Missa pontifical do Cardeal Vingt-Trois: um importante sinal.

Sim, um importante sinal. Entretanto, não no sentido esperado pelos defensores da Missa Tradicional.

O anúncio de que o Cardeal André Vingt-Trois (amplamente lembrado em nosso blog em outras oportunidades), arcebispo de Paris e Presidente da Conferência Episcopal Francesa, celebraria a Santa Missa Gregoriana na Igreja parisiense de Saint-Germain l’Auxerrois, foi recebido com ceticismo: até poucos dias antes da celebração, não se sabia se o mesmo a celebraria de fato ou se apenas a assistiria de seu trono episcopal. Esperar que este Cardeal, conhecido por suas posições nada  ‘tradicionais’, celebrasse a Missa de Sempre exatamente neste domingo Gaudete, seria propriamente um esperar contra toda esperança, nos dizeres do Apóstolo.

E de fato, ele a celebrou! Gaudete in Domino semper: iterum dico, gaudete.

Alegrai-vos?

A celebrou indicando o que pretendem os opositores da Tradição: uma missa pontifical absolutamente sem solenidade, sem diácono e sub-diácono, nem dalmática, manípulo, cíngulo ou as magníficas luvas episcopais, e, last but not least, usando lamentavelmente o altar-mesa em detrimento do altar-altar, abandonado como sempre.

Gaudete semper! Sim, de algum modo, neste terceiro domingo do advento, Fratres, Gaudete in Domino semper, pois como nos diz o Apóstolo na Epístola de hoje, até nesses momentos Dominus enim prope est.

As [não muito boas] fotos foram publicadas no Le Forum Catholique:

O altar.

Entrada

Asperges me

Atualização: 15 de dezembro de 2008, 10:05 – Novas fotos disponibilizadas por The New Liturgical Movement:

Cardeal Vingt Trois

Cardeal Vingt Trois

Cardeal Vingt Trois

Cardeal Vingt Trois

Cardeal Vingt Trois

Cardeal Vingt Trois

Cardeal Vingt Trois

Atualização: 15 de dezembro de 2008, 14:17: O Vatican Information Service informa que hoje o Cardeal André Vingt-Trois foi recebido em audiência pelo Santo Padre. Fez uma boa média com o patrão antes de visitá-lo.

5 Comentários to “Missa pontifical do Cardeal Vingt-Trois: um importante sinal.”

  1. Também é necessário lembrar que o mesmo Cardeal Vingt-Trois se opõs à colocação da mesa de comunhão nas Missas rezadas em Paris por Bento XVI, e também que o discurso dele aos bispos franceses devem ser recebidas como vindas de um “irmão no episcopado”, e que não deve haver “subordinação servil ao Papa”!

    Sabendo que tal Cardeal combate a devoção a Nosso Senhor na Eucaristia e resiste ao poder legítimo do Papa, porque espantar ele rezar a Missa Tridentina sem nenhuma reverência? Sem qualquer referência litúrgica ao seu cargo de Príncipe da Igreja?

    Que Nosso Senhor dê a coragem dos mártires a Bento XVI, combatendo tenazmente esses lobos ferozes. “Oremus pro pontifice nostro Benedicto”.

  2. nunca vi uma missa solene tão pobre em minha vida. Antes não ter rezado, se a intenção era oferecer um Sacrifício de tão má vontade. Isso é brincar com as coisas de Deus.

  3. É por isso que já não me iludo mais com esses “importantes sinais”. O interessante é que entre um “sinal” e outro, acabamos por perceber as intenções dos modernistas, que é óbvio, não estão em nada interessados no resgate da Tradição a começar pela restauração da Missa. Quando muito, querem uma reforma da reforma e isso me parece péssimo.

    Salve Maria

  4. Caríssimos,

    Na minha opinião, eu não posso afirmar que foi um importante sinal. A muitas possibilidades de um pós-Concilio cheio da falta de clareza em todos os modos fica dificílimo de distinguir a chegar a uma conclusão.

    Por exemplo, foi para o cardeal, presidente da conferência dos bispos daquele país, “salvar a pele” depois daqueles pronunciamentos infelizes sobre a visita do Papa na França?

    Foi para abrir portas a um péssimo exemplo de como se pode desprezar a Missa tradicional os colegas de episcopado progressista,forçados a obedecer o Motu Proprio, a fim de enfraquece-la de modo desesperado?

    Ou, como li em alguns blogs, embora não tenha obedecido as rúbricas o cardeal, foi bom para abrir caminho a outros bispos contrários a Missa tradicional para, aos poucos, abrir caminho a doutrina ortodoxa?

    Acho melhor o tempo dizer.

    Vivemos mais que uma ditaduta do relativismo, mas uma clara ditadura da ambiqüidade…