17 julho, 2014

A guerra dos liberais contra Dom Cordileone.

Por Gercione Lima | Fratres in Unum.com – Quando o arcebispo Salvatore Cordileone desembarcou no Aeroporto Internacional de San Francisco pra assumir aquela Arquidiocese, trouxe uma bagagem pesada demais para os liberais suportarem: pró-vida, pró-família e pró-liturgia tradicional.

Dom Cordileone segura faixa em Marcha pelo Casamento: "Toda criança merece uma mãe e um pai".

Dom Cordileone é um dos que seguram faixa em Marcha pelo Casamento Tradicional: “Toda criança merece uma mãe e um pai”.

Cordileone tornou-se líder nacional de um movimento religioso contra o casamento gay. Ele dirige a Subcomissão para a Promoção e Defesa do Matrimônio da Conferência dos Bispos dos EUA e teve um papel fundamental na arrecadação de  fundos para aprovação da famosa Proposição 8, um plebiscito que proibiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo, no Estado da Califórnia, em 2008.

A medida mais tarde foi derrotada por ativismo judicial e considerada inconstitucional, permitindo que os casamentos homossexuais voltassem a ser realizados no estado.

Embora tendo perdido essa primeira batalha, Cordileone continuou firme em sua oposição franca ao chamado “casamento gay” ao declarar: “O combate final do Maligno é o ataque ao casamento” .

Desta vez, quem está por trás dos ataques ao Arcebispo Cordileone é a líder dos Democratas e pseudo-católica Nancy Pelosi que, citando a famigerada frase do Papa Francisco: “quem sou eu pra julgar”, resolveu declarar guerra aberta ao Arcebispo e encabeçar uma campanha de difamação e ataques contra o líder da Igreja em San Francisco.

O motivo da celeuma foi a participação do Arcebispo na Marcha pelo Casamento Tradicional, que aconteceu no ultimo dia 19 de junho em Washington DC.

A Marcha pela Familia é um evento que atrai milhares de americanos e organizações que apoiam o casamento tradicional. A multidão faz o percurso que vai do prédio do US Capitol ao prédio da US Suprema Corte.

Mas, quem, afinal é o Arcebispo Salvatore Cordileone? Salvatore Joseph Cordileone (“Coração de Leão”) nasceu no dia 5 de junho de 1956 em San Diego, Califórnia, numa família de origem italiana. Estudou no St. Francis Seminary de San Diego, no North American College e na Universidade Gregoriana de Roma. Foi ordenado sacerdote no dia 9 de julho de 1982 e fez pós graduação em Direito Canônico em Roma entre 1985-1989.

Entre 1985-1991 serviu como oficial do Tribunal da Diocese de San Diego e de 1989 a 1991 como secretário do Bispo diocesano. Entre 1991-1995, foi pároco em Nossa Senhora de Guadalupe em Calexico, California.

Entre1995-2002, foi chamado a servir como oficial do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica em Roma, onde foi fortemente influenciado por seu amigo e mentor Cardeal Burke.

No dia 05 de julho de 2002, foi apontado por João Paulo II como Bispo auxiliar de San Diego e, em Julho de 2012, Papa Bento XVI o nomeou Arcebispo de San Francisco na Califórnia.

A indicação do Arcebispo Cordileone foi vista pelos ativistas gays como uma estaca cravada no coração do movimento gay americano e como o último golpe de Bento XVI contra esse movimento.

De fato, a chegada de Dom Salvatore Cordileone foi como um terremoto naquela Arquidiocese, que por anos se viu dominada por toda sorte de liberais. Uma de suas primeiras medidas foi coibir a Associação Católica de Ministérios para Gays e Lésbicas, ou CALGM, ao obrigá-los a assinar um termo de compromisso ou juramento de adesão à Doutrina Católica.

Outra medida foi a proibição de missas com a presença de drag queens e, finalmente, o seu amplo apoio para a celebração da Missa Tradicional em latim, bem como a sua participação ativa em várias dessas celebrações.

OREMUS PRO EPISCOPO NOSTRO Salvatore Cordileone! Que Deus confirme em sua graça esse Coração de Leão e que lhe ilumine com a sabedoria do Salvador para salvar as almas de boa vontade da Arquidiocese de San Francisco!

17 julho, 2014

“O crucifixo é obrigatório”, diz o prefeito de Pádua.

Escolas e prédios públicos exibem símbolo doado pela cidade 

Por ANSA | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com- Pádua, 25 de junho – O prefeito de Pádua, no norte da Itália, declarou na quarta-feira que todos os prédios públicos devem exibir um crucifixo católico.

“Agora todo gabinete e toda escola receberão um belo crucifixo obrigatório doado pela cidade. Tirem as mãos do crucifixo ou vocês terão problemas”, escreveu o prefeito Massimo Bitonci, que pertence ao partido da Liga do Norte Anti-imigrantes, em sua página no Facebook.

Ele também postou uma foto sua em 2009, sentado enquanto distribuía crucifixos gratuitos na cidade vizinha de Abano Terme, onde uma escola pública removeu um crucifixo a pedido da família de um aluno.

Enquanto a Constituição de 1948 diz que a Itália é um Estado secular e que todas as religiões são iguais perante a lei, o governo nunca ab-rogou explicitamente os decretos que tornam os crucifixos obrigatórios que datam o regime fascista precedente.

Consequentemente muitos hospitais, tribunais e escolas ainda exibem o símbolo católico.

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16 julho, 2014

Aberta a temporada de caça aos conservadores.

Tomara que estejamos errados, como às vezes nos acontece, por sorte; mas, a partir de uma série de pequenos sinais, temos a impressão de que, na Igreja de Papa Francisco, abriu-se a temporada de caça aos “conservadores”, termo que, como sempre nestes casos, é bastante genérico, e serve para ser usado contra uma ampla gama de pessoas.

Por Marco Tosatti - La Stampa | Tradução: Fratres in Unum.com - O caso mais flagrante continua a ser o dos Franciscanos da Imaculada. Uma ordem dada pela autoridade com modos de extrema dureza e sem que se tenham dado razões claras. Nada além de uma genérica acusação de pertença tradicionalista.

Admito que, antes da decapitação, os Franciscanos da Imaculada não tinham nenhum lugar em minha vida; bons católicos, pessoas – certamente não tradicionalistas – ligadas à Igreja falavam-me bem deles; outros sublinhavam alguma excentricidade ou personalismos excessivos do fundador (mas quantos fundadores de ordens, antigas e recentes, não têm estes mesmos excessos?).

Em suma, pela falta de motivos sérios e relevantes, devo pensar que se tenha tratado de uma guerra interna, combatida em nome do Papa, com a crueldade típica dos ambientes fechados e de tudo que diz respeito à liturgia. A despeito da misericórdia.

Mas, além do caso exemplar dos Franciscanos da Imaculada, há uma proliferação de casos individuais, coisas pequenas ou nem tanto, que intriga qualquer um que tenha mais prática do mundo eclesiástico, fazendo pensar que esteja em curso um processo não declarado, mas nem por isso menos eficaz. Pensa-se que o Papa não ame propriamente tudo o que signifique tradicionalismo, particularmente na liturgia; que também se defenda oficialmente as decisões de João Paulo II e Bento XVI neste campo – escolhas, certamente, de abertura para com aquele mundo… Mas, no fundo, bem no fundo, ele tem uma sensibilidade diferente.

O bispo tcheco Jan Graubner, falando da audiência de 14 de fevereiro passado, declarou à Rádio Vaticana: “Quando estávamos discutindo que aqueles que amam a liturgia antiga desejam voltar a ela, era evidente que o Papa falava com grande  afeto, a atenção e a sensibilidade de todos para não fazer mal a ninguém. Todavia, fez uma declaração muito forte quando disse que compreende quando a velha geração deseja voltar àquilo que viveu, mas não consegue entender que as gerações mais jovens desejam voltar ao que se foi. ‘Quando busco mais a fundo – disse o Papa –, acho que é mais um tipo de moda (em língua tcheca, “mòda”; em italiano, “moda”). E, tratando-se de uma moda, não convém dar muito peso a isso. É necessário mostrar apenas um pouco de paciência e gentileza para com as pessoas que são dependentes de um certo modo de fazer, mas considero muito importante ir com profundidade às coisas, para que não se aprofundem essas temáticas. Nenhuma forma litúrgica, seja esta ou aquela, pode nos salvar’”.

Haveria algo a se objetar sobre este ponto, também observando quais são as ordens religiosas que desfrutam de mais simpatia por parte dos jovens, do ponto de vista das vocações. Mas interessa-nos observar que talvez não erra quem atribui ao Papa pouca simpatia por esse mundo. E, na Cúria – que continua sendo uma Corte, mesmo quando o Soberano, ao invés de habitar no Apartamento, vive na casa dos Mosqueteiros do Rei –, são muito hábeis aqueles que respiram essa atmosfera, e tiram as consequências.

Assim, têm-se notícias de sacerdotes julgados muito conservadores por suas próprias ordens, aos quais não se permitiu professarem aqueles votos particulares, típicos da própria ordem; promoções – e regressões – nos dicastérios da Cúria, julgados com base no “progressismo” ou “conservadorismo” dos interessados; até de possíveis decisões em níveis muito mais altos, relativos à mudança de cardeais julgados “conservadores” para dioceses de nível médio, ao contrário de ad majora.

Uma das últimas notícias veio de Nova York, onde um sacerdote sul-africano, ligado à representação da Santa Sé junto à Nações Unidas, apaixonado pela Missa segundo o Rito antigo (a Missa na forma extraordinária), pronunciou um sermão no qual sublinhava o necessidade de haver sacerdotes que tivessem amor e sensibilidade pelo Rito antigo. A homilia apareceu na internet. Depois que o sacerdote desdisse todo o seu esforço por celebrar a missa, parece que voltará logo para a África do Sul.

Pequenas coisas… Mas, costuradas em conjunto, dão um tapete.

A impressão é que o trabalho levado a cabo por Bento XVI para devolver a cidadania às várias sensibilidades dentro da Igreja está para ser destruído. Uma pena! Justamente, Vitório Messori nos ensinava, muito tempo atrás, que a Igreja Católica se baseia no et-et-, na convivência de católicos que, em sua diversidade, permanecem unidos, e que as seitas praticam o aut-aut (ndt. ou-ou, quer dizer, isto ou aquilo, sem nenhuma possibilidade de conciliação). Seguramente, Papa Bergoglio não quer uma Igreja do aut-aut, mas talvez seja este um problema dos “bergoglistas”, de convicção ou oportunistas, que pensam estar fazendo uma cruzada em seu favor.

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16 julho, 2014

Flos Carmeli, vitis florigera, splendor Coeli, Virgo puerpera, singularis!

Por Padre Élcio Murucci

Bem podemos dizer que a veste da graça foi tecida pelas mãos benditas de Maria Santíssima. A Santa Madre Igreja proclama-a Corredentora. Se deu inteiramente a si mesma, em união com o seu Filho, pela nossa redenção. Uma tradição popular fala da túnica inconsútil que a sempre Virgem Maria teceu para Jesus; mas para nós fez realmente muito mais: cooperou para nos conseguir a veste da nossa salvação eterna. Maria Santíssima nunca deixou de nos seguir com o seu olhar maternal para proteger em nós a vida da graça. Cada vez que nos convertemos a Deus, nos levantamos de uma culpa – grande ou pequena – ou progredimos na graça, sempre o fazemos por intermédio de Maria Santíssima. O escapulário que a Senhora do Carmo nos oferece não é mais do que o símbolo exterior desta sua incessante solicitude maternal; símbolo, mas também sinal e penhor de salvação eterna. “Recebe, amado filho – disse Nossa Senhora a São Simão Stock – este escapulário… quem morrer com ele não padecerá o fogo eterno”. A sua poderosa intercessão maternal dá-lhe direito a repetir em nosso favor as palavras de Jesus: “Pai Santo… conservei os que me deste e nenhum deles se perdeu”.

O Carmelo é o símbolo da vida contemplativa, vida toda dedicada à busca de Deus, toda dirigida para a intimidade divina; e quem melhor realizou este ideal altíssimo foi a Virgem, Rainha e Decoro do Carmelo. Diz o profeta Isaías XXXII, 16-18: “No deserto habitará a equidade, e a justiça terá o seu assento no Carmelo. A paz será a obra da justiça e o fruto da justiça é o silêncio e a segurança para sempre. O meu povo repousará na mansão da paz, nos tabernáculos da confiança”. Estas palavras do profeta mostram o espírito contemplativo e retratam a alma de Maria Santíssima. Carmelo em hebreu significa jardim. A alma de Nossa Senhora é um jardim de virtudes, é um oásis de silêncio e de paz, onde reina a justiça e a santidade, oásis de segurança, todo cheio de Deus.

São as paixões e os apegos que fazem barulho dentro de nós, tirando a paz da nossa alma. Só uma alma completamente desprendida e que domina inteiramente as suas paixões, poderá, como Maria Santíssima, ser um “jardim” solitário e silencioso, um verdadeiro Carmelo, onde Nosso Senhor Jesus Cristo encontre suas delícias.

“Ó Maria, flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu, Virgem fecunda e singular, Mãe bondosa e intacta, aos carmelitas dai privilégios, Estrela do mar!” Em latim: “Flos Carmeli, vitis florigera, splendor Coeli, Virgo puerpera, singularis! Mater mitis, sed viri nescia, Carmelitis da privilegia, Stella Maris!”

Publicado originalmente na festa de Nossa Senhora do Carmo de 2012.

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15 julho, 2014

Cineasta desejava usar a imagem do Cristo Redentor para cena desrespeitosa e Arquidiocese do Rio reage prontamente.

Segundo informações do blog O Correio Chegou, o episódio Inútil Paisagem” do filme “Rio Eu te Amo”, do cineasta José Padilha, incluiria a seguinte cena protagonizada pelo personagem de Wagner Moura — dirigindo-se ao Cristo Redentor enquanto voa de asa delta (a censura — isso mesmo, censura — aos palavrões é nossa):

E aí?Cristo

Vai me pedir desculpa não?
Com a Clara você nunca me ajudou, rapaz.
É tudo uma mentira.
Esse braço aberto teu é mentira também.
Essa cidade ai é uma mentira.
Já foi lá embaixo?
Lá embaixo você não vai, né?
Lá embaixo não tem amor, né?
Aí você fica aí.
A policia matando as pessoas.
Quando chove alaga a xxxxx toda, todo mundo morre.
As crianças sem escola.
Mas aqui em cima é melhor, né, de ver, né.
Quer saber de uma coisa, eu vou embora.
Cidade maravilhosa é o xxxxxxx.
Boa Olimpíada.


A cena terminaria, então, com o ator mandando uma “banana” para o Cristo.

Tal ato, evidente e acertadamente, foi censurado pela Arquidiocese do Rio, que não permitiu o uso da imagem do Cristo Redentor.

* * *

Nota oficial da Arquidiocese do Rio de Janeiro em resposta à matéria do Jornal O Globo (destaques nossos):

A Arquidiocese do Rio de Janeiro, em razão da entrevista publicada no dia 8 de julho, no Segundo Caderno do Jornal O Globo, denominada “O veto é censura, representa um enorme retrocesso”, esclarece o seguinte:

1 – A utilização da imagem do Cristo Redentor deve ser autorizada pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, detentora dos direitos patrimoniais de autor sobre o Monumento que não só é um símbolo da Cidade do Rio e do Brasil, mas é um Santuário que comporta dentro da Imagem uma capela.

2 – Consultada acerca da possibilidade de uso da imagem do Monumento ao Cristo Redentor no filme “Inútil Paisagem”, a Arquidiocese do Rio de Janeiro comunicou à Produtora ter constatado que as cenas produzidas, acaso exibidas ao público, atentariam contra a Fé Católica, caracterizando inclusive o crime de vilipêndio, razão pela qual recomendou fortemente a exclusão da cena que considerou atentatória;

3. Na entrevista publicada pelo referido jornal a Instituição é atacada por artistas que claramente desconhecem as razões explicitadas pela Arquidiocese e desconsideram que atuação da Instituição visa unicamente evitar dano e ofensa ao sentimento religioso de milhares de fiéis.

Por fim, a Arquidiocese ressalta que a decisão de não autorizar a veiculação das imagens não é uma forma de cerceamento à liberdade de expressão, mas sim, meio hábil de garantia da preservação de imagem religiosa e da fé.

14 julho, 2014

Aquela “visita” do Padre Pio à cela do Cardeal Mindszenty.

No novo guia para a Igreja do Santo foi publicado, pela primeira vez, um testemunho completo do processo canônico que revela a bilocação do frade e seu encontro com o primaz da Hungria enquanto ele se encontrava na prisão.

Por Andrea Tornielli – Vatican Insider| Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com - A figura de São Pio de Pietrelcina, o frade estigmatizado que é venerado por milhões de devotos, nunca deixa de surpreender. Um novo elemento acaba de ser adicionado à coleção de episódios misteriosos que acompanharam sua vida.  Dessa vez trata-se de um testemunho publicado em um livro apresentado ontem, por ocasião do décimo aniversário da dedicação do novo santuário de San Giovanni Rotondo, onde está sepultado o corpo do frade, e diz respeito a um fenômeno de bilocação que teria levado Padre Pio a uma cela em Budapeste, onde estava encarcerado o cardeal Jozsef Mindszenty, Primaz da Hungria. O episódio, já conhecido, foi imortalizado em um dos mosaicos que decoram a cripta do Santuário dedicado ao Padre Pio, mas o depoimento que o descreve em detalhes nunca tinha sido publicado antes.

st-padre-pioO livro que traz o título «Padre Pio. La sua chiesa, i suoi luoghi, tra devozione storia e opere d’arte» ["Padre Pio: a sua igreja, os seus lugares, entre a devoção, história e arte", tradução livre] (Edições Padre Pio de Pietrelcina) foi escrito por Stefano Campanella, diretor da Teleradio Padre Pio e autor de inúmeros ensaios sobre a figura do santo de Gargano.

Cardeal Mindszenty tinha sido preso pelas autoridades comunistas em dezembro de 1948 e condenado à prisão perpétua na Hungria no ano seguinte, depois de um processo falso em que o acusavam de conspirar contra o governo. Depois de oito anos passados no cárcere e em prisão domiciliar, foi libertado durante a revolta popular em 1956, e se refugiou na Embaixada dos EUA em Budapeste, onde permaneceu até 1973, quando o Papa Paulo VI o liberou de sua liderança naquela diocese.

Exatamente naqueles anos mais difíceis ​na prisão é que teria acontecido o fenômeno da bilocação, que teria transportado Padre Pio até lá para levar conforto ao cardeal. Uma das testemunhas diante dos juízes do processo de beatificação de Padre Pio é um dos homens que sempre esteve muito próximo ao frade, Angelo Battisti, diretor da Casa Alívio do Sofrimento e datilógrafo da Secretaria de Estado do Vaticano.

Cardeal Mindszenty

Cardeal Mindszenty

Eis como é descrita a cena da visita do Padre Pio ao Cardeal Mindszenty no livro: “O Capuchinho estigmatizado, enquanto se encontrava em San Giovanni Rotondo, foi até ele para levar-lhe o pão e o vinho destinados a se tornarem o corpo e o sangue de Cristo, isto é, a realidade do oitavo dia; nesse caso, a bilocação adquire ainda mais o significado da antecipação do oitavo dia, ou seja, da Ressurreição, quando o corpo é liberado dos limites do espaço e do tempo. Simbólico é também o número de registro do detento impresso em seu pijama de presidiário: 1956 é o ano da libertação do Cardeal.

“Como é sabido – conta Battisti em seu testemunho nas atas do processo canônico –, o cardeal Mindszenty foi preso, colocado na cadeia e vigiado o tempo todo. Com o passar do tempo, crescia fortemente o seu desejo de poder celebrar a Santa Missa. Uma certa manhã, apresentou-se diante dele o Padre Pio, com tudo que ele precisava. O Cardeal celebra sua Missa e Padre Pio lhe serve [como acólito]; depois se falaram e, no final, Padre Pio desaparece com tudo que havia levado. Um padre vindo de Budapeste me falou confidencialmente sobre o fato, perguntando se eu poderia obter uma confirmação do Padre Pio. E eu disse a ele que se eu tivesse perguntado uma coisa dessas, Padre Pio teria me expulsado aos xingos”.

Mas, numa noite de março em 1965, no final de uma conversa, Battisti pergunta ao frade estigmatizado: “Padre, o Cardeal Mindszenty reconheceu Padre Pio?” Depois de uma primeira reação de irritação, o santo de Gargano respondeu: “Que diabos, nós nos encontramos e conversamos, e você acha que não teria me reconhecido?” Confirmando assim a bilocação ao cárcere que teria acontecido alguns anos antes. “Então — acrescenta Battisti — ele tornou-se triste e acrescentou: O diabo é feio, mas o haviam deixado mais feio que o diabo”.

O que demonstra que o Padre o havia socorrido desde o início de sua prisão, porque não se pode conceber, humanamente falando, como o Cardeal foi capaz de resistir a todo o sofrimento a que foi submetido e que ele descreve em suas memórias. O Padre então concluiu: “Lembre-se de orar por esse grande confessor da fé, que tanto sofreu pela  Igreja.”

* * *

Sobre o Cardeal Mindszenty, leia nossa série de 2008-2009:

O caso Mindszenty (I): “Arranquem suas línguas”.

O caso Mindszenty (II): Você também confessaria.

O caso Mindszenty (III): O beijo de Judas. 

12 julho, 2014

O ecumenismo de Francisco.

Francisco e Brian.

Francisco e Brian.

“Eu não estou interessado em converter os evangélicos ao catolicismo. Eu quero que as pessoas encontrem Jesus em suas próprias comunidades. Há tantas doutrinas que nunca chegaremos a um acordo. Não gastemos nosso tempo a respeito delas. Em vez disso, falemos sobre como mostrar o amor de Jesus.”Declaração atribuída ao Papa Francisco pelo embaixador global da Aliança Evangélica Mundial, Brian C. Stiller.

* * *

Os especialistas em desabonar notícias que desagradam, certamente, não tardarão em agir. De nossa parte, esperamos que a Sala de Imprensa da Santa Sé venha a público desmentir o pseudo pastor, que representa, dizem, cerca de 600 milhões de protestantes. No entanto, o homem parece gozar de boa relação com Francisco. Ambos já se reuniram duas vezes no curto pontificado de Bergoglio, sendo o último encontro — no qual as palavras acima teriam sido proferidas — um almoço de três horas. Arriscaria o pastor perder a amizade com o bispo de Roma, atribuindo-lhe falsamente tal frase?

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11 julho, 2014

Tristes tempos em o que o bem é recompensado com o mal.

Saiba mais aqui. Assim se pronunciou o reverendíssimo Pe. Rodrigo Maria, da Arca de Maria, em seu perfil do Facebook:

“Penso ser importante acrescentar que a perseguição não é por parte do clero de Ciudad del Est, onde Dom Rogério Livieres é pastor, mas por parte de outros bispos que não têm a peito fazer o que este zeloso bispo fez em sua diocese, bem como instâncias superiores comandadas por pessoas progressistas que não suportam a tradição e a vivência da fé católica do jeito que ela é. Na verdade a diocese de Ciudad del Este sozinha tem mais seminaristas do que todas as dioceses do Paraguay juntas…no seminário de Ciudad delEst há cerca de 240 seminaristas que recebem um formação doutrinária e litúrgica verdadeiramente católicas….dioceses como de Buenos Aires e Montividéu tem menos de 30 seminaristas…daí se pode entender o incômodo dos setores progressistas da Igreja…do dia 21 a 26 de julho haverá uma Visita Apostólica , determinada pelo Papa para investigar Ciudad Del Este…rezemos por esse grande bispo que dá a todos exemplo de zelo pastoral e de seriedade na formação de seus futuros padres…”

11 julho, 2014

“Exemplo de cristão na política”, recorda dom Leonardo Steiner sobre Plínio de Arruda.

Por CNBB - Faleceu nesta terça-feira, dia 8, aos 83 anos, o ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio. De acordo com nota publicada pelo hospital onde estava internado, por conta de um câncer ósseo, em São Paulo, o ex-parlamentar teve “falência de múltiplos órgãos e sistemas”.

Plínio de Arruda foi militante da juventude católica, participou de grupos como a Juventude Universitária Católica (JUC) e a Juventude Estudantil Católica (JEC). Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi membro da comissão que preparou o texto de estudos de número 99 “Igreja e Questão Agrária no início do século XXI”, publicado em 2010. Na última Assembleia Geral da Conferência, realizada entre os dias 30 de abril e 9 de maio, em Aparecida (SP), foi aprovado como documento da Igreja no Brasil.

Marcado pela sua atuação política, o promotor público aposentado exerceu o mandato de deputado em três oportunidades. A primeira vez foi em 1962, pelo extinto Partido Democrata Cristão (PDC).

Em 1964, no início da ditadura militar, foi cassado e exilou-se no exterior. Até 1976, viveu no Chile e nos Estados Unidos.

O bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, lembra de Plínio Arruda Sampaio como ”exemplo do cristão na política”. “Crítico, ativo, propositivo testemunhou a grandeza do Evangelho. A CNBB pôde contar com a colaboração em diversos momentos como na elaboração da Constituinte, nas discussões sobre a Reforma Agrária, especialmente contamos com sua valiosa ajuda na elaboração do Documento ‘A Igreja e a questão Agrário no Século XXI’”, recorda.

Dom Leonardo ainda ressalta que em Plínio encontrava-se um interlocutor que sabia ler a realidade brasileira à luz da fé. “A vida de cristãos como ele engrandece o nosso país e incentiva a outros cristãos a testemunham a alegria do Evangelho”, resume.

No debate promovido pela Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), pela Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), pela Associação Brasileira de Universidades Comunitárias (ABRUC) e pela Universidade Católica de Brasília (UCB), com o apoio da CNBB, por ocasião das eleições daquele ano, destacou que o seu trabalho estava pautado na vivência de Igreja desde a juventude.

No próximo dia 26, Plínio de Arruda Sampaio completaria 84 anos de idade.

* * *

A seguir, alguns vídeos desse “exemplo de cristão na política”:

8 julho, 2014

Editorial: A obstinação travestida pela meiga doçura de Pe. Pedro Cunha.

Por Pe. Cristóvão | Fratres in Unum.com – A obstinação de Pe. Pedro Cunha, travestida pela meiga doçura de sua aguda voz, tornou-se ainda mais patente em suas fingidas “desculpas” no áudio que publicamos há pouco.

A trupe de "Em frente", programa escarnecedor da TV Aparecida.

A trupe de “Em frente”, programa escarnecedor da TV Aparecida.

Descaradamente, ele atribui a ofensa não às suas declarações absurdas, à sua tentativa de ridicularização dos católicos, sacerdotes e leigos, mas aos telespectadores, que teriam interpretado mal suas palavras. A culpa não seria dele, mas de quem ouviu. À letra, é o estapeador dizendo que a culpa do tapa é do estapeado!

Servindo-se de uma TV católica para semear divisão na Igreja, coloca leigos contra seus próprios pastores, escarnece de nossa milenar tradição, incita intriga doméstica, colocando uma mãe contra seu próprio filho, apenas porque este cometeu o tremendo absurdo de se tornar tradicionalista, a quem Pe. Pedro tacha ipso facto de fundamentalista, e ele ainda se dá ao luxo de se considerar mal-interpretado.

Na religião ensinada por Pe. Pedro, ser ateu não é tão grave, nem tampouco ter uma relação homossexual impenitente e comungar… Grave mesmo é um padre celebrar a Missa no Rito Tradicional, fomentar o uso do véu e formar a consciência dos fieis, para que se convertam de suas situações pessoais de pecado.

Debochado, Pe. Pedro sapeca tudo isso com galhofas enrustidas, temperadas pelos presunçosos comentários amaneirados de Rodolfo, que também zombeteia como quem caçoa atrás da porta, sob os espantos ensaiados daquela senhora, digamos…, estranha. Seria realmente um espetáculo de comédia, se não se tratasse de um achincalhamento público.

A onda de contestação a este escândalo de Pe. Pedro está crescendo, e seria muito bom que a TV Aparecida tomasse providências, pois receio que a Campanha dos Devotos possa sofrer uma imensa sangria, caso a fé católica continue sendo vilipendiada por aquele canal.

Que Nossa Senhora Aparecida se compadeça do povo brasileiro, pois as desculpas esfarrapadas de Pe. Pedro valem tanto quanto seus escárnios, não passam de lixo irreciclável, e são a realização por extenso das palavras do Profeta Isaías, “ai dos que ao mal chamam bem e ao bem chamam mal” (Is. V, 20).