por Shawn Tribe – The New Liturgical Movement
Quando Sua Excelência o Arcebispo Malcolm Ranjith foi nomeado Arcebispo de Colombo, alguns de seus admiradores lamentaram vê-lo deixar a Congregação para o Culto Divino. Entretanto, em Heiligenkreuz, a nomeação foi saudada com alegria. Isso porque a nomeação do Arcebispo Ranjith deu nova esperança para um projeto de longa data para a fundação de um mosteiro na tradição cisterciense no Sri Lanka.
O Sri Lanka tem milhares de monges budistas, porém, não tem monges cristãos. Quando um bispo austríaco visitou o Sri Lanka, em 1985, dois sacerdotes do Sri Lanka, um deles era o Padre Malcolm Ranjith, discutiu a idéia com ele de que a coisa mais prática que poderia ser feita para a evangelização do Sri Lanka seria trazer o testemunho de um mosteiro contemplativo cristão para a ilha. Eles lhe pediram conselho sobre como isso poderia ser feito, e então ele sugeriu entrar em contato com a Abadia de Heiligenkreuz.
Há muito tempo Heiligenkreuz estava interessada no testemunho ao Evangelho que uma comunidade contemplativa poderia dar no país predominantemente budista. De fato, nos anos 50, o Abade de Heiligenkreuz esperava fundar um mosteiro no Tibet. Assim, quando os dois sacerdotes contataram a Abadia, a idéia deles foi bem recebida, porém, a circunstância de que a Heiligenkreuz estava engajada em fazer uma fundação na Alemanha, no final dos anos 80, a impediu de dar quaisquer passos naquela época. A idéia ficou mais ou menos adormecida até 1999, quando Ranjith, que havia se tornado bispo de Ratnapura, tentou persuadir a Heiligenkreuz de tentar o projeto novamente. Infelizmente, entretanto, o capítulo da Heiligenkreuz não estava pronto para arriscar a fundação de uma casa filha naquela época. O bispo Ranjith não se sentiu desencorajado: “Joguem as suas redes novamente,” ele escreveu aos monges, “porém, desta vez do lado certo!” Ele propôs que enquanto a abadia Heiligenkreuz não enviasse por si mesma os monges para iniciar a casa filha, ajudaria se ele fundasse um mosteiro como um instituto diocesano. O bispo Ranjith enviaria jovens para Heiligenkreuz para fins de formação monástica, e estes poderiam então fundar um mosteiro sob a sua direção. Em 2001 os primeiros jovens candidatos cingaleses chegaram à Heiligenkreuz.
O bispo Ranjith, entretanto, foi chamado a Roma naquele mesmo ano, e sem a sua liderança o projeto teve que passar muitos anos de frustração através de dificuldades de vários tipos. Há alguns anos o projeto saiu da diocese de Ratnapura para a arquidiocese de Colombo, porém, as dificuldades continuaram. Então, veio a nomeação do Arcebispo Ranjith para Colombo e o projeto recebeu nova vida. No sábado, um pequeno grupo de monges cingaleses e um monge da Heiligenkreuz partirão para o Sri Lanka. É possível que mais monges de Heiligenkreuz sejam enviados após o estágio inicial para ajudar a jovem comunidade, porém, uma vez que a comunidade seja capaz de se sustentar eles retornarão à Heiligenkreuz.
Embora ele seja agora um instituto diocesano, a esperança de um novo mosteiro é eventualmente se unir à ordem cisterciense. O novo mosteiro será mais contemplativo do que a fundação Heiligenkreuz, seus estatutos não permitem que ele assuma paróquias ou trabalho apostólico semelhante. Em questões litúrgicas, ele seguirá a Heiligenkreuz, com o ofício divino cantado em latim, etc. Diversamente de Heiligenkreuz, entretanto, o novo mosteiro deverá celebrar a Missa ad orientem – um pedido particular do Arcebispo Ranjith.
A nova fundação pede orações para o seu florescimento. A seguinte oração foi redigida pelos monges mais jovens do Sri Lanka:
Oh, Virgem Maria, Mãe da Igreja, vós fostes abençoada para trazer em vosso ventre a Salvação de todo o universo, como a Serva de Deus Todo Poderoso, intercedei por nós junto ao vosso divino filho, o Mediador de nossa reconciliação com o Pai.
Oh, Maria Imaculada, nós, que estamos unidos aqui, consagramos a fundação da nova comunidade monástica de São Bernardo, para a Vida Cisterciense no Sri Lanka, ao vosso Imaculado Coração. Guiai e assisti todos aqueles envolvidos nesta missão especial de seu Filho nosso Salvador Jesus Cristo. Preservai-os na Fé, fortalecei-os na Esperança, e aumentai a sua Caridade para esta tarefa especial.
Pedimos para que Deus, através da vossa intercessão, abençoe os seus esforços com fruto abundante, especialmente, para os jovens devotados, para discernir o seu chamado à santidade e entregar-se totalmente a nosso Senhor Jesus Cristo como monges nas pegadas de São Bernardo. Que o novo mosteiro possa trazer todas as almas para o seu Imaculado Coração e que isso traga paz e harmonia para toda a terra através de sua intercessão e a benção do Senhor Jesus Cristo Todo Poderoso e Deus Misericordioso, pela intercessão de Nossa Santa Mãe Maria, de São Bernardo e de todos os Santos, concedei a nossa oração através do Pastor Eterno, seu Filho nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.








CIDADE DO VATICANO (
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‹‹ Para o bem da Igreja – e mais especificamente para a atuação da “salus animarum” que é a primeira e “suprema lex” – depois de décadas de livre criatividade exegética, teológica, litúrgica, historiográfica e “pastoral” em nome do Concílio Ecumênico Vaticano II, parece-me urgente que se faça um pouco de clareza, respondendo oficialmente à pergunta sobre a continuidade do mesmo – não declamada, mas demonstrada – com os outros Concílios e sua fidelidade à Tradição desde sempre em vigor na Igreja. [...] Parece, de fato, difícil, se não impossível, colocar as mãos na esperada hermenêutica da continuidade, a menos que se proceda a uma análise cuidadosa e científica de cada um dos documentos, deles conjutamente e de todos os seus argumentos, suas fontes imediatas e remotas, e se continua em vez de falar apenas repetindo o conteúdo ou apresentando-o como uma novidade absoluta. Esse pensamento há tempos nasceu em minha mente – que ouso ora apresentar à Sua Santidade – de uma grande e
possivelmente definitiva purificação sobre o último Concílio em todos os seus aspectos e conteúdo. Parece, de fato, lógico e adequado que todos os aspectos e conteúdos sejam estudados em si e em conjunto com todos os outros, com os olhos fixos em todas as fontes, e sob o ângulo específico do Magistério eclesiástico precedente, solene e ordinário. A partir desse amplo e irrepreensível trabalho científico, comparado com os resultados seguros da atenção crítica ao secular Magistério da Igreja, será então possível elaborar um argumento para uma avaliação segura e objetiva do Concílio Vaticano II [...] Mas se a conclusão científica do exame levar à hermenêutica da continuidade como a única devida e possível, será portanto necessário provar – para além de toda afirmação retórica – que a continuidade é real, e tal se manifesta apenas na identidade dogmática de fundo. [...] [Se] não resultar cientificamente provado, seria necessário dizê-lo com serenidade e franqueza, em resposta à exigência de clareza sentida e esperada por quase meio século. ››
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Conforme mencionado anteriormente
A situação da fé na presença real da Eucaristia é bastante preocupante. Não quero dizer que todos tenham perdido a fé. Contudo, nós da Congregação para o Culto Divino fizemos recentemente uma sondagem sobre a Adoração Eucarística, que será o tema de nossa próxima reunião plenária. Dos informes das diversas conferências episcopais, no que diz respeito aos aspectos negativos, surge a constatação de que no clero influenciado por certas tendências teológicas não existe mais uma fé clara na presença real de Cristo. Em alguns seminários se ensina que Cristo está presente apenas no momento da Consagração e da Comunhão, depois não. Se trata de uma posição mais protestante que, depois, abre caminho para abusos e até mesmo sacrilégios das espécies eucarísticas. Uma situação lamentável. 
"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey