Posts tagged ‘CNBB’

7 janeiro, 2015

Nomeado arcebispo para Curitiba e auxiliar de Porto Alegre.

Por CNBB – Na manhã desta quarta-feira, 07 de janeiro, a Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou a decisão do papa Francisco em nomear dom José Antônio Peruzzo como arcebispo de Curitiba (PR), transferindo-o da diocese de Palmas-Francisco Beltrão, no mesmo Estado.

O papa também nomeou, nesta mesma data, padre Leomar Antônio Brustolin como bispo auxiliar da arquidiocese de Porto Alegre (RS). Atualmente, ele ocupa a função de pároco da catedral da diocese de Caxias do Sul (RS).

Trajetórias

Dom José Antônio Peruzzo é natural de Cascavel (PR). Foi nomeado bispo de Palmas-Francisco Beltrão pelo papa Bento XVI, em 24 de agosto de 2005. Tem como lema episcopal “Fazei discípulos… Ensinai”. Possui mestrado e doutorado em Ciências Bíblicas pela Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino, em Roma. Atualmente, dom José Peruzzo exerce a função de bispo referencial da Pastoral da Pessoa Idosa da CNBB.

Padre Leomar é natural de Caxias do Sul, nascido em 15 de agosto de 1967. Cursou Filosofia na Universidade de Caxias do Sul (UCS) e Teologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Foi ordenado sacerdote em 20 de dezembro de 1992.

Padre Leomar é doutor em Teologia Sistemática pela Pontifícia Università San Tommaso de Roma – Angelicum. Possui livros publicados nas áreas da Escatologia, Mariologia, Catequese e Pastoral.  Em sua trajetória sacerdotal, dedicou-se à assessoria teológico-pastoral e catequética em diversas dioceses do Brasil. No período de 2013 e 2014 participou da Comissão do Tema Central da 51ª Assembleia Geral da CNBB – “Comunidade de Comunidades, uma nova paróquia”.

Novo bispo

Em sua caminhada presbiteral, padre Leomar foi vigário da paróquia Teresa e da Catedral Diocesana de Caxias do Sul de 1992 a 2001. Desde 1993, estava como diretor do Curso de Teologia para Leigos da diocese de Caxias do Sul. Coordenou e lecionou nos cursos de pós-graduação em Ensino Religioso e Teologia Pastoral na Universidade de Caxias do Sul.

Desde 2005 atua como professor na Faculdade de Teologia (PUC-RS), onde é coordenador do Programa de Pós-graduação em Teologia.  Realiza pesquisas e ensino nas disciplinas de Antropologia Teológica, Moral Social, Pastoral Catequética e Pastoral Urbana.

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15 dezembro, 2014

A oração da ruptura. Por CNBB.

O informe abaixo nos chega de uma secretaria paroquial.

* * *

A hermenêutica da ruptura, segundo os neo-modernistas; ou  Igreja pré-conciliar x Igreja pós-conciliar.

Quem nunca ouviu “antes do Concílio Vaticano II era assim… hoje é desse modo…”? Pois bem, desta feita é a própria CNBB, através do material que as comunidades católicas vão usar na Quaresma, que faz uso dessas comparações, evidenciando assim a linha neo-modernista de interpretação do Concílio Vaticano II como ruptura para com a Tradição e História da Igreja, hermenêutica que fora rechaçada por Bento XVI, em 2005.

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No que será o Sexto Encontro da Quaresma, os católicos do Brasil inteiro que aderirem aos grupos de orações nas casas, seguindo o material enviado pela CNBB, serão obrigados a dizer que antes do Concílio Vaticano II as pessoas só olhavam para Deus no céu e não viviam a fraternidade, com uma fé vertical, esquecendo-se da horizontalidade (sic!).

Somente com e a partir do CVII é que os católicos despertaram para uma fé com compromisso com Cristo, na pessoa dos irmãos e irmãs! E isso foi um resgate do evangelho. Ou seja, por quase dois mil anos de história a igreja não produziu nenhum efeito de sua fé. Nunca teve e manteve instituições de caridade, como hospitais, escolas, asilos, nunca proporcionou educação para os povos, nunca salvou as almas dos fiéis pela administração dos sacramentos, nunca teve santos que cuidassem das coisas celestes e terrestres de forma perfeita… só depois do CVII é que a Igreja passou a viver o Evangelho. E as piedosas almas que na Quaresma só queriam rezar os mistérios dolorosos do Rosário ou a Via-Sacra, e fazer sim caridade, são obrigadas a dizer que a fé de seus antepassados era descompromissada com a realidade, com os “irmãos e irmãs”.

Detalhe, tudo isso encontra respaldo numa pessoa: o Papa Francisco! Pela primeira vez na história da Campanha da Fraternidade um papa ganha as capas dos materiais relativos à mesma campanha. A CNBB está promovendo S.S Francisco com qual interesse? De onde veio esse súbito amor ao Papa?

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10 dezembro, 2014

CNBB e MST: união indissolúvel.

Divulgação

Por CNBB – Com a finalidade de promover o debate político, apontar desafios e formular propostas para enfrentar a questão agrária brasileira na atualidade, acontece dias 10 e 11 de dezembro o seminário “Questão Agrária e Desigualdades”.

O evento será realizado no Hotel Nacional, com início previsto às 9h. Na conferência de abertura estarão o bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Guilherme Werlang, e o representante do Movimento dos Trabalhos Rurais sem Terra (MST), Alexandre Conceição.

Na quarta-feira, 10, haverá três painéis, sendo um sobre “Movimento social por terra, trabalho e teto”, com a participação do bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, do coordenador nacional do MST, João Pedro Stedile, e do ministro da secretaria geral da presidência da república, Gilberto Carvalho. Na sequência, será debatido o tema “Estado e as políticas agrárias recentes” e, em outro painel, “Clamores sociais e questões territoriais”.

Desafios e propostas

No dia 11, serão discutidas, no painel 4,  as dimensões da questão agrária brasileira e seus desdobramentos políticos. No período da tarde, terá exposição sobre a atualidade brasileira e perspectivas. Haverá, ainda, o painel sobre “Os desafios e propostas para o enfrentamento da problemática agrária”. As entidades e organizações indicaram três representantes que irão participar dos grupos para apontar os principais desafios e ações de trabalho.

São esperados para o evento pesquisadores, lideranças religiosas e políticas, docentes, representantes de movimentos afins, entre outros interessados na temática. O Seminário é uma promoção da CNBB, MST e Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA).

O encerramento do Seminário está previsto para às 17h30, com a solenidade e apresentação das ações encaminhadas para às políticas agrárias.

Confira o folder do evento

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3 dezembro, 2014

Ecce Sacerdos Magnus.

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Dom Odelir José Magri, M.C.C.J., então bispo diocesano de Sobral, foi nomeado hoje pelo Santo Padre, o Papa Francisco, como bispo diocesano de Chapecó, SC.

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6 novembro, 2014

Papa nomeia bispo para Barretos e coadjutor de Aracaju.

CNBB – O papa Francisco nomeou hoje, 05 de novembro, dom João José Costa como bispo coadjutor da arquidiocese de Aracaju (SE), transferindo-o da sede episcopal de Iguatu (CE). Na mesma data, Francisco nomeou dom Milton Kenan Júnior como bispo da diocese de Barretos (SP), transferindo-o do ofício de bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo e titular de Acqye di Bizacena.

Natural de Taiúva, dom Milton nasceu no dia 24 de novembro de 1963. Recebeu ordenação episcopal em 27 de dezembro de 2009. Tem  como lema “Em tuas mãos”. Possui mestrado em Teologia Espiritual pela Pontifícia Faculdade de Espiritualidade “Teresianum”, em Roma.

Dom João José Costa é natural de Lagarto (SE), nasceu em 24 de junho de 1958. Foi nomeado bispo da diocese de Iguatu pelo papa emérito Bento XVI, no dia 07 de janeiro de 2009. Escolheu o lema “Servo por amor”. É membro da Ordem do Carmo (OCarm) e foi Prior do Convento do Carmo de São Cristóvão, em Sergipe.

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30 outubro, 2014

Papa nomeia Dom Giuseppe Negri como bispo coadjutor de Santo Amaro.

Por EFE – O papa Francisco nomeou Giuseppe Negri bispo coadjutor da diocese de Santo Amaro, em São Paulo, informou nesta quarta-feira a Santa Sé em comunicado.

Negri, até agora bispo de Blumenau, nasceu no dia 19 de setembro de 1959 em Milão (Itália).

Foi ordenado sacerdote em 7 de junho de 1986.

Formado em Filosofia e Teologia, fez doutorado em Psicologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1995-1999).

Entre os cargos que ocupou, foi chefe das paróquias de São Judas Tadeu e São João Batista na arquidiocese de Florianópolis, diretor espiritual do Seminário de Teologia em Monza (Itália) e professor em São Paulo no Curso Superior de Aconselhamento Formativo.

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5 outubro, 2014

Foto da semana.

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Por Rádio Vaticano – A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil manteve audiência com o Papa Francisco na última terça-feira, 30/09, na Casa Santa Marta, no Vaticano. Em entrevista a RV, Dom Raymundo Damasceno Assis antecipou que foi entregue ao Papa o documento da Campanha da Fraternidade de 2015 que, de acordo com o cardeal Damasceno, “vai tratar da Igreja e da sua relação com a sociedade e é inspirado nas Constituições Pastoral e Dogmática do Concílio Vaticano II, a Gaudium et Spes e a Lumen Gentium”. Foram entregues ao Papa ainda outros documentos, entre eles um estudo da CNBB sobre a missão do leigo na Igreja e na sociedade, um documento sobre a questão agrária aprovado na última assembleia geral da CNBB além de um texto de orientação para as eleições do dia 5. Por fim, o Papa Francisco exortou a CNBB a continuar o trabalho na Amazônia de uma maneira criativa e corajosa. Dom Raymundo afirmou que “a presidência da CNBB volta deste encontro com o Papa muito animada, encorajada e fortalecida”

Nota do Fratres: Na imagem, Dom Raymundo presenteia o Papa com um objeto não identificado… de novo, mau gosto ao extremo.

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17 setembro, 2014

Declaração do pe. Berardo Graz, coordenador da Comissão em Defesa da Vida do Sul 1 da CNBB.

Em mensagem dirigida à redação de Fratres in Unum.com e ao senhor bispo Dom Simão, Padre Berardo Graz presta esclarecimento sobre o folheto “Em defesa da vida ou a favor do Aborto?” divulgado pela comissão da qual é coordenador. De boa vontade atendemos à solicitação do Reverendíssimo sacerdote de excluir um dos signatários do folheto, bem como damos a conhecer abaixo a íntegra de sua mensagem.

Como Coordenador da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, VENHO A PÚBLICO  para esclarecer e por fim à celeuma ocasionada pela assinatura do Prof. Hermes Rodrigues Nery no Folheto elaborado pela Comissão: “Eleições 2014: em Defesa da Vida ou a Favor do Aborto”.

01) O Prof. Hermes Rodrigues Nery é de fato o coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida de Taubaté e membro desde sua criação da Comissão Regional, por isso a assinatura dele no Folheto em questão.

02) O Prof. Hermes é também candidato a Deputado Federal

03) O Folheto “Eleições 2014: em Defesa da Vida ou a Favor do Aborto” não tem nenhuma conotação de propaganda eleitoral. Trata-se de um texto para reflexão a partir de fatos concretos. Aliás a Comissão Regional em Defesa da Vida não tem caráter partidário e sim eclesial, sendo uma Comissão Episcopal com Dom Benedito Simão como Presidente, nomeado pelos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB. Não tendo caráter partidário a Comissão não faz propaganda par nenhum candidato, incentivando porém os cristãos leigos a assumirem sua militância partidária dentro da fidelidade à Igreja e seu Magistério.

04) Tendo consultado seja Dom José Benedito Simão como os demais membros da Coordenação, DETERMINAMOS que a partir da data hodierna sejam retirados todos os exemplares do Folheto, que trazem a assinatura do Prof. Hermes, e sejam divulgados somente os exemplares sem a assinatura dele.

Da mesma forma pedimos que sejam retirados dos sites, onde foi publicado o Folheto, os exemplares com a assinatura do Prof. Hermes e sejam publicados somente os exemplares sem a assinatura dele.

05) As associações que não aderirem a esta determinação arcarão diretamente com as consequências da justiça eleitoral e sem dúvida  não estarão ajudando nem a Defesa da Vida, nem o Prof. Hermes, que aderiu serenamente a esta determinação.

Pe. Berardo Graz

Coordenador da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1,

Presidida por Dom José Bendito Simão, Bispo de Assis – SP

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15 setembro, 2014

Mais tolerante, igreja cobra compromissos de candidatos à Presidência da República.

Por Folha de São Paulo – A cúpula da Igreja Católica promove debate com oito presidenciáveis nesta terça-feira (16) em Aparecida (SP), tentando se equilibrar entre a orientação do papa Francisco, mais tolerante em assuntos polêmicos como o homossexualismo, e a oportunidade de cobrar dos candidatos posições sobre esses temas.

Será a segunda vez que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebe candidatos a presidente. Nas eleições de 2010, ainda no papado de Bento 16, o encontro ocorreu em meio a mal estar entre a entidade e o Planalto.

Na época, a CNBB liberou os bispos para pregar contra candidatos favoráveis ao aborto e causou particular desconforto ao publicar em seu site uma carta do bispo Luiz Gonzaga Bergonzini (1936-2012) pedindo boicote contra Dilma Rousseff (PT).

O aborto continua na pauta, mas há sinais de que a igreja tenta se se ajustar à retórica mais suave e tolerante de Francisco, especialmente quanto à homossexualidade.

Dom Raymundo Damasceno, 77, presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida, abrirá o debate com uma pergunta geral para os candidatos. “Temos preocupação com a questão da justiça social, a distribuição melhor das riquezas, grande preocupação com a família. A questão da vida desde o início até o fim”, disse Damasceno à Folha.

Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, diz que, “mesmo sem polarizar o debate”, o tema do aborto deve fazer parte da campanha, e os candidatos devem se manifestar claramente: “Os eleitores têm o direito de saber a posição deles e qual é seu compromisso com essas questões de princípio”, disse.

Quanto a um tema que já provocou controvérsia na campanha, o casamento gay, Damasceno se mostrou alinhado a declarações recentes do Vaticano, que prega atitude “mais respeitosa e menos severa” no julgamento das uniões homossexuais.

O Supremo Tribunal Federal decidiu em 2011 que os cartórios brasileiros devem reconhecer as uniões civis de pessoas do mesmo sexo para todos os efeitos, embora não exista lei específica sobre isso.

“É uma decisão do Supremo. Claro que, para a igreja, não se pode equiparar a um casamento, isso é diferente. Mas respeitar a união estável entre essas pessoas, não há dúvida de que a igreja sempre tem procurado fazer dessa maneira”, disse Damasceno.

Reforma política e a questão indígena e ambiental são dois outros temas caros à igreja que devem estar no debate -oito bispos farão perguntas no segundo bloco do evento, exibido pela TV Aparecida, emissoras católicas, 230 rádios e portais católicos.

O presidente da CNBB frisou o veto, nem sempre seguido, de que sacerdotes não podem fazer campanha. Alfinetou a estratégia de denominações evangélicas para eleger parlamentares. “Não queremos ter uma bancada católica, queremos orientar aqueles que votam e que querem ouvir nossa voz”, disse.

Para dom Odilo, a possibilidade de o Brasil ter uma presidente evangélica, no caso de vitória de Marina Silva (PSB), não é um problema: “O Brasil já teve governantes de religiões diversas. Sendo laico o Estado, espero que qualquer governante garanta a liberdade religiosa e não a cerceie nem reprima.”

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5 junho, 2014

Bomba! CNBB faz uma firme condenação…

… aos gastos absurdos da Copa do Mundo.

‹‹ O material foi elaborado exatamente para marcar presença no evento para mostrar aquilo que nós condenamos. Desde os gastos absurdos às pessoas que tiveram de deixar suas casas”, explica dom Anuar Battisti, da Pastoral do Turismo da CNBB. Segundo ele, os panfletos serão distribuídos em todas as cidades-sede da Copa, não apenas nas igrejas. Aeroportos, hotéis, restaurantes e outros pontos também já começaram a recebe-los ›› , diz matéria da Gazeta do Povo. Dom Anuar Battisti, arcebispo de Maringá, o Schonborn brasileiro, já se desculpou pelo país ser católico demais e era o mais “alegre”, todo requebrante, dos bispos dançarinos no vergonhoso flash mob da JMJ.

Não que os bispos não devam se manifestar sobre assuntos desta vida terrena, de modo algum! É que a vida católica em Maringá deve estar florescendo sobremaneira, de modo que o senhor arcebispo tem muitíssimo tempo disponível para lidar com outras matérias que não são de sua competência…

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Cartão vermelho: CNBB distribui folhetos com críticas à gestão do governo para a Copa

O Globo – RECIFE — A Pastoral do Turismo da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) está atribuindo “cartão vermelho” à “ inversão de prioridades” no uso do dinheiro público do país para eventos como a Copa do Mundo, e critica o fato de o governo delegar “responsabilidades públicas” a grandes corporações e entidades privadas que se apropriam do esporte.

A confederação ressalta, no entanto, que o governo só marcará “gol da vitória” quando ninguém for perseguido por trabalhar em espaço público, e direitos dos consumidores e torcedores forem respeitados. O recado está impresso em milhares de panfletos que vão ser distribuídos nas doze cidades sede do evento mundial.

Em três línguas – português, espanhol e inglês – os folhetos foram produzidos especificamente para a Copa do Mundo, segundo informou o Coordenador Nacional da Pastoral do Turismo da CNBB, Dom Anuar Battisti. Eles já começaram a circular nas dioceses, estão prontos para a distribuição, e expressam “a preocupação das Igrejas” com oito pontos que merecem “cartão vermelho”. O primeiro deles é “a exclusão de milhões de cidadãos ao direito à informação e à participação nos processos decisórios sobre as obras que foram realizadas para a Copa”.

A CNBB também reclama da remoção “de famílias e comunidades para a construção de obras dos estádios ou de mobilidade, “com violação ao direito de moradia em comunidades e bairros populares”. Criticam “a inversão de prioridades para com o dinheiro público que deveria servir, prioritariamente, para a saúde, educação, saneamento básico, transporte e segurança”.

Citam o aprofundamento das “desigualdades urbanas” e a degradação ambiental. E também “a apropriação do esporte por entidades privadas e grandes corporações, a quem os governos vêm delegado responsabilidades públicas”. Segundo Dom Anuar, houve exagero nas despesas com o evento esportivo:

- O que foi gasto na construção de estádios e outras obras foi um absurdo. Mas não adianta mais reclamar, porque a Copa vai acontecer de fato. Então resolvemos dar esse alerta, disse o religioso.

- O jogo vai começar, e o Brasil se torna um imenso campo de futebol sem arquibancadas ou camarotes. Somos convocados a formar um único time, no qual somos todos titulares do jogo da vida – dizem os folhetos, alertando que “uma vitória de todos” só acontecerá se algumas das exigências fundamentais forem cumpridas.

A entidade enumera seis iniciativas que representam “gol da vitória”. Entre elas, a garantia de que a população de bairros populares e moradores de rua tenham direito de permanecer em suas localidades. Pedem, ainda, que ninguém seja perseguido por trabalhar em espaço público, e que movimentos sociais não sejam criminalizados e tenham respeitado o direito de ir a manifestações de rua.

No fim, a Pastoral afirma que, “como Igreja, nos comprometemos a acompanhar torcedores e jogadores, nas suas demandas por momentos de espiritualidade e encontro com Deus, bem como ser presença orante durante toda a Copa”. Eles fazem, ainda, apelo para que populações vulneráveis sejam acompanhadas “especialmente aquelas em situação e rua, para que não sejam retiradas de logradouros públicos, durante a Copa, e depois devolvidas às ruas, como objetos que atrapalhem a realização do evento”. Além dos folhetos, a Pastoral do Turismo orientou as dioceses para que promovam missas em várias línguas durante o evento mundial.