Posts tagged ‘Atualidades’

26 novembro, 2014

Seita Moon reúne 18 ex-presidentes no Paraguai: “Está provada a efetividade do impacto coletivo como tática”.

Por Luis Santamaría – Info Católica | Tradução: Airton Vieira de Souza – Fratres in Unum.comDezoito ex-presidentes latino-americanos e caribenhos se reúnem a partir de hoje, 19 de novembro, em Assunção (Paraguai) para participar da VI Convenção Internacional Global pela Paz, da Fundação Paz Global, de Heun Jin Preston Moon, filho do fundador da Igreja da Unificação, Sun Meung Moon, segundo informa a agência Efe.

A reunião tem como propósito “a análise e intercâmbio de experiências” dos ex-presidentes sob o lema “Até a transformação Nacional: A Liberdade, Prosperidade e Integridade mediante uma liderança moral e inovadora”, segundo a organização.

Intervirão os ex-mandatários guatemaltecos Vinicio Cerezo e Álvaro Colom, os uruguaios Luis Alberto Lacalle e Jorge Batlle, os bolivianos Jaime Paz Zamora e Carlos Mesa, o colombiano Ernesto Samper, Gustavo Noboa do Ecuador, Hipólito Mejía da República Dominicana e os panamenhos Nicolás Ardito Barletta Vallarino e Martin Torrijos.

Por Costa Rica chegarão ao Paraguai Laura Chinchilla e Rafael Calderón, Antonio Saca de El Salvador e o argentino Eduardo Duhalde. Os ex-presidentes paraguaios Juan Carlos Wasmose, Raúl Cubas e Luis González Macchi también intervirão nas conferências.

A Convenção apresentará palestras como: “Iniciativa Empresarial: Chave para o Desenvolvimento Sustentável e a Redução da Pobreza, Famílias Solidamente Constituídas como Bases de Sociedades Éticas” e “O Papel dos Meios de Comunicação na Promoção de Sociedades Éticas”. Também haverá uma mesa dedicada ao tema “Liderança da Mulher na Transformação Nacional”.

O ex-membro da Corte Suprema de Justiça do Paraguai José Altamirano, diretor do Instituto de Desenvolvimento do Pensamento Pátria Sonhada, um dos promotores do evento, disse à Efe que o evento “busca unir as melhores mentes do Paraguai e outros países”.

A organização aponta para defender um modelo de “família tradicional entre homem e mulher”, segundo disse Altamirano. “É certo que há novas redefinições do que é uma família, mas que não são fáceis de assimilar”, acrescentou.

A Fundação Paz Global foi fundada por Heun Jin Preston Moon, filho do reverendo Sun Meung Moon, com o propósito de cooperar com iniciativas de “promoção e instauração da cultura de paz”.

Meung Moon fundou em 1954 a Igreja da Unificação, a qual assegura ter cerca de 3 milhões de seguidores em 194 países. Pai de 15 filhos e avô de mais de 40 netos, o reverendo Moon levantou um multimilionário império empresarial em torno de sua igreja, que começou a ganhar visibilidade internacional nos anos setenta graças a suas bodas multitudinárias, nas quais dezenas de milhares de casais de seguidores se dão o “sim, quero” ao mesmo tempo.

No diário paraguaio ABC lemos também que esta importante iniciativa está a cargo da Fundação Paz Global, cujo presidente é Thomas Field. Contam ainda com o apoio da Missão Presidencial Latino-americana para Liderança, Testemunho e Ação ao serviço da região, Conferência Liderança Uruguai, Fundação Esquipulas para a Integração Centro-americana de Guatemala e o Instituto de Desenvolvimento do Pensamento Pátria Sonhada de Paraguai.

O convite foi feito por Thomas Field e pela presidente do Partido Colorado, a senadora Lilian Samaniego. Os ex-mandatários começaram a chegar ao país na terça, 18 de novembro, e se espera um público maciço tendo em conta a qualidade dos expositores.

Notimex agrega que esta VI Convenção Internacional Global pela Paz foi declarada de “interesse municipal” pela Prefeitura de Assunção e de “interesse turístico nacional” pela Secretaria Nacional de Turismo (Sernatur) deste país sul-americano.

Objetivo: influir na educação

Não é o único ato recente desta instituição vitrine da denominada popularmente como “seita Moon”, ainda que seja o mais importante. A Fundação Paz Global realizou, em 17 de outubro passado, um encontro de organizações e instituições vinculadas à educação paraguaia com o propósito de unificar esforços e criar o que denominam um “impacto coletivo” para gerar uma real transformação educativa, através de uma agenda comum, que destacaram poder ser uma solução a problemas sociais, segundo informou a página Entorno Inteligente.

Gerar um espaço de intercâmbio de experiências institucionais para aplicar estratégias que permitam um impacto coletivo positivo na educação paraguaia é o objetivo da reunião que se realizou no Salão VIP da Câmara de Senadores, e que contou com a presença de representantes de diversas organizações e instituições vinculadas à educação.

O evento organizado por Paz Global e Juntos pela Educação contou com a presença do vice-presidente Internacional de Educação da Fundação Paz Global, Tone Devine, quem se encarregou de explicar a diferença que existe entre o impacto individual e o impacto coletivo.

“A maioria das organizações, no momento de identificar um problema, só se centram em um elemento isolado e medem sua contribuição individual para resolvê-lo. Entretanto, um impacto coletivo é uma estratégia para resolver necessidades sociais mediante um processo de colaboração entre diferentes organizações até objetivos coletivos. Com estrelas solitárias não vamos mudar a história, necessitamos constelações que trabalhem juntas”, disse.

María Esther Jiménez, assessora de Educação da Fundação Paz Global, assinalou que em 24 de novembro se realizará um encontro para articular o projeto de Impacto Coletivo com vistas a constituir-se um fórum educativo nacional permanente e estabelecer uma agenda comum tendente à transformação educativa através do impacto coletivo.

“Esta reunião foi a apresentação do projeto, agora vamos tornar a convidar a todos os que assistiram hoje, para delinear as medidas e unir esforços para trabalhar juntos por este objetivo. Está provada a efetividade do impacto coletivo como tática para afrontar o problema”, assegurou.

Por sua parte, a senadora Blanca Ovelar, presidente da Comissão de Educação, referiu que esta é uma alternativa para começar a construir a cultura de trabalhar em rede. “Trabalhar em rede é trabalhar juntos para reverter a situação educativa de nosso país. Os esforços feitos até agora são insuficientes para melhorar os indicadores, pelo qual temos que somar os esforços da sociedade organizada”, comentou.

Além disso, Ovelar agregou que o tecido social com suas organizações tem que contribuir com essa estrutura. “As escolas sozinhas não vão reverter esta história. As crianças estão quatro horas na escola e vinte horas fora. Necessitamos uma comunidade que eduque e para que uma comunidade eduque e haja um impacto maior das ações das escolas necessitamos de redes solidárias de outras organizações que se somem ao esforço. Essa é uma cultura que temos que implantar na sociedade”.

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23 novembro, 2014

Foto da semana.

A paróquia da Santa Cruz em San Jose, Califórnia, sofreu um incêndio no sábado, mas de alguma forma este belo crucifico italiano de três metros de altura conseguiu escapar das labaredas:

Dada à extensão do incêndio, é um milagre que o crucifixo tenha saído ileso, já que todo o interior da igreja foi consumido pelas chamas.

Mais detalhes podem ser vistos aqui.

Créditos: Veneremur Cernui

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19 novembro, 2014

Cristo recebe abertura de evento que pretende popularizar meditação.

Awaken Love Festival terá atividades até domingo (23). Líder espiritual realizou meditação coletiva aos pés do monumento.

G1 – Um minuto para encontrar a paz. Essa foi a mensagem do líder humanitário e mestre espiritual brasileiro Sri Prem Baba que abriu o evento Awaken Love Festival na manhã desta terça-feira (18) no Rio. E o local escolhido não poderia ser mais inspirador: o Cristo Redentor. O objetivo da iniciativa é popularizar a prática da meditação, a partir da campanha “Just 1 minute” (“Apenas um minuto”).

Sri Prem Baba conduziu a cerimônia ao lado do Padre Omar no Cristo Redentor, no Rio (Foto: Matheus Rodrigues/ G1)

Sri Prem Baba conduziu a cerimônia ao lado do padre Omar Raposo, responsável pelo santuário do Cristo, e promoveu uma meditação coletiva aos pés do monumento. O local ficou lotado e os participantes ainda tiveram como “brinde” um dia lindo – com sol e céu sem nuvens.

De acordo com Sri Prem Baba, a humanidade vive em constante conflito e busca a paz longe de si mesma. “O ser humano vai longe em busca do amor e tranquilidade, quando a paz está dentro de cada um de nós. Esse é o início de uma revolução da consciência que começa com esse minuto de silêncio. Isso começa com seu comprometimento e assim você abrirá caminhos para paz, amor ou o que você procura”, afirmou o mestre espiritual.

A campanha, que aconselha as pessoas a reservar um minuto de seu dia para a meditação, foi elogiada pelo padre Omar. “O Cristo é um lugar de integração e essa campanha é maravilhosa. Este lugar foi pensado pela Igreja para que as pessoas pudessem meditar, ter contato com a natureza e encontrar Deus. O amor é capaz de refazer perspectiva, equilibrar sentimentos, olhar para o outro e perceber que ele não é o nosso inimigo”, disse.

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Raposa no galinheiro.

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10 novembro, 2014

Divulgação – Ato de Reparação pelas blasfêmias da Bienal de Artes de SP.

1063925_790649250974302_9027436334180847204_oMais informações aqui.

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6 novembro, 2014

“Nós, marxistas, lutamos junto com o papa para parar o diabo”. Entrevista com João Pedro Stedile.

IHU – João Pedro Stedile olha a primeira página do jornal Il Fatto Quotidiano em que se vê Maurizio Landini enfrentando a polícia. “Um líder sindical sem gravata? Sério?” A piada sintetiza muito o perfil e a história desse dirigente, já de nível internacional, do movimento “campesino”.

A reportagem é de Salvatore Cannavò, publicada no jornal Il Fatto Quotidiano, 03-11-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Movimento dos Sem-Terra, é uma organização fundamental do Brasil, imortalizada pelas históricas imagens de Sebastião Salgado e com uma história de 30 anos feita de vitórias e de derrotas, mas sempre no primeiro plano da organização dos agricultores.

Stedile é o seu dirigente mais importante. Ele nunca usou gravata e sempre concebeu o seu papel como porta-voz de uma realidade pobre, muito em busca da sua própria emancipação.

Marxista ligado à história da teologia da libertação, ele foi um dos organizadores do Encontro Mundial de Movimentos Populares que ocorreu no Vaticano na semana passada. Em uma das sessões desse debate, que ocorreu entre as curvas sugestivas da sala do Velho Sínodo, ele sugeriu aos purpurados presentes que canonizem até “Santo Antônio… Gramsci”.

Os Sem-Terra, a imponente organização que ele dirige, com cerca de 1,5 milhão de membros, têm uma história antiga de ocupações de terra, de lutas e conflitos também duros. Mas também cultivam uma relação “leiga” com o poder, ou, como ele explica, de “autonomia absoluta”. Por isso, na última eleição brasileira, apesar de não se envolver muito no primeiro turno eleitoral, depois apoiaram Dilma Rousseff no segundo.

Chegando na Itália para o encontro no Vaticano, ele fez uma turnê de encontros na península apresentando o livro La lunga marcia dei senza terra [A longa marcha dos sem-terra] (EMI Edizioni), de Claudia Fanti, Serena RomagnoliMarinella Correggia.

No sábado à tarde, foi visitar a Rimaflow, em Trezzano sul Naviglio, a fábrica recuperada que Stedile, diante de 300 pessoas, batizou como “embaixadora dos Sem-Terra em Milão“.

Eis a entrevista.

Como nasceu o encontro no Vaticano?

Tivemos a sorte de manter relações com os movimentos sociais da Argentina, amigos de Francisco, com os quais começamos a trabalhar no encontro mundial. Assim, reunimos 100 dirigentes populares de todo o mundo, sem confissões religiosas. A maioria não era católica. Um encontro muito proveitoso.

O senhor é de formação marxista. Qual a sua opinião sobre o papa e a iniciativa vaticana?

O papa deu uma grande contribuição, com um documento irrepreensível, mais à esquerda do que muitos de nós. Porque afirmou questões de princípio importantes como a reforma agrária, que não é só um problema econômico e político, mas também moral. De fato, ele condenou a grande propriedade. O importante é a simbologia: em 2.000 anos, nenhum papa jamais organizou uma reunião desse tipo com movimentos sociais.

O senhor foi um dos promotores dos Fóruns Sociais nascidos em Porto Alegre. Há uma substituição simbólica por parte do Vaticano em relação à esquerda?

Não, acho que Francisco teve a capacidade de se colocar corretamente diante dos grandes problemas do capitalismo atual como a guerra, a ecologia, o trabalho, a alimentação. E ele tem o mérito de ter iniciado um diálogo com os movimentos sociais. Eu não acho que há sobreposição, mas complementaridade. Em todo caso, assumo a autocrítica, como promotor do Fórum Social, do seu esgotamento e da sua incapacidade de criar uma assembleia mundial dos movimentos sociais. Do encontro com Francisco, nascem duas iniciativas: formar um espaço de diálogo permanente com o Vaticano e, independentemente da Igreja, mas aproveitando a reunião de Roma, construir no futuro um espaço internacional dos movimentos do mundo.

Para fazer o quê?

Para combater o capital financeiro, os bancos, as grandes multinacionais. Os “inimigos do povo” são esses. Como diria o papa, esse é o diabo. Mesmo que todos nós vivamos o inferno. Os pontos traçados do encontro de Roma são muito claros: a terra, para que os alimentos não sejam uma mercadoria, mas um direito; o direito de todos os povos de terem um território, seu próprio país, pense-se nos curdos de Kobane os nos palestinos; um teto digno para todos; o trabalho como direito inalienável.

Os Sem-Terra organizam cursos de formação sobre Gramsci e Rosa Luxemburgo. Nenhum problema para trabalhar com o Vaticano?

Nós vivemos uma crise epocal. As ideologias do segundo pós-guerra se aprofundaram. As pessoas não se sentem mais representadas. No entanto, essa crise também oferece oportunidades de mudança, desde que ninguém se apresente com a solução pronta no bolso. Será preciso um processo, um movimento de participação popular. E qualquer pessoa disposta a participar dele deve ser incluída.

No Brasil, vocês apoiaram a eleição de Dilma Rousseff. Qual é a sua opinião sobre o governo do PT e o seu futuro?

A autonomia, para nós, é um valor importante. O PT geriu o poder com uma linha de “neodesenvolvimentismo”, mais progressista do que o neoliberalismo, mas baseada em um pacto de conciliação entre grandes bancos, capital financeiro e setores sociais mais pobres. A operação de redistribuição da renda favoreceu a todos, mas principalmente os bancos. Agora, porém, esse pacto não funciona mais, as expectativas populares cresceram. O ensino universitário, por exemplo, integrou 15% da população estudantil, mas os 85% que ficaram de fora pressionam para entrar. Só que, para responder a essa demanda, seria preciso ao menos 10% do PIB, e, para levantar recursos desse tamanho, se romperia o pacto com as grandes empresas e os bancos.

Então?

O governo tem três caminhos: unir-se novamente à grande burguesia brasileira, como lhe pede o PMDB, construir um novo pacto social com os movimentos populares ou não escolher e abrir uma longa fase de crise. Nós queremos desempenhar um papel e, por isso, propomos um referendo popular para uma Assembleia Constituinte para a reforma da política. A força do povo não está no Parlamento.

Qual é a situação do Movimento dos Sem-Terra hoje?

A nossa ideia, no início, era a de realizar o sonho de todo agricultor do século XX: a terra para todos, bater o latifúndio. Mas o capitalismo mudou, a concentração da terra também significa concentração das tecnologias, da produção, das sementes. É inútil ocupar as terras se, depois, produzirem transgênicos. Não é mais suficiente repartir a terra, mas é preciso uma alimentação para todos, e uma alimentação sadia e de qualidade. Hoje visamos a uma reforma agrária integral, e a nossa luta diz respeito a todos. Por isso, é preciso uma ampla aliança com os operários, os consumidores e também com a Igreja. Somos aliados de qualquer pessoa que deseje a mudança.

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4 novembro, 2014

Lutemos; Deus nos dará a vitória!

Por Pe. David Francisquini

Imaginemos dois contendores disputando uma partida de xadrez cujo resultado signifique a vitória de um grande exército sobre outro não menos qualificado. Um representa as hostes angélicas e os homens bons, fiéis a Jesus Cristo. O outro, um precito que dispõe de riquezas, honras, posição social, influência política, bem visto até em certos meios religiosos.

Neste quadro, o bom contendor encontra-se em franca desvantagem na partida, pois já perdeu peças importantes, e as que lhe restam quase não têm espaço para se moverem. Seu adversário, que conta com informações privilegiadas, apresenta-se seguro, além de possuir numerosa claque que ora o aplaude, ora vaia o seu adversário…

A realidade num campo de batalha entre dois comandantes não seria diferente. O exército que pugna pela Civilização Cristã encontra-se sitiado e o inimigo move contra ele intensa guerra psicológica. Sua situação é dramática. Qual deveria ser a estratégia do enxadrista ou do general que quisesse reverter a situação e vencer o inimigo tão poderoso como desleal?

Jesus Cristo, nas páginas do Evangelho, diz: “Qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se senta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?” (Lc 14,31). Nosso Senhor alerta os homens, dando-lhes os meios necessários não apenas no tocante à prudência, mas também à coragem para bem armar o seu o exército.

O general tem assim desfraldada a bandeira de Jesus Cristo, símbolo de todo o bem, de toda a verdade e de todo o belo; tem seus dogmas, sua doutrina, suas leis, seus costumes e seus sacramentos; tem o corajoso exemplo dos santos e das santas que pelejaram neste Vale de Lágrimas contra o demônio, o mundo e a carne.

Nosso Senhor nos alerta para a importância da clarividência e da perspicácia na luta: “Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.” (Lc 14, 28 a 30).

A missão do general é de salvar um grande reino, e para isso ele luta pela ortodoxia e pela moralidade rechaçando o adversário desse reino. É no exemplo desse hipotético general que o povo fiel desenvolve sua infatigável luta contra o aborto, o casamento homossexual, a eutanásia, a degradação dos costumes e a prostituição oficializada.

Em Fátima, Nossa Senhora apontou arma indispensável e decisiva para essa guerra: a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Rezando a Nossa Senhora, e vigiando, não cairemos em tentação, pois, como afirma São Pedro em sua epístola, o demônio é como um leão que ruge em torno de nós, procurando a quem devorar.

O confronto imaginado acima entre dois enxadristas e dois generais representa a luta religiosa de nossos dias, cujo fundamento é a Fé. São Boaventura afirma que um capitão sitiado em uma praça e que não pede socorro a seu Rei deveria ser tratado como traidor. Assim também Deus considera aquele que, assaltado pelas tentações, não recorre a Ele em demanda de auxílio.

Nesta batalha que ora se trava, o exército de Cristo deve ter presente que a sua arma mais eficaz é a oração, a qual leva o fiel a alcançar de Deus graças extraordinárias no momento trágico em que se encontra a Santa Igreja. O oficial que não recorrer ao seu Rei – que lhe pode enviar em auxílio sua milícia celeste capitaneada por São Miguel – e for vencido, terá seu nome registrado no Livro da Vida como um traidor.

Como Nosso Senhor quer reinar neste mundo depois desta grande batalha, e diante da impossibilidade de nossas forças vencerem o inimigo, não nos resta alternativa: “Deus, in adjuntorium meum intende – Senhor, vinde em meu socorro! Esta foi a atitude do Papa São Pio V diante da ameaça maometana à Europa no século XVI. Rezou e convocou os fieis a rezarem o Rosário pelo êxito dos exércitos católicos que se defrontavam com a armada turca no golfo de Lepanto em 1571.

E Nossa Senhora atendeu a sua súplica e lhe deu vitória estrondosa, que repercutiu em toda a Cristandade. A partir daí, a Santíssima Virgem recebeu mais um título: Auxiliadora dos Cristãos.

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3 novembro, 2014

Uma visão profética do Padre Pio.

Por Cristina Siccardi – Corrispondenza Romana | Tradução: Fratres in Unum.com - Existe na história da Igreja, além da leitura dos acontecimentos, real ou falsa, uma outra leitura, a dos místicos, que têm o privilégio de ser objeto da predileção divina e, portanto, de serem informados diretamente pelo Céu sobre os eventos, fazendo-se de porta-vozes dos anúncios sobrenaturais e das profecias.

Saint_Padre_PioNos tempos atuais de confusão, mistificação, engano e erro da e na Fé, torna-se muito interessante ler o que o Padre Pio de Pietrelcina escreve a seu confessor, Padre Agostinho, em 7 de abril de 1913. Nesse sofrido escrito o santo descreve uma aparição de Cristo agonizante devido ao comportamento dos sacerdotes indignos.

“Na sexta-feira de manhã eu me encontrava ainda na cama, quando Jesus me apareceu. Estava todo maltratado e desfigurado. Ele me mostrou uma grande multidão de sacerdotes regulares e seculares, entre os quais diversos dignitários eclesiásticos; destes, alguns estavam celebrando, outros se desviando, e outros se despindo das vestes sagradas.

“A visão de Jesus angustiado causava-me muita pena, por isso quis Lhe perguntar por que sofria tanto. Não obtive nenhuma resposta. Contudo, seu olhar se dirigiu para aqueles sacerdotes; mas pouco depois, quase horrorizado e como se fosse parar de fitar, retirou o olhar e, quando o voltou para mim, observei com grande horror duas lágrimas que Lhe sulcavam o rosto. Distanciou-se daquela turba de sacerdotes com uma grande expressão de desgosto na face, gritando: ‘Açougueiros!’

“E voltando-se para mim, disse: ‘Meu filho, não acredites que minha agonia foi de três horas, não; Eu estarei, por causa das almas mais beneficiadas, em agonia até o fim do mundo. Durante o tempo da minha agonia, meu filho, não se deve dormir.

“‘Minha alma vai em busca de algumas gotas de compaixão humana, mas infelizmente me deixam sozinho sob o peso da indiferença. A ingratidão e o sono de meus ministros tornam minha agonia mais pesada. Oh, como correspondem mal ao meu amor! O que mais me aflige é que à indiferença essas pessoas juntam o desprezo, a incredulidade.

“‘Quantas vezes Eu estive para fulminá-los, se não tivesse sido contido pelos anjos e pelas almas enamoradas de Mim… Escreve ao teu confessor e narra-lhe o que viste e ouviste de Mim esta manhã. Diz-lhe que mostre a tua carta ao Provincial …’. Jesus ainda continuou, mas o que Ele disse não posso jamais revelar a criatura alguma neste mundo. Essa aparição me causou uma tal dor no corpo, mas ainda mais na alma, que durante todo o dia fiquei prostrado e julguei que fosse morrer, se o dulcíssimo Jesus já não me tivesse revelado… Jesus infelizmente tem razão para lamentar de nossa ingratidão! Quantos desgraçados de nossos irmãos correspondem ao amor de Jesus lançando-se de braços abertos na seita infame da maçonaria!

Rezemos por eles, a fim de que o Senhor ilumine suas mentes e toque seus corações. Encoraje o nosso padre provincial, que receberá do Senhor um copioso socorro de favores celestes. O bem da nossa província mãe deve ser a sua constante aspiração. Para isso devem tender todos os seus esforços. Para esse fim devem ser direcionadas as nossas orações, tudo o que possuímos. Na reorganização da província, não podemos poupar ao provincial as dificuldades, as doenças, as fadigas; contudo, cuidar para não perder o ânimo, o misericordioso Jesus sustentará a empresa. A guerra dos cossacos vai se intensificando cada vez mais, mas não tenha medo, com a ajuda de Deus” (Padre Pio da Pietrelcina, Epistolario I, por Melchiorre da Pobladura e Alessandro da Ripabottoni, San Giovanni Rotondo 2004, pp. 350 e ss., carta no. 123).

Padre Pio, como ele assinava, demonstra com este documento o seguinte: 1) Na Igreja existem ministros que fazem agonizar e irar (desejo de fulminá-los) o Filho de Deus; 2) Esses ministros demonstram sua indiferença e ingratidão para com Quem os chamou a uma tão alta honra; 3) Eles desagradam seriamente o Senhor Jesus, a ponto de O fazerem gritar, referindo-se a eles, “Açougueiros!”, pelo fato de se aproximarem do Santíssimo Sacramento com indiferença, desprezo e descrença; 4) Eles são abertamente acusados de entrar e fazer parte da “seita infame da maçonaria”; 5) A guerra lançada pelos maçons na Igreja é cada vez mais forte (estamos no ano 1913), mas não faz temer o Padre Pio, porque ele confia na ajuda do Onipotente.

O que estamos testemunhando hoje nas nossas paróquias, nas nossas dioceses, na nossa Roma só pode confirmar o que o santo de Pietrelcina escreveu um século atrás.

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3 novembro, 2014

A vida vale a pena mesmo na enfermidade.

Apesar de infeliz notícia do suicídio cometido pela senhora no último sábado, a matéria a seguir vale ser lida. O seminarista já foi notícia no Fratres em 2012.

Por ACI – WASHINGTON DC, 29 Out. 14 – Um seminarista que espera receber a ordenação diaconal no início de 2015 e a sacerdotal em 2016, apesar de ter sido diagnosticado pelos médicos em 2008 com [expectativas de] apenas um ano e meio de vida, agora envia uma mensagem a uma mulher que anunciou que se submeterá ao suicídio assistido no dia 1º de novembro.

Seminarista Philip Gerard Johnson.

Seminarista Philip Gerard Johnson.

Phillip Johnson, que tem atualmente 30 anos, foi diagnosticado com câncer cerebral de grau 3, conhecido como astrocitoma anaplásico, faz seis anos, quando servia como oficial da marinha norte-americana no Golfo Pérsico.

“Recordo o momento em que vi as imagens computadorizadas dos scanners cerebrais. Fui à capela da base e caí no chão chorando. Perguntei a Deus ‘por que eu?’”, escreveu Johnson em uma coluna publicada em 22 de outubro, intitulada “Querida Brittany: Nossas vidas valem a pena serem vividas, inclusive com câncer cerebral” para o site da Diocese de Raleigh (Estados Unidos).

Johnson foi enviado para casa para começar o tratamento de radioterapia e quimioterapia e depois recebeu dispensa da marinha, antes de entrar na formação para o sacerdócio, um chamado que percebeu aos 19 anos.

Inclusive com tratamento agressivo, a maior parte das pesquisas mostra que a média de tempo de sobrevivência para este tipo de câncer é de 18 meses, disse.

Citando a mulher de 29 anos que expressou em um vídeo a sua decisão de morrer por um suicídio assistido médico, Brittany Maynard, Johnson disse que “mesmo que digam que você tem esse tipo de linha do tempo, parece como se fosse morrer amanhã”.

Depois de consultar os seus médicos, Johnson entendeu que “gradualmente perderei o controle das minhas funções corporais sendo ainda jovem, terei desde paralisia até incontinência, e é muito provável que as minhas faculdades mentais também desapareçam e terei confusão e alucinações antes da minha morte”.

Assim como a mulher com a doença terminal, ele não quer morrer ou “sofrer o resultado provável desta doença”.

“Eu acho que ninguém quer morrer dessa maneira”.

Entretanto, Johnson acha que um sofrimento assim não diminui o seu valor como pessoa. “A minha vida significa algo para mim, para Deus e para a minha família e amigos, e, salvo uma recuperação milagrosa, continuará significando muito depois que esteja paralisado em uma cama de hospital”.

“A minha família e amigos me amam por quem sou, não só pelos traços de personalidade que lentamente irão embora se este tumor avança e toma a minha vida”.

Johnson reconhece a tentação de Maynard de acabar com a sua vida “em seus próprios termos”. Ele admitiu que também desejou algumas vezes que o câncer acabasse com a sua vida rapidamente para terminar o sofrimento, e que esperava ser curado do câncer por um milagre.

Ter recebido este tempo adicional para viver provou agora ser um milagre em si mesmo, disse Johnson. De fato, ele experimentou “incontáveis milagres” através da sua doença.

Na sua preparação para o sacerdócio, Johnson foi capaz de servir outras pessoas com doenças terminais, e aprendeu que “o sofrimento e a dor de coração que faz parte da condição humana não tem que ser desperdiçado e interrompido por medo ou procurando controle em uma situação aparentemente incontrolável”.

“Este é, provavelmente, o milagre mais importante para mim”.

Evitar o sofrimento a todo custo, inclusive pagando o preço com a própria vida, é uma forma de tentar ter a situação sob controle “em meio da confusão”, mas ignora o valor redentor do sofrimento.

“Não procuramos a dor em si mesma, mas o nosso sofrimento pode ter grande significado se tentamos uni-lo à Paixão de Cristo e oferecê-lo pela conversão ou intenções dos outros”.

Johnson disse que ao acabar com a sua vida prematuramente, Maynard perderá os “momentos mais íntimos da sua vida” em troca de uma opção mais rápida “que está mais focada em si mesma que em qualquer outro”.

Na sua própria experiência, o seminarista suportou tristeza, mas também experimentou períodos de “grande alegria”.

“Ainda fico triste. Ainda choro. Ainda peço a Deus que mostre a Sua vontade através de todo este sofrimento e me permita ser Seu sacerdote se esta for a Sua vontade, mas sei que não estou sozinho no meu sofrimento”, disse, assinalando o apoio de sua família, amigos e da Igreja.

Johnson disse que continuará rezando por Maynard em sua doença, para que ela “entenda o amor que todos temos por ela antes que acabe com a sua própria vida”.

Se ela deixar de lado a ideia de suicidar-se e escolher lutar contra a doença, ela seria “um exemplo incrível e inspiração para outras inúmeras pessoas que estão na mesma situação”.

“Ela certamente seria uma inspiração para mim enquanto continuo a luta contra o meu próprio câncer”.

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1 novembro, 2014

Nova Evangelização segundo os Palotinos de Santa Maria, RS.

De acordo com a própria natureza, cada Universidade Católica oferece um importante contributo à Igreja na sua obra de evangelização. Trata-se dum testemunho vital de ordem institucional em favor de Cristo e da sua mensagem, tão importante e necessário nas culturas marcadas pelo secularismo ou onde Cristo e a sua mensagem não são ainda de facto conhecidos.

João Paulo II, Constituição Apostólica Ex Corde Ecclesiae sobre a Universidade Católica, 49.

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Fidelíssima a este chamado, bem como ao carisma do fundador da ordem que a mantém, São Vicente Palotti, a Faculdade Palotina de Santa Maria, RS, promove a seguinte atividade cultural:

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19 outubro, 2014

Cidade do Texas aprova leis que analisam sermões de padres e pastores contra gays e enfrenta críticas.

Religiosos querem derrubar as normas e processam agora a prefeita, que é lésbica.

O Globo – RIO – Houston, a quarta maior cidade dos Estados Unidos, vive uma batalha nos tribunais que pode indicar como o país deve se comportar no futuro em relação aos direitos homossexuais e transgêneros. O alvo da disputa são leis em vigor desde junho deste ano preveem o exame de sermões de padres e pastores para saber se eles discriminam o público LGBT em todo o Texas. As normas agora estão sendo contestadas na justiça pelos religiosos.

As leis foram parcialmente aprovada em junho por Annise Parker, prefeita de Houston que é lésbica, mas encontrou forte oposição nos círculos religiosos. Líderes de igrejas formaram uma coalizão chamada Alliance Defending Freedom (ADF), que entrou com uma ação contra a cidade e a própria Parker. Um escritório de advocacia que representa quatro pastores argumenta que as medidas são “demasiado ampla, demasiado morosos, ofensivo e vexatório”.

A advogada Christina Holcomb chegou a tachar as normas municipais de “uma inquisição projetada para abafar qualquer crítica”.

- Comentário político e social não é um crime. Ele é protegida pela Primeira Emenda – disse ela ao jornal inglês The Independent.

Membros da ADF argumentam ainda que a cidade está exigindo que pastores que nem fazem parte do processo entreguem seus sermões e outras comunicações para saber se eles estão fazendo críticas ao poder municipal.

- Vereadores deveriam ser funcionários públicos, e não senhores do ‘Big Brother’ que não toleraram a dissidência ou desafio. É uma caça às bruxas, e estamos pedindo ao tribunal para colocar um fim a isso – afirmou o advogado Erik Stanley.

A prefeita Annise Parker vive desde os anos 1990 com Kathy Hubbard, parceira com quem tem dois filhos adotivos. Parker assumiu o cargo no Texas em 2009:

- Esta eleição mudou o mundo para gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros comunidade.

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