Posts tagged ‘FSSPX’

17 maio, 2013

Um gesto de atenção e benevolência.

O sítio do distrito alemão da FSSPX relata hoje um gesto de benevolência de um bispo francês, Dom Jean-Michel Di Falco, da diocese de Gap et d’Embrun, para com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

O padre Dominique Lagneau, que foi reitor do seminário de La Reja por muitos anos, morreu no domingo vítima de um ataque cardíaco. Ultimamente ele era o superior da casa de retiros da Fraternidade na França, em Montgardin (que está no território da diocese de Gap).

O bispo local visitou o funeral do sacerdote para rezar por sua alma e disse que a capela da casa de retiros seria muito pequena para o número de fiéis que lá iriam para a Missa de Réquiem, oferecendo a Igreja des Cordeliers, da diocese, para que Dom Bernard Fellay, superior geral, celebrasse as exéquias.

Poderíamos conceber um gesto semelhante sendo praticado por “tradicionalistas” do Brasil em “plena comunhão” com a Santa Sé?

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Sobre as relações Roma-FSSPX, indicamos a leitura da última carta aos amigos e benfeitores de Dom Fellay.

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20 março, 2013

Francisco, Papa. Reações (V) – Superior da FSSPX na América do Sul.

Cardeal Bergoglio e a FSSPX na Argentina

Por DICI | Tradução: Fratres in Unum.com – DICI obteve a opinião do Pe. Christian Bouchacourt, Superior do Distrito da América do Sul, na noite da eleição do Papa.

O Cardeal Bergoglio deseja ser um homem pobre dentre os pobres. Ele cultiva uma humildade militante, mas que pode se comprovar humilhante para a Igreja. A sua aparição na loggia da Basílica de São Pedro usando batina simples sem o seu roquete e mozzetta é um perfeito exemplo disso. Ele é uma político requintado… E um apóstolo idealista da pobreza dos anos 70, estando completamente voltado para o povo, os pobres, mas sem ser um discípulo da teologia da libertação.

Estando muito ciente do estado dilapidado de seu clero, ele não fez nada para consertar as coisas. Nunca o seminário de Buenos Aires teve tão poucos seminaristas como hoje em dia. É um desastre, assim como foram as liturgias presididas pelo “Cardeal dos Pobres”. Com ele, nos arriscamos a ver mais uma vez as missas do pontificado de Paulo VI, um grito longínquo dos esforços de Bento XVI para restaurar à sua honra a dignidade das cerimônias litúrgicas.

Ele se opôs firmemente ao aborto. Porém, ao mesmo tempo que escreveu uma linda carta às Carmelitas de Buenos Aires contra o projeto de lei do “casamento” homossexual – que infelizmente foi aprovado em votação ao final – um discurso lamentável seu foi lido durante o protesto contra esse projeto de lei, no qual o nome de Nosso Senhor não foi pronunciado uma vez sequer, enquanto o pastor evangélico que falou antes dele agitou a multidão proferindo um discurso mais corajoso… (ver DICI #219, 24 de julho de 2010).

Durante um encontro ecumênico, ele se ajoelhou para receber a benção de dois pastores.

Ele é um homem de consenso, que odeia confrontos. Ele manteve distância dos católicos que denunciavam as exposições blasfemas que eram realizadas em Buenos Aires.

Eu o encontrei umas 5 ou 6 vezes e ele sempre me recebeu com benevolência, buscando conceder-me aquilo que eu desejava, sem se comprometer muito em caso de obstáculo…

(Fonte: SSPX – DICI #272, 15 de março de 2013).

Leia também:

Francisco, Papa. Reações (IV) – Dom João Braz de Aviz.

Francisco, Papa. Reações (III) – Comunicado da Casa Geral da FSSPX.

Francisco, Papa. Reações (II) – Coletiva de três cardeais brasileiros que participaram do conclave.

Francisco, Papa. Reações (I – Leonardo Boff).

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20 março, 2013

Consagração da Fraternidade São Pio X a São José.

Por FSSPX Alemanha | Tradução: Fratres in Unum.com – Terça-feira, 19 de março de 2013 – Hoje na festa de São José, de acordo com o desejo do Superior Geral, a Fraternidade São Pio X se consagra ao Patrono da Igreja. O Superior Geral realiza essa consagração no Seminário de Ecône juntamente com os sacerdotes e seminaristas presentes.

A ele se unem no mundo inteiro todos os superiores distritais, superiores de seminários, bem como superiores das casas autônomas.

Na Alemanha, o Padre Schmidberger fará o ato de consagração hoje à noite na sede do Distrito, em Stuttgart. Os sacerdotes rezam a consagração em seus respectivos priorados, igrejas e capelas juntamente com os fiéis.

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14 março, 2013

Francisco, Papa. Reações (III) – Comunicado da Casa Geral da FSSPX.

Fonte: DICI | Tradução: Fratres in Unum.com - Diante do anúncio da eleição do Papa Francisco, a Fraternidade São Pio X roga a Deus que conceda abundantemente ao novo Soberano Pontífice as graças necessárias ao exercício de seu pesado cargo.

Sustentado pela Divina Providência, possa o novo Papa “confirmar a seus irmãos na fé” [1], com a autoridade com que São Pio X proclamava no começo de seu pontificado: “Nós nada queremos ser e, com a graça de Deus, nada seremos diante da humanidade, mas apenas ministros de Deus, de cuja autoridade somos instrumentos. Os interesses de Deus são os Nossos interesses; a eles decidimos consagrar as Nossas forças e Nossa própria vida” [2]

São Francisco de Assis, cujo nome leva o novo Pontífice, escutou o divino Crucificado dizer-lhe: “Vai, Francisco, e reconstrói a minha Igreja”. É com este espírito que os bispos, sacerdotes, irmãos e religiosas da Fraternidade São Pio X asseguram ao Santo Padre o seu desejo filial de “restaurar tudo em Cristo, para que Cristo seja tudo e em todos” [3], segundo os seus meios, por amor à Santa Igreja Católica Romana.

[1] Luc. 22,32
[2] São Pío X, Encíclica E supremi apostolatus (4 de octubre de 1903)
[3] Efes. 1,10 e Col. 3,11

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21 fevereiro, 2013

Importante declaração do porta-voz da Santa Sé: caso FSSPX ficará para o próximo Papa.

Importante informação prestada hoje pelo porta-voz da Santa Sé, Padre Federico Lombardi:

“A respeito do assunto da Fraternidade São Pio X, ele reafirmou que a data de 22 de fevereiro para decidir o caso é mera hipótese e que Bento XVI decidiu confiar o caso ao próximo Papa, portanto, uma definição das relações com a Fraternidade não deve ser esperada para o fim deste pontificado”.

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Enfim, Dom Gerhard Müller, depois de desautorizado pelo Cardeal Tarcisio Bertone, vê a data estabelecida em seu ultimato ser reduzida a uma “mera hipótese”. O caso ficará para o próximo Papa, exceto, claro, se a Fraternidade aceitar o preâmbulo doutrinal. Hipótese já descartada, segundo fontes seguras.

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15 fevereiro, 2013

“Penso, sem sombra de dúvidas, que o ato mais importante tenha sido a publicação do motu proprio Summorum Pontificum”.

Apresentamos nossa tradução da entrevista concedida por Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade São Pio X, à Nouvelles de France.

Dom Fellay e Bento XVIDom Fellay é o superior da FSSPX fundada por Dom Lefebvre. Ele volta à Nouvelles de France para falar sobre as tentativas de aproximação da FSSPX com Roma, que marcaram o pontificado de Bento XVI.

Excelência, o senhor avaliaria o fato de que o último grande ato do pontificado de Bento XVI pudesse ser a reintegração da Fraternidade Sacerdotal São Pio X?

Por um breve instante, pensei que, anunciando a sua renúncia, Bento XVI realizaria um último gesto para conosco. No entanto, vejo que muito dificilmente isso seja possível. Será necessário esperar provavelmente o próximo Papa. Diria inclusive que, arriscando surpreendê-lo, que há problemas mais importantes para a Igreja do que a FSSPX e, de certo modo, ao resolvê-los, o problema da FSSPX será resolvido.

Alguns dizem que o senhor deseja que Roma reconheça o rito ordinário como ilícito. Poderia nos esclarecer este ponto?

Somos muito conscientes de que é muito difícil pedir às autoridades uma condenação da nova missa. De fato, se o que deve ser corrigido o fosse, seria um grande passo.

Como assim?

Isso pode ser realizado por uma instrução da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Afinal, não é tão complicado. Penso que há mudanças importantes a serem feitas por conta das graves e perigosas deficiências que tornam esse rito condenável. A Igreja pode efetuar muito bem essas importantes correções sem se desmoralizar ou perder a sua autoridade. Mas atualmente noto a oposição de uma parte dos bispos às legítimas demandas do Papa para que se corrija, no canon da missa, a tradução de “pro multis” para “por muitos”, e não “por todos, tradução falsa que encontramos em muitos idiomas.

Deseja tratar sobre o Concílio Vaticano II?

No que diz respeito ao Vaticano II, como na missa, nós consideramos necessário esclarecer e corrigir um certo número de pontos que são errôneos ou que conduzem ao erro. Contudo, não esperamos que Roma condene o Vaticano II em pouco tempo. Ela pode recordar a verdade, corrigir discretamente os erros, salvaguardando a sua autoridade. Sem embargo, nós pensamos que a Fraternidade acrescenta a sua pedra no edifício do Senhor denunciando certos pontos litigiosos.

Concretamente, o senhor sabe bem que suas reivindicações não serão satisfeitas de um dia para o outro.

Certamente, mas progressivamente o serão, creio eu. Chegará um momento em que a situação será aceitável e poderemos estar de acordo, mesmo que hoje não pareça ser o caso.

O senhor se encontrou com Bento XVI em seus primeiros meses de pontificado. Poderia nos dizer qual foi o seu sentimento em relação a ele neste momento?

Posso dizer que me encontrei com um Papa que tinha um desejo sincero de realizar a unidade da Igreja, mesmo que nós não tenhamos chegado a um acordo. Mas, acredite, rezo por ele todos os dias.

Para o senhor, qual foi o ato mais importante de seu pontificado?

Penso, sem sombra de dúvidas, que o ato mais importante tenha sido a publicação do motu proprio Summorum Pontificum, que concede aos sacerdotes do mundo inteiro a liberdade de celebrar a missa tradicional. Ele o fez, é necessário dizer, com coragem, pois havia oposições. Creio que este ato trará frutos muito positivos a longo prazo.

14 fevereiro, 2013

Aos 45 do segundo tempo.

Fratres in Unum.comFontes seguras dão conta de que Dom Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, teria enviado, no início de janeiro, uma carta a Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, instando-o a aceitar a última versão do “preâmbulo doutrinal”, aprovada em junho do ano passado — aquela com acréscimos de última hora e sem a anuência da Fraternidade, que fizeram com que ela, inclinada inicialmente a aceitar a proposta, revisse sua posição.

O “ultimato” de Dom Müller teria como data limite a festa da Cátedra de São Pedro, no próximo dia 22, e estaria recheado de duras ameaças. O tom conciliador da carta enviada em dezembro por Dom Joseph Augustine di Noia, que também assina o “ultimato”, não durou, portanto, mais do que um mês. Caso não houvesse aceitação por parte da FSSPX como um todo, a Santa Sé faria a proposta de regularização canônica a cada sacerdote pertencente à FSSPX individualmente.

A iniciativa de Müller e Di Noia não considerava, provavelmente, a súbita renúncia pontifícia, que coloca a FSSPX de sobreaviso — ainda mais — contra uma Cúria Romana dilacerada por intrigas.

Em entrevista à rede americana NBC, o irmão de Bento XVI, Monsenhor George Ratzinger, afirmou que dois assuntos em particular afligiam seu irmão: “Dentro da Igreja, muitas coisas aconteceram que geraram problemas, por exemplo, a relação com a Fraternidade Pio [X] ou as irregularidades dentro do Vaticano, onde o mordomo vazou indiscrições”.

Este talvez seja o contexto para interpretar apropriadamente as palavras do Papa em sua última homilia, pronunciada ontem, na Basílica de São Pedro: “Penso em particular nos pecados contra a unidade da Igreja, das divisões no corpo da Igreja. Viver a quaresma de maneira mais intensa e em evidente comunhão eclesial, superando o individualismo e a rivalidade é um sinal humilde e precioso”. ‘Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação’ (2 Cor 6:2). As palavras do Apóstolo Paulo aos cristãos de Corinto ressoam para nós com uma urgência que não permite ausência ou inércia. O termo ‘agora’ é repetido e não pode ser perdido, é oferecido como uma oportunidade única”.

11 fevereiro, 2013

Comunicado de Imprensa da Casa Geral da Fraternidade São Pio X.

Por DICI | Tradução: Fratres in Unum.com – A Fraternidade São Pio X tomou conhecimento do repentino anúncio da renúncia do Papa Bento XVI, que se efetivará na noite de 28 de fevereiro de 2013. Apesar das diferenças doutrinais que ainda eram evidentes por ocasião das conversações teológicas realizadas entre 2009 e 2011, a Fraternidade São Pio X não se esquece que o Santo Padre teve a coragem de recordar o fato de que a Missa Tradicional nunca fora abrogada, e de suprimir os efeitos das sanções canônicas que foram impostas aos seus bispos após a sagração de 1988. Ela não ignora a oposição que estas decisões suscitaram, obrigando o Papa a se justificar aos bispos de todo o mundo. A Fraternidade expressa sua gratidão a ele pela força e constância que demonstrou para com ela em tais difíceis circustâncias e lhe assegura suas orações para o tempo que, doravante, ele deseja dedicar ao recolhimento.

Seguindo o seu fundador, Dom Marcel Lefebvre, a Fraternidade São Pio X reafirma seu vínculo com a Roma eterna, Mãe e Mestra da Verdade, e à Sé de Pedro. Ela reitera seu desejo de dar a sua contribuição, segundo suas condições, à resolução da grave crise que agita a Igreja. Ela reza para que, com a inspiração do Espírito Santo, os cardeais do próximo conclave possam eleger um Papa que, segundo a vontade de Deus, trabalhará para a restauração de todas as coisas em Cristo (Ef. 1:10).

Menzingen, 11 de fevereiro de 2013

na Festa de Nossa Senhora de Lourdes.

7 fevereiro, 2013

Coando um mosquito e engolindo um camelo.

Suíça: calvinistas sim, lefebvristas não.

Por Padre Guillaume de Tanouarn | Tradução: Fratres in Unum.com – Charles Morerod é dominicano, participou das discussões doutrinais entre a FSSPX e Roma. Posteriormente, foi nomeado bispo de Lausana, Genebra e Friburgo.

Dom Charles Morerod, OP

Dom Charles Morerod

Ele acaba de publicar normas para admissão aos locais de culto, em nome dos “bispos e abades territoriais da Suíça”. Após ter recordado o direito da Igreja (ponto n° 1), ele declara que “outras Igrejas cristãs e comunidades eclesiais” poderão ter acesso aos locais de culto católicos “por razões de necessidade pastoral” (ponto nº 2). No entanto, “religiões não-cristãs” receberiam “uma resposta negativa” — este é o ponto n° 4.

Entre os pontos n° 2 e n° 4, há o ponto n°3 e é aí que mora o problema. Ele trata da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, da qual recorda a ausência de “posição canônica”, bem como de “ministérios legítimos” para seus membros. Logo, poderíamos imaginar que esta Fraternidade seria tratada como outra comunidade eclesial, ou como outra Igreja Cristã — e que seus sacerdotes se beneficiariam do ponto n° 2. Mas não é caso, eles são proibidos de « qualquer serviço sacerdotal » nas igrejas e capelas suíças.

Em termos gerais, Dom Morerod efetua uma hierarquia entre aqueles que não estão em comunhão com Roma. Os tradicionalistas da FSSPX vêm depois de outras comunidades (luteranos, ortodoxos, anglicanos, velhos católicos, calvinistas) e não têm o direito à mesma delicadeza. É o caso de tratá-los não como os irmãos separados, mas como os não-cristãos.

A mão estendida por Bento XVI é uma coisa. Mas na prática, esse desejo de acolher se mostra, de tempos em tempos, menos claro.

3 fevereiro, 2013

Foto da semana.

lundi11H

Igreja de Saint Nicholas du Chardonnet, Paris, 27 de janeiro de 2013: Dom Bernard Fellay ordena o sacerdote Bertrand Lundi. Detalhe para o brasão do Sumo Pontífice, Bento XVI, na casula do neo-sacerdote. Continuidade: em Écône, no Sábado Santo de 1980, quando o então Padre Bernard Tissier de Mallerais era reitor do seminário, Dom Marcel Lefebvre abençoou um círio pascal que continha, na parte inferior, o seu brasão, e acima, o do então Papa João Paulo II.

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