Superior do Distrito da Itália da FSSPX: “Os dois ritos estão em guerra”.

Excertos da matéria publicada em Petrus, com declarações de Don Davide Pagliarani, superior do Distrito Italiano da Fraternidade Sacerdotal São Pio X:

CIDADE DO VATICANO – Bento XVI no seu discurso na França em favor do rito de São Pio V não agradou os lefebvrianos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.  “É grave e contraditório. […] O motu proprio diz de fato que a Missa tridentina ‘nunca foi ab-rogada’. Agora reconhecê-la não é um ato de tolerância, mas de justiça, porque esse rito é legítimo. Declarar o motu proprio um ato de tolerância significa retornar ao indulto de João Paulo II de 1984. Mas agora devemos dizer que na França, Bento XVI deu um passo atrás com relação ao seu motu proprio que corrigia Paulo VI”. […] “Sobre o ponto da Missa Tridentina, é claro que não podemos estar de acordo com a afirmação do Papa de que os dois ritos se enriquecerão mutuamente. É impossível. Os dois ritos estão em guerra, pressupõem duas eclesiologias incompatíveis entre eles sob muitos pontos, desde o conceito de sacerdócio até o de sacrifício. É por isso que os Bispos têm reagido contra o Motu Proprio de Bento XVI. Nenhuma pessoa de bom senso pode crer na palavra do Papa sobre este ponto e eu duvido que em seu coração o Papa possa pensar realmente assim.” “Esta – diz Don Davide Pagliarani – é a posição de toda a Fraternidade. De resto, nós não nos limitamos a pretender o rito tradicional em latim, mas queremos discutir os erros da reforma litúrgica. A liberdade da Missa tridentina não basta”.

2 Comentários to “Superior do Distrito da Itália da FSSPX: “Os dois ritos estão em guerra”.”

  1. “Nenhuma pessoa de bom senso pode crer na palavra do Papa sobre este ponto e eu duvido que em seu coração o Papa possa pensar realmente assim.”

    Ao que o padre se refere aqui? Seria no que diz respeito a entrevista do Papa na França? Que o Motu Próprio foi um “ato de tolerância” dito somente por palavras e não pelo “coração”?

  2. Prezado Gustavo, o Padre se refere: “Sobre o ponto da Missa Tridentina, é claro que não podemos estar de acordo com a afirmação do Papa de que os dois ritos se enriquecerão mutuamente. É impossível. Os dois ritos estão em guerra…”