25 setembro, 2014

“Papa deverá prestar contas a Deus, não a mim. O mérito da causa nada mais foi do que uma oposição e perseguição ideológica. Eu e o povo fomos ignorados”.

Agradecimentos ao caro Alexandre Semedo por, novamente, fornecer sua tradução ao Fratres in Unum.com – destaques nossos.

Cardenal Marc Ouellet

Prefeito da Congregação para os Bispos
Palazzo della Congregazioni,
Piazza Pio XII, 10,
00193 Roma, Italia

25 de setembro de 2014

Eminência:

Obrigado pelo carinho com que me recebeu na segunda-feira, dia 22, e na terça-feira, dia 23 deste mês, na Congregação que o senhor preside. Da mesma forma, a comunicação por telefone, que me fez há pouco, da decisão do Papa de declarar a Diocese de Ciudad del Este vacante e de nomear Mons. Ricardo Valenzuela como Administrador Apostólico.

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25 setembro, 2014

Dom Livieres se negou a renunciar e não pôde falar com Francisco.

Comunicado de Imprensa da Diocese de Ciudad del Este.

Tradução: Alexandre Semedo – Fratres in Unum.com: Mons. Rogelio Livieres Plano manteve duas reuniões realizadas esta semana em Roma, na Congregação para os Bispos, onde se lhe foi pedido fortemente que renunciasse a seu cargo pela falta de unidade na comunhão com os outros Bispos do Paraguai.

Apesar de ter pedido para ver os resultados da visita apostólica escrita, eles nunca lhe foram mostrados. Nem foi concedido o seu pedido para ser ouvido pelo Papa e para falar com ele no intuito de se defender e de esclarecer eventuais dúvidas.

Por respeito à sua consciência para os deveres que lhe tocam como pastor de uma diocese que, graças a Deus, floresceu e multiplicou seus frutos nos últimos anos, recusou a aceitar tal solicitação, que acredita infundada, e que é o resultado de um processo repentino e indefinido. No entanto, pela obediência à autoridade do Papa, aceitou com serenidade e tranquilidade a decisão a ser afastado do cargo.

A pedido do bispo que se retira, a diocese de Ciudad del Este aguarda com alegria e esperança seu novo Pastor, que a guiará ao Reino dos Céus, rezando desde já por quem deva assumir esta responsabilidade. Maria, Rainha da Paz e São Brás, padroeiro da Diocese, protejam e guiem a todos nestas circunstâncias difíceis. Quando o Bispo for devidamente notificado por escrito as decisões tomadas terão efeitos legais.

25 setembro, 2014

Papa Francisco destitui Dom Rogelio Livieres, bispo de Ciudad del Este.

O novo administrador diocesano de Ciudad del Este administração a Comunhão ao então presidente e ex-bispo Fernando Lugo. O bispo defenestrado Livieres foi um grande oponente do bispo propagador da espécie humana, face mais famosa do episcopado paraguaio.

O novo administrador diocesano de Ciudad del Este administra a Comunhão ao então presidente e ex-bispo Fernando Lugo. O defenestrado Livieres foi um grande oponente do bispo Lugo, famoso propagador da espécie humana, face mais famosa do episcopado paraguaio, e também por isso logrou o ódio de seus irmãos no episcopado do Paraguai.

Destituído o bispo que combatia arduamente a Teologia da Libertação e, por isso, incomodava seus pares. A diocese onde abundavam as vocações e aflorava a piedade cai diante do establishment modernista latino-americano, capitaneado pelo próprio bispo de Roma — o que não deveria ser surpresa para ninguém, pois, pelo histórico de desavenças, a Visitação Apostólica desde sempre pareceu um jogo de cartas marcadas.

Pontificado politicamente correto até nos comunicados. Para a Sala de Imprensa, o Papa realizou pura e simplesmente uma sucessão. Os maníacos da colegialidade não gostam (isso contraria seus princípios dialogantes, mas, evidentemente, contraditórios) de falar o que realmente aconteceu: Dom Livieres foi defenestrado, destituído sumariamente, em um ato digno de ser imputado (ah, como eles gostam de fazer isso!) àquelas autoridades, digamos… pré-conciliares. O fato é que, para defender seus interesses, os progressistas não se importam com a coerência e nem em voltar no tempo. O único ato intolerável na Igreja Pós-Conciliar é buscar ser verdadeiramente Católico.

* * *

Nota da Sala de Imprensa da Santa Sé – Sobre a sucessão do bispo de Ciudad del Este (Paraguai), Sua Excelência Reverendíssima Rolegio Ricardo Livieres PLano

Tradução: Fratres in Unum.com – Depois de um cuidadoso exame das conclusões das visitas apostólicas realizadas pela Congregação para os Bispos e pela Congregação para o Clero ao bispo, diocese e seminários de Ciudad del Este, o Santo Padre procedeu à sucessão de S.E. Rogelio Ricardo Livieres Plano, nomeando Administrador Apostólico da mesma sede, agora vacante, S.E. Mons. Ricardo Jorge Valenzuela Ríos, Bispo de Villarica do Espírito Santo.

A árdua decisão da Santa Sé, determinada por sérias razões pastorais, obedece ao bem maior da unidade da Igreja de Ciudad del Este e da comunhão episcopal no Paraguai.

O Santo Padre, no exercício de seu ministério de “fundamento perpétuo e visível da unidade tanto dos bispos como da multidão dos fiéis” (LG 23) pede ao clero e a todo o povo de Deus de Ciudad del Este que acolha a decisão da Santa Sé com espírito de obediência, docilidade e sem desavenças, guiados pela fé.

Por outro lado, convida a toda a Igreja do Paraguai, guiada por seus pastores, a um sério processo de reconciliação e superação de todo sectarismo e discórdia, para não ferir o rosto da única Igreja “adquirida pelo sangue de seu filho” e para que o “rebanho de Cristo” não se veja privado da alegria do Evangelho (cf. Hch 20, 28).

24 setembro, 2014

“Pobres dos fiéis católicos que frequentam as Santas Missas em muitas de nossas igrejas…”

Dom Antonio Rossi Keller, bispo diocesano de Frederico Westphalen, RS.

Dom Antonio Rossi Keller, bispo diocesano de Frederico Westphalen, RS.

“Pobres dos fiéis católicos que frequentam as Santas Missas em muitas de nossas igrejas… Submetidos tantas vezes às arbitrariedades de uma pseudo liturgia pautada por distorções, abusos, ridículas inserções de palmas, agitação de folhetos, danças, símbolos e mais símbolos que não simbolizam nada. Quanto abuso! Quanta arbitrariedade! Quanta falta de respeito não só para com Aquele para quem deveria dirigir-se a celebração, mas também para com os pobres fiéis que são obrigados a engolir esdrúxulas situações falsamente chamadas de “inculturação litúrgica”, mas que na verdade revelam falta de fé ou a ignorância das mais elementares verdades da fé em relação à Eucaristia, à Presença Real e outras. Pobres fiéis guiados por alguns pastores que arrotam slogans fundados em um palavreado eivado de conceitos atribuídos ao malfadado “espírito do Concílio” que na verdade, de conciliar nada tem… Tal espírito passa longe daquilo que a Igreja de Cristo é e pretendeu favorecer com a reforma litúrgica. Pobres fiéis, forçados a ter de engolir o que destrói a fé, o que na prática nega a centralidade do Mistério de Cristo, poluindo-o com a tentativa de desfocar este Mistério através da inserção de conceitos ideologizados sobre Deus, o homem, a criação e tantas outras realidades.

A “nobre simplicidade” apregoada pelo Concílio transformou-se em desculpa para um “pobretismo” litúrgico que se expressa em despojamento do elementar, em relaxo, sujeira, descaso e outros defeitos. Dá-se à Liturgia, portanto a Deus, o que há de pior: no mínimo, o que é de gosto duvidoso. Chegamos ao tempo em que quem obedece as Normas Liturgicas é acusado de rubricista. Ai de quem ousar usar os paramentos prescritos pela legislação litúrgica vigente. No mínimo será caracterizado como “romano”, o que na visão de muitos é considerado como uma ofensa. E quem celebrar usando com fidelidade os livros litúrgicos, “dizendo o que está em letras pretas e fazendo o que está em letras vermelhas” será execrado pelos apregoadores do “autêntico espírito do Concílio”. Sinceramente, é preciso muita, mas muita fé mesmo para não deixar de acreditar que ‘as portas do inferno não prevalecerão’, como nos ensina Nosso Senhor.”

Dom Antonio Carlos Rossi Keller, bispo de Frederico Westphalen.

Fonte: Bíblia Católica News

Nota do Fratres: A pedido de Dom Antonio, esclarecemos que ele realmente visitou o seminário de Ciudad del Este e, embora a informação conste no site daquela diocese, e apesar de considerar um ótimo seminário, o bispo de Frederico Westphalen não pretende enviar seus seminaristas para lá.

23 setembro, 2014

Summorum Pontificum no Brasil: Santa Missa na Catedral de Santo Amaro, SP

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23 setembro, 2014

Comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé sobre encontro entre Cardeal Muller e Dom Fellay.

Por Vatican Information Service | Tradução: Fratres in Unum.com – Na manhã de terça-feira, 23 de setembro, das 11 às 13 horas, ocorreu um encontro cordial nos escritórios da Congregação para a Doutrina da Fé entre o Cardeal Gerhard Ludwig Muller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e Sua Excelência Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade São Pio X. Participaram também suas Excelências: Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer, SJ, secretário da mesma congregação, Joseph Augustine Di Noia, OP, secretário adjunto, e Guido Pozzo, secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, juntamente com dois assistentes da Fraternidade, Revmo. Niklaus Pfluger e Rev. Alain-Marc Nély.

Durante o encontro, vários problemas de natureza doutrinal e canônica foram examinados, e decidiu-se proceder gradualmente e dentro de um período de tempo razável, a fim de superar as dificuldades com vistas a uma esperada plena reconciliação.

23 setembro, 2014

Femen em Notre Dame: crônica de uma sentença anunciada .

Por NoCristianofobia.org | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: É verdade: incrivelmente elas foram absolvidas! As nove ativistas do “Femen” que, em 12 de fevereiro do ano passado, invadiram a Catedral de Notre Dame em Paris semi nuas, de topless, gritando que não queriam mais o Papa e batendo em um sino revestido de ouro com um bastão foram absolvidas. Inédito.

Mas grande parte da culpa deve ser atribuída à timidez da acusação, ao fato de que os argumentos apresentados foram mornos, fracos, quase uma submissão, e à incapacidade – infelizmente bastante comum em ambientes católicos –  de se levantar a voz e chamar as coisas pelo seu próprio nome. Isso foi confirmado por Julie Graziani, porta-voz da União para o bem comum, uma associação de jovens católicos leigos, ao jornal francês Le Figaro.

Segundo o que foi revelado, a denúncia da infração foi absolutamente mal formulada: sequer foi mencionada a profanação do lugar santo e o vilipêndio da religião, limitando-se apenas a levantar a questão do vandalismo, o que significa errar totalmente o alvo e definir o cenário para a absolvição que veio a ocorrer logo em seguida, ao mesmo tempo que se desviava a atenção da gravidade do incidente.

Que categorias jurídicas deveriam ter sido acionadas para se conseguir uma condenação ou pelo menos desmascarar eventuais tentações de cristianofobia durante o julgamento? Em primeiro lugar, a incitação ao ódio religioso que representa uma forma particular de incitamento ao ódio racial, conforme determinado pela lei [francesa] de 1 de julho de 1972.

O Femen deu à sua “blitz” o maior destaque possível nos meios de comunicação, filmando tudo, fotografando e espalhando pela internet. O crime, portanto, teve o agravante do insulto público. Algo que ninguém jamais contestou.

Por outro lado, a decisão tomada pelo Tribunal Criminal de Paris na secular, ou melhor, “secularíssima”, França não é surpreendente: é coerente com as premissas sócio-culturais de uma sociedade ultra secularizada e substancialmente anti-cristã, como já se revelou em diversas ocasiões. Diante da fraquíssima linha de acusação perseguida pelo Ministério Público, o juiz teve todo o jogo de cintura possível para sustentar até o insustentável, chegando ao ridículo de considerar por exemplo, que a acusação provasse se os danos ao sino tinham sido causados pelos violentos golpes das vândalas, não obstante o fato de que antes da chegada delas, o sino se encontrava em perfeito estado.

Mas não ficou só nisso: como resultado do incidente, o magistrado ordenou que fosse paga uma indenização de € 1.500  euros a cada uma das ativistas do Femen, enquanto os vigilantes da Catedral que as expulsaram à força foram condenados a pagar uma indenização de 300, 500 e 1.000 euros. Sua “culpa” seria tê-las empurrado com uma pressão considerada “excessiva”. A única concessão feita foi a suspensão da pena para os vigilantes.

O significado “midiático”de tudo isso, de acordo com Graziani, “é eloquente.” É inútil querer demonstrar surpresa. O melhor a ser feito agora é lutar para que finalmente, também no campo legal “os Católicos sejam tutelados pela lei que protege a liberdade de culto e de consciência contra extremistas cheios de ódio”, como protagonizado pelo Femen dentro da Catedral de Notre-Dame.

Porém, para que isso seja alcançado é necessário dizer pão, pão, vinho, vinho ao invés de ficar fazendo acrobacias semânticas que não tem nada a ver e que mais omitem do que dizem o que deveria ser dito.

Obviamente que tal sentença judicial deixou as vítimas de atos cristianofóbicos se sentindo desanimadas, impotentes e com moral baixo. Ao mesmo tempo que chocou a opinião pública, a sentença encorajou os responsáveis pela sacrílega e e ultrajante invasão a realizar outras “façanhas” semelhantes, dada a imunidade e a impunidade que aparentemente parecem gozar no imaginário coletivo da justiça francesa. Tanto é que elas já dizem em tom ameaçador que estão prontas pra um “bis”.

Um final muito triste que poderia ter sido evitado ou pelo menos minimizado. Numa eventual “próxima vez” (esperando e rezando para que não aconteça), será que os Católicos saberão agir como verdadeiros Católicos?

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22 setembro, 2014

Nota de Esclarecimento do Bispo de Campos sobre apoio a candidato do PT.

Após matéria de Fratres in Unum.com sobre seu apoio a candidato do Partido dos Trabalhadores, Dom Roberto Ferrería Paz emitiu a seguinte nota, que divulgamos na íntegra.

NOTA DE ESCLARECIMENTO 

     Diante de algumas dúvidas levantadas a respeito de um depoimento favorável ao candidato Marlos Costa, gostaria de fazer os seguintes esclarecimentos:

  1. O candidato a Deputado Federal Marlos Costa faz parte da Pastoral Católicos na Política, como muitos acompanha este espaço de articulação de fé e política, de formação espiritual e doutrinal, alimentada pela fé e o instrumental da Doutrina Social da Igreja.   Esta Pastoral está aberta por ser plural a católicos de todos os partidos e orientações cívicas, respeitando-se no entanto como já afirmamos a identidade eclesial e fidelidade ao Magistério.
  2. O reconhecimento ao candidato foi dado, como a todos(as) que o pediram, também de todos os partidos e orientações; resguardando a coerência e prática com os ensinamentos da Igreja.
  3. As eleições proporcionais visam a ter uma representatividade significativa de todos os setores sociais, a nossa Pastoral tenciona a impulsionar uma representação consciente do pensamento social cristão nos legislativos, face as ameaças contra a vida e a família.
  4. O depoimento dado se enquadra nesta busca de oferecer ao eleitor além de critérios gerais, indicações pessoais, que não constituem nada normativo, nenhuma imposição ou “chapa branca católica”, mas apenas uma proposta de discernimento.
  5. A questão partidária é relevante, no entanto é necessário convir que , quem constrói os partidos, são pessoas, e que a presença de cristãos e pessoas de boa vontade em todos os partidos legais, ajuda a transformar suas estruturas, programas e plataformas de governo, inspirando-as com a fé e a Doutrina social.    Enquanto as mudanças não acontecem nossa Pastoral defendeu e defende a aprovação da lei de objeção de consciência, e sua inserção nos estatutos partidários salvaguardando a liberdade do candidato cristão.

Era o que tínhamos a manifestar. Gostaria de convidar as pessoas que tenham incertezas ou busquem discernimento  para as reuniões da nossa Pastoral dos Católicos na Política do Regional Leste 1.

      Na caridade fraterna.

+Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

Bispo Diocesano de Campos

 Campos dos Goytacazes, 20 de Setembro de 2014.

22 setembro, 2014

Bispo de Roma enquanto Papa.

Por Roberto de Mattei – Messa in Latino |Tradução: Alexandre Semedo – Fratres in Unum.com – Bispo de Roma enquanto Papa, ou o Papa enquanto Bispo de Roma? O primeiro título do Papa, Bispo de Roma, lembra a origem da eleição papal, que ocorre pelos cardeais representantes do clero romano, e indica que o Pastor universal é o Bispo da Igreja local de Roma. Mas o eleito torna-se bispo de Roma porque se tornou Papa; não se torna Papa porque eleito Bispo e Roma. Isto é evidenciado pelo fato de que um simples sacerdote ou até mesmo um leigo poderiam ser eleitos Papas. Pio XII explica que uma pessoa leiga, em caso de sua eleição ao pontificado supremo, poderia aceitar a nomeação, se aceitar ser ordenado bispo, mas, cumprida esta condição, “o poder de ensinar, governar e também o carisma da infalibilidade, ser-lhe-iam concedidos imediatamente, a partir do momento da sua aceitação, mesmo antes de sua ordenação” (Discurso ao II Congresso Mundial do Apostolado Leigo de 5 de Outubro de 1957, em Discursos e Rádio, XIX, p. 457-458).

O exercício do poder supremo de governo, mesmo antes da consagração episcopal, recebido após a eleição, por Papas que não são bispos ou nem mesmo sacerdotes, nunca foi contestado. Basta lembrar o caso de Bonifácio VIII, que, durante o mês decorrido entre sua eleição e sua consagração, cancelou todas as nomeações feitas por seus dois antecessores, Nicolau IV e Celestino V. Talvez o exemplo mais significativo é o de Adriano V, que, entre julho e agosto de 1.276, reinou apenas 38 dias, sendo apenas um diácono. Ninguém jamais contestou a validade dos atos com os quais, neste curto período, exerceu sua autoridade papal. As fontes históricas dizem especificamente dele, vixit in (Pontificato) Papatu 35 (38) dias. Alguns dos maiores papas da história da Igreja, como São Gregório Magno, São Gregório VII e Inocêncio III, foram ordenados bispos somente após a sua eleição para o Papado; mas desde o primeiro momento da sua aceitação foram considerados Papas. Após o século XVI, oito Papas receberam o episcopado após a sua eleição: Pio III, Leão X, Marcelo II, Clemente VIII, Clemente XI, Pio VI e Gregório XVI. A tradição e a prática da Igreja nos ensinam, portanto, que quem for eleito papa, embora simples leigo ou sacerdote, deve ser consagrado bispo o mais rápido possível, porque o Papa é o Bispo de Roma. Mas não é a consagração episcopal que lhe confere o Papado. Este erro se tornou comum nas últimas décadas, graças à nova eclesiologia progressiva.

Roberto de Mattei.

22 setembro, 2014

Segurança reforçada no Vaticano por temor de ataque.

AFP – A segurança foi reforçada na praça de São Pedro, após a interceptação por serviços de inteligência estrangeiros de uma mensagem sobre um possível ataque contra o Vaticano, informa o jornal italiano Il Messaggero.

Um serviço de inteligência estrangeiro alertou durante a semana a Itália sobre a interceptação de uma conversa telefônica entre duas pessoas que falavam árabe e mencionavam uma “ação espetacular na quarta-feira no Vaticano”, afirma o jornal.

A quarta-feira é o dia em que o papa celebra a audiência geral na praça de São Pedro, diante da basílica.

Uma unidade antiterrorista italiana estabeleceu que um dos interlocutores da ligação passou pela Itália há oito meses, segundo o mesmo jornal.

O papa Francisco viajará durante a semana à Albânia. O Vaticano negou que, como especulou a imprensa, o pontífice esteja ameaçado por um ataque islamita. Mas a segurança foi reforçada no Vaticano para as audiências de quarta-feira e domingo, destacou o jornal Il Messaggero.

Em entrevista durante a semana ao jornal La Nazione, o embaixador do Iraque na Santa Sé, Habib Al Sadr, declarou que “o que o autoproclamado Estado Islâmico tem afirmado é claro: querem matar o papa, as ameaças contra o papa são reais”.

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