11 maio, 2015

Boff conta tudo.

Compartilhamos com nossos leitores a recente entrevista de Leonardo Boff, na qual faz sérias declarações, que não podem ser ignoradas pelo público católico.

Pedimos aos leitores que, nos comentários, deixem suas impressões.

Os temas mais relevantes são:

1. A desconstrução intencional da tradição da Igreja pelo pontificado de Francisco

2. A reação ao governo petista interpretada como perversa e anti-democrática

3. A apresentação do aborto como prática politicamente legítima

4. A urgência da reforma política para consumação da revolução

A gravidade da entrevista é proporcional à tranquilidade com que Boff a apresenta. A situação é preocupante!

9 maio, 2015

“Filial Súplica” já conta com mais de 225 mil assinaturas.

Queira Deus agora que Francisco a ouça!

Por Manoel Gonzaga Castro* – Fratres in Unum.com: Talvez o biênio 2014-2015 esteja sendo tão dramático para a História da Igreja neste início de século XXI, quanto foram os anos de 1962 a 1965, quando se reuniu o Concílio Vaticano II. Mais uma vez, sob a alegação de uma necessária adaptação pastoral, acabou-se por se subverter a sã doutrina e isso resultou nos frequentes escândalos de ruptura progressista que presenciamos tão amiúde entre os católicos. Se nos anos conciliares estiveram em jogo a questão da liberdade religiosa, o ecumenismo e a colegialidade, agora, nos dois Sínodos, o de 2014 e o de 2015, dos Bispos sobre a Família, estão em perigo os aspectos mais básicos da moral sexual católica – e novamente sob alegações de necessidade pastoral.

Nesse sentido, causou escândalo aos católicos que desejam permanecer fiéis à doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo a publicação da Relatio Post disceptationem, documento que antecedeu o relatório final dos debates da assembleia sinodal. Na Relatio, com efeito, cogitou-se em admitir os divorciados recasados à comunhão e também se falou dos dotes e das qualidades que as pessoas homossexuais têm a oferecer à comunidade cristã.

Trata-se de uma questão realmente grave, a qual acarretará diversas consequências. Conforme pregou o padre  Daniel Pinheiro, do Instituto do Bom Pastor, de Brasília, em sermão de 19 de outubro de 2014:

A comunhão dos divorciados recasados seria a destruição completa da moral sexual católica. […] A comunhão aos divorciados recasados seria a autorização de uma relação extraconjugal, com o casamento anterior que ainda existe. Além disso, com essa comunhão aos divorciados recasados, se destroem três sacramentos: o sacramento de matrimônio, da comunhão e da confissão. É destruído o sacramento do matrimônio porque a comunhão dos divorciados recasados iria contra a indissolubilidade e a exclusividade do matrimônio. É destruído o sacramento da comunhão porque se admitiria à comunhão alguém que está objetivamente em estado de pecado mortal. É destruído o sacramento da confissão porque a pessoa não estaria obrigada a confessar um pecado mortal e corrigir-se dele para poder receber o perdão divino. E, com isso, se abrem as portas para tudo. Se é possível fazer isso com esse pecado mortal, por que não é possível com outros? A comunhão aos divorciados recasados nunca foi, não pode ser, nem nunca será condizente com a doutrina e a pastoral de Cristo sobre o matrimônio. Diga-se o mesmo com os chamados eufemisticamente novos modelos de família. Existe um só modelo de família: pai, mãe, e filhos. Não se pode servir a dois senhores, a Cristo e ao mundo. É preciso servir a Cristo.

Por causa dessa corrente progressista existente no sínodo, a briga entre os Padres sinodais foi e está sendo grande: do lado da tradição, temos um Burke, lamentavelmente excluído por Francisco do Sínodo de 2015, ao afastá-lo da Cúria Romana, mas que, nem por isso, deixa de bradar em alto e bom som; do lado dos inovadores, um Kasper; ao centro, aparentando estar desnorteado, um Odilo, o qual declarou, absurdamente e contra toda evidência, não haver cisões no Sínodo…

Em meio a essa confusão, o Santo Padre tem parecido tender para o lado dos inovadores. Com efeito, conforme repercutido por Fratres in Unum, declarou o Cardeal Dom Lorenzo Baldisseri – principal organizador da reunião sinodal no Vaticano – que Francisco aprovou a controversa Relatio post disceptationem antes de sua publicação.

Diante desses fatos dramáticos, e cientes da gravidade da questão, 225 mil católicos – deixando de lado suas diferenças e concentrados em sua causa comum – decidiram lutar em favor da moral tradicional por meio da assinatura da “Filial Súplica” ao Santíssimo Padre, para que ele “reafirme de modo categórico o ensinamento tradicional da Igreja segundo o qual os católicos divorciados e recasados civilmente não podem receber a Sagrada Comunhão e de que as uniões homossexuais são contrárias às leis divina e natural”.

Entre esses 225 mil, estão eminentes personalidades da Igreja no Brasil, como Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida, bispo auxiliar de Brasília, e Dom Fernando Guimarães, atualmente arcebispo do Ordinariato Militar do Brasil.

Por isso, felizmente, a “Filial Súplica” já é um sucesso. Fica o convite aos leitores, que ainda não o fizeram, para que a assinem e divulguem!

Queira Deus agora que ela seja ouvida pelo Santo Padre!

Parabéns a todos os bravos católicos que dela participaram.

* Fale com o autor: manoelgonzagacastro@gmail.com

8 maio, 2015

CNBB e Reforma Política.

Por Hermes Rodrigues Nery | FratresInUnum.com

1 – O Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Coalizão encabeçada pela CNBB-OAB não foi objeto de deliberação na 53ª assembleia dos Bispos. Estamos falando do PL em si. O PL não foi nem discutido nem votado por todos os Bispos presentes na Assembléia. Não estamos nos referindo à NOTA do momento nacional que foi votada, e que faz apenas uma ligeira menção à “proposta da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, da qual a CNBB é signatária, se coloca nessa direção”, mas ao PL em si, que deveria ter sido analisado, com a devida contextualização e suas implicações, etc. O PL em si não foi deliberado.

2 – O Cân. 454 do Código de Direito Canônico é explícito em dizer que “nas assembléias gerais das Conferências dos Bispos, o voto deliberativo compete ipsu iure, aos Bispos diocesanos” [§1º], e “compete o voto deliberativo ou consultivo, de acordo com as prescrições dos estatutos da Conferência; esteja firme” [§2º]. O fato é que nem todos os Bispos estão conscientes das implicações desta “reforma política”, não há consenso nesta questão, pois nem todos leram e estudaram o assunto a fundo, e muito menos votaram, com firmeza, conforme requer o Cân. 454, referente às decisões da Assembléia das Conferências episcopais.

3 – Quando dizemos que o Projeto de Reforma Política da Coalizão encabeçada pela CNBB-OAB favorece o PT e muitos fazem cara de espanto e indagam: “onde está escrito que favorece o PT no PL?”, é porque não sabem ou não querem fazer a leitura devida do documento. Pois bem, damos aqui um exemplo: O art. 18 do referido PL diz claramente que, com o financiamento público de campanha, “os recursos do Fundo Democrático de Campanhas serão distribuídos entre os partidos políticos na seguinte proporção: […] 75% (setenta e cinco por cento) divididos entre os partidos políticos de forma proporcional em relação ao número de deputados federais eleitos no pleito anterior”. Isso quer dizer que, nas eleições de 2018, caso seja aprovada esta “reforma política”, o PT terá a maior parte do recurso público porque possui atualmente a maior bancada na Câmara dos Deputados.

4 – A Reforma Política da Coalizão encabeçada pela CNBB-OAB, portanto, favorece o PT e seu projeto de poder totalitário exposto no Caderno de Teses e nas atas do Foro de São Paulo, projeto este declaradamente socialista, inclusive, dentre outros pontos de sua agenda, sustentando a legalização do aborto no País, etc. Tais propósitos do PT conflitam flagrantemente com a sã doutrina moral e social da Igreja, daí os questionamentos de muitos católicos quanto ao apoio da CNBB a este específico projeto de “reforma política”, com o agravante do PL em si não ter sido objeto de deliberação na Assembleia.

Questionamentos estes legítimos, que querem preservar a Igreja Católica da ideologização da fé e instrumentalização de ideologias e forças políticas contrárias á fé cristã.

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7 maio, 2015

Dom Rifan sobre os recentes ataques à CNBB.

O BEBÊ E A ÁGUA DO BANHO

Por Dom Fernando Rifan, domfernandorifan,blogspot.com.br

Fonte: Bonum Certamen

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Tem havido ultimamente insultos à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que me atingem também, pois dela faço parte por ser Bispo católico, pela graça de Deus, em plena comunhão com a Santa Igreja. A CNBB é o conjunto dos Bispos do Brasil que, exercem conjuntamente certas funções pastorais em favor dos fiéis do seu território (CIC cân. 447).  Conforme explicou São João Paulo II na Carta ApostólicaApostolos suos, é “muito conveniente que, em todo o mundo, os Bispos da mesma nação ou região se reúnam periodicamente em assembleia, para que, da comunicação de pareceres e experiências, e da troca de opiniões, resulte uma santa colaboração de esforços para bem comum das Igrejas”. “O Espírito Santo vos constituiu Bispos para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue” (At 20, 28).

Quero deixar bem claro que, por ser Bispo da Santa Igreja Católica, dou minha adesão a tudo o que ensina o seu Magistério, nas suas diferentes formas e na proporção da exigência de suas expressões doutrinárias, sem restrições mentais ou subterfúgios.

Em matéria de política ou questões sociais, minha posição é a da Doutrina Social da Igreja. Por isso, defendo a subordinação da ordem social à ordem moral estabelecida por Deus, a dignidade da pessoa humana, a busca do bem comum, a atenção especial aos pobres, a rejeição do socialismo e do marxismo, nas suas diferentes formas, o direito de propriedade, o princípio da subsidiariedade e os legítimos direitos humanos, principalmente a defesa da vida desde a concepção até o seu término natural.

Ademais, ainda na questão agrária, compartilho com a posição de São João Paulo II quando ensinou: “É necessário recordar a doutrina tradicional de que a posse da terra ‘é ilegítima quando não é valorizada ou quando serve para impedir o trabalho dos outros, visando somente obter um ganho que não provém da expansão global do trabalho humano e da riqueza social, mas antes de sua repressão, da exploração ilícita, da especulação e da ruptura da solidariedade no mundo do trabalho’ (Centesimus Annus 43). Mas recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Leão XIII quando ensina que ‘nem a justiça, nem o bem comum consentem danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto’ (Rerum Novarum, 30). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas” (Discurso aos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, na sua visita ad limina, 21março de 1995).

Assim, quem quer que defenda partidos ou grupos que pregam a revolução social, a luta de classes, o igualitarismo total, a negação do direito de propriedade e a ideologia de gênero, não me representa nem pode falar em meu nome nem em nome da Igreja.

Ademais, conforme ensina a Igreja, como Bispo, quero ter sempre uma “prudente solicitude pelo bem comum” (Laborem exercens, 20), “não estou ligado a qualquer sistema político determinado” (Gaudium et Spes, 76), não me intrometo no trabalho político, “por este não ser competência imediata da Igreja”, “nem me identifico com os interesses de partido algum”, ensinando, porém, os grandes critérios e os valores irrevogáveis, orientando as consciências e oferecendo uma opção de vida que vai além do âmbito político” (Bento XVI, Aparecida, 13-5-2007, Disc. Inaug. do CELAM).

Defendo a mesma posição do Catecismo da Igreja Católica quando diz: “Não cabe aos pastores da Igreja intervir diretamente na construção política e na organização da vida social. Essa tarefa faz parte da vocação dos fiéis leigos, que agem por própria iniciativa com seus concidadãos” (n. 2442).

Compartilho também com a posição do Papa Bento XVI, hoje emérito, quando ensinou que “a Igreja não tem soluções técnicas para oferecer e não pretende de modo algum imiscuir-se na política dos Estados, mas tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo…” (Caritas in Veritate, 9).

É claro que, na crise atual, há quem não siga nessa matéria o critério do Magistério da Igreja. Mas são vozes fora do caminho, mesmo que muitas. Não se pode apoiá-las.

Se há pessoas na Igreja que não seguem seus ensinamentos, temos a obrigação de não segui-las e, se tivermos ciência e competência para tal, de respeitosamente manifestar isso aos Pastores da Igreja (CIC cânon 212, §3), ressalvando a reverência que lhes é devida.

É nesse último ponto que pecam gravemente alguns que se intitulam católicos. Na ânsia de defender coisas corretas, perdem o respeito devido às autoridades da Igreja e as desprestigiam, para alegria dos inimigos dela.

Junto com o combate ao erro, até querendo fazer o bem, acabam destruindo a autoridade, com ofensas, exageros, meias verdades e até mentiras, caindo assim em outro erro. A meia verdade pode ser pior do que a mentira deslavada.

Não quero dizer que não existam os erros que combatem. O que é preciso é evitar as generalizações, ampliações e atribuições indevidas e injustas, onde acontecem faltas ou excessos. A justiça e a caridade, mesmo no combate, são imprescindíveis. Qualquer pessoa não católica que lesse certos sites e postagens de alguns católicos críticos, injuriando os Bispos e autoridades da Igreja, certamente iria raciocinar: “é impossível que tais pessoas sejam católicas, pois não se fala assim da própria família!”.

Como diz o provérbio: “Não se pode jogar fora o bebê, junto com a água suja do banho!”.

6 maio, 2015

CNBB deve levar milhares a Brasília em apoio à reforma política.

Nota do Fratres: se, com todo o aparato e o patrulhamento ideológico montado, a CNBB não conseguir colher 1,5 milhão de assinaturas (como diz a matéria, hoje são cerca de 800 mil assinaturas), pode receber um belíssimo atestado de incompetência!

* * *

Conferência Nacional dos Bispos, junto com outras entidades, vai entregar assinaturas pelo Projeto de Lei de Iniciativa Popular

Por José Maria Mayrink – Estadão, 24 de abril de 2015:  ­ A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pretende levar milhares de pessoas à Praça dos Três Poderes, em Brasília, no dia 11 de maio, para acompanhar a entrega ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, das assinaturas em apoio ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular: Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, que entrará em pauta duas semanas depois.

Formada pela CNBB, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e mais de 100 outras entidades [nota do Fratres: entre elas, as isentíssimas CUT, LBL – Liga Brasileira de Lésbicas e UJS – União da Juventude Socialista) a coalizão responsável pela redação do projeto recolheu, até agora, cerca de 800 mil assinaturas. “Poderemos alcançar o total de 1,5 milhão de assinaturas necessárias para a apresentação de projetos de iniciativa popular, com o esforço dos bispos, que prometem intensificar a coleta de adesões em suas dioceses“, disse o coordenador do projeto, d. Joaquim Mol, após uma exposição no plenário da 53ª Assembleia Geral do episcopado, em Aparecida.

Embora já tenha sido protocolado na Câmara dos Deputados e não possa mais ser alterado, o projeto de lei ainda vinha sendo questionado por vários bispos, sobretudo por causa de ataques e críticas nas redes sociais. “É uma reação injusta, porque estamos defendendo o interesse público e não fazendo política partidária“, afirmou d. Mol. A CNBB tem sido chamada de comunista e de estar agindo em favor do PT, por estar liderando a iniciativa, ao lado do Conselho Federal da OAB.

Um dos bispos que criticaram inicialmente o projeto de lei foi d. Murilo Krieger, arcebispo de Salvador, primaz do Brasil e, a partir de hoje, vice­presidente da CNBB. Em artigo publicado na imprensa baiana, ele questionou a formação da coalizão, perguntando se não teria sido melhor a CNBB agir sozinha, como fez no caso do projeto da Ficha Limpa.

Convencido de que a aliança com outras entidades era razoável, d. Murilo retirou a objeção e mandou coletar assinaturas na Bahia. Na tarde de quinta-­feira, d. Mol passou mais de uma hora no plenário explicando detalhes do projeto aos participantes da assembleia, mais de 350 bispos, incluindo os eméritos ou aposentados. Saiu satisfeito e convencido de que se chegou perto de uma unanimidade.

“Como o arcebispo de Brasília, d. Sérgio da Rocha, que está assumindo a presidência da CNBB, dará força à coleta de mais assinaturas e à convocação de pessoas que possam acompanhar a entrega do abaixo ­assinado no Congresso”, observou d. Mol.

Bispo auxiliar de Belo Horizonte e reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC­Minas), d. Mol deixou outras funções em segundo plano, para se concentrar no encaminhamento do projeto. Sua preocupação atual é obter o apoio de parlamentares para discussão do texto. “Mesmo que haja emendas e alterações, esse apoio é importante”, disse o bispo. Outros projetos, incluindo um do PT, serão colocados em pauta, dia 26 de maio, pelo deputado Eduardo Cunha.

A proposição apresentada pela CNBB, OAB e mais de 100 outras entidades tem quatro pontos básicos:

1. Exclusão de empresas do financiamento de campanhas eleitorais. Os partidos receberiam recursos públicos (60%) e doações de pessoas físicas (40%), estas até o limite de R$ 700, valor a ser corrigido em cada eleição. Os recursos seriam repassados aos seus candidatos, cujo número corresponderia ao dobro das vagas obtidas pelo partido. Os candidatos seriam indicados pelos filiados e não pelo partido.

2. Votação em dois turnos em eleições legislativas em nível federal, estadual e municipal. No primeiro turno, seria votado o programa do partido. No segundo, seriam votados os candidatos apresentados pelo partido. Os eleitores poderiam escolher qualquer nome da lista.

3. Representação das mulheres e de minorias. A lista de candidatos deveria incluir homens e mulheres em número igual ­ por exemplo, cinco homens e cinco mulheres em uma lista dez candidatos. Argumenta­-se que, embora correspondam a mais de 50% da população, as mulheres têm apenas 8% de representantes no Legislativo.

4. Referendos e plebiscitos para facilitar a consulta popular. D. Joaquim Mol acredita que a aprovação do projeto de lei ajudaria a diminuir a corrupção eleitoral no Brasil. “A começar pela proibição de doação de empresas para campanhas de partidos e de candidatos, porque elas dão contribuições na expectativa de obter facilidades e não por generosidade. Quanto a referendos e plebiscitos, o bispo afirma que o povo deve ser ouvido em questões de grande importância nacional, como seria, por exemplo, uma eventual venda da Petrobrás.

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4 maio, 2015

DITADURA BOLIVARIANA PATROCINADA PELOS BISPOS? Reforma Política, CNBB e Teologia da Libertação.

Por Pe. Genésio – Fratres in Unum.com 

Pedimos aos leitores do FratresinUnum,
que leiam o presente texto com a máxima atenção.
A gravidade do assunto o exige.
 

O Futuro do PT depende da CNBB

Completamente desmoralizado por causa dos escândalos vultuosos de corrupção, repudiado veementemente nas ruas, o Partido dos Trabalhadores (PT) não conseguirá se reeleger em 2018. Nem uma eventual fraude nas urnas poderá salvá-los; ante uma eleição esmagadoramente desfavorável, uma “vitória” fraudada causaria um levante sem igual. Eles são conscientes disso.

A única alternativa que lhes resta é dar um Golpe de Estado, ou seja, suspender as instituições democráticas que caracterizam um Estado de Direito.

Para fazê-lo, porém, estão bastante desguarnecidos. Sem o favor do exército nacional e com uma militância de guerrilha insuficiente para tanto, um golpe lhes seria muito difícil e, além disso, viria em desencontro com a fachada democrática que falsamente exibem.

A saída para o impasse seria a Reforma Política, que consta de dois momentos: uma reforma eleitoral, e uma nova constituinte exclusiva e soberana. Em outras palavras, o sistema político brasileiro passaria por uma alteração completa.

Contudo, das propostas existentes, a mais expressiva é a da chamada Coalizão pela Reforma Política, que agrega entidades como CNBB, OAB, Liga Lésbica Brasileira, CUT, MST, União da Juventude Socialista, entre outras.

Não adianta a Dom Joaquim Mol diferenciar este Projeto da proposta homônima do PT. De fato, os grupos que o propõem juntamente com a Conferência dos Bispos são aqueles mesmos que apoiam todo o projeto de hegemonia política do partido governante.

Evidentemente, pela força popular que possui, a CNBB é a responsável principal pela coleta de assinaturas que será entregue à Presidência da Câmara dos Deputados, e está convocando uma imensa multidão para fazê-lo em conjunto, na Praça dos Três Poderes, no próximo dia 11 de maio.

O PT está objetivamente perdido se esta proposta de Reforma Política não prosperar.

A CNBB é a única esperança de salvação para o PT.

Os bispos enganados

Como recentemente reconheceu Dom Murilo Krieger, atual vice-presidente da CNBB, as propostas deste projeto de Reforma Política “não tiveram a participação de todos os Bispos; são fruto, sim, de uma reflexão que envolveu principalmente algumas comissões episcopais”.

A maior parte dos bispos, desacostumados a temas dessa natureza, totalmente empenhados em sua pastoral diocesana, foi literalmente enganada por um pequeno grupo que, sorrateiramente, levou a cabo o tal projeto.

Num recente vídeo, Daniel Seidel, representante da CNBB num evento sobre a Reforma Política na PUC de Goiás, afirmou que

“nós temos que tomar juízo, vergonha na cara, e nos dedicarmos a esta coleta de assinaturas. Por que que eu digo isso? Porque, na verdade, nós não estamos querendo só a reforma política. A reforma política vai dar margem para a reforma tributária, vai dar margem para outras reformas necessárias para repartir. Porque, até então, nestes doze primeiros anos de governo popular no Brasil, nós tivemos avanços importantes acontecendo, mas só que nós chegamos ao limite, e hoje nós temos que distribuir a riqueza que a classe trabalhadora produz nesse nosso país. Agora, a gente só distribui a riqueza com reforma tributária. Não dá mais pra ficar apenas com os importantíssimos programas sociais que existem: o povo quer mais, e quer avançar para uma economia mais igualitária. Agora, para isso, precisa reformar o sistema político brasileiro”.

O representante da CNBB foi bastante contundente na defesa do governo atual, qualificado por ele de “doze primeiros anos de governo popular”.

O Projeto de Lei da Reforma Política não foi votado na Assembleia dos bispos e a maior parte dos mesmos não concorda com este. O tema tampouco foi submetido a votação nesta última 53a. Assembleia da CNBB, onde apenas deu-se lugar para um “esclarecimento” de Dom Joaquim Mol.

Isso não foi por acaso! Os bispos queriam que o tema fosse votado e, se tivesse sido, teria sofrido uma derrota esmagadora, pois todos estavam em peso contra a tal reforma.

No fim das contas, o Projeto vai adiante sob a falsa aprovação da CNBB, e os bispos não reagem, quer porque não entendem direito o assunto, quer porque não conseguem enxergar que se trata de um golpe.

A pergunta que nos fazemos é: por que eles não conseguem enxergar? Como se explica essa incapacidade analítica diante de fatos tão clamorosos?

Ainda viva, a Teologia da Libertação

Não há como entendermos o que está acontecendo sem compreendermos bem em que consiste a Teologia da Libertação (TL). Contrariamente ao que se pensa, esta não morreu; antes, vive, e vive operante.

Engana-se quem imagina que a TL seja uma corrente teológica inspirada no marxismo.

A TL é uma metodologia destinada a transformar a Igreja numa organização integralmente marxista. Para entendê-lo melhor, valhamo-nos da reflexão do fundador da TL, o Padre Gustavo Gutiérrez.

Em seu livro “Teologia da Libertação” (Loyola, São Paulo: 2000, conforme a 9ª. edição original de 1996), Gutiérrez afirma que a história da teologia poderia ser dividida em três fases: no primeiro milênio, a teologia era uma reflexão sapiencial; no segundo milênio, uma reflexão racional; e agora, no terceiro milênio, seria uma “reflexão crítica sobre a práxis, uma teologia crítica” (cf. pp. 61-71).

Ele assume que “entre os antecedentes desta teologia estão o pensamento marxista centrado na práxis, dirigido para a transformação do mundo, cuja gravitação se acentuou no clima cultural dos últimos tempos, e constitui-se em marco formal de todo o pensamento filosófico de hoje, não superável” (pg. 65).

Ademais, admite que todos esses fatores “levaram igualmente à redescoberta ou à explicitação da função da teologia como reflexão crítica”, explicando que, “reflexão crítica” significa que “a teologia deve ser um pensamento crítico de si mesmo, de seus próprios fundamentos[…] Referimo-nos também a uma atitude lúcida e crítica com relação aos condicionamentos econômicos e socioculturais da vida e reflexão da comunidade cristã […] A reflexão teológica seria então, necessariamente, uma crítica da sociedade e da Igreja…, indissoluvelmente unida à práxis histórica” (pp. 67-68).

Gutiérrez não titubeia, e afirma que “se, porém, parte a teologia dessa leitura e contribui para descobrir a significação dos acontecimentos históricos, é para fazer que seja mais radical e lúcido o compromisso libertador dos cristãos. Só o exercício da função profética, assim entendida, fará do teólogo o que, usando a expressão de A. Gramsci, pode chamar-se um novo tipo de ‘intelectual orgânico’” (pp. 70-71).

“Estamos, pois”, conclui Gutierrez, “diante de uma hermenêutica política do Evangelho” (p. 71), que não se limita apenas a justapor-se a toda a tradição, mas “leva necessariamente a uma redefinição” daqueles dois modelos anteriores, de modo que “sabedoria e saber racional terão, daí em diante, mais explicitamente, como ponto de partida e como contexto, a práxis histórica” (p. 72). Portanto, o que “a teologia da libertação nos propõe não é tanto um novo tema para a reflexão quanto um novo modo de fazer teologia” (pp. 72-73).

Converter-se ao mundo

Para Gutiérrez, do ponto de vista prático, a relação entre Igreja e mundo foi se deslocando ao longo da história. O problema é apresentado através de uma afirmação de Johan Babptist Metz: “Apesar das numerosas discussões sobre a Igreja e o mundo, nada há de menos claro do que a natureza de sua relação mútua”(p. 100).

Um primeiro modelo é denominado por ele de “agostinianismo político”, e consiste na convicção de que “as realidades terrenas carecem de autonomia própria”, e são utilizadas pela Igreja apenas para chegar aos “seus próprios fins” (p. 108).

Depois da Revolução Francesa, porém, “a tarefa de construção da cidade temporal será, antes de tudo, busca de uma sociedade baseada na justiça, no respeito aos direitos de todos e na fraternidade humana” e, “em consequência, a autonomia do temporal é sobretudo afirmada perante a jerarquia eclesiástica”, querendo-se, porém, “edificar uma ‘cristandade profana’, a saber, uma sociedade inspirada em princípios cristãos” (pp. 109-110).

E, por fim, atingimos o ponto de chegada desse processo: “mais do que definir o mundo em relação ao fato religioso, parece que este deveria ser definido em face do profano” e, na perspectiva eclesial, “se dantes se tendia a ver o mundo a partir da Igreja, hoje quase se observa o fenômeno inverso: a Igreja é vista a partir do mundo. No passado, a Igreja usava o mundo para seus fins; hoje, muitos cristãos – e não cristãos – se perguntam se devem, por exemplo, usar o peso social da Igreja para acelerar o processo de transformação das estruturas sociais”.“A mundaneidade aparece assim como exigência e condição de uma autêntica relação das pessoas entre si e destas com Deus”  (p. 121).

Citando Metz, ele indaga: “será a Igreja realmente algo distinto do mundo?… A Igreja é do mundo; em certo sentido, a Igreja é o mundo: a Igreja não é um não mundo” (p. 128).

Como se vê, para ele, a relação Igreja-Mundo se dá em chave claramente dialética: uma identidade em que prevalece a Igreja, a distinção entre o plano temporal e o plano espiritual, e, por fim, uma nova síntese, a identidade entre Igreja e mundo, na qual prevalece o mundo, numa reinterpretação secularista da Igreja e de sua missão. Para ele, a Igreja serve à transformação do mundo.

Falta-nos entender, porém, como isto se dá.

A Igreja como instrumento para a luta de classes

A teoria de Gutiérrez foi planificadamente exposta na formulação pastoral de Leonardo Boff.

Em seu livro, “E a Igreja se fez povo. Eclesiogênese: a Igreja que nasce da fé do povo” (3a. Edição, Vozes, Petrópolis: 1986 – este título, interpretado à luz do que já foi dito, pode ser traduzido com uma linguagem mais clara da seguinte maneira: “E, finalmente, a Igreja se converteu ao mundo”), ele explica como se devem formar as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

Primeiramente, define uma CEB como “constituída de um grupo de 15 a 20 famílias, ou mais, que se reúnem em torno da Palavra de Deus para expressar e alimentar sua fé, discutir à luz desta Palavra seus problemas, e ajudar-se mutuamente” (p. 94).

Um pouco mais abaixo, Boff passa a explicar como as CEBs usam a Bíblia apenas como instrumento para levar o povo a uma percepção materialista da vida, à revolta, à luta de classes. Dividirei o texto para facilitar a compreensão:

“O nível de consciência das comunidades abrange comumente três etapas.

1) Inicialmente, os membros descobrem a Igreja, ou melhor, descobrem que são Igreja: preparam as liturgias, apropriam-se da palavra, comentando os textos escriturísticos e formulando orações, inventam dramatizações e celebrações.

2) Num segundo momento, descobrem a vida, os problemas domésticos, profissionais, a pobreza do grupo; tudo isto não é indiferente para a fé e para o Evangelho. Sob a inspiração religiosa, passam eles à prática da ajuda mútua.

3) No terceiro momento, descobrem a sociedade e seus mecanismos de dominação. Dão-se conta de que sua situação de marginalizados é produzida por certo tipo de sociedade elitista e concentrada nas mãos de poucos.

Geralmente, o povo parte de uma perspectiva religiosa: a pobreza que sofre é opressão que significa pecado e contradição do desígnio de Deus; depois, ele passa para uma visão moral: trata-se de injustiça social, de ganância, de desejo desordenado de lucro; em seguida, chega ele a uma expressão política: há interesses de classe, exploração, violação de direitos básicos, e desemboca, finalmente, numa interpretação econômica: dominação de uma classe sobre a outra, desigualdade de condições e opressão” (p. 95).

Notem que esta é a metodologia utilizada para ir levando pouco-a-pouco todo um grupo de pessoas à psicologia da luta de classes, com escopo revolucionário.

A conclusão de Boff, no fundo, é o pressuposto do qual ele parte. Para ele, o substrato de todos os problemas humanos é de natureza econômica.

Esta convicção, porém, é a própria essência da cosmologia marxista. O próprio Friedrich Engels, discípulo e parceiro de Karl Marx, escreveu que

“as forças motrizes que – consciente ou inconscientemente e, há que o dizer, na maior parte das vezes inconscientemente – se encontram por detrás dos móbeis das ações históricas dos homens e que, de fato, constituem as forças motrizes últimas da história, os móbeis dos indivíduos, por muito eminentes que sejam, não serão tão importantes como os móbeis que põem em movimento as grandes massas, povos inteiros e em cada povo, por seu turno, classes inteiras” e que “todas as lutas políticas são lutas de classe e que todas as lutas que no seu tempo emancipam classes, apesar da sua forma necessariamente política – porque qualquer luta de classes é uma luta política –, giram, em última análise, em torno de uma emancipação econômica” (Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia clássica alemã, Biblioteca do Socialismo Científico, 3a. Edição, Editorial Estampa, Lisboa: 1975, pp. 136-139).

Vejam a semelhança absurda da lógica deste texto de Engels com aquele texto de Boff.

Na perspectiva “libertadora” das CEBs, até mesmo a Escritura pode ser utilizada como instrumento transitório para se chegar a este mesmo resultado.

Para Boff, a Bíblia serve unicamente para isso!

Numa entrevista do ano passado, durante o período eleitoral, Boff criticou durante a candidata Marina Silva, exatamente por causa de suas convicções bíblicas. Reparem bem em suas palavras:

“O que mudou em Marina Silva? Primeiro ela mudou de religião.De um cristianismo de libertação, ligado aos povos da floresta e aos pobres, passou para um cristianismo pietista e fundamentalista que tira o vigor do engajamento e se basta com orações e leituras literalistas da Bíblia. Isso transformou a Marina numa fundamentalista com a mentalidade de alguns líderes muçulmanos: ler a vontade de Deus não na história e no povo, mas nas páginas da Bíblia de 3-4 mil anos atrás. Isso enrijece a mente e a torna ingênua face à realidade política. Ela viverá permanentemente em crise de consciência entre a lógica da realidade e a lógica religiosa, fundada numa leitura velhista, errônea e anti-histórica da Bíblia”.

Concluindo…

A TL não é uma teologia inspirada no marxismo. É o próprio marxismo, enquanto sistema, desde os seus primeiros pressupostos epistemológicos, disfarçado de teologia. É por causa desta identidade entre marxismo e TL que os teólogos e clérigos que a ela aderem passam a ver o programa do PT e, dentro dele, da reforma constitucional, que o projeto do partido exige, como um programa também da Igreja.

Engana-se quem pensa que a TL tenha sido construída com o propósito essencial de levar a Igreja a uma maior sensibilidade para com os pobres.

Durante os meses de julho e agosto de 1988, mais de cinquenta expoentes mundiais da TL reuniram-se em Maryknoll, Nova York, em um congresso para celebrar o sexagégimo aniversário de Gustavo Gutiérrez. Johan Babptist Metz, o sacerdote fundador da Teologia Política na Europa e um dos principais mentores de Gutiérrez, assim declarou sobre o seu aluno:

“Meu amigo Gustavo Gutiérrez, em suas publicações recentes, sempre tem sublinhado que a Teologia da Libertação não diz respeito a uma nova ética para a Igreja, mas à própria Teologia. É este caráter fundamental da Teologia da Libertação que desejamos discutir agora” (Theology in theStruggle for HistoryandSociety; in The Future ofLiberationTheology, Essays in honor of Gustavo Gutierrez, edited by Marc Ellis and Otto Maduro, Orbis Books, Maryknoll, 1989,pp. 165-171. Tradução minha).

Para os bons entendedores, porém, isto já deveria ter estado claro desde o início do primeiro livro de Gutiérrez, quando este afirma que a nova Teologia Crítica não somente deverá suceder a Teologia Sapiencial do primeiro milênio e a Teologia Racional do segundo milênio, mas deverá, futuramente, absorvê-las em si mesma: “Não se trata de simples justaposição. A Teologia Crítica leva necessariamente a uma redefinição das duas primeiras tarefas da Teologia. A Teologia Sapiencial e a Racional terão, daí em diante, como ponto de partida, a práxis histórica. Não é um novo tema para reflexão, mas uma nova maneira de fazer teologia” (Teologia da Libertação, pp. 71-73).

Como o leitor terá percebido, a verdadeira função da TL é parasitar a Igreja, mantendo uma aparência externa, para metamorfoseá-la em um organismo integrante do projeto revolucionário marxista. Para estes “intelectuais orgânicos”, a função da Igreja é ser usada como instrumento para a transformação da sociedade na perspectivada cosmologia marxista, obrigando-a a ressignificar-se de acordo com a nova “teologia crítica”, essencialmente baseada no materialismo econômico e na luta de classes.

São os que já foram conquistados por esta nova cosmologia que nos estão querendo submeter ao engodo deste Projeto de Reforma Política, usurpando o nome da nossa Conferência Episcopal, a despeito da maioria ignorada dos bispos, ameaçando fazer os fiéis da nossa geração passarem a vergonha histórica de serem cúmplices da introdução de uma ditadura bolivariana em nossa nação.

O maior inimigo da Igreja Católica no Brasil é a TL. E é dever de todo católico combatê-la energicamente, pois não podemos permitir que a Igreja seja interceptada por uma ideologia materialista e mundana.

Por isso, convido o caro leitor a divulgar este texto, escrever outros e expor com toda a clareza o modus operandi da TL em nossas igrejas. Peçam a padres e bispos que se manifestem claramente sobre sua própria adesão à TL e sobre o seu verdadeiro conteúdo. Antes que o cupim destroce toda a mobília, peçam que tragam à luz do dia o que é e o que faz a TL.

O Projeto de Reforma Política apresentado pela CNBB é apenas uma decorrência última desta infiltração. Se for bem sucedido, pode ser que a Igreja tenha cumprido sua função e, depois de ter propiciado a completa Revolução socialista no Brasil, possa ser devidamente destruída por aqueles que a interceptaram por dentro.

O papel do Brasil no cenário da revolução continental que o Foro de São Paulo visa criar, gerando a “grande pátria latino-americana”, é decisivo. Se perder o governo do Brasil, não apenas o PT estará perdido, mas todas as décadas de revolução latino-americana irão por água abaixo. O Foro de São Paulo sofrerá uma grande hemorragia.

Por isso, não podemos nos deixar enganar. Faça um grupo, procure seu bispo, fale sobre esta situação dramática. Você vai perceber que a maioria dos bispos já está compreendendo a situação e precisa deste apoio para poder agir. Não vá sozinho; o grupo proporciona um ambiente de diálogo, dentro do qual é mais fácil chegar a um discernimento.

O futuro do Brasil está nas mãos da Igreja. Não podemos cruzar os braços diante dAquele que no-los abriu na cruz!

Deus salve a Igreja!

Deus salve o Brasil!

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3 maio, 2015

Vaticano demite Dom Finn após anos de ataques por sua defesa à identidade católica.

Por Life Site News | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com: KANSAS CITY, MO, 21 de abril de 2015 – Após anos servindo de bode expiatório da mídia americana no escândalo de abusos sexuais por parte de padres católicos, além da crítica da esquerda por seu empenho para promover a doutrina e as tradições da Igreja, o chefe da Diocese de Kansas City – St. Joseph foi demitido de seu cargo pelo Vaticano.

Dom Robert Finn “tornou-se incapaz de ocupar seu cargo,” de acordo com o Vaticano, que anunciou, em 21 de abril, que o Papa Francisco havia aceitado a renúncia do bispo.

A saída de Dom Finn está “em conformidade com o cânon 401, parágrafo 2, do Código de Direito Canônico,” disse o Vaticano, que dá a entender que ele teria sido “seriamente admoestado a apresentar sua renúncia do cargo.” Continuar lendo

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30 abril, 2015

Blog em recesso.

Caros amigos, Salve Maria! O Fratres entrou em um pequeno recesso e retornará às suas atividades normais em 30 de maio. Até lá, posts serão mais escassos e a liberação dos comentários demorarão mais do que o habitual. Até breve!

30 abril, 2015

Faleceu Padre Gruner.

Mensagem de nossa colaboradora Gercione Lima:

nicholas-grunerÉ com consternação e tristeza que eu escrevo para comunicar-lhes da morte repentina do Padre Nicholas Gruner na quarta-feira, abril 29, 2015, de um aparente ataque cardíaco. Padre Gruner era um incansável promotor de Nossa Senhora de Fátima e, em particular, do seu apostolado pela consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Ele deu a vida para este apostolado e trabalhou com afinco por meio de publicações, na Internet, redes de televisão e conferências para divulgar a mensagem de Nossa Senhora para o mundo.
Peço a todos que rezem pela alma deste maravilhoso sacerdote. Outra homenagem que podemos prestar a ele, é atender à devoção do primeiro sábado de reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria e que continuem a rezar o rosário diariamente, se ainda não o fazem ou se temos sido negligentes.
Deus abençoe a todos!
Gercione Lima
+ RIP
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30 abril, 2015

Um duelo. Uma análise.

Fratres in Unum.com: Foi um barraco e tanto! Não é que Dom Odilo Scherer retrucou o Olavo de Carvalho?!

Mas, enfim, Olavo conseguiu aquilo que ninguém tinha conseguido ainda: fazer Dom Odilo sair de cima do muro.

Até então, muitos da “nova direita” simpatizavam com Dom Odilo, por causa de seu layout conservador. Agora, ele sucumbiu aos fatos: mesmo que não seja assumida e explicitamente socialista, coopera convictamente com a “reforma política” favorecedora do PT, que, contrariamente às suas palavras, é, sim, marxista.

Contrariando os milhões de paulistanos que protestaram clamorosamente contra a tal “reforma”, Dom Odilo não temeu opor-se às suas ovelhas. Antes o fazia discretamente; agora, acabou sendo forçado a sair da toca.

Cartaz de divulgação da Missa de 1º de Maio, na Catedral da Sé, tradicionalmente celebrada pelo Arcebispo de São Paulo.

Cartaz de divulgação da Missa de amanhã, 1º de Maio, na Catedral da Sé, tradicionalmente celebrada pelo Arcebispo de São Paulo.

Acontece que, irremediavelmente, ele dará com os burros n’água. Nenhum esquerdista que se preze apoiará alguém que tenha passado, mesmo que aparentemente, nem que seja por um único dia, para o “outro lado”.

Progressista de origem, Dom Odilo adotou modos conservadores quando trabalhara na Cúria Romana e, sobretudo, quando foi promovido a cardeal arcebispo de São Paulo. Com o advento da era Francisco, porém, aquela configuração se lhe tornara um estorvo, e que lhe custou caro: foi “excomungado” da comissão que supervisiona o IOR.

Preterido no conclave, não é à toa que, mesmo sacrificando sua suposta neutralidade, Dom Odilo não foi eleito sequer para a presidência da CNBB, tendo recebido algo como quarenta votos…

A única coisa que lhe restava era a tal simpatia da “direita” que, graças aos assessores esquerdistas que o rodeiam, ele acaba de perder. Mesmo que com aquele arremedo de sorriso, típico dos engravatadinhos da elite paulistana constrangida, se lhe queira assegurar a simpatia, as relações de Odilo com ela nunca mais serão as mesmas.

E o pior! A alegação de que a pena de excomunhão tenha cessado pode até isentá-lo juridicamente, já que é tema disputado aos olhos clínicos dos canonistas, mas não moralmente. De fato, ninguém respondeu à questão de fundo, e não o fez porque não era possível fazê-lo sem entrar numa “sinuca de bico”:

– Se respondesse que não estava excomungado por não ser comunista, excomungaria todos os comunistas com os quais coopera;

– Se dissesse que não estava excomungado porque a pena de comunismo não é mais vigente, se confessaria comunista, comprovando com as palavras o que as suas ações testemunham.

E a pergunta é respondida pelo silêncio confessante!

Baixando a poeira da discussão, porém, resta ainda a certeza de que, com ou sem pena, as doutrinas socialistas são sempre incongruentes com a fé católica, e isso vale para qualquer fiel, leigo ou clérigo, mesmo cardeal ou papa. Nisso, mesmo que se discuta minúcias canônicas, os decretos papais não perderam sua atualidade. O problema jurídico é apenas a positivação do problema de facto, e, sinceramente, é questão deveras secundária.

E, neste aspecto, que nos perdoe o magoado Arcebispo ou todos os demais que meio envergonhadamente o defenderam – aliás, ele foi defendido dos xingamentos, de fato, lamentáveis, nunca dos argumentos! –, mas, o Olavo tem razão.