O Papa Bento XVI nomeou, no último sábado, o abade americano Michael John Zielinski O.S.B. como chefe de um novo departamento da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos dedicado à arquitetura e à música litúrgica [como antecipado aqui]. Conclui-se, assim, a reestruturação desejada pelo Papa para esta congregação. Recordamos, a seguir, algumas palavras de Dom Zielinksi que publicamos em 2010:
Qual é o seu relacionamento com o mundo lefebvrista?
Dom Zielinski em conferência de “Si, Si, No, No”, revista ligada à Fraternidade São Pio X, em Paris.
Abade: Encontrei Dom Bernard Fellay, superior da Fraternidade São Pio X, há mais de cinco anos. Naquela época, vim a conhecer muitos outros padres, e também monges e religiosos ligados à Fraternidade. Fui convidado a falar no recente congresso de “Si, Si, No, No”, em Paris. E lá, falei sobre minha experiência da Missa Tridentina como uma redescoberta da natureza sacrificial da Missa. O Rito Tradicional tem um papel de muito importância a desempenhar na Igreja. Ele pode acentuar a reverência e o sentido de mistério e de temor perante a ação de Deus.
Fico honrado pela amizade e também pela confiança deles. Pude ouvir e penetrar profundamente não apenas nas suas preocupações e temores, mas também em seu imenso amor pela Igreja e pelo Santo Padre. Suas palavras, artigos e cartas podem parecer muito fortes para alguns, e, portanto, causar muita aflição; no entanto, o que eles dizem sobre liturgia e teologia não deve ser ignorado ou descartado. Até que haja a plena unidade e a plena caridade mútua, não se pode ficar escandalizado se há alguma “intemperança verbal”.
Mas alguns bispos afirmam que os lefebvristas deveriam reconhecer a legitimidade do Papa.
Abade: Infelizmente, mesmo nas altas fileiras na Igreja, nem sempre há pleno conhecimento da Fraternidade. A Fraternidade sempre reconheceu o legítimo sucessor de São Pedro. Há grupos tradicionalistas que não reconhecem os últimos Papas depois de Pio XII. São os chamados “sedevacantistas”. Visitando algumas das casas da Fraternidade, fiquei impressionado em ver a foto de Bento XVI e também de saber que eles rezam diariamente por ele e pela Igreja.
O senhor acredita que o possível motu proprio ajudaria os lefebvristas a retornar a Roma?
Abade: Acredito que um motu proprio seria o primeiro passo em direção à plena comunhão. Todavia, a Fraternidade não procura apenas a simples restauração da Missa Antiga. Eles estão fazendo questões teológicas e litúrgicas muito sérias, que devemos tratar. De outra forma, reduzimos toda a questão de Dom Fellay e dos membros da Fraternidade a uma questão de coreografia e não de questões substanciais de fé. O motu proprio, portanto, é um começo. Mas, também, é o possível começo de uma reforma e de uma renovação do caráter sacramental da liturgia; e, logo, o começo de um movimento litúrgico que quer para o Povo de Deus um novo despertar da fé.
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Em 2007, Dom Zielinski participou de um congresso em Paris promovido pelo jornal Sim, Sim, Não, Não. Naquela ocasião, visitou a histórica igreja de Saint Nicholas du Chardonnet e lá celebrou sua missa privada. Nos mesmos dias, também visitou a comunidade beneditina de Bellaigue.








Roma, 11 de abril de 2012 – Com uma carta assinada ao Cardeal William J. Levada, Bento XVI ordenou à Congregação para a Doutrina da Fé se examine as missas neocatecumenais estão ou não de acordo com a doutrina católica e a praxe litúrgica da Igreja Católica.






"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey