Posts tagged ‘Moral’

2 julho, 2015

Bispo católico do Reino Unido afirma: aborto e pesquisas com células-tronco embrionárias assemelham-se aos sacrifícios humanos feitos pelos astecas.

Por Notifam.pt – A cultura da morte no Ocidente iguala-se à decadente civilização dos astecas e ao seu sacrifício humano generalizado, afirmou o bispo católico de Birmingham, na Inglaterra.

A sociedade asteca e o mundo ocidental de hoje têm a crença de que algumas vidas humanas podem ser descartadas, disse o bispo de Shrewsbury, Mark Davies, ao Catholic Herald, durante uma turnê pelo país com uma imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, considerada a padroeira dos nascituros.

“Podemos ver uma semelhança com a decadente civilização do mundo ocidental, que, de modo parecido, sacrifica e descarta vidas de milhões de seres humanos por meio do aborto; em experiências com embriões e em tratamentos de fertilidade; e agora ameaça as vidas, por meio dos suicídios assistidos e da eutanásia, daqueles que apresentam o maior fardo financeiro: os doentes e os idosos”, disse o bispo.

“Não podemos considerar nenhuma vida inferior à nossa própria vida, quer nós a encontremos no refugiado abandonado, na criança não-nascida ou no idoso abandonado”.

Dom Davies pronunciou-se, no passado, em apoio aos nascituros e também em defesa do casamento natural.

O bispo fez suas afirmações na Catedral de Shrewsbury diante de uma imagem-relíquia de Nossa Senhora de Guadalupe, que foi encostada no manto original que traz a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe dada a São João Diego, no México, pela Santíssima Virgem Maria em 1531, quando ela apareceu para ele. A aparição marcou o fim dos sacrifícios humanos e motivou a conversão de cerca de dez milhões de nativos ao Catolicismo ao longo dos dez anos seguintes.

Dom Davies relembrou como a cultura asteca havia degradado a vida em uma escala incomensurável.

“Hoje acolhemos em peregrinação esta réplica da imagem da Virgem de Guadalupe, tão venerada nas Américas”, disse Dom Davies. “Vemos Nossa Senhora novamente… tal como ela apareceu em meio a uma civilização moribunda, o mundo asteca, que havia se tornado uma cultura da morte segundo a qual o bem-estar da sociedade era sustentado pela crueldade do sacrifício humano em larga escala.”

“Observamos que Maria sempre aparece na história ao lado dos pequenos, dos mais pobres e dos mais vulneráveis. Esta imagem nos lembra onde nós sempre deveríamos esperar encontra-la”, disse ele.

24 junho, 2015

Estadão repercute polêmico folheto de Paróquia da Diocese de São Miguel Paulista: ‹‹ Blog católico qualificou o texto como ‘escandaloso’ ››. Bispo permanece em completo silêncio.

Segundo a Band, “uma campanha para pressionar o bispo Dom Manuel Parrado Carral [o Fratres disponibilizou a seus leitores os contatos do bispo], da Diocese de São Miguel Paulista – à qual a paróquia é ligada -, a cobrar explicações do pároco também foi criada. Segundo funcionários da diocese, além da pressão na internet, muitas pessoas ligaram para o local para tentar falar com o bispo e para manifestar reprovação ao conteúdo da publicação […] O Portal da Band tentou contato com o bispo Dom Manuel Parrado Carral, mas, até o momento da publicação desta matéria, não havia sido atendido. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Arquidiocese de São Paulo afirmaram que a diocese é independente [nessa hora não há colegialidade…] e, por isso, não se manifestaram sobre o folheto. “.

* * *

Igreja de Itaquera faz oração contra homofobia de parlamentares

Com pronunciamento sobre o tema ‘Igreja e sexualidade: um debate necessário’, católicos distribuíram prece pedindo superação da intolerância dentro da Igreja e no Congresso Nacional São Paulo.

Por Tulio Kruse – O Estado de São Paulo:  Os católicos da Paróquia Nossa Senhora do Carmo em Itaquera, zona leste de São Paulo, criaram uma oração que pede o enfrentamento à “ofensiva homofóbica, fundamentalista e histérica presente no Congresso Nacional”, além de defender que a própria Igreja supere “a demonização das relações afetivas”.

O Estado de São Paulo: "Blog católico qualificou o texto como 'escandaloso'".

O Estado de São Paulo: “Blog católico qualificou o texto como ‘escandaloso'”.

As preces foram distribuídas na paróquia em panfletos na manhã do último domingo, 21, após uma breve reflexão sobre o tema “Igreja e sexualidades: um diálogo necessário”, feita pelo Padre Luís Correa Lima, que é professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC­RJ). O compartilhamento da foto do panfleto nas redes sociais provocou reações favoráveis e contrárias de internautas.

A “Oração dos Fiéis”, como foi batizado o texto, pede a ascensão de “causas libertárias” e a garantia dos direitos quanto à orientação sexual. Coordenador da comissão que criou a prece, o padre Paulo Sérgio Bezerra diz que o texto tem inspiração na Bíblia e que sua intenção é tratar de temas atuais e pregar a solidariedade. “A gente reflete nas nossas orações o que acontece na sociedade”, diz Bezerra.

Para ele, a atual configuração do Congresso Nacional é dominada pelo fundamentalismo religioso. “Em primeiro lugar, eu acho que os intolerantes como Silas Malafaia, o [deputado federal Marco] Feliciano, tem um projeto político perigoso na linha da teocracia cristã”, critica o padre. “Essa ideologia é filha direta do preconceito cultural, social e racial e há pessoas espertas que manipulam a palavra de Deus, tiram do contexto, pegam frases soltas e, para manter o poder e o projeto político, incitam o povo à intolerância religiosa.”

Desde que administra a paróquia em Itaquera, Bezerra também se tornou conhecido na comunidade por seu posicionamento político. Há pelo menos oito anos ele coordena campanhas contra homofobia e intolerância. Para as comemorações da Festa de Nossa Senhora do Carmo, o padre organizou uma série de pronunciamentos aos domingos, o que incluiu um professor de história que tratou de sexualidade. Entre os outros convidados, estão o deputado federal Chico Alencar (PSOL­RJ), o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem­Teto (MTST) Guilherme Boulos, e o jornalista e diretor da ONG Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto.

As reações contrárias à “Oração dos Fiéis” por parte de alguns católicos, segundo o padre, são “pouco numerosas, mas muito barulhentas”. A maior parte dos compartilhamentos da foto original publicada no Facebook é favorável, mas o texto também provocou reação de ao menos um blog católico que qualificou o texto como “escandaloso”.

Mudança.

Com a chegada do Papa Francisco ao mais alto cargo da Igreja Católica, a interpretação de Bezerra é de que há uma oportunidade para transformar a visão sobre sexualidade dominante na religião. “Precisamos ler a Bíblia com senso crítico e também dentro de um contexto”, defende o padre. “A questão da sexualidade (conta) com a contribuição que hoje as ciências oferecem, inclusive com o direito das pessoas adultas terem liberdade em relação à sua orientação sexual.”

O professor da PUC­RJ Luís Correa Lima, que fez o pronunciamento na igreja em Itaquera no domingo, diz que a interpretação da Igreja Católica sobre o tema já mudou. Lima estuda religião e sexualidade há pelo menos 9 anos, e diz que o papa Francisco trouxe novas interpretações sobre a moral com sua carta “A Alegria do Evangelho”, em que diz que o cristão deve procurar o bem de todos, e não repreender. “Ele diz que a moral cristã não é um conjunto de preceitos e proibições, mas uma resposta ao amor de Deus que nos salva”, diz Lima sobre o papa Francisco. “Ele deslanchou um debate na Igreja que realmente faz com o processo avance. Há um debate muito rico que já está fazendo mudanças.”

10 junho, 2015

Gênero nas Escolas. Diga Não!

Tags:
10 junho, 2015

Educação sexual compulsória.

Por Carlos Alberto Di Franco | O Estado de São Paulo  – O governo não consegue esconder seu viés autoritário. O discurso oficial é sempre um oba-oba à democracia. A prática concreta é bem diferente. O Plano Municipal de Educação é o mais recente exemplo do desprezo dos governantes pelas regras da democracia representativa. Explico, amigo leitor, as razões da minha afirmação.

Tramita atualmente nas câmaras de vereadores (a de São Paulo incluída) o projeto de lei que institui o Plano Municipal de Educação para a próxima década. O Plano Nacional de Educação (PNE), base para os planos municipais, foi intensamente debatido na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, sendo dele excluída a menção à “igualdade de gênero” pela relação direta que tem com a chamada “ideologia de gênero”. Os embates democráticos e a retirada da linguagem de “gênero” foram amplamente noticiados. A proposta do MEC, fortemente apoiada na “ideologia do gênero”, perdeu o jogo. Porém, o governo tenta ganhar no tapetão e, num flagrante desrespeito ao Congresso, trata de contornar a decisão dos parlamentares. Vejamos como se dá o malabarismo antidemocrático.

O Ministério da Educação atua mediante vários organismos. A Conferência Nacional da Educação (Conae) preparou um documento que serviu como norteador para a formulação dos planos municipais. A ideologia de gênero, afastada pelo Congresso Nacional, reaparece com vigor no texto. É uma olímpica banana às regras do jogo democrático. O documento, que contém mais de uma centena de referências a “gênero”, foi elaborado pelo Fórum Nacional de Educação.

Depois do debate democrático ocorrido no parlamento, que resultou na Lei 13005/14, que instituiu o Plano Nacional de Educação, o governo, num evidente desrespeito à lei, reintroduz a ideologia de gênero e submete novamente o plano à discussão. Resumo da ópera: o pretenso respeito à democracia é só jogo de cena.

O que está por trás de tudo é a tentativa, mais uma, de impor às crianças a ideologia de gênero. Simples assim. Mas afinal, o que vem a ser essa teoria autoritária? Trata-se da distorção completa do conceito de homem e mulher, ao propor que o sexo biológico seria um dado do qual deveríamos libertar-nos em busca da composição livre e arbitrária da identidade de gênero. É uma ideologia que defende a absoluta irrelevância dos dados biológicos e psíquicos naturais na construção da identidade da pessoa humana, considerando o gênero de cada indivíduo como uma elaboração puramente pessoal. É isso que pretendem ensinar às crianças. De modo dogmático e compulsório.

A ideologia de gênero traz diversos inconvenientes para a educação: 1) a confusão causada nas crianças no processo de formação de sua identidade, fazendo-as perder as referências; 2) a sexualização precoce, na medida em que a ideologia de gênero promove a necessidade de uma diversidade de experiências sexuais para a formação do próprio “gênero”; 3) a abertura de um perigoso caminho para a legitimação da pedofilia, uma vez que a “orientação” pedófila também é considerada um tipo de gênero; 4) a banalização da sexualidade humana, dando ensejo ao aumento da violência sexual, sobretudo contra mulheres e homossexuais; 5) a usurpação da autoridade dos pais em matéria de educação de seus filhos, principalmente em temas de moral e sexualidade, já que todas as crianças serão submetidas à influência dessa ideologia, muitas vezes sem o conhecimento e o consentimento dos pais. Trata-se, sem dúvida, de uma violência arbitrária do Estado.

Na verdade, uma onda de intolerância avança sobre a sociedade. O tema da sexualidade passou a gerar novos dogmas e tabus. E os governos, num espasmo de obscurantismo totalitário, querem impor à sociedade um único modo de pensar, de ver e de sentir. Não cabe ao governo, contra a vontade da maioria da população, formatar a cabeça das crianças brasileiras. Tal estratégia, claramente delineada no desrespeito à Lei 13.005/14, tem nome: totalitarismo.

O governo não pode passar por cima da lei e do Congresso Nacional e impor sua vontade à sociedade brasileira. Os vereadores têm a oportunidade e o dever de barrar o atalho autoritário.

Carlos Alberto Di Franco é jornalista (difranco@iics.org.br)

9 junho, 2015

Os dois fins do casamento.

Padre Michel Schooyansprofessor emérito da universidade de Lovaina, Bélgica.

A segunda sessão do Sínodo sobre a família está próxima. Por ocasião dessa sessão serão rediscutidas três questões entrelaçadas: a união conjugal, o casamento e a família. Chegamos de facto a uma época da história da humanidade na qual, sem dúvida pela primeira vez, assistimos a um questionamento radical do casamento e da família. O alvo visado é o casamento e a família, com a sua dupla finalidade: o fim unitivo e o fim procriativo da união do homem e da mulher. A sua destruição desemboca na desagregação de toda a sociedade humana. É toda a família humana que é agora atacada, abalada, desnaturada pela acção de correntes ideológicas hostis.

Tags:
8 junho, 2015

Regional Norte 3 emite nota explicativa sobre os Planos de Educação.

CNBB – O regional Norte 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nota explicativa sobre os Planos de Educação, diante do contexto de aprovação no país das Diretrizes, Metas, Estratégias dos Planos Estadual e Municipal de Educação (2015-2025), que pretendem incluir a ideologia de gênero nas escolas e a possibilidade de ensinar, a partir dos três anos de idade, que não existe diferença entre homem e mulher. O texto recorda que “a ideologia de gênero, ao proclamar a absoluta liberdade de construir a própria identidade sexual, uma vez aplicada, destrói o ser humano em sua integralidade e, por conseguinte, a sociedade, cuja célula-mãe é a família”. Confira a íntegra da nota:

NOTA EXPLICATIVA SOBRE OS PLANOS DE EDUCAÇÃO

Aos presbíteros, Religiosos, Religiosas, Diáconos, Professores, Educadores, Pastores das Igrejas Evangélicas, homens e mulheres de boa vontade

“A ideologia de gênero é contrária ao plano de Deus!” (Papa Francisco)

O Brasil está se mobilizando para aprovar as Diretrizes, as Metas, as Estratégias dos Planos Estadual e Municipal de Educação (2015-2025), com base na Lei 13.005/2014, que, segundo consta no Documento de Referência, para uma educação integral e humanizada. É louvável esta iniciativa. Todos nós somos conscientes que sem uma educação de qualidade o Brasil não se desenvolverá.  O problema, no entanto, é o que está sendo proposto nos referidos Planos, como destacaremos a seguir:

  1. Em 2014, o governo federal tentou aprovar no Congresso Nacional a introdução da linguagem de gênero no Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2024). Queria-se introduzir na educação brasileira a possibilidade de ensinar, a partir dos três anos de idade, que não existe diferença entre homem e mulher. Essa ideologia, de maneira oculta e à revelia da população brasileira, pretende acabar com as bases da nossa cultura e fundar uma nova ordem em que cada um pode decidir autonomamente e de maneira não definitiva a própria orientação sexual ou livre opção sexual.
  2. O ponto que mais nos preocupa é a estratégia de número 12.6, que reza o seguinte: “garantir condições institucionais para o debate e a promoção da diversidade étnico-racial, de gênero, diversidade sexual e religiosa, por meio de políticas pedagógicas e de gestão específicas para esse fim”.
  3. Existem organizações nacionais e internacionais muito ocupadas em destruir a família natural, constituída por um pai, uma mãe e seus filhos. Hoje um dos recursos mais perigosos para atentar contra a família se chama “ideologia de gênero”.
  4. A ideologia de gênero também denominada de “teoria de gênero” ou “perspectiva de gênero” ensina que ninguém nasce homem ou mulher e que todos devem construir sua própria identidade, isto é, seu gênero, ao longo de sua vida. Segundo os teóricos de gênero, cada um deveria ser identificado não por seu sexo biológico, mas pela identidade que ele constrói para si mesmo.
  5. No número 40 do Documento de Aparecida já alertou que “entre os pressupostos que enfraquecem e menosprezam a vida familiar, encontramos a ideologia de gênero, segundo a qual um pode escolher sua orientação sexual, sem levar em consideração as diferenças dadas pela natureza humana. Isso tem provocado modificações legais que ferem gravemente a dignidade do matrimônio, o respeito ao direito à vida e a identidade da família”.
  6. Segundo o Papa emérito Bento XVI, a ideologia de gênero “contesta o fato de o homem possuir uma natureza corpórea pré-constituída (…) nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um facto pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria. (…) Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. (…). A manipulação da natureza, que hoje deploramos relativamente ao meio ambiente, torna-se aqui a escolha básica do homem a respeito de si mesmo. (…) Se não há (…) homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade pré-estabelecida pela criação. Mas, em tal caso (…) o filho, de sujeito jurídico que era, com direito próprio, passa agora necessariamente a objeto, ao qual se tem direito e que, como objeto de um direito, se pode adquirir. Na luta pela família, está em jogo o próprio homem. E torna-se evidente que, onde Deus é negado, dissolve-se também a dignidade do homem. Quem defende Deus, defende o homem.”
  7. O Papa Francisco, recentemente, afirmou que a ideologia de gênero é um erro da mente humana que provoca muita confusão e ataca a família. O papa lamentou a prática ocidental de impor uma agenda de gênero a outras nações por meio de ajuda externa. Chamou isso de “colonização ideológica”, comparando-o à máquina de propaganda nazista. Segundo ele, existem “Herodes” modernos que “destroem e tramam projetos de morte, que desfiguram a face do homem e da mulher, destruindo a criação.”
  8. A ideologia de gênero, ao proclamar a absoluta liberdade de construir a própria identidade sexual, uma vez aplicada, destrói o ser humano em sua integralidade e, por conseguinte, a sociedade, cuja célula-mãe é a família. Todas as orientações sexuais reconhecidas como “gêneros” ou variantes lícitas seriam legitimadas, ensinadas, legalmente praticadas e oferecidas como opções sexuais às nossas crianças por meio da rede de ensino pública e privada.
  9. A introdução da igualdade de gênero e da livre opção sexual em leis federais, estaduais ou municipais, especialmente nas que tratam da Educação, será certamente acompanhada pela introdução da disciplina de Educação Sexual nos currículos da Educação Básica de escolas públicas e privadas, em todos os níveis e modalidades. Nossas crianças deverão aprender que não são meninos ou meninas, e que precisam inventar um gênero para si mesmas. Para isso receberão materiais didáticos destinados a deformarem sua identidade. Sendo obrigatório por lei, os pais que se opuserem, poderão ser criminalizados por isso.
  10. Como podemos ter certeza de que tudo isso de fato acontecerá? Porque exatamente isso já está acontecendo em países da América e da Europa, onde, como na Alemanha, já há pais que são detidos, porque seus filhos se recusam a assistir às aulas de gênero.
  11. Frente a essa gravíssima situação, os bispos do Estado do Tocantins conclamam aos fiéis católicos do Estado a acompanhar com responsabilidade as discussões e decisões dos gestores do Estado e dos Municípios, a formação escolar dos próprios filhos e as decisões tomadas em cada estabelecimento de ensino, dando o próprio testemunho cristão, e posicionando-se corajosamente contra a ideologia de gênero em todos os ambientes que frequentam.
  12. Expressamos veementemente o nosso desejo de que todas as forças vivas do Estado se unam em defesa da vida, da família e da sociedade em geral. Que as futuras gerações possam ter a certeza de que não fomos omissos e de que lutamos, dentro da lei e da ordem, contra os prejuízos de uma ideologia perigosamente revolucionária.

Fraternalmente,

 Dom Philip Dickmans

Presidente

Regional Norte 3 da CNBB  e

Bispo da Diocese de Miracema do Tocantins

 

Dom Pedro Brito Guimarães – Arcebispo de Palmas

Dom Romualdo Matias Kujawski – Bispo da Diocese de Porto Nacional

Dom Giovane  Pereira de Melo – Bispo da Diocese de Tocantinópolis

Dom Rodolfo Luiz Weber –  Bispo da Prelazia de Cristalândia

Tags: ,
8 junho, 2015

O bom combate em defesa da vida.

Pronunciamento do Prof. Hermes Rodrigues Nery, diretor da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família e coordenador do Movimento Legislação e Vida, no Senado Federal, sobre a questão do aborto, em audiência pública, realizada na Comissão de Direitos Humanos, em 28 de maio de 2015.

Exmo. Sr. Senador Paulo Paim, Presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, Profª. Fernanda Takitani, Dr. Gollop, Dra. Lenise Garcia, membros da mesa, e demais presentes.

Estando de volta a esta Casa Legislativa, novamente no Senado, para, mais uma vez, fazer a defesa da vida, desde a concepção, que é o propósito do Movimento Legislação e Vida1, da Diocese de Taubaté, fundado por nosso Bispo Dom Carmo João Rhoden, e que há dez anos2, junto com outras entidades e grupos, especialmente a Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, que aqui representamos nesta audiência pública, inúmeras vezes vindo ao Congresso Nacional para trazer informações aos parlamentares, exortando-os a decidirem em favor da vida e da família3, cujo combate pela vida tem se intensificado a cada dia, conforme S. João Paulo II expos na sua memorável encíclica Evangelium Vitae, dizendo que há um combate de mentalidades, cujo drama tem se agudizado em nossos dias, um conflito entre a cultura da morte e a cultura da vida. “Existe uma crise profunda da cultura”4, uma “conjura contra a vida”5, com circunstâncias dramáticas e terrificantes, que “tornam por vezes exigentes até o heroísmo as opções de defesa e promoção da vida”6. A vida humana tem um valor sagrado, que deve ser respeitado e salvaguardado, em todas as circunstâncias, desde a concepção até a morte natural. A questão do aborto é a ponta do iceberg. Sabemos que há um holocausto silencioso, vitimando milhares de seres humanos, a cada dia, em todas as partes do planeta, vidas ceifadas ainda no ventre materno, do modo mais cruento e doloroso, pois o inimigo de Deus tem sede do sangue inocente.

28 fevereiro, 2015

Efeito “Quem sou eu para julgar?” – Pais e alunos protestam contra Moral Católica em escolas… Católicas!

Pais e alunos de escolas Católicas de San Francisco protestam contra cláusulas de moralidade nos contratos de Professores.

Por CBS | Tradução: Fratres in Unum.com – SAN FRANCISCO (KPIX 5) – Pais e alunos de escolas controladas pela Arquidiocese Católica de San Francisco participaram de um protesto em frente à Catedral de Santa Maria, na Quarta-Feira de Cinzas, alegando que a Igreja deveria ficar fora dos quartos dos professores e retirar as cláusulas de moralidade propostas nos contratos com os professores.

Assista ao vídeo aqui.

Na Quarta-Feira de Cinzas, um dos dias mais sagrados no calendário católico, os alunos e pais esperavam que o Arcebispo Salvatore Cordileone mudasse de ideia sobre as cláusulas, uma vez que nesse dia a Igreja inicia um período de 40 dias de reflexão quaresmal.

Pais e alunos protestaram contra cláusulas de moralidade propostas para a Arquidiocese de San Francisco em frente à Catedral de Santa Maria, no dia 18 de fevereiro de 2015. (CBS)

Pais e alunos protestaram contra cláusulas de moralidade propostas para a Arquidiocese de San Francisco em frente à Catedral de Santa Maria, no dia 18 de fevereiro de 2015. (CBS) – Num dos cartaz se lê: “Quem sou eu para julgar?”

“Estamos aqui porque se Jesus estivesse vivo hoje em dia, ele estaria de pé bem perto de nós”, disse Mairead Ahlbach, uma aluna da escola do Sagrado Coração, à multidão.

O que está em discussão são os contratos de moralidade propostos pelo arcebispo aos professores, que incluem cláusulas como oposição ao homossexualismo e contraceptivos.

Do lado de fora da catedral, o padre John Piderit da Arquidiocese disse: “O arcebispo está reiterando a doutrina católica tradicional. E a reclamação feita por diversos políticos e alguns pais e professores é que essa atitude é discriminatória. Na realidade, a nossa abordagem é a mesma para rapazes e moças, para heterossexuais e gays.”

Mas as diferenças sobre a doutrina e sua aplicação são profundas.

“A única coisa que estamos fazendo nesta noite é pregar valores católicos,” disse Ahlbach.

Ao serem indagados sobre se a proposta do arcebispo se enquadra na doutrina católica, outra aluna que participava do protesto disse: “Sim, ela efetivamente se enquadra na doutrina católica, mas achamos que se ela for implementada talvez muitos de nossos professores saiam da escola.”

“Não queremos que os nossos professores saiam e talvez até mesmo abandonem a fé. Apenas achamos que a Igreja Católica deveria se tornar mais progressista, assim como a Igreja Anglicana,” disse a aluna.

* * *

Nota do Fratres: Além dos protestos de pais e alunos das escolas de San Francisco, Dom Cordileone enfrenta protestos da Fundação da Campanha de Direitos Humanos, o braço educacional da maior organização americana de direitos civis de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais, que apela à Arquidiocese de San Francisco que retire a linguagem anti-LGBT de seu novo contrato com os professores.

“As novas ‘cláusulas morais’ propostas no contrato pelo Arcebispo Salvatore Cordileone contrastam de maneira gritante com a mensagem de inclusão promovida pelo Papa Francisco”, disse Lisbeth Melendez Rivera, diretora da Latina/o e Iniciativas Católicas para o Programa de Religião e Fé da Fundação HRC. “Ao impor algo que equivale a um teste de pureza anti-LGBT, o arcebispo está fechando a porta a profissionais dedicados, muitos dos quais são católicos fiéis – gays e heterossexuais -, cujos códigos morais não incluem discriminação.”

Por sua vez, em carta aos professores de ensino médio, o Arcebispo Cordileone falou que o documento não tem por objetivo demitir ninguém, mas como acontece com muitas questões polêmicas relacionadas à fé e moral, ele percebeu que era importante ajudar os professores a oferecer perspectivas a seus alunos que estejam lutando em áreas como moralidade sexual e disciplina religiosa.

12 fevereiro, 2015

Padre pede a Jean Willys apoio para grupo contra casamento gay.

Religioso coletava assinaturas para criar frente parlamentar ‘a favor da vida e da família’.

Júnia Gama, O Globo – BRASÍLIA – Uma cena inusitada ocorreu na tarde desta quarta-feira no Congresso Nacional. Um padre de batina coletava assinaturas em frente ao plenário da Câmara, já esvaziada nesses dias que antecedem o Carnaval, para criar uma frente parlamentar “a favor da vida e da família”, contra o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Deparou-se com o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), um militante da causa gay, e pediu seu apoio. A resposta do deputado foi curta:

– Não vou assinar, eu defendo outro tipo de família – disse.

O padre Pedro Stepien, um polonês que vive em Brasília e dirige a associação pró-vida e pró-família, disse que conhecia a história de Jean Wyllys, mas mesmo assim quis tentar sua assinatura.

– Eu sabia e respeito, até rezo muito por esse deputado, sei que ele precisa – afirmou.

A instituição comandada pelo padre é radicalmente contra o aborto. Até mesmo nos casos previstos em lei, como estupro, anencefalia e risco à saúde da mulher.

– É mais fácil salvar uma criança quando a mulher é violentada do que quando ela pula a cerca. Aborto é um crime hediondo em qualquer caso, é assassinato de criança que não tem advogado. A pessoa que é a favor do aborto não tem direito de falar de direitos humanos – justifica o padre.

Procurado pelo GLOBO, Jean Wyllys contou que já havia tido dois embates com o padre. Na primeira vez, denunciou-o à polícia legislativa por trazer crianças da periferia de Brasília para frente do Congresso com cartazes mostrando fotos de fetos e palavras de ordem contra o aborto. A segunda fez foi durante a votação do Plano Nacional de Educação, quando uma reação de grupos conservadores, em que se incluía o padre Pedro, conseguiu retirar do texto menções a identidade de gênero e orientação sexual.

– Acho lamentável que esse padre fale em direitos humanos e apareça na porta do Congresso com crianças esquálidas segurando esses cartazes. Denunciei ele à polícia legislativa e avisei que o denunciaria ao conselho tutelar se continuasse explorando essas crianças – diz o deputado.

O deputado se irritou ao saber que o padre “orava” por ele.

– Dispenso as orações dele, ele deveria orar para si mesmo para tentar salvar a própria alma dele do inferno.

Jean Wyllys diz que há mobilização para reconstituir as frentes parlamentares ligadas aos direitos humanos, especificamente direitos das mulheres, cidadania LGBT e enfrentamento de DSTs/Aids. O deputado acredita, no entanto, que na gestão de Eduardo Cunha esses grupos deverão funcionar mais para manter os temas politicamente vivos, mas dificilmente trarão resultados legislativos.

– Interrupção da gravidez indesejada é a quarta causa de morte de mulher no Brasil. É preciso explicar ao padre que ninguém é a favor do aborto, a gente é a favor de política pública em torno da interrupção da gravidez indesejada. As políticas públicas de estado laico não podem ser determinadas por concepções religiosas – defende Jean Wyllys.

A polêmica sobre o aborto foi suscitada esta semana por declarações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é evangélico, de que não colocaria em votação pautas que flexibilizassem as regras sobre o tema. O padre se animou então para vir ao Congresso coletar as assinaturas para criar a comissão.

– Apoiamos muito ele (Cunha), nessa linha estamos juntos: católicos, evangélicos, espíritas – disse o padre, referindo-se ao grupo que articula a frente parlamentar, comandado pelo senador evangélico Magno Malta (PR-ES).

Tags: ,
5 fevereiro, 2015

O arcebispo de Varsóvia-Praga lamenta que a pastoral da Igreja tenha traído João Paulo II.

Por Luis Fernando Pérez Bustamante – InfoCatólica | Tradução: Marcos Fleurer – Fratres in Unum.com: Na verdade, ontem fiquei quase em estado de “choque”, quando li o título da entrevista no  portal Niedziela do arcebispo de Varsóvia-Praga, Dom Henryk Hoser: A Igreja traiu a João Paulo II” . Disse comigo mesmo “não, isto deve ser muito exagero. Pode ser que alguns bispos e cardeais estejam traindo o santo papa polonês e inclusive até o próprio Jesus Cristo, mas a Igreja como tal não faz tal coisa”. E então li todas as palavras do prelado:

Dom Henryk Hoser, arcebispo de Varsóvia-Praga.

Dom Henryk Hoser, arcebispo de Varsóvia-Praga.

«Vou dizer brutalmente: a Igreja traiu João Paulo II. Não a Igreja como Esposa de Cristo, não a Igreja do nosso credo, porque João Paulo II era a expressão, a voz autêntica da Igreja, mas sim que a prática pastoral traiu a João Paulo II».

O matiz importante que Dom Hoser vem nos dizer é que ainda que a doutrina siga sendo a mesma, na realidade, com frequência, não se lhe aplica. Dado que o contexto de suas palavras é analisar o que ocorreu no sínodo passado, e o que está acontecendo neste período inter-sinodal, entende-se que o arcebispo esteja falando sobretudo da pastoral familiar e da pastoral sacramental em relação à família e, em geral, da moral católica sobre a vida sexual. E então só nos resta lhe dar razão.

A grande maioria dos bispos alemães já está permitindo a comunhão de adúlteros. Tentaram já quebrar o braço da Igreja em 1994, quando a Congregação para a Doutrina da Fé se negou a aceitar suas teses, então eles decidiram que aceitariam o parecer da Igreja, mas permitiram que ficasse como nada na realidade dos fatos. É como se os bispos aderissem formalmente aos dogmas trinitários e cristológicos, mas permitissem que quase todos seus sacerdotes pregassem a heresia ariana. A cumplicidade real não se manifesta com a heresia, mas em muitas ocasiões é muito pior do que a própria heresia. Sobretudo quando o cúmplice tem o dever de defender a fé.

Esses que traem a fé da Igreja. permitindo uma pastoral contrária a ela mesma, são os que agora pretendem que a traição se consuma completamente, mudando o conteúdo da fé no tocante à comunhão dos adúlteros. São também os que aceitam a anticoncepção como prática inevitável  e como fator positivo na maioria das famílias cristãs.

O fato é que o episcopado polonês não tem a menor intenção de abandonar a defesa da fé católica nessas questões e em outras. E não é só isso. Não se deve ver os bispos africanos como mero espectadores do sínodo para entender que África tampouco vai admitir que se imponham as teses de Kasper, Bonny, Baldisserie e companhia limitada. Estamos à beira de um choque de trens do qual por fé sabemos que triunfará a verdade. Porque Cristo prometeu guardar na verdade a sua Esposa, a Igreja, especialmente confortando a fé do Papa.

Mas, para que a verdade triunfe ao fim, não significa que não haverá uma multidão de vítimas. De fato, já há. Trata-se de todos aqueles fiéis que levam meses vivendo na confusão e no temor que a Igreja ceda em algo tão fundamental como em seus ensinamentos sobre o casamento e os sacramentos. Também serão vítimas aqueles que vivem no pecado e pensam que, de alguma maneira, a Igreja vai “regularizar” sua situação sem que tenham que renunciar a sua vida de pecado. Quando verem que tal coisa não ocorre, se sentirão ainda mais rejeitados do que hoje dizem que estão. Só Deus sabe o bem que certamente vai tirar de tanto mal.

Laus Deo VirginiqueMatri

Luis Fernando Pérez Bustamante