José Maria Mayrink – O Estado de S.Paulo, 4 de maio de 2012.

Assembléia geral da CNBB de 2012.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) decidiu, em sua última assembleia-geral, reunida em Aparecida na segunda quinzena de abril, aproveitar a comemoração dos 50 anos do Concílio Vaticano II para revitalizar as reformas que, sob a liderança dos papas João XXIII e Paulo VI, revolucionaram a vida da Igreja no século 20.
Em vez de apoiar a proposta de convocação de um novo concílio, o Vaticano III, objeto de uma petição com mais de 10 mil assinaturas, enviada a João Paulo II em 2002, os bispos preferem refletir sobre os documentos do Vaticano II, para corrigir eventuais exageros e adaptar a legislação da Igreja às circunstâncias e exigências do mundo de hoje.
“Não é o caso de reunir um novo concílio, mas sim de retomar e viver em profundidade o Vaticano II, aquilo que propôs Bento XVI, que foi teólogo perito do concílio”, disse o cardeal-arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, coordenador do grupo de trabalho para as comemorações do cinquentenário.
Reviver o concílio, observou o cardeal, significa “progredir na determinação e na aplicação de suas decisões“, em sintonia com a visão do papa.
O arcebispo da Paraíba, d. Aldo Pagotto, também contrário à proposta de um novo concílio, afirma que é necessário voltar à fonte, para valorizar as riquezas do Vaticano II e combater os excessos que surgiram em nome da modernidade, como, por exemplo, a “politização da liturgia”. Questões como o celibato dos padres, a ordenação de mulheres e o acesso dos recasados à participação plena na eucaristia não justificariam um novo concílio, “porque essas são questões já dirimidas por João Paulo II e Bento XVI e estão fora de discussão“.
Mesmo bispos que assinaram a petição de 2002 – foram 25 no Brasil, entre eles o cardeal d. Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo – descartam a necessidade de um novo concílio nos moldes do Vaticano II. “Receio que um concílio formal agora, na conjuntura atual, leve a posições mais retrógradas“, disse o bispo de Jales (SP), d. Demétrio Valentini. Dez anos atrás, ele aderiu ao movimento internacional Proconcil, que nasceu na Espanha e ganhou milhares de adesões pelo mundo afora.
Tendência. D. Demétrio defende uma posição que coincide com a do Proconcil atualmente – a recuperação da “conciliaridade”, que significa valorização das conferências episcopais. As conferências, argumenta, tornaram-se instrumentos de retransmissão do governo central da Igreja, em vez de serem agentes de adaptação, para darem respostas adequadas às necessidades do mundo. “Isso implicaria em incentivar as dioceses a abrir as portas para a participação dos leigos e particularmente das mulheres“, observou d. Demétrio.
É um campo de ação que, segundo o bispo de Jales, não depende de um concílio formal. “Pode-se ouvir os bispos pela internet, pois a tecnologia abre a possibilidade, para a prática eclesial, de envolver todos os católicos na participação da vida da Igreja”, explicou.
Membro do conselho do Sínodo da América, que reuniu bispos do continente com João Paulo II em Roma, em 1997, ele propõe que o sínodo – “uma miniatura de concílio” – seja deliberativo, em vez de só oferecer subsídios para o papa.
A coordenadora internacional do Proconcil, Emilia Robles, esclareceu, respondendo ao Estado por e-mail, que o movimento não está pedindo ao papa a convocação de um concílio tradicional. “Não o propomos agora como uma panaceia, mas também não nos assustaremos se ele vier a ocorrer”, afirmou.
Mais que um evento, o Proconcil sugere um processo que supõe a participação de toda a Igreja, o desenvolvimento da conciliaridade ou valorização de espaços como conferências de bispos, sínodos, assembleias e conselhos paroquiais.
Dois bispos brasileiros, hoje eméritos, que assinaram a petição por um novo concílio em 2002, desistiram da ideia, porque o atual episcopado, de perfil conservador e submisso à Cúria Romana, levaria a um retrocesso em relação às conquistas do Vaticano II. Os dois pediram para não serem identificados, “para não magoar os irmãos” que estão na ativa. “Melhor não inventar moda”, comentou o arcebispo emérito de Porto Velho (RO), d. Moacyr Grechi, outro signatário da petição que agora apoia a proposta da CNBB.
A sugestão de convocação de um novo concílio foi feita pela primeira vez pelo cardeal Carlo Maria Martini, então arcebispo de Milão, no sínodo dos bispos europeus, em 1999.








Sua ordenação episcopal já está marcada para o dia 23 de junho de 2012, sábado, às 8h30, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Rio de Janeiro.
O Concílio Vaticano II mereceu grande destaque porque a Igreja vivia, nas décadas que o antecederam, um clima de criatividade e de liberdade para novas experiências. Legitimadas pelo Concílio, essas experiências alcançaram dimensão universal.
Aparecida – Ainda na expectativa dos dados coletados pelo Censo de 2010, os 335 bispos que participam da 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estão assustados com a queda do número de católicos, cuja percentagem caiu de 83,34% para 67,84% nos últimos 20 anos. Esses números serão ainda mais assustadores de acordo com as informações coletadas pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), na previsão do padre jesuíta Thierry Lienard de Guertechin, do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento (Ibrades), organismo vinculado à CNBB.
Segundo ela, além da excelência nos serviços, o local ainda possui dois apartamentos voltados para pessoas portadoras de necessidades especiais.
"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey