da apresentação dos dons.

A decisão da congregação vaticana de manter o lugar do sinal da paz foi o fruto do diálogo com os bispos do mundo, que começou em 2008, e em consulta tanto com Bento XVI como com o Papa Francisco.

A Congregação para o Culto Divino disse que “oferecem-se algumas disposições práticas para expressar melhor o conteúdo do sinal da paz e para moderar os excessos, que suscitam confusão nas assembleias litúrgica antes da Comunhão”.

“Se os fiéis não compreendem e não demonstram viver, em seus gestos rituais, o significado correto do rito da paz, debilita-se o conceito cristão da paz e se vê afetada negativamente sua própria frutuosa participação na Eucaristia”.

Sobre esta base, a congregação ofereceu quatro sugestões que procuram formar o “núcleo” de catequese sobre o sinal da paz.

Primeiro, enquanto confirma a importância do rito, enfatiza que é “totalmente legítimo afirmar que não é necessário convidar ‘mecanicamente’ para se dar a paz”.

O rito é opcional, recordou a congregação, e certamente há vezes e lugares em que não encaixa.

Sua segunda recomendação foi que como as traduções são feitas da típica terceira edição do Missal Romano, as Conferências dos Bispos devem considerar “se é oportuno mudar o modo de se dar a paz estabelecido em seu momento”. Sugeriu em particular que “os gestos familiares e profanos de saudação” devem ser substituídos com “outros gestos, mais apropriados”.

A Congregação para o Culto Divino também assinalou que há muitos abusos do rito, que devem ser detidos: a introdução de um “canto para a paz”, que não existe no rito romano; Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz; Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis; e quando, em algumas circunstâncias tais como matrimônios ou funerais, torna-se uma ocasião para felicitações ou condolências.

A exortação final da congregação vaticana foi que as conferências episcopais preparem catequeses litúrgicas sobre o significado do rito da paz e sua correta observação.

“A íntima relação entre lex orandi (lei da oração) e lex credendi (lei da fé) deve obviamente estender-se a lex vivendi (lei da vida)”, concluiu a carta da congregação.

“Conseguir hoje um compromisso sério dos católicos frente à construção de um mundo mais justo e pacífico implica uma compreensão mais profunda do significado cristão da paz e de sua expressão na celebração litúrgica”.

* * *

O novo diretório para os padres

A nova edição do Diretório para o Ministério e a vida dos Presbíteros, embora seja um trabalho realizado sob o comando do ex-prefeito Cardeal Piacenza, datado de 2013 e aprovado ainda por Bento XVI, foi publicado no início do pontificado do Papa Francisco. Assim a Congregação apresentava o documento: “Porém, se é verdade que a Igreja existe, vive e se perpetua no tempo por meio da missão evangelizadora (Cf. CONCÍLIO VATICANO II, Decreto Ad Gentes), parece claro que, por isso mesmo, o efeito mais prejudicial causado pela difusão da secularização é a crise do ministério sacerdotal, crise que, por um lado, se manifesta numa sensível redução das vocações, e, por outro, na propagação de um espírito de verdadeira e própria perda do sentido sobrenatural da missão sacerdotal, formas de inautenticidade que, nas degenerações mais extremas, em não poucas vezes, deram origem a situações de graves sofrimentos. Por este motivo, a reflexão sobre o futuro do sacerdócio coincide com o futuro da evangelização e, portanto, da própria Igreja”.

Vale destacar a abordagem do diretório sobre o hábito eclesiástico [que, quando fala em veste talar, está a se referir à nobre e famosa batina dos sacerdotes seculares]:

61. Numa sociedade secularizada e de tendência materialista, em que também os sinais externos das realidades sagradas e sobrenaturais tendem a desaparecer, sente-se particularmente a necessidade de que o presbítero – homem de Deus, dispensador dos seus mistérios – seja reconhecível pela comunidade, também pelo hábito que traz, como sinal inequívoco da sua dedicação e da sua identidade de detentor de um ministério público. O presbítero deve ser reconhecido antes de tudo pelo seu comportamento, mas também pelo vestir de maneira a ser imediatamente perceptível por cada fiel, melhor ainda por cada homem, a sua identidade e pertença a Deus e à Igreja.

O hábito talar é sinal exterior de uma realidade interior: «efetivamente, o presbítero já não pertence a si mesmo, mas, pelo selo sacramental por ele recebido (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 1563 e 1582), é “propriedade” de Deus. Este seu “ser de Outro” deve tornar-se reconhecível por parte de todos, através de um testemunho límpido. […] No modo de pensar, falar, julgar os acontecimentos do mundo, servir e amar, e de se relacionar com as pessoas, também no hábito, o presbítero deve haurir força profética da sua pertença sacramental».

Por este motivo, o clérigo, bem como o diácono transitório, deve:

a) trazer o hábito talar ou «um hábito eclesiástico decoroso, segundo as normas emanadas pela Conferência Episcopal e segundo os legítimos costumes locais»; isto significa que tal hábito, quando não é o talar, deve ser diverso da maneira de vestir dos leigos e conforme a dignidade e sacralidade do ministério. O feitio e a cor devem ser estabelecidos pela Conferência dos Bispos.

b) Pela sua incoerência com o espírito de tal disciplina, as praxes contrárias não possuem a racionalidade necessária para que se possam tornar costumes legítimos e devem ser removidas pela autoridade eclesiástica competente.

Salvas situações excepcionais, o não uso do hábito eclesiástico por parte do clérigo pode manifestar uma consciência débil da sua identidade de pastor inteiramente dedicado ao serviço da Igreja.

Além disso, a veste talar – também pela forma, cor e dignidade – é especialmente oportuna, porque distingue claramente os sacerdotes dos leigos e dá a entender melhor o caráter sagrado do seu ministério, recordando ao próprio presbítero que, sempre e em qualquer momento, é sacerdote, ordenado para servir, para ensinar, para guiar e para santificar as almas, principalmente pela celebração dos sacramentos e pela pregação da Palavra de Deus. Vestir o hábito clerical serve, ademais, para a salvaguarda da pobreza e da castidade.

16 Comentários to “E a Cúria ainda pulsa.”

  1. Escambaram, agora querem voltar atrás? Bento XVI também levantou o assunto sobre as palmas durante a missa e obedeceram o Santo Padre na época? Sei…

  2. Espero que os dois textos acima não sejam motivos de falsas esperanças para alguns ingênuos leitores.
    Para mim, não há nada de novo nos textos e deles nada de novo resultará. Tudo permanecerá do mesmo jeito. Enquanto não houver de fato intervenções e ordens diretas de Roma, nada mudará.
    Esses textos que servem para acalmar os ânimos de alguns “papólatras”, que a todo custo tentam salvar Francisco, para mim não passam de enrolação.
    Cansado…

    • Vai ver por esse e outros estrebuchos “tradis” – que fizeram sabotar o acordo da FSSPX – é que agora eles são castigados com um pontificado mais “aggiornato” que o outro… Depois de anos e anos de João Paulo II, só o que fizeram no pontificado anterior foi retribuir com pedras ao oxigênio que lhes foi oferecido!

      “Intervenções e ordens diretas de Roma”?? Mas agora é que elas estão vindo, e segundo os próprios “tradis” em desfavor da “tradição”! Pediram? Pelo visto, conseguiram! “Cansado”? Ainda é só o começo!

      É muito mais fácil mesmo, ao invés de se tirar partido de uma situação mais favorável, “fazer bico” e apontar a falha do próximo sem tirar a trave do próprio olho. Já que é assim, aguentem!

    • Não posso me dizer tradicionalista, embora simpatize com eles, mas o comentário do Pedro de Beaufort me pareceu uma tentativa de culpar pela situação atual a quem menos tem culpa nessa história (os tradicionalistas). O Modernismo grassa como nunca e a culpa é dos tradicionalistas (que não tem voz dentro das estruturas eclesiásticas)???

  3. Infelizmente existe uma República de Bananas em que essas sugestões irão entrar por um ouvido e sair pelo outro.

    A propósito, como ficou aquele episódio do “Por muitos” em vez de “Por todos” na hora da Consagração?

    Alguém fez a devida substituição?

  4. Se diz em direito, o que não está os autos não existe no universo, pois bem, temos três tipos de “celebrações litúrgicas” sendo realizadas no mundo latino (por assim dizer):

    1-) A missa de acordo com o rito tridentino (do Concilio de Trento), chamada de missa tridentina ou Missa São Pio V – o Papa da Batalha de Lepanto contra os muçulmanos e do santo rosário, seguindo o missal do Papa João XXIII. Mais conhecida por missa em latim.

    2-) A missa de acordo com o CVII, ou missa Paulo VI, chamada de missa nova – essa também tem normas a seguir, só conheço um padre no Brasil (aliás tradicional que a celebra corretamente), repito, tem regras. Tem o Kyrie, por exemplo. e é claro que a musica sacra exige um órgão. Tem a ação de graças depois da comunhão.

    3-) A missa teologia da libertação, celebrada em praticamente em quase todo o lugar, onde cada um acha o que bem entende como “certo”, cada lugar se faz de uma maneira, não tem batina, é uma festa de “heresia pura”, tem divorciado, bicha, eles pulam, abanam braço, usam violão e outros instrumentos que não permite recolhimento, dentre outros aspectos que seria extenso enumerar.

    Isto é fato.

  5. Como vamos descobrir a verdadeira paz? A Santa Igreja, vem a séculos nos ensinando. Só em Jesus Cristo que podemos encontrar a verdadeira paz. Ele é o Único que pode trazer a verdadeira paz. Porque não encontramos no mundo a paz? Devidos os homens invés de ir a busca da fonte da paz. Vão procurar outros caminhos que não levam a este fim. Qual a causa de tantas batalhas, brigas, tragédias…? A razão é simples: Porque existe no mundo de hoje. Mais batalha que orações.
    Joelson Ribeiro Ramos.

  6. O mais preocupante é que tudo está sendo remetido às conferências episcopais. Isso significa que, por razões óbvias, pelo menos aqui no Brasil, nada mudará.
    Fala-se que os neocatemenais já mudaram a paz. No entanto, a missa dos neocatecumais precisa ser mudada totalmente, pois é uma missa bastante protestanizada tanto quanto o é a missa dos RCC. A diferença é que a missa neocatumenal segue a linha luterana do Kiko Arguelo, ao passo que a missa RCC segue a linha neopentecostal.
    Na missa Kikoriana (neocatecumenal) não se fica de joelhos nunca; não se responde nunca: “Senhor, não sou digno de que entreis na minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo”; os fiéis recebem a comunhão, nas duas espécies, sentados nos seus respectivos lugares (todos bebem no mesmo cálice); todos ficam com o pão na mão até que o “presidente” dê o sinal para comungarem; a missa é considerada apenas um banquete pascal, uma festa, há muitas palmas, e no final todos dançam em torno de uma mesa que substitui o altar. É tudo muito esquisito e não se segue o missal romano, mas o missal inventado pelo Kiko. Tudo no neocatecumenal está centrado na bíblia, na pregação e na vida em comunidade, rigorosamente em obediência ao Kiko; as devoções piedosas, adoração ao Santíssimo, oração do terço, todas essas práticas são desprezadas e consideradas coisas insignificantes da religiosidade natural que nunca poderão gestar a fé em ninguém. Como se vê, é uma igrejinha particular protestante dentro da Igreja. Digo isso porque lá estive por 15 anos, sem saber que tudo aquilo era errado. Só depois que conheci a tradição da Igreja e o verdadeiro significado da Santa Missa Tridentina é que então me dei conta do que é a verdadeira Igreja.

  7. Parabéns,Saulo! Concordo com você.Também quero saber… E…aí? Siiim,também gostaria de saber se houve a necessâria troca de expressões,na Oração da Consagração…? Hum?..!!Houve?!…

  8. Lembrei-me de que…”soldado que não veste a farda da sua Corporação,não merece ser considerado participante dela…”

  9. Jesus já dizia:

    “Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho, pois semelhante remendo rompe o vestido e faz-se maior rotura” (Mt. 9:16).

    Ficar pondo remendos no tecido podre do Novus Ordo não vai melhorar em nada o estrago que já fizeram com a liturgia Católica. Nesse caso, abraço da paz antes ou depois? Que diferença faz? A ordem dos fatores não altera o produto.
    Abraço da paz no Rito Tradicional é só entre Sacerdote e Diácono quando a missa é solene.
    Agora no Novus Ordo reparem que junto à qualquer remendo novo sempre aparecem as palavras “rito opcional”, “recomendação”, “oferecem-se algumas disposições práticas para expressar melhor o conteúdo do sinal da paz e para moderar os excessos”.
    Excesso se corta, não se modera. Afinal o que é moderar um excesso? Mais uma encheção de linguiça que ninguém vai dar ouvidos.
    E tome “abraço da paz” com direito a beijinho no rosto, aperto de mão, sorrisinhos, tudo ao som do barulhento “ministério de música” cantarolando essa peça rara da música sacra:

    “Meu irmão / Jacozinho do Senhor Tu és predileto / És especial para o Senhor
    Tu és a imagem / Do Deus que te criou / E te salvou
    Te libertando da escravidão
    Não tenhas medo, pois o Senhor E compassível e bom
    Para os seus escolhidos / Ó Sião
    Ele tem por ti ó Israel
    Predileção especial
    Meu irmãozinho Deus te ama e eu também (2x)”

  10. Realmente é uma notícia que, para quem é católico e repudia a Missa Nova e as Doutrinas heréticas desenvolvidas através dos textos do Vaticano II, nada tem a acrescentar.

    Para os que não entendem, ou se recusam a entender as razões profundas do “non possumus” dirigido por nós à igreja conciliar, essas medidas “conservadoras” não são indício de coisa alguma. Não nos servem em NADA, porque não importa que versão de missa nova eles querem fazer. Nós rejeitamos a Missa Nova em sua essência, tal como foi explanada por ninguém menos do que o cardeal Ottaviani – que era o prefeito do Santo Ofício, o encarregado de zelar pela Sã Doutrina da Igreja, e o Cardeal Bacci, respaldados por uma legião de teólogos de primeira linha que demonstraram por A + B que o Novus Ordo Missae de Paulo VI, tal como foi apresentado (e não! Não estou nem falando dos abusos que se seguiram, mas da “missa do missal”), representava conforme palavras de todos eles “um afastamento no todo e nas partes do Sacrifício da Missa, tal como definido no Concílio de Trento”.
    A maioria aqui possivelmente sequer ouviu falar no livro Iota Unum de Romano Amerio, um livro denso e detalhista de toooooodas as alterações criadas pelo Vaticano, e como elas – longe de tese ratzingueriana de continuidade – se CONTRADIZEM com o que se fazia antes.
    De forma que falar em retoques na missa nova, não nos acrescenta em nada. No máximo constitui um alívio físico para os tradicionalistas que vão à Missa Nova para não ficarem sem a Eucaristia, mas em si não nos interessa, porque a própria Missa Nova em si é por nós repudiada por uma questão de objeção de consciência. O rito – e não o mal uso dele, mas o rito em si – é NOCIVO para as almas, foi inspirado pela maçonaria e pelos protestantes que auxiliaram Monsenhor Bugnini (tanto que as provas estão nos inúmeros depoimentos agradecidos pelos protestantes pela incrível desvalorização do caráter sacrifical que caracteriza a Missa Nova), e pelo distanciamento da Missa até mesmo como é compreendida pelos cismáticos do oriente (que neste aspecto doutrinário são muito dignos de confiança), a ponto do arqueologismo litúrgico que a construiu nos separar até dos cristãos orientais, muito mais fiéis em resguardar a Tradição Litúrgica de suas comunidades (o que não os justifica, mas não deixa de ser um ponto positivo).

    É de se lamentar não termos feito acordo com o pontificado anterior? Não. Antes de tudo porque o Dogma não é de homem algum, e não podemos negociar com o que não nos pertence. Os direitos de Deus pertencem a Deus, e não são alvo de barganha. Ademais, o que estamos vendo agora (e isso em muito nos entristece) é a saída de um modernista conservador para um modernista progressista que se empenha em apagar os últimos traços de catolicidade que restaram, e em edificar uma religião totalmente nova. Neste passo, depois de Bergoglio é de se perguntar se ainda há algo de católico na igreja conciliar que ele preside, e que a maioria (creio eu que de boa fé) crê ser a Igreja Católica Apostólica Romana.

    Nolite timere pusilus grex,não temas, pequeno rebanho. Por dois mil anos fomos confirmados na Fé pelo Sucessor de Pedro, os atuais se recusam a isso e antes se empenham a nos confirmar no erro, mas o que foi ensinado há dois milênios não pode ser apagado, e por Mercê de Deus alguém sempre se recordará e transmitirá o que recebeu. Nem mais, nem menos, mas apenas a doutrina católica. Enquanto o papa e a Hierarquia não se resolvem, façamos como o Apóstolo dos gentios, e digamos “combati o bom combate, acabei a carreira e GUARDEI A FÉ”.

    Não esqueçam: a diferença de Bento XVI para Francisco não é de essência. É de GRAU. O mesmo serve para o que restou dos homens da Cúria do pontificado anterior. Se fosse de essência não estariam lá, porque não se pode ser católico e liberal ao mesmo tempo.

  11. Ah! GERCIONE!…..Ainda não ouvistes nada!!!!…
    .Se cantarem o “jacózinho”..até que dá para ouvir…mais ou menos…! O pior é quando cantam…”eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar,lárárá..ri..rirá…etc”, ou “viver sem temer a beleza de ser um eterno aprendiz…cantar e cantar la ra ra ri rá rá, etc..” ou, quando, durante a COMUNHÃO EUCARISTICA trombeteiam: …”entra na minha casa, entra na minha vida, mexe com as estruturas e, la ra ri ri rá etc..” (MUSICA PROTESTANTE!!!)!!!!!
    É verdade: já ouvi “isso´” na Igreja! ….de arrepiar!!! Mulheres dançando ,sacudindo os quadris, como se estivessem sambando….. e outras “musiquetas” profanas, nada sacras! O..”jacózinho” é fichinha, perto do que já tive a PENITENCIA de ouvir em MISSAS e por vezes, pequei muiiiiiito, pois fiquei com raiva, com vontade de sair correndo….Graças à DEUS me controlei e ofereci meu desgosto para DEUS.

  12. Acho dificil eles controlarem o tal”abraço -da-paz”…..pelo menos no BRASIL, penso que será difícil: está muiiito arraigado esse “costume” em nosso País! Há pessoas gripadas, tossindo ( as vezes, escarrando mesmo!),que temos que abraçar, dar as mãos, e a pessoa nem tem consideração de dizer:”Desculpe, estou gripada!”…e tome aperto de mão , com a mãozinha que acabou de limpar o nariz…! Há amigos e conhecidos que se zangam quando não levantamos e vamos até eles, os quais às vezes estão bem longe, para darmos o tal..”abraço-da-paz”, que se estende em….”papo”…!! Saia-justa..em cima de saia-justa é o que oferece algumas vezes esse “abraço-da-paz’!!!! É exagerado, sim; muitas vezes anti-higienico sim, e para mim, não reflete sinceridade: as pessoas praticam o “abraço-da-paz” na Igreja, e depois se encontram num quarteirão e nem dão um “bom-dia”! Ah!…

  13. Excesso se corta, não se modera. Isto diz tudo. Este ” abraço de paz”, ou ” saudação de paz” é novidade quase carnavalesca.Não me recordo disto nas Missas de minha infância e adolescência( é certo que faz muito tempo).Isto era prática entre o Sacerdote e o Diácono, creio que em missas solenes. Estas novidades são como os fieis rezarem com as palmas das mãos viradas para cima, como se estivessem recebendo uns ” fluidos”, gesto que era, feito com atitude serena e solene, do Sacerdote Celebrante, ou com os ” abanos” de mãos em direção aos nubentes, em liturgias de casamentos.Novidades que, de fato, visam mudar o ” como era”, para ir construindo um clima ” novo”, de desconstrução, modificação e, em última análise, desvalorização e relativização do significado mais profundo da Liturgia. Os bem intencionados membros da Hierarquia Católica( acredito que ainda existam alguns) se beneficiariam muito se estudassem o que significa mensagem não verbal, mensagem não verbal, ensinamentos não verbais, militância não verbal, procedimento orquestrados implícitos tendenciosos, e tudo quanto é utilizado, hoje em dia, para o controle político ideológico cosmovisional das populações, especialmente por grupos de inspiração em Antônio Gramsci.

  14. Na semana passada entrei em contato com um assessor e com um bispo da CNBB do setor Liturgia.

    A primeira resposta do assessor foi a seguinte:

    “A Presidência da CNBB já recebeu a Carta e foi enviada para os senhores bispos pela secretaria geral de pastoral. Nada de novo! Isto já estava estabelecido em documentos anteriores. OK!”

    Em seguida, fiz uma réplica perguntando “como assim, ‘NADA DE NOVO?!'”.

    Aí a tréplica não foi muito amigável. (Vocês conhecem como agem os comunistas).

    A resposta do bispo da CNBB foi a seguinte:
    “Quero informá-lo que a CNBB logo que recebeu a carta da Congregação, enviou-a para todos conhecimento a todos os bispos.
    Eles agora são chamados para tomar as devidas providência para que seja aplicada, da maneira mais conveniente, cada um em sua Igreja particular.”

    Trabalho numa empresa multinacional, e se o CEO enviar uma medida a ser aplicada, não existe “maneira mais conveniente”: é aplicar e acabou!

    É interessante o termo “Igreja particular”: relembra muito “autonomia”; cada um faz o que quer e como quer.

    Da minha parte, esta semana postarei uma carta formal ao meu bispo diocesano, pedindo que a medida seja aplicada.