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20 abril, 2015

O “marketing” da Igreja funcionou durante séculos. Mudá-lo (para pior) foi um erro trágico. Palavras de especialista.

Na última semana da Assembléia dos Bispos da CNBB que ocorre em Aparecida, recordamos um relatório de 1977 pouquíssimo divulgado.

Por Messa in Latino | Tradução: Alexandre Oliveira – Fratres in Unum.com: Fiéis em fuga? O “príncipe” do marketing brasileiro (Alex Periscinoto) explicou aos bispos o valor da tradição (IlTimone) e analisou este fato à luz dos modernos conceitos de marketing: os sinos, a cruz, a torre do sino, as procissões, a orientação do sacerdote, a batina e o latim eram excelentes ferramentas para o reconhecimento, a lealdade, a “propaganda fide“, e, assim, para a manutenção dela.

“O Vaticano II abriu a Igreja”… “E o povo saiu!”.

Contratado pela CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – para estudar as causas do abandono da prática religiosa e para sugerir quais seriam os remédios, o especialista em comunicação corporativa, em seu relatório, deixou os prelados de boca aberta. E não pelo fato de terem gostado das conclusões.

“Vocês já tinham um sistema perfeito de marketing.” Ao mudá-lo, ao remover o latim, ao abandonar a batina, ao fazer igrejas semelhantes em edifícios civis – disse Periscinoto aos bispos – pensavam estar agradando aos fiéis, mas tudo isso foi um erro gigantesco. Mudar a liturgia foi um desastre”, acrescentou. Ele admitiu não falar como um teólogo, mas como especialista em marketing.

Queridos bispos inflamados pelo espírito do Concílio, o que vocês têm a dizer agora? Para cada causa, há um efeito correspondente. E se o efeito era perder fiéis…

Claro: o discurso gira em torno da ideia de imagem, e não em torno da fé. Assim, ninguém se escandalize. Mas não podemos negar que muito da liturgia, dos atos de culto e na exteriorização da fé também têm um valor forte de marketing (pensemos no trevo de São Patrício ou no monograma São Berbardino de Siena, para citar apenas dois dos muitos exemplos de “logos” católicos).

Nunca como neste caso, pareceu-me apropriada a charge acima. “O Vaticano II abriu a Igreja…” “… e as pessoas saíram!”

Roberto – Messa in Latino

 * * *

Pode-se baixar aqui o discurso aos bispos brasileiros: A Igreja e a Propaganda, por Criativa Marketing.

A Igreja e o Marketing – vence a Tradição

Por Julio Loredo – 13 de abril de 2015

Poucos países sofreram tanto as consequências do pós-concílio quanto o Brasil, onde o número de católicos caiu 35% ao longo dos últimos trinta anos. Há alguns anos, preocupado com a hemorragia dos fiéis, os bispos brasileiros contrataram uma importante empresa de marketing, o ALMAP, cujo presidente, Alex Periscinoto, é tido como o “melhor gestor de marketing” do Brasil.

Os membros do Comitê Executivo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil esperavam de Periscinoto conselhos sobre como definir uma pastoral da Igreja, oferecendo uma melhor imagem da instituição, a fim de parar o sangramento de fiéis que, em sua maior parte, estão passando para a comunidade evangélica.

O resultado foi surpreendente. Perissinotto apresentou os resultados de seu estudo para duzentas pessoas, entre bispos e padres ligados à pastoral. Dizer que ficaram chocados com o discurso do especialista em marketing seria pouco. Talvez eles esperassem ser aconselhados a pintar igrejas com cores vivas, a introduzir mais música pop, mais liturgias aggiornatte e assim por diante. Mas, aos invés disso…

“A primeira ferramenta de marketing na história do mundo foi o sino – disse Periscinoto logo de início – e era a melhor. Quando ele tocava, não só atingia 90% dos habitantes de uma cidade, mas mudava o comportamento pessoal deles. Vocês, então, inventaram uma ferramenta que ainda é usada em marketing comercial. É chamado de ‘display’. A tela é algo que usamos para enfatizar, propor algo com força para o público. Quando todas as casas eram baixas, vocês construíam igrejas com torres seis vezes maiores. Isso permitia que o reconhecimento imediato da igreja: ali está!

Vocês inventaram o primeiro logo da história. O logotipo é um símbolo usado para garantir que uma marca seja facilmente reconhecível. A de vocês era a melhor: a Cruz. Este logotipo foi sempre colocado sobre o ponto mais alto e visível do display. Ninguém poderia confundir: aquela era a Igreja Católica! Este logotipo inventado por vocês foi tão eficaz que até mesmo Hitler o utilizou, com pequenas modificações, para mobilizar as massas. E quase ganhou a guerra.

“Vocês também inventaram a campanha promocional. O que é uma procissão religiosa? Para uma cidade[1], ou mesmo para um bairro de uma cidade grande, nada é mais promocional do que uma procissão, por exemplo, em honra de Nossa Senhora. Quando nós, especialistas em marketing, organizamos um evento promocional, usamos muito do que a Igreja inventou. Nós desfraldamos bandeiras e banners, nós vestimos nossos representantes com trajes especiais de modo que eles possam ser facilmente reconhecidos. Procuramos criar uma mística comercial. Mas a nossa mística nunca será tão rica quanto a de vocês”.

Infelizmente, vocês mudaram a maneira em que a missa é celebrada. Hoje a missa já não é em latim e de costas para o fiel. Vocês pensavam que talvez fizessem algo de bom. Ao invés vez disso, tenho uma má notícia. Minha mãe nunca pensou que o padre estava de costas. Ela sempre pensou que todos, fiel e celebrante, estavam voltados para Deus. Ela gostava do latim, mesmo quando não entendia muito. Para ela, o latim era a língua mística com o qual os ministros da Igreja falavam com Deus. Ela se sentia privilegiada e recompensada por assistir de joelhos uma cerimônia tão importante. Na minha opinião, a mudança feita na liturgia da Missa foi um erro terrível. Posso estar errado. Eu não sou um teólogo. Analiso o problema do ponto de vista do marketing. E a partir deste ponto de vista, a mudança foi um desastre.

Vocês abandonaram seu traje particular, a batina, que identificava seus representantes comerciais, o sacerdote. Ao fazê-lo, jogaram fora uma marca.

Vocês desnaturaram o seu display, tornando igrejas cada vez mais parecidas com prédios civis.

“Tudo o que se inventa contém uma oferta, algo que se quer vender. O produto de vocês é chamado fé. Mas eu também tenho uma boa notícia. Esta, hoje, é uma demanda crescente. O mercado, talvez, nunca foi tão favorável para a fé. Vocês, no entanto, falam mais de política do que fé. Assim, vocês podem reclamar se suas igrejas estão cada vez mais vazias, enquanto que os salões de grupos evangélicos estão cada vez mais cheios? “.

[1]Paesedicampagna – no original

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18 abril, 2015

“Reforma Política” encabeçada pela CNBB não passou por deliberação da Assembléia dos Bispos.

Comissão de leigos ouviu os bispos e constatou que, de fato, a “reforma política” da Coalizão encabeçada pela CNBB (reforma esta de interesse do PT) não é consenso entre os bispos.

Por Prof. Hermes Rodrigues Nery | Fratres in Unum.com: Estivemos em Aparecida (SP), na sexta-feira, 17 de abril, onde pudemos ouvir, conversar e dialogar com vários bispos que participam da 53ª assembleia da CNBB.

Explicamos aos bispos que a "reforma política" proposta pela Coalizão encabeçada pela CNBB visa consolidar o projeto de poder do PT, com a implantação do socialismo no Brasil, em conformidade com as diretrizes do PT e do Foro de São Paulo.

Explicamos aos bispos que a “reforma política” proposta pela Coalizão encabeçada pela CNBB visa consolidar o projeto de poder do PT, com a implantação do socialismo no Brasil, em conformidade com as diretrizes do PT e do Foro de São Paulo.

Primeiramente fomos ouvir dos bispos o que pensam realmente da adesão da CNBB à Coalizão de 103 entidades, encabeçando uma reforma política que defende os mesmos pontos de interesse do PT, conforme atesta o recente documento o 5º Congresso Nacional do partido, a ser realizado em Salvador, de 11 a 13 de junho próximo.

Explicamos aos bispos que a reforma política proposta pela Coalizão encabeçada pela CNBB visa a implantação do socialismo no Brasil, em conformidade com as diretrizes do PT e do Foro de São Paulo, no contexto de um processo em curso já avançado de consolidação da chamada “Patría Grande” socialista, com o que o governo do PT está bastante comprometido, e usando a capilaridade da Igreja, via CNBB e segmentos da Igreja (Pastoral da Juventude outras pastorais sociais) para esses fins. Tal objetivo político conflita com a doutrina moral e social da Igreja, daí o questionamento ao posicionamento da CNBB quanto a esta reforma política.

Depois de conversar com vários bispos, constatamos que:

  1. O tema da “reforma política” não é consenso entre os bispos.
  2. O Projeto de iniciativa popular da Coalizão encabeçada pela CNBB não foi deliberado em assembleia, mas apenas decisão do Conselho Permanente.
  3. Há muitos bispos desinformados do assunto e que se interessaram em obter mais dados sobre o tema.
  4. Conseguimos o apoio de vários bispos que irão aprofundar o tema com os demais ainda durante a assembleia.

Entregamos aos bispos uma carta expondo o conteúdo da petição pública pedindo a retirada da CNBB ao apoio a esta reforma política da Coalizão, com o seguinte teor:

“Nós, CATÓLICOS, pertencentes ao Movimento LEGISLAÇÃO E VIDA, e membros de pastorais em nossas respectivas paróquias, vimos a presença de Vossas Excelências Reverendíssimas para solicitar que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) imediatamente RETIRE o seu apoio da proposta de reforma política apresentada pela “Coalizão pela Reforma Política Democrática” na forma de um projeto de lei de iniciativa popular (Cf. [http://www.reformapoliticademocratica.org.br/conheca-o-projeto/]). Exigência fundamentada nos motivos aqui resumidamente expostos.

A CNBB está empenhada em recolher assinaturas de católicos para legitimar uma proposta de reforma política com ítens absolutamente contestáveis. (1) A proibição do financiamento de campanha por empresas, termo que apresenta um componente ideológico escandaloso, excluindo as empresas – representadas por seus proprietários – de se posicionarem em um plano da vida pública que é determinante para o exercício de suas atividades. (2) Eleições proporcionais em dois turnos, processo que, ao contrário da economia advogada no projeto, geraria um gasto mostruoso de recursos públicos. (3) Paridade de gênero, com o estabelecimento descabido do sexo – e não da competência e qualificação – como critério para pleitear o exercício de um mandato político.

Mas o elemento que definitivamente compromete o apoio da CNBB à proposta de reforma política é (4) o fortalecimento dos mecanismos de “democracia direta”. Trata-se de uma forma de inserir a “sociedade civil” nas decisões que envolvem “questões de grande relevância nacional”, colocando-a na elaboração e na condução de plebiscitos e referendos (Cf. Art. 3A e 3B, 8A, p. 18). Acontece que a “sociedade civil” será representada – não pelo cidadão comum -, mas por uma série de organizações e “movimentos sociais” como MST, CUT, UNE, CTB, UBM, CONTAG, ABONG, etc. Estes grupos – que assinam a proposta de reforma política com a CNBB – serão inseridos nas instâncias decisórias da vida pública e eles irão definir quais são as “questões de grande relevância nacional”. Grupos que contrariam frontalmente os princípios e orientações da Igreja Católica: disseminam a luta de classes; promovem atividades criminosas contra o patrimônio público e privado; estão comprometidos com a ideologia de gênero; exigem a legalização das drogas e a implantação definitiva do ABORTO – do ASSASSINATO DE CRIANÇAS – no Brasil.

Nota-se, claramente, que o projeto maquia um consórcio para administrar as “questões de grande relevância nacional” e realizá-las. Não só no âmbito político, mas social e comportamental. Um esquema de concentração de poder que se mostra ainda mais pernicioso quando se traça a ligação dos grupos e “movimentos sociais” envolvidos, que são controlados e financiados sobretudo pelo PT e por seus aliados, por sua vez comprometidos com a promoção do totalitarismo ditado pelo Foro de São Paulo – organização fundada por Lula e por Fidel Castro para fomentar o socialismo-comunismo na América Latina.

Por isso o entusiasmo e engajamento do ex-Presidente Luiz Inácio, que tratou de convocar a militância petista para trabalhar em favor da referida proposta de reforma política (Cf. [http://youtu.be/q1X66PR3KZc]). Contudo, é lamentável o pacto que a CNBB firmou com a presidente Dilma Rousseff para impulsionar a proposta (Cf. [http://www.saladeimprensadilma.com.br/2014/08/25/dilma-sobre-campanha-vou-me-dedicar-a-esclarecer-os-mitos-e-a-discutir-propostas/]), uma vez que se trata de promover um esquema de poder de natureza expressamente condenada pela Igreja Católica:

“O comunismo é doutrina nefanda totalmente contrária ao direito natural” (Pio IX, “Qui pluribus”);

“O comunismo é intrinsecamente mau” (Pio XI, “Divini Redemptoris”);

[…] “[o socialismo] é incompatível com os dogmas da Igreja Católica, pois concebe a própria sociedade como alheia à verdade cristã” […] “Católico e socialista são termos antitéticos” […] “Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios. Ninguém pode ser, ao mesmo tempo, bom católico e verdadeiro socialista” (Pio XI, “Quadragesimo Anno”).

Congregação do Santo Ofício, 1949. (1) É permitido aderir ao partido comunista ou favorecê-lo de alguma maneira? Não. O comunismo é de fato materialista e anticristão; embora declarem às vezes em palavras que não atacam a religião, os comunistas demonstram de fato, quer pela doutrina, quer pelas ações, que são hostis a Deus, à verdadeira religião e à Igreja de Cristo […] (4) Fiéis cristãos que professam a doutrina materialista e anticristã do comunismo, e sobretudo os que as defendem e propagam, incorrem pelo próprio fato, como apóstatas da fé católica, na excomunhão reservada de modo especial à Sé Apostólica? Sim. – II. Congregação do Santo Ofício, 1959. É permitido aos cidadãos católicos, ao elegerem os representantes do povo, darem seu voto a partidos ou a candidatos que, mesmo se não proclamam princípios contrários à doutrina católica e até reivindicam o nome de cristãos, apesar disto se unem de fato aos comunistas e os apoiam por sua ação? Não, segundo a diretiva do Decreto do Santo Ofício de 1o. de Julho de 1949, n.1 [3865].

Nestes termos, nós, CATÓLICOS , cientes da fidelidade que a CNBB  tem à doutrina, aos princípios e às orientações da Igreja Católica Apostólica Romana; apresentamos nossa reivindicação para que a CNBB imediatamente RETIRE o seu apoio da proposta de reforma política apresentada pela “Coalizão pela Reforma Política Democrática” e com ele TODAS AS ASSINATURAS dos fiéis católicos que recolheu para legitimar essa iniciativa.

Pelos motivos expostos, solicitamos ainda que a Conferência dos Bispos abandone a campanha por um “Plebiscito Constituinte”. Trata-se de uma iniciativa do PT que foi inclusive incorporada à campanha de Dilma Rousseff, com as assinaturas entregues nas mãos da candidata (Cf. “Dilma recebe 7,5 mi de assinaturas por plebiscito para reforma política”, G1, 13 de Outubro de 2014 [http://g1.globo.com/distrito-federal/eleicoes/2014/noticia/2014/10/dilma-recebe-75-mi-de-assinaturas-por-plebiscito-para-reforma-politica.html]). Ela tem basicamente os mesmos agentes promotores do projeto de reforma política, e em essência o mesmo objetivo: fortalecer um vasto esquema de poder que contraria integralmente os princípios e orientações da Igreja Católica.

Sendo o que se apresenta para o momento, agradecemos pela atenção e esperamos que tal documento seja considerado pelos senhores durante essa assembleia e que possam ser reavaliados os passos já dados pela CNBB no que diz respeito a reforma política em curso.

Movimento Legislação e Vida 

Manifestamos ainda aos bispos a nossa preocupação com a possível eleição de Dom Joaquim Mol a Secretário-Geral da CNBB. Alguns bispos nos deram seus contatos pessoais e ficamos de apresentar material, documentos, dados e mais informações para eles, que se interessaram em aprofundar a questão.

Agradecemos de modo especial à Missão Tarso (Cláudio e Kátia) e à Meri Angélica Harakava, que estiveram conosco nesta importante missão. E à Flavia Camargo que xerocou a documentação entregue aos bispos. Que Deus os abençoe sempre, com a família.

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15 abril, 2015

Novo Secretário Geral da CNBB, Dom Mol?

Por Fratres in Unum.com – Fontes murmurantes dão como certa a eleição de D. Joaquim Mol como Secretário Geral da CNBB. A 53ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, iniciada hoje, em Aparecida, SP, elegerá a nova presidência da CNBB.

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Bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, MG, Reitor da PUC-MG e atual Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da CNBB, Dom Mol destacou-se pela promoção do Projeto de Reforma Eleitoral e do Plebiscito Constituinte, que atendem diretamente aos interesses do Partido dos Trabalhadores (embora confusa e desarticuladamente Dom Raymundo Damasceno diga que não), e, como afirmou em recente entrevista o arcebispo primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, “não tiveram a participação de todos os bispos”.

Esta eleição representaria uma guinada ainda maior para a esquerda. Afastando-se do clamor do povo, escandalizado com a corrupção petista e com o controle estatal que torna o partido cada vez mais inatingível, a CNBB confessaria sua subserviência ao governo, subscrevendo totalmente a agenda bolivariana no Brasil.

Para a presidência da entidade, fala-se em Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília, e mesmo em Dom Leonardo Ulrich Steiner, atual secretário geral. No entanto, quem desempenha papel de maior relevância sempre é o Secretário Geral, que se dedica quase que integralmente às atividades da Conferência Episcopal, cabendo ao presidente um papel mais protocolar e honorífico.

Domingo, 12 de abril de 2015 - Manifestantes penduram cartazes contrários à atuação da CNBB em frente à sede da arquidiocese de Belo Horizonte.

Domingo, 12 de abril de 2015 – Manifestantes penduram cartazes contrários à atuação da CNBB em frente à sede da arquidiocese de Belo Horizonte.

Que a Mãe Aparecida ilumine nossos bispos para que, enquanto ainda há tempo, possam rever suas posições e abrir seu coração ao grito de socorro do povo e aos interesses de Deus e da própria Igreja!

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12 abril, 2015

Foto da semana.

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O centro da CNBB.

Imagem do 1º Fórum das Pastorais e Movimentos Sociais do regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizado de 20 a 22 de março, em Hidrolândia (GO).

Dois bispos, Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília, e o presidente Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, Dom Guilherme Werlang, estão na foto: localize-os se puder.

A imagem revela qual é o centro da atuação da CNBB: um guevarismo muito mal disfarçado de amor aos pobres.

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31 março, 2015

Editorial de “O Estado de São Paulo”: Menos ideologia e mais coerência.

Editorial de O Estado de São Paulo de 23 de fevereiro de 2015: A Pastoral da Juventude, organização católica ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), não esconde seus objetivos políticos. Recentemente, publicou uma carta aberta regozijando­-sese pela reeleição da presidente Dilma Rousseff, “conquistada com muita luta e ação da militância na rua”. De acordo com o texto, “o projeto político vencedor representava de forma mais clara a linha de avanços nos campos sociais e na garantia dos direitos, e o projeto popular em curso na América Latina”.

Essa posição não deixa de ser um tanto esquisita, tendo em vista ser de uma organização vinculada à Igreja católica. Ao menos em teoria, a Igreja católica se diz apartidária e respeitosa da liberdade política dos seus fiéis. Será preciso estar em sintonia com o “projeto popular em curso na América Latina” para ser católico? É um estreitamento de visão que não se coaduna com a mensagem de liberdade política e de apoio à democracia que a Igreja católica afirma ter abraçado com o Concílio Vaticano II.

O projeto de poder dos autodenominados bolivarianistas­ que a Pastoral da Juventude chama de “projeto popular em curso na América Latina” ­está longe de ser democrático. O papa João Paulo II, que tanto batalhou pelo fim dos regimes totalitários comunistas, não ficaria muito contente ao ver jovens usando o catolicismo para apoiar regimes que desprezam a liberdade.

A Pastoral da Juventude parece mais preocupada em manifestar alinhamento ideológico com o governo do que com os seus princípios religiosos. A carta aberta agradece os serviços do ex­ministro Gilberto Carvalho, “sempre muito próximo à Pastoral da Juventude”. Será que a organização católica ignora, por exemplo, o que a Secretaria­ Geral da Presidência da República e o seu braço jovem ­ a Secretaria Nacional da Juventude­ promoveram nos últimos anos?

Os jovens têm ao menos uma desculpa,­ a de que simplesmente estão seguindo os mais velhos. De fato, não poucas vezes a própria CNBB tem perfilhado versões palacianas dos fatos.

Prova desse perigoso conúbio se deu em agosto do ano passado, antes das eleições presidenciais. O Conselho Permanente Ampliado da CNBB alertou os bispos brasileiros, por meio de sua “análise de conjuntura nacional”, a respeito da “sensação de um clima inflacionário espalhado pela mídia”. Segundo o documento, “a imprensa não está contribuindo para o debate político­econômico, substituindo a informação pela ideologia da crise permanente. (…) As manchetes dos jornais não param de denunciar erros na política governamental que teriam provocado ondas de desconfiança. A ênfase em dados negativos foi e continua sendo uma característica da mídia nacional”. Os analistas da CNBB pareciam se esquecer de que também para eles é imperioso cumprir o mandamento que proíbe a mentira. A simples leitura das contas públicas ­ compiladas pelo próprio governo ­ bastava para comprovar que os “analistas” da CNBB estavam desconectados da verdade, mas fortemente alinhados com a ideologia a que servem.

Agora, a CNBB parece dar­-se conta de que os desastres administrativos, econômicos e morais apresentados pela imprensa não são invenções ­ e afetam profundamente a vida social. Com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade”, a campanha da fraternidade de 2015, promovida pela entidade no início da Quaresma, tem entre os objetivos o combate à corrupção. “A corrupção é um grande mal político e social que contraria a fraternidade”, afirmou o arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, no lançamento da campanha.

Certamente, veio em boa hora esse tema da campanha da CNBB. Segundo o papa Francisco, na sua mensagem de orientação e apoio à campanha brasileira, a Igreja católica pode, respeitando a laicidade do Estado, contribuir efetivamente para o bem comum da sociedade. Um bom começo pode ser relembrar aos jovens católicos e aos “analistas” da CNBB que as ideologias totalitárias e liberticidas são incompatíveis com o espírito cristão.

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30 março, 2015

Dom Hélder, beato?

Carta do Cardeal Amato confirma recebimento do pedido de beatificação de Dom Hélder Câmara; após posicionamento dos dicastérios, Vaticano vai definir seu parecer.

Por Canção Nova: Menos de um ano depois do pedido de abertura do processo de beatificação do ex-arcebispo de Olinda e Recife, Dom Helder Camara, a Cúria Romana enviou carta à arquidiocese afirmando ter recebido a solicitação. Segundo correspondência expedida pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato S.D.B., ele aguarda o posicionamento de diferentes dicastérios (departamentos do governo da Igreja Católica que compõem a Cúria Romana) para poder emitir o seu parecer.

Helder

A carta, datada de 16 de fevereiro deste ano, foi divulgada na última sexta-feira, 27, pela arquidiocese. Caso o Nihil Obstat (Nada Consta) seja emitido pelo Vaticano, a Igreja Particular de Olinda e Recife terá autorização para iniciar o processo na diocese. Com o aval do Vaticano, Dom Helder poderá então ser nomeado Servo de Deus.

A etapa seguinte consiste em reconhecer suas “virtudes heroicas”. Para isso, uma comissão jurídica se reunirá para estudar os textos publicados em vida e analisar os testemunhos de pessoas que conheceram o Dom da Paz.

* * *

A fama de santidade de Dom Hélder Câmara foi o fator que motivou a arquidiocese a fazer o pedido de abertura do processo de beatificação ao Vaticano. O arcebispo local destacou que Dom Hélder foi um homem de muita oração e ação, um profeta corajoso que enfrentou muitas dificuldades, sobretudo com a repressão militar.

“Uma pessoa muito humana, muito disponível aos pobres de uma maneira especial. Tudo isso contribui para que nós tenhamos o interesse de encaminhar esse processo”, declarou.

Dom Fernando acrescentou ainda que Dom Hélder foi uma pessoa de grande influência na vida do Brasil. Um exemplo foi sua contribuição para a criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB. Além disso, em âmbito internacional, Dom Hélder contribuiu, mesmo que indiretamente, para o andamento do Concílio Vaticano II.

“Tudo isso contribuiu para que ele se projetasse internacionalmente, de modo que é um homem reconhecido como uma grande liderança do país, uma grande personalidade do século XX, como é identificado por muitos”.

* * *

Abaixo, uma pitada da santidade de Dom Helder:

27 março, 2015

CNBB reclama.

Por Lauro Jardim | Veja.com – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil entrou com um questionamento ontem no STF contra a demora do ministro Gilmar Mendes para pôr em votação a proibição do financiamento privado de campanha. Há um ano, Mendes segura o processo em seu gabinete.

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16 março, 2015

Editorial: CNBB: opção preferencial pela pobre… Dilma.

CNBB: trabalhando na maquiagem!

Fratres in Unum.com – Na última quinta-feira, 12, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil foi recebida por Dilma Rousseff, que implorou a misericórdia dos bispos para que não apoiassem qualquer iniciativa de impeachment. Ao fim do encontro, em entrevista coletiva, Dom Raymundo Damasceno Assis manifestou sua dócil e filial aceitação do pedido.

A nota que o Conselho Permanente da CNBB publicou em nome dos bispos católicos do Brasil a respeito da manifestações, que ainda estavam por ocorrer, é um insulto à inteligência humana, um desrespeito ao povo brasileiro e uma infidelidade à vocação profética do verdadeiro episcopado católico. A mesma Conferência Episcopal, que há 25 anos convocou os fieis católicos para uma “Vigília pela Ética na Política”, pedindo a saída do Presidente Collor, agora acha que o “impeachment de Dilma enfraqueceria instituições”.

Uma multidão de brasileiros vai às ruas. O povo está cansado de ser palhaço, mas a CNBB continua trabalhando na maquiagem!

Uma multidão de brasileiros vai às ruas. O povo está cansado de ser palhaço, mas a CNBB continua trabalhando na maquiagem!

E eis que chega o histórico domingo, 15 de março de 2015. E, quem poderia esperar?, as manifestações ultrapassaram de longe todas as expectativas! Milhões de brasileiros pediram o fim do governo petista. Surpresa colossal no Planalto e, certamente, no QG da CNBB em Brasília. A presidência da entidade, ágil e ávida em emitir notas, até agora observa um silêncio sepulcral em relação ao que se viu ontem nas ruas do país…

No entanto, caso ela se pronuncie, podemos esperar algo diferente?

É improvável. A direção da CNBB já fez a sua opção. E ela é irrenunciável, irretratável, claríssima: é preciso proteger a sua cria, o primogênito da esquerda dita católica, o Partido dos Trabalhadores — os comparsas mais avermelhados, eufemisticamente, falam em “respeitar a Constituição”, eles, que há poucos meses colhiam assinaturas nas portas das paróquias por uma nova constituinte!

Domingo, 15 de março de 2015 - Jovens protestam em São Paulo contra a CNBB.

Domingo, 15 de março de 2015 – Jovens protestam em São Paulo contra a CNBB.

Mas, e os Bispos do Brasil, não vão dizer nada? Renunciarão a orientar o rebanho que lhes foi pessoalmente confiado, outorgando seu múnus a meia dúzia de burocratas que pretendem representar a Igreja no Brasil e que têm criado divisão no episcopado por sua agenda? Vão deixar a Presidência e o Conselho Permanente consolidar nossa Conferência Episcopal como mais um mero Ministério do governo Dilma?

Na entrevista coletiva dada na última quinta-feira, Dom Damasceno e Dom Leonardo Steiner fizeram o mesmo papel dos dois ministros “testas-de-ferro” fizeram no domingo à noite. Pena que não foi em cadeia nacional e o povo não ficou sabendo, porque mereceriam um panelaço dos fieis! Pena que os nossos Bispos, em sua maioria, não são afeitos à tecnologia, porque mereceriam um tuitaço do episcopado: Damasceno/Steiner #NaoMeRepresenta.

Esperemos que o tuitaço venha, ainda que com um mês de atraso, na próxima Assembleia Geral dos Bispos. Mas, no caso, não é necessário falar de impeachment. Haverá eleições para se escolher a nova presidência da entidade.

Dom Joaquim Mol, bispo-auxiliar de Belo Horizonte, já está em campanha há meses e é o nome mais cotado para a Secretaria Geral, no lugar de Dom Leonardo Steiner. Para quem não sabe, Dom Mol é o garoto propaganda (não tão garoto assim!) da reforma política do PT, ops, perdão, da CNBB. Uma reforma que tem uma única finalidade: arranjar uma saída eleitoral para a esquerda continuar no poder e terminar o trabalho de transformar o Brasil em Venezuela.

E assim, enquanto os cidadãos brasileiros, em sua esmagadora maioria católicos, vão às ruas para pedir mudança, a Presidência da CNBB vai ao Palácio do Planalto!

E assim, enquanto os cidadãos brasileiros, em sua esmagadora maioria católicos, vão às ruas para pedir mudança, a Presidência da CNBB vai ao Palácio do Planalto!

Vamos parar com a palhaçada! Chega de maquiagem!

Nós, fiéis, queremos mudança!

Que nossos bispos ouçam os anseios do povo de Deus! Que os burocratas da CNBB saiam daquela horrível sede em Brasília, abandonem a papelada dos documentos bases desvairados e análises de conjunturas tendenciosas, façam um verdadeiro corte de gastos demitindo os assessores que tantas vezes amordaçam as vozes dos poucos bispos fiéis e oneram nossas dioceses, e sejam pastores com cheiro de ovelha!

Queremos Deus, queremos a verdadeira doutrina da Fé, queremos a pureza dos costumes, queremos a celebração digna dos sacramentos!

Fora Teologia da Libertação, fora Campanha da Fraternidade!

Fora Dilma, fora PT!

Caro leitor, não deixe de manifestar seu descontentamento pelas redes sociais.

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#MudaCNBB!

#CNBBNãoMeRepresenta!

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9 março, 2015

E a CNBB vai rachando.

Reforma Política encabeçada pela CNBB não têm o consenso de todos os bispos, afirma o Primaz do Brasil

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger concedeu entrevista a ZENIT sobre o tema: Campanha da Fraternidade e Reforma Política

Brasília, 09 de Março de 2015 (Zenit.org) Thácio Siqueira |Nomeado pelo Papa Bento XVI, em 2011, o arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil, dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, concedeu uma entrevista a ZENIT sobre o tema: Campanha da Fraternidade e Reforma Política.

Nessa exclusiva, o Primaz do Brasil afirmou que as propostas da Reforma Política, encabeçada pela CNBB, não tiveram a participação de todos os bispos. “Preferiria uma proposta nossa e, quem concordasse com elas, participasse de nossa campanha”, disse.

Acompanhe a íntegra da entrevista abaixo:

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ZENIT: Ultimamente, referindo-se ao tema da Reforma Política e da Campanha da Fraternidade no Brasil, o senhor tem falado que não é papel da Igreja ocupar o lugar do Estado. Por que essa é a sua opinião?

Dom Murilo: A Constituição de nosso país reconhece ser dever do Estado cuidar da saúde, da educação, da escola etc. Nesse campo, atualmente a Igreja tem um papel supletivo – isto é, deve atuar onde não há a presença do Estado ou onde tal presença não é suficiente. No passado, quando a organização social era muito limitada, a Igreja sentia ser seu dever abrir hospitais, creches, escolas etc. Hoje só tem sentido manter essas obras ou fundá-las se, com seus valores, a Igreja quiser “fazer a diferença” – isto é, apresentar uma maneira própria de curar, educar, formar etc. Essa “maneira própria” são as motivações evangélicas isto é, o desejo de mostrar como vemos o doente, o jovem a ser educado, o idoso abandonado, a partir do que nos ensinou Jesus. Se for para ter, por exemplo, um escola “como as outras”, sem os valores do Evangelho, não valeria a pena tanto esforço, mesmo que se tratasse de uma escola de boa qualidade. Afinal, como bem insiste o Papa Francisco, a Igreja não é uma ONG, mas uma extensão da presença de Cristo no mundo.

ZENIT: A CNBB é uma entidade séria e necessária para a nossa Igreja, mas existe a possibilidade de que os seus colaboradores errem?

Dom Murilo: Onde há seres humanos há a possibilidade de erros. Minha longa experiência na CNBB tem me mostrado que se pode falar da presença do Espírito Santo naquelas iniciativas que foram rezadas, refletidas e debatidas por todos os bispos. Assim, num documento aprovado, não prevalece a ideia de um ou de outro; nossos documentos oficiais são a síntese do que os bispos pensam. Pode-se dizer, então, que aquele texto é o que o Espírito Santo está querendo falar às nossas Dioceses. Não digo o mesmo de iniciativas de pequenos grupos ou de comissões, onde facilmente pode prevalecer a ideia de uma pessoa ou de um grupo. Nesse caso, o que for apresentado não é um texto “da” CNBB, mas sim daquela comissão.

ZENIT: O que significa uma conferência episcopal encabeçar essa campanha de reforma política?

Dom Murilo: O Brasil enfrenta problemas sérios e graves. A Igreja não pode ignorá-los. Com o Evangelho nas mãos, deve dar uma orientação, apresentar critérios, ajudar na reflexão. De minha parte, nesta campanha de reforma política eu preferiria que a própria Igreja apresentasse suas propostas, fruto da reflexão de todos os Bispos, como foi feito por ocasião da Constituinte, em que a CNBB apresentou um texto riquíssimo: “Por uma nova ordem constitucional”. Nesse documento, estava claro o que a Igreja no Brasil tinha como proposta para a Constituição que estava sendo preparada para ser posteriormente aprovada. Nem todas as nossas propostas foram aceitas; hoje, não poucas pessoas reconhecem que com isso quem perdeu foi o país. Desta vez, na campanha pela reforma política, a CNBB participa de um processo que engloba dezenas de grupos da sociedade civil. As propostas feitas são, pois, expressão do que esses grupos desejam, fruto da busca de consenso. Assim, algumas das propostas não correspondem ao que nós bispos defendemos ou, ao menos, o que muitos bispos pensam; nem algumas propostas que julgamos importantes estão ali. Repito, preferiria uma proposta nossa e, quem concordasse com elas, participasse de nossa campanha – como aconteceu por ocasião da Constituinte. Por sinal, a grande maioria das assinaturas que estão sendo colhidas são fruto do trabalho feito em nossas Dioceses e em nossas Paróquias – ao menos é o que acontece aqui na Bahia. Não creio que seja diferente nos outros estados do Brasil.

ZENIT: O projeto em questão, por exemplo, propõe o financiamento das campanhas com o dinheiro do povo, esse mesmo dinheiro público que mal dá para nos garantir saúde, educação e segurança, além de entrar no mérito das discussões de “gênero” e do voto de “lista fechada”, tudo de acordo com a vontade do partido atualmente no poder. Por que um assunto tão opinável, e em pontos, até mesmo contrário à filosofia cristã, está sendo proposto como algo bom e que deve ser abraçado pelos católicos do Brasil?

Dom Murilo: Em parte, penso já ter respondido a essa pergunta. Ao aceitar participar de uma iniciativa que engloba dezenas de entidades, deu no que deu. Insisto: tais propostas não tiveram a participação de todos os Bispos; são fruto, sim, de uma reflexão que envolveu principalmente algumas comissões episcopais.

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6 março, 2015

Igreja e sociedade atual segundo Dom Damasceno.

Prof. Hermes: Há muitos projetos de “reforma política” em tramitação no Congresso Nacional. Por que justamente o que favorece o PT é apoiado pela CNBB? Como convergir doutrina e pastoral no Sínodo dos Bispos? A reforma da cúria romana viabilizará a autonomia das conferências episcopais, acenada na Evangelii Gaudium? Estas e outras questões responde Dom Raymundo Damasceno Assis

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Presidente da CNBB fala sobre Reforma Política, Sínodo dos Bispos, reforma da cúria romana e outros temas.

hermesSão Paulo, 04 de Março de 2015 (Zenit.org) Prof. Hermes Rodrigues Nery –  Na segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015, às 10:30, estivemos, com Flávia Camargo, na residência do Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e Presidente também do Sínodo dos Bispos, a realizar-se em outubro deste ano, no Vaticano. Dois temas foram objeto de atenção especial na audiência: 1º) a Reforma Política e 2º) o Sínodo dos Bispos. Inicialmente, queríamos já gravar a conversa, mas Dom Damasceno preferiu primeiro que apresentássemos os nossos questionamentos e discorrêssemos sobre o assunto, ao qual ele faria suas colocações, para, em seguida, fazer uma súmula do que havia sido conversado, em forma de uma breve entrevista. Foi o que ocorreu. Ficamos por quase duas horas tratando dos temas acima mencionados, e somente, ao final, em quase trinta minutos, ele expôs sua posição sobre os temas, em entrevista gravada. Ainda, foi possível acrescentar na entrevista rapidamente o tema da reforma da cúria romana e o aceno que se faz na Evangelii Gaudium de autonomia às conferências episcopais.