Posts tagged ‘CNBB’

30 maio, 2015

Proposta de Reforma Política da CNBB: solenemente ignorada.

molon

Palavras do Deputado Federal Alessandro Molon (PT/RJ), choramingando porque a proposta da Coalizão pela Reforma Política, encabeçada pela CNBB, foi “solenemente ignorada” pela Câmara dos Deputados nas votações sobre o assunto atualmente em curso.

* * *

Além de ignorada pelos deputados, a proposta foi rechaçada massissamente pelos católicos. Todo o esforço, aliado ao aparelhamento de paróquias e dioceses, rendeu míseras 630 mil assinaturas. Como bem notou um arguto leitor, a campanha “Filial súplica”, em condições incomparavelmente mais modestas, conseguiu quase metade disso. “Qualquer plebiscito que termine com um resultado de 99,6% contra 0,4% encerra [ou deveria encerrar…] qualquer debate“.

* * *

Na última assembléia geral dos bispos da CNBB, ouvimos ad nauseam que o projeto da Coalizão não era petista nem favorecia o PT — especialmente de Dom Mol, grande mentor da campanha, e de Dom Odilo Scherer, que se envolveu em uma espinhosa polêmica a respeito.

É importante conhecer um pouco o deputado lamentador acima.

Alessandro Lucciola Molon é um político, radialista e professor brasileiro formado pela PUC do Rio. Durante parte da década de 1990 até ser eleito deputado, trabalhou na Rádio Catedral (da Arquidiocese do Rio de Janeiro), o que o fez ficar conhecido entre os fiéis católicos. Dali ganhou boa parte de seus votos.

Pode-se dizer, sem medo de errar, que seu lamento é compartilhado por todos os demais petistas pois, como está cabalmente comprovada, a proposta da CNBB favorece o status quo petista.

CNBB e PT: eles se apoiam, estimulam, defendem, propagandeiam. Concubinos que não se assumem e permanecem na extra-oficialidade.

Tags:
27 maio, 2015

Novos bispos para Santo André (SP) e Janaúba (MG).

Divulgadas hoje, no Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé, as seguintes nomeações episcopais:

Dom Pedro Carlos Cipolini, até então bispo de Amparo, é nomeado novo bispo diocesano de Santo André, SP. Cipolini, atual presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB, substitui Dom Nelson Westrupp, SCJ, que renunciou ao atingir a idade de 75 anos, conforme previsão canônica.

Dom Guerrino Riccardo Brusati, até então bispo de Caetité, é nomeado novo bispo diocesano de Janaúba, MG.

Os leitores que tiverem mais informações sobre os bispos podem deixá-las na caixa de comentários.

Tags:
8 maio, 2015

CNBB e Reforma Política.

Por Hermes Rodrigues Nery | FratresInUnum.com

1 – O Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Coalizão encabeçada pela CNBB-OAB não foi objeto de deliberação na 53ª assembleia dos Bispos. Estamos falando do PL em si. O PL não foi nem discutido nem votado por todos os Bispos presentes na Assembléia. Não estamos nos referindo à NOTA do momento nacional que foi votada, e que faz apenas uma ligeira menção à “proposta da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, da qual a CNBB é signatária, se coloca nessa direção”, mas ao PL em si, que deveria ter sido analisado, com a devida contextualização e suas implicações, etc. O PL em si não foi deliberado.

2 – O Cân. 454 do Código de Direito Canônico é explícito em dizer que “nas assembléias gerais das Conferências dos Bispos, o voto deliberativo compete ipsu iure, aos Bispos diocesanos” [§1º], e “compete o voto deliberativo ou consultivo, de acordo com as prescrições dos estatutos da Conferência; esteja firme” [§2º]. O fato é que nem todos os Bispos estão conscientes das implicações desta “reforma política”, não há consenso nesta questão, pois nem todos leram e estudaram o assunto a fundo, e muito menos votaram, com firmeza, conforme requer o Cân. 454, referente às decisões da Assembléia das Conferências episcopais.

3 – Quando dizemos que o Projeto de Reforma Política da Coalizão encabeçada pela CNBB-OAB favorece o PT e muitos fazem cara de espanto e indagam: “onde está escrito que favorece o PT no PL?”, é porque não sabem ou não querem fazer a leitura devida do documento. Pois bem, damos aqui um exemplo: O art. 18 do referido PL diz claramente que, com o financiamento público de campanha, “os recursos do Fundo Democrático de Campanhas serão distribuídos entre os partidos políticos na seguinte proporção: […] 75% (setenta e cinco por cento) divididos entre os partidos políticos de forma proporcional em relação ao número de deputados federais eleitos no pleito anterior”. Isso quer dizer que, nas eleições de 2018, caso seja aprovada esta “reforma política”, o PT terá a maior parte do recurso público porque possui atualmente a maior bancada na Câmara dos Deputados.

4 – A Reforma Política da Coalizão encabeçada pela CNBB-OAB, portanto, favorece o PT e seu projeto de poder totalitário exposto no Caderno de Teses e nas atas do Foro de São Paulo, projeto este declaradamente socialista, inclusive, dentre outros pontos de sua agenda, sustentando a legalização do aborto no País, etc. Tais propósitos do PT conflitam flagrantemente com a sã doutrina moral e social da Igreja, daí os questionamentos de muitos católicos quanto ao apoio da CNBB a este específico projeto de “reforma política”, com o agravante do PL em si não ter sido objeto de deliberação na Assembleia.

Questionamentos estes legítimos, que querem preservar a Igreja Católica da ideologização da fé e instrumentalização de ideologias e forças políticas contrárias á fé cristã.

Tags:
7 maio, 2015

Dom Rifan sobre os recentes ataques à CNBB.

O BEBÊ E A ÁGUA DO BANHO

Por Dom Fernando Rifan, domfernandorifan,blogspot.com.br

Fonte: Bonum Certamen

d.fernando-encontro-com-o-papa

Tem havido ultimamente insultos à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que me atingem também, pois dela faço parte por ser Bispo católico, pela graça de Deus, em plena comunhão com a Santa Igreja. A CNBB é o conjunto dos Bispos do Brasil que, exercem conjuntamente certas funções pastorais em favor dos fiéis do seu território (CIC cân. 447).  Conforme explicou São João Paulo II na Carta ApostólicaApostolos suos, é “muito conveniente que, em todo o mundo, os Bispos da mesma nação ou região se reúnam periodicamente em assembleia, para que, da comunicação de pareceres e experiências, e da troca de opiniões, resulte uma santa colaboração de esforços para bem comum das Igrejas”. “O Espírito Santo vos constituiu Bispos para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue” (At 20, 28).

Quero deixar bem claro que, por ser Bispo da Santa Igreja Católica, dou minha adesão a tudo o que ensina o seu Magistério, nas suas diferentes formas e na proporção da exigência de suas expressões doutrinárias, sem restrições mentais ou subterfúgios.

Em matéria de política ou questões sociais, minha posição é a da Doutrina Social da Igreja. Por isso, defendo a subordinação da ordem social à ordem moral estabelecida por Deus, a dignidade da pessoa humana, a busca do bem comum, a atenção especial aos pobres, a rejeição do socialismo e do marxismo, nas suas diferentes formas, o direito de propriedade, o princípio da subsidiariedade e os legítimos direitos humanos, principalmente a defesa da vida desde a concepção até o seu término natural.

Ademais, ainda na questão agrária, compartilho com a posição de São João Paulo II quando ensinou: “É necessário recordar a doutrina tradicional de que a posse da terra ‘é ilegítima quando não é valorizada ou quando serve para impedir o trabalho dos outros, visando somente obter um ganho que não provém da expansão global do trabalho humano e da riqueza social, mas antes de sua repressão, da exploração ilícita, da especulação e da ruptura da solidariedade no mundo do trabalho’ (Centesimus Annus 43). Mas recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Leão XIII quando ensina que ‘nem a justiça, nem o bem comum consentem danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto’ (Rerum Novarum, 30). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas” (Discurso aos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, na sua visita ad limina, 21março de 1995).

Assim, quem quer que defenda partidos ou grupos que pregam a revolução social, a luta de classes, o igualitarismo total, a negação do direito de propriedade e a ideologia de gênero, não me representa nem pode falar em meu nome nem em nome da Igreja.

Ademais, conforme ensina a Igreja, como Bispo, quero ter sempre uma “prudente solicitude pelo bem comum” (Laborem exercens, 20), “não estou ligado a qualquer sistema político determinado” (Gaudium et Spes, 76), não me intrometo no trabalho político, “por este não ser competência imediata da Igreja”, “nem me identifico com os interesses de partido algum”, ensinando, porém, os grandes critérios e os valores irrevogáveis, orientando as consciências e oferecendo uma opção de vida que vai além do âmbito político” (Bento XVI, Aparecida, 13-5-2007, Disc. Inaug. do CELAM).

Defendo a mesma posição do Catecismo da Igreja Católica quando diz: “Não cabe aos pastores da Igreja intervir diretamente na construção política e na organização da vida social. Essa tarefa faz parte da vocação dos fiéis leigos, que agem por própria iniciativa com seus concidadãos” (n. 2442).

Compartilho também com a posição do Papa Bento XVI, hoje emérito, quando ensinou que “a Igreja não tem soluções técnicas para oferecer e não pretende de modo algum imiscuir-se na política dos Estados, mas tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo…” (Caritas in Veritate, 9).

É claro que, na crise atual, há quem não siga nessa matéria o critério do Magistério da Igreja. Mas são vozes fora do caminho, mesmo que muitas. Não se pode apoiá-las.

Se há pessoas na Igreja que não seguem seus ensinamentos, temos a obrigação de não segui-las e, se tivermos ciência e competência para tal, de respeitosamente manifestar isso aos Pastores da Igreja (CIC cânon 212, §3), ressalvando a reverência que lhes é devida.

É nesse último ponto que pecam gravemente alguns que se intitulam católicos. Na ânsia de defender coisas corretas, perdem o respeito devido às autoridades da Igreja e as desprestigiam, para alegria dos inimigos dela.

Junto com o combate ao erro, até querendo fazer o bem, acabam destruindo a autoridade, com ofensas, exageros, meias verdades e até mentiras, caindo assim em outro erro. A meia verdade pode ser pior do que a mentira deslavada.

Não quero dizer que não existam os erros que combatem. O que é preciso é evitar as generalizações, ampliações e atribuições indevidas e injustas, onde acontecem faltas ou excessos. A justiça e a caridade, mesmo no combate, são imprescindíveis. Qualquer pessoa não católica que lesse certos sites e postagens de alguns católicos críticos, injuriando os Bispos e autoridades da Igreja, certamente iria raciocinar: “é impossível que tais pessoas sejam católicas, pois não se fala assim da própria família!”.

Como diz o provérbio: “Não se pode jogar fora o bebê, junto com a água suja do banho!”.

6 maio, 2015

CNBB deve levar milhares a Brasília em apoio à reforma política.

Nota do Fratres: se, com todo o aparato e o patrulhamento ideológico montado, a CNBB não conseguir colher 1,5 milhão de assinaturas (como diz a matéria, hoje são cerca de 800 mil assinaturas), pode receber um belíssimo atestado de incompetência!

* * *

Conferência Nacional dos Bispos, junto com outras entidades, vai entregar assinaturas pelo Projeto de Lei de Iniciativa Popular

Por José Maria Mayrink – Estadão, 24 de abril de 2015:  ­ A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pretende levar milhares de pessoas à Praça dos Três Poderes, em Brasília, no dia 11 de maio, para acompanhar a entrega ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, das assinaturas em apoio ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular: Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, que entrará em pauta duas semanas depois.

Formada pela CNBB, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e mais de 100 outras entidades [nota do Fratres: entre elas, as isentíssimas CUT, LBL – Liga Brasileira de Lésbicas e UJS – União da Juventude Socialista) a coalizão responsável pela redação do projeto recolheu, até agora, cerca de 800 mil assinaturas. “Poderemos alcançar o total de 1,5 milhão de assinaturas necessárias para a apresentação de projetos de iniciativa popular, com o esforço dos bispos, que prometem intensificar a coleta de adesões em suas dioceses“, disse o coordenador do projeto, d. Joaquim Mol, após uma exposição no plenário da 53ª Assembleia Geral do episcopado, em Aparecida.

Embora já tenha sido protocolado na Câmara dos Deputados e não possa mais ser alterado, o projeto de lei ainda vinha sendo questionado por vários bispos, sobretudo por causa de ataques e críticas nas redes sociais. “É uma reação injusta, porque estamos defendendo o interesse público e não fazendo política partidária“, afirmou d. Mol. A CNBB tem sido chamada de comunista e de estar agindo em favor do PT, por estar liderando a iniciativa, ao lado do Conselho Federal da OAB.

Um dos bispos que criticaram inicialmente o projeto de lei foi d. Murilo Krieger, arcebispo de Salvador, primaz do Brasil e, a partir de hoje, vice­presidente da CNBB. Em artigo publicado na imprensa baiana, ele questionou a formação da coalizão, perguntando se não teria sido melhor a CNBB agir sozinha, como fez no caso do projeto da Ficha Limpa.

Convencido de que a aliança com outras entidades era razoável, d. Murilo retirou a objeção e mandou coletar assinaturas na Bahia. Na tarde de quinta-­feira, d. Mol passou mais de uma hora no plenário explicando detalhes do projeto aos participantes da assembleia, mais de 350 bispos, incluindo os eméritos ou aposentados. Saiu satisfeito e convencido de que se chegou perto de uma unanimidade.

“Como o arcebispo de Brasília, d. Sérgio da Rocha, que está assumindo a presidência da CNBB, dará força à coleta de mais assinaturas e à convocação de pessoas que possam acompanhar a entrega do abaixo ­assinado no Congresso”, observou d. Mol.

Bispo auxiliar de Belo Horizonte e reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC­Minas), d. Mol deixou outras funções em segundo plano, para se concentrar no encaminhamento do projeto. Sua preocupação atual é obter o apoio de parlamentares para discussão do texto. “Mesmo que haja emendas e alterações, esse apoio é importante”, disse o bispo. Outros projetos, incluindo um do PT, serão colocados em pauta, dia 26 de maio, pelo deputado Eduardo Cunha.

A proposição apresentada pela CNBB, OAB e mais de 100 outras entidades tem quatro pontos básicos:

1. Exclusão de empresas do financiamento de campanhas eleitorais. Os partidos receberiam recursos públicos (60%) e doações de pessoas físicas (40%), estas até o limite de R$ 700, valor a ser corrigido em cada eleição. Os recursos seriam repassados aos seus candidatos, cujo número corresponderia ao dobro das vagas obtidas pelo partido. Os candidatos seriam indicados pelos filiados e não pelo partido.

2. Votação em dois turnos em eleições legislativas em nível federal, estadual e municipal. No primeiro turno, seria votado o programa do partido. No segundo, seriam votados os candidatos apresentados pelo partido. Os eleitores poderiam escolher qualquer nome da lista.

3. Representação das mulheres e de minorias. A lista de candidatos deveria incluir homens e mulheres em número igual ­ por exemplo, cinco homens e cinco mulheres em uma lista dez candidatos. Argumenta­-se que, embora correspondam a mais de 50% da população, as mulheres têm apenas 8% de representantes no Legislativo.

4. Referendos e plebiscitos para facilitar a consulta popular. D. Joaquim Mol acredita que a aprovação do projeto de lei ajudaria a diminuir a corrupção eleitoral no Brasil. “A começar pela proibição de doação de empresas para campanhas de partidos e de candidatos, porque elas dão contribuições na expectativa de obter facilidades e não por generosidade. Quanto a referendos e plebiscitos, o bispo afirma que o povo deve ser ouvido em questões de grande importância nacional, como seria, por exemplo, uma eventual venda da Petrobrás.

Tags:
4 maio, 2015

DITADURA BOLIVARIANA PATROCINADA PELOS BISPOS? Reforma Política, CNBB e Teologia da Libertação.

Por Pe. Genésio – Fratres in Unum.com 

Pedimos aos leitores do FratresinUnum,
que leiam o presente texto com a máxima atenção.
A gravidade do assunto o exige.
 

O Futuro do PT depende da CNBB

Completamente desmoralizado por causa dos escândalos vultuosos de corrupção, repudiado veementemente nas ruas, o Partido dos Trabalhadores (PT) não conseguirá se reeleger em 2018. Nem uma eventual fraude nas urnas poderá salvá-los; ante uma eleição esmagadoramente desfavorável, uma “vitória” fraudada causaria um levante sem igual. Eles são conscientes disso.

A única alternativa que lhes resta é dar um Golpe de Estado, ou seja, suspender as instituições democráticas que caracterizam um Estado de Direito.

Para fazê-lo, porém, estão bastante desguarnecidos. Sem o favor do exército nacional e com uma militância de guerrilha insuficiente para tanto, um golpe lhes seria muito difícil e, além disso, viria em desencontro com a fachada democrática que falsamente exibem.

A saída para o impasse seria a Reforma Política, que consta de dois momentos: uma reforma eleitoral, e uma nova constituinte exclusiva e soberana. Em outras palavras, o sistema político brasileiro passaria por uma alteração completa.

Contudo, das propostas existentes, a mais expressiva é a da chamada Coalizão pela Reforma Política, que agrega entidades como CNBB, OAB, Liga Lésbica Brasileira, CUT, MST, União da Juventude Socialista, entre outras.

Não adianta a Dom Joaquim Mol diferenciar este Projeto da proposta homônima do PT. De fato, os grupos que o propõem juntamente com a Conferência dos Bispos são aqueles mesmos que apoiam todo o projeto de hegemonia política do partido governante.

Evidentemente, pela força popular que possui, a CNBB é a responsável principal pela coleta de assinaturas que será entregue à Presidência da Câmara dos Deputados, e está convocando uma imensa multidão para fazê-lo em conjunto, na Praça dos Três Poderes, no próximo dia 11 de maio.

O PT está objetivamente perdido se esta proposta de Reforma Política não prosperar.

A CNBB é a única esperança de salvação para o PT.

Os bispos enganados

Como recentemente reconheceu Dom Murilo Krieger, atual vice-presidente da CNBB, as propostas deste projeto de Reforma Política “não tiveram a participação de todos os Bispos; são fruto, sim, de uma reflexão que envolveu principalmente algumas comissões episcopais”.

A maior parte dos bispos, desacostumados a temas dessa natureza, totalmente empenhados em sua pastoral diocesana, foi literalmente enganada por um pequeno grupo que, sorrateiramente, levou a cabo o tal projeto.

Num recente vídeo, Daniel Seidel, representante da CNBB num evento sobre a Reforma Política na PUC de Goiás, afirmou que

“nós temos que tomar juízo, vergonha na cara, e nos dedicarmos a esta coleta de assinaturas. Por que que eu digo isso? Porque, na verdade, nós não estamos querendo só a reforma política. A reforma política vai dar margem para a reforma tributária, vai dar margem para outras reformas necessárias para repartir. Porque, até então, nestes doze primeiros anos de governo popular no Brasil, nós tivemos avanços importantes acontecendo, mas só que nós chegamos ao limite, e hoje nós temos que distribuir a riqueza que a classe trabalhadora produz nesse nosso país. Agora, a gente só distribui a riqueza com reforma tributária. Não dá mais pra ficar apenas com os importantíssimos programas sociais que existem: o povo quer mais, e quer avançar para uma economia mais igualitária. Agora, para isso, precisa reformar o sistema político brasileiro”.

O representante da CNBB foi bastante contundente na defesa do governo atual, qualificado por ele de “doze primeiros anos de governo popular”.

O Projeto de Lei da Reforma Política não foi votado na Assembleia dos bispos e a maior parte dos mesmos não concorda com este. O tema tampouco foi submetido a votação nesta última 53a. Assembleia da CNBB, onde apenas deu-se lugar para um “esclarecimento” de Dom Joaquim Mol.

Isso não foi por acaso! Os bispos queriam que o tema fosse votado e, se tivesse sido, teria sofrido uma derrota esmagadora, pois todos estavam em peso contra a tal reforma.

No fim das contas, o Projeto vai adiante sob a falsa aprovação da CNBB, e os bispos não reagem, quer porque não entendem direito o assunto, quer porque não conseguem enxergar que se trata de um golpe.

A pergunta que nos fazemos é: por que eles não conseguem enxergar? Como se explica essa incapacidade analítica diante de fatos tão clamorosos?

Ainda viva, a Teologia da Libertação

Não há como entendermos o que está acontecendo sem compreendermos bem em que consiste a Teologia da Libertação (TL). Contrariamente ao que se pensa, esta não morreu; antes, vive, e vive operante.

Engana-se quem imagina que a TL seja uma corrente teológica inspirada no marxismo.

A TL é uma metodologia destinada a transformar a Igreja numa organização integralmente marxista. Para entendê-lo melhor, valhamo-nos da reflexão do fundador da TL, o Padre Gustavo Gutiérrez.

Em seu livro “Teologia da Libertação” (Loyola, São Paulo: 2000, conforme a 9ª. edição original de 1996), Gutiérrez afirma que a história da teologia poderia ser dividida em três fases: no primeiro milênio, a teologia era uma reflexão sapiencial; no segundo milênio, uma reflexão racional; e agora, no terceiro milênio, seria uma “reflexão crítica sobre a práxis, uma teologia crítica” (cf. pp. 61-71).

Ele assume que “entre os antecedentes desta teologia estão o pensamento marxista centrado na práxis, dirigido para a transformação do mundo, cuja gravitação se acentuou no clima cultural dos últimos tempos, e constitui-se em marco formal de todo o pensamento filosófico de hoje, não superável” (pg. 65).

Ademais, admite que todos esses fatores “levaram igualmente à redescoberta ou à explicitação da função da teologia como reflexão crítica”, explicando que, “reflexão crítica” significa que “a teologia deve ser um pensamento crítico de si mesmo, de seus próprios fundamentos[…] Referimo-nos também a uma atitude lúcida e crítica com relação aos condicionamentos econômicos e socioculturais da vida e reflexão da comunidade cristã […] A reflexão teológica seria então, necessariamente, uma crítica da sociedade e da Igreja…, indissoluvelmente unida à práxis histórica” (pp. 67-68).

Gutiérrez não titubeia, e afirma que “se, porém, parte a teologia dessa leitura e contribui para descobrir a significação dos acontecimentos históricos, é para fazer que seja mais radical e lúcido o compromisso libertador dos cristãos. Só o exercício da função profética, assim entendida, fará do teólogo o que, usando a expressão de A. Gramsci, pode chamar-se um novo tipo de ‘intelectual orgânico’” (pp. 70-71).

“Estamos, pois”, conclui Gutierrez, “diante de uma hermenêutica política do Evangelho” (p. 71), que não se limita apenas a justapor-se a toda a tradição, mas “leva necessariamente a uma redefinição” daqueles dois modelos anteriores, de modo que “sabedoria e saber racional terão, daí em diante, mais explicitamente, como ponto de partida e como contexto, a práxis histórica” (p. 72). Portanto, o que “a teologia da libertação nos propõe não é tanto um novo tema para a reflexão quanto um novo modo de fazer teologia” (pp. 72-73).

Converter-se ao mundo

Para Gutiérrez, do ponto de vista prático, a relação entre Igreja e mundo foi se deslocando ao longo da história. O problema é apresentado através de uma afirmação de Johan Babptist Metz: “Apesar das numerosas discussões sobre a Igreja e o mundo, nada há de menos claro do que a natureza de sua relação mútua”(p. 100).

Um primeiro modelo é denominado por ele de “agostinianismo político”, e consiste na convicção de que “as realidades terrenas carecem de autonomia própria”, e são utilizadas pela Igreja apenas para chegar aos “seus próprios fins” (p. 108).

Depois da Revolução Francesa, porém, “a tarefa de construção da cidade temporal será, antes de tudo, busca de uma sociedade baseada na justiça, no respeito aos direitos de todos e na fraternidade humana” e, “em consequência, a autonomia do temporal é sobretudo afirmada perante a jerarquia eclesiástica”, querendo-se, porém, “edificar uma ‘cristandade profana’, a saber, uma sociedade inspirada em princípios cristãos” (pp. 109-110).

E, por fim, atingimos o ponto de chegada desse processo: “mais do que definir o mundo em relação ao fato religioso, parece que este deveria ser definido em face do profano” e, na perspectiva eclesial, “se dantes se tendia a ver o mundo a partir da Igreja, hoje quase se observa o fenômeno inverso: a Igreja é vista a partir do mundo. No passado, a Igreja usava o mundo para seus fins; hoje, muitos cristãos – e não cristãos – se perguntam se devem, por exemplo, usar o peso social da Igreja para acelerar o processo de transformação das estruturas sociais”.“A mundaneidade aparece assim como exigência e condição de uma autêntica relação das pessoas entre si e destas com Deus”  (p. 121).

Citando Metz, ele indaga: “será a Igreja realmente algo distinto do mundo?… A Igreja é do mundo; em certo sentido, a Igreja é o mundo: a Igreja não é um não mundo” (p. 128).

Como se vê, para ele, a relação Igreja-Mundo se dá em chave claramente dialética: uma identidade em que prevalece a Igreja, a distinção entre o plano temporal e o plano espiritual, e, por fim, uma nova síntese, a identidade entre Igreja e mundo, na qual prevalece o mundo, numa reinterpretação secularista da Igreja e de sua missão. Para ele, a Igreja serve à transformação do mundo.

Falta-nos entender, porém, como isto se dá.

A Igreja como instrumento para a luta de classes

A teoria de Gutiérrez foi planificadamente exposta na formulação pastoral de Leonardo Boff.

Em seu livro, “E a Igreja se fez povo. Eclesiogênese: a Igreja que nasce da fé do povo” (3a. Edição, Vozes, Petrópolis: 1986 – este título, interpretado à luz do que já foi dito, pode ser traduzido com uma linguagem mais clara da seguinte maneira: “E, finalmente, a Igreja se converteu ao mundo”), ele explica como se devem formar as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

Primeiramente, define uma CEB como “constituída de um grupo de 15 a 20 famílias, ou mais, que se reúnem em torno da Palavra de Deus para expressar e alimentar sua fé, discutir à luz desta Palavra seus problemas, e ajudar-se mutuamente” (p. 94).

Um pouco mais abaixo, Boff passa a explicar como as CEBs usam a Bíblia apenas como instrumento para levar o povo a uma percepção materialista da vida, à revolta, à luta de classes. Dividirei o texto para facilitar a compreensão:

“O nível de consciência das comunidades abrange comumente três etapas.

1) Inicialmente, os membros descobrem a Igreja, ou melhor, descobrem que são Igreja: preparam as liturgias, apropriam-se da palavra, comentando os textos escriturísticos e formulando orações, inventam dramatizações e celebrações.

2) Num segundo momento, descobrem a vida, os problemas domésticos, profissionais, a pobreza do grupo; tudo isto não é indiferente para a fé e para o Evangelho. Sob a inspiração religiosa, passam eles à prática da ajuda mútua.

3) No terceiro momento, descobrem a sociedade e seus mecanismos de dominação. Dão-se conta de que sua situação de marginalizados é produzida por certo tipo de sociedade elitista e concentrada nas mãos de poucos.

Geralmente, o povo parte de uma perspectiva religiosa: a pobreza que sofre é opressão que significa pecado e contradição do desígnio de Deus; depois, ele passa para uma visão moral: trata-se de injustiça social, de ganância, de desejo desordenado de lucro; em seguida, chega ele a uma expressão política: há interesses de classe, exploração, violação de direitos básicos, e desemboca, finalmente, numa interpretação econômica: dominação de uma classe sobre a outra, desigualdade de condições e opressão” (p. 95).

Notem que esta é a metodologia utilizada para ir levando pouco-a-pouco todo um grupo de pessoas à psicologia da luta de classes, com escopo revolucionário.

A conclusão de Boff, no fundo, é o pressuposto do qual ele parte. Para ele, o substrato de todos os problemas humanos é de natureza econômica.

Esta convicção, porém, é a própria essência da cosmologia marxista. O próprio Friedrich Engels, discípulo e parceiro de Karl Marx, escreveu que

“as forças motrizes que – consciente ou inconscientemente e, há que o dizer, na maior parte das vezes inconscientemente – se encontram por detrás dos móbeis das ações históricas dos homens e que, de fato, constituem as forças motrizes últimas da história, os móbeis dos indivíduos, por muito eminentes que sejam, não serão tão importantes como os móbeis que põem em movimento as grandes massas, povos inteiros e em cada povo, por seu turno, classes inteiras” e que “todas as lutas políticas são lutas de classe e que todas as lutas que no seu tempo emancipam classes, apesar da sua forma necessariamente política – porque qualquer luta de classes é uma luta política –, giram, em última análise, em torno de uma emancipação econômica” (Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia clássica alemã, Biblioteca do Socialismo Científico, 3a. Edição, Editorial Estampa, Lisboa: 1975, pp. 136-139).

Vejam a semelhança absurda da lógica deste texto de Engels com aquele texto de Boff.

Na perspectiva “libertadora” das CEBs, até mesmo a Escritura pode ser utilizada como instrumento transitório para se chegar a este mesmo resultado.

Para Boff, a Bíblia serve unicamente para isso!

Numa entrevista do ano passado, durante o período eleitoral, Boff criticou durante a candidata Marina Silva, exatamente por causa de suas convicções bíblicas. Reparem bem em suas palavras:

“O que mudou em Marina Silva? Primeiro ela mudou de religião.De um cristianismo de libertação, ligado aos povos da floresta e aos pobres, passou para um cristianismo pietista e fundamentalista que tira o vigor do engajamento e se basta com orações e leituras literalistas da Bíblia. Isso transformou a Marina numa fundamentalista com a mentalidade de alguns líderes muçulmanos: ler a vontade de Deus não na história e no povo, mas nas páginas da Bíblia de 3-4 mil anos atrás. Isso enrijece a mente e a torna ingênua face à realidade política. Ela viverá permanentemente em crise de consciência entre a lógica da realidade e a lógica religiosa, fundada numa leitura velhista, errônea e anti-histórica da Bíblia”.

Concluindo…

A TL não é uma teologia inspirada no marxismo. É o próprio marxismo, enquanto sistema, desde os seus primeiros pressupostos epistemológicos, disfarçado de teologia. É por causa desta identidade entre marxismo e TL que os teólogos e clérigos que a ela aderem passam a ver o programa do PT e, dentro dele, da reforma constitucional, que o projeto do partido exige, como um programa também da Igreja.

Engana-se quem pensa que a TL tenha sido construída com o propósito essencial de levar a Igreja a uma maior sensibilidade para com os pobres.

Durante os meses de julho e agosto de 1988, mais de cinquenta expoentes mundiais da TL reuniram-se em Maryknoll, Nova York, em um congresso para celebrar o sexagégimo aniversário de Gustavo Gutiérrez. Johan Babptist Metz, o sacerdote fundador da Teologia Política na Europa e um dos principais mentores de Gutiérrez, assim declarou sobre o seu aluno:

“Meu amigo Gustavo Gutiérrez, em suas publicações recentes, sempre tem sublinhado que a Teologia da Libertação não diz respeito a uma nova ética para a Igreja, mas à própria Teologia. É este caráter fundamental da Teologia da Libertação que desejamos discutir agora” (Theology in theStruggle for HistoryandSociety; in The Future ofLiberationTheology, Essays in honor of Gustavo Gutierrez, edited by Marc Ellis and Otto Maduro, Orbis Books, Maryknoll, 1989,pp. 165-171. Tradução minha).

Para os bons entendedores, porém, isto já deveria ter estado claro desde o início do primeiro livro de Gutiérrez, quando este afirma que a nova Teologia Crítica não somente deverá suceder a Teologia Sapiencial do primeiro milênio e a Teologia Racional do segundo milênio, mas deverá, futuramente, absorvê-las em si mesma: “Não se trata de simples justaposição. A Teologia Crítica leva necessariamente a uma redefinição das duas primeiras tarefas da Teologia. A Teologia Sapiencial e a Racional terão, daí em diante, como ponto de partida, a práxis histórica. Não é um novo tema para reflexão, mas uma nova maneira de fazer teologia” (Teologia da Libertação, pp. 71-73).

Como o leitor terá percebido, a verdadeira função da TL é parasitar a Igreja, mantendo uma aparência externa, para metamorfoseá-la em um organismo integrante do projeto revolucionário marxista. Para estes “intelectuais orgânicos”, a função da Igreja é ser usada como instrumento para a transformação da sociedade na perspectivada cosmologia marxista, obrigando-a a ressignificar-se de acordo com a nova “teologia crítica”, essencialmente baseada no materialismo econômico e na luta de classes.

São os que já foram conquistados por esta nova cosmologia que nos estão querendo submeter ao engodo deste Projeto de Reforma Política, usurpando o nome da nossa Conferência Episcopal, a despeito da maioria ignorada dos bispos, ameaçando fazer os fiéis da nossa geração passarem a vergonha histórica de serem cúmplices da introdução de uma ditadura bolivariana em nossa nação.

O maior inimigo da Igreja Católica no Brasil é a TL. E é dever de todo católico combatê-la energicamente, pois não podemos permitir que a Igreja seja interceptada por uma ideologia materialista e mundana.

Por isso, convido o caro leitor a divulgar este texto, escrever outros e expor com toda a clareza o modus operandi da TL em nossas igrejas. Peçam a padres e bispos que se manifestem claramente sobre sua própria adesão à TL e sobre o seu verdadeiro conteúdo. Antes que o cupim destroce toda a mobília, peçam que tragam à luz do dia o que é e o que faz a TL.

O Projeto de Reforma Política apresentado pela CNBB é apenas uma decorrência última desta infiltração. Se for bem sucedido, pode ser que a Igreja tenha cumprido sua função e, depois de ter propiciado a completa Revolução socialista no Brasil, possa ser devidamente destruída por aqueles que a interceptaram por dentro.

O papel do Brasil no cenário da revolução continental que o Foro de São Paulo visa criar, gerando a “grande pátria latino-americana”, é decisivo. Se perder o governo do Brasil, não apenas o PT estará perdido, mas todas as décadas de revolução latino-americana irão por água abaixo. O Foro de São Paulo sofrerá uma grande hemorragia.

Por isso, não podemos nos deixar enganar. Faça um grupo, procure seu bispo, fale sobre esta situação dramática. Você vai perceber que a maioria dos bispos já está compreendendo a situação e precisa deste apoio para poder agir. Não vá sozinho; o grupo proporciona um ambiente de diálogo, dentro do qual é mais fácil chegar a um discernimento.

O futuro do Brasil está nas mãos da Igreja. Não podemos cruzar os braços diante dAquele que no-los abriu na cruz!

Deus salve a Igreja!

Deus salve o Brasil!

Tags: ,
29 abril, 2015

Bancada de excomungados!

Vídeo de Marco Rossi – O Fratres, evidentemente, não assume todas as posições do autor do vídeo, mas o veicula como fonte importante de informação sobre a atual posição e atuação da CNBB quanto ao seu projeto de reforma política.

De nossa parte, parabéns aos corajosos jovens!

Tags:
28 abril, 2015

CNBB: Comissões Episcopais de Pastoral têm novos presidentes.

CNBB – Durante a 53ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada de 15 a 24 de abril, em Aparecida (SP), foram eleitos os 12 presidentes das Comissões Episcopais de Pastoral da CNBB, que agora constituem o novo Conselho Episcopal Pastoral (Consep). A primeira reunião com a presença da nova presidência e com os presidentes da Comissões está prevista para os dias 19 e 20 de maio, na sede da CNBB, em Brasília.

 Conheça quem sãos os novos presidentes de cada Comissão Episcopal:

Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada

Presidente: dom Jaime Spengler, arcebispo metropolitano de Porto Alegre (RS) – Natural de Gaspar, em Santa Catarina, nascido em 1960. Ele estudou Filosofia no Instituto Filosófico São Boaventura, em Campo Largo (PR) e Teologia no Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis (RJ). O bispo é também doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Antonianum de Roma. Seu lema episcopal é “in cruce gloriari” – Gloriar-se na cruz.

Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato

Presidente: dom Severino Clasen, bispo de Caçador (SC) – natural de Petrolândia (SC). Foi ordenado presbítero em 1982. É pós-graduado em administração para a Organização do Terceiro Setor, pela Fundação Getúlio Vargas. Seu lema é “Acolher e cuidar”.

Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial

Presidente: dom Esmeraldo Barreto de Farias, bispo auxiliar de São Luís (MA) –  Natural de Santo Antônio de Jesus (BA), nascido em 1949. Ordenado presbítero em 1977, em sua terra natal, é formado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Teologia pelo Instituto de Teologia de Salvador (BA). O bispo foi presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB no período 2007-2011. Seu lema episcopal é “Levanta-te e anda”.

Comissão Episcopal Pastoral para Animação Bíblico-catequética

Presidente: dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba (PR) – Nascido em Cascavel (PR) em 1960, dom Peruzzo foi ordenado sacerdote em 1985. Estudou Filosofia na Universidade Católica do Paraná, Teologia no Studium Theologicum de Curitiba (PR) e concluiu seu mestrado em Ciências Bíblicas no Pontifício Instituto Bíblico de Roma. O bispo também é doutor pela Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino, em Roma. Seu lema episcopal “Fazei discípulos… ensinai”.

Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé

Presidente: dom Pedro Carlos Cipollini, bispo de Amparo (SP) – Natural de Caconde (SP), dom Pedro Cipoliini nasceu em 1952. Ele estudou Filosofia nas Faculdades Associadas do Ipiranga (UNIFAI), em São Paulo, e Teologia na Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP), além de ser formado em Pedagogia. Seu doutorado em Teologia foi concluído na Universidade Gregoriana de Roma. Seu lema episcopal é “In nomine Iesu” – “Em nome de Jesus”.

Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia

Presidente: dom Armando Bucciol, bispo de Nossa Senhora do Livramento (BA) – Nasceu em Villanova de Motta de Livenza, na Itália, em 1946, e ordenou-se presbítero em 1971, na Itália. É formado em Teologia por Vittorio Veneto, pós-graduado em Ensino Religioso Catequético e cursou doutorado em Roma, tornando-se doutor em Sagrada Teologia com especialização em Liturgia Pastoral, no Instituto Liturgia Pastoral em Santa Justina, Padova. Seu lema episcopal é “Charitas Christi urget nos!” – O amor de Cristo nos impulsiona.

Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação

Presidente: dom Darci José Nicioli, bispo auxiliar de Aparecida (SP) – Nascido em Jacutinga (MG) em 1959, dom Darci foi ordenado sacerdote em 1986. Estudou Filosofia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (SP) e Teologia no Instituto Teológico São Paulo (ITESP). O bispo também é mestre em Teologia pelo Pontifício Ateneo St. Anselmo, de Roma. Em novembro de 2012 foi nomeado bispo auxiliar de Aparecida (SP). Seu lema episcopal é “Que a tua luz brilhe”.

Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude

Presidente: dom Vilsom Basso, bispo de Caxias (MA) – Natural de Tuparendi (RS), nascido em 16 de fevereiro de 1960. Ingressou para o Seminário de Filosofia em 1979, e concluiu a formação em Teologia no ano de 1985, sendo ordenado presbítero, no mesmo ano. Possui especialização em Planejamento Pastoral pela Universidade de Bogotá (Colômbia). Seu lema episcopal é “Ecce venio, Domine” – “Eis-me aqui Senhor”.

Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família

Presidente: dom João Bosco Barbosa, bispo de Osasco (SP) – Natural de Guaratinguetá (SP), dom João Bosco Barbosa nasceu em 1952 e foi ordenado presbítero em 1978. Ele estudou Filosofia e Teologia no Instituto Filosófico e Teológico de Petrópolis (RJ). Ele também é graduado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e cursou Comunicação Social na União Católica Internacional de Imprensa, dos países do leste europeu. Seu lema episcopal é “Cristo nossa vitória”.

Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação

Presidente: dom João Justino de Medeiros, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) – Nasceu em 1966, em Juiz de Fora (MG). Foi ordenado sacerdote em 1992, após estudar Filosofia e Teologia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio. O bispo é também mestre e doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Seu lema episcopal é “In testimonium de lumine” – “Para dar testemunho da luz”.

Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz

Presidente: dom Guilherme Werlang, bispo de Ipameri (GO) – Natural de São Carlos (SC), nascido em 1950. Foi ordenado presbítero em 1979 e concluiu seus estudos de Filosofia em Passo Fundo (RS); Teologia em Porto Alegre (RS) e sua pós-graduação em Liturgia, em São Paulo. Seu lema episcopal é “Para que todos tenham vida”

Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso

Presidente: dom Francisco Biasin, bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ) – Nasceu em 1943 na cidade de Arzercavalli, em Pádua, na Itália. Estudou Filosofia e Teologia no Seminário Maggiore di Padova, da Itália, e concluiu sua especialização em Catequese pelos Salesianos em Milão. Seu lema episcopal “Dar a vida pelos irmãos”.

Tags:
27 abril, 2015

Conferência dos Bispos defende acolher casais homoafetivos.

CNBB vai propor ao Vaticano, no Sínodo da Família, melhor relação com casais divorciados e acolhida a homoafetivos

Por O Estado de Minas – Aparecida (SP) – Os quatro bispos eleitos na quinta-feira pela 53ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para participar do Sínodo sobre a Família, em outubro, em Roma, vão propor que a Igreja discuta questões desafiadoras para a pastoral, como a situação dos casais divorciados que vivem uma segunda união e a acolhida aos homoafetivos. O bispo de Camaçari (BA), dom João Carlos Petrini, um dos delegados escolhidos, adiantou que esse não é o foco central, mas é um desafio que receberá atenção especial. “Há uma expectativa de que o Sínodo dê uma resposta a essa questão, embora não se concentre nela”, disse dom Petrini, para o qual o Sínodo deverá buscar uma resposta com equilíbrio.

Sob a orientação do papa Francisco, os participantes do encontro refletirão também sobre a educação dos filhos de pais separados e a das crianças adotadas por homossexuais que vivem uma união estável. Outro ponto a ser discutido é o acolhimento na comunidade de católicos divorciados que se casaram de novo. Dom Petrini acredita que a Igreja venha a permitir que eles participem dos sacramentos, em circunstâncias especiais. “É possível que possam receber a eucaristia, com permissão do bispo, em alguns casos”, observou dom Petrini.

O novo presidente da CNBB, dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília, também eleito delegado ao Sínodo, afirmou ao Estado que a Igreja quer dar mais atenção aos casais em situação difícil. “Esperamos que, no Sínodo, possamos encontrar luz, para não só iluminar genericamente, mas oferecer orientação de ordem pastoral. É um tema que nos está preocupando e que preocupa a todos, como o papa Francisco admitiu claramente”, disse dom Sérgio.

A Igreja quer acolher a todos, acrescentou o arcebispo, sem que ninguém fique excluído, mas, ao mesmo tempo, procura oferecer, à luz do Evangelho, os valores que vêm da palavra de Deus, que devem orientar a conduta de todo mundo. “”Quem vai participar do Sínodo precisa expressar aquilo que é o sentir da Igreja local, do episcopado, da Igreja no Brasil”, adverte. Por isso, a Assembleia Geral procurou identificar, entre os dias 19 e 23, em Aparecida, quais são os grandes temas que devam receber destaque.

DOCUMENTO A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) posicionou-se ontem contra a redução da maioridade penal e fez crítica ao Projeto de Lei 4.330, que regulamenta a terceirização em contratos de trabalho. Em documento que faz análise da atual realidade nacional, aprovado na 53ª Assembleia Geral da CNBB, a entidade católica considerou que a proposta da terceirização, em tramitação no Congresso Nacional, “não pode restringir os direitos dos trabalhadores”. “É inadmissível que a preservação dos direitos sociais venha a ser sacrificada para justificar a superação da crise”, considerou.

O texto ressalta que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171/93, que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal, é um “equívoco que precisa ser defeito”. Segundo ele, o projeto, aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, não é a solução para a violência “que grassa no Brasil” e apenas reforça a política de encarceramento do país”. “Em vez de aprovar a redução da maioridade penal, os parlamentares deveriam criar mecanismos que responsabilizem os gestores por não aparelharem seu governo para a correta aplicação das medidas socioeducativas”, critica o texto. O documento também avalia que o projeto que sugere a alteração do Estatuto do Desarmamento vai “na contramão da segurança e do combate à violência” e considera que a credibilidade política do país não pode ser recuperada “ao preço da aprovação de leis que retiram direitos dos mais vulneráveis”.

Na mesma linha adotada nas últimas semanas, a entidade católica ressaltou que vê com “apreensão” a atual realidade brasileira que, segundo ela, é marcada por uma “profunda e prolongada crise” que ameaça as conquistas das últimas décadas e “coloca em risco a ordem democrática do país”.

“O momento não é de acirrar ânimos nem de assumir posições revanchistas ou de ódio que desconsiderem a política como defesa e promoção do bem comum. Os três poderes da República, com a autonomia que lhes é própria, têm o dever irrenunciável do diálogo aberto, franco, verdadeiro na busca de uma solução que devolva aos brasileiros a certeza da superação da crise”, ressalta o documento da CNBB, que chama a corrupção no país de “praga da sociedade”. “É imperativo recuperar uma cultura que prima pelos valores da honestidade e da retidão. Só assim se restaurará a justiça e se plantará, novamente, no coração do povo, a esperança de novos tempos, calcados na ética”, defende.

Tags:
25 abril, 2015

Profetismo ou petismo?

Perguntamos respeitosamente a Dom Sérgio da Rocha:

  • “A palavra da Igreja é profética, é de anúncio e de denúncia”, diz o novo presidente da CNBB. Por que, então, coincidentemente…, as denúncias proféticas da CNBB são, senão idênticas, pois mesmo entre partidos esquerdistas há diferenças acidentais, ao menos muito afins às teses do partido do governo?
  • Por que as denúncias contundentes da CNBB se dão apenas sobre valores “politicamente (ou esquerdisticamente) corretos” — maioridade penal, demarcação de terras indígenas, reforma política –, matérias em que a CNBB tem a companhia da elite esquerdista, capitaneada pelo partido governante, do país?
  • Por que a apatia quando se trata de denunciar profeticamente o aborto, o homossexualismo, a imoralidade que destrói a inocência das crianças e corrompe a família, valores, curiosamente…, não compartilhados pelos “companheiros” da esquerda no Brasil e que lhe gerariam a antipatia dos poderosos deste mundo?
  • Enfim, isso tudo é profetismo ou é petismo?

Abaixo, seguem respostas de Dom Sérgio da Rocha e de Dom Leonardo Steiner em entrevista coletiva após a tomada de posse da nova presidência da CNBB.

Vale ressaltar que, pela primeira vez, a CNBB reage publicamente a interpelações, seja de fiéis, nos protestos que ocorreram Brasil afora e nas redes sociais, seja da própria imprensa, por seu favorecimento ao petismo. Fontes seguras informam que houve discussões acaloradas a esse respeito dentro da assembléia encerrada ontem, em Aparecida.

* * *

 • Sobre Acusações de atitudes favoráveis ao partido do governo

Dom Sérgio da Rocha

“Nós deixamos muito claro que a CNBB, na sua história e no momento presente tem sempre se pautado por aquilo que é a Doutrina Social da Igreja. Nós temos sim o dever de nos pronunciar sobre as questões sociais e fazemos isso sempre na fidelidade a Cristo, iluminados pela palavra dele”

“A palavra da Igreja é profética, é de anúncio é de denúncia, sempre fundamentada na palavra de Deus. É a palavra de Deus que está sendo proclamada nas condições concretas do nosso tempo, do nosso país. De nossa parte, nós não temos adotado e não queremos adotar nenhuma posição que seja político-partidária. E no caso da Reforma Política, até mesmo existem outros projetos diversos daquele que a Coalizão, da qual a CNBB participa, está propondo. Então não é justo, às vezes as pessoas não estão muito atentas aos detalhes, às vezes vão misturando as coisas. Por exemplo, o fato da Igreja falar da reforma política, mostrar a importância da palavra política não quer dizer que esteja adotando uma posição que seja do governo que aí está ou então de um partido ou outro. Nós fazemos isso [falar da reforma política], com sentimento de corresponsabilidade e de reponsabilidade na vida social.

“Eu deixo muito claro que se há equívocos, a gente respeita, até mesmo pessoas que possam ter uma postura mais crítica, mas, de nossa parte, aquilo que tem sido e que continuará a ser é uma postura de autonomia, de independência diante daquilo que é posição político-partidária. Lamentavelmente, às vezes, acaba-se confundindo as coisas dependendo daquilo que se fala”.

• Continuidade de posicionamentos sobre questões sociais e políticas com a nova presidência

Dom Sérgio da Rocha

“A eleição de uma nova presidência não significa uma mudança radical nos rumos da Conferência Episcopal. A presidência não age sozinha. Nós estamos, em primeiro lugar, procurando dar sequência àquilo que tem sido o papel da CNBB na Igreja no Brasil nesses anos todos”.

“Essa postura profética que sempre acompanhou a vida da Igreja, a vida da CNBB, vai continuar”.

Na elaboração de notas e nos Conselhos Episcopais “não se reflete aquilo que é o sentir da presidência, mas do episcopado”.

“Não podemos renunciar a esse aspecto que é próprio da missão da Igreja e da CNBB na Igreja no Brasil, que é o profetismo, uma postura de anúncio da Palavra de Deus nas condições concretas do mundo de hoje, principalmente denunciando aquilo que vai contra a palavra de Deus, contra o Reino de Deus, independente da matéria que esteja em pauta”.

• Vistas ao papa e à presidência da República

Dom Leonardo Steiner

Dom Leonardo explicou que a presidência da CNBB apresenta a cada ano o resultado das Assembleias Gerais. Um momento de diálogo e para “ouvir as orientações”. Ele ressaltou sua experiência com o “jeito afável e próximo” de Bento XVI e a “expansividade” do papa Francisco, o qual tem sempre a curiosidade de saber como está o trabalho da Conferência.

“É praxe da nova presidência fazer uma visita ao presidente, no nosso caso, a presidente, até no período da ditadura. A CNBB coloca suas preocupações. Também estabelece contato com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e com o procurador geral da República”.

“Às vezes a gente sente que alguns pensam que a visita no caso da presidente que é uma visita para reforçar o Partido dos Trabalhadores (PT). Não! É uma visita de relação de entidades. Nós não visitamos, portanto, partidos. Nós sempre vamos com pontos para discutir, para propor. E sempre com uma preocupação muito importante. Não para a igreja se impor, mas a questão realmente dos pobres”.

Nos ministérios, é comum dom Leonardo acompanhar integrantes de comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, em nome da CNBB para que sejam expostas suas necessidades às autoridades.

Fonte: CNBB

Tags: