Posts tagged ‘Atualidades’

4 fevereiro, 2016

Há um “pueblo” para Francisco?

Do artigo de Massimo Faggioli, historiador italiano, no Global Pulse:

Todavia, os problemas que afetam o pontificado de Francisco vêm muito mais do lado de dentro da Igreja do que do lado de fora. O que o Dia da Família mostrou é que a Igreja dos “valores não negociáveis”, aquela que continua a considerar a homossexualidade uma “desordem intrínseca”, está longe de acabar.

Eis um estilo de catolicismo muito diferente daquele do atual papa. A Igreja da cultura de guerra se mantém viva e ainda é capaz de mobilizar-se e ser ouvida. Mas ela é uma Igreja que não tem a mesma compreensão que Francisco.

O que se viu no palco montado no Circus Maximus foi uma espécie de volta ao começo dos anos 2000, quando a Igreja italiana era dominada pelo Cardeal Camillo Ruini, a mente política do episcopado italiano na era João Paulo II.

O Vaticano fica a uma pequena distância daquele vasto campo, mas os homens de Francisco e a sua mensagem não foram vistos no Dia da Família.

É provavelmente correto dizer que o evento era, em parte, uma resposta ao chamado do papa, feito em maio passado, para que os leigos católicos tomassem as questões sociais em suas próprias mãos em vez de ficarem esperando serem dirigidos por bispos “pilotos”.

Mas estes fiéis se puseram a assumir as questões sociais de uma maneira nada próxima ao estilo do Papa Francisco.

Não se trata de uma estratégia maquiavélica do papa, no sentido de que ele deixa os leigos fazerem o que não se atreve a fazer a fim de não se tornar impopular. Não. Existe uma diferença profunda entre a Igreja de que Franciscofala e a Igreja que o Dia da Família representou com as suas faixas e gritos de guerra.

A Igreja do “pueblo” sobre a qual fala Francisco é marcada por condições pessoais profundamente imperfeitas e sociais. É composta de paróquias onde gays, lésbicas e suas famílias são bem-vindos.

A Igreja representada pelo Dia da Família pareceu estar cega ao fato de que as famílias consistem de natureza bem como de cultura. Este evento expressou um extremismo ideológico fora de contato não só com o mundo secular, mas também com a vida diária de católicos no mundo.

A dúvida, portanto, é esta: “Quem são os católicos de Francisco?”

Não são os bispos, pelo menos não em sua maioria. Não são os membros dos movimentos leigos organizados, cuja cultura, linguagem e líderes ainda constituem uma manifestação da Igreja de João Paulo II e Bento XVI. E não são os políticos católicos, dos quais Francisco está mantendo uma clara distância.

Assim, a pergunta permanece: Há um “pueblo” para Francisco?

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2 fevereiro, 2016

Os últimos atos de Francisco sob o olhar de um agnóstico.

Assim interpreta os últimos acontecimentos do pontificado de Francisco seu amigo próximo, o editor do jornal La Reppublica.

Por Eugenio Scalfari, 31 de janeiro de 2016 | Tradução: Gercione Lima – FratresInUnum.com: Eu queria escrever sobre a Europa de hoje e a crise que a está devastando, apesar da indiferença que tem permeado as suas instituições e a chamada classe dominante que a administra; uma crise que pareceu mais evidente na reunião de sexta-feira entre Angela Merkel e Matteo Renzi, em Berlim.

Eu falarei disso em um momento, mas primeiro tenho de fazer algumas observações sobre o encontro no Vaticano entre o Papa Francisco e Hassan Rohani, o presidente do Irã, e também sobre o pré-anunciado encontro que terá lugar em 31 de Outubro na Suécia entre Francisco e os representantes das igrejas protestantes de todo o mundo para celebrar a Reforma Luterana de meio milênio naquele mesmíssimo dia em que Martinho Luthero cravou sobre a porta da catedral de Wittenberg suas teses que partiram ao meio a religião cristã.

Quinhentos anos durante o qual foram desencadeadas guerras religiosas, massacres, fogueiras, tortura infligida a ambos os lados e com o apoio de vários governantes que usavam para a própria vantagem política essas trágicas guerras religiosas. Somente um tentou o caminho da reconciliação em 1541 e foi Carlos V de Hagsburgo, imperador da Alemanha e da Espanha, mas a tentativa falhou e as guerras religiosas continuaram a derramar sangue na Europa.

O clímax foi atingido na noite de São Bartolomeu, em 1572, quando os huguenotes (protestantes franceses) liderados pelo rei de Navarra, pelo príncipe de Condé e pelo Almirante de Coligny, foram massacrados por soldados de Catarina de Médici e seu filho Carlos IX de Valois. Eram vinte e três mil vítimas do massacre em Paris, e depois continuaram durante séculos.

Em 31 de outubro, aquele racha que dividiu em dois o catolicismo será celebrado e superado. Francisco já pediu perdão aos Valdenses, que precederam em muito a divisão Luterana e pedirá perdão também a Lutero e a seus descendentes e o perdão será mútuo, porque os protestantes também têm sua responsabilidade por tanto derramamento de sangue. O objetivo de ambas as partes é superar essas divisões tornando-se fraternos novamente em nome de Cristo. Os ritos e a liturgia permanecem distintos, mas a fraternidade será aberta no âmbito de uma Igreja pastoral e missionária que, com uma abrangência dessa magnitude, à qual devem ser adicionados uma grande parte dos anglicanos e, no futuro próximo, também as Igrejas ortodoxas do Oriente, se tornará a religião numericamente mais difusa nas Américas, Europa, Rússia, África, Ásia e Austrália.

Mas, não nos esqueçamos da visita à sinagoga de Roma feita pelo papa Francisco e do encontro com Rouhani [presidente do Irã] no Palácio Apostólico no dia 26 passado. O comunicado divulgado com a anuência de ambas as partes diz o seguinte: “Durante o colóquio, foram evidenciados os valores espirituais comuns e depois se fez referência às boas relações entre a Santa Sé e a República Islâmica do Irã. O colóquio também revelou o papel importante que o Irã desempenha, junto com outros países da região, para promover soluções políticas adequadas para os problemas que enfrentam o Oriente Médio, como o combate à propagação do terrorismo. A este respeito, foi alertado para a importância do diálogo inter-religioso e a responsabilidade das comunidades religiosas para promover a tolerância e a paz”.

Duas iniciativas: com os luteranos e  protestantes e outra com o Irã islâmico, das quais saem reforçadas a liberdade religiosa, a convergência humanitária, bem como as repercussões políticas dessas iniciativas, em grande parte tomadas pelo Papa Francisco, que em várias vezes eu defini como profético e revolucionário. Na base do seu pensamento e de sua ação está sempre a fé em um Deus que ninguém havia antes  proclamado com o vigor de Francisco e que representa a excomunhão dos fundamentalistas de todos os tipos e do terrorismo e guerras que esses fundamentalismos alimentam.

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1 fevereiro, 2016

Diocese de Helsinki adverte aos bispos luteranos que eles não podem comungar em Missa Católica.

Em vista da participação, e possível comunhão, de Samuel Salmi, bispo luterano de Oulu, Finlândia, em uma missa católica celebrada na Basílica de São Pedro no Vaticano, após ser recebido pelo papa Francisco, o diretor do Centro de Informações da diocese [Católica] de Helsinki emitiu um comunicado no qual recorda que somente os Católicos em estado de graça podem receber o sacramento Católico da Eucaristia.

Fonte: InfoCatólica | Tradução: Teresa Maria Freixinho – FratresInUnum.comComunicado da diocese de Helsinki:

A Eucaristia na Igreja Católica não mudou

Uma informação da agência de notícias Kotimaa 24 (19 de janeiro de 2016) afirma que Samuel Salmi [bispo luterano de Oulu, Finlândia] participou de uma missa católica celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Sem dúvida, a notícia está redigida de uma forma que poderia causar mal-entendidos. Meu objetivo é esclarecer algumas questões relativas à recepção da Eucaristia na Igreja Católica.

  1. Somente os membros da Igreja Católica em estado de graça podem receber o sacramento Católico da Eucaristia ou Sagrada Comunhão. Há algumas exceções muito particulares a essa regra. Porém, em qualquer caso, para receber a Eucaristia é necessário aceitar a doutrina Católica a esse respeito e cumprir as condições necessárias para recebê-la (por exemplo, viver em uma relação diversa de um verdadeiro matrimônio sacramental cristão é um impedimento).
  2. Atualmente, em alguns países, principalmente, no norte da Europa, existe o costume de receber uma benção do sacerdote durante a Missa no momento da Comunhão. Geralmente, este gesto é feito colocando a mão direita sobre o ombro esquerdo. Essa prática não é muito conhecida em outros lugares. Portanto, é aconselhável que as pessoas permaneçam em seus lugares durante a Comunhão caso não saibam se o ministro da Comunhão está familiarizado com ela. Se, por ignorância, o ministro da Comunhão lhes oferecer a Comunhão, elas podem recusá-la educadamente.
  3. Contrariamente às especulações de Samuel Salmi, não se pode concluir que o Vaticano tem uma «nova atitude ecumênica», baseada na ocorrência de um erro que se deu na distribuição da Comunhão. Não houve nos últimos anos ou décadas mudança da doutrina e da prática da Igreja Católica com relação a quem pode receber a Sagrada Comunhão. Se tivesse mudado, não seria «na prática», mas sim através de uma alteração da lei da Igreja e dos ensinamentos referentes aos sacramentos da Igreja Católica.
  4. A notícia também menciona que, durante a visita ecumênica a Roma, os bispos de Helsinki, Teemu Sippo SCJ (católico), Ambrosius (ortodoxo) e Irja Askola (luterano), haviam «celebrado» uma «Missa ecumênica» juntos na festa de Santo Enrique (de Uppsala). Não é bem assim. Em anos alternados, há uma missa católica na qual participam representantes de outras igrejas em espírito ecumênico, por exemplo, fazendo pregações. Nos outros anos, o que se celebra é uma Ceia do Senhor luterana, na qual pregam um bispo ou um sacerdote católico. A celebração, portanto, segue sempre a tradição e a prática da igreja correspondente. Deve-se ressaltar inclusive que nessas missas se respeita o doloroso fato de que não há Comunhão entre as igrejas.
  5. «A nova maneira de pensar» de Francisco, mencionada no artigo, não é um sinal de que a Igreja Católica vai alterar a sua prática referente à distribuição da Sagrada Eucaristia. Pelo contrário, para nós os católicos, isso é um sinal de que também devemos examinar mais detalhadamente as nossas consciências à luz do magistério da Igreja e, em seguida, discernir com sinceridade se reunimos nesse momento os requisitos para receber a sagrada Comunhão.

Em suma, devo acrescentar que para os católicos a Eucaristia é «fonte e ápice» de nossa vida cristã. Ela é, por assim dizer, o nosso credo. Preparemo-nos cuidadosamente para receber a Comunhão, confessemos nossos pecados graves e jejuemos (embora por pouco tempo) antes de recebê-la. Ajustemos nossas vidas para poder receber a Comunhão dignamente, sabendo que «Portanto, o aquele que come o pão ou bebe o cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor» (1Co 11,27).

Apesar do que foi dito anteriormente, nem todas as pessoas que administram a Comunhão conhecem cada ponto do magistério e da prática da Igreja, e é possível que se cometam erros. A intenção de criar comunhão (entre as igrejas) baseando-se na própria autoridade, em todo caso, dificulta ainda mais os esforços autênticos das igrejas para se aproximarem. Portanto, seria bom respeitar o enfoque de cada igreja a respeito desse assunto.

Marko Tervaportti

Diretor do Centro de Informação Católica

1 fevereiro, 2016

Papa: a Igreja não reivindica espaço privilegiado na bioética.

O Pontífice convida a Comissão de Bioética a se aprofundar nos temas ligados à devastação ambiental, à deficiência e aos padrões a serem harmonizados. “Hoje se corre o risco de perder qualquer referência que não seja a do lucro”.

Por Iacopo Scaramuzzi – La Stampa | Tradução: Gercione Lima – FratresInUnum.com: “Todos são cientes do quanto a Igreja é sensível a assuntos éticos, mas, talvez ainda não tenha ficado claro a todos que a Igreja não reivindica qualquer posição privilegiada nesse campo”.

Foi o que disse o Papa Francisco em um encontro com a Comissão Nacional para Bioética Italiana, enfatizando o risco do utilitarianismo e do lucro serem usados como únicas referências nos progressos da ciência biológica e tecnologia médica.

Ele, então, exortou este organismo consultivo do governo italiano, liderado pelo católico Francesco Paolo Casavol, para que procure se aprofundar em temas ligados à “devastação ambiental e também ao prejuízo e a marginalização de indivíduos vulneráveis”. Em suma, ele pediu para que se tomasse a tarefa de contrapor à “cultura do descartável” que nos dias de hoje assume muitas formas, inclusive aquela de tratar embriões humanos como material descartável, assim como os doentes e idosos quando se aproximam do fim da vida. O Papa também pediu para que as normas e os padrões nos campos médicos e biológicos sejam harmonizados.

“Tenho o prazer de poder manifestar o apreço da Igreja pelo fato de que, há 25 anos, foi instituído na Itália, junto à presidência do Conselho de Ministros, o Comitê Nacional de Bioética”, disse Francisco. “E todos sabem o quanto a Igreja é sensível a questões éticas, mas, talvez, nem a todos tenha ficado igualmente claro que a Igreja não reivindica qualquer espaço privilegiado neste campo, pelo contrário, ela fica satisfeita quando vê que a consciência cívica, em seus vários níveis, é capaz de refletir, discernir e agir tendo como base a racionalidade livre e aberta e os valores constitutivos da pessoa e da sociedade. De fato, exatamente, essa maturidade cívica responsável é o sinal de que a semeadura do Evangelho – esta sim, revelada e confiada à Igreja – produziu seus frutos e conseguiu promover a busca da verdade e da bondade nas complexas questões éticas e humanas”.

É necessário, para o Papa, “servir ao homem, o homem todo, todos os homens e mulheres, com especial atenção e cuidado – como já foi referido – às pessoas mais vulneráveis e desfavorecidas, que estão lutando para fazer ouvir sua voz, ou que não podem ainda ou não poderão mais fazê-la ouvir. Neste terreno comum é que a comunidade eclesial e a civil se encontram e são chamadas a cooperar de acordo com as suas respectivas competências distintas”.

A comissão “tem repetidamente tratado – disse o Papa hoje – do respeito pela integridade do ser humano e a tutela de sua saúde, desde a concepção até a morte natural, considerando a pessoa em sua singularidade, sempre como um fim e nunca simplesmente como um meio. Este princípio ético é fundamental também no que diz respeito às aplicações da biotecnologia no campo da medicina, que nunca podem ser utilizadas de uma forma prejudicial à dignidade humana, e nem tampouco devem ser guiadas apenas por fins industriais e comerciais. A bioética – disse o papa Argentino – nasceu para confrontar, através de um esforço crítico, as razões e as condições da dignidade da pessoa humana, com os avanços da ciência e das tecnologias biológicas e médicas, as quais, por seu ritmo acelerado, arriscam perder qualquer referência que não seja a utilidade e o lucro”.

O Comitê Nacional de Bioética interveio nos últimos anos em questões legislativas controversas, como na questão do fim da vida, da interrupção da gravidez, da pesquisa com células-tronco e da barriga de aluguel. O Papa, hoje, incentivou o trabalho da Comissão “em algumas áreas.”

Em primeiro lugar, “a análise interdisciplinar das causas da degradação ambiental. Espero que a Comissão seja capaz de formular linhas de orientação, em áreas que, ligadas às ciências biológicas, sejam capazes de estimular a conservação, preservação e cuidados com o meio ambiente. Neste contexto, é oportuno um confronto entre as teorias biocêntricas e antropocêntricas, em busca de caminhos que reconheçam a correta centralidade do homem em relação a outros seres vivos e todo o ambiente, até mesmo para ajudar a definir as condições irrenunciáveis para a proteção das gerações futuras”.

“Um cientista um pouco amargo e cético – acrescentou o Papa –, certa vez, quando eu falei essas coisas sobre a proteção das gerações futuras, me respondeu assim: ‘Diga-me, padre, haverá geração futura?'”. Em segundo lugar, “a questão da deficiência e da marginalização das pessoas vulneráveis em uma sociedade fundamentada na competição, na aceleração do progresso. E o desafio de combater a cultura do descartável, a qual tem muitas expressões, entre as quais aquela de tratar embriões humanos como material descartável, e do mesmo modo as pessoas doentes e idosas que estão se aproximando da morte”. Em terceiro lugar, “os esforços cada dia mais crescentes em direção a um confronto internacional com vista a uma possível e desejável, embora complexa, harmonização das normas e regras das atividades biológicas e médicas, regras que saibam reconhecer os valores e os direitos fundamentais.”

O papa finalmente elogiou a Comissão por ter sensibilizado a opinião pública, a partir da escola, sobre questões como a compreensão do progresso biotecnológico. Para Francisco, em geral, “a pesquisa sobre complexas questões bioéticas não é fácil e nem sempre chega-se a uma harmoniosa conclusão; pois esta sempre requer humildade e realismo, e não teme o confronto entre diferentes posições; e que , finalmente, o testemunho dado à verdade contribui para o amadurecimento da consciência social”.

Hoje, neste meio tempo, no escritório da sala de imprensa do Vaticano, foi apresentada a mensagem do Papa para o XXIV Dia Mundial do Enfermo, que será realizado no dia 11 de fevereiro próximo, e que foi anunciado em setembro passado. Entre os oradores estão Mons. Zygmunt Zimowski, presidente do Conselho Pontifício para os profissionais de saúde (para a Pastoral da Saúde), Mons. Jean-Marie Mate Musivi Mupendawatu e padre Augusto Chendi, secretário e subsecretário do dicastério, e padre Peter Felet, secretário-geral da Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa e referência local para a organização do Dia Mundial do Enfermo, que será sediado esse ano em Nazaré.

29 janeiro, 2016

Padre Pedro Stepien recebe ameaças.

Por Hermes Rodrigues Nery | FratresInUnum.comPe. Pedro Stepien acolhe, há vários meses, em sua paróquia em Novo Gama, uma família de perseguidos por milicianos do Rio de Janeiro, e recebeu ontem a seguinte mensagem pelo whatsapp:

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Pe. Pedro Stepien

Leia com bastante atençao , temos seu telefone celelar , seu telefone de casa ______________ zap de Roberto , telefone de Rosana e Carla grampeados , nos lemos e ouvimos tudo que e falado, estamos de olho em sua casa e desta vez viemos em mais soldados nao seremos presos,queremos somente levar conosco Roberto e familia, Rosana, e Djanira e vamos levar , sabemos que estao perto de sua igreja Roberto e inteligente mais vai falhar , estamos a partir de agora vigiando tudo , entao peço que o senhor me diga por aqui como chegamos as casas que eles estao e tudo termina rapido , nao substime nossa inteligencia , policia nao vai adiantar pois estamos de olho em tudo , aguardo sua resposta que ela seja positiva , caso seja negativa tomaremos outras providencias ,
Obss: Deputados e Senadores nos devem muitos favores entao nao perca o seu e o nosso tempo, A Liga.”

Diz Pe. Pedro Stepien:

Ele me ameaçou!

Amigos este carro vectra cinza com placa do Rio de Janeiro LNN 9131 e outro vectra cinza escuro quase preto placas do Rio de Janeiro LCT 1591, estão rodando Lago azul e Novo Gama a procura de familias fugitivas da milicia do Rio de Janeiro,peço ajuda de todos que divulguem ,e peço aos nossos valorosos Policiais Civis e Militares do estado de Goias e DF que abordem com cautela estes carros e tentem identificar seus ocupantes, Rezo por nosso povo e Rezo por nossos policiais que nos protegem com tanto afinco,confiamos na rapida soluçao de tao grave situaçao,que Deus proteja a todos nos,Deus abençoe a todos.”

PS: liguei agora para o Senado para falar com a Dra. Damares Alves, que conhece bem essa situação, enquanto aguardamos, acompanhando o caso, em oração.

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27 janeiro, 2016

Quando a Igreja era acusada de impiedosa.

Por Rino Cammilleri – La Nuova Bussola Quotidiana | Tradução: Gercione Lima – FratresInUnum.com: Fabrizio De André retornava com muito gosto ao tema do “suicídio”. A primeira vez, em La ballata del Miche’, onde atacava a Igreja, acusando-a de impiedosa porque negava o funeral religioso aos suicidas. Na passagem escrita em memória de Luigi Tenco, que havia cometido suicídio, ele se lançou contra a “Igreja impiedosa” dizendo com toda certeza que o Paraíso acolhe a todos, “porque o inferno não existe no mundo de um Deus que é bom.” Finalmente, na obra Andrea, jogou a toalha e não fez mais comentários metafísicos sobre o suicídio do protagonista.
img-_innerart-_cam2_30Mas será que era realmente impiedosa aquela Igreja “Constantiniana”, que não admitia suicidas em seus cemitérios? Hoje, a ciência psiquiátrica moderna nos informa que, mais frequentemente do que se pensa, uma pessoa que comete suicídio não está totalmente em posse de seu juízo normal, assim a sua responsabilidade pessoal é no mínimo duvidosa. E o (velho) catecismo nos diz que para um pecado mortal é necessário que haja “plena consciência e consentimento deliberado”. O homem moderno já nem sequer sabe o que significam palavras como “pecado” e, muito menos, “mortal”, talvez por isso os sistemas antigos precisem realmente de uma reavaliação. Talvez Papa Francisco se sinta como Jonas em Nínive, cujo povo “não conseguia distinguir a direita da esquerda”. Como os homens de hoje, os ninivitas só compreendiam a linguagem do porrete  (“Quarenta dias mais e Nínive será destruída”). Aliás, o homem de hoje nem isso; daí a estratégia da “misericórdia”.
Mas, insisto, realmente a Igreja “pré” era impiedosa quando negava o último viático a um desesperado? Ou, pelo contrário, usava isso como uma advertência extrema, daquele tipo “se você tocar o fio de alta tensão morrerá” (adesivo completo com caveira e ossos cruzados para os analfabetos)? Pode haver algo pior que o sofrimento – naquele momento – sem via de saída? Isso era o que significava aquele gesto de rejeição para aqueles que acreditavam, mas que foram enganados pelo Enganador (“mendax et homicida ab initio’), para que pudessem encontrar a paz eterna. Assim, o homem que estava sendo tentado a cometer aquele gesto extremo tinha uma última chance de dissuasão: o medo de acabar num estado muito “pior”, em um buraco, e só para esclarecer, sem uma cruz encima. Isso é chamado estratégia de dissuasão. Hoje, no entanto, as cabeças mudaram, ao que parece.
Assim, a uma pobre mulher que morreu enquanto fazia um aborto, a uma que acabou assassinada durante uma escapada extraconjugal, a um ateu famoso, ou a um suicida são oferecidos misericordiosamente funerais em uma cerimônia católica, juntamente com as suas guitarras, os seus cachorrinhos de estimação, as bandeiras do clube de futebol de coração… etc. É isso mesmo, os tempos estão difíceis e, se assim não se faz, a Igreja, de fato, é taxada de impiedosa. Uma pergunta, no entanto não quer calar: será que os tempos eram menos “difíceis” quando Cavour enfiava nas prisões arcebispos e cardeais que se recusavam a entoar o solene Te Deum para as glórias da Patria Risorgimentale? O Beato Pio IX excomungou todos os Padres da Itália Unificada e suspendeu “a divinis” o frade que, contrariando suas ordens, administrou os últimos sacramentos a Cavour sem que ele tivesse se arrependido de seus confiscos e espoliações.
Vittorio Emanuele II, que vivia em concubinato com a “bela Rosin”, na propriedade real de San Rossore quando, por uma forte influenza, se viu à beira da morte (naquele tempo não haviam antibióticos), mandou chamar o Arcebispo de Pisa, o qual enviou-lhe uma mensagem dizendo que se ele quisesse os sacramentos, deveria: a) se casar regularmente; b) se retratar de tudo o que ele tinha feito contra a Igreja e o Catolicismo. Mas, notem bem, o prelado sabia bem que ele corria sério risco de retaliação, tanto para ele pessoalmente como para tudo o que ele representava. Mas, o rei acabou capitulando, pedindo apenas que o assunto não vazasse. Negócio fechado, porque naquela Igreja “impiedosa” interessava apenas a salvação de sua alma.
Mas, como já foi dito, eram tempos diferentes. Hoje, os tempos – me desculpem a tautologia – são diferentes e talvez o homem contemporâneo não merece ser levado tão a sério assim, tratado como um adulto ao invés de um molecão que nunca cresceu. Alguns me dirão que assim ele permanece em sua inocência de infância. Mas, não cabe a mim decidir estratégias e modus operandi. Como repórter, no entanto, eu apenas registro o que vejo. E vejo uma desconexão entre a classe dominante e o povo, tanto no âmbito secular como no lado religioso. As pessoas, como nos dias do socialismo real, estão votando com os pés. Tanto nas praças, como em direção aos santuários marianos. Mas, talvez seja muito cedo para uma avaliação: a Igreja pensa em termos de séculos.
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24 janeiro, 2016

Foto da semana.

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Charlene de Monaco: Deus lhe deu a Fé.

A princesa se tornou uma católica fervorosíssima. Em visita oficial ao Vaticano, ao lado de seu marido, o príncipe Albert II, Charlene de Mônaco viveu sua conversão ao Catolicismo depois de cinco anos como uma revelação. A princesa teria encontrado na meditação e na oração o seu equilíbrio…

Por Gala.fr | Tradução: FratresInUnum.com – A princesa se tornou uma católica fervorosíssima.

Esses são seus pequenos encontros, se não secretos, discretos. Momentos de comunhão que transfiguram a máscara de timidez por detrás da qual ela se esconde…

Nesta segunda-feira, 18 de janeiro, a princesa Charlene de Mônaco acompanhou o Príncipe Albert II ao Vaticano. Que a esposa do chefe do principado, onde a religião católica prevalece como religião de estado, junte-se à visita oficial que comemora os laços muito estreitos entre Mônaco e a Santa Sé, segue, à primeira vista, uma lógica protocolar.

Em janeiro de 2013, menos de dois anos depois de seu casamento em julho de 2011, o herdeiro Grimaldi tinha já apresentado a princesa ao Papa Bento XVI, da mesma forma que seu pai, Rainier, apresentou Grace Kelly a Pio XII.

Em março de 2013, o novo casal real do Mônaco chegou a interromper uma estadia na região do Pacífico para participar da Missa inaugural do Papa Francisco, novo sumo pontífice do Vaticano.

Finalmente, em novembro passado, a princesa assegurou a promoção de sua fundação para o desenvolvimento das crianças através do esporte no coração da cidade papal.

Mas, hoje, há no assiduidade com que Charlene acorre às audiências com sua Santidade, o Papa Francisco, a manifestação de um verdadeiro fervor.

“Charlene abraçou a religião católica e está muito inspirada por ela. É uma fiel devota e muito praticante”, garantiu recentemente uma pessoa próxima à revista People.

Na verdade, nascida no Zimbábue e criada na África do Sul na religião protestante, a princesa se converteu ao catolicismo dois meses antes de seu casamento com Albert II, na primavera de 2011. “Uma conversão desejada”, assegurou no verão passado. “Porque o catolicismo é a religião de Estado em Mônaco”, mas também “porque” (ela) dá muita força”.

O nascimento prematuro dos príncipes gêmeos Gabriella e Jacques, em 10 de dezembro de 2014, teria contribuído para fortalecer sua fé católica. Uma das primeiras saídas de Charlene do serviço hospitalar neonata do hospital Princesa Grace teria sido motivada pela necessidade de rezar na capela da instituição.

“Criei o hábito de rezar por todos, mas eu queria agradecer ao Senhor de modo especial. Eu me sinto tão devedora, eu me casei com um homem maravilhoso e sou uma mãe de dois filhos saudáveis​”, confirmou ela alguns meses mais tarde essa informação de nossos colegas da Paris Match.

Seu envolvimento em todos os detalhes do batismo de Jacques e Gabriella, Catedral de Notre-Dame-Imaculée, em Mônaco, 10 de maio de 2015, foi ocasião para a princesa demonstrar a sua devoção. Ou seu proselitismo. Escolhida como padrinho de Jacques e Gabriella, Gareth Wittstock, irmão mais novo de Charlene, por sua vez, converteu-se ao catolicismo um mês antes dos gêmeos receberem seu primeiro sacramento.

Desde então, acompanhada de seu esposo e, mais recentemente, dos filhos, a princesa freqüenta regularmente a missa em um, por escolha, dos muitos edifícios religiosos de Mônaco. Sua preferência é a Catedral de Notre-Dame-Imaculée, onde a princesa, na maior discrição, muitas vezes deixa flores em memória do príncipe Rainier.

Para um “veterano de Mônaco”, como cita a revista People: “Ela adora ir à igreja. Esta espiritualidade faz parte de seu equilíbrio e enriquece a vida da princesa”.

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18 janeiro, 2016

“Católico demais”, Dom Negri sob ataque.

Grupo de progressistas pseudo católicos escrevem ao Papa contra arcebispo fiel. De que lado ficará Francisco?

Por Mauro Faverzani – Corrispondenza Romana | Tradução: Gercione Lima – FratresInUnum.com: Mais que um apelo, parece uma sentença: a carta, enviada às pressas ao Vaticano – em particular, ao Papa e à Conferência dos Bispos -, para aproveitar a onda midiática (previsivelmente favorável), deixou várias questões em aberto e às claras.

mons-luigi-negri-468x262Os membros da Associação Pluralismo e a oposição da cidade de Ferrara não gostam de seu bispo, Dom Luigi Negri: ele é Católico “demais”, firme quanto aos princípios e pronto a defendê-los a todo custo.

Com a determinação de quem sabe ter uma “responsabilidade pastoral” específica (CCC, n. 879) em relação aos seus fiéis e mesmo aos não-crentes,  Dom Negri sacode e desperta as consciências e isso não agrada, ao contrário, cria “desconforto”. Daí o novo anátema, lançado pelos signatários da carta: “muitas vezes ele usa palavras que não são inspiradas na misericórdia e caridade”. A misericórdia se tornou o novo mandamento oni-abrangente e ai de quem não se adequar!

Esquecem-se de como o Bispo é chamado a governar sua própria diocese “por seus conselhos, exortações e exemplo, mas também pela autoridade e poder sagrado” (Catecismo da Igreja Católica, n. 894). Isto é, não só com o açúcar, mas quando e onde se faz necessário, mesmo com a vara. São trezentos os signatários do protesto. Quase todos da cidade de Ferrara, como fazem questão de salientar. 300 signatários contra 273.900 batizados daquela diocese de Ferrara e Comacchio. Um número ridículo, insignificante. Mesmo gritando alto e procurando o confronto, eles ainda sustentam que seu bispo desvia “com muita freqüência e em muitas questões das palavras do Papa”,  que se tornou para eles uma referência suprema do “catolicamente correto.”

Daí a acusação: Dom Negri, segundo eles, é “divisivo”. Aqui está o novo insulto, que não indica uma traição doutrinária ou, pior, uma atitude herética. “Divisivo”, dizem eles, é quem combate a laicidade, entendida como sinônimo de “auto-destruição da Europa”;  aqueles que ainda sustentam que as Cruzadas “permitiram a sobrevivência do continente” ao bloquear a ferocidade do avanço turco; aqueles que acusam o Islã de propagar a “violência como orientação teórica e prática” e assim por diante. Em suma, em uma palavra, “divisivo” seria qualquer um que faz e afirma, sem mais nem menos, uma posição cultural, explícita e manifestadamente católica. Mas, há mais.

Existe um problema de  método. A idéia segundo a qual quem deve enfiar a colher e mexer a panela dos Bispos é a “base”, de acordo com seus caminhos mentais próprios e não – o que seria legítimo – o próprio Bispo expressando opiniões amadurecidas à luz da doutrina correta, do Magistério e da Tradição, especificando onde e como, explicando e motivando, mas sim auto-opiniões, subjetivas e epidérmicas, jogadas  na onda do sentimentalismo, ao invés da razão e ainda menos da fé. Essa é uma forma muito perigosa de se proceder, porque na onda da “descentralização” e  das “periferias existenciais”, tenta-se introduzir as sementes de um parlamentarismo em um contexto que lhe é geneticamente alheio. O verdadeiro desafio consiste em substituir o “furor popular” jacobino pela infalível  Palavra de Deus.

Surpreende e causa tristeza constatar, mais uma vez, que os setores da Igreja, tem sido notáveis pela ausência e oficialmente pelo silêncio. Nem sequer uma voz, alta e clara, de solidariedade, nem sequer uma crítica aos autores imprudentes daquela carta ou objeções ao vazio das acusações. Silêncio desconfortável. Consideramos fundamental e honesto, especialmente em circunstâncias como esta, expressar toda a nossa solidariedade. Com força, afeto e gratidão. Reconhecendo o mérito incontestável dele ter sempre agido e falado com autêntico Sensus Ecclesiae. E de fazê-lo por uma razão precisa, para preencher aquela que o próprio Dom Negri recentemente chamou de “a maior pobreza que pode acontecer a um homem, a de não conhecer a verdade de Cristo.” Essa verdade, que ele, como bispo, nunca deixou de proclamar. E que ainda proclama.

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12 janeiro, 2016

Nota de Repúdio à Rede Globo, por Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família.

NOTA DE REPÚDIO CONTRA A REDE GLOBO

A Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família manifesta seu repúdio à Rede Globo pelo programa Zorra Total ter escarnecido da fé dos brasileiros, em esquetes exibidas nos dia 19 de dezembro de 2015, zombando do sentimento religioso da população, majoritariamente cristã, especialmente católica. Em tais esquetes é utilizada a aparição de Nossa Senhora de Fátima para fazer chacota, infringindo dessa forma o art. 208 do Código Penal  e ainda por ofender princípios e garantias constitucionais, especificamente o art.5°, VI, da Constituição Federal que estabelece a inviolabilidade da liberdade de crença, sendo assegurada o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias, esquetes essas que foram ofensivas à moral cristã, motivo este a justificar o mais veemente e público ato de repúdio.

Prof. Hermes Rodrigues Nery – Presidente

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31 dezembro, 2015

Felix Sit Annus Novus!

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O Fratres in Unum deseja um Santo Ano de 2016!

A seguir, os posts de 2015 mais lidos:

DENÚNCIA: Paróquia de Itaquera a serviço da destruição da Igreja.

Papa Francisco deixa na Bolívia as condecorações que recebeu de Evo Morales.

Folheto escandaloso atribuído a paróquia da diocese de São Miguel Paulista causa perplexidade em redes sociais.

Vaticano baniu aparições públicas, testemunhos, e provavelmente também as mensagens dadas aos videntes de Medjugorje.

Foto da semana. Abortado espontaneamente na 19ª semana de gestação, a vida do bebê Walter está mudando o debate sobre o aborto

Cardeal Sarah: “Faço parte daqueles – e somos muitos – que não permitirão que a pastoral substitua a doutrina”.

“Vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus”.

Quem foi realmente Dom Helder Câmara?

Máfia eclesiástica.

DITADURA BOLIVARIANA PATROCINADA PELOS BISPOS? Reforma Política, CNBB e Teologia da Libertação.

 

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