Existe um mestre nesta diocese.

Excertos da matéria de Wayne Independent – Fonte: WDTPRS:

Um fórum sobre a eleição presidencial na igreja Católica Romana de São João no domingo tratou principalmente sobre o aborto. Os argumentos e a assistência, entretanto, foram surpreendidos quando o bispo da Diocese de Scranton, Dom Joseph F. Martino, inesperadamente chegou e veementemente expressou seu desgosto pelo que foi dito sobre a posição da Igreja ao votar em candidatos ‘pró-escolha’ e a pela exclusão do fórum de sua carta anti-aborto, que recomenda votar contra candidatos ‘pró-escolha’ por razões morais.

[…]

Irmã Gannon, que não declarou seu candidato de preferência, citou a declaração da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (USCCB) que diz que a posição de um candidato político sobre o aborto deve ser considerada junto a outros assuntos morais, tais como guerras injustas ou pesquisa com células-tronco, quando chega a hora de votar.

Conforme a declaração da CNB dos EUA “Cidadania Fiel”, aprovada por todo o corpo dos bispos dos EUA em 2007, “um Católico não pode votar em um candidato que toma posição favorável a um mal intrínseco, tais como aborto ou racismo, se a intenção do eleitor é apoiar tal posição. Ao mesmo tempo, um eleitor não deve usar a oposição de um candidato a um mal intrínseco para justificar indiferença ou falta de atenção a outros assuntos morais importantes envolvendo a vida humana e a dignidade.

(Nossa nota – A apresentação deste documento também diz: “Como católicos, não somos eleitores de um único-assunto. Uma posição sobre um único assunto não é suficiente para garantir o apoio de um eleitor. Ainda que a posição de um candidato sobre um único assunto envolva um mal intrínseco, tal como o apoio ao aborto legal ou a promoção do racismo, é possível legitimamente um eleitor desqualificar um candidato a receber seu apoio”. Documento inteiro aqui.)

Martino, que chegou enquanto as lideranças expressavam seus pontos de vista, discordou da afirmação da USCCB, que foi dada a cada um dos participantes do encontro, e também do fato de sua carta não ter sido mencionada sequer uma vez no fórum.

Nenhum documento da CNB dos EUA é relevante nesta diocese”, disse Martino. “A Conferência Nacional dos Bispos dos EUA não fala por mim”.

O único documento relevante… é minha carta”, disse. “Existe um mestre nesta diocese e estes pontos não são de debate livre”.

Sua carta, publicada em 30 de setembro e circulada por toda a diocese, afirma que um posicionamento do candidato sobre o aborto é um assunto para votação maior que ultrapassa todas as outras considerações devido às suas graves conseqüências morais.

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