Posts tagged ‘Congregação para a Doutrina da Fé’

maio 16, 2012

Os três bispos da FSSPX, um caso à parte. Resultados da reunião de hoje provavelmente com o Papa na sexta-feira.

Catholic News Service traz mais palavras do porta-voz da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, sobre a reunião de hoje da Congregação para a Doutrina da Fé para discussão da nova versão do prêambulo doutrinal apresentada pela Fraternidade São Pio X.

Lombardi indica que os Cardeais e Bispos presentes na “feria quarta”, após tomarem ciência das cartas trocadas entre os bispos da Fraternidade, pretendem apartar o dossiê sobre os bispos Tissier de Mallerais, Williamson e Galarreta: “Não que este seja um processo que necessariamente alcançará uma solução que abrace todas as posições” encontradas entre os membros da FSSPX. Mesmo se a FSSPX como um todo se reconciliar com Roma, “cada um dos bispos, individualmente, deverá assumir um compromisso”. “Não é como se houvesse uma solução que automaticamente se estenderá a todos”.

Andrea Tornielli afirma que vários Cardeais expressaram objeções e deram seu voto com reservas sobre o atual preâmbulo firmado por Fellay. O resultado desta reunião será encaminhado ao Papa, provavelmente, na próxima sexta-feira. O parecer dos Cardeais, evidentemente, não vincula o Santo Padre, que tem a última palavra sobre o caso.

Circulou nos últimos dias pela blogosfera italiana um rumor de que Bento XVI teria sido informado sobre “preâmbulo-Fellay” antes mesmo dos Cardeais, dando informalmente, de antemão, o seu “nihil obstat”. Esta comunicação, supostamente intermediada pelo secretário do Papa, Monsenhor Georg Gänswein, teria levado Fellay a lançar declarações públicas e internas sobre a importância do apelo do Papa.

maio 16, 2012

FSSPX-Roma: Comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé sobre o encontro da Congregação para a Doutrina da Fé.

Comunicado sobre a Fraternidade São Pio X

Cidade do Vaticano, 16 de maio de 2012 (VIS | Tradução: Fratres in Unum.com) – No início desta tarde [horário de Roma], a Sala de Imprensa da Santa Sé publicou o seguinte comunicado sobre a Fraternidade São Pio X:

“Como informado pelas agências de notícias, hoje, 16 de maio de 2012, uma Sessão Ordinária da Congregação para a Doutrina da Fé se reuniu para discutir a questão da Fraternidade São Pio X.

Em particular, o texto da resposta de Dom Bernard Fellay, recebido em 17 de abril de 2012, foi examinado e algumas observações, que serão consideradas em discussões posteriores entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X, foram formuladas.

A respeito da posição tomada pelos outros três bispos da Fraternidade São Pio X, sua situação será tratada separada e individualmente”.

maio 15, 2012

“Viena precisa esclarecer”.

IHU – A congregação vaticana para a Doutrina da Fé teria pedido esclarecimentos para o arcebispo de Viena, o cardeal Christoph Schönborn, sobre o episódio de um jovem gay eleito para o conselho pastoral de uma paróquia austríaca, informa a imprensa austríaca.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 14-05-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A história remonta há algumas semanas, quando um jovem austríaco, Florian Stangl (foto), que habita com seu parceiro, foi eleito com grande maioria para o conselho pastoral da paróquia de Stützenhofen, ao norte de Viena, contra o parecer do pároco, Gerhard Swierzek.

Schönborn se encontrou com o jovem e com o seu companheiro, e defendeu a sua eleição. Depois dos primeiros protestos, Schönborn explicou que, se a “norma” para a Igreja continua sendo o casal heterossexual, no entanto, é necessária “paciência” pastoral com relação a todos os casais irregulares.

“Agora – informa o jornal austríaco Der Standard – o dicastério vaticano encarregado pela salvaguarda da ortodoxia teria enviado uma carta a Schönborn para lhe pedir esclarecimentos e, no caso de não chegar uma resposta, o purpurado seria convidado para uma conversa por ocasião da sua próxima visita a Roma”.

maio 6, 2012

Foto da semana.

Grupo de “católicos praticantes” protestam diante da residência do Núncio Apostólico em Dublin, Irlanda, no último dia 30. Amordaçados, seguram cartazes com os seguintes dizeres: “Liberdade de expressão”, “Vaticano II, morto ou vivo?” e “O Vaticano está silencionando Cristo”. O motivo do protesto: a decisão da Congregação para a Doutrina da Fé de silenciar 5 padres, alguns deles membros da “Associação de Padres Católicos”, favoráveis ao fim do celibato, à ordenação de mulheres e outras novidades. Fonte: Le Forum Catholique.

abril 27, 2012

Padre Nicola Bux e o perigo do Vaticano II como “super-dogma”. “Com a hermenêutica da reforma na continuidade, o Papa ofereceu um critério para afrontar a questão e não para fechá-la. Não se pode ser mais papista que o Papa”.

Teólogo, liturgista, consultor do Gabinete para as Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice e das Congregações para a Doutrina da Fé e para as Causas dos Santos, monsenhor Nicola Bux, nascido em 1947, é conhecido como “muito próximo do Papa Bento XVI”. E precisamente ele, pouco mais de um mês atrás, deu o que falar no ambiente eclesial com uma carta aberta ao superior geral e aos sacerdotes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, fundada por Mons. Lefebvre, convidando-os a aceitar a mão estendida de Bento XVI.

Os observadores chegaram todos à conclusão mais lógica: o Papa quer fortemente a reconciliação.

Padre Nicola Bux.

Padre Nicola Bux.

Esta conclusão – explica monsenhor Bux ao Foglio – é ao mesmo tempo exata e imprecisa. É exata, porque Bento XVI quer esta reconciliação e pensa que não pode haver outra solução imaginável para o assunto da Fraternidade fundada por monsenhor Lefebvre. É imprecisa, se lhe atribuem um caráter político. Não há nada mais distante da mente deste Papa. Ratzinger é uma pessoa que não pensa e não atua em função da política eclesial. Por isso, muito frequentemente, é mal compreendido. E tanto mais vale isso para a questão da Fraternidade São Pio X: para ele, trata-se apenas do retorno definitivo e pleno à casa de muitos de seus filhos, que poderão fazer bem à Igreja.

Portanto, leituras de direita ou de esquerda seriam parciais, porém, não será fácil tirá-las do interior da própria Igreja. Como deveria se posicionar um católico em face a um acontecimento como a reconciliação entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X?

É necessário reler com atenção o que Bento XVI escrevia em 10 de março de 2009 na “Carta aos bispos” para explicar as razões da remissão da excomunhão dos quatro bispos ordenados por monsenhor Lefebvre: “Podemos ficar totalmente indiferentes diante de uma comunidade com 491 sacerdotes, 215 seminaristas, 6 seminários, 88 escolas, 2 institutos universitários, 117 religiosos, 164 religiosas e milhares de fiéis? Devemos realmente deixá-los tranquilamente ir à deriva longe da Igreja? (…) Logo, o que será deles?”.

Aqui está o coração de Bento XVI. Penso que se muitos homens da Igreja atuassem segundo este coração, não poderiam mais que alegrar-se pela conclusão positiva desta questão.

Talvez a oposição à vontade de Bento XVI nasça do fato de que muitos fazem a equivalência: reconciliação com os lefebvristas é igual a desautorização do Vaticano II.

Veja, o primeiro “acordo”, se quisermos chamá-lo assim, ocorreu no Concilio de Jerusalém entre são Pedro e são Paulo. Portanto, o debate, ainda que seja feito pelo bem da Igreja, não é tão escandaloso.

Outra constatação: os que isolaram o Concilio Vaticano II da historia da Igreja e o supervalorizaram com relação às suas mesmas intenções, não duvidam em criticar, por exemplo, o Concilio Vaticano I ou o Concilio de Trento. Há quem afirme que a Constituição dogmática Dei Filius do Vaticano I foi suplantada pela Dei Verbum do Vaticano II: isso é teologia fantasiosa.

Por outro lado, parece-me boa teologia aquela que expõe o problema do valor dos documentos, de seu magistério, de seu significado. No Concilio Vaticano II existem documentos de valor diverso e, portanto, de força vinculante diversa, que admitem diversos graus de discussão. O Papa, quando ainda era o cardeal Ratzinger, em 1988, falou do risco de transformar o Vaticano II em um “super-dogma”. Agora, com a hermenêutica da reforma na continuidade, ofereceu um critério para afrontar a questão e não para fechá-la. Não se pode ser mais papista que o Papa. Os Concílios, todos os Concílios e não apenas o Vaticano II, devem ser acolhidos com obediência, porém, pode-se avaliar de maneira inteligente o que pertence à doutrina e o que deve ser criticado. Não por acaso, Bento XVI convocou o Ano da Fé, porque a fé é o critério para compreender a vida da Igreja.

Como católicos, se deixamos bater docilmente nosso coração com o de Bento XVI, que devemos esperar da reconciliação definitiva entre Roma e a Fraternidade São Pio X?

Certamente não a vingança de uma facção sobre a outra, mas sim um progresso na fé e na unidade que são o único testemunho para que o mundo creia. Que sentido há na retórica do diálogo com o ateu, com o agnóstico, com o suposto “crente de outra maneira”, se não há alegria pela reconciliação com os irmãos na fé? Nosso Senhor nos ensinou: não é o diálogo com o mundo o que converterá o mundo, mas sim a nossa capacidade de estarmos unidos. Nesse período, recorro frequentemente a uma oração composta pelo cardeal Newman: “Senhor Jesus Cristo, que quando estavas sofrendo orou por teus discípulos para que fossem um até o final, como és Tu com o Padre e o Padre contigo, derrubai os muros de separação que dividem os cristãos de diversas denominações. Ensina a todos que a Sé de Pedro, a Santa Igreja de Roma, é o fundamento, o centro e o instrumento desta unidade. Abri seus corações à Verdade, por tanto tempo esquecida, de que nosso Santo Padre, o Papa, é Teu Vigário e Representante. E assim como no Céu existe uma só companhia santa, assim sobre esta terra haja uma só comunhão que professe e glorifique o Teu Santo Nome”.

Tradução de Fratres in Unum.com a partir do texto em espanhol publicado em: La Buhardilla de Jerónimo

Fonte original: Messainlatino

abril 26, 2012

Santa Sé – FSSPX: o perigo de forçar as coisas e uma terceira via.

Por Carmelo López-Arias – Religión en Libertad

Para entender a atitude (partilhada ou não) da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) em suas conversações com a Santa Sé, é fundamental compreender um ponto: a saber, que para a Fraternidade o essencial nunca foi “seu” problema, isto é, a situação de excepcionalidade canônica em que se encontra, mas sim a situação de excepcionalidade doutrinal em que se encontra a Igreja em seu conjunto, reconhecida de uma ou outra forma – embora obviamente não avaliada no mesmo sentido que a FSSPX — por Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI.

Nas últimas jornadas se multiplicaram vazamentos, artigos de opinião e declarações que dão por certo que haverá um acordo sobre o Preâmbulo Doutrinal prévio à normalização canônica.

A Fraternidade saiu ao encalço desses rumores afirmando que está “diante de uma etapa, não diante de uma conclusão” do processo. E que, portanto, o resultado é incerto.

“A verdade é que não há nada definitivo, nem no sentido de um reconhecimento canônico, nem no sentido de uma ruptura, e que estamos na expectativa”, dizia a seus sacerdotes o bispo Bernard Fellay, superior geral da FSSPX, em uma circular interna de 14 de abril, apenas três dias antes de sua resposta à Congregação para a Doutrina da Fé.

Enquanto isso, foram difundidas informações segundo as quais, em 23 de março, a comissão Ecclesia Dei, após uma visita canônica ao Instituto Bom Pastor (sociedade de vida apostólica aprovada em 2006 pela Congregação do Clero e fundada pelo padre Philippe Laguérie e por antigos sacerdotes da FSSPX), havia assinalado que os professores de seu seminário devem “insistir na hermenêutica da renovação na continuidade baseando-se na integridade da doutrina católica exposta pelo Catecismo da Igreja católica”, mais do que em “uma crítica, embora seja séria e construtiva, do Concilio Vaticano II”.

Este é justamente o ponto capital que a FSSPX quer precisar tendo em vista a sua normalização canônica. Teólogos romanos como Brunero Gherardini ou Nicola Bux, bons conhecedores do assunto, apelaram à Fraternidade para convencê-la de que o lugar teológico do Concilio Vaticano II é matéria discutida e não será utilizado contra a Fraternidade no futuro caso ela assine um acordo.

Este é o xis da questão que se apresenta nesses dias.

Não é bom criar artificialmente um clima de opinião que dá por ocorrido algo que não aconteceu e utilizar esse clima para compelir a FSSPX a uma situação em que “não pode não assinar”. Paradoxalmente, esse clima ajuda muito pouco ao sucesso das conversações, pois se Fellay buscasse um acordo canônico, ele poderia tê-lo obtido ao menos há cinco anos. O que ele busca é uma base doutrinal que abra um caminho para toda a Igreja no qual a FSSPX seja somente um peão a mais.

De sua parte, a Santa Sé busca conciliar essa posição doutrinal da FSSPX sem relativizar o valor do Concilio Vaticano II justamente no ano de seu cinquentenário, porém, ao mesmo tempo sem dar a impressão de exigir à FSSPX algo que não está exigindo a ninguém mais.

Esse é o dilema para ambas as partes. E as pressões não ajudam, porque entre o acordo e a ruptura há também opções intermediárias ou terceiras vias, como, por exemplo, o prolongamento de um status quo tácito de boa vontade que, nos últimos anos, com altos e baixos, com claros e escuros, tem sido conveniente a ambas partes à espera de tempos mais propícios.

abril 20, 2012

Vaticano anuncia reforma da conferência de religiosas americanas.

Por CNA/EWTN News | Tradução: Fratres in Unum.com -  O Vaticano convocou uma reforma em meio a uma “crise” doutrinal dentro da Conferência de Liderança de Mulheres Religiosas dos EUA (LCWR), nomeando o Arcebispo J. Peter Sartain de Seattle para liderar os esforços de renovação.

A nomeação foi feita quando a Congregação Vaticana para a Doutrina da Fé revelou os resultados de sua avaliação doutrinal plurianual da conferência de mulheres, que tem mais de 1.500 membros em todo o país.

O documento de avaliação explicou que “está claro que é necessário enfatizar mais tanto o relacionamento da LCWR com a Conferência de Bispos quanto à necessidade de oferecer um fundamento doutrinal sólido na fé da Igreja.”

Iniciado pela Congregação para a Doutrina da Fé em 2008, a avaliação foi conduzida pelo Bispo Leonard P. Blair de Toledo, Ohio, membro da comissão doutrinal de bispos dos EUA.

As principais descobertas da avaliação incluíram graves erros teológicos e doutrinais nas apresentações em assembléias anuais da conferência em anos recentes.

Diversos discursos descreviam uma visão religiosa que é incompatível com a fé da Igreja, disse a avaliação. Alguns tentaram justificar a dissidência da doutrina da Igreja e demostraram “pouca consideração pelo papel do Magistério.”

O documento citava um discurso sobre religiosas “que ia para além da Igreja” e até mesmo para além de Jesus. Tais posições – que constituem “uma rejeição da fé” e “grave fonte de escândalo” – frequentemente passam incontestadas pela LCWR, afirmava o documento.

Ele também observou uma falta de formação doutrinal suficiente no material preparado para novas superioras e formadoras, que poderá estar reforçando a confusão na doutrina da Igreja.

Além disso, expressou receios sobre “determinados temas radicais incompatíveis com a fé católica” que eram prevalentes em alguns programas e apresentações patrocinadas pela conferência, e arriscava a distorcer o ensinamento da Igreja sobre a divindade de Cristo, a Santíssima Trindade, a Eucaristia e a inspiração das Sagradas Escrituras.

A avaliação observou que as cartas das autoridades da LCWR deram a entender uma dissensão do ensinamento da Igreja sobre a sexualidade humana e protestaram quanto às ações da Santa Sé sobre a ordenação de mulheres e ministério de pessoas homossexuais.

Ela também afirmou que enquanto o grupo de religiosas tem sido uma forte promotora de questões de justiça social, ele tem permanecido em silêncio sobre o direito a vida da concepção à morte natural, um tópico promitente no debate público nos EUA ao redor do aborto e da eutanásia.

Para abordar esses “sérios problemas doutrinais”, o Arcebispo Sartain recebeu um mandato de cinco anos para trabalhar com a liderança da LCWR em esforços de renovação.

O arcebispo irá reportar-se regularmente à Santa Sé e será auxiliado pelo Bishop Blair e pelo Bishop Thomas J. Paprocki de Springfield, juntamente com um grupo consultivo incluindo clérigos, religiosas e outros peritos.

O Arcebispo Sartain trabalhará com a conferência para revisar os seus estatutos, que serão submetidos para aprovação pela Santa Sé e para examinar os seus vínculos com organizações afiliadas.

Palestrantes e apresentações futuras em programas e assembleias importantes estarão sujeitos à aprovação do arcebispo, que também trabalhará para criar novos programas de formação a fim de proporcionar uma maior compreensão do ensinamento da Igreja.

Além disso, o arcebispo Sartain irá “rever e oferecer orientação” na aplicação de normas e textos litúrgicos”, garantindo, por exemplo, que a Eucaristia e a Liturgia das Horas recebam a devida prioridade nos eventos da LCWR.

O Cardeal William Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, disse que as descobertas da avaliação doutrinal têm por objetivo “fomentar uma renovação paciente e colaborativa desta conferência de superiores principais.”

Ele expressou a esperança de que as novas medidas ajudarão a “proporcionar uma forte base doutrinal” para as “muitas iniciativas e atividades louváveis” da LCWR.

abril 18, 2012

Comunicado da Casa Geral da Fraternidade São Pio X.

Fonte: DICI | Tradução: Fratres in Unum.com

A mídia está anunciando que Dom Fellay enviou uma “resposta positiva” à Congregação para a Doutrina da Fé, e que consequentemente a questão doutrinal entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X agora está resolvida.

A realidade é diferente.

Em uma carta datada de 17 de abril de 2012, o Superior Geral da Fraternidade São Pio X respondeu à solicitação de esclarecimento, feita a ele em 16 de março pelo Cardeal William Levada, sobre o Preâmbulo Doutrinal entregue em 14 de setembro de 2011. Como indica o comunicado de imprensa de hoje da Comissão Ecclesia Dei, o texto desta resposta “será examinado pelo dicastério (Congregação para a Doutrina da Fé) e depois submetido ao juízo do Santo Padre”.

Trata-se, portanto, de um estágio, e não de uma conclusão.

Menzingen, 18 de abril de 2012.

abril 18, 2012

O comentário do porta-voz da FSSPX.

Por Jacques Berset, Apic | Tradução: Fratres in Unum.com

Paris/Menzingen, 18 de abril de 2012 (Apic) | Entre Roma e a Fraternidade São Pio X, “estamos ainda na fase de estudo”, declarou na quarta-feira, 18 de abril, à Apic, o Padre Alain Lorans, responsável em Paris pela comunicação da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX).

Comentando a notícia publicada na noite de ontem pelo vaticanista Andrea Tornielli no site Vatican Insider, o porta-voz qualifica como “positivo” o fato de Dom Bernard Fellay, superior geral da FSSPX, ter respondido no início da semana aos pedidos de esclarecimento do Cardeal William Levada, prefeito da Congregação romana para a Doutrina da Fé. Mas “tudo ainda não está resolvido”.

Muito apressado.

O Padre Alain Lorans considera que Andrea Tornielli talvez conclua muito prematuramente, porque o Papa Bento XVI e a Congregação para a Doutrina da Fé devem ainda examinar os esclarecimentos dados por Dom Fellay relativos ao preâmbulo doutrinal apresentado em setembro de 2011. A Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) havia solicitado à Fraternidade São Pio X, em 16 de março de 2012, que esclarecesse a sua posição sobre este preâmbulo doutrinal durante um encontro no Vaticano com o seu superior geral. A Fraternidade tinha até 15 de abril para dar uma nova resposta, o que foi feito.

O responsável em Paris pela comunicação da Fraternidade espera o comunicado do Vaticano – que deveria ocorrer, segundo ele, na quarta-feira 18 de abril [e já ocorreu]– para fazer uma comunicação oficial. Se a informação for confirmada, marcaria o fim de uma separação de cerca de 24 anos, após a ruptura causada pelo “cisma de Ecône” de 1988, que viu a excomunhão de Dom Marcel Lefebvre por ter ordenado quatro bispos tradicionalistas sem o aval de Roma. (apic/be)

abril 18, 2012

O comentário do Padre Lombardi: “Encorajadora”.

A notícia de hoje é que ontem a resposta de Dom Fellay, que havia sido solicitada pelo Cardeal Levada no último encontro, foi entregue à Congregação, à Comissão Ecclesia Dei, à Congregação para a Doutrina da Fé, Agora, esta resposta, é uma resposta que, nas palavras daqueles que a puderam ver, é uma resposta muito diferente da última, e isso é encorajador, nós caminhamos adiante. Mas, naturalmente, nós também encontramos na resposta o acréscimo de alguns detalhes ou integrações ao texto do preâmbulo doutrinal que foi proposto pela Congregação para um acordo doutrinal, e esta resposta será discutida, será examinada primeiro pela Congregação para a Doutrina da Fé, em um de seus encontros nas próximas semanas e, depois, naturalmente, será examinada diretamente pelo Papa. Pode-se dizerque os passos adiante foram feitos, isto é, que a resposta, a nova resposta, é particularmente encorajadora, mas ainda há desenvolvimentos a fazer e a examinar, e as decisões que devem ser tomadas nas próximas semanas. Creio que a espera não será longa, porque há um desejo de alcançar uma conclusão nestas discussões, nestes contatos”.

Palavras do porta-voz da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, SJ, à Rádio Vaticano.

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