Archive for ‘Atualidades’

21 julho, 2014

Bispo austríaco: Papa disse-me que a “ideologia de gênero é demoníaca”.

Por John-Henry Westen – Life Site News | Tradução: Fratres in Unum.com – O Papa Francisco condenou duramente a “ideologia de gênero” em uma conversa privada com o bispo austríaco Andreas Laun, no início deste ano, relatou o próprio bispo em um artigo.

Ao fazê-lo, o Papa segue as pegadas de seu predecessor, o Papa Bento XVI. Ao fim de seu pontificado, o papa emérito falou duas vezes sobre a ideologia de gênero como “uma tendência negativa para a humanidade” e uma “profunda falsidade”, sobre “a qual é um dever dos pastores da Igreja” colocar os fiéis “em alerta”.

Dom Laun, bispo auxiliar de Salzburg, escreveu sobre as palavras do Papa Francisco em março, em um artigo para o portal de notícias católica alemão Kath.net. Dom Laun declarou a LifeSiteNews que se encontrou com o Papa brevemente, em 30 de janeiro, como parte da visita ad limina dos bispos austríacos, um encontro que os bispos devem ter a cada cinco anos. Laun acrescentou que ele foi o último dos bispos a falar com o Santo Padre.

“Ao responder minha pergunta, Papa Francisco disse, “a ideologia de gênero é demoníaca!”. Laun escreveu em seu artigo, acrescentando que o Papa não exagerava em seu comentário. “De fato, a ideologia de gênero é a destruição das pessoas, e é por isso que o Papa tinha razão em chamá-la de demoníaca”, disse.

Escrevendo sobre a ideologia de gênero, Dom Laun explicou que a “tese central desse doentio raciocínio é o resultado final de um feminismo radical que o lobby homossexual fez seu”.

“Ele sustenta que não há apenas homem e mulher, mas também outros ‘gêneros’. E mais: toda pessoa pode escolher o seu gênero”, acrescentou.

“Hoje”, afirmou, “a ideologia de gênero é promovida por governos e pessoas importantes, e um montante substancial de dinheiro é lançado para difundi-la, mesmo em materiais de ensino de jardins de infância e escolas”.

Para mais informações a respeito, Dom Laun indicou a leitura do último livro da famosa socióloga alemã Gabriele Kuby, Die globale sexuelle Revolution: Zerstörung der Freiheit im Namen der Freiheit (“A revolução sexual global: destruição da liberdade em nome da liberdade”, tradução livre).

Kuby, uma conhecida de longa data do Papa Bento XVI, presenteou o agora Papa emérito com uma cópia do livro em novembro de 2012. “Graças a Deus que a senhora escreve e fala (sobre esses assuntos)”, disse o Papa Bento a ela.

Para Kuby, não é chocante chamar a ideologia de gênero de demoníaca.

“A ideologia de gênero é a mais profunda rebelião contra Deus possível”, declarou Kuby a LifeSiteNews. “A pessoa não aceita que é criada como homem ou mulher, não, e diz, ‘Eu decido! É minha liberdade!’ — contra a experiência, a natureza, a razão, a ciência!”

“É a última das perversões do individualismo”, explicou. “Ela rouba o homem do último fragmento de sua identidade, isto é, o ser homem e mulher, depois de ter perdido a fé, a família e a nação”.

“É realmente diabólico”, concluiu, “que uma ideologia, que toda pessoa pode discernir como uma mentira, possa capturar o senso comum das pessoas e se tornar uma ideologia dominante em nossos tempos”.

Em seu discurso de 21 de dezembro de 2012 à Cúria Romana, o Papa Bento XVI lançou uma ampla advertência quanto ao uso do “termo ‘gênero’ como nova filosofia da sexualidade”.

“De acordo com tal filosofia, o sexo já não é um dado originário da natureza que o homem deve aceitar e preencher pessoalmente de significado, mas uma função social que cada qual decide autonomamente, enquanto até agora era a sociedade quem a decidia”, afirmou. “Salta aos olhos a profunda falsidade desta teoria e da revolução antropológica que lhe está subjacente”.

Continuava o Papa:

O homem contesta o facto de possuir uma natureza pré-constituída pela sua corporeidade, que caracteriza o ser humano. Nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um facto pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria. De acordo com a narração bíblica da criação, pertence à essência da criatura humana ter sido criada por Deus como homem ou como mulher. Esta dualidade é essencial para o ser humano, como Deus o fez. É precisamente esta dualidade como ponto de partida que é contestada. Deixou de ser válido aquilo que se lê na narração da criação: «Ele os criou homem e mulher» (Gn 1, 27). Isto deixou de ser válido, para valer que não foi Ele que os criou homem e mulher; mas teria sido a sociedade a determiná-lo até agora, ao passo que agora somos nós mesmos a decidir sobre isto. Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. O homem contesta a sua própria natureza.

Bento XVI notou o dano dessa filosofia à dignidade humana, à família e às crianças. “Onde a liberdade do fazer se torna liberdade de fazer-se por si mesmo, chega-se necessariamente a negar o próprio Criador; e, consequentemente, o próprio homem como criatura de Deus, como imagem de Deus, é degradado na essência do seu ser”.

O Papa Bento abordou a ideologia de gênero novamente, um mês mais tarde, em 19 de janeiro de 2013. “Os Pastores da Igreja — a qual é «coluna e sustentáculo da verdade» (1Tm 3,15) — disse Bento — têm o dever de alertar contra estas derivas tanto os fiéis católicos como qualquer pessoa de boa vontade e de razão reta”.

“Trata-se de uma deriva negativa para o homem, não obstante se disfarce de bons sentimentos, no sinal de um progresso hipotético, ou de supostos direitos ou ainda de um presumível humanismo”, afirmou. “Por isso, a Igreja reitera o seu grande sim à dignidade e à beleza do matrimônio, como expressão de aliança fiel e fecunda entre um homem e uma mulher, e o seu não a filosofias como aquela do gênero se motiva, pelo fato de que a reciprocidade entre masculino e feminino expressa a beleza da natureza desejada pelo Criador”.

Tags:
17 julho, 2014

A guerra dos liberais contra Dom Cordileone.

Por Gercione Lima | Fratres in Unum.com – Quando o arcebispo Salvatore Cordileone desembarcou no Aeroporto Internacional de San Francisco pra assumir aquela Arquidiocese, trouxe uma bagagem pesada demais para os liberais suportarem: pró-vida, pró-família e pró-liturgia tradicional.

Dom Cordileone segura faixa em Marcha pelo Casamento: "Toda criança merece uma mãe e um pai".

Dom Cordileone é um dos que seguram faixa em Marcha pelo Casamento Tradicional: “Toda criança merece uma mãe e um pai”.

Cordileone tornou-se líder nacional de um movimento religioso contra o casamento gay. Ele dirige a Subcomissão para a Promoção e Defesa do Matrimônio da Conferência dos Bispos dos EUA e teve um papel fundamental na arrecadação de  fundos para aprovação da famosa Proposição 8, um plebiscito que proibiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo, no Estado da Califórnia, em 2008.

A medida mais tarde foi derrotada por ativismo judicial e considerada inconstitucional, permitindo que os casamentos homossexuais voltassem a ser realizados no estado.

Embora tendo perdido essa primeira batalha, Cordileone continuou firme em sua oposição franca ao chamado “casamento gay” ao declarar: “O combate final do Maligno é o ataque ao casamento” .

Desta vez, quem está por trás dos ataques ao Arcebispo Cordileone é a líder dos Democratas e pseudo-católica Nancy Pelosi que, citando a famigerada frase do Papa Francisco: “quem sou eu pra julgar”, resolveu declarar guerra aberta ao Arcebispo e encabeçar uma campanha de difamação e ataques contra o líder da Igreja em San Francisco.

O motivo da celeuma foi a participação do Arcebispo na Marcha pelo Casamento Tradicional, que aconteceu no ultimo dia 19 de junho em Washington DC.

A Marcha pela Familia é um evento que atrai milhares de americanos e organizações que apoiam o casamento tradicional. A multidão faz o percurso que vai do prédio do US Capitol ao prédio da US Suprema Corte.

Mas, quem, afinal é o Arcebispo Salvatore Cordileone? Salvatore Joseph Cordileone (“Coração de Leão”) nasceu no dia 5 de junho de 1956 em San Diego, Califórnia, numa família de origem italiana. Estudou no St. Francis Seminary de San Diego, no North American College e na Universidade Gregoriana de Roma. Foi ordenado sacerdote no dia 9 de julho de 1982 e fez pós graduação em Direito Canônico em Roma entre 1985-1989.

Entre 1985-1991 serviu como oficial do Tribunal da Diocese de San Diego e de 1989 a 1991 como secretário do Bispo diocesano. Entre 1991-1995, foi pároco em Nossa Senhora de Guadalupe em Calexico, California.

Entre1995-2002, foi chamado a servir como oficial do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica em Roma, onde foi fortemente influenciado por seu amigo e mentor Cardeal Burke.

No dia 05 de julho de 2002, foi apontado por João Paulo II como Bispo auxiliar de San Diego e, em Julho de 2012, Papa Bento XVI o nomeou Arcebispo de San Francisco na Califórnia.

A indicação do Arcebispo Cordileone foi vista pelos ativistas gays como uma estaca cravada no coração do movimento gay americano e como o último golpe de Bento XVI contra esse movimento.

De fato, a chegada de Dom Salvatore Cordileone foi como um terremoto naquela Arquidiocese, que por anos se viu dominada por toda sorte de liberais. Uma de suas primeiras medidas foi coibir a Associação Católica de Ministérios para Gays e Lésbicas, ou CALGM, ao obrigá-los a assinar um termo de compromisso ou juramento de adesão à Doutrina Católica.

Outra medida foi a proibição de missas com a presença de drag queens e, finalmente, o seu amplo apoio para a celebração da Missa Tradicional em latim, bem como a sua participação ativa em várias dessas celebrações.

OREMUS PRO EPISCOPO NOSTRO Salvatore Cordileone! Que Deus confirme em sua graça esse Coração de Leão e que lhe ilumine com a sabedoria do Salvador para salvar as almas de boa vontade da Arquidiocese de San Francisco!

17 julho, 2014

“O crucifixo é obrigatório”, diz o prefeito de Pádua.

Escolas e prédios públicos exibem símbolo doado pela cidade 

Por ANSA | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com- Pádua, 25 de junho – O prefeito de Pádua, no norte da Itália, declarou na quarta-feira que todos os prédios públicos devem exibir um crucifixo católico.

“Agora todo gabinete e toda escola receberão um belo crucifixo obrigatório doado pela cidade. Tirem as mãos do crucifixo ou vocês terão problemas”, escreveu o prefeito Massimo Bitonci, que pertence ao partido da Liga do Norte Anti-imigrantes, em sua página no Facebook.

Ele também postou uma foto sua em 2009, sentado enquanto distribuía crucifixos gratuitos na cidade vizinha de Abano Terme, onde uma escola pública removeu um crucifixo a pedido da família de um aluno.

Enquanto a Constituição de 1948 diz que a Itália é um Estado secular e que todas as religiões são iguais perante a lei, o governo nunca ab-rogou explicitamente os decretos que tornam os crucifixos obrigatórios que datam o regime fascista precedente.

Consequentemente muitos hospitais, tribunais e escolas ainda exibem o símbolo católico.

Tags:
16 julho, 2014

Aberta a temporada de caça aos conservadores.

Tomara que estejamos errados, como às vezes nos acontece, por sorte; mas, a partir de uma série de pequenos sinais, temos a impressão de que, na Igreja de Papa Francisco, abriu-se a temporada de caça aos “conservadores”, termo que, como sempre nestes casos, é bastante genérico, e serve para ser usado contra uma ampla gama de pessoas.

Por Marco Tosatti - La Stampa | Tradução: Fratres in Unum.com - O caso mais flagrante continua a ser o dos Franciscanos da Imaculada. Uma ordem dada pela autoridade com modos de extrema dureza e sem que se tenham dado razões claras. Nada além de uma genérica acusação de pertença tradicionalista.

Admito que, antes da decapitação, os Franciscanos da Imaculada não tinham nenhum lugar em minha vida; bons católicos, pessoas – certamente não tradicionalistas – ligadas à Igreja falavam-me bem deles; outros sublinhavam alguma excentricidade ou personalismos excessivos do fundador (mas quantos fundadores de ordens, antigas e recentes, não têm estes mesmos excessos?).

Em suma, pela falta de motivos sérios e relevantes, devo pensar que se tenha tratado de uma guerra interna, combatida em nome do Papa, com a crueldade típica dos ambientes fechados e de tudo que diz respeito à liturgia. A despeito da misericórdia.

Mas, além do caso exemplar dos Franciscanos da Imaculada, há uma proliferação de casos individuais, coisas pequenas ou nem tanto, que intriga qualquer um que tenha mais prática do mundo eclesiástico, fazendo pensar que esteja em curso um processo não declarado, mas nem por isso menos eficaz. Pensa-se que o Papa não ame propriamente tudo o que signifique tradicionalismo, particularmente na liturgia; que também se defenda oficialmente as decisões de João Paulo II e Bento XVI neste campo – escolhas, certamente, de abertura para com aquele mundo… Mas, no fundo, bem no fundo, ele tem uma sensibilidade diferente.

O bispo tcheco Jan Graubner, falando da audiência de 14 de fevereiro passado, declarou à Rádio Vaticana: “Quando estávamos discutindo que aqueles que amam a liturgia antiga desejam voltar a ela, era evidente que o Papa falava com grande  afeto, a atenção e a sensibilidade de todos para não fazer mal a ninguém. Todavia, fez uma declaração muito forte quando disse que compreende quando a velha geração deseja voltar àquilo que viveu, mas não consegue entender que as gerações mais jovens desejam voltar ao que se foi. ‘Quando busco mais a fundo – disse o Papa –, acho que é mais um tipo de moda (em língua tcheca, “mòda”; em italiano, “moda”). E, tratando-se de uma moda, não convém dar muito peso a isso. É necessário mostrar apenas um pouco de paciência e gentileza para com as pessoas que são dependentes de um certo modo de fazer, mas considero muito importante ir com profundidade às coisas, para que não se aprofundem essas temáticas. Nenhuma forma litúrgica, seja esta ou aquela, pode nos salvar’”.

Haveria algo a se objetar sobre este ponto, também observando quais são as ordens religiosas que desfrutam de mais simpatia por parte dos jovens, do ponto de vista das vocações. Mas interessa-nos observar que talvez não erra quem atribui ao Papa pouca simpatia por esse mundo. E, na Cúria – que continua sendo uma Corte, mesmo quando o Soberano, ao invés de habitar no Apartamento, vive na casa dos Mosqueteiros do Rei –, são muito hábeis aqueles que respiram essa atmosfera, e tiram as consequências.

Assim, têm-se notícias de sacerdotes julgados muito conservadores por suas próprias ordens, aos quais não se permitiu professarem aqueles votos particulares, típicos da própria ordem; promoções – e regressões – nos dicastérios da Cúria, julgados com base no “progressismo” ou “conservadorismo” dos interessados; até de possíveis decisões em níveis muito mais altos, relativos à mudança de cardeais julgados “conservadores” para dioceses de nível médio, ao contrário de ad majora.

Uma das últimas notícias veio de Nova York, onde um sacerdote sul-africano, ligado à representação da Santa Sé junto à Nações Unidas, apaixonado pela Missa segundo o Rito antigo (a Missa na forma extraordinária), pronunciou um sermão no qual sublinhava o necessidade de haver sacerdotes que tivessem amor e sensibilidade pelo Rito antigo. A homilia apareceu na internet. Depois que o sacerdote desdisse todo o seu esforço por celebrar a missa, parece que voltará logo para a África do Sul.

Pequenas coisas… Mas, costuradas em conjunto, dão um tapete.

A impressão é que o trabalho levado a cabo por Bento XVI para devolver a cidadania às várias sensibilidades dentro da Igreja está para ser destruído. Uma pena! Justamente, Vitório Messori nos ensinava, muito tempo atrás, que a Igreja Católica se baseia no et-et-, na convivência de católicos que, em sua diversidade, permanecem unidos, e que as seitas praticam o aut-aut (ndt. ou-ou, quer dizer, isto ou aquilo, sem nenhuma possibilidade de conciliação). Seguramente, Papa Bergoglio não quer uma Igreja do aut-aut, mas talvez seja este um problema dos “bergoglistas”, de convicção ou oportunistas, que pensam estar fazendo uma cruzada em seu favor.

Tags:
15 julho, 2014

Cineasta desejava usar a imagem do Cristo Redentor para cena desrespeitosa e Arquidiocese do Rio reage prontamente.

Segundo informações do blog O Correio Chegou, o episódio Inútil Paisagem” do filme “Rio Eu te Amo”, do cineasta José Padilha, incluiria a seguinte cena protagonizada pelo personagem de Wagner Moura — dirigindo-se ao Cristo Redentor enquanto voa de asa delta (a censura — isso mesmo, censura — aos palavrões é nossa):

E aí?Cristo

Vai me pedir desculpa não?
Com a Clara você nunca me ajudou, rapaz.
É tudo uma mentira.
Esse braço aberto teu é mentira também.
Essa cidade ai é uma mentira.
Já foi lá embaixo?
Lá embaixo você não vai, né?
Lá embaixo não tem amor, né?
Aí você fica aí.
A policia matando as pessoas.
Quando chove alaga a xxxxx toda, todo mundo morre.
As crianças sem escola.
Mas aqui em cima é melhor, né, de ver, né.
Quer saber de uma coisa, eu vou embora.
Cidade maravilhosa é o xxxxxxx.
Boa Olimpíada.


A cena terminaria, então, com o ator mandando uma “banana” para o Cristo.

Tal ato, evidente e acertadamente, foi censurado pela Arquidiocese do Rio, que não permitiu o uso da imagem do Cristo Redentor.

* * *

Nota oficial da Arquidiocese do Rio de Janeiro em resposta à matéria do Jornal O Globo (destaques nossos):

A Arquidiocese do Rio de Janeiro, em razão da entrevista publicada no dia 8 de julho, no Segundo Caderno do Jornal O Globo, denominada “O veto é censura, representa um enorme retrocesso”, esclarece o seguinte:

1 – A utilização da imagem do Cristo Redentor deve ser autorizada pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, detentora dos direitos patrimoniais de autor sobre o Monumento que não só é um símbolo da Cidade do Rio e do Brasil, mas é um Santuário que comporta dentro da Imagem uma capela.

2 – Consultada acerca da possibilidade de uso da imagem do Monumento ao Cristo Redentor no filme “Inútil Paisagem”, a Arquidiocese do Rio de Janeiro comunicou à Produtora ter constatado que as cenas produzidas, acaso exibidas ao público, atentariam contra a Fé Católica, caracterizando inclusive o crime de vilipêndio, razão pela qual recomendou fortemente a exclusão da cena que considerou atentatória;

3. Na entrevista publicada pelo referido jornal a Instituição é atacada por artistas que claramente desconhecem as razões explicitadas pela Arquidiocese e desconsideram que atuação da Instituição visa unicamente evitar dano e ofensa ao sentimento religioso de milhares de fiéis.

Por fim, a Arquidiocese ressalta que a decisão de não autorizar a veiculação das imagens não é uma forma de cerceamento à liberdade de expressão, mas sim, meio hábil de garantia da preservação de imagem religiosa e da fé.

11 julho, 2014

Tristes tempos em o que o bem é recompensado com o mal.

Saiba mais aqui. Assim se pronunciou o reverendíssimo Pe. Rodrigo Maria, da Arca de Maria, em seu perfil do Facebook:

“Penso ser importante acrescentar que a perseguição não é por parte do clero de Ciudad del Est, onde Dom Rogério Livieres é pastor, mas por parte de outros bispos que não têm a peito fazer o que este zeloso bispo fez em sua diocese, bem como instâncias superiores comandadas por pessoas progressistas que não suportam a tradição e a vivência da fé católica do jeito que ela é. Na verdade a diocese de Ciudad del Este sozinha tem mais seminaristas do que todas as dioceses do Paraguay juntas…no seminário de Ciudad delEst há cerca de 240 seminaristas que recebem um formação doutrinária e litúrgica verdadeiramente católicas….dioceses como de Buenos Aires e Montividéu tem menos de 30 seminaristas…daí se pode entender o incômodo dos setores progressistas da Igreja…do dia 21 a 26 de julho haverá uma Visita Apostólica , determinada pelo Papa para investigar Ciudad Del Este…rezemos por esse grande bispo que dá a todos exemplo de zelo pastoral e de seriedade na formação de seus futuros padres…”

5 julho, 2014

O Lixo chamado TV Aparecida.

Não deixe de manifestar o seu repúdio ao vídeo acima, preferencialmente por telefone ou fax:

ARQUIDIOCESE DE APARECIDA (A qual a TV Aparecida pertence)

Eminência Reverendíssima Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis
Rua Barão do Rio Branco, n. 412 – Centro
Cep: 12570-000 – Aparecida – SP – Brasil
Tel: 012 3104-2707
Fax: 012 3104-2733
Email: domdamasceno@uol.com.br

MITRA DIOCESANA DE LORENA (A qual pertence Padre Pedro, apresentador do programa)

Excelência Reverendíssima Dom João Inácio Muller, Bispo Diocesano
Rua Hepacaré, 28 – Centro,
Lorena, SP | CEP: 12600-340
Tel: 012 3153-1256

Email: curia@mitralorena.com.br

NUNCIATURA APOSTÓLICA

Excelência Reverendíssima Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico
Av. das Nações, Quadra 801 Lt. 01/ CEP 70401-900 Brasília – DF
Cx. Postal 0153 Cep 70359-916 Brasília – DF
Fones: (61) 3223 – 0794 ou 3223-0916
Fax: (61) 3224 – 9365
E-mail: nunapost@solar.com.br

SECRETARIA DE ESTADO DA SANTA SÉ:

Eminência Reverendíssima Dom Pietro Parolin
Palazzo Apostolico Vaticano
00120 Città Del Vaticano – ROMA
Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088
1ª Seção Tel. 06.6988-3014
2ª Seção Tel. 06.6988-5364
e-mail: vati026@relstat-segstat.vavati023@genaff-segstat.va ; vati032@relstat-segstat.va

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

Eminência Reverendíssima Dom Gerhard Ludwig Müller
Palazzo del Sant’Uffizio, 00120 Città del Vaticano
E-mail: cdf@cfaith.va – Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088

CONGREGAÇÃO PARA O CLERO

Eminência Reverendíssima Dom Beniamino Stella:
Piazza Pio XII, 3 00193 – Città del Vaticano – ROMA
Tel: (003906) 69884151, fax: (003906) 69884845
Email: clero@cclergy.va (Secretário)

SUPREMO TRIBUNAL DA ASSINATURA APOSTÓLICA

Eminência Reverendíssima Dom Raymond Cardeal Leo Burke.
Piazza della Cancelleria, 1 – 00186 ROMA
Tel. 06.6988-7520 Fax: 06.6988-7553

CONGREGAZIONE PER IL CULTO DIVINO E LA DISCIPLINA DEI SACRAMENTI

Eminência Reverendíssima Dom Antonio Cardeal Cañizares Llovera, Prefeito desta egrégia Congregação, Palazzo delle Congregazioni
Piazza Pio XII, 10
00120 CITTÀ DEL VATICANO – Santa Sede – Tel. 06-6988-4316 Fax: 06-6969-3499
e-mail: cultidiv@ccdds.vavpr-sacramenti@ccdds.va

Tags:
30 junho, 2014

Cardeal Baldisseri: Vaticano promoverá “pastoral de misericórdia” para os divorciados e casais do mesmo sexo.

Vaticano, 26 Jun. 14 / 05:52 pm (ACI/Europa Press).- O Vaticano anunciou que promoverá uma “pastoral de misericórdia” para aqueles casais que estão em situações de irregularidade canônica, como os que convivem, os divorciados, os desquitados, os divorciados que voltaram a casar pelo civil, as mães solteiras ou casais do mesmo sexo e o cuidado a ser dado aos eventuais filhos adotivos. O conteúdo do anúncio foi feito pelo cardeal Lorenzo Baldisseri durante a apresentação do Instrumento de trabalho que será usado pelos bispos de todo o mundo durante Sínodo sobre os desafios pastorais para a Família, que se celebra entre os dias 5 e 19 de outubro.

O Instrumento de trabalho, que será estudado durante o Sínodo pelos prelados e demais participantes, constitui um diagnóstico da preocupação pelas situações familiares, fruto das respostas enviadas ao Vaticano por episcopados, congregações e movimentos de todo o mundo.

Deste modo, o secretário geral do Sínodo dos bispos, Cardeal Lorenzo Baldisseri, assinalou que serão consideradas de maneira particular as situações pastorais difíceis que se referem, entre outras, às situações de “convivência e uniões de fato, casais desquitados e divorciados (que casaram pela Igreja) e voltaram a casar”, aqueles que se encontram em condições de “irregularidade canônica” ou que pedem casar-se pela Igreja “sem ser crentes ou praticantes”.

Sobre os casais que se uniram em matrimônio religioso e após o divórcio estão impedidos de casar pela Igreja ou aceder aos sacramentos, o Secretário do Sínodo e Ex-Núncio apostólico no Brasil reconheceu que estes “vivem com sofrimento sua situação de irregularidade na Igreja” e afirmou que a Igreja “sente-se interpelada a encontrar soluções compatíveis com sua doutrina, que guiem uma vida serena e reconciliada”.

Assim, manifestou a “relevância” de “simplificar e agilizar os processos judiciais de nulidade matrimonial”.

Sobre os que se casam “sem fé explícita”, reclamou “maior atenção da pastoral eclesiástica” e uma “melhor qualidade” nos cursos de preparação do matrimônio para que os esposos possam continuar sendo “recém casados depois das bodas”.

Cuidado dos filhos de casais do mesmo sexo

Sobre os casais do mesmo sexo, o Cardeal Baldisseri distinguiu contextos, segundo a legislação civil seja “mais ou menos favorável”, e insistiu na necessidade de um “cuidado pastoral das Igrejas particulares”, sobretudo pensando em “questões relacionadas com os eventuais filhos”, referindo-se ao contexto das uniões civis de mesmo sexo que em diversos países, em um número crescente, podem adotar filhos.

“Urge permitir às pessoas feridas curar-se e reconciliar-se, encontrando de novo confiança e serenidade”, acrescentou.

Por isso, promoveu a necessidade de uma pastoral capaz de oferecer a “misericórdia que Deus concede a todos sem medida”, e evidenciou que a Igreja deve “propor e não impor”, “acompanhar e não empurrar” e “convidar e não expulsar”.

Do mesmo modo, o Cardeal Baldisseri reconheceu que “a convivência e as uniões de fato” estão em crescente difusão e atribuiu o fato a “diversas razões sociais, econômicas e culturais”.

“A Igreja sente o dever de acompanhar estes casais na confiança de poder sustentar uma responsabilidade como é a do matrimônio”, disse.

Por sua parte, o relator Geral da III Assembléia Geral Extraordinária do Sínodo de Bispos e Arcebispo de Budapest, Hungria, Cardeal Peter Erdo, comentou que o documento de trabalho oferece “uma panorâmica da situação da pastoral da família”, a partir da perspectiva do nível da consciência, que proporcional ao conhecimento, “dos ensinamentos de Cristo e da Igreja sobre o matrimônio” e do nível relativo “ao comportamento real das pessoas”, onde se apresentam as “situações críticas”.

O Cardeal Erdo expressou que muitas das respostas evidenciam que as pessoas, em geral, “casam-se cada vez se casa menos, também de maneira civil”. “Tal fenômeno se insere no contexto do individualismo e do subjetivismo prático”, acrescentou.

Sobre o tema dos divorciados que voltaram a casar, o Cardeal Erdo manifestou que em algumas partes do mundo se fala de “um sofrimento causado por não receber os sacramentos” e que a pergunta “o que pedem os divorciados à Igreja?” em outras partes do mundo a resposta mais frequente é que “não pedem nada, ou porque ignoram que não podem participar dos sacramentos ou se mostraram indiferentes tanto antes como depois do matrimônio civil, inválido desde o ponto de vista eclesiástico”.

* * *

Atenção: Blog em recesso.

27 junho, 2014

Rapidinhas no recesso.

- Faleceu, ontem, Dom Moacyr José Vitti, Arcebispo de Curitiba, aos 73 anos, vítima de um infarto. Requiescant in Pace.

- O Papa Francisco cancelou a visita que faria hoje ao hospital Gemelli, de Roma. Motivo: uma “inesperada indisposição”. Mais uma.

23 junho, 2014

O Papa dialoga com os jovens Franciscanos da Imaculada.

O encontro, que durou uma hora e meia, ocorreu na terça-feira, 10 de junho, na capela de Santa Marta. Sobre o Concílio, Francisco disse que a hermenêutica correta é a proposta por Bento XVI.

Por Andrea Tornielli | Tradução: Fratres in Unum.com - O encontro ocorreu na manhã de 10 de junho, na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, apesar da indisposição do Papa que havia provocado o cancelamento de alguns compromissos no dia anterior. Francisco esteve durante uma hora e meia com cerca de sessenta frades Franciscanos da Imaculada. A Santa Sé nomeou, no ano passado, um comissário apostólico para resolver alguns problemas internos da ordem fundada pelo padre Stefano Manelli, relativos ao governo, administração, relação com o ramo feminino e uso quase exclusivo do missal antigo e a interpretação do Concílio. Na reunião, estiveram presentes cerca de quarenta seminaristas, noviços e estudantes de teologia e filosofia, junto com seus formadores e com o comissário pontifício, o pe. Fidenzio Volpi.

Os Franciscanos cantaram a Ave Maria de Fátima e renovaram, nas mãos do Papa, seus votos de total consagração à Imaculada. Depois, fizeram perguntas a Francisco sobre os temas mais espinhosos relacionados à vida interna do instituto. O Papa Bergolgio se mostrou informado de tudo, segue os acontecimentos de perto e demonstrou seu apreço em várias ocasiões pelo pe. Volpi, desmentindo, assim, que as ações do comissário e de seus colaboradores sejam feitas sem o seu conhecimento.

Depois da intervenção por parte da Santa Sé e a restrição do uso do missal antigo, que, contrariamente ao que prevê a norma do motu proprio “Summorum Pontificum”, no caso dos Franciscanos da Imaculada pode ser usado com solicitação de autorização prévia aos superiores, produziram-se deserções entre os frades e seminaristas. Dos 400 religiosos em todo o mundo, cerca de quarenta pediram dispensa dos votos, sendo quase metade deles seminaristas e, portanto, ainda estudantes que só haviam proferido os votos temporários.

Sobre o motu proprio, o Papa Francisco disse que não queria se separar da linha de Bento XVI, e insistiu em que também os Frades Franciscanos da Imaculada têm a liberdade de celebrar a missa antiga, embora no momento, haja vista a polêmica sobre o uso exclusivo daquele missal — elemento que não forma parte do carisma da fundação do instituto — é necessário “um discernimento” com o superior e, com o bispo, se se trata de celebrações em igrejas paroquiais, santuários e casas de formação. O Papa explicou que deve haver liberdade tanto para quem quer celebrar o rito antigo como para quem quer o rito novo, sem que o rito se conversa em uma bandeira ideológica.

Houve também uma pergunta sobre a interpretação do Concílio Vaticano II. Francisco voltou a expressar seu apreço pela obra do arcebispo Agostino Marchetto, definindo-o como o “melhor hermeneuta” do Concílio. E assim respondeu à objeção segundo a qual o Vaticano II seria um concílio pastoral que só provocou danos à Igreja. O Papa disse que apesar de ter sido pastoral, ele contém elementos doutrinais e é um concílio católico, reiterando a linha da hermenêutica da reforma na continuidade do único sujeito Igreja apresentada por Bento XVI no discurso à Cúria Romana em dezembro de 2005. Recordou que todos os concílios causaram ruídos e reações, porque o demônio “não quer que a Igreja se fortaleça”. E disse também que é necessário ir adiante com a hermenêutica teológica e não ideológica do Vaticano II.

Francisco disse que foi ele quem quis o fechamento do instituto teológico interno dos Franciscanos da Imaculada (STIM), para fazer com que os seminaristas estudem nas faculdades pontifícias teológicas romanas. Precisou depois que a ortodoxia está garantida pela Igreja através do sucessor de Pedro.

Não faltaram momentos em que Bergoglio citou recordações pessoais, falando do frei Anselmo, um frade da Imaculada de origem filipina que conheceu quando era cardeal, frequentando a igreja de Maria Santíssima Annunziata em Lungotevere, onde o encontrou pela primeira vez com um balde nas mãos enquanto fazia limpeza. O frade Anselmo hoje está na Nigéria. “Me ensinou a humildade, me fez muito bem”, disse Francisco.

Ao final do encontro, o Papa saudou pessoalmente a todos os presentes. Dois deles manifestaram sua perplexidade pelo tratamento que havia sido dado ao fundador, o padre Stefano Manelli. Um destes dois seminaristas, vários dias depois do encontro, anunciou sua decisão de deixar o noviciado porque era contrário ao Concílio Vaticano II.

Nota do Fratres: Tornielli, lamentavelmente, insinua uma associação entre defender o fundador e ser contrário ao Concílio. Primeiro, pe. Manelli nunca foi contrário ao Vaticano II e sequer impôs, como Tornielli mesmo faz questão de difundir, a Missa Tradicional como “quase exclusiva” aos Frades. Depois, porque o tratamento dado a ele é uma questão de ordem moral, de envergonhar até um não cristão pela indecência do ponto de vista meramente humano e natural. Não há nada relacionado a ser pró ou contra o Concílio Vaticano II.