Archive for ‘Atualidades’

18 setembro, 2014

Paz com o socialismo.

“Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista” (Pio XI, Quadragesimo Anno, n.º 119).

“Entre comunismo e cristianismo, o Pontífice [Pio XI] declara novamente que a oposição é radical. E acrescenta não poder admitir-se de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado” (João XXIII, Mater et Magistra, n.º 31).

“O erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social” (João Paulo II, Centesimus Annus, n.º 13).

* * *

Na contramão do bom senso e do ensinamento da Igreja Católica sobre o perigo dos regimes comunistas e socialistas, Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, Bispo de Campos e Coordenador da Pastoral dos Católicos na Política no Estado do Rio, é apresentado como cabo eleitoral de um candidato a Deputado Federal de Niterói, onde Dom Roberto foi bispo auxiliar, pelo Partido dos Trabalhadores.

Em cartaz eleitoral, é atribuído a Dom Roberto o seguinte panegírico acompanhado por pedido descarado de voto:

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“Falar do caríssimo vereador Marlos Costa é fazer referência a um dos políticos cristãos que apresentam um perfil qualificado e diferenciado pela sua ética, competência e compromisso com os pobres e excluídos. Sua gestão pública como vereador tem primado pelo respeito ao bem comum, a solidariedade e a busca da transparência, construindo um verdadeiro mandato comunitário e social. Colocar o Marlos no Congresso Nacional é agilizar o processo de reforma política, de consolidar uma legislatura em plena sintonia com o povo, com o desenvolvimento integral, solidário e responsável de aproximar os valores do Reino de Deus num espaço tomado pelo viés do fisiológico e os interesses privados. Vamos dar o nosso voto com consciência, alegria e esperança a este nosso irmão batalhador de todas as horas, presença constante na nossa pastoral de fé e política. Para a vitória da vida, da família, dos pequenos e da justiça social: Marlos Costa é uma indicação segura.”

+ Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, Bispo de Campos.

Primeiro, esperamos sinceramente que esse apadrinhamento eclesiástico desavergonhado seja uma fraude e que Dom Roberto Paz não o tenha redigido nem autorizado sua divulgação.

Como assim, Excelência?

Por mais que o candidato possa ser bem-intencionado e tenha, dizem, propostas em prol dos pobres e excluídos, é fato público e notório que o partido ao qual se filiou obriga seus correligionários a aderirem à sua política socialista, abortista e gayzista. Conforme publicado recentemente neste blog, ‹‹ todo candidato filiado ao PT é obrigado a acatar as resoluções do partido, entre elas a resolução aprovada no 3º Congresso do PT, ocorrido em agosto e setembro de 2007, “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”. O Estatuto do PT põe como requisito para ser candidato pelo Partido “assinar e registrar em Cartório o ‘Compromisso Partidário do Candidato ou Candidata Petista’” (art. 140, c). Tal assinatura, diz o Estatuto, “indicará que o candidato ou candidata está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (art. 140, §1º). Se o político contrariar uma resolução como essa, que apoia o aborto, “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (art. 140, §2º) ››.

Pelo visto, a plena comunhão com seus amigos tradicionalistas em Campos não fez efeito algum sobre o bispo uruguaio que, desgraçadamente, veio fazer estrago no Brasil. Seu histórico de feitos é longo: cidadão planetário, ativista do direito dos bosques e dos animais, arauto junto ao MST da “família humana sem fronteiras”, cujo diretório litúrgico deve ter sido redigido pela ONU — as colunas semanais do bispo quase sempre repercutem a agenda daquela entidade maçônica, comemorando grandiosíssimas festas como o dia internacional da Alfabetização, o dia internacional dos Desaparecidos… — Dom Roberto Paz (que recebeu o título de cidadão do Rio de Janeiro ao lado justamente de quem?… Do vereador para quem agora faz campanha…),  que vibrou com o “Flash Movíe” (?!) dos bispos na JMJ e amiúde cita artistas (indecentes) e filósofos modernos com toda pompa e eloquência, no alto de sua requintada cultura, é conhecido defensor da Teologia da Libertação.

Pois, então, explique-nos, senhor bispo, como um candidato filiado ao PT poderá representar a vitória da vida, da família e dos pequenos, como dito no panegírico acima, se seu partido é o maior promotor da cultura da morte em nosso país? Acaso devemos esquecer que os dois últimos deputados petistas que advogavam a favor do direito de nascer — Luiz Bassuma e Henrique Afonso — foram sumariamente expulsos das fileiras petistas pelo Diretório Nacional? Deveríamos nos espelhar no semelhante apoio dado ao deputado petista Alessandro Molón por influentes clérigos da cidade do Rio de Janeiro, cuja atuação “em favor dos pobres e excluídos” nunca incluiu um repúdio claro e consistente ao aborto ou aos chamados “casamentos” entre pessoas do mesmo sexo?

E mais, até quando dioceses, paróquias, encontros diocesanos e congressos de movimentos eclesiais servirão de palanque eleitoral para candidatos de partidos socialistas e comunistas sob não só o silêncio ou complacência de seus pastores, mas em muitos casos com seu explícito apoio?

Que nossos digníssimos promotores da Igreja dos pobres e para os pobres, intrépidos defensores da ficha limpa, enfim, façam uma faxina em seus próprios quintais e promovam a tal “reforma política”, não com plebiscitos enganadores, mas, primeiramente, abstendo-se de fazer o que há de mais sórdido da velha e suja política: captar votos de pessoas humildes utilizando-se do prestígio e autoridade moral que lhes confere a Igreja. Deixem de instrumentalizar a Casa de Deus em benefício de suas próprias agendas!

Santo Tomás Morus, rogai por nós!

* * *

ERRATA: Ao contrário do que havíamos divulgado, Dom Roberto Ferrería Paz não é vinculado ao Opus Dei.

17 setembro, 2014

Declaração do pe. Berardo Graz, coordenador da Comissão em Defesa da Vida do Sul 1 da CNBB.

Em mensagem dirigida à redação de Fratres in Unum.com e ao senhor bispo Dom Simão, Padre Berardo Graz presta esclarecimento sobre o folheto “Em defesa da vida ou a favor do Aborto?” divulgado pela comissão da qual é coordenador. De boa vontade atendemos à solicitação do Reverendíssimo sacerdote de excluir um dos signatários do folheto, bem como damos a conhecer abaixo a íntegra de sua mensagem.

Como Coordenador da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, VENHO A PÚBLICO  para esclarecer e por fim à celeuma ocasionada pela assinatura do Prof. Hermes Rodrigues Nery no Folheto elaborado pela Comissão: “Eleições 2014: em Defesa da Vida ou a Favor do Aborto”.

01) O Prof. Hermes Rodrigues Nery é de fato o coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida de Taubaté e membro desde sua criação da Comissão Regional, por isso a assinatura dele no Folheto em questão.

02) O Prof. Hermes é também candidato a Deputado Federal

03) O Folheto “Eleições 2014: em Defesa da Vida ou a Favor do Aborto” não tem nenhuma conotação de propaganda eleitoral. Trata-se de um texto para reflexão a partir de fatos concretos. Aliás a Comissão Regional em Defesa da Vida não tem caráter partidário e sim eclesial, sendo uma Comissão Episcopal com Dom Benedito Simão como Presidente, nomeado pelos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB. Não tendo caráter partidário a Comissão não faz propaganda par nenhum candidato, incentivando porém os cristãos leigos a assumirem sua militância partidária dentro da fidelidade à Igreja e seu Magistério.

04) Tendo consultado seja Dom José Benedito Simão como os demais membros da Coordenação, DETERMINAMOS que a partir da data hodierna sejam retirados todos os exemplares do Folheto, que trazem a assinatura do Prof. Hermes, e sejam divulgados somente os exemplares sem a assinatura dele.

Da mesma forma pedimos que sejam retirados dos sites, onde foi publicado o Folheto, os exemplares com a assinatura do Prof. Hermes e sejam publicados somente os exemplares sem a assinatura dele.

05) As associações que não aderirem a esta determinação arcarão diretamente com as consequências da justiça eleitoral e sem dúvida  não estarão ajudando nem a Defesa da Vida, nem o Prof. Hermes, que aderiu serenamente a esta determinação.

Pe. Berardo Graz

Coordenador da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1,

Presidida por Dom José Bendito Simão, Bispo de Assis – SP

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16 setembro, 2014

Ritmo lento: em direção a uma Igreja com três papas, dois “aposentados” e um eleito?

“Papa Emérito” é uma instituição que ainda não existe. 

Por Padre Ariel S. Levi Gualdo * | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com – Em uma de minhas conversas privadas com um distinto membro da nossa “reserva indígena”, meu confrade mais velho Antonio Livi, muitas vezes abordei questões de caráter dogmático, histórico e eclesiológico ligados à figura do Pontífice Romano em seu duplo papel de Doutor privado e supremo guardião do depósito da fé e da Doutrina católica.  Um tema repetido várias vezes com um outro confrade mais velho e igualmente destacado filósofo e teólogo, o dominicano Giovanni Cavalcoli que é outro ponta de lança da nossa “reserva indígena”.

Há um ano atrás, revelei a ambos um temor que eu já havia manifestado apenas a alguns amigos mais íntimos. Para dizer a verdade, mais do que manifestar, apenas me limitei a sussurrar em em voz baixa: “será que estamos correndo o risco de em breve nos depararmos com dois papas considerados “eméritos “e um terceiro pontífice eleito”? Alguns sorriram e outros se perguntavam se era mais uma das minhas provocações através do uso do paradoxo ou hipérbole, enquanto os dois confrades mais velhos formados por décadas de filosofia e estudos teológicos, bem como pela dedicação contínua aos ministérios pastorais com os quais sempre defenderam a sã e sólida fé (que hoje parece quase ter caído no esquecimento), ouviram atentamente, sem responder naquele momento, tão pesado era o alcance daquela minha perplexidade. Aquilo que me responderam então, não afetam estas linhas.

O erro que cometi naquela época foi deixar escapar da minha boca aquele pensamento que me atormentava com todas as conjecturas articuladas mais abaixo, ao conversar com uma certa pessoa que logo depois publicou minha dolorosa análise para o público, fazendo passá-la como de sua própria autoria. Até aqui nenhum problema, pois não coloco direitos autorais em meus discursos públicos ou privados. Quem o faz é meu meu editor e mesmo assim só para meus livros impressos. Todavia não sou tão ingênuo a ponto de não perceber aqui e ali o modo como alguns jornalistas e comentaristas, várias vezes desenvolveram teses depois que meus escritos foram publicados tanto na Riscossa Cristiana como na Corrispondenza Romana, sem nunca sequer terem a gentileza de mencionar quem havia formulado a análise.

15 setembro, 2014

Em defesa da vida ou a favor do aborto?

Texto aprovado na reunião da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 – CNBB, em 23/08/2014

Em janeiro de 2014, o papa Francisco, ao dirigir-se ao corpo diplomático sediado no Vaticano, declarou que «causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto», pecado que o santo padre qualificou de manifestação da «cultura do descarte» contemporânea e «negação da dignidade humana» (cf.http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2014/january/documents/papa-francesco_20140113_corpo-diplomatico.html).

A dignidade inviolável da vida humana inocente, em todas as suas fases, não é apenas um princípio do Evangelho como também um fundamento para a construção de uma sociedade que promova efetivamente a dignidade da pessoa humana. É com esse pensamento, e com o propósito de atender aos apelos do papa Francisco, como também dos papas anteriores, Bento XVI e S. João Paulo II, que a Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul-1 da CNBB vem a público, neste período de eleições, propor uma reflexão sobre esse assunto de vital importância, sem medo de exercer igualmente o papel profético da denúncia, convencida de que calar-se sobre este ponto equivaleria a omitir-se gravemente no cumprimento de sua missão.
Infelizmente, ao se fazer um balanço sobre a atuação do atual governo na questão da defesa da vida, os resultados obtidos foram indiscutivelmente sombrios. Neste período de governo, podemos assinalar os seguintes fatos:

01)  A Presidente deu continuidade e renovou por três vezes o convênio com a Fundação Oswaldo Cruz, tendo por objeto o “estudo e pesquisa para legalizar o aborto no Brasil”; ao ser renovado pela presidente, o objeto passou a ser estrategicamente designado como “estudo e pesquisa sobre o aborto para fortalecer o Sistema Único de Saúde”,  mas a equipe contratada continuava sendo a mesma, constituída pelos principais ativistas e representantes das ONGs que promovem, no Brasil, o reconhecimento dos “direitos sexuais e reprodutivos das mulheres”, expressão eufemística criada na Conferência do Cairo para abrir espaço ao direito do aborto.

02) Nomeou como ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres a socióloga Eleonora Menicucci, que fez diversos pronunciamentos públicos apoiando a legalização do aborto. Em 6 de junho de 2012, essa ministra declarou à Folha de São Paulo que «o governo entende que não é crime orientar uma mulher sobre como praticar o aborto». No mesmo dia a Secretaria de Atenção à Saúde do próprio Ministério declarou ao mesmo jornal que «o Sistema de Saúde brasileiro passará a acolher as mulheres que desejam fazer aborto e orientará como usar corretamente os métodos existentes para abortar» e que «Centros de aconselhamento indicarão quais são, em cada caso, os métodos mais eficazes».

03) Em fevereiro de 2013, o então ministro da Saúde, atualmente candidato ao governo do Estado de S. Paulo, em reunião com o presidente da Câmara Federal, solicitou que fosse votado em regime de urgência, um projeto de lei de autoria da deputada Iara Bernardi (PT), reapresentado em 2013 como PL 03/2013. Tal projeto de lei, apresentado simplesmente como dispondo sobre “atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual”, não menciona explicitamente a palavra ‘aborto’, mas, conforme reconheceu sua própria autora, a deputada Iara Bernardi (PT), procura dar força de lei às normas técnicas do Ministério da Saúde que dispõem sobre o aborto supostamente legal, ainda que não haja no Brasil lei alguma definindo o aborto como direito em caso algum.

Após ter sido impulsionado em todas as etapas de tramitação por parlamentares da frente governista, este PL 03/2013 foi aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados em 5 de março e no Senado em 4 de julho, sendo transformado na Lei Federal n. 12.845/2013 após ter sido sancionado e promulgado pela presidente Dilma Rousseff (PT) no dia 1º de agosto de 2013. Essa Lei n. 12.845, que ganhou o apelido de Lei Cavalo de Troia pela forma enganosa como foi apresentada ao Congresso, institui o aborto como prática obrigatória em todos os hospitais públicos e conveniados com o SUS, sem respeito pela objeção de consciência dos hospitais mantidos pela Igreja Católica ou outras comunidades religiosas. Exige-se que o médico pratique o aborto, mesmo contra a própria consciência, quando não houver outro médico disposto a praticá-lo.

Outra novidade da Lei Cavalo de Troia é a definição de “violência sexual” como “qualquer relação sexual não consentida”, expressão que permite ser interpretada da maneira mais ampla possível e sem necessidade de apresentação de qualquer prova, nem mesmo boletim de ocorrência. Aliás, desde setembro de 2007, o PT assumiu em seu programa estatutário a legalização do aborto e a execução dessa prática em todos os casos no serviço público. Além do PT mais oito partidos políticos, registrados no Tribunal Superior Eleitoral, incluem explicitamente em seus estatutos ou programas a legalização do aborto, a saber: o Partido Comunista Brasileiro (PCB), o Partido Popular Socialista (PPS), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Partido da Causa Operária (PCO), o Partido Democrático Trabalhista (PDT), o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e o Partido Verde (PV).

Quanto à realização de um plebiscito sobre a legalização do aborto, em 2007, quando da visita do papa Bento XVI ao Brasil, o então secretário-geral da CNBB declarou que “Colocar em plebiscito o direito de matar é um absurdo. Ninguém gostaria que seu direito de viver dependesse do resultado de um plebiscito”. S. João Paulo II na sua encíclica “Evangelium Vitae” assim se expressa: “Quando uma maioria parlamentar ou social decreta a legitimidade da eliminação, mesmo sob certas condições, da vida humana ainda não nascida, porventura não assume uma decisão ‘tirânica’ contra o ser humano mais débil e indefeso? Porventura (os crimes contra a humanidade) deixariam de ser crimes, se, em vez de terem sido cometidos por tiranos sem escrúpulos, fossem legitimados por um consenso popular? Não se pode mitificar a democracia até fazer dela o substituto da moralidade.” (EV 70).  Infelizmente, a candidata do PSB à Presidência da República apoia a realização de um plebiscito sobre a legalização do aborto no Brasil. Esse posicionamento contradiz o direito à inviolabilidade da vida humana desde a concepção até à morte natural, sempre defendido pela Igreja.

(Fontes:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1204200718.htm
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/marina-defende-plebiscito-para-aborto-e-maconha/)

É bom que se recorde igualmente que os serviços de aborto, supostamente legal (sendo que não há lei que defina o aborto como direito no Brasil), começaram na prefeitura de São Paulo, em 1989, durante a gestão da atual coordenadora geral da campanha de Marina Silva, com a portaria n. 692/1989, do então Secretário Municipal de Saúde, hoje candidato do PV, que também apoia explicitamente o aborto em seu programa estatutário. (Fonte: http://noticias.r7.com/eleicoes-2014/pre-candidato-pelo-pv-eduardo-jorge-defende-legalizacao-do-aborto-e-da-maconha-14062014)

Em seu artigo sobre “Fé e Política”, o Bispo de Guarulhos SP, escreve:” Se um candidato…escolheu um partido que tem posições contrárias à defesa da vida, desde a sua concepção até à morte natural, e vincula e obriga os seus membros a esta posição, seria imoral para o cristão fazer tal opção política.” (Folha Diocesana de Guarulhos, n° 212, julho de 2014).

A Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul-1 da CNBB recomenda a todos os cidadãos muito discernimento nestas eleições, para que o nosso voto fortaleça a defesa da Vida Humana em todas as suas fases e não contribua a espalhar a “cultura do descarte” de seres humanos, denunciada pelo papa Francisco.

COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL-1 DA CNBB
ASSINAM ESTE FOLHETO OS COORDENADORES DAS COMISSÕES DIOCESANAS EM DEFESA DA VIDA (CDDVS) DAS (ARQUI)DIOCESES (EM ORDEM ALFABÉTICA) DE:
CAMPINAS – DIÁCONO JOÃO VICENTE DA SILVA;

GUARULHOS – MARIA   LEÔNIA DA   SILVA;
 ITAPETININGA – IRMÃ APARECIDA REIS;
S. ANDRÉ – ROBERTO VERTAMATTI;
S. JOSÉ DOS CAMPOS – JOÃO PINHEIRO NETO;
COORDENADOR DA COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1- PE. BERARDO GRAZ

“Autorizam a divulgação deste texto o Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, DOM JOSÉ BENEDITO SIMÃO, e o Bispo Referencial da Pastoral Familiar do mesmo Regional Sul 1 DOM EMÍLIO PIGNOLI”

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15 setembro, 2014

Mais tolerante, igreja cobra compromissos de candidatos à Presidência da República.

Por Folha de São Paulo – A cúpula da Igreja Católica promove debate com oito presidenciáveis nesta terça-feira (16) em Aparecida (SP), tentando se equilibrar entre a orientação do papa Francisco, mais tolerante em assuntos polêmicos como o homossexualismo, e a oportunidade de cobrar dos candidatos posições sobre esses temas.

Será a segunda vez que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebe candidatos a presidente. Nas eleições de 2010, ainda no papado de Bento 16, o encontro ocorreu em meio a mal estar entre a entidade e o Planalto.

Na época, a CNBB liberou os bispos para pregar contra candidatos favoráveis ao aborto e causou particular desconforto ao publicar em seu site uma carta do bispo Luiz Gonzaga Bergonzini (1936-2012) pedindo boicote contra Dilma Rousseff (PT).

O aborto continua na pauta, mas há sinais de que a igreja tenta se se ajustar à retórica mais suave e tolerante de Francisco, especialmente quanto à homossexualidade.

Dom Raymundo Damasceno, 77, presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida, abrirá o debate com uma pergunta geral para os candidatos. “Temos preocupação com a questão da justiça social, a distribuição melhor das riquezas, grande preocupação com a família. A questão da vida desde o início até o fim”, disse Damasceno à Folha.

Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, diz que, “mesmo sem polarizar o debate”, o tema do aborto deve fazer parte da campanha, e os candidatos devem se manifestar claramente: “Os eleitores têm o direito de saber a posição deles e qual é seu compromisso com essas questões de princípio”, disse.

Quanto a um tema que já provocou controvérsia na campanha, o casamento gay, Damasceno se mostrou alinhado a declarações recentes do Vaticano, que prega atitude “mais respeitosa e menos severa” no julgamento das uniões homossexuais.

O Supremo Tribunal Federal decidiu em 2011 que os cartórios brasileiros devem reconhecer as uniões civis de pessoas do mesmo sexo para todos os efeitos, embora não exista lei específica sobre isso.

“É uma decisão do Supremo. Claro que, para a igreja, não se pode equiparar a um casamento, isso é diferente. Mas respeitar a união estável entre essas pessoas, não há dúvida de que a igreja sempre tem procurado fazer dessa maneira”, disse Damasceno.

Reforma política e a questão indígena e ambiental são dois outros temas caros à igreja que devem estar no debate -oito bispos farão perguntas no segundo bloco do evento, exibido pela TV Aparecida, emissoras católicas, 230 rádios e portais católicos.

O presidente da CNBB frisou o veto, nem sempre seguido, de que sacerdotes não podem fazer campanha. Alfinetou a estratégia de denominações evangélicas para eleger parlamentares. “Não queremos ter uma bancada católica, queremos orientar aqueles que votam e que querem ouvir nossa voz”, disse.

Para dom Odilo, a possibilidade de o Brasil ter uma presidente evangélica, no caso de vitória de Marina Silva (PSB), não é um problema: “O Brasil já teve governantes de religiões diversas. Sendo laico o Estado, espero que qualquer governante garanta a liberdade religiosa e não a cerceie nem reprima.”

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12 setembro, 2014

O ódio dos modernistas pelo Altar Tradicional: “Ali não se celebra Missa”, logo…

Catedral de Palermo, eis o altar com WC. 
Alguns cartazes indicam o caminho para o banheiro, e muitos manifestam-se decepcionados pela curiosa localização. 
Por Corriere del Mezzogiorno | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: PALERMO – O vaso sanitário? Ele está atrás do altar, logo atrás do tabernáculo. E tudo é sinalizado por alguns cartazes afixados em caixotes de cor cinza. Isto é o que se encontra diante dos turistas que lotam a catedral de Palermo que é uma das principais atrações turísticas e culturais da cidade, bem como um lugar de oração para milhares de cidadãos do local. Tudo isso acontece em uma das capelas laterais e não falta quem manifeste a sua decepção com os cartazes.
Catedral, o banheiro atrás do altar 
Turistas incrédulos – “Nunca vi cartazes semelhantes em um lugar sagrado como uma igreja”, diz Giuseppe, em viagem de férias com um grupo de amigos na Sicília. “Francamente, me parece ofensivo colocar uma banheiro bem atrás do altar.” Entre espanto e descrença, os fiéis são obrigados de fato a passar em volta da balaustrada de mármore que delimita a área do altar, a fim de chegar ao banheiro seguindo o cartaz escrito “toilette” que indica a sua direção. “Eu não posso acreditar”, disse uma outra visitante : “como é que colocam um banheiro atrás do altar?”
O pároco: “Ali não se celebra missa” – Algo estranho aos olhos do público, mas não aos olhos do padre que é pároco da catedral, pois segundo o padre Filippo Sarullo: “infelizmente, não há outros espaços, aquele é o único lugar em toda a catedral onde foi possível colocar o banheiro”, explica ele à agência Ansa, “eu sinto muito pelas queixas dos fiéis, mas preferimos prestar um serviço ao invés de não fornecê-lo. Entre outras coisas, aquele é um altar onde ninguém celebra missa e o tabernáculo não guarda a Eucaristia. Isso sim que seria realmente grave”.
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12 setembro, 2014

Catolicismo e guerra.

Por Thomas Pellegrino | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: Ainda são trágicos os fatos dos quais temos notícia nesses últimos dias e que nos chegam do Oriente Médio, sobretudo da Síria e do Iraque. São fatos que apresentam aspectos inéditos, apesar da proliferação de toda sorte de conflitos, opressão e violência que infelizmente por muitos anos se tornou constante naquela parte do mundo.

Devido ao tipo de ameaça que veio a se concretizar, da brutalidade chocante dos atos de assassinato e limpeza étnica perpetradas pela primeira vez depois de muito tempo contra inteiras comunidades cristãs que correm o risco de ver sua própria existência física extinta, somos levados a fazer uma reflexão e esclarecer sobre quais reações são consideradas legítimas e até mesmo obrigatórias, de acordo com a autêntica doutrina católica transmitida ao longo dos séculos e que não pode ser contestada por ninguém que queira permanecer fiel aos ensinamentos da Igreja. Quais seriam as medidas de defesa em situações extremas de grande perigo nas quais belas palavras e orações absolutamente não podem ser mais o suficiente?

O cristianismo surgiu, sem dúvida, como o portador de uma mensagem revolucionária, como aquela do perdão pelas injúrias sofridas, do amor e da paz, num momento em que as guerras de conquista, rebeliões e leis violentas de retaliação, aprovadas até mesmo pelas religiões pré-existentes, eram a ordem do dia. O ensinamento de Cristo é, ao invés, aquele de amar os que nos odeiam e dar a outra face. Embora isso esteja bem claro, não significa absolutamente transformar-se em um covarde que renuncia à afirmação da justiça terrena e a auto-defesa.

Todavia, esse sempre foi e ainda é um fato chocante e sem precedentes que não serviu de exemplo sequer para as outras religiões que surgiram depois, em particular o Islamismo que é o centro da tragédia que está se desenrolando nos dias de hoje. Isso porque, precisamente, é o livro sagrado dos muçulmanos, o Alcorão, que ordena: (IX, 5): “matem os idólatras onde quer que você encontrá-los, (…), Sitie-os e resista-lhes em todas as suas emboscadas”.

E aqui não se trata de “teoria” ou apenas expressões metafóricas: já o próprio fundador daquela religião, Maomé (e, portanto, não qualquer sucessor que veio numa época posterior e que poderia ter adulterado a mensagem original), antes de morrer,  conquistou pelo poder das armas inúmeros territórios deixando pelo caminho um assombroso rastro de cadáveres.

Todos nós nos lembramos do falecido Pe. Gianni Baget Bozzo, que em um programa de televisão, há alguns anos, voltou-se contra o apresentador que repetia a mesma fábula sobre o Islã como “religião de paz”,  e  vociferou “Basta! Não podemos colocar no mesmo nível o Cristianismo que nasceu com os mártires, com o Islã que nasceu com uma espada na mão”.

Firmes em seus propósitos, os cristãos que trilharam seus primeiros passos dentro do Império Romano, por não estarem revestidos de nenhuma responsabilidade política, podiam dar-se ao luxo de não se envolverem em eventuais guerras com outros povos, fossem essas guerras ofensivas ou defensivas, mesmo porque essas eram atribuições exclusivas do Imperador. Ao mesmo tempo, quando se desencadeavam as perseguições das quais eram o alvo predileto, eles heroicamente colocavam em prática o princípio da não-violência do Evangelho, entregando-se serena e corajosamente ao martírio.

No ano de 380, no entanto, a religião cristã se tornou “legal” e a favorita tanto do Imperador Constantino como do imperador Teodósio, que a transformou não apenas na religião do Estado como também a única permitida dentro dos limites do Império.

Diante dessa nova responsabilidade de governo da maior potência do mundo, não podemos ignorar o fato de que mais cedo ou mais tarde, tal potência poderia se encontrar diante da possibilidade de um conflito armado e ainda que fosse apenas como um “último recurso ” a guerra poderia vir a ser usada contra ataques violentos e em defesa dos justos.

A fé cristã, como já foi mencionado, nunca negou a ninguém, em nenhuma de suas fontes oriundas do Evangelho, o direito à legítima defesa individual ou coletiva: no terceiro capítulo do Evangelho de Lucas, quando alguns soldados perguntam o que deveriam fazer para se batizar, João Batista responde: “não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário”.

Em nenhum momento ele os aconselha a mudar de profissão ou sugere que é indecoroso ser militar. O próprio Cristo permitia que tanto Pedro como os outros apóstolos portassem uma espada e no próprio exército da Roma pagã não faltavam entre os cristãos muitos casos de martírio de soldados que se recusaram a oferecer sacrifícios aos deuses pagãos, como no caso da famosa “Legião de Tebas” comandada por São Maurício.

Assim, surgiu a necessidade de regulamentar a questão teológica da “guerra”, a fim de estabelecer as condições em que ela pode ser permitida e quais são os limites que não podem ser ultrapassados para que não caiamos na violação da lei divina. No livro 19 da sua obra monumental “Cidade de Deus” (“De civitate Dei”) , escrita entre 413 e 426, tendo como cenário um império sacudido pelas invasões bárbaras, Santo Agostinho, um dos Padres da Igreja, afirma que quando agressores injustos quebram a “tranquilidade da ordem” (“tranquillitas ordinis”, ou seja, a paz internacional) e colocam em perigo todo um povo, as autoridades desse povo têm o dever de defendê-lo e trabalhar para restaurar as condições mínimas de uma ordem internacional de direito, se necessário for, pela força militar.

Séculos mais tarde, Santo Tomás de Aquino, em sua “Summa Theologiae”, fala sobre uma possível “guerra justa”, desde que:

a) seja declarada pelos Chefes de Estado e não por indivíduos privados (princípio moderno do monopólio estatal do uso da força);

b) ter uma causa justa ou para reparar injustiças;

c) que seja realizada com reta intenção, tendo como objetivo a caridade, sem crueldade ou ganância, pelo amor à paz e para o socorro dos bons.

Portanto, ainda que seja guiada por uma autoridade legítima e por uma boa causa, uma guerra pode de fato tornar-se ilícita se for animada por intenções de opressão e conquista que vão muito além da simples exigência de defesa e re-estabelecimento do estado de direito.

São esses princípios descritos acima que em todos os tempos devem informar a conduta dos cristãos diante da eventualidade de uma crise que os levem a empunhar armas.

Chegando até os dias atuais, o Catecismo da Igreja Católica, em 1997, ao citar a Constituição “Gaudium et Spes”, confirma mais uma vez que a legitimidade moral de uma guerra “cabe ao juízo prudencial daqueles que têm a responsabilidade pelo bem comum, àqueles que se dedicam ao serviço da pátria nas forças armadas e que estão a serviço da segurança e da liberdade dos povos. Se eles cumprirem seu dever, eles realmente contribuem para o bem comum da nação e para a manutenção da paz”.

A situação no Oriente Médio nos dias de hoje é tal que é extremamente oportuno o debate sobre as questões examinadas até agora.

Interrogado recentemente sobre o que se pode e deve fazer contra o avanço da violência cega contra as populações oprimidas pelo ISIS, o Papa Francisco deu respostas em termos talvez “prudentes” demais que deixaram muitos indignados, já que gostariam de ouvir de Sua Santidade uma linguagem mais explícita e menos ambígua.

Eu particularmente também prefiro a conversa sem rodeios e muitas vezes respeitosamente desaprovei esse “dito pelo não dito” ou  a tentativa de se agradar a gregos e a troianos que faz o estilo de oratória típica do atual Pontífice. Todavia eu também entendo as dificuldades que resultariam ao usar os termos agora considerados muito ultrapassados sobre a “guerra justa” para uma audiência mundial que em pleno 2014 não estão mais preparados para aceitá-los, pois  é previsível a turbulência que palavras semelhantes, embora perfeitamente adequadas e justificadas, poderiam causar.

Apesar de tudo, eu creio que o Santo Padre não deu respostas totalmente contrárias ao que está prescrito na doutrina tradicional, no tocante às reações militares legítimas.

Basicamente, Papa Francisco julgou que é lícito parar um agressor injusto e violento como o ISIS e salientou (especificando talvez com termos infelizes) “parar, não bombardear ou fazer guerra.” O problema é que com um adversário como esse, que corta sua cabeça antes mesmo de lhe perguntar qual o seu nome, você não pode “parar” senão com o uso de armas. Por outro lado, o Pontífice também propôs passar o assunto para as Nações Unidas (outra coisa que não caiu muito bem, mas este não é o lugar para nos aprofundarmos sobre isto) para que ela decida os meios com os quais se deve apenas “parar” os terroristas. A pergunta que se faz é: e quais meios poderia escolher as Nações Unidas, em uma circunstância extrema como essa, senão o uso das armas?

Finalmente, no que diz respeito a não ter que “bombardear ou fazer a guerra”, se não retirarmos esta frase do contexto original em que ela está inserida, notamos em seguida o Papa acrescentar: “quantas vezes, sob esse pretexto de parar um ‘agressor injusto’, os poderosos se apoderaram de outros povos e fizeram uma guerra de conquista”. Portanto, me parece claro que ele queria simplesmente alertar os poderes de intervenção sobre a tentação de se “fazer guerra pela guerra”, de fazer do que é uma inevitável resposta ao ISIS um pretexto e ponto de partida para operações agressivas que teriam objetivos muito além do dever sagrado de parar o agressor e anular suas capacidades ofensivas. Mesmo porque a degeneração de uma operação originalmente justa para uma guerra de dominação e conquista, como já vimos, já foi considerado como algo ilícito pelo próprio Santo Tomás de Aquino.

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11 setembro, 2014

“Enquanto houver um só cristão na Líbia, eu não irei embora”.

O vigário apostólico de Trípoli promete a sua presença no país para ajudar a comunidade cristã

Roma, 04 de Agosto de 2014 (Zenit.org) – O vigário apostólico de Trípoli garantiu a sua fidelidade aos cristãos do país, em uma Líbia ainda assolada pela violência e pela instabilidade. “A comunidade cristã na Líbia já está reduzida ao seu mínimo, mas eu pretendo ficar aqui, mesmo que só reste um único cristão”, declarou dom Giovanni Innocenzo Martinelli à agência Fides.

“Na região da Cirenaica”, explica o vigário, “não há mais freiras. Também já está indo embora da região a maior parte dos filipinos, que são o coração da comunidade cristã na Líbia. Em Trípoli, ainda existe uma boa presença de filipinos, mas daqui também já existem muitos que estão indo embora”.

A situação é desalentadora. Prossegue dom Martinelli: “A Igreja tem relação com esta presença de leigos que trabalham no setor sanitário, e, vista a situação, este é mesmo um momento de provação bem forte. Eu não sei até onde nós vamos chegar, mas tenho a confiança de que um grupo de pessoas vai ficar aqui a serviço da Igreja”.

Apesar de que, “no momento, os combates pararam”, a situação permanece “precária” e faz com que seja um mistério “a fisionomia que o país assumirá no futuro”. Dom Martinelli afirma que o aeroporto ainda está fechado e que “as pessoas que vão embora estão partindo de barco”.

Mesmo assim, não falta a esperança nas palavras do vigário apostólico de Trípoli. “Eu ainda tenho confiança no futuro da Líbia, mas estamos nas mãos de Deus”. Por isso, dom Martinelli promete: “Enquanto houver aqui um único cristão, eu ficarei para ajudar. Mesmo que o serviço religioso tenha se reduzido ao mínimo, eu não posso abandonar os poucos cristãos que ainda estão aqui”. Finalmente, ele pede orações, porque “só a oração pode resolver situações difíceis como a da Líbia de hoje”.

O país vive afundado numa espiral de violência contínua desde a revolta de 2011, que derrubou o líder Muammar Gaddafi. Um dos cenários dos enfrentamentos é justamente o aeroporto, que se localiza a poucos quilômetros do centro da capital. No último dia 13 de julho, a milícia de Zintan, que detém o controle do aeroporto desde a queda do regime, se enfrentou com uma série de grupos rebeldes, vinculados, conforme as primeiras informações disponíveis, com os movimentos jihadistas. Na ocasião, morreram pelo menos 6 pessoas e outras 25 ficaram feridas. Também neste domingo, informa a agência Reuters, mais de 20 pessoas morreram nas batalhas entre as facções armadas que tentam controlar o aeroporto. Os enfretamentos, além disso, provocaram um grande incêndio no maior depósito de combustível da cidade.

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11 setembro, 2014

A nomeação de Danneels para o Sínodo sobre a família e o silêncio descarado da mídia.

Por Il Blog di Raffaella | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com – Caros amigos, eu fiz uma busca pelos meandros da internet e percebi que não se encontra um só artigo comentando a nomeação do ex-primaz da Bélgica, o Cardeal Danneels, para o sínodo sobre a família programado para o próximo mês, no Vaticano.

Não é a minha intenção me lançar contra essa pessoa (além disso… quem sou eu para julgar?) Mas eu gostaria de analisar e denunciar o comportamento da mídia.

Em 2010, ele esteve envolvido no escândalo da pedofilia que explodiu na Bélgica e foi acusado dos telhados. O blog tem todos os artigos da época assinalados mais abaixo. Mesmo em 2013, às vésperas do conclave, muitos meios de comunicação insistiram na necessidade de “excluir” três cardeais eleitores pelos motivos listados abaixo.

Entre eles estava também o ex-primaz da Bélgica, que de qualquer modo acabou participando do conclave e saiu exultante pelo resultado da eleição. Não só isso, ele até recitou uma oração na Missa de inauguração do pontificado do Papa Francisco como o primeiro dos cardeais presbíteros.

E desde aquele momento começamos a sentir o fedor de queimado da mídia, porque os ataques contra ele e outro cardeal candidato “jornalístico” [a articulista se refere ao Cardeal Roger Mahony, Arcebispo Emérito de Los Angeles] à exclusão do conclave cessaram quase imediatamente quando apenas há alguns dias antes estavam muito ativas no Twitter.

Vocês se lembram dos artigos moralistas e de cronistas “escandalizados” com a idéia de que alguns cardeais poderiam escolher o novo papa? Tudo isso caiu no esquecimento.

No entanto, eu pensava que jamais chegariam ao ponto de fazer uma nomeação como a de Danneels, feita ontem, ao menos por respeito a Bento XVI, alvo número um das setas da mídia.

Sim, meus caros amigos, agora podemos dizer claramente: o escândalo de pedofilia que explodiu em 2010 a nível mundial tinha e tem apenas um um alvo: Joseph Ratzinger.

Hoje, que ele é carta fora do baralho, é possível fazer qualquer tipo de nomeação porque ninguém vai mais contestar por consideração às vítimas que antes, com boa fé, protestavam.

Esse é um tema que me toca de maneira especial porque esse blog construiu um dossiê completo sobre a luta contra a pedofilia na Igreja por parte de Ratzinger, cardeal e papa.

Pena que este trabalho tornou-se uma resposta para a mídia e não uma forma de ajudar as vítimas como Bento XVI tanto queria.

Dói mesmo perceber e ter provas de que o pontificado de Bento XVI teria tido um resultado muito diferente e muito menos problemas” se a mídia (e sabe-se lá quem mais dentro e fora da igreja…) não tivessem decidido entravá-lo desde o dia 19 de abril de 2005.

A nomeação de Danneels… no que me diz respeito, é mais um outro ponto de não retorno.

Vamos ler novamente os artigos que proponho mais abaixo para recordar o clima de um determinado período e para verificar como os tempos mudaram, embora não tenha mudado sequer uma virgula na Igreja, a não ser a considerada “percepção” da mesma e, obviamente, o Papa.

E surge então a pergunta: o que teria acontecido se um colaborador do colaborador do substituto de um vigário amigo de um conhecido do Papa Bento XVI tivesse apenas cogitado em nomear Danneels?

LO SPECIALE DEL BLOG SUL CASO PEDOFILIA IN BELGIO (CON GLI ARTICOLI CHE RIGUARDANO LA VICENDA DEL CARDINALE DANNEELS)

ALTRI ARTICOLI:

Col Conclave arriva al pettine il nodo degli abusi, combattuti da Ratzinger tra critiche più o meno velate di importanti esponenti del collegio cardinalizio (Galeazzi)


Scicluna: Votino anche i cardinali discussi ma non li assolvo. In conclave non ci sarà il card. O’Brien (Izzo)

Pedofilia, i cardinali elettori che imbarazzano il Vaticano. Il coraggiosissimo articolo di Franca Giansoldati

10 setembro, 2014

Piada francesa – direito à blasfêmia.

Absolvidas por ato na Notre Dame, feministas despertam críticas de políticos

Por BBC Brasil – A decisão da Justiça penal francesa de inocentar nove ativistas do movimento feminista Femen, acusadas de danificar um dos sinos da catedral Notre Dame de Paris durante um protesto, provocou críticas por parte de políticos e religiosos franceses.

Ao mesmo tempo, o Tribunal Penal de Paris condenou três vigias da catedral que haviam tentado interromper a ação das militantes a multas que vão de 300 euros a 1 mil euros (R$ 900 a R$ 3 mil) por violência contra as militantes.

Em fevereiro do ano passado, as ativistas, famosas por protestarem com os seios nus, haviam decidido “celebrar” a renúncia do papa Bento 16.

Elas entraram incógnitas na Notre Dame, misturadas aos turistas, arrancaram os casacos e, aos gritos de “papa nunca mais”, começaram a tocar com bastões de madeira três sinos que estavam sendo exibidos provisoriamente por ocasião das festividades dos 850 anos da célebre catedral.

Na queixa prestada pelas autoridades da Notre Dame, a polícia havia constatado que um pequena parte da camada de ouro de um dos sinos havia sido danificada.

“As acusações eram ridículas. Isso significa que nossa crítica às instituições religiosas não foi condenada”, afirmou Inna Shevchenko, uma das fundadoras do Femen, após o anúncio da decisão judicial.

“É um bom exemplo para os outros países. Isso nos encoraja a continuarmos com nossa ação. Temos orgulho de saber que a blasfêmia é um direito e que não seremos condenadas por isso.”

Julgamento e polêmica

No julgamento, as militantes do Femen contestaram ter danificado o sino, alegando que haviam coberto os bastões de madeira com feltro.

O advogado dos representantes da Notre Dame, por sua vez, disse que a proteção se descolou e que as ativistas tocaram o sino com um bastão sem proteção.

A Justiça considerou que não havia provas suficientes de que as ativistas haviam danificado o sino. O julgamento ocorreu em julho passado, mas a decisão só foi anunciada na última terça-feira.

O Ministério Público havia requerido multa de 1,5 mil euros (R$ 4,5 mil) contra cada uma das nove militantes.

Vários políticos criticaram nas redes sociais a decisão da Justiça. “Militantes do Femen absolvidas e vigias condenados. É um estímulo aos provocadores”, afirmou Thierry Mariani, ex-ministro e deputado do partido UMP.

“A absolvição da Femen nada mais é do que uma autorização para destruir e odiar”, declarou o senador Bruno Retailleau.

O abade Pierre-Hervé Grosjean, personalidade da Igreja Católica no país, considerou a decisão “lamentável”. “Não é dessa forma que vamos educar as pessoas a respeitar todas as religiões e os locais de culto”, disse

Esse foi o primeiro julgamento de militantes do Femen na França. Em outubro, uma ativista que também participou do protesto na Notre Dame será julgada por “exibição sexual” na igreja da Madeleine, em Paris.

Ela havia simulado um aborto utilizando pedaços de fígado de vitela, que representavam um feto, para protestar contra a possibilidade de restrições ao direito de interrupção da gravidez na Espanha.

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