Posts tagged ‘CNBB’

5 outubro, 2014

Foto da semana.

1796613_653652701409447_8960754000120981607_n

Por Rádio Vaticano – A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil manteve audiência com o Papa Francisco na última terça-feira, 30/09, na Casa Santa Marta, no Vaticano. Em entrevista a RV, Dom Raymundo Damasceno Assis antecipou que foi entregue ao Papa o documento da Campanha da Fraternidade de 2015 que, de acordo com o cardeal Damasceno, “vai tratar da Igreja e da sua relação com a sociedade e é inspirado nas Constituições Pastoral e Dogmática do Concílio Vaticano II, a Gaudium et Spes e a Lumen Gentium”. Foram entregues ao Papa ainda outros documentos, entre eles um estudo da CNBB sobre a missão do leigo na Igreja e na sociedade, um documento sobre a questão agrária aprovado na última assembleia geral da CNBB além de um texto de orientação para as eleições do dia 5. Por fim, o Papa Francisco exortou a CNBB a continuar o trabalho na Amazônia de uma maneira criativa e corajosa. Dom Raymundo afirmou que “a presidência da CNBB volta deste encontro com o Papa muito animada, encorajada e fortalecida”

Nota do Fratres: Na imagem, Dom Raymundo presenteia o Papa com um objeto não identificado… de novo, mau gosto ao extremo.

Tags:
17 setembro, 2014

Declaração do pe. Berardo Graz, coordenador da Comissão em Defesa da Vida do Sul 1 da CNBB.

Em mensagem dirigida à redação de Fratres in Unum.com e ao senhor bispo Dom Simão, Padre Berardo Graz presta esclarecimento sobre o folheto “Em defesa da vida ou a favor do Aborto?” divulgado pela comissão da qual é coordenador. De boa vontade atendemos à solicitação do Reverendíssimo sacerdote de excluir um dos signatários do folheto, bem como damos a conhecer abaixo a íntegra de sua mensagem.

Como Coordenador da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, VENHO A PÚBLICO  para esclarecer e por fim à celeuma ocasionada pela assinatura do Prof. Hermes Rodrigues Nery no Folheto elaborado pela Comissão: “Eleições 2014: em Defesa da Vida ou a Favor do Aborto”.

01) O Prof. Hermes Rodrigues Nery é de fato o coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida de Taubaté e membro desde sua criação da Comissão Regional, por isso a assinatura dele no Folheto em questão.

02) O Prof. Hermes é também candidato a Deputado Federal

03) O Folheto “Eleições 2014: em Defesa da Vida ou a Favor do Aborto” não tem nenhuma conotação de propaganda eleitoral. Trata-se de um texto para reflexão a partir de fatos concretos. Aliás a Comissão Regional em Defesa da Vida não tem caráter partidário e sim eclesial, sendo uma Comissão Episcopal com Dom Benedito Simão como Presidente, nomeado pelos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB. Não tendo caráter partidário a Comissão não faz propaganda par nenhum candidato, incentivando porém os cristãos leigos a assumirem sua militância partidária dentro da fidelidade à Igreja e seu Magistério.

04) Tendo consultado seja Dom José Benedito Simão como os demais membros da Coordenação, DETERMINAMOS que a partir da data hodierna sejam retirados todos os exemplares do Folheto, que trazem a assinatura do Prof. Hermes, e sejam divulgados somente os exemplares sem a assinatura dele.

Da mesma forma pedimos que sejam retirados dos sites, onde foi publicado o Folheto, os exemplares com a assinatura do Prof. Hermes e sejam publicados somente os exemplares sem a assinatura dele.

05) As associações que não aderirem a esta determinação arcarão diretamente com as consequências da justiça eleitoral e sem dúvida  não estarão ajudando nem a Defesa da Vida, nem o Prof. Hermes, que aderiu serenamente a esta determinação.

Pe. Berardo Graz

Coordenador da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1,

Presidida por Dom José Bendito Simão, Bispo de Assis – SP

Tags:
15 setembro, 2014

Mais tolerante, igreja cobra compromissos de candidatos à Presidência da República.

Por Folha de São Paulo – A cúpula da Igreja Católica promove debate com oito presidenciáveis nesta terça-feira (16) em Aparecida (SP), tentando se equilibrar entre a orientação do papa Francisco, mais tolerante em assuntos polêmicos como o homossexualismo, e a oportunidade de cobrar dos candidatos posições sobre esses temas.

Será a segunda vez que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebe candidatos a presidente. Nas eleições de 2010, ainda no papado de Bento 16, o encontro ocorreu em meio a mal estar entre a entidade e o Planalto.

Na época, a CNBB liberou os bispos para pregar contra candidatos favoráveis ao aborto e causou particular desconforto ao publicar em seu site uma carta do bispo Luiz Gonzaga Bergonzini (1936-2012) pedindo boicote contra Dilma Rousseff (PT).

O aborto continua na pauta, mas há sinais de que a igreja tenta se se ajustar à retórica mais suave e tolerante de Francisco, especialmente quanto à homossexualidade.

Dom Raymundo Damasceno, 77, presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida, abrirá o debate com uma pergunta geral para os candidatos. “Temos preocupação com a questão da justiça social, a distribuição melhor das riquezas, grande preocupação com a família. A questão da vida desde o início até o fim”, disse Damasceno à Folha.

Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, diz que, “mesmo sem polarizar o debate”, o tema do aborto deve fazer parte da campanha, e os candidatos devem se manifestar claramente: “Os eleitores têm o direito de saber a posição deles e qual é seu compromisso com essas questões de princípio”, disse.

Quanto a um tema que já provocou controvérsia na campanha, o casamento gay, Damasceno se mostrou alinhado a declarações recentes do Vaticano, que prega atitude “mais respeitosa e menos severa” no julgamento das uniões homossexuais.

O Supremo Tribunal Federal decidiu em 2011 que os cartórios brasileiros devem reconhecer as uniões civis de pessoas do mesmo sexo para todos os efeitos, embora não exista lei específica sobre isso.

“É uma decisão do Supremo. Claro que, para a igreja, não se pode equiparar a um casamento, isso é diferente. Mas respeitar a união estável entre essas pessoas, não há dúvida de que a igreja sempre tem procurado fazer dessa maneira”, disse Damasceno.

Reforma política e a questão indígena e ambiental são dois outros temas caros à igreja que devem estar no debate -oito bispos farão perguntas no segundo bloco do evento, exibido pela TV Aparecida, emissoras católicas, 230 rádios e portais católicos.

O presidente da CNBB frisou o veto, nem sempre seguido, de que sacerdotes não podem fazer campanha. Alfinetou a estratégia de denominações evangélicas para eleger parlamentares. “Não queremos ter uma bancada católica, queremos orientar aqueles que votam e que querem ouvir nossa voz”, disse.

Para dom Odilo, a possibilidade de o Brasil ter uma presidente evangélica, no caso de vitória de Marina Silva (PSB), não é um problema: “O Brasil já teve governantes de religiões diversas. Sendo laico o Estado, espero que qualquer governante garanta a liberdade religiosa e não a cerceie nem reprima.”

Tags:
5 junho, 2014

Bomba! CNBB faz uma firme condenação…

… aos gastos absurdos da Copa do Mundo.

‹‹ O material foi elaborado exatamente para marcar presença no evento para mostrar aquilo que nós condenamos. Desde os gastos absurdos às pessoas que tiveram de deixar suas casas”, explica dom Anuar Battisti, da Pastoral do Turismo da CNBB. Segundo ele, os panfletos serão distribuídos em todas as cidades-sede da Copa, não apenas nas igrejas. Aeroportos, hotéis, restaurantes e outros pontos também já começaram a recebe-los ›› , diz matéria da Gazeta do Povo. Dom Anuar Battisti, arcebispo de Maringá, o Schonborn brasileiro, já se desculpou pelo país ser católico demais e era o mais “alegre”, todo requebrante, dos bispos dançarinos no vergonhoso flash mob da JMJ.

Não que os bispos não devam se manifestar sobre assuntos desta vida terrena, de modo algum! É que a vida católica em Maringá deve estar florescendo sobremaneira, de modo que o senhor arcebispo tem muitíssimo tempo disponível para lidar com outras matérias que não são de sua competência…

* * *

Cartão vermelho: CNBB distribui folhetos com críticas à gestão do governo para a Copa

O Globo – RECIFE — A Pastoral do Turismo da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) está atribuindo “cartão vermelho” à “ inversão de prioridades” no uso do dinheiro público do país para eventos como a Copa do Mundo, e critica o fato de o governo delegar “responsabilidades públicas” a grandes corporações e entidades privadas que se apropriam do esporte.

A confederação ressalta, no entanto, que o governo só marcará “gol da vitória” quando ninguém for perseguido por trabalhar em espaço público, e direitos dos consumidores e torcedores forem respeitados. O recado está impresso em milhares de panfletos que vão ser distribuídos nas doze cidades sede do evento mundial.

Em três línguas – português, espanhol e inglês – os folhetos foram produzidos especificamente para a Copa do Mundo, segundo informou o Coordenador Nacional da Pastoral do Turismo da CNBB, Dom Anuar Battisti. Eles já começaram a circular nas dioceses, estão prontos para a distribuição, e expressam “a preocupação das Igrejas” com oito pontos que merecem “cartão vermelho”. O primeiro deles é “a exclusão de milhões de cidadãos ao direito à informação e à participação nos processos decisórios sobre as obras que foram realizadas para a Copa”.

A CNBB também reclama da remoção “de famílias e comunidades para a construção de obras dos estádios ou de mobilidade, “com violação ao direito de moradia em comunidades e bairros populares”. Criticam “a inversão de prioridades para com o dinheiro público que deveria servir, prioritariamente, para a saúde, educação, saneamento básico, transporte e segurança”.

Citam o aprofundamento das “desigualdades urbanas” e a degradação ambiental. E também “a apropriação do esporte por entidades privadas e grandes corporações, a quem os governos vêm delegado responsabilidades públicas”. Segundo Dom Anuar, houve exagero nas despesas com o evento esportivo:

- O que foi gasto na construção de estádios e outras obras foi um absurdo. Mas não adianta mais reclamar, porque a Copa vai acontecer de fato. Então resolvemos dar esse alerta, disse o religioso.

- O jogo vai começar, e o Brasil se torna um imenso campo de futebol sem arquibancadas ou camarotes. Somos convocados a formar um único time, no qual somos todos titulares do jogo da vida – dizem os folhetos, alertando que “uma vitória de todos” só acontecerá se algumas das exigências fundamentais forem cumpridas.

A entidade enumera seis iniciativas que representam “gol da vitória”. Entre elas, a garantia de que a população de bairros populares e moradores de rua tenham direito de permanecer em suas localidades. Pedem, ainda, que ninguém seja perseguido por trabalhar em espaço público, e que movimentos sociais não sejam criminalizados e tenham respeitado o direito de ir a manifestações de rua.

No fim, a Pastoral afirma que, “como Igreja, nos comprometemos a acompanhar torcedores e jogadores, nas suas demandas por momentos de espiritualidade e encontro com Deus, bem como ser presença orante durante toda a Copa”. Eles fazem, ainda, apelo para que populações vulneráveis sejam acompanhadas “especialmente aquelas em situação e rua, para que não sejam retiradas de logradouros públicos, durante a Copa, e depois devolvidas às ruas, como objetos que atrapalhem a realização do evento”. Além dos folhetos, a Pastoral do Turismo orientou as dioceses para que promovam missas em várias línguas durante o evento mundial.

23 maio, 2014

Secretário geral da CNBB diz que uniões entre pessoas do mesmo sexo precisam de amparo legal.

O Globo – Desde que assumiu a liderança da Igreja Católica, o Papa Francisco vem tocando no assunto com cautela, mas tem assinalado uma disposição da instituição em aceitar os fiéis gays. Em um movimento inédito de abertura, o Pontífice disse, logo após sua passagem pelo Brasil, em julho do ano passado, que os homossexuais não devem ser marginalizados: “Se uma pessoa é gay e busca a Deus, quem sou eu para julgá-la?”. Em entrevista ao GLOBO, o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, reitera a afirmação do Papa: “pessoas do mesmo sexo que decidiram viver juntas necessitam de um amparo legal na sociedade”.

Vice-ministro para Assuntos Religiosos da China, Jiang Jianyong, é sorridentemente recebido secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner.

Julho de 2011 – Vice-ministro para Assuntos Religiosos da China, Jiang Jianyong, é sorridentemente recebido secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner.

A declaração pode ser interpretada como uma mudança de tom da CNBB. Há cerca de um ano, quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou uma resolução determinando que os cartórios brasileiros deveriam celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo, a CNBB se posicionou contra a medida, que vinha a reboque de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2011.

O GLOBO: Recentemente, o Papa Francisco disse: “Quem sou eu para julgar um homossexual que procura Deus?”. Hoje, a Igreja Católica está aberta a aceitar seus fiéis homossexuais?

Dom Leonardo Steiner: Pode-se dizer que o Papa faz eco ao que o Catecismo da Igreja Católica diz a respeito das pessoas homossexuais: “Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta”. Entende-se que acolher com respeito, compaixão e delicadeza significa caminhar e estar junto da pessoa homossexual e ajudá-la a compreender, aprofundar e orientar a sua condição de filho, filha de Deus.

É importante que a Igreja Católica não marginalize os homossexuais?

A acolhida e o caminhar juntos são necessários, para se refletir sobre o que condiz ou não com a realidade vivida pelas pessoas homossexuais, e o que, de fato, lhes é de direito, para o seu próprio bem e o da sociedade.

O Papa também quer estudar as uniões homossexuais para entender por que alguns países optaram por sua legalização. Isso representa o início de um diálogo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo?

É importante compreender as uniões de pessoas do mesmo sexo. Não é um interesse qualquer quando se trata de pessoas. É necessário dialogar sobre os direitos da vida comum entre pessoas do mesmo sexo, que decidiram viver juntas. Elas necessitam de um amparo legal na sociedade.

A CNBB, porém, se declarou contra a resolução do Conselho Nacional de Justiça que determinou que os cartórios devem celebrar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por quê?

Ao dar reconhecimento legal às uniões estáveis como casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em nosso país, a Resolução do CNJ interpreta a decisão do Supremo Tribunal Federal de 2011. Certos direitos são garantidos às pessoas comprometidas por tais uniões, como já é previsto no caso da união civil. A dificuldade está em decidir que as uniões de pessoas do mesmo sexo sejam equiparadas ao casamento ou à família. A afirmação mais forte em relação à decisão do Conselho nacional de Justiça foi de que tal decisão não diz respeito ao Poder Judiciário, mas, sim, ao conjunto da sociedade brasileira, representada democraticamente pelo Congresso Nacional, a quem compete propor e votar leis, após aprofundado debate; o que não existiu.

A Igreja deve passar por mudanças para se adaptar aos novos tempos?

A Igreja muda sempre; está em mudança. Ela não é a mesma através dos tempos. Tendo como força iluminadora de sua ação o Evangelho, a Igreja busca respostas para o tempo presente. Assim como todas as pessoas, a Igreja sempre procura ler os sinais dos tempos, para ver o que se deve ou não mudar. A verdades da fé não mudam.

 

* * *

Aproveitamos a oportunidade para recordar alguns princípios, que deveriam ser seguidos por todos os católicos, enunciados pelo então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Joseph Ratzinger, em considerações aprovadas por João Paulo II (cuja canonização a CNBB comemorou, mas de quem diverge sobre a matéria):

“Onde o Estado assume uma política de tolerância de facto, sem implicar a existência de uma lei que explicitamente conceda um reconhecimento legal de tais formas de vida, há que discernir bem os diversos aspectos do problema. É imperativo da consciência moral dar, em todas as ocasiões, testemunho da verdade moral integral, contra a qual se opõem tanto a aprovação das relações homossexuais como a injusta discriminação para com as pessoas homossexuais. São úteis, portanto, intervenções discretas e prudentes, cujo conteúdo poderia ser, por exemplo, o seguinte: desmascarar o uso instrumental ou ideológico que se possa fazer de dita tolerânciaafirmar com clareza o carácter imoral desse tipo de união; advertir o Estado para a necessidade de conter o fenómeno dentro de limites que não ponham em perigo o tecido da moral pública e que, sobretudo, não exponham as jovens gerações a uma visão errada da sexualidade e do matrimónio, que os privaria das defesas necessárias e, ao mesmo tempo, contribuiria para difundir o próprio fenómeno. Àqueles que, em nome dessa tolerância, entendessem chegar à legitimação de específicos direitos para as pessoas homossexuais conviventes, há que lembrar que a tolerância do mal é muito diferente da aprovação ou legalização do mal.

Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimónio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo. Há que abster-se de qualquer forma de cooperação formal na promulgação ou aplicação de leis tão gravemente injustas e, na medida do possível, abster-se também da cooperação material no plano da aplicação. Nesta matéria, cada qual pode reivindicar o direito à objecção de consciência.

19 maio, 2014

Fidelidade partidária: “A Pastoral Carcerária está onde sempre esteve, ao lado dos condenados do mensalão”.

Para Pastoral Carcerária, impedir trabalho externo a presos do mensalão é equívoco

UOL – A Pastoral Carcerária afirmou que a decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, de negar trabalho externo aos presos do processo do mensalão petista é uma interpretação “equivocada” da lei penal.  A entidade divulgou nota e classificou a medida como “constitucionalmente duvidosa”.

Nas últimas duas semanas, Barbosa tem determinado que alguns dos condenados do mensalão, que estão no regime semiaberto, não podem trabalhar fora da cadeia durante o dia porque ainda não cumpriram um sexto da pena, conforme estabelece a Lei de Execução Penal. A decisão negou o benefício a José Dirceu, Delúbio Soares, Romeu Queiroz e Rogério Tolentino.

“Não é novidade na literatura jurídica ou na jurisprudência o posicionamento do ministro Joaquim Barbosa [...] em nossa opinião, essa é uma interpretação descontextualizada e equivocada do art. 37 da Lei de Execução Penal, que não condiz com os objetivos legalmente declarados da pena e é, no mínimo, constitucionalmente duvidosa”, diz trecho da nota. [Nota do Fratres: Nossa! Grandiosíssima opinião! Fala a suma autoridade no assunto, a Pastoral Carcerária!]

Para a pastoral, a decisão não surpreende os demais presos e seus familiares. De acordo com a entidade, eles estão “desgraçadamente” habituados com condenações sem provas, decisões judiciais que não respeitam a lei e interpretações jurídicas “absurdas” dos juízes. [!!!]

Também afirma que há uma carga ideológica nas decisões da Justiça comum, mas que ela é mascarada sem a sofisticação e “empenho intelectual” que houve no julgamento do mensalão. [Nota do Fratres 2:  Uma verdadeira piada! Um órgão da CNBB, entidade mais do que ideologicamente corrompida e tendente à esquerda, fala com um ar afetado de neutralidade. Ora, vá se olhar no espelho, Pastoral Carcerária!]

A pastoral afirma ainda que repudia a decisão, mas reitera que rejeita decisões que desrespeitem às leis.

“Repudiamos o conteúdo das referidas decisões do presidente do STF, assim como repudiamos tantas outras decisões absurdas que diariamente são produzidas em nossos fóruns”, defende a pastoral.

A entidade, no entanto, defende que a decisão não terá reflexos na população carcerária que, segundo a pastoral, já vive essa realidade. “Nos recusamos terminantemente a fazer coro com vozes que agora se levantam para falar dos possíveis reflexos do ‘mensalão’ para o restante da população carcerária, como se a barbárie e o desmando já não fossem a tônica da Justiça Criminal.”

Para a pastoral, a denúncia de casos em que o preso está cumprindo um regime diverso a que foi condenado não pode ser individualizada como ocorre com os presos do mensalão.

“Não é possível atacar publicamente a ausência de tratamento médico especializado para determinado indivíduo preso e, ao mesmo tempo, ignorar que as pessoas no sistema penitenciário são privadas dos cuidados de saúde e higiene mais básicos, ainda convivendo com surtos de sarna e mortes por tuberculose em pleno século 21″, declara a entidade em referência ao tratamento dado ao ex-presidente do PT José Genoino, que cumpriu pena domiciliar e recentemente foi enviado ao Complexo Penitenciário da Papuda.

A entidade também critica a ausência de políticas públicas de reinserção na sociedade que não garantem à população carcerária em geral a obtenção de empregos. “Não é possível enfrentar as restrições ao trabalho externo para um determinado grupo de presos sem cerrar fileiras com a massa de encarcerados, que sequer conseguirão um emprego ao cumprirem suas penas.”

“A Pastoral Carcerária está onde sempre esteve, ao lado de todos os presos e presas, inclusive dos condenados na Ação Penal 470 [julgamento do mensalão], e especialmente junto daqueles mais fragilizados e violentados em seus direitos, lembrando sempre que a prisão não é lugar de gente, é local de dor e morte, e fonte de sofrimento físico e espiritual” [Nota do Fratres 3: Ótimo, reúna todos os vigaristas do país e leve para a sede da CNBB. A única coisa boa que resultaria do fim dos presídios seria o fim da Pastoral Carcerária], conclui a nota.

Tags:
16 maio, 2014

Santa Sé autoriza início de processo de beatificação de dom Luciano Mendes.

Por CNBB – A arquidiocese de Mariana (MG) divulgou ontem, dia 13, comunicado da Congregação para a Causa dos Santos sobre o processo de beatificação de dom Luciano Mendes de Almeida.  “Por parte da Santa Sé, não há nada que impeça, para que se inicie a Causa de Beatificação e Canonização de Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida”, informa a Congregação. A solicitação de abertura do processo foi feita pelo arcebispo local, dom Geraldo Lyrio Rocha, que poderá instituir o Tribunal que levará adiante o processo.

d lucianoDom Luciano Pedro Mendes de Almeida foi arcebispo de Mariana de 1988 a 2006, quando faleceu aos 75 anos. O arcebispo, da Companhia de Jesus, foi secretário geral (de 1979 a 1986) e presidente (de 1987 a 1994) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por dois mandatos consecutivos.

Em nota publicada em 2006 sobre dom Luciano, a Presidência da CNBB destacou entre as marcas que deixou na instituição o dinamismo, a inteligência privilegiada, a dedicação incansável e o testemunho de amor à Igreja.

De origem fluminense, dom Luciano nasceu em 5 de outubro de 1930. Doutor em Filosofia, foi membro do Conselho Permanente da CNBB de 1987 até o ano de sua morte. Também atuou na Pontifícia Comissão Justiça e Paz, foi vice-presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam) e presidente da Comissão Episcopal do Mutirão para a Superação da Miséria e da Fome.

Durante quase duas décadas à frente da arquidiocese de Mariana (MG), o bispo deu forte impulso pastoral àquela Igreja particular, onde a organizou em cinco Regiões Pastorais. Deu atenção à formação permanente do clero, à realização de assembleias pastorais e à reestruturação de conselhos arquidiocesanos. Também organizou pastorais, religiosos, processos formativos do Seminário Arquidiocesano e obras sociais, além do investimento na capacitação e participação dos leigos e na preservação das Igrejas históricas.

Tags:
8 maio, 2014

Assembleia da CNBB aprova documento sobre questão agrária.

Aparecida (RV) - A plenária da 52ª Assembleia Geral da CNBB aprovou na tarde desta quarta-feira, 7 de maio, o Documento sobre a visão da Igreja em relação à Questão Agrária Brasileira no século XXI. O processo de construção começou há 5 anos. No ano passado, foi publicado como um texto de estudo da CNBB e recebeu contribuições de diversos bispos e dioceses. 

A Questão Agrária brasileira foi destaque nas reflexões dos bispos da Assembleia, que se dedicaram ao estudo desta situação no país. O Documento “Igreja e Questão Agrária brasileira no início do século XXI” faz uma leitura da realidade agrária brasileira nas condições históricas atuais. 

O Documento aprovado está dividido em três partes. Na primeira, faz uma contextualização da situação agrária atual. “Nessa parte, os bispos mostram quais são os gritos ensurdecedores que brotam de tantas realidades, como os povos indígenas, os quilombolas, os pescadores, os ribeirinhos, os extrativistas”, explica o Presidente da Comissão Pastoral da Terra, Dom Enemésio Lazarris.

A segunda parte traz o olhar dos bispos sobre a atual questão agrária, abordando a posse e o uso da terra à luz da Sagrada Escritura e dos Documentos da Igreja. Já na terceira parte, surgem os compromissos pastorais diante da questão. Dom Enemésio destaca que o Documento “é a palavra de mais de 350 bispos hoje para a sociedade em geral sobre este tema importante”. Segundo ele, “não se destina apenas para dentro da comunidade eclesial, mas para toda a sociedade”.

A parte final do Documento apresenta os desafios diante de realidades bem concretas: trabalho escravo, defesa da natureza, cuidado com a água, produção de energia sustentável. O episcopado também cobra do poder público uma posição sobre esta realidade. “Acreditamos que esse documento seja apresentado aos candidatos aos governos estaduais e federal, dizendo qual é a posição da Igreja em relação à questão agrária, e sobretudo sobre a função social da terra e da propriedade”, disse o bispo.

* * * 

Já foi publicado algo muito mais consistente, escrito por pessoas muito mais capacitadas e, sobretudo, católicas.

Tags:
6 maio, 2014

Aparecida: Recordados os bispos falecidos desde a última Assembleia Geral.

Aparecida (RV– Os trabalhos da 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil em Aparecida, tiveram início nesta segunda-feira com a celebração da missa no Santuário Nacional presidida por Dom Francisco Biasin, Bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda. A celebração foi em memória aos bispos falecidos desde a última assembleia, realizada em 2013. “Sentimo-nos profundamente devedores e gratos aos nossos irmãos bispos falecidos, pela fé que nos transmitiram, que ilumina a nossa vida e alimenta a nossa caminhada e das nossas igrejas”, disse durante a homilia.

Dom Biasin fez menção especial ao Bispo emérito de sua diocese, Dom Waldyr Calheiros, e ao Bispo emérito de Goiás (GO), Dom Tomás Balduíno, falecido na última sexta-feira, dia 2, e que será sepultado hoje, na Catedral Nossa Senhora Sant’Ana, na Cidade de Goiàs.

“Os dois se procuravam e se apoiavam. Quando se encontravam pareciam dois irmãos. Tiveram uma trajetória marcada por desafios comuns. Juntos com os bispos do Brasil e de outros países, os dois foram signatários do pacto das catacumbas onde se comprometeram a viver radicalmente como pobres, a serviço dos pobres, em uma igreja pobre. O Vaticano II marcou, indelevelmente, as suas vidas. Em suas igrejas particulares, promoveram, com convicção, a renovação da Igreja. Marcaram presença em intervenção significativas na CNBB. Enfrentaram resistências e incompreensões de pessoas de dentro e fora da Igreja. Deram asas a um laicato maduro e atuante na Igreja e na sociedade. Acolheram e dialogaram com pessoas de todos os credos e ideologias, enxergando nelas a imagem de filhos e filhas de Deus. Atuaram na defesa de pessoas perseguidas pela ditadura e no processo de anistia”, lembrou Dom Biasin.

Dom Biasin expressou, ainda, a comunhão dos bispos à Igreja de Goiás e a Dom Eugênio Rixen, que se despede hoje de Dom Tomás Balduíno.

Na primeira seção de trabalhos, após a missa, os participantes da Assembleia Geral seguiram para o auditório Padre Noé Sotillo, no subsolo do Santuário Nacional, para um encontro reservado. Por volta das 11 da manhã, retomaram as atividades no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, onde está o plenário da Assembleia. 

Ainda no período da manhã, a Comissão Episcopal para a Tradução dos Textos Litúrgicos (CETEL), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), responsável pela revisão do Missal Romano, apresentou os resultados do estudo e revisão do texto do Tempo Pascal, para votação do plenário. Na sequência dos trabalhos, o texto referente à Questão Agrária voltou para análise e avaliação dos bispos, após sugestões e emendas do plenário. Está prevista a votação deste texto que trata da atuação da Igreja no debate sobre a Questão Agrária brasileira. 

Durante todo o período da tarde, o bispos dedicam-se novamente ao Tema Central “Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia”, para expor suas contribuições e correções ao texto. Às 18h, as Comissões Episcopais Pastorais da CNBB terão um momento para apresentação de seus relatórios de atividades desenvolvidas em 2013.

Neste final de semana os bispos participaram do retiro pregado pelo Arcebispo de Chieti-Vasto (Itália), Dom Bruno Forte. Tema das reflexões “Caminhando na Fé”. 

As meditações de Dom Bruno Forte, durante o retiro espiritual dos bispos, abordaram a fé de Abraão, Maria, Pedro e Paulo. O retiro teve início no dia 3, à tarde e terminou neste domingo, ao meio dia. Na noite de sábado, os bispos participaram do lucernário, celebração na qual cada um acende uma vela, canta e medita a Palavra de Deus.

Nós conversamos com Dom Bruno Forte (ouça aqui)…

Ainda na manhã de ontem, domingo, os bispos participaram da missa de ação de graças no Santuário Nacional pela canonização de José de Anchieta.

Os bispos reunidos em Aparecida enviaram neste final de semana uma mensagem ao Papa Francisco na qual afirmam que eles estão reunidos em Aparecida sob o manto da Mãe de Jesus, na Casa de Maria, que o Santo Padre conhece bem.

Cerca de 350 bispos brasileiros estão reunidos no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP), até o próximo dia 9. 

De Aparecida para a Rádio Vaticano, Silvonei José

Tags:
29 abril, 2014

O Cacique da CNBB.

Cacique que visitaria o Papa com CNBB é preso em Brasília.

Por Folhapress, 24 de abril de 2014 – Um cacique tupinambá do sul da Bahia que visitaria o papa Francisco no Vaticano hoje com a cúpula da Igreja Católica no Brasil foi preso hoje pela Polícia Federal.

Rosivaldo Ferreira da Silva, conhecido como Babau Tupinambá, se apresentou à Polícia Federal nesta tarde em Brasília.

Ele estava com um mandado de prisão da Justiça da Bahia em aberto desde 20 de fevereiro deste ano, sob acusação de envolvimento no homicídio de um agricultor no dia 11 daquele mês.

O cacique nega as acusações e afirma que a prisão tem motivação política.

* * *

Nota da CNBB sobre a viagem do índio Tupinambá ao Vaticano

Por CNBB – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou hoje, 24, nota sobre a viagem do índio Tupinambá ao Vaticano. O texto, assinado pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, explica que o cacique Babau Tupinambá viajaria ao Vaticano junto com o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, para participar da missa de ação de graças pela canonização do padre José de Anchieta, que esteve presente entre o povo Tupinambá. “A representação do povo Tupinambá teria um significado especial na celebração em Roma”, afirma dom Leonardo. Leia, na íntegra, a nota:

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB lamenta a impossibilidade da viagem ao Vaticano do índio Rosivaldo Ferreira da Silva, conhecido como cacique Babau Tupinambá.

Babau foi convidado pela CNBB para participar da missa de ação de graças pela canonização do Padre José de Anchieta, celebrada hoje, 24 de abril, na Igreja de Santo Inácio de Loyola, em Roma. A missa foi presidida pelo Papa Francisco.

O índio viajaria à Itália junto com o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, no último dia 23. São José de Anchieta esteve entre o povo Tupinambá. O cacique Babau pretendia apresentar ao Santo Padre documentos sobre as violações dos direitos indígenas no Brasil, sobretudo com relação ao povo Tupinambá.

Com o passaporte suspenso, Babau foi impedido de viajar devido a um mandado de prisão temporária, expedido, no dia 20 de fevereiro, pelo juiz substituto da Vara Criminal de Una, na Bahia. O mandado não foi executado, tendo o cacique Babau moradia fixa.

Hoje, 24, cacique Babau participou da audiência unificada das comissões de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em Brasília, e, em seguida, apresentou-se à Polícia Federal, em Brasília.

Esperamos que as acusações sejam investigadas de modo justo, sem mais prejuízos ao povo Tupinambá, que sofre com a questão da regularização das terras no sul do Bahia.

A representação do povo Tupinambá teria um significado especial na celebração em Roma.

Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

* * *

Nota do Fratres: Que coisa, não?! A CNBB só encontrou um tupinambá em todo o Brasil para levar ao Vaticano, e ele é, justamente, alguém envolvido em movimentos sociais que tem, em seu histórico de “lutas pelos direitos indígenas”, nada mais que quatro mandados de prisão…

Não seria hora, CNBB, de ouvir o Papa Francisco sobre a pobreza? “Essa é uma bandeira do Evangelho, não do comunismo: do Evangelho! Mas a pobreza sem ideologia, a pobreza… E por isso creio que os pobres estão no centro do anúncio de Jesus. Basta ler o Evangelho. O problema é que depois, algumas vezes, na história, essa postura em relação aos pobres foi ideologizada”.

Tags: