Archive for ‘Atualidades’

30 janeiro, 2015

Eixo Francisco-Obama-Cuba, prestidigitação e confusão.

Por Armando F. Valladares * | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: Cuba, minha terra natal, acabou de completar 56 anos de martírio sob uma nefasta revolução comunista. Diante deste drama gigantesco e deste trágico aniversário, sobre a face da terra quase não se ouviu vozes de indignação por uma situação que clama ao céu. Muitos governos que anos após anos, rasgam suas vestes na ONU para condenar o chamado “embargo externo” dos Estados Unidos, enviaram mensagens de saudação aos tiranos castristas e nem sequer meia palavra disseram sobre o implacável “embargo interno” do regime contra 12 milhões de habitantes da ilha-prisão.

Estamos diante de um dos maiores exemplos de truque de publicidade de toda a História: um regime que durante décadas foi a ponta de lança de revoluções sangrentas na América Latina e na África, e que hoje continua tecendo cordões umbilicais ideológicos nas três Américas, de uma merecida imagem de agressor passou a ter a imagem mais mentirosa de vítima.

São inúmeros os casos de ajuda internacional ao regime cubano, que permitiram e permitem a sua sobrevivência. Depois do gigantesco respaldo financeiro da União Soviética até o seu colapso; da Venezuela Chavista até sua atual desintegração e do Brasil lulista-dilmista, agora com os cofres mais vazios, surge a partir da América o inesperado “eixo” Obama–Francisco. Um eixo político e espiritual sui generis que, independentemente das intenções dessas altas personalidades, passará a abastecer com rios de dinheiro e prestígio publicitário o aparelho repressivo do regime.

No dia 19 de dezembro, dois dias depois que em Roma, Washington e Havana foi anunciado simultaneamente o restabelecimento das relações diplomáticas entre o governo dos Estados Unidos e a ditadura cubana, uma embarcação da Guarda Costeira castrista, presumivelmente, em águas internacionais, começou a investir contra uma lancha na qual fugiam 32 pessoas, incluindo sete mulheres e duas crianças, até conseguir afundar a frágil embarcação. Esses cubanos simplesmente buscavam a liberdade e tentavam romper o ignominioso “embargo interno” que a tirania de Castro impõe aos seus habitantes.

ATAQUE À LANCHA DE REFUGIADOS POR CASTRISTAS.

Masiel González Castellano, uma sobrevivente, esposa de Leosbel Beoto Diaz, que morreu afogado, narrou  por telefone mais tarde: “Nós estávamos gritando, pedíamos auxílio, que nos ajudassem porque o barco estava afundando. Mas eles não faziam caso. O que faziam era partir pra cima da lancha. Algumas pessoas se jogavam na água e outros ficaram ali enquanto a lancha ia se afundando. Eles sabiam que haviam crianças e mesmo assim continuavam se jogando pra cima de nós. Pouco lhes importava”.

Foi uma ação brutal por parte de um regime que se sente com as costas largas, protegidos por poderosos aliados. O fato criminoso que tanto comprometia o regime de Fidel Castro, teria merecido um clamor global de repúdio, todavia passou quase despercebido pela imprensa internacional, pelos governos ocidentais, organizações de defesa de “direitos humanos” e, oh dor! por eclesiásticos que deveriam imitar o Bom Pastor, dispostos a dar a vida por suas ovelhas.

No dia 31 de dezembro em Havana, coincidindo com os 56 anos de revolução, desencadeou-se uma onda de repressão contra opositores que estavam tentando apenas se reunir na Praça da Revolução, ilustrando, como se não houvesse qualquer dúvida, quais são as reais disposições do regime.

Nos Estados Unidos, diversos especialistas têm demonstrado de maneira documentada como a aproximação quase incondicional do governo dos EUA favorece o regime cubano e prejudica a causa da liberdade na ilha, cujos habitantes ficarão muito mais à mercê dos tiranos; e criticaram duramente o Presidente Obama (cf. “Dissidentes cubanos acusam Obama de traição”, Marc A. Thiessen, Washington Post, 29 de dezembro de 2014. “Obama dá ao regime de Fidel Castro em Cuba um resgate desmerecido” Editorial em Espanhol e Inglês, Washington Post, 17 de Dezembro., 2014).

No entanto, poucos são os analistas que destacam o aspecto mais grave e trágico deste acordo: a responsabilidade que cabe ao seu artífice e mediador mais eminente, o Pontífice Francisco. No dia 17 de dezembro passado, no mesmo dia do anúncio do restabelecimento das relações diplomáticas, Francisco, juntamente com a reafirmação do seu papel como mediador, saudou a libertação de alguns “presos” sem sequer insinuar que em Cuba o regime comunista continua mantendo subjugados não apenas “alguns”, mas 12 milhões de cubanos. É extremamente doloroso dizer, mas a bota com que Castro continua a esmagar os meus irmãos da ilha, agora conta com um altíssimo aval.

É preciso recordar que do lado castrista, os “prisioneiros” eram, na verdade, espiões processados e condenados pela Justiça americana por cumplicidade no assassinato dos jovens da organização “Irmãos para o Resgate” e por planejarem transportar explosivos em Miami para realizar atos terroristas. Por tal motivo o líder dos “presos castristas” tinha duas penas de prisão perpétua.

PAPA FRANCISCO

Não é a primeira vez que Francisco, independentemente de suas intenções, adota atitudes que objetivamente favorecem às esquerdas continentais políticas e eclesiásticas. Por exemplo, foi realizado em Roma de 27 a 29 de outubro do ano passado, o Encontro Mundial dos Movimentos Populares Revolucionários que reuniu 100 líderes revolucionários mundiais, incluindo conhecidos agitadores profissionais latino-americanos, e que contou com a participação do próprio Francisco. É como se tivessem realizado uma espécie de “beatificação” publicitária , em vida, dessas figuras revolucionárias de inspiração marxista, beatos sui generis de uma “igreja de cabeça para baixo”, tudo ao contrário da doutrina social da Igreja, defendida por predecessores de Francisco (cf. “O Papa saúda e abençoa” L’Osservatore Romano, 28 de outubro de 2014; “Francisco, ‘beatificação’ publicitária dos revolucionários e ‘vendaval’ social”, Destaque Internacional, 02 de novembro de 2014).

Tive a oportunidade de comentar sobre outros eventos no mesmo sentido, como quando Francisco revogou a “suspensão a divinis” do sacerdote nicaraguense Miguel D’Escoto, da infame ordem Maryknoll, ex-chanceler sandinista e uma das figuras mais pró-castrista da teologia da libertação. O padre D’Escoto tinha sido disciplinado pelo Vaticano em 1984 por seu envolvimento na perseguição dos católicos nicaraguenses durante o primeiro governo sandinista da Nicarágua (cf. “Francisco, pró-castristas e confusão”, Armando Valladares, 6 de agosto de 2014).

Infelizmente, no que diz respeito a Cuba e à América Latina, esses dizeres, atos e gestos do Pontífice Francisco estão direta ou indiretamente favorecendo a opressão do povo cubano e a esquerdização do continente. Paira no ar a sensação de que, sob esses pontos, estaríamos na presença de um pontificado marcado pela confusão e até mesmo o caos, com consequências preocupantes para o futuro político, social e cristão das Américas.

Como Católico e ex preso político cubano que passou 22 anos nas prisões de Castro, e que viu sua fé fortalecida ao ouvir os gritos dos jovens católicos que morriam no “paredão de fuzilamento” gritando “Viva Cristo Rey, abaixo o comunismo” devo manifestar  as perplexidades, angústias e dramas interiores que suscitam os fatos descritos acima. Trata-se de uma situação das mais dolorosas que pode existir, porque dizem respeito aos vínculos com a Santa Sé. Não obstante, como já tive ocasião de manifestar, a fé dos católicos deve permanecer intacta e até mesmo fortalecida diante desses dilemas, porque em questões políticas e diplomáticas nem mesmo os papas são assistidos pela infalibilidade. E não há nenhuma obrigação para os católicos de aceitar essas palavras e ações, na medida em que diferem da linha tradicional adotada pela Igreja em relação ao comunismo.

* Armando Valladares, escritor, pintor e poeta. Passou 22 anos como prisioneiro político em Cuba e é o autor do best-seller “Contra toda esperança”, que narra o horror das prisões de Castro. Ele foi embaixador dos Estados Unidos diante da Comissão de Direitos Humanos da ONU sob as administrações Reagan e Bush. Ele recebeu a Medalha Presidencial do Cidadão e Prêmio Superior do Departamento de Estado. Ele tem escrito numerosos artigos sobre a colaboração eclesiástica com o comunismo cubano e sobre a “Ostpolitik” do Vaticano em relação a Cuba.

19 dezembro, 2014

Padre Jorge e seus confrades. Porque eles queriam se livrar dele.

Por Sandro Magister | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com – No dia do aniversário do Papa Francisco, 17 de dezembro, comemorado pelo tango dançado na Praça de São Pedro e por milhares de seus “aficcionados”, “L’Osservatore Romano” publicou uma página de um livro publicado na Argentina, que Jorge Mario Bergoglio guarda de uma maneira particular e em cuja elaboração quis ele mesmo meter a mão.

Intitulado “Aquele Francisco”, escrito por Javier Cámara e Sebastián Pfaffen, dois jornalistas de Córdoba, e impresso pela Raíz de Dos, uma editora daquela mesma cidade, o livro reconstrói de forma precisa e com uma grande quantidade de testemunhas confiáveis, os dois períodos cruciais da vida do papa atual transcorridos justamente em Córdoba: os dois anos de noviciado, entre 1958 e 1960, e sobretudo os outros dois anos, quando ele foi dispensado de todos os cargos na Companhia de Jesus, entre 1990 e 1992, numa espécie de exílio que ele hoje gosta de definir como “purificação interior”.

Informado em dezembro de 2013 pelo arcebispo de Córdoba, em uma visita a Roma, de que os dois jornalistas estavam escrevendo um livro sobre essa dupla porção de sua vida, o Papa Francisco os chamou ao telefone não uma, mas várias vezes e não parou mais de dar sua contribuição. Manteve com eles uma extensa troca de correspondência via correio. Mergulhou fundo em suas memórias e transformou o livro em uma espécie de autobiografia cordobana, com muitos de seus pareceres e histórias em aspas.

São pelo menos dois pontos que intrigam, neste livro.

O primeira tem a ver com os verdadeiros motivos que provocaram a queda em desgraça de Bergoglio dentro da Companhia de Jesus, depois dele ter sido na década de setenta o número um argentino.

Quem o exilou em Córdoba foi um jesuíta que o conhecia bem de perto, Padre Víctor Zorzin, o qual tinha sido seu “parceiro”, ou seja, o vice de Bergoglio, quando ele era chefe da província argentina, e que, em 1986, se tornou seu provincial permanecendo no cargo até 1991.

Entre Zorzin e Bergoglio havia forte desacordo sobre os métodos de governo, e do mesmo modo entre Bergoglio e o sucessor de Zorzin, Padre Ignacio García-Mata, que se tornou o provincial entre 1991-1997.

Esta discordância tomou forma concreta – documentam os autores do livro – através de uma incessante  “campanha de difamação” contra Bergoglio, que encontrou ouvido sensível em Roma por parte do próprio Superior Geral da Companhia de Jesus, na época o holandês Peter Hans Kolvenbach. Fizeram circular boatos – como testemunham entre outros Padre Ángel Rossi, o atual Superior da residência cordobana onde Bergoglio foi exilado – que aquele ex-provincial dos jesuítas, que antes era “tão brilhante”, tinha sido enviado para o isolamento em Córdoba”, porque era um doente, um louco”.

Aquele que em 1979  foi substituído por Bergoglio como provincial, permanecendo no entanto seu amigo, o padre Andrés Swinnen, nos fornece hoje uma explicação que tem mais substância. A “culpa” de Bergoglio foi de continuar a exercer forte liderança pessoal sobre uma fração da Companhia de Jesus, mesmo depois de já não ter mais nenhum papel como dirigente. Primeiramente o haviam feito reitor do Colégio Máximo de San Miguel, depois o despacharam para fazer um doutorado em Frankfurt na Alemanha, de onde voltou correndo para a Argentina, e depois ainda o transferiram para ensinar teologia na Colegio del Salvador. No entanto, de qualquer que fosse o lugar pra onde era enviado, ele continuava a agir – conta o Padre Swinnen – “como um Superior paralelo”, influenciando muitos jesuítas, sobretudo os mais jovens, numa década em que mais de uma centena deles abandonou  a Ordem e o sacerdócio. E esse êxodo lhe foi imputado, não obstante “a maioria dos que deixaram a Ordem pertencia ao grupo dos que não estavam do lado de Bergoglio, mas justamente aqueles que queriam livrar-se dele”.

Outra revelação interessante do livro diz respeito ao que Bergoglio escreveu durante os dois anos de exílio em Córdoba.

Naquela cidade, Bergoglio relata hoje que já havia escrito dois livros: “Reflexiones en esperanza” e especialmente “Corrupción y pecado”, e que pensou o último a partir de um episódio dramático ocorrido em 1990, o do assassinato de uma jovem de  17 anos de idade em Catamarca por obra de um expoente da alta sociedade.

O tema da “corrupção” é algo que constantemente retorna na pregação de Francisco. Mas há também um outro de seus escritos do período de Córdoba que reaparece com força no seu magistério de papa.

“Em Córdoba – revela Bergoglio em ‘Aquele Francisco’ – voltei a estudar para ver se eu poderia proceder na redação da tese de doutorado sobre Romano Guardini. Não consegui finalizá-la, mas aquele estudo me ajudou muito para o que aconteceu comigo depois, incluindo a redação da exortação apostólica “Evangelii gaudium’, cuja secção relativa aos critérios sociais foi toda tomada de minha tese sobre Guardini”.

E é exatamente assim. Na “Evangelii gaudium” tem uma citação de Guardini, do seu ensaio “O fim da era moderna”. E isso se encontra dentro da seção (nºs 217-237.) na qual o Papa Francisco ilustra os quatro critérios que em sua opinião são aqueles que promovem o bem comum e a paz social: 1. o tempo é superior ao espaço; 2. unidade prevalece sobre o conflito; 3. a realidade é mais importante do que a idéia; 4. o todo é maior do que a parte.

Mesmo esses critérios estão continuamente presente em Papa Francisco. Não só na sua pregação, mas também na sua maneira de governar a Igreja.

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17 dezembro, 2014

Relatório sobre as irmãs norte-americanas enfatiza a “gratidão” e reflete mudanças no Vaticano.

IHU – O relatório do Vaticano dessa terça-feira sobre a investigação das ordens religiosas femininas dos Estados Unidos (disponível aqui, em inglês) foi amplamente positivo no tom, em contraste com as declarações emitidas quando a investigação começou em 2009.

A nota é de John Thavis, publicada no seu blog, 16-12-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

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Naquela época, o cardeal Franc Rodé, que dirigia a Congregação vaticana para as ordens religiosas, disse que o estudo tinha como objetivo identificar atitudes “seculares” e “feministas” que tinham se infiltrado nas ordens das freiras e ajudaram a provocar um drástico declínio no número de membros.

O relatório dessa terça-feira não vai nesse sentido. Em vez disso, delineia desafios reais enfrentados pelas ordens religiosas, ao mesmo tempo em que agradece repetidamente as irmãs pelo seu serviço ao Evangelho.

Essa abordagem equilibrada reflete uma mudança de guarda no Vaticano – mas é uma mudança que começou com o Papa Bento XVI. Em 2011, Bento XVI nomeou o cardeal brasileiro João Braz de Aviz para substituir o cardeal Rodé. O cardeal brasileiro assumiu a investigação das religiosas, mas adotou uma abordagem muito mais conciliatória.

Eu acho que o relatório equilibrado dessa terça-feira foi praticamente uma conclusão antecipada, tendo em vista a liderança continuada do cardeal Braz de Aviz na Congregação vaticana para as ordens religiosas e dado que o Papa Francisco claramente quer a paz com as irmãs norte-americanas.

No entanto, parece haver uma dinâmica do “bom policial, mau policial” que ainda perdura no Vaticano. Uma investigação separada do Vaticano sobre a Leadership Conference of Women Religious (LCWR), a maior associação de irmãs norte-americanas, foi realizada pela Congregação doutrinal e tem sido muito mais crítica.

Em 2012, a Congregação doutrinal emitiu uma “avaliação doutrinal” e insistiu em grandes mudanças na LCWR para garantir que a organização se alinhe com o ensinamento católico em áreas como a ordenação de mulheres, a homossexualidade, o aborto e a eutanásia.

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O cabo de guerra sobre a implementação dessas mudanças continua. No ano passado, em uma rara demonstração de pontos de vista divergentes nos níveis mais altos do Vaticano, o cardeal Braz de Aviz criticou a forma como a revisão da LCWR foi conduzida. Isso levou a uma rápida declaração do Vaticano, que tentou minimizar qualquer desacordo entre Braz de Aviz e o cardinal Gerhard Müller, presidente da Congregação doutrinal.

O cardeal Müller não afrouxou, no entanto. Alguns meses atrás, ele repreendeu a LCWR por ter adotado ideias que ele disse que levam a “erros fundamentais” sobre “a onipotência de Deus, a encarnação de Cristo, a realidade do pecado original, a necessidade de salvação e o caráter definitivo da ação salvífica de Cristo”.

A LCWR está trabalhando com o arcebispo de Seattle, J. Peter Sartain, que foi nomeado em 2012 para implementar a avaliação doutrinal. Depois de se encontrar com o arcebispo em agosto passado, a LCWR emitiu um comunicado que dizia em parte: “Continuaremos a conversa com o arcebispo Sartain como uma expressão de esperança de que novas formas possam ser criadas dentro da Igreja para uma discussão saudável das diferenças”.

17 dezembro, 2014

Perigo! Votação que abre (ainda mais) as portas do Brasil ao aborto ocorre hoje! Manifeste-se!

Por Aline Castilho – Fratres in Unum.com: Na última quarta-feira, 10 de dezembro, foi apresentado pelo relator Senador Vital do Rego (PMDB-PA), o relatório do PLS 236/2012, o Novo Código Penal. O prazo dado aos membros da Comissão de Constitucionalidade do Senado foi de apenas 2 dias para ler o relatório de 300 páginas e apresentar as emendas. Como era de se esperar, os Senadores não tiveram tempo para ler as centenas de páginas, nem uma assessoria jurídica para elaborar adequadamente emendas que contribuíssem para o Novo Código Penal.

Dentre as várias alterações absurdas, o Novo Código descriminaliza o aborto usando uma redação ainda mais ampla que aquela utilizada para introduzi-lo na Inglaterra. O art. 217 da proposta afirma:

Não há crime de aborto praticado por médico se houver risco à vida ou à saúde da gestante”.

Além disso, o projeto altera importantíssimas disposições penais em nosso código:

  • Suprime a criminalização da venda de drogas abortivas,
  • Retira a menção à proibição da pena de morte aplicada pelos indígenas,
  • Remove a pena de homicídio culposo entre parentes (art. 121),
  • Descriminaliza o terrorismo movido por propósitos sociais (art. 245 § 2),
  • Revoga a proibição da fabricação e uso de minas terrestres (art; 541),
  • Revoga as penas para quem impede por ameaça ou violência uma CPI (art. 541),
  • Eliminam os artigos que criminalizavam a prática e divulgação de atos obscenos em público e
  • Introduz a ideologia de gênero pela inserção do crime de “transgenerização forçada”, além de muitas coisas conhecidas e desconhecidas.

A votação está prevista para hoje, 17 de dezembro. Muitas pessoas estão ligando e mandando e-mails para os Senadores e é importante que mais pessoas se posicionem pela não aprovação do Novo Código Penal sem a devida discussão e revisão desses pontos.

Há também uma petição no site CitizenGo e é igualmente importante a nossa assinatura e divulgação.

Não deixe de manifestar o seu repúdio aos Senadores da Comissão de Constitucionalidade:

renan.calheiros@senador.leg.brvital.rego@senador.leg.brgab.josepimentel@senado.leg.br;

anibal.diniz@senador.leg.brgleisi@senadora.leg.brpedrotaques@senador.leg.br;

antoniocarlosvaladares@senador.leg.brinacioarruda@senador.leg.brcrivella@senador.leg.br;

randolfe.rodrigues@senador.leg.breduardo.suplicy@senador.leg.breduardo.braga@senador.leg.br;

simon@senador.leg.brricardoferraco@senador.leg.brluizhenrique@senador.leg.br;

eunicio.oliveira@senador.leg.brfrancisco.dornelles@senador.leg.brsergiopetecao@senador.leg.br;

romero.juca@senador.leg.braecio.neves@senador.leg.brcassio@senador.leg.br;

alvarodias@senador.leg.brjose.agripino@senador.leg.braloysionunes.ferreira@senador.leg.br;

armando.monteiro@senador.leg.brmozarildo@senador.leg.brmagnomalta@senador.leg.br;

vicentinho.alves@senador.leg.br;

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16 dezembro, 2014

México consagrado ao Imaculado Coração de Maria e ao Sagrado Coração de Jesus.

Por Alberto Villasana | Tradução: Airton Vieira de Souza – Fratres in Unum.com: Em 12 de dezembro, na Catedral Metropolitana da Arquidiocese do México, às 12h, o Cardeal Juan Sandoval Íñiguez consagrou a nação mexicana ao Imaculado Coração de Maria e ao Sagrado Coração de Jesus.

Em sua homilia destacou que o aborto e o culto à “santa” morte, têm provocado uma infestação satânica que está provocando descontrolada violência em todo o território.

A batalha é espiritual, assinalou, pelo que não servirão de nada cárceres nem investidas policiais. Há que afrontar esse mal se voltando a Deus com as armas da oração, o Rosário e a Eucaristia. Cada pessoa e cada família têm que consagrar-se e entronizar ao Sagrado Coração em seu lugar.

O Cardeal Sandoval pronunciou sobre o México a Consagração à Virgem de Fátima pronunciada pelo Papa São João Paulo II em 2004, e a Consagração ao Sagrado Coração de Santa Margarida Maria de Alacoque.

Sandoval Íñiguez recebeu a delegação para celebrar esta Consagração de parte do Cardeal Norberto Rivera, quem foi convidado nesses dias a celebrar as festas guadalupanas no Vaticano.

Em diversas dioceses do país se celebraram grandes exorcismos e consagrações sobre a nação mexicana.

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15 dezembro, 2014

Totalitarismo de gênero.

No Brasil e no exterior, ideologia de gênero causa perseguição

Por Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz – Por ocasião da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, foi distribuída aos jovens uma cartilha intitulada “Keys to Bioethics” (Chaves para a Bioética). Produzida pela Fundação Jéròme Lejeune e traduzida em diversas línguas, ela pretendeu ser um manual de Bioética para jovens, respondendo a questões atuais de maneira direta, objetiva e repleta de ilustrações. Um apêndice de oito páginas foi dedicado a explicar e refutar a “teoria do gênero”. A cartilha explica que, segundo essa ideologia, “a identidade sexual do ser humano depende do ambiente sociocultural e não do sexo – menino ou menina – que caracteriza cada ser humano desde o instante da concepção. […] A nossa identidade feminina ou masculina teria muito pouco a ver com a realidade do nosso corpo, e de fato nos seria imposta pela sociedade. Sem outra escolha, desde a mais tenra infância cada pessoa interiorizaria o papel que supostamente deve desempenhar na sociedade na condição de mulher ou de homem”. Após a explicação, vem a crítica: “A teoria de gênero subestima a realidade biológica do ser humano. Reducionista, supervaloriza a construção sociocultural da identidade sexual, opondo-a à natureza”.

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14 dezembro, 2014

Foto da semana.

fabiola

A Bélgica chora a Rainha Fabiola, “mãe de todos os belgas”, que deixa sua herança aos pobres.

Por Religión en Libertad | Tradução: Fratres in Unum.com: Uma grande soberana e uma grande cristã morreu em 5 de dezembro, no Castelo de Stuyvenberg, em Bruxelas, aos 86 anos de idade. Ao voltar para o Pai, a quinta rainha dos belgas se reúne também com aquele por quem sofreu durante 21 anos, o amor de sua vida, o rei Balduino. “Ela costumava dizer que só esperava uma coisa: encontrar-se com Balduino. Que esse seria um dia de alegria para ela” (Voici).

Esta rainha católica impressionou o mundo todo ao assistir as exéquias de seu esposo, em 7 de agosto de 1993, vestida totalmente de branco, como sinal de sua esperança na ressurreição. Balduino morreu repentinamente aos 62 anos, depois de reinar por 42 anos, durante suas férias na Espanha. “A última aparição pública da rainha, cuja saúde era cada vez mais frágil, foi por ocasião do 20º aniversário da morte de Balduino” (L’Express).

Um matrimônio de amor entre católicos fervorosos

Nascida em Madri, em 11 de junho de 1928, Dona Fabiola de Mora e Aragão, filha da nobreza espanhola, havia sido enfermeira antes de se casar com o mais jovem soberano da Europa, em 6 de dezembro de 1960.

Foi em Lourdes onde Balduino pediu a mão de Fabiola (…) procedente do catolicismo espanhol mais puro. Fabiola “foi eleita pela Santíssima Virgem para ser minha esposa”, escreveu o soberano. Ela esteve sempre a seu lado como um apoio tão discreto quanto inquebrantável, sobretudo quando o rei Balduino rechaçou heroicamente, em 1990, assinar a lei que autorizada o aborto na Bélgica.

Sua maior dor foi não poder ter filhos. Fabiola perdeu cinco bebês antes de nascer. “Compreendemos que nosso coração tornou-se livre para amar às crianças, absolutamente todas”, confidenciou certo dia. A rainha multiplicou desde então suas ações caritativas, criando a Fundação Fabiola para a Saúde Mental. Consagrou-se também à luta contra a prostituição e a emancipação das mulheres nos países em desenvolvimento.

“Fez de Balduino o rei que a Bélgica precisava”

“A Bélgica perde uma grande Rainha. Uma Rainha de Amor. Uma Rainha Branca. Uma Rainha de coração”, escreve o diário La Libre Belgique em um vibrante editorial: “…rapidamente, nesta Bélgica cinzenta, ela levou o sol de seu país, o sorriso de sua família, a força de sua educação. Em poucos meses, ela ajudou seu esposo a amar o seu dever de rei. Em pouco tempo, ela se converteu em mais belga que os belgas”.

“Rapidamente, aprendeu o holandês e se fez amar por todo um povo, os valões, os bruxelenses, os flamencos, os germanófonos. Ela, que nunca pôde ter filhos, fez de todos os filhos da Bélgica a sua grande família. Assim, graças a ela, a seu amor, a sua presença, mas também a sua distância, fez de Balduino o Rei que a Bélgica precisava. Um rei que acompanhou a transformação do país. De unitária, a Bélgica se fez federal, através de sucessivas reformas. Sem feridas, sem violência”.

“Hoje é [o dia é de] dor para todos os belgas”, declarou Didier Reynders, vice-primeiro ministro e ministro de Assuntos Exteriores. Ela “marcou várias gerações. É uma página de nossa história que se vira”, acrescentou.

“Todos sabiam de suas convicções, de seu compromisso, de sua atenção aos mais fracos, tanto durante seus 33 anos de reinado como depois da morte do rei Balduino”, declarou Benoit Lutgen, chefe do partido de centro CdH, de inspiração cristã. “Ela mostrava claramente que era católica e praticante. A missa diária era o mais importante”, recorda Benoît Lobet, “padre da Rainha”. (RTBF).

Cheia de vida e humor até o final

Assediada pelos anticlericais, ela se encontrou no centro de uma polêmica a propósito de sua fundação privada destinada a ajudar a seus sobrinhos e sobrinhas, e a obras culturais ou sociais que promoviam suas convicções católicas.

Foi acusada de utilizar um pretexto caritativo como meio de escapar dos direitos de herança. Proclamando sua inocência, ela renunciou a esta fundação e se retirou ainda mais da vida pública, no mesmo ano da transferência de poder entre seu cunhado, o rei Alberto II, e seu sobrinho Felipe.

Longe de ser uma “estraga prazeres”, Fabiola estava cheia de vida e de humor. “Esta mulher de personalidade alegre, apaixonada pela música e pela dança, devolveu o sorriso a Balduino, conhecido como ‘o rei triste’, depois de sua ascensão ao trono em 1951 em condições muito difíceis depois da abdicação de seu pai Leopoldo III” (Le Point).

Ela conservou seu bom humor até o final. Em resposta a uma carta anônima que a ameaçava de morte com uma flecha durante a festa nacional de 21 de julho de 2009, ela exibiu uma maçã verde, em alusão a Guilherme Tell!

“Ela falava com todos deixando de lado o protocolo”, conta Stéphane Bern. A rainha Fabiola considerada a todos igualmente, e dizia sempre que estimava tanto a donzela que a ajudava a se vestir como a um chefe de Estado ou a um ministro”.

Deixa seu patrimônio aos mais desfavorecidos

A rainha Fabiola deixou todo o seu patrimônio privado à fundação “Obras da Rainha”, criada em 1960, na época de seu matrimônio com o rei Balduino e cujos beneficiários são as pessoas desfavorecidas, que precisam de ajuda limitada e urgente, na Bélgica. O diário “Le Soir” confirmou esta informação em fontes oficiais do Palácio, que, todavia, não quiseram dar detalhes sobre isso, tendo em conta que ainda deve ser realizado um inventário com esses bens privados.

O anúncio do conteúdo do testamento da rainha Fabiola, informa o diário Abc, ocorre após um período em que ela foi acusada de tentar se esquivar de obrigações fiscais em benefício de seus sobrinhos. Contudo, as fundações que havia criado então foram dissolvidas. “O testamento constitui um ponto final de sua resposta às críticas” das quais fora objeto, segundo afirma o diário de Bruxelas.

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13 dezembro, 2014

20% das crianças britânicas creem que Jesus Cristo é um jogador do Chelsea.

O diário britânico The Independent publica uma pesquisa com um surpreendente resultado, realizada com 1.000 crianças em um centro comercial situado às arredores de Londres. À pergunta «Quem é Jesus Cristo?», umas 20% das crianças pesquisadas selecionaram a opção de que se trata de um jogador do Chelsea.

Por InfoCatólica | Tradução:  Tradução: Airton Vieira de Souza – Fratres in Unum.comUm total de 1000 crianças foram entrevistadas para a pesquisa, realizada para o Brent Cross Shopping, da que se faz eco o Independent.

As outras possíveis respostas eram o filho de Deus, um apresentador de TV, um participante de “Factor X” ou um astronauta.

O Chelsea é um clube de futebol do oeste de Londres capital, fundado em 1905 e que joga na Premier League, máxima competição futebolística do Reino Unido.

NdT:

1) “Mas quando vier o Filho do Homem, julgais que encontrará fé sobre a terra?” (Lc XVIII,8)

2) “Porém o que escandalizar um destes pequeninos, que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço a mó que um asno faz girar, e que o lançassem ao fundo do mar.” (Mt XVIII,6)

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13 dezembro, 2014

Psicólogo analisa os riscos que correm os menores nas seitas.

Por Luis Santamaría – Rede Ibero-americana de Estudo das Seitas | Tradução: Airton Vieira de Souza – Fratres in Unum.com: No âmbito do Maister Universitário en Criminología y Seguridad da Universidade de Valência, em 26 de novembro passado, teve lugar a exposição “Os menores ante as seitas”. Esteve a cargo do psicólogo José Miguel Cuevas Barranquero, professor na Universidade de Málaga, vice-presidente da Asociación Iberoamericana de Investigación del Abuso Psicológico (AIIAP) e diretor da revista sobre abuso psicológico Traspasos.

Os principais trabalhos de Cuevas giram em torno à validação da persuasão coercitiva, assim como na perícia e abordagem de casos de sectarismo. Assiste a vítimas de seitas no setor público, através do Organismo Autônomo Local “Marbella Solidaria”, na província de Málaga. É autor de várias publicações em torno do fenômeno sectário e colabora com distintas organizações preventivas e informativas.

Insistindo nos danos das seitas aos menores, o psicólogo repassou alguns aspectos relevantes desta problemática, abordando-os de forma prática e com úteis recomendações. Para isso repassou alguns exemplos de fenômenos destrutivos que têm afetado diretamente a menores.

Riscos para as crianças em seitas

José Miguel Cuevas também expôs os habituais riscos e danos demonstrados pelos menores que veem forçados sua passagem por estes grupos, sendo educados em habituais pautas disciplinantes, com férreos esquemas rígidos e com uma probabilidade real elevada de sofrer negligências, tanto de abandono físico e afetivo, como de riscos para a saúde (em algumas ocasiões, com o abandono de práticas sanitárias obrigatórias como a vacinação, negação de auxílio sanitário, desenvolvimento exclusivo de medidas “sanitárias” alternativas…) que em casos extremos podem chegar a fazer correr perigo à vida do menor.

Estes menores são educados em pautas de submissão e obediência extrema à liderança das estruturas das organizações, alterando os papéis educativos paternos, que ficam relegados a uma ordem inferior ao da estrutura hierárquica grupal. O autor expôs os riscos mais importantes classificados em quatro subgrupos de técnicas coercitivas (ambientais, emocionais, cognitivas e dissociativas).

Quanto aos riscos ambientais, Cuevas citou alguns como a sobreproteção e rejeição de responsabilidades, a exploração infantil, o abandono material e afetivo, o abandono do rol paterno/materno-filial, a perturbação dos papéis de autoridade (já que a única autoridade é a hierarquia sectária), as dificuldades para a relação com os iguais externos ao grupo, o isolamento de familiares não sectários, o isolamento social e a dependência.

Indo aos riscos emocionais que correm os menores nas seitas, o psicólogo se referiu ao autoritarismo marcado, o risco de negligências e abusos, a imaturidade afetiva e racional, a indução de fobias sociais e outros medos, o fomento da culpa, a ansiedade obsessiva e o perfeccionismo.

Como riscos cognitivos citou o fomento da visão de um mundo injusto e catastrófico, o possível atraso educativo, a indução de crenças fundamentalistas e acientíficas, a rigidez mental, o fomento do chamado “pensamento mágico”, o fomento da obediência junto ao déficit do pensamento crítico, a alteração do processo de atribuição (todo o bom é pelo grupo, todo o mal vem da sociedade), etc.

Por último, apontou a dissociação, que inclui diversas atitudes: a participação em rituais de intensa emotividade, os abandonos e negligências sanitárias, a consideração extrema da sexualidade (o bem com a perversão e abuso, o bem com a demonização), os problemas de autoestima e identidade, a vulnerabilidade da liberdade e do desenvolvimento da pessoalidade e, em alguns casos, o uso de drogas.

Em um momento posterior, José Miguel Cuevas repassou as evidências científicas encontradas em distintas investigações de outros colegas, e que confirmam os graves riscos demonstrados por estes grupos. Também descreveu o panorama real de uma sociedade pouco comprometida e sensível com estas constantes agressões, em grande parte à ignorância entorno ao funcionamento e à prevalência real e elevada destes fenômenos, que afetam a uma parte importante da população (todos estamos sujeitos a estes riscos).

Problemas legais e jurídicos

Neste sentido, repassou alguma jurisprudência legal sobre estes grupos e as dificuldades encontradas na luta contra estas organizações coercitivas. Cuevas deu suas recomendações, com base nas evidências que tem recopilado na experiência em sua associação, especificando algumas ferramentas de avaliação específicas e validadas para medir a manipulação, o abuso e a persuasão coercitiva. Ferramentas como a escala GPA, que mede o abuso psicológico grupal, e que foi validada na Espanha pela doutora Carmen Almendros, ou a entrevista do psicólogo expositor, a EPC, validada recentemente como ferramenta fiável para detectar a presença de persuasão coercitiva.

Recomendou também que qualquer perito que aborde temas sectários deve tratar de especializar-se neste setor tão complexo. E que de uma maneira ou outra há de se avaliar familiares e ex-vítimas, não só pessoas que seguem dentro do grupo, que habitualmente costumam ser testemunhas pouco fiáveis, acostumados a ser condescendentes com o grupo, obedecendo, como sempre, à hierarquia a que estão submetidos.

Com efeito, quando se trata de prejudicar os interesses do grupo os membros raramente colaboram, fazendo justamente esforços reativos sumamente defensivos, como ocorreria com qualquer outro grupo delitivo que fosse investigado: seus integrantes estão motivados para dar uma versão interessada. Desta maneira, quando se avalia diretamente as vítimas que ainda sigam dependendo do grupo, há que se partir da hipótese de que resulta mui provável que tentem simular, dar uma versão e um contexto socioemocional favorável aos interesses do grupo.

Portanto, segundo este psicólogo, seria conveniente abordar com eles algumas ferramentas que detectem casos de simulação, como a entrevista clínico-forense e outras ferramentas avaliativas concretas para detectar casos de possível simulação. Desta maneira, se poderia detectar se realmente os integrantes do grupo dão uma versão realista em torno do grupo controvertido a que pertencem.

Com efeito, estas ferramentas, segundo o psicólogo, raramente são aplicadas por parte de seus colegas, sendo necessária a especialização e a abordagem para evitar avaliações predestinadas a ser manipuladas em favor dos interesses sectários. Também deu outras recomendações periciais para incrementar o rigor na avaliação pericial psicológica e psiquiátrica.

Entre os casos de grupos coercitivos históricos que hão atentado contra menores, fez um repasso de casos clássicos em Espanha: Meninos de Deus, Edelweiss, CEIS, Raschimura, etc., assim como também alguns casos recentes na atualidade internacional, alguns deles com protagonismo espanhol: o caso Antares da Luz, o assassinato de Dylan por parte de sua mãe Katherina (em Torrevieja, Alicante), os abusos sexuais do “Mestre Amor”, recém processado, a escola de karatê de Torres Baena, o Pastor de Salém, os Defensores de Cristo e um largo etcétera.

Não deixou passar o psicólogo a ocasião de descrever alguns dos habituais problemas e consequências psicopatológicas de passar por estes grupos, descrevendo algumas das lesões psicológicas que geram estes grupos, como o transtorno de estresse agudo, o transtorno de estresse pós-traumático, o transtorno dissociativo, indução de fobias, transtornos emocionais… e a importância de vinculá-los ao dano manipulativo gerado dentro das dinâmicas grupais.

José Miguel Cuevas insistiu na necessidade de que todas as partes implicadas deem um passo adiante nesta matéria: políticos, agentes judiciais, policiais, peritos, cidadania em geral… e a necessidade de proteger com mais veemência e força a estas vítimas de abuso e mau trato, independentemente do contexto em que tenham sofrido estas manipulações: grupos, seitas, casais, etc.

Destaques do original.

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13 dezembro, 2014

Papa exalta legado de Mandela em mensagem aos Nobel da Paz.

Por Rádio Vaticano – “Que o legado de não violência e reconciliação de Nelson Mandela possa continuar a inspirar o mundo”. É o que se lê em uma mensagem do Papa, assinada pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, enviada na manhã desta sexta-feira, (12/12) aos membros do 14º Encontro dos vencedores do Prêmio Nobel da Paz, que acontece em Roma e recorda a memória de Nelson Mandela, Nobel da Paz em 1993.

Entre os participantes estão Sua Santidade o 14º Dalai Lama, que recebeu o prêmio em 1989, o Arcebispo anglicano da África do Sul, Desmond Tutu, em 1994, e José Ramos-Horta, em 1996. A mensagem afirma ainda que o Papa “reza para que todos os premiados possam ter novo fôlego e coragem para levar adiante tão importante serviço e que os trabalhos possam se converter em uma grande colheita de paz para o mundo”.

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