Posts tagged ‘Aborto’

15 fevereiro, 2015

Foto da semana.

Sem título

Padre Pedro Stepien, sacerdote polonês residente em Brasília, e suas manifestações em favor da vida, contra o aborto. À direita, grupo de crianças levado pelo sacerdote para conscientizar o Congresso Nacional contra o abominável assassinato dos pequenos indefesos.

Segundo o jornal O Globo, de 11 de fevereiro de 2015, Padre Pedro interpelou o furibundo deputado abortista Jean Willys, pedindo-lhe que assinasse um requerimento de criação de uma frente parlamentar “a favor da vida e da família”, contra o aborto e o casamento gay. Evidentemente, recebeu um rotundo não, porém, não se calou: “Aborto é um crime hediondo em qualquer caso, é assassinato de criança que não tem advogado. A pessoa que é a favor do aborto não tem direito de falar de direitos humanos”. O deputado, por sua vez, denunciou à polícia legislativa o que chamou de “exploração” das crianças levadas ao Congresso e se irritou ao saber que o sacerdote rezava por ele.

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12 fevereiro, 2015

Padre pede a Jean Willys apoio para grupo contra casamento gay.

Religioso coletava assinaturas para criar frente parlamentar ‘a favor da vida e da família’.

Júnia Gama, O Globo – BRASÍLIA – Uma cena inusitada ocorreu na tarde desta quarta-feira no Congresso Nacional. Um padre de batina coletava assinaturas em frente ao plenário da Câmara, já esvaziada nesses dias que antecedem o Carnaval, para criar uma frente parlamentar “a favor da vida e da família”, contra o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Deparou-se com o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), um militante da causa gay, e pediu seu apoio. A resposta do deputado foi curta:

– Não vou assinar, eu defendo outro tipo de família – disse.

O padre Pedro Stepien, um polonês que vive em Brasília e dirige a associação pró-vida e pró-família, disse que conhecia a história de Jean Wyllys, mas mesmo assim quis tentar sua assinatura.

– Eu sabia e respeito, até rezo muito por esse deputado, sei que ele precisa – afirmou.

A instituição comandada pelo padre é radicalmente contra o aborto. Até mesmo nos casos previstos em lei, como estupro, anencefalia e risco à saúde da mulher.

– É mais fácil salvar uma criança quando a mulher é violentada do que quando ela pula a cerca. Aborto é um crime hediondo em qualquer caso, é assassinato de criança que não tem advogado. A pessoa que é a favor do aborto não tem direito de falar de direitos humanos – justifica o padre.

Procurado pelo GLOBO, Jean Wyllys contou que já havia tido dois embates com o padre. Na primeira vez, denunciou-o à polícia legislativa por trazer crianças da periferia de Brasília para frente do Congresso com cartazes mostrando fotos de fetos e palavras de ordem contra o aborto. A segunda fez foi durante a votação do Plano Nacional de Educação, quando uma reação de grupos conservadores, em que se incluía o padre Pedro, conseguiu retirar do texto menções a identidade de gênero e orientação sexual.

– Acho lamentável que esse padre fale em direitos humanos e apareça na porta do Congresso com crianças esquálidas segurando esses cartazes. Denunciei ele à polícia legislativa e avisei que o denunciaria ao conselho tutelar se continuasse explorando essas crianças – diz o deputado.

O deputado se irritou ao saber que o padre “orava” por ele.

– Dispenso as orações dele, ele deveria orar para si mesmo para tentar salvar a própria alma dele do inferno.

Jean Wyllys diz que há mobilização para reconstituir as frentes parlamentares ligadas aos direitos humanos, especificamente direitos das mulheres, cidadania LGBT e enfrentamento de DSTs/Aids. O deputado acredita, no entanto, que na gestão de Eduardo Cunha esses grupos deverão funcionar mais para manter os temas politicamente vivos, mas dificilmente trarão resultados legislativos.

– Interrupção da gravidez indesejada é a quarta causa de morte de mulher no Brasil. É preciso explicar ao padre que ninguém é a favor do aborto, a gente é a favor de política pública em torno da interrupção da gravidez indesejada. As políticas públicas de estado laico não podem ser determinadas por concepções religiosas – defende Jean Wyllys.

A polêmica sobre o aborto foi suscitada esta semana por declarações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é evangélico, de que não colocaria em votação pautas que flexibilizassem as regras sobre o tema. O padre se animou então para vir ao Congresso coletar as assinaturas para criar a comissão.

– Apoiamos muito ele (Cunha), nessa linha estamos juntos: católicos, evangélicos, espíritas – disse o padre, referindo-se ao grupo que articula a frente parlamentar, comandado pelo senador evangélico Magno Malta (PR-ES).

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17 dezembro, 2014

Perigo! Votação que abre (ainda mais) as portas do Brasil ao aborto ocorre hoje! Manifeste-se!

Por Aline Castilho – Fratres in Unum.com: Na última quarta-feira, 10 de dezembro, foi apresentado pelo relator Senador Vital do Rego (PMDB-PA), o relatório do PLS 236/2012, o Novo Código Penal. O prazo dado aos membros da Comissão de Constitucionalidade do Senado foi de apenas 2 dias para ler o relatório de 300 páginas e apresentar as emendas. Como era de se esperar, os Senadores não tiveram tempo para ler as centenas de páginas, nem uma assessoria jurídica para elaborar adequadamente emendas que contribuíssem para o Novo Código Penal.

Dentre as várias alterações absurdas, o Novo Código descriminaliza o aborto usando uma redação ainda mais ampla que aquela utilizada para introduzi-lo na Inglaterra. O art. 217 da proposta afirma:

Não há crime de aborto praticado por médico se houver risco à vida ou à saúde da gestante”.

Além disso, o projeto altera importantíssimas disposições penais em nosso código:

  • Suprime a criminalização da venda de drogas abortivas,
  • Retira a menção à proibição da pena de morte aplicada pelos indígenas,
  • Remove a pena de homicídio culposo entre parentes (art. 121),
  • Descriminaliza o terrorismo movido por propósitos sociais (art. 245 § 2),
  • Revoga a proibição da fabricação e uso de minas terrestres (art; 541),
  • Revoga as penas para quem impede por ameaça ou violência uma CPI (art. 541),
  • Eliminam os artigos que criminalizavam a prática e divulgação de atos obscenos em público e
  • Introduz a ideologia de gênero pela inserção do crime de “transgenerização forçada”, além de muitas coisas conhecidas e desconhecidas.

A votação está prevista para hoje, 17 de dezembro. Muitas pessoas estão ligando e mandando e-mails para os Senadores e é importante que mais pessoas se posicionem pela não aprovação do Novo Código Penal sem a devida discussão e revisão desses pontos.

Há também uma petição no site CitizenGo e é igualmente importante a nossa assinatura e divulgação.

Não deixe de manifestar o seu repúdio aos Senadores da Comissão de Constitucionalidade:

renan.calheiros@senador.leg.brvital.rego@senador.leg.brgab.josepimentel@senado.leg.br;

anibal.diniz@senador.leg.brgleisi@senadora.leg.brpedrotaques@senador.leg.br;

antoniocarlosvaladares@senador.leg.brinacioarruda@senador.leg.brcrivella@senador.leg.br;

randolfe.rodrigues@senador.leg.breduardo.suplicy@senador.leg.breduardo.braga@senador.leg.br;

simon@senador.leg.brricardoferraco@senador.leg.brluizhenrique@senador.leg.br;

eunicio.oliveira@senador.leg.brfrancisco.dornelles@senador.leg.brsergiopetecao@senador.leg.br;

romero.juca@senador.leg.braecio.neves@senador.leg.brcassio@senador.leg.br;

alvarodias@senador.leg.brjose.agripino@senador.leg.braloysionunes.ferreira@senador.leg.br;

armando.monteiro@senador.leg.brmozarildo@senador.leg.brmagnomalta@senador.leg.br;

vicentinho.alves@senador.leg.br;

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9 setembro, 2014

É assim que se faz.

Uma organização de mulheres pró-vida nos Estados Unidos (SBA List) mostra como se faz. Depois de já ter destruído candidaturas passadas de políticos abortistas, e apesar de ter sido processada inúmeras vezes por eles, a SBA List não pára. Se os meios de comunicação não dão espaço, assim a organização esclarece a opinião pública sobre certos políticos:

"Senador Landrieu votou a favor do aborto custeado pelo contribuinte".

“Senadora Landrieu votou a favor do aborto custeado pelo contribuinte”.

No Brasil, na eleição presidencial passada, mal se produziu panfletos e a Polícia Federal já estava na porta da gráfica para realizar a apreensão. Hoje, mesmo críticas econômicas são motivo para intimidação oficial. Que o exemplo das associações americanas pró-vida nos ajude a não desistir.

Créditos da imagem: Creative Minority Report

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18 agosto, 2014

Papa faz uma forte e silenciosa declaração anti-aborto.

Kkottongnae (Rádio Vaticano) – O Papa Francisco, em geral, evita pronunciar-se sobre temas como o aborto, argumentando que a doutrina da Igreja para a santificação da vida é bastante clara e conhecida e, por isso, ele prefere enfatizar outros aspectos do ensinamento da Igreja.

No entanto, o Papa fez, neste sábado, um forte pronunciamento, apesar de silencioso, contra o aborto, ao reter-se em oração diante de um monumento para crianças que jamais viram a luz do mundo. O local faz parte da comunidade dedicada aos cuidados de pessoas com deficiências genéticas que, frequentemente, são utilizadas para justificar os abortos.

O Papa baixou a cabeça em oração diante das centenas de cruzes brancas do monumento e conversou com um ativista anti-aborto que não tem nem os braços e nem as pernas. (R.B)

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2 junho, 2014

Vamos defender a vida.

Descubra como você pode ajudar a derrubar a Lei Cavalo de Troia e afugentar o aborto do Brasil

Este é um momento importantíssimo de nossa luta em defesa da vida, contra a legalização do aborto no Brasil. No ano passado, a Lei n. 12.845/2013, que aparentemente dispunha “sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual”, foi sancionada pela Presidente da República. Olhando para a linguagem do texto legal, alertamos que esta lei abriria uma brecha para a possibilidade de se fazer o aborto em nosso país. Com razão o então projeto foi apelidado de “Cavalo de Troia”.

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29 maio, 2014

Duas boas notícias para o Brasil.

1) O Plano Nacional de Educação, que dará as diretrizes para a edução no país para o decênio 2011-2020, foi aprovado ontem, no Plenário da Câmara, sem a malfadada ideologia de gênero. Deo gratias!

2) Palavras do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ): “Ontem (27), recebendo o ministro da Saúde na Liderança do PMDB, alertei que estava ingressando na Câmara dos Deputados com um projeto de decreto legislativo para revogar a portaria 415 do ministério. Alertei a ele que pelos termos da portaria ela estaria legalizando o aborto ilegal. Nesta quarta (28), o ministro me procurou para comunicar que estudou a portaria editada por uma secretaria do Ministério e entendeu que havia falhas. Logo resolveu revoga-lá para melhor estudá-la. Quero deixar aqui registrado o agradecimento ao ministro pela compreensão do tema e pela decisão tomada de revogação da portaria 415. Certamente, após estudá-la, ele deverá apresentar alguma nova proposta ou nova portaria nos estritos termos da legislação vigente.”

Ou seja, a “portaria dos R$ 443,40″ deverá ser revogada (promessa que o deputado Eduardo Cunha deverá acompanhar). Cabe agora batalharmos pela revogação da Lei Cavalo de Troia, pois ele é um dos dispositivos que, tortuosamente, permitem a redação desse tipo de porcaria portaria.

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23 maio, 2014

O efeito do Cavalo de Troia.

Comentário do leitor Henrique Lima sobre a matéria R$ 443,40:

Vale a pena destacar o parágrafo 2º do artigo 1º [da portaria 415], que diz que os abortos serão feitos de acordo com a famigerada norma técnica do Ministério da Saúde. Na época, dizíamos que a lei [PLC 03/2013, que se tornou lei 12845/2013] serviria para conferir obrigatoriedade à norma técnica, que já existia, mas não era amplamente aplicada justamente por carecer de força normativa (apesar do nome “norma”). Com a lei, vem a reboque essa portaria, que por sua vez faz menção à norma técnica. Pronto: agora a norma técnica será aplicada “com respaldo legal” – com ares de obrigatoriedade, portanto -, exatamente como alertávamos. E o que diz a norma técnica? Simplesmente isto: aborto até o quinto mês de gravidez para mulheres que tão somente aleguem ter mantido uma relação sexual sem consentimento pleno, nos termos da Lei do Cavalo de Tróia (basta dizer que não queria mas acabou cedendo, o que é MUITO MAIS AMPLO que um estupro com violência ou grave ameaça). A norma técnica diz que a alegação da mulher deverá ser recebida com presunção absoluta de veracidade, sem que se questionem maiores detalhes. Não se deve exigir da mulher nem mesmo um singelo boletim de ocorrência policial dando notícia da suposta violência, quanto menos um exame de corpo de delito. Isso porque a nova lei amplia indevidamente o conceito de violência sexual, que sempre foi entendida como o estupro do Código Penal. Agora passa a ser “qualquer atividade sexual não consentida”, o que abre margem para incluir as relações sem consentimento pleno. Mas nada disso importa: mesmo que a mulher só tenha praticado sexo plenamente consentido, ela agora pode ir a uma unidade do SUS e alegar ter sofrido “violência”, obtendo assim o aborto. Sua palavra é verdade absoluta, como quer o Ministério da Saúde.

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16 maio, 2014

Bispo Italiano: “Eu não me identifico com aqueles que rezam o Terço do lado de fora das clínicas de aborto”.

Por Hilary White – LifeSiteNews.com | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com – Um bispo italiano irritou pró-vidas na Itália e no exterior após ter dito, em entrevista de 12 de maio, que ele tinha pouco tempo para os pró-vidas que rezam o Terço do lado de fora das clínicas de aborto.

“Eu não me identifico com os rostos inexpressivos daqueles que rezam o Terço do lado de fora das clínicas que praticam a interrupção da gravidez, [‘l’interruzione della gravidanza’], mas sim com aqueles jovens que se opõem a essa prática e lutam pela qualidade de vida das pessoas, pelo seu direito à saúde e ao trabalho,” disse o bispo Nunzio Galantino, secretário geral da Conferência dos Bispos Italianos (CEI).

Dom Nunzio Galantino

Dom Nunzio Galantino

John Smeaton, diretor da Sociedade para a Proteção dos Nascituros, com sede no Reino Unido (SPUC), enviou uma carta a Galantino, pedindo que retirasse os comentários e solicitando um encontro para discutir o assunto.

“Sinceramente, se as leis nacionais tivessem permitido o assassinato de padres católicos ou judeus ao longo das últimas décadas, não acho que o senhor diria: ‘No passado nos concentramos muito sobre o assassinato de padres católicos e judeus…’. Sem dúvida, o senhor diria: ‘Nunca denunciaremos este mal grotesco o bastante,’” escreveu Smeaton.

Porém, Galantino não se limitou a criticar o movimento pró-vida. Ao ser indagado sobre o seu desejo a respeito da Igreja Italiana, Galantino respondeu: “Que possamos falar sem tabu sobre qualquer assunto, como, por exemplo, padres casados, dar a Eucaristia a pessoas divorciadas e homossexualidade, de acordo com o Evangelho, e apresentar os motivos de nossas posições.”

Respondendo à pergunta se a politicamente influente CEI [Conferência Episcopal Italiana] continuará pressionando o Parlamento da Itália para tratar de valores “inegociáveis” da vida, da família e da educação, Galantino disse: “Pensemos sobre a sacralidade da vida. No passado não nos concentrávamos exclusivamente no aborto e na eutanásia. Isso não pode ser assim; no meio [das duas coisas] existe [a pessoa] que se desenvolve continuamente.”

Galantino acrescentou que com o pontificado do Papa Francisco, “a Igreja Italiana tem uma oportunidade extraordinária para se reposicionar com relação a expectativas espirituais, morais e culturais.”

Em março, o Papa Francisco escolheu Galantino pessoalmente para o segundo cargo mais importante na conferência dos bispos italianos, que o papa espera reformar. Em carta aos fiéis da diocese de Galantino, na Calábria, Francisco pediu desculpas por levá-lo a Roma. “Preciso que o Monsenhor Galantino venha a Roma ao menos por enquanto. … Peço-lhe, por favor, que me compreenda e perdoe,” escreveu Francisco.

Os comentários também despertaram a oposição na Itália, onde uma mulher escreveu que fora as orações daquelas pessoas do lado de fora da clínica de aborto que a ajudaram a perceber o mal do aborto.

Gianfranco Amato, presidente dos Juristas pela Vida, disse que a carta anônima lhe fora enviada por uma “mulher de nacionalidade romena” que mora no norte da Itália. Ela pediu que sua carta aberta fosse publicada no site da La Nuova Bussola Quotidiana em resposta aos comentários de Dom Galantino. A mulher disse que já havia feito três abortos e que rezava o Terço a fim de ajudar outras pessoas a evitarem a “dor sombria” que se segue a um aborto.

“Vossa Excelência, não tenho o rosto acetinado de uma atriz, tenho um rosto normal, igual ao de muitas outras mulheres, mas seria mesquinho chamá-lo de ‘inexpressivo’,” ela escreveu, acrescentando que compreende que, “como homem”, o arcebispo talvez não seja capaz de entender o que significa perder uma criança.

“Suprimi as vidas dos filhos que gerava três vezes. Somente a fé recém-descoberta através da graça me fez perceber a atrocidade do que fiz, e me levou a um compromisso com a defesa da vida,” ela disse.

“Assim, descobri-me dentre aquelas pessoas que rezam diante dessas clínicas antes que os atos que a Igreja corretamente chama de ‘crimes abomináveis’ sejam cometidos. Se decidi rezar o Terço nesses locais foi somente para implorar o perdão para essas pobres mulheres.”

“Na Igreja, Vossa Excelência, eu não me senti julgada pelo que fiz. E é por isso que eu não julgo ninguém. Somente rezo por essas mulheres que, por ignorância, às vezes, cometem os mesmos erros, caindo, em seguida, no abismo do remorso eterno.”

13 janeiro, 2014

Papa Francisco diz que aborto significa “descartar seres humanos”.

Folha de São Paulo – O papa Francisco criticou nesta segunda-feira o aborto, que qualificou como “prova da cultura do descartável que desperdiça pessoas da mesma forma que desperdiça comida”. Para o pontífice, a interrupção voluntária da gravidez é “horrível”.

Esta foi a condenação mais incisiva ao aborto feita por Francisco desde sua eleição, em março de 2013. Tido como mais liberal em alguns aspectos, como a participação da mulher e o casamento homossexual, a frase foi um aceno a setores mais conservadores da Igreja Católica.

Em discurso anual a diplomatas, o pontífice comentava sobre a fome como um dos aspectos do que chama de “cultura do descartável”. “Lamentavelmente, não são objetos de descarte apenas os alimentos ou supérfluos, mas também os próprios seres humanos, que vem sendo descartados como coisas não necessárias”.

Para ele, essa cultura também afeta as crianças que não nasceram ainda, em referência à interrupção da gravidez. “Por exemplo, é horrível quando você pensa que há crianças, vítimas do aborto, que nunca verão a luz do dia”.

Francisco nunca deu sinais de que reveria a condenação da Igreja ao aborto, mas tampouco vinha fazendo as duras e frequentes recriminações contra essa prática que caracterizavam seus antecessores João Paulo 2º e Bento 16.

Em entrevista à revista jesuíta italiana Civiltá Cattolica, em setembro, o papa alarmou os conservadores ao dizer que a Igreja precisava se livrar da sua “obsessão” a temas polêmicos como aborto, contracepção e homossexualidade.

Há dois meses, ele se mostrou contrário à interrupção da gravidez em sua primeira exortação apostólica, mas defendeu que a Igreja Católica desse apoio às mulheres atingidas em países mais pobres, como os africanos, asiáticos e latino-americanos.

A posição de pontífice de favorecer a misericórdia em lugar da condenação desorientou muitos católicos conservadores, especialmente em países ricos, com os EUA, onde a Igreja está polarizada em torno de assuntos comportamentais.

No ano passado, o bispo de Providence (Rhode Island), Thomas J. Tobin, se disse frustrado pelo fato de o papa não ter tratado mais diretamente “do mal do aborto”. Críticas nesse sentido vinham sendo ecoadas por sites católicos conservadores nos últimos meses.

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