Posts tagged ‘Atualidades’

3 julho, 2015

Ativistas mexicanos fazem queixas-crime contra cardeal católico por se opor a “casamento” gay.

Por LifeSiteNews | Tradução: FratresInUnum.com – O Cardeal Juan Sandoval Iniguez, arcebispo emérito de Guadalajara, tornou-se objeto de múltiplas queixas-crime por ativistas homossexuais após um discurso na TV, em que denunciou a recente declaração da Suprema Corte do México que anulava as leis estatuais que restringiam o casamento a um homem e uma mulher, de acordo com fontes dos meios de comunicação mexicanos.

Em sua exortação semanal, transmitida pela rede de TV católica Mariavision na semana passada e redistribuída na Internet, o Cardeal denunciou a definição de casamento adotada pela corte como  um “desvio” e uma “perversão” da verdadeira natureza do matrimônio, palavras que descrevem a doutrina da Igreja Católica sobre os atos homossexuais. Ele também lamentou a falta de oposição dos bispos católicos e teorizou que o impulso para redefinir o casamento é uma tentativa de destruir a instituição [do casamento], como parte de um plano maior para estabelecer uma “nova ordem [mundial]” e um único governo global.

“Qualquer coisa fora desta instituição divina [o matrimônio] constitui um ataque contra ela e é uma aberração, não pode ser aceitável  aos católicos,” disse Sandoval.

Em resposta, uma coalizão de pelo menos doze organizações [de defesa dos direitos] homossexuais apresentaram queixas-crime em duas autarquias, alegando que as palavras do Cardeal são “discriminatórias” e “incitam à violência” contra homossexuais.

O Cardeal “com as suas declarações está fomentando a homofobia e a transfobia,” disse Carlos Becerra da União Diversa, um dos grupos que está apresentando denúncias, em uma entrevista à agência de notícias espanhola EFE.

“O Cardeal considera que o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo não é uma questão de direitos humanos, mas que os direitos humanos são para todos,” ele acrescentou.

O jornal mexicano de esquerda Milenio relata que outro grupo homossexual, a Coesão de Diversidades para a Sustentabilidade (CODISE), planeja apresentar uma queixa-crime contra Sandoval ao Secretariado federal de Governo, bem como contra o seminário de Guadalajara, porque eles “fazem um discurso que incita ao ódio e à discriminação e que gera confusão entre os pais heterossexuais com relação aos seus filhos homossexuais, e criam uma mentalidade repressora e suicida em seus filhos homossexuais.”

Esta não é a primeira vez que o Cardeal Sandoval e outros prelados e instituições católicas foram ameaçados com processos judiciais por ousarem defender a doutrina da Igreja Católica relativamente à imoralidade dos atos homossexuais e à natureza do laço matrimonial.

Em agosto de 2010, Sandoval acusou publicamente Marcelo Ebrard, então Governador da capital do país, de ter “engordado” a Suprema Corte com benefícios, de modo a garantir decisões judiciais a favor de sua agenda antivida, que incluía o aborto e o “casamento” homossexual. Ebrard ameaçou reiteradamente e, em seguida, moveu uma ação contra Sandoval, usando seu próprio pessoal para persegui-lo em quatro acusações. Ebrard também ameaçou o porta-voz da arquidiocese da Cidade do México, Hugo Valdemar, com ação judicial por afirmar que o regime de aborto da cidade era mais assassino do que os narcotraficantes, porque havia matado mais pessoas. As acusações contra Sandoval e Valdemar foram consideradas sem fundamento em veredito dado em 2014, e Ebrard foi condenado a pagar todos as despesas judiciais da arquidiocese de Guadalajara, na Cidade do México.

2 julho, 2015

Bispo católico do Reino Unido afirma: aborto e pesquisas com células-tronco embrionárias assemelham-se aos sacrifícios humanos feitos pelos astecas.

Por Notifam.pt – A cultura da morte no Ocidente iguala-se à decadente civilização dos astecas e ao seu sacrifício humano generalizado, afirmou o bispo católico de Birmingham, na Inglaterra.

A sociedade asteca e o mundo ocidental de hoje têm a crença de que algumas vidas humanas podem ser descartadas, disse o bispo de Shrewsbury, Mark Davies, ao Catholic Herald, durante uma turnê pelo país com uma imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, considerada a padroeira dos nascituros.

“Podemos ver uma semelhança com a decadente civilização do mundo ocidental, que, de modo parecido, sacrifica e descarta vidas de milhões de seres humanos por meio do aborto; em experiências com embriões e em tratamentos de fertilidade; e agora ameaça as vidas, por meio dos suicídios assistidos e da eutanásia, daqueles que apresentam o maior fardo financeiro: os doentes e os idosos”, disse o bispo.

“Não podemos considerar nenhuma vida inferior à nossa própria vida, quer nós a encontremos no refugiado abandonado, na criança não-nascida ou no idoso abandonado”.

Dom Davies pronunciou-se, no passado, em apoio aos nascituros e também em defesa do casamento natural.

O bispo fez suas afirmações na Catedral de Shrewsbury diante de uma imagem-relíquia de Nossa Senhora de Guadalupe, que foi encostada no manto original que traz a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe dada a São João Diego, no México, pela Santíssima Virgem Maria em 1531, quando ela apareceu para ele. A aparição marcou o fim dos sacrifícios humanos e motivou a conversão de cerca de dez milhões de nativos ao Catolicismo ao longo dos dez anos seguintes.

Dom Davies relembrou como a cultura asteca havia degradado a vida em uma escala incomensurável.

“Hoje acolhemos em peregrinação esta réplica da imagem da Virgem de Guadalupe, tão venerada nas Américas”, disse Dom Davies. “Vemos Nossa Senhora novamente… tal como ela apareceu em meio a uma civilização moribunda, o mundo asteca, que havia se tornado uma cultura da morte segundo a qual o bem-estar da sociedade era sustentado pela crueldade do sacrifício humano em larga escala.”

“Observamos que Maria sempre aparece na história ao lado dos pequenos, dos mais pobres e dos mais vulneráveis. Esta imagem nos lembra onde nós sempre deveríamos esperar encontra-la”, disse ele.

30 junho, 2015

Dom Odilo Scherer responde à carta aberta de Marilena Chauí: “A PUC-SP, como todas as Universidades, tem o direito de possuir a própria identidade”.

Resposta de Dom Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, a carta aberta de Marilena Chauí.

27 junho, 2015

Uma pergunta a Dom Odilo Scherer.

“Ele sabe de tudo o que eu faço. Não faz oposição, nem incentiva – mas tem respeito por aquilo que a gente faz”.

Palavras de Padre Paulo Sérgio Bezerra, seguro da impunidade, ao portal Terra, sobre Dom Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, metropolita responsável pela província eclesiástica na qual se encontra a diocese de São Miguel Paulista.

É isso mesmo, Dom Odilo?

Envie seu questionamento a Dom Odilo:

https://www.facebook.com/domodiloscherer

https://twitter.com/DomOdiloScherer

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25 junho, 2015

DENÚNCIA: Paróquia de Itaquera a serviço da destruição da Igreja.

Por Catarina Maria B. de Almeida | FratresInUnum.com – Conforme notícia publicada na última segunda-feira, a Paróquia Nossa Senhora do Carmo, da Diocese de São Miguel Paulista – SP, em seu semanário litúrgico “Memorial do Senhor” apresentou um conjunto de preces em que se suplicava a Deus em favor da causa gay.

19 junho, 2015

“Confesso que me surpreendi com o posicionamento radical de Francisco”.

Rubens Ricupero foi o convidado da CNBB para apresentar a análise de conjuntura deste ano, na assembléia geral dos bispos do Brasil.

Por Edson Veiga – O Estado de São Paulo: Já eram fortes os indícios que em sua primeira encíclica solo – Lumen Fidei, de julho de 2013, havia sido iniciada porBento XVI – Francisco abordaria a questão ambiental. Na última segunda, um último rascunho do documento, em italiano, vazou – foi antecipado pela revista italiana L’Espresso. Foram observadas apenas três mudanças, todas mínimas, entre a versão publicada anteriormente e a oficialmente divulgada ontem: há na hifenização de algumas palavras, uma nota de rodapé trocada de lugar e a substituição de “Senhor” por “Deus” em um trecho.

“Confesso que me surpreendi com o posicionamento radical de Francisco acerca do tema ambiental”, comenta o jurista, diplomata e economista Rubens Ricupero, ex-ministro do Meio Ambiente e da Amazônia Legal. “Imaginava um teor mais moderado. Embora a linguagem seja moderada, o discurso é muito radical, em sua essência. Francisco afirma que se não houver uma mudança total no sistema de organização da economia, da sociedade e da distribuição, o problema ambiental não terá solução. E ele repete uma ideia que não é nova dentro da Igreja, mas é radicalíssima: a necessidade de criação de uma alta autoridade internacional, uma espécie de governo supranacional.”

Ricupero lembra, entretanto, que não se pode esperar uma solução prática de um documento papal. “É próprio de uma autoridade religiosa ter esse lado profético. Ou seja: não é algo que vai ser plenamente acatado, mas sim uma advertência para os perigos que o mundo corre, portanto tem um impacto grande mas apresenta um nível de exigência além do que as pessoas podem aceitar”, analisa.

Ele diz ainda que o que mais impressionou no documento papal foi a ideia do “decrescimento” como algo necessário. “É uma postura diferente da Organização das Nações Unidas e mesmo muitos ambientalistas não chegam tão longe. Afirmar que deve ser necessário que sociedades muito avançadas aceitem a ideia do decrescimento, essa ‘volta para trás’ é uma das ideias mais radicais que já vi dentro do movimento”, acrescenta Ricupero.

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17 junho, 2015

Nenhuma misericórdia para Magister.

Por Riccardo Cascioli – La Nuova Bussola Quotidiana | Tradução: FratresInUnum.com – Um vazamento de documento jamais é algo agradável, mas é difícil entender porque a publicação com dois dias de antecedência da encíclica Laudato si’, do Papa, pelo site do L’Espresso, tenha levado a Santa Sé à beira de uma crise nervos, e alguns vaticanistas a perder o senso do ridículo indicando um complô contra o Papa Francisco.

Que complô haveria em revelar com dois dias de antecedência o conteúdo de uma encíclica? Na verdade, a iniciativa do L’Espresso gera o risco de chamar ainda mais atenção em torno da conferência de imprensa oficial de apresentação da encíclica – na quinta-feira, 18, às 11 horas -, mesmo que apenas para verificar as diferenças entre a versão online e a versão definitiva.

E no entanto, foi tratado como complô, tanto que a sala de imprensa tomou a decisão drástica de suspender por tempo indeterminado o credenciamento do experiente vaticanista Sandro Magister, considerado o culpado do crime. Mas não só: a carta a Magister, na qual se lhe dá ciência da decisão, foi exposta publicamente na sala de imprensa do Vaticano e publicada com grande alarde pelo blog oficioso Il Sismografo. E isso não é tudo: não batasse a execração pública, floresceram na internet comentários mordazes contra Magister da parte de colegas e de personalidades do Vaticano.

Magister é um vaticanista muito conhecido, tem um site (chiesa.espresso) e um blog (Settimo cielo) que são muito seguidos e um porto seguro de referência para aqueles que querem notícias e análises mais profundas sobre a Igreja, para além das declarações oficiais. Obviamente, então, que ao longo do tempo também tenha feito alguns “inimigos”, mas o tratamento que lhe foi reservado levanta várias questões.

Também porque nada disso foi visto, apenas para citar um exemplo, no momento dos Vatileaks, quando uma enorme quantidade de documentos roubados do apartamento do Papa Bento XVI foi publicada, criando um escândalo que, em comparação, torna a publicação antecipada da encíclica risível. Ademais, Magister é responsável pelo incidente somente de modo indireto, pois – como foi explicado desde o início – a cópia pirata da encíclica chegou à mesa do diretor de L’Espresso [nota do Fratres: cujo chefe último é, não nos esqueçamos, o amicíssimo do Papa… Eugenio Scalfari], que decidiu publicá-la, pedindo Magister uma breve apresentação.

Além disso, tecnicamente, não se pode nem mesmo falar de embargo violado, como salientou com justiça o vaticanista americano John Allen. O embargo existe quando um documento é entregue aos jornalistas com antecedência, para lhes dar tempo de lê-lo e prepará-lo para publicação. Na prática, eu lhe dou o documento com antecedência, você concorda em não falar sobre ele antes da data fixada. Mas, neste caso, a Santa Sé havia decidido – algo incomum e desagradável – entregar a encíclica apenas algumas pouquíssimas horas antes da conferência de imprensa e, portanto, ninguém a recebeu ainda através dos canais oficiais. Um compromisso moral do Diretor de L’Espresso existiria apenas se a mão que lhe entregou o texto da encíclica clandestinamente pedisse para respeitar a data de 18 de junho, mas isso é altamente improvável.

Apesar de tudo isso, sobre Magister caiu a ira do Vaticano: para ele, nenhum atenuante, nem misericórdia – apenas a vergonha pública e a caçada do Olimpo dos vaticanistas. Bem diferentemente do tratamento dado à velha raposa Eugenio Scalfari, quando publicou duas entrevistas com o Papa Francisco – outubro 2013 e julho de 2014 -, o que gerou não pouca confusão na Igreja: mais tarde, descobriu-se que à primeira entrevista havia sido acrescentadas frases por Scalfari, e a segunda sequer deveria ter sido publicada, porque Scalfari tinha prometido não falar sobre aquela conversa pessoal que teve com o Papa. Um comunicado de esclarecimento, embora duro, foi a única medida; mais tarde, Scalfari foi, apesar de tudo, homenageado, pois suas entrevistas aparecem no livro “Entrevistas e conversas com repórteres” (LEV – Librevia Editrice Vaticana, a editora oficial da Santa Sé), publicado nos últimos meses.

Pode-se, portanto, razoavelmente pensar que Magister paga não tanto pela antecipação da encíclica, mas pelo trabalho contínuo de informações com o propósito de noticiar ou destacar fatos fora de sintonia com o coro de adulação que circunda – e danifica – esse pontificado. O incidente da encíclica é apenas um pretexto para acertar as contas com um repórter abalizado, mas pintado como um ponto de referência para a dissidência. Um sinal bem preciso dado pelos novos cortesões a quem quiser levantar questões, segundo a velha estratégia: bater em um para educar cem.

Não surpreende, como foi dito, que os que lançam veneno contra ele estejam entre os mais entusiasmados apoiadores da nova era da misericórdia. Mesmo aqueles que por posições institucionais deveriam, pelo menos, abster-se de certos excessos. Como a especialista em comunicação empresarial Francesca Imaculada Chaoqui, contratada pela Pontifícia Comissão responsável pela estrutura econômica e administrativa da Santa Sé, que nunca perdoou Magister por ter revelado sua tendência de falar demais. Assim, logo após a notícia da suspensão de Magister, eis o que ela escreveu em sua página no Facebook:

Todo comentário é supérfluo e só testemunha que a estação venenosa no Vaticano está longe de passar. Outro sinal o demonstra: o [jornal] Fatto Quotidiano indicou, com segurança, à Secretaria de Estado, a fonte da cópia que fizeram chegar ao L’Espresso e de uma suposta sabotagem contra o Papa Francisco (clique aqui). Uma informação certamente não lançada a esmo, o que prenuncia que em breve veremos novidades.

PS: O porta-voz do Vaticano, padre Lombardi, declarou que o texto publicado pelo L’Espresso é só um rascunho da encíclica, não a versão final, o que sugere que o texto sofreu novas modificações. Mas, pelo contrário, nós apostamos que o texto da encíclica já publicado online é o definitivo. Quinta-feira vamos ver.

15 junho, 2015

Papa terá primeiro encontro público com um ativista gay.

Sem julgar as intenções do Pontífice, fazemos uma única pergunta: isso favorece ou não a agenda do movimento gay no Paraguai?

* * *

O encontro será durante a visita de Francisco ao Paraguai, país que não possui leis que regulam a união civil entre casais do mesmo sexo e contra a discriminação e homofobia

Veja.com – O papa Francisco se reunirá pela primeira vez em público com um representante de um coletivo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), durante sua visita ao Paraguai. O encontro do pontífice com Simón Cazal, presidente da organização Somosgay, está marcado para 11 de julho no estádio León Condou, em Assunção. Cazal se casou com outro ativista da Somosgay, Sergio López, em 2012, na Argentina.

O ativista qualificou este convite como um “gesto histórico”, dado que até o momento “não ocorreu nenhuma aproximação do papa com organizações LGTB em outros países da região”. Acrescentou que acredita que este encontro poderá “marcar uma ruptura com a retórica dos setores ultraconservadores da Igreja Católica”, autores das “piores desqualificações” para os homossexuais. “Muitas pessoas gays, lésbicas, bissexuais e trans no Paraguai permanecem atormentadas por uma fictícia contradição que os setores retrógrados da Igreja estabelecem entre a fé religiosa e a orientação sexual“, disse Cazal, que afirmou também que uma grande maioria da população LGBT do país é católica.

Nesse contexto, o ativista assegurou que mais de 95% dos jovens entre 15 e 24 anos para os quais a Somosgay prestou atenção nos últimos anos denunciaram ter sido vítimas de violência familiar e inclusive foram expulsos de suas casas porque seus parentes tinham preconceitos de cunho religioso contra sua orientação sexual. Em outros casos, as famílias submetem os jovens LGTB a supostos “tratamentos de cura do homossexualismo”, que combinam “os grupos de oração” com as “descargas de eletrochoques” e a “administração de psicofármacos”, denunciou Cazal.

Segundo ele, esses centros de internamento são mantidos, muitas vezes, por organizações religiosas, e que nestas situações de reclusão são frequentes os suicídios. Por isso, Cazal se mostrou esperançoso de que a reunião do papa Francisco com Somosgay “deslegitime o discurso homofóbico” na sociedade paraguaia, e “alivie a dor e sirva como reparação” às vítimas de discriminação por sua orientação sexual e identidade de gênero.

Cerca de 90% da população paraguaia se define como católica, segundo dados colhidos em 2014 pelo centro de pesquisas PEW, com sede em Washington. Este dado transforma o Paraguai no país com maior proporção de católicos de toda América Latina. O país não possui nenhuma lei que regule as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, e organizações defensoras dos direitos humanos, como Anistia Internacional, reivindicam que é o único Estado da região que não conta com uma lei contra toda forma de discriminação.

(Com agência EFE)

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14 junho, 2015

Foto da semana.

Coração se deteriora em dois meses; Padre morreu há 7 anos (Foto: Reprodução / TV TEM)Coração de padre continua intacto após morte (Foto: Reprodução / TV TEM)

G1 O processo de beatificação e canonização do monsenhor Ângelo Angioni, que atuou por quase 60 anos em José Bonifácio (SP), chamou atenção dos fiéis pelo fato docoração do religioso estar preservado, sete anos depois de sua morte. A constatação foi feita por peritos convocados pelos postuladores de Roma.

O professor de medicina legal Jorge Paulete Vanrell, de São José do Rio Preto (SP), diz que nunca viu uma situação como esta. “É um caso raro porque normalmente o coração se destrói. Dependendo da região climática, de um a três meses ele desaparece, como o resto dos órgãos. Há um descontrole entre a destruição do corpo todo, membros inferior e superiores, e o coração, isoladamente, está intacto. Os outros órgãos estão destruídos, menos o coração”, afirma o professor.

Vanrell é nascido no Uruguai, mas vive em Rio Preto há mais de 40 anos. Médico legista, ele trabalha com exumações há mais de 20 anos e atuou em três países e é autor de 28 livros científicos sobre os processos de decomposição de corpos. “Há situações em que o coração pode se manter intacto, quando o cadáver não se destrói e se conserva, como no caso da mumificação. Aí terá o coração intacto, mas também tem o resto do corpo todo preservado. O coração, como músculo, deveria desaparecer, a menos que tenha acontecido algo específico, mas agora tem de ter uma pesquisa, retirar um fragmento para conferir se é coração mesmo, havendo hipótese de alguma substância medicamentosa”, diz.

A igreja São João Batista, de José Bonifácio, recebeu no domingo (7) fiéis de toda a região noroeste paulista para o início oficial dos trabalhos diocesanos para o processo de beatificação e canonização do Monsenhor Ângelo Angioni. Ele morreu há sete anos e, segundo a igreja católica, ao exumar o corpo nesta semana, postuladores de Roma – responsáveis por recolher informações para beatificações – perceberam que o coração estava intacto e não se deteriorou com o tempo.

O processo de decomposição do corpo humano começa de dentro para fora e em até dois meses, o coração se desfaz. Em dois anos, a maioria dos corpos enterrados está totalmente decomposta, restando apenas ossos, cabelos, dentes e unhas.

Para que Ângelo Angioni seja declarado beato é preciso que a igreja reconheça um milagre pela intercessão do monsenhor e depois, para ser considerado santo, mais um milagre precisa ser comprovado pelos peritos do Vaticano. Um processo longo que pode durar décadas, mas depende dos fiéis que vão poder ajudar contando histórias e apresentando cartas e documentos que falem sobre os possíveis milagres.

O religioso
Ângelo Angioni nasceu na Itália em 1915. Foi ordenado padre aos 23 anos. Chegou ao Brasil em 1951 e foi direto para José Bonifácio onde atuou por quase 60 anos. Morreu em 2008 e foi enterrado na Igreja Matriz. O túmulo do monsenhor – título de honra conferido pelo Papa a padres católicos por serviços prestados à Igreja Católica – recebe centenas de fiéis todos os anos.

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12 junho, 2015

Novidades dos tradicionalistas no Brasil.

Por Manoel Gonzaga Castro* – FratresInUnum.com: O mês de maio foi prenhe de boas notícias para os católicos ligados à liturgia tradicional do sistema Ecclesia Dei/Summorum Pontificum.

Conforme noticiado, 3 de maio foi de fato o último dia da Santa Missa em sua forma extraordinária na Capela do Colégio Monte Calvário em Belo Horizonte, porém Dom Fernando Rifan conseguiu obter do arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo um novo local para essas celebrações na capital mineira. Dessa forma, sem interrupção, já em 10 de maio, domingo, o excelso sacrifício foi oferecido na Capela do Colégio Santa Maria. Mais informações sobre o local e os horários das missas em: http://missatridentinabh.blogspot.com.br/

Essa é, sem dúvida, uma excelente notícia para todos os fiéis frequentadores da forma extraordinária em Belo Horizonte, ainda mais considerando a intensificação das visitas dos padres da Administração Apostólica São João Maria Vianney a essa cidade.

Proibido de atuar na capital mineira por Dom Walmor, também como  noticiado, o IBP tem estudado uma expansão para o Nordeste, em locais não atendidos pela Administração. Como palestrante do 1º Congresso Montfort do Nordeste, o Pe. Luiz Fernando Pasquotto esteve recentemente em Recife, onde pôde travar contato com algumas dezenas de fiéis interessados na liturgia tradicional.

Para o maior bem da Santa Igreja, tomara que o IBP consiga se expandir para o Nordeste, dado seu relativo insucesso no Sudeste, muitas vezes motivado por questões não eclesiais.

Bem articulado em todos os seguimentos de tradicionalistas regulares, finalmente, o Pe. Jefferson Pimenta foi nomeado pároco pela Diocese de Santo André. Sua via crucis foi longa. Em um período de cerca de um ano, Pe. Jefferson – que celebra obedientemente as duas formas do rito romano – foi removido duas vezes de posto. Primeiro, da Paróquia Nossa Senhora da Prosperidade, onde empreendia uma grande reforma arquitetônica, e depois da Paróquia São Francisco de Assis. Isso afetou o apostolado do Pe. Jefferson com a forma extraordinária, porque ele acabou afastado de sua base de fiéis desejosos dessa missa, quando foi finalmente transferido para a Paróquia São Judas Tadeu, que fica em Ribeirão Pires – distante cerca de 30Km.

Apesar das dificuldades, Pe. Jefferson iniciou corajosamente o apostolado da forma extraordinária na Paróquia São Judas e agora,  conforme noticiado por Fratres in Unum, terá um novo bispo que, esperamos e rezamos, apoiará suas iniciativas.

Por fim, surgem rumores fortíssimos de que o Pe. Edivaldo Oliveira, considerado filho do falecido e polêmico Professor Orlando Fedeli, está começando uma nova obra, a Fraternidade São Mauro. Segundo os rumores, a nova fraternidade gozará do privilégio de uso exclusivo do chamado Rito Tridentino e receberá vocações masculinas e femininas. A vida religiosa feminina seria comandada pela viúva Ivone Fedeli, segundo informações ainda não oficialmente confirmadas desta que seria uma grande notícia!

Por ora, não há nenhum comunicado público do Reverendíssimo Pe. Edivaldo Oliveira a respeito de qual bispo autorizaria a existência da Fraternidade São Mauro, quais seriam suas prerrogativas e sobre como ela funcionaria.

O Pe. Edivaldo permanece incardinado na Diocese de Ciudad del Este, onde foi ordenado, em em 17 de agosto de 2013, por Dom Rogelio Livieres, que foi vítima de uma dramática deposição em setembro de 2014. Apesar de diocesano de Ciudad del Este, Pe. Edivaldo tem intensa atuação no Brasil, onde permanece boa parte de seu tempo junto ao Colégio São Mauro, em São Paulo, e em Fortaleza.

No final de maio, Pe. Edivaldo celebrou a Santa Missa na Festa Anual da Montfort em Itapetininga, SP, e, com pompa e circunstância, liderou a peregrinação do Colégio São Mauro a Aparecida:

Padre Edivaldo com o Colégio São Mauro em Peregrinação à Aparecida, maio de 2015

Padre Edivaldo com o Colégio São Mauro em Peregrinação a Aparecida, maio de 2015

Rezemos para que a Santa Missa no rito tradicional, juntamente com uma sólida formação doutrinal e moral, seja sempre e cada dia mais difundida no Brasil!

* Fale com o autor: manoelgonzagacastro@gmail.com