Rápidas – Cardeal Ricard: A pergunta sobre o Vaticano II deverá ser feita. Memorial para o Holocausto: escândalo de Bento XVI.

Palavras do Arcebispo de Bourdeaux, Presidente da Conferência Episcopal da França e membro da Comissão Ecclesia Dei, Cardeal Jean-Pierre Ricard:

Cardeal RicardO levantamento das excomunhões não é um fim, mas o início de um processo de diálogo. Ela não regula duas perguntas fundamentais: a estrutura jurídica da Fraternidade São Pio X na Igreja e um acordo sobre as questões dogmáticas e eclesiológicas. Mas ela abre um caminho a percorrer unidas. Esse caminho será sem dúvida longo. Demandará melhor conhecimento mútuo e estima. Em algum momento, a pergunta do próprio texto do Concílio Vaticano II como documento magisterial de primeira importância deverá ser feita. Ela é fundamental. Mas todas as dificuldades não serão necessariamente de tipo doutrinal. Outras, de tipo cultural e político, podem também emergir. Os últimos propósitos, inaceitáveis, de Mons. Williamson, negando o drama da exterminação dos Judeus, são um exemplo.

E a imprensa começa a questionar a viagem do Papa a Israel, programada para maio:

“Cremos que a questão de excomungar ou não excomungar um membro da Igreja Católica Romana é uma matéria interna para a igreja”, disse Robert Rozet do memorial do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém”.  “Entretanto, achamos escandaloso que um membro da igreja nessa alta posição de bispo tenha posições de negar o Holocausto”, disse Rozet.

O porta-voz do Ministro do Exterior Israelense Yigal Palmor, perguntado se a decisão do Papa teria um impacto em sua planejada visita, respondeu: “Não. Isso não tem nada a ver com relações entre Estados”.

3 Comentários to “Rápidas – Cardeal Ricard: A pergunta sobre o Vaticano II deverá ser feita. Memorial para o Holocausto: escândalo de Bento XVI.”

  1. AS PESSOAS HOJE ESTÃO CEGAS PELO POLITICAMENTE CORRETO. QUANDO SURGE ALGUEM QUE TEM CORAGEM DE FALAR ALGO QUE NÃO É POLITICAMENTE CORRETO ELA SE TORNA ESCANDULO. EU NÃO CONCORDO COM DOM WILLIAMSON, MAIS POR QUE NÃO SE PODE DUVIDAR DOS NUMEROS DO HOLOCAUSTO? EXISTE MUITA GENTE QUE DESCONFIAM DESSES DADOS. COMO A HISTORIA É FREQUENTEMENTE FALSIFICADA, TEMOS QUE TER CUIDADO AO ANALISA-LA ( VEJA O QUE FIZERAM COM A INQUISIÇÃO, CRUZADAS, PAPA PIO XII, ETC). APESAR DE NÃO CONCORDAR COM SEUS AUTORES, VEJA ESTES LINKS;

    http://verdade1945.blogspot.com/2007/10/grande-farsa-do-holocausto-judeu.html
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/05/316783.shtml
    http://www.vho.org/aaargh/port/ausch.html

  2. Cara Elcola, sempre haverá alguem negando ou diminuindo o holocausto, que o homem foi a lua e etc. A questão não é bem essa. Como ponto de vista pessoal, cada qual pode ter suas convicções históricas e políticas, conforme sua formação. Agora, quando uma pessoa está em certa posição, representa um grupo e fala em público tem de ser cautelosa ao expressá-las.

    Há certas ‘teorias’ pessoais que só podemos discutir em nosso círculos de amigos, não em uma entrevista.

    Claro que ele caiu (ou se deixou cair ?) em uma armadilha. No final da entrevista ele diz claramente que se a entrevista fosse na Alemanha ele já sairia dali direto para a cadeia. Seria ele tão inocente a ponto de pensar que a repórter não veicularia a entrevista e esta não chegaria a Alemanha?

    Não podemos deixar de nos questionar como é que um bispo já na idade dele, permanentemente, debaixo dos holofotes “por fazer parte dos 4” e na iminência de um evento importantíssimo como o levantamento das excomunhões pode ter tido a capacidade ou a falta de prudência de negar completamente as câmaras de gás e reduzir de maneira tão drástica (de 6.000.000 para 200.000 a 300.000) o número de vítimas do holocausto. Questionar números é uma coisa, dimunuir tão drásticamente é outra bem diferente.

    Sim, sem dúvida ele caiu (ou se deixou cair?) numa armadilha, mas isso não exclui sua responsabilidade ao abrir a boca publicamente e atrair para os fiéis simpatizantes da Tradição e quem sabe para os demais bispos da FSSP um outro estigma, além dos já existentes.

    Por outro lado, como noticiado no kreu.net, temos que reconhecer que há judeus oportunistas como o rabino Riccardo Di Segni, que disse ao “La Stampa” que a reconciliação da FSSP represantava uma chaga profunda nas relações judaico-cristã ao criticar a declaração estapafúrdia de Dom Williamson e ao mesmo tempo negar o genocídio da Faixa de Gaza perpetrado por forças israelenses.

    Contudo, concordo com ele na entrevista quando disse que os alemães têm um terrível complexo de culpa pelo holocausto. De fato, eles pagam uma fortuna em indenizações para filhos (e penso que até netos) das vítimas do holocausto.

    Rezemos, rezemos para que novos passos sejam dados a favor da restauração da Tradição da Igreja e que esse incidente não venha a atrapalar as negociações da FSSP com Roma.

  3. Corrigindo: Leia-se FSSPX em vez de FSSP. Faltou um “X”.