Posts tagged ‘FSSPX’

23 novembro, 2014

Conferência de Dom Guido Pozzo sobre o Vaticano II.

Importante texto de conferência do Arcebispo Secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, uma vez que, recentemente, ele mesmo afirmou que “Roma não pretende impor uma capitulação à FSSPX”.

* * *

Comentários e tradução por Guilherme Chenta, guilhermechenta.com

COMENTÁRIOS

Introdução

Em abril de 2014, o Arcebispo Dom Guido Pozzo, secretário da Pontifícia ComissãoEcclesia Dei, visitou o seminário do Instituto do Bom Pastor, com os seguintes objetivos: verificar a situação do instituto no pós-crise, dar duas conferências norteadoras da ação do IBP de acordo com a “hermenêutica da reforma na continuidade” e conferir ordens a alguns seminaristas.

22 novembro, 2014

FSSPX avança com seu apostolado em São Paulo.

Por Fratres in Unum.com – A Capela São Pio X, do priorado Padre Anchieta, em São Paulo, está quase finalizada. No último 02 de novembro, foram benzidos seus sinos por Dom Alfonso de Galarreta, que também celebrou a cerimônia da crisma para fiéis da FSSPX na cidade e na região.

Apesar de ainda não oficializada pela Igreja, como os demais institutos Ecclesia Dei, seu apostolado na cidade cresce de maneira estável, fazendo do priorado um foco de irradiação da liturgia e da doutrina tradicionais em São Paulo e no Brasil.

A FSSPX tem em sua resistência ao Concílio Vaticano II e à forma ordinária do rito romano (missa nova), causa de sua não oficialização, um dos principais motivos de atração de católicos de linha tradicional.

Dado o crescimento da importância do Brasil para a FSSPX, é possível que o país abrigue um novo distrito da Fraternidade nos próximos anos. Em 15 de fevereiro de 2014, com o apoio de fiéis decepcionados com o afastamento de Dom Fernando Rifan da linha doutrinária seguida por Dom Antonio de Castro Mayer, foi fundado o Priorado São Sebastião, em Bom Jesus do Itabapoana, em plena Diocese de Campos dos Goytacazes/RJ.

O priorado Padre Anchieta está solicitando doações, para concluir as obras do altar da capela.

Seguem abaixo algumas fotos do evento:

Dom Alfonso de Galarreta asperge os novos sinos, acompanhado dos sacerdotes do priorado.

Dom Alfonso de Galarreta asperge os novos sinos, acompanhado dos sacerdotes do priorado.

Crismandos, seus padrinhos e demais fiéis.

Crismandos, seus padrinhos e demais fiéis.

… in nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti. Amen.

… in nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti. Amen.

Missa Solene após as crismas.

Missa Solene após as crismas.

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7 novembro, 2014

Una Voce sai em defesa da FSSPX.

COMUNICADO DE IMPRENSA

Federação Internacional Una Voce – Ameaças de excomunhão contra FSSPX podem ser ilegais.

Por Una Voce | Tradução: Teresa Maria Frexinho – Fratres in Unum.com

LONDRES4 de novembro de 2014 – A Federação Internacional Una Voce, que busca promover as tradições, particularmente, as tradições litúrgicas, da Igreja Católica Romana, dentro das estruturas oficiais da Igreja, questionou hoje a legalidade de uma “notificação”, datada de 14 de outubro de 2014, da Sé Romana de Albano, Itália, afirmando excomungar aqueles que recebem os sacramentos ou participam de celebrações religiosas da Fraternidade São Pio X (FSSPX).

A Federação questiona a legalidade de uma notificação em termos semelhantes do Bispo Óscar Sarlinga de Zárate-Campana, na Argentina, emitida em 3 de novembro de 2014.

A Federação, que é um movimento leigo independente de qualquer comunidade sacerdotal ou religiosa, acredita na importância de se preservar a doutrina, a lei e a justiça, bem como uma boa prática pastoral dentro da Igreja.

A Federação crê que essas “notificações” podem dar a entender que qualquer pessoa que alguma vez frequentou celebrações da FSSPX não é bem-vinda em paróquias nessas dioceses.

Esse ponto de vista está em contraste direto com a ênfase do Supremo Pontífice, Papa Francisco, sobre misericórdia e perdão, bem como na “abertura de coração” pedida pelo Papa Bento XVI como prelúdio para a cura de divisões “no coração da Igreja”.

O Bispo de Albano é o Rev. Marcello Semeraro, porta-voz de imprensa da Conferência Episcopal Italiana e secretário do Conselho interno Pontifício de 9 consultores.

A Federação solicita à Santa Sé que informe que essas notificações são imperfeitas e solicite que elas sejam modificadas, de modo a obedecer ao Direito Canônico e às decisões da Santa Sé.

HISTÓRICO

Em 14 de outubro de 2014, a Mitra da Diocese de Albano emitiu uma notificação aos párocos afirmando que qualquer pessoa que frequente celebrações da FSSPX, mesmo, aparentemente, crianças, “rompe a comunhão com a Igreja Católica” e só pode ser readmitida à Igreja após “um caminho pessoal adequado de reconciliação”. A notificação diz o seguinte:

“Os fiéis católicos não podem participar da Missa, nem pedir e/ou receber sacramentos da ou na Fraternidade. Agir de outra forma significa romper a comunhão com a Igreja Católica. Portanto, qualquer fiel católico que solicitar e receber sacramentos na Fraternidade São Pio X, se colocará de facto na condição de não mais estar em comunhão com a Igreja Católica. Uma readmissão à Igreja Católica deve ser precedida de um caminho pessoal adequado de reconciliação, de acordo com a disciplina eclesiástica estabelecida pelo Bispo.”

Dom Óscar Sarlinga de Zárate-Campana na Argentina, em carta a sua diocese, datada de 3 de novembro de 2014, afirma o seguinte:

“Não é lícito que fiéis católicos participem na celebração de Missa nessas condições, nem que solicitem ou recebam sacramentos de sacerdotes da supracitada “Fraternidade São Pio X”, inclusive em propriedades privadas transformados em locais de culto, sem excluir também, em caso de contumácia, as penalidades ferendae sententiae que poderão se aplicar, de acordo com o espírito eclesiástico e de proteção aos fiéis.

Em caso de ruptura da comunhão eclesiástica pelos motivos supracitados, será necessário que o fiel percorra um caminho pessoal de reconciliação (e, finalmente, de levantamento da censura canônica) para posteriormente ser readmitido à Igreja Católica, de acordo com a disciplina aconselhada pela Santa Sé e pela própria [diocese], estabelecida pelo bispo diocesano.”

RAZÕES CANÔNICAS

A atitude da Santa Sé tem sido sempre a de que os fiéis leigos que recebem os sacramentos de padres da FSSPX não estão excomungados. Alguns exemplos:

  1. Em 1991, Dom Joseph Ferrario, bispo de Honolulu, declarou seis católicos leigos excomungados com base em cisma por terem providenciado os serviços de um bispo da FSSPX para administrar o crisma. Estes recorreram à Santa sé, que, através do Cardeal Ratzinger, na qualidade de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, declarou o decreto inválido porque a ação deles, embora considerada culpável, não constituía um cisma
  2. Em 5 de setembro de 2005, a Santa Sé, através da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, afirmou que “os fiéis que frequentavam as missas da supracitada Fraternidade não estão excomungados, e os padres que as celebram também não — estes, na verdade, estão suspensos.” (Protocolo nº 55/2005, assinado pelo Secretário da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, Monsenhor Camille Perl).
  3. Em 27 de setembro de 2002, citado e reafirmado em 18 de janeiro de 2003, a Santa Sé, através da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, afirmou que “Em sentido estrito, pode-se cumprir o preceito dominical frequentando uma missa celebrada por um sacerdote da Fraternidade São Pio X.” (Cartas assinadas pelo Monsenhor Camille Perl).

“Romper a comunhão com a Igreja Católica”, ou seja, excomunhão, só pode ser incorrida se houver “uma violação externa de uma lei ou preceito” e esta for “gravemente imputável em razão de dolo ou culpa” (cânon 1321) e somente se a penalidade apropriada for a excomunhão.

A excomunhão não é a penalidade apropriada por “participar de missa” ou “solicitar ou receber os Sacramentos” de padres da FSSPX ou em locais de culto administrados pela FSSPX. Assim:

  1. Consequentemente não é correto que a excomunhão seja incorrida dessa maneira.

    b. De qualquer maneira, aqueles com menos de dezesseis anos não podem incorrer em uma penalidade (cânon 1323.1); isso se aplicaria àqueles abaixo dessa idade que receberam o batismo ou a confirmação.

Mesmo quando se baseia um argumento canônico na suposição de que a FSSPX não tem status canônico na Igreja e que seus padres estão suspensos, após a ordenação sem cartas dimissórias*, isso não significa que buscar os sacramentos de suas mãos seja um ato ilegal da parte dos fiéis leigos.

Dizer o contrário também contradiz a disposição do direito canônico (cânon 1335) com relação à suspensão de qualquer proibição da celebração dos Sacramentos ou sacramental, ou o exercício de um poder de governança, quando um dos fiéis o solicitar por “qualquer motivo justo”.

Além disso, as notificações parecem desafiar o Decreto da Congregação dos Bispos, datado de 21 de janeiro de 2009, que levantava as excomunhões dos bispos da FSSPX e, em vez disso, parecem querer impor novamente aquelas excomunhões, dentro de cada diocese, contrariamente a este decreto da Congregação da Santa Sé.

Ademais, seria incongruente que o legislador levante a excomunhão dos bispos ao passo que a imponha ou mantenha aos fiéis leigos a quem eles ministram.

CONCLUSÃO

A Federação está assim obrigada a contestar as notificações, uma vez que elas parecem minar a legislação pontifícia e o direito canônico.

* * *

* N. do T.: Cartas Dimissórias, do latim litterae dimissoriae, são cartas de testemunho dadas por um bispo ou superior religioso a seus súditos, a fim de que estes possam ser ordenados por outro bispo. Essas cartas atestam que a pessoa tem todas as qualidades exigidas pelo direito canônico para a recepção da ordem em questão, e solicitam ao bispo a quem se dirigem que o ordenem.

Créditos: The Remnant

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31 outubro, 2014

A resposta da FSSPX-Itália ao bispo de Albano.

Por FSSPX – Itália | Tradução: Dominus Est - Em uma notificação do último dia 14 de outubro, Dom Marcello Semeraro, que administra a Diocese suburbicária de Albano, cogitou declarar que a Fraternidade Sacerdotal São Pio X não é “uma instituição da Igreja católica” e que os fiéis não devem frequentá-la para não “romper a comunhão com a Igreja”.

Partindo de seu ponto de vista, poderíamos perguntar muitas coisas a Dom Semeraro.

Poderíamos perguntar-lhe se ele sabe que a Fraternidade São Pio X foi erigida com a aprovação do bispo de Friburgo em 1970; que a Santa Sé lhe conferiu a carta laudatória em 1971; se ele sabe que a casa da Fraternidade em Albano em si, com seu Oratório semipúblico para administrar os sacramentos, foi erigida canonicamente com decreto de seu predecessor, Dom Raffaele Macario, em 22 de fevereiro de 1974 (prot. 140/74).

Poderíamos também perguntar-lhe como ele concilia sua proibição com as declarações oficiais da Santa Sé, que, como resposta da Comissão Ecclesia Dei de 18 de janeiro de 2003, dizia que é possível cumprir o preceito da Missa dominical “assistindo a uma Missa celebrada por um padre da Fraternidade São Pio X”: ou como ele acha que é possível “romper a comunhão com a Igreja” indo à Missa da Fraternidade São Pio X, quando a mesma Santa Sé não considera mais fora de comunhão nem mesmo os bispos da mesma Fraternidade; ou se ele acha que a pretendida irregularidade canônica equivale a uma ruptura da comunhão.

Poderíamos ainda perguntar-lhe por que ele, o bispo, pode organizar uma vigília ecumênica na catedral (18 de janeiro de 2014) para rezar com pessoas que, certamente, não estão “em comunhão com a Igreja católica”, como uma pastora evangélica e um bispo ortodoxo (ortodoxos cujos, em 2009, ele cedeu a igreja de São Francisco em Genzano, construída por nossos pais para o culto católico); enquanto seus fiéis não podem rezar com outros católicos na Missa da Fraternidade.

Poderíamos perguntar-lhe por que a abertura do espírito da Diocese é tão amplo para incluir o “Primeiro fórum dos cristãos homossexuais”, ocorrido na Casa dos Padres Somaschis, de 26 a 28 de março último, mas não quem permanece ligado à Tradição da Igreja católica.Não esperamos uma resposta sobre esses pontos que demonstram de modo claro as contradições de Dom Semeraro.

A Fraternidade apoia seu ministério junto a todos os fiéis exatamente sobre a necessidade de combater os erros contra a fé católica romana que são difundidos na Igreja pelos próprios bispos: do indiferentismo ecumênico, pelo qual se pode crer em todas as religiões, como se todas elas fossem caminhos de salvação, destruindo de fato o Primeiro Mandamento de Deus, até a adoção de uma liturgia que se distancia da expressão dos dogmas da Igreja romana para tornar-se semiprotestante e irreverente. Erros que são difundidos cada vez mais, como se viu no último Sínodo, onde, sob a aparência de misericórdia, se discutiu sobre a possibilidade de modificar o Sexto Mandamento e renunciar, de fato, à indissolubilidade do matrimônio cristão.

O estado de grave necessidade geral, devido à difusão capilar dos erros contra a fé da parte da hierarquia eclesiástica, fundamenta canonicamente o direito e o dever de todos os sacerdotes fiéis de ministrar os sacramentos e uma autêntica instrução católica a todos que os requererem.

A Fraternidade São Pio X, a exemplo de seu fundador, continuará a transmitir integralmente o depósito da fé e da moral católica romana, levantando-se abertamente contra todos os erros que desejam deformá-lo, sem medo de ameaças ou sanções canônicas injustas, visto que esse depósito, nem Dom Semeraro, nem nenhum outro membro da hierarquia eclesiástica poderá mais alterá-lo. Como diz São Pedro: “Mais vale obedecer a Deus que aos homens”.

Todas as pessoas que desejarem receber os sacramentos como a Igreja sempre os administrou, receber um catecismo autêntico para os seus filhos, uma formação para os adultos, uma direção espiritual e um conforto para os doentes serão sempre bem-vindas.

Distrito da Itália da Fraternidade São Pio X

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29 outubro, 2014

Consultor próximo ao Papa e membro do Conselho de Nove Cardeais “excomunga” fiéis que vão às Missas da FSSPX – texto completo.

Duplo padrão.

“Misericórdia” seletiva.

Bom policial, mau policial*

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com – Tudo muito maquiavélico. Essa atitude não é cristã de modo algum. Porém, ela poderia ser “divina”, se estivermos lidando com “o Deus de Surpresas “…

Nota original em italiano abaixo, com tradução completa:

Três observações antes da tradução:

1) A sede da Fraternidade São Pio X (FSSPX / SSPX) na Itália está localizada na diocese de Albano, fora de Roma, próximo a Castel Gandolfo.

2) Marcello Semeraro não é simplesmente um bispo qualquer. Ele é extremamente próximo ao Papa Francisco, e é o único não cardeal (com cargo de secretário e assistente) no órgão mais influente deste pontificado, o Conselho de 8 Cardeais (atualmente 9, com o Secretário de Estado), encarregado da reforma da Cúria e das estruturas da Igreja como um todo.

3) Dom Semeraro é também o “homem da mídia” da Conferência Episcopal Italiana (CEI) e principal bispo com supervisão do diário italiano Avvenire, onde sua nota foi publicada.

* * *

Diocese Suburbicariana de Albano

NOTIFICAÇÃO AOS PÁROCOS

SOBRE A “FRATERNIDADE SÃO X

Nas últimas semanas, solicitações de esclarecimento chegaram à Mitra Diocesana com relação à celebração dos Sacramentos na “Fraternidade São Pio X” de Albano Laziale.

Com relação a ela, é correto e apropriado observar que a supracitada “Fraternidade” não é uma instituição (nem paróquia, nem associação) da Igreja Católica.

Isso se aplica mesmo após o decreto da Congregação para os Bispos, de 21 de janeiro de 2009, pelo qual o Santo Padre Bento XVI, estendendo a mão de boa vontade em resposta a pedidos reiterados do Superior Geral da Fraternidade São Pio X, revogou a excomunhão em que quatro Prelados haviam incorrido em 30 de junho de 1988.

Esse fato foi enfatizado por Bento XVI em sua Carta aos Bispos da Igreja Católica, de 10 de março de 2009: “a Fraternidade não tem status canônico na Igreja, e seus ministros – embora eles tenham sido libertos da penalidade eclesiástica – não exercem legitimamente qualquer ministério na Igreja.” (in AAS CI [2009], n. 4, p. 272). O mesmo Bento XVI, na seguinte Carta m. p. Ecclesiae Unitatem, de 2 de julho de 2009, acrescentou: “a remissão da excomunhão foi uma medida tomada no contexto da disciplina eclesiástica de libertar as pessoas do fardo de consciência constituído pela mais séria das penalidades canônicas. Entretanto, as questões doutrinais obviamente permanecem e até que sejam esclarecidas a Fraternidade não tem status canônico na Igreja e seus ministros não podem exercer legitimamente qualquer ministério.” (in AAS CI [2009], p. 710-711).

Em consequência do que foi dito acima, é correto e adequado reafirmar o que havia sido formulado na Nota Pastoral sobre a Fraternidade São Pio X de [ex-bispo de Albano] Dante Bernini, na qual se lê o seguinte:

Os fiéis católicos não podem participar da Missa, nem solicitar e/ou receber Sacramentos de ou na Fraternidade. Agir de maneira diversa significaria romper com a comunhão com a Igreja Católica.

Portanto, qualquer fiel católico que solicitar e receber Sacramentos na Fraternidade São Pio X, colocará a si próprio de facto em condição de não mais estar em comunhão com a Igreja Católica. A readmissão à Igreja Católica deve ser precedida por um caminho pessoal adequado de reconciliação, de acordo com a disciplina eclesiástica estabelecida pelo Bispo.

Sinceramente é entristecedor que essas opções [medidas], particularmente quando em referência à Iniciação Cristã de Crianças e Adolescentes, estejam em contraste com as orientações pastorais da Igreja Italiana e, consequentemente, com as escolhas da Diocese de Albano, onde são favorecidos itinerários de formação para o crescimento e amadurecimento da vida de fé.

Aos párocos, o dever de prestar informações suficientes aos fiéis.

Da Mitra de Albano, 14 de outubro de 2014, Prot. 235/14.

+ Marcello Semeraro, Bispo.

* * *

Honestamente, em nossa opinião, essa abordagem de mão pesada é tão desproporcional e tão fora de sintonia com a aceitação de todas as heresias e mau comportamento por parte dos bispos italianos que simplesmente não será levada a sério. Bispos em nossos tempos deveriam ser cautelosos para não parecer completamente ridículos, que é como a execução seletiva se parece – menos um exercício em autoridade do que um grito por ajuda. Realmente, não apenas citações dos documentos de Bento XVI (que por si mesmos seriam suficientes e apropriados), mas até mesmo ameaçando filhos (!) de fiéis que vão às Missas da FSSPX com o seu “caminho penitencial” especial, que ele está “triste” em aplicar-lhes? Por favor, alguém em algum lugar diga a Dom Semeraro para encontrar o seu “caminho penitencial” especial, e a parte para a queima dos “reincidentes”…

* Referência à técnica de interrogatório na qual um investigador intimida o suspeito enquanto outro investigador se faz passar por seu protetor.

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6 outubro, 2014

Entrevista com Dom Fellay logo após seu encontro com o Cardeal Müller.

A pastoral deve necessariamente derivar da doutrina.

Por Dici | Tradução: Fratres in Unum.com 

mgr_fellay_1-300x206O senhor foi recebido pelo Cardeal Müller no dia 23 de setembro passado. O comunicado da sala de imprensa do Vaticano retoma os termos do comunicado de 2005, logo após o seu encontro com Bento XVI, no qual já se falava de “proceder por etapas e em um prazo razoável”, com “o desejo de chegar à plena comunhão”; – o comunicado de 2014 fala de “plena reconciliação”. Isso significa que se regressa ao ponto de partida?

Sim e não, segundo o ponto de vista no qual você se situe. Não há nada novo no sentido que temos verificado — nossos interlocutores e nós — que permanecem as divergências doutrinais que se haviam manifestado claramente com oportunidade das discussões teológicas de 2009-2011, e que, portanto, não podíamos assinar o Preâmbulo doutrinal que nos havia sido proposto pela Congregação para a Doutrina de a Fé desde 2011.

Porém, o que há de novo?

Há um novo Papa e um novo Prefeito à frente da Congregação para a Doutrina da Fé. E este encontro mostra que nem eles nem nós desejamos uma ruptura das relações: as duas partes insistem sobre a necessidade de esclarecer as questões doutrinais antes de um reconhecimento canônico. Por isso, da parte deles, as autoridades romanas reclamam a assinatura de um Preâmbulo doutrinal que, de nossa parte, não podemos firmar em razão de suas ambiguidades.

Entre as novidades encontra-se também o agravamento da crise na Igreja. Na véspera de um Sínodo sobre a família, manifestam-se críticas sérias e justificadas, da parte de vários cardeais, contra as proposições do Cardeal Kasper sobre a comunhão dos divorciados “recasados”. Desde as críticas dos cardeais Ottaviani e Bacci no Breve exame do Novus Ordo Missae, em 1969, isso não havia sido visto em Roma. Porém, o que não mudou é que as autoridades romanas continuam sem levar em conta nossas críticas do Concílio, porque lhes parece secundárias e também ilusórias, em face aos graves problemas que enfrentamos na Igreja hoje em dia. Estas autoridades comprovam claramente a crise que sacode a Igreja ao mais alto nível — agora entre cardeais —, porém não concebem que o Concílio mesmo possa ser a causa principal desta crise sem precedentes. Se parece a um diálogo de surdos.

O senhor poderia dar um exemplo concreto?

As proposições do Cardeal Kasper a favor da comunhão dos divorciados “recasados” são uma amostra do que reprovamos ao Concílio. Em seu discurso aos cardeais, no Consistório do dia 20 de fevereiro passado, ele propõe fazer novamente o que já se fez no Concílio, a saber: reafirmar a doutrina católica, oferecendo ao mesmo tempo aberturas pastorais. Em suas diversas entrevistas com os jornalistas, ele realiza esta distinção entre a doutrina e a pastoral: recorda em teoria que a doutrina não pode mudar, porém introduz a ideia que, na realidade concreta, há situações tais que a doutrina não pode ser aplicada. Então, segundo ele, somente a pastoral está em condições de encontrar soluções… em detrimento de a doutrina.

De nossa parte, reprovamos no Concílio esta distinção artificial entre a doutrina e a pastoral, porque a pastoral deve necessariamente derivar da doutrina. Graças às múltiplas aberturas pastorais se introduziram mudanças substanciais na Igreja e a doutrina se viu afetada. Isso foi o que aconteceu durante e depois do Concílio, e denunciamos a mesma estratégia utilizada agora contra a moral do matrimônio.

Acaso não houve somente mudanças pastorais no Concílio, que haviam afetado indiretamente a doutrina?

Não, nos vemos obligados a afirmar que se realizaram mudanças graves na própria doutrina: a liberdade religiosa, a colegialidade, o ecumenismo… Porém, é certo que essas mudanças aparecem de uma maneira mais clara e mais evidente em suas aplicações pastorais concretas, pois nos documentos conciliares são apresentados como simples aberturas, de maneira alusiva e com muito subentendidos… Isso faz deles, segundo a expressão de meu predecessor, o Revmo. Pe. Schmidberger, “bombas relógio”.

Nas proposições do Cardeal Kasper, onde o senhor vê uma aplicação pastoral que tornaria mais evidente uma mudança doutrinal introduzida no Concílio? Onde o senhor vê uma “bomba relógio”?

Na entrevista que concede ao vaticanista Andrea Tornielli, neste dia 18 de setembro, o Cardeal declara: “A doutrina de a Igreja não é um sistema fechado: o Concílio Vaticano II ensina que há um desenvolvimento no sentido de um possível aprofundamento. Indago-me se um aprofundamento semelhante ao que ocorreu com a eclesiologia não é possível neste caso (dos divorciados que voltaram a casar no civil, ndlr): incluindo se a Igreja católica é a verdadeira Igreja de Cristo, há elementos de eclesialidade também fora das fronteiras institucionais da Igreja católica. Em certos casos, não se poderia reconhecer igualmente em um matrimônio civil elementos do matrimonio sacramental? Por exemplo, o compromisso definitivo, o amor e o apoio mutuo, a vida cristã, o compromisso público, que não existe nas uniões de fato (i.e. as uniões livres)”.

O Cardeal Kasper é muito lógico, perfeitamente coerente: propõe que os novos princípios sobre a Igreja, que o Concílio enunciou em nome do ecumenismo — existem elementos de eclesialidade fora da Igreja—, se apliquem pastoralmente ao matrimônio. Passa logicamente do ecumenismo eclesial ao ecumenismo matrimonial. Nesse sentido, segundo ele, havia elementos do matrimônio cristão fora do sacramento. Para ver as coisas concretamente, indaga-se, pois, aos esposos, que pensariam sobre uma fidelidade conjugal “ecumênica” ou sobre uma fidelidade na diversidade! Paralelamente, o que devemos pensar de uma unidade doutrinal “ecumênica”, diversamente uma? Esta é a consequência que denunciamos, porém, que a Congregação para a Doutrina da Fé não vê ou não quer ver.

Como se deve entender a expressão do comunicado do Vaticano “proceder por etapas”?

Como o desejo recíproco, em Roma e na Fraternidade São Pio X, de manter conversações doutrinais em um marco amplio e menos formal que o dos precedentes intercâmbios.

Porém, se os intercâmbios doutrinais de 2009-2011 não aportaram nada, para que retomá-los, incluindo de maneira mais ampla?

Porque, seguindo o exemplo de Mons. Lefebvre, que nunca deixou de aceitar um convite das autoridades romanas, nós respondemos sempre a quem nos interrogam sobre as razões de nossa fidelidade à Tradição. Não podemos fugir desta obligação, e sempre a cumpriremos no espírito e com as obrigações que foram definidas no último Capítulo General.

Uma vez que o senhor mencionava a audiência que me concedeu Bento XVI em 2005, recordo que então dizia que queríamos mostrar que a Igreja seria mais forte no mundo de hoje se mantivesse a Tradição, — incluindo agregaria: se recordara com orgulho sua Tradição bimilenar. Repito hoje que queremos aportar nosso testemunho: se a Igreja quer sair da crise trágica que atravessa, a Tradição é a resposta a esta crise. Dessa maneira manifestamos nossa piedade filial para com a Roma eterna, para com a Igreja, Mãe e Mestra de verdade, a qual estamos profundamente unidos.

O senhor disse que se trata de um testemunho; não seria uma profissão de fé?

Uma coisa não exclui a outra. Nosso fundador gostava de dizer que os argumentos teológicos com os quais professamos a fé, nem sempre são compreendidos por nossos interlocutores romanos, porém, ele não nos dispensa de recordar-lhes. E, com o realismo sobrenatural que o caracterizava, Mons. Lefebvre acrescentava que as realizações concretas da Tradição: os seminários, os colégios, os priorados, o número de sacerdotes, de religiosos e religiosas, de seminaristas e fiéis… também tinham um grande valor demonstrativo. Contra esses fatos tangíveis, não há argumento especial que valha: contra factum non fit argumentum. No caso presente, se podia traduzir este adágio latino com a frase de nosso Senhor: “se julga a árvore por seus frutos”. Nesse sentido, ao mesmo tempo que professamos a fé, devemos dar testemunho a favor da vitalidade da Tradição.

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27 setembro, 2014

Foto da semana.

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Oklahoma City, domingo, 21 de setembro de 2014 – Clero e fiéis da Fraternidade Sacerdotal São Pio X realizam um ato público de reparação diante do Centro Cívico (área que reúne prédios de repartições e centros culturais públicos) da cidade.

Como noticiado amplamente, um grupo de satanistas liderado por um pervertido sexual alugou um pequeno teatro no Centro Cívico de Oklahoma City com o propósito de realizar uma missa negra. Apesar de insistentes pedidos de autoridades civis e religiosos, incluindo o Arcebispo de Oklahoma City e o governador do estado, as autoridades municipais se recusaram a cancelar o ultraje, que, desgraçadamente, ocorreu.

Tendo menos de duas semanas para agir desde o anúncio do sacrilégio, o superior do distrito norte-americano da Fraternidade esperava cerca de 300 fiéis para o ato público de reparação. No entanto, compareceram cerca de 1000, de todo o país! A pequena capela da Fraternidade na cidade não pôde ser usada, sendo necessário alugar um espaço em um hotel para comportar tamanho afluxo de pessoas.

Uma Missa Solene foi celebrada e, após, todos saíram em procissão, rezando o Rosário, até o Centro Cívico.

Embora a previsão do tempo indicasse 80% de chance de chuva forte, um sol flamenjante surgiu sobre a procissão enquanto ela percorria seu trajeto com as quinze dezenas do Rosário e o Christus Vincit ressoando pela cidade.

Informações: Catholic Family News

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23 setembro, 2014

Comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé sobre encontro entre Cardeal Muller e Dom Fellay.

Por Vatican Information Service | Tradução: Fratres in Unum.com – Na manhã de terça-feira, 23 de setembro, das 11 às 13 horas, ocorreu um encontro cordial nos escritórios da Congregação para a Doutrina da Fé entre o Cardeal Gerhard Ludwig Muller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e Sua Excelência Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade São Pio X. Participaram também suas Excelências: Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer, SJ, secretário da mesma congregação, Joseph Augustine Di Noia, OP, secretário adjunto, e Guido Pozzo, secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, juntamente com dois assistentes da Fraternidade, Revmo. Niklaus Pfluger e Rev. Alain-Marc Nély.

Durante o encontro, vários problemas de natureza doutrinal e canônica foram examinados, e decidiu-se proceder gradualmente e dentro de um período de tempo razável, a fim de superar as dificuldades com vistas a uma esperada plena reconciliação.

21 setembro, 2014

Papa recebe o Secretário Guido Pozzo da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei – poucos dias antes da visita do Superior da FSSPX ao Vaticano.

Da agência católica de notícias suíça Apic/Kipa:

Roma, 19 de setembro de 2014 (Apic) – O Papa Francisco recebeu em audiência no dia 18 de setembro o Arcebispo Guido Pozzo, Secretário da Comissão Pontifícia “Ecclesia Dei”, encarregada das relações entre Roma e o meio tradicionalista.

O Superior da Fraternidade São Pio X, Bernard Fellay, de Valais, deve se encontrar pela primeira vez em um futuro próximo com o Cardeal Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) [e Presidente da Comissão Pontifícia “Ecclesia Dei”], ao passo que o diálogo entre Roma e os lefebvristas parecia estar paralisado por vários meses.

Dom Fellay esteve no Vaticano em dezembro de 2013 a fim de se encontrar com o Arcebispo Pozzo [Nota: ele também se encontrou com o Papa Francisco na ocasião]. Ele confirmou à Apic no início de setembro que se encontraria com o Cardeal Gerhard Ludwig Müller na segunda quinzena de setembro de 2014. Ele especificou que seria um encontro informal, com a finalidade de fazer um balanço das relações entre a Fraternidade e Roma, interrompidas desde a partida do Cardeal William Joseph Levada, predecessor do Cardeal Müller, e desde a renúncia de Bento XVI.

A audiência papal de ontem com o Arcebispo Pozzo, alguns dias antes da data prevista do encontro entre o cardeal Müller e Dom Fellay (seria uma grande surpresa se Pozzo também não estivesse presente no encontro), foi publicada hoje no Bollettino.

[Fonte original em francês.]

Créditos: Rorate-Caeli

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4 setembro, 2014

Encontro do Cardeal Müller com a FSSPX: confirmado.

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com - Rorate está em condições de confirmar que o Cardeal Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, receberá no gabinete de sua Congregação em Roma o Superior-Geral da Fraternidade de São Pio X (FSSPX / SSPX), Dom Bernard Fellay, no final deste mês (ou em outro dia no início do outono, a data é incerta). 

O modo como esse encontro de alto nível se tornou público é incomum e incompreensível como operação de mídia: há um fórum de discussão fundado e dirigido por uma senhora francesa (pseudônimo “Gentiloup”), que frequentemente vai à missa em capelas da FSSPX – é um fórum dedicado àqueles que se chamam “Resistência” (ou seja, aqueles dentro ou fora da FSSPX que são contra todos ou quase todos os contatos com a Santa Sé). No domingo, 31 de agosto de 2014, no priorado da FSSPX de Fabrègues (em Languedoc, sul da França), Pe. Louis-Marie Carlhian anunciou aos fiéis que um encontro assim ocorreria em 21 de setembro, e “Gentiloup” correu para anunciá-lo no Fórum “Resistance“. A data específica posteriormente foi modificada para um dia “incerto”. Dias mais tarde, ela foi postada no Tradinews, um blogue de notícias tradicional francês. Desde então, a notícia se espalhou. 

O que acontecerá? Quem sabe? Talvez seja apenas um primeiro encontro cordial (o primeiro encontro oficial) entre os dois homens desde que Müller foi nomeado Prefeito. Talvez ele encontre conversações adicionais. Talvez mais. Talvez todos os detalhes sejam estabelecidos de antemão. Ou não. Talvez ele eventualmente inclua uma reunião com alguém de nível hierárquico mais elevado. Talvez não. 

Então, talvez essa seja uma grande novidade. Ou talvez não… 

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