Posts tagged ‘FSSPX’

29 janeiro, 2016

FSSPX na tradicional Marcha pela Vida em Washington, EUA.

Vídeo divulgado pelo distrito norte-americano da Fraternidade São Pio X sobre a sua participação na tradicional Marcha pela Vida, ocorrida em Washigton, EUA, no último dia 22, e que reuniu milhares de pessoas contra o aborto.

Créditos: Fiéis Católicos de Ribeirão Preto

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20 janeiro, 2016

FSSPX constrói igreja em Lisboa, Portugal.

Escreve o leitor Mário Machado: “A FSSPX Portugal está a fazer um apelo à generosidade dos fieis para colaborarem  na construção da futura igreja da FSSPX em Lisboa, dedicada a Nossa Senhora, Rainha de Portugal”.

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Mais informações sobre como ajudar na página da FSSPX em Portugal:

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15 dezembro, 2015

FSSPX – vídeo sobre novo seminário nos EUA.

Fonte: Distrito dos EUA da FSSPX.

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29 novembro, 2015

Foto da semana.

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São Paulo, Capela São Pio X, 22 de novembro de 2015: Sua Excelência Reverendíssima Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade São Pio X, celebra Missa e administra crisma a fiéis do Priorado Padre Anchieta. Em passagem por alguns dias no Brasil, o bispo visitou fiéis (Ribeirão Preto, Varre Sai, etc) e acompanhou o desenvolvimento do apostolado da Fraternidade pelo país.

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18 novembro, 2015

Francisco: Eucaristia para luteranos?

Fonte: FSSPX USA – Tradução: Dominus Est

No domingo, 15 de novembro de 2015, o Papa Francisco visitou a Igreja Evangélica Luterana de Roma, onde participou de uma sessão Q & A (Perguntas e Respostas). No final da visita, Francisco ofereceu um cálice para os luteranos.

Aqui estão alguns trechos da recente visita do Santo Padre à comunidade luterana de Roma. Papa Francisco disse que católicos e luteranos devem procurar o perdão pelas perseguições passadas. No final de uma oração conjunta, ele disse: “Basta pensar nas perseguições, entre nós que temos o mesmo batismo. Pense em todas as pessoas que foram queimadas vivas… Temos que pedir perdão um ao outro por isso, pelo escândalo da divisão“.

screen_shot_2015-11-15_at_7.35.20_pmO papa respondeu perguntas da congregação. Em particular, uma mulher Luterana casada com um católico italiano falou. Ela expressou sua dor em não ser capaz de receber a Comunhão: “A dor que sentimos juntos devido a uma diferença na fé” e questionou o papa sobre a possibilidade “de finalmente participarem juntos da comunhão“.

Na frente de três cardeais (Walter Kasper, Kurt Koch e Agostino Vallini) e da multidão de participantes, em sua maioria Suiços/Alemães, o papa deixou a resposta na consciência da mulher.

O papa começou com uma piada: “A questão sobre a partilha da Ceia do Senhor não é fácil para mim responder, sobretudo na frente de um teólogo como o Cardeal Kasper – Estou com medo!”

Em seguida, ele passou a explicar por que ela não podia, dando o fundamento doutrinário desta proibição. Ao contrário, no entanto, ele insistiu em uma realidade prática diferente, que ele alegou ser a mesma:

É verdade que, em certo sentido, compartilhar significa que não há diferenças entre nós, que temos a mesma doutrina – ressaltando essa palavra, uma palavra difícil de compreender. Mas eu me pergunto: mas não temos o mesmo Baptismo? Se temos o mesmo Batismo, não deveríamos estar caminhando juntos?

Quando você se sente uma pecadora – e eu sou muito mais que um pecador – quando seu marido sente que ele pecou: ​​você vai diante do Senhor e pede perdão, seu marido faz o mesmo e também vai ao padre e pede a absolvição… Quando você ensina seus filhos sobre quem é Jesus? Por que Jesus veio? O que Jesus faz por nós?… vocês estão fazendo a mesma coisa, quer na linguagem luterana quer na católica, mas é o mesmo.

A questão… A ceia? Há perguntas que somente se alguém é sincero consigo mesmo e tem uma pequena luz teológica, pode responder por conta própria. Veja por si mesmo…

É um problema que cada um deve responder [para si] …

Um pastor-amigo me disse uma vez que: “Acreditamos que o Senhor está presente lá, ele está presente’- você acredita que o Senhor está presente. E qual é a diferença? Há explicações, interpretações, mas a vida é maior do que explicações e interpretações. Sempre refira-se ao seu batismo – uma só fé, um só batismo, um só Senhor…

Eu nunca me atreveria dar permissão para fazer isso, porque não é de minha competência. Um só batismo, um só Senhor, uma só fé. Fale com o Senhor e, em então, vá adiante. [Pausa] E eu não me atreveria – Não me atrevo a dizer nada mais”.

O movimento luterano, é claro, nasceu da rebelião de Martinho Lutero, que pregou suas 95 teses criticando a doutrina católica na porta de uma igreja em Wittenberg, Alemanha, em 1517. O Papa Leão X, em 1520, condenou a ideia de Lutero como “herética, escandalosa, falsa, ofensiva aos ouvidos pios e sedutora de mentes simples (ingênuas), e contra a fé Católica.”

A “reforma” que se seguiu com a revolução de Lutero dividiu a Igreja e desencadeou guerras entre protestantes e católicos.

O diálogo teológico entre Roma e luteranos começou no final de 1960 após o Concílio Vaticano II. Em outubro de 1999 a “Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação” foi assinada pelo cardeal australiano Cassidy na qualidade de Presidente do Pontifício Conselho do Vaticano para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O documento erroneamente afirmou que católicos e luteranos tinham agora encontrado um acordo comum sobre detalhes doutrinários envolvidos na conversão e salvação.

Como os 500 anos da Reforma alemã está se aproximando, a USCCB (Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos) e a Igreja Evangélica Luterana da América emitiram recentemente uma declaração conjunta (Declaração a Caminho), para se prepararem para este evento.

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28 outubro, 2015

Dom Fellay: Declaração a propósito do relatório final do Sínodo sobre a família.

O Relatório final da segunda sessão do Sínodo sobre a família, publicado no dia 24 de outubro de 2015, longe de manifestar um consenso entre os padres sinodais, é a expressão de um compromisso entre posições profundamente divergentes. São recordados alguns pontos doutrinais sobre o matrimônio e a família católica, mas o texto apresenta também omissões e ambiguidades lamentáveis, especialmente as lacunas abertas na disciplina em nome de uma misericórdia pastoral relativista. A impressão geral que emerge do documento é a de uma confusão que não deixará de ser explorada em forma contrária ao ensinamento constante da Igreja.

Por isso consideramos necessário reafirmar a verdade recebida de Cristo sobre a função do papa e dos bispos (1) e sobre a família e o matrimônio (2). Fazemo-lo com o mesmo espírito que nos levou a apresentar uma súplica ao Papa Francisco antes da segunda sessão deste Sínodo.

1 – A função do papa e dos bispos[1]

Como filhos da Igreja Católica, cremos que o bispo de Roma, sucessor de São Pedro, é Vigário de Cristo e cabeça de toda a Igreja. Seu poder é uma jurisdição em sentido próprio, por cuja razão tanto os pastores como os fiéis das Igrejas particulares, considerados individualmente ou em conjunto, inclusive quando estão reunidos em concílio, sínodo ou conferências episcopais, estão submetidos a ele por um dever de subordinação hierárquica e de verdadeira obediência.

Deus assim dispôs as coisas para que, ao guardar com o bispo de Roma a unidade da comunhão e da profissão da mesma fé, a Igreja de Cristo fosse um só rebanho sob um só pastor. A Santa Igreja de Deus foi divinamente constituída como uma sociedade hierárquica, na qual a autoridade que governa os fiéis vem de Deus por meio do papa e dos bispos que lhe estão submetidos.[2]

Quando o Magistério pontifício supremo indica a expressão autêntica da verdade revelada, tanto em temas dogmáticos como em matérias disciplinares, não cabe aos organismos eclesiásticos dotados de uma autoridade inferior, como as conferências episcopais, introduzir modificações.

O sentido dos dogmas sagrados, que deve ser conservado perpetuamente, é aquele que o magistério do papa e dos bispos estabeleceu definitivamente e do qual nunca é lícito apartar-se. Portanto, a pastoral da Igreja, no exercício da misericórdia, deve primeiramente remediar a miséria da ignorância, dando às almas a expressão da verdade que as salva.

Na hierarquia estabelecida dessa forma por Deus, em matéria de fé e de magistério, as verdades reveladas foram confiadas como um depósito divino aos apóstolos e a seus sucessores, o papa e os bispos, para que as guardem fielmente e as ensinem com autoridade. Esse depósito está contido como em suas fontes nos livros das Sagradas Escrituras e nas tradições não escritas que, recebidas pelos apóstolos da boca do próprio Cristo ou transmitidas como de mão em mão pelos apóstolos sob a inspiração do Espírito Santo, chegaram até nós.

Quando a Igreja docente declara o sentido dessas verdades contidas na Escritura e na Tradição, Ela o impõe com autoridade aos fiéis para que o creiam como revelado por Deus. E seria falso afirmar que a função do papa e dos bispos é a de ratificar aquilo que lhes sugere o sensus fidei ou a experiência comum do Povo de Deus.

Como já escrevemos em nossa Súplica ao Santo Padre: “Nossa preocupação brota da condenação que São Pio X fez, na encíclica Pascendi, do alinhamento do dogma a supostas exigências contemporâneas. Pio X e vós, Santo Padre, receberam a plenitude do poder de ensinar, santificar e governar em obediência a Cristo, que é a cabeça e o pastor do rebanho em todo tempo e em qualquer lugar, e de quem o papa deve ser o verdadeiro vigário na terra. O objeto de uma condenação dogmática não pode se converter, com o tempo, em uma prática pastoral autorizada.”

Isso foi o que motivou Dom Marcel Lefebvre a escrever em sua Declaração de 21 de novembro de 1974: “Nenhuma autoridade, nem sequer a mais alta na hierarquia, pode obrigar-nos a abandonar ou a diminuir a nossa fé católica, claramente expressa e professada pelo magistério da Igreja durante dezenove séculos.‘Ainda que alguém, diz São Paulo, nós ou um anjo baixado do céu, vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.’ [3]”

2 – O matrimônio e a família católica

A propósito do matrimônio, Deus teve como fim proporcionar o crescimento do gênero humano por meio da instituição do matrimônio, que é a união estável e perpétua de um homem e uma mulher [4]. O casamento dos batizados é um sacramento, porque Cristo o elevou a essa dignidade; o matrimônio e a família são, portanto, de instituição divina e natural.

O primeiro fim do casamento é a procriação e a educação dos filhos, fim que nenhuma vontade humana pode excluir por meio de ações que sejam contrárias a ele. O fim secundário do casamento é a ajuda mútua que os cônjuges se proporcionam, além do remédio à concupiscência.

Cristo estabeleceu que a unidade do matrimônio fosse definitiva, tanto para os cristãos como para os demais homens. Essa unidade goza de indissolubilidade que jamais pode ser quebrada, nem pela vontade de ambas as partes, nem por uma autoridade humana: “Não separe o homem o que Deus uniu”.[5] No caso do matrimônio sacramental dos batizados, a unidade e a indissolubilidade são entendidas ainda mais profundamente porque são signo da união de Cristo com sua Esposa.

Tudo o que os homens possam fazer ou decretar contra a unidade ou a indissolubilidade do matrimônio não corresponde nem às exigências da natureza nem ao bem da sociedade humana. Além disso, os fiéis católicos têm o grave dever de não se unirem pelo simples vínculo de um casamento civil sem ter em conta o casamento religioso prescrito pela Igreja.

A recepção da eucaristia (ou comunhão sacramental) requer o estado de graça santificante e a união com Cristo pela caridade; ela aumenta essa caridade e significa ao mesmo tempo o amor de Cristo pela Igreja, que está unida a Ele como sua única Esposa. Portanto, aqueles que deliberadamente vivem juntos em uma união concubinária ou inclusive adúltera, contra as leis de Deus e da Igreja, pelo fato de darem um mau exemplo de falta de justiça e de caridade, não podem ser admitidos à comunhão eucarística e são considerados como pecadores públicos: “Aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério.” [6]

Para receber a absolvição de seus pecados no âmbito do sacramento da penitência, é necessário ter o firme propósito de não pecar mais e, portanto, aqueles que se recusam a por um fim à sua situação irregular não podem receber uma absolvição válida.[7]

De acordo com a lei natural, o homem só tem o direito de usar sua sexualidade em um matrimônio legítimo e respeitando os limites determinados pela moral. Portanto, a homossexualidade contradiz o direito divino natural. As uniões realizadas fora do casamento, sejam concubinárias, adúlteras ou inclusive homossexuais, são um desordem contrário às exigências da lei divina natural e constituem, portanto, um pecado. Não é possível reconhecer nelas qualquer parte de bondade moral, inclusive diminuída.

Diante dos erros atuais e das legislações civis contrárias à santidade do matrimônio e à pureza dos costumes, a lei natural não admite exceções, porque Deus, em sua infinita sabedoria, ao dar essa lei, previu todos os casos e todas as circunstâncias, ao contrário dos legisladores humanos. Também não podemos aceitar uma chamada moral de situação em que se propõe adaptar as regras de conduta ditadas pela lei natural às circunstâncias variáveis das diferentes culturas. A solução dos problemas de ordem moral não deve estar sujeita somente à consciência dos esposos ou dos pastores e, além disso, a lei natural se impõe à consciência como uma regra de ação.

A solicitude do Bom Samaritano a respeito do pecador se manifesta por uma misericórdia que não pactua com o seu pecado, assim como o médico que quer ajudar eficazmente um doente a recuperar a saúde não faz pacto com sua doença, mas o ajuda a livrar-se dela. Não podemos abandonar o ensinamento evangélico em nome de uma pastoral subjetivista que, enquanto o recorda universalmente, o abole nos casos particulares. Não se pode conceder aos bispos o direito de suspender a lei da indissolubilidade do matrimônio ad casum, sem expor ao enfraquecimento a doutrina do Evangelho e à fragmentação a autoridade da Igreja. Porque, nessa perspectiva errônea, o que é afirmado doutrinalmente poderia ser negado pastoralmente e o que é proibido de jure poderia ser autorizado de facto.

Nessa extrema confusão, cabe agora ao papa, de acordo com seu cargo e dentro dos limites estabelecidos por Cristo, repetir com clareza e firmeza a verdade católica quod semper, quod ubique, quod ab omnibus [8] e impedir que essa verdade universal seja contradita na prática e de acordo com os lugares.

Seguindo o conselho de Cristo: Orate et vigilate, rezamos pelo papa: Oremus pro pontifice nostro Francisco, e permanecemos vigilantes: non tradat eum in manus inimicorum ejus[9], para que Deus não o entregue ao poder de seus inimigos. Suplicamos a Maria, Mãe da Igreja, que lhe alcance as graças que lhe permitam ser um administrador fiel dos tesouros de seu divino Filho.

Menzingen, 27 de outoubro de 2015
+ Bernard Fellay
Superior geral da Fraternidade São Pio X

Fonte: DICI

[1] Concílio de Trento, 4ª sessão; Concílio Vaticano I, constituição Dei Filius; decreto Lamentabili, n° 6.
[2] Mt, 16, 18-19; Jo, 21, 15-17; constituição Pastor aeternus do Concílio Vaticano I.
[3] Gal. 1, 8.
[4] Gn 2, 18-25
[5] Mt 19, 6.
[6] Mt 19,9
[7] Leão XIII, Arcanum divinae sapientiae ; Pio XI, Casti connubii.
[8] Vicente de Lérins, Commonitorium
[9] Oratio pro summo Pontifice

13 outubro, 2015

Bispo italiano autoriza a FSSPX a celebrar a Santa Missa em paróquia.

Por Riposte Catholique | Tradução Bonum Certamen

O bispo italiano, Mons. Lorenzo Ghizzoni, acaba de autorizar a FSSPX a celebrar, a partir do segundo domingo de outubro, duas missas em uma paróquia de sua diocese. Para tanto, ele convidou Don Enrico Doria, prior da FSSPX, a celebrar essas missas. O arcebispo de Ravena e Cervia quer assim permitir a criação de um grupo estável de fiéis.

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30 setembro, 2015

Dom Bernard Fellay escreve ao Papa Francisco.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Santíssimo Padre,

Fellay080814É com grande preocupação que constatamos ao nosso redor a degradação gradual do matrimônio e da família, origem e fundamento de toda a sociedade humana. Esta dissolução está se acelerando com força, sobretudo através da promoção legal dos comportamentos mais imorais e mais depravados. A lei de Deus, mesmo simplesmente natural, é hoje pisoteada publicamente, os pecados mais graves se multiplicam de modo dramático e clamam vingança ao Céu.

Santíssimo Padre,

Não podemos negar que a primeira parte do Sínodo dedicado aos “desafios pastorais da família no contexto da evangelização” nos deixou profundamente alarmados. Temos ouvido e lido, de grandes autoridades eclesiásticas – que se atribuem vosso respaldo, sem serem desmentidas – afirmações tão contrárias à verdade, tão opostas à doutrina clara e constante da Igreja sobre a santidade do matrimônio, que nossa alma tem ficado profundamente perturbada. Todavia, o que mais nos preocupa são algumas das suas palavras que dão a entender que poderia haver uma evolução da doutrina para responder às novas necessidades do povo cristão. Nossa preocupação brota da condenação que São Pio X fez, na encíclica Pascendi, do alinhamento do dogma a supostas exigências contemporâneas. Pio X e vós, Santo Padre, receberam a plenitude do poder de ensinar, santificar e governar em obediência a Cristo, que é a cabeça e pastor do rebanho em todo tempo e em qualquer lugar, e de quem o Papa deve ser o verdadeiro Vigário na terra. O objeto de uma condenação dogmática não pode se converter, com o tempo, em uma prática pastoral autorizada.

Deus, autor da natureza, estabeleceu a união estável entre homem e mulher com vistas a perpetuar a espécie humana. A Revelação do Antigo Testamento nos ensina de modo claríssimo que o matrimônio, único e indissolúvel, entre um homem e uma mulher, foi estabelecido por Deus, e que suas características essenciais foram subtraídas à livre escolha dos homens para permanecer sob a proteção divina particular: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo” (Ex 20, 17).

O evangelho nos ensina que o próprio Jesus, em virtude de sua autoridade suprema, restaurou definitivamente o casamento, alterado pela corrupção dos homens, em sua pureza primitiva: “O que Deus uniu, o homem não separa”(Mt 19: 6).

É glória da Igreja Católica ao longo dos séculos ter defendido contra “ventos e marés”, apesar das solicitações, ameaças e tentações, a realidade humana e divina do matrimônio. Ela sempre carregou bem alta – ainda que homens corruptos a abandonavam apenas por este motivo – a bandeira da fidelidade, da pureza e da fecundidade que caracterizam o verdadeiro amor conjugal e familiar.

Agora que se aproxima a segunda parte deste Sínodo dedicado à família, acreditamos, em consciência, que é nosso dever expressar à Santa Sé apostólica a mais profunda angústia que toma conta de nós ao pensar nas “conclusões” que poderão ser propostas nesta ocasião, se por grande infortúnio elas forem um novo ataque contra a santidade do matrimônio e da família, um novo enfraquecimento da sociedade conjugal e dos lares. Esperamos de todo coração, no entanto, que o Sínodo fará obra de misericórdia recordando, para o bem das almas, a doutrina salvífica integral referente ao matrimônio.

Temos plena consciência, no atual contexto, que as pessoas que se encontram em situações matrimoniais irregulares devem ser acolhidas pastoralmente, com compaixão, a fim de lhes mostrar o rosto misericordioso do Deus de amor que a Igreja dá a conhecer.

Entretanto, a lei de Deus, expressão do Seu amor eterno para com os homens, constitui em si mesma a suprema misericórdia para todos os tempos, todas as pessoas e todas as situações. Rezamos, pois, para que a verdade evangélica do matrimônio, que deveria proclamar o Sínodo, não seja contornada mediante múltiplas “exceções pastorais” que distorcem seu verdadeiro sentido, ou por uma legislação que aboliria quase infalivelmente seu real alcance. Quanto a isto, não podemos esconder que as recentes disposições canônicas do Motu proprio Mitis Iudex Dominus Iesus, quer permitem declarações de nulidade aceleradas, abrirão, de fato, as portas a um processo de “divórcio católico” sem levar o nome de tal, apesar das referências à indissolubilidade do matrimônio que o acompanham. Estas disposições vão na direção da evolução dos costumes contemporâneos, sem tratar de retificá-las de acordo com a lei divina; como, então, não ficar abalado com o destino dos filhos nascidos desses casamentos anulados de modo expresso, que serão as tristes vítimas da “cultura do descarte”?

No século XVI, o Papa Clemente VII recusou a Henrique VIII o divórcio solicitado por ele. Diante da ameaça do cisma anglicano, o papa manteve, contra todas as pressões, o ensinamento inalterável de Cristo e de sua Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio. Veremos agora esta decisão desaprovada por um “arrependimento canônico”?

Nestes últimos tempos, em todo o mundo, numerosas famílias se mobilizaram corajosamente contra as leis civis que minavam a família natural e cristã, e incentivam publicamente os comportamentos infames, contrários à moralidade mais elementar. A Igreja pode abandonar aqueles que, por vezes em detrimento próprio e sempre sob zombaria e ataques, conduziram este combate necessário, porém difícil? Isso constituiria um contra-testemunho desastroso, e seria para essas pessoas uma fonte de desgosto e desalento. Os homens da Igreja, pelo contrário, por sua própria missão, devem oferecer-lhes um apoio firme e motivado.

Santo Padre,

Pela honra de nosso Senhor Jesus Cristo, pela consolação da Igreja e todos os fiéis católicos, pelo bem da sociedade e de toda a humanidade, neste momento crucial, nós vos suplicamos, pois, que façais ressoar no mundo uma palavra da verdade, de clareza e de firmeza, em defesa do matrimônio cristão, e até mesmo o simplesmente humano, em apoio ao seu fundamento, ou seja, a diferença e a complementaridade dos sexos, em apoio à sua unicidade e à sua indissolubilidade.

Confiamos esta humilde súplica ao patrocínio de São João Batista, que conheceu o martírio por ter defendido publicamente, contra uma autoridade civil comprometida com um “recasamento” escandaloso, a santidade e a unicidade do matrimônio; suplicando ao Precursor para conceder a Vossa Santidade a coragem de recordar ao mundo inteiro a verdadeira doutrina sobre o matrimônio natural e cristão.

Na festa de Nossa Senhora das Dores, 15 de setembro de 2015

+ Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X

2 setembro, 2015

O jesuitismo de Francisco.

Por Padre Cristóvão | FratresInUnum.com

Antigamente, alguns dicionários davam como significado de “jesuitismo” a hipocrisia e a falsidade. Outros, mais moderados, definiam-no como simplesmente uma falta de franqueza ou uma atitude de quem se expressa de forma evasiva, dissimulada. Tal sinonimia se deve àqueles modos tradicionalmente imputados à Companhia de Jesus, típicos, de fazer-se jogos duplos, triplos, sétuplos, múltiplos, alucinantes. Foram os jesuítas que desenvolveram as técnicas de “restrição mental”, em que se responde algo ludibriando-se o interlocutor. “Fulano passou por aqui?”, “Nessa casa, não”, respondia malandramente o jesuíta, passando os dedos pela casa da batina…


Francisco faz jus a este “modus faciendi”?

Castiga Dom Livieres, que morre; faz o mesmo com outros. Supervisiona a destruição dos Franciscanos da Imaculada, mas, agora…

Concede, “misericordiosamente”, aos padres da FSSPX a faculdade de absolverem válida e licitamente. Para estes, tal concessão não se sentia como necessária: sustentando estarmos num “estado de necessidade”, graças à interminável “crise conciliar”, entendem que a jurisdição de suplência lhes seria de direito. Francisco lhes dá aquilo que eles pensam não precisar receber. Mas a impressão é a de que, “misericordiosamente”, os fieis tradicionalistas estão sendo acolhidos de braços abertos, junto com os aborteiros e cia.

Notem a ambiguidade. Dando-lhes a liceidade e validade, o Papa está dizendo que, habitualmente, as suas confissões não são lícitas, nem válidas! Ao mesmo tempo, obrigando a FSSPX a aceitar a concessão que “misericordiosamente” lhes concede (pois, se não aceitassem, estariam na posição de quem “rejeita” a “misericórdia”), busca forçá-los a confessarem que estão objetivamente errados.

A propósito, de que vale confessar-se validamente se o penitente teria que confessar que suas confissões anteriores não eram válidas, nem lícitas (portanto, sacrílegas simulações), e que todos os demais sacramentos seriam igualmente ilícitos e, alguns, inválidos (como o matrimônio), e, portanto pecaminosos?… Então, apenas durante o ano da misericórdia, será possível confessar-se com um padre da FSSPX, mas não ser ordenado no seminário deles, ou assistir suas missas, ou casar-se em seus priorados?

Fazendo desse modo, Francisco abre um enorme precedente. Em nome dessa “concessão”, quantas outras terá em mente, e para quais outros grupos, que eles consideram dissidentes?…

Aliás, enquanto faz tudo isso, Francisco se prepara para comemorar os 500 anos da Reforma Protestante!

Jesuitismo. Esta é a síntese deste pontificado?

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1 setembro, 2015

Comunicado da Casa Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Por FSSPX | Tradução: FratresInUnum.com – A Fraternidade São Pio X toma conhecimento, pela imprensa, das disposições que o Papa Francisco estabeleceu por ocasião do próximo Ano Santo. No último parágrafo de sua carta dirigida, em 1º de setembro de 2015, a Dom Rifo Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, o Santo Padre escreve: “estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados”.

A Fraternidade São Pio X expressa seu agradecimento ao Sumo Pontífice por esse gesto paternal. No ministério do sacramento da penitência, ela sempre se apoiou, com absoluta certeza, na jurisdição extraordinária conferidas pelas Normae generales do Código de Direito Canônico. Por ocasião deste Ano Santo, o Papa Francisco quer que todos os fiéis que desejam se confessar com os sacerdotes da Fraternidade São Pio X possam fazê-lo sem serem importunados.

Neste ano de conversão, os sacerdotes da Fraternidade São Pio X procurarão exercer com renovada generosidade seu ministério no confessionário, seguindo o exemplo de dedicação infatigável que o Santo Cura D’Ars deu a todos os sacerdotes.

Menzingen, 1° de setembro de 2015

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