Archive for ‘Atualidades’

28 agosto, 2014

Por onde anda Padre Michael Rodríguez?

Atualização sobre sacerdote que se tornou famoso no Brasil por suas aparições em Fratres in Unum.com 

Informações prestadas por seu irmão David Rodríguez>

Pe. Michae Rodríguez

Pe. Michae Rodríguez

Em 20 de setembro de 2011, o padre Rodríguez foi designado vigário paroquial da paróquia de Santa Teresa em Presídio (Diocese de El Paso). Essa paróquia também atende a três missões periféricas: Shafter, Candelária e Redford. Infelizmente, em maio de 2013, o pároco (administrador) de Santa Teresa anunciou aos seus paroquianos que estava abandonando o sacerdócio. Esse acontecimento deixou o padre Rodríguez como o único padre na área, o mais próximo ficava a cerca de 150 quilômetros em Alpine, TX. Em 11 de julho de 2014, o bispo designou outro padre como pároco de Santa Teresa e designou o padre Rodríguez como Administrador da Missão do Sagrado Coração em Shafter. Shafter é uma “cidade fantasma”. Ela efetivamente chegou a prosperar no início deste século, quando a maior mina de prata no Texas foi descoberta e a cidade foi construída para atender a mina. No entanto, a mina foi fechada em 1942, e atualmente a cidade tem uma população de talvez uns 40 habitantes. Não há placa de parada na cidade, nenhum posto de gasolina ou loja de qualquer tipo, ou qualquer prédio do poder público. A Igreja e o cemitério são de longe os locais mais notáveis, e existem alguns antigos exploradores espanhóis sepultados lá desde os anos 1600. Talvez o fato histórico mais notável sobre Shafter é que a Venerável Maria de Agreda, uma monja concepcionista espanhola que viveu no século XVII, se bilocou para lá e pregou a Fé Católica aos nativos antes que os missionários espanhóis chegassem.

O padre Rodríguez continua exercendo o seu ministério sacerdotal lá e celebra a Missa Tradicional em Latim diariamente. A natureza e as circunstâncias desta missão o compeliram a um estilo de vida semi-hermético, porém, ele gosta bastante desse tipo de vida e é bastante grato a Deus e à Nossa Senhora por todas as graças que recebeu ao longo dos últimos três anos. Ele tem tido mais tempo para estudar, rezar e fazer penitência. Contudo, ele ainda se encontra em uma situação difícil, uma vez que a meu ver parece improvável que o bispo o deixará lá nessa situação por muito tempo. Na minha opinião, a fonte primária de tensão são os esforços e o compromisso do Padre Rodríguez para continuar completamente fiel à nossa Tradição Católica na liturgia, doutrina, ensino moral, pregação e todos os demais aspectos da vida católica. Além disso, o processo judicial ajuizado contra ele pelo bispo anterior (muito injustamente, até mesmo fraudulento, a meu ver) continua pendente. Assim, por favor, continuem rezando por ele.

Nota: As excelentes homilias do padre Michael Rodríguez continuam sendo postadas semanalmente no site http://svfonline.org

Junho de 2014 – Domingo da Santíssima Trindade – Momento da Elevação da Sagrada Hóstia (na Missão do Sagrado Coração em Shafter)

 

27 agosto, 2014

Seminaristas de Pequim recusam missa com bispos comunistas.

Por Pesadelo Chinês – Os seminaristas de Pequim boicotaram a cerimônia de sua colação de grau, para não participarem da Missa concelebrada com bispos comprometidos em sagrações canonicamente ilícitas nos últimos anos, noticiou a agência AsiaNews.

Para essa Missa estava anunciada a participação do bispo excomungado Joseph Ma Yinglin, cuja sagração em 2006 fora feita à revelia da Santa Sé. O regime o impôs então como bispo de Kunming, e o empossou em 2010 como reitor do seminário.

Diante dos veementes protestos dos seminaristas, a direção do Seminário propôs o bispo Giovanni Fang Xingyao, presidente da Associação Patriótica, inventada pelo governo para controlar a Igreja Católica.

Dom Fang é bispo da diocese de Linyi. Sagrado em 1997 com aprovação da Santa Sé, ele foi aos poucos se aproximando do governo socialista e submetendo-se a ele.

Também essa proposta inaceitável foi recusada pelos seminaristas, pois Dom Fang participou de várias sagrações ilícitas.

Uma fonte do Seminário Nacional citada sob anonimato pela agência UCAN contou que o bispo excomungado nos anos anteriores não se apresentou para a Missa e só mandou entregar os certificados de fim de curso.

O próprio bispo ilegal não queria a cerimônia, mas foi constrangido por “superiores”, leia-se pelo governo socialista.

Afinal não houve cerimônia, e em represália os seminaristas não receberam os diplomas, ficando adiados os cursos para sacerdotes e religiosos.

Não é a primeira vez que os seminaristas de Pequim se insurgem contra os ex abruptos despóticos da Associação Patriótica. Em janeiro de 2000, todos os estudantes do Seminário Nacional – mais de 130 – se negaram a participar de uma sagração ilícita de cinco bispos alinhados ao governo.

A cerimônia na catedral da Imaculada Conceição de Pequim devia ser um golpe propagandístico do regime, mas resultou num fracasso pela ausência de fiéis e a deserção dos seminaristas.

Naquela ocasião, todos os estudantes foram mandados de volta para casa sem direito de voltar ao seminário.

Em carta aberta, os seminaristas explicaram seu gesto: “Não queremos ir contra o Papa; ainda que fiquemos impedidos de ser sacerdotes, conservaremos a alma pura, em comunhão com a Igreja universal e unidos no amor de Cristo”.

Também os seminaristas de Xangai se opuseram à presença de bispos canonicamente ilícitos na sagração do bispo auxiliar D. Ma Daqin. Este heroico bispo, logo após a sua sagração, enquanto ainda estava no recinto da catedral, renunciou à Associação Patriótica.

Por isso foi preso imediatamente, encontrando-se desde então em prisão domiciliar no santuário mariano de Sheshan e impedido de exercer seu ministério.

Os seminaristas de Xangai foram expulsos em bloco e o seminário diocesano foi fechado pela ditadura comunista.

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22 agosto, 2014

Novo recesso.

Fratres entra em um novo, porém breve, recesso. Assim, a liberação dos comentários demorará mais do que o habitual e notícias importantes podem ser publicadas a qualquer momento.

Retornamos no início de setembro. Até lá!

20 agosto, 2014

Renasce a inquisição. No banco dos réus, os bons padres.

Nota de Pe. Cristóvão e Pe. Williams – Fratres in Unum.com

Os marxistas são obcecados pelo poder. Em tudo, projetam apenas sua própria volúpia por ele. Acusam os outros de tal ambição, enquanto denunciam-na em si mesmos. São doentes.

D. Hélder Câmara, sempre de batina, idolatrado por seus seguidores, admirado, eloquente, com grande poder de sedução, também seria um narcisista, desequilibrado, sociopata?

D. Hélder Câmara, sempre de batina, idolatrado por seus seguidores, admirado, eloquente, com grande poder de sedução, também seria um narcisista, desequilibrado, sociopata?

Nossa equipe do Fratres in Unum reproduz, a seguir, o artigo do ex-padre José Lisboa Moreira de Oliveira, publicado por uma das maiores mídias da Teologia da Libertação no Brasil, o site “Adital”, para que nossos leitores percebam o ódio visceral que têm pelo sacerdócio católico.

De fato, está se armando uma verdadeira inquisição contra o que sobrou do bom clero católico em nosso país. Querem dar fim aos bons padres e seminaristas, e introduzir na mente dos fieis uma dúvida acerca de sua idoneidade moral e psíquica, simplesmente porque usam um clergyman ou uma batina.

O artigo está dividido em duas partes. Na primeira, o autor magoa-se pela suposta indiferença do clero ao Papa Francisco. Seu cinismo grita em cada linha, sobretudo por bradar amores ao Papa, servindo-se apenas do que lhe convém em suas palavras. Detrataram Bento XVI e agora protestam contra a atitude equilibrada de quem, não caindo em sua armadilha de colocar dialeticamente um papa contra o outro, interpreta cada palavra à luz estrita da perene tradição da Igreja.

Na segunda, dá voz a uma psicanalista, que interpreta toda sacralidade do ministério ordenado como manifestação narcisista psicopatológica, jogando no mesmo nível dos desequilibrados aqueles que simplesmente têm um amor zeloso por seu próprio ministério, a exemplo dos santos. Para essa autora, os santos de ontem e de hoje seriam todos narcisistas, sociopatas e pervertidos.

Remetemos o leitor ao livro de Michael S. Rose, Goodbye, good men (Regnery Publishing, Washington D.C., 2002), que descreve como a infiltração de psicólogos desse tipo nos seminários norte-americanos propiciou, décadas depois, a corrupção moral que eclodiu nos escândalos de pedofilia. Obviamente, um sacerdote sem apreço por seu ministério será um ente em crise de identidade, com complexo de inferioridade, que facilmente se entregará ao pecado, como a maior parte dos ex-padres que propalam este farisaico liberalismo, patrocinados por gente como aquela autora.

Conseguimos o e-mail do autor deste artigo. Caso queiram pronunciar-se a respeito, escrevam para jlisboa56@gmail.com. Pedimos apenas que partilhem conosco seus comentários.

* * *

Os impostores do Ministério da Ordem 

Por José Lisboa Moreira de Oliveira – Adital: O meu amigo, Pe. José Antônio, do clero da arquidiocese de Mariana (MG), com quem tive a grata satisfação de trabalhar no Setor Vocações e Ministérios da CNBB (1999-2003), em recente artigo divulgado na internet, levantava a pergunta acerca do principal medo do papa Francisco. A pergunta poderia ser muito bem invertida para evidenciar quais são as pessoas que, na Igreja Católica, mais temem as audaciosas propostas de renovação apresentadas pelo papa Francisco, e que, a meu ver, estão condensadas na sua exortação Evangelli Gaudium. Quem, na Igreja Romana, teria medo de propostas como esta: “Convido todos a serem ousados e criativos nesta tarefa de repensar os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das respectivas comunidades” (EG, 33)?

Com certeza estariam em primeiro lugar os grupos católicos ultraconservadores, bem representados pela Fraternidade São Pio V, fundada pelo bispo cismático Lefebvre. Porém, os conservadores católicos não causam tanto medo ao papa e nem o papa lhes provoca medo. Reagir a toda mudança na Igreja está no DNA desses grupos, os quais acreditam piamente que o único modelo histórico de Igreja é aquele construído a partir do Concílio de Trento, ou, pior ainda, a partir do espírito da Contrarreforma.

Quem, então, causaria medo ao papa Francisco, ou, melhor dizendo, quem tem medo das propostas do papa Francisco? Pe. José Antônio, sem rodeios, afirma que é o “clero camaleônico”, ou seja, aqueles padres que vendo o ministério ordenado como status, como profissão bastante rentável, como pedestal para a fama e o sucesso, temem um papa que insiste em dizer que o ministério ordenado é serviço e que os padres precisam “sentir o cheiro das ovelhas”.

Prosseguindo em sua reflexão, o Pe. José Antônio alerta para um particular assustador: a quase totalidade desse “clero camaleônico” é formada por padres jovens e por seminaristas, futuros padres, que já se comportam como se fossem ministros ordenados. É assustador porque era de se esperar que padres jovens e seminaristas, formados depois do Concílio Vaticano II, fossem capazes de acolher com entusiasmo e paixão a proposta de renovação da Igreja apresentada pelo papa Francisco. Mas não é isso que estamos vendo. Boa parte deste clero permanece indiferente ao que o papa Francisco vem dizendo. Sinal claro dessa indiferença é a falta de divulgação, de conhecimento, de estudo e de aplicação pastoral da exortação Evangelli Gaudium. Pude constatar isso pessoalmente em recente assessoria a um grupo numeroso de pessoas, na sua quase totalidade formada por leigos, sobre a exortação papal. A queixa geral era de que os padres não falam da Evangelli Gaudium. Constatou-se inclusive o caso de padres que nem sequer sabiam da existência da exortação. Há poucos dias uma senhora de uma paróquia do interior da Bahia perguntava ao jovem pároco de sua cidade porque na sacristia da igreja paroquial ainda não tinha sido colocada a fotografia do papa Francisco. Queria saber porque tudo tinha parado na foto do papa Bento XVI. O pároco respondeu-lhe que a razão era o fato de que os vidraceiros da cidade estavam sem moldura. Conversa essa que não colou, pois a senhora, do alto da sua experiência de idosa, percebeu que o pároco estava mentindo.

Mas há também aquele grupo de padres e de seminaristas que faz de conta que acolhe as propostas do papa Francisco. Age, porém, como camaleão, por mero oportunismo e para continuar levando vantagem em tudo, visando não perder as benesses oferecidas pelo acesso ao ministério ordenado. Este grupo de clericais externamente faz de conta que aderiu ao papa Francisco, mas, na prática, sempre que pode, oculta, desvirtua e desvia os ensinamentos papais, não permitindo que o povo tome conhecimento daquilo que o papa Francisco está propondo com certa insistência.

Diante do que acabamos de expor vem de imediato a pergunta: o que leva padres e seminaristas a agir desta forma? Por que temem o papa Francisco? Por que agem com indiferença ou fazendo de conta que acolhem a palavra do bispo de Roma?

Inúmeros estudos publicados nos últimos anos explicam de modo suficiente este problema. São estudos com dados incontestáveis, baseados em pesquisas sérias. A própria Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB) e a Comissão Nacional de Presbíteros (CNP) patrocinaram alguns desses estudos.

Duas causas estariam por trás desse comportamento. A primeira delas é a visão de vocação presbiteral como sendo a vocação por excelência. Ser padre é “dez”, é estar acima de qualquer coisa. Chegar a ser padre é colocar-se acima de tudo e de todos os mortais. A segunda causa seria o desejo das dioceses de suprir a falta de padres, levando-as a admitir nos seminários e no presbitério verdadeiros impostores que olham para o ministério ordenado como a forma mais fácil de adquirir poder, status, fama e dinheiro. A tais pessoas não lhes importa o serviço ao povo, mas as vantagens que vão ter com o acesso ao ministério ordenado.

A filósofa, socióloga e teóloga Arlene Denise BACARJI realizou recentemente um estudo sobre essa questão, baseando-se em dados de pesquisas feitas em diversas partes do mundo por eminentes pesquisadores. O próprio título do seu estudo é, por si mesmo, bem sugestivo: A impostura no Ministério da Ordem. Transtornos de personalidade e perversão no Clero à luz da psicanálise e da psiquiatria*. O estudo acaba de ser publicado pessoalmente pela autora. É lamentável que ela não tenha encontrado uma editora católica capaz de assumir a publicação, obrigando-a a fazer uma edição privada. Essa recusa não deixa de trazer um grande prejuízo para a própria Igreja Católica.

Em seu estudo, depois de analisar a origem do problema da impostura no Ministério da Ordem, a autora se detém cuidadosamente na reflexão sobre os transtornos e as perversões dentro dos quadros da Igreja, particularmente entre o clero. Fala dos desvios institucionais, de personalidade antissocial, narcisista patológica e sobre as perversões propriamente ditas. No final aponta algumas possibilidades de saída do impasse.

Arlene Bacarji mostra como a natureza hierárquica, uma falsa compreensão da misericórdia, a segurança que o ministério ordenado proporciona e o celibato visto como um modo de não se relacionar em profundidade com ninguém atraem com muita facilidade pessoas com transtorno de personalidade e muita gente perversa. A pessoa com essas patologias “sempre consegue um bispo desavisado, misericordioso, confiante em sua remissão, que o acolherá” (p. 36). Bacarji lembra que o sistema eclesiástico favorece tais pessoas, uma vez que “elas aprendem rapidamente como subir em postos de poder, como fazer para serem elevados a bispos, cardeais” (p. 43).

A autora apresenta o perfil do impostor no Ministério da Ordem: “O poder, o brilho, o sucesso, só dependem de sua eloquência no altar, de sua capacidade de sedução e poder de atração, e de sua capacidade retórica, persuasão, de introjetar os sentimentos e emoções na sua fala de modo que impressione o público, para que seja admirado, endeusado e adorado. O Altar se torna um palco. Pois a oficialização desse poder já está dada. A impostura no Ministério da Ordem por estas personalidades todas que tratamos neste livro se caracteriza pela grandessíssima capacidade da pessoa de fazer ‘teatro’. Elas representam muito bem” (p. 43). E representam tão bem que são capazes de camuflar a aversão ao papa Francisco e ao que ele propõe, bastando para tanto apenas um “discurso bonito” (p. 44), ou seja, aquele discurso lacunar, através do qual a pessoa fala um monte de baboseira que seduz os desprovidos de senso crítico, mas que não diz absolutamente nada.

O que fazer? Existem saídas? É claro que sim. O problema é saber se os bispos estão dispostos a colocá-las em prática. Eu aponto pelo menos três. A primeira delas é desmistificar a figura do padre, retirando dele toda auréola sacral que o envolve. Apresentá-lo como um homem comum, normal, igual aos outros, chamado por Deus a ser diákonos, ou seja, mero servidor dos demais. Homem sinal sacramental de Cristo servo de todos, que veio para servir e não para ser servido (Mc 10,35-45). Nessa perspectiva o acento deve ser colocado sobre a vocação comum batismal, como nos lembrou o Vaticano II na Lumen Gentium. O importante não é ser padre, mas discípulo, seguidor de Jesus, missionário, como enfatiza diversas vezes o Documento de Aparecida.

Uma segunda saída seria a revisão do atual modelo de ministério ordenado, focado excessivamente no padre celibatário que passa entre oito e nove anos no seminário e que sai de lá bastante treinado para ser “aparentemente normal”, mas que, na prática, é uma pessoa cindida, tendendo para a mentira crônica (Bacarji, p. 45-64). Não há como resolver o problema da impostura no ministério ordenado enquanto não se fizer uma reforma séria no ministério ordenado, incluindo nele novas formas de ministérios que descentralizem o poder e quebrem o monopólio e o autoritarismo dos padres.

A terceira proposta de saída é a mudança de comportamento com relação a essas pessoas. Bacarji lembra “que Cristo e o Evangelho não são tolerantes com a hipocrisia e com a falsidade” (p. 45). Por isso, ela afirma que “a misericórdia com estas pessoas deve ser pensada em outros moldes que não a habitual. Talvez seja mais misericordioso impedi-las de terem oportunidade de vivenciar suas perversões e patologias antissociais ou narcisistas, fazendo mal às pessoas da Igreja, à própria Igreja, a Deus e a si” (p. 67). Isso significa que a formação inicial dos candidatos aos ministérios ordenados precisa ser mais séria, capaz de identificar possíveis impostores e impedindo-os de chegar à ordenação. Mas para isso é preciso que à frente dos seminários estejam pessoas equilibradas e não seres transtornados e perversos.

Por fim, é preciso dizer que a maioria dos padres é formada por homens honestos, sérios, simples e inteiramente doados ao povo. E isso é uma grande consolação. Mas, na maioria das vezes, esses padres não são valorizados, não são apresentados pela mídia católica, sendo sobrepujados pelos impostores, geralmente midiáticos e “carismáticos” que se apresentam ao povo como os únicos modelos de presbíteros. Com isso o estrago está feito, pois o povo, iludido por “lobos vestidos com peles de ovelhas” (Mt 7,15), acaba deixando-se seduzir. “As batinas, hábitos, clergyman, para estas pessoas, representam poder e também especialidade em relação aos outros mortais, por isso muitos deles fazem questão dessas coisas já desde o seminário” (BACARJI, p. 62). Precisamos, pois, estar muito atentos, pois a impostura no ministério ordenado “costuma confundir muitos superiores e a todos nós” (Ibid., p. 70).

*O livro de Arlene Bacarji pode ser solicitado pelo e-mail arlened@uol.com.br

20 agosto, 2014

Primeiro Ministro da Hungria interpela Conselho da Europa sobre a situação dos cristãos no Iraque.

Por InfoCatólica | Tradução: Fratres in Unum.com – A Embaixada da Hungria em Madri fez chegar a vigorosa carta — já pública — que o Primeiro Ministro da nação magiar, Viktor Orbán, dirigiu ao Presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, sobre a “extrema violência que ameaça a mera existência da comunidade cristã do Iraque” e na região em geral.

Orban instou o Presidente do Conselho da Europa a incluir a situação dos cristãos iraquianos na agenda da próxima reunião de tal organismo, prevista para o final do presente mês de agosto. De toda forma, confirma que a Hungria apoia qualquer solução que garanta a existência futura da comunidade cristã no Iraque. Para baixar o texto na íntegra da carta de Viktor Orbán e a declaração do Governo da Hungria sobre a situação do Iraque, em inglês, clique aqui

Leia mais:

Hungria transfere escolas públicas a instituições religiosas.

A ressurreição da Hungria.

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20 agosto, 2014

Vivemos a 3ª Guerra Mundial, diz papa Francisco.

Pontífice afirmou que esta guerra é marcada por fragmentações

Roma – Após uma viagem de cinco dias à Coreia do Sul, o papa Francisco voltou nesta segunda-feira (18) à Itália, mas não sem fazer duras críticas aos confrontos mundiais durante seu vôo de regresso a Roma.

“Vivemos a Terceira Guerra Mundial, mas em fragmentos”, disse o Pontífice.

Destacando que as guerras estão atingindo “um nível de crueldade espantoso”, Francisco afirmou que “é lícito interromper uma agressão, mas não bombardear”.

“Quando há uma agressão injusta, posso dizer que é lícito parar o agressor. Mas ressalto o verbo parar, porque isso não significa bombardear ou fazer uma guerra”, afirmou o papa sobre os ataques norte-americanos ao Iraque com o objetivo de destruir rebeldes jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que recentemente declarou a criação de um califado e começou a perseguir civis e cristãos.

“A tortura se tornou quase um meio ordinário. Esses são os frutos da guerra. Estamos em guerra, há a Terceira Guerra Mundial, mas em fragmentos'”, disse o papa, referindo-se aos conflitos simultâneos que atingem o mundo, como as crises na Síria, no Iraque, na península coreana, no continente africano na Faixa de Gaza.

No último mês, Francisco fez constantes apelos de paz para o Iraque e até enviou um representante do Vaticano ao país para entregar apoio financeiro e emocional aos cristãos perseguidos pelo EIIL.

Ele também promoveu um encontro entre lideranças palestinas e israelenses para incentivar o diálogo no Vaticano.

“O encontro no Vaticano entre o presidente israelense Shimon Peres e o palestino Mahmoud Abbas não foi inútil, apesar de hoje a situação na Terra Santa ter se deteriorado”, disse o papa em seu vôo da Coreia do Sul.

“Foi aberta uma porta, mas, agora, a fumaça das bombas não permite que esta porta seja vista”, completou, no mesmo dia em que um novo balanço aponta para dois mil mortos na Faixa de Gaza na última ofensiva israelense.

Ainda na conversa com a imprensa dentro do avião, Francisco contou que tem vontade de visitar a China e que, se “pudesse, viajaria amanhã”.

“Estou disposto também a ir ao Curdistão, se houver possibilidade”, disse Jorge Mario Bergoglio.

Francisco aterrissou em Roma por volta das 18h10 locais, no aeroporto de Ciampini. Ele trouxe um ramo de flores que recebeu de uma menina sul-coreana chamada Mary Sol, de 7 anos de idade.

O Pontífice pretende depositar as flores no altar da Basílica de Santa Maria Maggiore.

Pontificado

Questionado pelos jornalistas que o acompanhavam no vôo de volta a Roma, o papa Francisco comentou que tenta levar “uma vida normal” no Vaticano.

“Em 1975, sai de férias com a comunidade de jesuítas. Desde então, não tiro férias, mas mudo meu ritmo de vida: durmo mais, leio mais, ouço mais músicas… e isso me faz bem”, comentou.

Renúncia

Na mesma entrevista dentro do avião, Francisco disse que a renúncia de seu antecessor, Bento XVI, abriu um precedente na Igreja Católica e que ele mesmo pode abdicar do cargo caso sinta necessidade.

“Há 70 anos, os bispos eméritos eram uma novidade. Hoje, são uma instituição. Penso que o papa emérito será a mesma coisa. Com o tempo, a expectativa de vida aumenta e, em uma certa idade, não temos capacidade de governar bem. Mesmo se a nossa saúde for boa, não temos capacidade de levar adiante o governo da Igreja”, comentou Francisco.

“Alguns teólogos talvez digam que não é certo, mas eu penso assim: faria a mesma coisa que Bento XVI. Ele abriu uma porta que é institucional, não excepcional”, afirmou.

Conhecido por sua simplicidade, Jorge Mario Bergoglio assumiu a liderança da Igreja Católica em março de 2013, após a renúncia de Bento XVI.

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19 agosto, 2014

Padre denuncia ritual satânico após encontrar cabeça de bode em igreja.

Pichações também foram feitas na Igreja Matriz de Rio Bonito, no RJ. Assunto teve repercussão nas mídias sociais; ocorrência foi registrada.

G1 – A Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, em Rio Bonito, interior do Rio de Janeiro, foi alvo de vândalos na madrugada do último domingo (17). De acordo com a assessoria da Arquidiocese de Niterói, uma cabeça de bode foi encontrada na porta do templo que também foi pichado.

Padre publicou imagens das pichações que foram feitas na igreja (Foto: Reprodução/Facebook)

Na parede da capela da Matriz, onde é feita adoração, vândalos picharam o número 666. No monumento dedicado à missão, um pentagrama com o nome de ‘satã’. As palavras ‘Jesus escrativistas’ foram escritas na lateral da igreja, e na porta a suástica nazista. O paróco da cidade, padre Eduardo Braga, disse estar consternado com o ocorrido e já registrou ocorrência na delegacia do municícpio.

”O fato foi um repúdio dos hereges em relação a semana que houve na igreja. Muitas pessoas viram uma  procissão e carreata que fizemos e isso deixou muitos insatisfeitos. Essas pichações aconteceram justamente na semana de aniversário da Matriz que tem 246 anos”, disse.

O assunto teve repercussão nas mídias sociais. O padre Rafael Santana, que atua em Cabo Frio, na Região dos Lagos, publicou imagens das pichações na conta pessoal do Facebook e pediu oração. Mais de 200 pessoas compartilharam a publicação dele.

”No mínimo foi uma falta de educação, de respeito, de ódio e intolerância! Será que nós, católicos, também não temos o direito de professarmos a nossa fé? Oremos pedindo ao Senhor que perdoe este tipo nefasto de atitude e quanto aos seus autores, rezemos: “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!”, declarou.

Ainda de acordo com a assessoria da Arquidiocese, o caso foi registrado na delegacia como agressão ao patrimônio hisórico. A Polícia Civil recolheu imagens das câmeras da igreja que flagraram o ato de vandalismo. Nas imagens é possivel ver dois homens e uma mulher com roupas e boné pretos. As pichações foram apagadas pela comunidade. A cabeça de bode foi recolhida e descartada por moradores, após a perícia ter ido ao local. A reportagem do G1 não conseguiu contato com o delegado responsável pelo caso.

”Esse afronte será superado. Todas as pessoas da paróquia de Nossa Senhora Conceição irão rezar com mais fé e buscar o perdão de Deus em favor dos autores desse sacrilégio”, encerrou o pároco Eduardo Braga.

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BRASÃO Arq. NIT - Site

NOTA DE ESCLARECIMENTO
SOBRE SACRILÉGIO NA PARÓQUIA DE
NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO EM RIO BONITO

Consternados com o ocorrido do passado (domingo) dia 17 de agosto, quando a Igreja Matriz, justamente na semana do seu aniversário de 246 anos, foi pichada com símbolos satânicos e desrespeitada, com outras duas atitudes sacrílegas, queremos registrar nossa indignação por este fato que mostra uma crise profunda de valores, e que não pode ser repetido.

A Fé dos católicos foi afrontada. O símbolo principal da Cidade foi ultrajado. Perdoamos em nome de Jesus Cristo estes transgressores.

Agradecemos aos policiais de Rio Bonito e Araruama que nos auxiliaram neste momento doloroso. Estendemos também ao nosso Arcebispo, aos sacerdotes do Município e da Arquidiocese que nos prestaram solidariedade.

Gratidão às famílias que permaneceram conosco até a perícia e limparam os ultrajes na madrugada.

Certos de que o Senhor é Deus e de que Nossa Paróquia é movida pelo Seu Espírito, já podemos colher os frutos de vida e santidade que estão por vir.

Pe. Eduardo, Pe. Adriano e toda comunidade paroquial de Rio Bonito.
Rio Bonito, 18 de agosto de 2014.

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18 agosto, 2014

Papa considera «legítima» intervenção no Iraque.

Papa Francisco não dá «luz verde» aos ataques aéreos, mas salienta a necessidade de travar as ações dos «jihadistas»

Por TVI24 – O Papa Francisco considera que a comunidade internacional tem legitimidade para travar as ações dos militantes do Estado Islâmico (EI) no Iraque, mas que não deve ser um único país a decidir como agir. As declarações foram feitas durante a viagem de regresso da visita à Coreia do Sul.

«Nestes casos, quando há uma agressão injusta, apenas posso dizer que é legítimo parar esse agressor», declarou o sumo pontífice quando lhe foi feita uma questão sobre os ataques aéreos dos Estados Unidos no Iraque.

Os «jihadistas», que querem criar um califado no Médio Oriente, já controlam várias cidades do Iraque e da Síria e levaram a que milhares de pessoas de minorias religiosas, incluindo Cristãos, tivessem abandonado as suas casas.

No entanto, o Papa não dá «luz verde» aos ataques aéreos dos Estados Unidos.

«Sublinho o verbo parar. Não estou a dizer para fazerem guerra ou lançarem bombas. As condições para que o agressor pare têm de ser avaliadas. Um único país não pode julgar como o agressor deve ser travado», declarou.

Para o Papa Francisco, as Nações Unidas são a entidade ideal para decidir como travar a situação.

O Papa confessou ainda que tem intenções de se deslocar ao Iraque, mas que decidiu que, por agora, «essa não seria a melhor coisa a fazer».

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18 agosto, 2014

Arcebispo de Mosul: “Perdi minha Diocese para o Islã – Vocês no Ocidente também serão vítimas dos muçulmanos”.

Igreja Católica Armênia em Raqqa, Síria, atualmente escritório do ISIS.

Nossos sofrimentos de hoje são o prelúdio daqueles que vocês, europeus e cristãos ocidentais, também sofrerão no futuro próximo. Perdi minha diocese. O local físico do meu apostolado foi ocupado por radicais islâmicos que nos querem convertidos ou mortos. Porém, minha comunidade ainda está viva. 

Por favor, tentem nos compreender. Aqui os seus princípios liberais e democráticos não valem coisa alguma. Vocês devem considerar novamente a nossa realidade no Oriente Médio, porque vocês estão acolhendo em seus países um número cada vez maior de muçulmanos. Vocês também estão em perigo. Vocês devem tomar decisões fortes e corajosas, mesmo ao custo de contradizer os seus princípios. Vocês pensam que todos os homens são iguais, mas isso não é verdade: o Islã não diz que todos os homens são iguais. Os seus valores não são os deles. Se vocês não compreenderem essa realidade o suficiente, vocês se tornarão as vítimas do inimigo que acolheram em sua casa.

Dom Amel Nona

Arquieparca Católico Caldeu de Mosul, atualmente exilado em Erbil

Corriere della Sera

14 de agosto de 2014

Créditos: Rorate-Caeli | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com

* * * 

Disse Santo Agostinho: “Somente posso amar aquilo que conheço…” . Assim, como são desconhecidos da quase totalidade do Ocidente Latino, não há como serem amados sem que sejam apresentados como irmãos da mesma Fé. Por isso, o vídeo a seguir traz a oração do Pai Nosso rezado/cantado segundo a tradição dos fiéis de língua siríaca (caldeus, siríacos e maronitas), inclusive com uso de cítara.

Atente-se que é o idioma de Nosso Senhor. As palavras que forem ouvidas podem/devem ser fiel reprodução do que Ele mesmo falou há quase 2 mil anos. Esses pobres perseguidos testemunham a Fé recebida de nossos Santos Padres repetindo as palavras que seguem: Aboun d’Bashmayo.

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15 agosto, 2014

Eles devem a Bento XVI um pedido de desculpas.

Por Camillo Langone | Tradução: Thiago Telles – Fratres in Unum.com – Manuel Paleólogo, eles lhe devem um pedido de desculpas. Eles devem um pedido de desculpas a Bento XVI, a quem eles atacaram depois de tê-lo citado em Regensburg:

“Mostre-me o que o Maomé trouxe de novo, e lá você encontrará somente coisas más e inumanas, como o seu mandamento de para espalhar pela espada a fé que ele pregou”.

Hoje, quando as notícias do ex-Iraque estão mais uma vez fazendo história, e mostrando a qualquer um que tenha olhos para ver o que é verdadeiramente o Alcorão traduzido em ação, eles precisam oferecer um pedido de desculpas para ambos. Mas eles não farão isso: porque eles não acreditam em textos sagrados. Eles são europeus, e um europeu não acredita no Evangelho nem mesmo se ele for católico. Nem mesmo se ele for um sacerdote (nas Missas de domingo as únicas palavras sobre fé são aquelas escritas no Missal, enquanto as do sacerdote – homilias, admonições, conversas casuais – são melancólicas manifestações de incredulidade).

É impossível para um europeu acreditar que alguém poderia realmente crer em sua própria religião. E quanto aos italianos: de acordo com seu vocabulário, a palavra religião é definida como “uma coisa boa e humana”, então eles nunca pedirão desculpas a você ou a Bento XVI.

Aqueles que não são capazes de crer em Deus também não o são de crer na realidade: eles não são capazes de reconhecer a espada – nem mesmo quando ela está em suas gargantas.

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