Posts tagged ‘Atualidades’

24 março, 2015

Arcebispo de San Francisco: Os dissidentes do magistério da Igreja não devem receber a Comunhão.

SAN FRANCISCO, CA, 31 de março de 2014 – Por LifeSiteNews.com | Tradução: Fratres in Unum.com – Falando ao LifeSiteNews sobre a questão das condições para a recepção da Sagrada Eucaristia na semana passada, o Arcebispo Salvatore Cordileone disse que o magistério da Igreja sobre esse assunto “tem sido muito claro e coerente desde literalmente o início.”

O magistério da Igreja remonta “da época em que São Paulo escreve em Coríntios I que todo aquele que não receber a Eucaristia dignamente, ou seja, se estiver em pecado, blasfema o corpo e sangue do Senhor”, explicou o arcebispo.

O líder dos 444.000 católicos de San Francisco observou que aqueles que dissentem “de um ensinamento definido pela Igreja” e aqueles que violam o seu ensinamento moral gravemente, “não têm as disposições apropriadas para receber a Sagrada Comunhão.”

“Conforme ensina São Paulo, se eles ousarem se aproximar [da Comunhão] tendo consciência de estarem em estado de pecado, condenam-se a si mesmos,” ele disse. “Este não é um julgamento severo da Igreja, mas o nosso entendimento da Eucaristia é de que ela não é simplesmente uma maneira de acolher as pessoas, uma maneira de afirmar as pessoas.”

Ele concluiu observando que o sacramento da penitência existe para todos os católicos que se encontram em tais situações, assim eles podem “confessar seus pecados e receber a absolvição sacramental para serem restaurados ao estado de graça e receber a Sagrada Comunhão.”

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20 março, 2015

Despurpurado.

Cardeal Keith O'Brien, primaz da Escócia.

Ex-cardeal Keith O’Brien, antigo primaz da Escócia.

O boletim de hoje da Sala de Imprensa da Santa Sé traz um “Comunicado do Decano do Colégio Cardinalício”, no qual se informa que o Papa Francisco aceitou a renúncia aos direitos e prerrogativas do cardinalato apresentada pelo Cardeal Keith Michael Patrick O’Brien, arcebispo emérito de Saint Andrews e Edinburgh, Escócia.

Pouco antes do conclave que elegeu Jorge Mario Bergoglio ao sólio pontifício, O’Brien foi alvo de acusações de abusos sexuais e reconheceu “que algumas vezes minha conduta sexual caiu abaixo dos padrões esperados de mim como sacerdote, arcebispo e cardeal. Peço perdão àqueles que ofendi. Peço perdão também à Igreja Católica e ao povo da Escócia. Agora passarei o resto da minha vida em recolhimento. Não tomarei mais parte na vida pública da Igreja Católica na Escócia”.

O Cardeal O’Brien foi nomeado Arcebispo de St. Andrews e Edinburgh pelo Papa João Paulo II, em 1985, e era conhecido por seu progressismo.

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5 março, 2015

Entrevista do Cardeal Burke ao Rorate-Caeli.

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com – Na semana passada, Rorate caeli entrevistou o Cardeal Raymond Burke por telefone a respeito de diversos temas. Nada ficou fora de discussão nessa entrevista, e Sua Eminência foi incrivelmente generoso com o tempo dele. Ele mostrou-se brilhante e ainda muito humilde. Temos que reconhecer e apreciar seu cuidado e preocupação para com os católicos tradicionais.

Nesta entrevista abrangente, Sua Eminência falou sobre tópicos extraídas de notícias, como, por exemplo: Autoridades do Vaticano que ameaçam processar blogueiros; mais sacerdotes que se submetem à sua autoridade, o desmantelamento dos Franciscanos da Imaculada; e como os católicos tradicionais podem salvar suas almas neste mundo moderno — e obter para seus filhos os sacramentos no rito tradicional em face dos bispos dissidentes; o celibato sacerdotal; a confusão diária do Papa Francisco; e muito, muito mais.

Archbishop Raymond Burke

AUTORIDADES DO VATICANO AMEAÇAM PROCESSAR BLOGUEIROS

Rorate Caeli: Eminência, muito obrigado por ter aceitado nos conceder esta entrevista. Como o blog internacional mais lido por católicos tradicionais, acreditamos que esta entrevista dará muita esperança aos nossos leitores, assim como aos católicos de mentalidade tradicional em todo o mundo. A nossa primeira pergunta é a seguinte: Recentemente, os católicos tradicionais ficaram atordoados com a notícia de que dois funcionários do Vaticano ameaçaram processar blogueiros e jornalistas tradicionais católicos. O senhor concorda com essa abordagem, e o senhor acha que devemos estar preparados para ver essa atitude com mais frequência no futuro?

Cardeal Burke: A não ser que o blogueiro tenha difamado o bom nome de alguém de maneira injusta, certamente, não acho que esse seja o modo como nós, católicos, devemos lidar com essas questões. Creio que devem ser feitos contatos. Presumo que o blogueiro católico tenha agido de boa fé, e se houver alguém na hierarquia que esteja chateado com ele, a maneira de lidar com esse assunto seria, em primeiro lugar, abordar a pessoa diretamente e tentar resolver o problema dessa forma. No Evangelho de São Paulo aos Coríntios, Nosso Senhor nos orienta a não levarmos nossas contendas à esfera civil e diz que devemos ser capazes, como católicos, de resolver essas questões entre nós. (cf. Mt. 18:15; 1 Cor. 6:1-6)

CONFUSÃO VINDA DO PAPA FRANCISCO

Rorate Caeli: Após oito anos sob o Papa Bento XVI, o clero, os leigos e até mesmo a mídia se habituaram à clareza. Com tanta confusão gerada a partir das declarações diárias do Papa Francisco, confusão vinda do Sínodo, etc., será que não seria melhor nos concentrarmos mais em nível local e paroquial e na Tradição da Igreja, em vez de buscarmos orientação específica de Roma em questões atuais?

Cardeal Burke: Sim, penso que, de fato, o Papa Francisco tenha dado essa indicação. Por exemplo, em sua Exortação Apostólica, Evangelii Gaudium, ele diz que não a considera um ensinamento magisterial. (Cf. 16) Com alguém como o Papa Bento XVI, tínhamos um mestre, que nos dava catequese extensa sobre vários temas. Agora eu digo às pessoas que, se elas estão se sentindo confusas por causa do método de ensino do Papa Francisco, o importante é nos voltarmos para o catecismo e para aquilo que a Igreja sempre ensinou, e ensinar essas coisas, promovendo-as em nível paroquial, a começar pela família. Não podemos perder a nossa energia nos sentindo frustrados com uma coisa que achamos que deveríamos estar recebendo e não estamos. Em vez disso, sabemos com certeza o que a Igreja sempre ensinou, e precisamos nos basear nesse ensinamento e concentrarmos nossa atenção nele.

COMUNHÃO PARA ADÚLTEROS E ATAQUE À DOUTRINA

Rorate Caeli: E por falar nesse ensinamento e no que temos ouvido, o senhor tem dado o que falar ultimamente ao anunciar que vai resistir a qualquer ensinamento heterodoxo sobre o matrimônio, e que os católicos devem reagir, o que nos leva a toda uma questão sobre a qual estávamos indagando. Qual deve ser a resposta dos fiéis católicos se houver uma mudança na disciplina referente à Sagrada Comunhão para divorciados e adúlteros?

Cardeal Burke: Eu estava respondendo a uma pergunta hipotética. Algumas pessoas tentaram interpretar minha resposta como um ataque ao Papa Francisco, o que não era o caso, de jeito algum. Essa foi uma pergunta hipotética que me foi apresentada, e eu simplesmente disse: “nenhuma autoridade pode nos ordenar a agir contra a verdade, e, ao mesmo tempo, quando a verdade está sob qualquer tipo de ameaça, temos que lutar por ela.” Isso é o que eu quis dizer quando falei aquilo. Quando a seguinte pergunta hipotética me foi apresentada: “E se essa agenda for imposta? “. Eu respondi: “Bem, eu simplesmente terei de resistir a ela. Esse é o meu dever.”

Rorate Caeli: Como um fiel católico pode contra-atacar? Seria em seu lar? Seria em um blog?

Cardeal Burke: Penso que vocês têm que continuar ensinando, em seus lares e em suas próprias vidas pessoais, conservando a verdade da fé da maneira como a conhecem, e também falando claramente sobre ela, assim como comunicando ao Santo Padre a sua profunda preocupação, de que na realidade vocês não podem aceitar uma mudança na disciplina da Igreja, o que equivaleria a uma mudança em seu ensinamento sobre a indissolubilidade do matrimônio. Nesse ponto creio que é muito importante tratar da falsa dicotomia que foi elaborada por alguns que dizem: “Oh, não, estamos apenas mudando disciplinas. Não estamos mexendo na doutrina da Igreja”. No entanto, se alterarmos a disciplina da Igreja no que tange o acesso à Sagrada Comunhão por parte daqueles que estão vivendo em adultério, então, certamente, estamos alterando a doutrina da Igreja sobre o adultério. Estaremos dizendo que, em algumas circunstâncias, o adultério é admissível e até mesmo bom, se as pessoas puderem viver em adultério e ainda receber os sacramentos. Trata-se de uma questão muito séria e os católicos têm de insistir para que a disciplina da Igreja não seja alterada de maneira que, na verdade, venha a enfraquecer a nossa doutrina sobre uma das verdades mais fundamentais, a verdade sobre o matrimônio e a família.

BISPOS DISSIDENTES E O SUMMORUM PONTIFICUM

Rorate Caeli: Falemos agora de algo que está bem no controle de Vossa Eminência, como podemos cumprir a promessa e o mandato do Summorum Pontificum neste momento particular da Igreja, e qual é o papel que o Direito Canônico desempenha ao disponibilizar a Missa Tradicional em cada paróquia?

Cardeal Burke: A lei está em vigor uma vez que ela foi dada pelo Papa Bento XVI, e ela não foi alterada. O documento para a sua implementação foi emitido pela Pontifícia Comissão Ecclesia Dei. Todas essas prescrições ainda estão em vigor. Todas essas prescrições insistem na ideia de que quando houver o desejo da Missa tradicional dentre um grupo estável de fiéis, ela lhes deve ser concedida.

Rorate Caeli: De acordo com Summorum, para as famílias cujos filhos nunca foram expostos ao Novus Ordo, embora seu ordinário local não vá atender aos mandatos do Summorum concedendo-lhes a Confirmação no rito tradicional, caso essas famílias levem seus filhos à diocese vizinha ou a uma paróquia pessoal como a da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP), a fim de que eles sejam confirmados no rito tradicional?

Cardeal Burke: Certamente, eles têm o direito de receber os sacramentos no rito tradicional, na Forma Extraordinária. Se eles não puderem recebê-lo em sua própria diocese, então, certamente, eles poderiam solicitar ao seu pároco para dar-lhes uma declaração dizendo que a criança está apta a ser confirmada e, em seguida, levá-las para serem confirmadas em outro local onde a confirmação no rito tradicional seja permitida.

DESMANTELAMENTO DOS FRADES FRANCISCANOS DA IMACULADA

Rorate Caeli: Provavelmente o senhor sabe que temos feito a cobertura dos relatos desanimadores e assustadores do desmantelamento dos Frades Franciscanos da Imaculada (FIs) no ano passado. Vossa Eminência acha que o comissário, Padre Volpi, foi justo? E o que Vossa Eminência acha da declaração de mediação do tribunal feita pelo Padre Volpi relativamente à família do fundador?

Cardeal Burke: Realmente, não tenho o tipo de informações diretas sobre as quais eu possa formar um juízo sobre o assunto. Devo dizer que, apenas como opinião de alguém de fora, Padre Volpi tomou algumas medidas muito fortes de maneira muito rápida. Aparentemente, também li a história, ele teve que admitir que a acusação que fez contra o Padre Stefano Manelli, o fundador dos Freis da Imaculada, e os membros de sua família, de que de alguma forma eles estavam usando indevidamente os bens dos Frades da Imaculada, não era verdadeira. Sem dúvida, esse é um assunto muito sério. Muitos frades estão saindo, e ao que parece, deve haver alguma maneira de lidar com toda a situação para que a própria ordem não desmoronasse, porque eles eram pujantes, tinham muitas vocações e têm muitos apostolados. Na minha opinião, essa é a parte preocupante.

Rorate Caeli: Há relatos, e sinceramente recebemos relatos pessoais sobre esse assunto, de que os padres FIs estariam dizendo que eles estão “fugindo”, eles estão “se escondendo”, usando essas palavras dos atuais FIs sob o padre Volpi. Há também relatos de bispos que estão acolhendo os padres FIs sacerdotes que buscam refúgio em suas dioceses. Vossa Eminência encorajaria esses outros bispos a fazer o mesmo?

Cardeal Burke: Se houver um padre que deseje deixar a sua comunidade religiosa, e se ele for um bom sacerdote e não houver nada em contrário à aceitação deste pelo bispo, creio que um bom bispo certamente aceitaria esse sacerdote e tentaria ajudá-lo a se tornar um padre de sua diocese. Existe um processo; leva tempo. O padre que está querendo deixar sua comunidade religiosa precisa encontrar um bispo acolhedor. Quando um bispo é capaz de acolher um padre, penso que ele deveria se sentir feliz em fazê-lo, pois com isso ele ajudaria um bom sacerdote a ser capaz de continuar exercendo o seu ministério sacerdotal.

PADRES TRADICIONAIS REPRIMIDOS POR BISPOS DISSIDENTES

Rorate Caeli: Na opinião da Vossa Eminência, o que os bons padres que estão sendo reprimidos por seus bispos deveriam fazer? Sabemos de muitos, embora não vamos dizer seus nomes publicamente. Alguns atualmente não têm qualquer função, e eles estão vivendo de doações e ajuda de familiares e amigos. Alguns pensam que é preciso se unir a grupos independentes. Que conselho Vossa Eminência dá aos sacerdotes que simplesmente querem viver, pregar e celebrar a missa da maneira como todos os sacerdotes fizeram antes do Concílio?

Cardeal Burke: Eu simplesmente os exortaria a procurar um bispo que esteja receptivo a esses padres e que tentasse ajudá-los, se possível, ou se ele mesmo não puder ajudá-los diretamente, que os ajude a encontrar outro bispo que lhes permita levar uma boa vida sacerdotal. Isso é tudo o que se pode fazer. Obviamente, há também o recurso à Congregação para o Clero. Se o sacerdote considera que ele está simplesmente sendo tratado de maneira injusta, então, ele poderá pedir a intervenção da Congregação para o Clero.

Rorate Caeli: Há relatos de que, no afã de resolver o problema que acabamos de discutir, uma Administração Apostólica para sacerdotes e religiosos tradicionais talvez seja a saída, a fim de resolver muitos desses problemas com que se deparam, em termos de viver sua vocação estritamente de acordo com o Summorum Pontificum. Vossa Eminência poderia comentar sobre em que ponto do processo isso poderia ocorrer– o futuro de uma Administração Apostólica?

Cardeal Burke: Isso é possível. Não estou ciente de que haja alguma coisa a caminho a esse respeito. Talvez esteja, eu apenas não ouvi nada sobre esse assunto. Certamente essa é uma possibilidade e seria uma maneira de assistir aqueles padres e fiéis que lhes estão vinculados para permanecer em comunhão com a Igreja.

MAIS PADRES SENDO ELIMINADOS. AUTORIDADE DE BURKE 

Rorate Caeli: Agora Vossa Eminência talvez seja tendencioso sobre essa questão, mas será que a Ordem Militar Soberana de Malta teoricamente seria capaz de atuar como uma Administração Apostólica, concedendo faculdades a padres e religiosos tradicionais?

Cardeal Burke: Bem, a Soberana Ordem Militar de Malta, os Cavaleiros de São João de Jerusalém, tem incardinado sacerdotes. Mas ela o fez como uma ordem militar soberana, não como uma Administração Apostólica. A Ordem tem um Prelado, nomeado pelo Santo Padre, que participa do governo da Ordem. Ele é claramente o superior legítimo de quaisquer padres incardinados na Ordem. Precisamente agora, estamos estudando toda a situação, porque temos pedidos de mais padres que desejam ser incardinados na Ordem. Mas, certamente, isso aconteceu no passado, e não há razão para que não possa continuar acontecendo, não em razão do estabelecimento de uma Administração Apostólica, mas em razão da natureza da Ordem.

CELIBATO SACERDOTAL

Rorate Caeli: Já estávamos pensando em fazer essa pergunta meses atrás, quando começamos a elaborar as perguntas da entrevista, e então ouvimos dizer que o Papa falou ontem mesmo que a questão dos padres casados está “em sua agenda”. Será que o celibato sacerdotal para os padres ocidentais está sob grave ameaça com este pontificado?

Cardeal Burke: Esse seria um assunto muito sério porque ele envolve o exemplo do Próprio Cristo, e a Igreja sempre valorizou o seguimento do exemplo de Cristo em seus padres, também em Seu celibato. Ouvi esses relatos, mas não sou capaz de verificá-los, mas essa seria obviamente uma questão muito séria. O assunto já foi analisado por um sínodo mundial de bispos no final dos anos sessenta, e naquele sínodo havia uma reafirmação muito sólida do ensinamento de Cristo sobre o celibato. Eu não me refiro ao celibato como uma disciplina porque ele tem a ver como aquilo que desde os primeiros séculos a Igreja entendeu como sendo o mais adequado para os seus padres. Trata-se de algo mais do que uma disciplina, e, portanto, creio que é muito difícil imaginar que haveria uma mudança nessa questão.

ESTÍMULO AOS CATÓLICOS TRADICIONAIS

Rorate Caeli: Que palavras de encorajamento Vossa Eminência pode dar aos católicos tradicionais que estão lutando para salvar suas almas e as almas de seus filhos no mundo moderno, e, sem qualquer ajuda de Roma, como muitas vezes parece ser o caso?

Cardeal Burke: Costumo dizer para aqueles que me escrevem expressando desânimo ou que estão pedindo orientação a respeito do que parece ser uma situação muito conturbada que, quando estamos em momentos como este, parece haver certa confusão no governo da Igreja, então, mais do que nunca precisamos nos embeber do magistério constante da Igreja e transmiti-lo aos nossos filhos e fortalecer a nossa compreensão desse magistério em nossas paróquias e famílias. E Nosso Senhor nos garantiu — Ele não nos disse que não haveria ataques à Igreja, mesmo desde dentro, mas Ele nos assegurou que as portas do Inferno nunca prevaleceriam sobre a Igreja. Em outras palavras, Satanás, com seus enganos, ao final nunca prevalecerá sobre a Igreja. Temos de ter essa confiança sobre nós e agir conforme ela com grande alegria e grande determinação, ao ensinar a fé, ou dar testemunho com apologética às almas que não compreendem a fé, ou que ainda não se tornaram membros da Igreja. Sabemos que as portas do inferno não prevalecerão, mas, entretanto, o nosso caminho é o caminho da Cruz. E quando temos que sofrer por amor àquilo em que acreditamos ser verdadeiro, podemos abraçar o sofrimento com o conhecimento do resultado final: isto é, que Cristo é o Vencedor. Ele é Aquele que, em última análise, supera todas as forças do mal no mundo e restaura a nós e o nosso mundo para o Pai. É assim que eu tento encorajar os fiéis. Creio que também seja importante que os católicos tradicionais devotos conheçam uns aos outros e se apoiem mutuamente, carregando os fardos uns dos outros, como diz as Escrituras. Devemos estar preparados para fazê-lo, e sermos sensíveis às famílias que possam estar sofrendo algumas dificuldades específicas a este respeito, e tentarmos estar o mais próximos possíveis uns dos outros.

CONCÍLIO VATICANO III?

Rorate Caeli: Obrigado. Temos apenas mais algumas perguntas. Há alguns relatos esparsos, mas de fontes confiáveis, de que Francisco estaria considerando a convocação de um Concílio Vaticano III. Vossa Eminência ouviu alguma coisa a esse respeito?

Cardeal Burke: Não, de maneira alguma.

PROCESSO DE ESCOLHA DE BISPOS

Rorate Caeli: As nomeações episcopais nos Estados Unidos eram, em geral, mais conservadoras sob Bento XVI. Isso não acontecia em todos os lugares. A partir desse aspecto decorre uma clara lacuna com os padres e fiéis praticantes da nova geração que são amplamente conservadores, vinculados ao catecismo verdadeiro, à lei moral da Igreja Católica, a uma Liturgia Sagrada reverente. Vossa Eminência é a favor de uma nova orientação na nomeação dos bispos dos Estados Unidos e outros países? Em sua opinião, o método atual de seleção dos bispos é bom?

Cardeal Burke: Penso que sim. Ele envolve a consulta não só a outros bispos e sacerdotes da diocese, mas também a fiéis leigos. E sempre existe a possibilidade de que os membros individuais do laicato ou grupos de fiéis leigos expressem seus receios à Congregação para os Bispos e ao Núncio Apostólico. Acho que o mais importante é que o Núncio Apostólico saiba, quando houver nomeação de um bispo sendo considerado para uma diocese, que há muitíssimos fiéis com necessidades específicas e que expressam essas necessidades.

PAPEL ATUAL NA IGREJA

Rorate Caeli: Qual é o enfoque principal de trabalho de Vossa Eminência nesses dias?

Cardeal Burke: Meu enfoque principal está na Ordem Militar Soberana de Malta, ajudando o Grão Mestre com a governança da Ordem, especialmente na dimensão espiritual. A Ordem tem uma finalidade dupla: a defesa da fé e o cuidado dos pobres. As duas coisas honestamente caminham muito juntas. Eu o estou ajudando em questões sobre a estrutura da própria Ordem, a fim de cumprir mais eficazmente as duas finalidades, mas também a lidar com questões que inevitavelmente surgem em qualquer organização católica no que diz respeito à doutrina e à moral. Esse é o meu enfoque principal. Também estou tomando tempo para estudar e escrever sobre questões importantes da Igreja contemporânea.

TRADICIONALISTAS RESTAURANDO A IGREJA

Rorate Caeli: O senhor percebe que os católicos tradicionais estão assumindo um papel de liderança, no futuro, para a restauração da Igreja?

Cardeal Burke: Penso que sim. Cada vez mais encontro famílias católicas fortes que são devotas da Missa tradicional, e acho que as famílias vão ter cada vez mais influência daqui pra frente. Se essas famílias influenciarem outras famílias, então, obviamente há um ímpeto que cresce.

Rorate Caeli: Será que existe algo mais que não abordamos e que Vossa Eminência gostaria de acrescentar?

Cardeal Burke: Só para encorajar todos a serem devotados à Sagrada Liturgia, que é a expressão máxima de nossa fé católica, a expressão máxima de nossa fé em Deus, e sermos muito devotados ao estudo do Catecismo da Igreja Católica, e ao ensino da fé em nossos lares e em nossas comunidades locais. A Igreja tem sofrido terrivelmente por décadas de má catequese, de tal forma que os fiéis, as crianças e jovens, até mesmo adultos, não conhecem a sua fé, e precisamos resolver isso, porque as duas coisas caminham juntas. Quando conhecemos bem a nossa fé, então, temos um forte desejo de prestar culto de acordo com a nossa fé e, ao mesmo tempo, o nosso culto nos faz desejar mais conhecer a nossa fé. E então, obviamente, tudo isso fica expresso em ação pela caridade das nossas vidas, especialmente em favor de todos aqueles mais necessitados.

Rorate Caeli: Isso leva a uma última pergunta. Vossa Eminência mencionou a família no lar muitas vezes. Será que João Paulo II foi profético quando falou sobre a Igreja doméstica?

Cardeal Burke: Oh, sim. Ele disse que a Igreja vem até nós através da família, e isso é verdadeiro. O Próprio Cristo vem através da família. Ele foi profético no sentido de que pronunciou novamente aquilo que a Igreja entende desde o início. Essa expressão, Igreja doméstica, é muito antiga, e ela foi repetida no Concílio Vaticano Segundo. Trata-se de uma terminologia muito antiga para a família. Ele foi profético nesse ponto, no sentido de que ele estabeleceu aquilo que o próprio Deus nos ensina sobre a família.

Rorate Caeli: Isso é tudo que temos para Vossa Eminência. Muito obrigado pelo seu tempo hoje e seu incrível serviço à Santa Madre Igreja.

22 fevereiro, 2015

Ocidentais juntam-se a milícias cristãs do Iraque para combater Estado Islâmico.

Por Jihad Watch | Tradução: Alexandre Oliveira – Fratres in Unum.com

Essas pessoas estão fazendo o que os governos do Ocidente pós-cristão não mostraram interesse em fazer: proteger os cristãos perseguidos pelo Estado Islâmico. Mas, uma vez que eles se identificam como cristãos, prepare-se para vê-los difamados e demonizados pela grande mídia e mostrados como o equivalente do Estado Islâmico: cristãos que cometem violência em nome de sua religião de um lado, e os muçulmanos que a cometem em nome de sua própria religião do outro. Que estes homens tenham ido lá para impedir atrocidades ao invés de cometê-las será algo encoberto e ignorado.

“Ocidentais se juntam a uma milícia cristã do Iraque para lutar contra Estado islâmico”, por Isabel Coles, Reuters, 15 de fevereiro de 2015:

 

 

(Reuters) – São Miguel, o arcanjo da batalha, está tatuado nas costas de um veterano do exército dos EUA, que recentemente voltou ao Iraque e se juntou a uma milícia cristã em luta contra Estado Islâmico, no que ele vê uma guerra bíblica entre o bem e o mal.

Brett, 28, carrega a mesma Bíblia de bolso desgastada de quando foi enviado ao Iraque em 2006 – uma imagem da Virgem Maria dobrada dentro de suas páginas e seus versos favoritos destacados.

‘Agora é muito diferente’, disse ele, questionado sobre até que ponto ambas experiências se comparam. ‘Aqui eu estou lutando por um povo e por uma fé, sendo que o inimigo é muito maior e mais brutal.’

Milhares de estrangeiros afluíram ao Iraque e à Síria nos últimos dois anos, principalmente para se juntarem Estado islâmico, mas um punhado de ocidentais idealistas estão igualmente se recrutando, citando a frustração de que seus governos não estão fazendo mais para combater os islamitas ultrarradicais ou para impedir a sofrimento de inocentes.

A milícia a que eles se juntaram é chamada DwekhNawsha – ou seja, ‘sacrifício de si’ no antigo idioma aramaico falado por Cristo e ainda usado por cristãos assírios, que se consideram como povos indígenas do Iraque.

Um mapa na parede no escritório do partido político assírio afiliado à DwekhNawsha marca as cidades cristãs no norte do Iraque, que se desdobram em torno da cidade de Mosul.

A maioria destas cidades agora está sob o controle do Estado Islâmico, que invadiu Mosul no verão passado e emitiu um ultimato aos cristãos: pagarem um imposto, converterem-se ao islamismo ou morrerem pela espada. A maioria fugiu.

DwekhNawsha opera ao lado das forças curdas Peshmerga para proteger aldeias cristãs na linha da frente na província de Nínive.

‘Estas são algumas das únicas cidades em Nínive, onde os sinos das igrejas ainda tocam. Em todas as outras cidades, eles se silenciaram, e isso é inaceitável’, disse Brett, que tem “O Rei de Nínive”, escrito em árabe na parte da frente de seu colete de exército…

Tim encerrou seu negócio de construção na Grã-Bretanha no ano passado, vendeu sua casa e comprou dois bilhetes de avião para o Iraque: um para si e outro para um engenheiro de software americano, com 44 anos de idade, que ele conheceu através da internet.

Os dois se encontraram no aeroporto de Dubai, voaram para a cidade curda de Suleimaniyah e pegaram um táxi para Duhok, onde chegaram na semana passada.

‘Eu estou aqui para fazer a diferença e, quem sabe, colocar um fim a estas atrocidades’, disse Tim de 38 anos, que já trabalhou no serviço de prisão. ‘Eu sou apenas um cara normal da Inglaterra realmente.’

 

6 fevereiro, 2015

A imprensa irlandesa ignora a condenação de um ativista pró-abortista por posse de pornografia infantil.

Patrick Corcoran, conhecido ativista irlandês pertencente ao lobby abortista «Choice Ireland» foi sentenciado a três anos e meio de prisão por estar em posse de mais de 7000 imagens de abusos de menores. O indivíduo, muito conhecido dos movimentos pró-vida do país por sua agressividade contra a Igreja Católica, já havia sido advertido pela justiça em 2013. A notícia passou praticamente despercebida na imprensa irlandesa.

Por Riposte Catholique/InfoCatólica | Tradução: Airton Vieira de Souza – Fratres in Unum.com: A página pró-vida Youth Defense lamentou a absoluta falta de cobertura da condenação por parte dos meios de comunicação do país, aos que acusa de esconder a relação do condenado com o mundo pró-abortista e com grupos de extrema-esquerda.

Tal falta de informação contrasta com a que os mesmos meios dão a qualquer notícia que tenha a ver com situações similares em que foram protagonistas sacerdotes católicos.

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6 fevereiro, 2015

Opção preferencial pelas…

… escolhas/nomeações pessoais, notadamente de “orientação pastoral” mais “alinhadas”?

Comenta o leitor Carlos:

Vejam o que saiu no boletim da Santa Sé de hoje, na parte de audiências:

Le Udienze
Il Santo Padre Francesco ha ricevuto questa mattina in Udienza:
– Em.mo Card. Angelo Scola, Arcivescovo di Milano (Italia).
– S.B. Em.ma il Card. Béchara Boutros Raï, O.M.M., Patriarca di Antiochia dei Maroniti (Libano).
– Em.mo Card. Juan Luis Cipriani Thorne, Arcivescovo di Lima (Perù).
– S.E. Mons. Heinz Wilhelm Steckling, O.M.I, Vescovo di Ciudad del Este (Paraguay).
Il Papa riceve oggi in Udienza:
– Prefetti di diverse città d’Italia.

O novo bispo de Ciudad del Este consegue audiência e o anterior não conseguiu?

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4 fevereiro, 2015

Os novos pobres da Teologia da Libertação.

Por Pe. Dr. José Eduardo de Oliveira e Silva – Vocês já notaram que a “opção preferencial pelos pobres” foi desaparecendo ou se ressignificando no vocabulário da TL? Isto se deve a dois motivos principais:

– em primeiro lugar, à compreensão que o movimento revolucionário teve de que a “revolução sexual” era mais importante do que se imaginava a princípio, pois chegaram à conclusão de que era a família, e não propriamente a propriedade privada, a origem da psicologia do poder, verdadeira causa da desigualdade sócio-econômica.

– em segundo lugar, ao fato de que, com a ascensão dos partidos socialistas ao poder na América Latina, falar sobre os “pobres” seria um “tiro no pé”, e isto para qualquer uma das facções comunistas. Como eles louvam dia e noite o presumido fato de que retiraram não sei quantos milhões da pobreza, teologar sobre ela seria um contra-senso, uma anti-propaganda.

Contudo, como dizia Marilena Chauí num seu odioso vídeo, o discurso TL-petista tem um vício que contradiz seu intento revolucionário: dizendo ter melhorado a vida do pobre, o único resultado que alcançaram foi expandir a classe média, a pseudo-burguesia que eles tanto odeiam.

Por isso, era necessário encontrar um novo tipo de “pobre”, pois não serviriam mais os tais “despossuídos” das décadas de 80 e 90. E eles o encontraram naquilo que Gramsci chamava de lupemproletariado, aquele estrato maltrapilho (moral e economicamente) da população, que sempre existe e existirá em qualquer sociedade.

Os novos pobres são os gays, as prostitutas, os delinquentes, os pervertidos morais, os cultivadores de lixo cultural, da anti-arte, os satanistas, enfim, aqueles que sempre foram considerados elementos desagregadores da sociedade.

Além destes, para dissimularem um pouco este horror grotesco, forjaram ainda outro tipo de pobre: a natureza, e aderiram ao discurso ecologista, trocando a “opção pelos pobres” por uma “opção pela vida”, não necessariamente humana, e quanto mais se entra dentro do submundo “intelectual” do partido, necessariamente não-humana (os eco-teólogos-libertadores já chegaram a escrever que o homem é um vírus no planeta, e que deveria ser eliminado).

A ironia por trás de toda esta estupidez é o fato de que, pelo menos no âmbito da teologia da libertação, aquilo que se dizia nas décadas passadas quando se alegava que a Igreja sempre optou pelos pobres e não necessitava da TL para fazê-lo (vide o exemplo de S. Francisco e dos frades mendicantes) era que o mérito da TL consistia no fato de ter descoberto o “pobre como classe econômica”, como “categoria teológica”.

Agora, os fatos demonstram que a alegação era tão falsa como a abordagem teológica mesma. Os pobres são tão descartáveis nela quanto estas mesmas novas suas definições. A única coisa a que se prestam é à aquisição ou manutenção do poder político, utilizando-se a Igreja como instrumento para chegar a ele.

Não se admirem caso dentro de alguns meses as paróquias comecem a ser invadidas pelo lupemproletariado, e ao seu lado esteja alguém que você nunca imaginou que pudesse estar dentro duma Igreja. Na década de 80, quando as comunidades começaram a ser invadidas pelos comunistas, que até então se declaravam ateus, aquilo parecia impossível. Hoje, duplas LGBT querem batizar seus “filhos”, apadrinhar filhos alheios, assentar seus novos nomes transex nos registros paroquiais e até mesmo casarem-se na igreja.

Alguns pensam que isto é casual, “sinal dos tempos”. Não o é. São os novos pobres da TL que estão chegando, com Bíblia Pastoral nas axilas e cartilhas da PJ de tira-colo. O discurso está pronto e há quem o defenda. Oxalá estejamos preparados para desmascarar o ardil, e revelar que ninguém está preocupado com eles e com sua conversão, mas apenas em usá-los como instrumento de subversão, de domínio e de permanência no poder. Afinal de contas, se acabarem com o lupemproletariado, não haverá mais revolução. Urge, então, mantê-los na delinquência moral, e até criar uma “moral” teológica para os manter aí. Caso contrário, também eles aderirão à moral burguesa, cristã, conservadora. E de tal mal, livre-nos Gaia, valha-nos Marilena Chauí.

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30 janeiro, 2015

Os Arcebispos Metropolitanos receberão os pálios em suas dioceses.

Por Erick Marçal – Da Porta Sant’Anna: A 5 meses de os novos arcebispos metropolitanos, comumente, receberem os pálios pastorais das mãos do Papa em Roma, o jornalista norte-americano Gerard O’Connell, de America Magazine, teve acesso a uma novidade, que, contudo, retoma um antigo costume: em carta enviada aos Núncios Apostólicos, em 12 de janeiro passado, Mons. Guido Marini, Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, comunicou que o Papa Francisco decidiu que eles serão, a partir de agora, também os Legados Pontifícios para entregar e impor a insígnia aos novos arcebispos em suas próprias dioceses.

Como aconteceu nas últimas 3 décadas, por iniciativa de João Paulo II,<br /> os Arcebispos com os pálios impostos pelo Papa na Missa da Solenidade de São Pedro e São Paulo, no Vaticano. Esta imagem é da ocasião em 2013, a primeira do Papa Francisco.

Como aconteceu nas últimas 3 décadas, por iniciativa de João Paulo II, os Arcebispos com os pálios impostos pelo Papa na Missa da Solenidade de São Pedro e São Paulo, no Vaticano. Esta imagem é da ocasião em 2013, a primeira do Papa Francisco.

Foi  João Paulo II que introduziu o costume de, anualmente, a 29 de junho, grande solenidade universal dos Apóstolos Pedro e Paulo, os arcebispos metropolitanos nomeados no último ano irem até Roma e receberem de uma só vez e de suas mãos o pálio pastoral. Era uma forma de expressar grandiosamente a comunhão mais estreita entre os Arcebispos e o Papa, da qual o pálio é o sinal permanente. Eles concelebravam a Missa, recebiam cada um o pálio e voltam para suas dioceses, somente dentro do território das quais portariam a mesma insígnia. Bento XVI, quando foi eleito Papa, manteve o costume. Antes disto, cada novo Arcebispo recebia, como agora será, o pálio em sua própria diocese, para o que o Papa nomeava um Legado, para impor a ele a insígnia em seu nome. Normalmente eram os Núncios, mas também, diante de alguma impossibilidade, outro Arcebispo ou outro importante Prelado.

Dom Manuel Monteiro de Castro, então Secretário da Congregação para os Bispos, recebe de Bento XVI os pálios restantes da Missa do dia 29 de junho, para ir impô-los em suas próprias dioceses aos Arcebispos ausentes.

Dom Manuel Monteiro de Castro, então Secretário da Congregação para os Bispos,
recebe de Bento XVI os pálios restantes da Missa do dia 29 de junho, para ir impô-los em suas próprias dioceses aos Arcebispos ausentes.

Mesmo nas últimas 3 décadas de Arcebispos se dirigindo a Roma de uma vez, a cada ano, para receberam os pálios das mãos do Papa, sempre houve um Legado Papal para ir pessoalmente à diocese de algum novo Arcebispo que, por motivo grave e imprevisto, não se fez presente no Vaticano no dia 29 de junho. Portanto, ao fim da imposição dos pálios, normalmente o Secretário da Congregação para os Bispos recebia do Papa os pálios restantes e depois levava e impunha a algum Arcebispo, tal como o rito previsto no Cerimonial dos Bispos, que deve ser feito no início de uma Missa.

Postos no túmulo de São Pedro no dia 24 de junho, os pálios aguardavam aí até o dia 29  de junho, quando eram levados para o altar e abençoados pelo Papa.

Postos no túmulo de São Pedro no dia 24 de junho, os pálios aguardavam aí até o dia 29 de junho, quando eram levados para o altar e abençoados pelo Papa.

De fato, tanto a nova decisão do Papa Francisco recupera o antigo costume quanto aplica o que o Cerimonial dos Bispos prevê. Contudo, ainda este ano é previsto que mais de 40 Arcebispos recebam o pálio do próprio Papa, como era comum, a não ser Dom Blase Cupich, nomeado pelo Pontífice como Arcebispo de Chicago (EUA) em 1º de julho de 2014: ele concelebrará a Missa do dia 29 de junho em Roma, mas receberá o pálio de maneira diferente da parte do Papa, em forma simbólica. Após algum tempo, em sua própria diocese, será o primeiro Arcebispo a ter o pálio imposto pelo Núncio Apostólico.

A intenção disto é evidenciar a participação das dioceses neste importante fato na vida do Arcebispo, que tem a ver com a vida de seus fiéis. Para Roma, o clero e alguns leigos acompanhavam o Bispo. Agora, o pálio encontrará o Arcebispo em sua diocese e todos verão isto.

Com informações de Vatican Insider.

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29 janeiro, 2015

Católicos tradicionalistas sofrem revés em Minas Gerais.

Por Manoel Gonzaga Castro | Fratres in Unum.com: Como se sabe, há uma grande e lamentável divisão entre os católicos tradicionais. Recentemente, apesar dos problemas internos do “movimento tradicional” e do status canônico diverso, os tradicionalistas tanto da recém-fundada União Sacerdotal Marcel Lefebvre (dissidência da Fraternidade São Pio X, popularmente conhecida como “Resistência”) quanto do Instituto do Bom Pastor sofreram reveses por causa da oposição das autoridades eclesiásticas de Minas Gerais.

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Em meados de dezembro de 2014, o Bispo da Diocese de Itabira, Dom Marco Aurélio Gubiotti, fez circular em todas as paróquias de sua jurisdição um comunicado (imagem à direita) alertando os fiéis a não participarem das Missas Tridentinas da “Missão Cristo Rei” ou “Associação Santo Atanásio”. O motivo disso seria o fato de que “esse grupo, ao não aceitar o Concílio Vaticano II e nem as orientações atuais da Igreja, se coloca fora da comunhão e fora da Igreja”.

Por sua vez, o Instituto do Bom Pastor, fundado em 2006 como Instituto de Direito Pontifício, por determinação do senhor Arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo, também está proibido de atuar em Belo Horizonte. Já há algum tempo, os reverendíssimos Pe. Renato Coelho e Pe. Luiz Fernando Pasquotto, instalados em São Paulo, visitavam regularmente a capital do estado de Minas com o intuito de estender o apostolado e, segundo alguns, eventualmente estabelecer ali uma casa do instituto. A última visita ocorreu no dia 03 de janeiro, sábado, quando o Pe. Pasquotto deu uma palestra e atendeu confissões, além de celebrar a Santa Missa.

Todavia, apesar das contínuas tempestades com as autoridades eclesiásticas, as rusgas internas não se aquietam. Na ocasião, alguns fiéis que assistiam à Missa do Pe. Pasquotto relataram perplexos o aviso que teria sido dado pelo jovem sacerdote de que pessoas que frequentam as capelas da chamada “Resistência” e da FSSPX, sem maiores distinções, não poderiam comungar em uma missa do IBP.

Ainda não está claro o motivo da decisão de Dom Walmor, pois o IBP, diferentemente da “Resistência”, não é considerado um grupo separado em situação canônica irregular, mas se encontra em plena comunhão com a Igreja, já que oficialmente subordinado à Comissão Ecclesia Dei e à sua orientação de leitura dos documentos do Concílio Vaticano II conforme a já famosa “hermenêutica da reforma na continuidade”. Para explicar a decisão do arcebispo, os fiéis especulam sobre fatores diversos: 1) a resistência do clero progressista local à liturgia tradicional, o que justifica as medidas para controlar sua expansão; 2) a acusação de que os sacerdotes do IBP manteriam uma posição “cripto-lefebvrista” em relação ao Vaticano II e à Missa de Paulo VI; 3) e também a já estabelecida e consolidada presença da Administração Apostólica São João Maria Vianney.

Segundo fiéis locais, uma carta foi enviada ao Superior do IBP, que se encontra na França e que esteve recentemente em Belo Horizonte, sobre os motivos da proibição. Espera-se que o instituto esclareça o ocorrido em breve.

Fiéis da diocese de Osasco, em São Paulo, noticiam que o IBP também foi proibido de atuar lá, o que faz que esses dois sacerdotes fiquem restritos basicamente ao atendimento espiritual dos membros do grupo Montfort, do qual participam.

Felizmente, as Missas tradicionais continuam em Belo Horizonte regularmente, todos os domingos, na Capela Nossa Senhora do Monte Calvário, às 09:30, a cargo da Administração Apostólica São João Maria Vianney e do Padre Íris Mesquita, sacerdote diocesano.

Enquanto o IBP não retorna a BH, cabe esperar que haja paz e respeito entre católicos – leigos e sacerdotes – que se dedicam à liturgia e à doutrina tradicional, apesar das divergências — que merecem e devem ser debatidas, com civilidade. E que eles sejam pelo menos tolerados pelas autoridades eclesiásticas do Brasil na atual situação de crise da Igreja: fratres in unum.

* * *

[Atualização – 29 de janeiro de 2015, às 15:02] Com o compromisso de informar aos católicos do Brasil, deixamos nosso blog à disposição do reverendíssimo Pe. Luiz Pasquotto e do Instituto do Bom Pastor para todo e qualquer esclarecimento que julgarem oportuno divulgar.

[Atualização – 31 de janeiro de 2015, às 10:03] O leitor Eugenio relata: “A missa que ocorreu a recusa da comunhão a um fiel da resistência não foi dia 03 de janeiro e sim dia 4/10/2014. O Padre Pasquoto no início da homilia disse o seguinte: “Sei que existem pessoas aqui que frequentam missas dos padres da dita resistência, como por exemplo Padre Cardozo. Estes padre comungam de idéias que não são católicas […] Quem compartilhar destas idéias espero que não se aproxime da eucaristia.” A pessoa a quem foi endereçada esta fala é um amigo pessoal que pode confirmar a qualquer momento o que foi dito”.

Reforçamos  que estamos à disposição do IBP para divulgar seus esclarecimentos.

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25 janeiro, 2015

Os sinais.

raio-basilica1Os sinais têm se cumprido.

Os sinais têm se realizado. Que importa que os homens não os vejam? E, porventura, isso mesmo não está profetizado e não é outro Sinal, que os homens não os verão?…

A Igreja está enferma, a Igreja tem sido atacada por dentro.

A Igreja está enferma da mesma enfermidade que atacou a Sinagoga.

O mundo vai se parecendo cada dia mais ao mundo ao qual desceu o Filho de Deus doloroso: tanto na Igreja como fora dela. Paganismo e farisaísmo.

Não digo que tenha sucumbido na Fé, falhado na Fé, pois possui contra isso a infalível promessa divina.

Mas, Pedro pecou três vezes contra a Caridade; e Caifás profetizou criminalmente, para seu pesar. E assim será no fim.

E quando um enfermo diz que está enfermo não há que se duvidar, porque ele sente sua enfermidade.

E ele sente sua enfermidade, porque cada uma de suas células sente pertencer a um corpo que anda mal. E a maioria das células não pode dizê-lo.

Mas algumas podem. E essas são as células nervosas. Infelizes células nervosas!

Infelizes células nervosas, cujo único ofício é transmitir ao cérebro, e então a todo o corpo, que ele anda mal!

E se não transmitem, estão mortas. Para elas vale mais morrer que não transmitir.

Os sinais têm se cumprido. Eis aqui o que tenho que transmitir sob pena de morte interna. Os sinais têm se cumprido.

(Padre Leonardo Castellani, Los papeles de Benjamín Benavidez,  Parte Segunda, Los Septenarios – Fonte: Panorama Catolico | Tradução: Airton Vieira de Souza – Fratres in Unum.com)

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