Posts tagged ‘Aborto’

21 maio, 2013

Exorcismo do Papa – Fala quem entende: “É uma vingança do demônio contra os bispos mexicanos, porque eles não se opuseram ao aborto como deveriam”.

Com informações de Vatican Insider | Tradução: Fratres in Unum.com - Pe. Amorth, sacerdote e exorcista, afirma que o ato de Francisco “foi um verdadeiro exorcismo e se o Pe. Lombardi o nega, ele claramente não entendeu nada”. Pe. Gabriele Amorth expressou sua opinião sobre o gesto do Papa do último domingo no programa de rádio italiano “Um giorno da Pecora”. “Foi um verdadeiro exorcismo e digo mais, o rapaz que o Papa exorcizou veio a mim às 11:30 hoje”, declarou Pe. Amorth.

Padre Gabriele Amorth, exorcista da Diocese de Roma.

Padre Gabriele Amorth, exorcista da Diocese de Roma.

O que o garoto tinha? “Não era um garotinho, ele tem 43 anos, esposa e filhos. Seu nome é Angelo e está possuído por quatro demônios. Eu realizou um longo exorcismo nele hoje”. Questionado se o Papa não foi capaz de curá-lo, Pe. Amorth respondeu: “O que ele fez é qualificado como um exorcismo porque um exorcismo é também realizado ao colocar as mãos sobre a cabeça da pessoa e rezar, sem recorrer a exorcismos escritos”.

“Primeiro, o Papa se encontrou com os jovens, depois um padre se aproximou do Papa e lhe disse que o rapaz era mexicano e estava possuído por quatro demônios”, afirmou Amorth. O nome do padre é Juan Rivas, um Legionário de Cristo. Segundo Amorth, neste caso em particular, “é uma vingança do demônio contra os bispos mexicanos, porque eles não se opuseram ao aborto como deveriam. O rapaz só será libertado se os bispos mexicanos fizerem penitência por não ter intervindo”.

Assim, Pe. Amorth esmaga a afirmação da Sala de Imprensa do Vaticano de que o ato do Papa não foi um exorcismo, dizendo que “se negam isso, é porque não entenderam nada”. “O exorcismo”, declarou, “não se limita a um conjunto de regras rituais, orações escrituras usadas exclusivamente em casos de exorcismo. Orações de libertação ditas em palavras espontâneas podem também ser consideradas um tipo de exorcismo. Posso citar três casos do Papa João Paulo II realizando exorcismos sem livros”.

Pe. Juan Rivas, o sacerdote mexicano [dos Legionários de Cristo da prelazia de Cancún-Chetumalque] que estava ao lado do rapaz quando o Papa rezou por ele, escreveu hoje em sua página do Facebook: “Quero esclarecer um ponto: a pessoa por quem o Papa rezou era um possesso. Como ninguém ouviu as palavras que Francisco pronunciou (nem eu, apesar do fato de ele estar bem na minha frente), tudo que posso confirmar é que ele pronunciou uma oração de libertação e nada mais”. E acrescentou: “Voltamos aos tempos pagãos dos astecas e seus sacrifícios humanos aos demônios”. Sim, porque na opinião do sacerdote a “possessão” pela qual o Pontífice teria feito esta oração de libertação estaria ligada à aprovação da lei do aborto no México.

Rivas disse que “a fim de parar a violência no México, temos primeiro que admitir publicamente o nosso pecado: nós e os bispos do México temos que unir nossas vozes e condenar o crime do aborto, reparar com uma celebração religiosa a grave ofensa cometida contra Nossa Senhora de Guadalupe. Não devemos parar até que esta lei, que favorece a violência contra os pobres e indefesos, seja revista”.

Tags: , ,
12 maio, 2013

Fotos do Santo Terço e procissão contra o aborto em Belo Horizonte.

Agradecimento ao caríssimo Luiz Andrada pelo envio das imagens. Rezamos para que a iniciativa se estenda Brasil afora.

9 maio, 2013

Santo Terço e Procissão contra o aborto em Belo Horizonte.

Novo cartaz_Terco e Procissao

5 fevereiro, 2013

Cardeal Meisner, arcebispo de Colônia, abre as portas à “pílula do dia seguinte” em casos de violência sexual.

“Alternativa católica” à pílula do dia seguinte. Segundo o cardeal de Colônia, Meisner, os novos conhecimentos científicos permitiriam distinguir entre evitar a fecundação e impedir a implantação no útero.

Por Andrea Tornielli, Vatican Insider | Tradução: Fratres in Unum.com – Após as polêmicas por causa da menina que foi vítima de estupro, a quem dois hospitais [católicos] de Colônia negaram a administração da pílula do dia seguinte, o Cardeal Joachim Meisner, arcebispo da cidade, pronunciou essas palavras, que abriram a possibilidade de oferecer a pílula e que foram recebidas com satisfação pelos agentes sanitários da Alemanha.

Cardeal Joachim Meisner.

Cardeal Joachim Meisner.

O delegado da associação dos hospitais católicos, Thomas Vortkamp, em uma entrevista com http://www.domradio.de, disse que as declarações do purpurado contêm “muitos esclarecimentos sobre como deveriam se comportar os hospitais católicos no futuro em relação às vítimas de violência. Para nós é importante que os colaboradores nos hospitais tenham as coisas claras: que seja um dever oferecer ajuda às mulheres em dificuldades, desde a acolhida até a ajuda posterior”.

Vortkamp explicou também que “muitas incertezas foram eliminadas” e que sob o nome de “pílulas do dia seguinte” encontram-se muitos produtos com diferentes princípios ativos: “No passado, a pílula do dia seguinte era sempre considerada como uma pílula abortiva e condenada somente desse ponto de vista. Estaremos sempre contra a pílula abortiva. Porém, nos casos de mulheres violentadas, é útil esclarecer as coisas para poder oferecer-lhes uma pílula do dia seguinte como prevenção. Se a mulher, com a pílula do dia seguinte, recebe ajuda no sentido da prevenção, tudo bem. Porém, se, por exemplo, a implantação já ocorreu, há que se discutir como se pode proceder. E se a mulher opta pelo aborto, então há que explicar que ele deve ser realizado em outro hospital”.

Segundo as palavras do delegado da associação de hospitais católicos, deduz-se que a pílula do dia seguinte não é considerada abortiva, porque não atua depois da implantação, mas sim antes, para impedir a fecundação ou a implantação do ovócito fecundado. Porém, o cardeal, para dizer verdade, fez a respeito desse tema uma distinção muito clara e precisa, pois explicou que se a pílula “é utilizada com a intenção de impedir a fecundação, então, no meu ponto de vista, é sustentável”.

Por outro lado, seu uso “não é aceitável” quando se usa para impedir que um óvulo já fecundado se implante no útero. Meisner, o cardeal alemão mais em sintonia com Bento XVI, de quem é amigo pessoal, indicou que com as novas tecnologias científicas é possível distinguir entre uma e outra situação.

Em 2005, a Pontifícia Academia da Vida expressou-se sobre esta pílula com uma declaração que diz: “A pílula do dia seguinte é um conjunto de hormônios, que, administrada antes do transcurso de 72 horas depois de uma relação sexual presumivelmente fértil, sofre um mecanismo prevalentemente de tipo ‘anti-nidatório’, ou seja, impede que o eventual óvulo fecundado (que é um embrião humano), que já alcançou o estágio de blastocele (de 5 a 6 dias após a fecundação), se implante na parede uterina, mediante um mecanismo de alteração dessa mesma parede. O resultado final será, portanto, a expulsão e a perda deste embrião. Somente se a administração de tal pílula pudesse ser anterior ao evento da ovulação, esta poderia atuar como um mecanismo para bloquear esta última (neste caso se trataria de uma ação tipicamente “anticonceptiva”)”.

O mesmo documento indicava que o uso da pílula do dia seguinte, “na realidade, não é outra coisa que um aborto que se realiza por meios químicos. Não é coerente intelectualmente, nem justificável cientificamente, afirmar que não se trata da mesma coisa. Ademais, parece bastante claro que a intenção de quem pede ou propõe o uso da chamada pílula está direcionada diretamente à interrupção de uma eventual gravidez em ato, exatamente como no caso do aborto. A gravidez, de fato, começa na fecundação e não a partir da implantação do blastocele na parede uterina, como se trata de sugerir implicitamente”.

Devemos recordar que normalmente as legislações estatais e nos protocolos sanitários o efeito de impedir a implantação do óvulo fecundado não se considera abortivo, visto que muitos casos se verificam naturalmente, enquanto se define aborto como a destruição de um óvulo já implantado no útero (efeito que não se obtém com a pílula do dia seguinte, mas sim com a pílula RU486). Para a Igreja, pelo contrário, a ação de evitar a implantação deve ser considerada abortiva.

27 janeiro, 2013

Marcha pela vida: 500.000 pessoas desfilam na neve em Washington.

Por Mauro Faverzani - Corrispondenza Romana | Tradução: Fratres in Unum.com -  Sexta-feira, 25 de janeiro, um dia após o juramento de Obama, que no início de seu segundo mandato como presidente, de acordo com todos os comentaristas, dirigiu ao país o discurso mais radical e mais revolucionário de hdos Estados Unidos, as mesmas ruas que ele percorreu para ir do Capitólio até a Casa Branca estavam cheias de centenas de milhares de pró-vidas. Nunca antes a participação foi tão grande [no ano passado foram 400 mil pessoas], porque relembrou os 40 anos desde a aprovação da infame lei Roe x Wade, que legalizou o aborto nos Estados Unidos, e também comemorou o 40º aniversário da Marcha, que teve início no mesmo ano e nunca parou desde então.

Mas essa foi também a maior marcha, porque os americanos a favor da vida queriam fazer ouvir suas vozes por um presidente que não apenas tem louvado o aborto repetidas vezes, tornando-o ainda mais acessível, mas também tem evitado a objeção de consciência, forçando as instituições católicas a praticá-lo. Um presidente que recentemente disse que sua organização favorita era a Planned Parenthood, uma associação pró-aborto riquíssima, que promove a contracepção e o aborto no mundo inteiro. Ela é a mesma organização que na Europa, através da União Europeia, realiza uma campanha acirrada, de modo que não haja mais países, como a Irlanda, a Polônia e Malta, que impeçam o aborto livre.

Trata-se de uma gente jovem, forte e cheia de entusiasmo, que invadiu Washington, uma gente vinda de todos os estados dos EUA, às vezes, viajando dois dias inteiros. São pessoas que tiram quase uma semana de férias ao ano para proclamar seu “sim” à vida e seu claro “não” ao aborto. Membros do Parlamento (republicanos, mas também democratas), representantes de todas as denominações (católicos, ortodoxos, evangélicos, judeus, muçulmanos…), famílias jovens com muitas crianças, idosos que todos os anos, por quatro décadas, se encontram no Mall para irem juntos em direção ao Supremo Tribunal, a  Suprema Corte Federal, da qual se espera uma reversão da lei, que em 40 anos já eliminou 55 milhões de vidas só nos Estados Unidos, quase um sexto da população do país.

Insensível aos cinco graus negativos e à neve que em certo momento começou a cair em abundância, a numerosa multidão aguarda o sinal de partida, ouvindo os testemunhos de vários oradores. Uma ovação saudou Rick Santorum e sua família, mas igual comoção causou a história de uma das muitas mães presentes, que fizeram aborto no passado. “Lamento o meu aborto”, lia-se em seus cartazes, que seguravam com dor, mas sem vergonha. E junto deles, muitos outros cartazes, faixas, bandeiras, estandartes, muitos jovens gritavam palavras de ordem contra a lei, em defesa da vida, mas também contra Obama. Muitas associações estavam presentes: os Cavaleiros de Colombo, patrocinadores da Marcha, a Vida Humana Internacional, a American Life League, a Choose Life America, os Americanos Unidos pela Vida, os Sacerdotes pela Vida. Dentre as delegações estrangeiras estavam presentes, no palco de honra, a Marcha pela Vida italiana, representada por seu porta-voz Virginia Coda Nunziante. Também muitas paróquias, muitas escolas com seus alunos, muitos jornais e estações de televisão. E como todos os anos, a associação Tradição, Família e Propriedade americana fechava o longo cortejo com uma banda musical que acompanhava a imagem milagrosa de Nossa Senhora de Fátima.

Quinhentas mil pessoas marcharam em direção ao Supremo Tribunal, 500 mil desafiaram a cultura da morte que reina nos Estados Unidos, mas também no resto do mundo. “Somos a geração que vai abolir a lei do aborto – disse um menino com convicção, ao final de seu breve discurso -. Este é o nosso dever. E com a ajuda de Deus todas as coisas são possíveis”.

 

27 janeiro, 2013

Foto da semana.

march

Washington, EUA, 25 de janeiro de 2013: a neve não impediu 500 mil pessoas de se manifestarem contra o aborto na tradicional “March for Life”, mas um penitente chamou a atenção por seu sacrifício solitário pelo fim do aborto. Já são 55 milhões de crianças norte-americanas dizimadas pela maldição do aborto desde sua liberação no país, em 1973. Foto: Washington Post.

6 janeiro, 2013

Foto da semana.

13003281

Folha de São Paulo – A foto de uma cesariana na qual o bebê segura o dedo do médico ainda na barriga da mãe se tornou viral neste começo de ano. O momento foi capturado pelo pai da criança, Randy Atkins, durante o parto.

“O médico me chamou e disse ‘Olha, ela está segurando meu dedo.’ Então eu corri para tirar a foto e fiquei assombrado com aquilo. É uma fotografia tão incrível”, disse Atkins em entrevista para o canal americano KTVK.

O casal do Arizona, que batizou a filha de Nevaeh um anagrama de Heaven (céu em inglês), só divulgou a foto recentemente, apesar de o parto ter ocorrido em outubro.

A mãe, Alicia Atkins, achou que as pessoas não iriam gostar da imagem, mas ficou surpresa com retorno positivo que recebeu. Até a equipe que estava trabalhando no parto ficou surpresa com a cena.

15 novembro, 2012

O neo-cardeal de Bogotá sobre a despenalização do aborto: “tudo bem”.

Dom Rubén Salazar Gómez, Arcebispo de Bogotá, será criado Cardeal no pequeno consistório do próximo dia 24. Em uma longa entrevista ao principal jornal da Colômbia, o neo-cardeal declarou:

Dom Rubén Salazar Gómez, arcebispo de Bogotá.

Dom Rubén Salazar Gómez.

Mas é claro que o aborto é permitido na Colômbia em três casos concretos…

Faço um distinção clara. A corte constitucional inicialmente despenalizou o aborto. Mas logo tomou o caminho de converter o aborto em um direito. Uma coisa é não aplicar a pena a algo que se considera indevido, e outra, categorizá-lo como direito. Quando o aborto foi despenalizado nestes três casos concretos, eu disse: tudo bem. Mas o aborto não pode ser um direito a ser ensinado nas escolas.

Ao que comenta o blog Secretum Meum Mihi sobre o possível fundamento para a posição do Arcebispo: o “conceito que os sofistas anti-vida e pro-abortistas conseguiram inserir nas legislações — maçônicas — de diferentes países, pelo qual um estado considera o aborto um delito, mas renuncia ao seu direito de aplicar a justiça”. No Brasil, é o caso do erroneamente chamado “aborto legal”: tipificado, mas não penalizado pelo Código Penal. Todos estariam satisfeitos: clérigos acomodados, pois, no fim das contas, o aborto não foi descriminalizado; e abortistas em geral, pois a porta fica, então, escancarada para o assassinato de inocentes.

O mesmo Dom Salazar, em entrevista à ACI, aplica esta teoria em relação às drogas: “como Igreja, não nos opomos à despenalização, mas, sim, teríamos certos reparos quanto à legislação”.

Mas, afinal, o que resta de um Estado que não penaliza os delinquentes, senão uma mera fachada de ordem? A despenalização de jure não equivaleria à descriminalização de facto?

PS.: o jornal da arquidiocese do neo-cardeal recenseou positivamente o congresso da Teologia da Libertação realizado na Unisinos. Dom Salazar, apesar de seu “apoio” à missa tradicional, mostra-se, até o momento, uma verdadeira pena imposta aos católicos colombianos.

25 outubro, 2012

Bom demais para ser verdade.

Uruguai: Dom Bodeant esclarece que legisladores que aprovaram aborto não estão excomungados.

Dom Heriberto Bodeant, secretário da Conferência Episcopal do Uruguai.

Dom Heriberto Bodeant, secretário da Conferência Episcopal do Uruguai.

Por ACI/EWTN Noticias | Tradução: Fratres in Unum.com – Montevidéo, 24 Out. 12 / 12:06 pm: O Secretário Geral da Conferência Episcopal do Uruguai, Dom Heriberto Bodeant, esclareceu que “os legisladores católicos que votaram a lei que despenaliza o aborto não foram nem estão excomungados pela Igreja”.

Segundo informa o site do episcopado, o prelado fez este esclarecimento à Rádio Carve, onde disse “que a excomunhão cabe às pessoas católicas que têm uma atuação direta na realização de um aborto, o que não inclui os que votam uma lei que o favorece”.

Estas declarações se dão após a circulação de informações em vários meios [ndr: no Fratres também], como o artigo publicado em 18 de outubro no diário El Observador, segundo o qual, Dom Bodean teria afirmado “que os legisladores que votaram nesta quarta-feira (17 de outubro) pela despenalização do aborto se separam das crenças da Igreja Católica, pelo que ficam excomungados”.

“A excomunhão automática é para quem colabora na execução de um aborto de maneira direta, e direto é que se realize este ato em concreto. (…) Se um católico vota (uma lei) com uma intenção manifesta de que lhe parece que a Igreja está errada nisso, o mesmo se afasta da comunhão da Igreja”, explicou o Secretário do Episcopado no jornal mencionado.

“Houve confusão”

Segundo o site da CEU (Conferência Episcopal do Uruguai), “a confusão foi gerada após uma entrevista televisiva concedida no dia seguinte à aprovação no Senado do projeto de lei que despenaliza o aborto, na qual o bispo foi consultado sobre o tema da excomunhão em termos gerais e não concretamente relacionado aos legisladores”.

“O bispo em momento algum da entrevista disse que os legisladores estavam excomungados, mas respondeu à pergunta genérica sobre a excomunhão em casos de aborto, fundamentando-se no direito canônico (cânon 1398) que estabelece que ‘Quem procura o aborto, se este se realiza, incorre em excomunhão latae sententiae‘”, acrescentou.

“Portanto, foi uma inferência errônea das palavras do bispo que deu lugar à afirmação: ‘Igreja excomungou os que votaram pela despenalização do aborto’, reproduzida imediatamente por vários meios de comunicação nacionais e internacionais”, concluiu o site do episcopado.

Tags: ,
20 outubro, 2012

A Igreja uruguaia declara excomunhão de políticos que votaram a favor da lei do aborto.

Bispos do Uruguai cumprem promessa e declaram excomunhão automática de políticos abortistas. “A vida não é algo que se possa decidir por maiorias e minorias. Se um católico vota (uma lei) com tal intenção manifesta, ele se afasta da comunhão da Igreja”.

Por Religión Digital | Tradução: Fratres in Unum.com – Os políticos uruguaios que votaram a favor da despenalização do aborto estão excomungados de forma “automática”, anunciou ontem o secretário da Conferência Episcopal do Uruguai (CEU), Monsenhor Heriberto Bodeant, que indicou que isso ocorria porque eles promoveram práticas “contrárias à vida”.

Para a Igreja, com a aprovação da lei, o Uruguai retrocedeu em matéria de valores humanos. Além disso, Bodeant disse que “a vida não é algo passível de plebiscito, que se possa decidir por maiorias e minorias”.

Portanto, a Igreja não participará da convocação para uma consulta popular, como promovem alguns legisladores do Partido Nacional. No entanto, se o mecanismo for ativado, tomarão uma posição, que poderá ser recomendar ou não a votar.

A Igreja manifestou também em comunicado sua “profunda dor e rechaço” à lei que despenaliza o aborto.

“Orgulhamo-nos de ser um dos primeiros países que aboliu a pena de morte; hoje nos entristecemos por ser o segundo país de América Latina a legalizar o aborto”, disse.

“A excomunhão automática é para quem colabora na execução de um aborto de maneira direta, e fazer este ato concreto é uma maneira direta (…) Se um católico vota (uma lei) com tal intenção manifesta, ele se afasta da comunhão da Igreja”, explicou Bodeant.

Quanto ao comportamento que a Igreja terá logo que o presidente José Mujica promulgar a lei, ele indicou que será o de anunciar a “valorização da vida”. “É um trabalho que aponta para o fortalecimento da lei escrita no coração de cada pessoa”, manifestou.

Legisladores da oposição e organizações sócias lançaram, na quinta-feira, uma comissão para analisar a melhor forma de revogar a norma que despenaliza o aborto até 12ª semana de gestação.

“Uma parte da sociedade não vai aceitar a lei e vamos trabalhar pelos mecanismos que contribuam para revogá-la”, disse o líder do opositor Partido Nacional, Carlos Iafigliola, um dos porta-vozes da Comissão Nacional Pró-Revogação da Lei do Aborto.

As possibilidades a serem analisadas pela comissão incluem a interposição de recursos de inconstitucionalidade da nova lei, apelar à Corte Interamericana de Justiça, alegando que a lei violenta o Pacto de San José de Costa Rica, e a coleta de assinaturas para convocar um referendum sobre a norma.

Tags: ,
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 3.591 outros seguidores