20 agosto, 2014

Renasce a inquisição. No banco dos réus, os bons padres.

Nota de Pe. Cristóvão e Pe. Williams – Fratres in Unum.com

Os marxistas são obcecados pelo poder. Em tudo, projetam apenas sua própria volúpia por ele. Acusam os outros de tal ambição, enquanto denunciam-na em si mesmos. São doentes.

D. Hélder Câmara, sempre de batina, idolatrado por seus seguidores, admirado, eloquente, com grande poder de sedução, também seria um narcisista, desequilibrado, sociopata?

D. Hélder Câmara, sempre de batina, idolatrado por seus seguidores, admirado, eloquente, com grande poder de sedução, também seria um narcisista, desequilibrado, sociopata?

Nossa equipe do Fratres in Unum reproduz, a seguir, o artigo do ex-padre José Lisboa Moreira de Oliveira, publicado por uma das maiores mídias da Teologia da Libertação no Brasil, o site “Adital”, para que nossos leitores percebam o ódio visceral que têm pelo sacerdócio católico.

De fato, está se armando uma verdadeira inquisição contra o que sobrou do bom clero católico em nosso país. Querem dar fim aos bons padres e seminaristas, e introduzir na mente dos fieis uma dúvida acerca de sua idoneidade moral e psíquica, simplesmente porque usam um clergyman ou uma batina.

O artigo está dividido em duas partes. Na primeira, o autor magoa-se pela suposta indiferença do clero ao Papa Francisco. Seu cinismo grita em cada linha, sobretudo por bradar amores ao Papa, servindo-se apenas do que lhe convém em suas palavras. Detrataram Bento XVI e agora protestam contra a atitude equilibrada de quem, não caindo em sua armadilha de colocar dialeticamente um papa contra o outro, interpreta cada palavra à luz estrita da perene tradição da Igreja.

Na segunda, dá voz a uma psicanalista, que interpreta toda sacralidade do ministério ordenado como manifestação narcisista psicopatológica, jogando no mesmo nível dos desequilibrados aqueles que simplesmente têm um amor zeloso por seu próprio ministério, a exemplo dos santos. Para essa autora, os santos de ontem e de hoje seriam todos narcisistas, sociopatas e pervertidos.

Remetemos o leitor ao livro de Michael S. Rose, Goodbye, good men (Regnery Publishing, Washington D.C., 2002), que descreve como a infiltração de psicólogos desse tipo nos seminários norte-americanos propiciou, décadas depois, a corrupção moral que eclodiu nos escândalos de pedofilia. Obviamente, um sacerdote sem apreço por seu ministério será um ente em crise de identidade, com complexo de inferioridade, que facilmente se entregará ao pecado, como a maior parte dos ex-padres que propalam este farisaico liberalismo, patrocinados por gente como aquela autora.

Conseguimos o e-mail do autor deste artigo. Caso queiram pronunciar-se a respeito, escrevam para jlisboa56@gmail.com. Pedimos apenas que partilhem conosco seus comentários.

* * *

Os impostores do Ministério da Ordem 

Por José Lisboa Moreira de Oliveira – Adital: O meu amigo, Pe. José Antônio, do clero da arquidiocese de Mariana (MG), com quem tive a grata satisfação de trabalhar no Setor Vocações e Ministérios da CNBB (1999-2003), em recente artigo divulgado na internet, levantava a pergunta acerca do principal medo do papa Francisco. A pergunta poderia ser muito bem invertida para evidenciar quais são as pessoas que, na Igreja Católica, mais temem as audaciosas propostas de renovação apresentadas pelo papa Francisco, e que, a meu ver, estão condensadas na sua exortação Evangelli Gaudium. Quem, na Igreja Romana, teria medo de propostas como esta: “Convido todos a serem ousados e criativos nesta tarefa de repensar os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das respectivas comunidades” (EG, 33)?

Com certeza estariam em primeiro lugar os grupos católicos ultraconservadores, bem representados pela Fraternidade São Pio V, fundada pelo bispo cismático Lefebvre. Porém, os conservadores católicos não causam tanto medo ao papa e nem o papa lhes provoca medo. Reagir a toda mudança na Igreja está no DNA desses grupos, os quais acreditam piamente que o único modelo histórico de Igreja é aquele construído a partir do Concílio de Trento, ou, pior ainda, a partir do espírito da Contrarreforma.

Quem, então, causaria medo ao papa Francisco, ou, melhor dizendo, quem tem medo das propostas do papa Francisco? Pe. José Antônio, sem rodeios, afirma que é o “clero camaleônico”, ou seja, aqueles padres que vendo o ministério ordenado como status, como profissão bastante rentável, como pedestal para a fama e o sucesso, temem um papa que insiste em dizer que o ministério ordenado é serviço e que os padres precisam “sentir o cheiro das ovelhas”.

Prosseguindo em sua reflexão, o Pe. José Antônio alerta para um particular assustador: a quase totalidade desse “clero camaleônico” é formada por padres jovens e por seminaristas, futuros padres, que já se comportam como se fossem ministros ordenados. É assustador porque era de se esperar que padres jovens e seminaristas, formados depois do Concílio Vaticano II, fossem capazes de acolher com entusiasmo e paixão a proposta de renovação da Igreja apresentada pelo papa Francisco. Mas não é isso que estamos vendo. Boa parte deste clero permanece indiferente ao que o papa Francisco vem dizendo. Sinal claro dessa indiferença é a falta de divulgação, de conhecimento, de estudo e de aplicação pastoral da exortação Evangelli Gaudium. Pude constatar isso pessoalmente em recente assessoria a um grupo numeroso de pessoas, na sua quase totalidade formada por leigos, sobre a exortação papal. A queixa geral era de que os padres não falam da Evangelli Gaudium. Constatou-se inclusive o caso de padres que nem sequer sabiam da existência da exortação. Há poucos dias uma senhora de uma paróquia do interior da Bahia perguntava ao jovem pároco de sua cidade porque na sacristia da igreja paroquial ainda não tinha sido colocada a fotografia do papa Francisco. Queria saber porque tudo tinha parado na foto do papa Bento XVI. O pároco respondeu-lhe que a razão era o fato de que os vidraceiros da cidade estavam sem moldura. Conversa essa que não colou, pois a senhora, do alto da sua experiência de idosa, percebeu que o pároco estava mentindo.

Mas há também aquele grupo de padres e de seminaristas que faz de conta que acolhe as propostas do papa Francisco. Age, porém, como camaleão, por mero oportunismo e para continuar levando vantagem em tudo, visando não perder as benesses oferecidas pelo acesso ao ministério ordenado. Este grupo de clericais externamente faz de conta que aderiu ao papa Francisco, mas, na prática, sempre que pode, oculta, desvirtua e desvia os ensinamentos papais, não permitindo que o povo tome conhecimento daquilo que o papa Francisco está propondo com certa insistência.

Diante do que acabamos de expor vem de imediato a pergunta: o que leva padres e seminaristas a agir desta forma? Por que temem o papa Francisco? Por que agem com indiferença ou fazendo de conta que acolhem a palavra do bispo de Roma?

Inúmeros estudos publicados nos últimos anos explicam de modo suficiente este problema. São estudos com dados incontestáveis, baseados em pesquisas sérias. A própria Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB) e a Comissão Nacional de Presbíteros (CNP) patrocinaram alguns desses estudos.

Duas causas estariam por trás desse comportamento. A primeira delas é a visão de vocação presbiteral como sendo a vocação por excelência. Ser padre é “dez”, é estar acima de qualquer coisa. Chegar a ser padre é colocar-se acima de tudo e de todos os mortais. A segunda causa seria o desejo das dioceses de suprir a falta de padres, levando-as a admitir nos seminários e no presbitério verdadeiros impostores que olham para o ministério ordenado como a forma mais fácil de adquirir poder, status, fama e dinheiro. A tais pessoas não lhes importa o serviço ao povo, mas as vantagens que vão ter com o acesso ao ministério ordenado.

A filósofa, socióloga e teóloga Arlene Denise BACARJI realizou recentemente um estudo sobre essa questão, baseando-se em dados de pesquisas feitas em diversas partes do mundo por eminentes pesquisadores. O próprio título do seu estudo é, por si mesmo, bem sugestivo: A impostura no Ministério da Ordem. Transtornos de personalidade e perversão no Clero à luz da psicanálise e da psiquiatria*. O estudo acaba de ser publicado pessoalmente pela autora. É lamentável que ela não tenha encontrado uma editora católica capaz de assumir a publicação, obrigando-a a fazer uma edição privada. Essa recusa não deixa de trazer um grande prejuízo para a própria Igreja Católica.

Em seu estudo, depois de analisar a origem do problema da impostura no Ministério da Ordem, a autora se detém cuidadosamente na reflexão sobre os transtornos e as perversões dentro dos quadros da Igreja, particularmente entre o clero. Fala dos desvios institucionais, de personalidade antissocial, narcisista patológica e sobre as perversões propriamente ditas. No final aponta algumas possibilidades de saída do impasse.

Arlene Bacarji mostra como a natureza hierárquica, uma falsa compreensão da misericórdia, a segurança que o ministério ordenado proporciona e o celibato visto como um modo de não se relacionar em profundidade com ninguém atraem com muita facilidade pessoas com transtorno de personalidade e muita gente perversa. A pessoa com essas patologias “sempre consegue um bispo desavisado, misericordioso, confiante em sua remissão, que o acolherá” (p. 36). Bacarji lembra que o sistema eclesiástico favorece tais pessoas, uma vez que “elas aprendem rapidamente como subir em postos de poder, como fazer para serem elevados a bispos, cardeais” (p. 43).

A autora apresenta o perfil do impostor no Ministério da Ordem: “O poder, o brilho, o sucesso, só dependem de sua eloquência no altar, de sua capacidade de sedução e poder de atração, e de sua capacidade retórica, persuasão, de introjetar os sentimentos e emoções na sua fala de modo que impressione o público, para que seja admirado, endeusado e adorado. O Altar se torna um palco. Pois a oficialização desse poder já está dada. A impostura no Ministério da Ordem por estas personalidades todas que tratamos neste livro se caracteriza pela grandessíssima capacidade da pessoa de fazer ‘teatro’. Elas representam muito bem” (p. 43). E representam tão bem que são capazes de camuflar a aversão ao papa Francisco e ao que ele propõe, bastando para tanto apenas um “discurso bonito” (p. 44), ou seja, aquele discurso lacunar, através do qual a pessoa fala um monte de baboseira que seduz os desprovidos de senso crítico, mas que não diz absolutamente nada.

O que fazer? Existem saídas? É claro que sim. O problema é saber se os bispos estão dispostos a colocá-las em prática. Eu aponto pelo menos três. A primeira delas é desmistificar a figura do padre, retirando dele toda auréola sacral que o envolve. Apresentá-lo como um homem comum, normal, igual aos outros, chamado por Deus a ser diákonos, ou seja, mero servidor dos demais. Homem sinal sacramental de Cristo servo de todos, que veio para servir e não para ser servido (Mc 10,35-45). Nessa perspectiva o acento deve ser colocado sobre a vocação comum batismal, como nos lembrou o Vaticano II na Lumen Gentium. O importante não é ser padre, mas discípulo, seguidor de Jesus, missionário, como enfatiza diversas vezes o Documento de Aparecida.

Uma segunda saída seria a revisão do atual modelo de ministério ordenado, focado excessivamente no padre celibatário que passa entre oito e nove anos no seminário e que sai de lá bastante treinado para ser “aparentemente normal”, mas que, na prática, é uma pessoa cindida, tendendo para a mentira crônica (Bacarji, p. 45-64). Não há como resolver o problema da impostura no ministério ordenado enquanto não se fizer uma reforma séria no ministério ordenado, incluindo nele novas formas de ministérios que descentralizem o poder e quebrem o monopólio e o autoritarismo dos padres.

A terceira proposta de saída é a mudança de comportamento com relação a essas pessoas. Bacarji lembra “que Cristo e o Evangelho não são tolerantes com a hipocrisia e com a falsidade” (p. 45). Por isso, ela afirma que “a misericórdia com estas pessoas deve ser pensada em outros moldes que não a habitual. Talvez seja mais misericordioso impedi-las de terem oportunidade de vivenciar suas perversões e patologias antissociais ou narcisistas, fazendo mal às pessoas da Igreja, à própria Igreja, a Deus e a si” (p. 67). Isso significa que a formação inicial dos candidatos aos ministérios ordenados precisa ser mais séria, capaz de identificar possíveis impostores e impedindo-os de chegar à ordenação. Mas para isso é preciso que à frente dos seminários estejam pessoas equilibradas e não seres transtornados e perversos.

Por fim, é preciso dizer que a maioria dos padres é formada por homens honestos, sérios, simples e inteiramente doados ao povo. E isso é uma grande consolação. Mas, na maioria das vezes, esses padres não são valorizados, não são apresentados pela mídia católica, sendo sobrepujados pelos impostores, geralmente midiáticos e “carismáticos” que se apresentam ao povo como os únicos modelos de presbíteros. Com isso o estrago está feito, pois o povo, iludido por “lobos vestidos com peles de ovelhas” (Mt 7,15), acaba deixando-se seduzir. “As batinas, hábitos, clergyman, para estas pessoas, representam poder e também especialidade em relação aos outros mortais, por isso muitos deles fazem questão dessas coisas já desde o seminário” (BACARJI, p. 62). Precisamos, pois, estar muito atentos, pois a impostura no ministério ordenado “costuma confundir muitos superiores e a todos nós” (Ibid., p. 70).

*O livro de Arlene Bacarji pode ser solicitado pelo e-mail arlened@uol.com.br

20 agosto, 2014

Primeiro Ministro da Hungria interpela Conselho da Europa sobre a situação dos cristãos no Iraque.

Por InfoCatólica | Tradução: Fratres in Unum.com – A Embaixada da Hungria em Madri fez chegar a vigorosa carta — já pública — que o Primeiro Ministro da nação magiar, Viktor Orbán, dirigiu ao Presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, sobre a “extrema violência que ameaça a mera existência da comunidade cristã do Iraque” e na região em geral.

Orban instou o Presidente do Conselho da Europa a incluir a situação dos cristãos iraquianos na agenda da próxima reunião de tal organismo, prevista para o final do presente mês de agosto. De toda forma, confirma que a Hungria apoia qualquer solução que garanta a existência futura da comunidade cristã no Iraque. Para baixar o texto na íntegra da carta de Viktor Orbán e a declaração do Governo da Hungria sobre a situação do Iraque, em inglês, clique aqui

Leia mais:

Hungria transfere escolas públicas a instituições religiosas.

A ressurreição da Hungria.

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20 agosto, 2014

Summorum Pontificum no Brasil: Santa Missa na Catedral de Santo Amaro, SP.

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20 agosto, 2014

Vivemos a 3ª Guerra Mundial, diz papa Francisco.

Pontífice afirmou que esta guerra é marcada por fragmentações

Roma – Após uma viagem de cinco dias à Coreia do Sul, o papa Francisco voltou nesta segunda-feira (18) à Itália, mas não sem fazer duras críticas aos confrontos mundiais durante seu vôo de regresso a Roma.

“Vivemos a Terceira Guerra Mundial, mas em fragmentos”, disse o Pontífice.

Destacando que as guerras estão atingindo “um nível de crueldade espantoso”, Francisco afirmou que “é lícito interromper uma agressão, mas não bombardear”.

“Quando há uma agressão injusta, posso dizer que é lícito parar o agressor. Mas ressalto o verbo parar, porque isso não significa bombardear ou fazer uma guerra”, afirmou o papa sobre os ataques norte-americanos ao Iraque com o objetivo de destruir rebeldes jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que recentemente declarou a criação de um califado e começou a perseguir civis e cristãos.

“A tortura se tornou quase um meio ordinário. Esses são os frutos da guerra. Estamos em guerra, há a Terceira Guerra Mundial, mas em fragmentos'”, disse o papa, referindo-se aos conflitos simultâneos que atingem o mundo, como as crises na Síria, no Iraque, na península coreana, no continente africano na Faixa de Gaza.

No último mês, Francisco fez constantes apelos de paz para o Iraque e até enviou um representante do Vaticano ao país para entregar apoio financeiro e emocional aos cristãos perseguidos pelo EIIL.

Ele também promoveu um encontro entre lideranças palestinas e israelenses para incentivar o diálogo no Vaticano.

“O encontro no Vaticano entre o presidente israelense Shimon Peres e o palestino Mahmoud Abbas não foi inútil, apesar de hoje a situação na Terra Santa ter se deteriorado”, disse o papa em seu vôo da Coreia do Sul.

“Foi aberta uma porta, mas, agora, a fumaça das bombas não permite que esta porta seja vista”, completou, no mesmo dia em que um novo balanço aponta para dois mil mortos na Faixa de Gaza na última ofensiva israelense.

Ainda na conversa com a imprensa dentro do avião, Francisco contou que tem vontade de visitar a China e que, se “pudesse, viajaria amanhã”.

“Estou disposto também a ir ao Curdistão, se houver possibilidade”, disse Jorge Mario Bergoglio.

Francisco aterrissou em Roma por volta das 18h10 locais, no aeroporto de Ciampini. Ele trouxe um ramo de flores que recebeu de uma menina sul-coreana chamada Mary Sol, de 7 anos de idade.

O Pontífice pretende depositar as flores no altar da Basílica de Santa Maria Maggiore.

Pontificado

Questionado pelos jornalistas que o acompanhavam no vôo de volta a Roma, o papa Francisco comentou que tenta levar “uma vida normal” no Vaticano.

“Em 1975, sai de férias com a comunidade de jesuítas. Desde então, não tiro férias, mas mudo meu ritmo de vida: durmo mais, leio mais, ouço mais músicas… e isso me faz bem”, comentou.

Renúncia

Na mesma entrevista dentro do avião, Francisco disse que a renúncia de seu antecessor, Bento XVI, abriu um precedente na Igreja Católica e que ele mesmo pode abdicar do cargo caso sinta necessidade.

“Há 70 anos, os bispos eméritos eram uma novidade. Hoje, são uma instituição. Penso que o papa emérito será a mesma coisa. Com o tempo, a expectativa de vida aumenta e, em uma certa idade, não temos capacidade de governar bem. Mesmo se a nossa saúde for boa, não temos capacidade de levar adiante o governo da Igreja”, comentou Francisco.

“Alguns teólogos talvez digam que não é certo, mas eu penso assim: faria a mesma coisa que Bento XVI. Ele abriu uma porta que é institucional, não excepcional”, afirmou.

Conhecido por sua simplicidade, Jorge Mario Bergoglio assumiu a liderança da Igreja Católica em março de 2013, após a renúncia de Bento XVI.

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19 agosto, 2014

E finalmente o Papa Bergoglio resolveu falar!

Por Antonio Socci | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com – Foi preciso que se passasse quase 20 dias, depois de muitos pobrezinhos, indefesos e inocentes mortos, mas, finalmente, até mesmo o Papa Bergoglio chegou a dizer que é preciso “parar” com esses criminosos sanguinários que esquartejam, cortam as gargantas, estupram, crucificam e outros horrores … 

Parar sim, mas — isso ele deixou claro — “não bombardear”. E como se fará então? Com tropas terrestres significaria “guerra”, exatamente o que se quer evitar. 

Então, como é que vai ser? Propor ao sangrento Califa uma partida de baralho (com os mortos), e o ganhador leva tudo? Ou o famoso jogo de futebol com Maradona? 

Dizer “parar”, mas sem o uso (obviamente preciso e proporcional) da força é um absurdo. São essas sutis hipocrisias que às vezes nos levam a suspeitar que o que se busca é salvar a própria cara ao invés da vida dos outros. Mas eu espero que seja apenas uma suspeita infundada … 

É bom que se saiba que de qualquer modo estamos gratos por esta (embora tímida e reticente) palavra: “parar os agressores”. 

Permanecem, infelizmente, as vozes da corte papal… aqueles para quem, até ontem, o simples fato de se pedir para neutralizar os assassinos significava querer de volta a guerra e as cruzadas, aqueles para quem “se o Papa se cala é para evitar retaliação mais grave”, aqueles para quem “se ele não diz nada significa que ele está operando reservadamente”.

Tudo conversa fiada. No Vaticano estavam simplesmente iludidos de que ainda havia um canal diplomático, enquanto aqueles assassinos — como denunciaram os bispos locais — só queriam conquistar, converter pela força e pelo massacre e nunca quiseram ouvir falar em “diálogos”. 

Adicione a esta ilusão, a equivocada ideologia “católico-progressista” do diálogo a todo custo, que levou Bergoglio a jamais mencionar explicitamente o Islamismo, e o desastre está feito… 

Aqueles pobres cristãos massacrados… 

A propósito, há ainda o capítulo triste daqueles que sustentam que o Califado não tem nada a ver com o Islã. Eu me pergunto por que então impoem a conversão à força ao Islã ou a morte… 

E depois ainda há aqueles tristíssimos “católicos progressistas” que ficam indignados quando alguém ainda fala em “cristãos perseguidos”… Que vergonha! 

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19 agosto, 2014

Padre denuncia ritual satânico após encontrar cabeça de bode em igreja.

Pichações também foram feitas na Igreja Matriz de Rio Bonito, no RJ. Assunto teve repercussão nas mídias sociais; ocorrência foi registrada.

G1 – A Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, em Rio Bonito, interior do Rio de Janeiro, foi alvo de vândalos na madrugada do último domingo (17). De acordo com a assessoria da Arquidiocese de Niterói, uma cabeça de bode foi encontrada na porta do templo que também foi pichado.

Padre publicou imagens das pichações que foram feitas na igreja (Foto: Reprodução/Facebook)

Na parede da capela da Matriz, onde é feita adoração, vândalos picharam o número 666. No monumento dedicado à missão, um pentagrama com o nome de ‘satã’. As palavras ‘Jesus escrativistas’ foram escritas na lateral da igreja, e na porta a suástica nazista. O paróco da cidade, padre Eduardo Braga, disse estar consternado com o ocorrido e já registrou ocorrência na delegacia do municícpio.

”O fato foi um repúdio dos hereges em relação a semana que houve na igreja. Muitas pessoas viram uma  procissão e carreata que fizemos e isso deixou muitos insatisfeitos. Essas pichações aconteceram justamente na semana de aniversário da Matriz que tem 246 anos”, disse.

O assunto teve repercussão nas mídias sociais. O padre Rafael Santana, que atua em Cabo Frio, na Região dos Lagos, publicou imagens das pichações na conta pessoal do Facebook e pediu oração. Mais de 200 pessoas compartilharam a publicação dele.

”No mínimo foi uma falta de educação, de respeito, de ódio e intolerância! Será que nós, católicos, também não temos o direito de professarmos a nossa fé? Oremos pedindo ao Senhor que perdoe este tipo nefasto de atitude e quanto aos seus autores, rezemos: “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!”, declarou.

Ainda de acordo com a assessoria da Arquidiocese, o caso foi registrado na delegacia como agressão ao patrimônio hisórico. A Polícia Civil recolheu imagens das câmeras da igreja que flagraram o ato de vandalismo. Nas imagens é possivel ver dois homens e uma mulher com roupas e boné pretos. As pichações foram apagadas pela comunidade. A cabeça de bode foi recolhida e descartada por moradores, após a perícia ter ido ao local. A reportagem do G1 não conseguiu contato com o delegado responsável pelo caso.

”Esse afronte será superado. Todas as pessoas da paróquia de Nossa Senhora Conceição irão rezar com mais fé e buscar o perdão de Deus em favor dos autores desse sacrilégio”, encerrou o pároco Eduardo Braga.

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BRASÃO Arq. NIT - Site

NOTA DE ESCLARECIMENTO
SOBRE SACRILÉGIO NA PARÓQUIA DE
NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO EM RIO BONITO

Consternados com o ocorrido do passado (domingo) dia 17 de agosto, quando a Igreja Matriz, justamente na semana do seu aniversário de 246 anos, foi pichada com símbolos satânicos e desrespeitada, com outras duas atitudes sacrílegas, queremos registrar nossa indignação por este fato que mostra uma crise profunda de valores, e que não pode ser repetido.

A Fé dos católicos foi afrontada. O símbolo principal da Cidade foi ultrajado. Perdoamos em nome de Jesus Cristo estes transgressores.

Agradecemos aos policiais de Rio Bonito e Araruama que nos auxiliaram neste momento doloroso. Estendemos também ao nosso Arcebispo, aos sacerdotes do Município e da Arquidiocese que nos prestaram solidariedade.

Gratidão às famílias que permaneceram conosco até a perícia e limparam os ultrajes na madrugada.

Certos de que o Senhor é Deus e de que Nossa Paróquia é movida pelo Seu Espírito, já podemos colher os frutos de vida e santidade que estão por vir.

Pe. Eduardo, Pe. Adriano e toda comunidade paroquial de Rio Bonito.
Rio Bonito, 18 de agosto de 2014.

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19 agosto, 2014

“Sei que vou durar pouco tempo. Dois ou três anos. E, depois, vou para ‘a Casa do Pai!'”

Cidade do Vaticano (RV) – O clima que caracteriza as conversas com os jornalistas nos voos papais internacionais é sempre muito informal. Os repórteres, conhecidos como ‘vaticanistas’, provêm de países diferentes, muitos trabalham em Roma como correpondentes e tratam o dia a dia do Vaticano com familiaridade. Mais de 70 jornalistas estavam no avião papal em sua volta a Roma, e como sempre, foram sorteados alguns para fazerem diretamente ao Papa suas perguntas.

Francisco e jornalistas no vôo de volta a Roma.

Francisco e jornalistas no vôo de volta a Roma.

Pela primeira vez, o Papa Francisco abordou publicamente a perspectiva de sua morte, afirmando – entre risos – que não viverá por muito tempo, e reiterando que não descarta uma possível renúncia:

Vocês podem me perguntar: se um dia não se sentir capaz de seguir adiante, faria a mesma coisa de Papa Ratzinger?”. “Sim”, respondeu. “Eu rezaria muito e faria a mesma coisa”. Bento XVI abriu uma porta, que é institucional. A renúncia de um Papa é uma instituição e não mais uma exceção, apesar disso não ser do gosto de alguns teólogos”, afirmou Francisco, lembrando que os bispos eméritos eram uma exceção há 60 anos, não existiam, e que agora esta é uma prática habitual.

Respondendo sobre sua popularidade e o efeito desta sobre ele, disse: “Eu a encaro como uma generosidade do povo de Deus. Interiormente, tento pensar em meus pecados, em meus erros, para não ficar orgulhoso, porque sei que vou durar pouco tempo. Dois ou três anos. E, depois, vou para ‘a Casa do Pai!‘”, afirmou em tom de brincadeira, provocando risadas de todos.

Aos 77 anos, o Pontífice argentino disse que vê esta popularidade “de maneira mais natural do que no início”, quando ficava um pouco mais “assustado”.

Indagado sobre suas férias deste ano, o Papa disse que vai passá-las em casa, na residência de Santa Marta, onde mora: “Sempre tiro férias, mas sou muito ‘caseiro’, então mudo de ritmo. Leio coisas de que gosto, ouço música, e acima de tudo, rezo mais”, explicou, admitindo que ser ‘caseiro’ é uma de suas neuroses”, e que a cura “tomando mate todos os dias”, brincou de novo.

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18 agosto, 2014

Papa considera «legítima» intervenção no Iraque.

Papa Francisco não dá «luz verde» aos ataques aéreos, mas salienta a necessidade de travar as ações dos «jihadistas»

Por TVI24 – O Papa Francisco considera que a comunidade internacional tem legitimidade para travar as ações dos militantes do Estado Islâmico (EI) no Iraque, mas que não deve ser um único país a decidir como agir. As declarações foram feitas durante a viagem de regresso da visita à Coreia do Sul.

«Nestes casos, quando há uma agressão injusta, apenas posso dizer que é legítimo parar esse agressor», declarou o sumo pontífice quando lhe foi feita uma questão sobre os ataques aéreos dos Estados Unidos no Iraque.

Os «jihadistas», que querem criar um califado no Médio Oriente, já controlam várias cidades do Iraque e da Síria e levaram a que milhares de pessoas de minorias religiosas, incluindo Cristãos, tivessem abandonado as suas casas.

No entanto, o Papa não dá «luz verde» aos ataques aéreos dos Estados Unidos.

«Sublinho o verbo parar. Não estou a dizer para fazerem guerra ou lançarem bombas. As condições para que o agressor pare têm de ser avaliadas. Um único país não pode julgar como o agressor deve ser travado», declarou.

Para o Papa Francisco, as Nações Unidas são a entidade ideal para decidir como travar a situação.

O Papa confessou ainda que tem intenções de se deslocar ao Iraque, mas que decidiu que, por agora, «essa não seria a melhor coisa a fazer».

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18 agosto, 2014

Papa faz uma forte e silenciosa declaração anti-aborto.

Kkottongnae (Rádio Vaticano) – O Papa Francisco, em geral, evita pronunciar-se sobre temas como o aborto, argumentando que a doutrina da Igreja para a santificação da vida é bastante clara e conhecida e, por isso, ele prefere enfatizar outros aspectos do ensinamento da Igreja.

No entanto, o Papa fez, neste sábado, um forte pronunciamento, apesar de silencioso, contra o aborto, ao reter-se em oração diante de um monumento para crianças que jamais viram a luz do mundo. O local faz parte da comunidade dedicada aos cuidados de pessoas com deficiências genéticas que, frequentemente, são utilizadas para justificar os abortos.

O Papa baixou a cabeça em oração diante das centenas de cruzes brancas do monumento e conversou com um ativista anti-aborto que não tem nem os braços e nem as pernas. (R.B)

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18 agosto, 2014

Arcebispo de Mosul: “Perdi minha Diocese para o Islã – Vocês no Ocidente também serão vítimas dos muçulmanos”.

Igreja Católica Armênia em Raqqa, Síria, atualmente escritório do ISIS.

Nossos sofrimentos de hoje são o prelúdio daqueles que vocês, europeus e cristãos ocidentais, também sofrerão no futuro próximo. Perdi minha diocese. O local físico do meu apostolado foi ocupado por radicais islâmicos que nos querem convertidos ou mortos. Porém, minha comunidade ainda está viva. 

Por favor, tentem nos compreender. Aqui os seus princípios liberais e democráticos não valem coisa alguma. Vocês devem considerar novamente a nossa realidade no Oriente Médio, porque vocês estão acolhendo em seus países um número cada vez maior de muçulmanos. Vocês também estão em perigo. Vocês devem tomar decisões fortes e corajosas, mesmo ao custo de contradizer os seus princípios. Vocês pensam que todos os homens são iguais, mas isso não é verdade: o Islã não diz que todos os homens são iguais. Os seus valores não são os deles. Se vocês não compreenderem essa realidade o suficiente, vocês se tornarão as vítimas do inimigo que acolheram em sua casa.

Dom Amel Nona

Arquieparca Católico Caldeu de Mosul, atualmente exilado em Erbil

Corriere della Sera

14 de agosto de 2014

Créditos: Rorate-Caeli | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com

* * * 

Disse Santo Agostinho: “Somente posso amar aquilo que conheço…” . Assim, como são desconhecidos da quase totalidade do Ocidente Latino, não há como serem amados sem que sejam apresentados como irmãos da mesma Fé. Por isso, o vídeo a seguir traz a oração do Pai Nosso rezado/cantado segundo a tradição dos fiéis de língua siríaca (caldeus, siríacos e maronitas), inclusive com uso de cítara.

Atente-se que é o idioma de Nosso Senhor. As palavras que forem ouvidas podem/devem ser fiel reprodução do que Ele mesmo falou há quase 2 mil anos. Esses pobres perseguidos testemunham a Fé recebida de nossos Santos Padres repetindo as palavras que seguem: Aboun d’Bashmayo.

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