Posts tagged ‘Cardeal Antonio Cañizares Llovera’

19 junho, 2013

O nome de São José agora consta nas Orações Eucarísticas II, III e IV.

St-Joseph-BPor WDTPRZ – 17 de junho de 2013| Tradução: Fratres in Unum.com – Você já soube da notícia?  Décadas após João XXIII ter colocado o nome de São José no Cânon Romano, parece que [ndr: o decreto, que publicamos abaixo, foi oficialmente divulgado hoje, 19] o nome do grande Patrono dos Moribundos, Terror dos Demônios, estará nas Orações Eucarísticas II, III e IV na 3ª edição do Missale Romanum.

Recebi uma cópia de um documento da USCCB [Conferência dos Bispos dos EUA] que comunica o decreto – Paternas vices (Prot. N. 215/11/L) – da Congregação para o Culto Divino.

O texto em Latim será:

II: “ut cum beáta Dei Genetríce Vírgine María, beáto Ioseph, eius Sponso, beátis Apóstolis”
III: “cum beatissíma Vírgine, Dei Genetríce, María, cum beáto Ioseph, eius Sponso, cum beátis Apóstolis”
IV: “cum beáta Vírgine, Dei Genetríce, María, cum beáto Ioseph, eius Sponso, cum Apóstolis”

A versão em inglês:

II:
that with the Blessed Virgin Mary, Mother of God,
with Blessed Joseph, her Spouse,
with the blessed Apostles

III:
with the most Blessed Virgin Mary, Mother of God,
with blessed Joseph, her Spouse,
with your blessed Apostles and glorious Martyrs

IV:
with the Blessed Virgin Mary, Mother of God
with blessed Joseph, her Spouse,
and with your Apostles

Em espanhol:

II:
con María, la Virgen Madre de Dios, su esposo san José, los apóstoles y…

III:
con María, la Virgen Madre de Dios, su esposo san José, los apóstoles y los mártires…

IV:
con María, la Virgen Madre de Dios, con su esposo san José, con los apóstoles y los santos…

Tradução não oficial do Fratres para o português:

II:
com Maria, a Virgem Mãe de Deus, seu esposo São José, os apóstolos e…

III:
com Maria, a Virgem Mãe de Deus, seu esposo São José, os apóstolos e os mártires…

IV:
com Maria, a Virgem Mãe de Deus, seu esposo São José, os apóstolos e os santos…

O texto do decreto diz “doravante” e :

“…em vista das faculdades concedidas pelo Supremo Pontífice FRANCISCO, tem a satisfação de decretar que o nome de São José, Esposo da Bem Aventurada Virgem Maria, doravante será acrescentado às Orações Eucarísticas II, III, IV, ….”

Isso significa que aqueles de vocês que celebrarem a Missa Nova (Novus Ordo) amanhã – ou hoje à noite – poderão e, certamente, deverão acrescentar o nome de José.

* * *

Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos – Prot. N. 215/11/L

DECRETO

Pelo seu lugar singular na economia da salvação como pai de Jesus, São José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente à missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo. Deste modo, este Justo, que amorosamente cuidou da Mãe de Deus e se dedicou com alegre empenho na educação de Jesus Cristo, tornou-se guarda dos preciosos tesouros de Deus Pai e foi incansavelmente venerado através dos séculos pelo povo de Deus como protector do corpo místico que é a Igreja. Na Igreja Católica os fiéis, de modo ininterrupto, manifestarem sempre uma especial devoção a São José honrando solenemente a memória do castíssimo Esposo da Mãe de Deus como Patrono celeste de toda a Igreja; de tal modo que o Beato João XXIII, durante o Concílio Ecuménico Vaticano II, decretou que no antiquíssimo Cânone Romano fosse acrescentado o seu nome. O Sumo Pontífice Bento XVI acolheu e quis aprovar tal iniciativa manifestando-o várias vezes, e que agora o Sumo Pontífice Francisco confirmou, considerando a plena comunhão dos Santos que, tendo sido peregrinos connosco neste mundo, nos conduzem a Cristo e nos unem a Ele.

Considerando o exposto, esta Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, em virtude das faculdades concedidas pelo Sumo Pontífice Francisco, de bom grado decreta que o nome de São José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, seja, a partir de agora, acrescentado na Oração Eucarística II, III e IV da terceira edição típica do Missal Romano. O mesmo deve ser colocado depois do nome da Bem-aventurada Virgem Maria como se segue: na Oração Eucarística II: “ut cum beata Dei Genetrice Virgine Maria, beato Ioseph, eius Sponso, beatis Apostolis”, Na Oração Eucarística III: “cum beatissima Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum beatis Apostolis”; na Oração Eucarística IV: “cum beata Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum Apostolis”. Para os textos redigidos em língua latina utilizam-se as formulas agora apresentadas como típicas. Esta Congregação ocupar-se-á em prover à tradução nas línguas ocidentais mais difundidas [Pergunta do Fratres: Estaria a comissão para tradução da CNBB solenemente "dispensada" desta função?] ; para as outras línguas a tradução devera ser preparada, segundo as normas do Direito, pelas respectivas Conferências Episcopais e confirmadas pela Sé Apostólica através deste Dicastério.

Nada obste em contrário.

Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 1 de Maio de 2013, São José Operário.

Antonio Card. Cañizares Llovera – Prefeito

Fonte do decreto: News.va

23 janeiro, 2013

Esclarecimento de Dom Bernard Fellay sobre declaração relatada pelo Cardeal Antonio Cañizares Llovera.

Por FSSPX-EUA | Tradução: Fratres in Unum.com

O que Dom Fellay realmente disse ao Cardeal Cañizares sobre a Missa Nova.

O Cardeal Antonio Cañizares, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, afirmou à imprensa, no dia 15 de janeiro, o seguinte:

Certa vez, Dom (Bernard) Fellay, líder da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, veio me ver e disse: “Acabamos de chegar de uma abadia próxima de Florença. Se o Arcebispo (Marcel) Lefebvre tivesse visto como eles celebraram lá, ele não teria dado o passo que deu”… O missal usado naquela celebração foi o Missal de Paulo VI em sua forma mais estrita.[1]

Dom Fellay gentilmente prestou este esclarecimento à sspx.org do que ele efetivamente disse, e o contexto de suas palavras, relativamente à Novus Ordo Missae.

 * * *

Dom Fellay esclarece…

Como muito frequentemente ocorre em tais circunstâncias, uma frase foi mal interpretada: Eu estava descrevendo ao Cardeal Cañizares (e isso ocorreu cinco ou seis anos atrás) que os abusos na liturgia causaram uma grande reação entre nós. E isso ainda ocorre hoje em dia, no sentido de que os abusos e sacrilégios na sagrada liturgia têm ajudado os fiéis e até mesmo os padres a entenderem mais rápida e plenamente os defeitos profundos e o perigo do Novus Ordo – porque existe um elo entre a Missa Nova e os abusos. Os abusos têm ajudado a provar que a nossa posição é a correta: ou seja, a Missa Nova não é boa em si mesma.

Porém, tendo dito isso, desde o início e antes que os abusos ocorressem, o Arcebispo Lefebvre já tinha se recusado a celebrar o Novus Ordo Missae. Porque as graves omissões e toda a reforma [conciliar], feitas em um espírito ecumênico, lhe conferem um sabor protestante. A Missa Nova coloca em risco a Fé Católica e os inúmeros exemplos de fiéis e padres que perderam a Fé em relação direta com a celebração do Novus Ordo são bastante óbvios. Não obstante, por algum tempo – e até que esses novos efeitos nocivos fossem reconhecidos claramente – o Arcebispo Lefebvre não proibiu estritamente a frequência à Missa Nova. Só depois de alguns anos foi que ele proibiu os seminaristas de frequentarem a Missa Nova enquanto estivessem de férias.

[1] Conforme relatado pelo Rome Reports em 16 de janeiro de 2013 em um artigo intitulado “Cardinal Canizares: The most urgent reform is liturgical formation”. [Cardeal Canizares: A reforma urgentíssima é a formação litúrgica]

17 janeiro, 2013

O Prefeito da Congregação para a liturgia convida a ver o Papa como modelo para celebrar a Missa.

A “criatividade selvagem” pós-conciliar provocou a ruptura com os lefebvristas, assegura o Cardeal.

Por I.Media | Tradução: Fratres in Unum.com – Após o Concílio Vaticano II (1962-1965), a “criatividade selvagem” de certas experiências litúrgicas “irritou” uma parte da Igreja e levou à “ruptura” entre Roma e os os fiéis de Dom Marcel Lefebvre, considera o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Assim se exprimiu o Cardeal Antonio Maria Cañizares em uma conferência sobre a reforma litúrgica pós-conciliar, em Roma, na noite de 15 de janeiro de 2013.

Enquanto a constituição conciliar Sacrosanctum Concilium, sobre a reforma litúrgica, era aprovada em dezembro de 1963, alguns realizavam “experiências de uma criatividade selvagem” pouco respeitando o “Espírito do Concílio”, explicou o Cardeal Cañizares no final de um ciclo de encontros sobre o Concílio Vaticano II, proposto pela Embaixada de Espanha junto à Santa Sé. O alto prelado lamentou, então, que tais excessos tenham levado à “ruptura” com uma parte da Igreja. De fato, aos olhos do prelado espanhol, essa “má interpretação” do texto conciliar “irritou” alguns, provocando a separação realizada por Dom Lefebvre em 1988, com a sagração de quatro bispos sem mandato pontifício.

De acordo com o Prefeito, na época do Concílio Vaticano II, “mudança” foi uma “palavra mágica”, embora a “renovação litúrgica deva ser inscrita na continuidade”, sem o que corremos o risco de fazer da reforma de uma “caricatura”.

O Concílio não ofereceu tanto “mudanças”, mas antes uma “visão” da liturgia “em continuidade com toda a tradição da Igreja e da reflexão teológica” realizada sobre este tema, continuou o Cardeal Cañizares. Igualmente, segundo ele, “as mudanças são o resultado desta reflexão teológica dentro da tradição” e nas pegadas do “movimento litúrgico” iniciado na França, no século XIX, por Dom Prosper Guéranger (1805-1875), que tinha a peito aprofundar a liturgia para extrair a sua substância, a fim de fazê-la conhecida e amada.

Renovar o senso litúrgico

“Mesmo aqueles que seguem a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, quando participam de uma missa celebrada corretamente, afirmou ainda o alto prelado, eles dizem que não haveria a necessidade desta separação com a Igreja Católica se ela [a missa] fosse assim em todos os lugares”. O Cardeal Cañizares, em seguida, esclareceu que, segundo o testemunho de Dom Bernard Fellay, atual superior da Fraternidade, Dom Lefebvre obviamente não desejaria a ruptura se a missa fosse celebrada por todos segundo “a forma mais estrita” do novo Missal de Paulo VI (1963-1978).

Enquanto a nova evangelização é uma prioridade para os católicos, o chefe de dicastério considerou que não haverá “futuro para a Igreja, e mesmo para a humanidade, sem a renovação do senso litúrgico”. “A reforma mais urgente é a formação litúrgica, enormemente carente, e isso é visível”, enfatizou novamente. E acrescentou: “Onde os pastores e os fiéis têm uma boa formação litúrgica, a vitalidade das comunidades é mais forte”.

O padre não deve ser o “protagonista” de uma “liturgia espetáculo”, disse ainda o Cardeal Cañizares, mas a sua missa deve mais “compreensível, consciente e ativa”.

Questionado por jornalistas sobre a sensibilidade litúrgica de Bento XVI e, em especial, o recente retorno do fanon papal, um ornamento tradicional, o Cardeal Cañizares considerou que é necessário “ver as celebrações do Papa como um modelo a ser seguido”. “O Papa ensina não só por suas palavras, mas também por suas ações, e sua forma de celebrar é um exemplo para toda a cristandade”, concluiu.

7 novembro, 2012

Para brasileiro ver.

Dom Joseph Augustine Di Noia, Arcebispo Vice-presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, recebe a Sagrada Comunhão, de joelhos e na boca, de Sua Eminência Reverendíssima Dom Antonio Cañizares Llovera, no último sábado, na Santa Missa Latino Gregoriana celebrada na Basílica de São Pedro (créditos: Rorate-Caeli).

Um exemplo, talvez, para alguns bispos brasileiros que, ao assistir missas semelhantes, vão até o altar e comungam por conta própria? Os mais entendidos poderão, na caixa de comentários, esclarecer se há alguma previsão para tal no Missal Romano de 1962.

5 novembro, 2012

Mensagem do Papa aos participantes da Peregrinação Internacional a Roma. O diálogo entre Padre Barthe e Cardeal Cañizares.

Mensagem da Secretaria de Estado em nome do Santo Padre

Fonte: Una Cum Papa Nostro | Tradução: Fratres in Unum.com – Por ocasião da peregrinação internacional organizada em Roma pelo 5º aniversário do Motu Proprio Summorum Pontificum, Sua Santidade o Papa Bento XVI dirige a sua cordial saudação a todos os participantes, assegurando-lhes a sua oração fervorosa.

Matéria do jornal Avvenire, da Conferência Episcopal Italiana, sobre a peregrinação. Clique para ampliar.

Matéria do jornal Avvenire, da Conferência Episcopal Italiana, sobre a peregrinação. Clique para ampliar.

Com este Motu Proprio, o Santo Padre quis responder aos anseios dos fiéis ligados às formas litúrgicas precedentes. De fato, como ele escreveu em sua carta aos bispos apresentando o Motu Proprio, é bom conservar as riquezas que cresceram na fé e na oração da Igreja e lhes dar o justo espaço, reconhecendo, no entanto, plenamente o valor e a santidade da forma ordinária do rito romano.

Neste Ano da Fé promulgado quando a Igreja celebra o 50 º aniversário do Concílio Vaticano II, o Santo Padre convida todos os fiéis a manifestar de modo particular a sua unidade na fé; assim serão artífices eficazes da nova evangelização.

Confiando todos os participantes da peregrinação a Roma à materna intercessão da Virgem Maria, o Santo Padre lhes concede, de coração, a Bênção Apostólica.

Tarcisio Cardeal Bertone, Secretário de Estado de Sua Santidade.

* * *

O Padre Claude Barthe, capelão da peregrinação, relata: ‹‹ Uma das perguntas, depois da cerimônia, da qual o Cardeal Canizares saiu “el mar del contento” [contentíssimo], especialmente por causa da atmosfera de oração e em razão da piedade dos assistentes (e das muitas crianças!), foi: “Havia membros da FSSPX?”. É necessário dizer que o Cardeal conhece pessoalmente Dom Fellay. Eu respondi que havia reconhecido muitos fiéis da FSSPX, o que muito o alegrou. Eu não reparei se havia padres da FSSPX, mas os clérigos eram numerosíssimos para que eu conhecesse todos. Concluímos que, da próxima vez, Dom Fellay certamente estaria presente. “Claro!” ››

5 novembro, 2012

Neste 3 de novembro, na Basílica de São Pedro, a missa “extraordinária” é a missa normal.

Uma missa “extraordinária”? Uma missa normal!

Por Summorum Pontificum Observatus, 3 de novembro de 2012 | Tradução: Fratres in Unum.comEm preparação à celebração que acaba de ser concluída na Basílica de São Pedro, o Cardeal Cañizares havia, então, explicado ao vaticanista Andrea Tornielli, ponderando suas palavras: “é uma maneira de mostrar às pessoas que é normal usar o missal de 1962”. Para quem conhece o funcionamento da Cúria Romana, tal ato do Prefeito da Congregação para o Culto Divino na Basílica do Papa não poderia deixar de ser, de uma forma ou outra, inspirado, como assinala a mensagem do Papa, em francês, lida no início da cerimônia.

Missa Pontifical celebrada na Basílica de São Pedro pelo Cardeal Cañizares.

Missa Pontifical celebrada na Basílica de São Pedro pelo Cardeal Cañizares. Foto: Rinascimento Sacro.

Às 14:30, a longa procissão de confrarias, clero e fiéis, que partiu de San Salvatore, do outro lado do Tibre, atravessando a Ponte Sant’Angelo, depois de ter subido toda a Via della Conciliazione, passava as portas da Basílica vaticana para se juntar à multidão de fiéis que já estava em seu interior. E às 15 horas, visivelmente radiante, o Prefeito do Culto Divino iniciou a Missa Pontifical sob a Cátedra de São Pedro, diante de uma assistência de cerca de duas a três mil pessoas em torno da Cátedra de São Pedro, além da multidão atrás das divisórias e de um numerosíssimo clero secular e religioso. Como em outras cerimônias desta peregrinação Summorum Pontificum [cuja entrevista de apresentação foi publicada em português com exclusividade pelo Fratres in Unum], um dos pontos mais marcantes foi a presença maciça de sacerdotes diocesanos e seminaristas provenientes de diversas de Universidades Pontifícias, ou vindos para a ocasião da França, Estados Unidos, Inglaterra, etc.

Entre os prelados romanos que assistirão a cerimônia (Mons. Perl, Mons. Pozzo, que acabava de ser nomeado Arcebispo nesta manhã, Monsenhor Agostini, cerimoniário pontifício, etc.), a presença mais marcante era aquela, quase oficial, da Comissão Ecclesia Dei, com o seu Vice-Presidente, Dom Di Noia, ladeado por seus colaboradores e presidindo os membros do clero. Padre Almir de Andrade, [brasileiro] membro da Comissão, impecavelmente conduziu a cerimônia, auxiliado por um sacerdote diocesano, Pe. Cuneo. O sacerdote assistente foi Mons. Ferrer, vice-secretário da Congregação para o Culto Divino; o diácono, Pe. Barker, Vigário da paróquia pessoal [em Roma] dedicada à liturgia tradicional; o subdiácono, Pe. Reginal-Marie, da Fraternidade São Vicente Ferrer, sendo os outros ministros escolhidos dentre os seminaristas dos colégios romanos o dos cleros diocesanos.

Tudo visava a dar a entender que, partindo de uma situação de “privilégio” concedido, estamos agora a caminho — mesmo se ainda muito longe do objetivo — de uma situação normal, o extraordinário de ontem devendo se integrar pouco a pouco, passo a passo, nas paróquias, nas dioceses, nos movimentos de juventude, ordinariamente na vida da Igreja.

Procissão se aproxima da Basílica de São Pedro. Foto: The Remnant.

Procissão se aproxima da Basílica de São Pedro. Foto: The Remnant.

É o que o próprio Cardeal Cañizares enfatizou no final de sua homilia (muito espiritual), detendo-se sobre um tema que lhe é caro: o Motu Proprio é a pacificação da Igreja consigo mesma, com a sua Tradição, cujo eixo é a liturgia romana tradicional. Quando o “ministro da liturgia” de Bento XVI evoca com muita delicadeza a “iluminação” que a Constituição Sacrosanctum Concilium deve trazer a uma e a outra forma do Rito Romano, isso não significa dizer que, se ontem o Concílio foi explicado pela liturgia de Paulo VI, hoje ele pode também ser relido com o auxílio – para não dizer dizer com o filtro – da liturgia dita de São Pio V?

A emoção que contagiou os assistentes da Missa de 3 de novembro vinha da consciência de ver brotar essa revolução copernicana. O Cardeal recordou os objetivos da peregrinação: ação de graças e apoio à intenção do Santo Padre, comunhão “afetuosa” do povo Summorum Pontificum com o Pai Comum.

Anúncio da celebração do Papa que selará esta passagem da missa “extraordinária” à missa normal?

1 novembro, 2012

Cardeal Cañizares: “Eu celebro a Missa Tradicional porque é normal fazê-lo”.

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com

Trecho da entrevista concedida pelo Cardeal Cañizares Llovera, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, a Andrea Tornielli, do La Stampa, a respeito de sua celebração da Missa Tradicional no próximo sábado na Basílica do Vaticano, que será o ápice da peregrinação internacional a Roma entre os dias 1 a 3 de novembro por parte de católicos tradicionais em união com Sua Santidade:

Qual é o motivo da peregrinação?

“Agradecer a Deus e ao Papa pelo Motu Proprio que ele emitiu há cinco anos, reconhecendo o valor da liturgia celebrada de acordo com o missal do Beato João XXIII e marcando a continuidade com a tradição do Rito Romano. Ao reconhecer a liturgia anterior compreende-se que a reforma não significa acabar com práticas tradicionais mais antigas.”

Por que o senhor concordou em celebrar a missa para os peregrinos que seguem o Rito pré-conciliar?

“Eu concordei porque é uma maneira de mostrar às pessoas que é normal usar o missal de 1962: há duas formas do mesmo Rito, mas há apenas um único Rito, assim é normal usá-lo durante as celebrações da missa. Eu já celebrei várias missas de acordo com o missal introduzido pelo Beato João XXIII e o farei novamente de bom grado nessa ocasião. A Congregação na qual o Papa me chamou para atuar como Prefeito não se opõe ao uso da liturgia antiga, embora a tarefa de nosso dicastério seja realçar o significado da renovação litúrgica de acordo com as diretrizes da constituição Sacrosanctum Concilium e seguir as pegadas do Concílio Vaticano II. Com relação a isso, é preciso dizer que a forma extraordinária do Rito Latino deve se inspirar na Constituição conciliar, que nos primeiros dez parágrafos se concentra no verdadeiro espírito da liturgia e, portanto, é relevante a todos os ritos.”

13 outubro, 2012

Peregrinação internacional a Roma: Missa Tradicional na Basílica de São Pedro celebrada pelo Cardeal Cañizares.

Cardeal Cañizares

Cardeal Cañizares

Após longa espera, foi divulgado o nome do celebrante da Santa Missa Tradicional na Basílica de São Pedro, no próximo dia 3, por ocasião da Peregrinação Internacional Summorum Pontificum: trata-se do Cardeal Antonio Cañizares Llovera, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

Por conta da indefinição acerca do celebrante, surgiram rumores de que ele poderia ser o próprio Papa. A expectativa agora permanece sobre a possibilidade de Bento XVI ao menos assistir à Santa Missa celebrada pelo Cardeal Cañizares.

11 abril, 2012

Essa estranha missa que o Papa não quer.

É a missa segundo o rito do Caminho Neocatecumenal. Bento XVI ordenou à Congregação para a Doutrina da Fé que a examine a fundo. Sua condenação parece certa.

Por Sandro Magister | Tradução: Fratres in Unum.com

Roma, 11 de abril de 2012 – Com uma carta assinada ao Cardeal William J. Levada, Bento XVI ordenou à Congregação para a Doutrina da Fé se examine as missas neocatecumenais estão ou não de acordo com a doutrina católica e a praxe litúrgica da Igreja Católica.

Um “problema” que o Papa julga ser de “grande urgência” para toda a Igreja.

Há tempos Bento XVI está preocupado com as modalidades particulares com que as comunidades do Caminho Neocatecumenal celebram suas missas, no sábado à noite, em locais separados.

Sua preocupação aumentou também pela trama feita às suas costas na cúria no inverno passado, sobre a qual informou http://www.chiesa nos seguintes artigos:

“Plácet” ou “Non plácet”? A aposta de Carmen e Kiko. (13.1.2012)

Aos neocatecumenais, o diploma. Mas não o que eles esperavam. (23.1.2012)

Ocorreu que o Pontifício Conselho para os Leigos, presidido pelo Cardeal Stanislaw Rylko [ndr: que também promoveu a aprovação da Canção Nova...] , havia preparado um texto de um decreto de aprovação global de todas as celebrações litúrgicas e para-litúrgicas do Caminho Neocatecumenal, que devia ser publicado em 20 de janeiro por ocasião de um encontro previsto do Papa com o Caminho.

O decreto havia sido redigido por indicação da Congregação para o Culto Divino, presidida pelo Cardeal Antonio Cañizares Llovera. Os fundadores e líderes do Caminho, Francisco “Kiko” Argüello e Carmen Hernández, foram informados disso e, felizes, anteciparam a seus seguidores a iminente aprovação.

Tudo sem o conhecimento do Papa.

Bento XVI tomou ciência do texto do decreto poucos dias antes do encontro de 20 de janeiro.

E o achou incoerente e equivocado. Ordenou que fosse anulado e reescrito segundo as suas indicações.

De fato, em 20 de janeiro, o decreto publicado se limitou a aprovar as cerimônias para-litúrgicas que marcam as etapas catequéticas do Caminho.

Em seu discurso, o Papa enfatizou que somente elas haviam sido convalidadas, enquanto deu aos neocatecumenais uma verdadeira e própria lição sobre a missa — quando um ultimato — sobre como celebrá-la em plena fidelidade às normas litúrgicas e em efetiva comunhão com a Igreja.

Nestes mesmos dias, Bento XVI recebeu em audiência o arcebispo de Berlim, Rainer Maria Woelki, homem de sua confiança, que logo seria feito cardeal. Woelki lhe falou, entre outras coisas, precisamente das dificuldades que os neocatecumenais criavam em sua diocese, com suas missas separadas no sábado à noite, oficiadas por uns trinta sacerdotes do movimento.

O Papa pediu a Woelki que lhe fizesse uma nota escrita sobre o tema. Em 31 de janeiro, Woelki enviou a ele uma carta com informações mais detalhadas.

Dias mais tarde, em 11 de fevereiro, o Papa enviou uma cópia desta carta à Congregação para a Doutrina da Fé, junto com um pedido seu de examinar o quanto antes a questão, que “não concerne somente à arquidiocese de Berlim”.

Segundo as indicações do Papa, a comissão de exame presidida pela Congregação para a Doutrina da Fé tinha de ter a colaboração de outros dois dicastérios vaticanos: a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e o Pontifício Conselho para os Leigos.

E assim foi. Em 26 de março, no Palácio do Santo Ofício, sob a presidência do Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, o Arcebispo Luis Francisco Ladaria Ferrer, jesuíta, se reuniram para um primeiro exame da questão os Secretários dos outros dois dicastérios — o Arcebispo Augustine J. Di Noia, dominicano, do Culto Divino, e o bispo Josef Clemens, do [Conselho] para os leigos — e quatro peritos por eles designados. Um quinto perito, ausente, Dom Cassiano Folson, prior do mosteiro de São Bento em Nursia, enviou sua opinião por escrito.

Os juízos exprimidos sobre a missa dos neocatecumenais foram todos críticos. Muito severo foi também o que a própria Congregação para a Doutrina da Fé havia pedido, antes da reunião, ao teólogo e cardeal Karl J. Becker, jesuíta, professor emérito da Pontifícia Universidade Gregoriana e consultor do dicastério.

O dossiê fornecido para a reunião pela Congregação para a Doutrina da Fé incluía a carta do Papa de 11 de fevereiro, a carta do Cardeal Woelki ao Papa no original alemão e em versão inglesa, o parecer do Cardeal Becker e um guia à discussão no qual se colocava, de maneira explícita, a conformidade com a doutrina e a praxe litúrgica da Igreja Católica do art. 13 § 2 do estatuto dos neocatecumenais, com o qual eles justificam suas missas separadas no sábado à noite.

Na realidade, o perigo temido por Bento XVI e muitos outros bispos — como se conclui das numerosas denúncias que chegam ao Vaticano — é que as modalidades particulares com que as comunidades neocatecumenais de todo o mundo celebram suas missas introduzam, de fato, na liturgia latina, um novo “rito”, composto de forma artificial pelos fundadores do Caminho, estranho à tradição litúrgica, cheio de ambiguidades doutrinais e causa de divisão nas comunidades dos fiéis.

O Papa confiou à comissão por ele desejada a tarefa de averiguar o fundamento destes temores, em vista das conseqüentes decisões.

Os juízos elaborados pela comissão serão examinados em uma próxima reunião plenária da Congregação para a Doutrina da Fé, uma quarta-feira — uma “feria quarta” — da segunda metade de abril.

6 março, 2012

Cardeal Cañizares pede por “moderação” de concelebrações no Rito Latino.

Por Catholic Culture | Tradução: Fratres in Unum.com – O Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos disse, no dia 5 de março, que a “ampliação da faculdade de concelebrar precisa ser moderada”. A Constituição sobre a Sagrada Liturgia, do Concílio Vaticano II, estendeu a permissão para a concelebração em certos casos; esta permissão foi ampliada nos anos seguintes.

“A concelebração, na genuína tradição da Igreja, seja Ocidental ou Oriental, é um rito extraordinário, solene e público, normalmente presidido pelo bispo ou seu delegado, cercado por seu presbitério e por toda a comunidade de fiéis”, disse o Cardeal Antonio Cañizares Llovera na apresentação de um novo livro sobre o assunto de Mons. Guillaume Derville, um padre do Opus Dei.

“Mas as concelebrações diárias de padres apenas, que são praticadas ‘privadamente’, por assim dizer, nas Igrejas ocidentais, em vez de Missas celebradas individualmente ou ‘more privado’ [de modo privado], não fazem parte da tradição litúrgica latina”, acrescentou o cardeal. “Ademais, parece-me que o autor foi muito bem-sucedido ao examinar profundamente as razões implícitas mencionadas pelo Concílio para estender a concelebração. Esta ampliação da faculdade de concelebrar precisa ser moderada, como podemos ver quando lemos os textos do Concílio”.

Citando o Papa Bento XVI, o Cardeal Cañizares afirmou:

“Quanto a mim, tenho de dizer que isso permanece um problema, pois a comunhão concreta na celebração é fundamental, e eu não considero que a resposta definitiva realmente tenha sido encontrada. Também levantei esta questão durante o último Sínodo, mas ela não foi respondida. Fiz ainda outra pergunta a respeito da concelebração: por que, por exemplo, se mil padres concelebram, não sabemos ainda se esta estrutura foi desejada pelo Senhor?”