Posts tagged ‘Tradição’

abril 2, 2012

“Ambientes tradicionais” não deveriam existir.

Por Padre Guillaume Gaud, FSSPX

Fonte: Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com

São Francisco Xavier

Um verdadeiro Apostolado deve, para ser frutífero, apresentar duas características: sobrenaturalidade, e ser adaptado ao ambiente que deve ser convertido. “Missas-espetáculo” já atraíram multidões, mas não produziram os resultados esperados. Este Naturalismo não apresenta as técnicas de Apostolado do Salvador….

Nossos priorados, se tentam ser verdadeiramente sobrenaturais, não estão atraindo tantas pessoas quanto deveriam. Por quê? Nós somos, freqüente e indubitavelmente, inacessíveis aos homens de nossos tempos. Nossa meta mais imediata não é atrair todo mundo, claro, mas aquelas almas que demonstram uma certa abertura à Fé e ao Amor de Deus. Mesmo essas almas ficam desencorajadas quando vem para as nossas capelas. Os motivos? Uma desconfiança elevada, divisões e críticas que só demonstram orgulho, comentários derrogatórios sobre as vestimentas, discussões políticas amargas e inúteis. Graças aos instrumentos subliminares do demônio… Graças àquelas pessoas que sabem melhor do que Deus a velocidade na qual as almas deveriam progredir… Tentemos diminuir os obstáculos para as conversões ao invés de elevá-los. Mas isso não basta: devemos atrair. Os missionários sempre conseguiram isso por 2000 anos: adaptar-se tanto quanto possível à população alvo, guiados por um sentido de objetivo e por princípios morais Cristãos.

O “Ambiente tradicional”

Não deveria existir um “ambiente tradicional”. A Tradição Católica não deve ser um meio social, porque isso não é Cristianismo. A Tradição deve parecer-se com todos os ambientes sociais e recebê-los com a sua própria identidade. Não somos a favor da eliminação das classes. A tendência no vestir que se tornou, aos poucos, dominante entre nós refletem a modéstia – que é necessária – mas a modéstia não está limitada às modas Tradicionais. Ao querer impor essas regras de vestimentas, nós desanimamos as pessoas mais do que as atraímos. A conseqüência é um tipo de libertação excessiva destas regras, que as leva à imodéstia. Uma outra conseqüência é um tipo de representação esclerosada da Tradição, que parece viver nos anos 50 – não muito atraente!

No entanto, a força que une as pessoas dentro da Tradição Católica se encontra na relação lógica entre nossa Fé e nossa vida diária. Esta coerência deve refletir nossa convicção e nossa sinceridade, não somente nossas regras. A Verdade Católica é trazida à luz por esta coerência. E é isso que atrai. Mas fiquemos sempre próximos aos nossos contemporâneos de boa vontade. Devemos, então, ser firmes com relação a nós mesmos, mas brilhar com misericórdia e entendimento por nosso próximo. Então, ele amará nossa firmeza!

Padre Guillaume Gaud, FSSPX

(Apóstolo, publicação para os priorados de Fabrègues e Perpignan, França

La Porte Latine – “The dilemmas of our bastions of faith“, trechos)

* * *

Nota do Rorate: Haverá quem leia as palavras do Padre e imediatamente diga: mas os anos 50 me atraem! Essa não é a questão: a questão é se isso atrai mais pessoas que poderiam ser favoráveis à Tradição. O que é mais importante, manter a estética de um período no tempo (um período de tempo para uma parte da humanidade), ou tentar encontrar a melhor maneira de atrair aquelas almas sensíveis que, de outro modo, rejeitariam a Tradição por causa de aspectos externos circunstanciais?

fevereiro 29, 2012

Idéias claras sobre o magistério da Igreja.

Por Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa

O benemérito periódico italiano SI SI NO NO, em seu número de 15 de janeiro último, publicou uma importante matéria com o título Idéias claras sobre o magistério, que vale a pena resenhar para o leitor brasileiro, dada a atualidade do assunto.

Diz o referido artigo de Si SI NO NO que ultimamente apareceram vários artigos que, com o propósito de defender o magistério tradicional da Igreja, ou exageraram-lhe o alcance, fazendo-o um absoluto (erro por excesso) ou quase que o aniquilaram, negando-lhe a função de interpretar a Tradição e a Sagrada Escritura (erro por defeito). Recorda o artigo que o magistério é um múnus da Igreja e um instrumento de que ela se utiliza com autoridade  para propor aos fiéis a Revelação Divina. O magistério não está acima da Igreja como se diante dele não houvesse  o enorme monumento da Tradição a ser recebido, interpretado e transmitido integralmente e fielmente. Recorda também que o fiel atinge as verdades da fé não diretamente, mas mediante o magistério.

Quanto à questão do valor teológico do Vaticano II, o artigo de SI SI NO NO diz que para bem esclarecê-la é preciso ter presente a doutrina católica sobre o magistério, a qual o divide em solene e ordinário, sendo que o solene se subdivide em conciliar e pontifício e o ordinário em universal e pontifício. O artigo cita o teólogo alemão Alberto Lang, que diz que não reveste nenhuma importância  essencial o fato que os bispos exerçam o seu magistério de modo ordinário e universal ou exerçam o seu magistério de modo solene reunidos em concilio ecumênico convocados pelo papa. Em ambos os casos são infalíveis somente se, em acordo entre si e com o papa, anunciam uma doutrina de modo definitivo e obrigatório. Ou seja, para a infalibilidade o modo de ensinamento ordinário ou extraordinário é acidental e secundário; o que é principal é a vontade de definir e obrigar a crer uma verdade de fé e moral.

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fevereiro 25, 2012

Duas liturgias, duas Igrejas: Missa Cantada e Adoração versus Missa Carnaval.

Com informações do Distrito Alemão da FSSPX – Vejam aqui um resumo da celebração da Missa Cantada antes da exposição do Santíssimo por ocasião das 40 horas de Oração (21 de fevereiro de 2012).

Esse vídeo mostra o que a igreja sempre fez no tempo de carnaval: adoração e expiação pelos pecados do mundo.

Muito pelo contrário, está a prática da “Igreja conciliar”, para usarmos a expressão do Cardeal Benelli, de não apenas abandonar a adoração, mas sim de celebrar o carnaval na Igreja!

O sítio do Distrito Alemão da FSSPX coloca lado a lado o Sacrifício da Missa celebrado pela Fraternidade de São Pio X em Stuttgart e a Missa Carnaval de Ochsenhausen (dois dias antes).

[Nota: Não é necessário entender alemão. As imagens falam por si mesmas]

Gravado na igreja da Fraternidade em Stuttgart-Feuerbach, em 21 de fevereiro de 2012:

Dois dias antes aconteceu isso na igreja do Mosteiro de São Jorge em Ochsenhausen (Oberschwaben):

fevereiro 14, 2012

O que é um tradicionalista?

O Tradicionalismo é uma Afirmação.

Por Irmão André Marie | Tradução: Fratres in Unum.com

A pequena aldeia de Villatalla, na diocese italiana de Albenga-Imperia, onde os Beneditinos da Imaculada vivem e onde o pequeno campanário ainda convoca as pessoas para assistir à Missa Tradicional em Latim.

A pequena aldeia de Villatalla, na diocese italiana de Albenga-Imperia, onde os Beneditinos da Imaculada vivem e onde o pequeno campanário ainda convoca as pessoas para assistir à Missa Tradicional em Latim.

Uma das coisas mais importantes que uma pessoa tem é a identidade. Isso explica porque os nomes são tão importantes para nós. Adão recebeu poder para designar as coisas no Jardim do Édem, mostrando que ele tinha domínio sobre o restante da criação, incluindo Eva, a quem nomeou. Quando uma criança descobre que um grande animal de olhar estranho tem um nome, ela encontra conforto neste fato, e se o papai pode identificá-lo, a coisa não deve ser tão terrível. Ela é conhecida.

Os católicos tradicionais, ou tradicionalistas, designam a si mesmos dessa forma por causa de sua adesão às tradições da Igreja; uma vez que eles o fazem em vista do abandono em larga escala daquelas tradições por parte da hierarquia, assim como clero e fiéis, este é o motivo pelo qual a expressão “católicos” nem sempre é suficiente, embora devesse ser. Além desse conceito muito genérico do que é o tradicionalismo, há compreensões múltiplas e discrepantes do que exatamente define a identidade do tradicionalista. Evitando um dogmatismo rígido onde a Igreja não nos deu ainda uma definição dogmática — precisamos estar preparados para morrer pelo dogma católico, porém não por nossas próprias opiniões — gostaria de considerar o que o tradicionalismo é em sua essência.

O contraste clareia a mente, então começarei com o que o tradicionalismo não é. O tradicionalismo não é uma negação. Ele não é uma recusa. Ele não é um apontar de dedos seguido de “você está errado!”. Existe um nome para essa ideologia: protestantismo. O protestantismo não é um conteúdo, mas sim um anti-conteúdo. Ele não é uma afirmação, mas sim uma negação.

Certamente, o católico deve concordar com as condenações da Igreja, bem como com as suas definições, mas uma existência de condenação é contingente a duas coisas: a verdade que veio primeiro, e um erro que nega a verdade. Em outras palavras, uma condenação, embora boa e necessária, somente surge porque algum vilão (talvez o próprio Satanás) elaborou uma negação da verdade de Deus. Mas a verdade de Deus chegou primeiro.

Os textos do Concílio de Trento nos dão uma ilustração disso. Trento afirma a verdade católica em seus decretos, que são textos comparativamente longos que explicam a doutrina católica em detalhes. Ao final daqueles decretos de rico conteúdo, em seguida, o Concílio condena os diversos erros em seus breves cânones.

Assim, a curta resposta à pergunta referente à identidade do tradicionalista é que ele é um católico que afirma as verdades dogmáticas, os ensinamentos morais e às tradições litúrgicas da Igreja. Isso é substancial e primário. O fato de agir assim em face de oposição, não somente do mundo, mas de outras pessoas que se chamam católicos, é secundário e acidental. Não vamos inverter a ordem, se não permitiremos que o inimigo imponha a nossa identidade.

Uma palavra sobre a busca por uma identidade: acredito que isso seja algo muito moderno, um produto da falta de raízes da cultura moderna, que nos serve a partir de nossas tradições, nossa terra e nossa gente. A modernidade nos homogeneíza, efetivamente desenraizando costumes e culturas locais. O católico é um membro da Igreja universal, mas ele não é um cidadão do universo por causa disso. Ele está localizado, e seu encontro com a Fé está no contexto de lugar, idioma e costume. Um católico do século quatorze na França e seu correligionário do quarto século no Egito possuíam a mesma fé, moral e religião (com padres, bispos, Missa, sacramentos, etc.), mas a variedade de idioma, ritual e costume era grande.

Isso é como deveria ser. Recebemos a fé em nível local. Nós a vivemos em nossas famílias. Nós a pronunciamos em nossos idiomas. Nós a praticamos no prédio daquela igreja, com as pessoas daquela comunidade. (A noção italiana de campanirismo e a concepção Carlista de fueros são expressões culturais e políticas dessa realidade.) A vivência da fé verdadeira é o que produz uma cultura católica, e essa cultura é o que deve impressionar por si mesma nossos jovens, formando as suas convicções, inspirando as suas ações, comandando as suas reações. Uma identidade – genuína, em todo caso – é formada dessa maneira orgânica. Nós não as colocamos e retiramos como um aluno de faculdade indeciso faz com sua carreira universitária. Isso é o que o homem moderno, sem raízes e sem descanso, faz, e essa é uma das causas de sua insanidade.

Em nossos dias, é claro, a Fé não está sendo vivida em lugares onde habitualmente estava. Os campanários italianos, que proporcionam àqueles que os ouvem um sentido de lar, ainda soam, mas freqüentemente anunciam o oferecimento de uma liturgia bizarra, a pregação de uma doutrina aguada e uma religiosidade de conformidade aos padrões do mundo. Assim, o campanirismo, “espírito do campanário”, não representa totalmente o que fazia outrora. E isso vale para outros lugares na Igreja universal. Assim, essa é a razão pela qual os tradicionalistas viajam, às vezes grandes distâncias, para ouvir uma Missa tradicional, com a catequese e a cultura que a acompanham.

Mas ainda podemos fazer muito para viver a Fé em nossas famílias e nossas comunidades. Ao fazê-lo, devemos resistir à tentação de transformar o tradicionalismo em uma ideologia, uma reação ou uma negação do que as outras pessoas fazem. O tradicionalismo é aquilo que somos, aquilo que sabemos, e aquilo que fazemos. Aqui, então, catalogaremos algumas das coisas que os tradicionalistas afirmam ou devem afirmar:

Afirmamos o credo católico em toda a sua integridade.

Afirmamos que a Igreja Católica é a única esposa de Cristo, e que a sua Fé e a sua religião são os únicos caminhos divinamente revelados para se acreditar e servir ao Deus vivo. Conseqüentemente, a Igreja Católica é o único caminho para a salvação.

Afirmamos que a verdade divina é atacada por inimigos da Igreja de Deus, e que os fiéis devem “pelejar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos.” (Judas 1, 3).

Afirmamos a constituição sobrenatural da Igreja, a hierarquia natural da família e o domínio de Cristo Rei na sociedade. Na medida de nossas possibilidades, trabalharemos para preservar ou restaurar essas coisas em nossas próprias famílias e comunidades; porque o mundo, a carne e o demônio estão minando esta ordem estabelecida por Deus.

Afirmamos que o louvor público de Deus pela Igreja e sua liturgia nos foram entregues com grande cuidado por nossos pais na Fé. Isso foi feito em uma bela variedade de ritos. É errôneo jogar fora esses tesouros de séculos de desenvolvimento cuidadoso sob a proteção do Espírito Santo. Assim, nós os praticaremos, honraremos, amaremos e ensinaremos aos nossos filhos.

A resposta autêntica ao mal é uma vida de virtude e santidade cristã, que nada mais é do que a resposta fiel à vocação básica (o chamado batismal à santidade), vivida de acordo com o modo da “vocação secundária” (ou seja, sacerdócio, vida religiosa, matrimônio, o celibato no mundo).

Há muita coisa obscura e má na vida, mas se optarmos por permitir a nós mesmos sermos consumados por essas coisas, então, que vergonha. São Paulo observa que o que perdemos em Adão é muitíssimo superado por aquilo que ganhamos em Cristo (cf. Romanos 5: 15 seg.). Não é necessário ter Fé para ver a maldade e o desespero; eles são óbvios demais aos sentidos. A grande maravilha é a quantidade de bem que realmente existe, e para ver isso é necessário ter Fé: a água regenerando pecadores como filhos de Deus e herdeiros do Céu, o Próprio Deus descendo em nossos altares nas aparências de pão e vinho, o Evangelho sendo pregado aos pobres.

E o próprio Evangelho, Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo! Esta é a “Boa Nova”: Boa, porque procede do bom Deus, e nova, porque precisa ser dita.

Temos um tesouro na liturgia tradicional da Igreja. Também temos grandes comentários sobre ela, nenhum melhor do que o Ano Litúrgico de Dom Gueranger. Também temos a Sagrada Escritura, os escritos dos Padres e Doutores, e os grandes monumentos intelectuais e artísticos da cultura católica que nasceram com as sociedades cristãs. Tudo o que temos, mais o Próprio Deus, os Anjos, os Santos, e a promessa de glória futura se perseverarmos! E não nos esqueçamos que temos Nossa Senhora, a Causa de Toda a nossa Alegria.

Se, com tudo isso, precisarmos sair em busca de uma identidade, ou defini-la em termos puramente negativos contra alguma outra classe de pessoas, então, realmente, não temos idéia alguma sobre o que seja a Tradição.

fevereiro 6, 2012

Tradição em Guerra com a Tradição?

Stephen Dupuy, The Remnant | Tradução: Fratres in Unum.com

O Papa recebe os membros da Congregação para a Doutrina da Fé ao fim de sua plenária.

O Papa recebe os membros da Congregação para a Doutrina da Fé ao fim de sua plenária.

Uma sessão plenária da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) teve início na terça-feira, 24 de janeiro. A finalidade, em parte, é deliberar sobre a resposta da Fraternidade de São Pio X relativamente ao preâmbulo doutrinal proposto pelo Vaticano. A aceitação do preâmbulo foi promovida pelo Vaticano como uma pré-condição a qualquer regularização canônica da Fraternidade. Membros da CDF que irão decidir o destino da Fraternidade incluem: Cardeal William Levada, “Peritos Ecumênicos” Cardeais Kurt Koch e Walter Kasper, o Cardeal de Viena, Christoph Schönborn (famoso pela Missa Balão), juntamente com o Bispo de Regensburgo, Gerhard Müller. Olhando para essa assembléia, parece que a Fraternidade tem tanta chance de receber o oferecimento de “plena comunhão” quanto o Tea Party [ntr: movimento político popular originado nos EUA reconhecido como conservador, que desde 2009 tem organizado protestos e apoiado candidatos políticos] tem de receber o convite para se unir ao Partido Democrata.

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fevereiro 4, 2012

“Se nos aceitarem como somos, sem mudanças, sem nos obrigar a aceitar essas coisas, então estamos prontos”.

Apresentamos a tradução do caríssimo amigo Gederson Falcometa, cuja  gentileza novamente agradecemos, de um extrato do sermão proferido ontem, festa da Purificação de Nossa Senhora, por Dom Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. O estilo coloquial foi preservado.

A Sociedade de São Pio X foi fundada pela Igreja e na Igreja, e nós dizemos que esta sociedade continua a existir, apesar do fato de que há uma pretensão de que ela não existe; que foi suprimida em 1976 (mas, obviamente, com total desrespeito das leis da própria Igreja). E é por isso que nós continuamos. E o nosso querido Fundador insistiu muitas e muitas vezes sobre a importância desta existência da Sociedade. E eu acho que, como o tempo evolui, temos de manter isso em mente – e é muito importante que mantenhamos este espírito católico.

Nós não somos um grupo independente. Mesmo se estamos lutando com a Roma, ainda somos, por assim dizer, com Roma. Estamos lutando com a Roma, ou, se você quiser, contra Roma, ao mesmo tempo com Roma. E nós afirmamos e continuamos a dizer, somos católicos. Queremos permanecer católicos. Muitas vezes eu digo a Roma, vocês tentam nos chutar para fora. E vemos que seria muito mais fácil para nós estar fora. Teríamos muito mais vantagens. Vocês nos tratariam muito melhor! Olhe para os protestantes, como abrem as igrejas a eles. Para nós, eles as fecham. E dizemos, nós não nos importamos. Nós fazemos as coisas na frente de Deus. Nós sofremos por parte da Igreja, tudo bem. Nós não gostamos disso, é claro. Mas temos de ficar lá na verdade. E nós temos que afirmar que pertencemos à Igreja. Nós somos católicos. Nós queremos ser e queremos permanecer, e é muito importante afirmar isso.

Também é importante que finalmente nós não imaginemos uma Igreja Católica que é apenas o fruto da nossa imaginação, mas que não é mais aquela [Igreja] real. E com a real nós temos problemas. Isso é o que torna ainda mais difícil: o fato de que temos problemas com ela. Isso não nos permite, por assim dizer, fechar a porta. Pelo contrário, é nosso dever continuamente ir até lá, bater à porta, não para implorar para que possamos entrar (porque estamos dentro), mas para pedir que possam se converter; que eles possam mudar e voltar ao que faz a Igreja. É um grande mistério, não é simples. Porque ao mesmo tempo que temos de dizer, sim, nós reconhecemos aquela Igreja — é o que dizemos no Credo, creio na Igreja Católica — de modo que aceitamos que há um Papa, aceitamos que existe uma hierarquia, nós aceitamos isso.

E na prática, em muitos níveis, temos de dizer não. Não porque isso [certos tópicos] não nos agrada, mas porque a Igreja já falou sobre isso. Já condenou mesmo muitas dessas coisas. E assim, em nossas discussões com Roma estávamos, por assim dizer, presos aí. O problema fundamental em nossas discussões com Roma foi realmente o Magistério, o ensinamento da Igreja. Porque eles dizem: “nós somos o papa, nós somos a Santa Sé” — e nós dizemos, sim. E então dizem, “nós temos o poder supremo”, e nós dizemos, sim. Eles dizem: “nós somos a última instância no ensino e somos necessários” — Roma é necessário para que tenhamos a fé, e nós dizemos, sim. E então eles dizem, “então, obedeçam.” E nós dizemos, não. E assim nos dizem, vocês são protestantes. Vocês colocam a sua razão acima do Magistério de hoje. E nós respondemos a eles, vocês são modernistas. Vocês alegam que o ensino de hoje pode ser diferente do ensino de ontem. Nós dizemos que, quando aderimos ao que a Igreja ensinou ontem, necessariamente aderimos ao ensinamento da Igreja hoje. Porque a verdade não está ligada ao tempo. A verdade está acima dele. O que foi dito uma vez é vinculante por todos os tempos.Esses são os dogmas. Deus é assim, Deus está acima do tempo. E a Fé é a adesão à verdade de Deus. Está acima do tempo. É por isso que a Igreja de hoje está vinculada e tem que ser como (e não só) a Igreja de ontem. E assim, quando você vê o Papa atual dizer que deve haver continuidade na Igreja, dizemos nós, é claro! Isso é o que temos dito em todos os momentos. Quando falamos de Tradição, é precisamente este o significado. Eles dizem, deve haver Tradição, deve haver continuidade. Portanto, há continuidade. O Vaticano II foi feito pela Igreja, a Igreja deve ser contínua, por isso o Vaticano II é Tradição. E nós dizemos, com licença?

E há mais, meus queridos irmãos. Isso foi durante a discussão. No final da discussão, surge esse convite de Roma. Neste convite há uma proposição de uma situação canônica para regularizar nossa situação. E posso dizer, o que é apresentado hoje, que já é diferente do que foi apresentado no dia 14 de setembro, podemos considerar como tudo certo, ótimo. Eles cumpriram todas as nossas condições, posso dizer, no plano prático. Então não há muito problema aí. O problema permanece em outro nível — o da doutrina. Mas mesmo aí ele vai muito além — muito além, meus queridos irmãos. A chave é um princípio. Que eles dizem, “isso você deve aceitar; você tem que aceitar que para os pontos que geram dificuldade no Concílio — pontos que são ambíguos, onde há disputa — esses pontos, como o ecumenismo, como a liberdade religiosa, estes pontos devem ser entendidos em coerência com o ensinamento perpétuo da Igreja”. “Então, se há algo de ambíguo no Concílio, é necessário entendê-lo como a Igreja sempre ensinou ao longo do tempo”.

Eles vão ainda mais adiante e dizem, “é necessário rejeitar o que se opõe a este ensinamento tradicional da Igreja”/ Bem, isso é o que sempre dissemos. Espantoso, não? Que Roma nos imponha este princípio. Impressionante. Então você pode se perguntar, então por que você não aceita? Bem, meus queridos irmãos, ainda há um problema. O problema é que neste texto dão duas aplicações do que e como temos de compreender esses princípios. Esses dois exemplos que eles nos dão são o ecumenismo e liberdade religiosa, como descritos no novo Catecismo da Igreja Católica, que são exatamente os pontos pelos quais nós repreendemos o Concílio.

Em outras palavras, Roma nos diz, nós fizemos isso o tempo todo. Somos tradicionais; Vaticano II é Tradição. A liberdade religiosa, o ecumenismo são Tradição. Estamos em plena coerência com a Tradição. Imaginem só, para onde vamos? Que tipo de palavras vamos encontrar para dizer que nós concordamos ou não? Se até mesmo os princípios que temos mantido e afirmado, dizem eles, sim, está ok, vocês podem afirmar isso, porque isso significa que queremos dizer, que é exatamente o contrário do queremos dizer.

Creio que não poderíamos ir adiante na confusão. Em outras palavras, meus queridos irmãos, isso significa que eles têm um outro significado para a palavra “tradição”, e talvez até mesmo para “coerência”. E é por isso fomos obrigados a dizer não. Nós não vamos assinar aquilo. Concordamos com o princípio, mas vemos que a conclusão é contrária. Grande mistério! Grande mistério! Então, o que vai acontecer agora? Bem, já enviámos a nossa resposta a Roma. Eles ainda dizem que estão refletindo sobre ela, o que significa que provavelmente eles estão embaraçados.Ao mesmo tempo, creio que podemos ver agora o que eles realmente querem. Será que eles realmente nos querem na Igreja ou não? Dissemo-lhes muito claramente, se nos aceitarem como somos, sem mudanças, sem nos obrigar a aceitar essas coisas, então estamos prontos. Mas se quiserem nos fazer aceitar estas coisas, não estamos. Na verdade, nós só citamos Dom Lefebvre quem disse isso já em 1987 — várias vezes antes, mas a última vez disse isso em 1987.

Em outras palavras, meus queridos irmãos, humanamente falando, é difícil dizer como será o futuro, mas sabemos que lidamos com a Igreja, lidamos com Deus, lidamos com a Providência Divina, e sabemos que esta Igreja é a Igreja Dele. Os seres humanos podem causar alguma perturbação, alguma destruição. Eles podem causar confusão, mas Deus está acima disso, e Ele sabe como, de todos esses acontecimentos — estes acontecimentos humanos — essas linhas tortuosas, Deus sabe como dirigir a Sua Igreja por meio dessas provações.

Haverá um fim para esta provação, não sei quando. Às vezes, há esperança de que ele virá. Às vezes, é como se perdêssemos a esperança. Deus sabe quando, mas na verdade, humanamente falando, temos de esperar por um bom tempo antes de esperar ver as coisas melhores — cinco, dez anos. Estou convencido de que em dez anos as coisas vão parecer diferentes, porque a geração do Concílio terá desaparecido e a próxima geração não tem essa ligação com o Concílio. E já agora ouvimos vários bispos, meus queridos irmãos, vários bispos nos dizer: vocês dão muito peso a este Concílio; deixe-o de lado. Poderia ser um bom caminho para Igreja ir adiante. Deixe-o de lado; esqueça-o. Vamos voltar ao que interessa, a Tradição.

Não é interessante ouvir bispos que dizem isso? É uma nova linguagem! Isso significa que temos uma nova geração que sabe que há coisas mais sérias que o Vaticano II na Igreja, e que temos de voltar a isso, se assim posso dizer. Vaticano II é sério por causa do dano que causou, sim, é. Mas, como tal, ele quis ser um concílio pastoral, que agora já acabou. Sabemos que alguém que está trabalhando no Vaticano escreveu uma tese para sua formação acadêmica sobre o magistério do Concílio Vaticano II. Ele mesmo nos disse e ninguém nas universidades romanas estava pronto para tomar esta tese. Finalmente, um professor o fez, e a tese é a seguinte: a autoridade do magistério do Vaticano II é a de uma homilia na década de 1960. E passou!

Veremos, meus queridos irmãos. Para nós é muito claro. Devemos nos firmar e nos ater à verdade, à Fé. Nós não vamos abrir mão disso — aconteça o que acontecer. Existem algumas ameaças, é claro, de Roma agora. Veremos. Nós colocamos todas essas coisas nas mãos de Deus, e nas mãos da Santíssima Virgem Maria. Oh, sim, temos de continuar a nossa cruzada de rosários. Contamos com ela, contamos com Deus. E então o que acontecer, acontecerá. Não posso prometer uma linda primavera. Eu não tenho a menor idéia do que vai acontecer nesta Primavera. O que sei é que a luta pela Fé vai continuar, aconteça o que acontecer. Reconhecidos ou não, você pode estar certo de que os progressistas não ficarão felizes. Eles vão continuar e nós vamos continuar a combatê-los também.

 

fevereiro 2, 2012

FSSPX-Polônia emite errata.

O site da FSSPX na Polônia emitiu uma errata. Nela se confirma a declaração do porta-voz da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi: a única carta existente foi assinada por Mons. Ladaria, e não pelo Cardeal Levada; nela, não há nenhuma aceitação da abjuração e qualquer referência à FSSPX; da mesma forma, não há concessão do título de prelado doméstico de Sua Santidade, o Papa. Por fim, o site, muito dignamente, reconhece o erro e pede desculpas.

janeiro 30, 2012

Pela obediência ao Motu Proprio e pelo fim dos altares indignos: carta de Dom Mario Oliveri a seu clero.

Iniciávamos esta tradução quando um futuro sacerdote de Deus Altíssimo fez a caridade de no-la enviar, prontinha! Deus lhe pague, amigo!

Trata-se de uma carta de Dom Mario Oliveri, bispo de Albenga-Imperia, a seu clero diocesano. O ordinário italiano é já um velho conhecido de nossos leitores, que tiveram várias [em ordem cronológica: 1, 2, 3, 4 e 5] oportunidades de lê-lo por aqui.

Em primeiro lugar, Dom Oliveri pede que seus padres respeitem e obedeçam ao Motu Proprio Summorum Pontificum. E o senhor bispo é claro: “As reações negativas ao Motu Proprio e às indicações teológicas e práticas do bispo são quase sempre de carácter emotivo e ditadas por um raciocínio teológico superficial, isto é, por uma visão “teológica” mais bem pobre e míope…”.

A referência que Dom Oliveri faz à “Tre Giorni del Clero” diz respeito a um encontro dos sacerdotes da diocese de Albenga-Imperia, em 2007, no qual Sua Excelência solicitou o “reeordenamento dos presbitérios”; neste, dentre outros aspectos, previa-se a remoção dos “altares-mesas” (página 26 em diante), “não pouco dos quais verdadeiramente indignos de ser o centro da ação litúrgico-divino-sacramental”.

Clique na imagem abaixo para baixar o documento.

janeiro 18, 2012

A guerra na diocese de El Paso continua: Padre Michael Rodríguez sofre mais um ataque sangrento.

Para os novos leitores, sugerimos nossas matérias anteriores sobre o caso aqui.

Inconformado com a sua transferência para a longínqua diocese de Fresno, na Califórnia, e ainda morando e atuando na Cúria de El Paso, TX, Dom Armando Ochoa vem a público para fazer uma declaração bombástica: O Reverendíssimo Padre Michael Rodríguez teria se apropriado indevidamente de fundos doados para a execução de obras em sua antiga paróquia San Juan Bautista!

Artilharia Pesada!

Comunicado de Imprensa de Dom Armando Ochoa publicado no sítio da Diocese de El Paso:

11 de janeiro de 2012 – Como bispo e pastor da Diocese de El Paso, tenho o dever pastoral de salvaguardar os recursos da diocese e de cada paróquia individual. Isso inclui uma responsabilidade fiduciária de responsabilizar todos aqueles que administram os assuntos financeiros de cada paróquia, especialmente, aqueles na administração.

Em 20 de setembro de 2011, o Padre Michael Rodríguez foi destituído como administrador da paróquia de San Juan Bautista com base em informações confiáveis e documentos que mostram que ele intencional e materialmente deixou de cumprir o Manual de Políticas e Procedimentos de Finanças da Paróquia da Diocese Católica Romana de El Paso. O cuidado e utilização pelo padre Rodríguez de fundos doados comprometeu a integridade financeira de San Juan Bautista. Apelei repetidamente ao Pe. Rodríguez para fazer uma revelação completa e uma contabilidade minuciosa de sua administração financeira da paróquia, porém, ele se recusou a fazê-lo.

Devido à gravidade da má administração de fundos pelo Pe. Rodríguez e sua omissão na completa prestação de contas, tive que recorrer a uma medida extraordinária a fim de proteger o patrimônio e restaurar a integridade financeira da Paróquia de San Juan Bautista. A finalidade da ação judicial que movi contra o Pe. Rodríguez e seu irmão David Rodríguez é possibilitar que a Diocese de El Paso e a paróquia de San Juan Bautista realizem uma contabilidade precisa dos valores e utilização de todos os fundos doados e recupere quaisquer fundos que tenham sido apropriados indevidamente.

O Pe. Rodríguez e todos que agem em conluio com ele, não tinham o direito de se apropriar dos fundos doados à paróquia de modo a violar o Manual de Políticas e procedimentos das Finanças da Paróquia da Diocese Católica Romana de El Paso. Somos meros administradores dos bens temporais da Igreja e devemos todos prestar contras de todas as coisas que nos foram confiadas.

Reverendíssimo Armando X. Ochoa, DD

* * *

A resposta

COMUNICADO DE IMPRENSA do Pe. Michael Rodríguez

É lamentável que Dom Armando Ochoa, Administrador da Diocese de El Paso e não mais o seu bispo, tenha decidido mover uma ação judicial contra mim. Essa ação é injusta.

Ao longo dos nove anos e meio como pároco da Igreja Católica de San Juan Bautista dei meu coração e alma no cuidado dessa paróquia, tanto em termos de bens temporais como, especialmente, de bens espirituais. Tenho confiança que centenas dos meus antigos paroquianos estarão ávidos por testemunhar isso.

Em seu comunicado de imprensa do dia 11 de janeiro de 2012, o bispo Ochoa afirmou: “O cuidado e utilização pelo padre Rodríguez de fundos doados comprometeu a integridade financeira de San Juan Bautista.” Isso não é verdade. A declaração do bispo Ochoa também faz referência à “má administração de fundos pelo padre Rodríguez.” Novamente, isso não é verdade. Sempre honrei, respeitei e fiz bom uso do patrimônio financeiro de San Juan Bautista. Arrisco toda a minha reputação nessa afirmação.

Em 20 de setembro de 2011, abri meu coração para o meu bispo, como um filho a um pai, e fui completamente honesto e acessível com ele quanto aos assuntos financeiros de San Juan Bautista. Disse-lhe tudo. Ele preferiu não acreditar em mim. Nos últimos quatro meses, meu advogado canonista envidou repetidos esforços para resolver esse assunto com o Reverendíssimo Armando Ochoa, e ele se recusou.

Tenho um grande amor por minha antiga paróquia de San Juan Bautista, e por meus antigos paroquianos. Estou pronto para lutar e defendê-los, seja qual for o custo. Também estou pronto para proteger o meu bom nome e reputação. Nunca desviei ou utilizei indevidamente os fundos da paróquia. Finalmente, estou convencido de que o motivo real para as ações do meu antigo bispo contra mim se devem à minha defesa do ensinamento da Igreja Católica com relação ao homossexualismo, bem como minha adesão à Liturgia Romana de 1962.

Se necessário, apresentarei provas prodigiosas para corroborar esta alegação. Continuarei fazendo o meu melhor para ser um padre bom e santo, custe o que custar. Continuarei proclamando e ensinando as verdades da Igreja Católica Romana, especialmente na área de moralidade sexual, custe o que custar. Continuarei aderindo ao Rito Antigo da Igreja Católica Romana, custe o que custar.

Por favor, mantenham-me em suas orações durante esta provação difícil. Por favor, confiem a mim e o meu sacerdócio à proteção amorosa da Sancta Dei Genetrix, a Santíssima Mãe de Deus. Obrigado e que o bom Senhor os abençoe nesse alegre tempo de Natal.

* * *

O contra-ataque

Comunicado de Imprensa

13 de janeiro de 2012 – Em 12 de janeiro de 2012, o Reverendíssimo Dom Armando Ochoa, Administrador da Diocese de El Paso, ajuizou uma ação contra mim. Mais uma vez, quero reiterar que a sua ação é desonesta e injusta. Eu faço a simples pergunta: ao longo dos últimos nove anos e meio, quem é que tem trabalhado, lutado, se sacrificado dia e noite, e cuidado do bem estar espiritual e material da igreja católica San Juan Bautista? Será que é o Padre Michael Rodríguez ou o Reverendíssimo Bispo Armando Ochoa? Com base no histórico real, qual dos dois tem maior credibilidade quando se trata de proteger e promover o patrimônio espiritual e material de San Juan Bautista?

BENS ESPIRITUAIS

Ao longo dos meus nove anos e meio como administrador paroquial de San Juan Bautista, pela graça e misericórdia de Deus, os seguintes bens espirituais foram “alcançados”:

1) Restauração da gloriosa Missa Tradicional em Latim
2) Restauração gradual do idioma sagrado da Igreja Católica, Latim
3) Restauração gradual do Canto Gregoriano e da música sacra
4) Recepção devota e digna da Santa Eucaristia na língua e de joelhos, acompanhada por orações preparatórias e de ação de graças
5) Silêncio na Santa Missa e um sentido católico do sagrado
6) Vestimenta modesta e comportamento reverente na Santa Missa e dentro da igreja
7) Duas Missas diárias às 8h e às 18h.
8) Horas Santas com Exposição do Santíssimo Sacramento ao menos quatro vezes por semana
9) Confissões em horários fixos ao menos cinco vezes por semana; Confissão disponível a qualquer momento, dia ou noite, através de agendamento
10) Via Sacra toda sexta-feira, tanto em inglês (12:30h.) quanto em espanhol (18:45h)
11) Retiros Quaresmais na Paróquia, tanto em inglês quanto em espanhol
12) Inúmeras vocações ao sacerdócio e vida religiosa
13) Cristo Rei, Corpus Christi e Nossa Senhora de Guadalupe: Procissões pela vizinhança
14) Além das aulas padrão de Catecismo e Preparação para os Sacramentos, conforme oferecidas em muitas paróquias (em San Juan, essas aulas ocorriam aos sábados e domingos), havia aulas sobre a Fé para toda a paróquia (tanto em inglês quanto em espanhol) às segundas-feiras, terças-feiras, quartas-feiras e quintas-feiras. Pessoalmente eu dava uma aula toda terça-feira à noite, e duas quinta-feira à noite.
15) Promoção de muitas devoções marianas, como, por exemplo, novenas paroquiais à Nossa Senhora das Dores e Nossa Senhora de Guadalupe, orações do Primeiro Sábado à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
16) Promoção da Mensagem de Nossa Senhora de Fátima
17) Recitação diária do Santo Rosário
18) Devoções das Primeiras sextas-feiras
19) Devoções dos primeiros Sábados. Pessoalmente dirigi essas devoções todos os primeiros Sábados do mês das 6:30h às 7:30h.
20) Ministrava um “mini-retiro” mensalmente (em espanhol) nos Primeiros Sábados para as Guadalupanas e outros paroquianos interessados, das 8:45-11:30h, consistindo do Santo Rosário e uma oficina de oração.
21) Missa Especial no Primeiro Sábado do mês à 1h, para ajudar os fiéis a cumprirem as exigências dos Primeiros Cinco Sábados.
22) Santo Rosário todo domingo às 7:30h e às 9:30h, antes da Santa Missa
23) Santo Rosário todo sábado à tarde às 16:30h antes da Santa Missa
24) Diferentes devoções de terços rezados após cada Missa no final de semana
25) Adoração ao Santíssimo de dia inteiro nas Primeiras Sextas-Feiras
26) Adoração ao Santíssimo de noite inteira nas Primeiras Sextas-Feiras
27) Devoção ao Precioso Sangue nas noites de quintas-feiras às 11h.
28) Ao menos uma vez por semana, eu mesmo levava a Santa Comunhão aos paroquianos doentes e que não podiam sair de casa
29) Procissão diária através da vizinhança nos Dias de Rogações (os três dias antes da Quinta-Feira da Ascensão)
30) Promoção de abstinência de carne em toda Sexta-Feira do ano e promoção do aspecto penitencial de toda Sexta-Feira do ano

Tragicamente, desde minha destituição de San Juan Bautista, no dia 20 de setembro de 2011, não é exagero dizer que nenhum dos itens acima existe mais em San Juan Bautista. É absolutamente chocante! Missas foram canceladas. Confissões e Horas Santas foram canceladas, etc. Será que alguém, alguém, pensa seriamente que a diocese está conduzindo o seu “dever sagrado” de salvaguardar os bens espirituais de San Juan Bautista de alguma maneira próxima ao que o Pe. Michael Rodríguez estava fazendo?

BENS TEMPORAIS

San Juan Bautista é uma paróquia pobre, e a coleta semanal de domingo antes da minha chegada, em maio de 2002, geralmente era inferior a US$1.000,00. Ao longo dos meus nove anos e meio como administrador paroquial, pela graça e misericórdia de Deus, conseguimos levar à cabo os seguintes projetos arquitetônicos:
1) Um belo e novo sacrário
2) Uma renovação inicial do santuário, incluindo um novo acréscimo para o sacrário, novas estátuas, uma nova mesa de comunhão e um novo piso de mármore
3) A instalação de dois sinos magníficos para a Igreja
4) Renovação completa da cozinha paroquial, incluindo uma piso de cerâmica novíssimo e armários novos
5) Renovação da garagem de armazenagem do salão paroquial com armários novos
6) Um piso de cerâmica completamente novo para o salão paroquial
7) Um novo alpendre para o salão paroquial
8) Um telhado novíssimo para a Igreja
9) Todas as unidades de ar condicionado da Igreja e salão paroquial foram substituídas por novas
10) Renovação externa da Igreja: duas novas rampas de entrada laterais para a Igreja com corrimãos
11) Renovação externa da Igreja: um novo alpendre lateral para a Igreja
12) Asfalto completamente novo para todo o estacionamento da Igreja
13) Nova iluminação exterior para a Igreja e estacionamento
14) Um complexo do prédio de armazenagem totalmente novo atrás da reitoria
15) Uma nova e bela GRUTA para Nossa Senhora de Guadalupe com múltiplos santuários, uma fonte, um altar, placas, jardins [ainda no processo de conclusão quando fui transferido]
16) A renovação do santuário e um novo altar elevado, de acordo com as normas da forma antiga do Rito Romano [ainda no processo de conclusão quando fui transferido]

Será que alguém, alguém, pode pensar seriamente que a diocese está conduzindo o seu “dever sagrado” de salvaguardar os bens temporais de San Juan Bautista de alguma maneira próxima ao que o Pe. Michael Rodríguez estava fazendo?

Por favor continuem confiando-me à proteção amorosa da Santíssima Virgem Maria, nossa Mãe Imaculada e Dolorosa.

Pe. Michael Rodríguez
Vigário Paroquial, Igreja Católica Santa Teresa de Jesus
Presídio, TX

* * *

O que pedimos aos nossos leitores?

Orações pelo Reverendíssimo Padre Rodríguez, para que Deus o sustente e fortaleça nessa provação. Faremos chegar ao conhecimento do referido padre todos os oferecimentos de terços e outras práticas de piedade depositados na caixa de comentários.

O que os fiéis da paróquia de San Juan Bautista pedem?

Orações pelo novo bispo, para que seja um bispo católico de verdade e restaure a fé na Diocese, bem como a ereção de uma paróquia pessoal para o rito antigo e a volta do Pe. Rodríguez.

Pedem também a intervenção do núncio apostólico nos EUA, para que ele ou alguém designado de outra diocese apure todas as acusações contra a boa fama de seu pastor. Em alguns fóruns da Tradição comenta-se que estes fiéis pedirão seu dinheiro de volta, uma vez que não confiam nos projetos pastorais da diocese.

Cartas com as intenções acima podem ser endereçadas a:

Arcebispo Carlo Maria Vigano
Núncio Apostólico para os Estados Unidos
3339 Massachusetts Avenue, N.W.
Washington, D.C. 20008-3687

* * *

O poder da oração

Fiéis da Paróquia de San Juan ajoelham-se em frente à Cúria de El Paso para suplicar a Deus que lhes envie um bispo verdadeiramente católico, que corajosamente promova a fé católica em sua liturgia, doutrina e sacerdócio.

Nota: segundo o sítio da Diocese de El Paso, Dom Armando Ochoa só tomará posse em Fresno no próximo dia 2 de fevereiro.

janeiro 1, 2012

Grave Lapso Teológico de Mons. Ocáriz.

Refutação a artigo do Vigário Geral do Opus Dei no Obsservatore Romano.

Por Arnaldo Xavier da Silveira

Missa de abertura do Concílio Vaticano II.

Missa de abertura do Concílio Vaticano II.

1. – No Osservatore Romano de 2 de dezembro último, Mons. Fernando Ocáriz Braña, Vigário-Geral do Opus Dei, um dos peritos da Santa Sé nas discussões teológicas com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, publicou um substancioso artigo intitulado “Sobre a adesão ao Concílio Vaticano II”. O trabalho exprime de modo pleno a posição, hoje dominante em certos meios, dos que acolhem o Vaticano II mesmo nas passagens apontadas como contrárias à Tradição, invocando para isso uma tal ou qual infalibilidade do Magistério Ordinário, ou a obrigação de um “assentimento interno” regido pela virtude da obediência.

Do assentimento interno segundo Mons. Ocáriz

2. – O ilustre Prelado escreve: “O Concílio Vaticano II não definiu nenhum dogma, no sentido de que não propôs, mediante ato definitivo, nenhuma doutrina. Entretanto, o fato de que um ato do Magistério da Igreja não se exerça mediante o carisma da infalibilidade não significa que possa considerar-se ‘falível’, no sentido de que transmita uma ‘doutrina provisória’ ou ‘opiniões autorizadas’. Toda expressão de Magistério autêntico deve ser recebida como o que verdadeiramente é: um ensinamento ministrado pelos pastores que, na sucessão apostólica, falam com o ‘carisma da verdade’ (…), ‘revestidos da autoridade de Cristo’ (…), ‘à luz do Espírito Santo’. Este carisma, autoridade e luz, certamente estiveram presentes no Concílio Vaticano II; negar isso a todo o episcopado, cum Petro e sub Petro, reunido para ensinar a Igreja universal, seria negar algo da essência mesma da Igreja (…)”.

3. – Pouco adiante, Mons. Ocáriz acrescenta: “As afirmações do Concílio Vaticano II que recordam verdades de fé requerem, obviamente, a adesão da fé teologal, não porque tenham sido ensinadas por este Concílio, mas porque já haviam sido ensinadas infalivelmente como tais pela Igreja mediante um juízo solene ou mediante o Magistério ordinário e universal. (…) Os demais ensinamentos doutrinários do Concílio requerem dos fieis o grau de adesão denominado ‘religioso assentimento da vontade e da inteligência’. Um assentimento ‘religioso’, portanto não fundado em motivações puramente racionais. Tal adesão não se configura como um ato de fé, mas antes de obediência não simplesmente disciplinar, mas enraizada na confiança na assistência divina ao Magistério e, por isso, ‘na lógica e sob o impulso da obediência da fé’ (…). As palavras de Cristo: ‘quem a vós escuta a mim escuta’ (…) se dirigem também aos sucessores dos apóstolos”.

4. – Perto do final, Mons. Ocáriz declara: “Em todo caso, continua a haver espaços legítimos de liberdade teológica para explicar, de um modo ou outro, a não contradição com a Tradição, de algumas formulações presentes nos textos conciliares, e assim para explicar o próprio significado de algumas expressões ali contidas”.

Os caminhos de Deus não são os nossos

5. – Jesus Cristo poderia, evidentemente, ter dado a São Pedro e seus sucessores o carisma da infalibilidade absoluta. Essa infalibilidade poderia, em tese, cobrir todo e qualquer pronunciamento doutrinário dos Papas e concílios, além das decisões canônicas, litúrgicas, etc. E poderia mesmo abranger as decisões pastorais, administrativas. O problema não consiste em saber se a assistência do Espírito Santo, com tal alcance absoluto e geral, seria em princípio possível. É claro que o seria. ― Na verdade, contudo, Nosso Senhor não quis dotar São Pedro, o Colégio dos bispos com o Papa, a Igreja enfim, de uma assistência em tais termos absolutos. Os caminhos de Deus nem sempre são os nossos. A barca de Pedro está sujeita a tempestades. Em resumo: a teologia tradicional afirma que consta da Revelação que a assistência do divino Espírito Santo não foi prometida, e portanto não foi assegurada, de forma assim irrestrita, em todos os casos e circunstâncias.

6. – Essa assistência garantida por Nosso Senhor cobre de modo irrestrito as definições extraordinárias, tanto papais quanto conciliares. Mas as monumentais obras teológicas, especialmente da idade de prata da escolástica, revelam que é possível haver erros e mesmo heresias em pronunciamentos papais e conciliares não garantidos pela infalibilidade.

A doutrina é mais matizada do que pretende Mons. Ocáriz

7. – O artigo sustenta, como absoluto e incondicional, o princípio de que mesmo os ensinamentos não infalíveis do Magistério papal ou conciliar exigem necessariamente o assentimento interno do fiel. Ora, grandes autores da neoescolástica estabelecem importantes ressalvas a essa tese, mostrando que não se pode tomá-la, de modo simplista, como regra que não admite exceções.

8. – Com efeito. ― Diekamp declara que a obrigação de aderir aos ensinamentos papais não infalíveis “pode começar a cessar” no caso raríssimo em que um expert, após análise diligentíssima, “chegue à persuasão de que na decisão introduziu-se o erro” (Th. Dog. Man., I, 72). ― Pesch admite o referido assentimento “enquanto não se torne positivamente claro que houve erro em decreto da Cúria Romana ou do Papa” (Pr. Dogm., I, 314/315). ― Merkelbach ensina que a doutrina proposta de forma não infalível pode, acidentalmente e numa hipótese raríssima, admitir a suspensão do assentimento interno (S. Th. Mor., I, 601). ― Hurter afirma que, perante decisões não infalíveis, pode ser lícito “recear o erro, assentir condicionalmente, ou mesmo suspender o assentimento” (Th. Dogm., I. 492). ― Cartechini sustenta que o assentimento interno às decisões não infalíveis pode ser negado caso o fiel “tenha a evidência de que a coisa ordenada é ilícita, podendo nessa hipótese suspender o assentimento (…) sem temeridade e sem pecado” (Dall’Op. al Dom., 153-154). ― Dom Paul Nau explica que o assentimento pode ser suspenso ou negado se houver “uma oposição precisa entre um texto de encíclica e os demais testemunhos da tradição” (Une source doct., 84).

Absolutizando indevidamente a noção de assistência divina

9. – Aqui está o equívoco grave, prenhe de consequências ainda mais graves e mesmo gravíssimas, em que incide o ínclito e venerando Vigário-Geral do Opus Dei. Ele entende que o Magistério, assistido pelo divino Espírito Santo, seria omnímoda e necessariamente imune a qualquer desvio doutrinário. Ora, assim como o Magistério Ordinário de todos os tempos, embora assistido pelo Espírito Santo, nem sempre está coberto pela infalibilidade, assim também o Magistério de hoje conta com a assistência divina, o que no entanto não representa garantia absoluta de isenção de erro. Dessa forma, alguns ensinamentos do Magistério Ordinário podem divergir da Tradição, e até gravemente. É o que logicamente deflui da carta apostólica “Tuas Libenter”, em que Pio IX expõe as diversas condições necessárias para que o Magistério Ordinário goze da infalibilidade, condições essas que manifestamente o Vaticano I não afastou ao compendiar toda essa doutrina na expressão “Magistério Ordinário Universal” (tal questão exigiria um estudo mais amplo, que pretendo elaborar em curto prazo).

10. – As doutrinas novas do Vaticano II apontadas como divergentes da Tradição – as da liberdade religiosa, da colegialidade, do ecumenismo etc. – podem constituir ensinamento diverso (“si quis aliter docet”- S. Paulo, I Tim, 6, 3), sem que se possa dizer que com isso tenha falhado a assistência do divino Espírito Santo e que tenha sido vulnerada a indefectibilidade da Igreja.

Todos os dias até a consumação dos séculos

11. – Portanto, não se pode afirmar, sem mais, a infalibilidade absoluta dos pronunciamentos papais e conciliares. Quer em nome de uma infalibilidade magisterial, quer em nome da obediência devida pelos fieis a Pedro, quer em nome de uma pretendida segurança na aceitação de tudo quanto declare o Magistério autêntico não infalível, quer em nome de qualquer outra doutrina teológica ou para-teológica que possa ser excogitada, a verdade é que na Revelação nada assegura que os pronunciamentos não infalíveis sejam dessa ou daquela forma infalíveis. É aqui, repito, que as teses do eminente Mons. Ocáriz se afastam do bom caminho.

12. – Examinemos com lupa essa questão. Há, sem dúvida, documentos da Sé Apostólica e da teologia tradicional que afirmam, sem maiores distinções, que todos os ensinamentos doutrinários dos papas e concílios devem ser abraçados pelos fieis, ainda que não infalíveis e, portanto, não ornados pelo carisma da infalibilidade. Aqui se inserem as subtilezas da hermenêutica em geral e da sagrada exegese em particular: assim como não se pode tomar de modo monolítico o “não matarás” do Decálogo, porque este comporta exceções, por exemplo a da legítima defesa, da mesma forma não se pode tomar como absoluto o princípio de que se deve sempre, e em todos os casos, acatar os ensinamentos não revestidos do carisma da infalibilidade. O empréstimo a juros foi proscrito, foi admitido, passou por vicissitudes mil. Os ritos chineses conheceram iguais hesitações.

O outro lado da medalha: o Papa herege e o Papa cismático

13. – Essa medalha tem duas faces. Se, de um lado, a doutrina tradicional admite a possibilidade de erro em ensinamento não infalível do Magistério Supremo, como insofismavelmente admite, de outro lado, e paralelamente, admite também, sem qualquer conotação sedevacantista, as hipóteses de um Papa herege e de um Papa cismático.

14. – Sobre o Papa herege. – São Roberto Bellarmino, São Francisco de Sales, Suárez, Domingos Soto, Bouix, Coronata e tantos outros dentre os maiores mestres da escolástica admitem em tese que um Papa possa cair em heresia. – Pietro Ballerini, cuja obra foi importante para as definições da infalibilidade no Vaticano I, via na hipótese de um Papa herege “um perigo iminente para a fé e entre todos o mais grave”, diante do qual quaisquer fieis poderiam “resistir-lhe em face, refutá-lo e, se necessário, interpelá-lo e pressioná-lo a arrepender-se”, “para que todos pudessem precaver-se em relação a ele” (De Pot. Eccl., 104/105).

15. – Sobre o Papa cismático. – É incontestável que a idade de prata da escolástica e a neoescolástica tornaram claro que, em períodos de crise religiosa profunda, é em princípio possível que um Papa, sem perder o cargo de imediato, separe-se entretanto da Igreja, incidindo em cisma. É o que ocorre caso o Sumo Pontífice “subverta todas as cerimônias eclesiásticas”, “desobedeça à lei de Cristo”, “ordene o que é contrário ao direito natural ou divino”, “não observe aquilo que foi, pelos concílios universais ou pela autoridade da Sé Apostólica, ordenado universalmente, sobretudo quanto ao culto divino”, “não observe o rito universal do culto eclesiástico”, “deixe de respeitar, com pertinácia, aquilo que foi estabelecido para a ordem comum da Igreja”, tornando assim possível e eventualmente obrigatório em consciência “resistir-lhe em face”. A tal ponto, que nesses casos o Card. Caietano diz, igualmente sem conotação sedevacantista, que “nem a Igreja estaria nele, nem ele na Igreja” (II – II, q. 39, a. 1, n. VI).

* * *

16. – Submeto respeitosamente as presentes razões ao reverendíssimo Vigário-Geral do Opus Dei e, em toda a medida em que a Igreja o preceitua, à Sé de Pedro, coluna e fundamento da Verdade, objeto de todo o meu amor e devoção desde os tempos em que, congregado mariano, aprendi a venerar a sacrossanta doutrina da Igreja Católica, Apostólica e Romana. Submeto-as também aos teólogos tradicionais de nossos dias. Pelas brilhantes razões que muitos destes vêm proclamando, e por estas minhas, reputo que nada, em teologia dogmática e moral, obriga a assentir às doutrinas novas do Vaticano II que, ainda no dizer de Mons. Ocáriz, “foram e continuam sendo objeto de controvérsias sobre sua continuidade com o Magistério precedente, ou sobre sua compatibilidade com a Tradição”.

Nosso agradecimento aos amigos da Associação Santa Maria das Vitórias pela indicação.

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