Posts tagged ‘CNBB’

17 agosto, 2015

Porque a CNBB serve para… (III)

… fazer recenseamentos com o propósito de identificar/neutralizar os bons padres não alinhados ao establishment? Afinal, perguntar não ofende!

Abaixo, imagens de pesquisa que circula entre padres das dioceses brasileiras.

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13 agosto, 2015

Presidente da CNBB: “O povo já não aguenta mais tanta corrupção”.


DomSergioRochaPresidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e arcebispo de Brasília, dom Sergio da Rocha considera missão da Igreja participar da política. Mas a atuação segue os propósitos católicos, baseados na ética e no bem comum, diferentemente dos interesses partidários e corporativos que ditam governos e campanhas eleitorais. Atento observador da sociedade, o arcebispo afirma que, em tempos de crise, a Igreja tem de exercer o papel do profeta: questionar, transformar, sem receio de desagradar ao senso comum. Esse posicionamento explica a decepção com a atabalhoada reforma política conduzida no Congresso — “a gente esperava muito mais” — e a ressalva ao pacto pela governabilidade — “Um pacto não vai deixar de lado, por exemplo, a luta contra a corrupção”. A postura cristã também fundamenta a posição da CNBB contra a redução da maioridade penal, apesar da imensa vontade popular. Paulista da cidade de Dobrada, dom Sérgio diz “ter cabeça de cidade, mas coração rural”. Aos 55 anos, está encantado com a receptividade do brasiliense, em particular nas regiões mais simples. Mas chama a atenção para os problemas sociais. Cita em particular o drama dos imigrantes, que vêm de regiões conflituosas da Ásia e da África e vivem em condições precárias nas cidades do DF.

16 julho, 2015

“Talvez eu tenha sido um pouquinho acelerado”, diz arcebispo de Passo Fundo após renúncia.

Dom Antonio Carlos Altieri acredita que o fato de não ser gaúcho contribuiu para a dificuldade no relacionamento com o clero.

Por Zero Hora – Após uma série de denúncias e investigações pelo Vaticano, Antonio Carlos Altieri teve ontem sua renúncia ao cargo de arcebispo de Passo Fundo aceita pelo papa Francisco.

Papa aceita renúncia do Arcebispo de Passo Fundo

O religioso paulista solicitou a saída depois de um emissário de Roma ter recolhido críticas e denúncias ao longo de dezenas de entrevistas com padres da sua jurisdição. A decisão do Papa foi publicada na edição desta quarta-feira do boletim diário do Vaticano.

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24 junho, 2015

Estadão repercute polêmico folheto de Paróquia da Diocese de São Miguel Paulista: ‹‹ Blog católico qualificou o texto como ‘escandaloso’ ››. Bispo permanece em completo silêncio.

Segundo a Band, “uma campanha para pressionar o bispo Dom Manuel Parrado Carral [o Fratres disponibilizou a seus leitores os contatos do bispo], da Diocese de São Miguel Paulista – à qual a paróquia é ligada -, a cobrar explicações do pároco também foi criada. Segundo funcionários da diocese, além da pressão na internet, muitas pessoas ligaram para o local para tentar falar com o bispo e para manifestar reprovação ao conteúdo da publicação […] O Portal da Band tentou contato com o bispo Dom Manuel Parrado Carral, mas, até o momento da publicação desta matéria, não havia sido atendido. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Arquidiocese de São Paulo afirmaram que a diocese é independente [nessa hora não há colegialidade…] e, por isso, não se manifestaram sobre o folheto. “.

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Igreja de Itaquera faz oração contra homofobia de parlamentares

Com pronunciamento sobre o tema ‘Igreja e sexualidade: um debate necessário’, católicos distribuíram prece pedindo superação da intolerância dentro da Igreja e no Congresso Nacional São Paulo.

Por Tulio Kruse – O Estado de São Paulo:  Os católicos da Paróquia Nossa Senhora do Carmo em Itaquera, zona leste de São Paulo, criaram uma oração que pede o enfrentamento à “ofensiva homofóbica, fundamentalista e histérica presente no Congresso Nacional”, além de defender que a própria Igreja supere “a demonização das relações afetivas”.

O Estado de São Paulo: "Blog católico qualificou o texto como 'escandaloso'".

O Estado de São Paulo: “Blog católico qualificou o texto como ‘escandaloso'”.

As preces foram distribuídas na paróquia em panfletos na manhã do último domingo, 21, após uma breve reflexão sobre o tema “Igreja e sexualidades: um diálogo necessário”, feita pelo Padre Luís Correa Lima, que é professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC­RJ). O compartilhamento da foto do panfleto nas redes sociais provocou reações favoráveis e contrárias de internautas.

A “Oração dos Fiéis”, como foi batizado o texto, pede a ascensão de “causas libertárias” e a garantia dos direitos quanto à orientação sexual. Coordenador da comissão que criou a prece, o padre Paulo Sérgio Bezerra diz que o texto tem inspiração na Bíblia e que sua intenção é tratar de temas atuais e pregar a solidariedade. “A gente reflete nas nossas orações o que acontece na sociedade”, diz Bezerra.

Para ele, a atual configuração do Congresso Nacional é dominada pelo fundamentalismo religioso. “Em primeiro lugar, eu acho que os intolerantes como Silas Malafaia, o [deputado federal Marco] Feliciano, tem um projeto político perigoso na linha da teocracia cristã”, critica o padre. “Essa ideologia é filha direta do preconceito cultural, social e racial e há pessoas espertas que manipulam a palavra de Deus, tiram do contexto, pegam frases soltas e, para manter o poder e o projeto político, incitam o povo à intolerância religiosa.”

Desde que administra a paróquia em Itaquera, Bezerra também se tornou conhecido na comunidade por seu posicionamento político. Há pelo menos oito anos ele coordena campanhas contra homofobia e intolerância. Para as comemorações da Festa de Nossa Senhora do Carmo, o padre organizou uma série de pronunciamentos aos domingos, o que incluiu um professor de história que tratou de sexualidade. Entre os outros convidados, estão o deputado federal Chico Alencar (PSOL­RJ), o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem­Teto (MTST) Guilherme Boulos, e o jornalista e diretor da ONG Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto.

As reações contrárias à “Oração dos Fiéis” por parte de alguns católicos, segundo o padre, são “pouco numerosas, mas muito barulhentas”. A maior parte dos compartilhamentos da foto original publicada no Facebook é favorável, mas o texto também provocou reação de ao menos um blog católico que qualificou o texto como “escandaloso”.

Mudança.

Com a chegada do Papa Francisco ao mais alto cargo da Igreja Católica, a interpretação de Bezerra é de que há uma oportunidade para transformar a visão sobre sexualidade dominante na religião. “Precisamos ler a Bíblia com senso crítico e também dentro de um contexto”, defende o padre. “A questão da sexualidade (conta) com a contribuição que hoje as ciências oferecem, inclusive com o direito das pessoas adultas terem liberdade em relação à sua orientação sexual.”

O professor da PUC­RJ Luís Correa Lima, que fez o pronunciamento na igreja em Itaquera no domingo, diz que a interpretação da Igreja Católica sobre o tema já mudou. Lima estuda religião e sexualidade há pelo menos 9 anos, e diz que o papa Francisco trouxe novas interpretações sobre a moral com sua carta “A Alegria do Evangelho”, em que diz que o cristão deve procurar o bem de todos, e não repreender. “Ele diz que a moral cristã não é um conjunto de preceitos e proibições, mas uma resposta ao amor de Deus que nos salva”, diz Lima sobre o papa Francisco. “Ele deslanchou um debate na Igreja que realmente faz com o processo avance. Há um debate muito rico que já está fazendo mudanças.”

23 junho, 2015

A CNBB decrépita e a Juventude da Fé Católica.

FratresInUnum.com – Da matéria de Alexandre Trindade, Assessor de Imprensa da Câmara dos Deputados, sobre o encontro de Lula com religiosos, dentre os quais, Dom Pedro Luiz Stringuini, bispo de Mogi das Cruzes e em cujo perfil no facebook encontramos a reportagem:

Entre os debates públicos mais preocupantes, o bispo ressaltou a proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, em análise na Câmara dos Deputados. A CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil já se manifestou contra a redução da maioridade penal. Dom Pedro relatou debate realizado em Mogi e demonstrou sua preocupação ao notar fortes sinais de conservadorismo numa parcela de nossa juventude, inclusive nos seminarista [sic], que segundo ele “estão inseridos numa juventude mais conservadora, uma juventude mal informada, manipulada pela mídia”.

O blog “Os amigos do presidente Lula” (!) cita o bispo ipsis verbis:

“É importante reconhecer o senhor e os avanços em seus oito anos de governo. Mas, diante da crise atual, esse esforço tem de ser continuado […] Realizamos um grande debate sobre o assunto na Câmara Municipal de Mogi, e, em determinado momento, me surpreendi com a presença de um grupo de jovens que não conhecia. Para nossa surpresa, eram jovens a favor da redução da maioridade penal, e jovens da periferia (…) Comentamos na Igreja como os novos seminaristas estão mais conservadores. Não só eles. Eles estão inseridos numa juventude mais conservadora, uma juventude mal informada, manipulada pela mídia”,

Fratres in Unum pode confirmar que, em reunião à portas fechadas na Assembléia Geral dos Bispos em Aparecida deste ano, nossos ilustres pastores debateram calorosamente sobre a guinada conservadora da juventude católica. Lamentavam, sobretudo, sua militância na internet.

Entre vestes rasgadas e arroubos escandalizados, um importante arcebispo teve de tomar a palavra para dizer o óbvio: “não há como esperar nada de diferente dos jovens, já que nossa casa está uma completa bagunça”.

Domingo, 15 de março de 2015 - Jovens protestam em São Paulo contra a CNBB.

Domingo, 15 de março de 2015 – Jovens protestam em São Paulo contra a CNBB.

Lamentavelmente, boa fatia de nosso episcopado não enxerga um palmo diante da face, não vê a trave nos próprios olhos e ainda tem coragem de falar em juventude “mal informada, manipulada pela mídia” (!), quando, na verdade, foi justamente o advento da livre informação, o acesso a documentos do Magistério da Igreja e a difusão da Fé pelos blogs e redes sociais que retirou os fiéis da caverna de ignorância em que nossos bispos enfiaram a Igreja nas últimas décadas.

Os tiozões da CNBB acham que para atrair os jovens basta promover liturgias bizarras, com braços pra cima e iê-iê-iê. Crêem que importar o mundanismo para dentro da Igreja é o suficiente, aquele mundanismo que eles, nas décadas de 60 e 70, utopicamente e sem Fé, viam como a salvação da Religião.

Destroem a catequese, banem qualquer reverência na liturgia, aparelham as paróquias e pastorais de militantes esquerdistas, proscrevem qualquer jovem minimamente conservador dos seminários — e para tudo isso, não hesitam em lançar mão de todos os procedimentos, mesmo os mais vis, os mais cruéis, numa verdadeira inquisição progressista! Não são capazes de reconhecer o fracasso de sua geração, que esvaziou igrejas, destruiu altares, extirpou, ou ao menos tentou extirpar, a fé do povo brasileiro.

Seus projetos são um verdadeiro fiasco em todos os sentidos: não conseguem, com toda a estrutura da Igreja no Brasil, colher sequer um terço das assinaturas pretendidas para uma reforma política ridícula e tendenciosa. E ainda abrem a boca para se colocar contra a maioria esmagadora (87%) da população, que quer a redução da maioridade penal.

Ah, façam-nos um favor! Reconheçam a falência de sua geração decrépita, má formada (basta ver o nível intelectual da maior parte de nossos bispos), manipulada pelos inimigos da Igreja. A ideologia senil dos senhores perdeu a batalha para a juventude da Fé verdadeira.

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22 junho, 2015

Folheto escandaloso atribuído a paróquia da diocese de São Miguel Paulista causa perplexidade em redes sociais.

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Desde a noite de ontem, domingo, a imagem acima, de um folheto litúrgico, circula nas redes sociais causando agitação e perplexidade entre fiéis.

Algumas páginas atribuem o folheto à Paróquia Nossa Senhora do Carmo, de Itaquera, SP, pertencente à Diocese de São Miguel Paulista.

A suspeita aumenta quando vemos, na página da paróquia no Facebook, a imagem abaixo, publicada também ontem:

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Trata-se do sacerdote jesuíta Luis Lima, há muitos anos professor da PUC-Rio, já denunciado no Fratres por sua desavergonhada apologia ao gayzismo, sob as barbas complacentes de Dom Orani João Tempesta. Luis Lima celebrou (ou concelebrou) missa na paróquia exatamente no dia em que o folheto teria sido usado.

A paróquia à qual se atribui o folheto também já apareceu por aqui a incensar a beata Chaui, da Diocese de São Miguel Paulista, SP.

Dita diocese está absurdamente infiltrada por agentes da Teologia da Libertação que se passam por religiosos, inclusive um deles sendo preso por agir nos moldes próprios e em conluio com o filho primogênito da esquerda católica do Brasil, o PT.

Pedimos, portanto, a nossos leitores que telefonem ou escrevam ao senhor bispo de São Miguel Paulista, Dom Manuel Parrado Carral, pedindo esclarecimentos sobre a veracidade do folheto atribuído à paróquia:

Dom Manuel Parrado Carral
Rua José Dias Miranda, 100 – São Miguel Paulista
08011-020 – São Paulo – SP
Tel.: (11) 2297.8611
Fax: (11) 2297.0539
e-mail: smigueld@terra.com.br

22 junho, 2015

Religiosos (da TL) se encontram com seu ídolo-mor. Fiéis lamentam presença de bispo de Mogi das Cruzes, que se justifica.

Em encontro com religiosos, Lula faz duras críticas a Dilma e a sua gestão: ‘ela está no volume morto’

Ex-presidente admitiu ainda que é ‘um sacrifício’ convencer sua sucessora a viajar pelo país e defender sua gestão

O Globo – Como se estivesse em um confessionário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu o coração a um seleto grupo de padres e dirigentes de entidades religiosas no auditório de seu instituto, anteontem, em São Paulo. Em tom de desabafo, criticou duramente a presidente Dilma Rousseff e creditou ao governo dela, sobretudo no segundo mandato, a crise vivida pelos petistas. Para Lula, a taxa de aprovação da companheira está no “volume morto”, numa referência à situação hídrica paulista, e, com o silêncio do Planalto, o “governo parece um governo de mudos”. O ex-presidente admitiu ainda que é “um sacrifício” convencer sua sucessora a viajar pelo país e defender sua gestão.

Dom Pedro Luiz Stringhini discursa alegremente em encontro com o bezerro de ouro da Teologia da Libertação.

Dom Pedro Luiz Stringhini discursa alegremente em encontro com o bezerro de ouro da Teologia da Libertação.

— Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto, e eu estou no volume morto. Todos estão numa situação muito ruim. E olha que o PT ainda é o melhor partido. Estamos perdendo para nós mesmos — disse Lula.

Para ilustrar a profundidade do poço em que se meteu o PT, Lula citou uma pesquisa interna do partido, que revela que a crise se instalou no coração da legenda, o ABC Paulista. Muito rouco, o ex-presidente dizia coisas como “o momento não está bom” e “o momento é difícil”.

— Acabamos de fazer uma pesquisa em Santo André e São Bernardo, e a nossa rejeição chega a 75%. Entreguei a pesquisa para Dilma, em que nós só temos 7% de bom e ótimo — disse Lula aos religiosos.

Ele afirmou ter dito à presidente: “Isso não é para você desanimar, não. Isso é para você saber que a gente tem de mudar, que a gente pode se recuperar. E entre o PT, entre eu e você, quem tem mais capacidade de se recuperar é o governo, porque tem iniciativa, tem recurso, tem uma máquina poderosa para poder falar, executar, inaugurar”.Na mesa, os mais de 30 participantes do encontro, entre eles o bispo dom Pedro Luiz Stringhini, não deram trégua ao ex-presidente. Sobraram críticas para o PT, o governo, o próprio Lula e seu pupilo, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Os religiosos defenderam que o partido volte à antiga liturgia e se aproxime mais dos trabalhadores.

Lula concordou com a tese, dizendo que os petistas trocaram a discussão da política pela do mandato.

A reunião faz parte da estratégia do partido de tentar se reaproximar de sua base social. O interlocutor da ala religiosa é o ex-ministro Gilberto Carvalho, mencionado diversas vezes por Lula, em seu discurso de mais de 50 minutos, para exemplificar como o governo Dilma perdeu o contato com os movimentos sociais. Lula cobrou da presidente, e tem feito isso em outras reuniões reservadas, uma agenda positiva e mais exposição pública. Para o petista, Dilma deixou o governo mais distante dos mais pobres.

— Na falta de dinheiro, tem de entrar a política. Nesses últimos cinco anos, fizemos muito menos atividade política com o povo do que fizemos no outro período — disse ele, citando as conferências nacionais com grupos sociais:

— Isso acabou, Gilberto!

Lula reclamou que Dilma tem dificuldade de ouvir até mesmo os conselhos dados por ele:

— Gilberto sabe do sacrifício que é a gente pedir para a companheira Dilma viajar e falar. Porque na hora que a gente abraça, pega na mão, é outra coisa. Política é isso, o olhar no olho, o passar a mão na cabeça, o beijo.

Nesse ponto da conversa, o ex-presidente fez questão de ressaltar: falar com a população não é “agendar para falar na televisão”.

Durante a reunião, Gilberto Carvalho, que saiu do núcleo central do governo Dilma depois de muitas críticas à atuação da equipe da presidente, concordava com Lula, completava frases e assentia com a cabeça enquanto o ex-presidente subia o tom:

— Aquele gabinete (presidencial) é uma desgraça. Não entra ninguém para dar notícia boa. Os caras só entram para pedir alguma coisa. E como a maioria que vai lá é gente grã-fina… Só entrou hanseniano porque eu tava no governo, só entrou catador de papel porque eu tava no governo — disse Lula, que completou:

— Essa coisa se perdeu.

Lula revelou o quem tem conversado com Dilma nos encontros privados. Os dois têm feito reuniões em São Paulo, e a presidente só as informa na agenda oficial depois que são realizadas. Ele disse que fala para a presidente que a hora é de “ ir para a rua, viajar por esse país, botar o pé na estrada”. Diz ainda que os petistas não podem temer as vaias. Uma das armas para recuperar a combalida gestão, segundo ele, é investir na execução do Plano Nacional de Educação. O problema seria, de acordo com ele mesmo, que o próprio PT desconhece o conteúdo do plano.

“OS MINISTROS TÊM DE FALAR”

O petista, que não falou com os padres sobre uma possível candidatura à Presidência em 2018, mas não esconde que pode concorrer ao terceiro mandato, disparou fortemente contra os ministros, sobretudo os do PT.

— Os ministros têm de falar. Parece um governo de mudos. Os ministros que viajam são os que não são do PT. Kassab já visitou 23 estados, não sei quem já visitou 40 estados —exagerou.

O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, preside o PSD e quer recriar o Partido Liberal. Foi citado mais uma vez, para criticar o desânimo dos líderes petistas:— Aí não dá. Kassab já tá criando outro partido e a gente não tá defendendo nem o da gente!

Lula disse que também tem chamado a atenção do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, dizendo que ele deveria fazer mais discursos públicos.

— Pelo amor de Deus, Aloizio, você é um tremendo orador — disse ele, que emendou, arrancando risos dos religiosos: — É certo que é pouco simpático.

O ex-presidente ressaltou ainda que “inaugura-se (obra do) Minha Casa Minha Vida todos os dias”, mas que os políticos locais não destacam o papel do governo nas obras.

Para criticar o empenho de Dilma na aprovação do ajuste fiscal, Lula afirmou:

— Falar é uma arma sagrada. Estamos há seis meses discutindo ajuste. Ajuste não é programa de governo. Em vez de falar de ajuste… Depois de ajuste vem o quê? — criticou Lula, apontando que é preciso “fazer as pessoas acreditarem que o que vem pela frente é muito bom”. Segundo o petista, “agora parece que acabou o (assunto) do ajuste”.

A VACA TOSSIU

Lula disse que o governo não dá boas notícias ao país.

— Nós tivemos as eleições no dia 26 de outubro. De lá pra cá, Gilberto, nós temos que dizer para vocês, porque vocês são companheiros, depois de nossa vitória, qual é a noticia boa que nós demos para este país? Essa pergunta eu fiz para a companheira Dilma no dia 16 de março, na casa dela.

Segundo Lula, nesse encontro estavam os ministros Mercadante, Jacques Wagner (Defesa) e Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência), além de Rui Falcão, presidente nacional do PT.

—Eu fiz essa pergunta para Dilma: “Companheira, você lembra qual foi a última notícia boa que demos ao Brasil?” E ela não lembrava. Como nenhum ministro lembrava. Como eu tinha estado com seis senadores, e eles não lembravam. Como eu tinha estado com 16 deputados federais, e eles não lembravam. Como eu estive com a CUT, e ninguém lembrava.

Para os religiosos — que foram recebidos no Instituto Lula com café, refrigerantes, sanduíches e docinhos como brigadeiro e olho de sogra — Lula continuou a “confissão”, elencando as más notícias dadas pelo governo:

— Primeiro: inflação. Segundo: aumento da conta de água, que dobrou. Terceiro: aumento da conta de luz, que para algumas pessoas triplicou. Quarto: aumento da gasolina, do diesel, aumento do dólar, aumento das denúncias de corrupção da Lava-Jato, aquela confusão desgraçada que nós fizemos com o Fies (Financiamento Estudantil), que era uma coisa tranquila e que foram mexer e virou uma desgraceira que não tem precedente. E o anúncio do que ia mexer na pensão, na aposentadoria dos trabalhadores.

Nesse momento, Lula resgatou as promessas não cumpridas por Dilma durante a última campanha eleitoral.

— Tem uma frase da companheira Dilma que é sagrada: “Eu não mexo no direito dos trabalhadores nem que a vaca tussa”. E mexeu. Tem outra frase, Gilberto, que é marcante, que é a frase que diz o seguinte: “Eu não vou fazer ajuste, ajuste é coisa de tucano”. E fez. E os tucanos sabiamente colocaram Dilma falando isso (no programa de TV do partido) e dizendo que ela mente. Era uma coisa muito forte. E fiquei muito preocupado.

O ex-presidente ainda disse aos religiosos — entre eles o padre Julio Lancelotti, dirigentes de pastorais católicas e um pastor evangélico — não acreditar na existência do mensalão.

Não acredito que tenha havido mensalão. Não acredito. Pode ter havido qualquer outra coisa, mas eu duvido que tenha havido compra de voto — disse ele, mencionando que o ex-deputado Luizinho, do PT de Santo André, não poderia ter voto comprado no mensalão porque era, na época do escândalo, em 2005, líder do governo.

Lula repetiu a crítica que tem feito desde o início do ano nas reuniões do partido: a de que os petistas saíram derrotados do caso do mensalão porque trataram do caso “juridicamente”, quando a discussão, segundo ele, é política. Os petistas têm se desdobrado para defender, desta vez, o ex-tesoureiro João Vaccari Neto, acusado de integrar o esquema descoberto pela Operação Lava-Jato, numa mudança em relação à postura adotada sobre o ex-tesoureiro Delúbio Soares.

Durante as investigações do mensalão, a direção do PT expulsou Delúbio, que só voltou a ser defendido pelos principais nomes da legenda quando começou o julgamento no Supremo.

— Nós começamos a quebrar a cara ao tratar do mensalão juridicamente. Então, cada um contratou um advogado. Advogado muito sabido, esperto, famoso, desfilando por aí, falando que a gente ia ganhar na Justiça. E a imprensa condenando. Todo dia tinha uma sentença. Quando chegou o dia do julgamento, o pessoal já estava condenado — disse Lula.

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Após divulgar fotos do encontro em seu perfil no Facebook e receber uma avalanche de críticas, o bispo diocesano de Mogi das Cruzes se pronunciou:
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11 junho, 2015

Bispos do Estado de São Paulo divulgam notas sobre Parada Gay e Ideologia de Gênero.

Os bispos do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo) reunidos em Aparecida (SP) para a 78ª. Assembleia dos Bispos, divulgaram duas notas.

Segue as notas na íntegra:

MENSAGEM AOS CATÓLICOS E A TODOS OS CIDADÃOS

Nós, Bispos Católicos das Dioceses do Estado de São Paulo, reunidos na 78ª Assembleia do Regional Sul I da CNBB, diante dos acontecimentos da recente “parada gay 2015”, ocorrida na cidade de São Paulo, com claras manifestações de desrespeito à consciência religiosa de nosso povo e ao símbolo maior da fé cristã, Jesus crucificado, em nome da verdade que cremos, vimos através desta, como pastores do Povo de Deus:

  1. Afirmar que a fé cristã e católica, e outras expressões de fé encontram defesa e guarida na Constituição Federal: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias” (artigo 5º, inciso VI).
  2. Lembrar que todo ato de desrespeito a símbolos, orações, pessoas e liturgias das religiões constitui crime previsto no Código Penal: “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso” (Art. 208 do Código Penal).
  3. Apelar aos responsáveis pelo Poder Público, guardiães da Constituição e responsáveis pela ordem social e pelo estado democrático de direito, que defendam o direito agredido.
  4. Expressar nosso repúdio diante dos lamentáveis atos de desrespeito ocorridos; queremos contribuir com o bem-estar da sociedade, pois somos, por força do Evangelho, construtores e promotores da liberdade e da paz.
  5. Manifestar nossa estranheza ao constatar um evento, como citado seja autorizado e patrocinado pelo poder público, e utilizado para promover atos que afrontam claramente o estado de direito que a Constituição garante.
  6. Lembrar a todos as atitudes firmes do Papa Francisco quanto ao respeito pelo ser humano, aos mais pobres, aos mais simples, à religiosidade popular.
  7. Recordar aos católicos que a profanação de símbolos religiosos pede de nós um ato de desagravo e de satisfação religiosa, pela oração e pela penitência, pedindo ao Senhor Deus perdão pelos pecados cometidos e a conversão dos corações.
  8. Reafirmar, iluminados pelo Evangelho e conduzidos pelo Espírito Santo, nosso respeito a todas as pessoas, também a quem pensa diferente de nós. E convidamos os católicos e pessoas de boa vontade a contribuírem, em tudo, para a edificação da justiça e da paz, do respeito a Deus e ao próximo.

Por fim, confirmamos nosso seguimento a Jesus Cristo e damos testemunho da beleza de nossa fé católica, na certeza de que, assim, contribuímos para o bem da sociedade, anunciando o que de melhor recebemos: Jesus Cristo crucificado, “força e sabedoria de Deus” (1Cor 1,23s), fonte de toda misericórdia.

Aparecida, 11 de junho de 2015.
Memória Litúrgica do Apóstolo São Barnabé

Dom Odilo Pedro Scherer
Presidente do Regional Sul I – CNBB

 Dom Moacir Silva
Vice-Presidente do Regional Sul I – CNBB

 Dom Tarcísio Scaramussa
Secretário do Regional Sul I – CNBB

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NOTA DO REGIONAL SUL 1/CNBB SOBRE IDEOLOGIA DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO

Aos Srs. Prefeitos, Presidentes e Vereadores dos Municípios, 

educadores e pais no Estado de São Paulo;

Nós, Bispos católicos do Estado de São Paulo (Regional Sul 1 da CNBB), no exercício de nossa missão de Pastores, queremos manifestar nosso apreço ao empenho dos Conselhos Municipais de Educação na elaboração dos Planos Municipais de Educação para o próximo decênio, a serem votados nas Câmaras Municipais. Destacamos nesses projetos, além da universalização do ensino, o empenho em colocar, como eixo orientador da educação, a inclusão social, para que uma geração nova de homens e mulheres possa se tornar construtora de uma sociedade onde todas as pessoas, grupos sociais e etnias sejam respeitados e possam participar e se beneficiar da produção dos bens materiais e culturais, numa nação cada vez mais próspera e justa. Consideramos, entretanto, oportuno e necessário esclarecer o que segue, no que se refere à ideologia de gênero, nos Planos Municipais de Educação:

A discussão dos Planos Municipais de Educação, deveria ser orientada pelo Plano Nacional de Educação (PNE), votado no Congresso Nacional e sancionado em 2014 pela Presidente da República, do qual já foram retiradas as expressões da ideologia de gênero.

Os projetos enviados aos Legislativos Municipais incluíram novamente, em suas propostas, a ideologia de gênero, como norteadora da educação, tanto como matéria de ensino, como em outras práticas destinadas a relativizar a natural diferença sexual.

A ideologia de gênero, com que se procura justificar esta “revolução cultural”, pretende que a identidade sexual seja uma construção exclusivamente cultural e subjetiva e que, consequentemente, haja outras formas igualmente legítimas de manifestação da sexualidade, devendo todas integrar o processo educacional com o objetivo de combater a discriminação das pessoas em razão de sua orientação sexual.

A ideologia de gênero subverte o conceito de família, que tem seu fundamento na união estável entre homem e mulher, ensinando que a união homossexual é igualmente núcleo fundante da instituição familiar.

As consequências da introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas contradiz frontalmente a configuração antropológica de família, transmitida há milênios em todas as culturas. Isso submeteria as crianças e jovens a um processo de esvaziamento de valores cultivados na família, fundamento insubstituível para a construção da sociedade.

Diante dessa grave ameaça aos valores da família, esperamos dos governantes do Legislativo e Executivo uma tomada de posição que garanta para as novas gerações uma escola que promova a família, tal como a entendem a Constituição Federal (artigo 226) e a tradição cristã, que moldou a cultura brasileira.

Pedimos ainda que seja cumprido o que dispôs o Conselho Nacional de Educação, através da Câmara de Educação Básica, que, dispõe que o ensino religioso integra a base nacional comum da Educação Básica (na resolução número 4, de 13/07/2010, em seu artigo 14, § 1, letra F).

Seja, pois, incluído nos Planos Municipais de Educação o ensino religioso, em sintonia com a confissão religiosa da família, que tem filhos na escola.

Queremos também solidarizar-nos com todos os que sofrem discriminação na sociedade. Que as escolas ofereçam uma educação que valorize a família e a prática das virtudes, acolhendo bem a todos, seja qual for a orientação sexual.

Deus abençoe a todos que trabalham na educação das crianças, adolescentes e jovens.

Aparecida, 11 de junho de 2015.

Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer
Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 – CNBB

 Dom Moacir Silva
Vice-Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 – CNBB

 Dom Tarcísio Scaramussa
Secretário do Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 – CNBB

Fonte: Regional Sul 1 da CNBB

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8 junho, 2015

Regional Norte 3 emite nota explicativa sobre os Planos de Educação.

CNBB – O regional Norte 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nota explicativa sobre os Planos de Educação, diante do contexto de aprovação no país das Diretrizes, Metas, Estratégias dos Planos Estadual e Municipal de Educação (2015-2025), que pretendem incluir a ideologia de gênero nas escolas e a possibilidade de ensinar, a partir dos três anos de idade, que não existe diferença entre homem e mulher. O texto recorda que “a ideologia de gênero, ao proclamar a absoluta liberdade de construir a própria identidade sexual, uma vez aplicada, destrói o ser humano em sua integralidade e, por conseguinte, a sociedade, cuja célula-mãe é a família”. Confira a íntegra da nota:

NOTA EXPLICATIVA SOBRE OS PLANOS DE EDUCAÇÃO

Aos presbíteros, Religiosos, Religiosas, Diáconos, Professores, Educadores, Pastores das Igrejas Evangélicas, homens e mulheres de boa vontade

“A ideologia de gênero é contrária ao plano de Deus!” (Papa Francisco)

O Brasil está se mobilizando para aprovar as Diretrizes, as Metas, as Estratégias dos Planos Estadual e Municipal de Educação (2015-2025), com base na Lei 13.005/2014, que, segundo consta no Documento de Referência, para uma educação integral e humanizada. É louvável esta iniciativa. Todos nós somos conscientes que sem uma educação de qualidade o Brasil não se desenvolverá.  O problema, no entanto, é o que está sendo proposto nos referidos Planos, como destacaremos a seguir:

  1. Em 2014, o governo federal tentou aprovar no Congresso Nacional a introdução da linguagem de gênero no Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2024). Queria-se introduzir na educação brasileira a possibilidade de ensinar, a partir dos três anos de idade, que não existe diferença entre homem e mulher. Essa ideologia, de maneira oculta e à revelia da população brasileira, pretende acabar com as bases da nossa cultura e fundar uma nova ordem em que cada um pode decidir autonomamente e de maneira não definitiva a própria orientação sexual ou livre opção sexual.
  2. O ponto que mais nos preocupa é a estratégia de número 12.6, que reza o seguinte: “garantir condições institucionais para o debate e a promoção da diversidade étnico-racial, de gênero, diversidade sexual e religiosa, por meio de políticas pedagógicas e de gestão específicas para esse fim”.
  3. Existem organizações nacionais e internacionais muito ocupadas em destruir a família natural, constituída por um pai, uma mãe e seus filhos. Hoje um dos recursos mais perigosos para atentar contra a família se chama “ideologia de gênero”.
  4. A ideologia de gênero também denominada de “teoria de gênero” ou “perspectiva de gênero” ensina que ninguém nasce homem ou mulher e que todos devem construir sua própria identidade, isto é, seu gênero, ao longo de sua vida. Segundo os teóricos de gênero, cada um deveria ser identificado não por seu sexo biológico, mas pela identidade que ele constrói para si mesmo.
  5. No número 40 do Documento de Aparecida já alertou que “entre os pressupostos que enfraquecem e menosprezam a vida familiar, encontramos a ideologia de gênero, segundo a qual um pode escolher sua orientação sexual, sem levar em consideração as diferenças dadas pela natureza humana. Isso tem provocado modificações legais que ferem gravemente a dignidade do matrimônio, o respeito ao direito à vida e a identidade da família”.
  6. Segundo o Papa emérito Bento XVI, a ideologia de gênero “contesta o fato de o homem possuir uma natureza corpórea pré-constituída (…) nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um facto pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria. (…) Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. (…). A manipulação da natureza, que hoje deploramos relativamente ao meio ambiente, torna-se aqui a escolha básica do homem a respeito de si mesmo. (…) Se não há (…) homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade pré-estabelecida pela criação. Mas, em tal caso (…) o filho, de sujeito jurídico que era, com direito próprio, passa agora necessariamente a objeto, ao qual se tem direito e que, como objeto de um direito, se pode adquirir. Na luta pela família, está em jogo o próprio homem. E torna-se evidente que, onde Deus é negado, dissolve-se também a dignidade do homem. Quem defende Deus, defende o homem.”
  7. O Papa Francisco, recentemente, afirmou que a ideologia de gênero é um erro da mente humana que provoca muita confusão e ataca a família. O papa lamentou a prática ocidental de impor uma agenda de gênero a outras nações por meio de ajuda externa. Chamou isso de “colonização ideológica”, comparando-o à máquina de propaganda nazista. Segundo ele, existem “Herodes” modernos que “destroem e tramam projetos de morte, que desfiguram a face do homem e da mulher, destruindo a criação.”
  8. A ideologia de gênero, ao proclamar a absoluta liberdade de construir a própria identidade sexual, uma vez aplicada, destrói o ser humano em sua integralidade e, por conseguinte, a sociedade, cuja célula-mãe é a família. Todas as orientações sexuais reconhecidas como “gêneros” ou variantes lícitas seriam legitimadas, ensinadas, legalmente praticadas e oferecidas como opções sexuais às nossas crianças por meio da rede de ensino pública e privada.
  9. A introdução da igualdade de gênero e da livre opção sexual em leis federais, estaduais ou municipais, especialmente nas que tratam da Educação, será certamente acompanhada pela introdução da disciplina de Educação Sexual nos currículos da Educação Básica de escolas públicas e privadas, em todos os níveis e modalidades. Nossas crianças deverão aprender que não são meninos ou meninas, e que precisam inventar um gênero para si mesmas. Para isso receberão materiais didáticos destinados a deformarem sua identidade. Sendo obrigatório por lei, os pais que se opuserem, poderão ser criminalizados por isso.
  10. Como podemos ter certeza de que tudo isso de fato acontecerá? Porque exatamente isso já está acontecendo em países da América e da Europa, onde, como na Alemanha, já há pais que são detidos, porque seus filhos se recusam a assistir às aulas de gênero.
  11. Frente a essa gravíssima situação, os bispos do Estado do Tocantins conclamam aos fiéis católicos do Estado a acompanhar com responsabilidade as discussões e decisões dos gestores do Estado e dos Municípios, a formação escolar dos próprios filhos e as decisões tomadas em cada estabelecimento de ensino, dando o próprio testemunho cristão, e posicionando-se corajosamente contra a ideologia de gênero em todos os ambientes que frequentam.
  12. Expressamos veementemente o nosso desejo de que todas as forças vivas do Estado se unam em defesa da vida, da família e da sociedade em geral. Que as futuras gerações possam ter a certeza de que não fomos omissos e de que lutamos, dentro da lei e da ordem, contra os prejuízos de uma ideologia perigosamente revolucionária.

Fraternalmente,

 Dom Philip Dickmans

Presidente

Regional Norte 3 da CNBB  e

Bispo da Diocese de Miracema do Tocantins

 

Dom Pedro Brito Guimarães – Arcebispo de Palmas

Dom Romualdo Matias Kujawski – Bispo da Diocese de Porto Nacional

Dom Giovane  Pereira de Melo – Bispo da Diocese de Tocantinópolis

Dom Rodolfo Luiz Weber –  Bispo da Prelazia de Cristalândia

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30 maio, 2015

Proposta de Reforma Política da CNBB: solenemente ignorada.

molon

Palavras do Deputado Federal Alessandro Molon (PT/RJ), choramingando porque a proposta da Coalizão pela Reforma Política, encabeçada pela CNBB, foi “solenemente ignorada” pela Câmara dos Deputados nas votações sobre o assunto atualmente em curso.

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Além de ignorada pelos deputados, a proposta foi rechaçada massissamente pelos católicos. Todo o esforço, aliado ao aparelhamento de paróquias e dioceses, rendeu míseras 630 mil assinaturas. Como bem notou um arguto leitor, a campanha “Filial súplica”, em condições incomparavelmente mais modestas, conseguiu quase metade disso. “Qualquer plebiscito que termine com um resultado de 99,6% contra 0,4% encerra [ou deveria encerrar…] qualquer debate“.

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Na última assembléia geral dos bispos da CNBB, ouvimos ad nauseam que o projeto da Coalizão não era petista nem favorecia o PT — especialmente de Dom Mol, grande mentor da campanha, e de Dom Odilo Scherer, que se envolveu em uma espinhosa polêmica a respeito.

É importante conhecer um pouco o deputado lamentador acima.

Alessandro Lucciola Molon é um político, radialista e professor brasileiro formado pela PUC do Rio. Durante parte da década de 1990 até ser eleito deputado, trabalhou na Rádio Catedral (da Arquidiocese do Rio de Janeiro), o que o fez ficar conhecido entre os fiéis católicos. Dali ganhou boa parte de seus votos.

Pode-se dizer, sem medo de errar, que seu lamento é compartilhado por todos os demais petistas pois, como está cabalmente comprovada, a proposta da CNBB favorece o status quo petista.

CNBB e PT: eles se apoiam, estimulam, defendem, propagandeiam. Concubinos que não se assumem e permanecem na extra-oficialidade.

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