Posts tagged ‘Cúria Romana’

22 janeiro, 2016

Zen x Parolin: Hoje nossos diplomatas provavelmente aconselhariam José a ir dialogar com Herodes!

O Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, arcebispo emérito de Hong Kong, expressou sua preocupação em relação à postura da diplomacia do Vaticano para com o governo comunista da China:

“Nossas comunidades clandestinas são inexistentes aos olhos do governo. Mas, o próprio Vaticano não as leva em conta nas negociações. Isso é uma concessão a um pedido do Partido [comunista] Chinês? Para salvar a situação, aqueles irmãos e irmãs são abandonados? Mas eles são os membros saudáveis da Igreja! […] No último mês de setembro, alguns dos fiéis de Shanghai que passaram um longo tempo na prisão foram a Roma, acompanhados de seus familiares, para comemorar o 60º aniversário do início da Grande Perseguição, de 8 de setembro de 1955. Disseram-lhes:  ‘Não chamem muita atenção para vocês mesmos, o passado é passado, devemos olhar para o futuro!’. […] O que me preocupa é a visão de nosso ilustre Secretário de Estado, ainda intoxicado pelo milagre da Ostpolitk. Ano passado, em um elogio ao Cardeal Casaroli, ele aplaudiu o fato de que seu predecessor foi bem sucedido em garantir a existência da hierarquia católica nos países comunistas do Leste Europeu. Ele afirmou, ‘ao escolher candidatos ao episcopado, escolhamos pastores, não pessoas que sistematicamente se oporão ao regime, que agem como gladiadores, que adoram fazer um grande estardalhaço no cenário político’. Eu imagino, quem o Cardeal Parolin tem em mente quando faz essa descrição? Temo que ele estivesse pensando no Cardeal Wyszynski,  Cardeal Mindszenty e Cardeal Beran. Mas, estes foram os heróis que defenderam a fé de seu povo com coragem! […]

Quando os Santos Inocentes foram assassinados, o Anjo disse a José que levasse Maria e Seu Filho a um local seguro. Hoje, pelo contrário, nossos diplomatas provavelmente aconselhariam José a ir dialogar com Herodes!”.

15 janeiro, 2016

Cardeal Rodríguez Maradiaga: existe um lobby gay no Vaticano.

TEGUCIGALPA, 14 Jan. 16 / 11:00 am (ACI).- O Cardeal Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, Arcebispo de Tegucigalpa (Honduras) e um dos colaboradores do C-9, grupo de cardeais que ajuda o Papa Francisco no processo da reforma da Cúria Romana, reconheceu que existe um lobby gay no Vaticano.

Em entrevista concedida ao Jornal “El Heraldo de Honduras” acerca da reforma do Vaticano que o Santo Padre começo há algum tempo, fizeram a seguinte pergunta ao Cardeal: “Em algum momento houve uma tentativa ou obtiveram uma infiltração da comunidade gay no Vaticano?”.

Ao questionamento, o Cardeal respondeu: “Não só isso, mas também o Santo Padre disse, chegou até a existir um lobby neste sentido. Pouco a pouco, o Pontífice tenta ir purificando isso, são coisas… compreendemos e existe uma legislação para atendê-los pastoralmente, mas aquilo que está errado não pode ser uma verdade”.

A respeito da reforma do direito canônico, a qual acompanha as mudanças que estão sendo feitas na Santa Sé, o Arcebispo disse que não haverá “maiores coisas, não esperemos na doutrina daIgreja, não existem reformas, a reforma é a organização da cúria”.

“Quando o Papa expressou algo em relação aos grupos gays e lésbicos, estes chegaram a considerar que o Santo Padre estaria vendo a possibilidade de que a Igreja aprovasse o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. Devemos compreender que existem algumas coisas que podem ser reformadas e outras não. A lei natural não pode ser reformada”.

Em seguida, o Cardeal hondurenho explicou: “Nós vemos como Deus desenhou o corpo humano, o corpo do homem e o corpo da mulher para que se complementem e transmitam a vida, o outro não faz parte do plano da criação, existem coisas que não podem ser mudadas”.

O que disse o Papa

No voo de volta do Rio do Janeiro para Roma em 2013, o Papa Francisco abordou o tema do “lobby gay” no Vaticano e disse o seguinte: “Escreve-se muito sobre o lobby gay. Até agora não encontrei ninguém no Vaticano com uma carteira de identidade que diga ‘gay’. Alguns dizem que há. Quando alguém se encontra com uma pessoa assim, deve distinguir entre o fato de ser gay e o fato de fazer lobby gay, porque nenhum lobby é bom. Se uma pessoa é gay, procura Jesus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la? Ocatecismo diz que não se deve marginalizar essas pessoas por isso. Elas devem ser integradas à sociedade. O problema não é ter esta tendência”.

“Devemos ser irmãos. O problema é fazer lobby, de pessoas gananciosas, lobby de políticos, de maçons, tantos lobbies. Esse é o pior problema. Agradeço por fazerem esta pergunta. Obrigado a todos”.

9 novembro, 2015

Vatileaks 2, um exercício de mentira e hipocrisia.

Os livros do Vatileaks 2

Por Riccardo Cascioli – La Nuova Bussola Quotidiana, 6 de novembro de 2015 | Tradução: Gercione Lima – FratresInUnum.com: Falsidade e hipocrisia. A operação de  lançamento de dois livros escritos por Gianluigi Nuzzi (Via Crucis) e Emiliano Fittipaldi (Avareza) contendo documentos relacionados com as finanças do Vaticano, é antes de tudo uma grande mentira.

Porque a imagem que se deseja transmitir é a de uma Igreja podre contra a qual luta estoicamente o Papa Francisco, o herói solitário. É, certamente, uma abordagem coerente com a narrativa que os principais jornais italianos – que agora operam como um cartel estabelecido (todos dizem as mesmas coisas e da mesma maneira) – já vem fazendo há algum tempo. Mas, trata-se de uma leitura caricatural, ou até mesmo “diabólica”, de acordo com o que disse ontem o cardeal Angelo Bagnasco, presidente da Conferência Episcopal Italiana. “O Papa não está sozinho de jeito nenhum – disse Bagnasco -, está rodeado e apoiado cordialmente, carinhosamente, fielmente por todos os bispos. Por isso eu não tenho nenhuma preocupação com essa imagem  de divisão que se deseja passar para a opinião pública e criar ainda mais confusão”.

Esta imagem idílica de unidade na Igreja é, evidentemente, demasiado otimista, mas com certeza – como  havíamos explicado nestes dias e ainda hoje -, a idéia de que existe um papa “Superman contra todos” é fantasiosa e serve para cobrir interesses eclesiais e interesses econômicos por parte de alguns dentro e fora da Igreja. Além disso, esta imagem não é promovida apenas pelo cartel dos grandes jornais italianos — se é verdade que as palavras de Bagnasco desmentem o modo explícito do que foi dito há apenas dois dias pelo monsenhor Nunzio Galantino, que é o secretário da Conferência Episcopal: “seguramente, alguém está com medo do processo de renovação que o Papa Francisco está levando adiante”, disse ele.

Mas, nos dois livros, além de muitas coisas já conhecidas e escritas ao longo dos anos, também há mentiras específicas, como demonstrado pelo duro e preciso comunicado emitido ontem à noite pelo Secretariado para a Economia, o super-ministério liderado pelo cardeal australiano George Pell. Nos livros em questão, o capítulo que fala sobre o cardeal Pell é certamente o mais delicado, porque o cardeal australiano já está na mira dos liberais por suas posições em defesa da ortodoxia e no livro ele é, de fato, descrito como um perdulário. Chamado a Roma para restaurar a ordem e colocar sob controle as finanças do Vaticano, ele seria dado – de acordo com as escritores Nuzzi & Fittipaldi – a loucos desperdícios: meio milhão de euros queimados em poucos meses (incluindo as despesas de viagem em classe executiva e gastos em casa), o que que teria entristecido profundamente o pobre Papa Francisco.

Mas, na noite passada, eis a resposta do porta-voz da Secretaria de Economia que fala de “afirmações falsas e enganadoras” e observou que, em 2014, as despesas foram inferiores ao orçamentado previsto e que, para 2015, tal Secretaria é o único departamento no Vaticano que apresentou um orçamento reduzido em relação ao ano anterior. Não só isso, as análises sobre o orçamento da Secretaria de Economia estavam contidas em um comunicado divulgado no início de 2015, mas, sobre isso, nos livros em questão não há qualquer menção.

De qualquer modo, a imprensa ontem à noite explicava em detalhes as saídas a partir de março 2014 (momento da fundação da Secretaria) a Dezembro de 2014 e verifica-se que dos 500.000 euros em questão, além das despesas iniciais para iniciar as atividades do dicastério (arrendamento de ferramentas tecnológicas), 292 mil foram para os salários (12 pessoas trabalhando na Secretaria); e, em seguida, cifras muito limitadas para viagens aéreas de funcionários, construção da capela e assim por diante.

Diante desses fatos, é coerente dizer que “referências a discussões entre o Santo Padre e o Cardeal Pell” sobre as despesas da Secretaria são completamente falsas: nunca houve qualquer discussão sobre este tema entre os dois.

Mas, talvez ainda pior do que uma mentira é a hipocrisia insuportável: a dos muitos colegas vaticanistas, por exemplo, fingindo surpresa com a descoberta do “corvo” Francesca Chaouqui  e da sua desenvoltura e facilidade em fazer circular notícias — mesmo falsas – que eram conhecidas até a centenas de quilômetros da Praça de São Pedro. Ninguém nesses dois anos – para além do habitual Sandro Magister – teve a coragem de perguntar por que uma pessoa acompanhada dessa má fama foi parar numa posição de acesso a documentos confidenciais da Santa Sé. E ainda: a hipocrisia dos que escrevem livros em que se fingem escandalizados pelas despesas da cúria do Vaticano, sabendo que poderão faturar com suas mentiras alguns milhõezinhos de euros. E, especialmente, a hipocrisia daqueles que usam um escândalo falso (as coisas escritas nos livros em grande parte já são conhecidas abundantemente) para obtenção de vantagens em um jogo eclesial que tem em vista não a economia, mas a própria missão da Igreja.

Obviamente, certo uso do dinheiro e falta de transparência – embora conhecidos – são sempre um escândalo, mesmo que se deva reconhecer que, há anos, está havendo um processo de renovação e transparência iniciado com Bento XVI e agora continuado pelo Papa Francisco. E os escândalos, infelizmente, não são apenas econômicos. No entanto, todo esse alarde, toda essa rasgação de vestes pelos pecados cometidos no Vaticano, é suscetível de cobrir algo muito mais sério. Porque de Judas em diante – que “dizia essas coisas não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão” (Jo 12,6) – esses escândalos e traições sempre existiram. Mas, o verdadeiro escândalo seria uma Igreja que decide mudar o depósito da fé, ou seja, tudo o que Cristo anunciou e os Apóstolos transmitiram, algo que nunca ocorreu nem mesmo nos séculos mais difíceis. E, infelizmente, é que alguns estão tentando fazer, aproveitando-se e promovendo barulho em cima de nada como o desses últimos dias, ou como o criado durante o Sínodo.

9 novembro, 2015

Não chamemos isso de complô…

Por Marco Tosatti – La Stampa, 4 de novembro de 2015 | Tradução: Gercione Lima – FratresInUnum.com: Aguardamos com ansiedade e curiosidade o lançamento de dois livros [ndt: já foram lançados e voltaremos a tratar do assunto] que nos revelarão antigos e infelizmente sempre renovados pecados de cobiça por parte de prelados e homens da Igreja. Nada de novo sob o sol, desde Judas e dos Atos dos Apóstolos em diante, mas sempre causam clamor.

Apesar do que parece, chamar isso de conspiração soa um exagero: um vazamento de documentos, por razões que podem ser jornalisticamente compreensíveis ou mesmo economicamente atraentes (pense nos direitos autorais), não parece subir a tais alturas.

Duas coisas nos chamam atenção. A primeira, é que o responsável ou responsáveis foram tão amadores a ponto de se deixarem ser flagrados. Desde os tempos dos Vatileaks, e ainda mais no pontificado do Papa Francisco, não existe ninguém que diz coisas possivelmente comprometedoras através das linhas telefônicas do Vaticano. Mesmo por e-mail, há quem diga que é prudente ser prudente.

A segunda, é a resposta ao ocorrido, muito severa, para os supostos responsáveis. Por quê? Com toda razão, por terem violado a confidencialidade dos documentos e colóquios, mas talvez também por terem demonstrado que um dos pilares da reforma iniciada visava uma certa direção e acabou desembarcando em outra.

Se bem me lembro, em seu primeiro documento de fundação da Secretaria de Economia, o Papa Francisco confiou à nova Instituição todo o setor financeiro e também a gestão dos funcionários. Só para esclarecer de uma vez por todas, e evitar para o futuro áreas de sombra e jardins fechados, para este propósito ele chamou o cardeal Pell, de Sydney, que tentou desenvolver o que era a tarefa que lhe fora confiada pelo Papa.

Mas Pell aos poucos foi percebendo que começaram a reduzir gradualmente seus poderes. Ao passo que, a Propaganda Fide [Congregação para a Evangelização dos Povos] – que tem um orçamento autônomo superior ao orçamento da Santa Sé, incluindo os ativos imobiliários incalculáveis, em Roma e fora – continua a ser independente. Da mesma forma, a Secretaria de Estado, cuja seção econômica é um dos segredos mais bem guardados do Vaticano (alguns dizem que ela tem um tesouro maior do que o do IOR [dito “Banco do Vaticano”]) após uma breve queda de braço, convenceu o Papa a deixar as coisas como estão. Igualmente, a Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (APSA) também obteve, sempre do Papa, a manutenção da gestão dos ativos, particularmente imobiliários. E a Secretaria para a Economia e Finanças, que originalmente era para ser também responsável pela gestão do pessoal, incluindo a Secretario de Estado, nunciaturas e embaixadas (mesmo estas permaneceram onde estavam) agora tem que se conformar a uma tarefa apenas de coordenação e controle retrospectivo, em grande parte.

É de se perguntar o porquê. E as respostas são pelo menos duas: ou houve imprudência desde o início, imaginando uma reforma muito complicada e centralizadora, que talvez não levou suficientemente em conta as realidades complexas; ou talvez não houve vontade e capacidade para fazer jus aos fatos e às grandes declarações de início.

Mas, prestemos atenção: nenhum dos protagonistas dessa “resistência” à primeira vontade de reforma econômica podem ser identificados entre os opositores do Papa, ou seja, aqueles que no recente Sínodo foram identificados como os conservadores abomináveis. Pelo contrário, aquele que mais lutou para cumprir com o que foi estabelecido pelo primeiro documento do Papa foi exatamente George Pell, o australiano co-signatário da famosa carta dos cardeais ao Papa durante o Sínodo. E que se tornou a grande vítima, durante esta batalha, de ataques venenosos por parte da imprensa.

Mas, se são aqueles que no Conclave votaram em Bergoglio e que são considerados seus amigos, a ponto de até compartilharem a mesa com ele, os que mais impediram a reforma econômica, como havia sido projetada desde o início… Onde está o problema?

3 novembro, 2015

A conselheira.

Nomeada a dedo por Francisco é presa por vazamento de documentos. Mais sobre a conselheira” em nossos arquivos.

26 outubro, 2015

Líderes Pró-vida dizem que o novo departamento do Vaticano ‘rebaixa’ a vida e a família.

Por LifeSiteNews, 23 de outubro de 2015 | Tradução: Teresa Maria Freixinho – FratresInUnum.com: O Papa Francisco fundiu os atuais departamentos do Vaticano, ou dicastérios, para a vida, a família e o laicato, uma medida que dois proeminentes líderes católicos pró-vida acreditam ser um “rebaixamento” para as questões relacionadas à vida e à família.

O Papa Francisco fez um comunicado divulgado ontem (22): “Decidi criar um novo Dicastério com competência para os Leigos, a Família e a Vida, que substituirá o Pontifício Conselho para os Leigos e o Pontifício Conselho para a Família”. Posteriormente, ele acrescentou a Pontifícia Academia para a Vida ao novo dicastério. Essa decisão segue as recomendações de um Conselho de Cardeais relativamente novo, criado por Francisco para enxugar a administração do Vaticano.

John Smeaton, chefe da Society for the Protection of the Unborn Child (SPUC), com sede em Londres, e cofundador da Voice on the Family, que está em Roma por ocasião do Sínodo sobre a Família, descreveu a medida como “um incidente particular em uma guerra mundial.”

Smeaton advertiu o LifeSiteNews, dizendo: “Há uma guerra mundial contra a vida e a família deflagrada pelos políticos e organizações mais poderosos do mundo.” E digo mais, “um grupo pequeno, porém altamente influente, no nível mais elevado na estrutura da Igreja Católica, parece estar desmontando o edifício das instituições e doutrinas que defendem a família e a vida. Parece muito provável que a fusão de três dicastérios, de uma maneira ou de outra, está relacionada ao programa maior que descrevi.”

Entretanto, um líder leigo teve um ponto de vista diferente, alegando que a reorganização é um passo positivo em direção a uma operação mais eficiente. “É preciso olhar para essa medida nesse contexto,” Henry Capello, Presidente da Caritas in Veritas International, uma aliança de grupos católicos de evangelização de jovens, contou ao LifeSiteNews.

Por exemplo, espera-se que os Conselhos Pontifícios para a Justiça e Paz, para os Migrantes e o Cor Unum sejam unificados. Capello disse que os dicastérios para os leigos e a família tinham funções justapostas. A fusão deles em uma única entidade atenderia à “necessidade de ser mais coordenada” e economizar dinheiro através do redimensionamento da administração. “Tenho grandes expectativas,” disse Capello.

Entretanto, Steven Mosher, Presidente do Population Research Institute, uma organização com sede na Virgínia, dedicada à oposição de programas de controle de população, reiterou os receios de Smeaton.

“Essa medida é um rebaixamento,” disse Mosher, cientista social, que se converteu ao catolicismo em idade adulta, ao LifeSiteNews. “Entendo de burocracias e sei como elas funcionam e, portanto, tenho que encarar essa decisão como uma medida na direção errada. Trata-se de uma queda na hierarquia para a vida e a família, uma redução da influência delas em dois terços.”

Mosher explicou que sob a estrutura anterior os chefes dos dicastérios responsáveis pela vida e a família tinham “acesso direto ao Santo Padre.” Porém, agora, aqueles que atuam nessas questões terão acesso somente a um responsável [chefe de dicastério], que divide seus interesses em três áreas.

Nesse ínterim, o Vaticano criou novos secretariados para “a Economia” e “as Comunicações”, comentou Mosher. “Isso reflete diretamente o que é percebido como importante e o que não é.”

O assessor de imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, apresentou um ponto de vista diferente, afirmando que “o conselho [de cardeais] também está planejando dar mais atenção a questões relacionadas ao laicato, de modo que essa dimensão da vida da Igreja seja reconhecida de maneira mais apropriada e eficaz e seguida pelo governo da Igreja.”

22 outubro, 2015

Papa Francisco cria um novo dicastério para os leigos, a família e a vida.

Por EWTN | Tradução: Teresa Maria Freixinho – FratresInUnum.com: No início da tarde de hoje, na Aula do Sínodo, a assembleia geral em que estavam reunidos os bispos participantes desse evento, o Papa Francisco anunciou a criação de um novo dicastério dedicado aos leigos, à família e à vida. O Santo Padre tomou a palavra no início da sessão e fez o seguinte anúncio: “Decidi criar um novo dicastério com competência sobre os leigos, a família e a vida”. Este novo dicastério, cuja natureza específica ainda não foi decidida, substituirá o Pontifício Conselho para os Leigos e o Pontifício Conselho para a Família e estará ligado à Pontifícia Academia para a Vida”.

“Para essa tarefa, constituí uma comissão, que preparará um texto descrevendo canonicamente a competência do novo dicastério. Ele será submetido à discussão pelo Colégio de Cardeais, que se reunirá no mês de dezembro.” O Santo Padre fez esse anuncio no mesmo dia em que os bispos receberam a minuta do documento final do Sínodo que agora avaliam para sugerir correções ou aperfeiçoamento, e cuja versão final será votada no sábado, 24 de outubro, na parte da tarde.

14 outubro, 2015

Treze cardeais escrevem ao papa. Eis aqui a carta.

Mas Francisco rejeitou na íntegra todos os seus pedidos. Enquanto isso, o programa do Sínodo desapareceu do “Relatório Final”

Por Sandro Magister, 12 de outubro de 2015 | Tradução: Gercione Lima – FratresInUnum.com: Os treze signatários possuem cargos de primeira magnitude na hierarquia da Igreja (ler atualização abaixo). Entre eles estão, em ordem alfabética:

– Carlo Caffara, arcebispo de Bolonha, Itália, teólogo, o primeiro presidente do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família;

– Thomas C. Collins, arcebispo de Toronto, Canadá;

– Timothy M. Dolan, arcebispo de Nova York, Estados Unidos;

– Willem J. Eijk, Arcebispo de Utrecht, Países Baixos;

– Gerhard L. Müller, ex-bispo de Regensburg, na Alemanha, a partir de 2012 prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé;

– Wilfrid Fox Napier, arcebispo de Durban, África do Sul, o vice-presidente do sínodo já em curso como também da reunião anterior, em outubro de 2014;

– George Pell, arcebispo emérito de Sydney, na Austrália, a partir de 2014 prefeito da secretaria do Vaticano para a economia;

– Robert Sarah, ex-arcebispo de Conakry, Guiné, a partir de 2014 Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos;

– Jorge L. Urosa Savino, Arcebispo de Caracas, Venezuela.

Na carta, concisa e clara, os treze cardeais submetem à atenção do Papa uma série de “preocupações” deles e de outros Padres sinodais sobre os procedimentos do Sínodo, na sua opinião “configurado para facilitar resultados pré- determinados sobre questões controversas importantes”, e sobretudo  com relação ao ‘”Instrumentum laboris”, considerado inadequado como “o texto de orientação e fundamentação de um documento final.”

Aqui está o texto da carta, traduzido a partir da versão original em Inglês:

Santidade,

Como o Sínodo sobre a Família se inicia, e com o desejo de vê-lo produtivamente servindo à  Igreja e ao seu ministério, nós respeitosamente pedimos que vossa santidade considere uma série de preocupações que temos ouvido de outros padres sinodais, e que compartilhamos.

Enquanto o documento preparatório do sínodo, o “Instrumentum Laboris”, tem elementos admiráveis, tem também seções que se beneficiariam de uma substancial reflexão e reformulação. Os novos procedimentos que orientam o sínodo parecem garantir sua influência excessiva sobre as deliberações do Sínodo e sobre seu documento final. Tal como está, e dadas as preocupações manifestadas por muitos padres sobre suas várias seções problemáticas, o “Instrumentum” não pode adequadamente servir como um texto de orientação ou fundamento de um documento final.

Os novos procedimentos sinodais serão vistos por alguns como carentes de abertura e genuína colegialidade. No passado, o processo de oferecer proposições e votar essas proposições serviu ao propósito valioso de adotar as medidas concebidas na mente dos padres sinodais. A ausência de proposições e discussões relacionadas e de votação parecem desencorajar o debate aberto e restringir a discussão aos pequenos grupos. Assim, nos parece urgente que a elaboração de proposições a serem votadas por todo o sínodo devam ser restauradas. A votação de um documento final sai tarde demais no processo para que se faça uma revisão completa e ajustamento sério do texto.

Além disso, a falta de participação dos padres sinodais na composição da comissão de redação criou um desconforto considerável. Os membros foram indicados e nomeados, não eleitos, sem consulta. Da mesma forma, qualquer um trabalhando na elaboração de documentos no âmbito dos pequenos círculos deveria ser eleito, não nomeado.

Por sua vez, esses fatos criaram uma preocupação de que os novos procedimentos não são fiéis ao espírito tradicional e ao propósito de um sínodo. Não está claro porque essas mudanças processuais são necessárias. Um número considerável de padres sente que o novo processo está destinado a facilitar resultados pré-determinados sobre importantes questões em disputa.

Finalmente, e talvez o mais urgentemente, vários padres expressaram preocupação de que um sínodo projetado para tratar de um assunto pastoral vital – o reforço da dignidade do matrimônio e da família – pode tornar-se dominado pela questão teológica / doutrinária da comunhão para os divorciados civilmente recasados. Se assim for, isso vai inevitavelmente levantar ainda mais questões fundamentais sobre como a Igreja, daqui para frente, deverá interpretar e aplicar a Palavra de Deus, sua doutrina e sua disciplina às mudanças nas culturas. O colapso das igrejas protestantes liberais na era moderna, acelerada por seu abandono dos elementos-chave da fé e da prática cristã em nome da adaptação pastoral, merece muita cautela em nossas próprias discussões sinodais.

Santidade, nós oferecemos estes pensamentos em um espírito de fidelidade e agradecemos por considerá-las.

Fielmente em Jesus Cristo.

Na tarde daquela mesma segunda-feira, 5 de outubro, durante a primeira discussão na sala de aula, o Cardeal Pell e outros padres sinodais retomaram alguns dos temas tratados na carta, sem no entanto citá-la explicitamente.

Papa Francisco estava presente e ouvia. E na manhã seguinte, terça-feira, 6 de outubro tomou a palavra.

O texto desse seu discurso não programado não tinha sido publicado, mas foi resumido verbalmente pelo padre Federico Lombardi, e escrito no “L’Osservatore Romano” da seguinte maneira:

“O Pontífice quis reafirmar que o Sínodo atual está em continuidade com o que foi celebrado no ano passado. Com relação ao ”Instrumentum laboris”, Francisco destacou que esse é o resultado da “Relatio Synodi” juntamente com as contribuições enviadas mais tarde, e que foram aprovadas pelo conselho pós-sinodal – que se reuniu na presença do Pontífice – e que é a base para continuar o debate e as discussões nos próximos dias. Neste contexto, essencial importância foi dada à entrada dos vários grupos linguísticos. O papa recordou também que os três documentos oficiais do sínodo do ano passado são os seus dois discursos, início e fim, e o “Relatio Synodi”. O Papa sublinhou que a doutrina católica sobre o matrimônio não foi tocada e, em seguida, advertiu para que não dêem a impressão de que a “única questão do sínodo é a da comunhão para divorciados, convidando-os a não reduzir os horizontes do Sínodo.”

Neste relato do “L’Osservatore Romano”, Padre Lombardi acrescentou que “mesmo as decisões a respeito do método foram compartilhadas e aprovadas pelo papa, e, portanto, não podem ser questionadas.”

Disto resulta que Francisco rejeitou, na íntegra, todas as exigências da carta dos cardeais, exceto a recomendação marginal de não reduzir a discussão apenas à “comunhão para divorciados.”

Ele rejeitou a carta, e não sem antes jogar uma indireta polêmica, como mais tarde fez saber – através de um tweet não desmentido – o diretor de “La Civiltà Cattolica” Antonio Spadaro, que também estava presente na assembleia plenária, segundo o qual o papa teria dito aos padres “para não ceder à hermenêutica de conspiração, que é sociologicamente e espiritualmente fraca e não ajuda.”

Tudo isso no início do sínodo. Mas, já no fim da primeira semana de trabalho aconteceu outro caso. Mais uma vez, o oposto dos desejos dos treze cardeais.

Sexta-feira, 9 de outubro, em conferência de imprensa, o Cardeal Luis Antonio G. Tagle, arcebispo de Manila e presidente delegado do Sínodo, de repente, disse que, com relação à redação do relatório final, “aguardamos a decisão do Papa.”

E no dia seguinte o padre Lombardi disse que “não temos certeza ainda como será a conclusão do Sínodo, se até mesmo haverá um documento final. Vamos ver se o papa dará indicações precisas”.

Inacreditável, mas verdadeiro. Com o sínodo em pleno andamento, de repente, foi colocada em causa a própria existência do “Relatório Final” que aparecia nos programas como indicação de que todo o trabalho do Sínodo fora finalizado.

Do “Relatório Final”, de fato, havia falado extensivamente o secretário-geral do Sínodo, o cardeal Lorenzo Baldisseri, na apresentação oficial do mesmo, no dia 2 de outubro:

> Briefing sobre o tema e método da XIV Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos

Naquele mesmo dia, Baldisseri também havia informado que o Papa Francisco havia nomeado uma comissão de dez cardeais e seus próprios bispos “para a elaboração do relatório final.”

Em 5 de outubro, no discurso de abertura dos trabalhos do sínodo, Baldisseri voltou com ainda mais detalhes para ilustrar as fases de desenvolvimento e aprovação da “Relatio”

> Relatório do Secretário-Geral

E mais uma vez ele tinha falado em plenária, na manhã de 06 de outubro, pouco antes que o próprio Papa tomasse a palavra.

Para não falar do calendário oficial dos trabalhos do Sínodo, que ainda dá um total de quatro dias, de 21 a 24 de outubro, à redação do “Relatório Final”, para sua apresentação em sala de aula, discussão e apresentação dos artigos, revisão do mesmo, e sua reapresentação em plenária e votação final:

> Calendário dos trabalhos

Na carta ao Papa Francisco, os treze cardeais esperavam que fosse retomado o procedimento dos sínodos passados, os quais terminavam com a votação, de uma por uma das “proposições” a serem apresentadas ao Papa. Ou, pelo menos, na ausência dessas proposições, se votasse ponto por ponto de um “Relatório Final”, escrito por um conselho eleito, não pelos nomeados a partir de cima.

Mas mesmo que a “Relatio” – como ficou claro – não exista mais, o único produto do Sínodo não será outra coisa senão uma reformulação do  “Instrumentum laboris” que os treze signatários da carta consideram como inapto para servir como fundamento de um documento final, por causa de “suas várias partes problemáticas”, ou seja, por causa da incerteza de fidelidade à Doutrina.

Porque, é verdade, os 270 padres sinodais estão trabalhando dia após dia apenas para reelaborar de cima para baixo o “Instrumentum”. Mas, é igualmente verdade que a correção do texto será  prerrogativa de toda uma comissão nomeada diretamente pelo Papa Francisco, nas quais os membros inovadores são maioria esmagadora, contrários a tudo que é decidido na plenária dos Bispos. E em um texto quilométrico e discursivo, como  o “Instrumentum” – não telégrafico como as “proposições” de muitos sínodos do passado – é muito mais fácil de acontecer de novo tudo o que aconteceu no sínodo de 2014, com a introdução de fórmulas vagas e polivalentes, difícil de serem aprovadas ou rejeitadas nas plenárias com um voto seco.

“A doutrina católica sobre o matrimônio não foi tocada”, assegurou o Papa Francisco, referindo-se a todo o percurso do Sínodo de 2014 até hoje, em resposta às “preocupações” dos treze cardeais da carta.

Mas o cardeal Tagle, expoente de peso entre os inovadores, também disse na conferência de imprensa de 9 de Outubro, com visível satisfação:

“O novo método adotado pelo sínodo provavelmente gerou um pouco ‘de confusão, mas não há problema em ser confuso de vez em quando. Se as coisas são sempre claras, não seria a vida real.”

* * *

Nota do Fratres: À matéria acima, de segunda-feira, Magister fez um adendo hoje, confirmando o conteúdo da carta, embora reconheça a possibilidade de variações secundárias que não afetam a substância do texto. Também atualiza o nome dos cardeais signatários, segundo divulgado pela revista América, dos jesuítas nos EUA:

– Carlo Caffarra, arcivescovo di Bologna, Italia, teologo, già primo presidente del Pontificio istituto Giovanni Paolo II per studi su matrimonio e famiglia;
– Thomas C. Collins, arcivescovo di Toronto, Canada;
– Daniel N. Di Nardo, arcivescovo di Galveston-Houston e vicepresidente della conferenza episcopale degli Stati Uniti;
– Timothy M. Dolan, arcivescovo di New York, Stati Uniti;
– Willem J. Eijk, arcivescovo di Utrecht, Olanda;
– Gerhard L. Müller, già vescovo di Ratisbona, Germania, dal 2012 prefetto della congregazione per la dottrina della fede;
– Wilfrid Fox Napier, arcivescovo di Durban, Sudafrica, presidente delegato del sinodo in corso come già della precedente sessione dell’ottobre 2014;
– John Njue, arcivescovo di Nairobi, Kenya;
– George Pell, arcivescovo emerito di Sydney, Australia, dal 2014 prefetto in Vaticano della segreteria per l’economia;
– Robert Sarah, già arcivescovo di Konakry, Guinea, dal 2014 prefetto della congregazione per il culto divino e la disciplina dei sacramenti;
– Jorge L. Urosa Savino, arcivescovo di Caracas, Venezuela.

Papa Francisco hoje, por sua vez, pediu perdão por escândalos ocorridos no Vaticano, sem mencionar exatamente a que se referia. A mídia secular entendeu como uma indireta e fala em conspiração de conservadores para minar sínodo reformista, comparando o vazamento aos Vatileaks (!).

7 outubro, 2015

Sínodo: porque reler o “Liber Gomorrhianus” após revelação de um Monsenhor do Vaticano.

Por Corrispondenza Romana | Tradução: Dominus Est – “Se esse vício absolutamente vergonhoso e abominável não for imediatamente interrompido com um punho de ferro, a espada da ira divina cairá sobre nós, levando muitos à ruína”, diz São Pedro Damião  no Liber Gomorrhianus,referindo-se a sodomia difundida entre o clero de seu tempo. Estas palavras têm uma atualidade impressionante tendo em conta as declarações feitas, às vésperas do Sínodo, ao “Corriere della Sera” por Mons. Krzysztof Charamsa, oficial da Congregação para a Doutrina da Fé e secretário adjunto da Comissão Teológica Internacional do Vaticano, bem como professor na Pontifícia Universidade Gregoriana e do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum.

O prelado polonês declarou entre outras coisas: “Quero que a Igreja e minha comunidade saibam quem sou: um padre homossexual, feliz e orgulhoso de sua identidade. Estou pronto a pagar as conseqüências, mas é tempo da Igreja abrir seus olhos para os crentes gays e entender que a solução que lhes oferece: a abstinência total da vida de amor, é desumana.”  A sodomia, infelizmente, foi praticada ao longo dos séculos, mas nenhum sacerdote da Cúria Romana chegou a gabar-se publicamente e nenhuma assembléia de bispos estabeleceu na ordem do dia de seu trabalho a compreensão e a “misericórdia” para os “casais” homossexuais.  

E esta é uma boa razão para relerem as páginas do ardente Liber Gomorrhianus, Editora Fiducia (Roma 2015, euro 10) com uma introdução de Roberto de Mattei.

Em seu “coming out” (saída do armário/revelação) o teólogo vaticano dirige-se explicitamente aos Padres Sinodais, convidando-os a reverem as suas posições em confronto a grande comunidade LGBT: “(…) Gostaria de dizer ao Sínodo que o amor homossexual é um amor familiar, que precisa da família . Cada pessoa, até mesmo os gays, lésbicas ou transexuais, levam em seu coração um desejo de amor e familiaridade. Toda pessoa tem direito ao amor e que o amor deve ser protegido pela sociedade, pelas leis. Mas, acima de tudo, deve ser cuidado pela Igreja “.

Charamsa justifica a legitimidade do comportamento homossexual, alegando a existência de uma suposta natureza homossexual: “(…) um casal de lésbicas ou homossexuais devem poder dizer à sua Igreja: nós amamos de acordo com a nossa natureza (…). A Bíblia nunca fala da homossexualidade. Ao invés disso fala dos atos que eu chamaria de “homogenital”. Também podem ser feitas por pessoas heterossexuais, como acontece em muitas prisões. Desta forma, ele poderia ser um momento de infidelidade à sua natureza e, portanto, um pecado. Esses mesmos atos cometidos por uma pessoa homossexual expressam, ao invés disso, a sua natureza. A sodomia bíblica não tem nada a ver com dois homossexuais que hoje na Itália se amam e querem se casar. “

Nesta perspectiva, de acordo com o teólogo vaticano, não há uma natureza humana objetiva, mas existem tantas naturezas quanto às subjetivas tendências sexuais e, neste sentido, deformam ao próprio gosto o ensinamento católico, onde o pecado não consiste em trair a suprema lei natural, mas trair sua natureza pessoal.

Charamsa depois, como se nada tivesse acontecido, anunciou que “ter um companheiro que o ajuda a transformar os últimos temores na força do amor”, conclui sua entrevista, sublinhando que “sobre estas questões a Igreja está atrasada em relação ao conhecimento atingido pela humanidade. E já aconteceu no passado:  mas se você está atrasado em relação à astronomia as consequências não são tão pesadas como quando o atraso é sobre algo que toca o mais íntimo das pessoas. A Igreja precisa saber que não está acompanhando o desafio dos tempos “.

No entanto, se a sociedade mudou sua opinião e atitude em relação à homossexualidade ao longo dos séculos, o mesmo não aconteceu com a Igreja Católica porque ela sempre se manteve fiel ao seu imutável magistério doutrinal. Neste sentido, a Igreja tem ensinado incessantemente que a prática da homossexualidade é um vício abominável contra a natureza, que provoca não só a corrupção espiritual e condenação eterna dos indivíduos, mas também a ruína moral da sociedade, atingida por um germe mortal que envenena as próprias raízes da vida civilizada. Ao longo dos séculos, tal ensinamento foi transmitido e confirmado ininterruptamente pelas Sagradas Escrituras, pelos Padres da Igreja, os Santos Doutores e pelos Pontífices.

29 setembro, 2015

Cardeais Carlo Caffarra e Raymond Leo Burke nomeados membros da Congregação para a Causa dos Santos.

Cardeal Burke.

Cardeal Burke.

Os dois cardeais, conhecidos conservadores e opositores da “tese Kasper” a ser discutida no próximo Sínodo sobre a Família, foram nomeados, no último dia 26, membros da Congregação para a Causa dos Santos.

O Prefeito da Congregação é o Cardeal salesiano Angelo Amato.

Os cardeais se juntam a outros cerca de 30 membros no estudo e avaliação das vidas e virtudes heróicas dos candidatos a beatos e santos da Igreja Católica.