Roma ordena Roger Haight a parar de ensinar e publicar.

Por JOHN L. ALLEN JR., National Catholic Reporter

Publicado: Jan. 5, 2009


Pe. Roger HaightO teólogo Jesuíta americano Pe. Roger Haight, cujos escritos sobre Cristo e as religiões não-cristãs foi censurado pelo Vaticano em 2005 por causar “grave dano aos fiéis”, foi ordenado por Roma a parar de ensinar e publicar sobre assuntos teológicos.

Fontes disseram a NCR que a Congregação para a Doutrina da Fé, a agência doutrinária do Vaticano, comunicou as restrições aos Jesuítas na primavera de 2008. Elas aparentemente vieram no meio das intermináveis discussões envolvendo o Vaticano, os líderes Jesuítas em Roma e a província da ordem em Nova Iorque. Junto de outros passos, os oficiais Jesuítas na América, segundo afirmações, consultaram o finado Cardeal Jesuíta Avery Dulles num esforço para resolver as preocupações.

Um porta-voz Jesuíta em Roma confirmou as medidas, mas disse que uma “resolução final” ainda não foi alcançada no caso Haight, sugerindo que as proibições de ensinar e publicar podem dar lugar a medidas temporárias.

“O processo continua”, disse o Jesuíta Padre Jose de Vera, que está terminado seu mandato como o porta-voz da ordem.

Haight não quis comentar, mas fontes Jesuítas disseram ao NCR que ele pretende “obedecer plenamente” as restrições. Tais fontes disseram que Haight vem trabalhando com seus superiores Jesuítas para responder as preocupações do Vaticano.

Notícias da recente ação do Vaticano foram lançadas no último mês pelo jornalista Católico David Gibson no web site da revista Commonweal.

Na prática, a ordem significa que Haight, um antigo presidente da Catholic Theological Society of America, não mais ensinará no Union Theological Seminary de Nova Iorque, onde no momento é um estudioso em residência. Ainda não é claro que papel futuro Haight pode ter no Union Theological, fundado em 1836 como uma instituição Presbiteriana que hoje se descreve como “multi-denominacional”.

Em sua notificação de 2005 citando “sérios erros doutrinários” no livro de Haight Jesus: Símbolo de Deus, de 2000, a Congregação para Doutrina da Fé estipulou que, enquanto as posições de Haight não fossem corrigidas, estaria proibido de ensinar teologia Católica. Na época, Haight e os Jesuítas pensaram que ensinar em uma instituição não-católica satisfaria tal requerimento; a ação recente da Congregação para a Doutrina da Fé deixa claro que ele não deve ensinar em lugar algum.

Haight, 72 anos, também não poderá publicar nenhum novo escrito sobre assuntos teológicos, embora possa completar um projeto sobre a espiritualidade de Santo Inácio de Loyola, fundador da ordem Jesuíta.

A notificação original de 2005 do Vaticano não restringia a possibilidade de Haight fazer publicações, e desde Jesus: Símbolo de Deus, ele produziu vários outros trabalhos, incluindo um estudo de três volumes sobre a Igreja intitulado Christian Community in History, e The Future of Christology, em 2007. Falando reservadamente, um oficial do Vaticano disse que esses trabalhos muito “reiteraram” as visões que despertaram a primeira censura, e foram parte da motivação para as novas restrições.

“Tínhamos esperança que Haight pudesse corrigir suas posições à luz da notificação”, disse o oficial. “É suficientemente óbvio que isso não ocorreu”.

Haight fora anteriormente removido de um cargo na Weston School of Theology, de Cambrige, Mass., mantida pelos Jesuítas, pela Congregação Vaticana para a Educação Católica.

Jesus: Símbolo de Deus foi descrito por Haight como uma tentativa de expressar doutrinas tradicionais sobre Cristo e a salvação numa linguagem apropriada à cultura pós-moderna. Em particular, o livro oferece uma leitura teológica positiva das religiões não-cristas e suas figuras salvadoras. A Congregação para a Doutrina da Fé afirmou que o livro colocava em perigo as doutrinas tradicionais sobre tais matérias como a divindade de Cristo, a Trindade, o valor salvífico da morte de Cristo na Cruz e a importância da igreja.

Muitos observadores vêem a ação sobre Haight como parte de uma ampla preocupação com a “teologia do pluralismo religioso”, referindo-se às várias tentativas de tratar religiões não-cristãs como veículos de salvação por seu próprio direito. Antes de sua eleição como Papa, Bento XVI repetidamente alertou que tais teologias, se levadas muito longe, conduzem ao relativismo religioso – a idéia que uma religião é tão boa quanto outra. Em particular, críticos se preocupam que tais aproximações possam minar as energias missionárias da igreja.

Desde sua publicação há oito anos, Jesus: Símbolo de Deus produziu vivos debates teológicos. Alguns revisores o acharam uma nova excitante aproximação Cristológica, enquanto outros dizem que Haight, um antigo presidente da Catholic Theological Society of America, vai muito longe ao descartar ou reinterpretar doutrinas fundamentais.

O que quer que possam pensar dos méritos teológicos do trabalho de Haight, algumas fontes disseram à NCR que acharam a recente ação do Vaticano excessivamente “punitiva”.

“É difícil para nós entendermos”, diz um oficial Jesuíta, falando reservadamente. “Não é claro que propósito é servido ao fazê-lo deixar a União, já que o ponto já foi resolvido ao se afirmar que as visões dele não representam a teologia Católica oficial”.

Um porta-voz do Vaticano não respondeu imediatamente um pedido para comentar.

2 Responses to “Roma ordena Roger Haight a parar de ensinar e publicar.”

  1. Caro Ferreti,

    tal artigo não existe mais no site da Montfort.

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