Posts tagged ‘O Papa’

2 setembro, 2015

O jesuitismo de Francisco.

Por Padre Cristóvão | FratresInUnum.com

Antigamente, alguns dicionários davam como significado de “jesuitismo” a hipocrisia e a falsidade. Outros, mais moderados, definiam-no como simplesmente uma falta de franqueza ou uma atitude de quem se expressa de forma evasiva, dissimulada. Tal sinonimia se deve àqueles modos tradicionalmente imputados à Companhia de Jesus, típicos, de fazer-se jogos duplos, triplos, sétuplos, múltiplos, alucinantes. Foram os jesuítas que desenvolveram as técnicas de “restrição mental”, em que se responde algo ludibriando-se o interlocutor. “Fulano passou por aqui?”, “Nessa casa, não”, respondia malandramente o jesuíta, passando os dedos pela casa da batina…


Francisco faz jus a este “modus faciendi”?

Castiga Dom Livieres, que morre; faz o mesmo com outros. Supervisiona a destruição dos Franciscanos da Imaculada, mas, agora…

Concede, “misericordiosamente”, aos padres da FSSPX a faculdade de absolverem válida e licitamente. Para estes, tal concessão não se sentia como necessária: sustentando estarmos num “estado de necessidade”, graças à interminável “crise conciliar”, entendem que a jurisdição de suplência lhes seria de direito. Francisco lhes dá aquilo que eles pensam não precisar receber. Mas a impressão é a de que, “misericordiosamente”, os fieis tradicionalistas estão sendo acolhidos de braços abertos, junto com os aborteiros e cia.

Notem a ambiguidade. Dando-lhes a liceidade e validade, o Papa está dizendo que, habitualmente, as suas confissões não são lícitas, nem válidas! Ao mesmo tempo, obrigando a FSSPX a aceitar a concessão que “misericordiosamente” lhes concede (pois, se não aceitassem, estariam na posição de quem “rejeita” a “misericórdia”), busca forçá-los a confessarem que estão objetivamente errados.

A propósito, de que vale confessar-se validamente se o penitente teria que confessar que suas confissões anteriores não eram válidas, nem lícitas (portanto, sacrílegas simulações), e que todos os demais sacramentos seriam igualmente ilícitos e, alguns, inválidos (como o matrimônio), e, portanto pecaminosos?… Então, apenas durante o ano da misericórdia, será possível confessar-se com um padre da FSSPX, mas não ser ordenado no seminário deles, ou assistir suas missas, ou casar-se em seus priorados?

Fazendo desse modo, Francisco abre um enorme precedente. Em nome dessa “concessão”, quantas outras terá em mente, e para quais outros grupos, que eles consideram dissidentes?…

Aliás, enquanto faz tudo isso, Francisco se prepara para comemorar os 500 anos da Reforma Protestante!

Jesuitismo. Esta é a síntese deste pontificado?

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1 setembro, 2015

Comunicado da Casa Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Por FSSPX | Tradução: FratresInUnum.com – A Fraternidade São Pio X toma conhecimento, pela imprensa, das disposições que o Papa Francisco estabeleceu por ocasião do próximo Ano Santo. No último parágrafo de sua carta dirigida, em 1º de setembro de 2015, a Dom Rifo Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, o Santo Padre escreve: “estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados”.

A Fraternidade São Pio X expressa seu agradecimento ao Sumo Pontífice por esse gesto paternal. No ministério do sacramento da penitência, ela sempre se apoiou, com absoluta certeza, na jurisdição extraordinária conferidas pelas Normae generales do Código de Direito Canônico. Por ocasião deste Ano Santo, o Papa Francisco quer que todos os fiéis que desejam se confessar com os sacerdotes da Fraternidade São Pio X possam fazê-lo sem serem importunados.

Neste ano de conversão, os sacerdotes da Fraternidade São Pio X procurarão exercer com renovada generosidade seu ministério no confessionário, seguindo o exemplo de dedicação infatigável que o Santo Cura D’Ars deu a todos os sacerdotes.

Menzingen, 1° de setembro de 2015

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1 setembro, 2015

Ano da Misericórdia – Papa Francisco concede faculdade a padres da FSSPX para atender confissões válida e licitamente.

Da carta do Papa Francisco ao Arcebispo Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, na qual concede indulgência por ocasião do Jubileu Extraordinário da Misericórdia:

Uma última consideração é dirigida aos fiéis que por diversos motivos sentem o desejo de frequentar as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade São Pio X. Este Ano Jubilar da Misericórdia não exclui ninguém. De diversas partes, alguns irmãos Bispos referiram-me acerca da sua boa fé e prática sacramental, porém unida à dificuldade de viver uma condição pastoralmente árdua. Confio que no futuro próximo se possam encontrar soluções para recuperar a plena comunhão com os sacerdotes e os superiores da Fraternidade. Entretanto, movido pela exigência de corresponder ao bem destes fiéis, estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados.

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30 agosto, 2015

Foto da semana.

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Basílica de São Pedro, 21 de agosto de 2015: Às 7h da manhã, o Pontífice argentino havia se dirigido ao altar de São Pio X para rezar. Quando o monsenhor Lucio Bonora começou sua celebração, Jorge Mario Bergoglio decidiu então se sentar com as outras pessoas e acompanhar a cerimônia.

Além disso, na hora da comunhão, ele entrou na fila junto com os fiéis. “Eu tinha vindo para uma oração minha, eu já havia celebrado uma missa mais cedo. Mas então eu vi que você caminhava para o altar e decidi ficar”, disse Francisco ao padre.

A missa aconteceu no dia da festa litúrgica de São Pio X (no calendário reformado de Paulo VI; no rito tradicional, a festa de São Pio X ocorre em 3 de setembro), do qual o Papa é muito devoto. “Te havia dito que sou muito devoto de São Pio X”, declarou o bispo de Roma ao padre celebrante.

Créditos: ANSA

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5 agosto, 2015

Francisco: casais de segunda união fazem parte da Igreja.

Cidade do Vaticano (Rádio Vaticano) – O Papa retomou nesta quarta-feira (5/8), na Sala Paulo VI, as Audiências gerais após um mês de pausa. Francisco prosseguiu com o tema da Família cujo contexto, desta vez, foi forjado a partir de uma nova questão sobre as “famílias feridas”.

O Pontífice convidou a refletir como se pode cuidar das pessoas que, diante do “irreversível fracasso” do casamento, partiram para uma segunda união. “Estas pessoas não foram absolutamente excomungadas – não foram excomungadas – e não devem absolutamente ser tratadas como tal: elas fazem sempre parte da Igreja”, disse o Papa.

Olhar de mãe

“A Igreja bem sabe que tal situação contradiz o Sacramento cristão. Todavia, o seu olhar de mestra parte sempre de um coração de mãe; um coração que, animado pelo Espírito Santo, procura sempre o bem e a salvação das pessoas. É por isso que a Igreja sente o dever, ‘pelo amor da verdade’, de ‘discernir bem as situações’”, afirmou Francisco.

Olhar dos filhos

O Papa recordou ainda que, se a questão das segundas uniões passa a ser observada a partir da percepção dos filhos – um grande número de crianças e adolescentes que são os que mais sofrem, destacou o Papa –, torna-se ainda mais urgente “desenvolver nas nossas comunidades uma verdadeira acolhida das pessoas que vivem tais situações”, exortou o Pontífice.

“Como poderíamos recomendar a estes pais que façam tudo para educar os filhos à vida cristã, dando a eles exemplo de uma fé convicta e vivida, se os mantivéssemos longe da vida da comunidade?”, questionou Francisco.

“Não devemos adicionar outros pesos além daqueles que os filhos, nestas situações, já devem carregar” prosseguiu o Papa, afirmando ainda que “é importante que eles sintam a Igreja como mãe atenta a todos, sempre disposta a escuta e ao encontro”.

Igreja no tempo

Francisco também disse que, nas últimas décadas, a Igreja não ficou “insensível” e “preguiçosa” em relação à questão das segundas uniões graças ao aprofundamento levado adiante pelos Pastores e confirmado pelos seus predecessores.

“Cresceu muito a conscientização de que é necessária uma fraterna e atenciosa acolhida, no amor e na verdade, aos batizados que estabeleceram uma nova convivência após o fracasso do matrimônio sacramental”, destacou Francisco.

Por fim, afirmando que a Igreja deve estar com as portas sempre abertas, o Papa convidou todos os cristãos a imitar o exemplo do Bom Pastor colaborando com Ele nos cuidados às famílias feridas.

Nossa Senhora

Antes de conceder a Bênção Apostólica, o Papa rezou uma Ave Maria em homenagem a Nossa Senhora Salus Popoli Romani (Salvação do Povo Romano) celebrada hoje e venerada na Igreja de Santa Maria Maior, em Roma. Este é o primeiro templo dedicado no Ocidente a Nossa Senhora, onde o Papa constuma rezar sempre que parte e retorna de suas viagens apostólicas internacionais. (RB)

29 julho, 2015

A última descortesia de Bergoglio a Ratzinger: manda embora o seu médico particular.

Dispensado sem aviso prévio o médico pontifício que apoiou a canonização de Wojtyla. Antes disso, já havia mandado embora o chefe da Guarda Suíça.

Por Sergio Rame – Il Giornale | Tradução: FratresInUnum.com – Papa Francisco demitiu, sem nenhum aviso prévio, Patrizio Polisca, o cardiologista de confiança do papa emérito Bento XVI.

PapasVIIO episódio, ainda não oficializado, mas já publicado pelo sítio ItaliaOggi, poderia parecer insignificante, mas tem consequências politicas importantes dentro dos muros do Vaticano. Bergoglio, que desde os primeiros instantes mudou a direção do papado, fez saltar numerosas cabeças a fim de modificar radicalmente a linha apostólica. No entanto, algumas dessas parecem injustificadas aos olhos do próprio Ratzinger. E a demissão do protomédico, que desde julho de 2010 é também diretor dos Serviços de Saúde e Higiene do Estado da Cidade do Vaticano, é somente a última em termos cronológicos.

Foi no ano de 1986 que Renato Buzzonetti, o protomédico que cuidou do papa João Paulo II até o seu último momento, quis Polisca no Vaticano. Havia muito tempo era o seu braço direito. Tanto que desempenhou um papel central no processo de canonização de Wojtyla, presidindo a comissão científica que reconheceu como milagre a cura obtida invocando o papa polonês. No ItaliaOggi, Jasmine Foschi revela sem muito pesar as palavras que “o torpedeamento inesperado da parte de Bergoglio” deixa perplexo o papa Ratzinger, “tanto mais porque não parece haver um motivo para essa demissão”.

A demissão de Polisca não é certamente a primeiro intervenção de Begoglio sobre o “pessoal” da Santa Sé. Tão logo se tornou papa, ele mandou muitas pessoas embora. Em alguns casos, no entanto, a demissão parece ser imotivada. Um destes é o do Chefe da Guarda Suíça, o coronel Daniel Rudof Anrig, que Bergoglio demitiu (sem qualquer explicação) no fim de novembro de 2014.

“Decidi desse modo – ter-lhe-ia dito papa Francisco em audiência privada –, não tenho nenhuma intenção de motivar ou de retornar ao assunto”.

Até hoje não achou um novo trabalho. “Os mistérios daquela demissão – observa Foschi – pesam, lançando sobre o seu rico currículo sombras que parecem ter-se tornado obstáculos intransponíveis”.

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26 julho, 2015

Foto da semana.

papa

La Paz, 10 de julho de 2015: Após missa na nunciatura apostólica, Papa Francisco coloca sobre a imagem da Virgem de Copacabana, padroeira da Bolívia, a distinção Luis Espinal que recebeu do presidente Evo Morales. Nesta condecoração está a imagem de Cristo sobre a foice e o martelo, elaborada pelo falecido sacerdote jesuíta nos anos 70 e cuja réplica o mandatário obsequiou ao Santo Padre.

Comentando a respeito, o Pontífice declarou não ter se sentido ofendido com o presente — e, com o gesto, supõe-se que ele também crê que a Mãe de Deus não se ofende em receber o repasse da insígnia.

Na ocasião, rezou o Papa:

Recebe como obséquio do coração da Bolívia e de meu amor filial os símbolos do carinho e da proximidade que –em nome do Povo boliviano– me entregou o Senhor Presidente Evo Morales Ayma com afeto cordial e generoso, com motivo desta Viagem Apostólica, que confiei à tua intercessão. Eu te imploro que estes reconhecimentos, que deixo aqui na Bolívia aos teus pés, e que recordam a nobreza do voo do Condor nos céus dos Andes e o comemorado sacrifício do Pe. Luis Espinal, S.I. sejam emblemas do amor perene e da perseverante gratidão do Povo boliviano à tua forte ternura”.

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25 julho, 2015

Papa Francisco: promover aborto e eutanásia é comportamento dos mafiosos.

Vaticano, 25 de julho de 2015 – Por ACI/EWTN Noticias | Tradução: FratresInUnum.com – Em sua mensagem para a jornada que a Igreja da Inglaterra e País de Gales celebra neste domingo sobre o tema “Cultivar a vida, aceitar a morte”, o Papa Francisco denunciou a “falsa compaixão” por detrás da promoção da eutanásia e do aborto, e assegurou que quem promove estas práticas tem o comportamento dos mafiosos.

Os promotores do aborto e da eutanásia, observou, pensam: “há um problema, eliminemos isso”.

O texto também fala de outros atentados à vida como “a praga do aborto”, a desnutrição e o terrorismo.

Francisco assegurou que “não é progressista pretender resolver os problemas eliminando a vida humana”, pois esta é a forma de atuar “dos mafiosos: há um problema, eliminemo-lo”.

Pelo contrário, deve-se “cuidar da pessoa, sobretudo quando sofre, é frágil ou indefesa”.

O Santo Padre denunciou uma “eutanásia escondida” e destacou que “cada ancião, embora enfermo ou no fim de seus dias, leva em si o rosto de Cristo.

A vida humana é sempre “inviolável”, e “não há uma vida qualitativamente mais significativa que outra”, disse o Papa.

Francisco criticou que “o pensamento dominante propõe uma falsa compaixão, que considera “um ato de dignidade procurar a eutanásia”.

A opção da Igreja, notou, é “por aqueles que a sociedade descarta e elimina”. Entre eles, enfatizou, “há também as crianças por nascer, que são as mais indefesas e inocentes de todos, às quais hoje se quer negar a dignidade humana a fim de poder fazer o que se quer, tirando-lhes a vida e promovendo leis de modo que ninguém possa o impedir”.

O Papa advertiu que não é “uma conquista científica ‘produzir’ um filho, considerado como um direito, em vez de acolhê-lo como um dom; ou usar vidas humanas como objeto de laboratório para supostamente salvar outras”.

“A fidelidade ao Evangelho da vida às vezes requer escolhas valentes e contra a corrente que, em particulares circunstâncias, podem chegar à objeção de consciência”.

A defesa da vida, pontuou, não é “um problema religioso”, como pretendem alguns, mas “um problema científico, porque ali há uma vida humana”.

O aborto e a eutanásia tampouco são uma questão de modernidade, explicou, porque “no pensamento antigo e no pensamento moderno, a palavra matar significa o mesmo!”

“O grau de progresso de uma civilização se mede justamente pela capacidade de proteger a vida, sobretudo nas fases mais frágeis”, assinalou.

Francisco assegurou que “a praga do aborto é atentado à vida. É um atentado à vida deixar morrer nossos irmãos nas barcaças no canala da Sicília. É um atentado à vida a morte no trabalho, porque não se respeitam as mínimas condições de segurança. É um atentado à vida a morte por desnutrição. É um atentado à vida o terrorismo, a guerra, a violência; mas também o é a eutanásia. Amar a vida é sempre ocupar-se do outro, desejar o seu bem, guardar e respeitar a sua dignidade transcendente”.

Ao concluir sua mensagem à Igreja da Inglaterra e Gales, o Santo Padre impôs sua benção apostólica “a todas as pessoas que participam em um evento tão significativo e aos que trabalham, de diferentes modos, pela promoção da dignidade de toda pessoa humana desde o momento de sua concepção até sua morte natural”.

A mensagem foi enviada ao núncio apostólico na Grã-Bretanha, Dom Antonio Mennini, que a entregou ao bispo encerrado pela jornada, Dom John Sherrington, bispo auxiliar de Westminster, Inglaterra.

O tema escolhido para esta edição do Dia pela Vida se encontra no contexto da campanha de sensibilização organizada pelos bispos ingleses e galeses, com vistas ao debate e ao voto da Câmara dos Comuns acerca do projeto de lei sobre o suicídio assistido ou eutanásia previsto para o próximo dia 11 de setembro.

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25 julho, 2015

Só e unicamente de Cristo.

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“Na verdade, passaram reinos, povos, culturas, nações, ideologias, mas a Igreja, fundada sobre Cristo, permanece fiel ao depósito da fé, porque a Igreja não é dos Papas, dos Bispos, dos padres e nem mesmo dos fiéis; é só e unicamente de Cristo”.

Papa Francisco
Solenidade de São Pedro e São Paulo de 2015

Créditos: Rádio Vaticano

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20 julho, 2015

Cardeal George Pell golpeia encíclica sobre meio ambiente do Papa Francisco.

Por The Wanderer | Tradução: FratresInUnum.com –  O responsável pelas finanças do Vaticano, Cardeal George Pell, deu um passo incomum ao criticar a revolucionária encíclica sobre o meio ambiente do Papa Francisco, argumentando que a Igreja Católica “não tem competência particular em ciência”.

Cardeal George Pell

Cardeal George Pell

Após ser trazido, há cerca de 18 meses, ao Vaticano pelo Papa Francisco e incumbido de reformar as questões financeiras da cidade-estado, o cardeal australiano deu uma entrevista ao Financial Times, golpeando o histórico documento de seu chefe.

“Ela tem muitos, muitos elementos interessantes. Há partes dela que são belas”, afirmou. “Mas a Igreja não tem competência particular em ciência… a Igreja não recebeu mandato do Senhor de se pronunciar em matérias científicas. Nós cremos na autonomia da ciência”, Pell declarou ao Financial Times na quinta-feira (16 de julho).

Na carta papal, lançada no mês passado, Francisco instou a uma ação global sobre as mudanças climáticas e criticou os líderes globais por não abordar o assunto de modo urgente, como seria necessário. Enquanto o Papa recebeu o louvor de ativistas ambientais, outros argumentaram que ele não deveria se inserir no debate político e científico.

Até agora, Pell permanecera calado sobre o conteúdo da encíclica, apesar de gozar da reputação de “negacionista” das mudanças climáticas na Austrália. Em 2011, ele bateu de frente com o então chefe do Departamento de Meteorologia da Austrália, Greg Ayers, que afirmou que Pell estava “enganado” em suas opiniões sobre mudanças climáticas.

Apesar das críticas do cardeal à abordagem sobre o meio ambiente do Papa, Pell observou que a encíclica foi “muito bem recebida” e declarou que Francisco “lançou nossas obrigações para com as gerações futuras de nossas obrigações com o meio ambiente de maneira muito bela”.

Desde a publicação do documento, o Vaticano promoveu um encontro de alto nível sobre o meio ambiente, enquanto Francisco levou sua mensagem em sua viagem pela América Latina.