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25 setembro, 2013

Bispo de Campos em plena comunhão com a Teologia da Libertação.

Coluna de Dom Roberto Ferreria Paz, bispo diocesano de Campos, RJ, cidadão planetário, ativista do direito dos bosques e dos animaisarauto junto ao MST da “família humana sem fronteiras” e cujo diretório litúrgico deve ter sido redigido pela ONU — suas colunas semanais quase sempre repercutem a agenda dessa entidade maçônica, comemorando grandiosíssimas festas como o dia internacional da Alfabetização, o dia internacional dos Desaparecidos, etc. Ele, que vibrou com o “Flash Movíe” (?!) dos bispos na JMJ e amiúde cita artistas e filósofos modernos com toda pompa e eloquência, no alto de sua requintada cultura, agora desfralda a bandeira da Teologia da Libertação.

Revistando a Teologia da Libertação

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)

Dom Roberto Ferreria Paz

Surpreendeu a muitos que o Papa Francisco celebrasse a Missa no dia 11 de setembro de 2013, na Capela Santa Marta com a presença de Dom Gerhard Muller, Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé e o seu amigo o sacerdote peruano Gustavo Gutierrez, fundador da Teologia da Libertação.

Para alguns a Teologia da Libertação beira a heresia, é uma corrente teológica refém da ideologia marxista e inocente útil do comunismo. No entanto não é assim que a vê a Igreja. As duas instruções sucessivas e complementares da Congregação da Doutrina da Fé, redigidas pelo então Prefeito o Cardeal Ratzinger, apontam para desvios ou riscos de desvios, mas de maneira alguma dá uma sentença condenatória a esta corrente teológica, que como se pode analisar tem várias nuanças e tendências e sem dúvida muitas contribuições, que o próprio Cardeal Ratzinger reconhece na segunda instrução Libertatis Conscientia como são nomeadamente: a denuncia da idolatria, a opção preferencial pelos pobres, a articulação da teologia com a evangelização encarnada dos pobres e a sua libertação, a ligação da evangelização com a promoção humana integral e a luta pela justiça, fazendo acontecer estruturas mais plenamente humanas.

O Documento de Puebla recolheu a reflexão e a produção mais integrada das Igrejas Particulares da América Latina, fortalecendo e dinamizando uma pastoral libertadora alicerçada no eixo comunhão e participação, o resgate da cultura e religiosidade popular e seu potencial evangelizador, a denuncia das ideologias idolátricas do capital e do estado, como a da segurança nacional.

A teologia da libertação gerou também uma antropologia, uma filosofia e uma ética, focalizando a alteridade do ser humano, a analética face a dialética nos relacionamentos sociais e culturais, o amor agápico ou fraternura, a política e a economia de comunhão, termos e conceitos do pensador Enrique Dussel. O Papa João Paulo II afirmou que uma verdadeira Teologia da Libertação não só era possível quanto necessária.

E como vimos o Papa Bento XVI nomeou o atual Prefeito da Congregação da Fé Dom Gerhard Muller que conheceu in loco no meio dos índios e camponeses a vivência e a prática da Teologia da Libertação testemunhada com autenticidade pelo seu amigo o Pe. Gustavo Gutierrez. Deus seja louvado!

4 dezembro, 2011

Foto da semana.

Dom Roberto Ferrería Paz, bispo diocesano de Campos dos Goytacazes, participa de celebração ecumênica pelos 15 anos da Comissão Pastoral da Terra, no assentamento Zumbi dos Palmares.

Segundo informações publicadas no último dia 28 pelo portal do Jornal Folha da Manhã, o “tema da reforma agrária foi colocado à mesa em tom de ‘Terra e água, dom de Deus e direito de Todos’, nas faixas; ‘A terra é vida, a terra é mãe, a terra é do povo, a terra é de Deus’, na música”.

Com o bispo, contra o sistema. Continua a matéria: “Tudo ali mostrava a luta do homem pelo seu bem mais vital, a terra. As faces tostadas pelo sol e o olhar duro de quem ousou lutar contra um sistema excludente eram tão marcantes quanto os frutos cultivados no assentamento e entregues como oferenda no altar, envoltos em uma bandeira do MST enquanto os participantes batiam palmas dando o ritmo e cantando os sugestivos versos: ‘Pega a bandeira da luta, deixe a bandeira passar. Essa é a nossa conduta, vamos unir para mudar. Traga a bandeira de luta, deixe a bandeira passar. Somos a história e os nossos direitos não podem acabar'”.

Palavras de Dom Roberto. “Estou muito contente por estar aqui pela primeira vez, neste lugar de trajetória, do primeiro assentamento. Um lugar para debate em defesa da terra para preservação do planeta. Sem dúvida o lugar mais adequado para esta celebração. Então, gostaria que fôssemos uma família unida hoje para defendermos a vida do planeta, para defendermos a terra como dom de Deus e nosso direito a ela, mas também a nossa visão. A terra é algo rico, é algo que nos dá a vida. Por isso, então, sintam-se todos bem vindos e da mesma família, a família humana sem fronteiras”.

Implementando a “hermenêutica da continuidade” no governo diocesano. Sugerimos ao senhor bispo de Campos, intrépido cidadão planetário defensor do direito dos bosques — e agora, companheiro dos que advogam a abolição do sétimo mandamento: “não roubar” –, que leia e releia este livro de um predecessor seu que, mais do que louvar e viver da terra, defendia a Lei de Deus e aspirava o céu.