Posts tagged ‘IBP’

1 dezembro, 2014

Dia histórico para a Missa Tradicional em São Paulo: Pontifical e Crisma por Dom Athanasius Schneider.

Por Manoel Gonzaga Castro | Fratres in Unum.com: A noite de 30 de novembro de 2014 foi histórica para os católicos paulistanos. Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana, no Cazaquistão, administrou o Santo Sacramento da Crisma e celebrou Missa Pontifical segundo a forma extraordinária do rito romano, na Paróquia São Paulo Apóstolo, no bairro do Belém, em São Paulo. Antes, na quinta-feira, Dom Athanasius havia lançado a edição brasileira de seu livro A Sagrada Comunhão e a Renovação da Igreja, no Mosteiro de São Bento, no centro da capital paulista.

Dom Athanasius administra a Crisma em São Paulo.

Dom Athanasius administra a Crisma em São Paulo.

Schneider, oriundo da Ordem dos Cônegos Regulares da Santa Cruz (no Brasil, mais conhecida pela associação chamada “Obra dos Santos Anjos”), viveu por alguns anos no Brasil, especificamente em Anápolis e Guaratinguetá, onde ficam os mosteiros da ordem, e fala português fluentemente. Na diocese goiana, recebeu, em 1990, a ordenação sacerdotal das mãos de Dom Manoel Pestana Filho e foi professor do seminário diocesano.

Assistiram as cerimônias os sacerdotes do Instituto do Bom Pastor, os Padres Luiz Fernando Pasquotto e Renato Coelho, superior do IBP no Brasil. Na ocasião, foram crismados alunos do Colégio São Mauro, dirigido pela Profa. Ivone Fedeli, bem como membros da Associação Cultural Montfort, presidida pelo Sr. Alberto Zucchi, e amigos dela provenientes de outras localidades.

Cerimônia atraiu pessoas de várias cidades

Marcos, 25 anos, viajou cerca de duas horas desde o interior de São Paulo para a celebração. Ele foi um dos muitos que compareceram, graças ao anúncio exclusivo de Fratres in Unum – infelizmente, outros meios de comunicação católicos não deram espaço à divulgação de tão importante marco para a Missa Tradicional no Brasil.

Apesar da distância e do horário incomum, o esforço valeu a pena: “A cerimônia esteve muito solene e bela. Dom Athanasius falou primeiramente sobre o sacramento da crisma, da marca indelével que deixa no fiel católico (marca que carregamos ao inferno, se não nos salvarmos), das armas espirituais que dá ao cristão para combater as tentações, o mundo e o diabo. Comentou sobre os sete dons do Espírito Santo e instou aos crismandos que fossem soldados de Cristo, vivendo sua fé com coragem em todos os ambientes”, disse Marcos.

Fiéis em fila para receber o Sacramento da Crisma.

Fiéis em fila para receber o Sacramento da Crisma.

Primeiramente, houve administração do Sacramento da Crisma, sendo que a Santa Missa começou somente por volta das 22 horas.

O canto sacro ficou por conta dos corais Exsultet, da Montfort, responsável pelo canto gregoriano nas Missas Tridentinas no Mosteiro de São Bento aos domingos, e Flammula Chorus, coral polifônico do colégio São Mauro. “A missa solene teve a liturgia muito bem coordenada e as vozes do coral (tanto gregoriano como polifônico) eram celestiais, dignas de toda honra da cerimônia”, acrescentou Marcos.

Um dos fiéis comentou que aquele momento tinha uma dimensão muito maior, pois era considerado como sendo uma continuação concreta do trabalho do Professor Orlando Fedeli por meio de seus filhos espirituais, os padres Pasquotto e Coelho. Perguntado mais precisamente sobre o que seria esse trabalho, ele esclareceu que aquelas cerimônias eram encaradas por muitos como uma oficialização pelas autoridades eclesiásticas da luta histórica do grupo Montfort contra a Missa Nova e contra o Concílio Vaticano II. “É o que nós sempre enfatizamos: Bento XVI deu ao IBP a missão de corrigir os erros do Concílio Vaticano II e de não celebrar a Missa Nova”, declarou. “Por isso, é muito importante essa cerimônia, permitida pelo Cardeal de São Paulo, Dom Odilo. A impressão que se tem é a de que, finalmente, a Igreja reconheceu a legitimidade de nossa causa”, concluiu.

Crismandos de várias idades e localidades

Entre os alegres crismandos, era possível ver desde pequenas crianças, de 7 ou 8 anos, até adultos que se aproximavam do Santo Altar, para ouvir da boca do senhor bispo: “Eu te assinalo com o sinal da Cruz, e te confirmo com o Crisma da salvação, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén”.

Pessoas de fora, como um grupo de cerca de 10 jovens, entre crismandos e padrinhos, de Presidente Prudente, deixaram suas dioceses de origem para poder receber o sacramento no rito tradicional na Arquidiocese de São Paulo – lamentavelmente, impossibilitados de o receber das mãos de seus próprios bispos, como seria o ideal.

A Paróquia São Paulo Apóstolo ficou repleta de fiéis.

A Paróquia São Paulo Apóstolo ficou repleta de fiéis.

Grande afluxo de fiéis

Por causa do horário, nem todos os participantes da cerimônia da crisma puderam permanecer para a Missa Pontifical. Mesmo assim, as hóstias consagradas na Missa se acabaram, de modo que foi preciso recorrer às partículas do Sacrário, que também não foram suficientes, e nem todos puderam comungar.

“Alguns pontos causaram estranhamento a quem não é da Montfort”, afirmou o jovem Marcos, completando: “a ausência completa de microfone durante toda a missa, que enfim é compreensível, mas que poderia ter sido diferente. A missa não teve homilia, certamente por conta do horário, e porque o bispo já havia falado antes, e a não distribuição de comunhão aos fiéis, somente os crismados e padrinhos comungaram”. Marcos notou algo incomum nas paróquias brasileiras de hoje em dia, mas previsto inclusive pelo Catecismo da Igreja Católica: “Ainda há a questão de ver crianças muito pequenas sendo crismadas, talvez com a idade de 7 ou 8 anos”. Questões secundárias, claro, diante da magnitude do que se viu na noite de domingo.

Ao fim, os católicos presentes saíram edificados pela beleza e sacralidade dos ritos, certamente agradecidos a Dom Athanasius Schneider pelo dom concedido, mas também às autoridades da Arquidiocese de São Paulo: primeiramente, ao Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, bem como aos bispos auxiliares Dom Edmar Peron, da região do Belém, onde fica a Paróquia São Paulo Apóstolo, e a Dom José Roberto Fortes Palau, da região do Ipiranga, à qual pertence o Colégio São Mauro. Embora nenhum sacerdote, exceto os do IBP, estivesse presente na cerimônia, deve ser recordado também o senhor pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo, Pe. Reginaldo Donatoni, que tão generosamente acolhe os sacerdotes do IBP que lá celebram a Santa Missa segundo a forma extraordinária.

23 novembro, 2014

Conferência de Dom Guido Pozzo sobre o Vaticano II.

Importante texto de conferência do Arcebispo Secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, uma vez que, recentemente, ele mesmo afirmou que “Roma não pretende impor uma capitulação à FSSPX”.

* * *

Comentários e tradução por Guilherme Chenta, guilhermechenta.com

COMENTÁRIOS

Introdução

Em abril de 2014, o Arcebispo Dom Guido Pozzo, secretário da Pontifícia ComissãoEcclesia Dei, visitou o seminário do Instituto do Bom Pastor, com os seguintes objetivos: verificar a situação do instituto no pós-crise, dar duas conferências norteadoras da ação do IBP de acordo com a “hermenêutica da reforma na continuidade” e conferir ordens a alguns seminaristas.

24 julho, 2014

Summorum Pontificum no Brasil: Nova capela do IBP em Brasília.

Escreve o leitor Cleber Lourenço:

13 de julho de 2014: Dom José Aparecido, bispo auxiliar de Brasília, abençoa a nova capela do IBP na capital federal.

13 de julho de 2014: Dom José Aparecido, bispo auxiliar de Brasília, abençoa a nova capela do IBP na capital federal.

Salve Maria!

Em Brasília, Capital Federal, com a graça de Deus e o resultado do frutuoso apostolado do Pe. Daniel Pinheiro, IBP, e claro, o apoio de Arcebispo D. Sérgio da Rocha, agora também contamos com uma igreja construída segundo a arquitetura tradicional, Barroca, a Capela de Nossa Senhora das Dores, que conta inclusive com bênção do bispo auxiliar de Brasília.

Segue link com imagens da capela que ainda está em obras.

Está disponível no site também a homilia do Pe. Daniel sobre a arquitetura Sacra Católica Tradicional.

Salve Maria!

Cleber

Tags:
10 junho, 2014

Guilherme Chenta escreve ao Fratres.

Caro Guilherme, Salve Maria!

Obrigado pela consideração em nos escrever e queira nos desculpar a demora em postar sua carta. Fazemos apenas um esclarecimento. Nosso título “O IBP volta a São Paulo. As desavenças também” foi meramente circunstancial. Seu artigo “O Instituto do Bom Pastor e o Concílio Vaticano II” surgiu pouco depois da notícia do restabelecimento do Bom Pastor em São Paulo. Assim, consideramos oportuno lançar os dois tópicos juntos, em um só post, por uma questão meramente temporal e por se tratar de assuntos conexos. Nada além disso.

Um abraço.

 

* * *

Carta ao Fratres in Unum – Esclarecimentos a respeito de minha posição sobre o IBP

Por Guilherme Chentaguilhermechenta.com

São Paulo, 03 de junho de 2014

Caro Editor, salve Maria.

Espero que você e sua família estejam bem.

Gostaria de lhe agradecer, em primeiro lugar, por toda a divulgação que você tem propiciado a este pequeno blog, desde seu pedido, de 03 de agosto de 2013, por meio do qual solicitava replicar um artigo meu sobre o caso dos Franciscanos da Imaculada. Essa divulgação, em parte, me permite contribuir, ainda que modestamente, para o entendimento, ou, ao menos, para o debate a respeito da realidade da Igreja em nossos dias. Muito obrigado – embora ter artigos publicados no Fratres, ao lado de eu ter ido à palestra do De Mattei, seja zumbiticamente considerado um de meus “delicta graviora” na Montfort-Zucchi.

Agradecimentos à parte, gostaria, porém, se você me permite, de prestar alguns esclarecimentos, por ocasião da indicação, em 30 de maio, de dois textos de meu blog sob o seguinte título no FiU: “O IBP volta a São Paulo. As desavenças também”. Esses esclarecimentos me parecem necessários, porque seus leitores, como o título escolhido sugere, podem inferir haver uma conexão entre a volta do IBP a São Paulo e meus recentes esclarecimentos sobre a relação oficial desse instituto com o Concílio Vaticano II.

Nesse contexto, esclareço que minha resposta ao Mauro não foi redigida como um ataque cuja causa foi justamente o fato de o IBP voltar a São Paulo, agora com dois padres brasileiros provenientes das fileiras montfortianas, os quais conheço há anos e que foram, inclusive, colegas de república de meu irmão Emerson, quando todos os três estudavam na Unicamp.

Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Aliás, quando redigi minha resposta, eu não tinha notícia de que nosso Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer havia autorizado a instalação do Bom Pastor na arquidiocese de São Paulo. Recebi os questionamentos em 17 de maio; escrevi minha resposta entre os dias 21 e 22; e a notícia do retorno do IBP a São Paulo só me chegou, via Tradinews, no dia 23. Publiquei no 27, simplesmente porque foi assim que eu tinha programado.

(Eu sabia que os Padres Renato Coelho e Luiz Fernando Pasquotto estavam negociando com Dom Odilo desde dezembro de 2013, mas não tinha qualquer notícia dos resultados. Aliás, a instalação canônica – e não de fato – do IBP em São Paulo foi, para mim, uma surpresa, porque a última informação que eu tinha era a de que a Missa Tridentina na Paróquia São Paulo Apóstolo, muito frequentada por membros da Montfort e, em menor grau, por gente do IPCO, tinha sido proibida alguns meses antes e que, na sequência, o Sr. Alberto estava organizando “caravanas” de famílias numerosas da associação, para bater à porta da Cúria do Cardeal Arcebispo e, assim, obter o retorno da missa à São Paulo. Após isso, surpreendentemente, a missa não só voltou a ser celebrada lá, mas também essa igreja foi concedida, parcialmente, ao Bom Pastor, que se encarregou das celebrações segundo a forma extraordinária. Não me pergunte detalhes sobre como isso se deu, pois não sei absolutamente nada a respeito das tratativas “Dom Odilo-IBP-Montfort-Zucchi”).

Por isso, atesto que redigi minha resposta com o objetivo principal de prestar um esclarecimento a um de meus consulentes sobre a relação oficial do Instituto do Bom Pastor com o Concílio Vaticano II.

Atesto também que minhas “desavenças” com o Sr. Alberto Zucchi não se devem à volta do IBP a São Paulo, mas, anteriores, elas se relacionam globalmente à ideologia tradiromântica que ele, sufocando toda divergência e manipulando notícias, vem disseminando na Montfort, desde que assumiu a presidência da associação em junho de 2010, ideologia que tem, como um de seus fundamentos, uma visão falsa sobre o Bom Pastor e que preconiza, em seu conjunto, contra toda prova, que a posição teórica dos tradicionalistas, contrária à asserção de que o Concílio Vaticano II é parte integrante da Tradição da Igreja, é, após Bento XVI (2005 – 2013), oficialmente acolhida pela Igreja; apenas isso. Desejo sucesso ao apostolado do IBP no Brasil, especialmente em São Paulo. Meu problema, minha desavença, como eu disse, diz respeito ao “tradiromantismo”.

Nesse sentido, eu argumentei contra aqueles que, hoje, apesar de todas as provas em contrário, enganam as pessoas, ao afirmar que o IBP foi criado por Bento XVI, em 2006, com o direito de recusar o Vaticano II, porque esse concílio está em ruptura com a Tradição. Como provei em meu texto, o IBP não trabalha por uma correção (ou revisão) do Vaticano II, mas pela preparação de uma interpretação autêntica – isto é, a que é dada pela Santa Sé – dos textos conciliares.

Na carta ao Mauro, esforcei-me por contribuir, baseado em documentos, sobretudo do próprio IBP, com a clareza conceitual a respeito da realidade da Igreja hoje e, em especial, a respeito da realidade dos estatutos do Bom Pastor; eu não visei a discutir medidas práticas. Pessoalmente, repito, não sou contra o apostolado do IBP, nem sou – acrescento, para repelir apenas uma das calúnias tradiromânticas (ou zucchianas) cujas notícias me chegam agora pelos bastidores – contra o apostolado de padres Summorum Pontificum.

Por isso, caro Editor, julgo oportuno informar, sem ambiguidades, aos milhares de leitores do Fratres que a instalação do IBP em São Paulo não tem relação causal com o esclarecimento que prestei a respeito desse instituto em meu blog recentemente.

Como se preciso fosse, reitero que estou aberto a receber qualquer argumentação contra o que defendi emmeu texto sobre a relação oficial do Bom Pastor com o Vaticano II.

Além disso, como se preciso fosse, reitero que não estou discutindo a posição individual dos membros do Bom Pastor, muitos dos quais são, inclusive os dois padres que estão em São Paulo, fiéis à linha de Mons. Marcel Lefebvre e à de nosso caro Prof. Orlando Fedeli a respeito do Vaticano II, de modo que o consideram como contendo erros doutrinários e como estando em ruptura com a Tradição bimilenar da Santa Madre Igreja.

Muito obrigado,

Guilherme Chenta

São Paulo, 03 de junho de 2014

6 julho, 2012

Um novo Superior Geral para o Instituto do Bom Pastor. Mas…

Comunicado divulgado hoje pelo Capítulo Geral do Instituto do Bom Pastor:

Padre Roch Perrel.

Padre Roch Perrel.

O Instituto do Bom Pastor, em seu capítulo geral, o segundo depois da fundação, refletiu sobre esses seis anos decorridos e confirmou seus recentes estatutos na fidelidade aos compromissos assumidos em 2006. Sendo uma jovem fundação, o Instituto do Bom Pastor se consolida guiado pelos estatutos aprovados pela Santa Sé, em torno dos quais numerosos padres e seminaristas se uniram no serviço da Igreja. Foram eleitos: o Padre Roch Perrel, Superior Geral; Primeiro Assistente, Padre Paul Aulagnier; Segundo Assistente, Padre Leszek Krolikowski; Padre Stefano Carusi, Terceiro Conselheiro; Padre Louis-Numa Julien, Quarto Conselheiro. Invocando a proteção da Santíssima Virgem Maria e seu Divino Filho Jesus, Bom Pastor.

Padre Leszek Krolikowski
Secretário do Capítulo Geral, Courtalain, 6 de julho de 2012.

Padre Roch Perrel, atual reitor do Seminário São Vicente e antigo Superior do Brasil, é o novo Superior Geral do Instituto do Bom Pastor. Félicitations, Monsieur l’Abbé!

Todavia, este comunicado não está divulgado em nenhum veículo oficial do Instituto. E o site oficial adverte a respeito: “Toda comunicação oficial do Instituto do Bom Pastor deve, evidentemente, ser publicada neste site”. O que ocorre, então?

Ao que tudo indica, houve uma cisão no Capítulo. Os velhos dirigentes parecem não aceitar a nova composição de governo do IBP.

Em seu blog, o [ex?] Superior Geral enigmaticamente aborda o assunto. Ele evoca o Direito Canônico para afirmar que, uma vez proclamado o resultado do Capítulo e tendo o eleito aceitado o encargo, apenas uma instância superior poderia contestar tal decisão. E assina, após insinuar um recurso à Sé Apostólica [“todos os caminhos levam a Roma…”]: “Padre Phillippe Laguerie, Superior Geral do Instituto do Bom Pastor”.

Fora o Padre Laguerie reeleito e, uma vez contestada a sua reeleição, outro superior acabou escolhido? Não está a nosso alcance saber.

Até que a situação se esclareça, o que podemos inferir do comunicado (ainda não divulgado em nenhum outro meio, mas cuja autenticidade foi diligentemente certificada pela nossa edição) é a vitória interna dos “compromissos assumidos em 2006″, caracterizados especificamente pelo Rito Latino Gregoriano enquanto “exclusivo” do Instituto e pelo serviço de uma “crítica séria e construtiva” aos textos do Concílio Vaticano II.

Já abordamos as divergências no IBP e a insurgência da Comissão Ecclesia Dei contra esses mesmíssimos princípios fundacionais aqui.

A nova direção do IBP é composta por padres jovens — com exceção do Pe. Aulagnier, braço direito de Dom Lefebvre por décadas — comprometidos com as razões originais pelas quais “se uniram no serviço da Igreja”. Padre Carusi, editor de Disputationes Theologicae,  assume posto de importância, enquanto seu franco opositor, Padre De Tanöuarn, antigo Primeiro-Assistente, cai no ostracismo.

No mês passado, a carta aos amigos e benfeitores do seminário do Instituto já afirmava: o Capítulo Geral “é também o momento de examinar a fidelidade dos padres aos princípios fundadores do Instituto, tanto doutrinais como pastorais ou espirituais […] Alguns até pensaram que o IBP, sendo fruto do encontro surpreendente de personalidades fortes (os padres Laguérie, Tanoüarn e Héry),  não poderia formar uma comunidade. Os mesmos previam uma explosão em pouquíssimo tempo. Vários anos depois, o IBP ainda está aí, mesmo que haja divisões em suas fileiras”.

Resta agora saber como e se o Instituto sobreviverá a esta que é, até agora, a sua mais árdua prova.

5 julho, 2012

Ordenado o primeiro Padre Brasileiro do Instituto do Bom Pastor.

Conforme já havíamos anunciado, no último dia 29, festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, em Bordeaux, Dom Fernando José Monteiro Guimarães, bispo diocesano de Garanhuns (PE), ordenou sacerdote o brasileiro Daniel Pereira Pinheiro, juntamente com Yvain Cartier e Giorgio Domenico Lenzi. Outros dois brasileiros, Luis Fernando Karps Pasquotto e Renato Arnellas Coelho, foram ordenados diáconos.

Já no Brasil, Padre Daniel celebrará uma Santa Missa solene às 10h30, no próximo dia 7, sábado, 5º aniversário da promulgação do Motu Próprio Summorum Pontificum, na paróquia Santo Cura d’Ars, situada na 914 sul, em Brasília (DF). Também no domingo, na mesma paróquia, ele celebra Missa às 11:30.

As fotos da primeira Missa do Padre Daniel podem ser vistas aqui.

24 abril, 2012

O IBP no Brasil. Missa Solene na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em São Gonçalo, RJ, no próximo Domingo.

Dom Fernando Guimarães, bispo diocesano de Garanhuns.

Dom Fernando Guimarães, bispo diocesano de Garanhuns.

O Padre Phillippe Laguerie, Superior Geral do Instituto do Bom Pastor, chegou ontem ao Brasil.

Acompanhado pelo Padre Louis-Numa Julien, vigário da paróquia Saint-Elói, e pelo Diácono Daniel Pinheiro,  que em breve será o primeiro Padre brasileiro do Instituto, o Superior realizará visitas ao Rio de Janeiro e Brasília a fim de preparar o reestabelecimento do Instituto no país.

Dentro da programação da viagem, no próximo domingo, 29, será celebrada uma Missa Solene na paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Patronato, em São Gonçalo, às 7:30 da manhã.

E outra novidade que envolve o Brasil. As ordenações sacerdotais de 29 de junho, na paróquia pessoal do IBP em Bordeaux, serão conferidas por um bispo brasileiro:

Dom Fernando Guimarães, bispo de Garanhuns.

12 fevereiro, 2012

Foto da semana.

Courtalain, França, 2 de fevereiro de 2012, festa da Purificação da Santíssima Virgem: os jovens brasileiros Ivan Chudzik (centro) e Marcos Vinicius Mattke (o primeiro da foto, à esquerda do Ivan), respectivamente de Guarapuava e Curitiba, Paraná, recebem a batina no Instituto do Bom Pastor. Ambos eventualmente comentavam e colaboravam com artigos neste blog [aqui e aqui].

Tags:
23 outubro, 2011

Frase da semana.

Pe. Carusi

Pe. Carusi

Releiamos o fragmento de S.S. Bento XVI [sobre Assis-III], refletindo sobre ele, e veremos que o que emerge não é a valoração de um bem, mas antes de um dano que, crendo ser impossível impedir, se propõe a reduzir. Um “tradicionalismo” servil, ultra-ratzingeriano (temeroso e complexado), que em vez de se limitar às justas explicações, se sente obrigado a compartilhar e a aprovar Assis III, embora não se trate de um ato magisterial, nem de uma lei da Igreja, se encontraria “à esquerda” não só de um Monsenhor Gherardini e de suas reservas sobre o abuso da noção da “hermenêutica da continuidade”, mas também “à esquerda” do próprio Papa Ratzinger. Prestaria com isso um bom serviço ao Santo Padre, uma vez que se encontra em posições de maior liberdade que ele? Que razão de ser lhe restaria?

Do artigo-cutucão do Padre Stefano Carusi, do IBP, que causou a ira de seu confrade de instituto, Padre Guillaume de Tanöuarn.

Tags: ,
28 junho, 2011

Ordenações no IBP.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Agradecemos ao seminarista Luis Carlos de Lima o envio das fotos das ordenações diaconais (Sergiusz Orzeszko, Polônia; Giorgio Lenzi, Itália; Yvain Cartier, França; e o brasileiro Daniel Pinheiro) e sacerdotal (Pe. Rémy Balthazard, França) conferidas por Sua Eminência Reverendíssima Dom Dario Cardeal Castrillon Hoyos no último sábado, na Igreja de Saint-Eloi, em Bordeaux, sede do Instituto do Bom Pastor.