Posts tagged ‘Dom Fellay’

abril 16, 2012

A mensagem reservada de Fellay.

O superior da Fraternidade São Pio X escreve a seus padres: estamos esperando, um acordo acontecerá se não nos pedirem concessões que toquem a fé e se nos garantirem uma verdadeira liberdade.

Por Andrea Tornielli | Tradução: Fratres in Unum.com – O superior geral da Fraternidade São Pio X, o bispo Bernard Fellay, na tarde de 14 de abril, tomou papel e caneta e enviou uma mensagem reservada aos outros três bispos e a todos os padres pertencentes ao grupo Lefebvrista, confirmando o estado das relações com a Santa Sé.

Fellay, fazendo referência às indiscrições da imprensa sobre uma possível solução positiva do diálogo com Roma, teria explicado que, neste momento, ainda nada de definitivo ocorreu, nem em direção de um reconhecimento canônico, nem na de uma ruptura, e que está, assim, em um momento de espera.

O bispo, segundo as informações conseguidas por Vatican Insider, quis confirmar aos padres da Fraternidade o que ele havia escrito há alguns dias, recordando os dois princípios que guiam os lefebvristas nas relações com Roma: o primeiro, é que não sejam pedidas concessões da Fraternidade que toquem a fé e que derivem dela (liturgia, sacramentos, moral e disciplina). O segundo, de que uma verdadeira liberdade e autonomia de ação seja concedida à Fraternidade São Pio X, que lhe permitiria crescer e se desenvolver.

Como interpretar esta mensagem do superior lefebrista? Acima de tudo, é interessante notar que a possibilidade de um resultado positivo — que muitas fontes, tanto aquelas próximas da Fraternidade São Pio X como do Vaticano, consideram neste momento provável e iminente — absolutamente não é negada. Fellay, que sabe ter dentro da Fraternidade um grupo abertamente contrário ao acordo (estimado em torno de 25%, mas que inclui também os outros três bispos, Williamson, Tissier de Mallerais e Galarreta, embora com posições diferenciadas), provavelmente desejava acalmar seus companheiros internos sobre o fato de que um regulamento canônico e a reentrada na plena comunhão levará tempo, segundo aquelas duas condições tornadas públicas por ele nas últimas semanas.

março 22, 2012

“Oxalá fosse verdade tanta beleza”.

Da página no Facebook do Reverendíssimo Padre Rafael Navaz Ortiz, superior do Distrito Latino-americano do Instituto do Bom Pastor:

Mons. Nicola Bux chama a Mons. Fellay:

“Na plena comunhão eclesial, com a grande família que constitui a Igreja Católica, a vossa voz não será asfixiada, o vosso comprometimento não será negligenciável nem negligenciado, mas poderá dar, com o de tanto outros, frutos abundantes que de outra forma permaneceriam desperdiçados.

Oxalá fosse verdade tanta beleza:

Não é que eu ignore a boa vontade de Mons. Nicola Bux, mas a realidade tem sido outra e está mostrando o contrário pelo tratamento dado ao Instituto do Bom Pastor (IBP) por parte dos bispos do Chile, em especial de Santiago e seus arredores… que não toleram o IBP com sua especificidade recebida da Santa Sé e consagrada na aprovação de seus estatutos; se nega a ele inclusive sua existência canônica. É o desprezo e o desdém, o abandono e a dispersão como formas modernas de perseguição eclesiástica dessaa parte da “grande família católica”, “obras são amores (desamores, neste caso) e não boas razões”. É o “grande pecado” de celebrar exclusivamente o rito antigo e o compromisso estatutário de colaborar com o Papa, enquanto seja possível, numa visão do Concílio Vaticano II à luz da Tradição.

Rezemos!

Créditos ao leitor Eduardo Gregoriano.

setembro 14, 2011

Entrevista de Dom Fellay após o encontro com a Santa Sé: “Nossa decisão será tomada para o bem da Igreja e das almas”.

Por DICI n°240 de 14/09/11 – Tradução: Fratres in Unum.com

Ao fim da audiência que Dom Bernard Fellay e seus dois Assistentes Gerais tiveram, no Vaticano, com o Cardeal William Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em 14 de setembro de 2011, às 10:00, o Superior Geral de Fraternidade São Pio X respondeu às nossas perguntas.

Como se desenvolveu este encontro?

A audiência foi de uma grande cortesia e também de grande franqueza, porque por lealdade a Fraternidade São Pio X se recusa a se esquivar dos problemas que permanecem. É, aliás, neste espírito que se desenvolveram as conversações teológicas que ocorreram nestes dois últimos anos.

Quando declarei, em 15 de agosto passado, que estávamos de acordo sobre o fato de não estarmos de acordo a propósito do Concílio Vaticano II, tive igualmente que precisar que no que diz respeito aos dogmas, como a Trindade, nós estamos obviamente de acordo quando os encontramos recordados no Vaticano II. Uma frase não deve ser isolada de seu contexto. As nossas conversações teológicas tiveram o grande mérito de aprofundar seriamente e de esclarecer todos esses problemas doutrinais.

O comunicado oficial comum do Vaticano e da Fraternidade anuncia que um documento doutrinal lhe foi entregue e que uma solução canônica foi proposta. O senhor pode nos dar alguns detalhes?

Este documento se intitula Preâmbulo doutrinal, nos foi entregue para um estudo aprofundado. Conseqüentemente, ele é confidencial, e o senhor compreenderá que eu não fale mais. Contudo, o termo preâmbulo indica justamente que a sua aceitação constitui uma condição prévia a qualquer reconhecimento canônico da Fraternidade São Pio X por parte da Santa Sé.

A propósito deste preâmbulo doutrinal, na medida em que não toque a sua confidencialidade, o senhor pode nos confirmar se há, como anunciado na imprensa, uma distinção entre o que é de fé – ao que a Fraternidade adere plenamente –, e o que diz respeito a um concílio pastoral, como o próprio Vaticano II quis ser, e que então poderia estar sujeito a uma crítica, sem colocar a fé em questão?

Esta distinção nova não foi anunciada apenas pela imprensa, mas a ouvi pessoalmente de fontes diversas. Já em 2005, o Cardeal Castrillon Hoyos me declarava após eu ter exposto durante cinco horas todas as objeções que Fraternidade São Pio X formulava contra o Vaticano II: “Não posso dizer que estou de acordo com tudo o que disse, mas o que o senhor disse não faz com que estejam fora da Igreja. Escrevam, portanto, ao Papa, a fim de que retire a excomunhão”.

Hoje, para ser honesto, devo reconhecer que não há, no preâmbulo doutrinal, uma distinção nítida entre a esfera dogmática intocável e a esfera pastoral sujeita à discussão. A única coisa que posso declarar, pois está no comunicado de imprensa, é que este preâmbulo contém “princípios doutrinais e os critérios de interpretação da doutrina católica necessários para garantir a fidelidade ao Magistério da Igreja e o sentire cum Ecclesia, deixando, ao mesmo tempo, abertos a uma legítima discussão o estudo e a explicação teológica de expressões ou de formulações específicas presentes nos textos do Concílio Vaticano II e do Magistério que o seguiu”.  Aí está, nem mais, nem menos.

A respeito do estatuto canônico que seria proposto à Fraternidade São Pio X, sob a condição de adesão ao preâmbulo doutrinal? Falou-se de prelazia em vez de ordinariato, correto?

Como o senhor nota justamente, este estatuto canônico é condicionado; a sua modalidade exata não pode ser vista senão ulteriormente e permanece ainda objeto de discussão.

Quando o senhor pensa em dar a sua resposta à proposta do preâmbulo doutrinal?

Assim que tenha tomado o tempo necessário para estudar este documento e consultar os principais responsáveis da Fraternidade São Pio X, pois, sobre um assunto tão importante, eu me comprometi com meus confrades a não tomar decisão sem tê-los consultado anteriormente.

Mas posso assegurar que a nossa decisão será tomada para o bem da Igreja e das almas. Nossa cruzada de rosários, que continua ainda por vários meses, deve se intensificar para nos permitir obter, pela intercessão de Maria, Mãe da Igreja, as graças de luz e de força das quais temos necessidade mais que nunca.

* * *

Como nossos leitores puderam perceber, esta tradução foi realizada “a jato”. Portanto, toda sugestão ou correção é mais do que bem-vinda!

setembro 14, 2011

Comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé sobre o encontro entre a Congregação para a Doutrina da Fé e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Sala de Imprensa da Santa Sé – Tradução: Fratres in Unum.com| Em 14 de setembro de 2011, na sede da Congregação para a Doutrina da Fé, teve lugar um encontro entre Sua Eminência Reverendíssima, o Cardeal William Levada, Prefeito desta Congregação e Presidente da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, Sua Excelência Dom Luis Ladaria, s.j., Secretário desta Congregação, e Monsenhor Guido Pozzo, Secretário da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, com Sua Excelência Dom Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, e os Senhores Padres Niklaus Pfluger e Alain-Marc Nély, Assistentes Gerais da Fraternidade.

Após a súplica dirigida em 15 de dezembro de 2008 pelo Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X à Sua Santidade, o Papa Bento XVI, o Santo Padre tomou a decisão de levantar a excomunhão dos quatro bispos sagrados por Dom Marcel Lefebvre e de abrir, ao mesmo tempo, colóquios doutrinais com a Fraternidade, a fim de superar as dificuldades e os problemas de ordem doutrinal, e chegar à superação da ruptura existente.

Obedecendo à vontade do Santo Padre, uma comissão mista de estudos, composta de peritos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X e peritos da Congregação para a Doutrina da Fé, reuniu-se por oito vezes para encontros que tiveram lugar em Roma, entre o mês de outubro de 2009 e o mês de abril de 2011. Estes colóquios, cujo objetivo era expor e aprofundar as dificuldades doutrinais essenciais sobre temas controversos, atingiram o seu objetivo, que era esclarecer as respectivas posições e as suas motivações.

Tendo em conta as preocupações e as instâncias apresentadas pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X a propósito do respeito da integridade da fé católica em face da “hermenêutica da ruptura” do Concílio Vaticano II em relação à Tradição — hermenêutica mencionada pelo Papa Bento XVI em seu discurso à cúria romana de 22 de dezembro de 2005 –, a Congregação para a Doutrina da Fé toma por base fundamental para a plena reconciliação com a Sé Apostólica a aceitação do Preâmbulo Doutrinal que foi entregue durante o encontro de 14 de setembro de 2011. Este preâmbulo enuncia alguns dos princípios doutrinais e os critérios de interpretação da doutrina católica necessários para garantir a fidelidade ao Magistério da Igreja e o sentire cum Ecclesia, deixando, ao mesmo tempo, abertos a uma legítima discussão o estudo e a explicação teológica de expressões ou de formulações específicas presentes nos textos do Concílio Vaticano II e do Magistério que o seguiu.

Durante a mesma reunião, foram propostos alguns elementos em vista de uma solução canônica para a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que seguiria a eventual e esperada reconciliação.

setembro 12, 2011

Dom Fellay e o método Bonaiuti.

Por Enrico – Messa in Latino

Tradução: Giulia D’Amore – Blog Pale Ideas

No dia de ferragosto [1], Mons. Fellay, Superior da Fraternidade Sacerdotal S. Pio X (FSSPX), fez um relatório, em Saint-Malo, sobre o atual estágio das relações com Roma. Em vista, como todos sabem, da reunião no Vaticano prevista para 14 de setembro, na qual os dois lados, terminada a fase das “discussões doutrinárias”, enfrentarão a questão capital: ”E agora, o que fazemos?”.

O discurso do bispo quer ser, e é, marcado pela maior transparência possível, mesmo à custa de cautela diplomática. O texto é longo e muito revelador. Podem encontrá-lo na íntegra, em francês, no site La Porte Latine [o Fratres in Unum publicou um excerto aqui].

Em primeiro lugar, não se faz qualquer mistério sobre o fato – já bem noto, no entanto, graças às indiscrições – de que os colóquios doutrinários não tiveram o fruto (esperado?) de uma suavização das diferenças de posições teológicas. Aqui está o que refere Fellay:

Dessas discussões doutrinárias me fica que, de per si, não trazem algum bem de imediato, porque é o encontro de duas mentalidades que se chocam. Guardo a imagem de um torneio onde dois cavalheiros cruzam as espadas, se lançam, mas passam um do lado do outro. Não há mesmo como dizer que estamos de acordo. Se há um ponto sobre o qual estamos de acordo é que sobre algum ponto não estamos de acordo! Certamente, se falamos sobre a Trindade estamos de acordo… Mas o problema não está aí: quando se trata do Concílio, fala-se sobre certos problemas novos, que chamamos de erros.

Isto implica um “adeus e obrigado” por parte da Fraternidade? Não, nos faz compreender Fellay. Sua mensagem de fundo parece-nos que seja esta: o Papa é um good fellow [2], bem disposto em relação à FSSPX e, sobretudo, tem o grande mérito de ter despertado um movimento de pensamento que olha com esperança e favor para a Tradição:

Deste ponto de vista, a ascensão de Bento XVI foi como um clique. O que quer que se diga sobre a própria pessoa dele, emergiu uma nova atmosfera. No Vaticano, esta chegada deu coragem àqueles, vamos chamá-los conservadores, que até então andavam de cabeça baixa! Talvez ainda a tenham baixa, porque a pressão ou a opressão dos progressistas ainda existe; o que torna até mesmo quase impossível o governo. Mas a atmosfera em todo caso mudou. Isto é evidente na nova geração, não mais ligada ao Concílio. Para as novas gerações e para todos aqueles que têm hoje 20 anos, o Concílio, o milênio passado, é algo de muito antigo. Esta geração que não conheceu o Concílio, e que vê a Igreja em um estado deplorável, inevitavelmente se coloca questionamentos. E os coloca de uma maneira completamente diferente daqueles que viveram o Concílio, daqueles que o fizeram e lhe são visceralmente ligados, porque queriam demolir o passado, porque queriam virar a página. [...]

Um elemento muito importante, verdadeiramente muito importante, são os primeiros ataques ao Concílio que não vêm de nós, mas de pessoas notáveis, que possuem um título, como Mons. Gherardini, que não se contentou em escrever apenas um livro, mas continua a escrever e em maneira mais e mais ousada. Quando o conheci, me fez este discurso: “há 40 anos que eu tenho essas coisas na minha consciência, não posso comparecer diante do bom Deus sem tê-las dito”. De fato, ele está, por assim dizer, conosco, mas utiliza uma forma de expressão muito romana, muito cuidadosa, detalhada, mesmo dizendo o que tem a dizer.

Nesse mesmo contexto, no dia 22 de dezembro de 2005, o Papa pronunciou seu famoso discurso à Cúria no qual ele condena uma linha de interpretação do Concílio, a famosa linha da ruptura. Antes de ler, devo confessar que havia pensado que estava contra nós. Mas então percebi que havia falado dos progressistas.

Naturalmente, as posições do Papa (que defende o Concílio, embora em uma versão – a da “reforma na continuidade” – que nunca havia visto a luz) não são as de Fellay, “mas contudo”, reconhece o último, “condena uma linha, é um começo.” Uma análise similar foi feita sobre o discurso de Mons. Pozzo em Wigratzbad, o qual ainda se acautela por atrás da defesa de um Concílio “em potencial”, nunca realizado (Mons. Fellay se diverte em zombar da frase de Pozzo, para quem “uma ideologia para-conciliar apossou-se do Concílio desde o início, substituindo-se àquele”: bela maneira de defender o Concílio, explica, afirmar que tudo o que foi dito em 40 anos é falso; e as autoridades romanas que deveriam corrigir os erros dormiam talvez nestes lustros?); mas a novidade mais do que positiva é que se trata de um início de admissão, mesmo que ainda temperado com cautelas e “equilibrismos” tendentes a salvar, pelo menos na aparência, o tabu do Concílio, mesmo atacando todo o invólucro.

E, por falar de manchas e equilibrismos, Mons. Fellay passa a falar sobre o que está sendo tramado em Roma e nos altos postos do episcopado, para explicar as contradições e as lutas aspérrimas nos bastidores. Relata, assim, como o presidente da Conferência Episcopal Alemã, o famigerado Zollitsch, tenha prometido a um grupo de deputados, logo após o levantamento das excomunhões dos bispos lefebvrianos, que, “até o final do ano [3], a FSSPX estará novamente fora da Igreja”. E fala de como chegaram dos episcopados, e também por parte de amplos setores da Cúria Romana, pressões fortíssimas contra a aproximação do Papa com os tradicionalistas.

Também havia sido lançado um duro comunicado da Secretaria de Estado, que estabelecia que a FSSPX nunca teria sido reconhecida se não tivesse aceitado o Vaticano II. Mas, como relatou o card. Castrillon logo após a Fellay, aquele texto “não é assinado”, tem apenas um valor “político”, e, de qualquer maneira, aquele não é o pensamento do Papa…

O mesmo Mons. Pozzo disse a Fellay: “deveis dizer a vossos sacerdotes e vossos fieis que nem tudo que vem de Roma vem do Papa”. Em outras palavras: o Papa não tem o pleno controle de sua cúria, imagine da Igreja universal.

Esta é uma mensagem gravíssima, mas de cuja veracidade não se pode duvidar, visto que a situação está sob os olhos de todos (basta pensar no cisma rastejante acontecendo no Reich teutônico e na Ostmark, com os padres desobedientes que exigem padres-mulheres, divórcios, casamentos gay etc. etc.). Mas, ao mesmo tempo, Mons. Fellay, ao relatar essas considerações, parece querer convidar os seus a não se focarem nesta ou naquela declaração ou comportamento da Igreja “oficial” que vai contra a Tradição, porque, diz ele, “não vem do Papa”. Como dizer: não rasgai as vossas vestes, e não vos erguei por esta ou aquela mancha: há uma guerra de gangues, e os modernistas são fortes. Uma maneira talvez deselegante, mas sincera e persuasiva de defender o Papa e seu trabalho, separando a sua responsabilidade daquela de muitos de seus “subordinados”.

E eis, no final do discurso, as frases reveladoras da atitude do Superior da FSSPX em face das propostas romanas de acordo que todos esperam (mesmo que ele lembre não saber ainda nada):

Gostaria de dizer uma última coisa: algumas coisas mudam, e nestas mudanças, há almas sedentas, que veem o atual estado desastroso da Igreja, elas não chegam como almas perfeitas, mas é necessário atendê-las. Até aqui tivemos uma atitude de defesa [até aqui!]. Contudo, não é necessário temer introduzir um elemento de ataque, um elemento mais positivo: ir aos outros para tentar ganhá-los, ao mesmo tempo dando prova de grande prudência, porque as hostilidades não acabaram. Imaginem que Roma nos reconheça de repente [note-se bem este termo: um 'reconhecimento unilateral', contra o qual a Fraternidade poderia se permitir uma aceitação passiva no lugar de um consentimento formal, livraria Mons. Fellay de muitas batatas quentes em seu fronte interno], tenho dificuldades de acreditar nisso [mas não de esperar], mas o que ocorreria então? Acreditam que os progressistas vão mudar no que diz respeito a nós [Monsenhor passou do condicional ao indicativo...]? Mas de forma alguma! De um lado, vão continuar a nos rejeitar como sempre fizeram, ou vão tentar nos fazer engolir o seu veneno; nós nos recusaremos e o conflito recomeçará com novo vigor, não se iludam. Se Roma nos reconhecesse, seria ainda mais duro que agora. Hoje, gozamos certa liberdade. A Igreja um dia terá que nos reconhecer como católicos, mas não será fácil.

Como dizer: um acordo com Roma (ou melhor: um reconhecimento por parte de Roma) nunca será um gesto de apaziguamento, de covardia ou de renúncia à santa batalha, como estão pelo contrário pregando os vários Williamson dentro da Fraternidade. Pelo contrário, a luta pela Fé e a Tradição continuará ainda mais dura e amarga, na coexistência armada e hostil com as gangues dos modernistas, mas também com a possibilidade de um campo de ação muito mais amplo onde encontrar um grande número de “almas“ “sedentas”, que nada mais esperam do que conhecer a Tradição. Nas palavras de Mons. de Galarreta, o pouco bem que se pode fazer em Roma vale mais do que o muito bem que se pode fazer em outro lugar. Os modernistas tiveram uma intuição semelhante, e a realizaram com determinação científica [4]. Agora se trata de avançar na direção oposta em relação aos modernistas, mas o método[5] não poderá senão ser o mesmo.

Enrico


[1] N.Trª.: No Ferragosto (do latim: Feriae Augusti) é comemorada a Assunção de Maria pelos italianos, no dia 15 de agosto. É também ponto de partida das férias na Itália.

[2] N.Trª.: Em inglês: bom companheiro.

[3] N.A.: O ano era 2009.

[4] N.A.: Ernesto Bonaiuti escreveu: “quis-se reformar Roma sem Roma, ou até mesmo contra Roma. Precisa-se reformar Roma com Roma; fazer com que a reforma passe pelas mãos daqueles que devem ser reformados. Este é o verdadeiro e infalível método; mas é difícil. Hic opus, hic labor”.

[5] N.A.: Ou seja, a estrada, o caminho a percorrer: meth’odòn em grego.

setembro 5, 2011

Dom Fellay fala. O encontro de 14 de setembro, perspectivas.

Publicamos nossa tradução de um trecho da conferência pronunciada por Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade São Pio X, no último dia 15 de agosto, sobre o atual estágio das relações entre Roma e a FSSPX.

D. Bernard Fellay e e Pe. Lorans.

D. Bernard Fellay e Pe. Lorans.

O Cardeal Levada convidou-me, assim como os dois Assistentes gerais, para [um encontro no] dia o 14 de setembro. É algo de novo. Dizem que já foram abordados todos os temas doutrinais, que uma reunião se faz agora necessária para avaliar estas discussões teológicas e falar do futuro. Dizem que haverá uma proposta de acordo prático, eu não sei de nada. Isso vem de toda parte: o Padre Aulagnier diz que vão fazer desta forma e que a Fraternidade vai recusar. Não sei de nada. Mesmo Dom Williamson falou, não sei de onde recebeu as suas informações; parece que de um porta-voz da Ecclesia Dei… Quem é este porta-voz? Não sei de nada. Os rumores persistem, talvez haverá algo novo? Muita gente fala; Roma não desmente, mas ainda não recebi nada. Permanecemos na expectativa.

Se o objetivo deles permanece ainda a aceitação do concílio pela Fraternidade, as discussões foram bastante claras para mostrar que não temos a intenção de nos comprometer nesta via. Já em 2005, após cinco horas de discussões no curso das quais eu havia dado uma volta e revisado todas as nossas objeções contra os erros, a situação da Igreja de hoje, o Direito Canônico, posso assegurá-los que as conversas foram tensas. O Cardeal Castrillón havia concluído: “Não posso dizer que estou de acordo com tudo o que disse, mas os seus propósitos mostram que não estão fora da Igreja. Escrevam ao Papa para lhe pedir que retire a excomunhão”.

Compreendi então que Roma estava pronta a fazer um gesto, se não este pedido não faria nenhum sentido. A minha resposta não foi imediata, porque, na verdade, para nós, nunca houve excomunhão. É por isso que, na carta que escrevi ao Papa, não pedia o levantamento, mas a anulação ou a retirada do decreto, porque, este sim, existia. Aos que dizem que pedi o levantamento das excomunhões, respondo-lhes que isso é falso. O Cardeal Castrillón mesmo me escreveu: “O senhor pede que se retire decreto, e vamos retirar a excomunhão”. Isso é muito claro, eles sabem o que dizem.

Então, para conhecer a situação exata… Da minha parte, digo que não sei o que virá amanhã. Pode ir desde a declaração de cisma até o reconhecimento da Fraternidade. Não quero especular. Tento prever as situações, refletir sobre o que seria necessário fazer em tal ou tal caso particular.

De um lado, defendo uma extrema prudência, não seguir os rumores, ater-se aos fatos, ao real. Minha impressão é que Roma faz pouco caso do que é dito; as palavras jorram em todos os sentidos, mas não têm muito valor. Não se alarmem. É um pouco como Nosso Senhor, vos dirão que está aqui, que está ali, não ideis, permanecei.

Por outro lado, sustento as discussões doutrinais que em si não trazem um grande bem de imediato, porque é o encontro de duas mentalidades que chocam. Guardo a imagem de uma competição onde dois cavaleiros cruzam a espada, se golpeiam, mas passam ao lado um do outro.

Eles não podem, em todo caso, dizer que estamos de acordo. Se estamos de acordo sobre um ponto, é que sobre algum ponto não estamos de acordo! Evidentemente, se falamos da Santíssima Trindade, estamos de acordo… Mas o problema não está aí: quando falamos do concílio, falamos de certos problemas novos, que chamamos de erros.

Há esse rumor segundo o qual nos apresentariam propostas. Mas sob quais condições? Haverá condições? No meu ponto de vista, seria improvável não haver. Alguns dizem que não é possível, que até o momento eles sempre tentaram nos fazer engolir o concílio. Quanto a mim, não sei. A única coisa que digo é: “continuemos”. Temos os nossos princípios, e o primeiro deles é a Fé. De que serviria receber qualquer vantagem nesta terra se tivermos de colocar em jogo a Fé? É impossível. E sem a Fé é impossível agradar a Deus, portanto, a nossa escolha está feita. Primeiro a Fé, e custe o que custar, ela passa antes mesmo de um reconhecimento pela Igreja. É necessário ter essa força.

Gostaria de dizer uma última coisa: algumas coisas mudam, e nestas mudanças, há almas sedentas, que vêem o atual estado desastroso da Igreja, elas não chegam como almas perfeitas, mas é necessário atendê-las. Até aqui tivemos uma atitude de defesa. Contudo, não é necessário temer introduzir um elemento de ataque, um elemento mais positivo: ir aos outros para tentar ganhá-los, ao mesmo tempo dando prova de grande prudência, porque as hostilidades não acabaram. Imaginem que Roma nos reconheça de repente, tenho dificuldades de acreditar nisso, mas o que ocorreria então? Acreditam que os progressistas vão mudar no que diz respeito a nós? Mas de forma alguma! De um lado, vão continuar a nos rejeitar como sempre fizeram, ou vão tentar nos fazer engolir o seu veneno; nós nos recusaremos e o conflito recomeçará com novo vigor, não se iludam. Se Roma nos reconhecesse, seria ainda mais duro que agora. Hoje, gozamos certa liberdade. A Igreja um dia terá que nos reconhecer como católicos, mas não será fácil.

Da parte de Roma, falta-nos a clareza; gostaríamos que Roma se tornasse outra vez o farol da verdade, mas, para o momento, está distante de sê-lo, é mais que incerto… Do nosso lado, fundamentalmente, não mudamos nada, continuamos a nos centrar na Fé, ao mesmo tempo prontos para ajudar as almas que desejam ser ajudadas, ainda que tenham comportamentos que a princípio deixam a desejar. É necessária muita paciência, misericórdia, permanecendo ao mesmo tempo firme, o que não é fácil! Tomemos cuidado de não rejeitar, por razões superficiais, almas meritórias que viriam até nós; não queremos qualquer um, não devemos, sobretudo, nos enfraquecer, mas é necessário ser bons para com todos. Crescer na virtude é uma obrigação também para nós.

junho 9, 2011

Entrevista de Dom Fellay. O estágio atual das discussões teológicas: “Chegamos provavelmente ao fim de uma fase”.

Da entrevista concedida por Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, por ocasião de sua visita ao Gabão, 1° de junho de 2011, via La Porte Latine:

Permita-nos terminar, Excelência, com duas perguntas. A primeira tem a ver com as relações entre a Fraternidade e Roma. Em que ponto estão os senhores em vossos contatos? Pergunta complementar: é possível  esperar, a médio prazo, uma normalização dessas relações?

Os contatos continuam. Chegamos provavelmente ao fim de uma fase de discussões. Isso ainda não está completamente claro. O que vai acontecer? Qual será o resultado dessa fase? Isso responde à segunda pergunta. O que Roma prevê neste momento para nós? Não devemos nos enganar: estamos inteiramente na crise da Igreja; ela certamente não terminou. Qual é o nosso destino nesta crise? Porque creio que em algum lugar o Bom Deus nos ligou a esta crise, pois trabalhamos pela restauração da Igreja, mas ela ainda pode ainda durar uma década, talvez duas. É necessário ter muita coragem e perseverança. Isso pode se resolver amanhã, pode se resolver depois de amanhã. Tudo está nas mãos do Bom Deus. Simplesmente continuemos fiéis.

Minha segunda pergunta diz respeito ao vosso sentimento imediatamente após a beatificação do Papa João Paulo II.

Um sentimento muito mesclado. [Tem-se] A impressão de uma precipitação inacreditável, que despreza todas as regras que a Igreja mesma se deu antes de proceder esse tipo de ato. A impressão de uma imprudência. Um exemplo: quando se quer beatificar ou canonizar, examina-se muito detalhadamente o que foi dito e escrito pelo candidato que dito “venerável”. Ora, aqui a maior parte de tudo que ele escreveu se encontra nos arquivos secretos do Vaticano que ainda não foram abertos. Permanecemos, portanto, desconfortáveis. Tememos ver aí uma vontade de chancelar uma causa que João Paulo II colocou em prática, que quis continuar durante o seu pontificado, da qual quis ser o apóstolo.

maio 18, 2011

A reação de Dom Bernard Fellay à instrução ‘Universae Ecclesiae’. Resultados das conversações teológicas a longo prazo.

Apresentamos a tradução da matéria do site Kreuz.net sobre o pronunciamento de Dom Bernard Fellay por ocasião de sua visita à Alemanha.

Clareza não é o Carisma da Igreja Conciliar.

O Superior da Fraternidade Sacerdotal São Pio X esclareceu na Alemanha, que não se deve esperar uma reconciliação com o Vaticano “em curto prazo”

Clique para ver o vídeo.

Clique para ver o vídeo.

(Kreuz.net, Stuttgart) A Instrução ‘Universae Ecclesiae’ confirma o significado da Missa Antiga para toda a Igreja,  disse o Bispo Bernard Fellay – o superior da  Fraternidade Sacerdotal São Pio X – em uma vídeo-entrevista em alemão ao sítio ‘pius.info’.

As gravações ocorreram na terça-feira durante uma visita de Mons. Fellay a Stuttgart.

O bispo se alegra que bispos e padres sejam instados a se abrirem ao Rito Antigo. Ao mesmo tempo, Mons. Fellay vê sombras na Instrução.

Legitimidade da Missa Antiga

O bispo critica especialmente o número 19 da Instrução.

Lá está: “Os fiéis que pedem a celebração da forma extraordinária não devem apoiar nem pertencer a grupos que se manifestam contrários à validade ou à legitimidade da Santa Missa ou dos Sacramentos celebrados na forma ordinária, nem ser contrários ao Romano Pontífice como Pastor Supremo da Igreja universal.”

O superior geral resume o parágrafo no sentido de que a legitimidade da Missa Nova não deveria ser questionada.

Contudo, assim fazem [i.e., questionam tal legitimidade] “provavelmente noventa por cento daqueles que anseiam pela Missa Antiga”.

Logo: Assim, por que se deve freqüentar a Missa Antiga, quando se está satisfeito com a nova? – indaga o prelado.

Certamente a fraternidade “não está satisfeita” com esse ponto.

Crítica Cautelosa

Mons. Fellay critica ainda o número 31 da Instrução. Segundo este item, bispos diocesanos são rigorosamente proibidos de fazer ordenações presbiterais no Rito Antigo.

O item 31 diz o seguinte:

“Somente aos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica que dependem da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, e àqueles nos quais se conserva o uso dos livros litúrgicos da forma extraordinária, se permite o uso do Pontifical Romano de 1962 para o conferimento das ordens menores e maiores”.

O bispo Fellay esperaria a mesma abertura da Missa para as ordenações.

No geral, ele encara a nova instrução com “sentimentos misturados”.

Ele espera ainda que o bem cresça e que a Missa Antiga seja cada vez mais celebrada.

Nenhuma Reconciliação em curto prazo

Quanto às negociações com o Vaticano, Mons. Fellay disse que foi combinado sigilo.

O futuro dirá se haverá algum esclarecimento conjunto.

O bispo não espera muito.

Ele não vê nenhuma reconciliação em curto prazo. A Fraternidade não poderia esperar que Roma admitisse de repente que “estava errada.”

A longo prazo, Mons. Fellay espera certas correções – especialmente no Concílio Pastoral:

“É muito, muito difícil dizer algo verdadeiramente claro sobre os resultados das conversações.”

abril 18, 2011

Uma nova cruzada de Rosários pelo triunfo do Imaculado Coração de Maria.

Excerto da carta de Dom Bernard Fellay ao amigos e benfeitores da Fraternidade São Pio X nº 78, publicada na última sexta-feira:

O que fazer? De nossa parte, o que podemos fazer, meu caros amigos? “Oração e penitência” foram as palavras de ordem dadas por nossa querida Mãe do Céu, a Santíssima Virgem Maria, tanto em Lourdes como em Fátima; estas instruções celestiais são ainda válidas e hoje ainda mais do que quando foram pronunciadas. Muitos de vós se questionam sobre o efeito de nossa Cruzada de Rosários concluída no ano passado. Nós encaminhamos seus resultados junto com nossos pedidos ao Soberano Pontífice, que não se dignou responder, nem mesmo com uma carta acusando seu recebimento. Mas isso não deve nos desencorajar. Nossas orações foram elevadas aos Céus, a Nossa Senhora, nossa Mãe tão boa e misericordiosa, e ao Deus das Misericórdias; portanto, não temos o direito de duvidar de que nossas orações serão respondidas, segundo os desígnios infalíveis da Providência Divina. Confiemos no bom Senhor. Todavia, a situação da Igreja e do mundo nos instiga a pedir-vos insistentemente que não pareis este movimento de oração pelo bem da Igreja e do mundo, pelo triunfo do Imaculado Coração de Maria. A intensidade da crise, a multiplicação de todas as espécies de desgraças que atingem ou ameaçam a humanidade, pede-nos, de nossa parte, uma atitude correspondente: “Devemos sempre rezar e não cessar jamais”. “Oportet semper orare et numquam deficere” (Lucas 18:1).

Portanto, parece-nos urgente e mais do que oportuno, dada a redobrada intensidade dos males que inundam a Santa Igreja, lançar uma vez mais uma Cruzada de Rosários, uma campanha de oração e penitência. Começando na Páscoa deste ano até Pentecostes de 2012, nós vos convidamos a unir todos os vossos esforços, toda vossa força, a fim de fazer uma novo buquê espiritual, uma nova coroa dessas rosas que são tão agradáveis a Nossa Senhora, para implorar-Lhe que interceda em favor de Seus filhos junto ao Seu divino Filho e ao Pai Onipotente. A confusão apenas aumenta entre as almas; elas estão sendo entregues aos lobos ladrões até mesmo no aprisco. A provação é tão difícil que mesmo os eleitos se perderiam se ela não fosse abreviada. Os poucos desenvolvimentos reconfortantes dos últimos anos não são suficientes para nos permitir dizer que as coisas, de fato, mudaram fundamentalmente. Eles nos dão grandes esperanças para o futuro, mas como a luz que se percebe enquanto ainda se está no fundo do túnel. Portanto, de todo nosso coração, peçamos à Mãe do Céu que intervenha a fim de que essa terrível provação seja abreviada, para que a capa modernista que cobre a Igreja — ao menos desde o Vaticano II — possa ser rasgada, para que as Autoridades possam exercer seus deveres salvíficos para com as almas, para que a Igreja possa recobrar seu esplendor e beleza espirituais, para que as almas espalhadas pelo mundo possam ouvir a Boa Nova que converte, receber os Sacramentos que salvam, e encontrar o único aprisco. Ah! Como amaríamos poder usar uma linguagem menos dramática, mas seria uma mentira e uma negligência culpável de nossa parte vos tranquilizar ao vos deixar pensar que as coisas melhorarão por si mesmas.

Contamos com a vossa generosidade para reunir uma vez mais um buquê de ao menos doze milhões de rosários pela intenções de que a Igreja seja libertada dos males que a oprimem ou a ameaçam no futuro próximo, para que a Rússia seja consagrada e para que o Triunfo da Imaculada venha em breve!

fevereiro 21, 2011

Segunda parte da entrevista de Dom Fellay: a beatificação de João Paulo II, a vida da Fraternidade e sua expansão nos EUA.

Fonte: Distrito Sul-americano da FSSPX

Tradução: Fratres in Unum.com

A primeira parte desta entrevista pode ser lida aqui.

* * *

29. A próxima beatificação de João Paulo II cria um problema?

Um problema grave: de um pontificado que avançou a grandes passos no sentido errado, na direção do progressismo e de tudo aquilo que se chama “o espírito do Vaticano II”. Por isso, não é somente uma consagração da pessoa de João Paulo II, mas também do Concílio e de todo o espírito que o acompanhou.

30. Há um novo conceito de santidade desde o Vaticano II?

É de se temer!  É um conceito de santidade para todos, de santidade universal. É verdade que há um chamado, uma vocação à santidade, feito a todos os homens; o falso é rebaixar a santidade a tal nível que leva a pensar que todo mundo vai para o céu.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 810 other followers