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14 dezembro, 2014

Foto da semana.

fabiola

A Bélgica chora a Rainha Fabiola, “mãe de todos os belgas”, que deixa sua herança aos pobres.

Por Religión en Libertad | Tradução: Fratres in Unum.com: Uma grande soberana e uma grande cristã morreu em 5 de dezembro, no Castelo de Stuyvenberg, em Bruxelas, aos 86 anos de idade. Ao voltar para o Pai, a quinta rainha dos belgas se reúne também com aquele por quem sofreu durante 21 anos, o amor de sua vida, o rei Balduino. “Ela costumava dizer que só esperava uma coisa: encontrar-se com Balduino. Que esse seria um dia de alegria para ela” (Voici).

Esta rainha católica impressionou o mundo todo ao assistir as exéquias de seu esposo, em 7 de agosto de 1993, vestida totalmente de branco, como sinal de sua esperança na ressurreição. Balduino morreu repentinamente aos 62 anos, depois de reinar por 42 anos, durante suas férias na Espanha. “A última aparição pública da rainha, cuja saúde era cada vez mais frágil, foi por ocasião do 20º aniversário da morte de Balduino” (L’Express).

Um matrimônio de amor entre católicos fervorosos

Nascida em Madri, em 11 de junho de 1928, Dona Fabiola de Mora e Aragão, filha da nobreza espanhola, havia sido enfermeira antes de se casar com o mais jovem soberano da Europa, em 6 de dezembro de 1960.

Foi em Lourdes onde Balduino pediu a mão de Fabiola (…) procedente do catolicismo espanhol mais puro. Fabiola “foi eleita pela Santíssima Virgem para ser minha esposa”, escreveu o soberano. Ela esteve sempre a seu lado como um apoio tão discreto quanto inquebrantável, sobretudo quando o rei Balduino rechaçou heroicamente, em 1990, assinar a lei que autorizada o aborto na Bélgica.

Sua maior dor foi não poder ter filhos. Fabiola perdeu cinco bebês antes de nascer. “Compreendemos que nosso coração tornou-se livre para amar às crianças, absolutamente todas”, confidenciou certo dia. A rainha multiplicou desde então suas ações caritativas, criando a Fundação Fabiola para a Saúde Mental. Consagrou-se também à luta contra a prostituição e a emancipação das mulheres nos países em desenvolvimento.

“Fez de Balduino o rei que a Bélgica precisava”

“A Bélgica perde uma grande Rainha. Uma Rainha de Amor. Uma Rainha Branca. Uma Rainha de coração”, escreve o diário La Libre Belgique em um vibrante editorial: “…rapidamente, nesta Bélgica cinzenta, ela levou o sol de seu país, o sorriso de sua família, a força de sua educação. Em poucos meses, ela ajudou seu esposo a amar o seu dever de rei. Em pouco tempo, ela se converteu em mais belga que os belgas”.

“Rapidamente, aprendeu o holandês e se fez amar por todo um povo, os valões, os bruxelenses, os flamencos, os germanófonos. Ela, que nunca pôde ter filhos, fez de todos os filhos da Bélgica a sua grande família. Assim, graças a ela, a seu amor, a sua presença, mas também a sua distância, fez de Balduino o Rei que a Bélgica precisava. Um rei que acompanhou a transformação do país. De unitária, a Bélgica se fez federal, através de sucessivas reformas. Sem feridas, sem violência”.

“Hoje é [o dia é de] dor para todos os belgas”, declarou Didier Reynders, vice-primeiro ministro e ministro de Assuntos Exteriores. Ela “marcou várias gerações. É uma página de nossa história que se vira”, acrescentou.

“Todos sabiam de suas convicções, de seu compromisso, de sua atenção aos mais fracos, tanto durante seus 33 anos de reinado como depois da morte do rei Balduino”, declarou Benoit Lutgen, chefe do partido de centro CdH, de inspiração cristã. “Ela mostrava claramente que era católica e praticante. A missa diária era o mais importante”, recorda Benoît Lobet, “padre da Rainha”. (RTBF).

Cheia de vida e humor até o final

Assediada pelos anticlericais, ela se encontrou no centro de uma polêmica a propósito de sua fundação privada destinada a ajudar a seus sobrinhos e sobrinhas, e a obras culturais ou sociais que promoviam suas convicções católicas.

Foi acusada de utilizar um pretexto caritativo como meio de escapar dos direitos de herança. Proclamando sua inocência, ela renunciou a esta fundação e se retirou ainda mais da vida pública, no mesmo ano da transferência de poder entre seu cunhado, o rei Alberto II, e seu sobrinho Felipe.

Longe de ser uma “estraga prazeres”, Fabiola estava cheia de vida e de humor. “Esta mulher de personalidade alegre, apaixonada pela música e pela dança, devolveu o sorriso a Balduino, conhecido como ‘o rei triste’, depois de sua ascensão ao trono em 1951 em condições muito difíceis depois da abdicação de seu pai Leopoldo III” (Le Point).

Ela conservou seu bom humor até o final. Em resposta a uma carta anônima que a ameaçava de morte com uma flecha durante a festa nacional de 21 de julho de 2009, ela exibiu uma maçã verde, em alusão a Guilherme Tell!

“Ela falava com todos deixando de lado o protocolo”, conta Stéphane Bern. A rainha Fabiola considerada a todos igualmente, e dizia sempre que estimava tanto a donzela que a ajudava a se vestir como a um chefe de Estado ou a um ministro”.

Deixa seu patrimônio aos mais desfavorecidos

A rainha Fabiola deixou todo o seu patrimônio privado à fundação “Obras da Rainha”, criada em 1960, na época de seu matrimônio com o rei Balduino e cujos beneficiários são as pessoas desfavorecidas, que precisam de ajuda limitada e urgente, na Bélgica. O diário “Le Soir” confirmou esta informação em fontes oficiais do Palácio, que, todavia, não quiseram dar detalhes sobre isso, tendo em conta que ainda deve ser realizado um inventário com esses bens privados.

O anúncio do conteúdo do testamento da rainha Fabiola, informa o diário Abc, ocorre após um período em que ela foi acusada de tentar se esquivar de obrigações fiscais em benefício de seus sobrinhos. Contudo, as fundações que havia criado então foram dissolvidas. “O testamento constitui um ponto final de sua resposta às críticas” das quais fora objeto, segundo afirma o diário de Bruxelas.

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13 dezembro, 2014

20% das crianças britânicas creem que Jesus Cristo é um jogador do Chelsea.

O diário britânico The Independent publica uma pesquisa com um surpreendente resultado, realizada com 1.000 crianças em um centro comercial situado às arredores de Londres. À pergunta «Quem é Jesus Cristo?», umas 20% das crianças pesquisadas selecionaram a opção de que se trata de um jogador do Chelsea.

Por InfoCatólica | Tradução:  Tradução: Airton Vieira de Souza – Fratres in Unum.comUm total de 1000 crianças foram entrevistadas para a pesquisa, realizada para o Brent Cross Shopping, da que se faz eco o Independent.

As outras possíveis respostas eram o filho de Deus, um apresentador de TV, um participante de “Factor X” ou um astronauta.

O Chelsea é um clube de futebol do oeste de Londres capital, fundado em 1905 e que joga na Premier League, máxima competição futebolística do Reino Unido.

NdT:

1) “Mas quando vier o Filho do Homem, julgais que encontrará fé sobre a terra?” (Lc XVIII,8)

2) “Porém o que escandalizar um destes pequeninos, que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço a mó que um asno faz girar, e que o lançassem ao fundo do mar.” (Mt XVIII,6)

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13 dezembro, 2014

Psicólogo analisa os riscos que correm os menores nas seitas.

Por Luis Santamaría – Rede Ibero-americana de Estudo das Seitas | Tradução: Airton Vieira de Souza – Fratres in Unum.com: No âmbito do Maister Universitário en Criminología y Seguridad da Universidade de Valência, em 26 de novembro passado, teve lugar a exposição “Os menores ante as seitas”. Esteve a cargo do psicólogo José Miguel Cuevas Barranquero, professor na Universidade de Málaga, vice-presidente da Asociación Iberoamericana de Investigación del Abuso Psicológico (AIIAP) e diretor da revista sobre abuso psicológico Traspasos.

Os principais trabalhos de Cuevas giram em torno à validação da persuasão coercitiva, assim como na perícia e abordagem de casos de sectarismo. Assiste a vítimas de seitas no setor público, através do Organismo Autônomo Local “Marbella Solidaria”, na província de Málaga. É autor de várias publicações em torno do fenômeno sectário e colabora com distintas organizações preventivas e informativas.

Insistindo nos danos das seitas aos menores, o psicólogo repassou alguns aspectos relevantes desta problemática, abordando-os de forma prática e com úteis recomendações. Para isso repassou alguns exemplos de fenômenos destrutivos que têm afetado diretamente a menores.

Riscos para as crianças em seitas

José Miguel Cuevas também expôs os habituais riscos e danos demonstrados pelos menores que veem forçados sua passagem por estes grupos, sendo educados em habituais pautas disciplinantes, com férreos esquemas rígidos e com uma probabilidade real elevada de sofrer negligências, tanto de abandono físico e afetivo, como de riscos para a saúde (em algumas ocasiões, com o abandono de práticas sanitárias obrigatórias como a vacinação, negação de auxílio sanitário, desenvolvimento exclusivo de medidas “sanitárias” alternativas…) que em casos extremos podem chegar a fazer correr perigo à vida do menor.

Estes menores são educados em pautas de submissão e obediência extrema à liderança das estruturas das organizações, alterando os papéis educativos paternos, que ficam relegados a uma ordem inferior ao da estrutura hierárquica grupal. O autor expôs os riscos mais importantes classificados em quatro subgrupos de técnicas coercitivas (ambientais, emocionais, cognitivas e dissociativas).

Quanto aos riscos ambientais, Cuevas citou alguns como a sobreproteção e rejeição de responsabilidades, a exploração infantil, o abandono material e afetivo, o abandono do rol paterno/materno-filial, a perturbação dos papéis de autoridade (já que a única autoridade é a hierarquia sectária), as dificuldades para a relação com os iguais externos ao grupo, o isolamento de familiares não sectários, o isolamento social e a dependência.

Indo aos riscos emocionais que correm os menores nas seitas, o psicólogo se referiu ao autoritarismo marcado, o risco de negligências e abusos, a imaturidade afetiva e racional, a indução de fobias sociais e outros medos, o fomento da culpa, a ansiedade obsessiva e o perfeccionismo.

Como riscos cognitivos citou o fomento da visão de um mundo injusto e catastrófico, o possível atraso educativo, a indução de crenças fundamentalistas e acientíficas, a rigidez mental, o fomento do chamado “pensamento mágico”, o fomento da obediência junto ao déficit do pensamento crítico, a alteração do processo de atribuição (todo o bom é pelo grupo, todo o mal vem da sociedade), etc.

Por último, apontou a dissociação, que inclui diversas atitudes: a participação em rituais de intensa emotividade, os abandonos e negligências sanitárias, a consideração extrema da sexualidade (o bem com a perversão e abuso, o bem com a demonização), os problemas de autoestima e identidade, a vulnerabilidade da liberdade e do desenvolvimento da pessoalidade e, em alguns casos, o uso de drogas.

Em um momento posterior, José Miguel Cuevas repassou as evidências científicas encontradas em distintas investigações de outros colegas, e que confirmam os graves riscos demonstrados por estes grupos. Também descreveu o panorama real de uma sociedade pouco comprometida e sensível com estas constantes agressões, em grande parte à ignorância entorno ao funcionamento e à prevalência real e elevada destes fenômenos, que afetam a uma parte importante da população (todos estamos sujeitos a estes riscos).

Problemas legais e jurídicos

Neste sentido, repassou alguma jurisprudência legal sobre estes grupos e as dificuldades encontradas na luta contra estas organizações coercitivas. Cuevas deu suas recomendações, com base nas evidências que tem recopilado na experiência em sua associação, especificando algumas ferramentas de avaliação específicas e validadas para medir a manipulação, o abuso e a persuasão coercitiva. Ferramentas como a escala GPA, que mede o abuso psicológico grupal, e que foi validada na Espanha pela doutora Carmen Almendros, ou a entrevista do psicólogo expositor, a EPC, validada recentemente como ferramenta fiável para detectar a presença de persuasão coercitiva.

Recomendou também que qualquer perito que aborde temas sectários deve tratar de especializar-se neste setor tão complexo. E que de uma maneira ou outra há de se avaliar familiares e ex-vítimas, não só pessoas que seguem dentro do grupo, que habitualmente costumam ser testemunhas pouco fiáveis, acostumados a ser condescendentes com o grupo, obedecendo, como sempre, à hierarquia a que estão submetidos.

Com efeito, quando se trata de prejudicar os interesses do grupo os membros raramente colaboram, fazendo justamente esforços reativos sumamente defensivos, como ocorreria com qualquer outro grupo delitivo que fosse investigado: seus integrantes estão motivados para dar uma versão interessada. Desta maneira, quando se avalia diretamente as vítimas que ainda sigam dependendo do grupo, há que se partir da hipótese de que resulta mui provável que tentem simular, dar uma versão e um contexto socioemocional favorável aos interesses do grupo.

Portanto, segundo este psicólogo, seria conveniente abordar com eles algumas ferramentas que detectem casos de simulação, como a entrevista clínico-forense e outras ferramentas avaliativas concretas para detectar casos de possível simulação. Desta maneira, se poderia detectar se realmente os integrantes do grupo dão uma versão realista em torno do grupo controvertido a que pertencem.

Com efeito, estas ferramentas, segundo o psicólogo, raramente são aplicadas por parte de seus colegas, sendo necessária a especialização e a abordagem para evitar avaliações predestinadas a ser manipuladas em favor dos interesses sectários. Também deu outras recomendações periciais para incrementar o rigor na avaliação pericial psicológica e psiquiátrica.

Entre os casos de grupos coercitivos históricos que hão atentado contra menores, fez um repasso de casos clássicos em Espanha: Meninos de Deus, Edelweiss, CEIS, Raschimura, etc., assim como também alguns casos recentes na atualidade internacional, alguns deles com protagonismo espanhol: o caso Antares da Luz, o assassinato de Dylan por parte de sua mãe Katherina (em Torrevieja, Alicante), os abusos sexuais do “Mestre Amor”, recém processado, a escola de karatê de Torres Baena, o Pastor de Salém, os Defensores de Cristo e um largo etcétera.

Não deixou passar o psicólogo a ocasião de descrever alguns dos habituais problemas e consequências psicopatológicas de passar por estes grupos, descrevendo algumas das lesões psicológicas que geram estes grupos, como o transtorno de estresse agudo, o transtorno de estresse pós-traumático, o transtorno dissociativo, indução de fobias, transtornos emocionais… e a importância de vinculá-los ao dano manipulativo gerado dentro das dinâmicas grupais.

José Miguel Cuevas insistiu na necessidade de que todas as partes implicadas deem um passo adiante nesta matéria: políticos, agentes judiciais, policiais, peritos, cidadania em geral… e a necessidade de proteger com mais veemência e força a estas vítimas de abuso e mau trato, independentemente do contexto em que tenham sofrido estas manipulações: grupos, seitas, casais, etc.

Destaques do original.

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11 dezembro, 2014

“Você vai se assustar”: É muito “know how” na evangelização do beijinho doce dos “santos de calça jeans”.

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10 dezembro, 2014

O bispo de Marília e o padre negro da Adamantina: problema de preconceito racial?

Apresentamos a seguir o relato de um diocesano de Marília a respeito da recente polêmica envolvendo o bispo e um sacerdote diocesano.

Causou impressão nos últimos dias, seja nos veículos de comunicação, seja nas redes sociais, os protestos que muitas pessoas fizeram depois que Dom Luiz Antonio Cipolini, bispo de Marília, decidiu transferir Pe. Wilson Ramos da paróquia Santo Antonio, em Adamantina, interior de São Paulo. Os meios de comunicação divulgaram a tese de que um grupo de fieis da paróquia, que seria conservador, rico e preconceituoso, teria se oposto ao padre por ele ser negro e atrair pobres e dependentes químicos para as Missas. O bispo teria acatado o que essas pessoas disseram e teria decidido transferi-lo para agradá-los e para evitar que a paróquia continuasse dividida. A história da substituição do galo da torre daquela igreja por um urubu, brincadeira de mau gosto que teria circulado entre algumas pessoas quando o padre chegou à cidade, foi exaustivamente repetida por sites e jornais.

Na noite do último domingo, dia 7, um grupo grande de manifestantes, que se declaram católicos e apoiadores do padre, entraram na igreja durante a Missa celebrada por Dom Luiz, que administrou o Sacramento da Crisma a alguns jovens, e começaram a protestar, com gritos e cartazes, pedindo explicações ao bispo pela transferência do padre. Uma pessoa chegou a jogar uma moeda na direção do bispo, a qual acabou caindo dentro da âmbula com as hóstias consagradas (com o intuito de dizer que ele teria se vendido a algumas pessoas). Outras voltaram as costas para o altar, como bons “manifestantes” contra o bispo. Os vídeos que circulam pela internet evidenciam o desrespeito à Santíssima Eucaristia, à pessoa do bispo, que ali agia, como ensina a Igreja, in Persona Christi, e ao lugar santo. Depois da comunhão, o bispo pediu que as pessoas ficassem de joelhos e se arrependessem do sacrilégio cometido, como uma espécie de ato de desagravo. Após a Missa, o bispo ainda teve de esperar cerca de duas horas para deixar a igreja, não sem grande escolta policial e dificuldade para entrar no carro. Aliás, seu carro foi riscado e os pneus foram esvaziados!

O que pensar de tudo isso? Quem tem razão? Onde está a verdade, que foi tão vilipendiada nestes últimos dias? O fato é que Pe. Wilson era pároco e o Direito Canônico garante certa estabilidade na paróquia ao padre que recebe essa função, mas não sem exortá-lo para que esteja à disposição das necessidades da diocese. Pe. Wilson chegou a Adamantina no começo do ano passado e, portanto, é insólito que um pároco fique na função durante tão pouco tempo, mas perfeitamente possível, se o bispo o pedir e seguindo o princípio da obediência ao bispo, à qual todo clérigo diocesano está ligado, tanto pela ordenação diaconal como pela sacerdotal. A partir desses fatos, vejamos:

1) Não foi racismo nem preconceito com os pobres e drogados o motivo que causou desconforto com o padre entre várias pessoas da paróquia. Este se deve ao fato de que Pe. Wilson tem um estilo característico de celebrar, à la RCC (com “bom dia”, “boa noite” ao irmão que está ao lado, com pedido de que todos levassem Bíblia à igreja, dentre outras atitudes), e com longas pregações, e ele não se mostrou disposto a se adaptar ao estilo da paróquia, em geral avessa e desacostumada a esta “sensibilidade”, para usar a linguagem corrente (como se a Liturgia estivesse regida por “sensibilidades”). A história do preconceito racial foi forjada ou pelos apoiadores do padre, por ele mesmo ou pelos meios de comunicação, já que o negro-oprimido-apoiador dos pobres contra o branco-rico-opressor dos pobres e negros dá uma boa manchete, muito mais do que o simples conflito entre o padre que não quer deixar a paróquia e o bispo que quer transferi-lo a todo custo.

2) Havia reclamações entre os fieis de que o padre daria apoio apenas a certos grupos (como os grupos de acampamento, muito ligados ao estilo RCC) e deixava outras dimensões da paróquia sem a devida atenção, pois, por exemplo, ele se ausentava com frequência da paróquia, mesmo aos finais de semana, para pregar retiros e exercer outras atividades em vários lugares diferentes e as Missas eram substituídas por “celebrações da Palavra”. Por outro lado, é fato que ele dava muita atenção às comunidades periféricas, realizando melhorias estruturais nas capelas urbanas.

3) Muitas reclamações chegaram ao bispo, que decidiu transferir Pe. Wilson, no último mês de setembro. Ante a resistência deste e de vários fieis, o bispo encarregou dois padres de ouvir os fieis da paróquia para analisar melhor a questão. Ao que parece, a ampla maioria deles deu apoio ao trabalho do padre. Entretanto, no final de novembro, Dom Luiz comunicou Pe. Wilson de sua decisão de transferi-lo. Foi o estopim para os protestos e abaixo-assinados. Até os protestantes, espíritas e vereadores, muito preocupados com o bem da Santa Igreja e com a salus animarum, decidiram dar apoio ao padre, criticar a atitude do bispo e entrar na onda do abaixo-assinado. Nas redes sociais, pulularam ofensas pessoais ao bispo e frases do tipo “não me representa”, como se a Igreja fosse uma espécie de democracia representativa, bem de acordo com a mentalidade protestante de que os ministros sagrados só são tais por delegação dos fieis.

4) De fato, em sua nota publicada no site da diocese, o bispo não deixou muito claro o real motivo da transferência do pároco. Faltou objetividade em apresentar motivos sólidos para tão séria atitude, uma vez que ele sabia que a oposição era grande e que certamente viriam protestos. Sua nota acabou sendo um prato cheio para aqueles que o acusaram de dar apoio tácito a pessoas racistas.

Neste turbilhão de mentiras, meias verdades e protestos, quem saiu perdendo foi a Igreja e o bem das almas. Prevaleceram as paixões, o culto à personalidade, os fins justificando os meios e a falta da busca da verdade. Mais um fato escandalosamente sintomático da crise na qual estamos imersos. Que Nossa Senhora de Fátima e Santo Antônio protejam a Santa Igreja e que os que realmente querem ser bons católicos aprendam que a glória de Deus e a salvação das almas estão acima de tudo.

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7 dezembro, 2014

Foto da semana.

femenbelenbelg

Bruxelas, 4 de dezembro de 2014: Duas ativistas de uma quadrilha feminista internacional atacam o presépio instalado na Praça Central da capital belga.

Na verdade, caros amigos, esta indigna foto da semana só é aqui publicada pedindo, encarecidamente, que ofereçam suas Sagradas Comunhões deste domingo em desagravo a este abominável e chocante pecado. Pois, o que há de mais terno e amável que um presépio, onde a Nossa Mãe Santíssima e São José, bem como os Pastores e Reis, contemplam o Menino Deus, indefeso, pobre, envolto em panos? Um Deus que se faz carne por amor aos homens é assim tratado… Algumas notícias dão conta ainda de que a imagem do Menino Jesus ficou em pedaços! É de quebrar qualquer coração católico, muito mais o Coração que tanto amou aos homens.

Venite, adoremus! Sim, irmãos, desagravemos. Com dor pelos pecados do mundo — a imagem é um verdadeiro retrato de como a civilização moderna trata a Nosso bom Deus cotidianamente — e, sobretudo, pelos nossos próprios.

 

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26 novembro, 2014

Seita Moon reúne 18 ex-presidentes no Paraguai: “Está provada a efetividade do impacto coletivo como tática”.

Por Luis Santamaría – Info Católica | Tradução: Airton Vieira de Souza – Fratres in Unum.comDezoito ex-presidentes latino-americanos e caribenhos se reúnem a partir de hoje, 19 de novembro, em Assunção (Paraguai) para participar da VI Convenção Internacional Global pela Paz, da Fundação Paz Global, de Heun Jin Preston Moon, filho do fundador da Igreja da Unificação, Sun Meung Moon, segundo informa a agência Efe.

A reunião tem como propósito “a análise e intercâmbio de experiências” dos ex-presidentes sob o lema “Até a transformação Nacional: A Liberdade, Prosperidade e Integridade mediante uma liderança moral e inovadora”, segundo a organização.

Intervirão os ex-mandatários guatemaltecos Vinicio Cerezo e Álvaro Colom, os uruguaios Luis Alberto Lacalle e Jorge Batlle, os bolivianos Jaime Paz Zamora e Carlos Mesa, o colombiano Ernesto Samper, Gustavo Noboa do Ecuador, Hipólito Mejía da República Dominicana e os panamenhos Nicolás Ardito Barletta Vallarino e Martin Torrijos.

Por Costa Rica chegarão ao Paraguai Laura Chinchilla e Rafael Calderón, Antonio Saca de El Salvador e o argentino Eduardo Duhalde. Os ex-presidentes paraguaios Juan Carlos Wasmose, Raúl Cubas e Luis González Macchi también intervirão nas conferências.

A Convenção apresentará palestras como: “Iniciativa Empresarial: Chave para o Desenvolvimento Sustentável e a Redução da Pobreza, Famílias Solidamente Constituídas como Bases de Sociedades Éticas” e “O Papel dos Meios de Comunicação na Promoção de Sociedades Éticas”. Também haverá uma mesa dedicada ao tema “Liderança da Mulher na Transformação Nacional”.

O ex-membro da Corte Suprema de Justiça do Paraguai José Altamirano, diretor do Instituto de Desenvolvimento do Pensamento Pátria Sonhada, um dos promotores do evento, disse à Efe que o evento “busca unir as melhores mentes do Paraguai e outros países”.

A organização aponta para defender um modelo de “família tradicional entre homem e mulher”, segundo disse Altamirano. “É certo que há novas redefinições do que é uma família, mas que não são fáceis de assimilar”, acrescentou.

A Fundação Paz Global foi fundada por Heun Jin Preston Moon, filho do reverendo Sun Meung Moon, com o propósito de cooperar com iniciativas de “promoção e instauração da cultura de paz”.

Meung Moon fundou em 1954 a Igreja da Unificação, a qual assegura ter cerca de 3 milhões de seguidores em 194 países. Pai de 15 filhos e avô de mais de 40 netos, o reverendo Moon levantou um multimilionário império empresarial em torno de sua igreja, que começou a ganhar visibilidade internacional nos anos setenta graças a suas bodas multitudinárias, nas quais dezenas de milhares de casais de seguidores se dão o “sim, quero” ao mesmo tempo.

No diário paraguaio ABC lemos também que esta importante iniciativa está a cargo da Fundação Paz Global, cujo presidente é Thomas Field. Contam ainda com o apoio da Missão Presidencial Latino-americana para Liderança, Testemunho e Ação ao serviço da região, Conferência Liderança Uruguai, Fundação Esquipulas para a Integração Centro-americana de Guatemala e o Instituto de Desenvolvimento do Pensamento Pátria Sonhada de Paraguai.

O convite foi feito por Thomas Field e pela presidente do Partido Colorado, a senadora Lilian Samaniego. Os ex-mandatários começaram a chegar ao país na terça, 18 de novembro, e se espera um público maciço tendo em conta a qualidade dos expositores.

Notimex agrega que esta VI Convenção Internacional Global pela Paz foi declarada de “interesse municipal” pela Prefeitura de Assunção e de “interesse turístico nacional” pela Secretaria Nacional de Turismo (Sernatur) deste país sul-americano.

Objetivo: influir na educação

Não é o único ato recente desta instituição vitrine da denominada popularmente como “seita Moon”, ainda que seja o mais importante. A Fundação Paz Global realizou, em 17 de outubro passado, um encontro de organizações e instituições vinculadas à educação paraguaia com o propósito de unificar esforços e criar o que denominam um “impacto coletivo” para gerar uma real transformação educativa, através de uma agenda comum, que destacaram poder ser uma solução a problemas sociais, segundo informou a página Entorno Inteligente.

Gerar um espaço de intercâmbio de experiências institucionais para aplicar estratégias que permitam um impacto coletivo positivo na educação paraguaia é o objetivo da reunião que se realizou no Salão VIP da Câmara de Senadores, e que contou com a presença de representantes de diversas organizações e instituições vinculadas à educação.

O evento organizado por Paz Global e Juntos pela Educação contou com a presença do vice-presidente Internacional de Educação da Fundação Paz Global, Tone Devine, quem se encarregou de explicar a diferença que existe entre o impacto individual e o impacto coletivo.

“A maioria das organizações, no momento de identificar um problema, só se centram em um elemento isolado e medem sua contribuição individual para resolvê-lo. Entretanto, um impacto coletivo é uma estratégia para resolver necessidades sociais mediante um processo de colaboração entre diferentes organizações até objetivos coletivos. Com estrelas solitárias não vamos mudar a história, necessitamos constelações que trabalhem juntas”, disse.

María Esther Jiménez, assessora de Educação da Fundação Paz Global, assinalou que em 24 de novembro se realizará um encontro para articular o projeto de Impacto Coletivo com vistas a constituir-se um fórum educativo nacional permanente e estabelecer uma agenda comum tendente à transformação educativa através do impacto coletivo.

“Esta reunião foi a apresentação do projeto, agora vamos tornar a convidar a todos os que assistiram hoje, para delinear as medidas e unir esforços para trabalhar juntos por este objetivo. Está provada a efetividade do impacto coletivo como tática para afrontar o problema”, assegurou.

Por sua parte, a senadora Blanca Ovelar, presidente da Comissão de Educação, referiu que esta é uma alternativa para começar a construir a cultura de trabalhar em rede. “Trabalhar em rede é trabalhar juntos para reverter a situação educativa de nosso país. Os esforços feitos até agora são insuficientes para melhorar os indicadores, pelo qual temos que somar os esforços da sociedade organizada”, comentou.

Além disso, Ovelar agregou que o tecido social com suas organizações tem que contribuir com essa estrutura. “As escolas sozinhas não vão reverter esta história. As crianças estão quatro horas na escola e vinte horas fora. Necessitamos uma comunidade que eduque e para que uma comunidade eduque e haja um impacto maior das ações das escolas necessitamos de redes solidárias de outras organizações que se somem ao esforço. Essa é uma cultura que temos que implantar na sociedade”.

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23 novembro, 2014

Foto da semana.

A paróquia da Santa Cruz em San Jose, Califórnia, sofreu um incêndio no sábado, mas de alguma forma este belo crucifico italiano de três metros de altura conseguiu escapar das labaredas:

Dada à extensão do incêndio, é um milagre que o crucifixo tenha saído ileso, já que todo o interior da igreja foi consumido pelas chamas.

Mais detalhes podem ser vistos aqui.

Créditos: Veneremur Cernui

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19 novembro, 2014

Cristo recebe abertura de evento que pretende popularizar meditação.

Awaken Love Festival terá atividades até domingo (23). Líder espiritual realizou meditação coletiva aos pés do monumento.

G1 – Um minuto para encontrar a paz. Essa foi a mensagem do líder humanitário e mestre espiritual brasileiro Sri Prem Baba que abriu o evento Awaken Love Festival na manhã desta terça-feira (18) no Rio. E o local escolhido não poderia ser mais inspirador: o Cristo Redentor. O objetivo da iniciativa é popularizar a prática da meditação, a partir da campanha “Just 1 minute” (“Apenas um minuto”).

Sri Prem Baba conduziu a cerimônia ao lado do Padre Omar no Cristo Redentor, no Rio (Foto: Matheus Rodrigues/ G1)

Sri Prem Baba conduziu a cerimônia ao lado do padre Omar Raposo, responsável pelo santuário do Cristo, e promoveu uma meditação coletiva aos pés do monumento. O local ficou lotado e os participantes ainda tiveram como “brinde” um dia lindo – com sol e céu sem nuvens.

De acordo com Sri Prem Baba, a humanidade vive em constante conflito e busca a paz longe de si mesma. “O ser humano vai longe em busca do amor e tranquilidade, quando a paz está dentro de cada um de nós. Esse é o início de uma revolução da consciência que começa com esse minuto de silêncio. Isso começa com seu comprometimento e assim você abrirá caminhos para paz, amor ou o que você procura”, afirmou o mestre espiritual.

A campanha, que aconselha as pessoas a reservar um minuto de seu dia para a meditação, foi elogiada pelo padre Omar. “O Cristo é um lugar de integração e essa campanha é maravilhosa. Este lugar foi pensado pela Igreja para que as pessoas pudessem meditar, ter contato com a natureza e encontrar Deus. O amor é capaz de refazer perspectiva, equilibrar sentimentos, olhar para o outro e perceber que ele não é o nosso inimigo”, disse.

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10 novembro, 2014

Divulgação – Ato de Reparação pelas blasfêmias da Bienal de Artes de SP.

1063925_790649250974302_9027436334180847204_oMais informações aqui.

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