23 novembro, 2014

Foto da semana.

A paróquia da Santa Cruz em San Jose, Califórnia, sofreu um incêndio no sábado, mas de alguma forma este belo crucifico italiano de três metros de altura conseguiu escapar das labaredas:

Dada à extensão do incêndio, é um milagre que o crucifixo tenha saído ileso, já que todo o interior da igreja foi consumido pelas chamas.

Mais detalhes podem ser vistos aqui.

Créditos: Veneremur Cernui

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22 novembro, 2014

Papa pede luta por terra em reunião com sindicalistas.

Francisco recebeu uma comitiva Central de Trabalhadores do país.

Por ANSA – O papa Francisco teve uma reunião com uma comitiva da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA) nesta quarta-feira (19) e pediu que os sindicalistas “lutem pelos três T: Teto, Terra e Trabalho”.

No encontro, que ocorreu na residência de Santa Marta, o deputado e sindicalista Victor De Gennaro expressou seu apoio ao Pontífice por ter convocado uma “assembleia de movimentos populares no Vaticano” e disse “apoiar firmemente a iniciativa”.

O político se referiu ao Encontro Mundial dos Movimentos Populares, realizado entre os dias 27 e 29 de outubro, que trouxe para Roma centenas de líderes do mundo todo para “encontrar soluções alternativas para a economia do descarte e da exclusão”.

O Papa ainda pediu para o grupo continuar “combatendo todo tipo de trabalho escravo” no país e no continente. As bandeiras sobre as formas de escravidão modernas e a luta pela inclusão social através do trabalho são os atuais focos do sucessor de Bento XVI na sociedade. O Pontífice, constantemente, ressalta a importância da “dignidade” para as pessoas que estão sem emprego e que são “deixadas de lado” pelo sistema capitalista atual.

Segundo Pablo Micheli, secretário-geral da CTA, Francisco ainda agradeceu o apoio dos argentinos as suas iniciativas, mas disse que “não é nada fácil” o processo de abertura de renovação da Igreja Católica.

22 novembro, 2014

São Josafá Kuncewycz, bispo e mártir ucraniano.

Por Associazione Luci sull’Est | Tradução: Lucas Janusckiewivz Coleta – Fratres in Unum.com: Nascido no ano de 1580 em Wolodymyr, na Volônia (atualmente Ucrânia), São Josafá vem sendo lembrado como símbolo de uma Rússia ferida na luta dos russos cismáticos contra os uniatas (cristãos que abandonaram o cisma e se uniram à Sé Romana). A Diocese de Polock situava-se na Rutênia, região que pertencia a Rússia, mas boa parte da qual passou para o domínio do rei polonês Sigismundo III. A fé dos poloneses sempre foi a católica romana, enquanto na Rutênia como no resto da Rússia os fiéis aderiram à denominada “igreja greco-ortodoxa”.

Tentou-se então a união da Igreja grega com a latina. Mantiveram-se os ritos e os sacerdotes ortodoxos, mas se restabeleceu a comunhão com Roma. Esta igreja, chamada de Uniata, teve aprovação do rei da Polônia e do Papa Clemente VIII. Os cismáticos russos (erroneamente chamados de ortodoxos) acusavam de traição os uniatas, que também não tinham muita aceitação dos católicos do rito latino.

João Kuncewycz, que tomou o nome de Josafá, foi o grande defensor da Igreja uniata. Aos vinte anos, entrou na Ordem dos monges basilianos. Monge, prior, abade e, finalmente, Arcebispo de Polock, empreendeu uma reforma dos costumes monásticos na região da Rutênia, reformando a Igreja uniata. Mas, por causa de seu apostolado, um grupo de russos cismáticos o atacaram, assassinando-o com golpes de espada e tiros de mosquete em 1623.

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22 novembro, 2014

FSSPX avança com seu apostolado em São Paulo.

Por Fratres in Unum.com – A Capela São Pio X, do priorado Padre Anchieta, em São Paulo, está quase finalizada. No último 02 de novembro, foram benzidos seus sinos por Dom Alfonso de Galarreta, que também celebrou a cerimônia da crisma para fiéis da FSSPX na cidade e na região.

Apesar de ainda não oficializada pela Igreja, como os demais institutos Ecclesia Dei, seu apostolado na cidade cresce de maneira estável, fazendo do priorado um foco de irradiação da liturgia e da doutrina tradicionais em São Paulo e no Brasil.

A FSSPX tem em sua resistência ao Concílio Vaticano II e à forma ordinária do rito romano (missa nova), causa de sua não oficialização, um dos principais motivos de atração de católicos de linha tradicional.

Dado o crescimento da importância do Brasil para a FSSPX, é possível que o país abrigue um novo distrito da Fraternidade nos próximos anos. Em 15 de fevereiro de 2014, com o apoio de fiéis decepcionados com o afastamento de Dom Fernando Rifan da linha doutrinária seguida por Dom Antonio de Castro Mayer, foi fundado o Priorado São Sebastião, em Bom Jesus do Itabapoana, em plena Diocese de Campos dos Goytacazes/RJ.

O priorado Padre Anchieta está solicitando doações, para concluir as obras do altar da capela.

Seguem abaixo algumas fotos do evento:

Dom Alfonso de Galarreta asperge os novos sinos, acompanhado dos sacerdotes do priorado.

Dom Alfonso de Galarreta asperge os novos sinos, acompanhado dos sacerdotes do priorado.

Crismandos, seus padrinhos e demais fiéis.

Crismandos, seus padrinhos e demais fiéis.

… in nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti. Amen.

… in nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti. Amen.

Missa Solene após as crismas.

Missa Solene após as crismas.

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22 novembro, 2014

Grandes mudanças à vista na Cúria.

Por Fratres in Unum.com – Segundo o vaticanista Marco Tosatti, são iminentes várias mudanças na Cúria Romana.

A começar pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, cujo nome mais cotado para o posto de Prefeito é a do Cardeal Robert Sarah, o primeiro cardeal da Guiné.

Cardeal Sarah

Cardeal Sarah

Sarah, até o momento presidente do Pontifício Conselho Cor Unum, gentilmente recebeu uma comitiva de sacerdotes participantes da peregrinação Summorum Pontificum, no mês passado.

Na segunda-feira, o Papa presidirá uma reunião com todos os chefes de dicastérios da Cúria a fim de discutir os projetos de reforma antes de tomar as decisões com seu conselho de oito cardeais.

Dá-se por certo a fusão da Congregação para a Educação Católica com o Pontifício Conselho para a Cultura. No comando do novo organismo permanecerá o Cardeal Gianfranco Ravasi e, assim, podemos esperar a continuação de suas exposições da arte moderna e as famosas edições do “Pátio dos gentios” mundo afora.

Ravasi, Vincenzo Paglia [presidente do Conselho para a Família, que, pouco antes da renúncia do Papa Bento XVI, defendeu “soluções de direito privado” para “outras convivências não familiares”. Em outras palavras, o reconhecimento jurídico das uniões homossexuais] e o todo poderoso Oscar Maradiaga foram vistos jantando juntos em uma sala reservada de um restaurante romano. Crê-se que Maradiaga seria o comandante de uma nova “super congregação”, que abarcaria o Conselho Justiça e Paz, o Conselho para os Migrantes, o Conselho Cor Unum, a Academia para a Vida e o Conselho para os Operadores Sanitários, bem como um quinto secretariado para o Direito das Mulheres.

21 novembro, 2014

Totalitarismo Vaticano.

Por Francesco Colafemmina – Fides et Forma | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: Aquilo que eu sempre tive dificuldade de tolerar no progressismo liberal dentro da Igreja é a sua arrogância totalitária. Mas, o que se vive hoje na Igreja sob a ditadura de Bergoglio e sua direção é algo bem diferente se formos comparar com o progressismo militante que apenas pretendia tomar de assalto o Papado e o Magistério. Estamos, em poucas palavras, muito além das frequentes investidas e, portanto, daquela arrogância se tornou obsoleta ao se transformar na mais pura protérvia, despotismo rancoroso e intolerância bolchevique.

Este fenômeno deveria deixar preocupados nem tanto os considerados conservadores e aquela  pequena parte minoritária que frequentemente é definida como “tradicionalistas”, mas sim aqueles ex-progressistas que pariram um monstro que agora se tornou tão incontrolável que ameaça engoli-los em primeiro lugar.

O progressismo católico tomou como presas uma grande maioria de homens da Igreja que, em boa fé, estavam certos de que um maior envolvimento da Igreja nas lutas sociais, uma simplificação dos aparelhos eclesiásticos fundamentais, um maior cuidado pastoral com as ovelhas desgarradas, favoreceriam uma redescoberta do Evangelho autêntico, privado de superestruturas humanas. Daí o fascínio por Bergoglio, considerado um defensor dessa política eclesial, uma verdadeira volta à descoberta da “autenticidade” do Cristianismo (entre outras instâncias da retaguarda, fixadas nos anos 60 e 70).

Infelizmente esses progressistas estão sendo obrigados a reconhecer agora que as suas teorias estão sendo usadas por Bergoglio e seu entorno com um cinismo estratégico ímpar para levar a Igreja justamente a um caminho oposto.

De antagonista em um mundo fundamentado nas desigualdades e na prepotência ideológica e econômica de uma elite à sua companheira de merenda. É nisso que a “nova Igreja” corre o risco de se tornar sob o desígnio dos novos “Robespierres purpurados”. Não é por acaso que as fileiras do novo totalitarismo Vaticano são constituídas principalmente por diplomatas, ou seja, por  aqueles bispos sem a menor formação pastoral e acostumados a tratar e lidar com embaixadores, chefes de estado, burocratas e funcionários, ao invés de famílias carentes, desempregados, pessoas que sofrem, moribundos e oprimidos em geral.

O projeto vai muito além do progressismo e conservadorismo, ambos pulsões internas da Igreja, e tem como único propósito transformar a Igreja em um mero instrumento de controle social a serviço das elites políticas e econômicas.

Elites essas que a Igreja deveria ser a primeira em confrontar “apertis verbis”. Em um mundo ocidental, cada vez mais aceso por tensões sociais e com um abismo crescente entre pobres e ricos, a nova Igreja deve anestesiar as massas edulcorando sua condição, exaltando a pobreza e a igualdade sem jamais denunciar ou contrapor-se às forças que as determinam, sem jamais lutar contra o desvio moral que é um produto desses poderes, oferecido às massas como meio seguro de controle e condicionamento. A Igreja, pelo contrário, deveria combater ferozmente a ideologia desumana aplicada à vida diária dos homens, deveria ser um obstáculo contra a tentativa de se mudar radicalmente a estrutura da sociedade humana, que busca transformá-la em individualismo controlado e consumista. Deveria, em suma, ser aquela perpétua testemunha do vínculo indissolúvel entre Criador e criatura que impõe a esta última os freios e ao mesmo tempo a valoriza através do reconhecimento de sua dignidade espiritual.

Mas, ao invés disso, hoje a Igreja de Bergoglio e sua direção é totalmente inclinada aos interesses das elites que condicionam o sentir e o querer das massas e que tem como alvo a realização de um projeto já identificado e descrito por Aldous Huxley em seu “Admirável Mundo Novo” de 1932. Huxley esclarecia mais tarde em “Uma volta ao mundo novo” que o papel da religião na futura configuração da ditadura dos mercados seria aquele de uma “distração social”: “Nem mesmo na Roma antiga havia algo que se assemelhasse à distração incessante que hoje oferecem os jornais e revistas, rádio, televisão e cinema. Este fluxo incessante de distrações no meu ‘Novo Mundo’ foi usado deliberadamente como um instrumento da política, para impedir as pessoas de prestar muita atenção na realidade da situação social e política que o cerca”.

Assim, para mudar o rosto da Igreja foi necessária uma revolução, uma espécie de golpe de Estado, que começou bem antes da demissão — obviamente forçada – de Ratzinger em 2013.

Isto é demonstrado pelas características do regime totalitário de Bergoglio. Primeiro de tudo, o culto de personalidade em torno deste líder revolucionário, cuidadosamente construído por debaixo da mesa, através de alguns movimentos astutos já de início (a idéia de celebrar missa todos os dias em Santa Marta, de escolher viver lá, em vez de no Palácio Apostólico, etc, etc.). Em segundo lugar, a degradação das Sedes tradicionais de poder transformando-as em meros simulacros empoeirados onde se colocam funcionários, em sua maioria desconhecidos, que apenas se destinam a facilitar as decisões do regime. Adicionado a isso vem a criação de uma direção oficial e um oficiosa. A direção oficial (composto pelo conselho dos oito) e a oficiosa (uma espécie de círculo mágico feito de amigos, ex-revolucionários frustrados, intelectuais radicais, jornalistas hipnotizados pelo querido líder). Não falta, entre outras coisas, a presença de uma espécie de polícia secreta (veja o caso de Franciscanos da Imaculada).

Uma outra característica fundamental deste regime é a ausência de referências substanciais ao passado. Assim, de um modo meio embaralhado e bem arquitetado se implementou uma passagem radical de um Papa teólogo para um Papa que fala como o vendedor de frutas no mercado local ou o aposentado no bar que transmite esportes pela TV. Latim e citações de Patrística são considerados como frescuras desnecessárias. Portanto, deve-se comentar o Evangelho reinterpretando-o dia a dia em Santa Marta, tendo em seus braços, armas em punho para disparar uma série impressionante de “pensamentos” que têm como núcleo a criminalização dos católicos (independentemente de suas posições). Os últimos passos são os mais chatos, mas não menos inesperados: os expurgos. Primeiro foi Piacenza — que tentando recuperar posições no esquema comentou positivamente certas aberturas do Sínodo — depois Canizares, agora – clamorosamente e verdadeiramente, Burke. Amanhã talvez seja até Müller.

Tudo aquilo que define Bergoglio e seus companheiros é por outro lado uma ânsia quase milenarística: a ansiedade de empreender uma mudança radical e definitiva que para eles é entendida como uma missão divina autêntica. Não é nenhuma coincidência que em um estilo totalmente semelhante a “Joaquim de Fiore” não fazem outra coisa senão mencionar o “Espírito” que estaria se movendo dessa vez sobre os homens. Eis porque todos os obstáculos devem ser removidos, porque são precisamente obstáculos, mesmo quando se referem às verdades da fé, ao Magistério e ao Evangelho (não aquele das pregações em Santa Marta). Os obstáculos estão sendo removidos, sem, no entanto, suscitar protestos ou simples perplexidade: no novo regime do Vaticano, um crime legitimamente punível é a falta de conformidade com a vontade e a missão milenarística de Bergoglio e seu diretório. Então, não há nada de errado com isso. Na verdade, é até uma ação digna. Porque ela empurra a Igreja para a frente, sim, diretamente para o abismo…

21 novembro, 2014

Vaticano: O assassinato cruel do casal cristão é uma barbárie que humilha a humanidade.

ROMA, 07 Nov. 14 / 01:20 pm (ACI/EWTN Noticias).- A Santa Sé se pronunciou sobre o trágico caso dos dois jovens casados, cristãos, pais de 4 filhos, queimados vivos no Paquistão por uma multidão muçulmana. O casal foi injustamente acusado de blasfêmia por um muçulmano.

Sobre este acontecimento, o Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, o Cardeal Jean-Louis Tauran, falou com a Rádio Vaticano: “estou perplexo, ficamos sem palavras, obviamente, perante um ato de tamanha barbárie. Aquilo que é ainda mais grave é que foi invocada a religião, em modo específico”.

“Uma religião não pode justificar crimes desse gênero. Existe essa lei da blasfêmia, que representa um problema: a comunidade internacional, não deveria intervir?”

O Cardeal disse que “de um lado, certamente estão as convicções religiosas que devem ser respeitadas, mas é necessário, também, manter um mínimo de humanidade, de solidariedade. Acredito, então, que o diálogo se imponha: infelizmente, não se diz nunca o bastante sobre isso. Mais delicada é a situação, mais se impõe o diálogo”. “Eu me pergunto: podemos ficar assim, passivos frente a crimes declarados legítimos pela religião? Desde o ano em que foi introduzida a lei da blasfêmia, foram registradas cerca de 60 execuções”.

O Cardeal Tauran disse logo que “não envolvem somente os cristãos: inclusive outras minorias foram atingidas, como advogados, opositores ao regime que foram mortos de maneira bárbara. Estamos perante a um grande problema…”.

Pensando que “muitos cristãos se encontram, atualmente, nos braços da morte do Paquistão: pensamos, obviamente, também em Asia Bibi, mas existem tantos outros casos. Hoje seria realmente necessária uma ação para solicitar a reforma dessa lei…”.
“Sim, mas no ponto em que nos encontramos agora, não se pode intervir nos assuntos internos de um Estado, mas, ao menos, é preciso ajudar os responsáveis da política a encontrarem soluções dignas do homem e da civilização”.

A Comissão de Justiça e Paz do Paquistão reagiu a este drama, denunciando a falta de vontade por parte da política e afirmando que tudo isso rende as minorias ainda mais vulneráveis: “Penso que, efetivamente, a Igreja local seja muito corajosa. É necessário apoiá-la e, sobretudo, denunciar, denunciar rigorosamente que não há nenhuma justificativa pra esse tipo de coisa. Na realidade, a humanidade inteira acaba sendo humilhada…”.

Sobre uma possível reação dos líderes muçulmanos locais, o Cardeal disse: “Espero, sim! Isso é o que desejamos desde agosto… Por isso, é preciso reconhecer que as primeiras vítimas são os muçulmanos, porque esses crimes dão ao islamismo uma imagem terrível, muito negativa. Então, teriam todo o interesse de denunciar, e também de maneira contundente…”.

“Acredito que tenhamos chegado ao que São Paulo define “o mistério da iniquidade”, isto é, o mal ao estado puro. Nem os animais se comportam desse modo!”.

Para concluir, o Cardeal afirmou que “a gente se encontra realmente numa época de precariedade total, onde tudo pode acontecer, a pessoa humana não é respeitada, a vida não conta mais”.

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21 novembro, 2014

Dom Athanasius Schneider no Brasil: Missa Pontifical e Crisma em São Paulo.

Por Fratres in Unum.com: Em 30 de novembro de 2014, às 20h30min, Dom Athanasius Schneider celebrará cerimônia de crisma e Missa Pontifical na forma extraordinária do rito romano, na Paróquia São Paulo Apóstolo, situada à Rua Tobias Barreto, 1320, no Belém.

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Nessa ocasião, receberão o santo crisma membros da Associação Cultural Montfort, alunos do Colégio São Mauro e fiéis dos Padres Luiz Fernando Pasquotto e Renato Coelho, IBP, responsáveis pela missa tradicional na São Paulo Apóstolo.

21 novembro, 2014

Cardeal insta o Papa Francisco a excluir questões polêmicas do próximo Sínodo para a Família.

Por Sarah Macdonald – The Catholic Herald, 18 de novembro de 2014 | Tradução: Fabiano Rollim – Fratres in Unum.com: O Cardeal Raymond Burke instou o Papa Francisco a retirar da pauta do próximo Sínodo dos Bispos as questões sobre Comunhão para divorciados recasados, coabitação e uniões de pessoas do mesmo sexo.

Cardeal Burke.

Cardeal Burke.

Dirigindo-se a mais de 300 delegados em uma conferência sobre família e casamento organizada pela Catholic Voice em Limerick, Irlanda, em 15 de novembro, o cardeal americano disse que essas questões distraíram o trabalho do sínodo em sua primeira sessão de outubro. Alertando que Satanás está a semear confusão e erro sobre o matrimônio, o cardeal, patrono dos Cavaleiros de Malta, disse: “Mesmo dentro da Igreja há aqueles que obscureceriam a verdade da indissolubilidade do matrimônio em nome da misericórdia.” Ex-arcebispo de St. Louis, hoje com 66 anos, o cardeal recomendou, em vez disso, que o sínodo do próximo ano dedique-se a promover o ensinamento da Igreja sobre o casamento.

Ele também descartou qualquer relaxamento da restrição da Comunhão para divorciados recasados sem que seu casamento original tenha sido declarado nulo. “Não sou capaz de compreender como — se o casamento é indissolúvel e alguém está vivendo em um estado que contradiz esta indissolubilidade matrimonial — a pessoa possa ser admitida à Sagrada Comunhão,” disse.

Ele pediu aos fiéis católicos que escrevam ao Papa Francisco, ao Vaticano e aos líderes da Igreja na Irlanda para manifestar suas opiniões sobre o assunto.

Atacando “a chamada mentalidade contraceptiva”, alertou que esta é “anti-vida” e culpou-a pela “devastação que é diariamente forjada em nosso mundo pela indústria multimilionária da pornografia” e pela “agenda homossexual incrivelmente agressiva”, a qual disse só poder resultar na “profunda infelicidade e até mesmo desespero daqueles afetados por ela.”

O cardeal disse ter sido levado às lágrimas pelas tentativas de se introduzir “a dita teoria de gênero” nas escolas. Alertou que tal teoria é “iníqua” e que expor crianças a tal “pensamento corrompido” não pode ser permitido. Disse que “a sociedade passou dos limites em sua afronta a Deus e Sua lei ao dar o nome de casamento a uniões entre pessoas do mesmo sexo.” Sob aplausos, disse recusar-se a usar o termo “casamento tradicional” para designar o casamento entre um homem e uma mulher. “Minha resposta é — existe algum outro tipo de casamento? Temo que ao usar aquela terminologia estejamos dando a impressão de que pensamos existirem outros tipos de casamento; bem, não pensamos.”

Falando diante da assembleia para a RTE News, o Cardeal Burke disse que recusaria a Comunhão para um político católico que votasse a favor de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Em seu discurso de abertura para a conferência, o Bispo Brendan Leahy, de Limerick, disse que a família precisa ser redescoberta como o agente essencial da evangelização. Entretanto, referiu-se à mensagem final do sínodo de outubro para lembrar aos delegados da conferência que “as pessoas precisam ser aceitas nas circunstâncias concretas da vida.”

20 novembro, 2014

Panella, Scalfari e Bertinotti se converteram? Ou foi o contrário?

Por Antonio Socci | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: Junto a Fausto Bertinotti e Eugenio Scalfari, Marco Pannella é o fã mais eletrizado do Papa Bergoglio (“Viva o Papa!”, “Nós radicais o amamos muito”, “Eu quero me tornar um cidadão do Vaticano.”)

Uma conversão “incrível” ao “ópio do povo”, a religião, como último refúgio na velhice, porque — nunca se sabe – quem sabe ali se poderia achar até mesmo a surpresa de Deus?

Não. Não há o menor vestígio de retorno à Igreja Católica, nem de arrependimento, nem de uma mudança de vida, nessa “conversão-relâmpago” que atingiu o líder do Partido Refundação Comunista e os dois outros símbolos do anti-clericalismo e da descristianização da Itália.

Pelo contrário! É exatamente o oposto. Existe – da parte deles – a sensação de um triunfo inédito da cultura radical e secularista na sociedade italiana e até mesmo dentro da Igreja.

E da parte de Bertinotti, existe o entusiasmo por um papa que se coloca como o novo líder revolucionário e da anti-globalização no mundo.

Mas será que é realmente assim? Será que Scalfari e Marco Pannella são simplesmente gratificados com telefonemas e entrevistas, dado o seu ego sempre em brasa?

E Bertinotti não teria simplesmente entendido mal a convocação à “luta” feita por Bergoglio ao Centro Leoncavallo e seus companheiros [participantes do encontro dos movimentos sociais no Vaticano]?

Recordo-me de intelectuais, jornalistas ou políticos que nutriram profunda admiração por papas precedentes. Em particular, o carismático João Paulo II e o sábio Bento XVI.

Nesses casos, no entanto, se tratava de um autêntico retorno à fé católica ou de “conversões culturais ” que os levava no mínimo a aderir ao ensino cultural e ético da Igreja.

Em vez disso, explicou Sandro Magister, a popularidade de Francisco “não provoca ondas de convertidos. Na verdade, nele há uma certa complacência com a cultura estranha ou hostil ao Cristianismo “.

Em que sentido? “Ao ver que o chefe da Igreja é que se converte às suas posições, que parece entendê-las e até mesmo aceitá-las”. Portanto, a exultação dos vários Scalfari, Pannella e Bertinotti não é aquela de quem reencontrou a fé, mas que considera ter “conquistado” até mesmo o Vaticano.

Digo e desdigo 

No entanto, se dirá que ontem Bergoglio falou aos médicos católicos contra o aborto e a eutanásia. Então, como ele poderia ser aclamado por Pannella e Scalfari? Quer prova melhor de que eles se enganaram?

Na verdade, o discurso de ontem não esfriou o entusiasmo deles por Bergoglio.

Antes de mais nada, porque as intervenções de Francisco sobre esses temas são raríssimas, enquanto entre seus predecessores eram a ordem do dia, principalmente quando queriam soar o alarme para uma humanidade que – de acordo com a Igreja – se encontra num estado de emergência, ao esquecer (segundo Madre Teresa de Calcutá) até mesmo o ABC da humanidade.

Bergoglio avisou logo que não adere à batalha sobre os “princípios inegociáveis” (e isso foi uma ruptura de peso com o Magistério) chegando até mesmo a julgar como uma “obsessão” essa escolha do magistério precedente.

Mas,por que os discursos do Papa Bergoglio parecem tão contraditórios entre si?

No outono de 2013, uma conhecida intelectual sul-americana, docente universitária, Lucrecia Rego de Planas, que conhece bem Bergoglio e trabalhou com ele, fez um retrato do homem, onde, entre outras coisas, escreveu:

“(Bergoglio) ama ser amado por todos e agradar a todos. Neste sentido, ele poderia um dia fazer um discurso na TV contra o aborto e no dia seguinte, no mesmo programa de TV, abençoar as feministas pró-aborto na Plaza de Mayo; poderia fazer um discurso maravilhoso contra os maçons e, horas mais tarde, comer e beber com eles no Rotary Club. Esse é o Bergoglio que eu conheci de perto. Num dia ele estava conversando animadamente com Dom Duarte Aguer sobre a defesa da vida e da liturgia e no mesmo dia, durante o jantar, conversando animadamente com Dom Ysern e Dom Rosa Chávez sobre as comunidades de base e os terríveis obstáculos que representam ‘os ensinamentos dogmáticos’ da Igreja. Um dia, amigo do Cardeal Cipriani e do Cardeal Rodriguez Maradiaga falando sobre ética empresarial e contra as ideologias da Nova Era e, pouco mais tarde, como amigo de Casaldáliga e Boff, discorrendo sobre luta de classes e da ‘riqueza’ que as técnicas orientais poderiam doar à Igreja”.

Assim, um vácuo de pensamento teológico e filosófico? Uma espécie de peronismo pastoral que contém tudo e o seu oposto? Sua formação cultural é realmente muito pobre (que ele chama de “pensamento incompleto”), mas a estratégia pastoral de seu ministério é muito evidente.

Carnaval

A incoerência dos conteúdos é uma escolha política que serve para atingir um fim preciso. Os fãs o aclamam: finalmente um papa moderno e secular. Na verdade, a bússola estratégica deste pontificado parece ser a “dessacralização”.

E é isso que nos mostra – além do abandono dos “princípios inegociáveis” – muitas pequenas e grandes escolhas, aparentemente sem nexo lógico entre si. Desde a sua primeira aparição na sacada da Basílica de São Pedro, na noite de 13 de março de 2013, quando ele se recusou a usar a estola sacerdotal e a mozzeta vermelha (símbolo do martírio de Pedro e da sua jurisdição) chamando-os de “fantasia de carnaval.”

Subitamente a mídia elogiou a “dessacralização” da instituição do papado percebida também em outros sinais, como o “boa noite” ao invés de “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo” e as quatro vezes que se referiu a si mesmo como “Bispo de Roma” e nunca como papa.

A dessacralização do papado (enquanto começava a construção do mito em torno ao homem Bergoglio) continuou, em seguida, com outras pequenas escolhas (tais como a recusa de viver no apartamento pontifício) e atitudes mais cheias de repercussão e consequências (embora ambíguas), como a frase “quem sou eu para julgar?”, a condenação do proselitismo católico e da chamada “interferência espiritual” (isto é, a influência cristã no mundo).

E o Sínodo não é uma dessacralização flagrante da família? E o ato de não se ajoelhar mais diante do tabernáculo ou durante a consagração? E a admissão de todos à Eucaristia como ele já fazia em Buenos Aires?

E dizer aos cristãos que não existe  nenhuma “verdade absoluta”?

E as afirmações  sobre o Bem e o Mal como opiniões subjetivas feitas a Scalfari? Isso não “relativizaria” talvez a objetividade da moral?

E o seu anúncio inédito de que “não existe um Deus católico” não é relativizar a fé? E o discurso em Caserta?

E sugerir — como fez em sua homilia do dia 20 de dezembro de 2013 – que Nossa Senhora aos pés da cruz “talvez tenha tido vontade de dizer: me enganaram” porque naquele momento as promessas messiânicas lhe pareciam “mentiras”?

Não é uma dessacralização da figura da Mãe de Deus? A doutrina católica sempre afirmou que — como lemos no Catecismo — “a sua fé nunca vacilou, Maria nunca deixou de acreditar no cumprimento da Palavra de Deus. Eis porque a Igreja venera em Maria a realização mais pura da fé”.

E poderíamos continuar mencionando também as piadinhas e o tom sarcástico (e às vezes pejorativo) contra os cristãos que rezam o rosário, os padres de batina, as freiras que estão jejuando, a perspectiva de profanação da liturgia e da vida de clausura.

E depois tem também os “lugares”: o imã convidado a rezar no Vaticano (onde ele invocou Alá pedindo vitória sobre os infiéis), a Capela Sistina concedida à Porsche para um evento corporativo, o Leoncavallo (e outros grupos marxistas) recebidos e elogiados pelo Papa  no dia 28 de outubro (e convidados a voltar), Patty Smith contratada para o concerto de Natal no Vaticano. Falta apenas o ativista transexual Vladimir Luxuria que teve sua participação adiada na TV2000 (emissora da Conferencia Episcopal Italiana). E quando será a partida de basquete em São Pedro?

Naufrágio

Em vez disso, com Bergoglio o que se vê é uma sacralização de temas sociais, típicos da esquerda. É por isto que a Igreja na América Latina há décadas está um caos, é a igreja que possui a crise mais séria em todo o planeta: os últimos dados, que acabaram de ser divulgados pelo “Pew Research Center” confirmam esta queda vertiginosa de pertença à Igreja Católica na América Latina.

Agora essa mesma receita de fracasso está sendo aplicada a toda a Igreja. E em breve veremos as mesmas ruínas. Efeito Bergoglio.

Antonio Socci

16 de novembro de 2014