Posts tagged ‘Moral’

30 junho, 2014

Cardeal Baldisseri: Vaticano promoverá “pastoral de misericórdia” para os divorciados e casais do mesmo sexo.

Vaticano, 26 Jun. 14 / 05:52 pm (ACI/Europa Press).- O Vaticano anunciou que promoverá uma “pastoral de misericórdia” para aqueles casais que estão em situações de irregularidade canônica, como os que convivem, os divorciados, os desquitados, os divorciados que voltaram a casar pelo civil, as mães solteiras ou casais do mesmo sexo e o cuidado a ser dado aos eventuais filhos adotivos. O conteúdo do anúncio foi feito pelo cardeal Lorenzo Baldisseri durante a apresentação do Instrumento de trabalho que será usado pelos bispos de todo o mundo durante Sínodo sobre os desafios pastorais para a Família, que se celebra entre os dias 5 e 19 de outubro.

O Instrumento de trabalho, que será estudado durante o Sínodo pelos prelados e demais participantes, constitui um diagnóstico da preocupação pelas situações familiares, fruto das respostas enviadas ao Vaticano por episcopados, congregações e movimentos de todo o mundo.

Deste modo, o secretário geral do Sínodo dos bispos, Cardeal Lorenzo Baldisseri, assinalou que serão consideradas de maneira particular as situações pastorais difíceis que se referem, entre outras, às situações de “convivência e uniões de fato, casais desquitados e divorciados (que casaram pela Igreja) e voltaram a casar”, aqueles que se encontram em condições de “irregularidade canônica” ou que pedem casar-se pela Igreja “sem ser crentes ou praticantes”.

Sobre os casais que se uniram em matrimônio religioso e após o divórcio estão impedidos de casar pela Igreja ou aceder aos sacramentos, o Secretário do Sínodo e Ex-Núncio apostólico no Brasil reconheceu que estes “vivem com sofrimento sua situação de irregularidade na Igreja” e afirmou que a Igreja “sente-se interpelada a encontrar soluções compatíveis com sua doutrina, que guiem uma vida serena e reconciliada”.

Assim, manifestou a “relevância” de “simplificar e agilizar os processos judiciais de nulidade matrimonial”.

Sobre os que se casam “sem fé explícita”, reclamou “maior atenção da pastoral eclesiástica” e uma “melhor qualidade” nos cursos de preparação do matrimônio para que os esposos possam continuar sendo “recém casados depois das bodas”.

Cuidado dos filhos de casais do mesmo sexo

Sobre os casais do mesmo sexo, o Cardeal Baldisseri distinguiu contextos, segundo a legislação civil seja “mais ou menos favorável”, e insistiu na necessidade de um “cuidado pastoral das Igrejas particulares”, sobretudo pensando em “questões relacionadas com os eventuais filhos”, referindo-se ao contexto das uniões civis de mesmo sexo que em diversos países, em um número crescente, podem adotar filhos.

“Urge permitir às pessoas feridas curar-se e reconciliar-se, encontrando de novo confiança e serenidade”, acrescentou.

Por isso, promoveu a necessidade de uma pastoral capaz de oferecer a “misericórdia que Deus concede a todos sem medida”, e evidenciou que a Igreja deve “propor e não impor”, “acompanhar e não empurrar” e “convidar e não expulsar”.

Do mesmo modo, o Cardeal Baldisseri reconheceu que “a convivência e as uniões de fato” estão em crescente difusão e atribuiu o fato a “diversas razões sociais, econômicas e culturais”.

“A Igreja sente o dever de acompanhar estes casais na confiança de poder sustentar uma responsabilidade como é a do matrimônio”, disse.

Por sua parte, o relator Geral da III Assembléia Geral Extraordinária do Sínodo de Bispos e Arcebispo de Budapest, Hungria, Cardeal Peter Erdo, comentou que o documento de trabalho oferece “uma panorâmica da situação da pastoral da família”, a partir da perspectiva do nível da consciência, que proporcional ao conhecimento, “dos ensinamentos de Cristo e da Igreja sobre o matrimônio” e do nível relativo “ao comportamento real das pessoas”, onde se apresentam as “situações críticas”.

O Cardeal Erdo expressou que muitas das respostas evidenciam que as pessoas, em geral, “casam-se cada vez se casa menos, também de maneira civil”. “Tal fenômeno se insere no contexto do individualismo e do subjetivismo prático”, acrescentou.

Sobre o tema dos divorciados que voltaram a casar, o Cardeal Erdo manifestou que em algumas partes do mundo se fala de “um sofrimento causado por não receber os sacramentos” e que a pergunta “o que pedem os divorciados à Igreja?” em outras partes do mundo a resposta mais frequente é que “não pedem nada, ou porque ignoram que não podem participar dos sacramentos ou se mostraram indiferentes tanto antes como depois do matrimônio civil, inválido desde o ponto de vista eclesiástico”.

* * *

Atenção: Blog em recesso.

14 junho, 2014

Pe. Santiago Martín: misericórdia, verdade e justiça.

Conferência transmitida pela Magnificat TV – Cisma, possibilidade real por conta do novo conceito de misericórdia.

Pe. Martin é sacerdote espanhol, ordenado em 1979, licenciado em Biologia e teologia Moral. Em 1988 fundou a congregação Franciscanos de Maria, é membro do Pontifício Conselho para a Família e colaborador da EWTN,

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30 maio, 2014

Depois de Dom Steiner, Dom Orani.

Leia também: Secretário geral da CNBB diz que uniões entre pessoas do mesmo sexo precisam de amparo legal.

Intolerância e discriminação são mote de campanha da Igreja no Rio

O Globo – Um dia depois de o secretário-geral e porta-voz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, defender o amparo legal para pessoas do mesmo sexo que decidam viver juntas, a Igreja, a Organização das Nações Unidas (ONU) e diversas ONGs lançaram ontem aos pés do Cristo Redentor uma campanha contra a discriminação e a intolerância.

Preconceito de gênero, raça, idade e sexualidade estão entre os temas abordados pela campanha Zero Discriminação. À frente do encontro, o cardeal do Rio, Dom Orani Tempesta, lamentou que a discriminação prejudique até opções religiosas. Dentro da Igreja Católica, o debate sobre a união homossexual ainda é tímido, mas, segundo ele, fundamentado no respeito aos gays.

Orani defendeu o discurso de Leonardo Steiner.

— Dom Leonardo falou sobre o respeito a outras pessoas, à não-discriminação, e que, como qualquer outra associação civil, (os homossexuais) devem ter seus direitos garantidos — ressaltou Tempesta. — O que ele disse é o que tem sido sempre falado pela Igreja, que uma coisa (a união civil gay, do ponto de vista legal) não se confunde com matrimônio, mas que ao mesmo tempo deve haver respeito.

Para o cardeal, o preconceito ganhou força na sociedade, mesmo com o avanço do conhecimento humano.

Secretário-geral adjunto da ONU e diretor-executivo adjunto do Unaids, Luiz Loures alertou que a epidemia da Aids levantou muitos preconceitos, além da discriminação ao portador do HIV.

— A Aids mostrou diversos tipos de discriminação, como aquelas ligadas a gênero, raça, sexualidade, além da xenofobia — assinalou. — A única forma de responder a esta crise é em conjunto, porque a discriminação passa de uma minoria às outras.

Dois netos do líder sul-africano Nélson Mandela também participaram do evento.

— A discriminação, seja ela contra pobres, mulheres, negros, homossexuais ou soropositivos, segue o mesmo princípio: o do medo e da falta de conhecimento — afirmou Ndaba Mandela, coordenador da ONG Africa Rising Foundation.

Kweku Mandela, produtor de filmes, acrescentou:

— A discriminação por classe social é ainda mais grave.

29 maio, 2014

Duas boas notícias para o Brasil.

1) O Plano Nacional de Educação, que dará as diretrizes para a edução no país para o decênio 2011-2020, foi aprovado ontem, no Plenário da Câmara, sem a malfadada ideologia de gênero. Deo gratias!

2) Palavras do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ): “Ontem (27), recebendo o ministro da Saúde na Liderança do PMDB, alertei que estava ingressando na Câmara dos Deputados com um projeto de decreto legislativo para revogar a portaria 415 do ministério. Alertei a ele que pelos termos da portaria ela estaria legalizando o aborto ilegal. Nesta quarta (28), o ministro me procurou para comunicar que estudou a portaria editada por uma secretaria do Ministério e entendeu que havia falhas. Logo resolveu revoga-lá para melhor estudá-la. Quero deixar aqui registrado o agradecimento ao ministro pela compreensão do tema e pela decisão tomada de revogação da portaria 415. Certamente, após estudá-la, ele deverá apresentar alguma nova proposta ou nova portaria nos estritos termos da legislação vigente.”

Ou seja, a “portaria dos R$ 443,40″ deverá ser revogada (promessa que o deputado Eduardo Cunha deverá acompanhar). Cabe agora batalharmos pela revogação da Lei Cavalo de Troia, pois ele é um dos dispositivos que, tortuosamente, permitem a redação desse tipo de porcaria portaria.

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28 maio, 2014

Chegou o tempo?

Por Pe. David Francisquini

A mídia tem sido pródiga em divulgar declarações do ex-presidente do Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, o cardeal Walter Kasper, de 81 anos. Ele acaba de apresentar mais uma proposta escandalosa: a admissão na comunhão eucarística de divorciados que tenham contraído novas uniões.

O que a doutrina católica ensina a respeito? São Paulo deixa claro: a Escritura, inspirada por Deus, é útil para ensinar, repreender, corrigir e formar na justiça. E a Igreja ensina que o casamento é indissolúvel nas dores e nas alegrias, no luto e nas dificuldades, nas vitórias e nas derrotas, nos reveses e nas bonanças, nas desilusões e nas esperanças.

Aos efésios confirma São Paulo o Gênesis: o que Deus uniu o homem não separe. O homem deixará seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher e serão dois em uma só carne. Ficam excluídos da Eucaristia aqueles que estão em aberta violação da Lei de Deus. A Igreja não pode abrir as portas deste Sacramento aos cônjuges que violem ensinamentos multisseculares, pois eles próprios é que resolveram viver em situação irregular, abandonando com isso a frequência dos sacramentos.

Já aos Coríntios, ao ensinar as condições para a Comunhão Eucarística, São Paulo aponta o dever de se encontrar em estado de graça, pois quem o fizer indignamente come e bebe a própria condenação. A Igreja especifica as condições para o acesso à Eucaristia, a fim de que os fiéis a recebam com frutos. Nenhuma autoridade humana pode abrir seu acesso àqueles que vivem de maneira irregular, pois aproximar-se deste Sacramento em pecado mortal constitui sacrilégio, profanação do Corpo de Cristo.

Ninguém pode ensinar algo diferente do que foi sempre ensinado, afirma a tradição. São Paulo adverte: “Ainda que alguém — nós ou um anjo baixado do céu — vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.” O que dizer de um eclesiástico que ensina e propõe o contrário daquilo que o Magistério sempre ensinou? Santo Afonso de Ligório afirma, com base nas Sacras Letras, que é de fé que os impudicos, os impuros e os fornicadores não possuirão o Reino dos Céus.

A iniciativa do cardeal Kasper de tentar liberar a Comunhão Eucarística aos recasados acabará por envolver a instituição familiar numa crise sem precedentes, pois diz respeito aos fundamentos de nossa religião. Essa crise será também a ruína de muitos que deveriam pregar a boa doutrina. A vida matrimonial e familiar é sustentada pelos princípios, convicções e certezas oriundos da Fé, e tudo o que se constrói sobre o sentimentalismo não passa de edificação fantasiosa.

Cumpre encontrar soluções para que os recasados se afastem do mau caminho, e não subterfúgios para abalar ainda mais os já tênues laços familiares, como propõe o cardeal Kasper. São Paulo recomenda: “Prega a palavra, insiste, quer agrade, quer desagrade; repreende, suplica, admoesta com toda paciência e doutrina. Porque virá tempo em que os homens não suportarão a sã doutrina, mas contratarão para si mestres conforme os seus desejos, levados pela curiosidade de ouvir. E afastarão o ouvido das verdades para abrirem às fábulas.”

Terá chegado esse tempo? — Para o referido cardeal, expoente do progressismo, parece que sim…
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(*) Pe. David Francisquini, Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria — Cardoso Moreira (RJ).

Fonte: Blog da Família

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23 maio, 2014

Secretário geral da CNBB diz que uniões entre pessoas do mesmo sexo precisam de amparo legal.

O GloboDesde que assumiu a liderança da Igreja Católica, o Papa Francisco vem tocando no assunto com cautela, mas tem assinalado uma disposição da instituição em aceitar os fiéis gays. Em um movimento inédito de abertura, o Pontífice disse, logo após sua passagem pelo Brasil, em julho do ano passado, que os homossexuais não devem ser marginalizados: “Se uma pessoa é gay e busca a Deus, quem sou eu para julgá-la?”. Em entrevista ao GLOBO, o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, reitera a afirmação do Papa: “pessoas do mesmo sexo que decidiram viver juntas necessitam de um amparo legal na sociedade”.

Vice-ministro para Assuntos Religiosos da China, Jiang Jianyong, é sorridentemente recebido secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner.

Julho de 2011 – Vice-ministro para Assuntos Religiosos da China, Jiang Jianyong, é sorridentemente recebido secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner.

A declaração pode ser interpretada como uma mudança de tom da CNBB. Há cerca de um ano, quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou uma resolução determinando que os cartórios brasileiros deveriam celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo, a CNBB se posicionou contra a medida, que vinha a reboque de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2011.

O GLOBO: Recentemente, o Papa Francisco disse: “Quem sou eu para julgar um homossexual que procura Deus?”. Hoje, a Igreja Católica está aberta a aceitar seus fiéis homossexuais?

Dom Leonardo Steiner: Pode-se dizer que o Papa faz eco ao que o Catecismo da Igreja Católica diz a respeito das pessoas homossexuais: “Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta”. Entende-se que acolher com respeito, compaixão e delicadeza significa caminhar e estar junto da pessoa homossexual e ajudá-la a compreender, aprofundar e orientar a sua condição de filho, filha de Deus.

É importante que a Igreja Católica não marginalize os homossexuais?

A acolhida e o caminhar juntos são necessários, para se refletir sobre o que condiz ou não com a realidade vivida pelas pessoas homossexuais, e o que, de fato, lhes é de direito, para o seu próprio bem e o da sociedade.

O Papa também quer estudar as uniões homossexuais para entender por que alguns países optaram por sua legalização. Isso representa o início de um diálogo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo?

É importante compreender as uniões de pessoas do mesmo sexo. Não é um interesse qualquer quando se trata de pessoas. É necessário dialogar sobre os direitos da vida comum entre pessoas do mesmo sexo, que decidiram viver juntas. Elas necessitam de um amparo legal na sociedade.

A CNBB, porém, se declarou contra a resolução do Conselho Nacional de Justiça que determinou que os cartórios devem celebrar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por quê?

Ao dar reconhecimento legal às uniões estáveis como casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em nosso país, a Resolução do CNJ interpreta a decisão do Supremo Tribunal Federal de 2011. Certos direitos são garantidos às pessoas comprometidas por tais uniões, como já é previsto no caso da união civil. A dificuldade está em decidir que as uniões de pessoas do mesmo sexo sejam equiparadas ao casamento ou à família. A afirmação mais forte em relação à decisão do Conselho nacional de Justiça foi de que tal decisão não diz respeito ao Poder Judiciário, mas, sim, ao conjunto da sociedade brasileira, representada democraticamente pelo Congresso Nacional, a quem compete propor e votar leis, após aprofundado debate; o que não existiu.

A Igreja deve passar por mudanças para se adaptar aos novos tempos?

A Igreja muda sempre; está em mudança. Ela não é a mesma através dos tempos. Tendo como força iluminadora de sua ação o Evangelho, a Igreja busca respostas para o tempo presente. Assim como todas as pessoas, a Igreja sempre procura ler os sinais dos tempos, para ver o que se deve ou não mudar. A verdades da fé não mudam.

 

* * *

Aproveitamos a oportunidade para recordar alguns princípios, que deveriam ser seguidos por todos os católicos, enunciados pelo então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Joseph Ratzinger, em considerações aprovadas por João Paulo II (cuja canonização a CNBB comemorou, mas de quem diverge sobre a matéria):

“Onde o Estado assume uma política de tolerância de facto, sem implicar a existência de uma lei que explicitamente conceda um reconhecimento legal de tais formas de vida, há que discernir bem os diversos aspectos do problema. É imperativo da consciência moral dar, em todas as ocasiões, testemunho da verdade moral integral, contra a qual se opõem tanto a aprovação das relações homossexuais como a injusta discriminação para com as pessoas homossexuais. São úteis, portanto, intervenções discretas e prudentes, cujo conteúdo poderia ser, por exemplo, o seguinte: desmascarar o uso instrumental ou ideológico que se possa fazer de dita tolerânciaafirmar com clareza o carácter imoral desse tipo de união; advertir o Estado para a necessidade de conter o fenómeno dentro de limites que não ponham em perigo o tecido da moral pública e que, sobretudo, não exponham as jovens gerações a uma visão errada da sexualidade e do matrimónio, que os privaria das defesas necessárias e, ao mesmo tempo, contribuiria para difundir o próprio fenómeno. Àqueles que, em nome dessa tolerância, entendessem chegar à legitimação de específicos direitos para as pessoas homossexuais conviventes, há que lembrar que a tolerância do mal é muito diferente da aprovação ou legalização do mal.

Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimónio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo. Há que abster-se de qualquer forma de cooperação formal na promulgação ou aplicação de leis tão gravemente injustas e, na medida do possível, abster-se também da cooperação material no plano da aplicação. Nesta matéria, cada qual pode reivindicar o direito à objecção de consciência.

23 maio, 2014

US$ 192,78.

Manoel Gonzaga Castro | Fratres in Unum.com - Less than a year ago the defenders of life were battling strongly – without institutional support, sponsors or lobbyists from big foundations – against the law called the “Trojan Horse – the PLC 03/2013″. They demanded, back then, a complete condemnation of the initiative, all of it filled with sneaky semantic terms and neologisms with one purpose alone: to wide open the doors of abortion in Brazil.
As if it were not enough the effort required to win over the sons of darkness, promoters of the culture of death, the difficult enterprise was also boycotted by politically correct “pro-lifers”  that insisted on the defense of a partial veto to the bill. Joined by them was the Brazilian Episcopal Conference, always bowing in reverence to the bloody authorities of the PT (Worker’s Party) republic, with the usual delicacy of a court lady. [Link to Rorate's Caeli post talking about the subject back in 2013 - http://rorate-caeli.blogspot.com/2013/07/urgent-on-eve-of-papal-visit-brazil.html]
There were countless articles, open letters, manifestations from authorities and specialists. Appeals and more appeals to our religious leadership to use their prestige and moral authority to stop the imposition of abortion in Brazil.
Very well, the bill was approved and signed by the president Dilma Rousseff on the sad August 2nd of 2013. It then became the law #12.845 of 2013.
Today we harvest its fruits published on pages 60 and 61 of the Brazilian Union’s Official Diary.

 

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“Considering the Law #12.845 of August 1st 2013, that states about the compulsive and integral care of people in sexual violence situation on the scope of the Unique Health System (SUS, the Brazilian public funded health plan) and considering the evaluation of the Department of Regulation Evaluation and System Control – CRAC/SAS/MS, resolves:
Art. 1 – Included on the Table of Proceedings, Medicines, Prothesis and Special Materials of SUS, on group 04 subgroup 11 organization form 02 the procedure 04.11.02.006-4 – INTERRUPTION OF PREGNANCY/THERAPEUTIC ANTICIPATION OF BIRTH PREDICTED BY LAW and all its other attributes, according to the specified on the attachment of this document.
Attachment:
Price: R$ 443,40 (U$192,78)”
That’s it dear reader. With your tax money the federal government will pay R$ 443,40 (U$192,78) for each abortion performed on the SUS network in Brazil. Precisely as the full veto defenders predicted, taken as fanatics and conspiracy theorists.
Congratulations to all those who defended the partial veto. Don’t forget to request your commission from this value for services provided to the industry of death. But, make no mistake, the final setting of scores, believe it or not, will be done by the Most Righteous Judge, to whom your tricks cannot corrupt.
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22 maio, 2014

R$ 443,40.

Por Manoel Gonzaga Castro | Fratres in Unum.com - Há pouco menos de um ano, os defensores da vida batalhavam duramente — sem apoio institucional, sem patrocinadores, sem lobistas de grandes fundações — contra a chamada Lei Cavalo de Troia – o PLC 03/2013. Pedia-se, então, uma condenação total da iniciativa, toda ela eivada de minúcias semânticas e neologismos com um único propósito: escancarar as portas, na prática, para o aborto no Brasil.

Não bastasse o empenho a ser vencido dos filhos das trevas, os promotores diretos da cultura de morte, a cruel empreitada era boicotada também por “pró-vidas” politicamente corretos, que insistiam na defesa de um veto parcial ao projeto de lei. A eles uniu-se a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sem deixar de prestar toda reverência às autoridades sanguinárias da república petista, com a delicadeza habitual de uma dama da corte.

Foram incontáveis artigos, cartas abertas, manifestações de especialistas e autoridades. Apelos e mais apelos para que nossas lideranças religiosas usassem de seu prestígio e autoridade moral para frear a imposição do aborto no Brasil.

Pois bem, o Projeto de Lei foi sancionado, sem qualquer veto, por Dilma Rousseff, no triste 2 de agosto de 2013. Tornou-se Lei 12845 de 2013.

Hoje colhemos os seus frutos — divulgados nas páginas 60 e 61 do Diário Oficial da União.

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É isso mesmo, caro leitor. Com o dinheiro de seus impostos, o governo federal pagará R$ 443,40 por cada aborto realizado na rede do SUS no Brasil. Exatamente como previam o defensores do veto total, acusados de fanatismo, conspiracionistas…

Parabéns a todos que defenderam o veto parcial. Não se esqueçam de reivindicar uma parcela desse valor, a título de comissão, pelo serviço prestado à indústria da morte. Mas, estejam certos, o acerto de contas, creiam-no ou não, será feito por um Juiz Justíssimo, a quem suas falcatruas não podem corromper .

20 maio, 2014

O cruel surrealismo do Cardeal Kasper

Por Padre Nuno Serras Pereira – Há muitos pontos por onde pegar, para a refutar, no que diz respeito à proposta surrealista do cardeal W. Kasper de admitir à Comunhão Sacramental os casados validamente pela Igreja que se divorciaram pelo civil e se voltaram a “casar” civilmente e que vivem, não como irmãos, mas sim mantendo comércio carnal, isto é, fornicando adulteramente um com o outro.

O cardeal mostra , em primeiro lugar, uma concepção mágica da realidade. De facto, afirma que a sua proposta não muda em nada a Doutrina da Igreja e, para o provar, afirma em entrevista a validade do primeiro casamento mas recusa terminantemente, contrariando a Palavra expressa de Jesus Cristo, que a convivência posterior seja adulterina. Na sua parca, ou delirante?, imaginação basta mudar o nome a uma coisa para ela deixar de ser o que é e transformar-se em qualquer outra coisa que ele decidir.

Mas deixemos isso e infinitas outras coisas que se poderiam dizer acerca do que ele avança e atendamos somente às invocadas responsabilidades morais respeitantes aos filhos que resultaram da cumplicidade adulterina, as quais obrigariam, sob pena de impotência Divina, a uma suposta misericórdia de Deus que não poderia deixar de compactuar e selar o facto consumado.

Recorrendo a esta mesma lógica teríamos de concluir que um pai ou uma mãe ou ambos, que fossem ameaçados de morte caso não negassem a Fé em Cristo não só poderiam como porventura deveriam renunciá-la, para não faltar às responsabilidades para com os filhos.

(Também no caso de um pai ou de uma mãe que cometessem crimes, talvez terroristas, cujas penas incluiriam prisão efetiva, talvez perpétua, a Igreja deveria proclamar a imoralidade de tal coação por parte do estado, uma vez que inibiam os pais de cumprir as suas responsabilidades para com os filhos. Pela mesma lógica, uma mobilização geral em tempos de emergência nacional prolongada e com risco de vida colocaria de fora qualquer pai. E não seria mesmo de excluir que os viúvos ou viúvas com filhos fossem moralmente obrigados pela Igreja a contrair um novo enlace matrimonial de modo a realizar melhor as suas responsabilidades paternais.)

Recomendar e admitir à Sagrada Comunhão quem vive em estado de pecado mortal é induzir as pessoas, como ensina S. Paulo a condenarem-se, convencendo-as que o mal é bem, que o errado é certo, que a pecaminosidade é santidade, é estorvar-lhes a conversão a Jesus Cristo. Todas estas coisas, aprendi no Catecismo e ao longo de toda a minha vida, são manhas do Demónio, que tem como fim a perdição das almas, a sua condenação eterna. E importa muito não esquecer que S. Pedro, o fundamento visível do Papado, ensina que a finalidade da nossa Fé é a salvação das almas.

À honra de Cristo e de Sua Mãe. Ámen.

Créditos: Lavras Resiste!

16 maio, 2014

Bispo Italiano: “Eu não me identifico com aqueles que rezam o Terço do lado de fora das clínicas de aborto”.

Por Hilary White - LifeSiteNews.com | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com – Um bispo italiano irritou pró-vidas na Itália e no exterior após ter dito, em entrevista de 12 de maio, que ele tinha pouco tempo para os pró-vidas que rezam o Terço do lado de fora das clínicas de aborto.

“Eu não me identifico com os rostos inexpressivos daqueles que rezam o Terço do lado de fora das clínicas que praticam a interrupção da gravidez, [‘l’interruzione della gravidanza’], mas sim com aqueles jovens que se opõem a essa prática e lutam pela qualidade de vida das pessoas, pelo seu direito à saúde e ao trabalho,” disse o bispo Nunzio Galantino, secretário geral da Conferência dos Bispos Italianos (CEI).

Dom Nunzio Galantino

Dom Nunzio Galantino

John Smeaton, diretor da Sociedade para a Proteção dos Nascituros, com sede no Reino Unido (SPUC), enviou uma carta a Galantino, pedindo que retirasse os comentários e solicitando um encontro para discutir o assunto.

“Sinceramente, se as leis nacionais tivessem permitido o assassinato de padres católicos ou judeus ao longo das últimas décadas, não acho que o senhor diria: ‘No passado nos concentramos muito sobre o assassinato de padres católicos e judeus…’. Sem dúvida, o senhor diria: ‘Nunca denunciaremos este mal grotesco o bastante,’” escreveu Smeaton.

Porém, Galantino não se limitou a criticar o movimento pró-vida. Ao ser indagado sobre o seu desejo a respeito da Igreja Italiana, Galantino respondeu: “Que possamos falar sem tabu sobre qualquer assunto, como, por exemplo, padres casados, dar a Eucaristia a pessoas divorciadas e homossexualidade, de acordo com o Evangelho, e apresentar os motivos de nossas posições.”

Respondendo à pergunta se a politicamente influente CEI [Conferência Episcopal Italiana] continuará pressionando o Parlamento da Itália para tratar de valores “inegociáveis” da vida, da família e da educação, Galantino disse: “Pensemos sobre a sacralidade da vida. No passado não nos concentrávamos exclusivamente no aborto e na eutanásia. Isso não pode ser assim; no meio [das duas coisas] existe [a pessoa] que se desenvolve continuamente.”

Galantino acrescentou que com o pontificado do Papa Francisco, “a Igreja Italiana tem uma oportunidade extraordinária para se reposicionar com relação a expectativas espirituais, morais e culturais.”

Em março, o Papa Francisco escolheu Galantino pessoalmente para o segundo cargo mais importante na conferência dos bispos italianos, que o papa espera reformar. Em carta aos fiéis da diocese de Galantino, na Calábria, Francisco pediu desculpas por levá-lo a Roma. “Preciso que o Monsenhor Galantino venha a Roma ao menos por enquanto. … Peço-lhe, por favor, que me compreenda e perdoe,” escreveu Francisco.

Os comentários também despertaram a oposição na Itália, onde uma mulher escreveu que fora as orações daquelas pessoas do lado de fora da clínica de aborto que a ajudaram a perceber o mal do aborto.

Gianfranco Amato, presidente dos Juristas pela Vida, disse que a carta anônima lhe fora enviada por uma “mulher de nacionalidade romena” que mora no norte da Itália. Ela pediu que sua carta aberta fosse publicada no site da La Nuova Bussola Quotidiana em resposta aos comentários de Dom Galantino. A mulher disse que já havia feito três abortos e que rezava o Terço a fim de ajudar outras pessoas a evitarem a “dor sombria” que se segue a um aborto.

“Vossa Excelência, não tenho o rosto acetinado de uma atriz, tenho um rosto normal, igual ao de muitas outras mulheres, mas seria mesquinho chamá-lo de ‘inexpressivo’,” ela escreveu, acrescentando que compreende que, “como homem”, o arcebispo talvez não seja capaz de entender o que significa perder uma criança.

“Suprimi as vidas dos filhos que gerava três vezes. Somente a fé recém-descoberta através da graça me fez perceber a atrocidade do que fiz, e me levou a um compromisso com a defesa da vida,” ela disse.

“Assim, descobri-me dentre aquelas pessoas que rezam diante dessas clínicas antes que os atos que a Igreja corretamente chama de ‘crimes abomináveis’ sejam cometidos. Se decidi rezar o Terço nesses locais foi somente para implorar o perdão para essas pobres mulheres.”

“Na Igreja, Vossa Excelência, eu não me senti julgada pelo que fiz. E é por isso que eu não julgo ninguém. Somente rezo por essas mulheres que, por ignorância, às vezes, cometem os mesmos erros, caindo, em seguida, no abismo do remorso eterno.”