Archive for ‘Atualidades’

5 fevereiro, 2016

Pe. Zezinho & Pe. Joãozinho. A diminuta dupla diminutiva e sua “fuga em ré menor”.

Editorial de FratresInUnum.com

Nunca entendemos porque esses dois gostam tanto de diminutivos… Aliás, tão pueris e impróprios para sua idade e condição.

Em todo caso, nas últimas semanas os dois andaram meio atacados; ou melhor, atacando os outros…

Com todo aquele ar de superioridade que os caracteriza – adoram passar “pitos” em todo mundo! –, erigiram-se acima e no centro e decidem quem está à direita e quem à esquerda. Este, a propósito, é um modus operandi muito usual de Pe. José Fernandes (ou Zezinho), que em suas músicas ou quadros na TV sempre se pôs a dar liçõezinhas de “moral” em todo mundo, a criticar a falta de ética na política, de tolerância, de ecumenismo, a etiquetar os outros de radical, enquanto ele desfila como um monumento da infalibilidade moral.

Até aqui, nenhuma novidade.

Porém, nos últimos dias, os dois começaram a disparar contra o clero “conservador”, termo cujo significado desconhecem por completo, a invocar a “inerrância” da teologia da libertação, a louvar histericamente a CNBB, chamando em causa o próprio Papa Francisco.

Tudo começou há algumas semanas, quando, repentinamente, Pe. Zezinho começou a atacar o que ele chamou de OS NOVOS MONTANISTAS.

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Comportando-se como um caça-fantasmas, cita sem citar, manda indiretas. Ele é um padre, não uma futriqueira de sacristia, como essas que o Papa Francisco vive corrigindo. A propósito, num discurso improvisado a religiosos – Pe. Zezinho é religioso, não?! –, o Papa que ele diz tanto amar soltou essa:

“Escutem bem: não às fofocas, ao terrorismo das fofocas. Porque quem fofoca é um terrorista. É um terrorista dentro da própria comunidade, porque atira a palavra como uma bomba contra este, contra aquele, e depois vai embora tranquilo. Destrói! Quem faz isso destrói, como uma bomba, e ele se afasta. Se lhe dá vontade de dizer qualquer coisa contra um irmão ou irmã, de jogar uma bomba de fofoca, morda a língua! Forte! Terrorismo na comunidade, não! ‘Mas, Padre, e se tiver alguma coisa, um defeito, algo a se corrigir?’. Diga à pessoa: você tem essa atitude que me faz mal, ou não está bem. As fofocas não ajudam!” (Discurso, 1/02/2016).

Mas isso é o de menos! Aliás, se fosse para rebater essas maledicências indiretas, nem nos ocuparíamos em escrever a respeito.

O problema é uma das frases do texto, quando ele diz que “escolheram como alvo a Teologia da Libertação que faz tempo que se libertou da pecha de pro-marxista”… Como? Não, isso não dá!

E é justamente aqui que sua fala se alinha com uma interessante intervenção do Pe. Joãozinho em um encontro, ocorrido no fim de janeiro passado, em Aparecida, SP, em que afirmou:

(…) Aí alguém vai dizer: peraí, eu já peguei esse livro do Gustavo Gutierrez aqui ó: e ele é marxista! Hoje tem o marxismo cultural. Claro que ele é marxista!, porque ele tava falando pra marxistas. No periodo dele ele tava falando pra guerrilheiros, com o Camilo Torres, mas ele mudou… o… sotaque quando mudou o interlocutor. Então tem uma segunda edição, 1800… 1989, que muita gente não lê, né. Tem, é, tá publicada no brasil pela edições Loyola, e tem, um livro do atual prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Gerrard Muler, sobre isso: “Ao lado dos pobres”, eu preferia até, ao lado do pobre, solidário com o pobre que é Jesus, né?

Mas a dupla, sempre tão alinhada, agora parece se contradizer: a TL se “libertou da pecha de pro-marxista” ou houve apenas uma “mudança de sotaque”?

É óbvio que isso não começou hoje. Hibridizar RCC e TL é uma das metas mais antigas de Pe. Joãozinho. Ele e Pe. Zezinho formam, entre os desafortunados dehonianos, prodígios como Fabio de Melo, religioso que depois renunciou aos votos, entre eles o de pobreza, e se fez diocesano. Seria porque optou pelo cachê?

Aliás, a tese de doutorado de Pe. Joãozinho em teologia sistemática é propriamente sobre o conceito de salvação em Gustavo Gutiérrez.

No trecho acima, ele faz o seguinte raciocínio: Gustavo Gutiérrez não é marxista, mas ele é marxista para conversar com marxistas!!! –Que lógica, hein?!

Segundo Pe. Joãozinho, a TL não é marxista, nunca foi, nunca será. É apenas uma concretização da tal “opção pelos pobres”. Ele apela para a nova edição do livro de Gutiérrez, para o Cardeal Müller da Congregação para a Doutrina da Fé (que segundo o Arcebispo de Lima, terra de Gutierrez, é um “bom alemão, bom teólogo, um pouco ingênuo”), como se mil argumentos de autoridade pudessem mudar fatos, ou melhor, documentos publicados.

Pe. Joãozinho reclama muito de “generalidades”, mas a sua palestra foi um caleidoscópio de generalizações, citações de orelha, escassíssima documentação, em suma, uma vergonha acadêmica, diante da qual, invocar três doutorados de pouco serve!, embora essa gente ame os argumentos de autoridade, ainda mais quando a autoridade é a sua. Sabem aquelas pessoas que desfiam palavras difíceis como se aquilo provasse ciência?… Tipo assim!

A este respeito, enxertamos aqui o trecho de um artigo que publicamos há alguns meses, cuja leitura nos parece tremendamente necessária. Nele, utilizou-se a edição de 1996 do livro de Gustavo Gutiérrez, justamente essa com “novo sotaque”, levantada como troféu por Joãozinho em sua “conferência”!

* * *

Engana-se quem imagina que a TL seja uma corrente teológica inspirada no marxismo.

A TL é uma metodologia destinada a transformar a Igreja numa organização integralmente marxista. Para entendê-lo melhor, valhamo-nos da reflexão do fundador da TL, o Padre Gustavo Gutiérrez.

Em seu livro “Teologia da Libertação” (Loyola, São Paulo: 2000, conforme a 9ª. edição original de 1996), Gutiérrez afirma que a história da teologia poderia ser dividida em três fases: no primeiro milênio, a teologia era uma reflexão sapiencial; no segundo milênio, uma reflexão racional; e agora, no terceiro milênio, seria uma “reflexão crítica sobre a práxis, uma teologia crítica” (cf. pp. 61-71).

Ele assume que “entre os antecedentes desta teologia estão o pensamento marxista centrado na práxis, dirigido para a transformação do mundo, cuja gravitação se acentuou no clima cultural dos últimos tempos, e constitui-se em marco formal de todo o pensamento filosófico de hoje, não superável” (pg. 65).

Ademais, admite que todos esses fatores “levaram igualmente à redescoberta ou à explicitação da função da teologia como reflexão crítica”, explicando que, “reflexão crítica” significa que “a teologia deve ser um pensamento crítico de si mesmo, de seus próprios fundamentos[…] Referimo-nos também a uma atitude lúcida e crítica com relação aos condicionamentos econômicos e socioculturais da vida e reflexão da comunidade cristã […] A reflexão teológica seria então, necessariamente, uma crítica da sociedade e da Igreja…, indissoluvelmente unida à práxis histórica” (pp. 67-68).

Gutiérrez não titubeia, e afirma que “se, porém, parte a teologia dessa leitura e contribui para descobrir a significação dos acontecimentos históricos, é para fazer que seja mais radical e lúcido o compromisso libertador dos cristãos. Só o exercício da função profética, assim entendida, fará do teólogo o que, usando a expressão de A. Gramsci, pode chamar-se um novo tipo de ‘intelectual orgânico’” (pp. 70-71).

“Estamos, pois”, conclui Gutierrez, “diante de uma hermenêutica política do Evangelho” (p. 71), que não se limita apenas a justapor-se a toda a tradição, mas “leva necessariamente a uma redefinição” daqueles dois modelos anteriores, de modo que “sabedoria e saber racional terão, daí em diante, mais explicitamente, como ponto de partida e como contexto, a práxis histórica” (p. 72). Portanto, o que “a teologia da libertação nos propõe não é tanto um novo tema para a reflexão quanto um novo modo de fazer teologia” (pp. 72-73).

* * *

Não precisamos sequer citar, por exemplo, o clamoroso artigo de Leonardo Boff no “Jornal do Brasil”, em 6 de abril de 1986, em que ele escreve, explicitamente: “O que propomos não é Teologia dentro do marxismo, mas marxismo (materialismo histórico) dentro da Teologia”; bastaria citar a própria Instrução Libertatis Nuntius da Congregação para a Doutrina da Fé, de 6 de agosto de 1984, portanto, anterior ao artigo de Boff e em meio à efervescência da “teologia da libertação”, em que a Santa Sé quer “chamar a atenção dos pastores, dos teólogos e de todos os fiéis, para os desvios e perigos de desvio, prejudiciais à fé e à vida cristã, inerentes a certas formas da teologia da libertação que usam, de maneira insuficientemente crítica, conceitos assumidos de diversas correntes do pensamento marxista” (Introdução).

Fazendo-se de surdos, os “teólogos” da libertação camuflaram-se na estrutura da Igreja e, mediante a revolução cultural, foram chegando ao resultado que queriam: a consolidação de um partido político (PT) a partir do laicato católico, partido em favor do qual militam até hoje membros da hierarquia; e, para atingirem este fim, usar a Igreja como mídia de seus “valores”, apresentados como “valores do Reino”.

As musiquinhas esquerdistas de Zé Vicente e Pe. Zezinho serviram exatamente para isso. É difícil, por exemplo, imaginar que a “música” do Pe. Zezinho intitulada “Trabalhadores”, não faça uma imediata evocação ao “Partidos dos Trabalhadores”.

Silenciados e corrigidos pela Congregação para a Doutrina da Fé, os teólogos da libertação encontram agora a última, já que estão todos à beira do túmulo, oportunidade para sair do armário, e o fazem alegando uma suposta humilde aceitação da correção: a libertação de “pecha de pro-marxismo”, como disse pe. Zezinho,  mas, que — por lapso?! — Pe. Joãozinho confessou como uma mera “mudança de sotaque”…

Não há nada de novo na história: uma vez condenadas pela Igreja, as grandes heresias se travestiam de humildade para, supostamente “corrigidas”, apresentarem-se com uma roupagem menos escandalosa. Assim foi com o neo-arianismo, o neo-pelagianismo e, mais recentemente, o neo-modernismo.

Além disso, Pe. Zezinho esperneia para defender os bispos, dizendo que NUNCA!, nunca conheceu um, hum, 1, unzinho, one, bispo marxista…

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Como assim? Ele supõe que o que faz um bispo ou um padre ser marxista é auto-declarar-se marxista?

Pe. Zezinho, mas o senhor não se declara marxista, nem modernista, nem cantor cafona e brega que chegou ao seu auge enquanto o catolicismo no Brasil chegava ao fundo do poço… no entanto, o é com muita propriedade! Quase um Valdik Soriano sem rayban, sem chapéu e, óbvio, sem batina,  cantando “trabalhadores, trabalhadoras”…

Alega que querem atacar o Papa Bergoglio, mas, não tendo coragem, acabam por atacar a CNBB, querendo separá-la do mesmo Papa… Mas que lógica a dessa turma! Se são contra o Papa e contra a CNBB, por que separá-los?

Parece que Pe. Zezinho lê apenas os seus próprios textos. Será que ele não percebe o tremendo mal-estar do povo católico com as “inovações” de Francisco? Foram mais de 800 mil de assinaturas contra as aclamadas “inovações” do Sínodo da Família!! Será que não lê as inúmeras críticas que Francisco recebe, inclusive por membros da alta hierarquia, mesmo cardeais!, que em tons mais ou menos polidos manifestam sua perplexidade diante de suas declarações ambíguas?

Critica-se o que é criticável em Papa Francisco. Ele mesmo se critica, em diversas de suas entrevistas, e não parece preocupar-se muito com isso. Até telefonou para o falecido Mario Palmaro, jornalista extremamente ácido em relação a Bergoglio, para agradecer-lhe e dizer que aceitou as críticas porque “foram feitas com amor”. Cadê seu amor, Pe. Zezinho?

Agora, haja paciência!, dizer que se começou a criticar a CNBB apenas após a eleição de Papa Francisco é uma inverdade grotesca!

Há muito se critica o “marxismo camuflado” (e em não poucas vezes escrachado) na CNBB, praticamente desde sua fundação! Portanto, não é nenhuma novidade da era Francisco. Ainda em 2009, Bento XVI alertava os bispos:

“Vale a pena lembrar que em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo. As suas sequelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas. Suplico a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece de mão estendida” (Discurso aos bispos dos Regionais Sul 3 e Sul 4, 5 de dezembro de 2009 – negrito nosso).

É, pelo jeito Bento XVI foi impreciso e estava desatualizado — coitado, não consultou Joãozinho e Zezinho –, pois no discurso acima não fez nenhuma distinção entre a boa e má TL…

Num outro post, Pe. Zezinho ainda começou a ofender os opositores da teologia da libertação, conferindo-lhes a alcunha de “gurus” e “gurís”. Mais uma de suas arrogantes “lições” de “humildade”.

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Contudo, é forçoso reconhecer, aqui, que Pe. José (ou Zezinho) tem muita razão!!! De fato, temos muitos guris, coisa que a turminha da TL cada vez mais desconhece. É… O trem das CEBs está cada dia mais senil e caduco!!!

Lembram daquela fotografia maravilhosa feita num congresso de gurus – sim, gurus! – da TL?… Realmente, estavam faltando guris.

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O próprio Leonardo Boff reconheceu que não havia uma renovação nos “pensadores” da TL! Sabem o porquê?

A máfia “libertadora” sempre desprezou o magistério papal, hostilizou os papas, os desobedeceu cinicamente… Agora, fingem obediência a Francisco, mas apenas continuam fazendo o que lhes convém, mesmo quando isso coincide com aquilo que ele ensina.

Por isso, incorreram no castigo de Micol, mulher de Davi, que caçoou dele, enquanto entrava celebrando ante a Arca da Aliança.

“Voltando Davi para abençoar a família, Micol, filha de Saul, veio-lhe ao encontro e disse-lhe: Como se distinguiu hoje o rei de Israel, dando-se em espetáculo às servas de seus servos, e descobrindo-se sem pudor, como qualquer um do povo! Foi diante do Senhor que dancei, replicou Davi; diante do Senhor que me escolheu e me preferiu a teu pai e a toda a tua família, para fazer-me o chefe de seu povo de Israel. Foi diante do Senhor que dancei. E me abaixarei ainda mais, e me aviltarei aos teus olhos, mas serei honrado pelas escravas de que falaste. E Micol, filha de Saul, não teve mais filhos até o dia de sua morte” (2Sm 6,20-23).

A “Teologia da Libertação” é estéril. Só produz morte! Ninguém mais se interessará dela. Os jovens, hoje, querem a Tradição, querem a Fé, querem Deus!

Podem esconder-se atrás do Papa ou atrás de quem quiserem, mas isso não os fará mais atrativos. Essas demagogias impressionam apenas aqueles que sempre sonharam com elas, os revoltados de ontem, os adolescentes que nunca cresceram.

O futuro está com a Tradição! E isso não é questão de moda, da tal da “lei do pêndulo”, mas, sim, de profundidade, de verdade. Eles conhecem apenas a conveniência, o discurso gasto das décadas de 60 e 70.

Francamente, pensamos muito se deveríamos ou não fazer este comentário e, consequentemente, dar audiência a esses dois… Mas, diante de falsificações como estas da TL não poderíamos emudecer.

A sincera impressão que temos de tudo isso é que a dupla diminutiva está inconformada mesmo é com sua falta de sucesso. Aliás, seu número de likes nas mídias é irrisório – ainda bem, pra eles, que não existe a opção dislike.

Relegados ao mundo brega da catholic music, não suportam mais o vazio de auditório. Zezinho, com sua voz rouca; Joãozinho, com sua voz fanha e fina, poderiam tentar ainda fazer uma dupla. Quem sabe aproveitar a oportunidade da saída da Joelma e se juntarem ambos ao Chimbinha. Contudo, diante da falta de talento, resta-lhes mesmo é fazer isso que fizeram: uma bela fuga, na marcha ré, pra trás do papa, digamos, uma “fuga em ré menor”.

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21 janeiro, 2016

A sinodalidade na primeira pessoa do singular.

Eis como, fraternal e sinodalmente, Francisco determina, sucintamente em 3 parágrafos:

Da qualche tempo sto riflettendo = Há algum tempo estou refletindo,

Sono giunto alla deliberazione = cheguei à conclusão,

Dispongo pertanto = Determino, portanto

Grato per il prezioso servizio di codesto Dicastero, assicuro a Lei, Signor Cardinale… = Obrigado, obedeça, faça cumprir e tchau.

A carta decreto:

LETTERA DEL SANTO PADRE FRANCESCO
AL PREFETTO DELLA CONGREGAZIONE PER IL CULTO DIVINO
E LA DISCIPLINA DEI SACRAMENTI
SUL RITO DELLA “LAVANDA DEI PIEDI” NELLA LITURGIA DELLA MESSA IN COENA DOMINI

 

Al Venerato Fratello
Signor Cardinale Robert Sarah
Prefetto della Congregazione
per il Culto Divino e la Disciplina dei Sacramenti

Signor Cardinale,

come ho avuto modo di dirLe a voce, da qualche tempo sto riflettendo sul Rito della “lavanda dei piedi”, contenuto nella Liturgia della Messa in Coena Domini, nell’intento di migliorarne le modalità di attuazione, affinché esprimano pienamente il significato del gesto compiuto da Gesù nel Cenacolo, il suo donarsi “fino alla fine” per la salvezza del mondo, la sua carità senza confini.

Dopo attenta ponderazione, sono giunto alla deliberazione di apportare un cambiamento nelle rubriche del Messale Romano. Dispongo pertanto che venga modificata la rubrica secondo la quale le persone prescelte per ricevere la Lavanda dei piedi debbano essere uomini o ragazzi, in modo tale che da ora in poi i Pastori della Chiesa possano scegliere i partecipanti al rito tra tutti i membri del Popolo di Dio. Si raccomandi inoltre che ai prescelti venga fornita un’adeguata spiegazione del significato del rito stesso.

Grato per il prezioso servizio di codesto Dicastero, assicuro a Lei, Signor Cardinale, al Segretario e a tutti i collaboratori il mio ricordo nella preghiera e, formulando i migliori auguri per il Santo Natale, invio a ciascuno la Benedizione Apostolica.

Dal Vaticano, 20 dicembre 2014

Franciscus

17 janeiro, 2016

Foto da semana.

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Rio de Janeiro, 14 de janeiro de 2016: fiéis católicos, liderados pelo pe. Pedro Stepien, e com a participação do colunista de Fratres in Unum prof. Hermes Rodrigues Nery, protestam e rezam diante da sede da Rede Globo de Televisão. O ato visou reparar as blasfêmias e manifestar oposição à agenda de destruição da família brasileira perpetrada pela emissora.

12 janeiro, 2016

Manifeste-se contra a Ideologia de Gênero na consulta pública sobre proposta da base curricular do MEC.

Escreve o leitor André, cuja gentileza agradecemos:

Salve Maria!

O MEC lançou desde 16 de Setembro de 2015, para “consulta pública” até 15 de Março de 2016 a proposta de uma “base curricular comum nacional”: um currículo nacional unificado para o ensino primário/secundário.

Eu, como estudante de História analisei a área referente a minha disciplina nessa proposta, resumida em 200 objetivos.

Em dois desses objetivos a ideologia de gênero é claramente incluída, embora o termo “gênero” não seja citado. São eles ainda o 1º Ano do Ensino Fundamental (quando a criança ainda tem 6 anos, portanto), no CHHI1FOA003 (“Compreender que as normas de convivência existentes nas relações familiares são construídas e reconstruídas temporal e espacialmente.”) e o CHHI1FOA009 (“identificar as várias formas de organização familiar, aprendendo a respeitar e a acolher as diversas configurações que as famílias podem ter.”).

Espero que o Fratres veja a gravidade da situação, pois se esses objetivos curriculares forem aprovados em Março desse ano, então todas as vitórias contra o “gênero” que tivemos nos municípios e unidades federativas serão inúteis e essa ideologia será ensinada em TODO o país.

Uma vez que ainda está em consulta pública é possível se cadastrar no site do MEC (http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/contribua-inicio) e ali propor a exclusão desses objetivos. Acredito que se isso for feito em massa, existe uma possibilidade de sua exclusão definitiva do documento na versão final.

Além do gênero, a proposta do MEC também excluí a história da Antiguidade, Idade Média e mesmo Idade Moderna do currículo (nada de aprender sobre Grécia, Roma, cristianismo, etc.).

Fico grato se o Fratres puder alertar seus leitores e amigos do perigo iminente da instituição dessa ideologia, além da destruição do ensino de História a serviço do comunismo.

Obrigado.

Att.

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18 novembro, 2015

Francisco: Eucaristia para luteranos?

Fonte: FSSPX USA – Tradução: Dominus Est

No domingo, 15 de novembro de 2015, o Papa Francisco visitou a Igreja Evangélica Luterana de Roma, onde participou de uma sessão Q & A (Perguntas e Respostas). No final da visita, Francisco ofereceu um cálice para os luteranos.

Aqui estão alguns trechos da recente visita do Santo Padre à comunidade luterana de Roma. Papa Francisco disse que católicos e luteranos devem procurar o perdão pelas perseguições passadas. No final de uma oração conjunta, ele disse: “Basta pensar nas perseguições, entre nós que temos o mesmo batismo. Pense em todas as pessoas que foram queimadas vivas… Temos que pedir perdão um ao outro por isso, pelo escândalo da divisão“.

screen_shot_2015-11-15_at_7.35.20_pmO papa respondeu perguntas da congregação. Em particular, uma mulher Luterana casada com um católico italiano falou. Ela expressou sua dor em não ser capaz de receber a Comunhão: “A dor que sentimos juntos devido a uma diferença na fé” e questionou o papa sobre a possibilidade “de finalmente participarem juntos da comunhão“.

Na frente de três cardeais (Walter Kasper, Kurt Koch e Agostino Vallini) e da multidão de participantes, em sua maioria Suiços/Alemães, o papa deixou a resposta na consciência da mulher.

O papa começou com uma piada: “A questão sobre a partilha da Ceia do Senhor não é fácil para mim responder, sobretudo na frente de um teólogo como o Cardeal Kasper – Estou com medo!”

Em seguida, ele passou a explicar por que ela não podia, dando o fundamento doutrinário desta proibição. Ao contrário, no entanto, ele insistiu em uma realidade prática diferente, que ele alegou ser a mesma:

É verdade que, em certo sentido, compartilhar significa que não há diferenças entre nós, que temos a mesma doutrina – ressaltando essa palavra, uma palavra difícil de compreender. Mas eu me pergunto: mas não temos o mesmo Baptismo? Se temos o mesmo Batismo, não deveríamos estar caminhando juntos?

Quando você se sente uma pecadora – e eu sou muito mais que um pecador – quando seu marido sente que ele pecou: ​​você vai diante do Senhor e pede perdão, seu marido faz o mesmo e também vai ao padre e pede a absolvição… Quando você ensina seus filhos sobre quem é Jesus? Por que Jesus veio? O que Jesus faz por nós?… vocês estão fazendo a mesma coisa, quer na linguagem luterana quer na católica, mas é o mesmo.

A questão… A ceia? Há perguntas que somente se alguém é sincero consigo mesmo e tem uma pequena luz teológica, pode responder por conta própria. Veja por si mesmo…

É um problema que cada um deve responder [para si] …

Um pastor-amigo me disse uma vez que: “Acreditamos que o Senhor está presente lá, ele está presente’- você acredita que o Senhor está presente. E qual é a diferença? Há explicações, interpretações, mas a vida é maior do que explicações e interpretações. Sempre refira-se ao seu batismo – uma só fé, um só batismo, um só Senhor…

Eu nunca me atreveria dar permissão para fazer isso, porque não é de minha competência. Um só batismo, um só Senhor, uma só fé. Fale com o Senhor e, em então, vá adiante. [Pausa] E eu não me atreveria – Não me atrevo a dizer nada mais”.

O movimento luterano, é claro, nasceu da rebelião de Martinho Lutero, que pregou suas 95 teses criticando a doutrina católica na porta de uma igreja em Wittenberg, Alemanha, em 1517. O Papa Leão X, em 1520, condenou a ideia de Lutero como “herética, escandalosa, falsa, ofensiva aos ouvidos pios e sedutora de mentes simples (ingênuas), e contra a fé Católica.”

A “reforma” que se seguiu com a revolução de Lutero dividiu a Igreja e desencadeou guerras entre protestantes e católicos.

O diálogo teológico entre Roma e luteranos começou no final de 1960 após o Concílio Vaticano II. Em outubro de 1999 a “Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação” foi assinada pelo cardeal australiano Cassidy na qualidade de Presidente do Pontifício Conselho do Vaticano para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O documento erroneamente afirmou que católicos e luteranos tinham agora encontrado um acordo comum sobre detalhes doutrinários envolvidos na conversão e salvação.

Como os 500 anos da Reforma alemã está se aproximando, a USCCB (Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos) e a Igreja Evangélica Luterana da América emitiram recentemente uma declaração conjunta (Declaração a Caminho), para se prepararem para este evento.

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13 março, 2015

Dois anos com Bergoglio. Dois anos de terror.

Como está abandonada a cidade tão povoada!
Assemelha-se a uma viúva a grande entre as nações
”.
(Lam. I,1)

Por Padre Cristóvão e Padre Williams – Fratres in Unum.com

Sexta-feira treze. Dois anos da eleição de Bergoglio. Concidência triste, mas superlativamente apropriada.

A Igreja, outrora resplandecente de beleza, ornada com a coroa da sabedoria, o esplendor da doutrina, agora jaz saqueada, banalizada, desfigurada e fútil, sob a batuta de um… papa.

Difícil era prever que chegaríamos a este ponto! Mesmo com os resvalos, pessoais e eclesiais, de Paulo VI, nunca havíamos testemunhado tamanho esvaziamento da sacralidade católica, da mínima fidelidade à fé, e, não cansamo-nos de nos pasmar, até mesmo da lucidez quanto às verdades da lei natural!

francisco

Depois do Concílio Vaticano II, foi pública a trepidação na Igreja acerca da profissão do dogma, a deserção, o silenciamento, a desinformação, a apostasia, silente ou não, grotesca em muitos casos, mas em todo orbe sentida. Contudo, também é inegável a firmeza com que os papas posteriores, quase que agarrados aos últimos destroços da nau, em meio ao mar encapelado que a tragava, quase que soçobrando à torrente, anunciaram com desassombro os “princípios inegociáveis” da vida e da família, agora desdenhados por Francisco.

Recebendo transexuais,escarnecendo dos anti-abortistas ao chamá-los de obcessionados, favorecendo o sacrilégio eucarístico aos adúlteros, ele se traveste de uma falsa misericórdia, não daquela que salva o pecador, mas desta que o diz, tergiversando as palavras do Evangelho, “vai, e continues a pecar!”.

Como não ouvir aquelas severas palavras proféticas, que parecem descrever aquilo que testemunhamos em agonia, ante nossos olhos, turvos de lágrimas?:

Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce! Ai daqueles que são sábios aos próprios olhos, e prudentes em seu próprio juízo! Ai daqueles que põem sua bravura em beber vinho, e sua coragem em misturar licores; daqueles que, por uma dádiva, absolvem o culpado, e negam justiça àquele que tem o direito a seu lado! Por isso, assim como a palhoça é devorada por uma língua de fogo, e como a palha é consumida pela chama, assim a raiz deles sucumbirá na podridão e sua flor voará como a poeira, porque repudiaram a lei do Senhor dos exércitos, e desprezaram a palavra do Santo de Israel” (Is. V,20-24).

Enquanto muçulmanos assassinam brutalmente cristãos, para Papa Bergoglio, “os maiores males que afligem o mundo nestes dias são o desemprego dos jovens e a solidão dos idosos” (Entrevista a Scalfari). Há algo de muito errado em tudo isso… Uma escandalosa inversão de valores.

O que dizer de um Papa que faz continuamente uma citação que atribui aos Padres da Igreja, mas que nunca foi documentada por ninguém?… Trata-se da famosa frase dita em seu discurso aos Cardeais na Sala Clementina: “Lembro-me de um Padre da Igreja que O definia assim: ‘Ipse harmonia est’”.

O que dizer de suas homilias diárias, nas quais dispara críticas a todo mundo, fala o tempo todo de fofocas, mexericos, futilidades, colocando-se como que por cima de todos? Alguém já viu um papa que vive jogando os fieis contra os seus pastores, dividindo a Igreja?

O que dizer de um papa que despe o papado enquanto se beneficia, às custas disso, dos hosanas de toda a opinião pública, e até de uma revista semanal, na linha “Contigo”, insuflando purpurina para a sua tietagem?

O que dizer de um papa que publica uma versão personalizada dos “dez mandamentos” para uma vida feliz na qual a palavra “Deus” ou ao menos uma menção indireta a Ele não aprece sequer uma única vez?

O que dizer de uma papa para o qual a salvação da alma de uma criança vale menos que um pedaço de pão? Ou não é isso que disse em sua primeira entrevista depois da eleição, nada mais, nada menos, que para a Rede Globo?: “Se há uma criança que tem fome, que não tem educação, o que deve nos mobilizar é que ela deixe de ter fome e tenha educação. Se essa educação virá dos católicos, dos protestantes, dos ortodoxos ou dos judeus, não importa. O que me importa é que a eduquem e saciem a sua fome”. Esta afirmação não parece com a de alguém que disse a Cristo, “se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem pães” (Mt. IV,3)?

O que dizer de um papa que lava os pés de uma muçulmana e ainda diz, em homilia na ilha de Lampedusa, justamente o porto onde milhares de maometanos chegam, infiltrando-se na Itália com a ameaça explícita de matarem cristãos?: “um pensamento dirijo aos queridos imigrantes muçulmanos que, hoje, à noite, estão iniciando o jejum do Ramadã, com o desejo de abundantes frutos espirituais. A Igreja vos é próxima na busca de uma vida mais digna para vós e as vossas famílias. A vós: o’scià!

O que dizer de um papa que se confraterniza com mega-esquerdistas (defendendo amplamente a agenda esquerdista, e agora até o financiamento público de campanhas eletivas!) e ironiza sobre si mesmo auto-definindo-se comunista? “Terra, teto e trabalho. É estranho, mas se eu falo disso, o Papa é um comunista. Não se compreende que o amor pelos pobres é o centro do Evangelho”.

Sobre o próximo Sínodo, muitos se agitam com uma eventual apostasia formal da maior parte dos bispos e inclusive do papa, outros minimizam o problema e, quase que cruzando os dedos e fazendo um pensamento positivo, garantem que não acontecerá nada…

Mas poucos percebem que o fato mesmo de se discutir a hipótese de dar a comunhão aos adúlteros é já, em si mesma, um escândalo de dimensões devastadoras. Para parte significativa do episcopado, a doutrina católica se tornou matéria variável.

Nunca um papa foi tão blindado como Jorge Mario Bergoglio. Os novos papistas fazem-lhe histéricas declarações de amor, fingindo ao mesmo tempo veemente escândalo ante qualquer um que lhes manifeste uma mínima perplexidade! Os mesmos que crucificavam João Paulo II e Bento XVI, agora incensam Francisco com turíbulos de ouro.

Fala-se da ordenação dos padres casados e, consequentemente, da readmissão daqueles que abandonaram o ministério por amor a um “rabo-de-saia”. Imaginem. Aqueles mesmos que passaram décadas curtindo ódio pela Igreja, ensinando heresia, chafurdando-se no mais descarado anti-catolicismo, intoxicando-se do pecado e da rebelião, agora, retornando literalmente pela porta da frente, celebrando a Santa Missa, ouvindo confissões e, sobretudo, pregando sermões!

Seriam estes o novos clérigos de Bergoglio, aqueles que fariam sua nova Igreja prosperar, visto que os atuais padres, formados nos trinta e cinco anos anteriores pelos seus predecessores se manifestam pouco afeitos às suas inovações?…

Alguns aludem à hipótese do Papa herege, sustentada por São Roberto Belarmino, como possibilidade de desfecho para o caso Bergoglio. Para o Santo Doutor da Igreja, caso o Papa caísse em heresia, se deporia ipso facto do Pontificado e deixaria de ser cristão…

Entretanto, a antiga tese de São Roberto Belarmino não pode ser aplicada diretamente ao caso atual. Não sejamos ingênuos: Bergoglio não cairá em heresia formal, pois assim explanou São Pio X, na Pascendi, modus operandi modernista:

“Nos seus escritos e discursos parecem, não raro, sustentar ora uma ora outra doutrina, de modo a facilmente parecerem vagos e incertos. Fazem-no, porém, de caso pensado. É por isto que nos seus livros muitas coisas se encontram das aceitas pelo católicos; mas, ao virar a página, outras se vêem que pareceriam ditadas por um racionalista”.

Por isso, não precisamos esperar mais explícitas desgraças para a Igreja. Elas já estão em curso, devendo, porém, tornar-se mais profundamente instaladas na estrutura eclesiástica pela infiltração de clérigos com esta mesma mentalidade e pelo afastamento dos católicos, e também alastrar-se com mais amplidão pela Igreja.

Não sejamos otimistas. A única coisa que nos pode livrar deste cenário terrificante é uma intervenção extraordinária de Deus, que precisamos merecer pela nossa oração, pelos nossos sacrifícios e, sobretudo, pela nossa resistência.

Sobre Jerusalém, imagem da Igreja, continua o profeta: “Ela chora pela noite adentro, lágrimas lhe inundam as faces, ninguém mais a consola de quantos a amavam. Seus amigos todos a traíram, e se tornaram seus inimigos” (Lam. I,2).

Não abandonemos nossa Santa Madre Igreja, não nos tornemos seus inimigos pela infidelidade, pelo abandono da fé. Consolemo-la. Estamos em meio a uma convulsão, ao terror. É sexta-feira treze. “Agora é a hora e o poder das trevas” (Luc. XXII,53).

* * *

Com este post, inauguramos a página “O Pontificado de Francisco“, que trará um sumário, sempre atualizado, das publicações mais importantes da era Jorge Mario Bergoglio.

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11 março, 2015

Cardeal Sarah: “Faço parte daqueles – e somos muitos – que não permitirão que a pastoral substitua a doutrina”.

Família, Homossexuais, divorciados recasados. “A Igreja já está aberta, e sem doutrina é uma casa que desmorona».

Cardeal Robert Sarah, nº 4 da Cúria, fala do Sínodo. E não só: “É uma pena que o amor pelo Papa Francisco fique apenas num nível superficial.”

Cardeal Sarah

Cardeal Sarah

Por Tempi.it | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: “Eu faço parte daqueles – e somos muitos – que não permitirão que a pastoral substitua a doutrina”. Assim o Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, declarou ao Journal du Dimanche, em uma longa entrevista. O cardeal Africano, definido como “o número quatro da Cúria”, conselheiro do Papa Francisco no que diz respeito à sua viagem à África em dezembro, se estendeu sobre os temas da família, da política e do Sínodo Ordinário e Extraordinário.

“A TRADIÇÃO É UM TESOURO.”  A quem lhe pergunta se a Igreja Católica deve abrir-se sobre temas como a comunhão aos divorciados novamente casados, uniões gays ou novas famílias, responde: “Mas a Igreja já é aberta! Os divorciados têm o seu lugar, assim como seus filhos. Mesma coisa para os homossexuais, que devem ser acompanhados em seu caminho de fé. Mas, agora se fala de abri-la ainda mais. A tradição é um tesouro a ser preservado (…). Por que a Igreja, que agora está entrando no terceiro milênio de sua história, deveria mudar? Sobre essas questões acima citadas, Deus é claro. A família é composta por um homem e uma mulher. João Paulo II falou de forma inequívoca sobre os que se casaram novamente. Eles não podem receber a comunhão. “

“É O PAPA QUEM DECIDE”. Sarah foi nomeado bispo em Guiné há 34 anos por João Paulo II e feito cardeal em 2010 pelo Papa Bento XVI. O arcebispo emérito de Conakry é bem preciso a respeito do Sínodo: “O Sínodo não tem qualquer poder doutrinal, mas apenas pastoral. Os bispos fazem discretamente algumas propostas ao papa. Trata-se de exortações. O cuidar de alguém é tarefa da pastoral, mas a composição do medicamento diz respeito à doutrina. Em última análise, é o Papa quem decide. A doutrina é o fundamento sem o qual a casa se desmorona”.

“CONTRA A ONU”. Como africano, o cardeal tem muitas críticas a fazer ao Ocidente: “Pessoalmente, estou empenhado contra a chantagem das Nações Unidas, que quer impor o culto da ideologia de gênero aos países africanos em troca de ajuda ao desenvolvimento. Procuram impor uma visão da família ocidental. (…) Toda a moralidade, todos os valores cristãos foram relativizados. Os jovens já não têm mais pontos de referência. Não é atacando a família que se protege a sociedade. Eu diria que é o contrário. A família é a célula humana mais atacada no Ocidente, até mesmo do ponto de vista financeiro e econômico. Eu acho que, como cristão, é hora de colocar Deus no centro da sociedade.

“A IGREJA NÃO FAZ POLÍTICA”. Na verdade, neste momento o Ocidente vive “uma crise antropológica”, “uma sociedade sem Deus, uma sociedade secularizada não pode satisfazer as necessidades do homem”. Mas a Igreja não faz política, Jesus “não se ocupou com o Império Romano”, “nossa batalha é Cristo, o nosso ponto de referência é o Evangelho”. Isso não significa não se preocupar com o que acontece na sociedade. Na França, vocês se manifestaram contra a vontade de legislar e impor aos outros essa visão ocidental do mundo”. Assim como na Guiné “eu resisti a um poder que queria destruir a Igreja.” Mas a Igreja não envia mensagens políticas”, deve “formar, educar, tratar.”

“AMOR SUPERFICIAL”. Segundo o cardeal Sarah, é isso que ocorre com o Papa Francisco: “Os meios de comunicação decidiram que este Papa é político. Mas para mim não é assim. (…) Nós estamos muito contentes [por sua enorme popularidade]. Embora às vezes eu lamente que esse amor é um tanto superficial”. Os fiéis se esmagam para ver o Papa, para tocá-lo, tirar fotografia, mas logo em seguida os padres italianos constatam que suas igrejas estão se esvaziando… “.

11 março, 2015

Biografia de Plínio Corrêa de Oliveira continua repercutindo nas altas esferas eclesiásticas: desta vez, elogio é de Dom Athanasius Schneider.

Por Manoel Gonzaga Castro – Fratres in Unum.com: Depois do Cardeal Raymond Leo Burke, foi a vez de Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Santa Maria em Astana, Cazaquistão, tecer um grande elogio ao pensador católico brasileiro Plínio Corrêa de Oliveira. A ocasião do elogio de Dom Schneider é a mesma que a de Dom Burke: o agradecimento, por carta, ao Sr. Mathias von Gersdorff, diretor da TFP da Alemanha, que presenteou os prelados com uma biografia recém escrita por ele a respeito do fundador da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição Família e Propriedade.

Dom Athanasius Schneider confere a ordenação sacerdotal aos jovens brasileiros Renato Coelho (esq.) e Luiz Fernando Pasquotto (dir.), do Instituto do Bom Pastor (Courtalain, dezembro de 2013).

Dom Athanasius Schneider confere a ordenação sacerdotal aos jovens brasileiros Renato Coelho (esq.) e Luiz Fernando Pasquotto (dir.), do Instituto do Bom Pastor (Courtalain, dezembro de 2013).

Segundo Dom Athanasius, amigo de longa da data dessa associação – a construção da belíssima catedral de Karaganda, obra de Dom Athanasius, contou com grande apoio dos membros da TFP de todo o mundo –, “a vida de Plinio Corrêa de Oliveira mostra que a Providência Divina jamais abandona a sua Igreja, suscitando também leigos que sabem interpretar os ‘sinais dos tempos’ e agir em consequência”.

A elogiosa carta de Dom Schneider foi publicada na íntegra pelo site do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira em 07 de março último:

Alegrei-me sobremaneira com a nova biografia em alemão de Plinio Corrêa de Oliveira. Ela resume de modo sucinto a vida do escritor e homem de ação brasileiro, sem deixar de abordar as etapas essenciais de sua vida e suas obras mais importantes.

Naturalmente me agradou de modo especial que o Autor tenha sublinhado o engajamento de Plinio Corrêa de Oliveira em prol dos católicos de além Cortina de Ferro. Numa época em que não poucos no Ocidente se conformaram com o fato de que uma importante parte da humanidade tenha sido obrigada a viver sob o jugo comunista, Corrêa de Oliveira lutou incansavelmente contra esta ‘vergonha do século XX’, como a denominou o Cardeal Joseph Ratzinger.

A vida de Plinio Corrêa de Oliveira mostra que a Providência Divina jamais abandona a sua Igreja, suscitando também leigos que sabem interpretar os ‘sinais dos tempos’ e agir em consequência.”

Dom Athanasius Schneider, Bispo-auxiliar de Astana (Cazaquistão)

Dom Athanasius, em visita, celebra a Santa Missa no Colégio São Mauro, auxiliado pelos seminaristas do IBP e ex-alunos do colégio, José Luiz Zucchi (de pé à esq.) e Tomás Parra (de pé à dir.), filhos do presidente e da vice-presidente da Associação Cultural Montfort, Alberto Zucchi e Duclerc Parra.

Dom Athanasius, em visita ao Brasil, celebra a Santa Missa no Colégio São Mauro, em São Paulo, auxiliado pelos seminaristas do IBP e ex-alunos do colégio, José Luiz Zucchi (de pé à esq.) e Tomás Parra (de pé à dir.), filhos do presidente e da vice-presidente da Associação Cultural Montfort, Alberto Zucchi e Duclerc Parra.

Dom Athanasius tem se destacado por sua luta contra os abusos litúrgicos, especialmente a comunhão na mão, e tem sido tema de várias postagens recentes aqui no Fratres in Unum, entre elas:

  1. Fratres in Unum entrevista Dom Athanasius Schneider;
  2. Dia histórico para a Missa Tradicional em São Paulo: pontifical e crisma por Dom Athanasius Schneider;
  3. Dom Athanasius Schneider em São Paulo: lançamento do livro “A Sagrada Comunhão e a Renovação da Igreja”;
  4. Dom Athanasius Schneider: “estamos na quarta grande crise da Igreja”;
  5. Dom Schneider pede ao Papa um novo Syllabus;

Em sua recente viagem ao Brasil, Dom Athanasius pediu aos grupos católicos, em particular os de São Paulo, que não desenvolvam uma disputa fratricida, baixando as armas e deixando para trás feridas do passado.

Fratres in Unum tem acompanhado atentamente esse processo de paz promovido pelo prelado e aguarda qual será a tomada de posição das lideranças leigas admoestadas por Dom Athanasius. Que elas possam debater e sanar suas divergências com caridade e sem sectarismos, acolhendo dócil e filialmente os conselhos de um bispo fiel à Santa Igreja, confiantes em sua graça de estado.

11 março, 2015

O imparável Summorum Pontificum.

Mensagem do reverendíssimo Pe. Gian Paulo Ruzzi, cuja gentileza agradecemos:

Sou leitor frequente e gostaria, em primeiro lugar, de felicitá-los por este apostolado.

Agradeço a divulgação que postaram da missa Tridentina que foi celebrada em minha paróquia no dia 7 de março. Estiveram presentes entre 350 a 400 pessoas, paroquianos meus e de outras paróquias da Diocese de Campo Limpo. Muitos outros afirmaram que gostariam de ter participado, mas não puderam por causa do horário (sábado pela manhã).

Esta missa foi cantada pelo Revmo. Pe. Jefferson Pimenta de Paula, da diocese de Santo André. Caso os frequentadores se tornem estáveis e colaborem pastoralmente com a paróquia, comprometo-me em celebrar na forma extraordinária todos os domingos às 17h.

A próxima missa será no dia 18 de abril, às 10h.

Se, eventualmente, julgarem oportuno publicar algumas fotos e demonstrar como na periferia também é possível realizar este trabalho apostólico, seguem abaixo os links onde podem baixá-las.

Parabéns ao Pe. Gian e ao Pe. Jefferson pela iniciativa!

10 março, 2015

Um Padre responde ao documento Preparatório para o Sínodo da Família de 2015: – “Vago, secular, ingênuo, sentimental, desencorajador”.

Por James W. Jackson, FSSP – Rorate-Caeli | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: Em resposta ao Lineamenta, o documento preparatório sobre o Sínodo da Família, apresentado ao reverendíssimo Padre Michael Pavlakovich, VF, a pedido do arcebispo de Denver:

1. No Prefácio, a vontade expressa é de “encontrar soluções concretas para as muitas dificuldades e inúmeros desafios que as famílias devem confrontar”. Eu sugiro que se deveria concentrar em uma ou duas dificuldades, e tentar resolver essas primeiramente.

Por exemplo, se a Igreja Universal resolvesse pôr um freio na coabitação de casais e fosse bem sucedida nessa tentativa, então muitos dos outros problemas iriam melhorar. Isso significaria um esforço conjunto, com pelo menos o Papa e os bispos trabalhando juntos. Mas, tentar resolver todos os problemas descritos na Relatio ao mesmo tempo não é ser realista.

2. A linguagem do pecado e da redenção está ausente dos documentos.

Em vez disso, nós fomos brindados com frases como “O desafio para a Igreja é assistir os casais em seu amadurecimento emocional e desenvolvimento afetivo.” Este é um exemplo de tentar substituir a Palavra de Deus e a Doutrina da Igreja por sociologia e psicologia e tais exemplos podem ser encontrados em todo o documento.

3. Muitas das afirmações são demasiado vagas para serem compreendidos.

Por exemplo, “… uma reflexão capaz de reformular as grandes questões sobre o sentido da existência humana pode ser uma resposta sensível às expectativas mais profundas da humanidade”. Eu não sei o que isso significa. E parece haver pouco no documento sobre a nossa obrigação de responder às expectativas do Senhor.

4. Ao longo do documento, há uma noção sentimentalista de misericórdia que pode ser muito enganadora.

Por exemplo, “Jesus olhou para os homens e mulheres que ele encontrou com amor e ternura… Ao proclamar as exigências do Reino de Deus”. Exceto quando Ele fez o contrário, pois as palavras que Ele usou para condenar os fariseus não eram mesmo palavras de ternura.

5. Parece que os redatores desses documentos fazem grandes rodeios para evitar falar sobre o pecado.

Por exemplo, “…a Igreja se volta com amor para aqueles que participam da vida eclesial de um modo incompleto… etc”. Se não há pecado, então não há necessidade de salvação. E é por isso, eu suponho, que a sentença continua com “… reconhecendo que a graça de Deus opera também em suas vidas, dando-lhes a coragem de fazer o bem, de cuidar uns dos outros e de ser útil para a comunidade em que vivem e trabalham”. Ora, não há salvação na “coragem de se fazer o bem, etc.”, já que os pagãos fazem o mesmo.

6. Não consigo encontrar nenhuma distinção entre metas a curto prazo e metas a longo prazo, ou mesmo uma menção ao desejo de se fixar tais metas.

7. No nº 32, havia um chamado à conversão missionária por todos na Igreja.

Mas, para que isso ocorra, é necessário que haja unidade doutrinária – uma unidade da fé – pelo menos entre o papa e os bispos. No documento não há nenhuma menção a isso.

8. No mesmo parágrafo, lemos: “… a crise de fé levou a uma crise no casamento e na família…”

Eu não consegui encontrar uma definição do que é esta crise de fé, nem quais são as suas causas, neste documento. Se isso não for esclarecido, é como dar voltas em círculos, sem nenhuma indicação de como podemos avaliar o progresso. O parágrafo posterior afirma: “Diante de uma fé forte, a imposição de certas perspectivas culturais que enfraquecem a família e o casamento não causam nenhum dano.” Isso também é indefinido, e na minha opinião, ingênuo.

Existem elementos da cultura secular ocidental que podem corroer totalmente os fundamentos da fé e torná-la quase impossível de ser praticada. A pornografia é um desses elementos, pois ela parte a família ao meio e destrói a vocação ao matrimônio. No entanto, ela sequer é mencionada na Relatio, nem os outros elementos como a atual confusão sobre gênero, ou ramificações de feminismo que são totalmente opostos à Igreja.

9. A partir do # 33, uma lista de soluções é proposta.

“Proclamação.. ao propor valores…”, “… por meio de uma abordagem mais positiva da riqueza das diversas experiências religiosas”, e denunciar a pobreza decorrente da “lógica do mercado”.

Eu não tenho a menor idéia do que isso significa.

Ler a Bíblia, aumentar a catequese, casais mais velhos dando uma mão na formação, tudo isso é mencionado, e ao mesmo passo que tais iniciativas fazem sentido, parece-me que isto já vem acontecendo há algum tempo. “Liturgias significativas” são mencionadas, mas isso é vago e sentimental.

10. O “trauma do rompimento da  família” é mencionado, juntamente com uma proposta para agilizar o processo de nulidade matrimonial.

Como essa agilização do processo de nulidade pode possivelmente ajudar a tratar do problema do trauma, não é discutido. Podemos simplificar o processo de nulidade o máximo que quisermos, que o trauma para os filhos do divórcio irá permanecer.

11. A admissão dos divorciados novamente casados [no civil] aos sacramentos (passando por cima até mesmo do processo de nulidade) propõe, em si, uma outra questão, a saber, por que não liberar de uma vez os sacramentos a todos, por qualquer motivo, não importa o que eles fizeram ou em que estado suas vidas se encontram?

[12]. A seção sobre pessoas com tendências homossexuais (# 55) é extremamente vaga, com exceção do # 56.

[13]. Foi um alívio ler os parágrafos # 57-58, onde é claro o ensino em relação à transmissão da vida humana. Foi a única parte do documento que ficou clara para mim.

Em suma, eu achei o documento vago, secular, ingênuo e sentimental. Foi desanimador ler esse documento.

Atenciosamente,

Rev. Pe. James W. Jackson, FSSP