Está consumado.

Sagrações Episcopais

É o que diz Andrea Tornielli. Gaudete!

Será tornado público nos próximos dias o decreto com que Bento XVI decidiu cancelar a excomunhão lançada aos quatro novos bispos ordenados por Monsenhor Lefebvre em 1988. Agora, outros além dos quatro (Bernard Fellay, Alfonso de Galarreta, Tissier de Mallerais e Richard Williamson) foram excomungados o próprio Lefebvre e o bispo brasileiro De Castro Mayer, que haviam participado da cerimônia.

[Atualização: 22 de janeiro de 2008, às 16:23] A informação de Tornielli foi difundida pela imprensa do mundo todo; outras fontes no meio católico corroboram a notícia de Tornielli. Nossos amigos André, Maria Teresa e Marcos acrescentam essas fontes e outras informações nos comentários deste post.

No Forum Catholique, o Professor Luc Perrin faz uma interessante análise sobre os atrasos para a concretização de alguns fatos previstos por Tornielli. O mais famoso deles, o anúncio de que a liberação da Santa Missa Tradicional se daria após o Sínodo sobre a Eucaristia, em 2005. Também conhecido foi o atraso na demissão de Mons. Piero Marini, antigo mestre de cerimônias do Papa, cuja realização se deu após 3 anos da notícia dada por Tornielli.

Segundo Perrin, “a qualidade profissional de A. Tornielli não está em causa, mas é claro que a Cúria ‘beneditina’ se alinhou às práticas correntes de nossos governos: as ‘fugas’ na mídia para ‘testar’ as reações da opinião ou de certos setores particulares da opinião.  O moinho de rumores e de anúncios ‘iminentes’ funcionam a pleno regime desde 2005, como se fosse alimentado por uma pilha atômica. Que se lembre da ‘Instrução’ para aplicar Summorum Pontificum’ anunciada, pelas próprias instâncias curiais, ‘iminente’… em Janeiro… de 2008: Eh, sim, iminência que permanece depois de um ano! Embora neste caso penso eu que se trata de uma informação séria, o rumor e a ‘fuga’ organizada fazem parte das técnicas de governo da Cúria de Bento XVI.

Como é de amplo conhecimento, Tornielli costuma ser o testa de ferro do Cardeal Castrillon Hoyos para lançar informações desagradáveis à opinião pública (notadamente a opinião episcopal). Que as reações adversas não demovam o Santo Padre!

26 Responses to “Está consumado.”

  1. GRAÇAS A DEUS.

  2. o que?

  3. E o mais importante? E a retirada dos decretos de excomunhão contra D. Lefevbre e D. Mayer?

  4. ALELUIA!
    ALELUIA!
    ALELUIA!

    Não posso conter a felicidade!
    Lágrimas!
    Ah, que a alegria!

  5. Rumores, rumores e mais rumores…
    Com o motu proprio, foi igualzinho.
    “Sai hoje! Não, sairá amanhã”, e toda essa conversa foi se confirmar só muito tempo depois…
    Esperemos.
    Que esse ato de justiça para com os verdadeiros defensores da fé de nosso século, seja feito para o bem de toda a Igreja.

    São Pio X, ora pro nobis.

  6. Tanta euforia desnecessária…

    Se for anulação e não declaração de nulidade, que motivos temos para estar felizes? Mais lama para cima do nome de Dom Lefebvre, o cismático que o Papa perdoou…

    Para ser justiça, tem de ser declaração de nulidade!

  7. Caro fausto,

    Neste dias, a refletir um pouco, a voltar aquela lembrança daquela longa espera que tivemos pelo Summorum Pontificum, cheguei a mesma conclusão.

    Tudo leva a crê que promete ser uma novela de suspense, com vários capítulos, infelizmente.
    Em minha opinião, eu acharia melhor que o Papa agisse logo por conta da pressão quase insuportável que cresce cada vez mais…

    Au Combat! Au Combat!

    Rezemos pelo Papa.

  8. Temos que entender as enormes pressões que o Papa está sofrendo, mesmo que seja uma anulação e não uma declaração de nulidade, isso já será o bastante para desencadear os ataques os ultra-liberais. No texto do Andrea Tornielli ele fala no cancelamento das excomunhões dos 4 bispos consagrados, mas não fala explicitamene que os 2 consagrantes também terão a pena retirada. Inferimos que sim, por consequencia, mas confesso que fiquei intrigada com esse detalhe. Poderia o levantanto/nulidade se referir somente aos quatro? Esse dúvida pode parecer boba, mas com base no texto em italiano e na tradução do Rorate Caeli para o inglês, isso não ficou muito claro.

    Ferretti você tem como exclarecer se ao levantar/declarar a nulidade dos 4 bispos consagrados, os 2 bispos consagrantes já mortos terão automaticamente suas excomunhões igualmente levantadas ou declaradas nulas?

  9. “Quam bonum est et quam jucundum, habitare fratres in unum”

    ____________________________

    http://www.paolorodari.com/

    Palazzo Apostolico – Diario Vaticano di Paolo Rodari

    Esclusivo: Benedetto XVI revoca la scomunica ai lefebvriani
    Gen 22, 2009
    Benedetto XVI ha deciso. Il decreto contenente la revoca della scomunica per i vescovi scismatici lefebvriani è pronto. E uscirà nei prossimi giorni, probabilmente entro questa domenica. L’ha redatto e firmato, per volere del Papa, il presidente del Pontificio Consiglio per i testi legislativi, l’arcivescovo Francesco Coccopalmerio.
    Si tratta di un atto di grande magnanimità del Pontefice. Dal giorno della sua pubblicazione i successori di Marcel Lefevbre alla guida della Fraternità San Pio X, ovvero gli “ultra tradizionalisti” Bernard Fellay, Alfonso de Gallareta, Tissier de Mallerais e Richard Williamson non saranno più scomunicati.
    Ratzinger ha deciso dopo che erano stati gli stessi vescovi a scrivere al cardinale Darío Castrillón Hoyos, presidente della Ecclesia Dei, chiedendogli la possibilità di essere reintegrati in seno alla Chiesa cattolica. Certo, manca ancora un accordo su come e dove la Fraternità si posizionerà all’interno della Chiesa, ma intanto un passo enorme, senz’altro il più decisivo, sulla strada della piena comunione con Roma è stato fatto.
    Fu nel 1969 che Lefebvre si ritirò con un manipolo di seminaristi a Econe, in Svizzera. Lo scopo era fuggire da Roma, la città che aveva aperto le porte al Concilio Vaticano II. Lefebvre rigettò sempre le conquiste del Concilio (anche se la sua firma appare sotto tutti i suoi documenti) e, in particolare, la conseguente riforma liturgica. La rottura con Roma avvenne il 30 giugno 1988. Ratzinger era prefetto della Dottrina delle fede e assistette, impotente, all’ordinazione da parte di Lefebvre di quattro vescovi. Un gesto che pose Lefebvre ipso facto nella scomunica latae sententiae. Il Papa, nel settembre 2007, promulgò il Motu Proprio Summorum Pontificum col quale vennero riaperti nuovi spazi per l’uso liturgico del messale antico. Un gesto che tolse un grosso ostacolo sulla strada del ritorno dei lefebvriani a Roma. Un ritorno oggi definitivo e che ricuce una ferita dolorosissima per tutta la Chiesa.
    Tratto da:

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  10. Agência France-Presse, agora:
    http://www.abs-cbnnews.com/world/01/22/09/pope-lifts-excommunication-rebel-bishops-report

    ***

    Pope lifts excommunication of rebel bishops: report

    Agence France-Presse | 01/22/2009 8:11 PM

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    ROME – Pope Benedict XVI has decided to cancel the excommunication of four bishops ordained in 1998 by the controversial French bishop Marcel Lefebvre, the Italian daily Il Giornale reported Thursday.

    The pope has already signed the decree lifting the excommunication, which will be made public later in the week, said the paper’s Vatican specialist Andrea Tornielli, who is considered well-informed on such matters.

    The Vatican has neither confirmed nor denied the report.

    Lefebvre, who died in 1991, was excommunicated in 1988 by the then pope Jean Paul II for having ordained the bishops in defiance of the Vatican’s authority.

    Lefebvre led a schism from the Church over the more ecumenical approach reflected in the Vatican II reforms (1962-65) and in particular the abandonment of the traditional Latin mass.

    In June last year, his successor Bishop Bernard Fellay rejected overtures from the Vatican for a reconciliation a year after the pope approved the greater use of the old Latin mass, signaling a bid to heal the split.

    Since assuming office in April 2005, Benedict has made great efforts to heal the schism with the more traditionalist Catholic movement, granting a private audience to Bishop Fellay in mid-2005.

    The Swiss-based Priestly Society of Saint Pius X claims 150,000 followers across the world, mainly in France and Brazil.

    as of 01/22/2009 8:11 PM

  11. Caríssima Maria, contamos com duas possibilidades caso o Papa não trate diretamente de Dom Lefebvre e Dom Mayer:

    1) Se houver apenas uma suspensão (temporária) como um ato de benevolência do Santo Padre, ou mesmo o levantamento definitivo das excomunhões, os efeitos seriam ex nunc, a partir de agora, isto é, se reconheceria sua validade até a data do decreto e sua ineficácia a partir de então;
    2) Se houver uma declaração de nulidade, ou seja, onde se reconheça que as sanções fora inválidas desde sempre, naturalmente se atingiria Dom Lefebvre e Dom Mayer, que não teriam praticado o delito pelo qual a pena lhes fora imputada.

    Dom Fellay disse certa vez que numa conversa na Cúria Romana, ao questionar as excomunhões de Dom Lefebvre teria recebido a resposta de que estando ele morto, já não estaria mais excomungado.

    Vamos aguardar o documento.

  12. Caro Marcos, obrigado pelas informações.

  13. GRAÇAS A DEUS, SERÁ O COMEÇO DO MAIS DURO COMBATE DA TRADIÇAO.

  14. No Golias, diz que o decreto sairá no dia 25 de janeiro, dia que o Papa João XXIII anunciou abertura do Vaticano II…

    http://www.golias.fr/spip.php?article2611

    Se não sair hoje, será de fato que realmente é uma novela com muito suspense. Assim seremos obrigados aguardar os próximos capítulos.

  15. E agora, o ultra-modernista Golias. Com esse, está mais do que certo pelo geito!

    +++

    http://www.golias.fr/spip.php?article2611

    (notícia demasiada grande, para se colocar aqui… :P)

  16. Caros André e Marcos, Deus lhes pague. André, hoje já não sai mais; é noite no Vaticano.

  17. Caro Ferreti,

    Isso tem realmente fundamento, na atualização da postagem agora. Veja só: deste que Ratzinger subiu ao trono petrino , em 2005, ouvimos falar do Motu Proprio era eminente. Porém, só se concretizou em 2007…

    Esses boatos lançados por altos prelados em Roma, os mais próximos de Bento XVI, a jornalistas que depois cai em toda mídia, pertencem a uma preparação do campo, cujo episcopado no mundo Bento XVI deve saber que é intolerante a mudar pontos contrários ao Concílio, seja do partido liberal ou conversador.

    Porém, todos esses partidos, são da linha de Paulo VI confidenciou a Guitton: a Missa tradicional é um sinal de condenação ao Vaticano II.

    Neles, alguns escondem isso; mas outros não negam.

    Assim é levada a mesma lógica de uma reabilitação da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, totalmente contra o Vaticano II.

    Não quero dizer que o Papa se converteu ou é a hermenêutica da continuidade em ação. Mas é fato claro é este: há uma diplomacia interior realizada pelo Papa com o “colégio apostólico”, a péssima novidade conciliar, que sufoca ações pontificais. É uma grande pressão a Sua Santidade.

    Bom, é para escrever muita coisa sobre isso. Podemos refletir mais profundamente com mais argumentos sobre o assunto.

    Mas, agora, é mais importante rezar pelo Papa. Rezemos por ele.

  18. Só um pequena correção: “reabilitação”…;)

  19. “Decreto”…

    Isso faz lembrar-me de Malachy Martin…

  20. Perdoe-me por ser repetitivo e chato, mas é somente a fim de concluir uma reflexão pessoal sobre Malachi Martin, a qual baseava-se pelo Segredo de Fátima. É só uma opinião minha que não tem peso algum. Pode ser um grande engano meu.

    Dizia esse ex-jesuíta que primeiro haveria o retorno da Missa tradicional – e houve, em 2007. Depois, haveria uma reforma da reforma. E, por último, o decreto sobre a “excomunhão” dos bispos tradicionalistas.

    Se os amigos comentaristas podem não levar a sério isso, respeitarei. Mas se concordarem por darem crédito a esse ex-frade, então, vai demorar a sair esse decreto eminente, segundo noticiado por Tornielli, amigo do Cardeal Hoyos…

  21. Isto tudo significa que este “está consumado” não está consumado ainda? Puxa vida, haja coração…

  22. Caro Roberto,

    Sobre o rito de absolvição da excomunhão após a morte, pelo que pude levantar, não consta do Ritual Romano de 1962 nem do reformado.

    E, segundo a tradução transcrita abaixo do link http://www.sacred-texts.com/goth/vkk/vkk04.htm (que corresponde ao texto latino de um Ritual Romano de 1925 que tenho aqui), esse rito diz respeito apenas a pessoas sabidamente contritas (ainda em vida) do ato que levou à excomunhão, e para efeito apenas de seu sepultamento. Não é nem um nem outro o caso de D. Lefebvre ou de D. Castro Mayer.

    “If it so come to pass that any excommunicated person who has departed from this life gave evident signs of contrition, in order that he shall not be deprived of ecclesiastical burial in consecrated ground, but rather that he shall be holpen by the prayers of the Church, in so far as this may be done, let him be absolved after this manner.”

    Abraço,

    Antonio

  23. Prezada Natália, significa que embora consumado, o documento não tem de seguir as previsões para publicação dadas pelos Vaticanistas; e que, se não seguir — o que é comum — não devemos nos desesperar.

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