Está consumado: DECRETO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS.

DECRETO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS

Com carta de 15 de Dezembro de 2008 endereçada a Sua Eminência o Sr. Cardeal Dario Castrillón Hoyos, Presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, Mons. Bernard Fellay, também em nome dos outros três bispos consagrados em 30 de Junho de 1988, solicitava novamente a remoção da excomunhão latae sententiae formalmente declarada por Decreto do Prefeito desta Congregação para os Bispos em data de 1° de Julho de 1988. Na mencionada carta, Mosenhor Fellay afirma, entre outras coisas: “Estamos sempre firmemente determinados na vontade de permanecer católicos e de colocar todas as nossas forças a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja Católica Romana. Nós aceitamos os seus ensinamentos com ânimo filial. Acreditamos firmemente no Primado de Pedro e em suas prerrogativas, e por isso nos faz sofrer tanto a situação atual”.

Sua Santidade Bento XVI – paternamente sensível ao desconforto espiritual manifestado pelos interessados por causa da sanção de excomunhão, e confiando no compromisso expresso por eles na citada carta de não poupar esforço algum para aprofundar as questões ainda abertas em necessárias conversações com as Autoridades da Santa Sé, e poder assim chegar rapidamente a uma plena e satisfatória solução do problema existente em princípio, decidiu reconsiderar a situação canônica dos Bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta, relativa a sua sagração episcopal.

Este ato expressa o desejo de consolidar as relações recíprocas de confiança, intensificar e fazer mais estáveis as relações da Fraternidade São Pio X com a Sé Apostólica. Este dom de paz, ao término das celebrações do Natal, aspira também a ser um sinal para promover a unidade na caridade da Igreja universal, e por seu meio, retirar o escândalo da divisão.

Desejando que este passo seja seguido sem demoras da plena comunhão com a Igreja de toda a Fraternidade São Pio X, em testemunho de uma verdadeira fidelidade e de um verdadeiro reconhecimento do Magistério e da autoridade do Papa através da prova da unidade visível.

Conforme as faculdades que me foram expressamente concedidas pelo Santo Padre, Bento XVI, em virtude do presente Decreto, revogo dos Bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfons de Galarreta a censura de excomunhão latae sententiae declarada por esta Congregação em 1 de julho de 1988 e declaro privado de efeitos jurídicos a partir do dia de hoje o Decreto então publicado.

Roma, Sagrada Congregação para os Bispos, 21 de janeiro de 2009.

Cardeal Giovanni Batista Re
Prefeito da Sagrada Congregação para os Bispos

Decreto

COMUNICADO DA SALA DE IMPRENSA DA SANTA SÉ

O Santo Padre, depois de um processo de diálogo entre a Sé Apostólica e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, representada pelo seu Superior Geral, S.E. Mons. Bernard Fellay, acolheu o pedido formulado novamente por esse Prelado em uma carta de 15 de Dezembro de 2008, também em nome dos outros três bispos da Fraternidade, S.E. Mons. Bernard Tissier de Mallerais, S.E. Mons. Richard Williamson e S.E. Mons. Alfonso del Gallareta, de revogar a excomunhão em que incorreram vinte anos atrás.

Por causa, realmente, da consagração episcopal feita, em data de 30 de junho de 1988, por S.E. Mons. Marcel Lefebvre, sem mandato pontifício, os quatro mencionados prelados incorreram em excomunhão latae sententiae, formalmente declarada pela Congregação para os Bispos, em data de 1 de Julho de 1988.

S.E. Mons. Bernard Fellay, na citada missiva, manifestava claramente ao Santo Padre que: “Estamos sempre firmemente determinados na vontade de permanecer católicos e de colocar todas as nossas forças a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja Católica Romana. Aceitamos os seus ensinamentos com ânimo filial. Acreditamos firmemente no Primado de Pedro e em suas prerrogativas, e por isso nos faz sofrer tanto a situação atual”.

Sua Santidade Bento XVI, que tem acompanhado desde o início este processo, sempre procurou recompor a fratura com a Fraternidade, também se encontrou pessoalmente com S.E. Mons. Bernard Fellay em 29 de agosto de 2005. Naquela ocasião, o Sumo Pontífice manifestou a vontade de proceder por graus e em prazo razoável em tal caminho, e agora, benignamente, com solicitude pastoral e paterna misericórdia, mediante decreto da Congregação para os Bispos de 21 de Janeiro de 2009, revoga a excomunhão que pesava sobre os mencionados prelados. O Santo Padre foi inspirado nessa decisão na esperança que se chegue em breve à completa reconciliação e à plena comunhão.

Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé

Tags: ,

26 Responses to “Está consumado: DECRETO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS.”

  1. Quero compartilhar com vocês esta grande alegria.
    Salve o Papa Bento XVI! Salve Mons. Lefebvre! Salve D. Castro Mayer! Viva Concílio de Trento! Viva o Vaticano I! Viva Roma Eterna!Viva a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, obra de Deus, providencial na luta contra a heresia modernista!
    Te Deum laudamus.
    Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa

    • Reverendíssimo Padre João Batista, obrigado por se lembrar deste que vos escreve e dos demais amigos que sempre nos acompanham nesse momento de júbilo. Graças a Deus, graças a Deus!

      Pedindo sua benção,

  2. Tanto a Congregação romana, como Dom Fellay fala sobre conversações , deste modo, esse decreto foi só o primeiro passo… Isso muito bom!

    Viva Dom Mayer! Viva Dom Lefebvre!

  3. VIVA O PAPA!!!

  4. Parabéns a Santa Igreja, ao Santo Padre, aos Dicastérios Romanos, a Dom Bernard Fellay e aos Bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X – pela humildade – e especialmente, mais uma vez, ao Santo Padre Bento XVI pela Benevolência e Paternidade.
    Até que enfim, vão se fechar as feridas do já tão dilacerado Corpo de Cristo.
    Toda a Igreja em todo o mundo se rejubila.
    Entoaremos um Te Deum.

    Os monges beneditinos
    do Mosteiro do Crucificado
    Mairiporã (SP)

  5. Caro Ferreti,

    A repercussão do decreto de Sua Santidade favorável a Tradição no distrito da Fraternidade da França, sítio La Porte Latine.

    http://www.laportelatine.org/accueil/accueil.php

  6. Finalmente, o Papa reconhece que dom Lefebvre e dom Castro Mayer agiram por amor à Missa Tridentina, com boa fé e em situação de desespero pois na época o Vaticano não queria permitir a Sagração de bispos da Fraternidade.
    Obrigado dom Lefebvre e dom Castro Mayer por não terem deixado desaparecer a Missa de São Pio V.
    Obrigado Papa Bento XVI por ter coragem e amor a Cristo. Que Deus lhe dê saúde e muitos anos na Terra e o acolha no Céu um dia.
    Pela paz na Igreja! e pelo renascimento do cristianismo no Ocidente e no mundo!

  7. Bem, ninguém falou em D. Lefevbre e nem em D.Mayer… Ótimo que essas excomunhões tenham sido retiradas (como se elas houvessem valido alguma vez), é um progresso… Mas talvez não tenha entendido bem, só que não estou plenamente satisfeito. Não se declarou a nulidade das excomunhões, o que estenderia a reabilitação ao arcebispo Lefevbre e a D. Mayer, visto que seria um reconhecimento de que as excomunhões teriam sido nulas desde o princípio…
    Ao contrário, pareceu um favor papal… Bem, de uma maneira ou de outra fez-se algo bom. Só que me parece, incompleto…

  8. Deus seja louvado! Viva Nossa Senhora, que com o seu amor maternal intercedeu por essa grande graça!

    Viva o nosso querido Papa!

    Viva a restauração da liturgia católica, tão defendida por Dom Marcel Lefebvre e Dom Antonio de Castro Mayer!

  9. Caro Bruno, tenho cá comigo que o Papa fez o possível, considerando que sobre este assunto ele age absolutamente sozinho; hoje, o levantamento das excomunhões dos bispos se caracteriza, para os modernistas, como uma entre outras iniciativas ecumênicas. Afinal, por mais doloroso que seja, eles precisam ser coerentes e dar à FSSPX o mesmo que dão a todos os outros ‘irmãos separados’.

    Nunca imaginei que esse documento faria justiça a Dom Lefebvre e Dom Mayer. Aliás, no palpite que dei em algum comentário no blog, disse que já imaginava um documento diplomático que não contrariasse abertamente as medidas tomadas de 1988-2009.

    Se o Papa age sozinho quanto ao levantamento das excomunhões dos quatro, imagine se ousasse reabilitar Dom Lefebvre e Dom Mayer. Nesse quesito, alias, tenho lá minhas dúvidas até do apoio da Comissão Ecclesia Dei…

    Isso fica ainda mais claro quando se vê que o documento é uma resposta ao pedido dos quatro bispos vivos, e nos trechos da carta apresentada ao Papa que temos conhecimento não se fala de Dom Lefebvre e Dom Mayer.

    Dom Fellay parece compreender isso e suas palavras são preciosíssimas. Não me lembro de ter visto qualquer outra manifestação de Dom Fellay que demonstre maior senso católico que as de hoje. Quanto as li restaram apenas admiração e lágrimas.

    Ele parece ver a medida atual dentro da perspectiva por ele mesmo iniciada, de regularização em etapas. Para tal, basta lembrarmos suas palavras dizendo que não podemos esperar que alguém que fica anos com a perna engessada saia por aí correndo uma maratona.

    E é claro, esperamos ainda a reabilitação de Dom Lefebvre e Dom Mayer. Mas seria precipitado de nossa parte esperar tal medida sem as tão desejadas discussões doutrinárias. Aliás, as discussões são agora lembradas por Roma, que antes sequer cogitava tamanha concessão! Discutir o Vaticano II! Não é necessário lembrar as dramáticas exigências de Paulo VI a Monsenhor Lefebvre…

    Que anos! Quanta escuridão!

    A Tradição está reabilitada! A injúria que caía sobre os bispos da FSSPX atingia a todos nós, amigos.

    O que antes nos chegava via entrevistas é hoje ratificado formalmente: a Tradição está na Igreja.

    As reservas que a FSSPX mantém sobre o Vaticano II não impediu o Papa de revogar as excomunhões, de dizer claramente: ELES ESTÃO NA IGREJA.

    E certo bispo, outrora Padre ‘tradicionalista’, disse-me certa vez com todas as letras: as palavras do Cardeal Hoyos são diplomáticas. Devemos ficar com o documento do Conselho Pontifício para a Interpretação dos Textos Legislativos de 1996 — ato do Magistério Vivo!! — que peremptoriamente garante: os bispos e os fiéis estão excomungados!

    Deste modo, penso que a reabilitação de Dom Lefebvre e Dom Mayer, assim como uma possível declaração de que a excomunhão nunca existiu, terão maiores possibilidades de ocorrer após as discussões doutrinais.

    Agora a luta realmente começa. Por enquanto tivemos apenas a expressa manifestação de baixar as armas vinda do Papa Bento XVI. Chega das perseguições injustas! Com o motu proprio e com o levantamento das excomunhões cria-se, nos dizeres de Dom Fellay, “um novo clima” nas relações Santa Sé x FSSPX que permite um diálogo franco e caridoso.

  10. Leiam bem, padres de Campos, leiam dezenas, centenas de vezes!
    A Fraternidade está sendo reabilitada sem erguer uma palha de concessão.
    Está exatamente igual, sem uma variação, do mesmo modo que D. Lefevbre a deixou!
    A Missa Tridentina foi declarada nunca abrogada, e declarou-se que é um direito de todo fiel e todo padre latino.
    A FSSPX nada fez em troca, só agradeceu.
    Agora o Santo Padre retirou as excomunhões, em troca de… nada.
    A FSSPX não vai aceitar o Vaticano II JAMAIS. E vai conseguir exatamente TUDO o que vocês adquiriram vendendo vossas almas, sacrificando os princípios da fé. Deixem estar, tudo está apenas começando. A discussão doutrinária ainda vem por aí.

  11. Bruno,

    A alma de um excomungadao é negra como um carvão: você acha que o Sumo Pontífice não deu nada em troca do cancelamento desde hoje da excomunhão, visto os movimentos de arrependimento claramente manifestados pelos ex-excomungados da fraternidade? Ele devolveu, como um instrumento de Deus, vida e brilho a essas almas! Como nós recebemos, de um certo modo, ao nos confessarmos. Se você acha que isso não é nada, não sei o que é tudo para você. Quanto aos mortos, o Papa não ter poder de jurisdição. Não é Deus, não pode mudar Leis de Deus, é o Vigário de Deus na Terra e não no céu, purgatório ou inferno.

    Estou muito feliz pela alma daqueles que a excomunhão foi cancelada. Eles, os principais interessados, pelo menos reconheceram que erraram e manifestaram ao Papa, claramente, arrependimento. Espero que, retirado tamanho obstáculo, possam crescer em Cristo e lutar pela unidade da Igreja contra as inúmeras seitas que se formam e para o bem de todos.

  12. Caros amigos,

    permita-me colocar mais uma opinião minha.

    Qualquer católico ligado a Tradição pode fazer algo. Deus dá a graça e todos os meios possíveis para aquele se apresenta para a cruzada com Fé, mas, creio eu, é sabido que deve se levar o estandarte da Cruz. Muitas cruzadas na Terra Santa foram um fiasco por conta de alto suficiência e, deste modo, não carregaram a Cruz ao campo de batalha.

    Vejam o exemplo da cruz de Dom Mayer – que pesa até hoje – , que não era da Fraternidade, um bispo emérito, com idade já bem avançada.

    Mas foi bem significativa sua semente em pró da continuidade a Tradição. Hoje, nós colhemos o seu fruto que plantou com aquela sagração de 1988 lá na França. Deste modo, hoje o Vaticano reconhece a Fraternidade sem concessões. E, muito menos, a nós.

    Não concordo quando prendemos em lamentações. Parece-me uma tentação contra a virtude teologal da esperança e da Fé.

    Sei que ainda é algo escândalo o não reconhecimento desses dois heróis do episcopado tradicional no Vaticano.

    Mas o que fizemos em pró da Tradição da nossa diocese? Ou será que pode fazer algo mais?

    Deus faz justiça de acordo com sua vontade e quando convém, porém façamos nossa parte como inúteis servos…

  13. Deo gratias!

    Valeu a luta persistente e sem trégua dos Bispos (com letra maiuscula) da FSSPX.

    Esperamos que os pusilânimes que ficaram pelo caminho por medo ou por conveniências em ficar “do lado oficial” possam, não invejar, pois seria um pecado, mas, apenas admirar e tentar imitar.

    Esperamos que num futuro próximo, dentro dos passos já abordados pelo Santo Padre e Mons. Fellay para a discussão doutrinária, também se faça menção explícita dos nomes dos valorosos Bispos Dom Antônio de Castro Mayer e Dom Marcel Lefebvre, que já desde o Concílio Vaticano II do qual participaram, tiveram as luzes do Espírito Santo para discernir o caos que se instalaria na Igreja com a implantação dos decretos, declarações, etc. daquele Concílio PASTORAL.

  14. Engraçado, “rimetto” significa pedoar, vem de remissão, e foi traduzido pela fraternidade como revogação. Quanta diferença, hein? Afinal, o que houve foi um perdão concedido pelo Papa porque foram atrás de levantar um excomunhão (já que sabiam-se excomungados), se não ninguém ia atrás de levantá-la.

    De remissão para revogação há grande diferença. E, num meio como esse, onde a confusão reina, ao menos a posição do Papa deveria ser traduzida em sua integralidade e honestidade para que isso pudesse ser diminuido. Espero que o decreto venha em latim da próxima vez, língua esta muita boa para dirimir controvérsias já que a linguística não a atinge tanto.

  15. Caríssima Emanuelle, você só pode estar de brincadeira: “você acha que o Sumo Pontífice não deu nada em troca do cancelamento desde hoje da excomunhão, visto os movimentos de arrependimento claramente manifestados pelos ex-excomungados da fraternidade?”

    A senhora leu a documentação?

    Dom Fellay e ou outros bispos em nenhum momento arrependeram-se de ter sido sagrados por Monsenhor Lefebvre. Só o completo desconhecimento de tudo que fez e faz a FSSPX pode mover a senhora a dizer um disparate desse.

    A senhora leu esse trecho?

    “Em tudo isso, temos a convicção de permanecer fiéis à linha de conduta traçada por nosso fundador, Dom Marcel Lefebvre, de quem esperamos uma próxima reabilitação.”

    Doutrinariamente, a FSSPX apenas repetiu o que sempre disse: “Estamos prontos para escrever com nosso sangue o Credo, para assinar o juramento anti-modernista, a profissão de Fé de Pio IV, nós aceitamos e fazemos nossos todos os concílios até o Vaticano II, a respeito do qual temos nossas reservas”. A senhora parece uma ignorante que nunca conheceu nada a respeito e agora se depara com a novidade do levantamento das excomunhões, e ainda pretende dar palpite.

    E este? “Saibamos agradecer à Santíssima Virgem que inspirou ao Santo Padre este ato unilateral, bondoso, corajoso.”

    Quanto à tradução, ela é nossa – feita cinco minutos após a publicação do original, visando tornar as coisas mais fáceis aos brasileiros — e não da FSSPX. Aliás, nossa tradução nunca se pretendeu oficial de modo a eximir os interessados de buscar o original. Seria bom precaver-se antes de palpitar. O verbo usado no Direito Canônico é “remitir”; como soa estranho na língua corrente dizer “eu remito” (que muitas pessoas poderiam, por ignorância, confundir com o verbo “remeter”, cuja conjugação na primeira pessoa do singular é “remeto”) preferimos usar o “revogar”, do mesmo modo que a FSSPX preferiu “levantar”, que são mais comuns no Direito Canônico ao se referir a uma pena.

    E a imprecisão na tradução constatada por você é absolutamente sem valor. Por que?

    Se houvesse intenção de usar o verbo revogar para dizer que o decreto foi declarado nulo desde sempre, isso iria por água abaixo com a continuação do próprio decreto que diz que os efeitos são a partir de hoje: “mentre dichiaro privo di effetti giuridici, a partire dall’odierna data, il Decreto a quel tempo emanato”.

    “Afinal, o que houve foi um perdão concedido pelo Papa porque foram atrás de levantar um excomunhão (já que sabiam-se excomungados), se não ninguém ia atrás de levantá-la.”

    A senhora parece estar preocupada em brincar de “quem ganhou” a batalha. Vá procurar o que fazer! Pouco importa a ninharia dita pela senhora que insinua uma guerrinha infantil onde se tem o vencedor e o derrotado. O que importa é o bem da Igreja. Mais, nos dizeres do Santo Padre, o que importa é uma reconciliação interna. Por que não o ouve? E quem quer se reconciliar não perde tempo fazer o que a senhora faz, jogando besteiras na cara dos outros. É claro que para que a excomunhão fosse levantada seria necessário uma requisição dos bispos. Afinal, somos católicos e reconhecemos o Papa como Superior! E seria diferente?

    Disso não se deve concluir que necessariamente a FSSPX reconheça as excomunhões como válidas. Há muito material no site da FSSPX (inclusive um traduzido pela Montfort recentemente) a respeito.

    E nada impede que no futuro a FSSPX peça ao Santo Padre, humildemente e ciente de sua posição inferior, que ele reconheça a injustiça cometida contra seu fundador.

    Novamente, só uma ignorante que desconhece as tratativas de anos da FSSPX com a Santa Sé para afirmar tais baboseiras.

    PS.: Seus comentários não serão mais publicados.

  16. Sra. Teresa Maria Freixinho
    A senhora pode me enviar um email de contato para
    saobento@terra.com.br
    (?)
    Sou um antigo amigo da senhora. Obrigado

  17. Preciso falar com a Sra. Teresa Maria Freixinho
    Pediria a ela ou quem a conheça que entre em contato comigo pelo email saobento@terra.com.br

  18. Realmente, Emanuelle, falta leitura, falta muito estudo.
    Eu não estou falando gratuitamente, não sou papagaio para repetir o que me dizem.
    Tudo o que a senhora falou sobre “a alma de um excomungado é negra, etc etc” é correto do ponto de vista geral.
    Mas NÃO SE APLICA ao caso. Eu não gosto gosto do que vou dizer, mas a senhora falou bobagem. É realmente para fazer qualquer um perder as estribeiras: ou disse isso por ignorância (e perdeu uma oportunidade de ficar calada) ou por ter colocado o apego ao seu partido acima da justiça (e isso dispensa comentários).
    Sr. Antônio Maria, faço minhas as suas palavras.
    G.M. Ferretti, disse tudo, nada mais tenho a acrescentar.

  19. Efetivamente, o termo usado pelo decreto da sagrada Congregação para os Bispos é “remitir”, não “revogar”, nem “levantar”.

    Conforme o cânon 1358 do Código de Direito Canónico vigente:

    “A remissão da censura não pode ser dada senão ao delinqüente que tenha deixado a própria contumácia, de acordo com o cân. 1347,2; mas não pode ser negada àquele que a tiver deixado”.

    O cân. 1347,2, referido pelo cânon que trata da remissão das censuras, diz o seguinte:

    “Deve-se considerar qeu abandonou sua contumácia o réu que se tiver arrependido do delito e que, além disso, tiver reparado convenientemente os danos e o escândalo, ou ao menos o tiver seriamente prometido”.

    Ou seja, a remissão da excomunhão pressupõe o arrependimento do delinqüente e, ao menos, uma séria promessa de reparar o escândalo.

    No decreto também consta o seguinte: “confiando no compromisso expresso por eles na citade carta de não poupar esforço algum para aprofundar as questões ainda abertas em necessárias conversações com as Autoridades da Santa Sé”

    Vamos ver no que vão dar esse compromisso e essas necessárias conversações.

    Por outro lado, é evidente que a FSSPX reconheceu as excomunhões como válidas. Se fossem nulas, por que razão pediriam para revogá-las, levantá-las ou o nome que quiserem dar a isso? Bastava pedir que se declarasse a nulidade.

    Ademais, o próprio decreto afirma que seus efeitos jurídicos começam a 21 de janeiro de 2009. Ou seja, o decreto mesmo confirma a validade das excomunhões, recentemente remitidas.

    É bom mesmo fecharem a boca da Emanuelle: seus argumentos podem vir a abalar a ilusão de muitos.

    • Caro Alberto. Tudo que disse à Emanuelle serve ao senhor. Para evitarmos discussões, façamos o seguinte. Anote em sua agenda a seguinte proposta: acompanhemos o desenvolvimento da questão FSSPX. Aposto que no futuro a FSSPX terá sua situação canônica regularizada sem o “arrependimento” que o senhor ingenuamente supõe existir hoje (por desconhecer, tal como a sra. Emanuelle, a própria história da FSSPX e seu combate de tantos anos). Se eu perder, fecho esse blog.

      Amigo, se o senhor tiver acompanhado as negociações (a jato) para ereção do IBP, verá que Roma não exige nada senão um genérico acatamento ao Magistério (coisa que a FSSPX nunca negou). Os Padres do IBP, um Instituto de Direito Pontifício, vendem até hoje livros como o do Pe. Hery, um dos fundadores, que refuta tim-tim por tim-tim a acusação de cisma e a validade das excomunhões. Aliás, esse livro foi muito bem recebido pela Comissão Ecclesia Dei na época das negociações…

  20. Sempre lembrando que, segundo o comunicado do superior da França, o interesse dos bispos era a reabilitação moral, era que se tornasse de conhecimento público a constatação de que a censura das excomunhões contra os bispos foi uma atitude injusta e difamadora.
    É muito claro. Os bispos jamais sentiram-se excomungados. Mas a excomunhão atribuida contra eles constituiu aos olhos dos cristãos uma desonra que jamais condisse com a verdade. Sim, eles precisaram pedir o levantamento dos decretos, mas não pela pena em si (já que nunca existiu), mas pela desonra que ela representa, e que foi associada ao bom nome de D. Lefevbre e D. Mayer, inocentes.

  21. A excomunhão só existiu formalmente, nunca substancialmente. Mesmo no Vaticano, sempre se reconheceu (extra-oficialmente) que as excomunhões eram inválidas. Como pode ser excomungado alguém que apenas agiu conforme a doutrina da Igreja? Quem se excomungou em 1988, na verdade, foi a igreja conciliar. Agora, reconhecendo o erro, Roma parece retomar o curso, a volta em direção à doutrina de sempre. Será o início do tão esperado retorno descrito em Fátima?

  22. Caro Ferreti, parabéns pela postura tomada em relação à Emanuelle Carvalho Moura. Essa jovem, desinformada e de má fé, está distribuindo, graciosamente, uma opinião cheia de preconceitos, tendo em vista que a mesma é carismática e que já faz das suas no blog Deus lo Vult, porque a defesa da Tradição muito a incomoda, afinal a Tradição não compactua com o pentecostalismo tão inerente aos carismáticos, ao contrário, condena-o!

Trackbacks