Posts tagged ‘Aborto’

18 agosto, 2014

Papa faz uma forte e silenciosa declaração anti-aborto.

Kkottongnae (Rádio Vaticano) – O Papa Francisco, em geral, evita pronunciar-se sobre temas como o aborto, argumentando que a doutrina da Igreja para a santificação da vida é bastante clara e conhecida e, por isso, ele prefere enfatizar outros aspectos do ensinamento da Igreja.

No entanto, o Papa fez, neste sábado, um forte pronunciamento, apesar de silencioso, contra o aborto, ao reter-se em oração diante de um monumento para crianças que jamais viram a luz do mundo. O local faz parte da comunidade dedicada aos cuidados de pessoas com deficiências genéticas que, frequentemente, são utilizadas para justificar os abortos.

O Papa baixou a cabeça em oração diante das centenas de cruzes brancas do monumento e conversou com um ativista anti-aborto que não tem nem os braços e nem as pernas. (R.B)

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2 junho, 2014

Vamos defender a vida.

Descubra como você pode ajudar a derrubar a Lei Cavalo de Troia e afugentar o aborto do Brasil

Este é um momento importantíssimo de nossa luta em defesa da vida, contra a legalização do aborto no Brasil. No ano passado, a Lei n. 12.845/2013, que aparentemente dispunha “sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual”, foi sancionada pela Presidente da República. Olhando para a linguagem do texto legal, alertamos que esta lei abriria uma brecha para a possibilidade de se fazer o aborto em nosso país. Com razão o então projeto foi apelidado de “Cavalo de Troia”.

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29 maio, 2014

Duas boas notícias para o Brasil.

1) O Plano Nacional de Educação, que dará as diretrizes para a edução no país para o decênio 2011-2020, foi aprovado ontem, no Plenário da Câmara, sem a malfadada ideologia de gênero. Deo gratias!

2) Palavras do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ): “Ontem (27), recebendo o ministro da Saúde na Liderança do PMDB, alertei que estava ingressando na Câmara dos Deputados com um projeto de decreto legislativo para revogar a portaria 415 do ministério. Alertei a ele que pelos termos da portaria ela estaria legalizando o aborto ilegal. Nesta quarta (28), o ministro me procurou para comunicar que estudou a portaria editada por uma secretaria do Ministério e entendeu que havia falhas. Logo resolveu revoga-lá para melhor estudá-la. Quero deixar aqui registrado o agradecimento ao ministro pela compreensão do tema e pela decisão tomada de revogação da portaria 415. Certamente, após estudá-la, ele deverá apresentar alguma nova proposta ou nova portaria nos estritos termos da legislação vigente.”

Ou seja, a “portaria dos R$ 443,40″ deverá ser revogada (promessa que o deputado Eduardo Cunha deverá acompanhar). Cabe agora batalharmos pela revogação da Lei Cavalo de Troia, pois ele é um dos dispositivos que, tortuosamente, permitem a redação desse tipo de porcaria portaria.

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23 maio, 2014

O efeito do Cavalo de Troia.

Comentário do leitor Henrique Lima sobre a matéria R$ 443,40:

Vale a pena destacar o parágrafo 2º do artigo 1º [da portaria 415], que diz que os abortos serão feitos de acordo com a famigerada norma técnica do Ministério da Saúde. Na época, dizíamos que a lei [PLC 03/2013, que se tornou lei 12845/2013] serviria para conferir obrigatoriedade à norma técnica, que já existia, mas não era amplamente aplicada justamente por carecer de força normativa (apesar do nome “norma”). Com a lei, vem a reboque essa portaria, que por sua vez faz menção à norma técnica. Pronto: agora a norma técnica será aplicada “com respaldo legal” – com ares de obrigatoriedade, portanto -, exatamente como alertávamos. E o que diz a norma técnica? Simplesmente isto: aborto até o quinto mês de gravidez para mulheres que tão somente aleguem ter mantido uma relação sexual sem consentimento pleno, nos termos da Lei do Cavalo de Tróia (basta dizer que não queria mas acabou cedendo, o que é MUITO MAIS AMPLO que um estupro com violência ou grave ameaça). A norma técnica diz que a alegação da mulher deverá ser recebida com presunção absoluta de veracidade, sem que se questionem maiores detalhes. Não se deve exigir da mulher nem mesmo um singelo boletim de ocorrência policial dando notícia da suposta violência, quanto menos um exame de corpo de delito. Isso porque a nova lei amplia indevidamente o conceito de violência sexual, que sempre foi entendida como o estupro do Código Penal. Agora passa a ser “qualquer atividade sexual não consentida”, o que abre margem para incluir as relações sem consentimento pleno. Mas nada disso importa: mesmo que a mulher só tenha praticado sexo plenamente consentido, ela agora pode ir a uma unidade do SUS e alegar ter sofrido “violência”, obtendo assim o aborto. Sua palavra é verdade absoluta, como quer o Ministério da Saúde.

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16 maio, 2014

Bispo Italiano: “Eu não me identifico com aqueles que rezam o Terço do lado de fora das clínicas de aborto”.

Por Hilary White – LifeSiteNews.com | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com – Um bispo italiano irritou pró-vidas na Itália e no exterior após ter dito, em entrevista de 12 de maio, que ele tinha pouco tempo para os pró-vidas que rezam o Terço do lado de fora das clínicas de aborto.

“Eu não me identifico com os rostos inexpressivos daqueles que rezam o Terço do lado de fora das clínicas que praticam a interrupção da gravidez, [‘l’interruzione della gravidanza’], mas sim com aqueles jovens que se opõem a essa prática e lutam pela qualidade de vida das pessoas, pelo seu direito à saúde e ao trabalho,” disse o bispo Nunzio Galantino, secretário geral da Conferência dos Bispos Italianos (CEI).

Dom Nunzio Galantino

Dom Nunzio Galantino

John Smeaton, diretor da Sociedade para a Proteção dos Nascituros, com sede no Reino Unido (SPUC), enviou uma carta a Galantino, pedindo que retirasse os comentários e solicitando um encontro para discutir o assunto.

“Sinceramente, se as leis nacionais tivessem permitido o assassinato de padres católicos ou judeus ao longo das últimas décadas, não acho que o senhor diria: ‘No passado nos concentramos muito sobre o assassinato de padres católicos e judeus…’. Sem dúvida, o senhor diria: ‘Nunca denunciaremos este mal grotesco o bastante,’” escreveu Smeaton.

Porém, Galantino não se limitou a criticar o movimento pró-vida. Ao ser indagado sobre o seu desejo a respeito da Igreja Italiana, Galantino respondeu: “Que possamos falar sem tabu sobre qualquer assunto, como, por exemplo, padres casados, dar a Eucaristia a pessoas divorciadas e homossexualidade, de acordo com o Evangelho, e apresentar os motivos de nossas posições.”

Respondendo à pergunta se a politicamente influente CEI [Conferência Episcopal Italiana] continuará pressionando o Parlamento da Itália para tratar de valores “inegociáveis” da vida, da família e da educação, Galantino disse: “Pensemos sobre a sacralidade da vida. No passado não nos concentrávamos exclusivamente no aborto e na eutanásia. Isso não pode ser assim; no meio [das duas coisas] existe [a pessoa] que se desenvolve continuamente.”

Galantino acrescentou que com o pontificado do Papa Francisco, “a Igreja Italiana tem uma oportunidade extraordinária para se reposicionar com relação a expectativas espirituais, morais e culturais.”

Em março, o Papa Francisco escolheu Galantino pessoalmente para o segundo cargo mais importante na conferência dos bispos italianos, que o papa espera reformar. Em carta aos fiéis da diocese de Galantino, na Calábria, Francisco pediu desculpas por levá-lo a Roma. “Preciso que o Monsenhor Galantino venha a Roma ao menos por enquanto. … Peço-lhe, por favor, que me compreenda e perdoe,” escreveu Francisco.

Os comentários também despertaram a oposição na Itália, onde uma mulher escreveu que fora as orações daquelas pessoas do lado de fora da clínica de aborto que a ajudaram a perceber o mal do aborto.

Gianfranco Amato, presidente dos Juristas pela Vida, disse que a carta anônima lhe fora enviada por uma “mulher de nacionalidade romena” que mora no norte da Itália. Ela pediu que sua carta aberta fosse publicada no site da La Nuova Bussola Quotidiana em resposta aos comentários de Dom Galantino. A mulher disse que já havia feito três abortos e que rezava o Terço a fim de ajudar outras pessoas a evitarem a “dor sombria” que se segue a um aborto.

“Vossa Excelência, não tenho o rosto acetinado de uma atriz, tenho um rosto normal, igual ao de muitas outras mulheres, mas seria mesquinho chamá-lo de ‘inexpressivo’,” ela escreveu, acrescentando que compreende que, “como homem”, o arcebispo talvez não seja capaz de entender o que significa perder uma criança.

“Suprimi as vidas dos filhos que gerava três vezes. Somente a fé recém-descoberta através da graça me fez perceber a atrocidade do que fiz, e me levou a um compromisso com a defesa da vida,” ela disse.

“Assim, descobri-me dentre aquelas pessoas que rezam diante dessas clínicas antes que os atos que a Igreja corretamente chama de ‘crimes abomináveis’ sejam cometidos. Se decidi rezar o Terço nesses locais foi somente para implorar o perdão para essas pobres mulheres.”

“Na Igreja, Vossa Excelência, eu não me senti julgada pelo que fiz. E é por isso que eu não julgo ninguém. Somente rezo por essas mulheres que, por ignorância, às vezes, cometem os mesmos erros, caindo, em seguida, no abismo do remorso eterno.”

13 janeiro, 2014

Papa Francisco diz que aborto significa “descartar seres humanos”.

Folha de São Paulo – O papa Francisco criticou nesta segunda-feira o aborto, que qualificou como “prova da cultura do descartável que desperdiça pessoas da mesma forma que desperdiça comida”. Para o pontífice, a interrupção voluntária da gravidez é “horrível”.

Esta foi a condenação mais incisiva ao aborto feita por Francisco desde sua eleição, em março de 2013. Tido como mais liberal em alguns aspectos, como a participação da mulher e o casamento homossexual, a frase foi um aceno a setores mais conservadores da Igreja Católica.

Em discurso anual a diplomatas, o pontífice comentava sobre a fome como um dos aspectos do que chama de “cultura do descartável”. “Lamentavelmente, não são objetos de descarte apenas os alimentos ou supérfluos, mas também os próprios seres humanos, que vem sendo descartados como coisas não necessárias”.

Para ele, essa cultura também afeta as crianças que não nasceram ainda, em referência à interrupção da gravidez. “Por exemplo, é horrível quando você pensa que há crianças, vítimas do aborto, que nunca verão a luz do dia”.

Francisco nunca deu sinais de que reveria a condenação da Igreja ao aborto, mas tampouco vinha fazendo as duras e frequentes recriminações contra essa prática que caracterizavam seus antecessores João Paulo 2º e Bento 16.

Em entrevista à revista jesuíta italiana Civiltá Cattolica, em setembro, o papa alarmou os conservadores ao dizer que a Igreja precisava se livrar da sua “obsessão” a temas polêmicos como aborto, contracepção e homossexualidade.

Há dois meses, ele se mostrou contrário à interrupção da gravidez em sua primeira exortação apostólica, mas defendeu que a Igreja Católica desse apoio às mulheres atingidas em países mais pobres, como os africanos, asiáticos e latino-americanos.

A posição de pontífice de favorecer a misericórdia em lugar da condenação desorientou muitos católicos conservadores, especialmente em países ricos, com os EUA, onde a Igreja está polarizada em torno de assuntos comportamentais.

No ano passado, o bispo de Providence (Rhode Island), Thomas J. Tobin, se disse frustrado pelo fato de o papa não ter tratado mais diretamente “do mal do aborto”. Críticas nesse sentido vinham sendo ecoadas por sites católicos conservadores nos últimos meses.

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10 janeiro, 2014

Por que eles nos odeiam?

Por Hillary White – The Remnant | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com – Vou dar um tiro no escuro e dizer que muitos pró-vidas, mesmo os que se converteram a essa posição, vieram de um ambiente doméstico que incluía mais de uma pessoa. A maioria das pessoas que conheci veio dessa coisa chamada “família”, que envolve várias outras pessoas, homens e mulheres, jovens e idosos, a quem permanecemos ontologicamente ligados pelo resto da vida. Aprendi também, embora isso tenha levado mais tempo, que a maioria das pessoas considera essas “famílias” como algo bom e útil, de benefício positivo em suas vidas.

Porque o Amor, a Vida e a Inocência Triunfam sobre a

Porque o Amor, a Vida e a Inocência Triunfam sobre a “Escolha”.

Essas ideias precisaram de algum esforço para se tornar habituais.

Essa suposição de segurança familiar, comum a muitas pessoas que atuam no mundo pró-vida, talvez seja uma desvantagem. Ela tende a fazer os pró-vidas parecerem presunçosos, satisfeitos consigo mesmos e incapazes de entender as conotações de sua mensagem para as pessoas do outro lado. E, muito possivelmente, essa suposição os impede de compreender o ódio e a raiva que, em toda inocência, eles podem causar ao insinuar que o aborto deve ser proibido. Lembro quando era mais jovem e via pró-vidas segurando cartazes de bebês, defendendo a maternidade, e achava que eles eram as piores pessoas do mundo. Que tipo de pessoas horríveis tentaria forçar uma mulher a destruir a si mesma por causa de um amontoado de células?

Levei muitos anos após a minha conversão para perceber que não é regra, mesmo no mundo ocidental da revolução pós-divórcio e pós-sexual, não ter parentes na vida, ter crescido sem contato com outras crianças da mesma idade e nunca ter tido contato com bebês ou gestantes. Levei muito tempo para descobrir que o pequeno mundo hippie-estiloso da Costa Oeste [americana], governado por costumes feministas e socialistas, não constituía a lei universal da existência.

Mesmo há poucos anos, um amigo que me entregasse seu filho, esperando uma resposta positiva, feminina, fofinha teria ficado decepcionado. Eu não tinha ideia alguma do que fazer com um bebê até muito recentemente e olhava para eles com uma vaga suspeita. (Embora eu seja muito boa com animais peludos e fofinhos, então, não totalmente privada de instinto feminino.)

Onde e quando cresci, nos anos 60 e início dos 70, na Ilha de Vancouver – o marco zero da Revolução Sexual –, a noção de famílias “alternativas” já estava bem arraigada, e em quase todo lugar era ponto pacífico que você vivia por conta própria e não podia depender de ninguém para obter ajuda ou apoio em caso de necessidade. Na melhor das hipóteses, bebês eram um estorvo, além de serem malcheirosos, barulhentos e destruidores. Na pior das hipóteses, eles eram um tipo de catástrofe social e econômica. Diziam-nos durante todo o caminho até a escola que a gravidez era fisicamente perigosa e arruinaria as nossas chances de qualquer felicidade futura, destruiria os nossos “relacionamentos” com os garotos e nos condenaria a vidas de miséria, pobreza e arrependimento pelas oportunidades perdidas.

Todas essas lembranças voltaram à minha mente nesta manhã quando li um artigo sobre o desdém e o desprezo com que, dentre todos os lugares, pais e bebês são tratados pela panelinha “estilosa” em Tel Aviv. Uma mulher escreveu sobre sua experiência com os seus amigos Cool Kids, quando, no início de seus 30 anos, ela anunciou que talvez desejasse ser mãe um dia: “Essa notícia foi recebida com doses iguais de gozação, desprezo e pena.”

Dana Kessler escreve no Tablet:

Alguns dos meus amigos me trataram como se eu tivesse me declarado uma fascista de direita ou apenas me olharam como se tivessem pena de mim por abandonar o reino do pensamento racional e voluntariamente atravessado para o outro lado – o lado do papo sobre bebê de quem sofreu morte cerebral. Ter um bebê, segundo eles, equivale a jogar a sua vida fora.

Sim. Praticamente.

Quando eu estava crescendo, a cultura hippie tinha dois pontos de vista sobre bebês: Eles eram uma forma de autoexpressão biológica ou um desastre social temido. Ninguém realmente gostava muito deles, mas, de qualquer jeito, os mais generosos os tinham, tanto quanto eu poderia dizer mais por descuido. Para início de conversa, essas eram pessoas cujos lares nunca eram lá muito limpos ou arrumados, assim, talvez eles imaginassem que um bebê bagunçando as coisas não faria muita diferença. Esses pais hippies, a maioria mulheres solteiras, permitiam mais ou menos que seus filhos corressem livremente e ficassem sujos. Esse comportamento era considerado como uma permissão para que seus filhos fossem “eles mesmos,” e as crianças que “se expressavam” espontaneamente sobre qualquer assunto eram consideradas como um triunfo da paternidade iluminada.

Minha mãe era uma dessas, e, de fato, eu passei grande parte de minha infância descalça. Eu tinha o hábito de pensar que o parque local, a praia e o terreno baldio do outro lado da rua fossem extensões de nossa própria sala de estar e, muitas vezes, deixava meus sapatos por lá, voltando para casa descalça. Apesar disso, eu era comparativamente bem asseada e bem-comportada, visto que minha própria avó inglesa – nascida em 1903 – não aturaria nada dessa baboseira hippie vinda de mim.

Entretanto, as outras poucas crianças em nosso círculo foram criadas de acordo com a interpretação mais rígida da ideologia e não eram restringidas por qualquer tipo de disciplina ou correção, instrução moral ou exemplo, e eram monstros. Não é de se admirar que eu preferisse passar o tempo sozinha explorando a praia ou com meu nariz enfiado em um livro. E, igualmente, não surpreende que muitos de nós crescemos para não ter os nossos próprios filhos.

Minha mãe, que, provavelmente, tinha uma inteligência de gênio, nunca perdeu uma oportunidade para lembrar todo mundo que a ouvisse, inclusive eu, que o motivo dela não ter prosseguido com os estudos para além do bacharelado (habilitação dupla em Matemática e Biologia Marinha) foi que ela precisava me criar e não tinha condições financeiras. A maternidade era um beco sem saída que acabava na repartição de serviço social.

Uma coisa que aprendíamos cedo e com absoluta certeza era que as crianças eram horríveis e que elas cresciam e se tornavam horríveis – egoístas, materialistas, incapazes de intimidade e totalmente sem restrições morais – como adultos, isso é simplesmente uma expressão de causalidade. A cultura hippie, que por fim tomou conta de todas as instituições do mundo ocidental, afirmava que os seres humanos eram “livres”, o que significa livres para serem terríveis.

Seja de maneira intencional ou não, o resultado final foi que a nossa cultura se tornou aquela que não apenas odiava as pessoas, mas produzia pessoas dignas de serem odiadas. O entrincheiramento profundo de ideologias e práticas anti-humanas; o divórcio, a contracepção, o aborto, o controle populacional e, finalmente, a eutanásia, procedem do ódio à vida humana que confirmamos pela nossa própria experiência pessoal cotidiana.

Como crianças crescendo no epicentro desse vasto experimento filosófico, ouvimos a mensagem todo dia, de nossos próprios pais, das escolas, dos programas e filmes de televisão, em voz alta e em muitas palavras ou de maneira mais sutil, que a maternidade era uma forma de escravidão a ser evitada a qualquer custo e a gravidez era uma doença horrível, deformante e com risco de vida. (O filme Alien – o 8º Passageiro de Think Ridley Scott e o seu monstro que se arrojava do peito do personagem e aquele filme de terror chamado Anjo Maldito sobre um bebê deformado e malvado.) Esses poucos de nós que tínhamos famílias mais numerosas do que as nossas mães solteiras e ocasionalmente pais visitantes, aprenderam a considerá-los com desconfiança. Divórcio e abandono estavam ao nosso redor, perseguindo aqueles que ainda tinham dois genitores, como um lobo à espreita bem atrás da luz de uma fogueira.

Todas as instituições de nossa cultura eram desdenhadas e menosprezadas pelos nossos anciãos; Vietnã, a Baía dos Porcos e o Watergate e todas as demais parafernálias históricas dos anos 60 haviam desacreditado o governo. As grandes empresas estavam tentando envenenar a nós e a “ecologia,” como chamávamos o meio ambiente naqueles dias. A Igreja era claramente um mal e existia somente para oprimir as mulheres e entrincheirar servidão doméstica; e o cristianismo era um conto de fadas absurdo para velhinhas tolas ou uma ferramenta de justiça social.

Crescemos sem pais, sem valores morais, sem instituições sociais, desconfiando de tudo e de todos que a nossa cultura oferecia como consolo. Dificilmente alguém poderia se surpreender que a “Geração X,” como éramos chamados, mergulhamos de cabeça no sexo, drogas e niilismo dos anos 80.

Creio que os pró-vidas, em sua maioria, vindos de um mundo diferente, muitas vezes se sentem aturdidos e chocados com a aversão que geram lá fora. Eles olham para a foto de um bebê e pensam “que fofo!”. Mas nós que crescemos “lá fora” éramos treinados desde bem cedo na vida para olharmos para a mesma foto e vermos uma ameaça mortal. Talvez seja difícil lembrar a dimensão do impacto que a cultura do divórcio teve sobre as pessoas da minha geração e as mais jovens. Nenhum de nós tinha qualquer noção de estabilidade ou segurança doméstica, e aqueles de nós que haviam se convertido à causa muitas vezes são convencidos de maneira mais intelectual do que emocional.

Talvez seja útil para as pessoas que estão entrando no debate sobre o aborto e questões relacionadas lembrar que eles nos odeiam por algum motivo. Ele é errado e se baseia em mentiras, mas não é por acaso ou algo inexplicável.

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15 dezembro, 2013

Polícia desarticula maior rede de abortos do Rio.

Por essas e outras querem legalizar o aborto no mundo: é um indústria altamente rentável.

* * *

Quadrilha formada por médicos, agenciadores e seguranças movimentava R$ 500 mil por mês, segundo as investigações; cada procedimento custava até R$ 8 mil

Estadão – RIO – Policiais da 19ª Delegacia de Polícia (Tijuca) desarticularam na manhã desta sexta-feira, 13, o que consideram ser a maior rede de abortos do Estado do Rio. Em um ano de investigação, os agentes da Operação Genesis descobriram que o grupo, que atuava em diversos locais, movimentava cerca de R$ 500 mil por mês.

Cerca de 50 policiais militares participaram da ação para cumprir seis mandados de prisão e sete de busca e apreensão em bairros das zonas sul e norte da capital e no município de São Gonçalo, região metropolitana. A quadrilha era formada por médicos, enfermeiros, anestesistas, agenciadores e seguranças. Semanalmente eram realizados aproximadamente 50 abortos, que custavam de R$ 3,5 mil a R$ 8 mil por procedimento. Mulheres de outros Estados como São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Maranhão vinham para o Rio fazer abortos.

Dono de pelo menos três clínicas, José Luiz Gonçalves, de 48 anos, foi preso apontado como principal articulador da quadrilha e o responsável pela intermediação entre médicos e agenciadoras de abortos, na capital. O médico Guilherme Estrella Aranha, 60 anos, que atendia na Clínica Nossa Senhora das Neves, em São Gonçalo, foi detido. Maria José Barcellos Cândido, 51, Nilda de Souza Pontes, 71, Ivo Tannuri Filho, 60, e Myrian Hahamovici, 65, também foram presos.

Com a quadrilha, formada por no mínimo 12 pessoas, foi apreendido equipamento médico usado para fazer os abortos, como máquinas de sucção, maca, instrumentos cirúrgicos, medicamentos, radiografias, além de computadores, agendas e uma quantidade estimada em R$ 100 mil em real, dólar, euro, libra e franco.

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11 dezembro, 2013

O tolerante Evangelho rosinha.

O deputado federal Dr. Rosinha (PT do Paraná), presidente da Comissão de Seguridade Social da Câmara e relator do projeto que revoga a lei 12845 — que na prática instituiu o aborto no Brasil — ficou tristinho. Mas quem teve a coragem de magoar Rosinha? Algumas centenas de cidadãos brasileiros inconformados com um seminário sobre “saúde reprodutiva” (eufemismo para vocês sabem o quê) realizado no começo do mês.

Ah, essa democracia! Só vale a pena quando os mandatários podem fazer o que bem entendem, até agir na surdina, como fizeram com o PLC 3/2013

Cristo expulsa os vendilhões do templo - Rosinha faltou nesta aula de catequese.

Evangelho não é cor de rosa: Cristo expulsa os vendilhões do templo – Rosinha faltou nesta aula de catequese.

Subject: Seminário de Parlamentares da América Latina e Caribe para debater a Saúde Reprodutiva, Materna, Neonatal e Infantil e os Objetivos da Meta do Milênio
Date: Wed, 11 Dec 2013 10:52:49 -0200
From: dep.dr.rosinha@camara.leg.br

Prezadas,

Prezados,

Como recebi centenas de e-mails sobre o mesmo tema, ficou impossível responder individualmente a cada uma das mensagens. Aliás, é bom que se diga que algumas continham textos idênticos, o que demonstra que a ação foi orquestrada.

Assim, optei por uma resposta coletiva e pública, que será divulgada em forma de artigo.

Cristãos intolerantes

Cristo, em sua breve passagem pela Terra, nos ensinou muita coisa, sendo uma delas a tolerância. Parece que boa parte dos que atualmente se dizem cristãos não aprendeu essa lição. Outro ensinamento de Cristo é o compromisso com a verdade: nunca mentir. Este ensinamento também é ignorado por grande parte dos cristãos.

Brinca-se que quando alguém é perguntado sobre determinado tema e não sabe a resposta, a pessoa em tom de chacota responde“eu faltei nesta aula”. Parece que muitos cristãos e cristãs faltaram na catequese no dia em que foi ensinada a importância da tolerância e a ter compromisso com a verdade.

Na semana passada fui vítima dos intolerantes e dos mentirosos.

Explico: a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, presidida por mim, organizou o “Seminário de Parlamentares da América Latina e Caribe para debater a Saúde Reprodutiva, Materna, Neonatal e Infantil e os Objetivos da Meta do Milênio”. O requerimento que gerou o Seminário foi aprovado por unanimidade dos membros da Comissão. Portanto, pela importância do tema, nenhum parlamentar se opôs.

A Organização das Nações Unidas (ONU) firmou em 2000 um compromisso com muitos países, os chamados Objetivos do Milênio, de reduzir em 75 % até 2015, as mortalidades infantil e materna. Há outros objetivos do milênio, porém o nosso Seminário se propôs a debater estes dois.

A mentira e a intolerância estão quando muitos cristãos e cristãs espalharam na internet mensagens caluniosas apregoando que “sou contra a vida”, que estou “promovendo o aborto” no Brasil, que “sou mau presidente”, que “desenvolvo a cultura da morte” e outras ofensas que sequer quero reproduzi-las. Antes de qualquer coisa, repudio a todos estes adjetivos e, ao contrário de Cristo, não ofereço a outra face.

Algumas mensagens, para a minha tristeza e decepção, eram assinadas por padres, professores, diáconos, bibliotecários, alunos, etc., gente que sempre pensei, pelo cargo que ocupam, serem inteligentes. Sempre vi num professor, se não um pensador, pelo menos alguém que ajude ou ensine a pensar. Sempre vi num padre, num diácono, num pastor um tolerante, alguém que não mente.

Segundo o dicionário Houaiss, tolerância é o “ato ou efeito de tolerar; indulgência, condescendência; tendência a admitir, nos outros, maneiras de pensar, de agir e de sentir diferentes ou mesmo diametralmente opostas às nossas”. Definição essencialmente cristã.

Minha decepção é para com todos os homens e mulheres, cristãos ou não, que não conseguem ser tolerantes, que não conseguem respeitar os demais, que têm na sua verdade, a verdade única e absoluta. Minha tristeza é para com aqueles que leem e não conseguem interpretar. Meu repúdio é para com aqueles e aquelas que leem e agem de má fé nas redes sociais. Usam-nas para disseminar a sua interpretação ou mesmo se aproveitam dos que não leram e disseminam a mentira. Poderia fazer como Cristo: “Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem”. Mas, não posso agir assim, porque sabem o que fazem e porquê fazem. Posso perdoar os inocentes úteis, como por exemplo, um rapaz de cerca de 20 anos de idade que no dia do Seminário dirigiu-se a mim dizendo:

- “O senhor está excomungado!”

De início fiquei estupefato com esta “excomunhão”. Em seguida, tive dúvidas se ria ou se perguntava com que autoridade e em nome de quem me excomungava. Por fim, preferi o silêncio, a pena e a compaixão. Compaixão e pena pela inocência deste rapaz e ao mesmo tempo preocupação com o seu futuro. O mundo é diferente do que estão lhe ensinando. Ou ele faltou no dia da catequese sobre tolerância ou os seus “mestres” faltaram com a verdade e não ensinaram a ele o significado desta palavra e deste gesto.

Por tudo que li do que me enviaram, por tudo que ouvi, sinceramente ainda estou estupefato com o comportamento destes cristãos. Em que Igreja aprendem ou aprenderam? Qual Evangelho leem ou leram? Com certeza não é o mesmo que leio e tampouco é o mesmo que lê o Papa Francisco.

Dr. Rosinha

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6 dezembro, 2013

Intervenção do Prof. Hermes Rodrigues Nery na Câmara dos Deputados.

Apresentamos a íntegra do pronunciamento do Prof. Hermes Rodrigues Nery (Coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté), em Audiência Pública de 4 de dezembro de 2013, às 14h, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Brasília (DF), Plenário 09.

POR UM BRASIL DESENVOLVIDO, QUE NÃO EXIJA O SANGUE DO SER HUMANO INOCENTE E INDEFESO

Para Humberto Leal Vieira, que nos motivou com seu exemplo, na missão de conjugar legislação e vida

Exmo. Sr.

Deputado Pastor Marco Feliciano,

DD. Presidente da Comissão de Direitos Humanos e minorias da Câmara dos Deputados,

Exmo. Sr. Deputado João Campos

e Sra. Dra. Thereza Lamare Franco Neto, representante do Ministério da Saúde.

hermesCumprimento também os que aqui estão presentes e agradeço desde já a oportunidade de, neste momento, ser expressão da voz do povo brasileiro, cujas pesquisas de opinião, em relação à questão do aborto, tem se manifestado pela crescente rejeição da prática do aborto (82% Vox Popoli)1 e, em votação nesta Casa de Leis, em 7 de maio de 2008, por 33 x 0[2] a Comissão de Seguridade Social e Família rechaçou o PL 1135-91 (de autoria dos deputados Eduardo Jorge [PT] e Sandra Starling [PT], como me lembrou agora há pouco o caro amigo aqui presente, Dr. Paulo Fernando Mello Costa), e também na Comissão de Constituição e Justiça, por 57 x 4; portanto, não há omissão do parlamento brasileiro quanto aceitar a prática de um crime que vitima os seres humanos mais indefesos e que requerem, na fase de gestação no ventre materno, a maior proteção.