Cachoeira Paulista, Sexta-feira Santa, 6 de abril de 2012 – “É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou…” I Cor. 2, 9.
Nova Evangelização: a pregação descolada, ridícula e imoral da nova estrela carismática do Brasil. Com a chancela da Canção Nova.
Apresentamos a nossos leitores o Padre Chrystian Shankar, da diocese de Divinópolis, MG, e sua “fenomenal” obra de evangelização. A Canção Nova, onde já pregou, tem suas palestras vendidas, celebrou missa e se tornou mais um parceiro-padre-estrela, apresenta o digníssimo sacerdote mais detalhadamente, de batina e tudo! Aliás, o site do Padre ainda traz anúncios de “formação católica”, “em defesa da fé”…
Padre faz sucesso no YouTube ao dar 10 conselhos para arrumar namorado
Crystian Shankar já é um fenômeno de acessos no You Tube
O Impacto – O padre Chrystian Shankar se tornou um fenômeno de acessos no YouTube com um vídeo fora do comum. O sacerdote de Divinópolis, no interior de Minas Gerais, dá 10 dicas para os fiéis conseguirem uma namorada(o). Com o título “10 desejos para quem deseja arrumar alguém”, o vídeo se aproxima da marca de 500 mil visualizações.
Com uma linguagem informal e até mesmo com gírias, o padre Chrystian compartilha com os fiéis da igreja os ensinamentos para quem busca um par romântico. O sacerdote consegue arrancar risos e aplausos da platéia com as sugestões.
Confira as 10 dicas do padre e assista ao vídeo na íntegra:
1- Livre-se do ditado “namorado e namorada não se arruma na noite”
2- Procure nos lugares certos.
3- Quem fica com todo mundo acaba ficando sem ninguém.
4- Cuidado com a maneira como você se veste.
5- Evite sair só com pessoas encalhadas.
6- Tenha resolvido sentimentos passados.
7- Tenha outros objetivos a não ser arrumar alguém.
8- Tenha foco. Não saia atirando para todo os lados
9- Pense que ninguém é responsável pela sua felicidade.
10- Busque o equilíbrio: “Não seja nem vergonhoso demais nem atacado demais, que você assusta. Se você é muito prafrentex, os outros vão dizer que esse aí não tem relacionamento sólido não. É muito fogo de palha”.
Twitter do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais: Atendente da nunciatura desliga telefone na cara de repórter. CNBB lava as mãos.
Da matéria do jornalista Ricardo Galhardo, do portal IG (via jornal Extra Alagoas), sobre a comemoração não-oficial (na realidade, um mero retuíte de um artigo de Reinaldo Azevedo) do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais (PCCS) pelo afastamento de Edinho Silva e Chalita da programação da TV Canção Nova:
“O PCCS é um organismo oficial da Igreja que responde diretamente ao Vaticano. Na Nunciatura Apostólica, em Brasília, ninguém estava autorizado a falar com a imprensa. A responsável por atender as ligações desligou duas vezes o telefone diante do pedido da reportagem do iG e disse que o problema era da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A assessoria de imprensa da CNBB informou que a entidade não tem qualquer relação com o fato“.
Gabriel Chalita critica “pessoas perigosas” de “grupo restrito”. “Mas com força suficiente para impor sua vontade”, nota entrevistador.
Trechos da entrevista concedida pelo Deputado Federal Gabriel Chalita ao portal IG no último dia 1º e publicada hoje.
Preocupação? A Canção Nova não pega em São Paulo mesmo!
“Essa polêmica fez com que uma parte da Canção Nova refletisse se não era melhor, durante um tempo, não deixar que pessoas em cargos públicos apresentassem programa (sic)”.
Uma parte? Quem?… Alô, Eto, você está vivo? Que tal sair do sepulcro? Felipe Aquino?…
Quanto ao “durante um tempo”, seria uma tática para deixar o assunto cair no esquecimento?
Não se preocupem, Chalita e comparsas da Canção Nova! Este blog “restrito”, que desencadeou um “bombardeio de internet”, ficará de olho!
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‘A religião está sendo usada de maneira desonesta’, diz Chalita
Em entrevista ao iG, pré-candidato fala sobre eleições 2012, relação com o tucanato, religião, aborto e vida amorosa
Nara Alves e Ricardo Galhardo, iG São Paulo
Ávido por concorrer à Prefeitura de São Paulo pelo PMDB, o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) descarta ceder às pressões para se retirar da disputa. “Eu não aceitaria ser ministro da Educação ou de qualquer outra área, ou candidato a vice-prefeito de São Paulo. Eu só aceito ser candidato a prefeito de São Paulo”, garante o deputado, que minimiza a afirmação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para demovê-lo da ideia de concorrer. Recém-filiado ao PMDB, ele afirma em entrevista ao iG que entra na campanha com a consciência de que ainda paga o preço pelo apoio à então candidata à Presidência Dilma Rousseff, no auge da polêmica sobre a descriminalização do aborto em 2010.
“Quando eu resolvi apoiar Dilma, começou uma rede de boatos na internet de que eu havia virado abortista”, lembra o deputado. Ele insiste em exaltar sua afinidade com a presidenta e deixa claro que não se arrepende de apoiá-la. Chalita também critica o uso da religião como ferramenta de campanha eleitoral, reforça sua posição contrária à descriminalização do aborto e faz críticas ao fundamentalismo religioso. “A religião está sendo usada de maneira desonesta”, diz o parlamentar. Segundo ele, um “grupo restrito” comandou “um bombardeio na internet”, que culminou, por exemplo, no cancelamento de seu programa na emissora de televisão Canção Nova, na semana passada.
Para a disputa na capital paulista, o deputado cobra uma postura ética dos demais candidatos, que terão por trás de suas campanhas três máquinas governamentais – o governo federal, que trabalha pela pré-candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad (PT); o governo estadual, que dará sustentação ao candidato do PSDB do governador Geraldo Alckmin; e o governo municipal, que poderá ser representado na corrida pelo PSD do prefeito Gilberto Kassab. “Espero que as máquinas não sejam usadas”, afirma.
Na entrevista ao iG, o deputado fala, ainda, sobre sua relação com o ex-governador tucano José Serra. “Ficou uma relação difícil. Em alguns momentos eu tentei cumprimentá-lo e ele não me cumprimentou”, conta. E completa: “Mas eu era muito pequeno para ele (Serra) ter tanta raiva de mim”. Já com relação a Alckmin, ele nega enxergar qualquer possibilidade de o governador, seu padrinho político, trabalhar nos bastidores a favor de sua candidatura: “Alckmin não é dissimulado”.
Sobre seus 63 livros publicados, Chalita analisa, sem falsa modéstia, que “todos são bons”. Admite ter ficado chateado com críticas, mas propõe um desafio: “Seria interessante se as pessoas, antes de não gostarem, lessem primeiro”. Solteiro aos 42 anos, ele desconversa sobre sua vida amorosa, mas não descarta a possibilidade de se casar em um futuro próximo. Ele conta que seu pai se casou aos 44 anos, apenas três meses depois de conhecer sua mãe. “Ainda tenho dois anos”, brinca.
Petista nega elo de punição a TV com fim de programa.
O presidente do PT em São Paulo, o deputado estadual Edinho Silva, contestou ontem qualquer possibilidade de ligação entre o fim do programa que ele mantinha na TV Canção Nova e a decisão do Ministério Público Federal de pedir na Justiça a suspensão da concessão dada à emissora. “O Ministério Público, que age de maneira completamente independente, encaminhou o processo em setembro. A suspensão do programa ocorreu agora, em novembro”, afirmou.
De fato, embora tenha divulgado a medida na quarta-feira, o MPF ajuizou a ação contra TV Canção Nova, ligada à Renovação Carismática Católica, em 20 de setembro. A ação foi distribuída à 1.ª Vara Federal de Guaratinguetá dois dias depois, mas ainda não foi apreciada pelo Judiciário.
O procurador Adejame Alexandre Oliveira, autor da ação, também pediu à Justiça a anulação da concessão da TV Aparecida, outra emissora católica. Neste caso, a ação, ajuizada em 22 de setembro, já foi recebida.
Nas duas situações o promotor alega que deveriam ter sido realizadas licitações públicas antes de se definir a concessão. Sem as licitações, os processos seriam nulos.
A suspensão do programa de Edinho estaria ligada a pressões de alguns setores da Igreja.
Procuradoria quer anular concessões das TVs Aparecida e Canção Nova.
O Ministério Público Federal em Guaratinguetá (SP) entrou com duas ações civis públicas pedindo a anulação das concessões das TVs Canção Nova e Aparecida, realizadas em 1997 e 2001, respectivamente.
Para a Procuradoria, as concessões outorgadas pelo Ministério das Comunicações à Fundação Nossa Senhora de Aparecida, mantenedora da TV Aparecida (canal 59-E), e à Fundação João Paulo 2º, mantenedora da Canção Nova (canal 35-E), ocorreram “sem a observância de processo de licitação obrigatório para concessão de serviço público”, previsto pela Constituição de 1988.
As emissoras transmitem nacionalmente programação evangelizadora de diferentes correntes da Igreja Católica e seus sinais estão disponíveis para antena parabólica e nos sinais das TVs abertas que integram a programação da maioria das operadoras de TV a cabo.
Para o procurador da República Adjame Alexandre Gonçalves Oliveira, somente a licitação dos canais educativos permitiria à administração pública selecionar a entidade mais capacitada tecnicamente e que apresente o melhor projeto educacional.
Gonçalves afirma que o pedido de cassação das concessões não tem nenhum vínculo com o tipo de conteúdo transmitido pelas emissoras, “mas com o fato de terem sido outorgadas sem licitação, o que põe em xeque a utilização democrática e transparente desse meio de comunicação, que é eminentemente público”.
Segundo as ações, a ausência de licitação anula todos os atos posteriores, principalmente, o contrato de concessão firmado entre a União e a entidade interessada.
As TVs têm sede em Cachoeira Paulista (SP). A reportagem já entrou em contato com as assessorias das emissoras e do Ministério das Comunicações para comentar o assunto e aguarda um retorno.
Até tu, Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais!

Twitter oficial do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais do Vaticano: @PCCS_VA comemora saída de Chalita e Edinho Silva da programação da TV Canção Nova.
Queimando a língüa: no vídeo disponível em nosso post que lançou a denúncia sobre o programa de Edinho Silva na Canção Nova, Eto dá boas-vindas ao novo membro da “equipe Canção Nova” e diz que o “programa é vontade de Deus”. E tem mais. Deixemos que fale o administrador da Canção Nova:
“Eu tive, há uns dias atrás, na Itália, e nós conversamos: eu, padre Jonas, Luzia, padre Roger Luis, Sérgio, conversando com Dom Maria Celli, que é o bispo responsável pelas comunicações do Vaticano, e ele fazia um pedido diretamente a mim, que eu colocasse um programa de.. eh… ah… doutrina social… doutrina social da Igreja”.
Créditos: Vida sim, aborto não!
Edinho Silva fala. “Aceitei depois de muita insistência”. “Ocorreu uma reação dos setores mais conservadores da Igreja”.
O deputado estadual Edinho Silva (PT) fala sobre sua saída de programa da tevê Canção Nova.
Qual o motivo de sua saída da Canção Nova?
A Canção Nova me propôs um programa que fizesse o vínculo das pastorais sociais e o setor da Renovação Carismática. Aceitei depois de muita insistência, mesmo com todas as dificuldades de agenda. Dom Beni, bispo de Lorena, alegou reação de setores da Igreja.
Houve algum tipo de censura de opinião?
Penso que ocorreu uma reação dos setores mais conservadores da Igreja. Setores que têm dificuldade em entender a importância dos trabalhos sociais desenvolvidos pelas Pastorais.
Pretende apresentar projeto semelhante em outro canal de televisão?
A princípio não. O programa tinha o objetivo de mostrar que a oração e a ação se completam. Eu só posso agradecer à Canção Nova pela iniciativa de procurar a unidade da Igreja.
Folha de São Paulo: intervenção de Dom Beni. Chalita “principal afetado”.
Renata Lo Prete | Folha de São Paulo
Foi o bispo de Lorena, d. Benedito Beni, quem comunicou a Edinho Silva a decisão da TV Canção Nova de tirar do ar o programa do presidente do PT-SP, lançado em 3 de novembro. Durante a campanha eleitoral, d. Beni defendeu a divulgação de folhetos que pregavam boicote à candidata Dilma Rousseff, a quem religiosos atribuíam posição dúbia em relação ao aborto.
“Ele disse ter sofrido pressões”, relata Edinho. Fiéis contrários à incorporação do petista ao quadro de apresentadores da Canção Nova promoveram movimento que incluiu, além de protestos, o estímulo à suspensão das doações que ajudam a financiar a emissora.
Sem-tela 1 Edinho diz ter sido convidado pela Canção Nova, em 2010, a comandar um talk-show que aproximasse as pastorais sociais da Igreja Católica e a Renovação Carismática, mais conservadora. “Lamento que esse espaço tenha sido suprimido.”
Sem-tela 2 Mas o principal afetado pela suspensão dos programas ancorados por políticos é Gabriel Chalita (PMDB), pré-candidato à prefeitura paulistana. Nascido em Cachoeira Paulista, sede da Canção Nova, o deputado comandava o “Papo Aberto”, um dos campeões de audiência do canal, com duas horas de duração e gravações itinerantes pelo país.
Trem da fé Em seu esforço de aproximação com a Canção Nova durante a campanha eleitoral, Dilma contou a dirigentes da comunidade católica ter feito pressões, quando ministra da Casa Civil, por uma estação do TAV [ndr: Trem de Alta Velocidade] em Cachoeira Paulista.
Despejados da tela.
Embora aguardemos a concretização dos fatos, é de suma importância que a Canção Nova manifeste oficialmente os motivos que a levaram à mudança em sua grade de programação. Qualquer outra razão que não uma verdadeira preocupação em se manter fiel à doutrina católica seria, novamente, outra demonstração de mero oportunismo.
Por Renata Lo Prete – Folha de São Paulo
A rede Canção Nova, emissora de TV e rádio ligada ao movimento católico Renovação Carismática, resolveu tirar do ar os programas comandados pelos deputados federais Gabriel Chalita (PMDB-SP) e Eros Biondini (PTB-MG), pelos estaduais Edinho Silva (PT-SP), Paulo Barbosa (PSDB-SP) e Myriam Rios (PDT-RJ), e pela primeira-dama paulista, Lu Alckmin.
Embora a decisão tenha sido tomada no atacado, o elemento precipitador foram as reações negativas de fiéis e lideranças da igreja à recente incorporação de Edinho, presidente do diretório estadual petista, ao quadro de apresentadores da Canção Nova.
Conexões “Justiça e Paz”, o programa de Edinho, estreou em 3 de novembro tendo como convidado Gilberto Carvalho. Principal mentor político do deputado petista, o secretário-geral da Presidência foi também articulador da aproximação entre a campanha de Dilma Rousseff e a Canção Nova no segundo turno da eleição presidencial. Até então, a candidata vinha sendo duramente combatida por religiosos da Renovação Carismática.
Doutrina O programa de Edinho deu origem, nas redes sociais, ao movimento #CançãoNovaSemPT. Um panfleto traz em vermelho o nome do partido e as expressões “aborto”, “casamento gay” e “Teologia da Libertação”.
2012… Entre os nomes retirados da grade de programação, há dois pré-candidatos a prefeito: Chalita em São Paulo e Paulo Barbosa (licenciado da Assembleia por ocupar a Secretaria de Desenvolvimento do governo Alckmin) em Santos. À frente do PT-SP, Edinho terá atuação eleitoral em todo o Estado.
… vem aí A cada eleição, cresce o interesse de políticos de todos os partidos pelo estoque de votos sob o raio de influência da Canção Nova. Aumenta também o desconforto de setores da igreja.
Tenho dito Procurado pelo Painel, o Conselho Deliberativo da Fundação João Paulo 2º, mantenedora da Canção Nova, confirmou a decisão de suspender os programas, tomada na sexta-feira passada. Em nota, agradeceu “a dedicação e o empenho” dos seis apresentadores e manifestou “respeito às suas atuações públicas”.









"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey