Entre os progressistas, rumores sobre o levantamento das excomunhões.

Do ultra-progressista Golias:

Levantamento das sanções para os lefebvristas?

Os rumores se multiplicam em Roma e noutros lugares sobre um possível levantamento das excomunhões lançadas à época contra os bispos ordenados sem a autorização do papa e contra ela por Mons. Marcel Lefebvre e um bispo integrista brasileiro (os dois morrendo, a excomunhão cessa pelo mesmo fato).

Em todo caso, Mons. Bernard Fellay, diretamente referido na qualidade de bispo e superior da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, pede a seus fiéis recitar um milhão de terços entre 1º de Novembro e 25 de Dezembro para que esta perspectiva de paz se concretize finalmente. Segundo nossas fontes, o Cardeal Castrillon Hoyos e Mons. Perl, responsáveis pela Comissão Vaticana “Ecclesia Dei”, encarregada pelo diálogo com os integristas, teriam redigido em parceria com o prelado italiano Mons. Mario Marini, um texto de reconciliação nesse sentido. Não se trata de um reconhecimento pleno e inteiro da Fraternidade como alguns esperavam há alguns meses, mas de um simples levantamento da pena, de modo a reconhecer a boa fé e o senso eclesial dos integristas, mesmo que o acordo pleno ainda não tenha sido encontrado.

Já no passado diversos cardeais (Oddi, Palazzini, Thiandoum, Gagnon) tinham proposto como preliminar a uma reconciliação tal levantamento das excomunhões, mas João Paulo II não se convenceu devido à falta de consenso na cúria mesmo sobre tal medida de benovolência. Incluindo, aliás, por vezes os meios conservadores que temiam que assim indiretamente se enfraquecesse a autoridade do Papa. Parece, contudo, que seja mais provável para o futuro que Roma se contente em tratar os bispos referidos como se eles não tivessem sido excomungados, o que é um modo muito romano afinal de “relativizar” pelo menos essa excomunhão sem, no entanto, se desdizer.