Posts tagged ‘Cardeal Schönborn’

maio 15, 2012

“Viena precisa esclarecer”.

IHU – A congregação vaticana para a Doutrina da Fé teria pedido esclarecimentos para o arcebispo de Viena, o cardeal Christoph Schönborn, sobre o episódio de um jovem gay eleito para o conselho pastoral de uma paróquia austríaca, informa a imprensa austríaca.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 14-05-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A história remonta há algumas semanas, quando um jovem austríaco, Florian Stangl (foto), que habita com seu parceiro, foi eleito com grande maioria para o conselho pastoral da paróquia de Stützenhofen, ao norte de Viena, contra o parecer do pároco, Gerhard Swierzek.

Schönborn se encontrou com o jovem e com o seu companheiro, e defendeu a sua eleição. Depois dos primeiros protestos, Schönborn explicou que, se a “norma” para a Igreja continua sendo o casal heterossexual, no entanto, é necessária “paciência” pastoral com relação a todos os casais irregulares.

“Agora – informa o jornal austríaco Der Standard – o dicastério vaticano encarregado pela salvaguarda da ortodoxia teria enviado uma carta a Schönborn para lhe pedir esclarecimentos e, no caso de não chegar uma resposta, o purpurado seria convidado para uma conversa por ocasião da sua próxima visita a Roma”.

abril 13, 2012

O religioso “rebelde” para Schönborn: “Você também desobedece”. Padre que defendeu a doutrina católica, desmoralizado, renuncia.

Peter Paul Kaspar, capelão da Academia e dos artistas de Linz, um dos líderes da “Pfarrer-Initiative”, escreve uma carta ao Cardeal de Viena.

Por Andrea Tornielli | Tradução: Fratres in Unum.com

O Arcebispo de Viena, Cardenal Christoph Schönborn

O Arcebispo de Viena, Cardenal Christoph Schönborn

Peter Paul Kaspar, capelão da Academia e dos artistas de Linz, um dos líderes da “Pfarrer-Initiative” (Iniciativa dos Párocos), escreve uma carta aberta ao Cardeal Viena, Cristoph Schönborn, citando o caso do jovem homossexual eleito no conselho pastoral de Stützenhofen. E apresentou este caso como um exemplo de “desobediência”, ou melhor, de obediência à própria consciência, ao invés de seguir as “leis romanas”.

Como se sabe, na manhã da Quinta-feira Santa, surpreendentemente, Bento XVI falou durante a Missa Crismal do chamado à desobediência subscrito por 400 párocos austríacos. Aos subscritores, que pedem drásticas reformas como a abolição do celibato sacerdotal e a ordenação de mulheres, o Papa havia dito que a desobediência não é o caminho adequado para reformar a Igreja, porque se corre o risco de transtormá-la segundo nossos desejos e nossas idéias.

As palavras do Pontífice foram acolhidas positivamente pelo Arcebispo de Viena, o Cardeal Christoph Schönborn, mas também foram apreciadas pelo líder da “Pfarrer-Iniative”, que apesar de não estar totalmente de acordo com a decisão do Pontífice de declarar impossível a ordenação das mulheres, se disse contente porque a homilia consistia no início de um diálogo.

Agora, o Padre Kaspar enviou uma carta aberta a Schönborn, depois de o Cardeal ter contestado os religiosos “rebeldes” por ter lançado um “chamado à desobediência”, por ocasiao do Pentecostes de 2011. “O fato de que o senhor — escreve — no tenha pedido para revisarmos o título do chamado, em vez de discutir o conteúdo, diz muito sobre qual é a sua idéia de autoridade: o senhor se refere à obediência que nós devemos a Deus, ao seu ensinamento e à nossa consciência, mais que ao senhor em pessoal ou ao seu papel”.

O sacerdote da “Pfarrer- Initiative” cita, depois, o caso do jovem Florian Stangl. “O senhor pediu um encontro com o paroquiano gay, eleito para o conselho pastoral com grande maioria, porque vive em união civil com seu companheiro. E apoiou a decisão da paróquia”.

“É possível — acrescenta Kaspar — que agora o senhor seja acusado por um tribunal canônico romano. O senhor, obviamente, já teve a oportunidade de pensara respeito e decidiu continuar apoiando a sua ‘desobediência’. O fato de que o senhor tenha exposto publicamente ao ridículo o pároco obediente (que havia invalidado inicialmente a eleição de Stangl, declarando que ele não podia ser eleito, ndr.), contudo, é um pequeno pecado”.

 ”De toda forma — continua o religioso rebelde — nós consideramos sua decisão como um exemplo positivo do fato de que um bispo em atividade obedeça à própria consciência, embora a Igreja ou a lei romana estabeleçam outra coisa. Nós aprovamos sua ‘desobediência’ como uma gratificante responsabilidade (no sentido literal) de um oficial público ‘consciencioso’”.

* * *

Segundo Marco Tosatti, o Pároco  do “caso  Stangl” “apresentou sua demissão depois que o Cardeal Christoph Schönborn ignorou sua decisão de excluir do conselho paroquial um homossexual praticante. O Padre Gerhard Swirzek havia decidido que Florian Stangl não poderia fazer parte do conselho paroquial porque está comprometido publicamente em uma união com uma pessoa do mesmo sexo. Mas após o encontro com Stangl, o Cardeal Schönborn anulou a decisão do pároco. O Padre Swirzek agora pediu a seus superiores que o designem para um cargo pastoral diferente, dizendo que em sua consciência não poderia permanecer em uma paróquia onde “o povo quer fazer como quer a qualquer preço”. O sacerdote declarou que está desiludido porque o Cardeal Schönborn se reuniu com Florian Stangl e seu parceiro homossexual, mas não com ele mesmo, o Padre Swirzek, para falar do problema.

abril 10, 2012

Carta do Vaticano aos Bispos Austríacos exige ação quanto a padres desobedientes.

Kath.net – Exclusivo: carta de Roma aos bispos austríacos sobre a Iniciativa dos Párocos – os bispos são instados a fazer alguma coisa a respeito da Iniciativa dos Párocos – Cardeal Schönborn acaba de exigir um “esclarecimento”. O Cardeal de Viena Christoph Schönborn fez novamente uma declaração na Sexta sobre a Iniciativa dos Párocos e exigiu uma retratação ao “chamado à desobediência”.

Na última terça-feira da Semana Santa, o Papa Bento XVI rejeitou claramente a Iniciativa e fez comentários críticos. Kath.net tomou conhecimento de que Schönborn não fora informado de antemão sobre o sermão do Papa, embora ele tenha feito alusão direta à Áustria.

Em entrevista à ORF, na sexta-feira, Schönborn explicou que o Papa estava “bem informado”.  “De uma maneira muito sutil, primeiramente, ele falou que compreende as preocupações de que a Igreja não estava fazendo o bastante no mundo atual. Em seguida, afirmou muito claramente que há alguns pontos nessa Iniciativa dos Párocos, mencionados no ‘seu Chamado à Desobediência’, que não podem ser sustentados”.

Ele mencionou a clara decisão do Papa João Paulo II e a clara decisão do Magistério da Igreja em relação à possível ordenação de mulheres, sobre a qual ele disse que a Igreja não tem a autoridade de alterar algo que procede de Jesus.

Agora Schönborn quer um esclarecimento. “É preciso que haja um esclarecimento neste caso sobre o ‘Chamado à Desobediência’. Os bispos disseram isso desde o início, a palavra ‘desobediência’ não pode perdurar. Acho que precisamos de um esclarecimento, uma declaração pública e creio que precisamos enfrentar essa questão logo”.

Kath.net veio a saber de que nas últimas semanas houve definitivamente, nos bastidores, até mesmo mais esforços do Vaticano do que se sabe publicamente. Os bispos austríacos foram instados em uma carta polêmica de Roma a fazer alguma coisa em relação à Iniciativa dos Párocos, da qual Kath.net tomou conhecimento através de uma série de fontes bem informadas.

Créditos: Catholic Church Conservation | Tradução: Fratres in Unum.com

abril 10, 2012

Jovem gay é eleito para conselho pastoral. Cardeal de Viena se posiciona.

IHU – O jovem de vinte e sete anos, Florian Stangl, foi o mais votado, entre os paroquianos, durante as eleições do novo conselho pastoral de Stützenhofen, ao norte de Viena. O pároco, porém, não quis admitir sua designação. E, aí, interveio o arcebispo, que assumindo a responsabilidade, decidiu convalidar a eleição. A intervenção do cardeal Cristoph Schönborn, agora, está sendo motivo de polêmica (Die Presse, em alemão). Nos últimos dias, depois de expressar reservas, num primeiro momento, decidiu admitir no conselho pastoral, da paróquia da pequena cidade austríaca, um jovem homossexual que convive com seu parceiro, com quem contraiu união civil.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no sítio Vatican Insider, 03-04-2012. A tradução é do Cepat.

Na votação, ocorrida há três semanas, Stangl obteve 96 votos a favor, dos 142. O pároco Gerhard Swierzek pediu para que ele renunciasse e, inclusive, o convidou para não se apresentar para receber a eucaristia. Uma decisão contestada pelo vigário forâneo, responsável pelo decanato, o padre George Von Horick: “Se existe a permissão aos divorciados, que voltam a se casar, para se colocarem como candidatos – disse – tampouco as inclinações, nem a vida homossexual” deve impedir a eleição.

Num primeiro momento, a diocese de Viena havia declarado que o registro numa união civil não permite a participação no conselho pastoral. Stangl declarou numa entrevista: “Sinto-me unido aos ensinamentos da Igreja, porém o pedido de viver em castidade me parece pouco realista. Quantas pessoas vivem na castidade?” E pediu para falar com o cardeal Schönborn, que convidou, ele e seu parceiro, para almoçar. No dia 30 de março, o arcebispo de Viena fez publicar uma segunda declaração, mais articulada (Arquidiocese de Viena, em alemão). Schönborn agradeceu aos “muitos candidatos às eleições do conselho pastoral”, porque com suas candidaturas “demonstraram interesse pela Igreja e pela fé”. “Assim – continua o cardeal – deram testemunho da vitalidade da Igreja. Em sua diversidade, refletem a diversidade atual dos caminhos de vida e de fé”.

“Existem muitos membros dos conselhos pastorais paroquiais – acrescentou o arcebispo de Viena – cujo estilo de vida não cumpre, em sua totalidade, com os ideais da Igreja. Em vista do testemunho de vida, que cada um deles nos dá, em conjunto, e do esforço em viver uma vida de fé, a Igreja aprecia seu compromisso”.

Schönborn, então, elogiou a viva participação das jovens gerações na vida paroquial da pequena comunidade de Stützenhofen, e a grande participação nas eleições do conselho pastoral. “Os erros formais que vieram à luz, durante a eleição, não colocam em discussão os resultados da eleição, em que o candidato mais jovem, Florian Stangl, recebeu a maioria dos votos”.

O cardeal conta que se reuniu com Stangl e que ficou “profundamente impressionado por sua fé, por sua humildade, e pelo modo em que concebe seu serviço. Ele pôde compreender por que os paroquianos votaram, de forma tão decidida, na sua participação no conselho pastoral”. Por último, o cardeal assinalou a decisão do conselho episcopal, que por unanimidade estabeleceu que as autoridades diocesanas não pretendem invalidar a eleição, nem os resultados, e que revisarão as regras para os conselhos pastorais, para esclarecer os requisitos necessários para os candidatos.

A que “erros” Schönborn se referia? Ao fato de que os candidatos para os conselhos pastorais, na diocese de Viena, devem assinar uma declaração na qual garantem cumprir com todos os requisitos necessários, entre os quais está o de adesão da fé e disciplina da Igreja católica, que, como se sabe, condena a prática homossexual e as uniões entre pessoas do mesmo sexo. Porém, na eleição em Stützenhofen, os candidatos não quiseram assinar a declaração, afirmando verbalmente cumprir com os requisitos.

Nos últimos dias, na Itália, foi o cardeal Carlo Maria Martini, arcebispo emérito de Milão, que se pronunciou sobre a possibilidade do reconhecimento das uniões civis de pessoas do mesmo sexo. No livro-entrevista “Credere e conoscere” [Crer e conhecer] (Einaudi), escrito em diálogo com Ignacio Marino, Martini afirmava: “Considero que a família deve ser defendida, porque é realmente a que sustenta a sociedade, de maneira estável e permanente, e pelo papel fundamental que desempenha na educação dos filhos. Porém, não seria ruim que no lugar de relações homossexuais ocasionais, as pessoas tivessem certa estabilidade e, então, neste sentido, o Estado poderia favorecê-las também”.

fevereiro 27, 2012

Fogo amigo cardinalício.

Cardeal Marx: o uso de celulares na igreja é inaceitável. Schönborn dá o exemplo.

Cardeal Schönborn.

Cardeal Schönborn.

Fratres in Unum.com | com informações de Kreuz.netEm uma entrevista, o Cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique e Frisinga, criticou o uso de celulares durante a Missa: “Quem envia mensagens de texto em seu celular ou simplesmente o fita durante uma conversa, demonstra ao outro que ele não é importante. Ninguém deveria ousar fazer isso com qualquer pessoa, especialmente com o querido Deus”.

O mais famoso usuário de celular durante a Missa é o Cardeal Christoph von Schönborn, arcebispo de Viena. Em suas missas jovens, os participantes enviavam mensagens de texto a ser projetadas em um telão durante a Missa.

Na foto, Schönborn participa ativamente da liturgia jovem. Em mais de uma ocasião, na Missa disco em outubro de 2005, em Viena, e na peregrinação dos jovens a Mariazell, em agosto de 2010, Sua Eminência usou seu próprio aparelho para enviar torpedos. Uma verdadeira guerra à liturgia católica.

janeiro 26, 2012

Semana cheia na Cúria: Bispos Austríacos em Roma para encontro sigiloso.

Kath.net | Tradução: Fratres in Unum.com – Vários bispos austríacos, entre eles o Cardeal de Viena, Christoph Schönborn, o Arcebispo de Salzburgo, Alois Kothgasser, o Bispo diocesano de Graz, Egon Kapellari, e o bispo diocesano de St. Pöltner, Klaus Küng, estiveram em Roma na última segunda-feira para um “encontro sigiloso, informou o “Salzburger Nachrichten”.

O tema da conversa com diferentes representantes da Cúria romana foi a “Iniciativa anti-romana dos párocos”. No ano passado, o grupo causou certo alvoroço na Áustria com o “Apelo à desobediência”. A conferência episcopal austríaca criticou o apelo repetidas vezes.  Até agora o conteúdo do encontro não foi divulgado.

novembro 19, 2011

O Cardeal Schönborn novamente acolhe ‘videntes’ de Medjurgorje na catedral de Viena.

Por Catholic Culture | Tradução: Fratres in Unum.com

O Cardeal Christoph Schönborn celebrou Missa na cathedral de Santo Estevão de Viena em 17 de novembro, como parte de um evento transmitido que incluía o testemunho de um “vidente” de Medjurgorje, que prometeu uma aparição da Virgem Maria imediatamente antes da Missa.

Ivan Dragicevic, um dos “videntes” que afirmam estar recebendo aparições regulares da Virgem Maria por décadas, falou na catedral, em um evento que foi oferecido em transmissão ao vivo. A programação convidava para uma aparição às 6:40 pm, hora de Viena. Dragicevic disse que a Mãe de Deus abençoaria a todos os presentes – e que esta benção se estenderia a todos os assistentes da transmissão pela internet.

O evento na catedral de Viena causou consternação entre os católicos que questionaram a validade das supostas aparições em Medjugorje. Bispos na Bósnia-Herzegovina, onde se localiza Medjugorje, desencorajaram fortemente o interesse no “fenômeno Medjugorje”. Mas os supostos videntes continuaram a realizar aparições públicas em igrejas Católicas por todo o mundo, com a aparente aprovação de outros bispos.

Cardeal Schönborn tem um histórico de demonstrações de apoio aos “videntes” de Medjugorje. No começo de 2010, ele foi obrigado a se desculpar com Dom Ratko Peric, de Mostar (a diocese local), por criar dificuldades com suas expressões públicas de apoio durante uma visita “privada” a Medjugorje em dezembro de 2009. No fim do ano, no entanto, ele deu boas-vindas aos “videntes” em Viena e louvou seus esforços.

No ano passado, o Vaticano criou uma comissão especial para estudar o fenômeno Medjugorje, em resposta a pedidos de uma declaração definitiva da Santa Sé sobre as supostas aparições. A comissão – presidida pelo Cardeal Camillo Ruini, o vigário aposentado para a diocese de Roma – teve encontros e entrevistas, mas não divulgou nenhuma declaração pública.

setembro 7, 2011

Cardeal Schönborn não planeja medidas disciplinares contra padres dissidentes.

Catholic Culture | Tradução: Fratres in Unum.com – Embora cerca de 400 padres tenham já aderido a um chamado à desobediência aberta à autoridade da Igreja, o Cardeal de Viena, Christoph Schönborn, não vê uma crise maior, informou um porta-voz.

“A situação não é tão dramática como a mídia austríaca faz parecer”, Michael Pruller, o porta-voz arquidiocesano, disse a Catholic News Service. Ele afirmou que o Cardeal Schönborn espera convencer os padres dissidentes a cooperar no crescimento da Igreja austríaca.

Em julho, o Cardeal Schönborn disse estar chocado pela oposição aberta expressada pela iniciativa de padres, que encorajava os pastores a desafiar as normas da Igreja em assuntos que variam desde o homossexualismo e o sacerdócio feminino até a recepção da Comunhão por católicos divorciados e recasados. Mas – ao contrário de diversas notícias – o Cardeal não ameaçou tomar ações disciplinares contra os padres dissidentes. “Não há discussão sobre sanções, nenhum ultimato, nenhuma conversa sobre punições”, disse Pruller.

A arquidiocese não está verificando se os padres de Viena levaram a cabo suas promessas de ignorar a lei da Igreja, acrescentou Pruller. “Não enviamos espiões a todas as paróquias para ter certeza de que todas as regras são seguidas”, disse.

O Cardeal Schönborn se encontrou, em agosto, com quatro padres da arquidiocese de Viena, que são líderes ativos na Iniciativa de Padres, e pretende conversar com eles novamente no futuro, em data não especificada. Ele não se encontrou com a liderança nacional do grupo. Seu porta-voz disse que um diálogo mais amplo com o grupo deve ser conduzido pela conferência de bispos austríaca.

julho 14, 2011

Mais de 300 padres austríacos se unem à iniciativa ‘Conclamação à Desobediência’. Schönborn está chocado!

Catholic Culture – Tradução: Fratres in Unum.com | Mais de 300 dos 4.200 padres da Áustria pediram para tomar parte na Aufruf zum Ungehorsam (Conclamação à Desobediência), uma iniciativa lançada em junho.

A Conclamação à Desobediência cita “a recusa romana de uma reforma da Igreja que já deveria ser feita há muito tempo e a inação dos bispos”. Os padres que apóiam o documento pedem:

  • oração pela reforma da Igreja em cada celebração litúrgica, uma vez que “na presença de Deus há liberdade de discurso”;
  • que não se negue  a Santa Eucaristia a “crentes de boa fé,” incluindo cristãos não católicos e àqueles que recasaram fora da Igreja;
  • que se evite oferecer Missa mais de duas vezes no domingo e domingos e dias santos e que se evite fazer uso de visitas a padres – realizando em vez disso uma “auto-designada” Liturgia da Palavra;
  • que se descreva a tal Liturgia da Palavra com a distribuição da Santa Comunhão como uma “celebração Eucarística sem Sacerdote”; “assim, cumprimos a obrigação dominical em tempos de escassez de sacerdotes” ;
  • que se “ignore” as normas canônicas que restringem a pregação da homilia ao clero para opor-se a fusões de paróquias, insistindo, em vez disso, que cada paróquia tem o seu próprio líder individual, “seja homem ou mulher”;
  • que se “use cada oportunidade de falar abertamente a favor da admissão dos casados e das mulheres ao sacerdócio”.

“A conclamação aberta à desobediência me chocou”, disse o Cardeal Christoph Schönborn, de Viena, em uma carta de 7 de julho, observando que muitos profissionais “teriam perdido seus cargos há muito tempo” se reivindicassem desobediência. Lembrando os padres que eles prometeram livremente obediência ao seu bispo na ordenação, ele indagou: “Posso contar com vocês?”

“A obediência cristã é uma escola de liberdade,” acrescentou o cardeal. “Ela se trata da tradução concreta na vida do que rezamos em cada Pai–Nosso, quando pedimos ao Pai que Sua vontade seja feita no Céu e na terra… Essa disposição é concretizada em obediência religiosa ao Papa e bispos.”

Aquele que verdadeiramente em consciência acredita que precisa desobedecer a hierarquia, e que “‘Roma está na trilha errada [e] contradiz gravemente a vontade de Deus”, conseqüentemente “não mais deve trilhar o caminho a Igreja Católica Romana. Creio e espero, entretanto, que esse caso extremo não ocorra aqui”.

“Aquele que desiste do princípio da obediência dissolve a unidade”, continuou o cardeal, ao prometer que se encontraria com os líderes da iniciativa e apontar as suas “incoerências,” como, por exemplo, “Eucaristia sem sacerdotes.”

O sítio da iniciativa na Internet está registrado em nome do Padre Hans Bensdorf, que até 2000 era o pároco da Igreja do Rosário em Hetzendroft, na Arquidiocese de Viena [ndr: o fato de seus mentores serem da arquidiocese do próprio Cardeal Schönborn não surpreende: a iniciativa é liderada pelo ex-vigário geral do purpurado, monsenhor Helmut Schüller]. Um vídeo no youtube, carregado em 2009, mostra um trecho da Missa em comemoração ao 35º aniversário de ordenação sacerdotal do padre Bensdorf [veja abaixo], de acordo com a descrição do vídeo. Tensões entre o papado e os segmentos da Igreja na Áustria não são novidade, conforme testemunhado pelo advento do jesephinismo no século XVIII, o movimento fin-de-siécle Los Von Rom (Livre de Roma)  e desentendimentos entre o Vaticano e o Cardeal Theodor Innitzer em faze ao Nazi Anschluss.

* * *

Em comunicado de hoje, os porta-vozes da arquidiocese de Viena informam que o Cardeal Schonborn pretende se reunir com os líderes da iniciativa no final de agosto ou mais provavelmente em setembro.

julho 4, 2011

Os padres da Áustria querem as ordenações femininas e o dizem com manifestos.

Paolo Rodari, Palazzo Apostolico – 1 de Julho 2011

Há um ano causou sensação uma notícia vinda da Áustria, a terra do cardeal arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, discípulo e amigo do Papa Bento XVI: não era simplesmente uma minoria a pedir que os padres possam se casar e ter uma própria família, ou que as pessoas casadas pudessem se tornar padres. Tratava-se de bem 80 por cento dos párocos do país a declarar-se favoráveis à abolição do celibato eclesiástico. Um ano depois a notícia é ainda mais revolucionária e está preocupando muito a cúria romana. Helmut Schüller, o porta-voz do movimento “Iniciativa párocos”, declarou que na Áustria mais de 250 padres assinaram um apelo no qual pedem que as mulheres possam entrar no sacerdócio.

Juntos os párocos quiseram desafiar abertamente o Vaticano em um terreno delicado, ou seja a comunhão aos divorciados. Disse Helmut Schüller, porta-voz daquele movimento, que o Vaticano “não pode impor as suas convicções aos padres austríacos“.

Uma parte do clero austríaco se esforça há tempos para conceber-se alinhado com Roma. Informa a pesquisa, cujos resultados foram publicados há um ano, que 52 por cento dos párocos entrevistados admitiu ter ideias diferentes daquelas da Igreja oficial sobre importantes questões de Fé e de pastoral. Além de serem favoráveis à abolição do celibato e à abertura do sacerdócio às mulheres, 64 por cento sustentou que a Igreja deveria abrir-se mais ao mundo moderno. Outra investida diz respeito à formação dos padres: 92 por cento deles, quase a totalidade portanto, expressou a opinião de que a educação dos novos seminaristas deveria dar maior peso à sua formação humana.

É como se os párocos estivessem descontentes com a nova geração de padres“, comentou Gerhard Klein, diretor dos serviços religiosos da tv austríaca Orf. E acrescentou depois: “Os vértices da Igreja devem agir depressa, porque a maioria dos párocos pede reformas“.

Há dois anos, os bispos austríacos foram convocados diretamente no Vaticano por Bento XVI. A convocação foi provocada por acontecimentos que colocaram em grande confusão a Igreja da Áustria, a começar pelo caso do bispo auxiliar de Linz, Gerhard Wagner, nomeado pelo Papa segundo os regulares procedimentos da Congregação dos bispos. Wagner, de impostação tradicionalista, deveria ladear o bispo titular da diocese que tinha notórios problemas de governo. Uma campanha da imprensa, e sobretudo a reação de alguns irmãos do episcopado, levou Wagner a pedir demissão antes da consagração.

Mas as preocupações do Papa eram motivadas também por outros episódios que ainda hoje parecem não terem encontrado uma conclusão: na Áustria alguns padres razoavelmente conhecidos e encarregados de postos importantes (inclusive na diocese de Linz) admitiram viver com uma mulher.

Não é um bom momento para a Igreja austríaca. Todo ano vários milhares de fieis se afastam. Estima-se que desde 1976 até hoje deixaram a prática religiosa mais de 1,3 milhões de fieis. A ruptura que a Igreja sofre é aquela entre os tradicionalistas e os progressistas. De uma parte há grupos de tradicionalistas ligados às alas mais extremas do conservadorismo. Da outra, grupos de católicos liberais que, no rastro do movimento “Nós somos a Igreja”, pedem às hierarquias de empurrar as reformas sempre mais adiante, sob pena do abandono em massa da Igreja. A recente denúncia movida contra Schönborn de ter escondido em 94 dois casos de abusos sexuais por parte de religiosos  de sua diocese, aumentou ainda mais os problemas de uma Igreja um tempo gloriosa.

Fonte: MESSAINLATINO.IT

Tradução: Giulia d’Amore – Blog Pale Ideas

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