Posts tagged ‘Crise Pós-Conciliar’

21 maio, 2014

Padre Ariel e o lobby mais poderoso do mundo.

Catholica entrevista o padre Ariel di Gualdo. Perguntas sobre um lobby…

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com – Em sua edição de número 120, de 28 de junho de 2013, a revista política e religiosa francesa Catholica, publicou uma entrevista concedida ao padre Ariel Levi di Gualdo: “Perguntas sobre um lobby.” Um lobby que deu origem a frequentes reações agressivas e sufocantes por parte da mídia sob o pontificado de Bento XVI, e, de repente, elas não são mais faladas, sem que esteja acontecendo coisa alguma ou indicações de que algo esteja acontecendo [para mudar a situação]. Agora há um silêncio completo. Assim, [esse lobby] continua sua atividade prejudicial, desintegradora, sem ser atrapalhado.

A Entrevista. Nos anos que se seguiram ao Vaticano II, retornamos ao período que precedeu o Concílio de Trento, com toda a sua corrupção e lutas internas alarmantes pelo poder. A renúncia de Bento XVI constituiu um evento singular, e foi como [fazer uma] “pausa” no auge da crise, [ocorreu] ao mesmo tempo em que o 50º aniversário de um concílio destinado a rejuvenescer as instituições eclesiásticas estava sendo celebrado. Este ato ainda permanece bastante indecifrável. Muitos falavam de não governabilidade, em uma época em que numerosas tensões e lutas pelo poder haviam se tornado progressivamente evidentes, com o caso Vatileaks sendo de indicação especial.

Dentre os autores que foram induzidos a se expressar sobre a situação, um padre romano tem atraído a nossa atenção por causa de seu discurso claro. Seu nome é Padre Ariel Levi di Gualdo, autor e um livro intitulado E Satana si fece trino (E Satanás se tornou trindade, tradução livre), que evoca a trindade satânica explicada no subtítulo: relativismo, individualismo, desobediência. Um de nossos correspondentes romanos lhe fez algumas perguntas sobre alguns aspectos da atual desordem. Temos a satisfação de publicar aqui as suas respostas.

Catholica – Em sua última obra, o senhor deixa implícito o papel de determinados dicastérios romanos por trás das denúncias de muitos escândalos graves. O senhor poderia esclarecer este ponto, acima de tudo, ao explicar em que consiste a falta de seriedade em alguns serviços da Cúria e qual seria a implicação dos acordos mais problemáticos?

Padre Ariel – Neste livro, explico que efetivamente tivemos o Concílio Vaticano II, mas, na prática, durante os anos seguintes, voltamos ao período que antecedeu o Concílio de Trento, com a sua corrupção e lutas alarmantes pelo poder. Após discursos abundantes ad nauseum sobre diálogo, colegialidade – já há quase meio século – emergiram novas formas de clericalismo e autoritarismo. Os paladinos progressistas do diálogo e da colegialidade usam agressão e coação contra qualquer pessoa que pense fora do “religiosamente correto.” Sempre é possível elucidar os dogmas da Fé, desconstruí-los de acordo com a lógica antropológica, mas ai daqueles que ousam duvidar do caráter “sagrado” e “infalível” do magistério exercido por alguns teólogos imbuídos por Hegel e da teologia de Karl Rahner – pensamentos que os levam lado a lado com o modernismo e heterodoxias de todo tipo: esse [tipo de] homem será banido dessa “panelinha” unida e poderosa na Cúria Romana, bem como das Universidades Pontifícias.

A isso precisamos acrescentar que a partir dos anos 70, clérigos homossexuais têm sido incluídos, cujo número tem crescido consideravelmente ao longo dos anos através de cooptação. Hoje em dia eles constituem um verdadeiro lobby – no estilo da máfia – poderoso e pronto para destruir quem quer que se coloque em seu caminho. Processos na inversão de valores emergiram – o bom se tornou mal, a virtude se transformou em vício, e vice-versa. Eles foram tão longe a ponto de transformar a sã doutrina em heterodoxia quando um desses eclesiásticos é denunciado às autoridades, com provas e testemunhos para apoiá-la; dado que a condenação de uma pessoa sozinha seria o suficiente para colocar todo o sistema em perigo. Vimos, em muitos casos, o inocente sendo punido e marginalizado e os culpados de grave conduta moral sendo protegidos. Quando se via como oportuno expulsar alguém da Cúria Romana, eles eram acolhidos e protegidos pelos bispos naquelas dioceses onde os círculos de influência eram instalados, cercados predominantemente por homossexuais. Mais uma vez, corrupto como é este sistema, não é possível agir de qualquer outra maneira, uma vez que se um culpado é punido, ele se vingaria arrastando todos os demais membros desta máfia: Portanto, é necessário protegê-lo apesar dos custos.

A impressão geral é aquela de incoerência no governo da Igreja: Isso parece demonstrar a promoção de alguns prelados.

Catholica – Na sua opinião, quais são as causas que limitam a autoridade de uma maneira tão coercitiva?

Padre Ariel – É um paradoxo que sob o pontificado do “Papa teólogo” tínhamos visto um aumento de nomeações, para posições chave no governo da Igreja, de pessoas que estão em total contradição com aquilo que representa as premissas teológicas de Bento XVI: Prelados de teologia duvidosa ou de perfil insignificante com relação aos desafios atuais, como, por exemplo, a nova evangelização. O traço comum que os caracteriza: por trás da fachada de humildade, a prevalência, não da Igreja, mas de sua própria pessoa. Nas décadas vindouras, não sei como o pontificado da “doutrina esplêndida” será julgado, mas pelos fatos [ele é] contrariado pela presença dessas pessoas. Contudo, no momento, pergunto-me como [é possível] que a influência escondida (marionetista) de alguns, tenha se tornado tão poderosa para acabar reduzindo o nosso Pedro, navegador sem uma tripulação, em uma barca destroçada pelas ondas e vendavais de tempestade, a tamanha impotência?

O que se tem por certo, por outro lado, é que o Evangelho não deixa margem para equívocos desse tipo: Deus não nos julgará pelas nossas palavras, mas de acordo com a sabedoria de nossas obras (Mt. 11,19). Teremos de prestar contas a Deus pelos talentos que Ele nos deu, e, eventualmente por esse talento enterrado por medo dos ladrões. (Mt. 25, 12). Creio que o Sumo Pontífice recebeu de Deus um talento tão pesado quanto precioso, que deve produzir frutos: “Tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja”. Um talento que impõe sobre a quem o recebe um compromisso, de modo que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt. 16,18). Sem dúvida alguma, quando os historiadores estudam esse pontificado emergindo de uma época tão difícil e aflitiva, nesse contexto de profunda decadência que pesa sobre a Igreja, eles mostrarão como Bento tentou agir para o bem da Igreja de Cristo, com base naquilo que as circunstâncias o permitiram fazer. As multidões, na sua morte, indubitavelmente, não gritarão “santo súbito”, mas, é provável que dentro de décadas vindouras ele será “santo sicuro” [santo seguramente]. […]

Padre Ariel S. Levi di Gualdo é sacerdote da diocese de Roma. [Créditos: Chiesa e Post Concilio blog; Tradução para o inglês: Francesca Romana]

12 fevereiro, 2014

“Ouso dizer: a Igreja nunca esteve tão bem como hoje” (V): Reverendissimus Dominus Carolus, Episcopus Sanctae Romanae Ecclesiae.

tao bem

Imagens do Reverendíssimo Pe. Antônio Carlos Cruz Santos, M.S.C. (Missionários do Sagrado Coração), nomeado hoje bispo de Caicó, RN.

Na primeira foto, da esquerda, o então Superior Pró-provincial da ordem no Rio de Janeiro, ao centro, ao que parece faz a doxologia final da Santa Missa juntamente com um leigo. Na imagem da direita, Pe. Antônio Carlos (segundo da direita para a esquerda) por ocasião de sua eleição em 2011, acompanhado de outros confrades membros do conselho.

A Igreja no Brasil já começa a sentir o “efeito Montanari“!

* * *

Leia também:

“Ouso dizer: a Igreja nunca esteve tão bem como hoje” – Oficial da cúria: mais de 3000 religiosos deixam a vida consagrada a cada ano

“Ouso dizer: a Igreja nunca esteve tão bem como hoje” (II) – Idosos somam 80% na Vida Religiosa Consagrada do Brasil

“Ouso dizer: a Igreja nunca esteve tão bem como hoje” (III) – Noviciado Jesuíta fecha as portas.

“Ouso dizer: a Igreja nunca esteve tão bem como hoje” (IV): América Latina apoia Francisco, mas se divide na doutrina.

Sobre o título do post, ver aqui.

10 fevereiro, 2014

“Ouso dizer: a Igreja nunca esteve tão bem como hoje” (IV): América Latina apoia Francisco, mas se divide na doutrina.

No grande reduto do catolicismo são notáveis as diferenças dos países quanto à sua visão da Igreja, segundou uma pesquisa feita com 12.000 fiéis de todo o mundo

El País – A Igreja Católica não elegeu à toa um Papa latino-americano. Essa região acolhe 42% de seus mais de um bilhão de fiéis, embora também seja a mais ameaçada pela pujança dos cultos evangélicos. E a reposta dos fiéis do continente, como os de quase todo o mundo, foi entusiasta ante o novo pontífice: quase todos os católicos da Argentina (97%) acreditam que o trabalho de Francisco é muito bom ou bom, opinião compartilhada também por uma maioria ampla de brasileiros (91%). No entanto, na América encontra-se, paradoxalmente, o país com as maiores dúvidas sobre o novo Papa. No México, 26% consideram seu trabalho medíocre ou pobre até agora.

Esse contraste é muito importante: da grande pesquisa da agência Bendixen&Armandi para a rede Univisión, feita com mais de 12.000 católicos de todo o mundo (sendo que 39% deles latino-americanos), se deduz que não há uma única Igreja. Os fiéis africanos (os países escolhidos para a amostra foram a República Democrática do Congo e Uganda) e asiáticos (as entrevistas  foram feitas nas Filipinas) mostraram ser mais conservadores em matéria de doutrina que os latino-americanos (do México, Brasil, Argentina e Colômbia, onde a pesquisa foi feita). E estes, por sua vez, resultaram ser mais conservadores que os europeus em temas como o aborto ou a possibilidade de que os sacerdotes possam se casar; mas mais abertos a aceitar os casais homossexuais que países como Itália ou Polônia. Os dados são um avanço do que pode resultar da pesquisa enviada em novembro pelo pontífice aos católicos de todo mundo para conhecer o sentimento dos paroquianos sobre estas questões.

O Papa, no Rio de Janeiro, durante a Jornada Mundial da Juventude. / GETTY

Mas se não há uma só Igreja, também não há uma única América Latina. O continente encontra-se, por exemplo, muito dividido quanto à aceitação dos casais homossexuais. Enquanto na Colômbia –o país mais conservador dos analisados na região- 71% dos católicos opõem-se a eles, no México o percentual baixa a 62%, e na Argentina e no Brasil ocorre quase um empate técnico entre os que são a favor e os que são contra. Os fiéis do continente estão mais distantes da doutrina oficial do Vaticano na questão do aborto. No país que viu nascer Jorge Mario Bergoglio, 81% dos argentinos se manifestam a favor, enquanto 18% acham que não deveria ser permitido em nenhum caso. A Colômbia é, dos quatro Estados pesquisados, o lugar onde a aceitação em alguns ou em todos os casos é menor (61%).

Mas para além das opiniões sobre o aborto ou o casamento gay, regulados pelas legislações nacionais, o estudo aponta o desejo de uma renovação interna da Igreja entre os paroquianos. Quase 70% dos católicos na América Latina não estão de acordo com que se negue a comunhão a um divorciado que se tenha se casado novamente. Um percentual no meio do caminho entre a Europa (75%) e América do Norte (60%). Por outro lado, são minoria no continente (44%) os que veriam com bons olhos um padre casado, nove pontos abaixo da média mundial. Quanto à possibilidade de que uma mulher oficie uma missa, há divisão total: 49% acham que sim e 47%, não. Nestas duas últimas perguntas, nos Estados Unidos e os países europeus onde se realizou a sondagem há maior predisposição para que os padres possam se casar e para que as mulheres possam ser sacerdotes.

México, o país menos entusiasta com o Papa

O México não compartilha de uma forma tão unânime o enorme entusiasmo que o novo Papa gerou nos católicos de todo o mundo. Segundo a pesquisa, até 26% dos católicos mexicanos têm uma opinião medíocre ou ruim sobre o desempenho de Francisco, um percentual desmesurado se comparado ao 1% de italianos e poloneses que suspeitam do novo pontífice ou dos 6% dos brasileiros, o segundo país mais crítico.

A pesquisa não pergunta pelos motivos dessa pequena, mas sensível, rejeição e deixa esse terreno aberto à especulação. Talvez se deva aos casos de pedofilia que afetaram de forma significativa o país norte-americano, berço dos Legionários de Cristo, um dos grupos religiosos mais apontados pelos escândalos. Ou, ao contrário, ao fato de que a extraordinária imagem de João Paulo II não admite comparação possível entre muitos católicos do país que o veneram como uma das grandes figuras da história.

Os católicos mexicanos mostram-se abertos em temas como permitir a comunhão a divorciados que estejam em uma nova relação (isso é admitido por dois a cada três); o aborto, aceito em alguns ou todos os casos por 72%; ou sobretudo, o uso de anticonceptivos, admitido por uma esmagadora maioria de 88%.

Por outro lado, 65% mostram-se contrários a permitir o casamento para os sacerdotes. A rejeição é majoritária em todas as faixas de idade e alcança 73% entre os maiores de 55 anos. Os católicos mexicanos também não querem que as mulheres possam exercer o sacerdócio: 63% recusam. Mas é significativo que a medida seja aceitável por um estreito 50% – sendo que 48% entre aqueles católicos que frequentam menos a igreja.

Por último, 62% opõem-se ao casamento gay, e 36% são a favor, embora entre os mais jovens, de 18 a 34 anos, esse percentual suba para 50%.

Empate técnico na Argentina sobre o casamento gay

Os católicos argentinos estão praticamente divididos em duas metades, entre os apoiam e os que recusam o casamento entre pessoas do mesmo sexo. 48% dos interrogados são contra e 46% a favor, o qual é um empate técnico considerando os 3% de margem de erro da pesquisa.

A idade marca as grandes diferenças de opinião. Quase 60% dos jovens, entre 18 e 34 anos, são a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, diante dos 66% que são contra entre os maiores de 55.

No resto das questões eles são contra à doutrina oficial da Igreja, segundo a pesquisa. 73% são a favor de que os divorciados que estejam em uma nova relacão possam receber a comunhão; 79% admitem o aborto em alguns ou todos os casos; 92% admitem o uso de anticoncepcionais; 65% são a favor de permitir que os padres se casem; e 60% acham que as mulheres podem exercer o sacerdócio.

O Papa Francisco é profeta em sua terra, embora seja importante dizer que ele é em todas as terras entrevistadas. 97% de seus compatriotas têm uma imagem boa ou excelente de seu trabalho, em frente 2% que a qualificam de ruim ou medíocre.

Os católicos brasileiros, abertos em relação à doutrina

Os católicos brasileiros mostram-se entre os mais abertos do continente em relação à doutrina, com resultados muito similares aos coletados na Argentina, segundo aponta a pesquisa. Sua postura contrasta assim com a dos pujantes movimentos evangélicos, que são os que levantam a bandeira no país da oposição a iniciativas como a legalização do aborto ou o casamento de pessoas do mesmo sexo.

Cerca de 71% permitiriam que os divorciados que vivam “em pecado” possam receber a comunhão. Já 81% admitem o aborto em todos ou em alguns casos. E uma esmagadora maioria, 94%, estão a favor do uso de anticoncepcionais.

Também é maioria os que são a favor de eliminar o celibato sacerdotal (60% contra 37%) e os que aceitam o sacerdócio feminino (54% contra 45%).

O assunto mais disputado entre os católicos brasileiros é a questão do casamento gay, ao que se opõem 48% dos católicos, diante de 45% que são a favor. O apoio aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo é similar ao da Argentina e só inferior ao da Espanha ou Estados Unidos entre os países entrevistados. Em todo o caso, um percentual mais amplo, 64%, se opõem à ideia de que a Igreja celebre este tipo de enlaces.

O trabalho do Papa Francisco está sendo boa ou excelente para 91% dos brasileiros, diante de 6% de pessoas que avaliam como medíocre ou ruim.

Colômbia, conservadores dentro do continente

Os católicos colombianos são os que mais se opõem ao casamento gay dos interrogados no continente. 71% dos entrevistados se opõem a esta medida e a rejeição é geral em todos os grupos de idade, desde 59% dos jovens, até os 81% dos mais velhos.

Os colombianos também se opõem ao sacerdócio de mulheres, embora por uma estreita margem, de 48% diante de 47% que são a favor. Por outro lado, são partidários do casamento de sacerdotes, com 54% de apoios, contra 42% de rejeição.

60% são a favor de permitir a comunhão de divorciados e um percentual igual aprova o aborto em alguns ou todos os casos. Mas onde a resposta é esmagadora, como no resto de países do continente, é no assunto dos anticoncepcionais: 91% estão a favor de seu uso e só 7% são contra.

* * *

Leia também:

“Ouso dizer: a Igreja nunca esteve tão bem como hoje” – Oficial da cúria: mais de 3000 religiosos deixam a vida consagrada a cada ano

“Ouso dizer: a Igreja nunca esteve tão bem como hoje” (II) – Idosos somam 80% na Vida Religiosa Consagrada do Brasil

“Ouso dizer: a Igreja nunca esteve tão bem como hoje” (III) – Noviciado Jesuíta fecha as portas.

Sobre o título do post, ver aqui.

29 janeiro, 2014

“Ouso dizer: a Igreja nunca esteve tão bem como hoje” (III) – Noviciado Jesuíta fecha as portas.

Noviciado Interprovincial Paulo Apóstolo encerra atividades

Fundado em 1980, a obra trouxe como missão a formação do jovem que desejava se tornar jesuíta

Por Jesuítas Brasil – No dia 2 de fevereiro, os noviços Carlos Miguel, Fernando Vieira e João Elton professarão os primeiros votos. Na mesma ocasião, os jesuítas Inácio Rhoden, Jorge Knapp, Paulo Tadeu e Roque Follmann vão celebrar 25 anos de Companhia de Jesus. Celebrações diferentes, mas que vão marcar história, pois serão lembradas como as últimas atividades do Noviciado Interprovincial Paulo Apóstolo, que após 33 anos de existência encerra seus trabalhos.

Fundado em 1980, o Noviciado trouxe como missão a formação do jovem que desejava se tornar um jesuíta. Durante este tempo, o noviço pode aprofundar a espiritualidade inaciana, além de conhecer a história, os documentos e a missão atual da Companhia de Jesus. O Noviciado tem em seus registros o ingresso de 330 noviços, destes, 193 professaram os votos e 75 permaneceram como jesuítas.

Leia também:

“Ouso dizer: a Igreja nunca esteve tão bem como hoje” – Oficial da cúria: mais de 3000 religiosos deixam a vida consagrada a cada ano

“Ouso dizer: a Igreja nunca esteve tão bem como hoje” (II) – Idosos somam 80% na Vida Religiosa Consagrada do Brasil

Sobre o título do post, ver aqui.

* * *

Atenção: blog em recesso – Comentários demorarão mais do que o habitual para serem liberados. Atualmente há 257 comentários aguardando moderação.

28 janeiro, 2014

O avanço do aborto, “casamento” homossexual e todas as ideias pervertidas? Nosso problema é a Igreja Católica e o seu silêncio: onde está a indignação?

A Fumaça de Satanás na Igreja

Uma carta de Mario Palmaro

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com

O que publicamos a seguir é um pouco incomum, mas como se trata de algo central na vida da Igreja e do nosso trabalho, nós o oferecemos sabendo bem que ele demanda um esforço considerável por aqueles que querem compreender as coisas completamente. Mario Palmaro, um escritor bem conhecido aos leitores da La Nuova Bussola Quotidiana, escreveu-me uma longa carta para expressar publicamente a sua indignação sobre a direção que a Igreja está tomando, acima de tudo com relação à agressão homossexual que é de interesse para o mundo todo. Minha resposta segue esta carta, e com ela, não quero fechar a discussão, mas abri-la para outras contribuições. Palmaro, com o seu amigo e colega Alessandro Gnocchi, estava no centro da polêmica nos últimos meses por causa de uma série de artigos no Il Foglio, quando eles criticaram duramente o Papa Francisco. O próprio Papa, então, telefonou para Palmaro, após descobrir que ele sofria de uma grave enfermidade. Daí, gostaria de aproveitar a oportunidade de pedir a todos os nossos leitores que rezem por ele.

Riccardo Cascioli,

Diretor da La Nuova Bussola Quotidana

[diário católico on-line]

8 de janeiro de 2014

Prezado Diretor,

Li o seu editorial de 3 de janeiro [de 2014] – “Renzi – se isso é progresso!” , e eu só posso concordar com a sua análise sobre o novo Secretário do Partido Democrático [Socialista] – sua autoconfiança astuciosa, seu transformismo, a contradição inevitável entre dizer que é católico e a sua promoção de coisas que entram em conflito não apenas com o catecismo, mas com a lei natural. Gostaria de acrescentar minha apreciação por tudo que vocês têm feito já há algum tempo com a Bussola em face ao ataque homossexual, e não quero reprová-los de qualquer maneira.

A fumaça de Satanás na Igreja.

A fumaça de Satanás na Igreja.

12 junho, 2013

A correção fraterna e o “buonismo” imperante.

Por Ricardo Dip, colunista convidado

1. Muitos de nós temos observado a frequência com que se dá a falta de reação aos males.

Isso não é nota apenas no mundo temporal de nossos tempos; há também um buonismo pós-conciliar que assola a Santa Igreja.

2. A propósito, faz algum tempo, lia um interessante escrito do dominicano Pe. GIOVANNI CAVALCOLI, em que ele se refere ao fundo luterano do buonismo, que aposta nas ideias de um Deus “misericordiosista” e nos efeitos de sua potência absoluta; ou seja, nas teses

Cristo corrige a Samaritana à beira do Poço de Jacó.

Cristo corrige a Samaritana.

(i) de que Deus não castiga (falsa fiducia nella divina misericordia) e

(ii) de que, extraindo Deus sempre o bem de não importa quais males, esses males são por isso mesmo um bem.

3. Contra a primeira tese, sua falsidade desponta ao correr dos olhos sobre textos dos Evangelhos (p.ex., S.Mateus 13, 41 et sqq. e 49 et sqq.; 25, 41 et sqq.; S.Marcos, 16, 15-6).

4. Contra a segunda, conspira a irrefutável asserção metafísica de que não há mal absoluto, nem falsidade absoluta. Logo, sempre há algo bom e verdadeiro no mal e no falso.

Abdicar de reagir contra o mal porque nele há algo inevitável de bom, remata, contudo, num absurdo, pois que já a coisa alguma caberia dirigir reprovação (uma vez que “tudo é bom”). Até o demônio, por ter uma natureza angélica, já não comportaria aversão.

5. O buonismo imperante hoje na Igreja é, de um lado, a breviatio manus de muitas autoridades que se recusam a punir os ilícitos ou os punem de maneira demasiado tardia ou com pasmosa brandura (cf., brevitatis causa, o excelente Iota unum de ROMANO AMERIO).

6. De outro lado, entre os leigos pós-conciliares domina uma surpreendente leniência. Tolera-se tudo, menos reagir diante de ilícitos, ainda que se trate de afrontas a direitos previstos expressamente nas leis divinas e eclesiais. Tudo em nome de uma paz na convivência humana.

Esse pacifismo a outrance é um obstáculo ao dever de correção fraterna.

Teme-se que já se tenham por extintas a valentia dos Cavaleiros e a fortaleza dos Cruzados.

Hoje é de recear que predomine a molície de católicos desfibrados, sem ânimo para defender a Fé.

Lembra-me, aqui, a elegante referência de GUSTAVO CORÇÃO a uma personagem do grande Chesterton, que quebrara a bengaladas as vidraças de um jornal ofensivo a Nossa Senhora, e a que Bernanos, na condição de camelot du Roi, também não poupara o uso da bengala em legítima defesa da honra.

Não corremos já agora de repetir essa epopeia: a bengala saiu de moda, junto com o latim e, parece, a vergonha.

7. Todavia, não percamos de vista, em contrapartida, que uma das possíveis vergonhas está que as correções não sejam fraternas.

Está bem que já não se reponham em uso as bengalas, mas seria muito bom, ao menos, que voltássemos ao tempo em que as exigíveis correções fraternas não eram ocasião para as injúrias ou outra sorte de denigração ad hominem.

Nossa língua −em que pese a ser pleine de péchés−, essa língua sobre a qual queremos depositar a Sagrada Forma, essa língua não há de ser a que difame, a que doesta, a que, em vez de uma correção fraterna, se lance a guerrear pelo só afã da guerra.

Quando se diz fortiter in re et suaviter in modo, o católico deve entender forte na verdade e caridoso na expressão.

17 maio, 2013

Demolição. Literalmente.

Antes:

Depois:

Fevereiro de 2013 – Igreja de Saint Jacques é demolida em Abbeville, França. As imagens ressoam o brado do Apóstolo, “Desperta, tu que dormes” (Ef, 5, 14), àqueles católicos mornos que não reconhecem a gravidade da hora atual. Na Europa, depois de igrejas cedidas a ortodoxos e muçulmanos, vendidas a redes de hóteis e bares… elas agora são demolidas!

O atualíssimo artigo de Gustavo Corção que abaixo reproduzimos (créditos: Permanência) nos remete a uma das causas de tal demolição: a “auto-demolição” da Igreja perpetrada por seus membros, em particular os que ocupam altos postos.

* * *

Há ou não há demolição?

A transcrição de um semanário paulista, publicada no JB, veio chamar-me a atenção para uma faceta da controvérsia católica esquecida pelas pessoas de bom senso, e posta em relevo, quase digo em indecente relevo, pelo referido semanário paulista. A primeira vista pode parecer que o jornalista que escreve no O Estado de São Paulo, O Globo, Correio do Povo, na Gazeta do Povo em Curitiba, e na A Tarde, de Salvador, não deveria perder seu tempo com as publicações inexpressivas que só servem para proporcionar aos próprios redatores o deleite semanal de ver suas frases em letras de forma. 

Mas o exercício do magistério há mais de sessenta anos habituou-me a ver na tolice um dos fenômenos mais sérios do mundo, porque é sempre ela — e o seu somatório planetário — que opõe resistência à sabedoria e à ascensão espiritual do homem. Remeto o leitor à Suma Teológica IIa., IIae. q. 46. 

Vejamos a faceta revelada pela semanal tolice escondida no E. S. Paulo. Como o leitor pôde ver nos últimos dias, houve certa celeuma levantada em torno de um artigo meu onde, a propósito das “comunidades de base” e do desmantelamento geral que se observa no orbe católico, disse eu que a crise era provocada e alimentada pelos próprios membros da hierarquia. Eu não disse que essa era a causa única e principal. Sei que os inimigos da Igreja são o Demônio, as correntes históricas do mundo organizadas como anti-Igreja, que o Concílio de Trento chama “mundo”, e a divisão do eu ou amor-próprio, que na linguagem paulina adotada no tridentino chama-se “carne”. Quando os que destroem (ou querem destruir) a Igreja são católicos, leigos, padres ou bispos, antes de começarem tal tarefa (que jamais poderia germinar in sino Ecclesiae), é sempre pelo eu exterior do amor próprio que são tentados pelo Demônio e pelo “mundo”. 

Hoje a Igreja está cheia de apóstatas que já aderiram ao “mundo” mas não têm a última lealdade de afastarem-se da Igreja. Ficam aglomerados em torno d’Ela, nos cargos, ou a fruir lucros dos escândalos que o mundo saboreia. 

As quatro ou cinco linhas que causaram manifestações de equivocada autoridade, podem ser tranqüilamente reafirmadas e desenvolvidas. Numa sociedade perfeita, fortemente hierárquica, a causa interna de sua ruína tem, evidentemente, mais força nos superiores, nos dirigentes, do que nos leigos, nas mulheres do Apostolado da Oração, ou nas criancinhas. A responsabilidade dos “superiores” no descalabro que se observa, podia ser prevista antes da observação do fato. 

Já falei da parte que têm os senhores bispos e cardeais, mais facilmente observável quando se re’nem nas famosas conferências cuja patológica adiposidade (em relação ao que o Concílio quis) está a pedir um especialista e um regime. 

Hoje, para ser justo, completarei o quadro de responsabilidade dos dirigentes com os senhores provinciais, gerais, superiores e superioras. São esses superiores das ordens religiosas os mais terrivelmente responsáveis pela vertiginosa decadência das casas em que tantos moços entraram em busca da perfeição e da união com o Amado. Não sei avaliar qual dos dois superioratos aflige mais a Esposa de Cristo, mas certa inclinação me leva a pensar que a parte dos “religiosos” é ainda mais grave do que a da hierarquia, porque atinge mais profundamente a santidade da Igreja. É assustador, é apavorante o estado a que chegaram tantas casas religiosas. E quando acaso alguma congregação permanece nos moldes verdadeiros e santos, tem-se visto muitas vezes a boa Superiora receber pressões do Bispo ou da Superiora Geral em Roma. E, então, em poucos meses se acelera o processo de expulsão da boa Superiora e sua substituição por uma progressista mais ou menos idiota que parece receber ordens dos centros de comando da revolução mundial. Em São Paulo, recentemente, ocorreu este fenômeno. No Rio, há anos, observamos o desmonte de várias congregações. 

Temos então diante dos olhos o evidente e indiscutível espetáculo de desmoralização, desordem e dispersão. Podemos discutir as causas internas e externas, suas proporções e suas origens. O que não se entende é que alguém fique zangado quando um observador católico cansado de estudar o fenômeno diz que as causas de tão dilatados e desastrosos efeitos só se explicam pela má atuação dos superiores. 

Agora vejamos a faceta que nos oferece o semanário paulistano. 

É muito simples: em vez de negar as causas, como a Nota da Cúria Metropolitana da Arquidiocese do Rio de Janeiro, o Semanário mais audaciosamente nega o fenômeno. Ou nega suas dimensões admitindo que aqui ou acolá exista um prevaricador e paralelamente nos fala em notáveis sinais de esperança nestes tempos pós-conciliares, sem todavia dar um só exemplo. 

Estamos agora diante de um fenômeno que merece estudo. Como se explica a tranqüila segurança com que tanta gente nega a tempestade, ou se comporta como se ela não existisse? Alguns desses casos se explicam pela apatia ou pelo comodismo; outros pela covardia; outros porque estão efetivamente mais à vontade nos escombros da Igreja de que estavam na sua ordem. Conheci um cônego severo, hirto, feio, que se transformou numa borboleta e tornou-se irreconhecível. Dizem que trocou a coroa de espinhos pela coroa de rosas. Em outros casos a negação do descalabro é expressa em termos de afirmação de progresso. Escrevem-se livros para caricaturar a Igreja dos santos e engrandecer a Igreja dos revolucionários e dos idiotas! 

Em outros casos a razão do otimismo é elementar. Tomemos por exemplo o caso de Dom Evaristo Arns: como poderia ele achar desgovernada e semi-demolida a Igreja que o fez Cardeal? Nunca jamais foi tão glorioso o Papado e tão majestosa a Igreja!

(O Globo, 17/02/73)

19 fevereiro, 2013

Asperges me… Superman?!

Imagens do padre Humberto Alvarez, de Saltillo, no estado de Coahuila, no norte do México, e seus paramentos e parafernalhas especiais para a Missa das crianças. Créditos: Messa in Latino. O Brasil também tem os seus especialistas em infantilidades eclesiais.

4 fevereiro, 2013

Prefácio de Dom Pestana ao livro do Pe. Gabriele Amorth.

Por Dom Manoel Pestana Filho

Fonte: GRAA

Dom Manoel Pestana Filho - Consagração da Capela Santa Maria das VitóriasO grande papa Leão XIII entrou no século XX ainda apavorado pela visão que tivera da formidável presença diabólica em Roma, “para a perdição das almas”. Desde 1886, mandara a todos os bispos rezar a oração a São Miguel Arcanjo, escrita por ele, de próprio punho, como também um exorcismo maior que recomendava a bispos e párocos para recitarem com frequência nas dioceses e paróquias.

“O século do homem sem Deus”, anunciado por Nietzsche, transforma-se no século de Satanás, que prepara o seu reino com a Primeira Guerra Mundial, implanta o comunismo ateu e tirânico, contra Deus e contra o homem, na revolução bolchevista de 1917, semeia a Europa inteira de ruínas e sangue com a Segunda Guerra Mundial, fruto dos poderes das trevas; invade toda a terra de ódio, terror, impiedade, heresia, blasfêmia e corrupção em guerras e revoluções sem trégua; insinua-se, de início, como fumaça, e, depois, implanta-se, poderoso, no seio da própria Igreja.

Tudo isto, Nossa Senhora confidenciara aos videntes de Fátima, exatamente no mesmo ano da tragédia russa; e o mesmo se diga do 3º capítulo do Gênesis, em que se pinta a vitória da serpente infernal e a presença de Maria, esmagando-lhe a cabeça.

A Cristandade continuou a rezar as orações de Leão XIII, estimulada pelos Papas. Pensadores cristãos como, por exemplo, Anton Böhm (Satã no Mundo Atual, Tavares Martins) e de La Bigne Villeneuve (Satan dans la Cité, Du Cèdre) denunciam a infiltração visível do demônio em todas as estruturas da sociedade. Bernanos surpreende-nos Sob o Sol de Satã.

De súbito, ao aproximar-se o último e temeroso quartel do século XX, contesta-se a existência dos anjos, desaparece a oração de São Miguel, suspendem-se os exorcismos, inclusive o do Batismo, mergulha no silêncio o ministério e a função do exorcista.

Paulo VI queixa-se da fumaça de Satanás dentro do templo, quase a ocupar o espaço do incenso esquecido, e amargura-se com a autodemolição da Igreja. Os seminários desaparecem, a teologia prostitui-se em cátedras de iniquidade, a liturgia reduz-se, com certa frequência, a uma feira irrelevante de banalidades folclóricas. A pretexto de inculturação, a vida religiosa desliza para o abismo.

“Os poderes do inferno não prevalecerão contra a Igreja”, é certo. Mas o próprio Senhor prediz o obscurecimento da fé, o esfriamento da caridade. A visão (do Inferno) de Fátima faz vacilar o otimismo ingênuo e irresponsável dos que apostam na salvação de todos, mesmo até dos que a recusam.

(…) Jesus começa a sua missão, tentado pelo demônio e a expulsão dos maus espíritos torna-se uma das notas mais relevantes da sua atividade messiânica. “Em meu nome expulsarão os demônios” (Mc 16,17), diz Jesus, ao despedir-se dos discípulos, notando que este será um sinal dos que crêem nele. E Satanás, pela ação dos Apóstolos, caía do céu como um raio… Quando os cristãos de todos os níveis, apesar dos Evangelhos e do Magistério, principiaram a duvidar da ação e, depois, da existência do espírito rebelde, aconteceu o que Jesus havia anunciado (Mt 14,44-45): expulso, ele volta para a casa “desocupada, varrida e arrumada”, mas indefesa, com sete espíritos piores do que ele, “e a condição final torna-se pior do que antes”, exatamente o que está a acontecer.

Hoje, não é só a fumaça de Satanás, penetrando por uma fenda oculta, mas o diabo, de corpo inteiro, que irrompe triunfalmente pelas portas centrais. Quem o vai exconjurar das nossas igrejas, das nossas residências episcopais e paroquiais, dos nossos centros comunitários, dos nossos seminários e universidades, dos Senados e das Câmaras Legislativas, dos Palácios do Governo e da Justiça, dos bancos e das bolsas, dos meios de comunicação, das escolas e hospitais, das consciências de todos nós?

E, não hesitemos: quem vai expulsar os demônios dos Palácios Pontifícios, das Congregações e Secretarias, das Nunciaturas, das Conferências Episcopais e Cúrias, dos Santuários e Basílicas, das ONU e dos Parlamentos, sem falar desse mundo “posto maligno”, que viceja “sob o sol de Satã”?

Nós precisamos, urgentemente, de exorcismo!

Dom Manoel Pestana, Prefácio do livro “Um Exorcista Conta-nos” do Pe. Gabriele Amorth

* * *

Leia também:

5 janeiro, 2013

Os nomes dos bois.

Por Padre Marcelo Gabert Masi

Em meus comentários na internet vários leitores vão encontrar a crítica ao que se relaciona com a recente e ainda vigente crise pós-conciliar. Alguns leitores escandalizam-se, confundindo a crítica a erros e pecados de eclesiásticos com uma crítica à Igreja, ou com uma difamação de seus membros, sobretudo quando se trata de sacerdotes. Situação similar tem passado o Revmo. Pe. Paulo Ricardo, mas confesso que em certos casos parece-me um dever alertar os fieis de que certos clérigos, sobretudo os mais visibilizados na mídia, não apresentam algo aceitável ao católico de bom senso religioso.

Continue lendo…