Posts tagged ‘Atualidades’

maio 18, 2012

Jornal do Vaticano explica a ‘canonização equivalente’ de Santa Hildegarda de Bingen.

Catholic Culture | Tradução: Fratres in Unum.com - O L’Osservatore Romano explicou o processo pelo qual o Papa Bento XVI declarou Santa Hildegarda de Bingen como santa.

O anúncio do Papa, em 10 de maio, foi um caso de “canonização equivalente,” explicou o jornal do Vaticano. O processo foi instituído no século XVIII pelo Papa Bento XIV. Ela ocorre “quando o Papa vincula a Igreja como um todo para que observe a veneração de um Servo de Deus ainda não canonizado pela inserção de sua festividade no calendário litúrgico da Igreja universal, com Missa e Ofício Divino”.

Uma “canonização equivalente” geralmente ocorre — como no caso de Santa Hildegarda de Bingen — quando a veneração do santo já está bem estabelecida nas tradições da Igreja, porém, por diversos motivos o processo formal de canonização não foi concluído. Outros santos que foram canonizados por esta forma incluem os santos Bruno, Margarete da Escócia, Estevão da Hungria e Wenceslaus, observou o L’Osservatore Romano.

maio 17, 2012

Faleceu o Bispo mais idoso do mundo.

Kreuz.net | Tradução: Fratres in Unum.com – Itália. Faleceu no último domingo o bispo vietnamita Antoine Nguyen Van Thien (106), em Nizza, noticiou o diário vaticano ‘Osservatore Romano’. Mons. Van Thien era o bispo mais velho do mundo. Ao todo ele sobreviveu a nove Papas. Atualmente o bispo vivo mais idoso é o Mons. Francis Hong Yong-ho (105) de Pjöngjang na Coréia do Norte.

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maio 9, 2012

Pobre França.

Marroquinos e argelinos comemoram a eleição do socialista François Hollande.

Marroquinos e argelinos comemoram a eleição do socialista François Hollande.

Dois números curiosos e interessantes sobre a eleição presidencial francesa do último domingo: 93% dos eleitores mulçumanos votaram em François Hollande, candidato socialista, e 80% dos católicos praticantes votaram em Nicolas Sarkozy, considerado como “direitista”. Na França, o número de mulçumanos já é mais ou menos o dobro do de católicos praticantes. Há menos gente aos Domingos nas igrejas que às sextas nas mesquitas. Já um influente Padre tradicionalista francês afirmou a este editor que a disputa se tratava, no fim das contas, entre um socialista declarado (Hollande) e outro enrustido (Sarkozy), o que o motivaria a ficar em casa no domingo. Na França, o voto não é obrigatório.

Créditos: Lavras Resiste!

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maio 9, 2012

“Habitare fratres in unum”.

Arquidiocese do Rio – Nesta quarta-feira, 9 de maio, o Papa Bento XVI nomeou o cônego Roque Costa Souza, 45 anos, bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro. O Santo Padre acolheu a solicitação do arcebispo Dom Orani João Tempesta de poder contar com a colaboração de mais um bispo auxiliar.

Sua ordenação episcopal já está marcada para o dia 23 de junho de 2012, sábado, às 8h30, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Rio de Janeiro.

A data escolhida, às vésperas da festa de São João Batista, é uma homenagem, ‘um presente’, ao nosso arcebispo Dom Orani, que aniversaria nesse dia e será o principal consagrante, declarou cônego Roque.

Até a nomeação, cônego Roque exercia na Arquidiocese do Rio, onde é incardinado, os ofícios de reitor do Seminário São José, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé e capelão da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Eu quero viver o ministério apostólico no serviço e dedicação aos irmãos. O lema escolhido em oração: “Habitare fratres in unum” (Sl 133,1) quer ser a expressão da minha missão. Quero estar em união com Dom Orani, os bispos auxiliares e meus irmãos sacerdotes com amizade fraterna. Continuarei a servir o Povo de Deus com muita alegria, afirmou cônego Roque.

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maio 9, 2012

Cápsulas com pó de carne humana são encontradas na Coreia do Sul.

“Simultaneamente, aumenta [em nossa época] a consciência da eminente dignidade da pessoa humana, por ser superior a todas as coisas e os seus direitos e deveres serem universais e invioláveis…” (Gaudium et Spes, 26).

UOL – A polícia da Coreia do Sul divulgou nesta terça-feira (8) imagens de cápsulas produzidas com pó de carne humana apreendidas pela alfândega do país. As cápsulas, que segundo as autoridades policiais, são contrabandeadas da China, seriam produzidas a partir de bebês mortos. Os consumidores acreditavam em supostas propriedades medicinais do produto e afirmaram não saber se tratar de carne humana.

Segundo a alfândega sul-coreana, as cápsulas foram feitas no nordeste da China a partir de bebês cujos corpos foram cortados em pedaços pequenos e secos em estufas antes de virar pó.

As autoridades, porém, não informaram o local exato de origem das cápsulas nem quem as produziu. Segundo a agência de notícias Associated Press, isso ocorreu para evitar problemas diplomáticos com a China. As cápsulas de carne humana continham bactérias.

Introduzir estes comprimidos no país viola a lei que proíbe produtos que “ferem a dignidade humana e os valores”, declarou à AFP Kim Soo-Yeon, um funcionário da alfândega.

No ano passado, oficiais chineses iniciaram uma investigação sobre a produção de cápsulas com carne de bebês recém-nascidos e fetos, após uma denúncia feita pela TV sul-coreana SBS que acusou empresas farmacêuticas da China de colaborarem com clínicas de aborto para produzir o material.

Desde agosto de 2011, a alfândega sul-coreana descobriu 35 tentativas de contrabando de mais de 17.450 cápsulas desse tipo disfarçadas de outros medicamentos. A maioria chega escondida em enchimentos falsos de bagagens e bolsas apreendidas em aeroportos.

Chineses de etnia coreana, que moram na Coreia do Sul, são apontados por um funcionário da alfândega como responsáveis pelas tentativas de entrar com essas cápsulas no país.

Ainda segundo esse funcionário, todas as cápsulas encontradas nesta segunda (7) foram apreendidas, porém ninguém foi preso porque as quantidades eram pequenas e se destinavam ao consumo próprio, e não à comercialização.

Ainda segundo a polícia da Coreia do Sul, as cápsulas costumam chegar de cidades ao norte da China, como Yanji, Jilin, Qingdao e Tianjin.

Além do aspecto ético, a Alfândega alerta para o perigo de bactérias e outros organismos prejudiciais que podem estar presentes nestas pílulas, que de acordo com o jornal Chosun Ilbo, são vendidas entre 40.000 e 50.000 wons cada (de 27 a 34 euros).

Ao ser notificado da nova apreensão, Deng Haihua, porta-voz do ministro da Saúde chinês, disse à agência de notícias chinesa que o país vai reabrir as investigações para apurar a produção das cápsulas. (Com Associated Press e AFP)

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maio 8, 2012

Cardeal Raymond Burke pede oração pela reconciliação com a FSSPX.

Kreuz.net | Alemanha. Na terça-feira o Prefeito da Assinatura Apostólica, Cardeal Raymond Burke, celebrou uma Missa Solene no rito antigo na localidade de Santa Maria di Leuca – na Província Lecce – no sul da Itália, informou o sítio francês ‘Forum Catholique’. O cardeal convocou os católicos a rezarem pela reconciliação com a Fraternidade São Pio X. O Cardeal Burke vê a atual renovação da liturgia primeiramente como o início de um desenvolvimento.

maio 8, 2012

Mesmo os amigos do Papa desconfiam um pouco dos “lefebvristas”.

Por John L. Allen Jr. | Tradução: Fratres in Unum.com

Roma – Mesmo nos círculos mais simpáticos à leitura do Concílio Vaticano II feita pelo Papa Bento XVI, parece haver um pouco de ansiedade rondando o que pode significar trazer à comunhão os maiores críticos do Concílio, a tradicionalista FSSPX.

Ao menos, alguns dos defensores do papa parecem acreditar que um claro sinal de adesão ao CVII deve ser o preço do retorno.

Recentemente, esta impressão veio à tona durante uma conferência sobre o 50º aniversário do CVII realizada nos dias 3 e 4 de maio na Universidade Santa Cruz, dirigida pelo Opus Dei.

Após o CVII, a fraternidade tradicionalista – popularmente conhecida como “lefevristas” por causa do fundador, o finado arcebispo francês Marcel Lefebvre – rompeu com Roma em função das mudanças na liturgia e dos ensinamentos do Concílio a respeito do ecumenismo, do diálogo inter-religioso e da liberdade religiosa.

Em meados de abril, porém, a FSSPX assinou um preâmbulo doutrinal submetido pelo Vaticano como pré-condição para a reintegração. Isso poderia abrir o caminho para findar o único cisma formal ocorrido depois do Vaticano II, talvez como uma prelazia pessoal ou outra estrutura eclesial que permita aos lefevristas certa autonomia.

A conferência na Universidade Santa Cruz, com o tema “Vaticano II: o valor permanente de uma reforma para a nova evangelização” foi, em grande parte, uma reunião de pensadores vigorosamente empenhados na “hermenêutica da continuidade” do Papa Bento XVI para a interpretação do Concílio, notoriamente delineada em seu discurso de dezembro de 2005 à Cúria Romana.

Como o papa, vários palestrantes se distanciaram de leituras opostas que colocam, de acordo com eles, demasiada ênfase no CVII como algo que deixou de lado, ou modificou, práticas ou ensinamentos católicos anteriores.

Porém, na medida em que estes temas foram se desenvolvendo, certa ansiedade em relação aos lefevristas veio à tona. Isso de deu de forma indireta, certamente nunca tomando uma posição de oposição à reintegração [da FSSPX], mas tal ansiedade foi inequívoca.

O padre da Opus Dei, pe. Johanner Grohe, um historiador eclesiástico da Universidade Santa Cruz, pesquisou vários esforços feitos durante e após o CVII para colocar em dúvida a autoridade do concílio tanto por parte de teólogos progressistas – que argumentavam que  o CVII não era verdadeiramente “ecumênico”, pois os Ortodoxos e os Protestantes não foram representados – quanto de  críticos tradicionalistas – que apresentavam o CVII como meramente “pastoral” e, portanto, sem caráter obrigatório nas questões de fé.

De maneira ampla, pe. Grohe defendeu a autoridade do CVII, insistindo que seu ensinamento é “obrigatório” e “deve ser aceito por aqueles que querem entrar em comunhão com a Igreja Católica”.

Grahe finalizou sua palestra com um chamado a uma “profissão de fé” que explicitamente inclua os ensinamentos do CVII para qualquer pessoa que queira unir-se à Igreja.

“No diálogo com aqueles que gostariam de entrar na Igreja Católica, é impossível não pedir ‘uma adesão de fé teológica às afirmações do CVII que lembram as verdades da fé’,” afirmou Grohe, citando uma frase de outro padre da Opus Dei, monsenhor Fernando Ocáriz, que fez parte do time de negociação com os Lefevristas.

Os Lefevristas, evidentemente, são o grupo mais famoso que atualmente está envolvido num diálogo sobre sua entrada na Igreja.

Grohe argumentou que uma “profissão de fé”, um modo histórico de encapsular o cerne das crenças que alguém deve possuir para ser considerado católico, poderia ser atualizada com uma referência ao CVII.

“Uma profissão de fé que abarque uma tradição conciliar desde Nicéia até o CVII deixaria claro que os ensinamentos do último concílio estão inseridos da longa e frutífera história do magistério da Igreja”, afirmou Grohe.

Uma defesa ainda mais radical de parte do legado do CVII veio do padre franciscano David Maria Jaeger, ao falar sobre o documento conciliar Nostra Aetate, a respeito das religiões não cristãs.

Um veterano das negociações vaticanas com Israel sobre os impostos e a situação jurídica das propriedades da Igreja, Jaeger hoje atua como juiz na Rota Romana, a principal corte do Vaticano.

Jaeger lembrou do ensinamento do documento sobre o judaísmo, incluindo sua feroz rejeição ao anti-semitismo. Este também tem sido um ponto de discordância com os lefevristas; quando Bento XVI levantou as excomunhões dos quatro bispos tradicionalistas em janeiro de 2009, houve uma comoção mundial relacionada com os comentários feitos por um destes bispos em que questionava a realidade do Holocausto.

Jaeger afirmou, na conferência da Universidade Santa Cruz, que “um real e preocupante” problema com a recepção da Nostra Aetate tem sido “uma tendência, aqui e ali dentro do Catolicismo, de olhar com tolerância grupos marginais de exagerada visibilidade midiática que verdadeiramente denunciam a doutrina do concílio”, afirmou Jaeger.

Apesar de Jaeger não ter mencionado os Lefebvristas, ele expressou preocupação sobre as condições sob as quais qualquer pessoa que tenha dúvidas sobre o CVII possa achar o caminho de volta à Igreja.

“É obrigatório aqui expressar a viva esperança de que tal tolerância seja sempre firmemente rejeitada”, disse, “e que nós não nos contentemos com uma quase-adesão que é somente um engodo, acompanhada por óbvias reservas mentais e verbais ao ensinamento do CVII em geral e do Nostra Aetate em particular”.

No resto de seu discurso, Jaeger rejeitou várias leituras da Nostra Aetate, populares entre os teólogos católicos progressistas – por exemplo, que ela reconheceria a revelação em outras religiões como “paralela ou complementar” ao Cristianismo, ou que apresentaria o Judaísmo como um “meio paralelo de salvação para os judeus”, enquanto o Cristianismo seria somente para “os gentios”.

Espalhar tais idéias, argumentou Jaeger, torna inevitável que sempre que líderes da Igreja lembrem a doutrina oficial nestes pontos, muitos judeus vejam isso como um recuo à Nostra Aetate – que, insistiu, não seria o caso pois, de acordo com ele, o documento nunca desejou propor estes dois pontos.

Neste contexto, o evento da Santa Cruz sugere que não são somente os suspeitos de sempre, ou seja, os críticos do Vaticano ou do papado de Bento XVI , que se perguntam sobre o preço que poderia ser pago para receber os Lefebvristas de volta. Também aí se incluem alguns amigos de Bento XVI.

maio 7, 2012

Padre Legionário ao antigo Núncio do México: “Continuam ensinando impunemente aos seminaristas em Roma que Maciel foi um profeta…”.

Para Sua Excelência Justo Mullor
(ex Núncio Papal para o México)
Piazza della Minerva, 74,
00186, Roma, Itália

22 de abril de 2012.

Caro Monsenhor Justo,

Cheio de vergonha li a recente entrevista onde o senhor descreve as calúnias e as mentiras as quais foi submetido pelas mãos de minha congregação religiosa, a Legião de Cristo. Apesar de eu ser somente um membro qualquer, meu pedido de perdão talvez não tenha muito valor, mas, de qualquer maneira, lhe peço desculpas pelo que o senhor padeceu por culpa do padre Maciel e de seus colaboradores.

Apesar dos esforços do papa, do Monsenhor De Paolis e de um pequeno grupo de legionários, não conseguimos banir o macielismo da congregação e aqueles que cometeram todo o tipo de abusos, de difamações, de irregularidades canônicas e administrativas continuam a ser encobertos. De fato, a maioria da cúpula macielista segue governando a Legião, usando os mesmos truques aprendidos com o fundador: eleições falsificadas, meias verdades, esclarecimentos fraudulentos às autoridades Vaticanas, falta de transparência nas questões econômicas e, sobretudo, uma cegueira com relação a todos os que foram feridos pelos crimes deste homem e de seu séqüito.

No entanto, continuam ensinando impunemente aos seminaristas em Roma que Maciel foi um profeta, continua a existir um voto de “humildade” onde os religiosos juram diante de Deus que delatarão seus irmãos [que ousam duvidar ou criticar].

Pediu-se à Secretaria de Estado, numa carta de 3 de novembro de 2010, que se estabelecesse uma comissão da verdade para que, de uma vez por todas, se investigasse as maldades do macielismo e se fizesse justiça aos que foram prejudicados. Esperava-se que aqueles que acobertaram Maciel dentro da congregação e dentro do Vaticano fossem destituídos. Infelizmente, a sugestão não foi considerada oportuna e a maioria dos signatários da carta abandonou a congregação. Assim, casos como o do senhor e de outros legionários e eclesiásticos caluniados não serão esclarecidos.

Finalmente, Monsenhor Justo, só me resta agradecer ao senhor por ter tido o valor de enfrentar a corrupção de Maciel, por haver escutado as vítimas e por ter trazido o maior escândalo da Igreja Católica à luz. Compreendo que o senhor tenha pago um preço alto por sua lealdade à Igreja. Esperamos que a história e Ele, que é a “Luz do Mundo”, reconheçam e premiem o senhor abundantemente.

“Ex Igne Lux”.

Afetuosamente em Cristo,

Padre Peter Byrne, LC.

Original aqui. Tradução: Fratres in Unum.com

maio 3, 2012

Vaticano reforma Caritas International após crise institucional.

AFP – O Vaticano supervisionará de maneira mais rigorosa as atividades da Caritas International, que coordena 162 organizações de caridade no mundo, após uma série de problemas doutrinários, jurídicos e econômicos, informou nesta quarta-feira a Santa Sé.

A reforma da maior organização humanitária da Igreja Católica foi adotada por meio de um decreto, publicado nesta quarta-feira, e que entrou em vigor a partir do momento de sua publicação.

O decreto foi assinado pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, e aprovado de forma específica pelo papa Bento XVI no dia 27 de abril.

Com o decreto renova-se o âmbito jurídico da entidade, fundada em 1951, que presta assistência a cerca de 24 milhões de pessoas em 200 países, sem levar em conta a raça ou a religião, e dá emprego a 40 mil pessoas remuneradas e a 125 mil voluntários.

“Com as novas regras, nosso trabalho humanitário de assistência e desenvolvimento será modernizado a serviço das populações mais pobres”, escreveu no site da entidade o presidente da Caritas International, o cardeal hondurenho Oscar Rodríguez Maradiaga.

O decreto vaticano estabelece que o Pontifício Conselho “Cor Unum” (responsável pelas obras de caridade da Igreja) e a Secretaria de Estado do Vaticano ficam responsáveis pela aprovação de todo texto doutrinário ou moral da entidade.

Uma comissão de assistentes e um assessor eclesiástico também deverão promover “a identidade católica” da Caritas International.

As contas elaboradas pelo tesoureiro deverão ser aprovadas pela Santa Sé, com o objetivo de alcançar a transparência financeira, promovida em todos os organismos do Vaticano.

O cardeal africano Robert Sarah, presidente da Cor Unum, esclareceu que a Santa Sé “tem o dever” de seguir as atividades da Caritas, de modo que sua mensagem seja divulgada de forma coerente com o magistério da Igreja.

“A Caritas deve ser porta-voz de uma visão antropológica sã” frente à comunidade internacional, disse.

No ano passado, o Papa convidou a Caritas a defender “os valores não negociáveis” da Igreja e a promovê-los em todas as instâncias internacionais de modo a “não cair em ideologias nocivas”.

Para a Igreja, a Caritas International não é formada por uma série de organizações não governamentais e deve respeitar seus princípios básicos, como a defesa da vida desde sua concepção até sua morte natural, assim como o não ao aborto, à eutanásia e ao uso do preservativo.

No ano passado surgiram tensões dentro da entidade, já que alguns setores consideram prioritária a ajuda no local mais que a evangelização.

Em maio de 2011, a então secretária-geral, a inglesa Lesley-Anne Knight, considerada muito independente, não foi confirmada em seu cargo.

Interrogado pela AFP, o novo secretário-geral, o francês Michel Roy, elogiou a reforma da entidade, já que permitirá uma maior interação entre Cúria e Caritas e reforça “a dimensão eclesial” da entidade.

Nos novos estatutos se especifica que a Caritas International está a serviço dos membros da confederação, assim como da Santa Sé.

maio 3, 2012

Faleceu o Padre Rufus, conhecido exorcista ligado à Renovação Carismática.

Canção Nova Notícias – O sacerdote indiano Padre Rufus Pereira faleceu na madrugada dessa quarta-feira, 2, de parada cardíaca durante o sono. A informação foi divulgada nesta quinta-feira por sua secretária pessoal, Érika Gibello.

O padre estava em sua residência em Londres, na Inglaterra, durante esta semana e aparentava estar bem, segundo divulgou a Irmã Kelly Patrícia, do Instituto Hesed, em suas redes sociais. A religiosa esteve com ele no último sábado, 28, e disse que ele “estava radiante, muito feliz”.

O corpo de padre Rufus permanecerá na Inglaterra até que terminem os preparativos para levá-lo à Índia, onde será sepultado. A data ainda não foi divulgada.

Padre Rufus completaria 79 anos, neste domingo, 6, e era conhecido no mundo todo por seu ministério de exorcismo. Ele foi vice-presidente da Associação Internacional dos Exorcistas e iniciou a Associação Internacional para o ministério de libertação.

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