15 setembro, 2014

Mais tolerante, igreja cobra compromissos de candidatos à Presidência da República.

Por Folha de São Paulo – A cúpula da Igreja Católica promove debate com oito presidenciáveis nesta terça-feira (16) em Aparecida (SP), tentando se equilibrar entre a orientação do papa Francisco, mais tolerante em assuntos polêmicos como o homossexualismo, e a oportunidade de cobrar dos candidatos posições sobre esses temas.

Será a segunda vez que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebe candidatos a presidente. Nas eleições de 2010, ainda no papado de Bento 16, o encontro ocorreu em meio a mal estar entre a entidade e o Planalto.

Na época, a CNBB liberou os bispos para pregar contra candidatos favoráveis ao aborto e causou particular desconforto ao publicar em seu site uma carta do bispo Luiz Gonzaga Bergonzini (1936-2012) pedindo boicote contra Dilma Rousseff (PT).

O aborto continua na pauta, mas há sinais de que a igreja tenta se se ajustar à retórica mais suave e tolerante de Francisco, especialmente quanto à homossexualidade.

Dom Raymundo Damasceno, 77, presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida, abrirá o debate com uma pergunta geral para os candidatos. “Temos preocupação com a questão da justiça social, a distribuição melhor das riquezas, grande preocupação com a família. A questão da vida desde o início até o fim”, disse Damasceno à Folha.

Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, diz que, “mesmo sem polarizar o debate”, o tema do aborto deve fazer parte da campanha, e os candidatos devem se manifestar claramente: “Os eleitores têm o direito de saber a posição deles e qual é seu compromisso com essas questões de princípio”, disse.

Quanto a um tema que já provocou controvérsia na campanha, o casamento gay, Damasceno se mostrou alinhado a declarações recentes do Vaticano, que prega atitude “mais respeitosa e menos severa” no julgamento das uniões homossexuais.

O Supremo Tribunal Federal decidiu em 2011 que os cartórios brasileiros devem reconhecer as uniões civis de pessoas do mesmo sexo para todos os efeitos, embora não exista lei específica sobre isso.

“É uma decisão do Supremo. Claro que, para a igreja, não se pode equiparar a um casamento, isso é diferente. Mas respeitar a união estável entre essas pessoas, não há dúvida de que a igreja sempre tem procurado fazer dessa maneira”, disse Damasceno.

Reforma política e a questão indígena e ambiental são dois outros temas caros à igreja que devem estar no debate -oito bispos farão perguntas no segundo bloco do evento, exibido pela TV Aparecida, emissoras católicas, 230 rádios e portais católicos.

O presidente da CNBB frisou o veto, nem sempre seguido, de que sacerdotes não podem fazer campanha. Alfinetou a estratégia de denominações evangélicas para eleger parlamentares. “Não queremos ter uma bancada católica, queremos orientar aqueles que votam e que querem ouvir nossa voz”, disse.

Para dom Odilo, a possibilidade de o Brasil ter uma presidente evangélica, no caso de vitória de Marina Silva (PSB), não é um problema: “O Brasil já teve governantes de religiões diversas. Sendo laico o Estado, espero que qualquer governante garanta a liberdade religiosa e não a cerceie nem reprima.”

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13 setembro, 2014

Foto da semana.

“… Felizes sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus…”

(Evangelho segundo São Mateus Apóstolo, cap. 5,vers. 10-12)

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Maaloula, Aleppo, Mosul, Qaraqosh… Enclaves católicos sujeitos ao silêncio e à indiferença, sob o preço da dessacralização sistemática e do martírio de sangue. Longe dos interesses dos poderosos deste mundo, a verdadeira Igreja chora no Iraque e na Síria – assim como na na Nigéria, no Egito, no Líbano e na Líbia.

Ah, se os poderosos dessem ouvido ao que disse, no século XIV, o imperador bizantino Manuel Palaiologus a um emissário persa (muçulmano), como lembrado pelo Papa Emérito Bento XVI em Regensburg:

“Mostre-me o que Maomé trouxe de novo… E aí você encontrará apenas coisas más e desumanas, como o comando de espalhar pela espada a fé que ele pregou”

E ainda nos pedem o diálogo e a “paz”?

“… Mas vós, Senhor Deus, tratai-me segundo a honra de vosso nome. Salvai-me em nome de vossa benigna misericórdia, porque sou pobre e miserável; trago, dentro de mim, um coração ferido.

Vou-me extinguindo como a sombra da tarde que declina, sou levado para longe como o gafanhoto.

Vacilam-me os joelhos à força de jejuar, e meu corpo se definha de magreza.

Fizeram-me objeto de escárnio, abanam a cabeça ao me ver.

Ajudai-me, Senhor, meu Deus. Salvai-me segundo a vossa misericórdia.

Que reconheçam aqui a vossa mão, e saibam que fostes vós que assim fizestes.

Enquanto amaldiçoam, abençoai-me. Sejam confundidos os que se insurgem contra mim, e que vosso servo seja cumulado de alegria…”

(Livro dos Salmos, cap. 108, vers. 21-28)

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12 setembro, 2014

O ódio dos modernistas pelo Altar Tradicional: “Ali não se celebra Missa”, logo…

Catedral de Palermo, eis o altar com WC. 
Alguns cartazes indicam o caminho para o banheiro, e muitos manifestam-se decepcionados pela curiosa localização. 
Por Corriere del Mezzogiorno | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: PALERMO – O vaso sanitário? Ele está atrás do altar, logo atrás do tabernáculo. E tudo é sinalizado por alguns cartazes afixados em caixotes de cor cinza. Isto é o que se encontra diante dos turistas que lotam a catedral de Palermo que é uma das principais atrações turísticas e culturais da cidade, bem como um lugar de oração para milhares de cidadãos do local. Tudo isso acontece em uma das capelas laterais e não falta quem manifeste a sua decepção com os cartazes.
Catedral, o banheiro atrás do altar 
Turistas incrédulos – “Nunca vi cartazes semelhantes em um lugar sagrado como uma igreja”, diz Giuseppe, em viagem de férias com um grupo de amigos na Sicília. “Francamente, me parece ofensivo colocar uma banheiro bem atrás do altar.” Entre espanto e descrença, os fiéis são obrigados de fato a passar em volta da balaustrada de mármore que delimita a área do altar, a fim de chegar ao banheiro seguindo o cartaz escrito “toilette” que indica a sua direção. “Eu não posso acreditar”, disse uma outra visitante : “como é que colocam um banheiro atrás do altar?”
O pároco: “Ali não se celebra missa” – Algo estranho aos olhos do público, mas não aos olhos do padre que é pároco da catedral, pois segundo o padre Filippo Sarullo: “infelizmente, não há outros espaços, aquele é o único lugar em toda a catedral onde foi possível colocar o banheiro”, explica ele à agência Ansa, “eu sinto muito pelas queixas dos fiéis, mas preferimos prestar um serviço ao invés de não fornecê-lo. Entre outras coisas, aquele é um altar onde ninguém celebra missa e o tabernáculo não guarda a Eucaristia. Isso sim que seria realmente grave”.
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12 setembro, 2014

Catolicismo e guerra.

Por Thomas Pellegrino | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: Ainda são trágicos os fatos dos quais temos notícia nesses últimos dias e que nos chegam do Oriente Médio, sobretudo da Síria e do Iraque. São fatos que apresentam aspectos inéditos, apesar da proliferação de toda sorte de conflitos, opressão e violência que infelizmente por muitos anos se tornou constante naquela parte do mundo.

Devido ao tipo de ameaça que veio a se concretizar, da brutalidade chocante dos atos de assassinato e limpeza étnica perpetradas pela primeira vez depois de muito tempo contra inteiras comunidades cristãs que correm o risco de ver sua própria existência física extinta, somos levados a fazer uma reflexão e esclarecer sobre quais reações são consideradas legítimas e até mesmo obrigatórias, de acordo com a autêntica doutrina católica transmitida ao longo dos séculos e que não pode ser contestada por ninguém que queira permanecer fiel aos ensinamentos da Igreja. Quais seriam as medidas de defesa em situações extremas de grande perigo nas quais belas palavras e orações absolutamente não podem ser mais o suficiente?

O cristianismo surgiu, sem dúvida, como o portador de uma mensagem revolucionária, como aquela do perdão pelas injúrias sofridas, do amor e da paz, num momento em que as guerras de conquista, rebeliões e leis violentas de retaliação, aprovadas até mesmo pelas religiões pré-existentes, eram a ordem do dia. O ensinamento de Cristo é, ao invés, aquele de amar os que nos odeiam e dar a outra face. Embora isso esteja bem claro, não significa absolutamente transformar-se em um covarde que renuncia à afirmação da justiça terrena e a auto-defesa.

Todavia, esse sempre foi e ainda é um fato chocante e sem precedentes que não serviu de exemplo sequer para as outras religiões que surgiram depois, em particular o Islamismo que é o centro da tragédia que está se desenrolando nos dias de hoje. Isso porque, precisamente, é o livro sagrado dos muçulmanos, o Alcorão, que ordena: (IX, 5): “matem os idólatras onde quer que você encontrá-los, (…), Sitie-os e resista-lhes em todas as suas emboscadas”.

E aqui não se trata de “teoria” ou apenas expressões metafóricas: já o próprio fundador daquela religião, Maomé (e, portanto, não qualquer sucessor que veio numa época posterior e que poderia ter adulterado a mensagem original), antes de morrer,  conquistou pelo poder das armas inúmeros territórios deixando pelo caminho um assombroso rastro de cadáveres.

Todos nós nos lembramos do falecido Pe. Gianni Baget Bozzo, que em um programa de televisão, há alguns anos, voltou-se contra o apresentador que repetia a mesma fábula sobre o Islã como “religião de paz”,  e  vociferou “Basta! Não podemos colocar no mesmo nível o Cristianismo que nasceu com os mártires, com o Islã que nasceu com uma espada na mão”.

Firmes em seus propósitos, os cristãos que trilharam seus primeiros passos dentro do Império Romano, por não estarem revestidos de nenhuma responsabilidade política, podiam dar-se ao luxo de não se envolverem em eventuais guerras com outros povos, fossem essas guerras ofensivas ou defensivas, mesmo porque essas eram atribuições exclusivas do Imperador. Ao mesmo tempo, quando se desencadeavam as perseguições das quais eram o alvo predileto, eles heroicamente colocavam em prática o princípio da não-violência do Evangelho, entregando-se serena e corajosamente ao martírio.

No ano de 380, no entanto, a religião cristã se tornou “legal” e a favorita tanto do Imperador Constantino como do imperador Teodósio, que a transformou não apenas na religião do Estado como também a única permitida dentro dos limites do Império.

Diante dessa nova responsabilidade de governo da maior potência do mundo, não podemos ignorar o fato de que mais cedo ou mais tarde, tal potência poderia se encontrar diante da possibilidade de um conflito armado e ainda que fosse apenas como um “último recurso ” a guerra poderia vir a ser usada contra ataques violentos e em defesa dos justos.

A fé cristã, como já foi mencionado, nunca negou a ninguém, em nenhuma de suas fontes oriundas do Evangelho, o direito à legítima defesa individual ou coletiva: no terceiro capítulo do Evangelho de Lucas, quando alguns soldados perguntam o que deveriam fazer para se batizar, João Batista responde: “não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário”.

Em nenhum momento ele os aconselha a mudar de profissão ou sugere que é indecoroso ser militar. O próprio Cristo permitia que tanto Pedro como os outros apóstolos portassem uma espada e no próprio exército da Roma pagã não faltavam entre os cristãos muitos casos de martírio de soldados que se recusaram a oferecer sacrifícios aos deuses pagãos, como no caso da famosa “Legião de Tebas” comandada por São Maurício.

Assim, surgiu a necessidade de regulamentar a questão teológica da “guerra”, a fim de estabelecer as condições em que ela pode ser permitida e quais são os limites que não podem ser ultrapassados para que não caiamos na violação da lei divina. No livro 19 da sua obra monumental “Cidade de Deus” (“De civitate Dei”) , escrita entre 413 e 426, tendo como cenário um império sacudido pelas invasões bárbaras, Santo Agostinho, um dos Padres da Igreja, afirma que quando agressores injustos quebram a “tranquilidade da ordem” (“tranquillitas ordinis”, ou seja, a paz internacional) e colocam em perigo todo um povo, as autoridades desse povo têm o dever de defendê-lo e trabalhar para restaurar as condições mínimas de uma ordem internacional de direito, se necessário for, pela força militar.

Séculos mais tarde, Santo Tomás de Aquino, em sua “Summa Theologiae”, fala sobre uma possível “guerra justa”, desde que:

a) seja declarada pelos Chefes de Estado e não por indivíduos privados (princípio moderno do monopólio estatal do uso da força);

b) ter uma causa justa ou para reparar injustiças;

c) que seja realizada com reta intenção, tendo como objetivo a caridade, sem crueldade ou ganância, pelo amor à paz e para o socorro dos bons.

Portanto, ainda que seja guiada por uma autoridade legítima e por uma boa causa, uma guerra pode de fato tornar-se ilícita se for animada por intenções de opressão e conquista que vão muito além da simples exigência de defesa e re-estabelecimento do estado de direito.

São esses princípios descritos acima que em todos os tempos devem informar a conduta dos cristãos diante da eventualidade de uma crise que os levem a empunhar armas.

Chegando até os dias atuais, o Catecismo da Igreja Católica, em 1997, ao citar a Constituição “Gaudium et Spes”, confirma mais uma vez que a legitimidade moral de uma guerra “cabe ao juízo prudencial daqueles que têm a responsabilidade pelo bem comum, àqueles que se dedicam ao serviço da pátria nas forças armadas e que estão a serviço da segurança e da liberdade dos povos. Se eles cumprirem seu dever, eles realmente contribuem para o bem comum da nação e para a manutenção da paz”.

A situação no Oriente Médio nos dias de hoje é tal que é extremamente oportuno o debate sobre as questões examinadas até agora.

Interrogado recentemente sobre o que se pode e deve fazer contra o avanço da violência cega contra as populações oprimidas pelo ISIS, o Papa Francisco deu respostas em termos talvez “prudentes” demais que deixaram muitos indignados, já que gostariam de ouvir de Sua Santidade uma linguagem mais explícita e menos ambígua.

Eu particularmente também prefiro a conversa sem rodeios e muitas vezes respeitosamente desaprovei esse “dito pelo não dito” ou  a tentativa de se agradar a gregos e a troianos que faz o estilo de oratória típica do atual Pontífice. Todavia eu também entendo as dificuldades que resultariam ao usar os termos agora considerados muito ultrapassados sobre a “guerra justa” para uma audiência mundial que em pleno 2014 não estão mais preparados para aceitá-los, pois  é previsível a turbulência que palavras semelhantes, embora perfeitamente adequadas e justificadas, poderiam causar.

Apesar de tudo, eu creio que o Santo Padre não deu respostas totalmente contrárias ao que está prescrito na doutrina tradicional, no tocante às reações militares legítimas.

Basicamente, Papa Francisco julgou que é lícito parar um agressor injusto e violento como o ISIS e salientou (especificando talvez com termos infelizes) “parar, não bombardear ou fazer guerra.” O problema é que com um adversário como esse, que corta sua cabeça antes mesmo de lhe perguntar qual o seu nome, você não pode “parar” senão com o uso de armas. Por outro lado, o Pontífice também propôs passar o assunto para as Nações Unidas (outra coisa que não caiu muito bem, mas este não é o lugar para nos aprofundarmos sobre isto) para que ela decida os meios com os quais se deve apenas “parar” os terroristas. A pergunta que se faz é: e quais meios poderia escolher as Nações Unidas, em uma circunstância extrema como essa, senão o uso das armas?

Finalmente, no que diz respeito a não ter que “bombardear ou fazer a guerra”, se não retirarmos esta frase do contexto original em que ela está inserida, notamos em seguida o Papa acrescentar: “quantas vezes, sob esse pretexto de parar um ‘agressor injusto’, os poderosos se apoderaram de outros povos e fizeram uma guerra de conquista”. Portanto, me parece claro que ele queria simplesmente alertar os poderes de intervenção sobre a tentação de se “fazer guerra pela guerra”, de fazer do que é uma inevitável resposta ao ISIS um pretexto e ponto de partida para operações agressivas que teriam objetivos muito além do dever sagrado de parar o agressor e anular suas capacidades ofensivas. Mesmo porque a degeneração de uma operação originalmente justa para uma guerra de dominação e conquista, como já vimos, já foi considerado como algo ilícito pelo próprio Santo Tomás de Aquino.

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11 setembro, 2014

“Enquanto houver um só cristão na Líbia, eu não irei embora”.

O vigário apostólico de Trípoli promete a sua presença no país para ajudar a comunidade cristã

Roma, 04 de Agosto de 2014 (Zenit.org) – O vigário apostólico de Trípoli garantiu a sua fidelidade aos cristãos do país, em uma Líbia ainda assolada pela violência e pela instabilidade. “A comunidade cristã na Líbia já está reduzida ao seu mínimo, mas eu pretendo ficar aqui, mesmo que só reste um único cristão”, declarou dom Giovanni Innocenzo Martinelli à agência Fides.

“Na região da Cirenaica”, explica o vigário, “não há mais freiras. Também já está indo embora da região a maior parte dos filipinos, que são o coração da comunidade cristã na Líbia. Em Trípoli, ainda existe uma boa presença de filipinos, mas daqui também já existem muitos que estão indo embora”.

A situação é desalentadora. Prossegue dom Martinelli: “A Igreja tem relação com esta presença de leigos que trabalham no setor sanitário, e, vista a situação, este é mesmo um momento de provação bem forte. Eu não sei até onde nós vamos chegar, mas tenho a confiança de que um grupo de pessoas vai ficar aqui a serviço da Igreja”.

Apesar de que, “no momento, os combates pararam”, a situação permanece “precária” e faz com que seja um mistério “a fisionomia que o país assumirá no futuro”. Dom Martinelli afirma que o aeroporto ainda está fechado e que “as pessoas que vão embora estão partindo de barco”.

Mesmo assim, não falta a esperança nas palavras do vigário apostólico de Trípoli. “Eu ainda tenho confiança no futuro da Líbia, mas estamos nas mãos de Deus”. Por isso, dom Martinelli promete: “Enquanto houver aqui um único cristão, eu ficarei para ajudar. Mesmo que o serviço religioso tenha se reduzido ao mínimo, eu não posso abandonar os poucos cristãos que ainda estão aqui”. Finalmente, ele pede orações, porque “só a oração pode resolver situações difíceis como a da Líbia de hoje”.

O país vive afundado numa espiral de violência contínua desde a revolta de 2011, que derrubou o líder Muammar Gaddafi. Um dos cenários dos enfrentamentos é justamente o aeroporto, que se localiza a poucos quilômetros do centro da capital. No último dia 13 de julho, a milícia de Zintan, que detém o controle do aeroporto desde a queda do regime, se enfrentou com uma série de grupos rebeldes, vinculados, conforme as primeiras informações disponíveis, com os movimentos jihadistas. Na ocasião, morreram pelo menos 6 pessoas e outras 25 ficaram feridas. Também neste domingo, informa a agência Reuters, mais de 20 pessoas morreram nas batalhas entre as facções armadas que tentam controlar o aeroporto. Os enfretamentos, além disso, provocaram um grande incêndio no maior depósito de combustível da cidade.

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11 setembro, 2014

A nomeação de Danneels para o Sínodo sobre a família e o silêncio descarado da mídia.

Por Il Blog di Raffaella | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com – Caros amigos, eu fiz uma busca pelos meandros da internet e percebi que não se encontra um só artigo comentando a nomeação do ex-primaz da Bélgica, o Cardeal Danneels, para o sínodo sobre a família programado para o próximo mês, no Vaticano.

Não é a minha intenção me lançar contra essa pessoa (além disso… quem sou eu para julgar?) Mas eu gostaria de analisar e denunciar o comportamento da mídia.

Em 2010, ele esteve envolvido no escândalo da pedofilia que explodiu na Bélgica e foi acusado dos telhados. O blog tem todos os artigos da época assinalados mais abaixo. Mesmo em 2013, às vésperas do conclave, muitos meios de comunicação insistiram na necessidade de “excluir” três cardeais eleitores pelos motivos listados abaixo.

Entre eles estava também o ex-primaz da Bélgica, que de qualquer modo acabou participando do conclave e saiu exultante pelo resultado da eleição. Não só isso, ele até recitou uma oração na Missa de inauguração do pontificado do Papa Francisco como o primeiro dos cardeais presbíteros.

E desde aquele momento começamos a sentir o fedor de queimado da mídia, porque os ataques contra ele e outro cardeal candidato “jornalístico” [a articulista se refere ao Cardeal Roger Mahony, Arcebispo Emérito de Los Angeles] à exclusão do conclave cessaram quase imediatamente quando apenas há alguns dias antes estavam muito ativas no Twitter.

Vocês se lembram dos artigos moralistas e de cronistas “escandalizados” com a idéia de que alguns cardeais poderiam escolher o novo papa? Tudo isso caiu no esquecimento.

No entanto, eu pensava que jamais chegariam ao ponto de fazer uma nomeação como a de Danneels, feita ontem, ao menos por respeito a Bento XVI, alvo número um das setas da mídia.

Sim, meus caros amigos, agora podemos dizer claramente: o escândalo de pedofilia que explodiu em 2010 a nível mundial tinha e tem apenas um um alvo: Joseph Ratzinger.

Hoje, que ele é carta fora do baralho, é possível fazer qualquer tipo de nomeação porque ninguém vai mais contestar por consideração às vítimas que antes, com boa fé, protestavam.

Esse é um tema que me toca de maneira especial porque esse blog construiu um dossiê completo sobre a luta contra a pedofilia na Igreja por parte de Ratzinger, cardeal e papa.

Pena que este trabalho tornou-se uma resposta para a mídia e não uma forma de ajudar as vítimas como Bento XVI tanto queria.

Dói mesmo perceber e ter provas de que o pontificado de Bento XVI teria tido um resultado muito diferente e muito menos problemas” se a mídia (e sabe-se lá quem mais dentro e fora da igreja…) não tivessem decidido entravá-lo desde o dia 19 de abril de 2005.

A nomeação de Danneels… no que me diz respeito, é mais um outro ponto de não retorno.

Vamos ler novamente os artigos que proponho mais abaixo para recordar o clima de um determinado período e para verificar como os tempos mudaram, embora não tenha mudado sequer uma virgula na Igreja, a não ser a considerada “percepção” da mesma e, obviamente, o Papa.

E surge então a pergunta: o que teria acontecido se um colaborador do colaborador do substituto de um vigário amigo de um conhecido do Papa Bento XVI tivesse apenas cogitado em nomear Danneels?

LO SPECIALE DEL BLOG SUL CASO PEDOFILIA IN BELGIO (CON GLI ARTICOLI CHE RIGUARDANO LA VICENDA DEL CARDINALE DANNEELS)

ALTRI ARTICOLI:

Col Conclave arriva al pettine il nodo degli abusi, combattuti da Ratzinger tra critiche più o meno velate di importanti esponenti del collegio cardinalizio (Galeazzi)


Scicluna: Votino anche i cardinali discussi ma non li assolvo. In conclave non ci sarà il card. O’Brien (Izzo)

Pedofilia, i cardinali elettori che imbarazzano il Vaticano. Il coraggiosissimo articolo di Franca Giansoldati

10 setembro, 2014

Piada francesa – direito à blasfêmia.

Absolvidas por ato na Notre Dame, feministas despertam críticas de políticos

Por BBC Brasil – A decisão da Justiça penal francesa de inocentar nove ativistas do movimento feminista Femen, acusadas de danificar um dos sinos da catedral Notre Dame de Paris durante um protesto, provocou críticas por parte de políticos e religiosos franceses.

Ao mesmo tempo, o Tribunal Penal de Paris condenou três vigias da catedral que haviam tentado interromper a ação das militantes a multas que vão de 300 euros a 1 mil euros (R$ 900 a R$ 3 mil) por violência contra as militantes.

Em fevereiro do ano passado, as ativistas, famosas por protestarem com os seios nus, haviam decidido “celebrar” a renúncia do papa Bento 16.

Elas entraram incógnitas na Notre Dame, misturadas aos turistas, arrancaram os casacos e, aos gritos de “papa nunca mais”, começaram a tocar com bastões de madeira três sinos que estavam sendo exibidos provisoriamente por ocasião das festividades dos 850 anos da célebre catedral.

Na queixa prestada pelas autoridades da Notre Dame, a polícia havia constatado que um pequena parte da camada de ouro de um dos sinos havia sido danificada.

“As acusações eram ridículas. Isso significa que nossa crítica às instituições religiosas não foi condenada”, afirmou Inna Shevchenko, uma das fundadoras do Femen, após o anúncio da decisão judicial.

“É um bom exemplo para os outros países. Isso nos encoraja a continuarmos com nossa ação. Temos orgulho de saber que a blasfêmia é um direito e que não seremos condenadas por isso.”

Julgamento e polêmica

No julgamento, as militantes do Femen contestaram ter danificado o sino, alegando que haviam coberto os bastões de madeira com feltro.

O advogado dos representantes da Notre Dame, por sua vez, disse que a proteção se descolou e que as ativistas tocaram o sino com um bastão sem proteção.

A Justiça considerou que não havia provas suficientes de que as ativistas haviam danificado o sino. O julgamento ocorreu em julho passado, mas a decisão só foi anunciada na última terça-feira.

O Ministério Público havia requerido multa de 1,5 mil euros (R$ 4,5 mil) contra cada uma das nove militantes.

Vários políticos criticaram nas redes sociais a decisão da Justiça. “Militantes do Femen absolvidas e vigias condenados. É um estímulo aos provocadores”, afirmou Thierry Mariani, ex-ministro e deputado do partido UMP.

“A absolvição da Femen nada mais é do que uma autorização para destruir e odiar”, declarou o senador Bruno Retailleau.

O abade Pierre-Hervé Grosjean, personalidade da Igreja Católica no país, considerou a decisão “lamentável”. “Não é dessa forma que vamos educar as pessoas a respeitar todas as religiões e os locais de culto”, disse

Esse foi o primeiro julgamento de militantes do Femen na França. Em outubro, uma ativista que também participou do protesto na Notre Dame será julgada por “exibição sexual” na igreja da Madeleine, em Paris.

Ela havia simulado um aborto utilizando pedaços de fígado de vitela, que representavam um feto, para protestar contra a possibilidade de restrições ao direito de interrupção da gravidez na Espanha.

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10 setembro, 2014

Precisamos estar prontos para defender a verdade do matrimônio, mesmo ao custo do martírio.

Por Rorate-Caeli | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com – São João foi chamado para anunciar a palavra de Deus sobre a santidade do matrimônio, uma vez que Deus criou homem e mulher desde o início, em vista da oposição da detestável Herodíades, que estava vivendo uma relação adúltera com o Rei Herodes. São João Batista foi indubitavelmente “um bastião de ferro” no anúncio da verdade, confiando que o Senhor nunca o abandonaria, mas faria a verdade prevalecer, mesmo ao custo do martírio.

DSC_5507 (1)O próprio Cristo, quando estava prestes a concluir Seu ministério, anunciou a mesma verdade, quando os fariseus Lhe indagaram sobre a prática do divórcio. Ele esclareceu que Sua resposta à pergunta deles não era nada menos que a exposição da verdade sobre o matrimônio, de acordo com o plano do Pai desde a Criação. Ele declarou:

Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu.

Quando os fariseus continuaram a questioná-lo, lembrando que até mesmo Moisés havia permitido o divórcio, ele respondeu com firmeza:

É por causa da dureza de vosso coração que Moisés havia tolerado o repúdio das mulheres; mas no começo não foi assim. Eu, porém, vos digo: Quem se divorciar de sua mulher, salvo em caso de fornicação, e se casar com outra, comete adultério. E aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério.

Quando seus próprios discípulos comentaram sobre a dificuldade de viver a verdade sobre o matrimônio, Nosso Senhor assegurou-lhes que a graça divina é dada para viver, mesmo heroicamente, esta verdade que está na base da vida da Igreja e da sociedade, em geral: “Nem todos são capazes de entender isso, mas somente aqueles a quem foi dado.”

Mesmo acorrentado na prisão, São João Batista não perdeu a liberdade de dizer a verdade. Assim, também, não há um de nós que perca a mesma liberdade, mesmo se precisarmos entregar a nossa vida por amor à verdade.

A verdade, que nos foi revelada por Deus na Criação e na Redenção, deve sempre encontrar uma testemunha fiel em nós, pelo bem da nossa própria salvação e pela salvação do mundo. A festa de hoje deixa claro que a nossa missão de cristãos é a de sermos arautos da Palavra de Deus, mesmo em meio a uma cultura hostil, confiantes na Palavra do Senhor: “Eles lutarão contra vós; mas eles não prevalecerão, pois estou com vós, …, para livrar-vos.”

Rezemos, especialmente hoje, pela intercessão de São João Batista, para que, pela sua imitação, possamos ser arautos intransigentes da verdade acerca do matrimônio: a união duradoura, fiel e procriativa de um homem e uma mulher. O amor de Deus e de nosso próximo exige um testemunho fiel de nossa parte. Se o nosso testemunho precisar ser dado contra uma oposição hostil, como frequentemente ocorre em nossos dias, tenhamos confiança que a graça de Deus nunca nos faltará. Ela garante a vitória da verdade.

* * *

Em sua recente visita à Austrália, o Cardeal Burke, Prefeito do Tribunal da Assinatura Apostólica, dedicou praticamente todas as suas intervenções à Família, ao Matrimônio e à Verdade (incluindo o sermão acima, pregado na Festa do Martírio de São João Batista). Você encontrará todos os textos proferidos em sua visita e as imagens na página da Paróquia Pessoal dedicada ao Venerável Rito Romano da Arquidiocese de Melbourne, Beato João Henry Newman.

10 setembro, 2014

Summorum Pontificum no Brasil: Missa Tradicional continua a se difundir na Diocese de Santo Amaro, SP.

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10 setembro, 2014

Bispo ucraniano pede oração e jejum: “o Titanic está afundando”.

Por Catholic World News | Tradução: Fratres in Unum.com – Um bispo de rito latino que atua na Ucrânia, onde agem separatistas russos, afirmou que os católicos locais estão furiosos com a aparente indiferença dos cristãos de outras regiões do país.

“É como se o Titanic estivesse afundando [e] as pessoas da vizinhança tocassem música e se divertissem”, declarou o bispo auxiliar Jan Sobil de Kharkiv-Zaporizhia. O prelado clamou aos católicos de toda a nação a se converter da diversão habitual e, ao invés, rezar e jejuar.

“Nas cidades ocupadas as Igrejas estão abertas, mas não há Missas devido ao perigo”, informou o Serviço de Informação Religiosa da Ucrânia. “Nas cidades sob controle de militares mercenários, atualmente não há padres. Eles estão visitando as paróquias em que é possível celebrar Missa”.

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