Posts tagged ‘Atualidades’

23 julho, 2014

Nova catedral em estilo tradicional emociona fiéis nos EUA.

Por Luzes de Esperança - A diocese de West Raleigh, nos EUA, deu a conhecer o projeto de sua nova catedral. O bispo diocesano, D. Michael Burbidge, explicou que o plano corresponde aos desejos dos paroquianos e por isso atraiu o apoio econômico da comunidade, informou “News Observer.com”.

A catedral do Santíssimo Nome de Jesus, de fato, desafia o “politicamente correto” em arquitetura religiosa e não se inscreve na categoria dos prédios qualificados de “feios como o pecado” pelo arquiteto Michel S. Rose.

Projeto aprovado da nova catedral de West Raleigh, Carolina do Norte, EUA

Projeto aprovado da nova catedral de West Raleigh, Carolina do Norte, EUA

A nova catedral será construída em estilo neorromânico, evocativo do românico medieval, e custará por volta de U$ 41 milhões.

É muito pouco se comparado com as extravagantes catedrais feitas no “espírito do Concílio Vaticano II”, da “Igreja pobre” e “aggiornata”, como por exemplo, as projetadas pelo engenheiro Calatrava, hoje às voltas com a Justiça por ganhos indevidos.

O bispo diocesano sempre disse que faria a catedral que o “povo de Deus nos permitiria construir”. E o povo de Deus recusou os engenhos futuristas com ar de qualquer coisa menos de Casa de Deus.

D. Burbidge acrescentou que os fiéis já contribuíram com 75% do orçamento e que a catedral começará a ser erguida no mês de dezembro num terreno de 39 acres. Sua construção levará dois anos.

Projeto do interior da nova catedral de West Raleigh

Projeto do interior da nova catedral de West Raleigh

A catedral do Santíssimo Nome de Jesus, com capacidade para 2.000 fiéis sentados, substituirá a venerável e simpática Catedral do Sagrado Coração, que com sua capacidade para 300 pessoas é a segunda menor catedral do país, comparando-se a uma bela capela.

Uma grande torre com sinos e um largo conjunto de dependências completa o projeto.

Os planos da catedral são do arquiteto James O’Brien, da O’Brien and Keane, estúdio que desenhou em estilo definidamente românico a igreja de Santa Catarina de Siena, em Wake Forest, muito apreciada pelos fiéis.

A nova igreja de Santa Catarina de Siena, teve efeito inspirador para os arquitetos

A nova igreja de Santa Catarina de Siena, teve efeito inspirador para os arquitetos

Mas o povo preferia um projeto anterior, ainda mais grandioso em tamanho e beleza, também em estilo tradicional com notas medievais.

Talvez a ojeriza modernista a despesas elevadas – neste caso justificadas e arcadas pelo povo – tenha pesado na decisão do bispo diocesano.

Os fiéis acham que um projeto majestoso seria mais sensato, considerando-se a rápida expansão do catolicismo na região leste do estado de Carolina do Norte, onde fica a diocese.

Os católicos diocesanos registrados somam atualmente 214.000 e a projeção é que seu número duplique em menos de 20 anos, glosou D. Burbidge.

“A coisa mais linda que ouvimos é que o povo julga que precisamos uma igreja grande”, disse.

Interior da nova igreja de Santa Catarina de Siena

Interior da nova igreja de Santa Catarina de Siena

A diocese desejou criar uma catedral bela, fora do tempo. Portanto, não comparável às igrejas modernas que se sobressaem pela extravagância, que logo ficam desagradavelmente velhas e são desertadas pelos fiéis.

No projeto final foi acentuada a forma de Cruz do conjunto e incorporados antigos vitrais e estações da Via Sacra recuperadas de antigas igrejas de Philadelphia, onde o modernismo vem fechando as igrejas históricas, nas quais a fé está impressa na arte, e, em consequência, afastando os fiéis da prática religiosa.

A antiga catedral será preservada como paróquia. Seu nobre estilo é bem recebido numa região pobre.

Henry Zaytoun Jr., fiel da diocese, lembrou-se da época em que todos os fiéis cabiam num só local, e se emocionou considerando que uma tão grande catedral agora é necessária. “Nós achamos que é uma grande graça e uma honra participar de algo como isto”, acrescentou.

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18 julho, 2014

Padre austríaco menciona inferno e purgatório aos alunos: diocese, então, o proíbe de lecionar.

Por Rorate-Caeli | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.comThomas Ladner (na foto) é um sacerdote austríaco de 36 anos de idade, que geralmente veste batina e auxilia na paróquia de Stans, no Tirol, uma cidadezinha de 1.500 habitantes, onde também ensina religião em uma escola primária. Antes do final do ano letivo, ele foi informado da suspensão de sua licença para lecionar pela diocese de Innsbruck. A falta do padre, de acordo com o gabinete da escola diocesana, teria sido a de falar a seus jovens alunos sobre Os Novíssimos, entre os quais ele mencionou o inferno e o purgatório, “lições que não são adequadas a crianças de sua faixa etária”; de ter abordado temas sobre a família em “termos que não são mais atuais” e de ter usado “linguagem retórica,” ou melhor, muito tradicional.

A reação desta vez veio dos próprios paroquianos, que apreciam a maneira humana e o trabalho pastoral do Padre Ladner, sobretudo, com os jovens. Os pais lançaram um petição, enquanto o prefeito escreveu uma carta dura à Cúria reclamando a respeito da agitação na cidade causada por essa “decisão inaceitável.”

A história foi noticiada em um jornal local, o Tiroler Tageszeitung. Porém, apesar do clamor, a diocese e o bispo, Dom Manfred Scheuer, até agora, não demonstraram quaisquer sinais de terem mudado de ideia.

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17 julho, 2014

“O crucifixo é obrigatório”, diz o prefeito de Pádua.

Escolas e prédios públicos exibem símbolo doado pela cidade 

Por ANSA | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com- Pádua, 25 de junho – O prefeito de Pádua, no norte da Itália, declarou na quarta-feira que todos os prédios públicos devem exibir um crucifixo católico.

“Agora todo gabinete e toda escola receberão um belo crucifixo obrigatório doado pela cidade. Tirem as mãos do crucifixo ou vocês terão problemas”, escreveu o prefeito Massimo Bitonci, que pertence ao partido da Liga do Norte Anti-imigrantes, em sua página no Facebook.

Ele também postou uma foto sua em 2009, sentado enquanto distribuía crucifixos gratuitos na cidade vizinha de Abano Terme, onde uma escola pública removeu um crucifixo a pedido da família de um aluno.

Enquanto a Constituição de 1948 diz que a Itália é um Estado secular e que todas as religiões são iguais perante a lei, o governo nunca ab-rogou explicitamente os decretos que tornam os crucifixos obrigatórios que datam o regime fascista precedente.

Consequentemente muitos hospitais, tribunais e escolas ainda exibem o símbolo católico.

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2 julho, 2014

Ser Católico é um crime contra a humanidade.

A história da Igreja é com efeito, nada mais que a amplificação da jornada terrena do Salvador: é como se ele vivesse o seu ministério no mundo como um longo processo pelo qual, sem motivo algum,  foi colocado no banco dos réus e, no final, injustamente condenado. Da mesma forma é com a Igreja consciente de exercer seu próprio ministério no mundo vivendo em seu interior a mesmíssima contradição. Andrea Torquato Giovanoli assim nos explica de modo surreal.  

Por Andrea Torquato Giovanoli – Papalepapale | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.comFazem filhos demais. E isto é anti-ecológico além do mais prejudicam a economia: a população mundial já cresceu em um número que extrapolou e continua em ritmo de crescimento, portanto é necessário reduzi-la ao invés de aumentá-la. Para manter todos esses filhos, frequentemente é necessário que a mulher trabalhe, mas porque ela terá que passar a maior parte de sua vida grávida, consequentemente deverá passar todo esse tempo em casa recebendo do Estado e tomando indevidamente o que poderia ser pago a mulheres disponíveis para uma carreira brilhante e que possuem muito mais mérito, mas que são forçadas a viver no desemprego por culpa de outros.

E não para por aqui…

São anti-democráticos e anti-liberais. Se opõem aos direitos fundamentais do homem pois são contra o aborto, a eutanásia e o divórcio. São contrários à emancipação da mulher, propõem a submissão, pois frequentemente mantém suas mulheres sob o jugo da reclusão ao lar, escravas destinadas à reprodução e a educação da prole.

E são sexófobos : praticam uma monogamia rigorosa e se opõem à liberdade sexual entre todos os gêneros e espécies. Além do mais, se opõem à contracepção e por isso favorecem à difusão de doenças e a proliferação de pessoas inválidas e portadoras de deficiências. De fato sustentam indivíduos inválidos enquanto ignoram ou se opõem abertamente ao diagnóstico prenatal para se selecionar os fetos problemáticos. E com isso impedem a construção de uma sociedade sadia e geneticamente controlada que não se tornará um grave ônus para a saúde pública.

As outras culpas…

A família festejada no Family Day de 2007

A família festejada no Family Day de 2007

Se poderia afirmar sem medo de errar que favorecem diretamente a geração de epidemias ao se reunirem todo final de semana em comunidades espalhadas de modo capilar sobre todo o território, reagrupando-se em procissões sem fim e pré ordenadas, amalgamando-se até mesmo em manifestações internacionais para responder à convocação de seu líder, expondo-se assim uns aos outros a uma grande possibilidade de contágio.

E de pensar que alguns deles pertencem à ordens religiosas que chegam ao absurdo de ir para países estrangeiros para entrar em contato direto com pessoas que sofrem de doenças gravíssimas como o ebola ou a lepra. Chamam isso de “assistência aos necessitados”. Mas o que poderia se esperar de gente que joga seus próprios inválidos em trens reservados para conduzi-los a lugares particulares de culto, em excursões organizadas que não servem pra outra coisa senão misturar doentes de toda espécie e nacionalidade!

Sempre doutrinados…

Madre Teresa com um doente - inimiga do gênero humano também ela?

Madre Teresa com um doente – inimiga do gênero humano também ela?

São subversivos. Se agarram a dogmas obtusos e anti-humanos construídos sob medida para subtrair todo e qualquer prazer da vida. Porque, se você for ver aqueles que afirmam a obedecer rigorosamente aqueles mandamentos emerge claro como o dia que eles são masoquistas dedicados à negação da liberdade mais básica da carne e do espírito. Se reúnem em “movimentos” de doutrinação cega das gerações mais jovens enquanto escondem seus princípios medievais.

Alguns desses movimentos chegam a se ocupar da política buscando infiltrar seus membros no governo das nações. Pretendem se referir à leis que consideram superiores às do Estado chamando-as de “direito natural”, mas que não passa de um pretexto para se oporem àquela regra santa da evolução que está em contraste com os seus supostos valores. É tanto assim que quando as normas de um bom governo não seguem a linha de seu pensamento, eles se revoltam, organizam manifestações que fingem ser pacíficas e fazem recurso à uma perniciosa desobediência que eles propagam sob o nome de “objeção de consciência”!

Por uma sociedade “sadia”.

Por esse e tantos outros motivos que não estamos aqui apenas para expô-los. Essa gente precisa ser reduzida a um estado inofensivo completo. Se faz necessária uma tomada de posição forte pra dobrar esses indivíduos socialmente perigosos à suprema idéia do pensamento moderno. Esses assim ditos “cristãos” são uma seita deletéria que há muito tempo empestam imperturbados a sociedade ocidental. Devemos acabar de uma vez por todas com a sua proliferação; precisam ser identificados e marginalizados, se não quiserem sucumbir às leis da oligarquia dominante, eliminá-los por qualquer meio!

Isso é urgente para o bem estar da sociedade de hoje e do futuro: colocar um fim nesta arcaica comunidade de revolucionários para que nunca mais perturbem a evolução de uma sociedade sadia, próspera e iluminada. O mundo contemporâneo deve se unir e se encarregar desta pesada responsabilidade em defesa dos povos e da Mãe Terra: extirpar definitivamente tal comunidade de indivíduos que são um verdadeiro câncer de todas as épocas. Devem ser erradicados do mundo porque não são do mundo. E porque fedem.

 

 

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20 junho, 2014

O Japão promove e valoriza a sua história cristã.

Por Corrispondenza Romana | Tradução: Fratres in Unum.com * – O governo japonês anunciou a criação de um novo site inteiramente dedicado ao cristianismo japonês. O site, http://www.oratio.jp, no momento apenas em japonês, em breve terá uma versão em inglês e coreano.

Um dos objetivos principais do projeto é dar visibilidade às riquezas do Japão cristão procurando, assim, para o ano de 2016 obter o reconhecimento por parte da UNESCO como “patrimônio da humanidade”. Os locais de interesse histórico e artístico estão sujeitos à avaliação da organização internacional como um todo, sendo que 13 foram construídos entre os séculos XVI e XIX. Entre eles está a  Catedral da Oura, onde “reapareceram” os cristãos que sobreviveram à perseguição do governo. De acordo com declarações feitas a “AsiaNews” por Dom Joseph Mitsuaki Takami, arcebispo de Nagasaki, a decisão do governo japonês de tornar público a presença dos cristãos em Nagasaki não tem nada a ver com religião, mas diz respeito sobretudo à economia e turismo: “É um gesto que não está intimamente relacionado com a Igreja, mas é ainda importante. A economia é útil quando ajuda o homem a realizar coisas de valor, e nós aceitamos esse paradigma, mas sempre colocando-o em segundo lugar. Em primeiro lugar está, e sempre estará, o trabalho missionário e de evangelização do país.”

Após o anúncio da abertura em janeiro de 2015 de um museu dedicado ao “Kakure Kirishitan”, os “cristãos ocultos”, que durante dois séculos foram forçados a cultivar a sua fé na clandestinidade para escapar da perseguição, a criança do site dedicado a divulgar a presença cristã em Nagasaki confirma a intenção do governo japonês de dar a conhecer e promover a sua história cristã. Além dos reais motivos e interesses econômicos, estas iniciativas têm o mérito de lançar luz sobre as belezas arquitetônicas florescidas com o cristianismo e dar testemunho dos muitos cristãos martirizados no percurso da evangelização do Japão.

* Nosso agradecimento a um caro amigo pela tradução fornecida. 

 

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12 junho, 2014

Padre é afastado de igreja após abençoar casal gay em Goiânia.

G1 – Uma bênção concedida a um casal gay motivou o afastamento do padre César Garcia de suas atividades na Paróquia São Leopoldo, em Goiânia. A decisão foi comunicada a ele na terça-feira (10) pelo arcebispo de Goiânia, dom Washington Cruz. O pároco deve permanecer ausente das atividades até que a Igreja Católica conclua um inquérito sobre o caso.

A medida é consequência da presença do religioso em um evento no último dia 20, quando dois arquitetos celebraram a união homoafetiva, que já dura 11 anos. César Garcia foi um dos convidados para a celebração na residência do casal.

Padre César relata que esteve no local como amigo dos arquitetos, e não como representante da Igreja Católica. Ele disse que, inclusive, não utilizava batina e estava vestido como uma pessoa comum.

“Eles não pediram sacramento, não pediram nada disso, pediram uma oração”, afirma. O padre relata ter rezado o Salmo 83 da Bíblia e feito um discurso sobre “a grandeza do amor e o respeito às pessoas”.

Porém, fotos da celebração, que mostravam a presença do padre, foram publicadas em redes sociais e repercutiram entre os membros mais conservadores da Igreja. Um processo canônico no Tribunal Eclesiástico de Goiânia foi aberto para investigar o caso. Antes que a investigação fosse concluída, entretanto, o clero determinou o afastamento do padre por tempo indeterminado.

Surpreso com a repercussão do caso, o arquiteto Leo Romano explicou ao G1 que o objetivo da presença de César Garcia na cerimônia era o de abençoar a residência do casal. “Em momento nenhum se falou essa palavra casamento, não houve aliança, entrada de padrinho. Foi uma celebração de amor”, diz.

Por outro lado, para a Igreja, a presença do padre deu margem para interpretações errôneas da intenção dele e do casal. “A presença de uma pessoa, ainda que silenciosa, diz alguma coisa. E nesse sentido, a presença do padre César não é uma presença indiferente, ainda que não tivesse dito nada. E, certamente, dentro dessas circunstâncias, essa presença vai contra as convicções da Igreja Católica”, afirma o padre e professor de teologia moral Luiz Henrique Brandão, representante da Arquidiciose de Goiânia.

“Nesse caso, se houver possibilidade de confusão, é melhor que aquela bênção não fosse feita justamente para se evitar em quem recebe e em quem participa dela, uma confusão”, completa.

Entretanto, padre César defende que a bênção não deveria ser punida. “Nós entendemos que todos somos filhos de Deus e merecemos uma benção. Não se nega benção a ninguém”, diz.

Segundo o padre Luiz, César e testemunhas serão ouvidos pelo caso. Ele afirma que a medida de afastamento não foi uma punição, mas “um ato que quer remediar e favorecer a resolução da situação”. Não há prazo para que o a Igreja conclua a investigação.

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7 junho, 2014

Ele está de volta! A nova bizarrice do Arcediago do Cabido de Campinas.

Cônego Luiz Carlos da Fonseca Magalhães, Arcediago do Cabido Metropolitano da Arquidiocese de Campinas, SP, em sua mais nova invencione litúrgica. Ele já passou pelo hall de Fratres in Unum em 2012, com sua Missa Palhaçada das crianças.

Estou convencido de que a crise na Igreja, pela qual passamos hoje, é causada em grande parte pela decadência da liturgia, que às vezes é concebida de uma maneira como se Deus não existisseisto é, que nela não importa mais se Deus existe e se Ele nos fala e nos escuta. Quando, porém, na liturgia não aparece mais a comunhão da fé, a unidade mundial da Igreja, o mistério de Cristo vivo, onde, então, ainda aparece Igreja, em sua essência espiritual? Aí a comunidade ainda celebra somente a si mesma, sem que valha a pena.

Cardeal Joseph Ratzinger

* * *

Correio Popular – Campinas, 5 de junho de 2014: Se depender de oração e fé, a Copa do Mundo é nossa. Em Campinas, um padre da paróquia Cristo Rei, no Jardim Chapadão, chama a atenção e tem arrancado sorrisos de fiéis e crianças que frequentam suas missas aos fins de semana. Ele costuma finalizar suas celebrações com uma batina diferente da habitual. Nos minutos finais da missa, ele troca a roupa eclesiástica, de cores protocolares, por uma adaptada com bandeiras do Brasil nas cores verde e amarelo. Impossível não se surpreender.

O padre Luiz Carlos Magalhães, da paróquia Cristo Rei, no Chapadão:

O padre Luiz Carlos Magalhães, da paróquia Cristo Rei, no Chapadão: “Todo mundo sabe que Deus é brasileiro”

“Essa é a intenção. Lembrar que as pessoas precisam viver também, além do espírito de comunhão a Deus, essa celebração da sociedade, que não é só brasileira, mas de todo o mundo. É hora de todos se divertirem e torcerem, apesar de tantos problemas que ocorreram pelo Brasil ter sido sede do mundial. Não adianta só ficar lamentando, é hora do espírito da alegria e da civilidade. Tento passar isso aos fiéis e às crianças, que podem mudar o futuro”, afirmou o padre Luiz Carlos Magalhães.

É a terceira Copa em que o paróco utiliza a batina durante as celebrações. “Em uma o Brasil levou o caneco (2002). Já na última (2010) foi feia a nossa participação”, lembrou. Agora o padre não arrisca adivinhar quem ganhará o Mundial, apenas se dispõe a torcer muito pela nossa seleção. “Temos um concorrente forte, já que o papa é argentino. Mas todo mundo fala que Deus é brasileiro, então acredito que levamos vantagem. Ainda mais com tantos fiéis torcendo”, brincou.

A ideia de criação da roupa é do próprio sarcedote. “Vi os dois tecidos e gostei. Imaginei que poderia usar em determinadas celebrações. Levei para uma costureira que a produziu”, disse. Entre as crianças a roupa é um sucesso. A intenção do padre era usar somente na missa infantil, aos sábados pela manhã, mas ele acabou colocando também nas celebrações normais. “No começo, principalmente os fiéis mais antigos torceram um pouco o nariz. Ao contrário dos mais jovens, hoje todos aceitam e vibram com o padre torcedor”, brincou. Na missa das crianças o paróco até improvisa o uso de cartões — como no futebol — para dar ensinamentos aos pequenos.

O padre Luiz afirmou que já jogou bola durante o período em que foi estudante, e hoje, aos 67 anos, se arrisca pouco entre os mais jovens. “Sempre adorei futebol e torço para o Guarani. Acredito que vamos passar por um momento único em nosso País, em que muitas pessoas de todo o mundo estarão nos prestigiando, é o momento de mostrarmos quem somos.”

Nos corredores e no entorno da paróquia os fiéis fazem fila para abraçar o padre torcedor. “Ele é único, tem um espírito muito alegre e que nos faz enxergar as coisas da melhor forma. Essa ideia da batina só nos faz sentir mais orgulho”, afirmou a dona de casa Franca Caruso, de 67 anos. “Quando ele aparece no final da celebração todo mundo cai na risada e até bate palma. Isso cria uma raiz de patriotismo em nossos corações”, afirmou a também dona de casa Rosa Luiza Fernandez, de 54 anos.

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4 junho, 2014

A maçonaria tem um papel importante no Clube Bilderberger, The Elders, Clube de Madrid…

O fundador de Noticias Globales, Mons. Juan Claudio Sanahúja, revela nesta entrevista pontos fundamentais para entender os objetivos da Nova Ordem Mundial e as verdadeiras pretensões da ONU. 

Por Religión en Libertad | Tradução: Fratres in Unum.com* – Juan Claudio Sanahúja nasceu em Buenos Aires em 1947 e obteve o doutorado em teologia na Universidade de Navarra em 1973. Foi ordenado sacerdote em 1972 e pertence ao clero da prelazia do Opus Dei. É autor de O Grande Desafio: a cultura da vida contra a cultura da morte; O desenvolvimento sustentável: a nova ética internacional; e Poder Global e Religião Universal.

Noticias Globales é uma referência para entender mais profundamente o que ocorre a nível mundial. Como nasceu a iniciativa? 

Noticias Globales nasceu em 1998. Era preciso informar: não se conhecia o mecanismo interno da ONU; se confundiam, por exemplo, as assembléias gerais ou as conferências internacionais com reuniões de comissões. Nós tínhamos muita informação e iniciamos o projeto.

À informação do boletim, acrescentamos os livros O Grande Desafio: a cultura da vida contra a cultura da morte, anterior ao começo do boletim; O desenvolvimento sustentável: a nova ética internacional; Poder Global e Religião Universal. Agora, está para sair uma edição corrigida e ampliada de O Grande Desafio.

Uma das insistências da modernidade é a grande ética laica mundial. É possível uma ética sem Deus?

É impossível que sem Deus se possa edificar uma ética sólida, a ética faz referência a princípios transcendentes e estes só podem vir de Deus. Há tentativas de edificar éticas laicas, mas estes projetos estão a serviço de ideologias neo-pagãs que, facilmente refutadas, ainda que com o apoio dos meios de comunicação (pareçam impor-se), terminam por cair deixando pessoas desvalidas, à deriva, que buscam acreditar em algo.

É compatível o respeito aos princípios inegociáveis com uma cosmovisão não-cristã?

Não é impossível, mas muito difícil. Há que se ter, por detrás, sempre uma cosmovisão transcendente. Eu diria que os princípios inegociáveis são fruto de uma visão judaico-cristã.

O que, na realidade, buscam os neo-malthusianos? Poderíamos dizer que a palavra que sintetiza os esforços da ONU é esterilidade?

A Organização Mundial da Saúde estabeleceu, no início dos anos 90, quando se apresentou o novo paradigma da saúde, que o cidadão da nova ordem mundial é o adulto são e produtivo. Os que são ou podem chegar a ser sãos e produtivos são os únicos que possuem direitos humanos. Todos que não alcancem este padrão/patamar devem ser deixados à margem da história, evitar que nasçam; e, se nascem, não investir em seu bem-estar nem um centavo. Desde este ponto de vista poder-se-ia dizer que os esforços da ONU se sintetizam na palavra esterilidade, ou, melhor, esterilidade seletiva.

Até que ponto a incorporação da mulher na vida profissional integra essa estratégia mundial de esterilidade?

Isto é evidente. Desde a Conferência de Dacca, em 1969, figura nos planos da Planned Parenthood a proposta do Presidente da Population Council, Dr. Berelson. Concretamente, as conclusões dessa conferência dizem: ”alterar a imagem da família, fazendo com que as mulheres se dediquem ao mercado de trabalho”. Desde logo, nestas conclusões também figura o fomento à homossexualidade. Estão há quase 50 anos trabalhando com estes objetivos.

O senhor fala muito de ecologismo. Qual a ameaça do ecologismo na antropologia modernista?

Para a ONU e outras organizações, o ecologismo é um bom substitutivo. Por exemplo, não se pode dizer às pessoas que não existem 10 mandamentos sem substituí-los por algo. Com a pressão dos meios de comunicação se pode inculcar/persuadir que uma pessoa que cuida de não jogar papel na rua, recicla o lixo ou se alimenta de determinada maneira se faz solidária com o mundo, com as gerações futuras e, no fim das contas, cuida do planeta e, nesta linguagem/mentalidade, quer dizer que se está justificado. E assim, a Terra ocupa o lugar de Deus.

Não quero dizer que não seja importante cuidar do mundo em que vivemos. Tem importância. Mas primeiro estão os Mandamentos da Lei de Deus.

Existe uma plano de governo mundial? A maçonaria é parte deste plano?

Os planos de governo mundial nos quais a maçonaria tem papel importante vêm desde a Primeira Guerra Mundial ou talvez um pouco antes.

Qual o papel do sionismo internacional neste plano?

Nestes planos se integram uma quantidade enorme do que se pode chamar de mesas de consenso e o sionismo pode influir em algumas delas. Precisamente, eu me deteria nas redes de organizações não-governamentais que marcam a agenda da ONU, por exemplo, no Clube de Madrid, Clube de Budapest, grupo The Elders, as mesas de consenso relacionadas à Carta da Terra, o grupo Bilderberger, a organização multi-religiosa Religiões para a Paz, e a United Religions Iniciative, o Foro sobre o Estado do Mundo, a Comissão de Governabilidade Global, e, é claro, o Conselho de Relações Exteriores, a União Internacional de Parlamentários, e poderíamos seguir.

Em todas, a maçonaria tem um papel importante, algumas destas organizações são mais dialogantes que outras, mas todas têm a mesma finalidade: concentrar o poder em poucas mãos abolindo as soberanias nacionais e instrumentalizar as religiões, isto é, colocá-las a serviço de seus próprios ditames.

O senhor crê que haja ingenuidade ou candura entre os católicos acerca do que representa a ONU?

Respondo citando Mons. Luigi Negri, arcebispo de Ferrara: vastíssimos setores católicos estão minados por ”demasiado irenismo há décadas, para os quais a preocupação fundamental não é nossa identidade, senão o diálogo a todo custo, estar de acordo com as posições mais distantes.”

”Este respeito a diversidade das posições culturais e religiosas, sustentado pela idéia de uma substancial equivalência entre as diversas posições e religiões, é o que faz o catolicismo perder sua absoluta especificidade. Um irenismo, uma abertura, uma vontade de diálogo a todo custo, recompensada da única maneira que o poder humano sempre recompensa estas atitudes desordenadas de compromisso: o desprezo e a violência.”

Por isso, o perigo está na situação interna da Igreja e não fora. Há muito, ouvi São Josemaria Escrivá dizer que ”se o mundo está em trevas, é porque a Igreja deixou de ser luz.”

Há uma busca exagerada pelo ”sinal dos tempos”, geralmente contrários à doutrina católica. Em vez de procurar a conversão das pessoas, pretendem que a Igreja se adapte a essas situações, às vezes lamentáveis, como a dos divorciados que voltam a se casar. Não digamos nada dos homossexuais, que parecem intocáveis.

De modo acrítico se aceita qualquer questão como verdadeira: os supostos dados dados/cifras catastróficos dos ecologistas; a falsidade dos números de mortes por aborto ou do contágio do vírus HIV. O que leva, também acriticamente, a juntar-se para uma causa comum que oculta metas iníquas como são os objetivos do milênio para o Desenvolvimento e a futura agenda para o Desenvolvimento Sustentável.

Essa estratégia globalista tem aliados dentro da Igreja Católica?

Sim, de uma maneira ou de outra. Há infiltrados na Igreja e há também idiotas úteis.

Há uma certa preocupação entre alguns cardeais pela exposição que Walter Kasper fez no consistório de fevereiro. Crê que a Igreja acabará dando a comunhão a divorciados que voltaram a se casar?

Não creio que a Igreja chegue a comunhão a divorciados que voltaram a se casar. Se o fizesse, deixaria de ser a Igreja de Jesus Cristo.

O Catecismo da Igreja Católica é muito claro: ”Por isso, não podem aproximar-se da comunhão eucarística, enquanto persistir tal situação. Pelo mesmo motivo, ficam impedidos de exercer certas responsabilidades eclesiais. A reconciliação, por meio do sacramento da Penitência, só pode ser dada àqueles que se arrependerem de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo e se comprometerem a viver em continência completa.” (1650)

O senhor dizia que o lobby gay trata de incluir seus postulados em matéria de religião na Espanha. O senhor crê que haja uma importante presença do lobby gay na Igreja da Espanha? E na Santa Sé?

Em grande parte, nós deixamos o lobby gay crescer. Remeto-me à resposta que dei à pergunta sobre a ingenuidade dos católicos. É inaudito que hoje, em muitos ambientes, não se possa dizer que a homossexualidade é uma tendência objetivamente desordenada, como diz o Catecismo da Igreja Católica no número 2358. E praticamente se ocultam os documentos da Igreja que começam com a Declaração Persona Humana de 1975, sob o pontificado de Paulo VI, em diante.

Ao mesmo tempo, afrouxou-se/relaxou-se a disciplina eclesiástica. Certas hierarquias católicas deixaram que pessoas com essa tendência se ordenassem sacerdotes ou acedessem a cargos de certa responsabilidade eclesial, na catequese, nos colégios católicos etc. E assim, se foi estendendo uma espécie de má tolerância, de falsa caridade, que nos levou a situação atual.

Evidentemente, há, ademais, a pressão externa à Igreja para aceitar estes comportamentos. O cardeal Ratzinger advertia acerca disso, em 1995, dizendo que havia certos grupos de pressão que pretendiam mudar a opinião pública para que a homossexualidade fosse considerada uma forma normal de sexualidade e, ao mesmo tempo, exigiam que a Igreja revertesse seu juízo sobre ela. Esses grupos, dizia o cardeal, acusam de discriminação a todos que deles discordam.

Na Espanha pediam prisão para o Cardeal Sebastían por recordar que a homossexualidade é uma doença. Há esperança? Que futuro aguarda os católicos?

Pessoalmente aconselho a leitura e meditação freqüente do número 675 do Catecismo da Igreja Católica, no qual se fala da segunda vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo: ”Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes (639). A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra (640), porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade.” Não digo que estejamos às vésperas da segunda vinda de Cristo, mas este texto ajuda a nos localizarmos; ajuda a pensar que não estamos destinados para o que os homens chamam de êxito ou para sermos aclamados pelas multidões.

Nosso triunfo é outro, é o de unirmo-nos a Cruz de Cristo, é o de configurarmo-nos à Ele e, depois da morte, chegar ao Céu. Nossa esperança está na Cruz e na Ressurreição.

* Nosso agradecimento a um caríssimo amigo, futuro sacerdote de Cristo, pela tradução gentilmente fornecida.

1 junho, 2014

Foto da semana.

 

Verastegui

A virtude, sempre e em todas as circunstâncias, é possível - Foto publicada no facebook pelo ator Eduardo Verástegui, com a seguinte descrição: “Minha primeira vez servindo em uma Missa Tridentina, foi incrível, obrigado Padre Gerónimo. Pax Domini! #latinmass”. Créditos: Secretum Meum Mihi.

A seguir, texto (inclusive os erros) de Wikipedia:

“Eduardo reafirmou seu catolicismo após realizar em Hollywood o filme “Chasing Papi”, onde uma professora de Inglês fez ele refletir sobre o vazio de sua vida e perceber que, segundo nas suas palavras era “um vazio por dentro”. O padre mexicano Juan Rivas, lhe ofereceu ajudar e ofereceu-lhe alguns livros que em que aos pouco Eduardo foi descobrindo a vida cristã.

Começou a freqüentar diariamente a missa e de outro padre, o Padre Francisco, propôs uma confissão geral. Após uma longa preparação, Eduardo Verástegui fez uma confissão de três horas de duração com Padre Justin. Isso é o que o ator considera o seu segundo período de conversão. “Eu percebi que não nasceu para ser um ator ou qualquer outra coisa, mas para conhecer, amar e servir Jesus Cristo” disse ele.

Então, com a audácia de sua decisão ele vendeu todos os seus bens, e decidiu ir para o Brasil como um missionário, mas o padre Juan Rivas, fez ele ver que onde deveria estar era aonde estava em Hollywood, por que Cristo era ainda mais necessário do que na selva. Assim, Eduardo Verastegui criou com Leo Severino, a produtora Metanoia Filmespara fazer filmes a serviço da esperança e da dignidade humana.

O filme Bella é a primeira obra desta empresa, que ofereceram a Nossa Senhora de Guadalupe e que venceu o “Toronto Film Festival” contra todas as probabilidades. Ele também criou um estudo bíblico para atores e diretores, um encontro em Hollywood para aqueles que procuram algo mais do que fama. Por cinco anos, o mulherengo “latin lover” viveu feliz e radiante em castidade, se sente livre, reza o rosário e vai à missa diariamente, e apesar disso se tornou uma referência contra cultural no círculo de Hollywood.

Eduardo Verástegui foi muito ativo na luta contra a liberalização da interrupção voluntária da gravidez, ele acredita que é um crime contra a humanidade e contra as mulheres. Tem participado em inúmeras campanhas de sensibilização e divulgação sobre a realidade do aborto”.

31 maio, 2014

Prezada Sacerdotisa, Você está Excomungada… Saudações Cordiais, Dom Paprocki.

P.S. – Você não é um sacerdote.

Por John White - Catholic Vote | Tradução: Fratres in Unum.com – Essas palavras resumem muito bem a resposta de Dom Paprocki [bispo de Springfield, Illinois, EUA] à tentativa recente de uma católica local de ser ordenada.

A mulher em questão é Mary F. Keldermans, de Springfield. Dom Paprocki escreveu a ela no mês passado, pedindo-lhe para reconsiderar o seu plano, porém, obviamente, ela o ignorou e tentou ser ordenada sacerdote em uma igreja unitária em 5 de maio.

Dom Paprocki prontamente emitiu um decreto de excomunhão (e se você nunca viu um desses documentos antes, eles se parecem com este).

O bispo também emitiu esta declaração para a sua diocese:

Notifico pela presente que a Sra. Mary F. Keldermans de Springfield, Illinois, tentou ser ordenada sacerdote pela “Roman Catholic Womenpriests, Inc.” em uma cerimônia na Congregação Universalista Unitária Abraham Lincoln, em Springfield, no dia 5 de maio de 2014. Consequentemente, ela incorreu em excomunhão automática reservada à Sé Apostólica.

 Isso é o que podemos chamar de bispo que não tem medo de ser bispo.

Ao mesmo tempo, deveríamos ser cautelosos para não considerar esse gesto como um tipo de soco dos justos ou uma exibição triunfalista de autoridade. Como Paprocki é um bispo muito santo e caridoso para esse tipo de coisa, não tenho dúvidas de que sua declaração de excomunhão foi emitida com tristeza, não com prazer.

Mas ele não voltou atrás na decisão de emitir o decreto de excomunhão, ou de publicá-lo de maneira proeminente no site diocesano.

Essa é uma das coisas eu amo a respeito de Dom Paprocki.  Seja na defesa dos nascituros, do matrimônio, ou das Santas Ordens, ele não tem medo de confrontar quem ameaça o seu rebanho, nem de lhes explicar sua posição com caridade.

Ele reza intensamente, age de maneira decisiva e ensina com clareza.

Senhor, enviai-nos mais bispos como este!

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