Posts tagged ‘Atualidades’

19 outubro, 2014

Cidade do Texas aprova leis que analisam sermões de padres e pastores contra gays e enfrenta críticas.

Religiosos querem derrubar as normas e processam agora a prefeita, que é lésbica.

O Globo – RIO – Houston, a quarta maior cidade dos Estados Unidos, vive uma batalha nos tribunais que pode indicar como o país deve se comportar no futuro em relação aos direitos homossexuais e transgêneros. O alvo da disputa são leis em vigor desde junho deste ano preveem o exame de sermões de padres e pastores para saber se eles discriminam o público LGBT em todo o Texas. As normas agora estão sendo contestadas na justiça pelos religiosos.

As leis foram parcialmente aprovada em junho por Annise Parker, prefeita de Houston que é lésbica, mas encontrou forte oposição nos círculos religiosos. Líderes de igrejas formaram uma coalizão chamada Alliance Defending Freedom (ADF), que entrou com uma ação contra a cidade e a própria Parker. Um escritório de advocacia que representa quatro pastores argumenta que as medidas são “demasiado ampla, demasiado morosos, ofensivo e vexatório”.

A advogada Christina Holcomb chegou a tachar as normas municipais de “uma inquisição projetada para abafar qualquer crítica”.

- Comentário político e social não é um crime. Ele é protegida pela Primeira Emenda – disse ela ao jornal inglês The Independent.

Membros da ADF argumentam ainda que a cidade está exigindo que pastores que nem fazem parte do processo entreguem seus sermões e outras comunicações para saber se eles estão fazendo críticas ao poder municipal.

- Vereadores deveriam ser funcionários públicos, e não senhores do ‘Big Brother’ que não toleraram a dissidência ou desafio. É uma caça às bruxas, e estamos pedindo ao tribunal para colocar um fim a isso – afirmou o advogado Erik Stanley.

A prefeita Annise Parker vive desde os anos 1990 com Kathy Hubbard, parceira com quem tem dois filhos adotivos. Parker assumiu o cargo no Texas em 2009:

- Esta eleição mudou o mundo para gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros comunidade.

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9 outubro, 2014

Eleições 2014. Elegendo a democracia.

Nosso voto é uma opção pela democracia, rejeição a um esquema de poder que está aparelhando o Estado, gerando totalitarismo. Apenas isso.

Por Pe. Dr. José Eduardo de Oliveira e Silva

Se todos fizermos como esses nossos irmãos, se não lutarmos contra os pagãos por nossa vida e por nossas tradições, eles em breve nos exterminarão da terra!
(1ª Mac. 2,40)

Realismo versus idealismo

Entre o real e o ideal há um hiato. O homem sensato o percebe, e sabe ater-se à realidade, enquanto busca transformá-la, transformando-se ele mesmo neste processo.

Entretanto, neste debate eleitoral, certo grupo bem-intencionado tem propalado sua própria perplexidade mediante um tipo de proselitismo pela abstenção, alegando como argumento o socialismo dos candidatos à presidência da república, favorecendo colateralmente a eleição da candidata governista.

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8 outubro, 2014

Igreja Sustentável.

Por Riccardo Cascioli – La Nuova Bussola Quotidiana | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com – Chove. Uma tempestade torrencial. Ricos e abastados, se realmente precisam sair, estão equipados com guarda-chuva, capa de chuva e roupas ainda mais pesadas para se protegerem bem. E se a situação piorar, se refugiam em casa mesmo. Alguns pobres, pelo contrário, vestidos com o que dá pra remediar, não têm guarda-chuvas e talvez encontrem abrigo temporário debaixo de uma ponte, mas, ainda assim, expostos ao frio e umidade e, consequentemente, a doenças que só tendem a piorar.

O que fazer? O homem rico que quisesse fazer algo para ajudar o pobre poderia optar por uma solução a custo zero (dar uma carona com o guarda-chuva) ou, em outro caso, uma solução econômica (presenteá-lo com um guarda-chuva) ou outra, ainda mais comprometedora economicamente, dar um guarda-chuva e roupa adequada, oferecer refúgio em uma casa ou até mesmo uma oferta de trabalho para tirar aquela pessoa da pobreza. De qualquer modo, algo que reduziria a pobreza ou que pelo menos aliviaria os efeitos mais pesados para o pobre. Todas elas, soluções ao alcance da mão e da carteira.

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2 outubro, 2014

Ruptura da solidariedade na mentira. Nota sobre dois textos a serem publicados nestes dias: livro dos cinco cardeais e o de Socci.

«Aos Sucessores de Pedro foi prometido o Espírito Santo não para que, pela Sua revelação, manifestassem uma nova doutrina, mas para que, com a Sua assistência, guardassem nela a sua integridade e expusessem com fidelidade a Revelação  transmitida por meio dos Apóstolos, o Depósito da fé» (Concílio Vaticano I, Acerca do sentido e dos fins das prerrogativas pontifícias). 

«Irmãos… deixai-vos perturbar!» (S. Atanásio, no quadragésimo ano do livro de Mons. Graber).

«Durante o Concílio Vaticano II e no pós-concílio haviam resistências de alguns cardeais ao Papa Paulo VI, também pelo então prefeito do Santo Ofício. Mas – se são bem informados –, não com esta modalidade organizada e pública. Se os cardeais, que são os mais próximos colaboradores do papa, intervêm deste modo, ao menos no que diz respeito à história mais recente da Igreja, estamos diante de uma situação inédita» (Card. Kasper, acerca do livro dos cinco cardeais. Um testemunho “interessado”, mas também “autorizado”, e os maus pensadores não raramente são mais inteligentes que os bons pensadores…).

Outubro de 2014 – Mês do Santo Rosário

Por Circolo Cattolici per la Tradizione – Marche | Tradução: Fratres in Unum.com – Aplaudimos, mesmo que na dramaticidade e nas incógnitas das situações, aos livros Permanecer na verdade de Cristo (principalmente dos Cardeais Burke, Caffarra, Brandmüller, De Paolis e Müller, edições Cantagalli) e Non è Francesco (do conhecido escritor católico Antonio Socci, edições Mondadori, livro contra o qual algum zeloso pretoriano atacou antes que saísse e quando ainda se conhecia bem pouco). E a alguns artigos pertencentes à mesma tendência: desde as intervenções contra da “linha Kasper” de outros purpurados aos diversos artigos contra-a-corrente vindos do calibre de Tosatti e Magister, que repetidamente recordaram algumas verdades incômodas (em particular, assinalam o seguinte escrito de Magister, estimado vaticanista de linha ruiniana, do qual emerge uma clara confirmaçãoo das sobras muito sérias sobre a Reforma litúrgica, e portanto sobre a liturgia dos nossos tempos: “As memórias do convertido que Paulo VI queria tornar Cardeal”).

Tais livros-manifesto, de fato, representam a novidade de uma crescente e emblemática insurgência – um com objeções doutrinais e o outro também canônicas – contra a situação atual da Igreja, diante das investidas da facção progressista (sempre mais difusamente evidentes depois do golpe do ano passado). Por isso, saudamos com fervor esta reação, audaz e de bom eco; registrando o que algum observador já notou, diante do sinal, alguma freada – pelo menos – das veleidades revolucionárias (é também o equivalente do refugiar-se sob a batina do Santo Padre Bento XVI? Esperando que não sejam freadas meramente táticas, e mais amplamente que não sejam um fingimento, um vão anestésico). Acolhemo-la rezando pela perseverança dos seus expositores, com um aberto aplauso e duas precisões preliminares integrativas. 

A primeira é uma indicação a três artigos escritos neste site (entre os outros, indicamos particularmente três), artigos que podem ajudar, como premissa, a por este discurso emergente na justa perspectiva: As lições de 2013, Réplica ao Card. Maradiaga, e O Sacro Colégio Cardinalício rejeita a conferência do Card. Kasper.

Segunda precisão: os autores destes escritos – aptos a serem detonadores em um par de áreas eclesiais, ajudam fortemente a esclarecer certas confusões –, embora sejam genericamente etiquetados de conservadores, e de vários modos desqualificados pela frequente aliança entre a má-fé e a estupidez, na realidade, são prevalentemente de uma linha eclesial de “centro” e de formação moderna. É uma reação que surge não “pelas asas”, nem por um indivíduo isoladamente, mas desde o coração da corrente ratzingeriana. Diante do desastre, já em desenvolvimento e para eles evidente, reagiram agora de maneira visível e decidida: lançando em consonância um audaz grito de alarme, opondo-se de frente. É lamentável que outros homens de Igreja, de formação mais tradicional, ao contrário, escondam-se (nas batalhas de substância), sendo até mesmo conhecidos por um servilismo digno de vassalos.

Esperamos, então, que tais reações de uma parte da área moderada anime também outros católicos à boa batalha (não nos blogs anônimos, mas no campo da realidade). E talvez também – auguramo-lo – a refletir, com coerência intelectual, sobre a estrada que nos conduziu até aqui.

O momento é particularmente grave (e solene), a provável divisão é certamente dolorosa (a mente vai àquela passagem da famosa “versão diplomática” do Terceiro Segredo: «Bispos contra Bispos, Cardeais contra Cardeais», mas vai também à unidade não católica, que adviria seguindo a estrada do progressismo “católico”, que um ato de Magistério como a Encíclica Humani Generis apresenta como unidade «na mesma ruína»). Também no mundo, a situação parece caminhar para um colapso (de outro lado, registramos o ostensivo insucesso de certas iniciativas politicamente corretas para a paz: como duvidávamos, muitos aplausos e nenhum resultado); ares de crise em todo lugar. E o desabamento de um móvel arruinado há tanto tempo pode fazer bastante mal. Mas pode realisticamente ser de outro modo, quando é desde o final da Idade Média que se caminha por uma má estrada – que já é como uma metástase em estado terminal? «E acordada a sociedade/por longa prova despertará», dizia um canto do “catolicismo intransigente” (identitário) do final do século XIX. Por longa prova… E quando o absoluto do tratamento “compartilhado”, “tranquilo”, soft, cooperou com o adensamento das tentativas de correção e aos eventos de fevereiro-março de 2013. Mas, coragem, que motus in fine velocior: somos conscientes e recolhidos, «no fim, o meu Imaculado Coração triunfará».

www.cattolicitradizionalistimarche.org

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23 setembro, 2014

Femen em Notre Dame: crônica de uma sentença anunciada .

Por NoCristianofobia.org | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: É verdade: incrivelmente elas foram absolvidas! As nove ativistas do “Femen” que, em 12 de fevereiro do ano passado, invadiram a Catedral de Notre Dame em Paris semi nuas, de topless, gritando que não queriam mais o Papa e batendo em um sino revestido de ouro com um bastão foram absolvidas. Inédito.

Mas grande parte da culpa deve ser atribuída à timidez da acusação, ao fato de que os argumentos apresentados foram mornos, fracos, quase uma submissão, e à incapacidade – infelizmente bastante comum em ambientes católicos –  de se levantar a voz e chamar as coisas pelo seu próprio nome. Isso foi confirmado por Julie Graziani, porta-voz da União para o bem comum, uma associação de jovens católicos leigos, ao jornal francês Le Figaro.

Segundo o que foi revelado, a denúncia da infração foi absolutamente mal formulada: sequer foi mencionada a profanação do lugar santo e o vilipêndio da religião, limitando-se apenas a levantar a questão do vandalismo, o que significa errar totalmente o alvo e definir o cenário para a absolvição que veio a ocorrer logo em seguida, ao mesmo tempo que se desviava a atenção da gravidade do incidente.

Que categorias jurídicas deveriam ter sido acionadas para se conseguir uma condenação ou pelo menos desmascarar eventuais tentações de cristianofobia durante o julgamento? Em primeiro lugar, a incitação ao ódio religioso que representa uma forma particular de incitamento ao ódio racial, conforme determinado pela lei [francesa] de 1 de julho de 1972.

O Femen deu à sua “blitz” o maior destaque possível nos meios de comunicação, filmando tudo, fotografando e espalhando pela internet. O crime, portanto, teve o agravante do insulto público. Algo que ninguém jamais contestou.

Por outro lado, a decisão tomada pelo Tribunal Criminal de Paris na secular, ou melhor, “secularíssima”, França não é surpreendente: é coerente com as premissas sócio-culturais de uma sociedade ultra secularizada e substancialmente anti-cristã, como já se revelou em diversas ocasiões. Diante da fraquíssima linha de acusação perseguida pelo Ministério Público, o juiz teve todo o jogo de cintura possível para sustentar até o insustentável, chegando ao ridículo de considerar por exemplo, que a acusação provasse se os danos ao sino tinham sido causados pelos violentos golpes das vândalas, não obstante o fato de que antes da chegada delas, o sino se encontrava em perfeito estado.

Mas não ficou só nisso: como resultado do incidente, o magistrado ordenou que fosse paga uma indenização de € 1.500  euros a cada uma das ativistas do Femen, enquanto os vigilantes da Catedral que as expulsaram à força foram condenados a pagar uma indenização de 300, 500 e 1.000 euros. Sua “culpa” seria tê-las empurrado com uma pressão considerada “excessiva”. A única concessão feita foi a suspensão da pena para os vigilantes.

O significado “midiático”de tudo isso, de acordo com Graziani, “é eloquente.” É inútil querer demonstrar surpresa. O melhor a ser feito agora é lutar para que finalmente, também no campo legal “os Católicos sejam tutelados pela lei que protege a liberdade de culto e de consciência contra extremistas cheios de ódio”, como protagonizado pelo Femen dentro da Catedral de Notre-Dame.

Porém, para que isso seja alcançado é necessário dizer pão, pão, vinho, vinho ao invés de ficar fazendo acrobacias semânticas que não tem nada a ver e que mais omitem do que dizem o que deveria ser dito.

Obviamente que tal sentença judicial deixou as vítimas de atos cristianofóbicos se sentindo desanimadas, impotentes e com moral baixo. Ao mesmo tempo que chocou a opinião pública, a sentença encorajou os responsáveis pela sacrílega e e ultrajante invasão a realizar outras “façanhas” semelhantes, dada a imunidade e a impunidade que aparentemente parecem gozar no imaginário coletivo da justiça francesa. Tanto é que elas já dizem em tom ameaçador que estão prontas pra um “bis”.

Um final muito triste que poderia ter sido evitado ou pelo menos minimizado. Numa eventual “próxima vez” (esperando e rezando para que não aconteça), será que os Católicos saberão agir como verdadeiros Católicos?

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20 setembro, 2014

Igreja: pauta é progressista, mas aborto ‘é inegociável’.

Ao contrário de 2010, questões sociais e a reforma política ganharam espaço entre líderes religiosos.

Por Renan Truffi – Carta Capital: A realização de um debate presidencial no Santuário Nacional de Aparecida, como o de terça-feira 17 no interior de São Paulo, marca a entrada da Igreja Católica nas eleições deste ano. Ao contrário do que ocorreu no último pleito, em 2010, assuntos como aborto, casamento gay e uso de células-tronco estão sendo pouco explorados pelos líderes católicos. Questões sociais e a reforma política ganharam espaço pelas mãos do cardeal-arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis. Apesar do tom progressista em vários temas polêmicos, a Igreja Católica ainda trata como “inegociável” a discussão do aborto.

A mudança de foco da Igreja Católica ao privilegiar debates sociais em vez de comportamentais coincide com um novo discurso que ecoa do Vaticano. Desde 2013, o papa Francisco tem dado orientações menos conservadoras em relação a temas tabus. Entre os fiéis, a influência do papa Francisco é assumida. A aposentada Conceição Mercês, de 66 anos, viajou da capital paulista até Aparecida para passar o dia no Santuário. Religiosa, ela diz ter se ofendido, recentemente, quando ouviu em uma missa um padre defender comportamentos homofóbicos. “Se o papa não fala isso porque um soldado raso, como ele, pode falar uma coisa dessas?”.

Para o professor Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), duas razões explicam a postura da Igreja em 2014: o momento de incerteza política no País e a autocrítica da Igreja Católica ao reconhecer que interferir na política, como aconteceu no passado, não faz bem à própria instituição. “A sociedade brasileira está com uma percepção mais aguda da necessidade de retomar o discurso social e socioeconômico, ao contrário do que ocorria há quatro anos, quando havia impressão de que tudo estava caminhando bem. Em 2010 então não havia porque a Igreja ter uma atenção particular [com esses temas]”, afirma Neto. “Para a construção do bem comum, esse é o grande fator que desloca um pouco o eixo a partir das questões comportamentais para outros princípios da Igreja, como o social e o socioeconômico”, diz.

Ainda que não seja por influência do papa, o discurso mais ameno sobre temas morais tem sido a regra na Basílica. Diretor da TV Aparecida, o padre Josafá Moraes é a favor da criminalização da homofobia, da união homoafetiva e acha “coerente” que as eleições não sejam decididas em cima de pautas religiosas. Mesmo quando fala sobre a importância de saber o que os candidatos pensam sobre a “concepção da família”, o padre evita o julgamento moral. “Com a mutação da família, a Igreja quer saber o que os candidatos pensam, mas não moralmente”, diz Moraes. “Não é um exercício moral, mas de atender os direitos da população. Se por um acaso, o candidato disser que determinada conjuntura de família não corresponde àquilo que a Igreja entende não quer dizer que não vamos votar nele. Não é isso. Não é pegadinha”, explica antes de dizer, no entanto, que a instituição “não abre mão” da defesa da vida.

Para Moraes, ao contrário do que ocorreu em 2010, com o frequente debate sobre o aborto, desta vez “tudo foi conduzido” para que o assunto não entrasse nas eleições e a escolha do novo governo não se desse a partir de uma pauta religiosa. “Isso é muito coerente, pois a Igreja Católica não é centro, é parte da sociedade”, diz. “Mas a Igreja é defensora da vida e disso ela não abre mão”, defende.

A preocupação do diretor da TV Aparecida é a mesma de Dom Darci Nicioli, bispo auxiliar da Arquidiocese de Aparecida. Ainda que concorde que nenhum candidato “é louco” de ser contra a vida, Nicioli vê a necessidade de a Igreja Católica defender o direito do feto. “Quando alguém defende o aborto é o ser humano indefeso que está sendo ameaçado. Então uma coisa é o discurso, outra coisa é a prática. Nunca ninguém vai ser louco de dizer ‘eu sou contra a vida’, mas, na prática, suas atitudes quais são? Se eu defendo a pena de morte, estou contrário à vida. Hitler defendia a vida. De quem? Dos arianos. Que defesa da vida é essa? A vida não se negocia em nenhuma hipótese”, argumenta.

A Igreja reconhece que os milhares de abortos ilegais realizados todos os anos no Brasil apesar da proibição da lei são um problema de saúde pública, mas Nicioli afirma que ninguém pode decidir, “com a chancela do Estado”, sobre a vida do feto. “No caso de interromper uma gravidez, quem é que estaria defendendo o feto, que é vida? Uma pessoa estuprada pode não querer [ter um filho], a gente até entende. Mas quem é que defende o feto? Uma coisa é eu ter a minha opção. A outra é eu ter a custódia do Estado para decidir sobre a vida dos outros, no caso, o feto”, defende o bispo.

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12 setembro, 2014

O ódio dos modernistas pelo Altar Tradicional: “Ali não se celebra Missa”, logo…

Catedral de Palermo, eis o altar com WC. 
Alguns cartazes indicam o caminho para o banheiro, e muitos manifestam-se decepcionados pela curiosa localização. 
Por Corriere del Mezzogiorno | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: PALERMO – O vaso sanitário? Ele está atrás do altar, logo atrás do tabernáculo. E tudo é sinalizado por alguns cartazes afixados em caixotes de cor cinza. Isto é o que se encontra diante dos turistas que lotam a catedral de Palermo que é uma das principais atrações turísticas e culturais da cidade, bem como um lugar de oração para milhares de cidadãos do local. Tudo isso acontece em uma das capelas laterais e não falta quem manifeste a sua decepção com os cartazes.
Catedral, o banheiro atrás do altar 
Turistas incrédulos – “Nunca vi cartazes semelhantes em um lugar sagrado como uma igreja”, diz Giuseppe, em viagem de férias com um grupo de amigos na Sicília. “Francamente, me parece ofensivo colocar uma banheiro bem atrás do altar.” Entre espanto e descrença, os fiéis são obrigados de fato a passar em volta da balaustrada de mármore que delimita a área do altar, a fim de chegar ao banheiro seguindo o cartaz escrito “toilette” que indica a sua direção. “Eu não posso acreditar”, disse uma outra visitante : “como é que colocam um banheiro atrás do altar?”
O pároco: “Ali não se celebra missa” – Algo estranho aos olhos do público, mas não aos olhos do padre que é pároco da catedral, pois segundo o padre Filippo Sarullo: “infelizmente, não há outros espaços, aquele é o único lugar em toda a catedral onde foi possível colocar o banheiro”, explica ele à agência Ansa, “eu sinto muito pelas queixas dos fiéis, mas preferimos prestar um serviço ao invés de não fornecê-lo. Entre outras coisas, aquele é um altar onde ninguém celebra missa e o tabernáculo não guarda a Eucaristia. Isso sim que seria realmente grave”.
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10 setembro, 2014

Piada francesa – direito à blasfêmia.

Absolvidas por ato na Notre Dame, feministas despertam críticas de políticos

Por BBC Brasil – A decisão da Justiça penal francesa de inocentar nove ativistas do movimento feminista Femen, acusadas de danificar um dos sinos da catedral Notre Dame de Paris durante um protesto, provocou críticas por parte de políticos e religiosos franceses.

Ao mesmo tempo, o Tribunal Penal de Paris condenou três vigias da catedral que haviam tentado interromper a ação das militantes a multas que vão de 300 euros a 1 mil euros (R$ 900 a R$ 3 mil) por violência contra as militantes.

Em fevereiro do ano passado, as ativistas, famosas por protestarem com os seios nus, haviam decidido “celebrar” a renúncia do papa Bento 16.

Elas entraram incógnitas na Notre Dame, misturadas aos turistas, arrancaram os casacos e, aos gritos de “papa nunca mais”, começaram a tocar com bastões de madeira três sinos que estavam sendo exibidos provisoriamente por ocasião das festividades dos 850 anos da célebre catedral.

Na queixa prestada pelas autoridades da Notre Dame, a polícia havia constatado que um pequena parte da camada de ouro de um dos sinos havia sido danificada.

“As acusações eram ridículas. Isso significa que nossa crítica às instituições religiosas não foi condenada”, afirmou Inna Shevchenko, uma das fundadoras do Femen, após o anúncio da decisão judicial.

“É um bom exemplo para os outros países. Isso nos encoraja a continuarmos com nossa ação. Temos orgulho de saber que a blasfêmia é um direito e que não seremos condenadas por isso.”

Julgamento e polêmica

No julgamento, as militantes do Femen contestaram ter danificado o sino, alegando que haviam coberto os bastões de madeira com feltro.

O advogado dos representantes da Notre Dame, por sua vez, disse que a proteção se descolou e que as ativistas tocaram o sino com um bastão sem proteção.

A Justiça considerou que não havia provas suficientes de que as ativistas haviam danificado o sino. O julgamento ocorreu em julho passado, mas a decisão só foi anunciada na última terça-feira.

O Ministério Público havia requerido multa de 1,5 mil euros (R$ 4,5 mil) contra cada uma das nove militantes.

Vários políticos criticaram nas redes sociais a decisão da Justiça. “Militantes do Femen absolvidas e vigias condenados. É um estímulo aos provocadores”, afirmou Thierry Mariani, ex-ministro e deputado do partido UMP.

“A absolvição da Femen nada mais é do que uma autorização para destruir e odiar”, declarou o senador Bruno Retailleau.

O abade Pierre-Hervé Grosjean, personalidade da Igreja Católica no país, considerou a decisão “lamentável”. “Não é dessa forma que vamos educar as pessoas a respeitar todas as religiões e os locais de culto”, disse

Esse foi o primeiro julgamento de militantes do Femen na França. Em outubro, uma ativista que também participou do protesto na Notre Dame será julgada por “exibição sexual” na igreja da Madeleine, em Paris.

Ela havia simulado um aborto utilizando pedaços de fígado de vitela, que representavam um feto, para protestar contra a possibilidade de restrições ao direito de interrupção da gravidez na Espanha.

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10 setembro, 2014

Bispo ucraniano pede oração e jejum: “o Titanic está afundando”.

Por Catholic World News | Tradução: Fratres in Unum.com – Um bispo de rito latino que atua na Ucrânia, onde agem separatistas russos, afirmou que os católicos locais estão furiosos com a aparente indiferença dos cristãos de outras regiões do país.

“É como se o Titanic estivesse afundando [e] as pessoas da vizinhança tocassem música e se divertissem”, declarou o bispo auxiliar Jan Sobil de Kharkiv-Zaporizhia. O prelado clamou aos católicos de toda a nação a se converter da diversão habitual e, ao invés, rezar e jejuar.

“Nas cidades ocupadas as Igrejas estão abertas, mas não há Missas devido ao perigo”, informou o Serviço de Informação Religiosa da Ucrânia. “Nas cidades sob controle de militares mercenários, atualmente não há padres. Eles estão visitando as paróquias em que é possível celebrar Missa”.

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7 setembro, 2014

Ofensas a cristãos dão a tônica da Bienal de SP.

Por Mídia Mais – 01/09/2014: Que tal se os “artistas” que mostram a língua e urram contra o cristianismo fizerem isso apenas com o dinheiro da meia dúzia de otários que pagam pelo seu lixo?

Fazer pirraça contra “Deus”, contra a “igreja” e contra os “religiosos” é um dos passatempos prediletos de “artistas contemporâneos” – atividade que eles equilibram com a incessante busca por verbas públicas e apadrinhamentos de curadores e burocratas do setor. No caso da 31ª Bienal de São Paulo, o costume materializa-se em obras como Dios es marica (“Deus é bicha”:http://app.31bienal.org.br/pt/single/1110), que “provoca a tradição católica” trazendo “relações homoeróticas em frente a imagens religiosas como a Virgem de Guadalupe”, ou na encenação da última ceia de Cristo num “prostíbulo” (http://www.yeguasdelapocalipsis.cl/1989-la-ultima-cena/) pela dupla chilena Yeguas del Apocalipsis (http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,arena-dos-politizados-imp-,1552466).

Boa parte dessas porcarias poderia ser simplesmente ignorada caso não usasse verbas ou espaços públicos para ser realizada. No caso da Bienal, a utilização de incentivos fiscais (http://www.31bienal.org.br/pt/about/842) torna intolerável que “artistas” chapa-branca (revoltadinhos com “papai do céu”, mas docilmente submissos ao Estado e seus gestores) façam marra com quem está pagando seus salários. Que mostrem a língua e urrem com o dinheiro da meia dúzia de otários que acredita que isso é “arte”.

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