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14 abril, 2015

A FSSPX reconhecida oficialmente na Argentina como parte da Igreja Católica.

Por Adelante la Fe | Tradução: Irmandade dos Defensores da Sagrada Cruz: Em Boletim Oficial da Republica Argentina encontramos a seguinte informação: A pedido do Arcebispo de Buenos Aires, Cardeal Poli, é concedido a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, FSSPX, fundada pelo Arcebispo Marcel Lefebvre, o estatuto de “Associação de Direito Diocesano. Sociedade de Vida Apostólica” e se reconhece “que a dita fraternidade, encontra-se credenciada com caráter de pessoa jurídica pública DENTRO DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, conforme a norma do Código de Direito Canônico”.

Cardeal Poli

Com toda a prudência por não ter maiores informações para avaliar com precisão o alcance exato desta noticia, além das formalidades jurídicas, não se parece temerário para interpretar este importante gesto do Cardeal Poli como um grande movimento de aproximação, talvez a ponta do iceberg, que nos permite esperar com otimismo um desenlace feliz a curto prazo a nível global.

Reproduzimos a resolução oficial:

 Resolução 25/2015

Bs. As., 17/03/2015

VISTO o Arquivo No. 9028/2015 do registro do MINISTÉRIO DE RELAÇÕES EXTERIORES E CULTO, a Lei nº 24.483 e seu Decreto Regulamentar n.º 491 de 21 de setembro de 1995, e CONSIDERANDO:

Que, conforme o Protocolo nº 084/15 datado de 23 de fevereiro de 2015, o Arcebispo de Buenos Aires, Mario Aurelio Cardeal POLI solicita que a “FRATERNIDADE DOS APÓSTOLOS DE JESUS E DE MARIA” (Fraternidade Sacerdotal São Pio X) seja tida, até encontrar um definitivo enquadramento jurídico na Igreja Universal, como uma associação de direito diocesano, conforme regulamentado pelo cânone 298 do Código de Direito Canônico, in fieri de ser uma Sociedade de Vida Apostólica, com todos os benefícios que esta lhe corresponde e dando cumprimento com todas as obrigações a que a mesma refere, assumindo também as responsabilidades que competem ao bispo diocesano.

Que tal fraternidade é credenciada com caráter de pessoa jurídica pública dentro da IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, conforme as normas do Código de Direito Canônico.

Que segundo seus estatutos, aprovados pela autoridade eclesiástica competente, a fraternidade é uma sociedade de vida sacerdotal comum sem votos, em imitação de sociedades para as Missões Estrangeiras (conf. Capítulo I, artigo 1º, Estatutos da Fraternidade dos Apóstolos Jesus e Maria).

Que o artigo 3º, inciso f do Decreto nº 491/95 que autoriza a inscrição no Registro criado pela Lei nº 24.483, as pessoas jurídicas reconhecidas pela autoridade eclesiástica, que guardam semelhanças ou analogia com os Institutos de Vida Consagrada e sociedades de vida apostólica.

Que a instituição requerente cumpriu todas as exigências da legislação em vigor, que acompanhando os seus estatutos, decreto de ereção e memória, de acordo com as disposições da Lei nº 24.483.

Correspondendo fazer lugar a presente inscrição todas as vezes que a requerente se enquadra nas condições previstas na Regra 3, inciso f) do Decreto nº 491/95.

Que a presente medida é emitida no exercício dos poderes conferidos pelo artigo 17 do Decreto nº 491/95.

Portanto,

O SECRETÁRIO

DE CULTO

RESOLVE:

ARTIGO 1 – reconhecido como uma pessoa jurídica a “FRATERNIDADE DOS APÓSTOLOS DE JESUS E DE MARIA” (Fraternidade sacerdotal São Pio X), Associação de direito diocesano, com sede legal e domicílio especial na rua Venezuela N° 1318, CIDADE AUTÔNOMA DE BUENOS AIRES, que está registrado sob o número de trezentos e oitenta e um (381) do Registro de Institutos de Vida Consagrada.

ARTIGO 2º – outorga-se a dita entidade o caráter de entidade de bom público para todos os efeitos, que correspondam.

ARTIGO 3º – Que seja sabido que a referida pessoa jurídica se encontra beneficiada pelo tratamento previsto pelo artigo 20, da Lei do Imposto de Renda (texto encomendado em 1997).

ARTIGO 4º – Comunique-se, publique-se, transmitindo a Direção Nacional de Registro Oficial e arquive-se. – Emb. GUILLERMO R. OLIVERI, Secretário de Adoração.

[Você pode verificar esta informação, entrando no site do Boletim Oficial Argentino indicando em seu navegador a resolução 25 de 2015]

* * *

Nota do Fratres: Procurado por Vatican Insider, Dom Guido Pozzo, secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, declarou: “Fico contente que na Argentina foi possível encontrar esta solução que, sejamos precisos, não envolve a Santa Sé. Não se trata de um reconhecimento jurídico da Fraternidade São Pio X como sociedade clerical, permanecendo em aberto a questão da legitimidade do exercício do ministério sacerdotal de seus padres. Mas, certamente, é um sinal adicional de benevolência em relação a esta realidade por parte da Igreja Católica”.

Continua Pozzo: “Com sua decisão, o ordinário de Buenos Aires reconhece que os membros da Fraternidade são católicos, mesmo que ainda não estejam na plena comunhão com Roma. Nós continuamos a trabalhar para que se chegue à plena comunhão e ao enquadramento jurídico da Fraternidade na Igreja Católica”.

30 março, 2015

FSSPX reage a declarações de Dom Guido Pozzo.

Editorial da agência DICI, órgão de informação oficial da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

As relações da Fraternidade de S. Pio X com Roma, de acordo com Arcebispo Pozzo

Por DICI | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: Depois da sagração do Padre Jean-Michel Faure pelo bispo Richard Williamson, em 19 de março de 2015, no Mosteiro de Santa Cruz de Nova Friburgo (Brasil), a agência de imprensa romana I.Media colocou algumas questões para Dom Guido Pozzo, secretário da Comissão Ecclesia Dei. Ele então aproveitou a oportunidade para fazer uma declaração sobre o estado das relações entre a Fraternidade de São Pio X e Roma, revelando que para além das dificuldades doutrinais que existem, os problemas estão “dentro da Fraternidade.”

De acordo com o prelado romano citado por I.Media: “O papa espera que a Fraternidade São Pio X decida entrar [na Igreja] e nós estamos prontos a qualquer momento com um plano canônico que já é conhecido”, nomeadamente a criação de uma prelatura pessoal. “Vai levar um pouco de tempo para que as coisas sejam esclarecidas internamente e para que Dom Fellay seja capaz de obter um amplo e suficiente consenso antes de dar esse passo” – Somos nós [DICI] que estamos pondo essa afirmação em itálico.

Na Casa Geral da Fraternidade de São Pio X, pergunta-se sobre a intenção do Arcebispo Pozzo ao fazer essa última declaração, a qual não corresponde à realidade. É esta sua visão particular da situação? Um desejo pessoal? Ou uma tentativa de introduzir a divisão no seio da Fraternidade?

Dom Fellay já respondeu à Comissão Ecclesia Dei várias vezes, verbalmente e por escrito. O que torna o reconhecimento canônico sob a forma de uma prelazia pessoal algo impossível neste presente momento são, essencialmente, as “dificuldades doutrinárias”, nomeadamente, a exigência de Roma de que aceitemos o Concílio Vaticano II e as reformas que se seguiram na “hermenêutica da continuidade”.

Os encontros informais entre os membros da Fraternidade de São Pio X e vários bispos, convocados pela Comissão Ecclesia Dei, estão ocorrendo dentro deste contexto específico: visam [para a FSSPX] fazer com que a Fraternidade e seu apostolado, mas, acima de tudo, suas posições doutrinárias, tornem-se mais conhecidos. Na verdade, esses encontros tornam as diferenças doutrinárias cada vez mais claras. E os interlocutores da Fraternidade em Roma são obrigados a reconhecer que muitas questões permanecem “abertas”, o que é uma maneira de reconhecer que nossas objeções estão longe de serem resolvidas.

Por causa  dessa observação, o Superior Geral declara que é necessário apresentar às autoridades romanas as posições da Fraternidade em sua totalidade, e não vacilar sobre estas posições, as quais são meramente as mesmas posições de todos os papas anteriores ao Vaticano II.

O professor universitário francês Luc Perrin compartilhou seus pensamentos sobre o assunto no Forum Catholique, no dia 20 de março, alegando que não adianta “fingir que tudo está da melhor maneira possível no céu romano”. Ele escreveu de modo realístico: “(Dom Pozzo) tem repetido exatamente a mesma coisa desde aquelas ilusões de um acordo rápido que o Cardeal Castrillon Hoyos contemplou com fervor em 2000. João Paulo II, igualmente, estava tão convencido em 1978-1979 de que a plena comunhão estava ali na esquina: e nós sabemos o que saiu dali, mas, em Roma, teilhardianismo ou otimismo naquele estilo ingênuo dos anos 1962 sob João XXIII parece ainda estar na moda”.

“Não se deve desesperar Billancourt ou os diferentes prelados da Comissão Ecclesia Dei — longe de mim sugerir tal idéia —  e é bom ver que uma autoridade romana ainda tem fé sólida o bastante para resistir ao desgaste do tempo, mas… não é muito útil fazer o jogo do informante extasiado, levitando acima da cúpula de São Pedro, cercado por anjinhos sorridentes tocando suas harpas…, com aquele coro celestial cantando como In Paradisum: o acordo, o acordo, o acordo em breve, o acordo está aqui.

“Só pra começar, se as diferentes estupidezas cometidas em Roma ao longo dessas negociações fossem apontadas, seria o bastante para nos trazer de volta à terra. Uma pequena lista de Sua Eminência o Cardeal Muller e Arcebispo Pozzo:

a) Serás desconfiado de todo otimismo tolo, mas com uma esperança sobrenatural nas promessas de unidade in veritate; b) Abandonarás uma discussão fracassada e não contarás o tempo: por que não retomar as discussões que foram intempestivamente e bruscamente interrompidas por Roma em 2011? Ou, pelo menos, trabalhar no sentido de retomá-las? b) Construirás a plena comunhão passo a passo: ao invés de uma preconcebida e não necessariamente muito boa solução canônica – uma prelazia pessoal tem muitas falhas — hoje, parece-me mais realista resolver certos problemas práticos, passo a passo…, levando em conta a fragilidade do motu proprio Summorum Pontificum desde a eleição do Papa Francisco, o qual ao mesmo tempo que o confirmou, já causou-lhe um sério estrago com o caso dos Franciscanos da Imaculada, e está corroendo-o com pequenas frases que não podem deixar de suscitar preocupações”.

Em relação a estes “problemas práticos” que poderiam ser resolvidos por meio de gestos concretos, permita-nos lembrar que quando as Dominicanas educadoras de Fanjeaux fizeram sua peregrinação a Roma – entre 9 e 14 de fevereiro de 2015 –  200 religiosas e 950 alunas acompanhadas por uma centena de professores e pais não foram capazes de ter uma igreja na qual um de seus capelães pudessem celebrar a Missa tradicional… porque eles pertencem à Fraternidade São Pio X. Palavras suaves são voláteis; os fatos concretos são mais eloquentes.

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9 março, 2015

Breve documentário da EWTN sobre a peregrinação das Irmãs Dominicanas de Fanjeaux a Roma. Mons. Arrieta: “Eles têm o coração em Roma”.

Neste mês de fevereiro, um grupo de duzentas meninas acompanhadas de freiras e alguns padres fizeram uma peregrinação singular à Basílica de São Pedro, em Roma.

As freiras são as Dominicanas de Fanjeaux, dedicadas à educação de meninas. Elas celebraram uma ocasião muito especial com crianças de suas escolas dos EUA, França e Alemanha. Trata-se do 40º aniversário da congregação.

Trata-se é um momento único na história da comunidade. As irmãs são uma congregação amiga da Fraternidade de São Pio X.

Palavras da Irmã Julia Maria: “Roma é a expressão externa da Igreja espiritual, que se materializa aqui, por assim dizer, que se torna tangível ao redor do Papa e das relíquias de São Pedro.”

Assim comentou Monsenhor Juan Ignacio Arrieta, secretário do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos: “Imediatamente após o Concílio, as relações com Roma começaram a esfriar e houve um mal entendido de ambas as partes, o que congelou a situação. Podemos dizer que o problema com a Fraternidade é somente um problema de confiança, porque eles são pessoas que rezam, que creem nas mesmas coisas que cremos. A Fraternidade tem vivido um processo de estagnação, de separação das estruturas romanas, mas eles têm o coração em Roma. Posso lhes assegurar isso, porque os conheço bem.”

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12 janeiro, 2015

Roberto de Mattei no Instituto do Bom Pastor e em Congresso da FSSPX.

Na última sexta-feira, 9 de janeiro, o Prof. Roberto De Mattei ministrou uma conferência no seminário do IBP em Courtalain, França, sobre Sínodo das Famílias, a Cúria Romana e o Concílio Vaticano II, conforme noticiado pela página oficial do instituto no facebook.

IBP

O Prof. De Mattei está na França e falou também no congresso da revista Courrier de Rome, que é organizado pela FSSPX e que ocorreu em Paris de sexta até ontem, sob o seguinte tema: “1914 – 2014, a reforma da Igreja segundo São Pio X e segundo o Vaticano II”. Especificamente, o Prof. De Mattei tratará da “liberdade religiosa e da separação da Igreja e do Estado”.

21 dezembro, 2014

Foto da semana.

Por Chiesa et Post Concilio | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: Não nasceu do nada, mas foi uma iniciativa, com a colaboração do eurodeputado Mario Borghezio, que, em comemoração ao centenário de morte de São Pio X, em 2014, propôs que um bispo da Fraternidade Sacerdotal São Pio X abençoasse o Presépio junto ao Parlamento Europeu, em Bruxelas, que já vem sendo exibido há vários anos. Convite ao qual respondeu imediatamente Dom Fellay. Este particular eu soube através do Medias- Press [ver]. A bênção foi assistida por vários deputados do Parlamento Europeu: Franceses, Gregos, Ingleses, Portugueses e Italianos. O texto que se segue foi retirado do website do Distrito da FSSPX Italiana [aqui]:

No dia 09 de dezembro de 2014, por iniciativa do Civitas, um presépio foi montado no Parlamento Europeu, em Bruxelas; Dom Fellay, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, quis ir pessoalmente lá para abençoá-lo na presença de alguns deputados, assistentes e funcionários parlamentares, bem como alguns convidados do exterior presente para a ocasião.

Alain Escada, presidente do Civitas, brevemente tomou a palavra para recordar que o Menino Jesus, o centro do presépio, é chamado a governar as nações e que todo poder vem de Deus. Citando São Pio X, recordou que: “A civilização não é algo a ser inventado: foi e é a civilização cristã, é “a cidade católica. Não se trata de outra coisa senão instaurá-la e re-instaurá-la sobre seus fundamentos naturais e divinos”.

Por sua vez, o Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X se dirigiu ao público presente dizendo: “É aí que tudo começou, no presépio. Assim, é natural que os líderes europeus rendam homenagem ao Deus que vem entre os homens para salvá-los, Ele que é o Rei dos Reis. Recordemos o que disse o Cardeal Pie (a Napoleão III): ‘Se não é chegado o tempo para Jesus Cristo reinar, então não é chegado o momento para os governos durarem'”.

____________________________
1. Civitas, movimento político francês, inspirado no Direito natural e na Doutrina Social da Igreja, que inclui leigos católicos comprometidos com o estabelecimento do Reinado Social de Cristo sobre as nações e os povos em geral, sobre a França e os franceses em particular.
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23 novembro, 2014

Conferência de Dom Guido Pozzo sobre o Vaticano II.

Importante texto de conferência do Arcebispo Secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, uma vez que, recentemente, ele mesmo afirmou que “Roma não pretende impor uma capitulação à FSSPX”.

* * *

Comentários e tradução por Guilherme Chenta, guilhermechenta.com

COMENTÁRIOS

Introdução

Em abril de 2014, o Arcebispo Dom Guido Pozzo, secretário da Pontifícia ComissãoEcclesia Dei, visitou o seminário do Instituto do Bom Pastor, com os seguintes objetivos: verificar a situação do instituto no pós-crise, dar duas conferências norteadoras da ação do IBP de acordo com a “hermenêutica da reforma na continuidade” e conferir ordens a alguns seminaristas.

22 novembro, 2014

FSSPX avança com seu apostolado em São Paulo.

Por Fratres in Unum.com – A Capela São Pio X, do priorado Padre Anchieta, em São Paulo, está quase finalizada. No último 02 de novembro, foram benzidos seus sinos por Dom Alfonso de Galarreta, que também celebrou a cerimônia da crisma para fiéis da FSSPX na cidade e na região.

Apesar de ainda não oficializada pela Igreja, como os demais institutos Ecclesia Dei, seu apostolado na cidade cresce de maneira estável, fazendo do priorado um foco de irradiação da liturgia e da doutrina tradicionais em São Paulo e no Brasil.

A FSSPX tem em sua resistência ao Concílio Vaticano II e à forma ordinária do rito romano (missa nova), causa de sua não oficialização, um dos principais motivos de atração de católicos de linha tradicional.

Dado o crescimento da importância do Brasil para a FSSPX, é possível que o país abrigue um novo distrito da Fraternidade nos próximos anos. Em 15 de fevereiro de 2014, com o apoio de fiéis decepcionados com o afastamento de Dom Fernando Rifan da linha doutrinária seguida por Dom Antonio de Castro Mayer, foi fundado o Priorado São Sebastião, em Bom Jesus do Itabapoana, em plena Diocese de Campos dos Goytacazes/RJ.

O priorado Padre Anchieta está solicitando doações, para concluir as obras do altar da capela.

Seguem abaixo algumas fotos do evento:

Dom Alfonso de Galarreta asperge os novos sinos, acompanhado dos sacerdotes do priorado.

Dom Alfonso de Galarreta asperge os novos sinos, acompanhado dos sacerdotes do priorado.

Crismandos, seus padrinhos e demais fiéis.

Crismandos, seus padrinhos e demais fiéis.

… in nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti. Amen.

… in nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti. Amen.

Missa Solene após as crismas.

Missa Solene após as crismas.

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7 novembro, 2014

Una Voce sai em defesa da FSSPX.

COMUNICADO DE IMPRENSA

Federação Internacional Una Voce – Ameaças de excomunhão contra FSSPX podem ser ilegais.

Por Una Voce | Tradução: Teresa Maria Frexinho – Fratres in Unum.com

LONDRES4 de novembro de 2014 – A Federação Internacional Una Voce, que busca promover as tradições, particularmente, as tradições litúrgicas, da Igreja Católica Romana, dentro das estruturas oficiais da Igreja, questionou hoje a legalidade de uma “notificação”, datada de 14 de outubro de 2014, da Sé Romana de Albano, Itália, afirmando excomungar aqueles que recebem os sacramentos ou participam de celebrações religiosas da Fraternidade São Pio X (FSSPX).

A Federação questiona a legalidade de uma notificação em termos semelhantes do Bispo Óscar Sarlinga de Zárate-Campana, na Argentina, emitida em 3 de novembro de 2014.

A Federação, que é um movimento leigo independente de qualquer comunidade sacerdotal ou religiosa, acredita na importância de se preservar a doutrina, a lei e a justiça, bem como uma boa prática pastoral dentro da Igreja.

A Federação crê que essas “notificações” podem dar a entender que qualquer pessoa que alguma vez frequentou celebrações da FSSPX não é bem-vinda em paróquias nessas dioceses.

Esse ponto de vista está em contraste direto com a ênfase do Supremo Pontífice, Papa Francisco, sobre misericórdia e perdão, bem como na “abertura de coração” pedida pelo Papa Bento XVI como prelúdio para a cura de divisões “no coração da Igreja”.

O Bispo de Albano é o Rev. Marcello Semeraro, porta-voz de imprensa da Conferência Episcopal Italiana e secretário do Conselho interno Pontifício de 9 consultores.

A Federação solicita à Santa Sé que informe que essas notificações são imperfeitas e solicite que elas sejam modificadas, de modo a obedecer ao Direito Canônico e às decisões da Santa Sé.

HISTÓRICO

Em 14 de outubro de 2014, a Mitra da Diocese de Albano emitiu uma notificação aos párocos afirmando que qualquer pessoa que frequente celebrações da FSSPX, mesmo, aparentemente, crianças, “rompe a comunhão com a Igreja Católica” e só pode ser readmitida à Igreja após “um caminho pessoal adequado de reconciliação”. A notificação diz o seguinte:

“Os fiéis católicos não podem participar da Missa, nem pedir e/ou receber sacramentos da ou na Fraternidade. Agir de outra forma significa romper a comunhão com a Igreja Católica. Portanto, qualquer fiel católico que solicitar e receber sacramentos na Fraternidade São Pio X, se colocará de facto na condição de não mais estar em comunhão com a Igreja Católica. Uma readmissão à Igreja Católica deve ser precedida de um caminho pessoal adequado de reconciliação, de acordo com a disciplina eclesiástica estabelecida pelo Bispo.”

Dom Óscar Sarlinga de Zárate-Campana na Argentina, em carta a sua diocese, datada de 3 de novembro de 2014, afirma o seguinte:

“Não é lícito que fiéis católicos participem na celebração de Missa nessas condições, nem que solicitem ou recebam sacramentos de sacerdotes da supracitada “Fraternidade São Pio X”, inclusive em propriedades privadas transformados em locais de culto, sem excluir também, em caso de contumácia, as penalidades ferendae sententiae que poderão se aplicar, de acordo com o espírito eclesiástico e de proteção aos fiéis.

Em caso de ruptura da comunhão eclesiástica pelos motivos supracitados, será necessário que o fiel percorra um caminho pessoal de reconciliação (e, finalmente, de levantamento da censura canônica) para posteriormente ser readmitido à Igreja Católica, de acordo com a disciplina aconselhada pela Santa Sé e pela própria [diocese], estabelecida pelo bispo diocesano.”

RAZÕES CANÔNICAS

A atitude da Santa Sé tem sido sempre a de que os fiéis leigos que recebem os sacramentos de padres da FSSPX não estão excomungados. Alguns exemplos:

  1. Em 1991, Dom Joseph Ferrario, bispo de Honolulu, declarou seis católicos leigos excomungados com base em cisma por terem providenciado os serviços de um bispo da FSSPX para administrar o crisma. Estes recorreram à Santa sé, que, através do Cardeal Ratzinger, na qualidade de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, declarou o decreto inválido porque a ação deles, embora considerada culpável, não constituía um cisma
  2. Em 5 de setembro de 2005, a Santa Sé, através da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, afirmou que “os fiéis que frequentavam as missas da supracitada Fraternidade não estão excomungados, e os padres que as celebram também não — estes, na verdade, estão suspensos.” (Protocolo nº 55/2005, assinado pelo Secretário da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, Monsenhor Camille Perl).
  3. Em 27 de setembro de 2002, citado e reafirmado em 18 de janeiro de 2003, a Santa Sé, através da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, afirmou que “Em sentido estrito, pode-se cumprir o preceito dominical frequentando uma missa celebrada por um sacerdote da Fraternidade São Pio X.” (Cartas assinadas pelo Monsenhor Camille Perl).

“Romper a comunhão com a Igreja Católica”, ou seja, excomunhão, só pode ser incorrida se houver “uma violação externa de uma lei ou preceito” e esta for “gravemente imputável em razão de dolo ou culpa” (cânon 1321) e somente se a penalidade apropriada for a excomunhão.

A excomunhão não é a penalidade apropriada por “participar de missa” ou “solicitar ou receber os Sacramentos” de padres da FSSPX ou em locais de culto administrados pela FSSPX. Assim:

  1. Consequentemente não é correto que a excomunhão seja incorrida dessa maneira.

    b. De qualquer maneira, aqueles com menos de dezesseis anos não podem incorrer em uma penalidade (cânon 1323.1); isso se aplicaria àqueles abaixo dessa idade que receberam o batismo ou a confirmação.

Mesmo quando se baseia um argumento canônico na suposição de que a FSSPX não tem status canônico na Igreja e que seus padres estão suspensos, após a ordenação sem cartas dimissórias*, isso não significa que buscar os sacramentos de suas mãos seja um ato ilegal da parte dos fiéis leigos.

Dizer o contrário também contradiz a disposição do direito canônico (cânon 1335) com relação à suspensão de qualquer proibição da celebração dos Sacramentos ou sacramental, ou o exercício de um poder de governança, quando um dos fiéis o solicitar por “qualquer motivo justo”.

Além disso, as notificações parecem desafiar o Decreto da Congregação dos Bispos, datado de 21 de janeiro de 2009, que levantava as excomunhões dos bispos da FSSPX e, em vez disso, parecem querer impor novamente aquelas excomunhões, dentro de cada diocese, contrariamente a este decreto da Congregação da Santa Sé.

Ademais, seria incongruente que o legislador levante a excomunhão dos bispos ao passo que a imponha ou mantenha aos fiéis leigos a quem eles ministram.

CONCLUSÃO

A Federação está assim obrigada a contestar as notificações, uma vez que elas parecem minar a legislação pontifícia e o direito canônico.

* * *

* N. do T.: Cartas Dimissórias, do latim litterae dimissoriae, são cartas de testemunho dadas por um bispo ou superior religioso a seus súditos, a fim de que estes possam ser ordenados por outro bispo. Essas cartas atestam que a pessoa tem todas as qualidades exigidas pelo direito canônico para a recepção da ordem em questão, e solicitam ao bispo a quem se dirigem que o ordenem.

Créditos: The Remnant

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31 outubro, 2014

A resposta da FSSPX-Itália ao bispo de Albano.

Por FSSPX – Itália | Tradução: Dominus Est – Em uma notificação do último dia 14 de outubro, Dom Marcello Semeraro, que administra a Diocese suburbicária de Albano, cogitou declarar que a Fraternidade Sacerdotal São Pio X não é “uma instituição da Igreja católica” e que os fiéis não devem frequentá-la para não “romper a comunhão com a Igreja”.

Partindo de seu ponto de vista, poderíamos perguntar muitas coisas a Dom Semeraro.

Poderíamos perguntar-lhe se ele sabe que a Fraternidade São Pio X foi erigida com a aprovação do bispo de Friburgo em 1970; que a Santa Sé lhe conferiu a carta laudatória em 1971; se ele sabe que a casa da Fraternidade em Albano em si, com seu Oratório semipúblico para administrar os sacramentos, foi erigida canonicamente com decreto de seu predecessor, Dom Raffaele Macario, em 22 de fevereiro de 1974 (prot. 140/74).

Poderíamos também perguntar-lhe como ele concilia sua proibição com as declarações oficiais da Santa Sé, que, como resposta da Comissão Ecclesia Dei de 18 de janeiro de 2003, dizia que é possível cumprir o preceito da Missa dominical “assistindo a uma Missa celebrada por um padre da Fraternidade São Pio X”: ou como ele acha que é possível “romper a comunhão com a Igreja” indo à Missa da Fraternidade São Pio X, quando a mesma Santa Sé não considera mais fora de comunhão nem mesmo os bispos da mesma Fraternidade; ou se ele acha que a pretendida irregularidade canônica equivale a uma ruptura da comunhão.

Poderíamos ainda perguntar-lhe por que ele, o bispo, pode organizar uma vigília ecumênica na catedral (18 de janeiro de 2014) para rezar com pessoas que, certamente, não estão “em comunhão com a Igreja católica”, como uma pastora evangélica e um bispo ortodoxo (ortodoxos cujos, em 2009, ele cedeu a igreja de São Francisco em Genzano, construída por nossos pais para o culto católico); enquanto seus fiéis não podem rezar com outros católicos na Missa da Fraternidade.

Poderíamos perguntar-lhe por que a abertura do espírito da Diocese é tão amplo para incluir o “Primeiro fórum dos cristãos homossexuais”, ocorrido na Casa dos Padres Somaschis, de 26 a 28 de março último, mas não quem permanece ligado à Tradição da Igreja católica.Não esperamos uma resposta sobre esses pontos que demonstram de modo claro as contradições de Dom Semeraro.

A Fraternidade apoia seu ministério junto a todos os fiéis exatamente sobre a necessidade de combater os erros contra a fé católica romana que são difundidos na Igreja pelos próprios bispos: do indiferentismo ecumênico, pelo qual se pode crer em todas as religiões, como se todas elas fossem caminhos de salvação, destruindo de fato o Primeiro Mandamento de Deus, até a adoção de uma liturgia que se distancia da expressão dos dogmas da Igreja romana para tornar-se semiprotestante e irreverente. Erros que são difundidos cada vez mais, como se viu no último Sínodo, onde, sob a aparência de misericórdia, se discutiu sobre a possibilidade de modificar o Sexto Mandamento e renunciar, de fato, à indissolubilidade do matrimônio cristão.

O estado de grave necessidade geral, devido à difusão capilar dos erros contra a fé da parte da hierarquia eclesiástica, fundamenta canonicamente o direito e o dever de todos os sacerdotes fiéis de ministrar os sacramentos e uma autêntica instrução católica a todos que os requererem.

A Fraternidade São Pio X, a exemplo de seu fundador, continuará a transmitir integralmente o depósito da fé e da moral católica romana, levantando-se abertamente contra todos os erros que desejam deformá-lo, sem medo de ameaças ou sanções canônicas injustas, visto que esse depósito, nem Dom Semeraro, nem nenhum outro membro da hierarquia eclesiástica poderá mais alterá-lo. Como diz São Pedro: “Mais vale obedecer a Deus que aos homens”.

Todas as pessoas que desejarem receber os sacramentos como a Igreja sempre os administrou, receber um catecismo autêntico para os seus filhos, uma formação para os adultos, uma direção espiritual e um conforto para os doentes serão sempre bem-vindas.

Distrito da Itália da Fraternidade São Pio X

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29 outubro, 2014

Consultor próximo ao Papa e membro do Conselho de Nove Cardeais “excomunga” fiéis que vão às Missas da FSSPX – texto completo.

Duplo padrão.

“Misericórdia” seletiva.

Bom policial, mau policial*

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com – Tudo muito maquiavélico. Essa atitude não é cristã de modo algum. Porém, ela poderia ser “divina”, se estivermos lidando com “o Deus de Surpresas “…

Nota original em italiano abaixo, com tradução completa:

Três observações antes da tradução:

1) A sede da Fraternidade São Pio X (FSSPX / SSPX) na Itália está localizada na diocese de Albano, fora de Roma, próximo a Castel Gandolfo.

2) Marcello Semeraro não é simplesmente um bispo qualquer. Ele é extremamente próximo ao Papa Francisco, e é o único não cardeal (com cargo de secretário e assistente) no órgão mais influente deste pontificado, o Conselho de 8 Cardeais (atualmente 9, com o Secretário de Estado), encarregado da reforma da Cúria e das estruturas da Igreja como um todo.

3) Dom Semeraro é também o “homem da mídia” da Conferência Episcopal Italiana (CEI) e principal bispo com supervisão do diário italiano Avvenire, onde sua nota foi publicada.

* * *

Diocese Suburbicariana de Albano

NOTIFICAÇÃO AOS PÁROCOS

SOBRE A “FRATERNIDADE SÃO X

Nas últimas semanas, solicitações de esclarecimento chegaram à Mitra Diocesana com relação à celebração dos Sacramentos na “Fraternidade São Pio X” de Albano Laziale.

Com relação a ela, é correto e apropriado observar que a supracitada “Fraternidade” não é uma instituição (nem paróquia, nem associação) da Igreja Católica.

Isso se aplica mesmo após o decreto da Congregação para os Bispos, de 21 de janeiro de 2009, pelo qual o Santo Padre Bento XVI, estendendo a mão de boa vontade em resposta a pedidos reiterados do Superior Geral da Fraternidade São Pio X, revogou a excomunhão em que quatro Prelados haviam incorrido em 30 de junho de 1988.

Esse fato foi enfatizado por Bento XVI em sua Carta aos Bispos da Igreja Católica, de 10 de março de 2009: “a Fraternidade não tem status canônico na Igreja, e seus ministros – embora eles tenham sido libertos da penalidade eclesiástica – não exercem legitimamente qualquer ministério na Igreja.” (in AAS CI [2009], n. 4, p. 272). O mesmo Bento XVI, na seguinte Carta m. p. Ecclesiae Unitatem, de 2 de julho de 2009, acrescentou: “a remissão da excomunhão foi uma medida tomada no contexto da disciplina eclesiástica de libertar as pessoas do fardo de consciência constituído pela mais séria das penalidades canônicas. Entretanto, as questões doutrinais obviamente permanecem e até que sejam esclarecidas a Fraternidade não tem status canônico na Igreja e seus ministros não podem exercer legitimamente qualquer ministério.” (in AAS CI [2009], p. 710-711).

Em consequência do que foi dito acima, é correto e adequado reafirmar o que havia sido formulado na Nota Pastoral sobre a Fraternidade São Pio X de [ex-bispo de Albano] Dante Bernini, na qual se lê o seguinte:

Os fiéis católicos não podem participar da Missa, nem solicitar e/ou receber Sacramentos de ou na Fraternidade. Agir de maneira diversa significaria romper com a comunhão com a Igreja Católica.

Portanto, qualquer fiel católico que solicitar e receber Sacramentos na Fraternidade São Pio X, colocará a si próprio de facto em condição de não mais estar em comunhão com a Igreja Católica. A readmissão à Igreja Católica deve ser precedida por um caminho pessoal adequado de reconciliação, de acordo com a disciplina eclesiástica estabelecida pelo Bispo.

Sinceramente é entristecedor que essas opções [medidas], particularmente quando em referência à Iniciação Cristã de Crianças e Adolescentes, estejam em contraste com as orientações pastorais da Igreja Italiana e, consequentemente, com as escolhas da Diocese de Albano, onde são favorecidos itinerários de formação para o crescimento e amadurecimento da vida de fé.

Aos párocos, o dever de prestar informações suficientes aos fiéis.

Da Mitra de Albano, 14 de outubro de 2014, Prot. 235/14.

+ Marcello Semeraro, Bispo.

* * *

Honestamente, em nossa opinião, essa abordagem de mão pesada é tão desproporcional e tão fora de sintonia com a aceitação de todas as heresias e mau comportamento por parte dos bispos italianos que simplesmente não será levada a sério. Bispos em nossos tempos deveriam ser cautelosos para não parecer completamente ridículos, que é como a execução seletiva se parece – menos um exercício em autoridade do que um grito por ajuda. Realmente, não apenas citações dos documentos de Bento XVI (que por si mesmos seriam suficientes e apropriados), mas até mesmo ameaçando filhos (!) de fiéis que vão às Missas da FSSPX com o seu “caminho penitencial” especial, que ele está “triste” em aplicar-lhes? Por favor, alguém em algum lugar diga a Dom Semeraro para encontrar o seu “caminho penitencial” especial, e a parte para a queima dos “reincidentes”…

* Referência à técnica de interrogatório na qual um investigador intimida o suspeito enquanto outro investigador se faz passar por seu protetor.

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