Posts tagged ‘O Papa’

21 julho, 2014

Bispo austríaco: Papa disse-me que a “ideologia de gênero é demoníaca”.

Por John-Henry Westen – Life Site News | Tradução: Fratres in Unum.com – O Papa Francisco condenou duramente a “ideologia de gênero” em uma conversa privada com o bispo austríaco Andreas Laun, no início deste ano, relatou o próprio bispo em um artigo.

Ao fazê-lo, o Papa segue as pegadas de seu predecessor, o Papa Bento XVI. Ao fim de seu pontificado, o papa emérito falou duas vezes sobre a ideologia de gênero como “uma tendência negativa para a humanidade” e uma “profunda falsidade”, sobre “a qual é um dever dos pastores da Igreja” colocar os fiéis “em alerta”.

Dom Laun, bispo auxiliar de Salzburg, escreveu sobre as palavras do Papa Francisco em março, em um artigo para o portal de notícias católica alemão Kath.net. Dom Laun declarou a LifeSiteNews que se encontrou com o Papa brevemente, em 30 de janeiro, como parte da visita ad limina dos bispos austríacos, um encontro que os bispos devem ter a cada cinco anos. Laun acrescentou que ele foi o último dos bispos a falar com o Santo Padre.

“Ao responder minha pergunta, Papa Francisco disse, “a ideologia de gênero é demoníaca!”. Laun escreveu em seu artigo, acrescentando que o Papa não exagerava em seu comentário. “De fato, a ideologia de gênero é a destruição das pessoas, e é por isso que o Papa tinha razão em chamá-la de demoníaca”, disse.

Escrevendo sobre a ideologia de gênero, Dom Laun explicou que a “tese central desse doentio raciocínio é o resultado final de um feminismo radical que o lobby homossexual fez seu”.

“Ele sustenta que não há apenas homem e mulher, mas também outros ‘gêneros’. E mais: toda pessoa pode escolher o seu gênero”, acrescentou.

“Hoje”, afirmou, “a ideologia de gênero é promovida por governos e pessoas importantes, e um montante substancial de dinheiro é lançado para difundi-la, mesmo em materiais de ensino de jardins de infância e escolas”.

Para mais informações a respeito, Dom Laun indicou a leitura do último livro da famosa socióloga alemã Gabriele Kuby, Die globale sexuelle Revolution: Zerstörung der Freiheit im Namen der Freiheit (“A revolução sexual global: destruição da liberdade em nome da liberdade”, tradução livre).

Kuby, uma conhecida de longa data do Papa Bento XVI, presenteou o agora Papa emérito com uma cópia do livro em novembro de 2012. “Graças a Deus que a senhora escreve e fala (sobre esses assuntos)”, disse o Papa Bento a ela.

Para Kuby, não é chocante chamar a ideologia de gênero de demoníaca.

“A ideologia de gênero é a mais profunda rebelião contra Deus possível”, declarou Kuby a LifeSiteNews. “A pessoa não aceita que é criada como homem ou mulher, não, e diz, ‘Eu decido! É minha liberdade!’ — contra a experiência, a natureza, a razão, a ciência!”

“É a última das perversões do individualismo”, explicou. “Ela rouba o homem do último fragmento de sua identidade, isto é, o ser homem e mulher, depois de ter perdido a fé, a família e a nação”.

“É realmente diabólico”, concluiu, “que uma ideologia, que toda pessoa pode discernir como uma mentira, possa capturar o senso comum das pessoas e se tornar uma ideologia dominante em nossos tempos”.

Em seu discurso de 21 de dezembro de 2012 à Cúria Romana, o Papa Bento XVI lançou uma ampla advertência quanto ao uso do “termo ‘gênero’ como nova filosofia da sexualidade”.

“De acordo com tal filosofia, o sexo já não é um dado originário da natureza que o homem deve aceitar e preencher pessoalmente de significado, mas uma função social que cada qual decide autonomamente, enquanto até agora era a sociedade quem a decidia”, afirmou. “Salta aos olhos a profunda falsidade desta teoria e da revolução antropológica que lhe está subjacente”.

Continuava o Papa:

O homem contesta o facto de possuir uma natureza pré-constituída pela sua corporeidade, que caracteriza o ser humano. Nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um facto pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria. De acordo com a narração bíblica da criação, pertence à essência da criatura humana ter sido criada por Deus como homem ou como mulher. Esta dualidade é essencial para o ser humano, como Deus o fez. É precisamente esta dualidade como ponto de partida que é contestada. Deixou de ser válido aquilo que se lê na narração da criação: «Ele os criou homem e mulher» (Gn 1, 27). Isto deixou de ser válido, para valer que não foi Ele que os criou homem e mulher; mas teria sido a sociedade a determiná-lo até agora, ao passo que agora somos nós mesmos a decidir sobre isto. Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. O homem contesta a sua própria natureza.

Bento XVI notou o dano dessa filosofia à dignidade humana, à família e às crianças. “Onde a liberdade do fazer se torna liberdade de fazer-se por si mesmo, chega-se necessariamente a negar o próprio Criador; e, consequentemente, o próprio homem como criatura de Deus, como imagem de Deus, é degradado na essência do seu ser”.

O Papa Bento abordou a ideologia de gênero novamente, um mês mais tarde, em 19 de janeiro de 2013. “Os Pastores da Igreja — a qual é «coluna e sustentáculo da verdade» (1Tm 3,15) — disse Bento — têm o dever de alertar contra estas derivas tanto os fiéis católicos como qualquer pessoa de boa vontade e de razão reta”.

“Trata-se de uma deriva negativa para o homem, não obstante se disfarce de bons sentimentos, no sinal de um progresso hipotético, ou de supostos direitos ou ainda de um presumível humanismo”, afirmou. “Por isso, a Igreja reitera o seu grande sim à dignidade e à beleza do matrimônio, como expressão de aliança fiel e fecunda entre um homem e uma mulher, e o seu não a filosofias como aquela do gênero se motiva, pelo fato de que a reciprocidade entre masculino e feminino expressa a beleza da natureza desejada pelo Criador”.

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16 julho, 2014

Aberta a temporada de caça aos conservadores.

Tomara que estejamos errados, como às vezes nos acontece, por sorte; mas, a partir de uma série de pequenos sinais, temos a impressão de que, na Igreja de Papa Francisco, abriu-se a temporada de caça aos “conservadores”, termo que, como sempre nestes casos, é bastante genérico, e serve para ser usado contra uma ampla gama de pessoas.

Por Marco Tosatti - La Stampa | Tradução: Fratres in Unum.com - O caso mais flagrante continua a ser o dos Franciscanos da Imaculada. Uma ordem dada pela autoridade com modos de extrema dureza e sem que se tenham dado razões claras. Nada além de uma genérica acusação de pertença tradicionalista.

Admito que, antes da decapitação, os Franciscanos da Imaculada não tinham nenhum lugar em minha vida; bons católicos, pessoas – certamente não tradicionalistas – ligadas à Igreja falavam-me bem deles; outros sublinhavam alguma excentricidade ou personalismos excessivos do fundador (mas quantos fundadores de ordens, antigas e recentes, não têm estes mesmos excessos?).

Em suma, pela falta de motivos sérios e relevantes, devo pensar que se tenha tratado de uma guerra interna, combatida em nome do Papa, com a crueldade típica dos ambientes fechados e de tudo que diz respeito à liturgia. A despeito da misericórdia.

Mas, além do caso exemplar dos Franciscanos da Imaculada, há uma proliferação de casos individuais, coisas pequenas ou nem tanto, que intriga qualquer um que tenha mais prática do mundo eclesiástico, fazendo pensar que esteja em curso um processo não declarado, mas nem por isso menos eficaz. Pensa-se que o Papa não ame propriamente tudo o que signifique tradicionalismo, particularmente na liturgia; que também se defenda oficialmente as decisões de João Paulo II e Bento XVI neste campo – escolhas, certamente, de abertura para com aquele mundo… Mas, no fundo, bem no fundo, ele tem uma sensibilidade diferente.

O bispo tcheco Jan Graubner, falando da audiência de 14 de fevereiro passado, declarou à Rádio Vaticana: “Quando estávamos discutindo que aqueles que amam a liturgia antiga desejam voltar a ela, era evidente que o Papa falava com grande  afeto, a atenção e a sensibilidade de todos para não fazer mal a ninguém. Todavia, fez uma declaração muito forte quando disse que compreende quando a velha geração deseja voltar àquilo que viveu, mas não consegue entender que as gerações mais jovens desejam voltar ao que se foi. ‘Quando busco mais a fundo – disse o Papa –, acho que é mais um tipo de moda (em língua tcheca, “mòda”; em italiano, “moda”). E, tratando-se de uma moda, não convém dar muito peso a isso. É necessário mostrar apenas um pouco de paciência e gentileza para com as pessoas que são dependentes de um certo modo de fazer, mas considero muito importante ir com profundidade às coisas, para que não se aprofundem essas temáticas. Nenhuma forma litúrgica, seja esta ou aquela, pode nos salvar’”.

Haveria algo a se objetar sobre este ponto, também observando quais são as ordens religiosas que desfrutam de mais simpatia por parte dos jovens, do ponto de vista das vocações. Mas interessa-nos observar que talvez não erra quem atribui ao Papa pouca simpatia por esse mundo. E, na Cúria – que continua sendo uma Corte, mesmo quando o Soberano, ao invés de habitar no Apartamento, vive na casa dos Mosqueteiros do Rei –, são muito hábeis aqueles que respiram essa atmosfera, e tiram as consequências.

Assim, têm-se notícias de sacerdotes julgados muito conservadores por suas próprias ordens, aos quais não se permitiu professarem aqueles votos particulares, típicos da própria ordem; promoções – e regressões – nos dicastérios da Cúria, julgados com base no “progressismo” ou “conservadorismo” dos interessados; até de possíveis decisões em níveis muito mais altos, relativos à mudança de cardeais julgados “conservadores” para dioceses de nível médio, ao contrário de ad majora.

Uma das últimas notícias veio de Nova York, onde um sacerdote sul-africano, ligado à representação da Santa Sé junto à Nações Unidas, apaixonado pela Missa segundo o Rito antigo (a Missa na forma extraordinária), pronunciou um sermão no qual sublinhava o necessidade de haver sacerdotes que tivessem amor e sensibilidade pelo Rito antigo. A homilia apareceu na internet. Depois que o sacerdote desdisse todo o seu esforço por celebrar a missa, parece que voltará logo para a África do Sul.

Pequenas coisas… Mas, costuradas em conjunto, dão um tapete.

A impressão é que o trabalho levado a cabo por Bento XVI para devolver a cidadania às várias sensibilidades dentro da Igreja está para ser destruído. Uma pena! Justamente, Vitório Messori nos ensinava, muito tempo atrás, que a Igreja Católica se baseia no et-et-, na convivência de católicos que, em sua diversidade, permanecem unidos, e que as seitas praticam o aut-aut (ndt. ou-ou, quer dizer, isto ou aquilo, sem nenhuma possibilidade de conciliação). Seguramente, Papa Bergoglio não quer uma Igreja do aut-aut, mas talvez seja este um problema dos “bergoglistas”, de convicção ou oportunistas, que pensam estar fazendo uma cruzada em seu favor.

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27 junho, 2014

Rapidinhas no recesso.

- Faleceu, ontem, Dom Moacyr José Vitti, Arcebispo de Curitiba, aos 73 anos, vítima de um infarto. Requiescant in Pace.

- O Papa Francisco cancelou a visita que faria hoje ao hospital Gemelli, de Roma. Motivo: uma “inesperada indisposição”. Mais uma.

20 junho, 2014

Corpus Christi: papa não faz a tradicional procissão em Roma.

No ano passado, o pontífice percorreu uma avenida cercado por uma multidão que seguia o pequeno caminhão adornado com flores

O Santíssimo Sacramento passa pelas ruas de Roma sem o Pontífice.

O Santíssimo Sacramento passa pelas ruas de Roma sem o Pontífice.

Terra – O Papa Francisco não realizou nesta quinta-feira a tradicional procissão a pé entre as basílicas romanas de São João de Latrão e Santa Maria Maior, informou o Vaticano.

A procissão é realizada por ocasião da festa de Corpus Christi, durante a qual os pontífices percorrem a pé um trajeto de cerca de um quilômetro e meio.

Segundo o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, o papa desistiu de fazer o longo itinerário pé para evitar o cansaço em função de seus próximos compromisso, entre eles uma viagem a Cassano sul Ionio, na Calabria, sul da Itália.

“Também deseja evitar que se perca o espírito da celebração, concentrando a atenção no santo sacramento” ao qual se presta homenagem, explicou Lombardi.

No ano passado, o papa percorreu a ampla avenida cercado por uma multidão que seguia o pequeno caminhão adornado com flores.

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17 junho, 2014

Excesso de trabalho faz soar o alerta sobre saúde de Francisco.

Por Fratres in Unum.com – “Leve indisposição”. Assim justificou a Sala de Imprensa da Santa Sé o cancelamento de alguns compromissos do Papa Francisco por dois dias consecutivos, segunda e terça-feira da última semana. O cansaço seria decorrente da Missa de Pentecostes e do encontro nos jardins do Vaticano com os presidentes de Israel e Palestina, recebidos para uma jornada de oração pela paz. Dois intensos compromissos realizados em um mesmo dia. A suspensão das atividades incluiu até a Missa com fiéis na Casa Santa Marta — Francisco preferiu celebrar privadamente.

Junho de 2013 – Concerto na Sala Paulo VI pelo Ano da Fé. A primeira e mais marcante ausência do pontificado de Francisco não foi por motivo de saúde: o Papa preferiu continuar trabalhando. Agenda abarrotada de Pontífice causa preocupações quanto a sua saúde.

Os problemas persistem: hoje, 17, o Papa teve febre e cancelou outros compromissos, embora tenha mantido a audiência com membros do Superior Conselho de Magistratura da Itália, um dos eventos remarcados, pois fora cancelado na semana anterior. Ao chegar, atrasado, justificou-se revelando o fato.

Nestes meses de verão europeu, a agenda de Francisco se torna mais leve, como de praxe para essa época do ano. As audiências de quarta-feira são suspensas e também as Missas com fiéis na Casa Santa Marta. Todavia, neste ano, diferentemente do que fez no ano passado, Francisco deve tirar férias, indo eventualmente para Castel Gandolfo, como lhe sugeriu o seu homem forte, Cardeal Maradiaga.

O fato é que o excesso de compromissos e a agenda frenética têm comprometido a saúde do Bispo de Roma. Ao se encontrar com 50 mil desportistas no sábado, dia 7, o Papa Bergoglio gerou especulações sobre suas condições ao dizer: “Abençoo e rezo por vocês, e peço-lhes que rezem por mim, para que eu também faça meu jogo, que é o jogo de vocês, o jogo de toda a Igreja! Rezem por mim para que possa levar este jogo até o dia em que o Senhor me chamar para Ele. Obrigado”.

O pessoal em torno do Papa minimizou tanto as palavras como as repetidas indisposições. Além de seus conhecidos problemas nas costas, nas articulações dos joelhos e no pulmão, bem como o visível ganho de peso desde que subiu ao Sólio Pontifício, de acordo com os que são próximos do Pontífice, não há com o que se preocupar.

Por recomendação médica, o Papa deveria ter uma sesta de 45 minutos diariamente, porém, Francisco frequentemente não a observa. Em 17 de março, quando almoçou até às 16 horas com Cristina Kirchner, por exemplo, partiu diretamente para uma reunião previamente agendada.

Em maio, Francisco já havia cancelado compromissos — a visita agendada para o Santuário do Divino Amor foi postergada para data ainda não definida. Também em 28 de fevereiro, o Papa cancelou sua ida ao Seminário Romano. Todos os cancelamentos por conta de “leves indisposições”.

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16 junho, 2014

A roleta “francisquista”.

Por InfoCaótica | Tradução: Fratres in Unum.com – Todos, de um modo ou de outro, tendemos a buscar uma explicação monocausal para os distintos fenômenos que percebemos. Isso se deve, em parte, ao pecado original e a um dos pecados capitais: a preguiça. Pelo que ninguém está isento de simplificar excessivamente acerca dos fatores que concorrem como causas de um fato. Ademais, muitas vezes incidem em nós doutrinas que pretendem explicar tudo em termos monocausais e que procuram conquistar a lealdade de gente mais empenhada em perder tempo as defendendo, e atacando a seus rivais, do que se dedicando a uma investigação original. A verdade é que a explicação completa de algo é muitas vezes multicausal. Contudo, é certo também que muitos fatos simples podem se reduzir a uma só causa, que opera como a principal e mais relevante, pois tampouco é razoável embarcar-se em profundas investigações sobre cada um dos acontecimentos que conhecemos em nossa vida cotidiana.

Parece algo evidente que a Igreja tem inimigos. Uma parte importante deles se encontra nos meios de comunicação de massa. Os meios inimigos, com muitíssima frequência, manipulam a informação relativa ao Papa. Tergiversam fatos e frases com um viés terminado por suas ideologias e interesses. Ou o fazem por ignorância e temeridade. As motivações são diversas e as disposições podem estar na boa ou má fé das pessoas que informam ou opinam.

Devemos admitir que, não poucas vezes, a manipulação periodística é um fato simples, que pode se atribuir a uma só causa. Outras vezes, esta manipulação se produz por diversos fatores. Uma tarefa importante dos meios católicos é prover informação verdadeira e dissipar a confusão criada pela manipulação dos meios de comunicação que, ou são abertamente inimigos da Igreja, ou carecem de formação religiosa necessária para informar adequadamente sobre questões eclesiais.

No entanto, um defeito recorrente nos meios de comunicação católicos é a tendência a dissipar a manipulação periodística através de explicações insuficientes. Por afã apologético parece que têm uma roleta de explicações pré-fabricadas. Às vezes, a roleta cai na explicação monocausal; em outras, admite várias causas; mas nunca inclui entre seus números, como fator possível, seja único ou concorrente com outros, o erro, a imprudência ou a ambiguidade da parte do Romano Pontífice. Cai-se, assim, no fetichismo africano.

Vejamos uma lista, não exaustiva, dos números dessa roleta de explicações:

1. Tradução deficiente.

2. Palavras fora de contexto.

3. Quando disse X é claro que provavelmente quis dizer Y.

4. A fonte não é confiável.

5. A informação não é de primeira mão.

6. Devemos ver o assunto desde a perspectiva cultural argentina.

7. A imprensa deformou o que disse.

8. Não pode ser verdade, porque contradiz o que disse em oportunidades anteriores.

9. O pe. Lombardi desmente.

Às vezes essa roleta acerta em dar uma explicação adequada à realidade. Contudo, toda inteligência católica pode se perguntar se, além desses fatores enumerados, que podem ser verdades parciais, a confusão eclesial não se deve também a outro fator: Francisco com suas “bergogliadas” (gestos) e seus “bergoglemas” (frases). Em nossa opinião, deve-se buscar sempre a verdade, de forma completa, sem preconceitos monocausais, inspirados na papolatria (“amiga”) ou na papofobia (“inimiga”). Res sunt, ergo cognosco.

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13 junho, 2014

Papa Francisco diz que a perseguição aos cristãos hoje é mais forte que nos primeiros tempos da Igreja.

Pio XIICidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco disse que há mais cristãos perseguidos atualmente do que nos primeiros tempos da Igreja. A afirmação foi feita em entrevista ao jornal catalão “La Vanguardia”. “Os cristãos perseguidos são uma preocupação que me toca muito como pastor. Há muitas coisas em relação às perseguições que não me parece prudente falar aqui para não ofender ninguém. Porém, em alguns locais está proibido ter uma Bíblia ou ensinar o Catecismo ou levar uma Cruz. Eu quero deixar claro uma coisa: estou convencido de que a perseguição contra os cristãos hoje é mais forte do que nos primeiros tempos da Igreja. Hoje existem mais cristãos mártires do que naquela época. E não é por fantasia, é por números.”

Num dos trechos da entrevista, Papa Francisco é questionado sobre a violência no Oriente Médio. Ele afirmou tratar-se de uma contradição. “A violência em nome de Deus não corresponde com o nosso tempo. É algo antigo. Numa perspectiva histórica é preciso admitir que os cristãos, às vezes, também a praticaram. Quando penso na Guerra dos Trinta Anos, era violência em nome de Deus. Hoje é inimaginável. Chegamos, às vezes, pela religião, a contradições muito sérias, muito graves. O fundamentalismo, por exemplo. Nas três religiões temos nossos grupos fundamentalistas, pequenos em relação a todo o resto.” O Santo Padre disse que a estrutura mental do fundamentalismo é a violência em nome de Deus.

Questionado se pode ser considerado um revolucionário, o Papa afirmou que “a grande revolução é ir às raízes, reconhecê-las e ver o que essas raízes querem dizer nos dias de hoje. Não há contradição entre ser revolucionário e ir às raízes,” afirmou ele. O Papa Francisco também defendeu a pobreza e a humildade na Igreja, pois, segundo ele, estão no centro do Evangelho num sentido teológico, não sociológico. “Não se pode entender o Evangelho sem a pobreza, porém há que distingui-la da miséria [ndr: o Papa usa o termo "pauperismo", e não "miséria"]. Eu creio que Jesus quer que nós, bispos, não sejamos príncipes, mas sim servidores”.

Nesta linha, o Pontífice afirmou estar provado que é possível reduzir a crescente desigualdade entre ricos e pobres. “Com a comida que sobra poderíamos alimentar as pessoas que têm fome. Quando se vê fotografias de meninos desnutridos em diversas partes do mundo, colocamos as mãos na cabeça, não se entende”, disse. O Papa acrescentou que a economia se move no sentido do “ter mais” e se alimenta da cultura do descarte.

Sobre o encontro de domingo, 08/06, com os líderes do Oriente Médio, Papa Francisco afirmou que 99 por cento das pessoas no Vaticano diziam que não iria acontecer e, depois, o um por cento restante foi crescendo. “Não foi um ato político, mas sim um ato religioso para abrir uma janela ao mundo,” esclareceu. Em relação a Bento XVI, disse que ele criou uma instituição: a dos Papas Eméritos. “Como vivemos mais tempo, chegamos a uma idade na qual não podemos seguir adiante com as coisas. Eu farei o mesmo que ele, pedirei ao Senhor para me iluminar quando chegar o momento e me dizer o que tenho de fazer”, concluiu o Santo Padre. (EF)

* * *

A íntegra da entrevista pode ser lida aqui. Traduzimos a seguir a resposta do Papa quando questionado sobre a abertura dos arquivos do Vaticano sobre o holocausto:

“No tema o que me preocupa é a figura de Pio XII, o papa que liderou a Igreja durante a Segunda Guerra Mundial. Jogaram tudo sobre o pobre Pio XII. Mas há de se recordar que antes ele era visto como o grande defensor dos judeus. Escondeu a muitos nos conventos de Roma e de outras cidades italianas, e também na residência de verão de Castel Gandolfo. Lá, no quarto do Papa, em sua própria cama, nasceram 42 bebês, filhos de judeus e outros perseguidos ali refugiados. Não quero dizer que Pio XII não tenha cometido erros — eu mesmo cometo muitos –, mas seu papel deve ser lido segundo o contexto da época. Era melhor, por exemplo, que não falasse para que não matassem mais judeus, o que fez? Também quero dizer que às vezes me dá um pouco de urticária existencial quando vejo que todos se põem contra a Igreja e Pio XII e se esquecem das grandes potências. Sabia que elas conheciam perfeitamente a rede ferroviária dos nazis para levar os judeus aos campos de concentração? Tinham as fotos. Mas não bombardearam essas vias de trem. Por que? Seria bom que falássemos de tudo um pouquinho”.

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6 junho, 2014

Dom Fellay (FSSPX) fala sobre o Papa Francisco: “Ele leu duas vezes a biografia do Arcebispo Lefebvre – e gostou.” E outras importantes revelações.

Por Rorate-Caeli| Tradução: Fratres in Unum.com* – Em visita à cidade francesa de Fabregues no dia 11 de maio (dia seguinte a esta postagem), o Superior Geral da Sociedade de São Pio X, Bispo Bernard Fellay, falou detalhadamente sobre diversos assuntos de relevância para a Fraternidade. A parte mais importante foi a relacionada à pessoa do Papa Francisco:

Marcel Lefebvre, the biography - Mons. Bernard T. de Mallerais

Marcel Lefebvre, the biography – Mons. Bernard T. de Mallerais

O papa atual, por ser um homem prático, olha as pessoas. O que uma pessoa pensa, em que acredita, é, no fim das contas, indiferente para ele. O que importa é que esta pessoa seja compreensiva de acordo com sua visão, ou, pode-se dizer, que pareça correto para ele.

Por essa razão, ele leu duas vezes o livro do Bispo Tissier de Mallerais sobre o Arcebispo Lefebvre, cujo conteúdo o agradou; ele é contrário a tudo o que representamos, mas sua vida, isso o agradou. Quando, enquanto Cardeal, ele estava na América do Sul, o Superior do Distrito [Pe. Christian Bouchacourt] veio solicitá-lo por causa de um favor de ordem administrativa, sem relação com a Igreja; um problema de visto, de residência permanente. O governo argentino, que é muito esquerdista, se vale do acordo estabelecido para proteger a Igreja, com a finalidade de contrariar-nos de maneira bastante séria, e nos diz, “vocês dizem ser católicos. Desse modo, vocês necessitam da assinatura do bispo, a fim de que possam residir no país.” O Superior do Distrito, então, veio apresentar-lhe o problema: havia uma solução simples, que seria declararmo-nos uma igreja independente [perante a lei civil], mas nós não queríamos, porque somos católicos. E o Cardeal disse-nos, “não, não, vocês são católicos, isto é evidente; eu os ajudarei;” ele escreveu uma carta ao governo em nosso favor, governo este tão esquerdista que fez a manobra de buscar uma carta de oposição por meio do núncio. Assim, empate de zero a zero. Agora ele é o papa, e nosso advogado teve a oportunidade de ter um encontro com o Papa. Ele lhe disse que o problema com a Fraternidade persistia, e pediu-lhe que benevolamente designasse um bispo na Argentina junto de quem poderíamos resolver o problema. O Papa disse-lhe, “Sim, o bispo sou eu, eu prometo ajudar, e eu o farei.”

Ainda estou esperando por isso, mas de qualquer modo ele o disse, da mesma forma que afirmou, “aquelas pessoas, elas acham que vou excomungá-las, mas estão enganadas;” ele disse outra coisa interessante: “Eu não vou condená-los, e eu não impedirei ninguém de visitá-los” [literalmente, “d’aller chez eux”.] Mais uma vez, quero esperar para ver.

* Nosso agradecimento a um gentil leitor pela tradução fornecida. A íntegra da conferência de Dom Fellay pode ser lida aqui.

4 junho, 2014

Papa e Patriarca Ortodoxo esperam novo encontro em Nicéia.

Catholic World News | Tradução: Fratres in Unum.com - O Papa Francisco e o Patriarca Ortodoxo Bartolomeu I de Constantinopla concordaram em planejar um encontro ecumênico a ser realizado em Nicéia, em 2025, relata a agência de notícias AsiaNews.

O Patriarca Bartolomeu revelou que ele e o Romano Pontífice haviam “concordado em deixar como legado de si e de seus sucessores um encontro em Nicéia, em 2025, para celebrarem juntos, após 17 séculos, o primeiro sínodo verdadeiramente ecumênico, onde o Credo foi promulgado pela primeira vez.” O Concílio de Nicéia, realizado em 325, reuniu mais de 300 bispos e aprovou a fórmula de fé atualmente conhecida como Credo Niceno.

O Papa Francisco e o Patriarca Ecumênico escolheram Nicéia — atualmente conhecida como Iznik, na Turquia — como local para um concílio que poderia reunir cristãos orientais e ocidentais, como fez o Concílio de Nicéia original.

Nota do Editor de Catholic World News: Uma versão anterior dessa história da CWN mencionava um “concílio” em Nicéia. A natureza do encontro descrita pelo Patriarca Bartolomeu não é totalmente clara e poderia mudar nos anos vindouros. Porém, seria prematuro, pelo menos, dizer que o plano seria de um concílio ecumênico. Pedimos desculpas pelo uso de uma palavra que poderia ser errônea nesse contexto.

4 junho, 2014

O celibato do Papa Francisco.

Por Padre Nuno Serras Pereira – 1. Eu confesso que não estava habituado (culpa minha, ou dos outros Papas que conheci?) a declarações e gestos papais improvisados que se prestam invariavelmente grandes ambiguidades.

Um dos mais recentes foi o da concelebração e do beija-mão de Francisco a um sacerdote activista marxista e promotor de depravações sexuais de homens com homens e de mulheres com mulheres. O que me provocou maior perplexidade não foi, nem por sombras, o facto do Papa beijar a mão a um sacerdote, coisa, de resto, que S. Francisco de Assis fazia, por reverência à Santíssima Eucaristia, a qualquer Padre, por maior pecador que fosse. Nestes gestos de enorme devoção ao Santíssimo Sacramento, que naquele tempo só podia ser tocado por mãos sacerdotais, S. Francisco afirmava contra os hereges cátaros e albigenses a validade da Eucaristia, com a consequente presença real de Jesus Cristo em Corpo, Alma e Divindade, na aparência do pão e do vinho, independentemente da virtude e santidade do sacerdote que a celebrava. Deus que se quis e quer dar a nós não podia, não queria, ficar dependente das disposições do ministro do Sacramento para o fazer – tanto mais que assim o fiel nunca saberia se tinha participado ou não do Sacrifício único do Redentor, que se torna presente na celebração da Missa, se tinha ou não comungado com o Senhor (isto não significa, de modo nenhum, que o sacerdote que celebre em pecado mortal o deva fazer; pelo contrário, comete um gravíssimo sacrilégio se assim procede).

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