Arquivo para ‘Atualidades’

20 maio, 2013

“O Papa teria feito uma oração de libertação do demônio ou um verdadeiro e próprio exorcismo”.

Segundo alguns exorcistas questionados por TV2000, ontem, na Praça de São Pedro, Francisco teria feito um exorcismo em um rapaz.

Por Vatican Insider | Tradução: Fratres in Unum.com – Ao fim da missa de Pentecostes na Praça de São Pedro, ontem, o Papa Francisco, impondo as mãos sobre a cabeça de um enfermo, teria feito uma oração de libertação do demônio ou um verdadeiro e próprio exorcismo. Afirmam-no os exorcistas questionados pelo programa “Vade Retro” da TV2000, emissora da Conferência Episcopal Italiana.

O instante da oração pode ser visto aos 2:37:30.

Praça de São Pedro, próximo ao Arco delle Campane. A missa de Pentecostes acabara há poucos minutos. O Papa Francisco, como sempre, vai em direção aos doentes que assistiram à celebração. O Pontífice se aproxima de um rapaz. O sacerdote que o acompanha o apresenta a Francisco com algumas palavras que, pelo barulho, se perdem no ar. Mas a expressão de Francisco muda repentinamente. O Papa parece pensativo e concentrado, estende as mãos em direção ao jovem, rezando intensamente.

“Os exorcistas que viram as imagens não têm nenhuma dúvida: tratou-se de uma oração para libertar do Maligno ou de um verdadeiro exorcismo”, indicou TV2000. O próximo programa, de sexta-feira, será dedicado à “batalha do Papa Francisco contra o Diabo e suas seduções”.

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20 maio, 2013

Ao pé do ouvido.

Cidade do Vaticano (RV) – O Cardeal Arcebispo de Viena, Christoph Schoenborn, falando nos dias passados num encontro realizado na ‘Royal Albert Hall’, organizado pela anglicana ‘Holy Trinity Brompton Church’, revelou que ‘sinais’ especiais guiaram os Cardeais reunidos no Conclave na escolha de Bergoglio, segundo refere o site CatholicCulture.org.

Durante sua conferência, o Cardeal Schoenborn observou que somente a intercessão do Espírito Santo poderia explicar como o Conclave tenha orientado-se, em tão pouco tempo, na escolha do Cardeal de Buenos Aires, cujo nome não circulava nos prognósticos como de um ‘papável’. O purpurado austríaco, muito ligado ao predecessor do Papa Francisco, Bento XVI, (foi seu aluno em Ratisbona), disse estar certo que muitos Cardeais tenham recebido sinais que sugeriram a eles que Bergoglio era o escolhido.

“Nós fomos guiados pelo Espírito Santo em direção àquele homem que estava sentado no último canto da Capela Sistina: este homem é um escolhido” – disse o Cardeal -, indicando, em seguida, dois fortes sinais a nível pessoal que indicavam Bergoglio: “de um dos sinais posso falar – explicou -, do outro não, pois ocorreu no Conclave. Trataram-se de verdadeiros sinais, através os quais o Senhor me indicava: ‘É ele’”.

Uma das ‘indicações’ que o purpurado recebeu, fora do Conclave, ocorreu após a missa ‘Pro eligendo Pontifice‘, celebrada na Basílica de São Pedro na manhã de 12 de março: “encontrei um casal amigo de latino-americanos, fora da Basílica e lhes pedi: ‘Vocês tem o Espírito Santo, poderiam me dar um conselho para o Conclave que iniciará em poucas horas?’ A mulher então me sussurrou no ouvido: ‘Bergoglio’, esta é a indicação do Espírito Santo”.(JE)

20 maio, 2013

“Muita festa para os pretos-velhos”, com padres e jovens participantes da JMJ.

Escravos e antepassados negros serão louvados em ritual religioso na Praia de Pedra de Guaratiba

Extra – A costa brasileira voltará a receber negros africanos vindos de um mundo bem diferente do nosso. E que se chama plano espiritual, afirmam os adeptos das religiões afro que, diferentemente do que acontecia na época da escravidão, preparam uma recepção com muita festa para os pretos-velhos, como são chamados e conhecidos os espíritos dos antigos escravos.

As sessões espíritas na Praça Adolfo Lemos, em Inhoaíba, onde há um ponto desenhado com pedras portuguesas, acontece a cada dois mesesE o desembarque deles no mundo terreno acontecerá neste domingo, a partir das 10h, na orla de Pedra de Guaratiba. É que o bairro sedia o “2º Encontro Inter-religioso para a juventude e homenagem aos pretos-velhos e à escrava Anastácia”. O primeiro foi no ano passado, em Sepetiba.

O evento vai reunir padres, pastores e até jovens participantes da Jornada Mundial da Juventude.

— O seminário é para ajudar os jovens a seguir o caminho verdadeiro da paz, do respeito e da dignidade humana — explica Jupira Nascimento, a mãe Fomo de Ewa, organizadora da festividade religiosa.

População poderá até tomar passe de graça

Na orla de Pedra de Guaratiba, será possível tirar qualquer impureza do corpo sem entrar na água. Basta um passe com os espíritos dos pretos-velhos, que vão incorporar nos médiuns, durante a sessão espírita ao ar livre.

— Eles purificam as pessoas trabalhando com arruda, guiné e até com a fumaça do cachimbo — afirma Mãe Fomo de Ewa.

O mesmo acontece a cada dois meses na Praça Adolfo Lemos, mais conhecida como Praça de Preto-Velho, em Inhoaíba. O local é ponto de culto espírita bem em frente à imagem de Tia Maria do Sul de Minas, a escrava de um fazendeiro local que foi ama de leite do filho dele.

— Mantenho os cultos aqui para divulgar a religião, já muito discriminada. Mas sem impor ela a ninguém — conta Mãe Penha Ferreira, organizadora dos cultos na praça.

18 maio, 2013

Simplesmente lobo.

But the hired hand, and whoever is not a shepherd, to whom the sheep do not belong, he sees the wolf approaching, and he departs from the sheep and flees. And the wolf ravages and scatters the sheep. (Saint John, 10, 12)

O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas. (São João 10, 12)

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Pentecostais podem contribuir para a missão da Igreja, diz padre

Padre Elias Wolff.

Padre Elias Wolff.

Canção Nova – A Igreja Católica celebra desde o último dia 12, no hemisfério sul, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Esta também é uma oportunidade para pensar sobre o lugar que as Igrejas Evangélicas Pentecostais ocupam no trabalho ecumênico que os católicos têm promovido no mundo.

Antes disso, é preciso conhecer mais sobre esta vertente do Cristianismo, perguntando: quem são os pentecostais? De acordo com o Assessor da Comissão para o Ecumenismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Elias Wolff, estes são cristãos que têm uma característica forte em sua experiência de fé, marcada pela Pessoa do Espírito Santo. 

No mundo evangélico, segundo o padre, há três tipos de pentecostais. O primeiro que surgiu no início do século XX até a década de 50; o segundo a partir dos anos 50 até os anos 80 e o terceiro estilo de pentecostalismo, idealizado desde os anos 80. Este último, segundo padre Elias, é muito diferente do chamado “pentecostalismo clássico” da primeira geração.

As comunidades evangélicas pentecostais não são membros do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), mas participam de algumas atividades promovidas pelo organismo, porém sem o título de membros. Hoje, participam oficialmente do CONIC, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Ortodoxa Siriana de Antioquia e a Igreja Anglicana. 

No entanto, é intenção da Igreja dialogar também com esses grupos. De acordo com padre Elias, a Igreja Católica busca abrir caminhos de diálogo com os pentecostais desde 1908, sendo que no Brasil, esse processo começou a partir de 1909. Segundo o padre, a Igreja quer dialogar com todas as expressões de Cristianismo, mesmo aquelas que não são, hoje, membros do CONIC. 

A contribuição dos evangélicos para a missão da Igreja Católica

O assessor da comissão da CNBB acredita que as Igrejas Evangélicas Pentecostais podem contribuir muito com a missão da Igreja Católica. Ele ressalta a presença de comunhão destes grupos com a fé católica especialmente no segmento pentecostal também presente na Igreja, por meio dos movimentos

Apesar da evidência maior destes grupos evangélicos, padre Elias destaca que o pentecostalismo é um fenômeno de todo o Cristianismo, ou seja, presente tanto no catolicismo, como no mundo evangélico. Na Igreja Católica ele se manifesta especialmente nos novos movimentos, que segundo o padre, têm crescido com rapidez e contribuído para a missão da Igreja

Uma contribuição que os cristãos evangélicos podem oferecer à Igreja está na experiência da Palavra de Deus. “Esta experiência é própria de todo o cristão, mas não há dúvida que são os evangélicos quem têm o uso da Palavra mais frequente que muitos católicos”, diz o padre. Além desta, a missionariedade dos evangélicos também contribui com a missão católica. Segundo o padre, esta consciência missionária é muito desenvolvida no mundo pentecostal.

“Há uma série de elementos que, não sendo exclusivos dos pentecostais, pois são também nossos [dos católicos], nos indicam, de alguma forma, um modo de assumí-los. E há de reconhecer que há espaço de cooperação na missão, se pensarmos nesse sentido”, ressaltou. 

Padre Elias, que também é professor de Ecumenismo, afirma que é necessário que católicos e evangélicos estudem e conheçam ambas as realidades. “Nós falamos muitas coisas sobre o pentecostalismo que nem sempre corresponde a realidade, fundamentado numa falta de conhecimento sobre o que de fato ele é. A pentecostalidade é uma característica de todo cristão, não só dos evangélicos”, disse o padre. 

Segundo ele, o estudo sobre as realidades de cada um cria a percepção de elementos comuns onde se pode conversar e dialogar. “Depois vamos percebendo também que as diferenças existem, não somos todos iguais. Mas estas diferenças precisam ser conversadas a partir desses elementos comuns para católicos e evangélicos. Estudar e conhecer vale para católicos e evangélicos”, afirmou. 

Experiência de ecumenismo

Na prática, há experiências concretas que estão promovendo a unidade entre cristãos evangélicos e católicos. Um exemplo é o ENCRISTUS – Encontro de Cristãos na Busca da Unidade e Santidade. O evento acontece todos os anos no Brasil e reune cristãos, católicos e evangélicos, para a oração, partilha da Palavra de Deus e de experiências de fé. Em 2012, o evento foi realizado em Sorocaba (SP) [ndr: este uivo coletivo de Pe. Wolff e outros da alcatéia ecumaníaca-carismática foi à época repercutido aqui no Fratres].

17 maio, 2013

Demolição. Literalmente.

Antes:

Depois:

Fevereiro de 2013 – Igreja de Saint Jacques é demolida em Abbeville, França. As imagens ressoam o brado do Apóstolo, ”Desperta, tu que dormes” (Ef, 5, 14), àqueles católicos mornos que não reconhecem a gravidade da hora atual. Na Europa, depois de igrejas cedidas a ortodoxos e muçulmanos, vendidas a redes de hóteis e bares… elas agora são demolidas!

O atualíssimo artigo de Gustavo Corção que abaixo reproduzimos (créditos: Permanência) nos remete a uma das causas de tal demolição: a “auto-demolição” da Igreja perpetrada por seus membros, em particular os que ocupam altos postos.

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Há ou não há demolição?

A transcrição de um semanário paulista, publicada no JB, veio chamar-me a atenção para uma faceta da controvérsia católica esquecida pelas pessoas de bom senso, e posta em relevo, quase digo em indecente relevo, pelo referido semanário paulista. A primeira vista pode parecer que o jornalista que escreve no O Estado de São Paulo, O Globo, Correio do Povo, na Gazeta do Povo em Curitiba, e na A Tarde, de Salvador, não deveria perder seu tempo com as publicações inexpressivas que só servem para proporcionar aos próprios redatores o deleite semanal de ver suas frases em letras de forma. 

Mas o exercício do magistério há mais de sessenta anos habituou-me a ver na tolice um dos fenômenos mais sérios do mundo, porque é sempre ela — e o seu somatório planetário — que opõe resistência à sabedoria e à ascensão espiritual do homem. Remeto o leitor à Suma Teológica IIa., IIae. q. 46. 

Vejamos a faceta revelada pela semanal tolice escondida no E. S. Paulo. Como o leitor pôde ver nos últimos dias, houve certa celeuma levantada em torno de um artigo meu onde, a propósito das “comunidades de base” e do desmantelamento geral que se observa no orbe católico, disse eu que a crise era provocada e alimentada pelos próprios membros da hierarquia. Eu não disse que essa era a causa única e principal. Sei que os inimigos da Igreja são o Demônio, as correntes históricas do mundo organizadas como anti-Igreja, que o Concílio de Trento chama “mundo”, e a divisão do eu ou amor-próprio, que na linguagem paulina adotada no tridentino chama-se “carne”. Quando os que destroem (ou querem destruir) a Igreja são católicos, leigos, padres ou bispos, antes de começarem tal tarefa (que jamais poderia germinar in sino Ecclesiae), é sempre pelo eu exterior do amor próprio que são tentados pelo Demônio e pelo “mundo”. 

Hoje a Igreja está cheia de apóstatas que já aderiram ao “mundo” mas não têm a última lealdade de afastarem-se da Igreja. Ficam aglomerados em torno d’Ela, nos cargos, ou a fruir lucros dos escândalos que o mundo saboreia. 

As quatro ou cinco linhas que causaram manifestações de equivocada autoridade, podem ser tranqüilamente reafirmadas e desenvolvidas. Numa sociedade perfeita, fortemente hierárquica, a causa interna de sua ruína tem, evidentemente, mais força nos superiores, nos dirigentes, do que nos leigos, nas mulheres do Apostolado da Oração, ou nas criancinhas. A responsabilidade dos “superiores” no descalabro que se observa, podia ser prevista antes da observação do fato. 

Já falei da parte que têm os senhores bispos e cardeais, mais facilmente observável quando se re’nem nas famosas conferências cuja patológica adiposidade (em relação ao que o Concílio quis) está a pedir um especialista e um regime. 

Hoje, para ser justo, completarei o quadro de responsabilidade dos dirigentes com os senhores provinciais, gerais, superiores e superioras. São esses superiores das ordens religiosas os mais terrivelmente responsáveis pela vertiginosa decadência das casas em que tantos moços entraram em busca da perfeição e da união com o Amado. Não sei avaliar qual dos dois superioratos aflige mais a Esposa de Cristo, mas certa inclinação me leva a pensar que a parte dos “religiosos” é ainda mais grave do que a da hierarquia, porque atinge mais profundamente a santidade da Igreja. É assustador, é apavorante o estado a que chegaram tantas casas religiosas. E quando acaso alguma congregação permanece nos moldes verdadeiros e santos, tem-se visto muitas vezes a boa Superiora receber pressões do Bispo ou da Superiora Geral em Roma. E, então, em poucos meses se acelera o processo de expulsão da boa Superiora e sua substituição por uma progressista mais ou menos idiota que parece receber ordens dos centros de comando da revolução mundial. Em São Paulo, recentemente, ocorreu este fenômeno. No Rio, há anos, observamos o desmonte de várias congregações. 

Temos então diante dos olhos o evidente e indiscutível espetáculo de desmoralização, desordem e dispersão. Podemos discutir as causas internas e externas, suas proporções e suas origens. O que não se entende é que alguém fique zangado quando um observador católico cansado de estudar o fenômeno diz que as causas de tão dilatados e desastrosos efeitos só se explicam pela má atuação dos superiores. 

Agora vejamos a faceta que nos oferece o semanário paulistano. 

É muito simples: em vez de negar as causas, como a Nota da Cúria Metropolitana da Arquidiocese do Rio de Janeiro, o Semanário mais audaciosamente nega o fenômeno. Ou nega suas dimensões admitindo que aqui ou acolá exista um prevaricador e paralelamente nos fala em notáveis sinais de esperança nestes tempos pós-conciliares, sem todavia dar um só exemplo. 

Estamos agora diante de um fenômeno que merece estudo. Como se explica a tranqüila segurança com que tanta gente nega a tempestade, ou se comporta como se ela não existisse? Alguns desses casos se explicam pela apatia ou pelo comodismo; outros pela covardia; outros porque estão efetivamente mais à vontade nos escombros da Igreja de que estavam na sua ordem. Conheci um cônego severo, hirto, feio, que se transformou numa borboleta e tornou-se irreconhecível. Dizem que trocou a coroa de espinhos pela coroa de rosas. Em outros casos a negação do descalabro é expressa em termos de afirmação de progresso. Escrevem-se livros para caricaturar a Igreja dos santos e engrandecer a Igreja dos revolucionários e dos idiotas! 

Em outros casos a razão do otimismo é elementar. Tomemos por exemplo o caso de Dom Evaristo Arns: como poderia ele achar desgovernada e semi-demolida a Igreja que o fez Cardeal? Nunca jamais foi tão glorioso o Papado e tão majestosa a Igreja!

(O Globo, 17/02/73)

17 maio, 2013

Um gesto de atenção e benevolência.

O sítio do distrito alemão da FSSPX relata hoje um gesto de benevolência de um bispo francês, Dom Jean-Michel Di Falco, da diocese de Gap et d’Embrun, para com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

O padre Dominique Lagneau, que foi reitor do seminário de La Reja por muitos anos, morreu no domingo vítima de um ataque cardíaco. Ultimamente ele era o superior da casa de retiros da Fraternidade na França, em Montgardin (que está no território da diocese de Gap).

O bispo local visitou o funeral do sacerdote para rezar por sua alma e disse que a capela da casa de retiros seria muito pequena para o número de fiéis que lá iriam para a Missa de Réquiem, oferecendo a Igreja des Cordeliers, da diocese, para que Dom Bernard Fellay, superior geral, celebrasse as exéquias.

Poderíamos conceber um gesto semelhante sendo praticado por “tradicionalistas” do Brasil em “plena comunhão” com a Santa Sé?

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Sobre as relações Roma-FSSPX, indicamos a leitura da última carta aos amigos e benfeitores de Dom Fellay.

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17 maio, 2013

Reitor é nomeado arcebispo.

IHU – O papa Francisco premiou, nesta segunda-feira (13/05), o reitor da Universidade Católica Argentina (UCA), o sacerdote Víctor Manuel Fernández (foto), com o título de “arcebispo”. Por ele, o então cardeal Jorge Bergoglio precisou interceder ao Vaticano para que, em 2011, pudesse assumir esse cargo que exercia dois anos antes.

A reportagem é publicada no sítio Religión Digital, 13-05-2013. A tradução é do Cepat.

A informação da nomeação deste teólogo, de 54 anos, foi confirmada oficialmente em Roma e Buenos Aires. Aqui (na Argentina), foi anunciada pelo núncio apostólico dom Paul Tscherrig, por meio da agência católica AICA. Fernández é o quinto reitor da UCA, uma instituição criada há 54 anos e que hoje conta com 21.000 alunos.

Em maio de 2011, ao assumir formalmente o cargo, Fernández apresentou seu projeto institucional, cujos eixos foram: identidade e espírito, integração, ensino e formação, pesquisa, presença pública e diálogo com a cultura.

“Em meio a este mundo que nos remata na busca de comodidades e interesses mesquinhos, que nos isola e que também a nós crentes sufoca, atrevamo-nos a recuperar o sonho da fraternidade aberta, do reconhecimento do outro, do serviço generoso e gratuito, da saída de si, da missão esperançada”, então, sublinhou.

Apesar do fato de que Fernández atuava como reitor “ad interim”, desde o dia 15 de dezembro de 2009, e de que sua nomeação foi aprovada pela Conferência Episcopal Argentina, objeções da Congregação para a Doutrina da Fé, do Vaticano, impediram que, antes, ele prestasse o juramento de prática.

Fontes universitárias explicaram que essa “trava” ocorreu porque setores leigos locais fizeram chegar suas concepções aos corredores da Cúria Romana. “A Roma chega, o que a Roma vai”, recordaram.

As demoras na aprovação pontifícia obrigaram, inclusive, o próprio cardeal Bergoglio, em janeiro passado, na condição de grande chanceler da UCA, a fazer esforços no Vaticano para destravá-la, oportunidade na qual a cúpula episcopal também se reuniu com o então papa Bento XVI.

Fernández substituiu dom Alfredo H. Zecca, que exerceu a reitoria durante dois períodos, a partir de 1999.

Hoje, a UCA tem 21.000 alunos em 16 faculdades e em outros centros que a universidade possui em Mendoza, Paraná, Rosario e Pergamino. Tem 3.300 docentes e em suas salas se formaram 53.000 graduados.

Além disso, reúne sete institutos de pesquisa e extensão, entre os quais se destacam os de Bioética, Comunicação Social, Matrimônio e Família, Ciência Política e Relações Internacionais, entre outros, além da Escola de Negócios e outros centros de pós-graduação.

16 maio, 2013

A beleza segundo o Cardeal Ravasi.

Nova fanfarrice do frustrado Paulo VII, que já havia inclusive apresentado a Bento XVI o famoso “Espírito do Concílio”: uma narcisista exibição mundana. 

Primeiro a notícia de Zenit (destaques nossos). Enquanto Pe. Beto tem a síndrome da reflexão, Ravasi e sua trupe tem a síndrome do diálogo. Ao todo, foram gastos sóbrios 750 mil euros  – que poderiam ser direcionados a um “gesto de caridade para com os mais necessitados“:

Santa Sé estará presente pela primeira vez na Bienal de Arte Veneza

A Santa Sé participa este ano pela primeira vez da Bienal de Veneza (1 de Junho a 24 de novembro) com um pavilhão inspirado no Gênesis. No princípio é o título escolhido pelo cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, que, na linha de trabalho deste Departamento que busca incentivar o diálogo com a cultura contemporânea, criou e promoveu esta novidade.

O anúncio foi feito numa conferência de imprensa esta manhã, na Sala de Imprensa do Vaticano. Estiveram presentes o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Antonio Paolucci, diretor dos Museus do Vaticano, Paolo Baratta, presidente da Bienal de Veneza, Micol Forti e monsenhor Pasquale Iacobone, ambos do Pontifício Conselho para a Cultura.

Cardeal Ravasi afirmou que este projeto “não é apenas uma novidade extraordinária, mas responde a um dos objetivos do dicastério: estabelecer e promover oportunidades de diálogo num contexto cada vez mais amplo e diversificado“. O tema escolhido para esta exposição foi o primeiro livro da Bíblia: Gênesis, em particular, os primeiros onze capítulos, dedicados ao mistério das origens, a entrada do mal na história, a esperança e os projetos dos homens após a devastação simbolicamente representado no diluvio. O trabalho foi desenvolvido, explicou o cardeal, em três núcleos temáticos: Criação, De-Criação, Nova Humanidade ou Re-criação. Sobre a importante relação entre fé e arte, o cardeal afirmou que são “irmãs entre elas no caminho da cultura”.

Em seguida, o presidente da Bienal de Veneza apontou a importância da presença da Santa Sé como um sinal “do importante papel que a Bienal desenvolve: um lugar de encontro e de diálogo“. Também afirmou que nesta exposição de arte “cada um traz a sua própria contribuição, cada um é impulsionado essencialmente pelo desejo de ser reconhecido como parte do grande diálogo que tem lugar atualmente na criação artística, imprescindível expressão vital, hoje como ontem, da cultura e da civilização”.

A 55° Exposição Internacional de Arte organizada pela Bienal de Veneza, abre ao público no sábado, 1 de junho, e estará aberta até domingo, 24 de novembro. A exposição contará com 88 participantes nacionais. E 10 países representados pela primeira vez: Angola, Bahamas, Bahrain, Costa do Marfim, República do Kosovo, Kuwait, Maldivas, Paraguai, Tuvalu e a Santa Sé.

Embora a participação nesta amostra de Veneza seja uma novidade, o Vaticano sempre esteve intimamente ligado a estas exposições de arte internacionais. A primeira vez que esteve presente foi em 1851, em Londres, e desde então foram 22 exposições, incluindo cidades como Chicago, Paris, Nova York e Bruxelas. A última vez foi em 2008, na exposição organizada em Zaragoza em “Água e o desenvolvimento sustentável”.

Sobre os custos envolvidos na exposição, monsenhor Iacobone explicou que a elaboração e a gestão econômica do Pavilhão da Santa Sé na Bienal de Veneza foi confiada à Fundação do Patrimônio Artístico e Atividades da Igreja, que desenvolveu a iniciativa com critérios de sobriedade. O custo foi de $ 750.000, integralmente assumidos pelos patrocinadores e doações.

No final da conferência ZENIT encontrou Paolo Baratta. Quando perguntado sobre a importância da presença do “microcosmo” da Santa Sé no grande universo da Bienal, o presidente respondeu: “Eu considero um ato que tem a grandeza da humildade, que não assume um posicionamento que quer ditar as regras, mas quer participar de um diálogo. E a Bienal é um espaço de diálogo, em torno da criação artística como um fator fundamental, que ultrapassa a utilização e a finalidade das obras”.

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Eis algumas das obras selecionadas para o “stand” da Santa Sé na bienal (imagens da CNN):

"Obra" do "artista" australiano Lawrence Carroll representa a "Re-criação".

“Obra” do “artista” australiano Lawrence Carroll representa a “Re-criação”.

 

O fotógrafo francês Josef Koudelka combinou uma série de seus trabalhos como uma meditação sobre a "De-criação".

O fotógrafo francês Josef Koudelka combinou uma série de seus trabalhos como uma meditação sobre a “De-criação”.

 

A criação segundo a companhia de arte italiana Studio Azzurro.

A Criação segundo a companhia de arte italiana Studio Azzurro.

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Não poderia ser mais oportuna a entrevista do Reverendíssimo Padre Anthony Brankin à edição de fevereiro de 2013 da Revista Catolicismo.

15 maio, 2013

Vaticano: Cardeal que renunciou ao Conclave após acusações de comportamentos impróprios deixa a Escócia.

Cidade do Vaticano, 15 mai 2013 (Ecclesia) – O cardeal Keith Patrick O’Brien, arcebispo emérito de Edimburgo, vai deixar a Escócia para um tempo de “penitência”, acordado com o Papa Francisco, após ter sido acusado de comportamentos impróprios, anunciou hoje o Vaticano.

A sala de imprensa da Santa Sé revela em comunicado que a decisão tem os “mesmos motivos” pelos quais o cardeal decidiu não participar no Conclave de março.

O cardeal O’Brien vai deixar a Escócia “por várias meses, em concordância com o Santo Padre, com o objetivo de renovação espiritual, oração e penitência”.

“Qualquer decisão sobre procedimentos futuros para sua eminência serão acordados com a Santa Sé”, conclui o comunicado, de duas linhas.

D. Keith O’Brien admitiu no início de março ter cometido atos impróprios, após ter sido acusado de assédio sexual, e revelou a intenção de retirar-se definitivamente da vida pública eclesial [ndr: e poucas semanas antes do escândalo vir à tona, o Cardeal havia defendido o fim do celibato sacerdotal]

“Peço desculpa e perdão aos que ofendi”, disse, antes de anunciar que iria passar o resto da sua vida “em recolhimento”, sem qualquer função “pública” na Igreja Católica.

15 maio, 2013

Papa Francisco convoca toda a Igreja a adorar Jesus Sacramentado no domingo, 2 de junho.

É o que anuncia Dom Javier Martinez, bispo de Granada, em uma carta pastoral: « O Papa Francisco, por ocasião do Ano da Fé, convocou toda a Igreja para um gesto único: que na tarde de domingo, 2 de junho, dia em que a maior parte da Igreja Católica celebra a solenidade de Corpus Christi [ndr: transferida para o domingo seguinte nos países em que o dia da festa, quinta-feira, não é feriado], na mesma hora, todos os católicos do mundo nos unamos em um gesto unânime de comunhão com o Senhor, e também de comunhão com o Vigário de Cristo, com todo o Colégio Episcopal e com toda a Igreja espalhada por toda a terra, em uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento » .  O Papa conduzirá, às 17 horas de Roma [meio-dia no horário de Brasília], uma hora de adoração ao Santíssimo na Basílica de São Pedro.

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