Hoyos: “A plena comunhão virá”. Fellay: “caso haja separações, elas serão extremamente mínimas”.

Do sempre excelente Rorate-Caeli, excertos de duas entrevistas.

 

A primeira, do Cardeal Castrillón Hoyos:

 

“[Card. Castrillón:] A plena comunhão virá. Em nossas discussões, Dom Fellay reconheceu o Concílio Vaticano Segundo, ele o reconheceu teologicamente. Apenas poucas dificuldades permanecem… [sic]

 

Talvez sobre Nostra Aetate, a declaração que representou uma reviravolta no relacionamento com os Judeus?

 

“[Card. Castrillón:] Não, esse não é o problema. Ele envolve discutir aspectos tais como ecumenismo, liberdade de consciência… [sic]”

 

 

E outra, de Dom Bernard Fellay:

 

De quando data essa mudança em seu relacionamento com Roma?

 

Desde a ascensão do Papa atual. Primeiro evoquei a Santíssima Virgem, mas, no nível humano, não deve haver medo em atribuir a Bento XVI o que acaba de acontecer. É o começo de algo, que já começou com o Motu Proprio [Summorum Pontificum]. Penso que o Papa aprecia o trabalho que fazemos.

 

Nesse desenvolvimento, nesse movimento, alguns sustentam que você partiu muito tarde. Você acredita hoje que outros, especialmente dentro da Fraternidade de São Pio X, podem sustentar que você está partindo muito cedo?

 

Não posso excluir tudo, mas, caso haja separações, elas serão extremamente mínimas.

 

Você acredita que sua situação será primeira resolvida a nível prático?

 

Até agora, nosso itinerário foi esclarecer primeiro os problemas doutrinários – mesmo se isso não signifique resolver tudo, mas obter um esclarecimento suficiente – ou nós arriscamos a fazer as coisas incompletamente. Ou pode terminar mal.

 

4 Comentários to “Hoyos: “A plena comunhão virá”. Fellay: “caso haja separações, elas serão extremamente mínimas”.”

  1. Hoyos e Fellay:
    Acho sinceramente que agora podemos ACREDITAR.
    Estou rezando por mais essa graça de Nossa Senhora.
    Que tenhamos esse milagre no dia 02 de Fevereiro.
    20 anos de problemas, de desentendimentos, de mágoas…
    Mais uma vez obrigado Santo Padre por mais este ato generoso com a Tradição e com os católicos do mundo inteiro.
    Igreja Una é aquilo que queremos!
    Una, Santa, Católica e Apostólica!!!!!!!!!!!!!

  2. Vale ressaltar que a Montfort também aceita o Concílio Vaticano II como um concílio PASTORAL e LEGÍTIMAMENTE convocado por papas LEGÍTIMOS.

    A FSSPX, idem. Nunca houve uma negação do Concílio pelo simples fato deste existir.

    Uma coisa é aceitar a existência DE FATO, a existência legal, a existência baseada na legitimidade. Outra bem diferente é aceitar como católicas muitas de suas conclusões.

  3. Vaticano II é um Concílio da Igreja. Não é por negar em aceitar em si o Vaticano II, mas por suas ambigüidades. Ninguém é obrigado aceitar aquilo que não é claro e, além do mais, sem fim dogmático.

    Penso que ele será revisado, a anular muitas passagens “dogmáticas” ou, futuramente, até ser condenado. Pois, historicamente, aconteceu em alguns concílios da Santa Igreja Católica. Logo, não seria nenhuma novidade.

    Parabéns, Ferreti, as postagens estão muito interessantes.

  4. Que notícia essa!

    A PLENA comunhão virá. Em nossas discussões, Dom Fellay reconheceu o Concílio Vaticano Segundo, ele o reconheceu TEOLOGICAMENTE. Apenas poucas dificuldades permanecem.

    Se ele realmente reconheceu teologicamente, quer dizer a aceitação ALÉM do termo legitítimo.

    Não posso excluir tudo, mas, CASO haja separações, elas serão extremamente mínimas.

    Realmente as coisas estão andando bem rápido por lá.

    Que assim seja.

    Viva o papa!