Rapidinhas de Natal.

Dos dez assuntos que menos receberam destaque na imprensa católica em 2008 listados pelo insuspeito de tradicionalismo John Allen Jr., destacamos estes dois:

O’Brien e os Legionários de Cristo

Em Junho, o Arcebispo Edwin O’Brien, de Baltimore, pediu maior transparência aos Legionários de Cristo e seu braço leigo, Regnum Christi, e os barrou da direção espiritual um-a-um com qualquer pessoa menor de 18 anos. O fato de O’Brien, que não é um liberal na mente de ninguém, tomar essas atitudes sugerem que a controvérsia em torno dos Legionários não é meramente sobre as tensões esquerda/direita. A história lança questões maiores sobre como equilibrar o zelo e o espírito missionário dos “novos movimentos” com a necessidade de própria vigilância e responsabilidade.

Pressões por identidade em instituições de caridade Católicas

Esforços para expressar um forte senso da identidade Católica tradicional representam uma principal “mega-tendência” na igreja nestes dias, e em 2008 esses esforços chegaram nas instituições de caridade Católicas. Em Janeiro, o Cardeal Paul Josef Cordes, o oficial mais importante do Vaticano para atividades de caridade, endossou a ameaça do Arcebispo de Denver, Charles Chaput, de encerrar as atividades de caridade mantidas pela igreja se o estado as proibisse de agir com bases de afiliação religiosa. Mais tarde no ano, Catholic Relief Services (Serviços de Alívio Católicos) encarou criticas de que alguns de seus materiais de prevenção de HIV/Aids promoviam camisinhas, e a Catholic Campaing for Human Development (Campanha Católica para Desenvolvimento Humano) caiu debaixo de fogo por suas ligações com a controversa comunidade organizadora da rede ACORN. Coletivamente, tudo isso sugere que as agências de caridade sofrerão pressões crescentes para ficar claro que elas consistentemente “pensam com a igreja”. [ndt: Há coisa parecida no Brasil]

Palavras do Vigário Geral da Diocese de Blois, Mons. Philippe Verrier:

“Bento XVI é conhecido por ser ligado à liturgia da sua infância, na qual ela por muito tempo exerceu o seu ministério sacerdotal. Não é um papa retrógrado no domínio teológico, mas certamente no domínio litúrgico.” 

“Seu cálculo era que a  autorização para celebrar a missa conforme o rito antigo traria os lefebvristas ao seio da Igreja. Fora quatro ou cinco padres da comunidade do Bom Pastor, os outros permaneceram em suas posições. Os bispos franceses haviam previsto,  mas não foram compreendidos.  Ao final, temo que o “motu proprio” tenha reavivado, na comunidade católica,  divisões estéreis, em detrimento da pregação do Evangelho. É um resultado lamentável”.

Bonjour, Monseigneur. Sua análise é tão fútil que erra de maneira infatil até ao analisar os resultados do motu proprio: a comunidade do Bom Pastor foi erigida em setembro de 2006, quase um ano antes de Summorum Pontificum.

Um comentário sobre “Rapidinhas de Natal.

  1. Em Paris, capital da França, 5% dos parisienses vão a Missa de sempre. O que significa isso? respondo: o pouco que restou de catolicismo entre os poucos católicos de lá, “graças” a esta era pós-conciliar, vão SOMENTE a Missa tradicional.

    Monsenhor (Dom, como é conhecido um bispo no Brasil), com todo respeito, deveria usar o silêncio a algo tão obvio, pois demonstraria bom senso e nobreza de alma…

    Os outros fatos, as rapidinhas acima postadas,são somente coerentes a isso acima.

    Obrigado, Ferreti pelos votos de Natal. Boa passagem de ano bem santa, ao senhor e tua família.

    Fonte abaixo da pesquisa realizada em Paris:

    http://www.leforumcatholique.org/message.php?num=455568

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