Posts tagged ‘Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacr’

dezembro 27, 2010

“Chega de missa criativa, na igreja silêncio e oração”.

Apresentamos nossa tradução da entrevista concedida pelo Cardeal Antonio Cañizares a Andrea Tornielli, do Il Giornale, via La Buhardilla de Jerónimo.

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Cardeal Antonio Cañizares Llovera, com a Capa Magna.

Cardeal Antonio Cañizares Llovera, com a Capa Magna.

A liturgia católica vive “uma certa crise” e Bento XVI quer dar vida a um novo movimento litúrgico, que volte a trazer mais sacralidade e silêncio à Missa, e mais atenção à beleza no canto, na música e na arte sacra.

O Cardeal Antonio Cañizares Llovera, 65 anos, Prefeito da Congregação para o Culto Divino, que enquanto bispo na Espanha era chamado de “o pequeno Ratzinger”, é o homem ao qual o Papa confiou esta tarefa. Nesta entevista a Il Giornale, o “ministro” da liturgia de Bento XVI revela e explica programas e projetos.

Como cardeal, Joseph Ratzinger havia lamentado uma certa pressa na reforma litúrgica pós-conciliar. Qual é a sua opinião?

A reforma litúrgica foi realizada com muita presa. Havia ótimas intenções e o desejo de aplicar o Vaticano II. Mas houve precipitação. Não se deu tempo e espaço suficiente para acolher e interiorizar os ensinamentos do Concílio; de repente, mudou-se o modo de celebrar.

Recordo bem a mentalidade então difundida: era necessário mudar, criar algo novo. Aquilo que havíamos recebido, a tradição, era visto como um obstáculo. A reforma foi entendida como obra humana, muitos pensavam que a Igeja era obra de nossas mãos e não de Deus. A renovação litúrgica foi vista como uma investigação de laboratório, fruto da imaginação e da criatividade, a palavra mágica de então.

Como cardeal, Ratzinger havia prognosticado uma “reforma da reforma” litúrgica, palavras atualmente impronunciáveis, mesmo no Vaticano. Todavia, parece evidente que Bento XVI a deseje. É possível falar dela?

Não sei se é possível, ou se é conveniente, falar de “reforma da reforma”. O que vejo absolutamente necessário e urgente, segundo o que deseja o Papa, é dar vida a um novo, claro e vigoroso movimento litúrgico em toda a Igreja. Porque, como explica Bento XVI no primeiro volume de sua Opera Omnia, em relação à liturgia se decide o destino da fé e da Igreja. Cristo está presente na Igreja através dos sacramentos. Deus é o sujeito da história, e não nós. A liturgia não é uma ação do homem, mas de Deus.

O Papa, mais que decisões impostas de cima, fala com o exemplo. Como ler as mudanças introduzidas por ele nas celebrações papais?

Acima de tudo, não deve haver nenhuma dúvida sobre a bondade da renovação litúrgica conciliar, que trouxe grandes benefícios para a vida da Igreja, como a participação mais consciente e ativa dos fiéis e a presença enriquecida da Sagrada Escritura. Mas além destes e outros benefícios, não faltaram sombras, surgidas nos anos seguintes ao Vaticano II: a liturgia, isso é fato, foi “ferida” por deformações arbitrárias, provocadas também pela secularização que desgraçadamente atinge também dentro da Igreja. Consequentemente, em muitas celebrações já não se coloca Deus no centro, mas o homem e seu protagonismo, sua ação criativa, o papel principal é dado à assembléia. A renovação conciliar foi entendida como uma ruptura e não como um desenvolvimento orgânico da tradição. Devemos reaviver o espírito da liturgia e para isso são significativos os gestos introduzidos nas liturgias do Papa: a orientação da ação litúrgica, a cruz no centro do altar, a comunhão de joellhos, o canto gregoriano, o espaço para o silêncio, a beleza na arte sacra. É também necessário e urgente promover a adoração eucarística: diante da presenção real do Senhor, não se pode senão estar em adoração.

Quando se fala de uma recuperação da dimensão do sagrado, há sempre quem apresente tudo isso como um simples retorno ao passado, fruto de nostalgia. Como o senhor responde?

A perda do sentido do sagrado, do Mistério, de Deus, é uma das perdas de consequências mais graves para um verdadeiro humanismo. Quem pensa que reavivar, recuperar e reforçar o espírito da liturgia e a verdade da celebração é um simples retorno a um passado superado, ignora a verdade das coisas. Colocar a liturgia no centro da vida da Igreja não é em nada nostálgico, mas, pelo contrário, é garantia de estar a caminho em direção ao futuro.

Como julga o estado da liturgia católica no mundo?

Diante do risco da rotina, diante de algumas confusões, da pobreza e da banalidade do canto e da música sacra, pode-se dizer que há uma certa crise. Por isso é urgente um novo movimento litúrgico. Bento XVI, indicando o exemplo de São Francisco de Assis, muito devoto do Santíssimo Sacramento, explicou que o verdadeiro reformador é alguém que obedece a fé: não se move de maneira arbitrária e não se arroga nenhuma discricionariedade sobre o rito. Não é o dono, mas o custódio do tesouro instituido pelo Senhor e confiado a nós. O Papa, portanto, pede à nossa Congregação promover uma renovação segundo o Vaticano II, em sintonia com a tradição litúrgica da Igreja, sem esquecer a norma conciliar que prescreve não introduzir inovações exceto quando as requererem uma verdadeira e comprovada utilidade para a Igreja, com a advertência de que as novas formas, em todo caso, devem surgir organicamente das já existentes.

O que pretende fazer como Congregação?

Devemos considerar a renovação litúrgica segundo a hermêutica da continudade na reforma indicada por Bento XVI para ler o Concílio. E para fazê-lo, é necessário superar a tendência de “congelar” o estado atual da reforma pós-conciliar, de um modo que não faz justiça ao desenvolvimento orgânico da liturgia da Igreja.

Estamos tentanto levar adiante um grande empenho na formação dos sacerdotes, seminaristas, consagrados e fiéis leigos, para favorecer a compreensão do verdadeiro significado das celebrações da Igreja. Isso requer uma adequada e ampla instrução, vigilância e fidelidade nos ritos, e uma autêntica educação para vivê-los plenamente. Este empenho será acompanhado pela revisão e pela atualização dos textos introdutórios de diversas celebrações (prenotanda). Somos conscientes também de que dar impulso a este novo movimento não será possível sem uma renovação pastoral da iniciação cristã.

Uma perspectiva que deveria ser aplicada também à arte e à música…

O novo movimento litúrgico deverá fazer descobrir a beleza da liturgia. Por isso, abriremos uma nova seção em nossa Congregação dedicada à “Arte e música sacra” a serviço da liturgia. Isso nos levará a oferecer, o quanto antes, critérios e orientações para a arte, canto e música sacras. Como também pensamos em oferecer o mais rápido possível critérios e orientações para a pregação.

Nas Igrejas desaparecem os genuflexórios, a Missa às vezes é ainda um espaço aberto à criatividade, são cortadas inclusive as partes mais sagradas do cânon. Como inverter esta tendência?

A vigilância da Igreja é fundamental e não deve ser considerada como algo inquisitório ou repressivo, mas como um serviço. Em todo caso, devemos tornar todos conscientes da exigência, não só dos direitos do fiéis, mas também dos “direitos de Deus”.

Existe também o risco oposto, isto é, o de se crer que a sacralidade da liturgia depende da riqueza dos paramentos: uma posição fruto de esteticismo que parece ignorar o coração da liturgia…

A beleza é fundamental, mas é algo muito distintito de um esteticismo vazio, formalista e estéril, no qual se cai às vezes. Existe o risco de se acreditar que a beleza e a sacralidade da liturgia dependem da riqueza ou da antiguidade dos paramentos. É necessário uma boa formação e uma boa catequese baseada no Catecismo da Igreja Católica, evitando também o risco oposto, o da banalização, e atuando com decisão e energia quando se recorre a costumes que tiveram seu sentido no passado, mas que atualmente não têm ou não contribuem de nenhum modo para a verdade da celebração.

Poderia nos dar alguma indicação concreta sobre o que poderia mudar na liturgia?

Mais que pensar em mudanças, devemos nos comprometer em reaviver e promover um novo movimento litúrgico, seguindo o ensinamento de Bento XVI, a reaviver o sentido do sagrado e do Mistério, pondo Deus no centro de tudo. Devemos impulsionar a adoração eucarística, renovar e melhorar o canto litúrgico, cultivar o silêncio, dar mais espaço à meditação. Disso surgirá as mudanças…

agosto 10, 2010

Cardeal Cañizares: São Pio X, modelo de piedade eucarística e renovação eclesial.

(IHU) Neste domingo, 08 de agosto, se celebrou o centenário da publicação do decreto “Quam singulari Christus amore”, do Papa Pio X, beatificado em 1951 e canonizado em 1954. Por este motivo, o prefeito da Congregação para o Culto Divino, o cardeal Antonio Cañizares Llovera escreveu uma reflexão no L’Osservatore Romano deste domingo em que assinala que “seguindo os ensinamentos dos Concílios Lateranense IV (1215) e Tridentino (1545-1563), o Papa [Giuseppe Melchiorre] Sarto [nome de nascimento de Pio X] fixou a data para a primeira comunhão e a confissão das crianças na idade do uso da razão, ou seja, em torno dos sete anos”.

A reportagem está publicada no sítio Religión Digital, 08-08-2010. A tradução é do Cepat.

“Esta disposição implicava uma mudança muito importante para a prática pastoral e na concepção habitual da época, que, por diversas razões – observa o cardeal Cañizares –, se havia atrasado este evento fundamental para a vida espiritual do homem”.

Com este decreto, Pio X, o grande e santo Papa da piedade e da participação eucarística com o desejo de renovação eclesial, que inspirou seu pontificado, “ensinou a toda a Igreja o sentido, o momento, o valor e a centralidade da santa Comunhão para a vida de todos os batizados, inclusive as crianças”.

Ao mesmo tempo, tomar a primeira comunhão de pequenos, destaca o cardeal Cañizares, mostra a todos “a predileção de Jesus pelas crianças” e recorda suas palavras: “se não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino de Deus”; “deixai vir a mim estas crianças”. Com a mesma predileção e o mesmo olhar amoroso e solicitude especial, Igreja olha para as crianças.

“Não existe amor maior nem presente maior”, escreve o cardeal espanhol. “E isto é ainda mais importante no tempo em que vivemos e de modo especial para as crianças, cuja pureza, simplicidade, ‘santidade’, atitude para com Deus e amor são, infeliz e frequentemente, manipulados e destruídos”.

“A primeira comunhão das crianças é como o início de um caminho junto a Jesus em comunhão com Ele: o início de uma amizade destinada a durar e a reforçar-se durante toda a vida”. Quando Pio X antecipou a idade da primeira comunhão, assina o prefeito do Culto Divino, insistiu na necessidade da boa formação e de uma boa catequese. “Hoje devemos acompanhar esta antecipação da idade com uma nova e vigorosa pastoral de iniciação cristã”.

fevereiro 2, 2010

Cardeal Franc Rodé revela novos documentos para impulsionar a vida espiritual e frear “fantasias litúrgicas” entre os religiosos.

Cidade do Vaticano, 2 de fevereiro (Notimex) – O prefeito da Congregação para a Vida Consagrada do Vaticano, Franc Rodé, expressou hoje sua preocupação pela falta de oração nos conventos e pela queda no número de religiosos católicos no mundo.

O Cardeal reconheceu que o hábito de rezar entre os consagrados “apresenta hoje dificuldades” e por isso a Sé Apostólica apresentou um documento para impulsionar a vida espiritual, além de formar religiosos mais competentes em matéria litúrgica.

Em declarações à Rádio Vaticana, Rodé explicou que a intenção com este documento é frear as “fantasias litúrgicas” que “nem sempre são de bom gosto” e “não correspondem ao desejo ou vontade da Igreja, assim como ao espírito mesmo da liturgia”.

“Hoje, num mundo tão agitado como o nosso, a oração se torna certamente mais difícil. Devemos enfatizar a absoluta necessidade da oração na vida espiritual de um consagrado e de uma consagrada”, indicou.

O documento é examinado pela Congregação para o Clero em conjunto com a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

“Por um lado, existe uma certa ignorância, uma certa falta de conhecimento e de formação litúrgica em jovens religiosos e religiosas. Certos corretivos aparecem, portanto, como necessários”, apontou Rodé.

Segundo o Cardeal, está prevista a publicação de outro documento para atender a “queda enorme” no número de religiosos que afeta, sobretudo, as congregações de irmãos (como os lazaristas ou franciscanos) que, nos últimos anos, sofreram “grandes dificuldades”.

Ele considerou que um dos motivos da queda no número de vocações se deve a uma “certa falta de atenção” por parte da Igreja Católica à figura do cristão consagrado, que é um religioso celibatário sem ostentar o nível de sacerdote.

“Um irmão leigo não é, como se pensa e como o povo crê, alguém que não pôde, ou não quis, ou não podia por alguma razão, ser sacerdote. Trata-se de uma vocação que tem uma lógica em si mesma, que tem uma missão particular na Igreja”, apontou.

Fonte: Secretum Meum Mihi

fevereiro 2, 2010

Rito Ambrosiano. O machado do Cardeal Biffi cai sobre o novo lecionário.

por Sandro Magister

ROMA, 1 de fevereiro de 2010 – Desde o início deste ano, a congregação vaticana para o Culto Divino tem um assunto candente para resolver. Com o risco de contradizer a si mesma.

O assunto se refere ao novo lecionário para a missa do rito Ambrosiano, isto é, do rito que se segue na arquidiocese de Milão e em algumas localidades das dioceses limítrofes de Bergamo, Novara, Lodi e Lugano, esta última na Suíça italiana, para um total de quase 5 milhões de batizados.

Quem lançou o assunto à congregação vaticana foi um Cardeal muito competente na matéria, Giacomo Biffi (na foto), milanês, teólogo, estudioso eminente de Santo Ambrósio e do rito que leva seu nome, foi co-autor, nos anos 60, da primeira edição do lecionário ambrosiano, atualizado segundo as indicações do Concílio Vaticano II.

Àquela primeira e apreciada edição, que entrou em vigor em Milão, em 1976, seguiu uma segunda em 2008, elaborada pela “congregação do rito ambrosiano” local e que foi apresentada com grande pompa como “definitiva” pelo Cardeal Dionigi Tettamanzi, atual arcebispo e, portanto, “cabeça do rito”.

Como é obrigação, antes de entrar em vigor, esta segunda edição do lecionário ambrosiano teve de passar pelo exemplo da congregação vaticana para o Culto Divino, que a aprovou em bloco com insólita rapidez.

O prefeito da Congregação vaticana era o Cardeal Francis Arinze, hoje aposentado, e secretário, o arcebispo Albert Malcom Ranjith Patabendige Don, hoje a cargo da diocese de Colombo, no Sri Lanka.

Mas quando o Cardeal Biffi – que vive em Bolonha, onde foi arcebispo de 1984 a 2003 – viu o novo lecionário que entrou em vigor em sua cidade natal, Milão, se surpreendeu.

E imediatamente escreveu sobre ele este juízo lapidário, com uma sobrecarga de pungente ironia, que incluiu na última reimpressão de sua autobiografia:

“Se encontra de tudo: arcaísmos vãos e que às vezes levam ao desvio; ousadas iniciativas rituais; perspectivas teológicas pouco fundadas e equívocas; propostas pastorais sem bom senso e até alguma curiosa amenidade lingüística”.

“É uma iniciativa complexa, sem dúvida audaz e ambiciosa: mais audaz que sábia, mais ambiciosa que iluminada”.

“Permanecerá viva por muito tempo na memória desconsertada de nossa Igreja”.

Mas Biffi não parou por aí. No último mês de dezembro, ao tomar papel e caneta, resumiu em oito capítulos suas “observações críticas ao novo lecionário ambrosiano” e transmitiu tudo à congregação vaticana para o Culto Divino. Que neste ínterim havia mudado de direção, tendo como novo prefeito o Cardeal Antonio Cañizares Llovera, e como novo secretário o arcebispo Augustine Di Noia.

Continue lendo o artigo (espanhol)

dezembro 2, 2009

Citando gripe suína, bispo canadense barra comunhão na língua e suspende missa tradicional.

(Catholic Culture) Um bispo canadense suspendeu a celebração da missa tradicional em latim da Fraternidade de São Pedro (FSSP) porque os padres não irão cumprir as diretrizes diocesanas que proíbem a recepção da Comunhão na língua. Dom Frederick Henry, de Calgary, impôs a política ordenando os fiéis a receber a Comunhão na mão em resposta aos temores de gripe suína.

Lembrado que a Congregação vaticana para o Culto Divino disse que todos os católicos têm o direito de receber a Comunhão na língua, Dom Henry respondeu: “Estou bem ciente do que a congregação decidiu, porém, falando bem francamente, isso não é da conta deles e sim da minha“. Ele disse que a FSSP poderia continuar a celebrar missa na forma extraordinária quando os médicos disserem que a ameaça da gripe suína recuou.

novembro 27, 2009

Congregação para o Culto Divino: Não é lícito negar a comunhão na língua devido ao H1N1.

A Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos respondeu a um católico leigo da Grã-Bretanha, na diocese em que a comunhão na língua havia sido restringida devido a preocupações relacionadas à epidemia do vírus Influenza A  – subtipo H1N1 (“gripe suína”).

Não faz qualquer sentido científico uma vez que parece melhor ter apenas uma mão envolvida (aquela do Sacerdote). Parece mais seguro ter apenas um homem distribuindo a Sagrada Comunhão (o Sacerdote), nenhum “ministro extraordinário”  de qualquer tipo, e que todos os fiéis recebessem a Comunhão da maneira tradicional.

Fonte: Rorate-Caeli

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Tradução da carta

Prot. N. 655/09 L

Roma, 24 de julho de 2009

Prezado,

Esta Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos deseja dar-lhe ciência do recebimento de sua carta datada de 22 de julho, acerca do direito dos fiéis de receber a Sagrada Comunhão na língua.

Este Dicastério observa que sua Instrução Redemptionis Sacramentum (25 de março de 2004) claramente determina que “todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na língua” (n. 92), nem é lícito negar a Sagrada Comunhão a qualquer dos fiéis de Cristo que não estão impedidos pelo direito de receber a Sagrada Eucaristia (cf. n. 91)

A Congregação lhe agradece por trazer esta importante matéria à sua atenção. Esteja assegurado que os apropriados contatos serão feitos.

Possa o senhor perseverar na fé e no amor a Nosso Senhor e sua Santa Igreja, e em contínua devoção ao Santíssimo Sacramento.

Com todo bom desejo e benevolente estima, sou,

Sinceramente Vosso em Cristo,

Pe. Anthony Ward, S.M.
Sub-Secretário

novembro 3, 2009

Cardeal Cañizares celebra missa pontifical na paróquia Santissima Trinità dei Pellegrini.

Cardeal Cañizares celebra missa na solenidade de Todos os Santos, 1º de novembro de 2009, em Roma.Na solenidade de Todos os Santos, o Cardeal Antonio Cañizares Llovera, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, celebrou missa pontifical na paróquia pessoal Santissima Trinità dei Pellegrini, em Roma. As fotos podem ser vistas aqui.

setembro 3, 2009

Em Roma sopra uma brisa suave de mudança. Por ora, sem novas diretrizes.

O Papa Bento XVI deseja dar o exemplo na liturgia, porém, ele não planeja nenhuma diretriz nova. 

Por Guido Horst / Die Tagespost

Papa Bento XVI celebra missa 'Ad Orientem'Roma (Kath.net/DT) Um breve encontro com um homem agitado na Praça de São Pedro: Durante uma Missa celebrada na Basílica de São Pedro, o jovem de Hamburgo ficara na fila de fiéis, na qual um sacerdote distribuía a Comunhão. Quando, finalmente, ele estendeu a mão em direção ao “seu” padre, este se negou a dar a Comunhão na mão e lhe deu a hóstia consagrada na boca. O alemão indignado voltou para o seu lugar, entretanto, ele pode ainda observar como os outros sacerdotes não criavam nenhum problema em dar a Comunhão aos fiéis também na mão. Mais tarde em uma conversa o católico hamburguês deu azo à sua raiva: ele não conhecia absolutamente nenhuma outra maneira de receber a Comunhão que não fosse na mão, e aquela deveria ser então uma prática diferente de um único padre na Basílica de São Pedro.

Limbo Litúrgico no Centro da Igreja Mundial

Esse pequeno incidente, a que, felizmente, o hóspede do norte sobreviveu sem danos espirituais, é característico de um estado de incerteza nos assuntos litúrgicos, que de tempos em tempos desperta certas atenções no centro da Igreja mundial. Enquanto na Igreja Católica da Alemanha o altar do povo, a Comunhão recebida na mão e de pés e o uso do vernáculo são coisas óbvias raramente questionadas, em Roma sopra uma brisa suave de mudança no que tange essas questões. De alguma maneira, isso tem a ver com o Papa: Bento XVI distribui a Comunhão apenas na boca em um genuflexório, e causou sensação ao celebrar uma Missa de costas para os fiéis na Capela Sistina. O latim está avançando nas missas celebradas pelo Papa. De vez em quando, os observadores indagam se – após a liberação do missal romano segundo o “Rito Antigo”–se poderia esperar agora uma reforma fundamental da reforma litúrgica promovida pelo Concílio Vaticano Segundo.

Assim, não foi uma surpresa quando o diretor em exercício da sala de imprensa do Vaticano, padre Ciro Benedettini, no início da semana passada falou sucintamente à Radio Vaticano: “No momento, não existem quaisquer sugestões institucionais para uma alteração dos livros litúrgicos em uso atualmente.”

A expressão foi cunhada de um artigo do vaticanista do jornal italiano “Il Giornale”, Andrea Tornielli, que recentemente informou da assembléia plenária da Congregação para o Culto Divino e dos Sacramentos, realizada no último dia 4 de abril, sobre a conclusão de um suposto primeiro passo para a “Reforma da Reforma Litúrgica” e uma respectiva Nota que teria sido encaminhada ao Papa Bento XVI. O dicastério dirigido pelo cardeal espanhol Antonio Cañizares Llovera teria decidido quase que unanimemente, segundo Tornielli, sugerir ao Papa uma sacralidade maior do rito, uma recuperação tanto do espírito da adoração eucarística como também da língua latina, bem como uma reformulação dos textos introdutórios da missa, a fim de impedir experimentos e criatividade no início da Missa.

Igualmente, a Congregação do Cardeal Cañizares, que, devido aos estreitos laços de afinidade com o Papa, também é chamado de “pequeno Ratzinger”, recomendou a Bento XVI que, pelo menos, no momento da consagração eucarística, os sacerdotes celebrassem em direção ao oriente (“versus orientem”), ou olhassem para a cruz juntos com os fiéis. Tornielli escreveu explicitamente que os membros da Congregação para o Culto Divino se expressaram a favor da Promoção da Comunhão na boca, uma vez que a Comunhão na mão estaria prevista somente em razão de um indulto, também como exceção. Contudo, ao final de sua contribuição, Tornielli acrescentou uma observação “significativa”, que, provavelmente, remonta às informações adicionais do Vaticano: “Para a realização da “Reforma da Reforma” seriam necessários muitos anos. O Papa está convencido de que passos precipitados igualmente em vão são como uma promulgação simples de diretrizes do alto – com o risco de que mais tarde elas permaneçam como letras mortas. O estilo de Ratzinger é antes de tudo o do equilíbrio e, sobretudo, do exemplo. Isso mostra também o fato de que há mais de um ano aqueles que vão à Comunhão com o Papa precisam se ajoelhar em um banquinho colocado com antecedência pelo cerimoniário.”

O estilo do exemplo. Isso explica também a confusão do jovem hamburguês, que experimentou uma prática diversa durante a distribuição da Comunhão na mão ou na boca quando estava na Basílica de São Pedro.

Nem todos guardam o desejo do Papa no coração.

Uma pesquisa desse jornal junto aos canonistas da Basílica de São Pedro revelou que todos os sacerdotes que auxiliam na distribuição da Comunhão estariam cientes do desejo do Papa de promover a Comunhão na boca. Apenas uns mais e outros menos seguiriam essa orientação.

Ao ser indagado, Andrea Tornielli afirmou na semana passada que ele confirmava o conteúdo de sua contribuição sobre a Nota da Congregação para o Culto Divino. Igualmente, ele não se sentiria desmentido pelo porta-voz do Vaticano em exercício, Ciro Benedettini, uma vez que ele mesmo teria finalmente escrito que o Papa Bento não tinha planos de novas diretrizes.

No entanto, nesse meio tempo, canonistas enfatizaram que a expressão “Reforma da Reforma” utilizada por Tornielli não seria totalmente correta. Todas as sugestões, que a Congregação para o Culto Divino teria submetido ao Papa, não representariam nenhuma revogação ou modificação da reforma na liturgia, mas simplesmente a implementação do Direito em vigor. Nem o Concílio nem o regulamento pós-conciliar da Igreja teriam abolido a Comunhão na boca, o latim na Missa ou a celebração “versus Dominum”.

 

agosto 28, 2009

Ditos e não ditos – A reforma da reforma litúrgica. Tornielli se manifesta.

(Kreuz.net) Itália. Recentemente, o vaticanista Andrea Tornielli informou que no início de abril os cardeais da Congregação para o Culto Divino entregaram sugestões ao Papa para uma reforma litúrgica. Pouco tempo depois, o Vice-Presidente da Sala de Imprensa do Vaticano, Padre Ciro Benedettini, esclareceu que não estava planejada nenhuma modificação dos livros litúrgicos. Na edição de hoje do jornal britânico “The Catholic Herald”, a jornalista Anna Arco escreve o contrário, ou seja, que “Tornielli permanece com a sua versão [dizendo que interpretava a negação de "propostas institucionais" pelo Pe. Benedittini como indicativa de "projetos (por ora) não oficiais]“.

[Atualização - 29 de agosto de 2009, às 20:53] Andrea Tornielli se manifesta. Do blog Oblatvs:

Quero dizer-lhes que o desmentido do Padre Benedettini, mais do que pelo meu artigo, foi provocado pela sua repercussão em muitos blogues (depois do caso Williamson, os blogues e os sites da internet têm sido constantemente monitorados pela Santa Sé) que davam como iminente a “reforma da reforma” e modificações na missa num sentido mais tradicional (ou de “marcha-ré”, segundo a expressão usada pelo Cardeal Bertone).

Antes de tudo, no meu artigo jamais falei de reformas iminentes ou de documentos já preparados, e no final dizia claramente que se tratava do começo de um trabalho. Um trabalho longo, que não quer impor as coisas do alto, mas envolver os episcopados. Falava da votação feita pela plenária da Congregação, do fato de o Cardeal Cañizares ter levado os resultados ao Papa, do fato de que se começou a estudar, não “propostas institucionais de modificação dos livros litúrgicos”, mas sim indicações mais precisas e rigorosas relativas à modalidade de celebrar com os livros existentes e há pouco publicados.

Tudo isto para dizer-lhes que não acreditem que o que hoje lhes escrevo seja insignificante, que o Papa e a Congregação do Culto não estejam pensando em nada, que a “reforma da reforma” e a recuperação de uma maior sacralidade da liturgia seja uma notícia falsa publicada por mim. Desde que me tornei vaticanista tenho cometido muitos erros e muitos cometerei, mas o artigo em questão, creiam-me, não é um deles. De resto, o fato de que “no momento” não existam “propostas institucionais” de reforma não desmente que hoje já existam propostas em estudo que ainda não se tenham tornado “institucionais”. E basta ler aquilo que em determinado momento escreveu o Cardeal Ratzinger e o que escreveu o Papa Bento XVI na carta que acompanha o Motu proprio “Summorum Pontificum” para dar-se conta de quanto este tema está lhe é caro.

Fonte: Il Blog di Andrea Tornielli

Tradução: OBLATVS

agosto 24, 2009

Confissão comunitária, “Forma Extraordinária do Sacramento da Reconciliação”. Ao menos esta não está liberada.

No Domingo de Ramos de 2009, Mons. Pierre Pican, bispo de Bayeux e Lisieux, enviava a todos os curas de sua diocese o seguinte correio (extrato):

Cardeal Cañizares“Esta prática [absolvição coletiva] é retida em algumas paróquias. Alguns curas me pediram que os autorizasse a viver esta expressão extraordinária do Sacramento da Reconciliação. Eu os autorizo a presidir esta celebração para a Páscoa de 2009, 15 de agosto de 2009 na medida do necessário, e para o Natal de 2009. Aplico o comentário do cânon 961 estabelecido pela Conferência dos Bispos da França em 1987”.

Um cura da diocese comunicou este correio a Roma. Em 10 de julho, Mons. Pican enviava esta nova carta a seus curas [extrato]:

“As disposições determinadas no documento apresentado aos padres por ocasião da Páscoa e relativas à celebração da absolvição coletiva vieram a ser proibidas pelo Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos”.

Fonte: Le Salon Beige

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