Retiro da FSSPX para Pastores Protestantes: “Encontrei a Imaculada!”.

Agradecemos ao Reverendíssimo Padre Rodolfo Eccard Vieira, da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, pela indicação deste excepcional artigo que nos apressamos em traduzir.

Excertos de Fideliter n° 187 Janeiro-Fevereiro de 2009

Se a Letônia e a Estônia constituem Estados distintos da Rússia, os padres que, em nome da Fraternidade, asseguram o apostolado nesses países, são os mesmos. A história muito encorajadora que se lê abaixo relata dois retiros espirituais pregados a pastores protestantes. Uma página épica do trabalho da graça.

Padre Karl Stehlin, FSSPX.

Padre Karl Stehlin, FSSPX.

As boas relações que um pastor luterano da Estônia mantinha conosco, padres da Fraternidade e do priorado de Kaunas, já eram antigas. E contudo, nada deixava suspeitar a iniciativa que este pastor tomaria um dia. Nada, se não é o interesse que ele manifestou pelo ensino tradicional da Igreja católica.

Esse pastor luterano nos surpreendeu portanto, e nos surpreendeu agradavelmente, quando nos convidou para pregar um retiro a alguns dos seus colegas na Estônia. Respondemos sim imediatamente, e apresentei-me por conseguinte, no dia marcado, ao lugar previsto para acolher os retirantes.

E que lugar! Um presbitério luterano… Lugar no qual um padre da Tradição católica ia pregar os exercícios de Santo Inácio de Loyola às almas seduzidas pela doutrina de Lutero!

Os retirantes não eram, realmente, numerosos: sete ao todo. Estávamos no campo. A igreja da aldeia datava do século XIII. Estávamos no mês de Novembro de 2007.

Comecei então minha pregação, e anunciei a todos, a partir do primeiro dia, que recitaríamos todas as noites o rosário. Um dos pastores, vindo da Letônia, mostrou descontentamento, e justificou-o recordando os argumentos mais habituais que se opõem à devoção mariana na Igreja católica. O respondi colocando em suas mãos um belo rosário, e relembrando as palavras de São Luis Maria Grignon de Montfort: ‹‹ Afinal, quando você diz o rosário, não recitará senão cinqüenta vezes uma oração muito bíblica, cujo centro não é outro que não Jesus. Pois a Ave Maria culmina nestas palavras: ‘Bendito é [o fruto de vosso ventre] Jesus… ››.

‹‹ Encontrei a Imaculada! ››

Surpreso, o pastor aceitou o rosário e o princípio de rezar desse modo. O retiro passou-se muito bem, e terminou com belos frutos de aproximação de vários desses pastores com a doutrina tradicional da Igreja. Quanto ao pastor letão [i.e., da Letônia] do qual acabo de falar, exclamou na frente de todos, no fim do retiro: ‹‹ Encontrei a minha Mãe! Encontrei a Imaculada! Uma das maiores graças da minha vida! ››. ‹‹ Bom, disse-me a mim mesmo, ó Imaculada, se é assim, tome-o em vossas mãos ››.

Daí em diante, perdi contato com ele. Seus confrades pastores da Estônia que acompanharam o retiro, e com os quais reencontrei-me depois, não souberam me dizer muito bem o que o seu colega da Letônia tinha se tornado.

Grande silêncio, portanto… até o 11 de Janeiro passado.

Recebi, com efeito, neste dia, uma mensagem de nosso pastor letão. Ainda tocado pelo retiro que assistiu na Estônia, me perguntava se eu não poderia pregar um outro, sempre para pastores luteranos, dessa vez na Letônia! Queria muito convidar seus confrades, e insistia para que o retiro fosse segundo os exercícios de Santo Inácio, porque ele repreende duramente o protestantismo e nele não se encontram palavras vazias…

Era necessário naturalmente responder a este convite. Fiquei do mesmo modo ligeiramente inquieto, porque o meu correspondente me anunciava que os seus colegas pastores na Letônia não eram tão “criptocatólicos” como aqueles aos quais levei o Evangelho na Estônia, e que no retiro a se realizar ele deveria esperar numerosas controvérsias. ‹‹ Se é o caso, disse-me a mim mesmo, os retirantes novamente não serão muitos numerosos: três ou quatro, talvez ››.

Desembarquei, no fim do mês de Abril de 2008, no aeroporto de Riga. Primeira surpresa: o ‹‹ cura ›› da catedral luterana veio em pessoa me procurar. Conduziu-me a uma paróquia muito antiga, país adentro. Segunda surpresa: dezenove participantes vinham ouvir o retiro. Contava-se sete leigos, onze pastores luteranos, e o próprio ‹‹ arcebispo ›› luterano de Riga, chefe de todos os luteranos da Letônia!

Luteranos perante Santo Inácio

O pastor letão que organizava o retiro me acolheu na casa de retiros. Tinha em sua mão o rosário que havia lhe oferecido em Novembro de 2006, e me disse: ‹‹ Veja, permaneci fiel a “ela”. Todos os dias rezo o rosário, fonte de graças para a minha vida pessoal e para o meu apostolado ››. ‹‹ Vossos caminhos são admiráveis, ó Imaculada ››, pensei.

Preguei a eles, então, um retiro inteiro de cinco dias. Os retirantes se reuniam pela manhã para rezar as Laudes, à tarde para as Vésperas e à noite para as Completas. O quanto pude compreender a sua oração, utilizavam o breviário beneditino em língua letã. Igualmente, celebravam cada dia a sua liturgia, que tem semelhanças com o Novus Ordo Missæ, embora o celebrante esteja, no altar, voltado para Deus e a comunhão seja distribuída de joelhos. Acolhido nessa casa, a organização ficava a cargo dos pastores que me convidaram, observei.

É interessante saber que a ‹‹ Igreja ›› luterana da Letônia é considerada como a mais conservadora das comunidades luteranas do mundo. Seus discípulos pretendem ter a sucessão apostólica (a Igreja católica não o reconhece, na realidade). A maior parte dos luteranos da Letônia considera o sacerdócio como sacramento, e pensa, por conseguinte, que seus pastores celebram validamente a missa. De resto, os seus conhecimentos são bastante confusos porque, sobre numerosos pontos de doutrina, lhes falta clareza.

Controvérsias

Eu aproveitava as instruções que dava para expor em detalhe os pontos de doutrina de controvérsia. Demorava-me todo especialmente sobre a Santíssima Virgem Maria, a Tradição como fonte da Revelação, o Magistério da Igreja e o santo sacrifício. Durante o tempo livre, frequentemente era visitado. Cinco pastores, dentre os onze, vinham me ver regularmente. Eles me questionavam sobre a doutrina, a vida moral e a vida espiritual. Quando eu celebrava a missa, alguns assistiam – dois ou três – e a acompanhavam com enorme interesse.

Vários rezavam o rosário privadamente.

Quanto ao ‹‹ arcebispo ›› luterano, nunca veio me ver. No entanto, tomava notas, durante as instruções, sobre um pequeno computador que levara. No fim do retiro, assegurou-me ter redigido quarenta e cinco páginas desse modo…

Quando os Exercícios terminaram, cada um dos participantes deixou o seu testemunho, como é feito, de resto, em quase todas as circunstâncias desse tipo.

As intervenções foram realmente emocionantes. Um dos retirantes agradeceu as explicações dadas sobre o papel da Santa Virgem na vida cristã. Outro exprimiu a sua gratidão pela exposição clara que tentei trazer sobre a doutrina do santo sacrifício. Todos estavam profundamente felizes de ter vislumbrado uma verdadeira direção para a vida espiritual, sobretudo em matéria de oração e leitura das Sagradas Escrituras.

Alguns, de maneira confidencial, exprimiram-me o seu grande desejo de se converter e exercer o seu ministério como padres católicos. Alguns agradeciam seu pregador pelos esclarecimentos que eu lhes teria trazido sobre a crise da Igreja e os perigos do ecumenismo.

O ecumenismo contra a conversão

Uma pergunta me queimava os lábios. Porque eles tinham se dirigido assim a um padre da Fraternidade Sacerdotal São Pio X? Sua resposta me deixou atônito: com os católicos ‹‹ oficiais ›› não se pode ter senão encontros ecumênicos. Eles consistem em trocar numerosas palavras vazias, e dão a impressão de que os católicos querem fazer tudo para agradar os protestantes. Ora, não é que procuram esses luteranos. Eles desejam a luz sobre numerosos pontos que, na sua confissão, são ou bem confusos ou bem contraditórios entre si. Apenas, confessavam-me, um católico de Tradição é capaz de professar a doutrina católica sem rodeios, sem palavras bonitas, mas transmitindo simplesmente as suas convicções.

Finalmente o ‹‹ arcebispo ›› tomou a palavra diante de todos:

‹‹ A todos os meus pastores, ao maior número de fiéis possível, faz-se necessário levar esse retiro de Santo Inácio. Ele transforma o homem em alguns dias. Farei tudo para fazer pregar esses Exercícios apostólicos. Nada é mais necessário, como antídoto contra o mundo moderno e a perda da fé. ››

Lá estava o meu espanto quando o arcebispo conduziu-me pessoalmente a Riga. Havia chegado para mim o tempo de partir. As três horas de viagem, no automóvel, foram ocupadas por uma conversa sobre pontos diversos da doutrina cristã. Ele me conduziu à sua casa, onde tomamos um pequeno lanche. Seguidamente fomos para o aeroporto. Ele mesmo carregou minhas bagagens até o check-in.

Antes de me dizer adeus, pediu que eu retornasse para pregar outra vez esse retiro a um número maior de pastores e luteranos.

De regresso ao priorado, recebi, duas semanas mais tarde, os agradecimentos do pastor letão que havia me convidado. Agradeceu ainda por esses dias de graças.

Soube, de sua própria boca, que um dos participantes leigos, após o retiro, se converteu ao catolicismo. Como a Fraternidade São Pio X não é conhecida na Letônia, esse retirante se dirigiu a um padre ‹‹ conservador ››, que o recebeu na Igreja.

Os pastores que haviam assistido o retiro pediram que lhes enviasse livros católicos escritos em letão.

É necessário reconhecer que esses livros são pouco numerosos. Mesmo os clássicos da espiritualidade católica são ou difícil ou impossível de se encontrar nesse país. Seria necessário então pôr-se à edição, em letão, da Apologética e da explicação da missa tradicional, assim como a literatura mariana.

Apostolado imenso

São JosafáPara concluir, devo dizer que raramente encontrei uma audiência de retirantes tão atenta e aplicada, com grande fervor e uma investigação sincera da verdade. Qual crime, então, faz esse falso ecumenismo imperante que fecha a porta às pessoas de boa vontade, e que dá aos não-católicos uma imagem perfeitamente falsa da Igreja católica!

Imagine então: esses pastores têm um grande desejo de salvar as almas, as suas igrejas não estão ainda tão vazias como as dos católicos liberais ou protestantes. Desejam ser bons pastores para as almas, essas milhares de pessoas que são, como o retiro prova, igualmente abertos à verdadeira doutrina e à verdadeira espiritualidade. Mas a Igreja católica oficial lhes proíbe praticamente a conversão. Tocamos aqui o mistério da iniqüidade o mais profundo.

Que fazer atualmente? Poder estar mais presente nesses países seria tão importante… Ora, não temos mais que uma pequenina capela na capital da Estônia. É visitada duas vezes por mês por um padre de nosso priorado. Essa capela tem, contudo, certo futuro, porque reúne algumas jovens famílias, ao todo quarenta pessoas. Quanto à Letônia, há neste país um padre amigo uniata, sob quem reunimos sem regularidade algumas pessoas de rito latino para lhes rezar a missa tradicional.

Nosso sonho é poder abrir uma capela em Riga e contar com um padre que poderia visitar regularmente esses países a fim de começar um apostolado sério. Pelo momento, não temos nem padres nem meios. Mas, depois de tudo, quando começamos o apostolado no Leste Europeu, o número de padres era dois, e o número de meios ‹‹se elevava›› a zero! Ora, hoje contamos com dois priorados, dez padres, dez capelas na Polônia, dois na Lituânia, um na Bielorrússia, aquele que acabei de falar na Estônia, sem contar as relações que mantemos com a Fraternidade São Josafá na Ucrânia.

Aí está a prova que, quando os homens não encontram soluções às suas dificuldades, há sempre uma pessoa que as encontra, que conhece a saída, e para Ela nos voltamos. Ela, que esmaga a cabeça da serpente, que ‹‹ venceu todos as heresias sobre toda a terra ››, terá piedade dos gritos das almas ‹‹ nas trevas e a sombra da morte ››. Como, quando, com quem e com que? Só ela sabe.

A nós cabe pedir o milagre…

Padre Karl Stehlin, Superior da Casa Autônoma dos Países do Leste

Tags: ,

31 Comentários to “Retiro da FSSPX para Pastores Protestantes: “Encontrei a Imaculada!”.”

  1. Simplesmente fantástico!
    Viva o catolicismo!

    fausto

  2. Prezados,

    Os artigos do vosso blog podem ser reproduzidos em outros meios (virtuais/físicos), se citada a fonte?

    Abç!

  3. Caríssimo Marcos, sem dúvidas. Citada a fonte, os artigos são de livre difusão.

  4. Sim, é fantástico realmente!

    Que bem enorme faz a F.S.S.P.X a Igreja Católica!

    Enquanto isso, em Roma, há boatos. Dizem que haverá uma reforma na Cúria Romana. Entre os vários prelados de lá que sairam, muitos por idade já avançada, está o Cardeal Kasper.

    Se confirmar isso e, deste modo, for embora, ele continuará assombrar, nos corredores do Vaticano, o que restou da missão católica do pós-Concílio?

  5. Deus abençõe a FSSPX.. Oh..quantos frutos não nos trouxe estes padres espalhados pelo o mundo inteiro!

    Parabéns pelo o blogue!

  6. Caro Sr. Ferretti, o que são “criptocatólicos”?

  7. Depois de um testemunho tão belo do Padre Stehlin, de que outros argumentos precisam os defensores desse ecumenismo do infindável diálogo e das concepções e fins “politicamente corretos”? Para estes cabe perfeitamente a frase de Santo Agostinho quando disse que “há pessoas que se apegam às suas idéias não porque sejam a Verdade, mas porque são suas”.

  8. Simplesmente fantástico.
    Esse artigo deveria ser impresso e lançado na face dos católicos de hoje, em especial dos sacerdotes e da hierarquia, para que constatassem quão criminosos são.
    “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós fechais o Reino dos Céus aos homens. Vós porém não entrais, nem deixais entrar aqueles que o desejam. Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós percorreis o mar e a terra para converter alguém, e quando conseguis, o tornais merecedor do inferno, duas vezes pior do que vós”. (MT XXIII, 13, 15)

  9. Prezada Natália, seriam católicos às escondidas, camuflados, que não assumem abertamente que são católicos, mas que pensam e agem como tal, se não em tudo, em boa parte do Depósito da Fé.

  10. VIVA A MISSA TRIDENTINA! A MISSA DE SEMPRE!
    VIVA O CATOLICISMO!

    VIVA O PAPA BENTO XVI!

  11. Sou católico, seminarista e tradicionalista. Peço aos Reverendíssimos Prelados portugueses que ouçam a VERDADE: a voz do Papa Bento XVI!!

    Viva a Santa Missa Tridentina Latino-Gregoriana!
    Não enchotem a Sagrada Tradição! Jesus Cristo não veio mudar nada! Basta de modernismo hipócrita naquela perniciosa facção da Igreja Católica que quer destruir a Missa Católica. Que quer destruir a SANTA IGREJA CATÓLICA ROMANA, a única Igreja de Cristo!
    Obrigado a todos e não parem de lutar pela FAMÍLIA e pela sagrada TRADIÇÃO!

  12. Fiquei profundamente emocionado com o relato do padre.
    Que beleza é a Igreja! Como é bom termos Maria Santíssima como nossa mãe!
    Deus seja louvado!

  13. Criptocatólicos seriam também pessoas de tendências catolicizantes, que pelo seu comportamento religioso, tendem naturalmente a tender mais para a religião católica. Por exemplo: os anglo-católicos, uma facção da igreja anglicana que é mais ritualista, mais conservadora, mais dogmática, com hierarquia, ou seja, com mais afinidade com a religião católica do que os demais anglicanos.

    Que esse testemunho inflame os corações, particularmente dos seminaristas, padres, religosos e bispos, para que estes passem por cima de todos os escrúpulos e façam do estado de necessidade da FSSPX um estado de si mesmos. A lei primordial é a salvação das almas.

  14. Caro Ferreti,

    o senhor disse teve um contato com o Padre Rodolfo Eccard Vieira, da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

    Se for possível, poderia pergunta-lhe se ha possibilidade de missões F.S.S.P.X no nordeste do nosso país?

    Deste já, agradeço.

  15. Caríssimo André, o Padre provavelmente nos lê e poderia responder aqui a seu questionamento. Vamos aguardar.

  16. Cara Natália, a explicação do Bruno é muito melhor que a minha.

  17. Os protestantes, se sérios, procuram a verdade, vêem as múltiplas contradições das suas falsas doutrinas.

    A FSSPX é uma bênção nestes tempos de confusão e apostasia. Apostasia já não silenciosa como dizia João Paulo II, mas muito barulhenta…

    O episcopado português é a prova disso. Cada vez mais envergonha os fiéis leigos…

    Continue o excelente trabalho.

    Abraço

  18. Enquanto isso… em Salvador/BA, não temos Missa Gregoriana… Para isto, temos de nos dirigir a Candeias, 50km daqui!

    É fato.. Em Salvador a arquidiocese (D. Geraldo Majela) não quer a Missa, o clero é o pior do Brasil (com raríssimas e honrosas exceções) e o seminário daqui tem produzido as maiores aberrações, ou seja, comunistas, ateus, liberais e indivíduos “delicados”…

    Até quando, Senhor?
    Pço orações: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=80325869

  19. Obrigada pelas respostas, Sr. Ferretti e Bruno.

    O Padre Rodolfo Eccard, eu tive a honra de assistir a minha primeira Missa Tridentina celebrada por ele…

    E quão sublime é a Verdade! Que alegria entre os leitores esta carta despertou, eu entre eles, obrigada, Senhor!

  20. Na verdade, sinto uma enormíssima tristeza pelo facto de alguns dos nossos Prelados não aceitarem a VERDADE! Deixarem-se guiar pelo FACILITISMO e não fazerem tudo por tudo para a maior glória do Sacramento da Eucaristia, que é a maior glória da Sacrossanta Igreja Católica…
    A Missa Gregoriana-Tridentina não é sinónimo de um pensamento retrógrada ou para os ‘tradicionalistas’! É uma enormíssima riqueza para TODO O CRISTÃO!!
    Peço, mais uma vez aos Reverendíssimos Cardeais e Bispos portugueses (e também do Brasil) que ouçam o apelo de SUA SANTIDADE o Papa!! O Papa que GRITA por maior respeito e dedicação para com a EUCARISTIA que, em inúmeras paróquias e completamente desprezada e ‘pisada’ por autenticas ABERRAÇÕES, que certo clero corrumpido (rezêmos por ele) chama de Rito adaptado aos tempos modernos…
    JESUS, NOSSO SENHOR! ATÉ MAIS QUANDO É QUE PERMITIREIS TUDO ISTO?

  21. Peço a G. M. Ferretti que responda aos comentários que aqui fiz, eu que sou portugues e me orgulho muitissimo por isso…
    Encontrei neste site um alívio (e em muitos outros sites também, graças a Deus)… Peço, por gentileza, que dê o seu comentário àquilo que aqui escrevi..
    Também gostaria de saber de outros leitores que aqui passem, que respondam a meus comentários.
    Obrigado! Deus esteja convosco caríssimos irmãos e amigos, em Jesus Cristo e Maria Santíssima sempre Virgem!!
    VIVA O PAPA!
    VIVA A SANTA IGREJA CATÓLICA!

  22. Caro Mário, no Brasil a situação não é diferente. O episcopado (com raríssimas exceções) certamente é o maior adversário hoje da própria Igreja. Nos dizeres de São João Fisher, advertindo seus irmãos no episcopado: “E vendo que o julgamento é negligenciado na casa de Deus, que esperança resta de que, se nós [os bispos] cairmos, o resto permanecerá? O forte é traído até mesmo por aqueles que deveriam tê-lo defendido“.

    Em todo o episcopado da Inglaterra, apenas São João Fisher permaneceu fiel.

    Por isso, mesmo nas situações de maior calamidade é preciso confiar na Providência Divina, que por caminhos que nos são desconhecidos vence todas as heresias e cismas.

  23. Caríssimo Mario Rocha,

    o Ferreti escreveu o que lhe poderia sugerir igualmente no contexto que escrevo agora.

    Sei como está muito difícil para a Tradição sobreviver em Portugal.

    Poderia me pergunta: “o que acha sobre a aplicação do Motu Proprio no meu país”?

    Eu venho a acompanhar a boa a série de postagens de João Sarto, “Casa de Sarto” sobre o “Summorum Pontifícum”. É, humanamente,um grande motivo de desolação realmente. Sarto colocou o título de “Da estranha aplicação do ‘Summorum Pontificum'” que agora está na quarta postagem da série.

    Ele coloca de modo simples, direto; porém com sua vivência pessoal a esse problema e, deste modo, com propriedade, relata a situação do episcopado português.

    Em outro “blog”, não quero mencionar por não ser mal compreendido, pois nem conheço o autor, voltado somente a Missa de sempre em Portugual, há mais postagens sobre o Papa, Cardeal Hoyos e outras coisas do gênero que a própria aplicação da Missa… Quer dizer, coerente com o fato narrado por Sarto.

    Conclusão minha: leva-me a pensar que, realmente, a analisar também as postagens do Sarto, que as poucas missas do rito gregoriano são privadas. Na grande maioria, da F.S.S.P.X.

    Mas é motivo para desolação de fato?

    Eu responde que não.

    Ontem, eu li esta notícia de Portugal, no sítio Sapo:

    “Surpresa e mágoa marcam as reacções da comunidade islâmica aos alertas do cardeal patriarca de Lisboa sobre os casamentos com muçulmanos. Declarações que merecem também a censura da secção portuguesa da Amnistia Internacional. ‘Cautela com os amores. Pensem duas vezes antes de casarem com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meterem-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam’, aconselhou D. José Policarpo durante uma tertúlia no Casino da Figueira da Foz, dizendo conhecer casos dramáticos”.

    Sei que o Cardeal nem é simpatizante, ou tolerante, como queiram, da Missa de sempre. Entretanto, foi feliz com essa posição.

    Além do mais, temos outro exemplo. O Cardeal Cardeal Vingt-trois, Arcebispo de Paris e Presidente da Conferëncia dos Bispos da França. Inimigo número um da Missa, já celebrou a Missa Tridentina três vezes, a quatro semanas atrás…

    Acho que o senhor deve ser um seminarista diocesano, deste modo, peço confiança em Deus e perseverança. Sei que, como um “diocesano regulamentado”, sem pertencer a Fraternidade Sacerdotal S. Pio X, é muito difícil, quase ao extremo ser católico ligado a Tradição.

    Todavia, veja o bom exemplo do Reverendíssimo Padre Batista, também diocesano como o senhor, lá no estado de Goiás, no meu país, que tem uma capela do rito tridentino. Além disso, é só ler os artigos dele, tem a doutrina clássica, quer dizer, tradicional.

    Não siga exemplos daqueles que, por troca de uma maior liberdade, deixaram de lado a Fé…

    Por isso que há ainda o estado de necessidade.

    Temos o “Summorum Pontificum”, com suas limitações, e um episcopado rebelde em todos os quatro cantos do mundo, é claro.

    Porém, oomo a Igreja é de Deus, há a graça de uma certa liberdade – depois do castigo com o Vaticano II, o fumo do Diabo – para a Tradição, através da era pós-“Summorum Pontificum”, embora seja muito devagar. É um começo.

    Aprovetei, então, esta graça oferecida onde o fumo está a discipar aos poucos. Faça sua parte: seja também um começo de bom exemplo na Fé aos seus conterrâneos e colegas de clero luso.

    Deus te abençõe.

  24. Caro seminarista Mario Rocha.

    A crise persistirá enquanto não se buscar combater as coisas pela raiz.
    Não adianta apontar esse ou aquele sacerdote como indigno ou lastimável. A crise é de princípios. A crise é de cada um dos católicos em particular, e do povo católico em geral.
    A crise interna é justamente o pecado, o liberalismo. Isso se conserta com os Sacramentos e a sincera conversão dos costumes, mas tendo sempre em mente que todo progresso se dá por mercÊ de Deus, e muito menos por nosso esforço pessoal.
    A crise externa se chama Modernismo, ou seja, liberalismo aplicado á religião, que relativiza tudo, que funciona como um cÂncer e corrói até mesmo as seitas falsas, quanto mais a Religião Verdadeira…

    Para se crescer em virtude e graça, para permitir que Deus conceda frutos À sua iminente vida sacerdotal, será necessário romper com todo e qualquer liberalismo e praticar integralmente o catolicismo.

    È possível ter uma vida integralmente católica num meio que acata o Concílio Vaticano II de forma plena? E possível rezar a Missa Tridentina, administrar todos os sacramentos, levar uma vida sem relativismos, PREGAR LIVREMENTE O CATOLICISMO NÃO APENAS ENSINANDO A DOUTRINA CORRETA, MAS APONTANDO OS ERROS, PARA QUE OS FIÉIS NÃO CAIAM NELES? Pode-se falar livremente sobre os erros da liberdade religiosa, do ecumenismo, da Missa Nova definida como antropocÊntrica e protestantizante, pode-se repetir as verdades católicas e apontar os erros contra a fé em um meio católico comum? Parece possivel que um vigário, um bispo de uma paróquia ou diocese dos dias de hoje admitiria isso? A mim, infelizmente, não.

    Como não se deixar enredar por esse liberalismo? OBEDECENDO á doutrina católica e buscando um grupo tradicionalista sem liberalismos.

    Não basta rezar missa tradicional. Não basta explicar o catecismo. Deve-se também atacar os erros, sob pena de omissão e prejuizo Às almas dos fiéis. Deve-se amar e respeitar o Santo Padre, mas nem esse deve ser poupado, caso pregue algo que não seja da Igreja. Seu erro deve ser denunciado, quanto mais o erro dos inferiores.

    A mim só pareceriam válidas duas alternativas para se ter uma vida sacerdotal digna: o IBP ou a FSSPX.

    Mas se considerarmos de um lado que, o IBP tem um raio de ação menor, e depende da boa vontade dos bispos, que lhe concedem paróquias quando bem entendem, então, sabendo que esses bispos se tornaram guardiães do liberalismo conciliar, então, no final, para conseguir chegar aos fiéis através de uma paróquia, o IBP ainda precisaria pagar caro por isso. Certamente qualquer ataque ao liberalismo seria punido com a expulsão… Eles tem autorização papal para criticar construtivamente o Concílio… Mas na prática, eles teriam que ser padres amordaçados… Pregariam o Catolicismo Tradicional, mas não poderiam pregar contra os inimigos desse mesmo catolicismo.

    E isso constitui uma lacuna para um sacerdote, talvez mesmo um peso em sua consciÊncia, por não poder pregar plenamente aos seus fiéis.

    Resta a FSSPX: Se recordarmos que o responsável pelo diálogo entre a FSSPX e o Vaticano, o Cardeal Hoyos – amigo do papa – disse no ano de 2006 “Em relação À Fraternidade, NÃO PODEMOS DIZER que estamos diante de uma heresia ou de um Cisma…”
    Se este cardeal diretamente envolvido na questão disse isso sem se retratar, é claro que a FSSPX é catolica, apostólica e romana.
    E claro que não é cismática. Até a autoridade “contraria” reconheceu isso… Que autoridade temos para desdizer D. Hoyos?
    Se recordarmos as gravissimas acusações que monsenhor Gamber fez contra a Missa Nova, e que o nosso atual papa não apenas acatou, mas contribuiu fazendo o prefácio desse mesmo livro-ataque… O que esperar para aderir À FSSPX? Medo dos mundanos? Medo dos ignorantes?
    Pelos frutos conhecemos a árvore… Quer fruto melhor que esse testemunho acima? O IBP pode ser bom… Mas hoje em dia só a FSSPX pode garantir aos seus padres uma vida católica PLENA e sem ressentimentos á noite…

    Caro seminarista, de todo coração: não perca tempo em estabelecer contatos com o priorado da FSSPX em Portugal. Só lhe fará bem. E tenho certeza que Portugal precisará de padres INTEIROS. Talvez vocÊ não tenha se deparado com um padre que exerce seu ministério de forma PLENA, mas eu conheço… Não há nada comparável entre os que estão fora… A diocese de Porto não é futuro, vossa senhoria pode fazer algum bem entre seus paroquianos, mas se estiver no meio católico correto, verá que este mesmo bem será multiplicado em proveito das almas, ainda que seja numa minúscula capelinha. Preferir os quadros de Braga aos quadros dos tradicionalistas é como trocar o bem menor pelo bem maior…

  25. A quem me perguntar sobre como consigo manter um certo “ecumenismo” em relação aos grupos traidicionalistas alinhados á Santa Sé e a FSSPX, APARENTEMENTE desobediente, digo que é simples:

    Há de se observar tudo com boa vontade, e ver os prós e contras, e pesá-los depois.

    Nesse sentido, poderia-se fazer um juizo, do pior para o melhor:

    1- A administração de São João Maria Vianney
    Essa só tem o mérito de administrar os Sacramentos Tradicionais, ao menos é um vestígio de catolicismo… E também é sabido que existem sacerdotes sinceramente católicos… Mas qual católico tradicional de verdade confiaria em suas homilias, depois de ver a sucessão de escÂndalos praticamente mensais que este agrupamento nos brinda… Sucumbiu ao liberalismo, sem dúvida… E lembremos que até a 40 anos atrás, todos os padres latinos – bons e maus – rezavam a Missa Tridentina… E isso não impediu que viesse o Concílio com suas devastações. Logo, conclui-se que simplesmente parecer tradicional não resolve a questão.

    2- Instituto Cristo Rei Sumo Sacerdote, Le Barroux, Fontgombault, FSSP etc
    Estes não trazem notícias de escãndalos (ao menos de forma sistemática), apresentam crescimento, confirmam na fé muitos católicos, investem numa vida tradicional, mas não tem proteção nenhuma (já tentaram desbaratar a FSSP, quando modernistas foram ordenados padres e tentaram rezar missa nova lá dentro. Resultado: houve um grande desgaste com as autoridades da Hierarquia da Igreja).

    3 – Redentoristas de Papa Stronsay e IBP: em relação ao mosteiro de Papa Stronsay, estes não se tornaram modernistas por simplesmente fazerem um acordo com a Santa Sé. Ao contrário de Campos, que capitulou visivelmente, ATÉ AGORA não há nada que estes religiosos tenham feito que mereça um grande repúdio. Lembremos que estes, enquanto religiosos confinados em um mosteiro, tem um raio de ação muito menor que um padre da FSSPX… Lembremos também que eles só fizeram o acordo após Roma ter dado a eles melhores garantias (depois do IBP, a tendencia é que as propostas vindas de Roma sejam cada vez menos indecentes…), e lembremos que a Liberação da Missa Tradicional + todas as liturgias pré conciliares foram muito importantes para estes monges… Para eles, realmente, é mais coerente fazer um acordo, porque a vida prática deles é O DIA A DIA NO MOSTEIRO. Aliás, notem que o mosteiro trapista de Mariawald se beneficiou desta abertura expressa no Summorum Pontificum, e retornaram ás formas salutares e tradicionais… Um salto pra boa direção, ao menos…
    Quanto ao IBP: melhor acordo, são proibidos de rezar missa nova, e tem uma liberdade maior para combater os erros do concílio. Basta ver a carta maravilhosa do padre Laguerie a Bento XVI. Só que a liberdade que o Vaticano deu a eles – ao que parece de forma sincera – é anulada no dia a dia destes mesmos padres, porque eles dependem dos bispos diocesanos. E certamente se eles chegam a uma residencia episcopal, solicitando uma paróquia, considerando – considerando – que o bispo fosse benevolente com a liturgia pré-conciliar, este certamente permitiria – desde que os padres não causassem atritos com sua diocese.
    Lógico. Ainda que o bispo fosse “criptolefevbrista”, como ele explicaria ao seu rebanho que existe um grupo autorizado a praticar o catolicismo tradicional, ao mesmo tempo que ataca ou “corrige” o Vaticano II?
    E vejam que essa hipótese é a mais otimista de todas, porque a realidade é que a grande maioria dos bispos tem aversão a qualquer coisa que recorde de longe a Tradição da Igreja. Uns poucos são TOLERANTES, e quase nenhum é SIMPATIZANTE, e mesmo entre esses simpatizantes, não conheço nem ouvi falar de NENHUM com tendÊncias pró-fraternidade…

    e falando em Fraternidade:

    4- Finalmente, a FSSPX é a “menina dos olhos”. Passaram-se 20 anos, ela não se desmantelou, manteve-se numa RELATIVA coesão, o que prova que não é como essas seitas que se pulverizam em milhares, continua crescendo e forçando o Vaticano a tomar medidas cada vez mais catolicizantes, tem o tempo a seu favor (porque a maioria dos sacerdotes é bem mais nova que os padres não tradicionais), está sendo cada vez mais sendo reconhecida e todas as injustiças feitas contra D. Lefevbre estão ruindo por terra… Basta aguardar a queda dos decretos de excomunhão de forma UNILATERAL, para que isso fique ainda mais evidente… Se a resistÊncia trouxe como frutos um aumento de vocações á FSSPX, um aumento de priorados e de seminários, a “liberação” da Missa (entre aspas porque nunca existiu proibição canõnica, apenas arbitrariedades da partes dos ignorantes e dos ímpios), então É BOM RESISTIR.
    Os frutos da resistÊncia ainda não acabaram, graças a Deus. Os cristãos certamente agradecem.

    Portanto, deve-se ter cuidado para não julgar de forma precipitada os vários matizes, as várias circunstãncias de cada um desses grupos tradicionalistas.
    Se me perguntam se sou favorável a uma rápida unificação da FSSPX aos quadros canÔnicos ou administrativos da Igreja (porque a irregularidade da FSSPX é apenas material, jurídica… Mas no essencial ela é 100% católica), eu digo: “deixemos que o Espírito Santo inspire-a a fazer o acordo na hora certa. Eu não tenho pressa nenhuma, porque aqui onde moro é costume dizer que em time que está a vencer não se mudam os jogadores”.

    Tenho problemas pessoais e espirituais mais urgentes a resolver do que me dedicar se uma organização católica deve entrar na Igreja Católica (sic) por vias administrativas.

  26. Fico realmente emocionada com o testemunho desses pastores luteranos.

    É, eu posso atestar, uma caminhada árdua, difícil, já que é cheia de conflitos pessoais, teológicos e de consciência, o retorno à Roma.

    Fico pensando aqui em como eles foram atrás do padre para pregar esses retiros, etc.

    Que Deus ajude que em breve tenhamos mais novidades dessas conversões. É um processo lento, mas certo. Laus tibi Christi!

  27. Agradeço de coração os comentários.
    Continuo aberto a mais…
    Deus esteja convosco sempre.

  28. Caro Mário Rocha,

    eu creio que já tem o conhecimento da novidade que houve em Lisboa…

    Buaque o auxílio de Deus, com a intercessão de Senhora, especialmente. Que a mesma Santíssima Virgem de Fátima possa te ajudar.

  29. Que novidade?

  30. Diz no blog “Casa de Sarto” que há Missa tradicional todo domingo, 19:00 horas, em Fátima, publicamente.

    http://casadesarto.blogspot.com/2009/01/missa-tradicional-em-ftima-summorum.html

  31. Graças a Deus!Temos Missa Tradicional em Portugal, em Fátima!
    É celebrada todos os Domingos, em Fátima, pelas 18.00 horas, na Capela do Solar de Santa Marta, situada na Rua Francisco Marto, nº 74.

    GRATIAS DOMINI! Obrigado caro André pela notícia! DEUS ESTEJA COM TODOS VÓS!