Posts tagged ‘Dom Roberto Ferrería Paz’

22 setembro, 2014

Nota de Esclarecimento do Bispo de Campos sobre apoio a candidato do PT.

Após matéria de Fratres in Unum.com sobre seu apoio a candidato do Partido dos Trabalhadores, Dom Roberto Ferrería Paz emitiu a seguinte nota, que divulgamos na íntegra.

NOTA DE ESCLARECIMENTO 

     Diante de algumas dúvidas levantadas a respeito de um depoimento favorável ao candidato Marlos Costa, gostaria de fazer os seguintes esclarecimentos:

  1. O candidato a Deputado Federal Marlos Costa faz parte da Pastoral Católicos na Política, como muitos acompanha este espaço de articulação de fé e política, de formação espiritual e doutrinal, alimentada pela fé e o instrumental da Doutrina Social da Igreja.   Esta Pastoral está aberta por ser plural a católicos de todos os partidos e orientações cívicas, respeitando-se no entanto como já afirmamos a identidade eclesial e fidelidade ao Magistério.
  2. O reconhecimento ao candidato foi dado, como a todos(as) que o pediram, também de todos os partidos e orientações; resguardando a coerência e prática com os ensinamentos da Igreja.
  3. As eleições proporcionais visam a ter uma representatividade significativa de todos os setores sociais, a nossa Pastoral tenciona a impulsionar uma representação consciente do pensamento social cristão nos legislativos, face as ameaças contra a vida e a família.
  4. O depoimento dado se enquadra nesta busca de oferecer ao eleitor além de critérios gerais, indicações pessoais, que não constituem nada normativo, nenhuma imposição ou “chapa branca católica”, mas apenas uma proposta de discernimento.
  5. A questão partidária é relevante, no entanto é necessário convir que , quem constrói os partidos, são pessoas, e que a presença de cristãos e pessoas de boa vontade em todos os partidos legais, ajuda a transformar suas estruturas, programas e plataformas de governo, inspirando-as com a fé e a Doutrina social.    Enquanto as mudanças não acontecem nossa Pastoral defendeu e defende a aprovação da lei de objeção de consciência, e sua inserção nos estatutos partidários salvaguardando a liberdade do candidato cristão.

Era o que tínhamos a manifestar. Gostaria de convidar as pessoas que tenham incertezas ou busquem discernimento  para as reuniões da nossa Pastoral dos Católicos na Política do Regional Leste 1.

      Na caridade fraterna.

+Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

Bispo Diocesano de Campos

 Campos dos Goytacazes, 20 de Setembro de 2014.

18 setembro, 2014

Paz com o socialismo.

“Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista” (Pio XI, Quadragesimo Anno, n.º 119).

“Entre comunismo e cristianismo, o Pontífice [Pio XI] declara novamente que a oposição é radical. E acrescenta não poder admitir-se de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado” (João XXIII, Mater et Magistra, n.º 31).

“O erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social” (João Paulo II, Centesimus Annus, n.º 13).

* * *

Na contramão do bom senso e do ensinamento da Igreja Católica sobre o perigo dos regimes comunistas e socialistas, Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, Bispo de Campos e Coordenador da Pastoral dos Católicos na Política no Estado do Rio, é apresentado como cabo eleitoral de um candidato a Deputado Federal de Niterói, onde Dom Roberto foi bispo auxiliar, pelo Partido dos Trabalhadores.

Em cartaz eleitoral, é atribuído a Dom Roberto o seguinte panegírico acompanhado por pedido descarado de voto:

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“Falar do caríssimo vereador Marlos Costa é fazer referência a um dos políticos cristãos que apresentam um perfil qualificado e diferenciado pela sua ética, competência e compromisso com os pobres e excluídos. Sua gestão pública como vereador tem primado pelo respeito ao bem comum, a solidariedade e a busca da transparência, construindo um verdadeiro mandato comunitário e social. Colocar o Marlos no Congresso Nacional é agilizar o processo de reforma política, de consolidar uma legislatura em plena sintonia com o povo, com o desenvolvimento integral, solidário e responsável de aproximar os valores do Reino de Deus num espaço tomado pelo viés do fisiológico e os interesses privados. Vamos dar o nosso voto com consciência, alegria e esperança a este nosso irmão batalhador de todas as horas, presença constante na nossa pastoral de fé e política. Para a vitória da vida, da família, dos pequenos e da justiça social: Marlos Costa é uma indicação segura.”

+ Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, Bispo de Campos.

Primeiro, esperamos sinceramente que esse apadrinhamento eclesiástico desavergonhado seja uma fraude e que Dom Roberto Paz não o tenha redigido nem autorizado sua divulgação.

Como assim, Excelência?

Por mais que o candidato possa ser bem-intencionado e tenha, dizem, propostas em prol dos pobres e excluídos, é fato público e notório que o partido ao qual se filiou obriga seus correligionários a aderirem à sua política socialista, abortista e gayzista. Conforme publicado recentemente neste blog, ‹‹ todo candidato filiado ao PT é obrigado a acatar as resoluções do partido, entre elas a resolução aprovada no 3º Congresso do PT, ocorrido em agosto e setembro de 2007, “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”. O Estatuto do PT põe como requisito para ser candidato pelo Partido “assinar e registrar em Cartório o ‘Compromisso Partidário do Candidato ou Candidata Petista’” (art. 140, c). Tal assinatura, diz o Estatuto, “indicará que o candidato ou candidata está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (art. 140, §1º). Se o político contrariar uma resolução como essa, que apoia o aborto, “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (art. 140, §2º) ››.

Pelo visto, a plena comunhão com seus amigos tradicionalistas em Campos não fez efeito algum sobre o bispo uruguaio que, desgraçadamente, veio fazer estrago no Brasil. Seu histórico de feitos é longo: cidadão planetário, ativista do direito dos bosques e dos animais, arauto junto ao MST da “família humana sem fronteiras”, cujo diretório litúrgico deve ter sido redigido pela ONU — as colunas semanais do bispo quase sempre repercutem a agenda daquela entidade maçônica, comemorando grandiosíssimas festas como o dia internacional da Alfabetização, o dia internacional dos Desaparecidos… – Dom Roberto Paz (que recebeu o título de cidadão do Rio de Janeiro ao lado justamente de quem?… Do vereador para quem agora faz campanha…),  que vibrou com o “Flash Movíe” (?!) dos bispos na JMJ e amiúde cita artistas (indecentes) e filósofos modernos com toda pompa e eloquência, no alto de sua requintada cultura, é conhecido defensor da Teologia da Libertação.

Pois, então, explique-nos, senhor bispo, como um candidato filiado ao PT poderá representar a vitória da vida, da família e dos pequenos, como dito no panegírico acima, se seu partido é o maior promotor da cultura da morte em nosso país? Acaso devemos esquecer que os dois últimos deputados petistas que advogavam a favor do direito de nascer — Luiz Bassuma e Henrique Afonso — foram sumariamente expulsos das fileiras petistas pelo Diretório Nacional? Deveríamos nos espelhar no semelhante apoio dado ao deputado petista Alessandro Molón por influentes clérigos da cidade do Rio de Janeiro, cuja atuação “em favor dos pobres e excluídos” nunca incluiu um repúdio claro e consistente ao aborto ou aos chamados “casamentos” entre pessoas do mesmo sexo?

E mais, até quando dioceses, paróquias, encontros diocesanos e congressos de movimentos eclesiais servirão de palanque eleitoral para candidatos de partidos socialistas e comunistas sob não só o silêncio ou complacência de seus pastores, mas em muitos casos com seu explícito apoio?

Que nossos digníssimos promotores da Igreja dos pobres e para os pobres, intrépidos defensores da ficha limpa, enfim, façam uma faxina em seus próprios quintais e promovam a tal “reforma política”, não com plebiscitos enganadores, mas, primeiramente, abstendo-se de fazer o que há de mais sórdido da velha e suja política: captar votos de pessoas humildes utilizando-se do prestígio e autoridade moral que lhes confere a Igreja. Deixem de instrumentalizar a Casa de Deus em benefício de suas próprias agendas!

Santo Tomás Morus, rogai por nós!

* * *

ERRATA: Ao contrário do que havíamos divulgado, Dom Roberto Ferrería Paz não é vinculado ao Opus Dei.

25 setembro, 2013

Bispo de Campos em plena comunhão com a Teologia da Libertação.

Coluna de Dom Roberto Ferreria Paz, bispo diocesano de Campos, RJ, cidadão planetário, ativista do direito dos bosques e dos animaisarauto junto ao MST da “família humana sem fronteiras” e cujo diretório litúrgico deve ter sido redigido pela ONU — suas colunas semanais quase sempre repercutem a agenda dessa entidade maçônica, comemorando grandiosíssimas festas como o dia internacional da Alfabetização, o dia internacional dos Desaparecidos, etc. Ele, que vibrou com o “Flash Movíe” (?!) dos bispos na JMJ e amiúde cita artistas e filósofos modernos com toda pompa e eloquência, no alto de sua requintada cultura, agora desfralda a bandeira da Teologia da Libertação.

Revistando a Teologia da Libertação

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)

Dom Roberto Ferreria Paz

Surpreendeu a muitos que o Papa Francisco celebrasse a Missa no dia 11 de setembro de 2013, na Capela Santa Marta com a presença de Dom Gerhard Muller, Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé e o seu amigo o sacerdote peruano Gustavo Gutierrez, fundador da Teologia da Libertação.

Para alguns a Teologia da Libertação beira a heresia, é uma corrente teológica refém da ideologia marxista e inocente útil do comunismo. No entanto não é assim que a vê a Igreja. As duas instruções sucessivas e complementares da Congregação da Doutrina da Fé, redigidas pelo então Prefeito o Cardeal Ratzinger, apontam para desvios ou riscos de desvios, mas de maneira alguma dá uma sentença condenatória a esta corrente teológica, que como se pode analisar tem várias nuanças e tendências e sem dúvida muitas contribuições, que o próprio Cardeal Ratzinger reconhece na segunda instrução Libertatis Conscientia como são nomeadamente: a denuncia da idolatria, a opção preferencial pelos pobres, a articulação da teologia com a evangelização encarnada dos pobres e a sua libertação, a ligação da evangelização com a promoção humana integral e a luta pela justiça, fazendo acontecer estruturas mais plenamente humanas.

O Documento de Puebla recolheu a reflexão e a produção mais integrada das Igrejas Particulares da América Latina, fortalecendo e dinamizando uma pastoral libertadora alicerçada no eixo comunhão e participação, o resgate da cultura e religiosidade popular e seu potencial evangelizador, a denuncia das ideologias idolátricas do capital e do estado, como a da segurança nacional.

A teologia da libertação gerou também uma antropologia, uma filosofia e uma ética, focalizando a alteridade do ser humano, a analética face a dialética nos relacionamentos sociais e culturais, o amor agápico ou fraternura, a política e a economia de comunhão, termos e conceitos do pensador Enrique Dussel. O Papa João Paulo II afirmou que uma verdadeira Teologia da Libertação não só era possível quanto necessária.

E como vimos o Papa Bento XVI nomeou o atual Prefeito da Congregação da Fé Dom Gerhard Muller que conheceu in loco no meio dos índios e camponeses a vivência e a prática da Teologia da Libertação testemunhada com autenticidade pelo seu amigo o Pe. Gustavo Gutierrez. Deus seja louvado!

4 dezembro, 2011

Foto da semana.

Dom Roberto Ferrería Paz, bispo diocesano de Campos dos Goytacazes, participa de celebração ecumênica pelos 15 anos da Comissão Pastoral da Terra, no assentamento Zumbi dos Palmares.

Segundo informações publicadas no último dia 28 pelo portal do Jornal Folha da Manhã, o “tema da reforma agrária foi colocado à mesa em tom de ‘Terra e água, dom de Deus e direito de Todos’, nas faixas; ‘A terra é vida, a terra é mãe, a terra é do povo, a terra é de Deus’, na música”.

Com o bispo, contra o sistema. Continua a matéria: “Tudo ali mostrava a luta do homem pelo seu bem mais vital, a terra. As faces tostadas pelo sol e o olhar duro de quem ousou lutar contra um sistema excludente eram tão marcantes quanto os frutos cultivados no assentamento e entregues como oferenda no altar, envoltos em uma bandeira do MST enquanto os participantes batiam palmas dando o ritmo e cantando os sugestivos versos: ‘Pega a bandeira da luta, deixe a bandeira passar. Essa é a nossa conduta, vamos unir para mudar. Traga a bandeira de luta, deixe a bandeira passar. Somos a história e os nossos direitos não podem acabar’”.

Palavras de Dom Roberto. “Estou muito contente por estar aqui pela primeira vez, neste lugar de trajetória, do primeiro assentamento. Um lugar para debate em defesa da terra para preservação do planeta. Sem dúvida o lugar mais adequado para esta celebração. Então, gostaria que fôssemos uma família unida hoje para defendermos a vida do planeta, para defendermos a terra como dom de Deus e nosso direito a ela, mas também a nossa visão. A terra é algo rico, é algo que nos dá a vida. Por isso, então, sintam-se todos bem vindos e da mesma família, a família humana sem fronteiras”.

Implementando a “hermenêutica da continuidade” no governo diocesano. Sugerimos ao senhor bispo de Campos, intrépido cidadão planetário defensor do direito dos bosques — e agora, companheiro dos que advogam a abolição do sétimo mandamento: “não roubar” –, que leia e releia este livro de um predecessor seu que, mais do que louvar e viver da terra, defendia a Lei de Deus e aspirava o céu.