janeiro 31, 2012

Plena comunhão. Via FSSPX.

FSSPX-Polônia via Laodicea | Tradução: Fratres in Unum.com – Em uma carta de 25 de novembro de 2011, o Cardeal William Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, reconheceu o repúdio ao cisma (abjuração) feita pelo arquimandrita Athenagoras Bogoridi-Liven. O dignatário ortodoxo realizou o ato no primeiro Domingo do Advento diante de Dom Bernard Fellay, superior geral da FSSPX, na abadia beneditina de Bellaigue (Auvergne). Em sua carta, o cardeal prefeito reconheceu a dignidade eclesiástica do Pe. Bogoridi-Liven, nomeando-o praelatus domesticus, prelado doméstico de Sua Santidade.

Monsenhor Bogoridi-Liven tem 38 anos. Nasceu na Bulgária, mas sua família tem raízes greco-russas (seu avô paterno era de uma aristocrática família grega, e sua avó veio da aristocracia russa). Ao atingir a maioridade, ele ingressou no mosteiro de Mount Athos, mas ao fim recebeu as sagradas ordens na Igreja Greco-Ortodoxa e pouco depois recebeu o título de arquimandrita. Como acadêmico, especializou-se em liturgia; é um distinto estudioso não só de ritos orientais, mas também do Rito Romano; na Academia Teológica de Moscou, defendeu uma tese de doutorado sobre as reformas deste último. Ele conhece diversos idiomas.

Monsenhor Bogoridi-Liven atualmente está ficando no Mosteiro Beneditino de Nossa Senhora de Bellaigue, que é ligado à FSSPX. Foi para lá em agosto passado, pedindo ao prior, Dom Plácido, que o recebesse no seio da Igreja Universal.

janeiro 31, 2012

Novo Patriarca de Veneza.

Oblatvs – Acaba de ser nomeado o novo Patriarca de Veneza, S. Exª Revma. Dom Francesco Moraglia. O novo patriarca nasceu em Gênova há 58 anos, foi ordenado sacerdote em 1977 pelo Cardeal Siri e é bispo da diocese de La Spezia-Sarzona-Brugnato desde 2007. É doutor em Teologia Dogmática e autor de mais de uma dezena de livros sobre os mais variados temas teológicos, espirituais e pastorais.

Tradicionalmente o Patriarca de Veneza é criado cardeal no primeiro consistório seguinte à sua nomeação, o que provavelmente ocorrerá em 2014, uma vez que os novos cardeais a serem criados no próximo dia 18 de fevereiro já tiveram seus nomes publicados.

janeiro 30, 2012

Pela obediência ao Motu Proprio e pelo fim dos altares indignos: carta de Dom Mario Oliveri a seu clero.

Iniciávamos esta tradução quando um futuro sacerdote de Deus Altíssimo fez a caridade de no-la enviar, prontinha! Deus lhe pague, amigo!

Trata-se de uma carta de Dom Mario Oliveri, bispo de Albenga-Imperia, a seu clero diocesano. O ordinário italiano é já um velho conhecido de nossos leitores, que tiveram várias [em ordem cronológica: 1, 2, 3, 4 e 5] oportunidades de lê-lo por aqui.

Em primeiro lugar, Dom Oliveri pede que seus padres respeitem e obedeçam ao Motu Proprio Summorum Pontificum. E o senhor bispo é claro: “As reações negativas ao Motu Proprio e às indicações teológicas e práticas do bispo são quase sempre de carácter emotivo e ditadas por um raciocínio teológico superficial, isto é, por uma visão “teológica” mais bem pobre e míope…”.

A referência que Dom Oliveri faz à “Tre Giorni del Clero” diz respeito a um encontro dos sacerdotes da diocese de Albenga-Imperia, em 2007, no qual Sua Excelência solicitou o “reeordenamento dos presbitérios”; neste, dentre outros aspectos, previa-se a remoção dos “altares-mesas” (página 26 em diante), “não pouco dos quais verdadeiramente indignos de ser o centro da ação litúrgico-divino-sacramental”.

Clique na imagem abaixo para baixar o documento.

janeiro 30, 2012

Pedido de orações.

Monsenhor Ignacio Barreiro.

Monsenhor Ignacio Barreiro.

- Monsenhor Ignacio Barreiro. Reconhecido defensor da Missa Tradicional em Latim e de uma interpretação desapaixonada do Concílio Vaticano II, monsenhor Barreiro foi operado recentemente para tratar de um câncer de cólon. Monsenhor Barreiro trabalha como Diretor da filial romana da Human Life International, desde 1998, tendo atuado também como Presidente interino dessa importante organização durante um de seus períodos mais conturbados. Seu estado de saúde é delicado.

- Seminarista Philip Gerard Johnson. Após ter servido por três anos como Oficial da Marinha, Philip foi diagnosticado com câncer inoperável no cérebro em 2008. Todavia, antes do diagnóstico, o jovem sentiu-se chamado ao sacerdócio.

Seminarista Philip Gerard Johnson.

Seminarista Philip Gerard Johnson.

Philip se submeteu a tratamento de quimioterapia por alguns anos e ingressou no seminário de São Carlos Borromeu para cursar o Propedêutico.

Pelo segundo ano consecutivo, em novembro do ano passado, o reverendíssimo bispo Michael F. Burbidge, bispo de Raleigh, Carolina do Norte, EUA, anunciou uma novena à Nossa Senhora, padroeira da diocese, em favor do seminarista. O término previsto seria o dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição. Exames de MRI revelaram recentemente que o tumor se estabilizou. Assim, médicos e bispos determinaram que Philip poderia retornar às atividades do seminário. Até então, Dom Burbidge o havia designado para assumir um apostolado de oração pela Igreja em igrejas diocesanas.

janeiro 30, 2012

Segunda resposta da FSSPX ao “preâmbulo doutrinal” não teria satisfeito membros da CDF. Assunto nas mãos de Bento XVI.

Secretum Meum Mihi | Tradução: Fratres in Unum.com – No site de La Vie, 28 de janeiro de 2012, Jean Mercier relata que, segundo fontes consultadas pela agência I.Media, a segunda resposta dada pela FSSPX ao “preâmbulo doutrinal” não teria satisfeito os membros da Congregação para a Doutrina da Fé, que trabalharam em assembléia plenária de 24 a 27 de janeiro e, entre outros assuntos, estudaram a segunda resposta dada pela FSSPX ao “preâmbulo doutrinal”. Citando Monsenhor Guido Pozzo, secretário da Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei”, afirma que a fase de avaliação da resposta da FSSPX ao “preâmbulo doutrinal” não está terminada. Finalmente, diz que o assunto está nas mãos de Bento XVI.

janeiro 30, 2012

FSSPX e Santa Sé: e agora?

Por Alessandro Gnocchi e Mario Palmaro, Il Foglio, 27 de janeiro de 2012

Fonte: Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com

O acordo será feito ou não? O diálogo entre a Santa Sé e a Fraternidade de São Pio X [FSSPX / SSPX], fundada pelo Monsenhor Marcel Lefebvre, entrou em uma fase decisiva. O resultado deste diálogo é, acima de tudo, a grande preocupação do Papa Bento XVI, que o encorajou e nutriu pessoalmente; ele também é uma grande preocupação de todos os padres, religiosos e fiéis leigos que estão com a Fraternidade; ele é uma grande preocupação para grande parte do mundo católico que não faz parte da FSSPX, mas que está ao lado da Tradição. Por motivos diferentes, o catolicismo progressista e o mundo secular estão observando (a situação) com grande atenção e algum nervosismo.

Em outras palavras: a partida que está sendo disputada é importante e difícil, porém, um acordo não é impossível. Grande parte da resistência poderá desaparecer se considerarmos que ao discutir as questões canônicas, esta ocorre através de meios diplomáticos, também porque a resolução canônica da Fraternidade está em jogo. Neste caso estamos nos movendo em terreno misto onde é fundamental distinguir os níveis, o processo, que, objetivamente, nem sempre é fácil.

O caso prossegue em terreno instável. Se você puder compreender a desorientação de Roma com relação às hesitações da FSSPX, você também tem que compreender a perplexidade da Fraternidade quando ela reclama que Roma lhes pede algo que não foi pedido a ninguém, para que eles ostentem aquela categoria capciosa chamada “plena comunhão”.

Nesse ponto, nenhum dos dois lados pode esperar que o outro pague um preço impagável: por um lado, Roma não pode pedir que a Fraternidade São Pio X renegue a sua identidade; por outro, os lefebvristas não podem esperar que Roma perca o prestígio, com uma rendição incondicional e uma volta à forma no atual mundo católico como num conto de fadas, que objetivamente, é um acúmulo de muitas coisas contrastantes.

O sucesso das conversações exige uma conscientização que saiba como manter a fé e o realismo juntos. Por um lado, a visão sobrenatural: a crença de que a Igreja está em Roma (ela está em qualquer caso) apesar do fato de que ela está passando uma das mais graves crises em sua história; por outro lado, o caminho estreito do realismo, que objetiva dar à Fraternidade São Pio X a possibilidade de “ter a experiência da Tradição” de acordo com a fórmula que foi cunhada pelo próprio Mons. Marcel Lefebvre.

Mesmo que pareça fora de proporção, grande parte da responsabilidade reside com os sucessores de Lefebvre. Na história da Igreja a figura do anão que carrega o gigante em seus ombros é recorrente. É uma tarefa que, além do rigor moral e doutrinal, exige humildade e caridade, e o entendimento de que Roma é auxiliada pela permanência com Roma. Porém, a medida que o tempo passa, há um risco maior de pensar que existe somente uma alternativa entre dois (caminhos); a sirene que não convida a nenhuma resolução porque as condições na Igreja são muito sérias; e a sirene que convida à resolução sem discussão porque no final ‘tudo está bem’. No sentido mais profundo, nenhum dos caminhos se encaixa bem com uma instituição como a Fraternidade São Pio X, que nasceu em conseqüência da crise inquestionável que atingiu a Igreja após o Concílio Vaticano II.

Além das duas alternativas mencionadas acima, existe uma terceira alternativa e neste caso, ela é mais ou menos assim: a questão precisa ser resolvida tão logo possível precisamente porque a situação é grave, para o bem de toda a Igreja.

Nesse esforço, a Fraternidade São Pio X não pode ser deixada só com uma tamanha responsabilidade. O Papa Bento XVI é o avalista disso. Não se pode negar que esse Papa marcou o seu pontificado ao devolver a honra da Missa Gregoriana, revogando as excomunhões dos bispos da Fraternidade e iniciando as discussões doutrinais sobre questões polêmicas. Essas são todas as condições solicitadas pelos herdeiros de Mons. Lefebvre. Esse fato não pode ser ignorado pela FSSPX nem pelos negociadores que representam Roma. Os últimos estão muitíssimo cientes de que há mais catolicismo na comunidade lefebvrista (embora eles estejam em situação canônica irregular) do que em muitas comunidades regulares dentro do mundo católico. Chegou a hora de acabar com esse paradoxo, através de uma ação de boa vontade acompanhada de senso comum, de ambos os lados.

[Tradução para o inglês: Colaboradora Francesca Romana. Gnocchi e Palmaro, autores católicos tradicionais, escreveram "Report on Tradition - In conversation with the successor of Monsignor Lefebvre"]

janeiro 29, 2012

Foto da semana.

Iraque, Semana Santa de 2011. Sacerdote administra comunhão na mão, sob atenta vigilância do diácono, preparado caso algum engraçadinho resolva se ajoelhar e comungar na boca. Créditos: Missa aos Domingos.

janeiro 28, 2012

Uma profunda crise de fé, o Vaticano II e o diálogo ecumênico. Discurso do Papa à Congregação para a Doutrina da Fé.

Como sabemos, em muitas partes da terra, a fé corre o perigo de se apagar como uma chama que não encontra mais alimento. Estamos diante de uma profunda crise de fé, uma perda do sentido religioso que constitui o mais importante dever da Igreja de hoje. O renovamento da fé deve, portanto, ser a prioridade no empenho da Igreja inteira para os nossos dias.

[…]

A coerência do empenho ecumênico com o ensinamento do Concílio Vaticano II e com toda a Tradição foi um dos âmbitos no qual a Congregação, em colaboração com o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, sempre prestou atenção. Hoje podemos constar não poucos bons frutos arrecadados pelos diálogos ecumênicos, mas devemos também reconhecer que o risco de um falso irenismo [atitude de compreensão e caridade, adotada entre os cristãos de diferentes credos] e de um indiferentismo, totalmente contrário ao espírito do Concílio Vaticano II, algo que exige nossa vigilância.

Tal indiferentismo é causado pela opinião sempre mais difusa que a verdade não seria acessível ao homem; seria, portanto, necessário limitar-se a encontrar regras para uma prática capaz de melhorar o mundo. Assim, a fé seria constituída de um moralismo sem fundamento profundo. O centro do verdadeiro ecumenismo é, em vez, a fé na qual o homem encontra a verdade que se revela na Palavra de Deus.

Sem a fé, todos os movimentos ecumênicos seriam reduzidos a uma forma de “contrato social”, que adere a um interesse comum.

A lógica do Concílio Vaticano II é completamente diferente: a busca sincera da plena unidade de todos os cristãos é um dinamismo animado pela Palavra de Deus.

O problema crucial, que marca de modo transversal os diálogos ecumênicos, é a questão da estrutura da revelação – a relação entra a Sagrada Escritura, tradição viva na Santa Igreja, e o ministério dos sucessores dos Apóstolos como testemunhas da verdadeira fé.

É fundamental o discernimento entra a Tradição e tradições. Um importante passo para tal discernimento foi tomado na preparação e implementação de medidas para os grupos de fiéis provenientes do Anglicanismo, que desejam entrar em plena comunhão com a Igreja, conservando as próprias tradições espirituais, litúrgicas e pastorais, que estão em conformidade com a fé católica (cfr Const. Anglicanorum coetibus, art. III). Existe, de fato, uma riqueza espiritual nas diversas Denominações cristãs, que expressam uma única fé e dom a se compartilhar.

Hoje, então, uma das questões fundamentais é constituída pela problemática dos métodos adotados nos vários diálogos ecumênicos.

Também esses devem refletir a prioridade da fé. Conhecer a verdade é o direito do interlocutor de cada verdadeiro diálogo. É a mesma exigência da caridade para com o irmão. Neste sentido, ocorre afrontar com coragem também as questões controversas, sempre num espírito de fraternidade e respeito recíproco.

É importante ainda oferecer uma interpretação correta daquela “ordem ou ‘hierarquia’ na verdade da doutrina católica” encontrada no Decreto Unitatis redintegratio (n. 11), que não significa de modo algum reduzir o depósito da fé, mas trazer para fora a estrutura interna. Têm também grande relevância os documentos de estudo, produtos dos vários diálogos ecumênicos. Tais textos não podem ser ignorados, porque constituem um fruto importante, embora temporário, da reflexão comum amadurecida pelos anos.

Contudo, eles são reconhecidos pelo seu verdadeiro significado como contribuições oferecidas às autoridades competentes da Igreja, que é chamada a julgá-los de modo definitivo. Atribuir a estes textos um peso relevante ou quase conclusivo das questões espinhosas dos diálogos, sem uma avaliação adequada por parte das Autoridades eclesiais, em última análise, não ajudaria no caminho verso a plena unidade na fé.

Uma última questão que gostaria finalmente mencionar é a problemática moral, que constitui um novo desafio para o caminho ecumênico. Nos diálogos não podemos ignorar as grandes questões morais que certam a vida humana, a família, a sexualidade, a bioética, a justiça e a paz.

Seria importante falar sobre estes temas com uma só voz, elaboradas com fundamento na Escritura e na vida da tradição da Igreja. Esta tradição nos ajuda a decifrar a linguagem do Criador em Sua criação. Defendendo os valores fundamentais da grande tradição da Igreja, defendemos o homem, defendemos o criado.

Discurso do Papa Bento XVI à plenária da Congregação para a Doutrina da Fé – 27 de janeiro de 2012.

janeiro 28, 2012

Uma mensagem de gratidão do Padre Rodríguez.

Pe. Michael Rodriguez.

Pe. Michael Rodríguez.

Christus appáruit nobis, veníte, adorémus.  Li os comentários dos membros do Fratres in Unum e eles trouxeram lágrimas aos meus olhos.

Por favor, diga-lhes que sou grato por suas orações, e peça-lhes para rezar especialmente a Nossa Senhora, para que seu Filho nos envie um novo bispo santo, sábio e corajoso.

Por favor, diga-lhes que também quero encorajá-los a serem fiéis à Missa Tradicional em Latim e aos ensinamentos da Igreja Católica Romana, mesmo se isso significar sofrimento e perseguição. Também devemos nos alegrar e contentar porque nossa recompensa será grande no céu.  Vocês todos estarão nas minhas orações.

Obrigado novamente e que Deus lhes conceda uma benção especial por tudo que vocês têm feito.

Ad Iesum per Mariam,

Pe. Michael Rodríguez

janeiro 27, 2012

Uma Igreja no Exílio (V): O choro amargo de Dom Antônio pelo seminário.

D

om Navarro começou sua atividade pastoral demitindo o chanceler da diocese e vigário da catedral do Santíssimo Salvador de Campos, Monsenhor Henrique Conrado Fischer, um amigo de Dom Antonio que por anos fora encarregado da supervisão dos assuntos diocesanos. Pouco depois, começou a acusar os padres da diocese de irregularidades econômicas. Ele sugeriu abertamente que muitos deles desviaram fundos para uso pessoal, venderam terras que não lhes pertenciam e auferiram ganhos pessoais com as vendas e encorajavam um boicote econômico ao novo bispo e à diocese. Essas acusações começaram a aparecer em revistas nacionais e circularam por todo o Brasil. Elas pararam abruptamente quando os padres da diocese deram a conhecer em uma “notinha” pública que, se o novo bispo continuasse a fazer tais acusações, poderia esperar ser desafiado aprová-las em juízo. Nada mais foi dito publicamente sobre esses assuntos, mas, é claro, os rumores continuaram a circular.

[...]

Uma forma de descontinuar a Missa Tridentina desde a fonte se tornou óbvia – parar de formar padres que celebram a Missa. Em uma visita ao seminário menor em Varre-Sai, em um período de férias enquanto ninguém estava no seminário há várias semanas, Dom Navarro se declarou chocado com o estado do velho prédio. Por muitos anos, aquele fora o seminário maior da diocese, antes de se tornar o seminário menor, quando Dom Antonio, em uma medida de precaução por ocasião de uma tentativa de dividirem a diocese e tomarem controle do seminário, transferiu o seminário maior para a cidade de Campos. Dom Navarro agora declarava que o velho prédio era “pior que Auschwitz”. Ele o fechou sumariamente. Os jovens seminaristas que esperavam retornar ao curso para continuar seus estudos em preparação ao sacerdócio – português, francês, latim, grego, história geral, história eclesiástica, matemática, geografia, religião, canto gregoriano e filosofia – descobriram, de repente, que estudavam em um dilapidado, velho prédio que era “pior que Auschwitz”. Absolutamente, eles se viram, de fato, tendo de estudar para o sacerdócio.

O passo seguinte veio sem surpresas. O novo bispo anunciou sua intenção de fechar o seminário maior em Campos. Quando Dom Antonio entregou seu molho de chaves do seminário a um representante do novo bispo, chorou abertamente, talvez a primeira vez que chorava em público desde a carta chegada de Roma anunciando a instituição do novus ordo missae.

The Mouth of the Lion: Bishop Antonio de Castro Mayer and the last Catholic Diocese. Dr. David Allen White, Angelus Press, 1993 – pág. 128-129 | Tradução: Fratres in Unum.com

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