Posts tagged ‘O Papa’

22 abril, 2015

“A frieza de Francisco” ou “Como não ter cheiro de ovelha”.

Por Fratres in Unum.com: Papa Bergoglio é conhecido por sua genialidade em telefonemas e em receber gente da mais alta categoria, como aquela transexual espanhola e sua, digamos, “namorada”, que vieram queixar-se de seu pároco.

Desta vez, esteve em Roma a família de Asia Bibi, a paquistanesa que há seis anos está encarcerada por causa de um único crime: ser cristã.

O patriarca de Moscou se comoveu, e pediu sua libertação. O governo da França, laicista e anticatólico, se comoveu, e concedeu-lhe uma cidadania de honra.

Papa Francisco, porém, não se comove. Nenhuma palavra, nenhuma defesa.

Agora, reparem bem no modo como, em 15 segundos, fala en passant com a filha e o marido de Asia Bibi, que ficam completamente perplexos ante a frieza de seu pastor. Queriam contar-lhe seu sofrimento, queriam uma palavra de consolo, mas encontram apenas o sorriso apressando de Bergoglio que, insensível e alegremente, os desconsidera. Seria este o modo bergogliano de ter “cheiro de ovelha”?…

Parece mesmo que as tristezas de nosso tempo são de dimensões oceânicas.

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16 abril, 2015

Papa: ser obediente é estar aberto à vontade de Deus.

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco celebrou a missa matutina desta quinta-feira (16/04) na intenção do seu predecessor, Bento XVI, que completa 88 anos. “Gostaria de lembrar que hoje é o aniversário de Bento XVI. Ofereci a missa para ele (Bento XVI) e também convido todos a rezarem por ele, para que o Senhor o sustente e lhe dê tantas alegrias e felicidades”, disse Francisco. Na homilia, o Pontífice comentou a liturgia do dia, que fala da obediência.

Sinal de coragem

A obediência – observou o Papa – “tantas vezes nos leva a um caminho que não é o que eu penso que deve ser, é outro”. Obedecer é “ter a coragem de mudar de rumo quando o Senhor nos pede”. “Quem obedece tem a vida eterna”, enquanto para “quem não obedece, a ira de Deus permanece sobre ele”. Assim, na primeira leitura extraída dos Atos dos Apóstolos, os sacerdotes e os chefes ordenam aos discípulos de Jesus que não preguem mais o Evangelho ao povo: estão enfuriados, com ciúme, porque na presença deles ocorrem milagres, o povo os segue e “o número de fiéis aumentava”. Os discípulos são encarcerados, mas à noite, o Anjo de Deus os liberta e voltam a anunciar o Evangelho. Presos e interrogados novamente, Pedro responde às ameaças do sumo sacerdote: “É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens”. Os sacerdotes não entendiam:

Teimosia

“Mas estes eram doutores, tinham estudado a história do povo, tinham estudado as profecias, a lei, conheciam assim toda a teologia do povo de Israel, a revelação de Deus, sabiam tudo, eram doutores, e foram incapazes de reconhecer a salvação de Deus. Mas como é possível essa dureza de coração? Porque não é dureza de cabeça, não é simples ‘teimosia”. É a dureza… E pode-se perguntar: como é o percurso desta teimosia, que é total, de cabeça e de coração?”.

“A história desta teimosia, o itinerário – destacou o Papa – é o fechar-se em si mesmo, não dialogar, é a falta de diálogo”:

“Eles não sabiam dialogar, não sabiam dialogar com Deus, porque não sabiam rezar e ouvir a voz do Senhor, e não sabiam dialogar com os outros. ‘Mas por que esta interpretação?’. Somente interpretavam como era a lei para fazê-la mais precisa, mas estavam fechados aos sinais de Deus na história, estavam fechados ao seu povo. Estavam fechados, fechados. E a falta de diálogo, este fechamento do coração, os levou a não obedecer a Deus. Este é o drama desses doutores de Israel, desses teólogos do povo de Deus: não sabiam ouvir, não sabiam dialogar. O diálogo se faz com Deus e com os irmãos”.

Diálogo

E o sinal que revela que uma pessoa “não sabe dialogar”, “não está aberta à voz do Senhor, aos sinais que o Senhor faz no povo”  é a “fúria e a vontade de calar os que pregam, neste caso, a novidade de Deus, isto é, Jesus ressuscitado. Não têm razão, mas chegam a isso. É um itinerário doloroso. Estes são os mesmos que pagaram os guardiões do sepulcro para dizer que os discípulos tinham roubado o corpo de Jesus. Fazem de tudo para não abrirem-se à voz de Deus”:

E nesta Missa rezemos pelos mestres, pelos doutores, por aqueles que ensinam ao povo sobre Deus, para que não se fechem, para que dialoguem e, assim, se salvem da ira de Deus que, se não mudarem atitude, permanecerá sobre eles”.

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Nota do Fratres em uma só imagem:

Franciscanos da Imaculada

Santidade, os Franciscanos da Imaculada concordam plenamente!

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15 abril, 2015

Papa Francisco identifica retrocesso na teoria do gênero.

A12 – O Papa Francisco abordou hoje, 15, em sua catequese semanal, a “ideologia de gênero”. Prosseguindo o ciclo de catequeses sobre a família, o Papa falou sobre um tema que ele considera central: a complementariedade entre homem e mulher e a importância da diferença entre ambos na definição da família e do matrimônio.

“Deus criou o ser humano à sua imagem: criou-os homem e mulher.” Esta afirmação do Gênesis, explicou Francisco, diz que nem só o homem nem só a mulher são imagem de Deus, mas ambos, como casal, são imagem do Criador. A diferença entre eles tem em vista a comunhão e a geração, e não a contraposição nem a subordinação. “Somos feitos para nos ouvir e nos ajudar reciprocamente. Sem esse enriquecimento recíproco, não se pode entender profundamente o que significa ser homem e mulher”, disse o Papa.

Numa reflexão sobre a importância do matrimônio, Francisco observou que a cultura moderna trouxe “novos espaços, novas liberdades” para a compreensão da diferença homem-mulher, mas também “muitas dúvidas e muito ceticismo”.

“Pergunto-me, por exemplo, se a chamada teoria do gênero não seja expressão de uma  frustração e resignação, com a finalidade de cancelar a diferença sexual por não saber mais como lidar com ela. Sim, corremos o risco de retroceder”, afirmou.

Francisco, advertiu ainda que a remoção da diferença é o problema, e não a solução. “Corremos o risco de dar um passo atrás. A remoção da diferença, de fato, é o problema, não a solução: para resolver o problema das relações, o homem e a mulher devem, pelo contrário, falar mais, ouvir-se mais, conhecer-se mais, gostar mais um do outro”, recomendou.

Se o homem e a mulher têm divergências, as mesmas devem ser resolvidas com o diálogo, para amarem-se mais e conhecerem-se melhor. “O elo matrimonial e familiar é algo sério, e o é para todos, não só para os fiéis. Gostaria de exortar os intelectuais a não abandonarem este tema, como se tivesse se tornado um empenho secundário a favor de uma sociedade mais livre e mais justa”, reforçou.

Francisco recordou que Deus “confiou a terra à aliança do homem e da mulher: a falência desta aliança gera a aridez dos afetos no mundo e obscurece o céu da esperança. Os sinais são visíveis e preocupantes”, disse.

Francisco indicou ainda reflexões importantes nessa relação entre o homem e a mulher: a complementaridade e a responsabilidade.

Exaltando o papel da mulher nessa busca pela complementaridade, o Santo Padre sublinhou. “De fato, é necessário que a mulher não seja só mais ouvida, mas que a sua voz tenha um peso real, que seja reconhecida na sociedade e na Igreja. Ainda não entendemos em profundidade o que pode nos dar o gênio feminino, por saber ver as coisas com outros olhos que complementam o pensamento do homem. Trata-se de um caminho a percorrer com mais criatividade e audácia”, afirmou Francisco, citando como exemplo o modo como o próprio Jesus considerou as mulheres num período em que eram relegadas ao segundo plano.

Nesse sentido, o Papa lembrou que o homem e a mulher foram criados à imagem de Deus e indagou se “a crise coletiva de confiança em Deus, que nos faz tanto mal, que nos faz ficar doentes de resignação à incredulidade e ao cinismo, não estará ligada à crise da aliança entre homem e mulher”, observou.

Sobre a responsabilidade, o Papa assinalou a atuação da Igreja e de todos os fiéis para redescobrir a beleza do projeto criador.

“A terra enche-se de harmonia e confiança quando a aliança entre o homem e a mulher é vivida no bem. Jesus nos encoraja explicitamente ao testemunho desta beleza”, concluiu o Papa.

Ao final, como de costume, o Papa cumprimentou os fiéis presentes na Praça.

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14 abril, 2015

Papa Francisco, garoto-propaganda da “Marcha Gay” de Maringá.

Ajoelhado diante de um travesti, Francisco lavou e beijou-lhe os pés. O papado, prostrado diante do movimento gay!… O fato fala por si mesmo.

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Agora, feito “poster-boy” da Marcha LGBT de Maringá, Francisco silenciosa, mas eloquentemente, grita: “Quem sou eu para julgar?”.

Canonizado ainda em vida pela mídia internacional, o Papa argentino agora é celebrado como o “padroeiro dos gays”.

Francamente, só pode ser um castigo sobre a nossa geração! “O Senhor te afligirá com loucura, cegueira e confusão mental” (Deut. XXVIII,28).

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13 abril, 2015

Derrubadas as muralhas.

Publicada Bula que oficializa o Ano Santo da Misericórdia

Por Arquidiocese de São Paulo – O Papa Francisco presidiu, na tarde deste sábado, 11, na Basílica Vaticana, às Primeiras Vésperas do Domingo da Divina Misericórdia, por ocasião da convocação oficial do Jubileu extraordinário da Misericórdia.

A cerimônia teve início no átrio da Basílica Vaticana, diante da ”Porta Santa”, com a entrega da Bula “Misericordiae Vultus” (“O rosto da Misericórdia”) aos quatro Cardeais-Arciprestes das Basílicas papais de Roma. O Regente da Casa Pontifícia, Mons. Leonardo Sapienza, leu, na presença do Papa Francisco, alguns trechos do Documento oficial de convocação do Ano Santo extraordinário da Misericórdia.

O longo documento divide-se, a grosso modo, em três partes. Na primeira, o Papa Francisco aprofunda o conceito de misericórdia e explica o porque da escolha da data de início em 8 de dezembro, Solenidade de Maria: “para não deixar a humanidade sozinha à mercê do mal” e por coincidir com o 50º aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II, que derrubou as muralhas, “que por muito tempo, mantiveram a Igreja fechada em uma cidadela privilegiada”. “Na prática – disse o Papa – todos somos chamados a viver de misericórdia, porque conosco, em primeiro lugar, foi usada a misericórdia”.

Na segunda parte, o Santo Padre oferece algumas sugestões práticas para celebrar o Jubileu, como realizar uma peregrinação, não julgar e não condenar, mas perdoar e doar, permanecendo afastado das fofocas e das palavras movidas por ciúmes e invejas, tornando-se “instrumentos de perdão”; abrir o coração às periferias existenciais, realizar com alegria obras de misericórdia corporal e espiritual e incrementar nas dioceses a iniciativa de oração e penitência “24 horas para o Senhor”, entre outros.

Por fim, na terceira parte, Francisco lança alguns apelos contra a criminalidade e a corrupção – dirigindo-se aos membros de grupos criminosos e aos corruptos; exorta ao diálogo inter-religioso e explica a relação entre justiça e misericórdia. A Bula se conclui com a invocação a Maria, testemunha da misericórdia de Deus.

* * *

Nota do Fratres – Selecionamos alguns trechos significativos do documento, cuja íntegra pode ser encontrada aqui:

“Escolhi a data de 8 de Dezembro, porque é cheia de significado na história recente da Igreja. Com efeito, abrirei a Porta Santa no cinquentenário da conclusão do Concílio Ecuménico Vaticano II. A Igreja sente a necessidade de manter vivo aquele acontecimento. Começava então, para ela, um percurso novo da sua história. Os Padres, reunidos no Concílio, tinham sentido forte, como um verdadeiro sopro do Espírito, a exigência de falar de Deus aos homens do seu tempo de modo mais compreensível. Derrubadas as muralhas que, por demasiado tempo, tinham encerrado a Igreja numa cidadela privilegiada, chegara o tempo de anunciar o Evangelho de maneira nova. Uma nova etapa na evangelização de sempre. Um novo compromisso para todos os cristãos de testemunharem, com mais entusiasmo e convicção, a sua fé. A Igreja sentia a responsabilidade de ser, no mundo, o sinal vivo do amor do Pai”.

“A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia. Toda a sua acção pastoral deveria estar envolvida pela ternura com que se dirige aos crentes; no anúncio e testemunho que oferece ao mundo, nada pode ser desprovido de misericórdia. A credibilidade da Igreja passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo. A Igreja « vive um desejo inexaurível de oferecer misericórdia ». Talvez, demasiado tempo, nos tenhamos esquecido de apontar e viver o caminho da misericórdia…”.

“Se uma pessoa não quer incorrer no juízo de Deus, não pode tornar-se juiz do seu irmão. É que os homens, no seu juízo, limitam-se a ler a superfície, enquanto o Pai vê o íntimo. Que grande mal fazem as palavras, quando são movidas por sentimentos de ciúme e inveja! Falar mal do irmão, na sua ausência, equivale a deixá-lo mal visto, a comprometer a sua reputação e deixá-lo à mercê das murmurações. Não julgar nem condenar significa, positivamente, saber individuar o que há de bom em cada pessoa e não permitir que venha a sofrer pelo nosso juízo parcial e a nossa pretensão de saber tudo“.

Todavia, a partir do item 19, o Papa Francisco estende um convite à mudança de vida a todos os que “estão longe da graça de Deus pela sua conduta de vida” e parece retirar de alguns o “benefício do não-juízo” citado acima, nomeando certas categorias de “infelizes” em particular. Ei-los: os que pertencem a algum “grupo criminoso” e as “pessoas fautoras ou cúmplices de corrupção. Esta praga putrefacta da sociedade é um pecado grave que brada aos céus, porque mina as próprias bases da vida pessoal e social…”. Curiosamente, só grupos cuja condenação é unanimemente ratificada pela mentalidade politicamente correta.

Neste ano tão decisivo para as famílias, nenhuma menção especial aos que minam, com muito mais propriedade, “as próprias bases da vida pessoal e social” seja pelo adultério, pelo divórcio ou pelo homossexualismo.

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8 abril, 2015

Francisco lava os pés de transexual, a quem, depois, é dada a Comunhão.

Por Adelante la Fe | Tradução: Fratres in Unum.com – Limitamo-nos a reproduzir o vídeo onde o próprio transexual conta a experiência. Ignoramos que conhecimento o Papa tinha da circunstância, porém, se é certo que não foram pessoas espontâneas, mas escolhidas previamente, não sabemos por quem nem com conhecimento de quem. Igualmente, parece que esta “peculiaridade” era já vox populi com caráter prévio à cerimônia. Nós simplesmente constatamos o fato. Alguém deveria esclarecê-lo, pois pode levar a escândalo. De acordo com o que se vê, o transexual não parece um caso de arrependimento, uma vez que continua se apresentando e vestindo enquanto tal, e assim age e comunga.

transexual

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26 março, 2015

O Papa Francisco e a corrupção.

Por Hélio Dias Viana – ABIMEm sua recente visita ao bairro da máfia em Nápoles, o Papa Francisco manifestou horror à corrupção e disse que ela cheirava mal. Sendo assim, compreende-se que na projetada viagem que o Pontífice fará ao Paraguai, à Bolívia e ao Equador no próximo mês de julho, ele aconselhe os governos bolivarianos dos dois últimos países a mudarem diametralmente de direção, pois os mesmos são uma fonte permanente de corrupção, tal como acontece com o da Venezuela, e também com o da Argentina, sua pátria.

Quanto ao Paraguai, convém lembrar que o ex-bispo Fernando Lugo foi alijado constitucionalmente da Presidência da República, por querer enveredar seu país pelo mesmo caminho.

Ou seja, é através da corrupção institucionalizada que os governos bolivarianos se aparelham, e conduzem depois seus países à mais desastrosa das situações, que é aquela geradora da miséria e da opressão reinantes nos regimes comunistas de Cuba e da Coreia do Norte.

Para a consecução desse trágico fim, eles contam com o apoio de movimentos criminosos ditos sociais, do tipo do MST brasileiro, adrede criados para esse fim. Tais movimentos, entretanto, foram recebidos no ano passado no Vaticano e estimulados a continuarem sua luta demolidora da atual ordem socioeconômica em seus respectivos países.

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23 março, 2015

Ações do Sínodo. Cai Kasper, sobe Caffarra.

Também o Papa Francisco se distancia do primeiro e se aproxima do segundo. E mantém-se próximo ao Cardeal Muller. E promove o africano Sarah. Todos eles intransigentes defensores da doutrina católica sobre o matrimônio. 

Por Sandro Magister, 20 de março de 2015 | Tradução: Fratres in Unum.com – “Com isso não se soluciona nada”, disse o Papa Francisco sobre a idéia de administrar a Comunhão aos divorciados que voltaram a se casar [civilmente]. E muito menos se eles a “querem”, reivindicam-na. Pois a comunhão não é “uma insígnia, uma honraria. Não”.

Em sua última grande entrevista, Jorge Mario Bergoglio esfriou as expectativas de mudança substancial na doutrina e na praxe do matrimônio católico que ele mesmo havia, indiretamente, alimentado:

> Los primeros dos años de la “Era Francisco” en entrevista a Televisa

Francisco e Caffarra.

“Expectativas descomedidas”, definiu ele. E já não mencionou as teses inovadoras do Cardeal Walter Kasper, que ele havia engrandecido em várias ocasiões, mas das quais parece ter se distanciado.

Vice-versa, já há algum tempo o Papa Francisco olha com crescente atenção e estima a outro cardeal teólogo, que sobre o “Evangelho do matrimônio” sustenta teses perfeitamente alinhadas à tradição: o italiano Carlo Caffarra, arcebispo de Bolonha.

Como professor de teologia moral, Caffarra era especialista em matrimônio, família e procriação. E, por esta razão, João Paulo II o quis como presidente do Pontifício Instituto para Estudos sobre o Matrimônio e a Família criado por ele em 1981, na Universidade Lateranense, após o sínodo de 1980 dedicado precisamente a esses temas.

Portanto, causou impressão a exclusão, em outubro passado, de todo expoente de tal instituto — que neste ínterim se estendeu por todo o mundo — na primeira sessão do sínodo sobre a família.

Porém, agora este vazio foi preenchido: em 14 de março último, o Papa Francisco nomeou o professor José Granados, vice-presidente exatamente do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre o Matrimônio e a Família, como um dos consultores da secretaria geral da segunda e última sessão do sínodo, programada para outubro deste ano.

Quanto a Caffarra, se no próximo mês de maio não for eleito pela conferência episcopal como um de seus quatro delegados para o sínodo, seguramente será o Papa quem lhe incluirá entre os padres sinodais, como fez na sessão precedente.

O arcebispo de Bolonha é um dos cinco cardeais anti-Kasper que reuniram suas teses no livro “Permanecendo na verdade de Cristo”, publicado na Itália pela editora Cantagalli às vésperas do sínodo passado e traduzido atualmente em dez idiomas.

E foi, em seguida, um dos críticos mais decididos e melhor articulados do informe bomba lido por Kasper no consistório de fevereiro de 2014:

> El cardenal Caffarra: ningún Papa puede romper el vínculo matrimonial

Nesta ampla entrevista a “Il Folgio, de 15 de março de 2014, Caffarra disse, entre outras coisas, o que segue sobre a comunhão aos divorciados recasados:

“Quem admite esta hipótese não respondeu a uma pergunta muito simple: o que ocorre com o primeiro matrimônio rato e consumado? A solução apresentada leva a pensar que permanece o primeiro matrimônio, mas que também há uma segunda forma de convivência que a Igreja legitima. Por conseguinte, há um exercício da sexualidade humana extra-conjugal que a Igreja consideraria legítimo. Porém, com isso se nega o pilar da doutrina da Igreja sobre a sexualidade. Então, alguém poderia se perguntar: e por que não se aprovam as livres convivências? E por que não as relações entre homossexuais? Não é só questão de praxis, isso diz respeito à doutrina. Inevitavelmente. Também é possível dizer que não se faz, mas que se faz. E não só. Introduz-se um costume que a longo prazo determina esta idéia no povo, não só cristão: não existe nenhum matrimônio absolutamente indissolúvel. E isso, certamente, é contrário à vontade do Senhor”.

Abaixo, segue o texto integral do último posicionamento de Caffarra sobre o matrimônio e a família: uma conferência que proferiu no último 12 março na Pontifícia Universidade da Santa Cruz [ndr: o Fratres não teve condições de traduzir o texto; se algum leitor puder fazê-lo, publicaremos de bom grado].

Mas, antes, é útil recordar outros fatos que evidenciam a crescente aproximação do Papa Francisco do grupo dos críticos de Kasper.

O Papa continua mantendo à cabeça da congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Gerhard L. Müller, o mais prestigioso dos cinco purpurados do livro anti-Kasper, muito firme em advertir sobre essa “sutil heresia cristológica” que consiste em separar a doutrina da praxis pastoral, na ilusão de que se possa mudar a segunda sem minar a primeira e, portanto, abençoar as segundas núpcias mantendo firme a indissolubilidade do matrimônio:

> Introduzione ai lavori della commissione teologica internazionale, 1 dicembre 2014

Em segundo lugar, o Papa Francisco, em uma das poucas nomeações importantes que fez recentemente na cúria, colocou na chefia da Congregação para o Culto Divino o Cardeal guineano Robert Sarah, autor de um livro entrevista  “Dieu ou rien. Entretien sur la foi”, publicado na França pela editora Fayard, no qual rejeita na raiz a idéia de dar a Comunhão aos divorciados recasados, que a seu juízo é “a obsessão de certas igrejas ocidentais que querem impor soluções que qualificam de ‘teologicamente responsáveis e pastoralmente apropriadas’ e que contradizem radicalmente o ensinamento de Jesus e do magistério da Igreja”.

Dando plena razão a Müller, o Cardeal Sarah diz ainda:

“A idéia que consistiria em pôr o magistério dentro de um belo cofre, separando-o da prática pastoral, que poderia evoluir segundo as circunstâncias, modas e paixões, é uma forma de heresia, uma perigosa patologia esquizofrênica”.

E depois de ter constatado que a questão dos divorciados recasados “não é um desafio urgente para as Igrejas da África e Ásia”, declara:

“Portanto, afirmo solenemente que a Igreja da África se oporá firmemente a toda rebelião contra o ensinamento de Jesus e do magistério”.

Efetivamente, os cardeais e bispos africanos eleitos até agora como representantes no próximo sínodo pelas respectivas igrejas nacionais, situam-se todos na posição intransigente de Sarah, com única exceção para o arcebispo de Accra, Charles Palmer-Buckle, que não só declarou ser favorável à comunhão aos divorciados recasados, mas também — em hipótese — ao divórcio, graças aos poderes do Papa de “unir e dissolver” qualquer coisa sobre a terra.

> African Archbishop Lays Down “Daring” Challenge for Synod on the Family

Há de se acrescentar que nesta posição intransigente também se alinharam os bispos da Europa Oriental, com os poloneses à frente:

> Konferencji Episkopatu Polski. Komunikat

> In English

E os quatro padres sinodais eleitos pela conferência episcopal dos Estados Unidos: Joseph Kurtz, Charles Chaput, Daniel DiNardo, José H. Gómez.

O mais “moderado” dos quatro, Kurtz, tampouco deixou de enfatizar — seguindo os passos do cardeal Müller — que “é muito importante que não haja nenhuma fissura entre o modo com que rezamos e cremos e o modo como exercemos a atenção pastoral. Há uma justa preocupação de permanecermos fiéis ao verdadeiro magistério da Igreja e esta é a atitude que adotarei no sínodo”:

> On Synod, Archbishop Kurtz Calls for Unity Between Catholic Beliefs and Pastoral Practice

 

23 março, 2015

Sangue de São Januário se liquefaz durante visita de Francisco a Nápoles.

Sangue se liquefez pela última vez em presença do Papa em 1848. 

Por Catholic Herald | Tradução: Fratres in Unum.com – O sangue de São Januário [San Gennaro] se liquefez na presença de um papa no sábado, pela primeira vez desde 1848.

O sangue do santo padroeiro de Nápoles, normalmente sólido, se liquefez parcialmente após o Papa beijar a relíquia durante sua viagem de um dia à cidade do sul da Itália.

De acordo com a AFP, o Cardeal Crescenzio Sepe, de Nápoles, mostrou a ampola aos fiéis na catedral da cidade, afirmando: “O sangue se liquefez pela metade, o que mostra que São Januário ama o nosso Papa e Nápoles”.

Ao que o Papa Francisco respondeu: “O bispo acaba de anunciar que o sangue se liquefez pela metade. Podemos ver que o santo só nos ama pela metade. Devemos difundir a palavra, para que ele nos ame mais!”

O sangue se liquefez para um papa pela última vez na presença de Pio IX. O fenômeno não ocorreu quando São João Paulo II visitou Nápoles em 1979, nem quando Bento XVI visitou a cidade em 2007.

São Januário foi um bispo de Nápoles que se acredita ter sido martirizado por volta do ano 305, durante a perseguição de Diocleciano.

Seu sangue é mantido em uma ampola de vidro selada e tradicionalmente se liquefaz três vezes ao ano: em 19 de setembro, festa do santo, em 16 de dezembro e no sábado que antecede o primeiro domingo de maio.

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20 março, 2015

O primeiro Jubileu da história que não celebrará Jesus.

O Ano Santo anunciado para breve será centralizado em Jesus Cristo, como os anteriores, ou no Papa Bergoglio?

Por Antonio Socci | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com – O Papa e a Igreja terão que ser bem decisivos ao esclarecer o mal-entendido, porque ontem os títulos dos principais jornais, todos secularistas, mas entusiasticamente bergoglianos, eram unânimes.

Corriere della Sera: “O Jubileu do Papa Francisco”; La Repubblica: “O Ano Santo de Francisco;  La Stampa: “É o Jubileu de Francisco.”

Idéia absurda, porque com um Jubileu não se celebra um Papa, mas o Senhor. O Papa deve ser o “servo dos servos de Deus” e não pode ser colocado no lugar de Deus.

FRANCISCOMANIA

Alguns podem até dizer que foi a mídia que entendeu mal. E isso em parte é verdade, mas ninguém veio a público para desmentir esses jornais, que, da outra parte  – caso curioso – são braços de bancos poderosos, grandes corporações e financiadores, e todos fãs de carteirinha do considerado “Papa dos pobres”, o mesmo que fulmina críticas contra o capitalismo.

Por outo lado – além dos jornais seculares — até mesmo a corte papal, no sentido mais amplo, contribui no mundo católico para a transformação do papa em uma espécie de “divo”.

Tanto é assim, que o próprio Bergoglio, em uma entrevista, nos primeiros meses de seu pontificado, criticou a “franciscomania” dizendo: “Eu não gosto de interpretações ideológicas, uma certa mitologia do papa Francisco… Sigmund Freud dizia, se eu não me engano, que, em qualquer idealização existe uma agressão. Pintar o Papa como uma espécie de super-homem, uma espécie de estrela, me parece ofensivo”.

Bergoglio, portanto, já de início compreendeu que essa mania de fazer de sua pessoa uma espécie de “divo” é para ele um perigo.

Mas, ao invés de  de “descentralizar” a Igreja em relação a si próprio e centrá-la em Cristo, rapidamente mostrou alguma condescendência e, finalmente, muita satisfação.

De fato, hoje, a sua corte é uma fábrica de triunfalismo bajulatório e tanto a mídia Católica como a secular navegam pelos mares de uma “franciscomania” fanática.

Não só. Na Igreja, tal “franciscomania” está sendo imposta (também a bispos e cardeais) como o pensamento único ao qual todos têm que se conformar se não quiserem correr o risco de levar “bastonadas” e ser colocado no Index.

É aqui que nasce o problema com o Ano Santo.

Esperamos que não seja Bergoglio a querer fazer “o Jubileu do Papa Francisco.” Ele mesmo uma vez, no início de seu pontificado, convidou os fiéis a gritar “Viva Jesus” em vez de “Viva Francisco”. Mas ele fez isso apenas uma vez. Em seguida, permitiu que a “franciscomania” se espalhasse.

Hoje não tolera a diversidade de pontos de vista e de tons, concede prêmios e cátedras a quem o aplaude, pune os dissidentes e deixa que sua corte imponha uma papolatria de chumbo na Igreja.

Os jornais de ontem foram induzidos ao erro porque Bergoglio escolheu anunciar o Jubileu justamente no dia do segundo aniversário de sua eleição, quando todos os jornais tinham páginas comemorativas para ele.

Além disso, também saiu nas mesmas horas uma entrevista na qual ele diz que seu pontificado será curto (por força: ele tem 78 anos de idade) colocando-o, assim, no centro da atenção da mídia. Então, era natural, portanto, que os jornais fizessem esses títulos a respeito do Jubileu centralizando-se nele.

Será dito que esta não era a vontade de Bergoglio. Assim espero. No entanto, perguntamos: por que um Ano Santo Extraordinário em 2016?

CRISTO CANCELADO

O Jubileu – desde o primeiro, em 1300 – sempre foi realizado nas datas que se referem aos anos de nascimento e morte de Jesus Cristo. Mesmo os jubileus extraordinários (muito poucos).

O de 2016 é o primeiro Jubileu na história da Igreja que não está centralizado no evento histórico de Jesus Cristo, de sua vida terrena.

Uma vez que era necessário encontrar uma razão qualquer para justificar a convocação do Jubileu em 2016, Bergoglio decidiu que será por ocasião do 50º aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II.

Mas, que tipo de aniversário é esse? Jamais se fez um Jubileu para comemorar um Concílio. E, depois, que o Vaticano II terminou em 1965, portanto em 2016 não se comemora o 50º, mas o 51º ano da conclusão do 21° Concílio da Igreja.

É, portanto, um pretexto, aliás ideológico e até mesmo auto-referencial porque será centralizado em um fato eclesiástico ao invés de Cristo (se fôssemos considerar eventos semelhantes em toda a história da Igreja, a cada ano poderíamos convocar um Ano Santo).

O primeiro Jubileu da história que não terá como centro o acontecimento que é Cristo, terá, como protagonista indiscutível da mídia, Papa Bergoglio, o papa que, além do mais, não cumprimenta os fiéis com a tradicional expressão  “Louvado seja Jesus Cristo”, mas com um “Bom dia” e “Boa noite”, sendo, por isso, elogiado pela mídia como o “papa afável”.

Será, portanto, um ano de triunfalismo bergogliano. Mesmo a referência à “misericórdia” querida pelo Papa vai nessa direção. Escreve o “Corriere” na primeira página: “Será dedicado à misericórdia.”

Mas isso não passa de um pleonasmo, porque todos os jubileus, pela sua própria natureza, são dedicados à misericórdia.

A catedral de Siena tem uma lápide esculpida no portal que relata as palavras com que Bonifácio VIII proclamou o primeiro Jubileu da história, em 1300, e a palavra-chave é exatamente “misericórdia”.

Então, por que querem afirmar que o Jubileu de 2016 será particularmente focado sobre a misericórdia e caracteriza-se por isso?

O que se pretende é anunciar e doar – como em todos os outros Jubileus – a Misericórdia de Deus, ou pelo contrário, o que se quer é celebrar a misericórdia do Papa Bergoglio, que é considerada pela mídia como a maior de todas?

A questão é de grande atualidade visto que ao longo de 2014 Francisco tentou fazer, através do cardeal Kasper, uma revolução no acesso à comunhão pelos divorciados que voltaram a casar, justamente em nome de sua idéia de “misericórdia”.

O papa argentino foi substancialmente colocado na minoria tanto no consistório de fevereiro de 2014,  como no Sínodo sucessivo, porque a Igreja recordou-lhe que misericórdia não pode implicar no cancelamento da lei de Deus e das palavras de Cristo sobre o sacramento do matrimônio.

Todavia, no novo Sínodo de outubro próximo, teremos a partida de volta. Já há quem diga que o anúncio do Jubileu da “misericórdia” pode ser uma forma de pressão para conseguir passar no Sínodo as inovações bergoglianas.

E há quem retém que servirá, ao invés, para que Bergoglio ponha em segundo plano um Sínodo em que ele agora sabe que não será capaz de realizar a revolução prevista.

Assim, seria uma cortina de fumaça para despistar a decepção dos fãs e da mídia secularista.

As hipóteses são as mais diversas. Mas hoje o problema que se impõe e que o Jubileu amplifica é, antes de tudo, isto: a Igreja deve ser centrada em Jesus Cristo ou sobre o atual pontífice?

CULTO DA PERSONALIDADE

João Paulo I, em seus 33 dias de pontificado, foi cercado por um grande afeto dos fiéis. Mas foi um fenômeno que não é nem remotamente comparável a atual “francIscomania” planetária (principalmente secularista).

No entanto, o calor do povo cristão foi o suficiente para o Papa Luciani avisar a todos sobre os riscos de papolatria: “Eu tenho a impressão”, disse ele, “que a figura do papa é louvada em demasia. Existe o risco de se cair no culto de personalidade, que eu absolutamente não quero. O centro de tudo é Cristo, a Igreja. A Igreja não é do Papa, é de Cristo … O papa é um humilde servo de Cristo. “

O próprio Jesus, nos Evangelhos, advertiu aos apóstolos que tivessem muito cuidado com os aplausos do mundo e elogiou aqueles que desafiam o ódio do mundo e que buscam o consentimento de Deus.

Mesmo aos papas de hoje, os papas da era midiática, a escolha que se impõe é ainda mais dramática: entre o testemunho (heróico) da Verdade e a busca de consenso mundano. Ou Deus ou Mammon.

Até o Cardeal Ratzinger, por ocasião da morte do Papa Paulo VI, em 1978, disse: “Paulo VI resistiu à telecrazia e à demoscopia, os dois poderes ditatoriais do presente. E assim pôde fazer porque não tomou como parâmetro o sucesso e aprovação, mas sim a consciência, que é medida sobre a verdade e sobre a fé. “

Assim o fizeram, a ponto de deflagrarem o linchamento da mídia, também João Paulo II e Bento XVI. Até agora, Francisco tem feito exatamente o oposto.

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