Posts tagged ‘Moral’

28 julho, 2015

Cardeal John Onaiyekan da Nigéria: posição da Igreja Católica sobre “casamento gay” é irreversível.

Por Premium Times | Tradução: FratresInUnum.com – Dom John Onaiyekan, arcebispo de Abuja [elevado ao cardinalato em 2012 por Bento XVI], afirmou neste domingo que a posição da Igreja na Nigéria contra o casamento gay é irrevogável.

Cardeal John Onaiyekan.

Cardeal John Onaiyekan.

O Cardeal Onaiyekan reiterou a posição da Igreja em uma conversa que a Agência de Notícias da Nigéria em Makurdi, em uma visita oficial àquela diocese.

Segundo ele, a Igreja Católica continuará a defender sua posição contra o casamento gay.

Ele lamentou que muitas pessoas por todo o mundo estejam aceitando o homossexualismo como norma, porém, insistiu que ele nunca poderá se tornar regra somente pelo fato de ser aceito por alguns.

“Lamentavelmente, estamos vivendo em um mundo onde essas coisas agora se tornaram totalmente aceitáveis, mas pelo fato de serem aceitas não significam que sejam certas”.

“A Igreja Católica se considera portadora da bandeira da verdade em um mundo que se permitiu ser tão gravemente enganado”, disse.

Ele declarou que a Igreja Católica era um dos poucos grupos religiosos por todo o mundo que mantiveram sua consistência contra a orientação sexual.

O clérigo descreveu a homossexualidade como contrária à vontade de Deus.

“Mesmo que as pessoas não gostem de nós por isso, nossa Igreja sempre afirmou que a homossexualidade é contrária à natureza e que o casamento existe entre um homem e uma mulher.

“Não há esse tipo de coisa como o casamento entre dois homens ou duas mulheres, o que quer que eles façam entre si não deveria ser chamado de casamento.

“Não há a mínima possibilidade da Igreja Católica mudar sua posição a este respeito”, afirmou.

23 julho, 2015

Bons tempos para Dominicanos dissidentes.

Matéria de 16 de maio de 2015.

Ultra-liberal Timothy Radcliffe nomeado pelo Papa Francisco como Consultor do Pontifício Conselho de Justiça e Paz.

Por Rorate-Caeli | Tradução: Gercione Lima – FratresInUnum.com: O boletim do Vaticano de hoje informa que o Padre Timothy Radcliffe OP, acaba de ser nomeado pelo Papa Francisco como Consultor para o  Pontifício Conselho de Justiça e Paz. O antigo Superior Geral da Ordem Dominicana é um proeminente defensor da proposta-Kasper em favor da comunhão para a “divorciados recasados.” Ele também é um ardoroso defensor da ordenação de mulheres, senão para o sacerdócio, pelo menos para o diaconato. No entanto, ele se tornou mais famoso por suas frequentes declarações públicas a favor de uma maior aceitação da homossexualidade, e por ter se tornado um celebrante frequente das infames “Missas gays” em Soho, Londres. O blog Rorate já denunciou várias vezes seu apoio flagrante à homossexualidade. (ver isso e isso – vá até o final de cada post). 

É verdade que Radcliffe se “opôs” ao conceito de  “casamento gay”, mas sua falsa “oposição” se fundamenta em bases totalmente contrárias às da Igreja: ele se opõe porque, segundo suas próprias palavras: ‹‹ o “casamento gay”, em última análise, acreditamos que humilha as pessoas gays, forçando-as a se encaixar no mundo padrão dos heterossexuais ›› . Seu apoio às “uniões civis do mesmo sexo” e o seu louvor pelo “amor  homossexual ” são matéria de conhecimento público, e isso provocou bons e devotos Católicos a fazerem de tudo para impedir que ele falasse na  Conferência da Divina Misericórdia na Irlanda (veja aqui e aqui) e em San Diego, Califórnia (ver sobre isto no Wanderer), bem como na Conferência da Juventude Flame 2 este ano em Londres (ler aqui). Todas estas tentativas falharam e a aceitação de Radcliffe acaba de receber um reforço importante com esta última nomeação. Uma tremenda bofetada no rosto de tantos bons católicos que se opunham a ele por fidelidade à fé …

Radcliffe não é o único liberal Dominicano e rebelde voando alto nesses últimos dias. A nomeação de hoje saiu apenas quatro dias após o Padre Gustavo Gutierrez OP ter estreado como o principal orador em uma conferência de imprensa do Vaticano. Outro dissidente Dominicano que está subindo rápido é o Bispo Jean Paul Vesco de Oran (Argélia), um jovem bispo (53 anos), que foi provincial da Província francesa da Ordem dos Pregadores entre  2010-2012 e um defensor de alto perfil da proposta de Kasper  do ano passado. Ele já foi designado como um dos delegados do Sínodo dos Bispos de 2015.

18 julho, 2015

Bispo mexicano e seu clero: iremos para a prisão em vez de abençoarmos ‘casamentos’ gays.

Por Notifam – Após uma declaração da Suprema Corte Mexicana que anulou as leis estaduais que proibiam o “casamento” de pessoas do mesmo sexo, o bispo Gustavo Rodríguez Vega, de Nuevo Loredo, publicou com o clero de sua diocese uma declaração garantindo aos fiéis que ele será preso em vez de cooperar com tais uniões.

“Eles não podem exigir que uma instituição como esta Igreja vá contra seus princípios”, afirma o clero arquidiocesano, em uma citação que aparece em várias notícias locais e nacionais. “Que a Suprema Corte mande os bispos e os sacerdotes para a cadeia, quem eles quiserem, mas a Igreja não pode ir contra a lei de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

“Sabemos que podemos ir para a cadeia se alguma dupla quiser se casar no civil, e nos negarmos a abençoar a união. Essa lei não pode obrigar a Igreja, ela pode não ir contra seus princípios e na verdade os únicos que virão até a Igreja serão aqueles que compartilham os nossos princípios”, acrescentaram.

O clero da diocese afirma que sua posição “baseia-se em razões científicas, antropológicas, sociais e religiosas”, que provam que o matrimônio é entre “um homem e uma mulher (…) como afirma a bimilenar tradição jurídica ocidental; é a união de um homem e uma mulher que desejam procriar”. Eles chamam a decisão da Suprema Corte para criar o “casamento” homossexual de “divisora de águas, e nem o mundo inteiro nem a Igreja estão de acordo com essa definição”.

No dia 12 de junho, a Suprema Corte do país emitiu uma declaração pretendendo anular as leis estaduais que restringem o matrimônio a um homem e uma mulher ou que a limitam a instituição à procriação, alegando que tais leis são “inconstitucionais”.

De acordo com decisões recentes da Suprema Corte, é “discriminatório” vincular “as exigências do matrimônio a preferências sexuais”, já que isso “exclui injustificavelmente os casais homossexuais – que estão em condições semelhantes às dos casais heterossexuais – do matrimônio”, afirmou a Corte. Ela também acrescentou sua alegação de que é “inconveniente considerar que o propósito do matrimônio seja a procriação”, e afirmou que o “único propósito constitucional que esse decreto reconhece é a proteção da família como uma realidade social”.

Tradução: Guilherme Ferreira Araújo

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3 julho, 2015

Ativistas mexicanos fazem queixas-crime contra cardeal católico por se opor a “casamento” gay.

Por LifeSiteNews | Tradução: FratresInUnum.com – O Cardeal Juan Sandoval Iniguez, arcebispo emérito de Guadalajara, tornou-se objeto de múltiplas queixas-crime por ativistas homossexuais após um discurso na TV, em que denunciou a recente declaração da Suprema Corte do México que anulava as leis estatuais que restringiam o casamento a um homem e uma mulher, de acordo com fontes dos meios de comunicação mexicanos.

Em sua exortação semanal, transmitida pela rede de TV católica Mariavision na semana passada e redistribuída na Internet, o Cardeal denunciou a definição de casamento adotada pela corte como  um “desvio” e uma “perversão” da verdadeira natureza do matrimônio, palavras que descrevem a doutrina da Igreja Católica sobre os atos homossexuais. Ele também lamentou a falta de oposição dos bispos católicos e teorizou que o impulso para redefinir o casamento é uma tentativa de destruir a instituição [do casamento], como parte de um plano maior para estabelecer uma “nova ordem [mundial]” e um único governo global.

“Qualquer coisa fora desta instituição divina [o matrimônio] constitui um ataque contra ela e é uma aberração, não pode ser aceitável  aos católicos,” disse Sandoval.

Em resposta, uma coalizão de pelo menos doze organizações [de defesa dos direitos] homossexuais apresentaram queixas-crime em duas autarquias, alegando que as palavras do Cardeal são “discriminatórias” e “incitam à violência” contra homossexuais.

O Cardeal “com as suas declarações está fomentando a homofobia e a transfobia,” disse Carlos Becerra da União Diversa, um dos grupos que está apresentando denúncias, em uma entrevista à agência de notícias espanhola EFE.

“O Cardeal considera que o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo não é uma questão de direitos humanos, mas que os direitos humanos são para todos,” ele acrescentou.

O jornal mexicano de esquerda Milenio relata que outro grupo homossexual, a Coesão de Diversidades para a Sustentabilidade (CODISE), planeja apresentar uma queixa-crime contra Sandoval ao Secretariado federal de Governo, bem como contra o seminário de Guadalajara, porque eles “fazem um discurso que incita ao ódio e à discriminação e que gera confusão entre os pais heterossexuais com relação aos seus filhos homossexuais, e criam uma mentalidade repressora e suicida em seus filhos homossexuais.”

Esta não é a primeira vez que o Cardeal Sandoval e outros prelados e instituições católicas foram ameaçados com processos judiciais por ousarem defender a doutrina da Igreja Católica relativamente à imoralidade dos atos homossexuais e à natureza do laço matrimonial.

Em agosto de 2010, Sandoval acusou publicamente Marcelo Ebrard, então Governador da capital do país, de ter “engordado” a Suprema Corte com benefícios, de modo a garantir decisões judiciais a favor de sua agenda antivida, que incluía o aborto e o “casamento” homossexual. Ebrard ameaçou reiteradamente e, em seguida, moveu uma ação contra Sandoval, usando seu próprio pessoal para persegui-lo em quatro acusações. Ebrard também ameaçou o porta-voz da arquidiocese da Cidade do México, Hugo Valdemar, com ação judicial por afirmar que o regime de aborto da cidade era mais assassino do que os narcotraficantes, porque havia matado mais pessoas. As acusações contra Sandoval e Valdemar foram consideradas sem fundamento em veredito dado em 2014, e Ebrard foi condenado a pagar todos as despesas judiciais da arquidiocese de Guadalajara, na Cidade do México.

2 julho, 2015

Bispo católico do Reino Unido afirma: aborto e pesquisas com células-tronco embrionárias assemelham-se aos sacrifícios humanos feitos pelos astecas.

Por Notifam.pt – A cultura da morte no Ocidente iguala-se à decadente civilização dos astecas e ao seu sacrifício humano generalizado, afirmou o bispo católico de Birmingham, na Inglaterra.

A sociedade asteca e o mundo ocidental de hoje têm a crença de que algumas vidas humanas podem ser descartadas, disse o bispo de Shrewsbury, Mark Davies, ao Catholic Herald, durante uma turnê pelo país com uma imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, considerada a padroeira dos nascituros.

“Podemos ver uma semelhança com a decadente civilização do mundo ocidental, que, de modo parecido, sacrifica e descarta vidas de milhões de seres humanos por meio do aborto; em experiências com embriões e em tratamentos de fertilidade; e agora ameaça as vidas, por meio dos suicídios assistidos e da eutanásia, daqueles que apresentam o maior fardo financeiro: os doentes e os idosos”, disse o bispo.

“Não podemos considerar nenhuma vida inferior à nossa própria vida, quer nós a encontremos no refugiado abandonado, na criança não-nascida ou no idoso abandonado”.

Dom Davies pronunciou-se, no passado, em apoio aos nascituros e também em defesa do casamento natural.

O bispo fez suas afirmações na Catedral de Shrewsbury diante de uma imagem-relíquia de Nossa Senhora de Guadalupe, que foi encostada no manto original que traz a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe dada a São João Diego, no México, pela Santíssima Virgem Maria em 1531, quando ela apareceu para ele. A aparição marcou o fim dos sacrifícios humanos e motivou a conversão de cerca de dez milhões de nativos ao Catolicismo ao longo dos dez anos seguintes.

Dom Davies relembrou como a cultura asteca havia degradado a vida em uma escala incomensurável.

“Hoje acolhemos em peregrinação esta réplica da imagem da Virgem de Guadalupe, tão venerada nas Américas”, disse Dom Davies. “Vemos Nossa Senhora novamente… tal como ela apareceu em meio a uma civilização moribunda, o mundo asteca, que havia se tornado uma cultura da morte segundo a qual o bem-estar da sociedade era sustentado pela crueldade do sacrifício humano em larga escala.”

“Observamos que Maria sempre aparece na história ao lado dos pequenos, dos mais pobres e dos mais vulneráveis. Esta imagem nos lembra onde nós sempre deveríamos esperar encontra-la”, disse ele.

24 junho, 2015

Estadão repercute polêmico folheto de Paróquia da Diocese de São Miguel Paulista: ‹‹ Blog católico qualificou o texto como ‘escandaloso’ ››. Bispo permanece em completo silêncio.

Segundo a Band, “uma campanha para pressionar o bispo Dom Manuel Parrado Carral [o Fratres disponibilizou a seus leitores os contatos do bispo], da Diocese de São Miguel Paulista – à qual a paróquia é ligada -, a cobrar explicações do pároco também foi criada. Segundo funcionários da diocese, além da pressão na internet, muitas pessoas ligaram para o local para tentar falar com o bispo e para manifestar reprovação ao conteúdo da publicação […] O Portal da Band tentou contato com o bispo Dom Manuel Parrado Carral, mas, até o momento da publicação desta matéria, não havia sido atendido. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Arquidiocese de São Paulo afirmaram que a diocese é independente [nessa hora não há colegialidade…] e, por isso, não se manifestaram sobre o folheto. “.

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Igreja de Itaquera faz oração contra homofobia de parlamentares

Com pronunciamento sobre o tema ‘Igreja e sexualidade: um debate necessário’, católicos distribuíram prece pedindo superação da intolerância dentro da Igreja e no Congresso Nacional São Paulo.

Por Tulio Kruse – O Estado de São Paulo:  Os católicos da Paróquia Nossa Senhora do Carmo em Itaquera, zona leste de São Paulo, criaram uma oração que pede o enfrentamento à “ofensiva homofóbica, fundamentalista e histérica presente no Congresso Nacional”, além de defender que a própria Igreja supere “a demonização das relações afetivas”.

O Estado de São Paulo: "Blog católico qualificou o texto como 'escandaloso'".

O Estado de São Paulo: “Blog católico qualificou o texto como ‘escandaloso'”.

As preces foram distribuídas na paróquia em panfletos na manhã do último domingo, 21, após uma breve reflexão sobre o tema “Igreja e sexualidades: um diálogo necessário”, feita pelo Padre Luís Correa Lima, que é professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC­RJ). O compartilhamento da foto do panfleto nas redes sociais provocou reações favoráveis e contrárias de internautas.

A “Oração dos Fiéis”, como foi batizado o texto, pede a ascensão de “causas libertárias” e a garantia dos direitos quanto à orientação sexual. Coordenador da comissão que criou a prece, o padre Paulo Sérgio Bezerra diz que o texto tem inspiração na Bíblia e que sua intenção é tratar de temas atuais e pregar a solidariedade. “A gente reflete nas nossas orações o que acontece na sociedade”, diz Bezerra.

Para ele, a atual configuração do Congresso Nacional é dominada pelo fundamentalismo religioso. “Em primeiro lugar, eu acho que os intolerantes como Silas Malafaia, o [deputado federal Marco] Feliciano, tem um projeto político perigoso na linha da teocracia cristã”, critica o padre. “Essa ideologia é filha direta do preconceito cultural, social e racial e há pessoas espertas que manipulam a palavra de Deus, tiram do contexto, pegam frases soltas e, para manter o poder e o projeto político, incitam o povo à intolerância religiosa.”

Desde que administra a paróquia em Itaquera, Bezerra também se tornou conhecido na comunidade por seu posicionamento político. Há pelo menos oito anos ele coordena campanhas contra homofobia e intolerância. Para as comemorações da Festa de Nossa Senhora do Carmo, o padre organizou uma série de pronunciamentos aos domingos, o que incluiu um professor de história que tratou de sexualidade. Entre os outros convidados, estão o deputado federal Chico Alencar (PSOL­RJ), o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem­Teto (MTST) Guilherme Boulos, e o jornalista e diretor da ONG Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto.

As reações contrárias à “Oração dos Fiéis” por parte de alguns católicos, segundo o padre, são “pouco numerosas, mas muito barulhentas”. A maior parte dos compartilhamentos da foto original publicada no Facebook é favorável, mas o texto também provocou reação de ao menos um blog católico que qualificou o texto como “escandaloso”.

Mudança.

Com a chegada do Papa Francisco ao mais alto cargo da Igreja Católica, a interpretação de Bezerra é de que há uma oportunidade para transformar a visão sobre sexualidade dominante na religião. “Precisamos ler a Bíblia com senso crítico e também dentro de um contexto”, defende o padre. “A questão da sexualidade (conta) com a contribuição que hoje as ciências oferecem, inclusive com o direito das pessoas adultas terem liberdade em relação à sua orientação sexual.”

O professor da PUC­RJ Luís Correa Lima, que fez o pronunciamento na igreja em Itaquera no domingo, diz que a interpretação da Igreja Católica sobre o tema já mudou. Lima estuda religião e sexualidade há pelo menos 9 anos, e diz que o papa Francisco trouxe novas interpretações sobre a moral com sua carta “A Alegria do Evangelho”, em que diz que o cristão deve procurar o bem de todos, e não repreender. “Ele diz que a moral cristã não é um conjunto de preceitos e proibições, mas uma resposta ao amor de Deus que nos salva”, diz Lima sobre o papa Francisco. “Ele deslanchou um debate na Igreja que realmente faz com o processo avance. Há um debate muito rico que já está fazendo mudanças.”

10 junho, 2015

Gênero nas Escolas. Diga Não!

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10 junho, 2015

Educação sexual compulsória.

Por Carlos Alberto Di Franco | O Estado de São Paulo  – O governo não consegue esconder seu viés autoritário. O discurso oficial é sempre um oba-oba à democracia. A prática concreta é bem diferente. O Plano Municipal de Educação é o mais recente exemplo do desprezo dos governantes pelas regras da democracia representativa. Explico, amigo leitor, as razões da minha afirmação.

Tramita atualmente nas câmaras de vereadores (a de São Paulo incluída) o projeto de lei que institui o Plano Municipal de Educação para a próxima década. O Plano Nacional de Educação (PNE), base para os planos municipais, foi intensamente debatido na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, sendo dele excluída a menção à “igualdade de gênero” pela relação direta que tem com a chamada “ideologia de gênero”. Os embates democráticos e a retirada da linguagem de “gênero” foram amplamente noticiados. A proposta do MEC, fortemente apoiada na “ideologia do gênero”, perdeu o jogo. Porém, o governo tenta ganhar no tapetão e, num flagrante desrespeito ao Congresso, trata de contornar a decisão dos parlamentares. Vejamos como se dá o malabarismo antidemocrático.

O Ministério da Educação atua mediante vários organismos. A Conferência Nacional da Educação (Conae) preparou um documento que serviu como norteador para a formulação dos planos municipais. A ideologia de gênero, afastada pelo Congresso Nacional, reaparece com vigor no texto. É uma olímpica banana às regras do jogo democrático. O documento, que contém mais de uma centena de referências a “gênero”, foi elaborado pelo Fórum Nacional de Educação.

Depois do debate democrático ocorrido no parlamento, que resultou na Lei 13005/14, que instituiu o Plano Nacional de Educação, o governo, num evidente desrespeito à lei, reintroduz a ideologia de gênero e submete novamente o plano à discussão. Resumo da ópera: o pretenso respeito à democracia é só jogo de cena.

O que está por trás de tudo é a tentativa, mais uma, de impor às crianças a ideologia de gênero. Simples assim. Mas afinal, o que vem a ser essa teoria autoritária? Trata-se da distorção completa do conceito de homem e mulher, ao propor que o sexo biológico seria um dado do qual deveríamos libertar-nos em busca da composição livre e arbitrária da identidade de gênero. É uma ideologia que defende a absoluta irrelevância dos dados biológicos e psíquicos naturais na construção da identidade da pessoa humana, considerando o gênero de cada indivíduo como uma elaboração puramente pessoal. É isso que pretendem ensinar às crianças. De modo dogmático e compulsório.

A ideologia de gênero traz diversos inconvenientes para a educação: 1) a confusão causada nas crianças no processo de formação de sua identidade, fazendo-as perder as referências; 2) a sexualização precoce, na medida em que a ideologia de gênero promove a necessidade de uma diversidade de experiências sexuais para a formação do próprio “gênero”; 3) a abertura de um perigoso caminho para a legitimação da pedofilia, uma vez que a “orientação” pedófila também é considerada um tipo de gênero; 4) a banalização da sexualidade humana, dando ensejo ao aumento da violência sexual, sobretudo contra mulheres e homossexuais; 5) a usurpação da autoridade dos pais em matéria de educação de seus filhos, principalmente em temas de moral e sexualidade, já que todas as crianças serão submetidas à influência dessa ideologia, muitas vezes sem o conhecimento e o consentimento dos pais. Trata-se, sem dúvida, de uma violência arbitrária do Estado.

Na verdade, uma onda de intolerância avança sobre a sociedade. O tema da sexualidade passou a gerar novos dogmas e tabus. E os governos, num espasmo de obscurantismo totalitário, querem impor à sociedade um único modo de pensar, de ver e de sentir. Não cabe ao governo, contra a vontade da maioria da população, formatar a cabeça das crianças brasileiras. Tal estratégia, claramente delineada no desrespeito à Lei 13.005/14, tem nome: totalitarismo.

O governo não pode passar por cima da lei e do Congresso Nacional e impor sua vontade à sociedade brasileira. Os vereadores têm a oportunidade e o dever de barrar o atalho autoritário.

Carlos Alberto Di Franco é jornalista (difranco@iics.org.br)

9 junho, 2015

Os dois fins do casamento.

Padre Michel Schooyansprofessor emérito da universidade de Lovaina, Bélgica.

A segunda sessão do Sínodo sobre a família está próxima. Por ocasião dessa sessão serão rediscutidas três questões entrelaçadas: a união conjugal, o casamento e a família. Chegamos de facto a uma época da história da humanidade na qual, sem dúvida pela primeira vez, assistimos a um questionamento radical do casamento e da família. O alvo visado é o casamento e a família, com a sua dupla finalidade: o fim unitivo e o fim procriativo da união do homem e da mulher. A sua destruição desemboca na desagregação de toda a sociedade humana. É toda a família humana que é agora atacada, abalada, desnaturada pela acção de correntes ideológicas hostis.

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8 junho, 2015

Regional Norte 3 emite nota explicativa sobre os Planos de Educação.

CNBB – O regional Norte 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nota explicativa sobre os Planos de Educação, diante do contexto de aprovação no país das Diretrizes, Metas, Estratégias dos Planos Estadual e Municipal de Educação (2015-2025), que pretendem incluir a ideologia de gênero nas escolas e a possibilidade de ensinar, a partir dos três anos de idade, que não existe diferença entre homem e mulher. O texto recorda que “a ideologia de gênero, ao proclamar a absoluta liberdade de construir a própria identidade sexual, uma vez aplicada, destrói o ser humano em sua integralidade e, por conseguinte, a sociedade, cuja célula-mãe é a família”. Confira a íntegra da nota:

NOTA EXPLICATIVA SOBRE OS PLANOS DE EDUCAÇÃO

Aos presbíteros, Religiosos, Religiosas, Diáconos, Professores, Educadores, Pastores das Igrejas Evangélicas, homens e mulheres de boa vontade

“A ideologia de gênero é contrária ao plano de Deus!” (Papa Francisco)

O Brasil está se mobilizando para aprovar as Diretrizes, as Metas, as Estratégias dos Planos Estadual e Municipal de Educação (2015-2025), com base na Lei 13.005/2014, que, segundo consta no Documento de Referência, para uma educação integral e humanizada. É louvável esta iniciativa. Todos nós somos conscientes que sem uma educação de qualidade o Brasil não se desenvolverá.  O problema, no entanto, é o que está sendo proposto nos referidos Planos, como destacaremos a seguir:

  1. Em 2014, o governo federal tentou aprovar no Congresso Nacional a introdução da linguagem de gênero no Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2024). Queria-se introduzir na educação brasileira a possibilidade de ensinar, a partir dos três anos de idade, que não existe diferença entre homem e mulher. Essa ideologia, de maneira oculta e à revelia da população brasileira, pretende acabar com as bases da nossa cultura e fundar uma nova ordem em que cada um pode decidir autonomamente e de maneira não definitiva a própria orientação sexual ou livre opção sexual.
  2. O ponto que mais nos preocupa é a estratégia de número 12.6, que reza o seguinte: “garantir condições institucionais para o debate e a promoção da diversidade étnico-racial, de gênero, diversidade sexual e religiosa, por meio de políticas pedagógicas e de gestão específicas para esse fim”.
  3. Existem organizações nacionais e internacionais muito ocupadas em destruir a família natural, constituída por um pai, uma mãe e seus filhos. Hoje um dos recursos mais perigosos para atentar contra a família se chama “ideologia de gênero”.
  4. A ideologia de gênero também denominada de “teoria de gênero” ou “perspectiva de gênero” ensina que ninguém nasce homem ou mulher e que todos devem construir sua própria identidade, isto é, seu gênero, ao longo de sua vida. Segundo os teóricos de gênero, cada um deveria ser identificado não por seu sexo biológico, mas pela identidade que ele constrói para si mesmo.
  5. No número 40 do Documento de Aparecida já alertou que “entre os pressupostos que enfraquecem e menosprezam a vida familiar, encontramos a ideologia de gênero, segundo a qual um pode escolher sua orientação sexual, sem levar em consideração as diferenças dadas pela natureza humana. Isso tem provocado modificações legais que ferem gravemente a dignidade do matrimônio, o respeito ao direito à vida e a identidade da família”.
  6. Segundo o Papa emérito Bento XVI, a ideologia de gênero “contesta o fato de o homem possuir uma natureza corpórea pré-constituída (…) nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um facto pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria. (…) Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. (…). A manipulação da natureza, que hoje deploramos relativamente ao meio ambiente, torna-se aqui a escolha básica do homem a respeito de si mesmo. (…) Se não há (…) homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade pré-estabelecida pela criação. Mas, em tal caso (…) o filho, de sujeito jurídico que era, com direito próprio, passa agora necessariamente a objeto, ao qual se tem direito e que, como objeto de um direito, se pode adquirir. Na luta pela família, está em jogo o próprio homem. E torna-se evidente que, onde Deus é negado, dissolve-se também a dignidade do homem. Quem defende Deus, defende o homem.”
  7. O Papa Francisco, recentemente, afirmou que a ideologia de gênero é um erro da mente humana que provoca muita confusão e ataca a família. O papa lamentou a prática ocidental de impor uma agenda de gênero a outras nações por meio de ajuda externa. Chamou isso de “colonização ideológica”, comparando-o à máquina de propaganda nazista. Segundo ele, existem “Herodes” modernos que “destroem e tramam projetos de morte, que desfiguram a face do homem e da mulher, destruindo a criação.”
  8. A ideologia de gênero, ao proclamar a absoluta liberdade de construir a própria identidade sexual, uma vez aplicada, destrói o ser humano em sua integralidade e, por conseguinte, a sociedade, cuja célula-mãe é a família. Todas as orientações sexuais reconhecidas como “gêneros” ou variantes lícitas seriam legitimadas, ensinadas, legalmente praticadas e oferecidas como opções sexuais às nossas crianças por meio da rede de ensino pública e privada.
  9. A introdução da igualdade de gênero e da livre opção sexual em leis federais, estaduais ou municipais, especialmente nas que tratam da Educação, será certamente acompanhada pela introdução da disciplina de Educação Sexual nos currículos da Educação Básica de escolas públicas e privadas, em todos os níveis e modalidades. Nossas crianças deverão aprender que não são meninos ou meninas, e que precisam inventar um gênero para si mesmas. Para isso receberão materiais didáticos destinados a deformarem sua identidade. Sendo obrigatório por lei, os pais que se opuserem, poderão ser criminalizados por isso.
  10. Como podemos ter certeza de que tudo isso de fato acontecerá? Porque exatamente isso já está acontecendo em países da América e da Europa, onde, como na Alemanha, já há pais que são detidos, porque seus filhos se recusam a assistir às aulas de gênero.
  11. Frente a essa gravíssima situação, os bispos do Estado do Tocantins conclamam aos fiéis católicos do Estado a acompanhar com responsabilidade as discussões e decisões dos gestores do Estado e dos Municípios, a formação escolar dos próprios filhos e as decisões tomadas em cada estabelecimento de ensino, dando o próprio testemunho cristão, e posicionando-se corajosamente contra a ideologia de gênero em todos os ambientes que frequentam.
  12. Expressamos veementemente o nosso desejo de que todas as forças vivas do Estado se unam em defesa da vida, da família e da sociedade em geral. Que as futuras gerações possam ter a certeza de que não fomos omissos e de que lutamos, dentro da lei e da ordem, contra os prejuízos de uma ideologia perigosamente revolucionária.

Fraternalmente,

 Dom Philip Dickmans

Presidente

Regional Norte 3 da CNBB  e

Bispo da Diocese de Miracema do Tocantins

 

Dom Pedro Brito Guimarães – Arcebispo de Palmas

Dom Romualdo Matias Kujawski – Bispo da Diocese de Porto Nacional

Dom Giovane  Pereira de Melo – Bispo da Diocese de Tocantinópolis

Dom Rodolfo Luiz Weber –  Bispo da Prelazia de Cristalândia

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