Levantamento das excomunhões: Na mesa do Papa?

Rorate-Caeli (citando La Cigüeña de la Torre) nos informa:

No mesa do Papa permanece um decreto pronto que levantará a excomunhão de 1988, que recaiu sobre os [bispos] consagrantes [Arcebispo Marcel Lefebvre e Bispo Antonio de Castro Mayer] e consagrados [Bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Alfonso de Galarreta e Richard Williamson]. Digo, retirar o decreto, e não absolvê-los da excomunhão.

A tese do elemento subjetivo, excludente ou atenuante de falta, e portanto, de penalidade, conforme os Canons 1323, 4 e 7, e 1324, 1,8 e 3, prevaleceu.

Este é o tema da tese de licenciatura em Direito Canônico — aprovada com nada menos que acachapante unanimidade — do Padre americano Gerald Murray, na Universidade Gregoriana, em julho de 1995.

Seu título e excertos (não há publicação da íntegra) fora apresentado pela revista The Latin Mass em sua edição de outono de 1995:

O estado canônico dos fiéis associados ao combate do Arcebispo Lefebvre e à Fraternidade Sacerdotal S. Pio X; estão excomungados enquanto cismáticos?” A resposta é negativa. Os fiéis freqüentadores das missas celebradas pelos sacerdotes da Fraternidade não praticam nenhum ato cismático, não praticam nenhum cisma (é também porque, como se verá, para o Pe. Murray, não se pode falar de cisma formal, enquanto que se deve considerar como inválida a excomunhão “latae sententiae”).

Padre Murray retratou-se [ou fizeram-no se retratar?] de maneira obscura em 1996; não refutou seus próprios argumentos, que permanecem e que agora podem ser fundamento de uma possível retirada do decreto de excomunhão.

Sobre a ‘Tese Murray‘, vale a pena conferir o estudo de SimSimNãoNão publicado por Permanência.

9 Comentários to “Levantamento das excomunhões: Na mesa do Papa?”

  1. Não duvido de tal informação, mas porém duvido muito que a FSSPX se apresse em assinar um acordo por causa de um reconhecimento lógico. Enquanto isso, em Roma, os estatutos da Canção Nova foram aprovados…

  2. Hoje li alguns outros blogs tradicionais, e eu esperava um contentamento com essa notícia do tema deste post acima que está vinculado em quase toda mídia católica mais séria e tradicional igualmente.

    Todavia, neles, com pesar, li criticas sutis de um claro desconforto com este fato.

    Em um, mencionava o que será com esse suposto levantamento do Papa, se os bispos não permitirão por conta da falta de jurisdição dos 4 bispos e de fundações de priorados se instalar nas dioceses.

    Ué… Então o que este pode justificar então da missão da Fraternidade antes da dita excomunhão de 1988?

    A Fraternidade, embora antes era um número bem menor, já estava, na época, nos quatros cantos do mundo: na Ásia, África, América do Norte, Centra, do Sul etc.

    Aliás, se não tiver enganado (escrevo de memória, sem consultar agora outra página de Internet) um cardeal alemão anulou uma excomunhão de um bispo do Havai. Porque não permitia a presença deles por lá.

    Este cardeal hoje é o Papa Bento XVI.

    De um outro, dava entender um “acordo” daquele “claro” ultimato do Cardeal Hoyos seria mais prudente…

    Além disso, se diz lá que na Fraternidade há sedevantatistas e falta de respeito ao Papa.

    Ora, então Mons. Lefevbre foi sedevacantista? Que deveria fazer o mesmo um acordo, por Roma ser “clara”, o quanto antes?

    Onde pesa mais: a Fé ou um silêncio obséquio que mencionarei um exemplo de uma sociedade sacerdotal? – colocarei adiante.

    Além do mais, o reconhecimento e aprovação do bispo de Êcone em 1970 e, mais tarde, da própria Roma em 1971 a elogiar as diretrizes da Fraternidade não vale nada?

    Por que que nem mencionam isso?

    Os 4 bispos sagrados por ele fazem somente eco que o antigo arcebispo fazia.

    Esse sítio tem certa simpatia ao I.B.P. É o que demonstra com esto fato a confirmar minhas dúvidas, infelizmente.

    Deveria persar os fatos e respeitar seus leitores a fazer um questionamento sincero: onde foi para a “crítica construtiva” do I.B.P?

    Lembro, em uma entrevista, que o Padre Láguerie disse que continuaria seu combate ao modernismo…

    por que não buscam fazer, por iniciativa própria, essa mesma pergunta pessoalmente ao padre? E, deste modo, cobrar, pelo menos, o que fazem os padres dessa mesma fundação.

    Será que eles não sabem que acontece por lá?

    Por que não fazem uma “crítica construtiva” ao I.B.P?

    Aliás, é um ato de caridade até um leigo corrigir, pois com este clero de hoje…

    Então é fazer um “acordo” para repitir o fracasso do I.B.P?

    Sim, fracasso.. onde está a liberdade do I.B.P?

    O que foi que aconteceu no Chile, por exemplo?

    Hoje, infelizmente, ela é mais uma São Pedro etc – embora, faça-se justiça, tem o privilego de ter a Missa tradicional nos seus estatutos. Mas onde fica a mesma, diante aquele entusiasmo todo em 2006, sem defender nada da Fé contra as heresias do pós Concílio?

    Graças a Deus, não sou parcial a nenhuma sociedade sacerdotal e nem a homem algum; todos os católicos, creio eu, devem ser fieis somente a verdade de Cristo e sua Igreja.

    Os homens passam e sociedades podem passar também.

    Tomara que esse blog seja também assim para maior glória de Deus.

    Tudo isso demonstra que não entenderam o estado de necessidade de hoje. Não se deve buscar o bem de uma fundação, mas de toda a Fé. Isso que está em jogo.

    Não se deve se contentar somente com missas do pós Moto Proprio, mas a divulgação da Fé, sem impedimento e manobras a sufoca-la.

    São almas que estão em jogo.

    Pena que esse exemplo acima, fez alguns tradicionais não exergar isso. Contentam-se com pouco e pensam que estamos em uma mar de rosas…

    Sem Fé é impossível agradar a Deus, mesmo com missas tradicionais.

    Bom, é melhor não colocar mais exemplos…

    Obrigado por permitir a divulgar meu pequeno e simples desabafo.

  3. “Então o que este pode justificar então da missão da Fraternidade antes da dita excomunhão de 1988?” (André, 3 Nov 08)

    A salvação das almas meu caro!! Será que isso é pouco?!?

    Imagine se no tempo de Santo Atanásio ele não tivesse feito o que fez? Como iria comparecer diante de Deus no dia do julgamento se não seguisse aquela missão?? Quanto bem ele fez a Igreja e aqueles fieis!

    Vemos então, que Santo Atanásio guardou a fé, a Tradição Católica, assim também fez Mons. Lefebvre em nossos tempos. Santo Atanásio, por não ter aderido a heresia (ou aquela “novidade”) também acabou sendo “excomungado” (injustamente), Mons. Lefebvre também o foi desta forma em nossos tempos. É o preço que se paga por pregar a Verdade. S. Atanásio depois foi tido como um santo, e eu creio (pessoalmente) que assim que a crise passar, um dia Mons. Lefebvre também será tido por santo, por grande defensor da Fé!!

  4. “o que será com esse suposto levantamento do Papa, se os bispos não permitirão por conta da falta de jurisdição dos 4 bispos e de fundações de priorados se instalar nas dioceses.” (André, 3 Nov 08)

    Creio que ela seguirá como tem feito. A Igreja passa por uma crise ( http://br.geocities.com/indicedc/crise_igreja.html ), e uma crise de fé. Logo também, existe o estado de necessidade (a necessidade é um estado em que os bens necessários à vida são postos em perigo de tal modo que, para sair deste, é inevitável a violação de certas leis. – ver: http://br.geocities.com/indicedc/crise_igreja/sobrevivernacrise.html ). É este Estado de Necessidade que justifica e exige este seguimento da Fraternidade e Comunidades Amigas. Ela segue na missão de fazer o que a Igreja sempre fez, na missão de salvar as almas! Com esta crise os fieis correm riscos… estão sendo ensinadas doutrinas heterodoxas… Se em algum local, os fieis correm risco devido a crise, falta de padres, etc., a Fraternidade os atende na medida do possivel. Creio que assim ela tem prestado um ótimo serviço ao Papa e a Igreja.

    E veja, como você ja citou, o caso do Bispo de Honolulu (Hawaii):

    “uma capela da Fraternidade São Pio X recebeu do bispo de Honolulu a pena de excomunhão, por um decreto de 1º de maio de 1991. Cinco pessoas dessa capela recorreram a Roma. Em 28 de junho de 1993 o Cardeal Joseph Ratzinguer ordenou à Nunciatura Apostólica dos Estados Unidos que respondesse aos interessados.
    “Depois de haver examinado o caso, com base no Direito Canônico, comunico que os atos referidos no decreto acima mencionado não são atos cismáticos formais, nos sentido estrito, e também não constituem pecado de cisma, e por isso, a Congregação para a Doutrina da Fé afirma que o decreto de 1/5/1991 carece de fundamento e validade”
    “…A situação dos membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X é uma questão interna da Igreja Católica. A Fraternidade não é uma outra Igreja ou uma outra comunidade eclesial, no sentido usado pelo Diretório. Seguramente a Missa e os Sacramentos administrados pelos padres da Fraternidade são válidos. Os bispos são ilicitamente, mas validamente sagrados.” (Cardeal Edwar Cassidy, presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos: 3 de maio de 1994, resposta a uma carta)
    ( http://www.capela.org.br/Crise/protocolo3.htm )

    Agora, por que estes bispos se colocam contra e rejeitam a Fraternidade? O que pensam eles? O que pretendem? E a Fraternidade, o que fez para merecer este tratamento? Por acaso ela está ensinando algum tipo de heresia? Ela tem feito mal as almas?

    Não. A FSSPX tem feito como a Igreja sempre fez. Quer seguir mantenendo a Tradição Católica e cumprindo a missão de salvar almas.

  5. “Ora, então Mons. Lefevbre foi sedevacantista? Que deveria fazer o mesmo um acordo, por Roma ser “clara”, o quanto antes?” (André, 3 Nov 08)

    Se Mons. Lefebvre fosse sedevacantista não manteria relações com o Papa como se fez. Nem Dom Lefebvre e nem a FSSPX são sedevacantistas, isto é mais uma calúnia que se diz contra a Fraternidade…
    (mais informações: http://br.geocities.com/indicedc/crise_igreja/falsassolucoes/sedevacantismo.html )

    “onde foi para a “crítica construtiva” do I.B.P?” (André, 3 Nov 08)

    Para o mesmo lugar dos demais que fizeram “acordos praticos” com Roma… enfim, foram “amordaçados ou encantados”. Vale citar que estes “grupos” que fizeram acordo foram advertidos pela FSSPX que não era um caminho seguro.

    “em uma entrevista… o Padre Láguerie disse que continuaria seu combate ao modernismo… por que não buscam fazer, por iniciativa própria, essa mesma pergunta pessoalmente ao padre?” (André, 3 Nov 08)

    Também acho interessante isso.

    “Tudo isso demonstra que não entenderam o estado de necessidade de hoje. Não se deve buscar o bem de uma fundação, mas de toda a Fé. Isso que está em jogo. (…) São almas que estão em jogo.” (André, 3 Nov 08)

    Mas meu caro, por acaso não conhece a FSSPX? Porque é isso que ela tem feito. Por isso ela não fez nehum “acordo prático”, ou seja, que seria em detrimento da fé. Entendo que a FSSPX não busca nenhum “estatuto ou fundação” para ela e seus fieis somente, mas pretende trabalhar para o fim da Crise em toda Igreja e pela salvação das almas.

    “Queremos mostrar que a Igreja seria mais forte no mundo de hoje se mantivesse a Tradição. Assim desejamos trazer nosso testemunho: se a Igreja quer sair da crise trágica que sofre, a Tradição é uma resposta, ou até mesmo a única resposta para esta crise.” (Dom Fellay – http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2001-4-entrevista%20de%20Dom%20Fellay,%20agosto%202006.htm )

    ***

    A retirada do decreto de excomunhão (que é inválida e injusta) faria um grande bem a Igreja! Rezemos pelo Santo Padre o Papa para que ele retire este decreto.

  6. El gran problema de los Lefevbristas es Teologico Doctrinal.

    Un erroneo entendimiento de la Eclesiologia. No entienden el plan de Cristo en al fundar Su Iglesia y no entienden lo que es el Magisterio Ordinario Infalible. Mientras ellos no entiendan lo que es el Magisterio Ordinario Infalible y la indefectibilidad e inmutabilidad de la Iglesia no hay real esperanza de Reconciliacion con la Iglesia Catolica.

    I. Para ellos, La Iglesia es Defectible. El Papa puede decretar herejias Morales y Dogmaticas. Esto es un terrible Error Eclesiologico.
    –Michael Davies (Presidente UNA VOCE, 2004): “Algunos han dicho que los Papas conciliares, esto es Juan XXIII y sus sucesores han sido herejes. La debilidad Teológica de este argumento es un inadecuado entendimiento de la Naturaleza de la Iglesia. Sin darse cuenta, estas personas creen en una Iglesia que puede fallar, y esa Iglesia NO ES LA FUNDADA por Nuestro Señor Jesucristo. La Iglesia fundada por Cristo NO PUEDE FALLAR, es INDEFECTIBLE. La Iglesia continuara existiendo hasta la Segunda Venida como un cuerpo VISIBLE, GOBERNADO JERARQUICAMENTE, ENSENANDO LA VERDAD y santificando a sus miembros con sacramentos validos.”

    –San Francisco De Sales: “…decir que la Iglesia erra no es menos que decir que Dios erra, o lo mismo que decir que El quiere que nosotros erremos, lo cual es una gran blasfemia” (La controversia Catolica, pag 70)

    –Infalibilidad del Papa (Curso Superior de Religion, Dr. Rev Padre Rafael Faria, Nihil Obstat, Imprimatur, 1956): Cristo impuso a todos los hombres, bajo pena de condenación, la obligación de creer: “Quien no creyere se condenará” (Mc. 16, 16). Pero repugna que Cristo nos obligue a creer el error.

    –Santo Tomás de Aquino: “Si se considera que la Providencia Divina dirige su Iglesia por el Espíritu Santo para que ella no erre . .. . es imposible que el juicio de la Iglesia universal erre sobre las cosas que dice respeto a la fe” (Quod. IX, q.8, a.1).

    –CATECISMO DE BALTIMORE (1891): “El Papa puede ser un hombre muy malo si quiere serlo y recibir el castigo de Dios por sus pecados. Por lo tanto hay que recordar esto: así sea el Papa un hombre bueno o malo en su vida privada, el SIEMPRE dira la verdad cuando hable ex cátedra, porque el ESPIRITU SANTO lo protege y NUNCA permitira que caiga en el error o falsedad cuando enseña Fe y Moral. (Catecismo de Baltimore, Rev. Padre Thomas L. Kinkead, Nihil Obstat: D. J. McMahon, Censor Librorum, Imprimatur: *Michael Augustine Arzobispo de Nueva York, septiembre, 1891)

    II. Para los Lefebvristas solo existe el Magisterio Extraordinario Infalible. El ordinario infallible no existe o pasan olimpicamente de el. Hasta que no lo entiendan no existe verdadera esperanza de reconciliacion:

    —Primer Concilio Vaticano: Por tanto, deben ser creídas con fe divina y católica todas aquellas cosas que están contenidas en la Palabra de Dios, escrita o transmitida, y que son propuestas por la Iglesia para ser creídas como materia divinamente revelada, sea por JUICIO SOLEMNE o por su magisterio ordinario y universal. (Constitución Dogmática “Dei Filius” – D .. 3011)
    Magisterio Extraordinario es cuando se usa “DECIMOS DEFINIMOS y DECLARAMOS” para afirmar un nuevo Dogma.
    Magisterio Ordinario No define ningun dogma nuevo, es solo cuando la Iglesia nos garantiza que un documento o rito liturgico NO CONTIENE, esta LIBRE DE herejia (una enciclica o un Misal).
    —La inmaculada Concepcion es EXTRAORDINARIO

    —-El Catecismo de SAN PIO X de 1910 es ORDINARIO (no define ningun dogma nuevo pero NO CONTIENE herejia)

    –1. Cuando el Papa hace una SOLEMNE DEFINICION de un Dogma Nuevo y utiliza el “DECIMOS y DEFINIMOS ” eso es MAGISTERIO EXTRAORDINARIO infalible.

    —2. Cuando el Papa escribe CUALQUIER DOCUMENTO, que NO DEFINE ningun Dogma nuevo PERO lo firma con su nombre de Papa y no con su nombre de Pila y lo dirige a TODA LA IGLESIA UNIVERSAL, ese documento es MAGISTERIO ORDINARIO INFALIBLE.

    El Magisterio Ordinario Infalible NO define ningun dogma Nuevo, pero el Espiritu Santo se asegura de que NO HALLA herejia en el.

    Asi como una persona corrije faltal ortograficas en un documento, asi el Espiritu Santo se asegura que un Documento del Magisterio Ordinario Infalible NO CONTEGA HEREJIA dogmatica (Cristo era Angel) o Moral (el aborto es bueno).

    Si el Papa escribe un documento y lo firma con su nombre de pila ‘PEDRO RIZO” pues no es infalible ese documento.

    O si lo firma con su nombre de Papa pero dirige solo y unicamente al pueblo de POZUELO DE ALARCON, tampoco es infalible.

    Pero SI lo firma con su nombre de PAPA y lo dirige a TODA la Iglesia Universal, ese documento, aunque con MIL ERRORES en otros temas, esta por promesa Divina, libre de error en dogma y moral.

    –Papa Pío XII: “Ni puede afirmarse que las enseñanzas de las encíclicas no exijan de por sí nuestro asentimiento, pretextando que los Romanos Pontífices no ejercen en ellas la suprema majestad de su Magisterio. Pues son enseñanzas del Magisterio ordinario, para las cuales valen también aquellas palabras: “El que a vosotros oye, a Mí me oye.” (Lucas 10:16); y la mayor parte de las veces, lo que se propone e inculca en las Encíclicas pertenece ya -por otras razones- al patrimonio de la doctrina católica.”

    Las enciclicas son Magisterio Ordinario Infalible: no definien ningun dogma nuevo, pero No contienen Herejia, estan libres de error en dogma y moral.

    Lo sabemos porque el Papa las firma con su nombre de Papa y las dirige a toda la Iglesia universal.

    –Cardenal Jose Ratzinger, (1988): En el caso de un acto no definitorio, se enseña infaliblemente una doctrina por medio del Magisterio ordinario y universal de los obispos esparcidos por el mundo en comunión con el Sucesor de Pedro. En consecuencia, cuando sobre una doctrina no existe un juicio en la forma solemne de una definición, pero pertenece al patrimonio del depositum fidei y es enseñada por el Magisterio ordinario y universal —que incluye necesariamente el del Papa— esa doctrina debe ser entendida como propuesta infaliblemente.

    –Catecismo de la Iglesia: 892 La asistencia divina es también concedida a los sucesores de los apóstoles, cuando enseñan en comunión con el sucesor de Pedro, aunque, sin llegar a una definición infalible y sin pronunciarse de una “manera definitiva”, proponen, en el ejercicio del magisterio ordinario, una enseñanza que conduce a una mejor inteligencia de la Revelación en materia de fe y de costumbres.

    –Constitución Dogmática “LUMEN GENTIUM” : Aunque cada uno de los prelados por sí no posea la prerrogativa de la infalibilidad, sin embargo, si todos ellos, aun estando dispersos por el mundo, pero manteniendo el vínculo de comunión entre sí y con el Sucesor de Pedro, convienen en un mismo parecer como maestros auténticos que exponen como definitiva una doctrina en las cosas de fe y de costumbres, en ese caso anuncian infaliblemente la doctrina de Cristo.

    — Sagrada Congregación para la Doctrina de la Fe , Decretumde Ecclesiae pastorum vigilantia circalibros,(19 de marzo de 1975): Un Imprimatur (“imprímase”) y Nihil obstat (“nada se opone”), declaraciónes oficiales por la jerarquía de la Iglesia Católica de que una obra literaria o similar está libre de error en materia de doctrina y moral católica, y se autoriza por lo tanto su lectura por los fieles católicos…

    –PABLO VI (1976): “Nada que fue decretado en este Concilio, o en las reformas que Nosotros enunciamos con el fin de poner el Concilio en efecto, es opuesto a lo que la Iglesia – en dos mil anos de Tradición- considera fundamental e inmutable. Nosotros somos los garantizadores de esto, no en virtud de Nuestra personal excelencia pero en virtud del cargo que el Señor Nos ha conferido como legitimo Sucesor de Pedro, y en virtud de la especial asistencia que Él Nos ha prometido lo mismo que ha Pedro: “Yo he orado por ti para que tu fe no desfallezca” (Lucas 22:32). El episcopado universal es garante de esto con Nosotros.”

    –Michael Davies (1994): “Dios nunca permitira a un Papa aprobar un rito liturgico que contenga algo heretico”

    — El Papa, «roca» y «luz», Pbro. Dr. Antonio Orozco Delclós: “Hay por tanto un magisterio episcopal no solemne, no extraordinario, sino ordinario pero infalible, que se da cuando los obispos enseñan: 1°, en materia de fe y costumbres; 2°, sujetos a la autoridad del Romano Pontífice; 3°, en plena concordia entre sí; y 4°, queriendo actuar usando el grado supremo de su autoridad.”

  7. “Para ellos [FSSPX], La Iglesia es Defectible. El Papa puede decretar herejias Morales y Dogmaticas. Esto es un terrible Error Eclesiologico.” (Dogmatico, 7 Nov 08)

    O senhor pode provar o que diz?? Tais afirmação chegam a ser calunias a FSSPX. É necessário que demonstre onde a FSSPX tem ensinado isso.

    – É necessário que se prove tal acusação de que a FSSPX ensina que a Igreja é “Defectible”, ou seja, que ela é falivel (pode errar).
    – E também, quando diz “El Papa puede decretar herejias Morales y Dogmaticas”; se na palavra “decretar” (como eu lhe entendi), insinua que o Papa o faz utilizando das prerrogativas da infabilidade, é necessário que prove onde a FSSPX ensina isso. Tal afirmação equivale a dizer que a FSSPX não aceita que o Papa seja infalivel como definido no Conc. Vaticano II.

    Estas afirmações são um absurdo! Não tem fundamento… A FSSPX reconhece o Papa Bento XVI como tal e também que a Igreja é Infalivel!! Onde se tem dito que a Igreja é falivel (pode errar), é nos meios progressistas…

    Agora, quando o Papa é infálivel? Tudo o que ele fala é infálivel?
    Claro que não, e se há definido esta doutrina claramente no Conc. Vaticano I. Saiba que o Papa pode errar quando não utiliza das prerrogativas da inbabilidade, ou seja, quando não fala “ex cathedra”.

  8. “Para los Lefebvristas solo existe el Magisterio Extraordinario Infalible. El ordinario infallible no existe o pasan olimpicamente de el.” (Dogmatico, 7 Nov 08)

    Eu não sou muito bom de castelhano, mas acho que não errei ao entender que diz que a FSSPX nega a existencia do “Magistério Ordinário”. Repito que isto chega a ser mais uma calunia. Não sei se diz isto de má fé ou por ignorancia, mas sei que erra mais uma vez a respeito da Fraternidade. Acho que nem preciso repetir que é necessário que se prove…

    Alguns progressistas tem querido insinuar que o Conc. Vaticano II é infálivel, alegando que o mesmo exerceu o Magistério Ordinário [Universal].

    Esta tese cai por terra, pois:
    “1. Para fazer parte do MOU (Magistério ordinário universal), é preciso que o ensinamento se apresente como verdade para se crer ou se conservar de modo firme e definitivo. Ora, no Concílio, o ensinamento se não apresentou desta maneira.
    2. O magistério ordinário e universal da Igreja é o ensinamento dos bispos dispersos. Ora, no Concílio, os bispos estavam reunidos.”
    (O magistério conciliar é infalível? – Pe. Pierre-Marie, O.P. – http://permanencia.org.br/revista/atualidades/mou.htm )

    Pode-se dizer também, que não se há tido pelos bispos do mundo (isto após o Vaticano II) um consenso geral a respeito do que ensinou o Concílio, e isto mesmo após 40 anos do mesmo. Recentemente o próprio Papa tratou dos tais seguidores do “espirito do Concílio”, e deu uma interpretação dita dos seguidores da “letra do Concílio”. Há também os ditos tradicionalistas (FSSPX e Comunidades amigas), que dizem que o Vaticano II contém que erros, etc. Enfim, até hoje se discute o que ensinou este Concílio! Como pode haver ai magistério ordinário se não se há concordancia entre os Bispos?!!

  9. “El Catecismo de SAN PIO X de 1910 es ORDINARIO (no define ningun dogma nuevo pero NO CONTIENE herejia)”

    Sim, este sim… Está em total conformidade com a Tradição Católica! Sem dúvidas!!

    Mas já o Vaticano II não é bem assim… Basta ver como se gerou “posições” e “partidos”… pois este Concílio é um tanto ambíguo e contém que erros (verificar em: http://br.geocities.com/indicedc/crise_igreja/tradicaovsvaticanoii.html ).

    Tem que ver também que o IBP pode fazer “crítica construtiva” ao concílio, isto quer dizer o que? Se o concílio fosse infálivel mereceria criticas? Sendo assim poderia haver erros?

    E mais, Mons. Lefebvre e Mons. Mayer, que rejeitavam o Concílio e o acusavam de conter erros, nunca receberam sanções por causa disto especificamente. Pelo contrário, estes bispos foram perseguidos e pressionados pelos progressistas por outros meios. Como não podiam fazer nada quanto as “críticas” deste bispos (pois o Concílio é pastoral), procuraram outros meios para os calarem e os desacreditarem.

    Hoje a Fraternidade se encontra nesta condição de “marginalizada”… Mas o bom Deus sabe o que faz, e esperamos que em breve se faça justiça aqueles que só pretendiam guardar a Fé e transmiti-la. E isto tudo fara um grande bem a muitas almas, e a toda Igreja.