Posts tagged ‘Moral’

21 maio, 2013

Exorcismo do Papa – Fala quem entende: “É uma vingança do demônio contra os bispos mexicanos, porque eles não se opuseram ao aborto como deveriam”.

Com informações de Vatican Insider | Tradução: Fratres in Unum.com - Pe. Amorth, sacerdote e exorcista, afirma que o ato de Francisco “foi um verdadeiro exorcismo e se o Pe. Lombardi o nega, ele claramente não entendeu nada”. Pe. Gabriele Amorth expressou sua opinião sobre o gesto do Papa do último domingo no programa de rádio italiano “Um giorno da Pecora”. “Foi um verdadeiro exorcismo e digo mais, o rapaz que o Papa exorcizou veio a mim às 11:30 hoje”, declarou Pe. Amorth.

Padre Gabriele Amorth, exorcista da Diocese de Roma.

Padre Gabriele Amorth, exorcista da Diocese de Roma.

O que o garoto tinha? “Não era um garotinho, ele tem 43 anos, esposa e filhos. Seu nome é Angelo e está possuído por quatro demônios. Eu realizou um longo exorcismo nele hoje”. Questionado se o Papa não foi capaz de curá-lo, Pe. Amorth respondeu: “O que ele fez é qualificado como um exorcismo porque um exorcismo é também realizado ao colocar as mãos sobre a cabeça da pessoa e rezar, sem recorrer a exorcismos escritos”.

“Primeiro, o Papa se encontrou com os jovens, depois um padre se aproximou do Papa e lhe disse que o rapaz era mexicano e estava possuído por quatro demônios”, afirmou Amorth. O nome do padre é Juan Rivas, um Legionário de Cristo. Segundo Amorth, neste caso em particular, “é uma vingança do demônio contra os bispos mexicanos, porque eles não se opuseram ao aborto como deveriam. O rapaz só será libertado se os bispos mexicanos fizerem penitência por não ter intervindo”.

Assim, Pe. Amorth esmaga a afirmação da Sala de Imprensa do Vaticano de que o ato do Papa não foi um exorcismo, dizendo que “se negam isso, é porque não entenderam nada”. “O exorcismo”, declarou, “não se limita a um conjunto de regras rituais, orações escrituras usadas exclusivamente em casos de exorcismo. Orações de libertação ditas em palavras espontâneas podem também ser consideradas um tipo de exorcismo. Posso citar três casos do Papa João Paulo II realizando exorcismos sem livros”.

Pe. Juan Rivas, o sacerdote mexicano [dos Legionários de Cristo da prelazia de Cancún-Chetumalque] que estava ao lado do rapaz quando o Papa rezou por ele, escreveu hoje em sua página do Facebook: “Quero esclarecer um ponto: a pessoa por quem o Papa rezou era um possesso. Como ninguém ouviu as palavras que Francisco pronunciou (nem eu, apesar do fato de ele estar bem na minha frente), tudo que posso confirmar é que ele pronunciou uma oração de libertação e nada mais”. E acrescentou: “Voltamos aos tempos pagãos dos astecas e seus sacrifícios humanos aos demônios”. Sim, porque na opinião do sacerdote a “possessão” pela qual o Pontífice teria feito esta oração de libertação estaria ligada à aprovação da lei do aborto no México.

Rivas disse que “a fim de parar a violência no México, temos primeiro que admitir publicamente o nosso pecado: nós e os bispos do México temos que unir nossas vozes e condenar o crime do aborto, reparar com uma celebração religiosa a grave ofensa cometida contra Nossa Senhora de Guadalupe. Não devemos parar até que esta lei, que favorece a violência contra os pobres e indefesos, seja revista”.

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21 maio, 2013

Carta do Padre Lodi à Presidência da CNBB: Nota sobre uniões estáveis de pessoas do mesmo sexo.

À Presidência da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil

Assunto: Nota sobre uniões estáveis de pessoas do mesmo sexo.

Excelentíssimos e Eminentíssimos Senhores

Dom José Belisário da Silva

Presidente da CNBB em exercício

Dom Sergio Arthur Braschi

Vice-Presidente da CNBB em exercício

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Secretário Geral da CNBB

1. Diante da “Nota sobre uniões estáveis de pessoasdo mesmo sexo”[1], publicada em 16 de maio de 2013, uno-me a Vossas Excelências Reverendíssimas no repúdio à Resolução n.º 175/2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre a “habilitação, celebração de casamento civil, ou de conversão de união estável em casamento, entre pessoas de mesmo sexo”. Sem dúvida, como bem recordou a Nota, “a diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural”. A resolução do CNJ é mais um dos frutos da perniciosa ideologia de gênero, que tende a destruir a família natural.

2. No entanto, segundo meu parecer, a Nota poderia ter sido mais precisa do ponto de vista terminológico, a fim de evitar ambiguidades e perplexidades nos leitores. Permitam-me Vossas Excelências Reverendíssimas que lhes exponha humildemente minhas observações ao texto.

3. Logo no primeiro parágrafo, diz a Nota: “Desejamos também recordar nossa rejeição à grave discriminação contra pessoas devido à sua orientação sexual”. A Santa Sé tem evitado sistematicamente usar o termo “orientação sexual”, tão caro à ideologia de gênero. Com efeito, o homossexualismo – dado o seu caráter antinatural – não é uma “orientação”, mas uma desorientaçãosexual. Quanto à discriminação contra as pessoas homossexuais, o Catecismo da Igreja Católica condena-a, mas acrescenta um importante adjetivo, que não foi reproduzido na Nota: “Evitar-se-á para com eles [os homossexuais] todo sinal de discriminação injusta” (Catecismo, n. 2358). Ao usar ao adjetivo “injusta”, o Catecismo dá a entender que existem discriminações justas para com os homossexuais. E de fato há. Uma delas é a proibição de se aproximarem da Sagrada Comunhão (o que vale para qualquer pessoa em pecado grave). Outra delas é o impedimento de ingressarem em Seminários ou Institutos Religiosos. Um terceiro exemplo seria o de uma mãe de família que demite a babá que cuida de seus filhos, ao constatar que ela é lésbica… Considerar que toda discriminação aos homossexuais é injusta seria dar direitos ao vício contra a natureza.

4. A Nota, com razão, condena a equiparação das uniões de pessoas do mesmo sexo ao casamento ou à família. No entanto, parece admitir que tais uniões pudessem gozar de algum direito civil, excluída tal equiparação: “Certos direitos são garantidos às pessoas comprometidas por tais uniões, como já é previsto no caso da união civil”. Ora, o Magistério da Igreja tem condenado não só a equiparação de tais uniões ao matrimônio, mas qualquer reconhecimento jurídico de tais uniões:

Em relação aos recentes intentos legislativos de equiparar família e uniões de fato, inclusive homossexuais (convém levar em conta que seu reconhecimento jurídico é o primeiro passo rumo à equiparação), é preciso recordar aos parlamentares a sua grave responsabilidades de opor-se a isto…[2]

Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimônio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo. [3]

Se todos os fiéis são obrigados a opor-se ao reconhecimento legal das uniões homossexuais, os políticos católicos são-no de modo especial, na linha da responsabilidade que lhes é própria[4].

5. No caso em tela, teria sido oportuno ressaltar – como aliás já fez a CNBB em outra ocasião – que a Igreja se opõe não só ao matrimônio, mas também ao simples reconhecimento da “união estável” de pessoas do mesmo sexo, especialmente quando isso se fez não por lei, mas por uma decisão arbitrária do Supremo Tribunal Federal (ADI 4277; ADPF 132) que atribuiu a si o papel de legislador, invadindo competência do Congresso Nacional.

6. Por fim – isto é apenas uma sugestão – seria conveniente sugerir ao Congresso Nacional que, por meio de umdecreto legislativo, sustasse as arbitrárias decisões do STJ e do CNJ que extrapolaram sua competência e impuseram ao povo um novo “modelo” de família e matrimônio.

7. Com a reverência devida aos Sucessores dos Apóstolos, peço que Vossas Excelências Reverendíssimas redijam e publiquem uma nova Nota que esclareça os pontos acima apontados.

Desde já agradeço e despeço-me pedindo suas bênçãos.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis.

[1] http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/11998-nota-sobre-unioes-estaveis-de-pessoas-do-mesmo-sexo
[2] CONSELHO PONTIFÍCIO PARA A FAMÍLIA. Família, matrimônio e “uniões de fato”, 21 nov. 200, n. 16. O destaque é meu.
[3] CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais, 3 jun. 2003, n. 5.
[4] CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais, 3 jun. 2003, n. 10.

Fonte: Não matar

16 maio, 2013

CNBB – As duas notas do dia: casamento gay e redução de maioridade penal.

Nota sobre uniões estáveis de pessoas do mesmo sexo

Nós, bispos do Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília-DF, nos dias 14, 15 e 16 de maio de 2013, dirigimo-nos a todos os fiéis e pessoas de boa vontade para reafirmar o princípio da instituição familiar. Desejamos também recordar nossa rejeição à grave discriminação contra pessoas devido à sua orientação sexual, manifestando-lhes nosso profundo respeito.

Diante da Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre a “habilitação, celebração de casamento civil, ou de conversão de união estável em casamento, entre pessoas de mesmo sexo” (n. 175/2013), recordamos que “a diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural. O matrimônio natural entre o homem e a mulher bem como a família monogâmica constituem um princípio fundamental do Direito Natural” (Nota da CNBB, 11 de maio de 2011). A família, assim constituída, é o âmbito adequado para a plena realização humana e o desenvolvimento das diversas gerações, constituindo-se o maior bem das pessoas.

Ao dar reconhecimento legal às uniões estáveis como casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em nosso país, a Resolução interpreta a decisão do Supremo Tribunal Federal de 2011 (cf. ADI 4277; ADPF 132). Certos direitos são garantidos às pessoas comprometidas por tais uniões, como já é previsto no caso da união civil. As uniões de pessoas do mesmo sexo, no entanto, não podem ser simplesmente equiparadas ao casamento ou à família, que se fundamentam no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e à educação dos filhos.

Com essa Resolução, o exercício de controle administrativo do CNJ sobre o Poder Judiciário gera uma confusão de competências, pois orienta a alteração do ordenamento jurídico, o que não diz respeito ao Poder Judiciário, mas sim ao conjunto da sociedade brasileira, representada democraticamente pelo Congresso Nacional, a quem compete propor e votar leis.

Unimo-nos a todos que legítima e democraticamente se manifestam contrários a tal Resolução. Encorajamos os fiéis e todas as pessoas de boa vontade, no respeito às diferenças, a aprofundar e transmitir, no seio da família e na escola, os valores perenes vinculados à instituição familiar, para o bem de toda a sociedade.

Que Deus ilumine e oriente a todos em sua vocação humana e cristã!

Brasília-DF, 16 de maio de 2013

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Presidente da CNBB em exercício

Dom Sergio Arthur Braschi
Bispo de Ponta Grossa
Vice-Presidente da CNBB em exercício

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

* * *

Nota da CNBB sobre a redução da maioridade penal

“Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9)

O debate sobre a redução da maioridade penal, colocado em evidência mais uma vez pela comoção provocada por crimes bárbaros cometidos por adolescentes, conclama-nos a uma profunda reflexão sobre nossa responsabilidade no combate à violência, na promoção da cultura da vida e da paz e no cuidado e proteção das novas gerações de nosso país.

A delinquência juvenil é, antes de tudo, um aviso de que o Estado, a Sociedade e a Família não têm cumprido adequadamente seu dever de assegurar, com absoluta prioridade, os direitos da criança e do adolescente, conforme estabelece o artigo 227 da Constituição Federal. Criminalizar o adolescente com penalidades no âmbito carcerário seria maquiar a verdadeira causa do problema, desviando a atenção com respostas simplórias, inconsequentes e desastrosas para a sociedade.

A campanha sistemática de vários meios de comunicação a favor da redução da maioridade penal violenta a imagem dos adolescentes esquecendo-se de que eles são também vítimas da realidade injusta em que vivem. Eles não são os principais responsáveis pelo aumento da violência que nos assusta a todos, especialmente pelos crimes de homicídio. De acordo com a ONG Conectas Direitos Humanos, a maioria dos adolescentes internados na Fundação Casa, em São Paulo, foi detida por roubo (44,1%) e tráfico de drogas (41,8%). Já o crime de latrocínio atinge 0,9% e o de homicídio, 0,6%. É, portanto, imoral querer induzir a sociedade a olhar para o adolescente como se fosse o principal responsável pela onda de violência no país.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ao contrário do que se propaga injustamente, é exigente com o adolescente em conflito com a lei e não compactua com a impunidade. Ele reconhece a responsabilização do adolescente autor de ato infracional, mas acredita na sua recuperação, por isso propõe a aplicação das medidas socioeducativas que valorizam a pessoa e lhe favoreçam condições de autossuperação para retornar a sua vida normal na sociedade. À sociedade cabe exigir do Estado não só a efetiva implementação das medidas socioeducativas, mas também o investimento para uma educação de qualidade, além de políticas públicas que eliminem as desigualdades sociais. Junta-se a isto a necessidade de se combater corajosamente a praga das drogas e da complexa estrutura que a sustenta, causadora de inúmeras situações que levam os adolescentes à violência.

Adotada em 42 países de 54 pesquisados pela UNICEF, a maioridade penal aos 18 anos “decorre das recomendações internacionais que sugerem a existência de um sistema de justiça especializado para julgar, processar e responsabilizar autores de delitos abaixo dos 18 anos” (UNICEF). Reduzi-la seria “ignorar o contexto da cláusula pétrea constitucional – Constituição Federal, art. 228 –, além de confrontar a Convenção dos Direitos da Criança e do Adolescente, as regras Mínimas de Beijing, as Diretrizes para Prevenção da Delinquência Juvenil, as Regras Mínimas para Proteção dos Menores Privados de Liberdade (Regras de Riad), o Pacto de San José da Costa Rica e o Estatuto da Criança e do Adolescente” (cf. Declaração da CNBB contra a redução da maioridade penal – 24.04.2009).

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunido em Brasília, nos dias 14 a 16 de maio, reafirma que a redução da maioridade não é a solução para o fim da violência. Ela é a negação da Doutrina da Proteção Integral que fundamenta o tratamento jurídico dispensado às crianças e adolescentes pelo Direito Brasileiro. A Igreja no Brasil continua acreditando na capacidade de regeneração do adolescente quando favorecido em seus direitos básicos e pelas oportunidades de formação integral nos valores que dignificam o ser humano.

Não nos cansemos de combater a violência que é contrária ao Reino de Deus; ela “nunca está a serviço da humanidade, mas a desumaniza”, como nos recordava o papa Bento XVI (Angelus, 11 de março de 2012). Deus nos conceda a todos um coração materno que pulse com misericórdia e responsabilidade pela pessoa violentada em sua adolescência. Nossa Senhora Aparecida proteja nossos adolescentes e nos auxilie na defesa da família.

Brasília, 16 de maio de 2013

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Presidente da CNBB em exercício

Dom Sergio Arthur Braschi
Bispo de Ponta Grossa
Vice-Presidente da CNBB em exercício

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

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13 maio, 2013

Norma oficializa direito de casais gays a fertilização in vitro.

Embora seja permitido, médicos não são obrigados a ofertar a técnica para todos os casais do mesmo sexo

O Estado de São Paulo, 9 de maio de 2013 –  A nova resolução do CFM [Conselho Federal de Medicina] deixa clara uma regra que o texto anterior apenas sugeria: a permissão de que casais homoafetivos recorram à fertilização assistida para ter filhos.

“Sexualidade e desejo reprodutivo não andam juntos. O texto nomina uma prática corrente e dá tranquilidade para os profissionais”, afirma a professora de Bioética a Universidade de Brasília, Débora Diniz. As técnicas de fertilização já vinham sendo usadas por alguns casais.

O presidente da câmara temática do CFM, Hiran Gallo, no entanto, observa que alguns conselhos regionais ainda tinham dúvidas sobre a possibilidade do uso desse recurso entre casais do mesmo sexo. “Agora fica claro que profissionais não estão suscetíveis a uma punição ética nesses caso. Um grande avanço”, avalia Débora.

Embora permitido, os médicos não são obrigados a ofertar a técnica para todos os casais do mesmo sexo. A regra do CFM permite que profissionais aleguem objeção de consciência e se recusem a ofertar o tratamento. O presidente em exercício do CFM, Carlos Vital Correa Lima, afirma que esse recurso é usado também para outros procedimentos. Como o aborto nos casos previstos em lei. “A objeção de consciência somente não pode ser usada nos casos em que coloque em risco a vida do paciente. Algo que não se aplica neste caso.”

* * *

Carta do leitor Sidney Gozzani ao Estado de São Paulo

“Sexualidade e desejo reprodutivo não andam juntos”.

Com essa frase, uma professora da Universidade de Brasília, vejam bem, de Brasília, “dá tranquilidade aos profissionais” de oferecer filhos aos “casais” homossexuais.

Por certo, a tal Professora, passa por cima de toda Moral, da natureza, da educação,e por fim da Verdade, pois ela professa a Bioética.

As contradições são tantas, que nos deixam tontos.

Vamos começar pela Natureza. Isto, a Natureza com N maiúsculo que tem Ministério próprio em Brasília e em outros lugares (sérios) do mundo.

A Natureza que tem de ser preservada para o bem do Planeta, tem também de ser respeitada.

Portanto, se não se respeita a Natureza, o Planeta é prejudicado.

Esse raciocínio é moralmente aplicável.

Apliquemos ao comportamento humano.

Se a Natureza não for respeitada, o ser humano é prejudicado.

Isto é, se comermos pregos, a Natureza humana se manifesta expondo-nos à morte.

Se tentarmos voar, caímos. Se tentarmos mergulhar, afogamos.

Se fornicarmos decaímos, adoecemos, não herdamos nem legamos,.. extinguimos.

Opa! Pode haver até o contrário, fornicação pode levar a procriação. Vejam os outros animais.

É verdade. Mas como animais, e não como humanos.

Mas agora que estamos vendo a sutil fornicação que não reproduz, que é o homossexualismo, o mais anti-natural dos atos humanos depois do homicídio (no qual se inclui o aborto), há quem procure “corrigir” essa consequência natural desse ato repulsivo que é a extinção da espécie humana.

Mas nem todo mundo é homossexual, os héteros vão mantendo a espécie.

Então devemos criar um conjunto de regras para facilitar e sustentar os atos anti-naturais repulsivos dentro da sociedade com a finalidade de evitar a consequência natural deles: casamento gay, preservativos gratuitos, leis contra a “homofobia”, e agora a procriação gay.

Então vamos contra a Natureza Humana no seu principal ponto: o pensamento, que é para poder sustentar filosoficamente essa aberração. E aí vem essa verdadeira pérola da filosofia moderna e da ciência do “só vale o que eu quero”: ”Sexualidade e desejo reprodutivo não andam juntos”.

Nem todo ato sexual gera reprodução, mas é a sua finalidade. É a Natureza que é assim. Afirmar a desconexão entre o ato sexual e a reprodução é mesma coisa de afirmar que o estomago não tem nada a ver com a digestão.

E dois indivíduos do mesmo sexo não reproduzem, porque a Natureza é assim. E o ato sexual desses indivíduos do mesmo sexo é tão natural quanto comer pregos. E isso é muito evidente.

Vivemos em Sociedade, mas não somos obrigados a conviver e financiar loucuras anti-naturais como a procriação gay. Logo haverá esse serviço atendimento no SUS: fertilização para casais gays, enquanto os casais de verdade procuram evitar filhos, os homossexuais os querem. Isso que é maldição.

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12 maio, 2013

Fotos do Santo Terço e procissão contra o aborto em Belo Horizonte.

Agradecimento ao caríssimo Luiz Andrada pelo envio das imagens. Rezamos para que a iniciativa se estenda Brasil afora.

26 abril, 2013

Franck Talleu: “Eu sou o homem com a blusa contrária aos bons costumes”.

Excertos de matéria de Tempi.it - 12-04-2013 | Tradução: Fratres in Unum.com* - Vamos falar sobre Franck Talleu, diretor de educação católica em Soissons, Laon e Saint-Quentin, casado, pai de seis filhos adotivos, abordado em primeiro de abril, levado para a delegacia e multado porque estava no parque com seus filhos vestindo uma blusa com o logotipo estilizado de uma mãe e um pai de mãos dadas com duas crianças. “Manter atitude contrária aos bons costumes, esta foi a primeira coisa de que me acusaram os policiais”, diz Talleu para tempi.it. “Eu apenas ri e respondi: será fácil contestar isto que escreveu”. A blusa trazia o símbolo da Manif Pour Tous, uma organização que tomou por duas vezes a ruas com um milhão de pessoas para protestar contra a lei do casamento e adoção gay do governo socialista de Hollande. A lei foi aprovada hoje no Senado e agora retorna à Câmara para aprovação final [ndr: onde foi finalmente aprovada no último dia 22] .

Senhor Talleu, mas eles somente o detiveram porque o senhor usava uma blusa que tinha sobre ela o desenho de uma família normal?

Tudo estava ocorrendo bem. No decorrer de primeiro de abril, que na França é feriado porque é segunda-feira de Páscoa, eu decidi ir com a minha família até o Jardim de Luxemburgo, onde sabíamos que encontraríamos muitas pessoas que participaram da Manif Pour Tous. Temos amigos que vivem perto dos jardins e uma vez que nos encontramos na internet, decidimos usar as blusas do evento para nos reconhecermos.

Mas que tipo de blusa?

Não são em si instrumentos de propaganda, porque nela não está escrito nenhum slogan: apresentamos somente o logo da manifestação, que é um papai e uma mamãe que têm pelas mãos os dois filhos, mostrando de modo claro que a família é constituída da união de um homem e uma mulher. Os jardins estão localizados próximo ao Senado, por isso é considerado um local sensível porque a lei sobre o casamento deveria ser apresentada ao Senado poucos dias depois. Há também os guardas que protegem o Senado. Num certo momento, os guardas vieram e me pediram para tirar a minha blusa ou encobri-la. Eu pedi uma explicação, dizendo que não era minha intenção provocar ninguém, porque eu não vejo nada de chocante ou provocador no símbolo. Em seguida, já com um um tom mais elevado, os guardas disseram que iriam lavrar uma ocorrência e eu respondi que eles não tinham o direito de lavrarem uma ocorrência pelo fato de que eu estava vestindo uma blusa. Então eles me pediram para acompanhá-los até a delegacia, que está localizada no meio dos jardins e lá eles lavraram uma contravenção.

Com qual motivação?

Inicialmente, de acordo com o código de contravenções: “Manter atitude contrária aos bons costumes”. A coisa foi muito divertida, comecei a rir e disse: “Será fácil contestar o que você escreveu”. Então, junto com um de seus colegas, encontraram uma outra razão, que foi esta: “Organização de uma manifestação lúdica sem autorização”. Eu disse a ele: “Mesmo assim a contestarei”. Fizeram-me uma [notificação] de contravenção, eu a contestei e, em seguida, eles me disseram que seria aberto um processo no Tribunal Administrativo. Mas para deixar a delegacia, a polícia obrigou-me a tirar a minha blusa da Manif. Eu cedi à ordem, não havia mais nada a se fazer, a não ser esperar com minha família, que estava do lado de fora. Fiquei detido por cerca de uma hora.

A família na França é contrária aos bons costumes?

Na França a lei sobre o casamento homossexual foi aprovada pelo Senado e agora retorna à Câmara para uma segunda apreciação. É uma lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo e adoção, porque na França o direito de adotar é consequência do casamento. Esta lei é muito perigosa, pois baseia-se na teoria do gênero. Esta teoria tem 30 ou 40 anos e é apoiada pelos movimentos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, trans). São movimentos muito violentos a partir do ponto de vista intelectual e após a publicação de artigos, no meu caso, recebi muitos insultos vindo da parte deles, mesmo que a sua violência seja, antes de tudo, intelectual. Pessoas que enfatizam o fundamento natural da família, defendendo o modelo preferencial da família, são consideradas susceptíveis de criar problemas na França, porque existem aqueles que querem, por todas as maneiras, que um par gay seja colocado no mesmo plano da família. Isto é denunciando, entre outras coisas, pelos apoiadores do casamento republicano, que se opõem a esta nova lei.

Como é que seus seis filhos reagiram vendo o pai de repente sendo levado por agentes?

Minha esposa cobriu imediatamente sua blusa e isso me deixou com raiva porque é uma atitude que vai contra o bom senso. Minha esposa e eu adotamos seis filhos e eles são muito comprometidos na causa contra esse projeto de lei, isto porque eu sei como as crianças precisam de um pai e uma mãe. Meus filhos mais velhos estavam entusiasmados: quando voltei eles me perguntaram se eu havia sido torturado, se eles conseguiram me fazer falar. Eles criaram a imagem de um pai que está resistindo! Minha filha já havia espalhado a notícia da minha desventura no Facebook enquanto eu ainda estava na delegacia de polícia. Entre os nossos filhos, há também dois com síndrome de Down e que não entenderam muito bem o que estava acontecendo. Minha esposa explicou-lhes que seu papai voltaria imediatamente e disse para que eles fossem procurar os ovos de chocolate escondidos, como temos por tradição. Outro filho mais novo, que tem seis anos de idade, começou a perguntar o que estava acontecendo, porque ele tinha notado a discussão um pouco acalorada com os agentes. Não foi fácil, mas tivemos que explicar para ele o que poderia acontecer e que os agentes, ao mesmo tempo que representavam a lei, estavam errados na sua avaliação e que, neste caso, podemos discutir com eles. No que diz respeito à educação e no que diz respeito à autoridade, criou-se uma situação problemática. Mas eu acho que teria sido mais grave obedecer aos agentes e esconder o que é simplesmente um símbolo que representa a família tradicional.

A liberdade de expressão está ameaçada na França hoje?

Houve um grande silêncio sobre a conduta da Manif Pour Tous. Meu caso chegou aos jornais, eu tenho tratado com ironia para não dramatizar, mas foi retomada somente pela imprensa politicamente favorável à família tradicional. Nenhum veículo de imprensa independente publicou a notícia. Sabemos muito bem que a mídia francesa não divulgou os eventos relacionados à Manif Pour Tous de uma forma objetiva. Há uma reclamação formal no Ministério do Interior que diz respeito ao número de manifestantes, pois fazemos um grande esforço para obter as fotos aéreas do evento para termos uma contagem exata. O lobby LGBT é muito presente no mundo da mídia e da cultura, e é sentido por todos. Deixe-me dar um exemplo: A Manif Pour Tous fez um anúncio no jornal de esquerda Le Monde, que se demonstrou aberto a publicá-lo. Mas houve uma reação violenta de um personagem como Pierre Bergé, um amigo homossexual de Yves Saint Laurent, que tem como alvo o jornal por ter publicado o anúncio. Há o desejo de minar a liberdade de expressão.

Como você se sente depois do que aconteceu?
Meu caso permitiu que o público se torne mais consciente do perigo que pode representar a teoria de gênero. Eu sou responsável pela educação católica na minha diocese e colaborador do bispo sobre estas questões. O sexo é inserido nos programas das escolas de ensino médio, através das ciências naturais, a biologia. Que se fale nas escolas não é um problema e nem que se estude esta teoria como uma das muitas ideologias também não é um problema. O problema é que ela foi imposta na biologia, e sendo uma teoria, você deve estudar no campo da filosofia. Por outro lado, o ponto fraco desta teoria é que ela não é estudada no bachalerado de ciências, é simplesmente concebida em disciplinas de ciências literárias. É claro que esta é uma teoria científica do gênero e não pode ser aceita a partir do ponto de vista das escolas católicas, mas você pode discutir a forma de estudá-la. Hoje, no entanto, esta teoria está fazendo sua entrada nas áreas de ensino fundamental, pois o governo está preparando uma legislação a este respeito e isto é um problema, porque os alunos dessa idade não têm um espírito crítico.

* Nosso agradecimento a um caro frater pela preciosa tradução.

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26 abril, 2013

Senado colombiano rejeita projeto de casamento gay.

Proposta recebeu 17 votos a favor e 51 contra e ultrapassou apenas um dos quatro debates necessários para se tornar lei

O Globo | BOGOTÁ — Na contramão de países como a França e o Uruguai, que aprovaram recentemente o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o Senado da Colômbia rejeitou nesta quarta-feira um projeto de lei sobre casamento igualitário. Apresentada pelo congressista Armando Benedetti, a proposta recebeu 17 votos a favor e 51 contra. O projeto ultrapassou apenas um dos quatro debates necessários para se tornar lei, e enfrentou forte oposição da Igreja Católica e figuras proeminentes como o procurador-geral Alejandro Ordóñez.

Após a votação, integrantes da comunidade LGBT mostraram sua reprovação na Plaza de Bolívar, enquanto algumas pessoas comemoravam o resultado. Os críticos ao projeto argumentaram que aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo seria um duro golpe para a “santidade” do matrimônio.

- O casamento como uma instituição, como um sacramento envolve a união do homem e da mulher, a fim de procriar – afirmou o senador Carlos Ramiro Chavarro, do Partido Conservador. – Eu respeito a relação que os homossexuais possam ter e que é seu direito, mas (…) a maioria do país quer manter a unidade familiar da sociedade, que trata da instituição do casamento ou da união civil apenas entre pessoas do sexo oposto.

Como é impossível que antes de 20 de junho se aprove uma nova lei sobre o tema, a partir da data deverá ser aplicada a regra do Tribunal Constitucional:

“Os casais do mesmo sexo podem ir perante um notário ou juiz para formalizar e solenizar uma relação contratual que lhes permitirá formar uma família”.

Na França, após cinco meses e mais de 170 horas de debates no Senado e na Assembleia Nacional, os deputados aprovaram na terça-feira, o projeto de lei que legaliza a união entre pessoas do mesmo sexo e também a adoção de crianças por casais homossexuais.

25 abril, 2013

Vaticano nega que esteja sendo preparado documento sobre Comunhão a divorciados recasados.

Por Catholic Culture | Tradução: Fratres in Unum.com - Um dicastério do Vaticano tomou a incomum medida de negar publicamente que esteja preparando um documento sobre a recepção da Comunhão por católicos divorciados e recasados.

O Pontifício Conselho para a Família lançou um aviso em 25 de abril de que “não há fundamento na notícia, divulgada por algumas agências de imprensa, de que um documento esteja sendo preparado sobre a administração da comunhão a pessoas divorciadas e recasadas”. Algumas matérias, citando fontes anônimas no Vaticano, afirmaram que um documento sobre o assunto seria publicado em breve.

Especialmente na Europa, católicos liberais têm debatido fortemente em favor de uma mudança na lei da Igreja, que impede que católicos divorciados e que casaram novamente (sem a [declaração de] nulidade do casamento anterior) recebam a Eucaristia. O Papa Bento XVI pediu que se estendesse novamente a mão aos católicos divorciados e recasados, solicitando aos padres que os incluísse nas atividades pastorais. No último mês de outubro, o Sínodo dos Bispos confirmou a necessidade de cuidado pastoral para os católicos vivendo em situações maritais irregulares.

9 abril, 2013

Aparente apoio da CNBB ao homossexualismo.

Por Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz

Excelentíssimos e Reverendíssimos Senhores
Dom Raymundo Damasceno Assis
Dom José Belisário da Silva
Dom Leonardo Ulrich Steiner

Digníssimos membros da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Acabei de navegar no sítio da CNBB e encontrei (http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/11641-nota-da-cbjp-sobre-a-eleicao-da-presidencia-da-comissao-de-direitos-humanos-e-minorias-da-camara-dos-deputados) uma nota assinada por Pedro Gontijo, Secretário Executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz, repudiando a nomeação do deputado Marco Feliciano para presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

O signatário se apresenta como representante de um organismo “vinculado à CNBB”, dando a entender que Conferência está de acordo com sua posição.

Ocorre que o deputado Marco Feliciano é um dos poucos parlamentares no Congresso Nacional que têm levado a sério a causa da defesa da vida e da família. É de autoria dele, por exemplo, o Projeto de Decreto Legislativo 565/2012 que pretende sustar a decisão do STF que liberou o aborto de crianças anencéfalas. Ele é uma das poucas vozes que se manifestam contra a chamada “cultura gay”, à concessão de direitos ao vício contra a natureza e ao reconhecimento das uniões homossexuais.

É natural que os militantes pró-homossexualismo vociferem contra a presença dele numa Comissão onde tradicionalmente os vícios são tratados como direitos e os princípios morais são submetidos à ditadura do relativismo.

O que causa espanto é que o secretário executivo da Comissão Justiça e Paz faça coro com os fautores da “ideologia de gênero” e emita uma nota pública contra o referido deputado.

É possível que Vossas Excelências Reverendíssimas não tenham tomado conhecimento da matéria que foi publicada comprometendo o nome da Conferência. Por isso, achei por bem comunicar-lhes o lamentável fato e pedir que a referida nota seja retirada do sítio da CNBB.

Subscrevo-me pedindo-lhes a bênção.

Em Jesus e Maria,

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis

* * *

Nota do Fratres: Parabenizamos ao corajoso sacerdote de Anápolis pelo excelente trabalho em defesa da vida e da família. Sua carta aos bispos da CNBB é um exemplo de lucidez, coragem e justa indignação. Pouquíssimos são os sacerdotes brasileiros que ousam falar alto e em bom som o ensinamento da Igreja sobre a prática homossexual. Contudo, poderíamos também sugerir que, além de tirar a referida nota do sítio da CNBB, os senhores bispos fizessem algo mais concreto para combater a terrível cultura gayzista que avança a passos largos na sociedade e até mesmo nos meios eclesiais. Então, por que não conclamar em suas respectivas dioceses Marchas pela Verdadeira Família Cristã, constituída somente entre 1 homem e 1 mulher? Na França quase 1 milhão e meio de cristãos foram as ruas com seus pastores munidos de faixas, cartazes e Terços para protestar contra o infame “casamento gay” e adoção de crianças por pares gays. Teriam os senhores bispos brasileiros a santa coragem de conclamar seus fiéis para um tal evento, mostrando claramente ao mundo que a vida dos católicos brasileiros não consiste apenas de “ações culturais” ou “eventos em prol da paz”, mas especialmente da defesa e promoção da verdadeira Fé e Moral Católica?

6 março, 2013

Pílula do dia seguinte: uma ópera em muitos atos.

Por Fratres in Unum.com

PRIMEIRO ATO: Ignorância técnica ou ingenuidade?

Declaração do Cardeal Joachim Meisner, que gerou toda a polêmica.

SEGUNDO ATO: Corporativismo ou mera desinformação?

Declaração do presidente da Conferência Episcopal Alemã em apoio às palavras de seu colega no episcopado.

TERCEIRO ATO: Até tu, Brutus?

Entrevista do Presidente da Pontifícia Academia pela Vida [PAV], Monsenhor Ignacio Carrasco de Paula, ao Vatican Insider sobre a recente polêmica causada pelas declarações dos bispos alemães a respeito da chamada pílula do dia seguinte. Embora confirmando a doutrina católica sobre o uso de fármacos abortivos, o Presidente da PAV demonstra total desconhecimento dos efeitos abortivos das chamadas pílulas do dia seguinte e atribui a polêmica a uma dicotomia entre “linguagem jornalística e má interpretação”.

A seguir, nossa tradução da matéria:

Monsenhor, sobre o que estamos realmente falando neste caso?

Monsenhor Ignacio Carrasco de Paula.

Os bispos alemães decidiram apoiar o seu colega, o Cardeal Meisner (arcebispo de Colônia, Ed.), na introdução de uma lei que seria implementada nos hospitais católicos de sua diocese. Ela é uma lei exemplar, que reitera aquilo que a Igreja Católica tem proposto nos últimos 50 anos – porém, uma lei que foi mal interpretada.

Por que ela foi mal interpretada?

Porque a linguagem jornalística é diferente da linguagem teológica ou clínica. O termo “pílula do dia seguinte” é um termo jornalístico, não um termo médico. Ele não aparece em nenhum bloco de receitas médicas ou prescrições. Essa é a razão pela qual o Cardeal Meisner enfatizou que o termo “pílula do dia seguinte” pode se referir a uma série de coisas e instou as pessoas a não utilizá-lo. Tudo o que ele fez foi dizer aos doutores que critérios eles deveriam seguir: Penso que seja aceitável que as mulheres que foram vítimas de estupro recebem medicamentos com princípio ativo contraceptivo. Entretanto, ele não concorda que um medicamento abortivo seja disponibilizado.

Por que a medicação contraceptiva é aceitável em casos de estupro, mas não em outras circunstâncias?

Os critérios que a Igreja segue em sua recusa dos contraceptivos podem ser encontrados na Humanae Vitae e mesmo antes dela, na Casti Connubii. Eles se referem ao ato conjugal que consolida um vínculo conjugal, tem uma finalidade procriativa e etc. O estupro, por outro lado, é um ato sexual cujo significado foi destruído pela violência. Portanto, neste caso, as implicações morais da contracepção estão perdidas. Um ato violento não pode ser considerado uma demonstração de abertura à vida.

Por que as pessoas, incluindo muitos católicos, são incapazes de perceber este princípio e por que esse assunto é polêmico?

Esses são casos extremos. As pessoas estão mais habituadas a ouvir falar em casos comuns ao invés de casos excepcionais. Mas depois do que aconteceu no Congo, durante a guerra, essa lei foi implementada em hospitais católicos há cinquenta anos. Alguns hospitais católicos como os de Colônia obviamente não estão cientes desses critérios.

Os críticos dizem que este tipo de medicamento pode causar um aborto, ainda que de maneira não intencional, e que não podemos correr esse risco. O que o senhor acha disso?

A Igreja precisa formar a consciência das pessoas. O que o ensinamento da Igreja diz neste caso é: em casos de estupro toda a ação possível deve ser tomada a fim de impedir uma gravidez, mas não para interrompê-la. A classificação de um determinado medicamento como contraceptivo ou abortivo compete aos médicos e cientistas, não à Igreja.

Então, essa é apenas uma tempestade em um copo d’água?

Essa questão precisa ser cuidadosamente analisada, uma resposta genérica que se aplica a todo mundo não é suficiente. Portanto, é absurdo que haja uma lei (como a da Alemanha, Ed.), que prescreve que qualquer mulher que vá a um hospital e diga que foi estuprada receba qualquer pílula antiga. Esta decisão precisa ser tomada pelo médico, com base em seu conhecimento e experiência. Muito frequentemente, entretanto, a pílula é apenas ministrada, sem a demonstração de qualquer interesse na pessoa como indivíduo.

QUARTO ATO: Colocando os pingos nos ‘is”.

O blog Rorate Caeli fala sobre a verdadeira posição dos bispos espanhóis sobre o tema e analisa a questão do fortalecimento das Comissões Episcopais em detrimento do poder da Cúria Romana. A seguir, a tradução de Fratres in Unum.

Bispos Espanhóis mostram o erro na decisão de seus colegas alemães simpáticos às pílulas abortivas e os perigos do enfraquecimento da Cúria Romana a favor das Conferências Episcopais

Algumas fontes de notícias maliciosas estão dizendo hoje que “os bispos espanhóis” “seguiram a liderança” dos bispos alemães e autorizaram o uso da “pílula do dia seguinte” em caso de estupro.

Porém, isso não foi de modo algum o que aconteceu. Em primeiro lugar, não foram os “os bispos espanhóis”, mas o secretário da Conferência Episcopal Espanhola, Dom Juan Antonio Martínez Camino. Em segundo lugar, isso foi o que ele disse, com clara ironia em relação aos bispos simpáticos ao uso de pílulas abortivas da Alemanha, e isso faz toda a diferença:

“Se houver uma pílula que impeça a concepção em caso de estupro, então, é lícito impedi-la.” [Entretanto,] “Não temos conhecimento de uma pílula do dia seguinte sem efeitos abortivos. Se ela realmente existir, ela poderá ser usada, com a doutrina que temos.” “Se ela realmente existir, certamente, a conheceremos …. todas as pílulas do dia seguinte têm este possível efeito abortivo. Portanto, o seu uso é ilícito. Se ela realmente existe na Alemanha, não temos conhecimento. Não temos conhecimento da existência dessa possibilidade técnica.” (Fontes diversas, incluindo El Mundo)

E obviamente não existe tal pílula mágica. Em poucas palavras, a charada da Conferência Episcopal Alemã, apoiada pela declaração ignorante de Dom Carrasco, contra a visão oficial e formal de sua própria Academia Pontifícia pela Vida, é apropriadamente desmontada.

_________________________

Isso apenas demonstra que, apesar de todas as conversas sobre a necessidade de “reformar” a Cúria Romana, não existe uma divisão maior na Igreja do que aquela causada pela existência de visões “nacionais” diferentes naquilo que é doutrina universal, exposta por cada Conferência Episcopal diferente. Uma reforma da Cúria Romana sem uma reforma das posições desconexas e contraditórias das Conferências Episcopais está fadada ao fracasso. Ou ainda, parece que há no ar nesses dias perigosos apelos de reforma com a clara tentativa de enfraquecer a Santa Sé (através do enfraquecimento da Cúria Romana) a fim de submeter esta mesma Sé Apostólica, de Constituição Divina suprema, aos caprichos das Conferências Episcopais, “igrejas nacionais” que não são de origem apostólica. Dom Carrasco, um espanhol, que abriu as trincheiras da opinião formal do respectivo dicastério da Cúria Romana (o seu próprio) para expressar aquilo que é, na prática, uma visão favorável aos fármacos abortivos pela Conferência Episcopal Alemã, é um exemplo vivo disso.

Não devemos esquecer que, assim como a Cúria Romana existe para auxiliar a Sé Apostólica “no exercício da [sua] missão para o bem da Igreja universal,” (Pastor bonus, introdução), também “[o] efeito vinculativo dos atos do ministério episcopal exercido em conjunto dentro das Conferências Episcopais e em comunhão com a Sé Apostólica resulta do fato de que a última constituiu a primeira e confiou-lhes, com base no poder sagrado dos bispos individuais, áreas específicas de competência.” (Apostolos suos, 13) Quando uma Conferência Episcopal individual destorce a doutrina universal, as consequências para a unidade doutrinal fundamental da Igreja pode ser grave (cf. Apostolos suos, 22: “Por esse motivo os bispos devem ser cuidadosos a fim de evitar interferir no trabalho doutrinal dos bispos de outros territórios, tendo em mente a ressonância mais ampla, até mesmo mundial, que os meios de comunicação social dão aos eventos de uma região particular.”) É exatamente por essa razão que uma Sé Romana firme e forte é mais necessária agora do que nunca.

GRAND FINALE: Atualmente, ao que se saiba nos meios acadêmicos especializados, não existem pílulas do dia seguinte sem efeitos abortivos

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