Posts tagged ‘CNBB’

27 março, 2015

CNBB reclama.

Por Lauro Jardim | Veja.com – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil entrou com um questionamento ontem no STF contra a demora do ministro Gilmar Mendes para pôr em votação a proibição do financiamento privado de campanha. Há um ano, Mendes segura o processo em seu gabinete.

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16 março, 2015

Editorial: CNBB: opção preferencial pela pobre… Dilma.

CNBB: trabalhando na maquiagem!

Fratres in Unum.com – Na última quinta-feira, 12, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil foi recebida por Dilma Rousseff, que implorou a misericórdia dos bispos para que não apoiassem qualquer iniciativa de impeachment. Ao fim do encontro, em entrevista coletiva, Dom Raymundo Damasceno Assis manifestou sua dócil e filial aceitação do pedido.

A nota que o Conselho Permanente da CNBB publicou em nome dos bispos católicos do Brasil a respeito da manifestações, que ainda estavam por ocorrer, é um insulto à inteligência humana, um desrespeito ao povo brasileiro e uma infidelidade à vocação profética do verdadeiro episcopado católico. A mesma Conferência Episcopal, que há 25 anos convocou os fieis católicos para uma “Vigília pela Ética na Política”, pedindo a saída do Presidente Collor, agora acha que o “impeachment de Dilma enfraqueceria instituições”.

Uma multidão de brasileiros vai às ruas. O povo está cansado de ser palhaço, mas a CNBB continua trabalhando na maquiagem!

Uma multidão de brasileiros vai às ruas. O povo está cansado de ser palhaço, mas a CNBB continua trabalhando na maquiagem!

E eis que chega o histórico domingo, 15 de março de 2015. E, quem poderia esperar?, as manifestações ultrapassaram de longe todas as expectativas! Milhões de brasileiros pediram o fim do governo petista. Surpresa colossal no Planalto e, certamente, no QG da CNBB em Brasília. A presidência da entidade, ágil e ávida em emitir notas, até agora observa um silêncio sepulcral em relação ao que se viu ontem nas ruas do país…

No entanto, caso ela se pronuncie, podemos esperar algo diferente?

É improvável. A direção da CNBB já fez a sua opção. E ela é irrenunciável, irretratável, claríssima: é preciso proteger a sua cria, o primogênito da esquerda dita católica, o Partido dos Trabalhadores — os comparsas mais avermelhados, eufemisticamente, falam em “respeitar a Constituição”, eles, que há poucos meses colhiam assinaturas nas portas das paróquias por uma nova constituinte!

Domingo, 15 de março de 2015 - Jovens protestam em São Paulo contra a CNBB.

Domingo, 15 de março de 2015 – Jovens protestam em São Paulo contra a CNBB.

Mas, e os Bispos do Brasil, não vão dizer nada? Renunciarão a orientar o rebanho que lhes foi pessoalmente confiado, outorgando seu múnus a meia dúzia de burocratas que pretendem representar a Igreja no Brasil e que têm criado divisão no episcopado por sua agenda? Vão deixar a Presidência e o Conselho Permanente consolidar nossa Conferência Episcopal como mais um mero Ministério do governo Dilma?

Na entrevista coletiva dada na última quinta-feira, Dom Damasceno e Dom Leonardo Steiner fizeram o mesmo papel dos dois ministros “testas-de-ferro” fizeram no domingo à noite. Pena que não foi em cadeia nacional e o povo não ficou sabendo, porque mereceriam um panelaço dos fieis! Pena que os nossos Bispos, em sua maioria, não são afeitos à tecnologia, porque mereceriam um tuitaço do episcopado: Damasceno/Steiner #NaoMeRepresenta.

Esperemos que o tuitaço venha, ainda que com um mês de atraso, na próxima Assembleia Geral dos Bispos. Mas, no caso, não é necessário falar de impeachment. Haverá eleições para se escolher a nova presidência da entidade.

Dom Joaquim Mol, bispo-auxiliar de Belo Horizonte, já está em campanha há meses e é o nome mais cotado para a Secretaria Geral, no lugar de Dom Leonardo Steiner. Para quem não sabe, Dom Mol é o garoto propaganda (não tão garoto assim!) da reforma política do PT, ops, perdão, da CNBB. Uma reforma que tem uma única finalidade: arranjar uma saída eleitoral para a esquerda continuar no poder e terminar o trabalho de transformar o Brasil em Venezuela.

E assim, enquanto os cidadãos brasileiros, em sua esmagadora maioria católicos, vão às ruas para pedir mudança, a Presidência da CNBB vai ao Palácio do Planalto!

E assim, enquanto os cidadãos brasileiros, em sua esmagadora maioria católicos, vão às ruas para pedir mudança, a Presidência da CNBB vai ao Palácio do Planalto!

Vamos parar com a palhaçada! Chega de maquiagem!

Nós, fiéis, queremos mudança!

Que nossos bispos ouçam os anseios do povo de Deus! Que os burocratas da CNBB saiam daquela horrível sede em Brasília, abandonem a papelada dos documentos bases desvairados e análises de conjunturas tendenciosas, façam um verdadeiro corte de gastos demitindo os assessores que tantas vezes amordaçam as vozes dos poucos bispos fiéis e oneram nossas dioceses, e sejam pastores com cheiro de ovelha!

Queremos Deus, queremos a verdadeira doutrina da Fé, queremos a pureza dos costumes, queremos a celebração digna dos sacramentos!

Fora Teologia da Libertação, fora Campanha da Fraternidade!

Fora Dilma, fora PT!

Caro leitor, não deixe de manifestar seu descontentamento pelas redes sociais.

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#MudaCNBB!

#CNBBNãoMeRepresenta!

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9 março, 2015

E a CNBB vai rachando.

Reforma Política encabeçada pela CNBB não têm o consenso de todos os bispos, afirma o Primaz do Brasil

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger concedeu entrevista a ZENIT sobre o tema: Campanha da Fraternidade e Reforma Política

Brasília, 09 de Março de 2015 (Zenit.org) Thácio Siqueira |Nomeado pelo Papa Bento XVI, em 2011, o arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil, dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, concedeu uma entrevista a ZENIT sobre o tema: Campanha da Fraternidade e Reforma Política.

Nessa exclusiva, o Primaz do Brasil afirmou que as propostas da Reforma Política, encabeçada pela CNBB, não tiveram a participação de todos os bispos. “Preferiria uma proposta nossa e, quem concordasse com elas, participasse de nossa campanha”, disse.

Acompanhe a íntegra da entrevista abaixo:

* * *

ZENIT: Ultimamente, referindo-se ao tema da Reforma Política e da Campanha da Fraternidade no Brasil, o senhor tem falado que não é papel da Igreja ocupar o lugar do Estado. Por que essa é a sua opinião?

Dom Murilo: A Constituição de nosso país reconhece ser dever do Estado cuidar da saúde, da educação, da escola etc. Nesse campo, atualmente a Igreja tem um papel supletivo – isto é, deve atuar onde não há a presença do Estado ou onde tal presença não é suficiente. No passado, quando a organização social era muito limitada, a Igreja sentia ser seu dever abrir hospitais, creches, escolas etc. Hoje só tem sentido manter essas obras ou fundá-las se, com seus valores, a Igreja quiser “fazer a diferença” – isto é, apresentar uma maneira própria de curar, educar, formar etc. Essa “maneira própria” são as motivações evangélicas isto é, o desejo de mostrar como vemos o doente, o jovem a ser educado, o idoso abandonado, a partir do que nos ensinou Jesus. Se for para ter, por exemplo, um escola “como as outras”, sem os valores do Evangelho, não valeria a pena tanto esforço, mesmo que se tratasse de uma escola de boa qualidade. Afinal, como bem insiste o Papa Francisco, a Igreja não é uma ONG, mas uma extensão da presença de Cristo no mundo.

ZENIT: A CNBB é uma entidade séria e necessária para a nossa Igreja, mas existe a possibilidade de que os seus colaboradores errem?

Dom Murilo: Onde há seres humanos há a possibilidade de erros. Minha longa experiência na CNBB tem me mostrado que se pode falar da presença do Espírito Santo naquelas iniciativas que foram rezadas, refletidas e debatidas por todos os bispos. Assim, num documento aprovado, não prevalece a ideia de um ou de outro; nossos documentos oficiais são a síntese do que os bispos pensam. Pode-se dizer, então, que aquele texto é o que o Espírito Santo está querendo falar às nossas Dioceses. Não digo o mesmo de iniciativas de pequenos grupos ou de comissões, onde facilmente pode prevalecer a ideia de uma pessoa ou de um grupo. Nesse caso, o que for apresentado não é um texto “da” CNBB, mas sim daquela comissão.

ZENIT: O que significa uma conferência episcopal encabeçar essa campanha de reforma política?

Dom Murilo: O Brasil enfrenta problemas sérios e graves. A Igreja não pode ignorá-los. Com o Evangelho nas mãos, deve dar uma orientação, apresentar critérios, ajudar na reflexão. De minha parte, nesta campanha de reforma política eu preferiria que a própria Igreja apresentasse suas propostas, fruto da reflexão de todos os Bispos, como foi feito por ocasião da Constituinte, em que a CNBB apresentou um texto riquíssimo: “Por uma nova ordem constitucional”. Nesse documento, estava claro o que a Igreja no Brasil tinha como proposta para a Constituição que estava sendo preparada para ser posteriormente aprovada. Nem todas as nossas propostas foram aceitas; hoje, não poucas pessoas reconhecem que com isso quem perdeu foi o país. Desta vez, na campanha pela reforma política, a CNBB participa de um processo que engloba dezenas de grupos da sociedade civil. As propostas feitas são, pois, expressão do que esses grupos desejam, fruto da busca de consenso. Assim, algumas das propostas não correspondem ao que nós bispos defendemos ou, ao menos, o que muitos bispos pensam; nem algumas propostas que julgamos importantes estão ali. Repito, preferiria uma proposta nossa e, quem concordasse com elas, participasse de nossa campanha – como aconteceu por ocasião da Constituinte. Por sinal, a grande maioria das assinaturas que estão sendo colhidas são fruto do trabalho feito em nossas Dioceses e em nossas Paróquias – ao menos é o que acontece aqui na Bahia. Não creio que seja diferente nos outros estados do Brasil.

ZENIT: O projeto em questão, por exemplo, propõe o financiamento das campanhas com o dinheiro do povo, esse mesmo dinheiro público que mal dá para nos garantir saúde, educação e segurança, além de entrar no mérito das discussões de “gênero” e do voto de “lista fechada”, tudo de acordo com a vontade do partido atualmente no poder. Por que um assunto tão opinável, e em pontos, até mesmo contrário à filosofia cristã, está sendo proposto como algo bom e que deve ser abraçado pelos católicos do Brasil?

Dom Murilo: Em parte, penso já ter respondido a essa pergunta. Ao aceitar participar de uma iniciativa que engloba dezenas de entidades, deu no que deu. Insisto: tais propostas não tiveram a participação de todos os Bispos; são fruto, sim, de uma reflexão que envolveu principalmente algumas comissões episcopais.

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6 março, 2015

Igreja e sociedade atual segundo Dom Damasceno.

Prof. Hermes: Há muitos projetos de “reforma política” em tramitação no Congresso Nacional. Por que justamente o que favorece o PT é apoiado pela CNBB? Como convergir doutrina e pastoral no Sínodo dos Bispos? A reforma da cúria romana viabilizará a autonomia das conferências episcopais, acenada na Evangelii Gaudium? Estas e outras questões responde Dom Raymundo Damasceno Assis

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Presidente da CNBB fala sobre Reforma Política, Sínodo dos Bispos, reforma da cúria romana e outros temas.

hermesSão Paulo, 04 de Março de 2015 (Zenit.org) Prof. Hermes Rodrigues Nery –  Na segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015, às 10:30, estivemos, com Flávia Camargo, na residência do Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e Presidente também do Sínodo dos Bispos, a realizar-se em outubro deste ano, no Vaticano. Dois temas foram objeto de atenção especial na audiência: 1º) a Reforma Política e 2º) o Sínodo dos Bispos. Inicialmente, queríamos já gravar a conversa, mas Dom Damasceno preferiu primeiro que apresentássemos os nossos questionamentos e discorrêssemos sobre o assunto, ao qual ele faria suas colocações, para, em seguida, fazer uma súmula do que havia sido conversado, em forma de uma breve entrevista. Foi o que ocorreu. Ficamos por quase duas horas tratando dos temas acima mencionados, e somente, ao final, em quase trinta minutos, ele expôs sua posição sobre os temas, em entrevista gravada. Ainda, foi possível acrescentar na entrevista rapidamente o tema da reforma da cúria romana e o aceno que se faz na Evangelii Gaudium de autonomia às conferências episcopais.

21 fevereiro, 2015

Os bispos de Francisco na perspectiva de um TL.

Artigo de Unisinos insinua um suposto descompasso entre o Núncio Apostólico no Brasil e o Papa Francisco… com o propósito de queimar o Núncio, óbvio.

Os “novos” bispos de Francisco no Brasil: mudar para que as coisas continuem as mesmas 

IHU – Analisando as 41 nomeações episcopais para o Brasil, podem significar “a continuidade do “espírito wojtyliano-ratzingeriano”: pouca preocupação pastoral-missionária de uma “Igreja acidentada” e mais a preocupação com as dimensões administrativa, disciplinar e moral típicas de uma “Igreja autorreferencial”, constata Sérgio Ricardo Coutinho, professor de História da Igreja no Instituto São Boaventura de Brasília e de “Serviço Social, Religião e Movimentos Sociais” no curso de Serviço Social do Centro Universitário IESB de Brasília.

Segundo ele, “se tomarmos as indicações do Papa Francisco aos bispos do CELAM, durante encontro realizado no último dia da Jornada Mundial da Juventude de 2013, parece que, com estas nomeações-remoções, o lugar do Bispo continua o mesmo de sempre: “à frente”, com sua “psicologia de príncipe” e fortalecendo o fenômeno do “bispo-polígamo” (termo usado pelo Papa Francisco), ou seja, vivendo na expectativa de ser esposo de “outra Igreja”. Sem dúvida que já existem alguns destes que se colocaram ou que querem se colocar “no meio” do seu povo “para mantê-lo unido e neutralizar as debandadas”, mas levará ainda algum tempo para que se coloquem também, e fundamentalmente, “atrás” “porque o próprio rebanho tem seu faro para encontrar novos caminhos”.

Eis o artigo.

No momento em que o Papa Francisco realiza um novo Consistório com a nomeação de 16 novos cardeais com direito a voto e que procura mudar e universalizar radicalmente a configuração da geopolítica eclesiástica da Cúria Romana, talvez já seria o momento de verificarmos qual é o rosto dos novos bispos nomeados, e também a configuração geopolítica eclesiástica, da Igreja no Brasil nestes quase dois anos de pontificado.

Desde maio de 2013, até o mês de janeiro deste ano, Papa Francisco fez 41 novas nomeações episcopais para o Brasil, sendo que 85% delas (36) foram de remoções (seja de uma diocese para outra, seja da condição de bispo-auxiliar ou prelado nullius para a condição de [arce]bispo titular da diocese).

Dos 17 novos bispos ordenados, 9 foram nomeados para as grandes Arquidioceses do Brasil na condição de bispos-auxiliares, atendendo, assim, aos pedidos dos arcebispos de São Paulo, Salvador, Olinda e Recife, Belém do Pará, Brasília e Goiânia. Só para a Arquidiocese de São Paulo foram nomeados 4 novos bispos-auxiliares, revelando bem a influência do cardeal D. Odilo Scherer.

Os 36 remanejados, em sua grande maioria, foram feitos bispos por Bento XVI durante o período de D. Lourenzo Baldissieri como Núncio Apostólico, e agora cardeal e secretário-geral do Sínodo dos Bispos. Talvez esteja aqui um sinal da velha e boa estratégia do mote: “plus ça change, plus c’est la même chose” (“mais que se mude, mais as coisas continuam as mesmas”). Isto pode significar a continuidade do “espírito wojtyliano-ratzingeriano”: pouca preocupação pastoral-missionária de uma “Igreja acidentada” e mais a preocupação com as dimensões administrativa, disciplinar e moral típicas de uma “Igreja autorreferencial”.

Então vejamos. Destes remanejamentos, alguns chamam atenção para uma espécie de “promoção”, ou seja, saindo de dioceses “pouco significantes” para uma (arqui)diocese de maior tradição e valor simbólico-político.

Por exemplo, as nomeações de D. Jaime Spengler, OFM para a Arquidiocese de Porto Alegre (deixando de ser bispo-auxiliar); de D. José Valmor César de Bom Jesus da Lapa (BA) para São José dos Campos (SP), ou seja, do “sertão” da Bahia para a “Via Dutra”; de D. Edmilson Amador Caetano, O. Cist. de Barretos (SP) para Guarulhos (SP), da terra do “pião-boiadeiro” para a terra do “pião-operário”; de D. Fernando José Monteiro Guimarães de Garanhuns (PE) para o Ordinariato Militar (Brasília), da “diocese” de Lula para a “diocese” dos Militares.

Além deles, também D. José Luiz Majella Delgado de Jataí (GO) para a Arquidiocese de Pouso Alegre (MG); de D.Zanoni Demettino Castro de São Mateus (ES) para coadjutor da Arquidiocese de Feira de Santana (BA); de D. João José da Costa de Iguatu (CE) para coadjutor da Arquidiocese de Aracajú (SE) e de D. José Antonio Peruzzo de Palmas-Francisco Beltrão (PR) para a Arquidiocese de Curitiba (PR).

O Regional da CNBB que mais se privilegiou das nomeações (remanejamentos) foi o Sul 1 (que corresponde ao Estado de São Paulo), maior “colégio eleitoral-episcopal” do Brasil e que sempre tem um peso importantíssimo quando das eleições para a Presidência e Comissões Pastorais da CNBB. Só para dentro deste Regional foram conduzidos 13 dos 14 nomeados (somente D. Fernando Brochini saiu de Jaboticabal e foi transferido para Itumbiara-GO).

Geograficamente, continua a concentração Centro-Sul com 26 nomeações, enquanto Norte e Nordeste tiveram 10. Depois do Sul 1, foram os Regionais Centro-Oeste (Brasília e Goiás), com 6 nomeações, e Nordeste 3 (Bahia e Sergipe), com 4 nomeações, respectivamente, que mais foram contemplados. No NE 3 há um caso de remoção, a partir de informações levantadas, feita por pressão dos fiéis diocesanos devido à suspeitas de mal comportamento moral de seu bispo.

Apesar disso, algumas destas parecem ser interessantes no sentido de fortalecer ou de manter opções pastorais importantes. Este é o caso, a nosso ver, da diocese de Chapecó (SC). A saída de D. Manoel João Francisco (atual presidente do CONIC) para Cornélio Procópio (PR) pode ajudar muito o Regional Sul 2 (Paraná), que irá acolher o 14º Intereclesial das CEBs em Londrina, no fortalecimento de uma caminhada ecumênica e de participação dos leigos nas bases dentro de uma perspectiva bergogliana (“periferias existenciais”). Por outro lado, a chegada à Chapecó de D. Odelir José Magri, vindo de Sobral (CE), pode dar continuidade e fortalecer ainda mais a caminhada já feita nos últimos anos.

O perfil pastoral dos 17 novos bispos é o seguinte:

a)  Clero: diocesano: 8; religioso: 9;

b)  Famílias Religiosas:

Opus Dei (2), Josefinos (2), Franciscanos (1), Missionários do Sagrado Coração (1), Congregação da Missão (1), Oblatos (1) e Congregação da Santa Cruz (1);

c)  Formação Teológica predominante:

Direito Canônico (5), Teologia Espiritual (3) e Dogmática (2);

d)  Atividades Pastorais predominantes antes da nomeação:

Formador/Reitor/Provincial/Diretor Espiritual (11), Párocos (9), Coordenação de Pastoral/Vigário Geral (5), Ação Social [Fazenda Esperança e Cáritas] (2) e Cúria Romana [Conselho para os Textos Legislativos] (1).

e)  Geografia: Centro-Sul: 10; Norte-Nordeste: 7.

Apesar da diversidade das famílias religiosas de cunho missionário, podendo indicar assim um princípio para uma “Igreja em saída”, o que se pode ver é a força de uma “pastoral de conservação” que tanto a Conferência e oDocumento de Aparecida alertavam para a sua superação se se queria, de fato, uma “conversão pastoral”. A formação predominantemente em Direito Canônico e Dogmática, mais a experiência burocrático-administrativa em funções diretivas, onde a “virtude da obediência” é a atitude mais praticada, são sinais evidentes de continuísmos.

Além disso, a presença de 3 bispos-auxiliares (São Paulo, Brasília e Goiânia) vinculados efetivamente (e afetivamente) com o Opus Dei (o auxiliar de Brasília, D. José Aparecido Gonçalves de Almeida fez sua Pós-graduação em Direito Canônico na Universidade Santa Cruz de Roma, dirigida pela Opus Dei) seria mais um indício desta tendência.

Por outro lado, podemos também enxergar algumas possibilidades interessantes e inovadoras para um possível “efeito Francisco”: D. Irineu Roman, josefino, nomeado bispo-auxiliar de Belém, um pároco de “periferia” e com “cheiro de ovelhas”; D. Ailton Menegussi, formado em território de CEBs de São Mateus (ES), indo para a Crateús (CE) do saudoso D. Antônio Fragoso; D. Onécimo Alberton, foi Coordenador de Pastoral, presidente da Cáritas de Criciúma (SC) e com forte sensibilidade social nomeado para a diocese de Rio do Sul (SC); e do franciscano D. João Inácio Müller nomeado para Lorena (SP), território da Canção Nova, onde estava o conservador D. Benedito Beni dos Santos.

Se tomarmos as indicações do Papa Francisco aos bispos do CELAM, durante encontro realizado no último dia daJornada Mundial da Juventude de 2013, parece que, com estas nomeações-remoções, o lugar do Bispo continua o mesmo de sempre: “à frente”, com sua “psicologia de príncipe” e fortalecendo o fenômeno do “bispo-polígamo” (termo usado pelo Papa Francisco), ou seja, vivendo na expectativa de ser esposo de “outra Igreja”. Sem dúvida que já existem alguns destes que se colocaram ou que querem se colocar “no meio” do seu povo “para mantê-lo unido e neutralizar as debandadas”, mas levará ainda algum tempo para que se coloquem também, e fundamentalmente, “atrás” “porque o próprio rebanho tem seu faro para encontrar novos caminhos”.

Não sabemos se o atual Núncio Apostólico no Brasil, D. Giovanni D’Aniello, está a par deste critério eclesiológico de Francisco.

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7 janeiro, 2015

Nomeado arcebispo para Curitiba e auxiliar de Porto Alegre.

Por CNBB – Na manhã desta quarta-feira, 07 de janeiro, a Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou a decisão do papa Francisco em nomear dom José Antônio Peruzzo como arcebispo de Curitiba (PR), transferindo-o da diocese de Palmas-Francisco Beltrão, no mesmo Estado.

O papa também nomeou, nesta mesma data, padre Leomar Antônio Brustolin como bispo auxiliar da arquidiocese de Porto Alegre (RS). Atualmente, ele ocupa a função de pároco da catedral da diocese de Caxias do Sul (RS).

Trajetórias

Dom José Antônio Peruzzo é natural de Cascavel (PR). Foi nomeado bispo de Palmas-Francisco Beltrão pelo papa Bento XVI, em 24 de agosto de 2005. Tem como lema episcopal “Fazei discípulos… Ensinai”. Possui mestrado e doutorado em Ciências Bíblicas pela Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino, em Roma. Atualmente, dom José Peruzzo exerce a função de bispo referencial da Pastoral da Pessoa Idosa da CNBB.

Padre Leomar é natural de Caxias do Sul, nascido em 15 de agosto de 1967. Cursou Filosofia na Universidade de Caxias do Sul (UCS) e Teologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Foi ordenado sacerdote em 20 de dezembro de 1992.

Padre Leomar é doutor em Teologia Sistemática pela Pontifícia Università San Tommaso de Roma – Angelicum. Possui livros publicados nas áreas da Escatologia, Mariologia, Catequese e Pastoral.  Em sua trajetória sacerdotal, dedicou-se à assessoria teológico-pastoral e catequética em diversas dioceses do Brasil. No período de 2013 e 2014 participou da Comissão do Tema Central da 51ª Assembleia Geral da CNBB – “Comunidade de Comunidades, uma nova paróquia”.

Novo bispo

Em sua caminhada presbiteral, padre Leomar foi vigário da paróquia Teresa e da Catedral Diocesana de Caxias do Sul de 1992 a 2001. Desde 1993, estava como diretor do Curso de Teologia para Leigos da diocese de Caxias do Sul. Coordenou e lecionou nos cursos de pós-graduação em Ensino Religioso e Teologia Pastoral na Universidade de Caxias do Sul.

Desde 2005 atua como professor na Faculdade de Teologia (PUC-RS), onde é coordenador do Programa de Pós-graduação em Teologia.  Realiza pesquisas e ensino nas disciplinas de Antropologia Teológica, Moral Social, Pastoral Catequética e Pastoral Urbana.

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15 dezembro, 2014

A oração da ruptura. Por CNBB.

O informe abaixo nos chega de uma secretaria paroquial.

* * *

A hermenêutica da ruptura, segundo os neo-modernistas; ou  Igreja pré-conciliar x Igreja pós-conciliar.

Quem nunca ouviu “antes do Concílio Vaticano II era assim… hoje é desse modo…”? Pois bem, desta feita é a própria CNBB, através do material que as comunidades católicas vão usar na Quaresma, que faz uso dessas comparações, evidenciando assim a linha neo-modernista de interpretação do Concílio Vaticano II como ruptura para com a Tradição e História da Igreja, hermenêutica que fora rechaçada por Bento XVI, em 2005.

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No que será o Sexto Encontro da Quaresma, os católicos do Brasil inteiro que aderirem aos grupos de orações nas casas, seguindo o material enviado pela CNBB, serão obrigados a dizer que antes do Concílio Vaticano II as pessoas só olhavam para Deus no céu e não viviam a fraternidade, com uma fé vertical, esquecendo-se da horizontalidade (sic!).

Somente com e a partir do CVII é que os católicos despertaram para uma fé com compromisso com Cristo, na pessoa dos irmãos e irmãs! E isso foi um resgate do evangelho. Ou seja, por quase dois mil anos de história a igreja não produziu nenhum efeito de sua fé. Nunca teve e manteve instituições de caridade, como hospitais, escolas, asilos, nunca proporcionou educação para os povos, nunca salvou as almas dos fiéis pela administração dos sacramentos, nunca teve santos que cuidassem das coisas celestes e terrestres de forma perfeita… só depois do CVII é que a Igreja passou a viver o Evangelho. E as piedosas almas que na Quaresma só queriam rezar os mistérios dolorosos do Rosário ou a Via-Sacra, e fazer sim caridade, são obrigadas a dizer que a fé de seus antepassados era descompromissada com a realidade, com os “irmãos e irmãs”.

Detalhe, tudo isso encontra respaldo numa pessoa: o Papa Francisco! Pela primeira vez na história da Campanha da Fraternidade um papa ganha as capas dos materiais relativos à mesma campanha. A CNBB está promovendo S.S Francisco com qual interesse? De onde veio esse súbito amor ao Papa?

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10 dezembro, 2014

CNBB e MST: união indissolúvel.

Divulgação

Por CNBB – Com a finalidade de promover o debate político, apontar desafios e formular propostas para enfrentar a questão agrária brasileira na atualidade, acontece dias 10 e 11 de dezembro o seminário “Questão Agrária e Desigualdades”.

O evento será realizado no Hotel Nacional, com início previsto às 9h. Na conferência de abertura estarão o bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Guilherme Werlang, e o representante do Movimento dos Trabalhos Rurais sem Terra (MST), Alexandre Conceição.

Na quarta-feira, 10, haverá três painéis, sendo um sobre “Movimento social por terra, trabalho e teto”, com a participação do bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, do coordenador nacional do MST, João Pedro Stedile, e do ministro da secretaria geral da presidência da república, Gilberto Carvalho. Na sequência, será debatido o tema “Estado e as políticas agrárias recentes” e, em outro painel, “Clamores sociais e questões territoriais”.

Desafios e propostas

No dia 11, serão discutidas, no painel 4,  as dimensões da questão agrária brasileira e seus desdobramentos políticos. No período da tarde, terá exposição sobre a atualidade brasileira e perspectivas. Haverá, ainda, o painel sobre “Os desafios e propostas para o enfrentamento da problemática agrária”. As entidades e organizações indicaram três representantes que irão participar dos grupos para apontar os principais desafios e ações de trabalho.

São esperados para o evento pesquisadores, lideranças religiosas e políticas, docentes, representantes de movimentos afins, entre outros interessados na temática. O Seminário é uma promoção da CNBB, MST e Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA).

O encerramento do Seminário está previsto para às 17h30, com a solenidade e apresentação das ações encaminhadas para às políticas agrárias.

Confira o folder do evento

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3 dezembro, 2014

Ecce Sacerdos Magnus.

Padre Odelir 011

Dom Odelir José Magri, M.C.C.J., então bispo diocesano de Sobral, foi nomeado hoje pelo Santo Padre, o Papa Francisco, como bispo diocesano de Chapecó, SC.

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6 novembro, 2014

Papa nomeia bispo para Barretos e coadjutor de Aracaju.

CNBB – O papa Francisco nomeou hoje, 05 de novembro, dom João José Costa como bispo coadjutor da arquidiocese de Aracaju (SE), transferindo-o da sede episcopal de Iguatu (CE). Na mesma data, Francisco nomeou dom Milton Kenan Júnior como bispo da diocese de Barretos (SP), transferindo-o do ofício de bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo e titular de Acqye di Bizacena.

Natural de Taiúva, dom Milton nasceu no dia 24 de novembro de 1963. Recebeu ordenação episcopal em 27 de dezembro de 2009. Tem  como lema “Em tuas mãos”. Possui mestrado em Teologia Espiritual pela Pontifícia Faculdade de Espiritualidade “Teresianum”, em Roma.

Dom João José Costa é natural de Lagarto (SE), nasceu em 24 de junho de 1958. Foi nomeado bispo da diocese de Iguatu pelo papa emérito Bento XVI, no dia 07 de janeiro de 2009. Escolheu o lema “Servo por amor”. É membro da Ordem do Carmo (OCarm) e foi Prior do Convento do Carmo de São Cristóvão, em Sergipe.

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