Archive for ‘Atualidades’

1 agosto, 2014

Cúria quase perde Cristo.

Por Merval Pereira – O Globo, 1 de agosto de 2014

Chega de Brasília uma informação que pode ser considerada bizarra, mas que também pode ter implicações mais graves. No impasse acerca do filme de José Padilha sobre o Rio, que a Cúria Metropolitana vetou inicialmente por considerar que a figura do Cristo Redentor havia sido desrespeitada, mas depois liberou, a ministra da Cultura Marta Suplicy fez chegar ao cardeal Dom Orani Tempesta uma ameaça de, através de um decreto presidencial que já estaria pronto, retirar da Igreja Católica a tutela sobre a imagem que está implantada no Parque Nacional da Tijuca, sob o controle da União.

Ministra da Cultura Marta Suplicy – Foto: Clayton de Souza / AE

O monumento foi erigido em área cedida pela União à Arquidiocese do Rio na década de 1930, mas o acesso à estátua é realizado pelo Parque Nacional da Tijuca, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Recentemente, a imagem do Cristo Redentor foi eleita, em votação pela internet no mundo todo, uma das modernas Sete Maravilhas do Mundo. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, que também atuou para liberar o filme, disse que chegou a conversar com Dom Orani tentando mostrar que a imagem do Cristo Redentor é um ícone da cidade do Rio, e que como tal também deveria ser tratada e não apenas como um santuário religioso. Mas garante que em nenhum momento soube de qualquer tentativa de retirar da Igreja Católica os direitos sobre a imagem.

Os direitos de uso comercial do Cristo no Corcovado pertencem desde 1980 à Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro, e em outubro de 2006, para comemorar seus 75 anos, a estátua foi transformada num santuário católico. Há também, na base do monumento, uma capela católica devotada a Nossa Senhora Aparecida.

A Arquidiocese do Rio de Janeiro não autorizou o uso da imagem do Cristo no filme Inútil paisagem, dirigido por José Padilha, por considerá-lo inicialmente desrespeitoso. Ele é um dos dez curtas que compõem o longa-metragem Rio, eu te amo, da franquia Cities of love .

Em uma sequência do curta, o personagem interpretado por Wagner Moura, durante um voo de asa-delta, conversa com a estátua do Cristo reclamando da vida, dos seus dissabores e da violência da cidade que ele deveria proteger.

O filme foi enviado para a apreciação da arquidiocese em março, tendo sido vetado. Segundo a assessoria de imprensa da Arquidiocese do Rio na ocasião, há cenas no filme em questão que foram consideradas ofensivas à imagem do Cristo e, consequentemente, à casa dos católicos. É uma prática absolutamente normal da Arquidiocese a não autorização de qualquer produto audiovisual que avance nesse caminho .

Dias depois, diante da reação negativa à decisão, considerada uma censura artística, o Vicariato para a Comunicação Social e a Assessoria de Imprensa da Arquidiocese anunciaram em nota a reversão da medida, pois haviam chegado à conclusão de que o episódio não visou interesse religioso no trato à imagem do Cristo Redentor, e portanto não houve desrespeito ao Cristo ou à religião católica .

O excesso de zelo dos encarregados pela imagem do Cristo, sem levar em conta o lado icônico não religioso da estátua que representa a cidade do Rio de Janeiro no mundo, pode levar a uma excessiva intervenção governamental que seria muito bem recebida em setores da sociedade contrários a esse controle da Igreja Católica sobre o monumento.

1 agosto, 2014

Sobre um templo desnecessário…

De que adianta construir um Templo para um Deus que não o quer mais.
De que adianta trazer pedras de israel, quando a pedra angular é, mais uma vez, rejeitada pelos construtores.
De que adiantam estas mesmas pedras se outra pedra de Israel, Pedro, é recusada como fundamento da Igreja.
De que adianta importar oliveiras, se ali o sofrimento do Horto é temido e exorcizado mais que os demônios.
De que adiante um Templo cujo nome não é do rei sábio, Salomão, mas do rei tirano, Herodes.
De que adiantam tantas menorás, tantas luzes, se falta a única necessária, a do Sacrário, que indica, sozinha, a presença do Deus vivo.
De que adianta um Templo sem a verdadeira Arca da Aliança, Maria.
De que adianta um Templo com Sala do Tesouro, mas sem o verdadeiro Santo dos Santos, a Capela do Santíssimo,
De que adianta tudo isso, se se esquece da cruz e do véu que ela rasgou de cima a baixo.
Assim, resta-nos mais uma vez cantar as nossas lamentações, pela infidelidade do povo. Desta vez, não mais junto aos rios da Babilônia ou diante das ruínas do Templo há pouco destruído. Mas diante de um templo que jamais deveria ter sido erguido.

Rudy Albino de Assunção

30 julho, 2014

Um pedido de oração por Carlos Ramalhete.

Pedimos a nossos leitores que incluam em suas orações o Prof. Carlos Ramalhete, que sofreu um acidente de motocicleta há algumas semanas e está internado em estado grave. A caixa de comentários está aberta a quem puder trazer mais informações e atualizar o estado de saúde.

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29 julho, 2014

Enquanto islâmicos destroem igrejas em Mosul…

A sociedade laicista faz sua parte no Ocidente.

O que está acontecendo com as igrejas de Montreal? Quebec encontra novas maneiras de preservar seu patrimônio em uma época secular.

Por Graeme Hamilton – National Post | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com – MONTREAL — Aparelhos de pesos ocupam o espaço onde antes havia bancos de igreja, e os visitantes bebericam sucos verdes nutritivos, em vez do vinho da comunhão. Porém, apesar de sua transformação dramática em uma academia de ginástica privada e SPA, o outrora Santuário dominicano de São Judas, na Rua St. Denis, em Montreal, continua sendo um tipo de templo.

Quando o piedoso pai de Sonya Audrey Bonin soube que ela estava envolvida em um projeto para transformar uma igreja em academia de ginástica, a princípio, ele ficou horrorizado, mas “no final, ficou muito orgulhoso,” ela diz.

“Ele se torna quase uma religião para algumas pessoas,” disse Sonya Audrey Bonin, gerente geral da academia de ginástica Saint-Jude Espace Tonus, nesta semana. “Eu considero isso como fazer yoga, cuidar de si, cuidar do que você come, ter um estilo de vida saudável.” E em uma época secular, quando as pessoas estão mais propensas a frequentar a academia do que ir à missa no domingo de manhã, as instalações de luxo estão sendo elogiadas como modelo de preservação de prédios religiosos que constituem uma parte importante do patrimônio arquitetônico de Quebec.

A Igreja de Santo Eugênio é agora um centro comunitário.

O Conselho de Patrimônio Religioso de Quebec foi criado, em 1995, com fundos provinciais e com a missão de reparar as minguadas igrejas da província. As congregações em decadência pensavam que as paróquias estavam tendo dificuldade em pagar os reparos. Assim, o conselho identificou os prédios com o maior valor patrimonial e subsidiou a manutenção deles.

Porém, após 18 anos e $371 milhões investidos pelo governo, o conselho reconheceu que faz pouco sentido reparar prédios simplesmente para mantê-los de pé. Eles precisam ser ocupados, e as igrejas estão tendo bastante dificuldade em fazê-lo. “A questão mudou,” disse Denis Boucher, gerente de projetos do conselho de patrimônio. “Hoje em dia, falamos muito mais em encontrar usos para igrejas.” No passado, as verbas do conselho eram reservadas a igrejas ainda utilizadas como lugares de culto. No ano passado isso mudou, e agora o conselho pode ajudar organizações sem fins lucrativos, prefeituras e até mesmo proprietários particulares que estão tentando transformar igrejas antigas.

Quando o conselho fez um inventário, em 2003, identificou 2.751 igrejas na província, a grande maioria delas católicas. Desde então, cerca de 400 fecharam, e o Sr. Boucher disse que o ritmo está crescendo rapidamente. “Uma igreja fecha a cada semana. É um enorme fenômeno,” ele disse. “Todo mundo precisa fazer uma concessão, para que os prédios encontrem uma vida útil na sociedade e continuem transmitindo o seu significado histórico.”

Uma nova publicação do conselho de patrimônio ressalta exemplos em Montreal de “vidas úteis” encontradas para antigas igrejas, incluindo a academia de ginástica São Judas, que está sendo elogiada pelas “soluções arquitetônicas originais, que criaram um diálogo com o passado do local, e não separado dele.” Os arquitetos preservaram as paredes externas da igreja e a maior parte das janelas em arco, impedindo que se esqueça a antiga função do prédio. No bairro de Rosemont, em Montreal, a antiga Igreja de Santo Eugênio agora é um centro comunitário para novas unidades residenciais subsidiadas, construídas ao redor da igreja para cidadãos idosos. “A igreja continua desempenhando o seu papel de local de encontro,” escreveu o conselho de patrimônio.

St. Jude’s, acima, antes de sua transformação, e abaixo, depois dela.

Outra transformação bem-sucedida foi o Théatre Paradoxe no sudeste de Montreal, que assumiu a quase centenária Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro depois que ela fechou, em 2009. Ao custo de $2,7 milhões, o projeto conservou o exterior da igreja e muito do seu interior, incluindo a madeira dos confessionários, que foi utilizada para fazer o bar. Mas agora a nave é o cenário de concertos e conferências, enquanto uma organização que ajuda alunos egressos a encontrar trabalho usa parte do prédio para treiná-los como técnicos de vídeo e palco. Embora espetáculos de danceterias tenham substituído os hinos dominicais, Gérald St-Georges, gerente geral do teatro, disse que há uma continuidade na nova finalidade do prédio. “Antigos paroquianos sentem orgulho de que a igreja tenha permanecido um local de encontro,” ele disse. “Ela está diretamente relacionado ao que acontecia antes.”

O impulso de preservar igrejas, atribuindo-lhes uma nova missão, encontrou um obstáculo com a chegada de Christian Lépine, arcebispo católico romano de Montreal, em 2012. Logo após sua nomeação, ele declarou uma moratória à venda de igrejas, por receio de que os fiéis perdessem sua igreja de bairro. Os projetos para instalar creches e centros comunitários em igrejas fechadas foram subitamente suspensos.

O Théatre Paradoxe de Montreal preservou grande parte do interior original, incluindo a madeira dos confessionários, que foi utilizada para fazer um bar.

Alain Walhin, assistente do vigário geral na arquidiocese de Montreal, disse que após dois anos na moratória, não há indícios de quando ela será levantada. Primeiro a arquidiocese quer identificar as necessidades de seus paroquianos e avaliar o estado de seus quase 200 prédios, ele disse. “Se levar três anos, quatro anos, esse é o tempo que levará,” ele disse.

Ele também insinuou que as pessoas têm sido muito precipitadas ao declarar que a Igreja Católica perdeu influência em Quebec. “É claro que há muitas igrejas para o número de pessoas que as frequentam, mas isso não é motivo para fechar tudo,” ele disse. “Sim, as pessoas não vão, mas isso não significa que elas nunca vão. Há altos e baixos. Isso não quer dizer que sempre haverá um declínio.” Ele deu o exemplo de uma antiga igreja franco-canadense em Montreal, que no ano passado foi transferida para o controle de uma congregação católica de origem africana e renomeada de Nossa Senhora da África.

28 julho, 2014

Dom Cláudio Hummes: “Apenas sou amigo do Papa. E já basta”.

“Se a Igreja encontrar razões, pode ser que reveja [a proibição de ordenar mulheres]. Mas a questão do celibato obrigatório é muito mais simples, pois sempre existiram padres casados”.

Da esquerda para a direita: frei Betto, Lula e Cardeal Hummes.

Da esquerda para a direita: frei Betto, Lula e Cardeal Hummes.

Por Zero Hora – Auri Afonso virou Cláudio aos 18 anos, ao ingressar na Ordem Franciscana dos Frades Menores, numa época em que a mudança de nome era obrigatória e simbolizava uma página virada. Mas o rascunho da carreira religiosa do gaúcho, que chegaria a ser um dos favoritos à sucessão do papa João Paulo II, havia começado a ser escrito muito antes. Precocemente, aos nove anos, quando ele descobriu a vocação ao ser conquistado pelas vestes de um franciscano.

No ano passado, quando o mundo se surpreendeu com o anúncio do primeiro papa latino-americano, dom Cláudio Hummes apareceu sorrindo ao lado do argentino Jorge Bergoglio, um jesuíta que, inspirado pelo cardeal brasileiro, escolheu justamente se chamar Francisco. Arcebispo emérito de São Paulo, Hummes foi apontado como o principal articulador da eleição de Bergoglio.

Prestes a completar 80 anos, Hummes faz nesta entrevista uma avaliação positiva do pontificado de Francisco, com quem troca cartas e se reúne quando viaja a Roma. Fala sobre temas polêmicos como celibato, pedofilia e casamento gay e diz confiar que o Papa fará reformas necessárias na Igreja, mas pede paciência.

24 julho, 2014

Sudanesa condenada à morte por se casar com cristão é recebida pelo Papa no Vaticano.

Meriam Ibrahim foi libertada depois de seu caso gerar repercussão internacional

O Globo – CARTUM – Condenada à morte por se casar com um cristão, a sudanesa Meriam Ibrahim pode, enfim, sentir-se segura. Em maio deste ano, ela recebeu a pena capital após ser acusada de apostasia (abandono à religião) por ter deixado a fé islâmica. Em seguida, foi libertada, mas impedida de deixar o Sudão. Nesta quinta, finalmente, Meriam foi levada à Itália e recebida pelo primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi. Ela e se encontrou com o Papa Francisco na Casa Santa Marta, no Vaticano.

Papa Francisco expressou “sua gratidão e alegria” pela chegada da sudanesa - L’Osservatore Romano / AP

Papa Francisco expressou “sua gratidão e alegria” pela chegada da sudanesa – L’Osservatore Romano / AP

Mãe de uma criança de 2 anos, Meriam estava grávida quando recebeu sua sentença. Ela foi obrigada a dar à luz na cadeia. Nesta quinta, a sudanesa de 27 anos chegou ao aeroporto Ciampino de Roma acompanhada de sua família e do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Lapo Pistelli, que foi ao Sudão para buscá-la na quarta-feira. Ela foi liberada após intensas negociações diplomáticas do governo italiano, e o Vaticano encerrou um calvário que durou quase um ano.

“Hoje estamos felizes, este é um dia de celebração”, disse Renzi enquanto cumprimentava Ibrahim e sua família, ao lado de sua esposa Agnese.

Pistelli conheceu Ibrahim há duas semanas na Embaixada dos EUA em Cartum, onde ela e sua família se refugiaram depois de uma tentativa frustrada de ir para os EUA.

A sudanesa disse que seu passaporte só foi devolvido a ela na embaixada na quarta-feira à tarde e, então, ela foi informada de que poderia sair com seus filhos. “Enquanto estávamos fazendo os procedimentos finais ela nem sabia se ela iria poder ir”, disse Pistelli, que deixou a Itália na quarta-feira à noite para buscar Ibrahim. Segundo o vice-ministro, ela e seus dois filhos estão em excelente saúde.

Lapo Pistelli disse que o papa Francisco havia expressado “sua gratidão e alegria” quando soube que Ibrahim tinha chegado. Ela será transferida para os EUA em alguns dias.

A prisão de Ibrahim e a sentença de morte foram criticadas pela comunidade internacional. Libertada por pressões externas, ela foi novamente detida ao tentar deixar o Sudão. A mulher chegou a dar à luz algemada em uma cela em Cartum em maio. Os casamentos que misturam duas fés não são reconhecidos no país. Ibrahim foi denunciada pelo próprio pai. No entanto, ela insistiu que foi criada na fé cristã por sua mãe, ortodoxa etíope, depois que seu pai as deixou quando ela era uma criança.

Lideranças estrangeiras demonstraram preocupação com o caso. John Kerry, secretário de Estado americano, pediu a revogação das leis que proíbem a conversão de muçulmanos para outras religiões, enquanto grupos de direitos humanos pediam a libertação de Meriam. Em junho, o Supremo Tribunal do Sudão suspendeu a sentença de morte.

Tentativa anterior de Ibrahim deixar o país com seu marido Daniel Wani, um cidadão americano, foi impedida pelas autoridades, dias depois de sua libertação da prisão, sob a alegação de estar com documentos “falsos”. Ibrahim negou a afirmação.

Grupos de direitos humanos aplaudiram a notícia de que Ibrahim tinha finalmente sido permitida de deixar o Sudão, mas destacaram que a repressão aos cristãos no país norte-africano continua.

A diretora Olivia Warham da Waging Peace, ONG do Reino Unido que luta contra o genocídio e violações sistemáticas dos direitos humanos no Sudão, disse que milhões de cristãos sudaneses enfrentaram brutalidade diária e limpeza étnica do regime sudanês.

“Três anos atrás, o presidente Omar al-Bashir deixou claro que não haveria espaço para os não-muçulmanos no Sudão islâmico. Ele tem honrado sua palavra, esmagando os dissidentes e matando sistematicamente as minorias étnicas e religiosas. Bombardeios aéreos comuns pelas forças armadas sudanesas destroem comunidades e hospitais cristãos, forçando as pessoas a fugir de suas áreas para esconder nas montanhas de Nuba”, afirmou. Para Warham, é chocante que a ideologia de eliminação do presidente provoca somente ocasionais palavras de pesar da comunidade internacional, quando sanções inteligentes deveriam ser impostas aos arquitetos dessas atrocidades.

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24 julho, 2014

Editorial de importante jornal quebra o silêncio da mídia: Por que a conspiração global de silêncio a respeito da perseguição de Cristãos no Iraque?

Por Rorate-Caeli | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com: Para grande honra do Le Figaro, de longe o maior e mais antigo diário de notícias francês, nesta quarta-feira ele se tornou o primeiro grande jornal internacional a publicar em sua primeira página, e como principal manchete, a perseguição dos cristãos no Iraque: “O Calvário dos Cristãos do Iraque”.

Também em sua capa, o principal editorial era “Silence, on persécute!” (Silêncio, estamos perseguindo!), uma acusação direta terrível aos cúmplices desse genocídio, aqueles que estão em silêncio em todo o Ocidente, a começar pelos meios de comunicação, uma opinião pública sempre propensa a manifestações (mas não desta vez!) e, de modo particular, os governos das nações cujas populações são na maioria cristãos ao menos de nome.

LE FIGARO – Editorial

por Étienne de Montety

Silêncio, Estamos Perseguindo!

O Estado Islâmico declarou  guerra aos cristãos de Mosul. Instados a deixarem o “Califado” ou se sujeitarem ao pagamento de imposto de “Infiel”, destinados à vingança popular por esse “N” – como em “Nazareno” – inscrito em suas casas, os discípulos de Jesus Cristo, transformados em cidadãos de segunda classe, em breve não terão outra escolha a não ser se “converterem” ou perecerem pela espada…

A intolerância não está mais escondida. Ela é reivindicada pelo chefe Abu Bakr al-Baghdadi, que se faz chamar de Ibrahim. Uma ironia sinistra: Ibrahim é o nome árabe de Abraão, o pai dos crentes, que veio do Iraque, sob cujo nome os muçulmanos e cristãos da região deveriam se reunir e viver em paz.

Os cristãos do Iraque eram 1 milhão antes da intervenção americana. Atualmente eles não passam de 400.000. A cada onda de humilhações, violência, perseguições, eles percorrem o caminho do êxodo. Um desses exilados, Joseph Fadelle, contou, em um livro, “O Preço a Pagar” (Le Prix à payer), a respeito do destino terrível reservado a seus correligionários por muitos anos. Com a instalação do “Califado”, a ameaça agora é clara: olhem o inimigo, cristandade!

Certamente, vozes importantes se elevam em indignação: há meses o Papa Francisco soou o alarme e assegurou sua compaixão a seus irmãos. O Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, acaba de condenar um “crime contra a humanidade.” Agências internacionais estão preocupadas e elevam o seu tom. E aí? A opinião pública europeia, tão ávida para mobilizações, petições, manifestações de todo tipo… E neste caso, nada! Silêncio, estamos perseguindo!

Permaneceremos surdos por mais tempo?

Será que terá que acontecer um massacre fora das férias de verão para nos mexermos? Após o Tour de France? Antes das grandes multidões de férias? Diante da aterrorizante procissão de horrores, expulsões, assassinatos em Mosul, exibiremos apenas a nossa indiferença? Cristãos ou não cristãos, continuaremos surdos por quanto tempo ainda diante dessas terríveis palavras do Evangelho ressoando em todo mundo: “Se eles permaneceram em silêncio, as pedras gritarão!

 

 

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21 julho, 2014

Bispo austríaco: Papa disse-me que a “ideologia de gênero é demoníaca”.

Por John-Henry Westen – Life Site News | Tradução: Fratres in Unum.com – O Papa Francisco condenou duramente a “ideologia de gênero” em uma conversa privada com o bispo austríaco Andreas Laun, no início deste ano, relatou o próprio bispo em um artigo.

Ao fazê-lo, o Papa segue as pegadas de seu predecessor, o Papa Bento XVI. Ao fim de seu pontificado, o papa emérito falou duas vezes sobre a ideologia de gênero como “uma tendência negativa para a humanidade” e uma “profunda falsidade”, sobre “a qual é um dever dos pastores da Igreja” colocar os fiéis “em alerta”.

Dom Laun, bispo auxiliar de Salzburg, escreveu sobre as palavras do Papa Francisco em março, em um artigo para o portal de notícias católica alemão Kath.net. Dom Laun declarou a LifeSiteNews que se encontrou com o Papa brevemente, em 30 de janeiro, como parte da visita ad limina dos bispos austríacos, um encontro que os bispos devem ter a cada cinco anos. Laun acrescentou que ele foi o último dos bispos a falar com o Santo Padre.

“Ao responder minha pergunta, Papa Francisco disse, “a ideologia de gênero é demoníaca!”. Laun escreveu em seu artigo, acrescentando que o Papa não exagerava em seu comentário. “De fato, a ideologia de gênero é a destruição das pessoas, e é por isso que o Papa tinha razão em chamá-la de demoníaca”, disse.

Escrevendo sobre a ideologia de gênero, Dom Laun explicou que a “tese central desse doentio raciocínio é o resultado final de um feminismo radical que o lobby homossexual fez seu”.

“Ele sustenta que não há apenas homem e mulher, mas também outros ‘gêneros’. E mais: toda pessoa pode escolher o seu gênero”, acrescentou.

“Hoje”, afirmou, “a ideologia de gênero é promovida por governos e pessoas importantes, e um montante substancial de dinheiro é lançado para difundi-la, mesmo em materiais de ensino de jardins de infância e escolas”.

Para mais informações a respeito, Dom Laun indicou a leitura do último livro da famosa socióloga alemã Gabriele Kuby, Die globale sexuelle Revolution: Zerstörung der Freiheit im Namen der Freiheit (“A revolução sexual global: destruição da liberdade em nome da liberdade”, tradução livre).

Kuby, uma conhecida de longa data do Papa Bento XVI, presenteou o agora Papa emérito com uma cópia do livro em novembro de 2012. “Graças a Deus que a senhora escreve e fala (sobre esses assuntos)”, disse o Papa Bento a ela.

Para Kuby, não é chocante chamar a ideologia de gênero de demoníaca.

“A ideologia de gênero é a mais profunda rebelião contra Deus possível”, declarou Kuby a LifeSiteNews. “A pessoa não aceita que é criada como homem ou mulher, não, e diz, ‘Eu decido! É minha liberdade!’ — contra a experiência, a natureza, a razão, a ciência!”

“É a última das perversões do individualismo”, explicou. “Ela rouba o homem do último fragmento de sua identidade, isto é, o ser homem e mulher, depois de ter perdido a fé, a família e a nação”.

“É realmente diabólico”, concluiu, “que uma ideologia, que toda pessoa pode discernir como uma mentira, possa capturar o senso comum das pessoas e se tornar uma ideologia dominante em nossos tempos”.

Em seu discurso de 21 de dezembro de 2012 à Cúria Romana, o Papa Bento XVI lançou uma ampla advertência quanto ao uso do “termo ‘gênero’ como nova filosofia da sexualidade”.

“De acordo com tal filosofia, o sexo já não é um dado originário da natureza que o homem deve aceitar e preencher pessoalmente de significado, mas uma função social que cada qual decide autonomamente, enquanto até agora era a sociedade quem a decidia”, afirmou. “Salta aos olhos a profunda falsidade desta teoria e da revolução antropológica que lhe está subjacente”.

Continuava o Papa:

O homem contesta o facto de possuir uma natureza pré-constituída pela sua corporeidade, que caracteriza o ser humano. Nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um facto pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria. De acordo com a narração bíblica da criação, pertence à essência da criatura humana ter sido criada por Deus como homem ou como mulher. Esta dualidade é essencial para o ser humano, como Deus o fez. É precisamente esta dualidade como ponto de partida que é contestada. Deixou de ser válido aquilo que se lê na narração da criação: «Ele os criou homem e mulher» (Gn 1, 27). Isto deixou de ser válido, para valer que não foi Ele que os criou homem e mulher; mas teria sido a sociedade a determiná-lo até agora, ao passo que agora somos nós mesmos a decidir sobre isto. Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. O homem contesta a sua própria natureza.

Bento XVI notou o dano dessa filosofia à dignidade humana, à família e às crianças. “Onde a liberdade do fazer se torna liberdade de fazer-se por si mesmo, chega-se necessariamente a negar o próprio Criador; e, consequentemente, o próprio homem como criatura de Deus, como imagem de Deus, é degradado na essência do seu ser”.

O Papa Bento abordou a ideologia de gênero novamente, um mês mais tarde, em 19 de janeiro de 2013. “Os Pastores da Igreja — a qual é «coluna e sustentáculo da verdade» (1Tm 3,15) — disse Bento — têm o dever de alertar contra estas derivas tanto os fiéis católicos como qualquer pessoa de boa vontade e de razão reta”.

“Trata-se de uma deriva negativa para o homem, não obstante se disfarce de bons sentimentos, no sinal de um progresso hipotético, ou de supostos direitos ou ainda de um presumível humanismo”, afirmou. “Por isso, a Igreja reitera o seu grande sim à dignidade e à beleza do matrimônio, como expressão de aliança fiel e fecunda entre um homem e uma mulher, e o seu não a filosofias como aquela do gênero se motiva, pelo fato de que a reciprocidade entre masculino e feminino expressa a beleza da natureza desejada pelo Criador”.

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17 julho, 2014

A guerra dos liberais contra Dom Cordileone.

Por Gercione Lima | Fratres in Unum.com – Quando o arcebispo Salvatore Cordileone desembarcou no Aeroporto Internacional de San Francisco pra assumir aquela Arquidiocese, trouxe uma bagagem pesada demais para os liberais suportarem: pró-vida, pró-família e pró-liturgia tradicional.

Dom Cordileone segura faixa em Marcha pelo Casamento: "Toda criança merece uma mãe e um pai".

Dom Cordileone é um dos que seguram faixa em Marcha pelo Casamento Tradicional: “Toda criança merece uma mãe e um pai”.

Cordileone tornou-se líder nacional de um movimento religioso contra o casamento gay. Ele dirige a Subcomissão para a Promoção e Defesa do Matrimônio da Conferência dos Bispos dos EUA e teve um papel fundamental na arrecadação de  fundos para aprovação da famosa Proposição 8, um plebiscito que proibiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo, no Estado da Califórnia, em 2008.

A medida mais tarde foi derrotada por ativismo judicial e considerada inconstitucional, permitindo que os casamentos homossexuais voltassem a ser realizados no estado.

Embora tendo perdido essa primeira batalha, Cordileone continuou firme em sua oposição franca ao chamado “casamento gay” ao declarar: “O combate final do Maligno é o ataque ao casamento” .

Desta vez, quem está por trás dos ataques ao Arcebispo Cordileone é a líder dos Democratas e pseudo-católica Nancy Pelosi que, citando a famigerada frase do Papa Francisco: “quem sou eu pra julgar”, resolveu declarar guerra aberta ao Arcebispo e encabeçar uma campanha de difamação e ataques contra o líder da Igreja em San Francisco.

O motivo da celeuma foi a participação do Arcebispo na Marcha pelo Casamento Tradicional, que aconteceu no ultimo dia 19 de junho em Washington DC.

A Marcha pela Familia é um evento que atrai milhares de americanos e organizações que apoiam o casamento tradicional. A multidão faz o percurso que vai do prédio do US Capitol ao prédio da US Suprema Corte.

Mas, quem, afinal é o Arcebispo Salvatore Cordileone? Salvatore Joseph Cordileone (“Coração de Leão”) nasceu no dia 5 de junho de 1956 em San Diego, Califórnia, numa família de origem italiana. Estudou no St. Francis Seminary de San Diego, no North American College e na Universidade Gregoriana de Roma. Foi ordenado sacerdote no dia 9 de julho de 1982 e fez pós graduação em Direito Canônico em Roma entre 1985-1989.

Entre 1985-1991 serviu como oficial do Tribunal da Diocese de San Diego e de 1989 a 1991 como secretário do Bispo diocesano. Entre 1991-1995, foi pároco em Nossa Senhora de Guadalupe em Calexico, California.

Entre1995-2002, foi chamado a servir como oficial do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica em Roma, onde foi fortemente influenciado por seu amigo e mentor Cardeal Burke.

No dia 05 de julho de 2002, foi apontado por João Paulo II como Bispo auxiliar de San Diego e, em Julho de 2012, Papa Bento XVI o nomeou Arcebispo de San Francisco na Califórnia.

A indicação do Arcebispo Cordileone foi vista pelos ativistas gays como uma estaca cravada no coração do movimento gay americano e como o último golpe de Bento XVI contra esse movimento.

De fato, a chegada de Dom Salvatore Cordileone foi como um terremoto naquela Arquidiocese, que por anos se viu dominada por toda sorte de liberais. Uma de suas primeiras medidas foi coibir a Associação Católica de Ministérios para Gays e Lésbicas, ou CALGM, ao obrigá-los a assinar um termo de compromisso ou juramento de adesão à Doutrina Católica.

Outra medida foi a proibição de missas com a presença de drag queens e, finalmente, o seu amplo apoio para a celebração da Missa Tradicional em latim, bem como a sua participação ativa em várias dessas celebrações.

OREMUS PRO EPISCOPO NOSTRO Salvatore Cordileone! Que Deus confirme em sua graça esse Coração de Leão e que lhe ilumine com a sabedoria do Salvador para salvar as almas de boa vontade da Arquidiocese de San Francisco!

17 julho, 2014

“O crucifixo é obrigatório”, diz o prefeito de Pádua.

Escolas e prédios públicos exibem símbolo doado pela cidade 

Por ANSA | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com- Pádua, 25 de junho – O prefeito de Pádua, no norte da Itália, declarou na quarta-feira que todos os prédios públicos devem exibir um crucifixo católico.

“Agora todo gabinete e toda escola receberão um belo crucifixo obrigatório doado pela cidade. Tirem as mãos do crucifixo ou vocês terão problemas”, escreveu o prefeito Massimo Bitonci, que pertence ao partido da Liga do Norte Anti-imigrantes, em sua página no Facebook.

Ele também postou uma foto sua em 2009, sentado enquanto distribuía crucifixos gratuitos na cidade vizinha de Abano Terme, onde uma escola pública removeu um crucifixo a pedido da família de um aluno.

Enquanto a Constituição de 1948 diz que a Itália é um Estado secular e que todas as religiões são iguais perante a lei, o governo nunca ab-rogou explicitamente os decretos que tornam os crucifixos obrigatórios que datam o regime fascista precedente.

Consequentemente muitos hospitais, tribunais e escolas ainda exibem o símbolo católico.

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