Posts tagged ‘FSSPX’

2 setembro, 2015

O jesuitismo de Francisco.

Por Padre Cristóvão | FratresInUnum.com

Antigamente, alguns dicionários davam como significado de “jesuitismo” a hipocrisia e a falsidade. Outros, mais moderados, definiam-no como simplesmente uma falta de franqueza ou uma atitude de quem se expressa de forma evasiva, dissimulada. Tal sinonimia se deve àqueles modos tradicionalmente imputados à Companhia de Jesus, típicos, de fazer-se jogos duplos, triplos, sétuplos, múltiplos, alucinantes. Foram os jesuítas que desenvolveram as técnicas de “restrição mental”, em que se responde algo ludibriando-se o interlocutor. “Fulano passou por aqui?”, “Nessa casa, não”, respondia malandramente o jesuíta, passando os dedos pela casa da batina…


Francisco faz jus a este “modus faciendi”?

Castiga Dom Livieres, que morre; faz o mesmo com outros. Supervisiona a destruição dos Franciscanos da Imaculada, mas, agora…

Concede, “misericordiosamente”, aos padres da FSSPX a faculdade de absolverem válida e licitamente. Para estes, tal concessão não se sentia como necessária: sustentando estarmos num “estado de necessidade”, graças à interminável “crise conciliar”, entendem que a jurisdição de suplência lhes seria de direito. Francisco lhes dá aquilo que eles pensam não precisar receber. Mas a impressão é a de que, “misericordiosamente”, os fieis tradicionalistas estão sendo acolhidos de braços abertos, junto com os aborteiros e cia.

Notem a ambiguidade. Dando-lhes a liceidade e validade, o Papa está dizendo que, habitualmente, as suas confissões não são lícitas, nem válidas! Ao mesmo tempo, obrigando a FSSPX a aceitar a concessão que “misericordiosamente” lhes concede (pois, se não aceitassem, estariam na posição de quem “rejeita” a “misericórdia”), busca forçá-los a confessarem que estão objetivamente errados.

A propósito, de que vale confessar-se validamente se o penitente teria que confessar que suas confissões anteriores não eram válidas, nem lícitas (portanto, sacrílegas simulações), e que todos os demais sacramentos seriam igualmente ilícitos e, alguns, inválidos (como o matrimônio), e, portanto pecaminosos?… Então, apenas durante o ano da misericórdia, será possível confessar-se com um padre da FSSPX, mas não ser ordenado no seminário deles, ou assistir suas missas, ou casar-se em seus priorados?

Fazendo desse modo, Francisco abre um enorme precedente. Em nome dessa “concessão”, quantas outras terá em mente, e para quais outros grupos, que eles consideram dissidentes?…

Aliás, enquanto faz tudo isso, Francisco se prepara para comemorar os 500 anos da Reforma Protestante!

Jesuitismo. Esta é a síntese deste pontificado?

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1 setembro, 2015

Comunicado da Casa Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Por FSSPX | Tradução: FratresInUnum.com – A Fraternidade São Pio X toma conhecimento, pela imprensa, das disposições que o Papa Francisco estabeleceu por ocasião do próximo Ano Santo. No último parágrafo de sua carta dirigida, em 1º de setembro de 2015, a Dom Rifo Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, o Santo Padre escreve: “estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados”.

A Fraternidade São Pio X expressa seu agradecimento ao Sumo Pontífice por esse gesto paternal. No ministério do sacramento da penitência, ela sempre se apoiou, com absoluta certeza, na jurisdição extraordinária conferidas pelas Normae generales do Código de Direito Canônico. Por ocasião deste Ano Santo, o Papa Francisco quer que todos os fiéis que desejam se confessar com os sacerdotes da Fraternidade São Pio X possam fazê-lo sem serem importunados.

Neste ano de conversão, os sacerdotes da Fraternidade São Pio X procurarão exercer com renovada generosidade seu ministério no confessionário, seguindo o exemplo de dedicação infatigável que o Santo Cura D’Ars deu a todos os sacerdotes.

Menzingen, 1° de setembro de 2015

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1 setembro, 2015

Ano da Misericórdia – Papa Francisco concede faculdade a padres da FSSPX para atender confissões válida e licitamente.

Da carta do Papa Francisco ao Arcebispo Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, na qual concede indulgência por ocasião do Jubileu Extraordinário da Misericórdia:

Uma última consideração é dirigida aos fiéis que por diversos motivos sentem o desejo de frequentar as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade São Pio X. Este Ano Jubilar da Misericórdia não exclui ninguém. De diversas partes, alguns irmãos Bispos referiram-me acerca da sua boa fé e prática sacramental, porém unida à dificuldade de viver uma condição pastoralmente árdua. Confio que no futuro próximo se possam encontrar soluções para recuperar a plena comunhão com os sacerdotes e os superiores da Fraternidade. Entretanto, movido pela exigência de corresponder ao bem destes fiéis, estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados.

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10 agosto, 2015

Dom Athanasius Schneider: “Não há razões de peso para negar aos sacerdotes e fiéis da FSSPX um reconhecimento canônico oficial”.

A Santa Sé me pediu que visitasse os seminários da Fraternidade São Pio X com o objetivo de apoiar um debate sobre um tema teológico concreto com um grupo de teólogos da fraternidade e com Sua Excelência Dom Fellay. Isso me demonstra que para a Santa Sé a FSSPX não é uma realidade eclesial negligenciável, que é preciso levá-la a sério.

Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Karaganda, Cazaquistão.

Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Santa Maria em Astana, Cazaquistão.

Guardo muito boa impressão de minhas visitas. O espírito do “sentire cum ecclesia” da FSSPX ficou claro quando me receberam como enviado da Santa Sá com verdadeiro respeito e muita cordialidade. Ainda, em ambos os seminários me alegrou ver na entrada a foto do Papa Francisco, o pontífice atualmente reinante. Nas sacristias havia placas com o nome de S.S. Francisco e do ordinário da diocese. Comoveu-me o cântico da oração tradicional pelo Papa (“Oremus pro pontifice nostro Francisco…”) durante a solene exposição do Santíssimo Sacramento.

Que eu saiba, não há razões de peso para negar aos sacerdotes e fiéis da FSSPX um reconhecimento canônico oficial, antes, deve-se aceitá-los como são por ora. Isso foi, na verdade, o que pediu o arcebispo Lefebvre à Santa Sé: “Que nos aceitem como somos”. A mim, parece que a questão do Concílio Vaticano II não deve ser considerada como uma condição sine qua non, já que se tratou de uma assembléia com fins e características primariamente pastorais. Parte das declarações conciliares reflete unicamente as circunstâncias do momento e teve um valor temporal, como ocorre de costume com os documentos disciplinares e pastorais.

Se nos fixarmos na perspectiva dos dois milênios da história da Igreja, podemos afirmar que por ambas as partes (a Santa Sé e a FSSPX) há uma sobrevalorização e sobrestimação de uma realidade pastoral da Igreja que é o Concílio Vaticano II. O fato de que a FSSPX acredite, celebre os ritos e leve uma vida moral como exigia e reconhecia o Magistério Supremo e como observou universalmente a Igreja durante séculos, e se, ademais, reconhece a legitimidade do Papa e dos bispos diocesanos e reza publicamente por eles, reconhecendo também a validade dos sacramentos segundo a editio typica dos novos livros litúrgicos, deveria ser suficiente para a Santa Sé reconhecer canonicamente a FSSPX. Do contrário, perderá obviamente credibilidade a tão batida abertura pastoral e ecumênica da Igreja de hoje, e um dia a história reprovará as autoridades eclesiásticas atuais por ter imposto mais peso do que necessário (cf. At 15:28), o que é contrário ao método pastoral dos apóstolos.

Da entrevista concedida por Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Santa Maria em Astana, Cazaquistão, em entrevista concedida a Adelante la Fe

6 julho, 2015

1987 – Padre Richard Williamson: Rezemos para que o Papa dê jurisdição à Fraternidade São Pio X.

Por Credidimus Caritati | Tradução: FratresInUnum.com – Em 08 de dezembro de 1987, Dom Lefebvre recebia em Econe o Cardeal Édouard Gagnon, que veio de Roma inspecionar os lugares de culto da FSSPX e das comunidades amigas.  Não era um momento de cegueira. Ao longo do verão, o arcebispo Lefebvre havia estabelecido claras diferenças com o Cardeal Ratzinger sobre a liberdade religiosa e um ano antes, ele havia se alarmado face ao escândalo de Assis. Apesar disso, a visita cardinalícia era um motivo de alegria, pois ela demonstrava de maneira muito pública o desejo de manter laços visíveis com a hierarquia, mesmo se ela fosse constituída por membros frequentemente desviados pelas novas normas do período pós-conciliar. Nesse mesmo dia, que foi festa da Imaculada Conceição, do outro lado do Atlântico, o Padre Richard Williamson, diretor do seminário americano de Ridgefield, instava seus seminaristas a rezarem insistentemente para que a regularização canônica, injustamente negada à Fraternidade, fosse concedida:

“Rezemos pela Fraternidade! Rezemos em particular pelo Cardeal Gagnon, que volta hoje ao seminário da Fraternidade na Suíça, depois de ter terminado sua visita de um mês pelas casas da Fraternidade na Suíça, na França e na Alemanha. Rezemos por ele, pois ele redigirá seu relatório sobre a Fraternidade à intenção do Santo Padre, para que ele apresente a verdade de tal modo que receba a aprovação do papa. Rezemos pelo papa, para que ele possa fazer o que deveria fazer claramente: dar jurisdição e um status à Fraternidade, que o merece inteiramente. Isso é absolutamente necessário para o bem da Igreja universal, sem falar da Fraternidade”.

Nessas linhas estão ausentes as falsas ideias elaboradas a posteriori, segundo as quais as autoridades romanas seriam totalmente estranhas à Igreja Católica, que seria preciso que a FSSPX rompesse toda relação com a Santa Sé ou ainda que ela se afastasse de uma vez por todas de seus representantes. Muito pelo contrário, ao longo de suas últimas décadas, vividas neste mundo, Dom Lefebvre era animado por um duplo desejo de salvaguardar a Tradição bimilenar da Igreja, reivindicando, ao mesmo tempo, a justiça de fazer a experiência dessa Tradição sem entraves. É a seus sucessores – que estão à frente da obra que ele fundou – que ele confiou a missão de descobrir esses entraves, permitindo ou não a experiência reconhecida da Tradição.

29 junho, 2015

Entrevista com D. Fellay: “Uma obra da Igreja”.

entretien_fellay_une_oeuvre_d_eglise_present_150627Fonte: La Porte Latine / Tradução: Dominus Est

Foi durante a cerimônia de bênção dos sinos da capela da escola Saint-Michel de La Martinerie, em Châteauroux, que Dom Fellay fez um balanço ao “Présent” sobre a situação da Fraternidade São Pio X, da qual ele é o Superior geral.

P: Em uma entrevista concedida ao Fideliter em 2001, vossa excelência mencionava “o movimento de profunda simpatia do jovem clero em relação à Fraternidade”. Este movimento cresceu, particularmente em razão do motu proprio de 2007?

R: Sem dúvida alguma! Esse movimento recebeu um novo fôlego com o motu proprio. Aliás, convém insistir sobre o interesse de Bento XVI pela liturgia de um modo geral. Ele realmente quis colocar à disposição dos padres e fiéis toda a liturgia tradicional, não somente a missa, o que não ocorreu até aqui por causa de numerosíssimas oposições. Contudo, a juventude, justamente porque essa liturgia se situa fora do tempo, se encontra nela. A Igreja vive na eternidade. A liturgia também, e é por isso que ela é sempre jovem. Próxima de Deus, ela não pertence ao tempo. Logo, não é de se admirar que o caráter batismal faça ressoar essa harmonia, mesmo nas almas que nunca a conheceram. Aliás, o modo como reagem os jovens padres que descobrem essa liturgia é comovente: eles têm a impressão de que lhes esconderam um tesouro.

P: Na Argentina, a Fraternidade foi reconhecida oficialmente como católica pelo Estado com a ajuda do cardeal Bergoglio, tornado em seguida o papa Francisco. Isto tem apenas uma importância administrativa ou é mais revelador?

R: Em primeiro lugar, encontramos aqui um efeito jurídico, administrativo, sem implicação sobre o estado das relações gerais da Fraternidade com, digamos para simplificar, a Igreja oficial. Todavia, o segundo efeito é difícil de ser avaliado corretamente. Não há nenhuma dúvida sobre o fato de que o papa Francisco, então cardeal Bergoglio, tinha prometido ajudar a Fraternidade a obter o reconhecimento pelo Estado argentino de nossa sociedade como católica, e de que ele manteve sua promessa. Isso força a pensar que ele nos considera sim como católicos.

P: Na mesma ordem de ideias, o senhor foi nomeado juiz de primeira instância pelo Vaticano para o processo de um padre da Fraternidade. Não podemos ver aí um sinal de benevolência?

R: Isto não é novidade, mas existe faz mais de dez anos. Trata-se efetivamente de uma marca de benevolência, e de bom senso. É o que se observa na Igreja romana através de sua história: seu realismo, capaz de superar problemas canônicos, jurídicos, para encontrar soluções para problemas bem reais.

P: Vossa excelência menciona, em vossa carta aos amigos e benfeitores, “mensagens contraditórias” que vêm de Roma. O que o senhor entende por isso?

R: Penso no modo pelo qual uma sociedade que estava a caminho de uma aproximação rumo à Tradição foi tratada – ou maltratada: os franciscanos da Imaculada. Ou nos diversos modos cujos nos tratará uma instância romana em relação a outra: a Congregação dos religiosos, por exemplo, ainda nos considera como cismáticos (em 2001, ela declarou como excomungado um padre que se juntou a nós), enquanto esse não é o caso de outras congregações, ou do próprio papa, como dissemos.

P: “Pessimista”, “fechado aos outros”, “que pensa que somente os fiéis da Fraternidade serão salvos”: às vezes o senhor é evocado assim. O que o senhor responde? O que é para o senhor o espírito missionário?

R: Não me reconheço nestes insultos. Uma firmeza na doutrina é, certamente, necessária, pois não se negocia a fé. A fé é um todo dado pelo Bom Deus e não se tem o direito de escolher entre as verdades reveladas. Recordar essas exigências hoje não é aceito, aliás, como mais ou menos sempre aconteceu. A expressão “combate da fé” faz parte da história da Igreja. Naturalmente, o missionário deverá fazer ressoar essa voz da fé externamente, buscando fortificar aqueles que já a tem. Não é possível se dirigir apenas aos fiéis da Fraternidade. A chama ilumina o mundo, a luz da fé irradia, com calor. A fé deve ser levada pela caridade: é assim que vejo o missionário.

P: Há algumas semanas, alguns seminários da Fraternidade receberam a visita de enviados do Vaticano, o cardeal Brandmüller, Dom Schneider. Essas visitas constituem um vínculo público com a “Igreja oficial. Ele não é vital?

R: O vínculo com a Igreja é vital. A manifestação dessa ligação pode variar. As datas e os locais dessas visitas foram deixadas à minha escolha, e o Vaticano propôs os nomes. Escolhi os seminários, o que parecia para mim, para os bispos, mais eloquente e representativo.

P: Quais foram as reações “ao vivo” destes bispos?

R: Eles se mostraram muito satisfeitos. “Vocês são normais”, disseram-nos eles… o que demonstra a reputação que fizeram de nós! Eles nos felicitaram pela qualidade de nossos seminaristas. Não há dúvida alguma de que eles concluíram desse primeiro contato próximo que seríamos uma obra da Igreja.

P: O senhor tem contato com alguns bispos, que vos apoiam discretamente?

R: Claro! Se se vê que hoje alguns padres se aproximam de nós, têm contato conosco, pode-se facilmente concluir com isso que deve haver quase a mesma coisa no escalão superior…

P: Na entrevista já mencionada de 2001, o senhor declarava: “Se há uma chance, uma única, de que contatos com Roma possam fazer trazer de volta um pouco mais de Tradição na Igreja, penso que devemos agarrar a oportunidade”. Essa ainda é a vossa linha?

R: Essa permanece a nossa linha, ainda que não se possa dizer que seja fácil, especialmente por causa das dissensões abertas no seio do próprio Vaticano. Estas relações são delicadas, mas este ponto de vista permanece válido e confirmado pelos fatos. Trata-se de um trabalho discreto, no meio de oposições bastante fortes. Alguns trabalham num sentido, outros no sentido contrário.

P: O papel de contrapeso da Fraternidade exatamente dentro da Igreja não é importante?

R: Este papel não é novo, Dom Lefebvre deu início a ele e o continuamos. Se vê bem isso ao se constatar a irritação dos modernistas diante dos passos dados por Bento XVI.

P: Onde está a Fraternidade hoje? Quais são seus pontes fortes, seus pontos fracos? Como o senhor vê seu futuro?

R: Vejo seu futuro serenamente. É uma obra depositada no Sagrado Coração e no Coração Imaculado de Maria, o importante é ser fiel à sua Vontade. Essa Igreja é a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que continua sendo seu chefe e não permitirá sua destruição. As fraquezas da Fraternidade? O risco de separação, que é grave. Veja, por exemplo, a caricatura da Tradição que se intitula “Resistência”: trata-se de um espírito não católico, quase sectário, do qual não queremos, um movimento que permanece fechado em si mesmo, com pessoas que pensam que elas são as únicas boas, as únicas justas sobre a face da terra: isso não é católico. Trata-se de um perigo objetivo, mas relativo. A maior parte da Fraternidade é saudável e não quer se afundar nestas ilusões. Isso nos impele a nos apoiarmos nos meios sobrenaturais. O que o Bom Deus quer de nós, Ele no-lo mostrará, Ele falará através das circunstâncias. Os pontos fortes? A fidelidade, viva, que gera frutos e mostra ao mundo de hoje que a vida católica, com todas as suas exigências, é possível. Mas – outro ponto fraco – somos pessoas desta época, e pretender estarmos imunes contra toda a influência do mundo moderno é quimérico. Para ser mais exato, é preciso evitar o perigo de uma caricatura, de desejar ver aqui na terra a Igreja sem ruga nem mancha: não é o que o Bom Deus nos prometeu sobre esta terra. Não é o que significa “Igreja santa”, isso quer dizer que ela é capaz de santificar pelos meios dados por Nosso Senhor: os sacramentos, a fé, a disciplina, a vida religiosa, a vida de oração.

P: O que o senhor acha da proposta do cardeal Sarah de introduzir o ofertório tradicional na missa nova?

R: Esta ideia não é nova, faz uma dezena de anos que ela circula em Roma. Fico feliz de que ela seja retomada. Alguns criticam esta abordagem dizendo que seria misturar o sagrado ao profano. Pelo contrário, numa perspectiva de recuperação da Igreja, penso que isso constituiria um grandiosíssimo progresso, porque o ofertório é um resumo dos princípios católicos da missa, do sacrifício expiatório oferecido à Santíssima Trindade, dirigido a Deus em reparação dos pecados, pelo padre, acompanhado pelos fiéis. E isso reconduziria gradualmente os fiéis à missa tradicional que eles perderam.

P: Excelência, como o senhor deseja concluir?

R: Para mim, estamos na véspera de acontecimentos graves sem poder defini-los bem. Apelo à oração e quero concluir com um olhar para o Bom Deus, o que nos permite sempre manter a esperança.

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5 junho, 2015

Santa Sé encarrega Fellay de julgar um de seus padres.

A Congregação para a Doutrina da Fé nomeou o Superior da Fraternidade São Pio X, fundada por Dom Lefebvre, para ser o juiz de primeira instância no caso de um padre lefebvrista acusado de um crime grave.

Por Andrea Tornielli – La Stampa | Tradução: FratresInUnum.com: Ele mesmo [Dom Fellay] anunciou durante um sermão na igreja Nossa Senhora dos Anjos, em Arcadia, Califórnia, no dia 10 de maio de 2015: a Congregação para a Doutrina da Fé nomeou o Superior Geral da Fraternidade São Pio X (FSSPX), Dom Bernard Fellay, como juiz de primeira instância em um caso envolvendo um padre lefebvrista. O antigo Santo Ofício tem a incumbência de tratar de uma série de “delicta graviora”. O que ocorre mais frequentemente é aquele que diz respeito a abuso sexual de menores. Fellay apresentou esse fato como um exemplo das “contradições” nas relações da Santa Sé com a Fraternidade.

Dom Bernard Fellay“Somos rotulados agora como irregulares, na melhor das hipótese. “Irregular” significa que você não pode fazer nada e, como exemplo, eles nos proibiram de celebrar Missa nas igrejas em Roma para as irmãs Dominicanas que peregrinaram a Roma em fevereiro. Eles dizem: “Não, vocês não podem [celebrar] por que são irregulares”. E os que disseram isso eram pessoas da [Pontifícia Comissão] Ecclesia Dei”.

“Agora, às vezes, infelizmente”, disse Dom Fellay, “também padres fazem coisas insensatas, e precisam ser punidos. E quando é algo muito, muito sério, temos que recorrer a Roma. E assim fazemos. E o que a Congregação para a Doutrina da Fé faz? Bem, eles nomearam a mim como juiz para esse caso. Então, eu fui incumbido por Roma, pela Congregação para a Doutrina da Fé, de fazer julgamentos, julgamentos canônicos da Igreja sobre alguns de nossos padres que pertencem a uma Fraternidade inexistente para eles (para Roma, ed.). E então, mais uma vez, realmente uma bela contradição”.

Essa não é a primeira vez  que a FSSPX recorre a Roma quando diz respeito a “delicta graviora” e dispensas das obrigações sacerdotais. O que é novo nesse caso é que o antigo Santo Ofício, chefiado pelo Cardeal Gerhard Ludwig Müller, decidiu confiar o caso ao próprio Dom Fellay, fazendo-o juiz do tribunal de primeira instância. Uma expressão de ateção. Um sinal de que o caminho em direção à plena comunhão com os lefebvristas continua,  como confirmou em uma declaração a Vatican Insider Dom Guido Pozzo. O arcebispo, que também é Secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, disse: “A decisão da Congregação para a Doutrina da Fé não significa que os problemas existentes foram sanados, mas é um sinal de benevolência e magnanimidade. Não vejo contradição nisso, mas, antes, um passo em direção à reconciliação”.

Os leitores se recordarão que outro importante sinal veio no último mês de abril, quando o Arcebispo de Buenos Aires acendeu a luz verde para que os lefebvristas fossem reconhecidos pelo governo argentino como uma “associação diocesana”. Igualmente, um grande grupo de peregrinos da FSSPX foi autorizado a celebrar a eucaristia na Basílica de Lourdes.

Então, por que Fellay fala em uma contradição? Seu comentário se referia à peregrinação do último mês de fevereiro a Roma, que teve a participação de 1500 fiéis. A peregrinação foi organizada pelas irmãs Dominicanas ligadas à FSSPX. Um pedido foi feito à Pontifícia Comissão Ecclesia Dei para celebrar a Missa no altar da Basílica de São Pedro. Na ocasião, todavia, os responsáveis pela Comissão decidiram que a celebração por um sacerdote lefebvrista, antes que os problemas existentes sejam resolvidos com vistas à regularização canônica e a plena comunhão, lançaria um sinal equivocado. No entanto, o Papa Francisco deu sua aprovação à proposta de que a missa solicitada fosse celebrada na Basílica de São Pedro por um padre da Ecclesia Dei, segundo o rito antigo. Os líderes da Fraternidade recusaram a oferta.

Ainda, a nomeação de Fellay pela Congregação para a Doutrina da Fé como juiz de primeira instância, demonstra o progresso em termos de diálogo entre a Igreja e a FSSPX.

14 abril, 2015

A FSSPX reconhecida oficialmente na Argentina como parte da Igreja Católica.

Por Adelante la Fe | Tradução: Irmandade dos Defensores da Sagrada Cruz: Em Boletim Oficial da Republica Argentina encontramos a seguinte informação: A pedido do Arcebispo de Buenos Aires, Cardeal Poli, é concedido a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, FSSPX, fundada pelo Arcebispo Marcel Lefebvre, o estatuto de “Associação de Direito Diocesano. Sociedade de Vida Apostólica” e se reconhece “que a dita fraternidade, encontra-se credenciada com caráter de pessoa jurídica pública DENTRO DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, conforme a norma do Código de Direito Canônico”.

Cardeal Poli

Com toda a prudência por não ter maiores informações para avaliar com precisão o alcance exato desta noticia, além das formalidades jurídicas, não se parece temerário para interpretar este importante gesto do Cardeal Poli como um grande movimento de aproximação, talvez a ponta do iceberg, que nos permite esperar com otimismo um desenlace feliz a curto prazo a nível global.

Reproduzimos a resolução oficial:

 Resolução 25/2015

Bs. As., 17/03/2015

VISTO o Arquivo No. 9028/2015 do registro do MINISTÉRIO DE RELAÇÕES EXTERIORES E CULTO, a Lei nº 24.483 e seu Decreto Regulamentar n.º 491 de 21 de setembro de 1995, e CONSIDERANDO:

Que, conforme o Protocolo nº 084/15 datado de 23 de fevereiro de 2015, o Arcebispo de Buenos Aires, Mario Aurelio Cardeal POLI solicita que a “FRATERNIDADE DOS APÓSTOLOS DE JESUS E DE MARIA” (Fraternidade Sacerdotal São Pio X) seja tida, até encontrar um definitivo enquadramento jurídico na Igreja Universal, como uma associação de direito diocesano, conforme regulamentado pelo cânone 298 do Código de Direito Canônico, in fieri de ser uma Sociedade de Vida Apostólica, com todos os benefícios que esta lhe corresponde e dando cumprimento com todas as obrigações a que a mesma refere, assumindo também as responsabilidades que competem ao bispo diocesano.

Que tal fraternidade é credenciada com caráter de pessoa jurídica pública dentro da IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, conforme as normas do Código de Direito Canônico.

Que segundo seus estatutos, aprovados pela autoridade eclesiástica competente, a fraternidade é uma sociedade de vida sacerdotal comum sem votos, em imitação de sociedades para as Missões Estrangeiras (conf. Capítulo I, artigo 1º, Estatutos da Fraternidade dos Apóstolos Jesus e Maria).

Que o artigo 3º, inciso f do Decreto nº 491/95 que autoriza a inscrição no Registro criado pela Lei nº 24.483, as pessoas jurídicas reconhecidas pela autoridade eclesiástica, que guardam semelhanças ou analogia com os Institutos de Vida Consagrada e sociedades de vida apostólica.

Que a instituição requerente cumpriu todas as exigências da legislação em vigor, que acompanhando os seus estatutos, decreto de ereção e memória, de acordo com as disposições da Lei nº 24.483.

Correspondendo fazer lugar a presente inscrição todas as vezes que a requerente se enquadra nas condições previstas na Regra 3, inciso f) do Decreto nº 491/95.

Que a presente medida é emitida no exercício dos poderes conferidos pelo artigo 17 do Decreto nº 491/95.

Portanto,

O SECRETÁRIO

DE CULTO

RESOLVE:

ARTIGO 1 – reconhecido como uma pessoa jurídica a “FRATERNIDADE DOS APÓSTOLOS DE JESUS E DE MARIA” (Fraternidade sacerdotal São Pio X), Associação de direito diocesano, com sede legal e domicílio especial na rua Venezuela N° 1318, CIDADE AUTÔNOMA DE BUENOS AIRES, que está registrado sob o número de trezentos e oitenta e um (381) do Registro de Institutos de Vida Consagrada.

ARTIGO 2º – outorga-se a dita entidade o caráter de entidade de bom público para todos os efeitos, que correspondam.

ARTIGO 3º – Que seja sabido que a referida pessoa jurídica se encontra beneficiada pelo tratamento previsto pelo artigo 20, da Lei do Imposto de Renda (texto encomendado em 1997).

ARTIGO 4º – Comunique-se, publique-se, transmitindo a Direção Nacional de Registro Oficial e arquive-se. – Emb. GUILLERMO R. OLIVERI, Secretário de Adoração.

[Você pode verificar esta informação, entrando no site do Boletim Oficial Argentino indicando em seu navegador a resolução 25 de 2015]

* * *

Nota do Fratres: Procurado por Vatican Insider, Dom Guido Pozzo, secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, declarou: “Fico contente que na Argentina foi possível encontrar esta solução que, sejamos precisos, não envolve a Santa Sé. Não se trata de um reconhecimento jurídico da Fraternidade São Pio X como sociedade clerical, permanecendo em aberto a questão da legitimidade do exercício do ministério sacerdotal de seus padres. Mas, certamente, é um sinal adicional de benevolência em relação a esta realidade por parte da Igreja Católica”.

Continua Pozzo: “Com sua decisão, o ordinário de Buenos Aires reconhece que os membros da Fraternidade são católicos, mesmo que ainda não estejam na plena comunhão com Roma. Nós continuamos a trabalhar para que se chegue à plena comunhão e ao enquadramento jurídico da Fraternidade na Igreja Católica”.

30 março, 2015

FSSPX reage a declarações de Dom Guido Pozzo.

Editorial da agência DICI, órgão de informação oficial da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

As relações da Fraternidade de S. Pio X com Roma, de acordo com Arcebispo Pozzo

Por DICI | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: Depois da sagração do Padre Jean-Michel Faure pelo bispo Richard Williamson, em 19 de março de 2015, no Mosteiro de Santa Cruz de Nova Friburgo (Brasil), a agência de imprensa romana I.Media colocou algumas questões para Dom Guido Pozzo, secretário da Comissão Ecclesia Dei. Ele então aproveitou a oportunidade para fazer uma declaração sobre o estado das relações entre a Fraternidade de São Pio X e Roma, revelando que para além das dificuldades doutrinais que existem, os problemas estão “dentro da Fraternidade.”

De acordo com o prelado romano citado por I.Media: “O papa espera que a Fraternidade São Pio X decida entrar [na Igreja] e nós estamos prontos a qualquer momento com um plano canônico que já é conhecido”, nomeadamente a criação de uma prelatura pessoal. “Vai levar um pouco de tempo para que as coisas sejam esclarecidas internamente e para que Dom Fellay seja capaz de obter um amplo e suficiente consenso antes de dar esse passo” – Somos nós [DICI] que estamos pondo essa afirmação em itálico.

Na Casa Geral da Fraternidade de São Pio X, pergunta-se sobre a intenção do Arcebispo Pozzo ao fazer essa última declaração, a qual não corresponde à realidade. É esta sua visão particular da situação? Um desejo pessoal? Ou uma tentativa de introduzir a divisão no seio da Fraternidade?

Dom Fellay já respondeu à Comissão Ecclesia Dei várias vezes, verbalmente e por escrito. O que torna o reconhecimento canônico sob a forma de uma prelazia pessoal algo impossível neste presente momento são, essencialmente, as “dificuldades doutrinárias”, nomeadamente, a exigência de Roma de que aceitemos o Concílio Vaticano II e as reformas que se seguiram na “hermenêutica da continuidade”.

Os encontros informais entre os membros da Fraternidade de São Pio X e vários bispos, convocados pela Comissão Ecclesia Dei, estão ocorrendo dentro deste contexto específico: visam [para a FSSPX] fazer com que a Fraternidade e seu apostolado, mas, acima de tudo, suas posições doutrinárias, tornem-se mais conhecidos. Na verdade, esses encontros tornam as diferenças doutrinárias cada vez mais claras. E os interlocutores da Fraternidade em Roma são obrigados a reconhecer que muitas questões permanecem “abertas”, o que é uma maneira de reconhecer que nossas objeções estão longe de serem resolvidas.

Por causa  dessa observação, o Superior Geral declara que é necessário apresentar às autoridades romanas as posições da Fraternidade em sua totalidade, e não vacilar sobre estas posições, as quais são meramente as mesmas posições de todos os papas anteriores ao Vaticano II.

O professor universitário francês Luc Perrin compartilhou seus pensamentos sobre o assunto no Forum Catholique, no dia 20 de março, alegando que não adianta “fingir que tudo está da melhor maneira possível no céu romano”. Ele escreveu de modo realístico: “(Dom Pozzo) tem repetido exatamente a mesma coisa desde aquelas ilusões de um acordo rápido que o Cardeal Castrillon Hoyos contemplou com fervor em 2000. João Paulo II, igualmente, estava tão convencido em 1978-1979 de que a plena comunhão estava ali na esquina: e nós sabemos o que saiu dali, mas, em Roma, teilhardianismo ou otimismo naquele estilo ingênuo dos anos 1962 sob João XXIII parece ainda estar na moda”.

“Não se deve desesperar Billancourt ou os diferentes prelados da Comissão Ecclesia Dei — longe de mim sugerir tal idéia —  e é bom ver que uma autoridade romana ainda tem fé sólida o bastante para resistir ao desgaste do tempo, mas… não é muito útil fazer o jogo do informante extasiado, levitando acima da cúpula de São Pedro, cercado por anjinhos sorridentes tocando suas harpas…, com aquele coro celestial cantando como In Paradisum: o acordo, o acordo, o acordo em breve, o acordo está aqui.

“Só pra começar, se as diferentes estupidezas cometidas em Roma ao longo dessas negociações fossem apontadas, seria o bastante para nos trazer de volta à terra. Uma pequena lista de Sua Eminência o Cardeal Muller e Arcebispo Pozzo:

a) Serás desconfiado de todo otimismo tolo, mas com uma esperança sobrenatural nas promessas de unidade in veritate; b) Abandonarás uma discussão fracassada e não contarás o tempo: por que não retomar as discussões que foram intempestivamente e bruscamente interrompidas por Roma em 2011? Ou, pelo menos, trabalhar no sentido de retomá-las? b) Construirás a plena comunhão passo a passo: ao invés de uma preconcebida e não necessariamente muito boa solução canônica – uma prelazia pessoal tem muitas falhas — hoje, parece-me mais realista resolver certos problemas práticos, passo a passo…, levando em conta a fragilidade do motu proprio Summorum Pontificum desde a eleição do Papa Francisco, o qual ao mesmo tempo que o confirmou, já causou-lhe um sério estrago com o caso dos Franciscanos da Imaculada, e está corroendo-o com pequenas frases que não podem deixar de suscitar preocupações”.

Em relação a estes “problemas práticos” que poderiam ser resolvidos por meio de gestos concretos, permita-nos lembrar que quando as Dominicanas educadoras de Fanjeaux fizeram sua peregrinação a Roma – entre 9 e 14 de fevereiro de 2015 –  200 religiosas e 950 alunas acompanhadas por uma centena de professores e pais não foram capazes de ter uma igreja na qual um de seus capelães pudessem celebrar a Missa tradicional… porque eles pertencem à Fraternidade São Pio X. Palavras suaves são voláteis; os fatos concretos são mais eloquentes.

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9 março, 2015

Breve documentário da EWTN sobre a peregrinação das Irmãs Dominicanas de Fanjeaux a Roma. Mons. Arrieta: “Eles têm o coração em Roma”.

Neste mês de fevereiro, um grupo de duzentas meninas acompanhadas de freiras e alguns padres fizeram uma peregrinação singular à Basílica de São Pedro, em Roma.

As freiras são as Dominicanas de Fanjeaux, dedicadas à educação de meninas. Elas celebraram uma ocasião muito especial com crianças de suas escolas dos EUA, França e Alemanha. Trata-se do 40º aniversário da congregação.

Trata-se é um momento único na história da comunidade. As irmãs são uma congregação amiga da Fraternidade de São Pio X.

Palavras da Irmã Julia Maria: “Roma é a expressão externa da Igreja espiritual, que se materializa aqui, por assim dizer, que se torna tangível ao redor do Papa e das relíquias de São Pedro.”

Assim comentou Monsenhor Juan Ignacio Arrieta, secretário do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos: “Imediatamente após o Concílio, as relações com Roma começaram a esfriar e houve um mal entendido de ambas as partes, o que congelou a situação. Podemos dizer que o problema com a Fraternidade é somente um problema de confiança, porque eles são pessoas que rezam, que creem nas mesmas coisas que cremos. A Fraternidade tem vivido um processo de estagnação, de separação das estruturas romanas, mas eles têm o coração em Roma. Posso lhes assegurar isso, porque os conheço bem.”

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