Cardeal Re teria atacado Cardeal Castrillón pelo levantamento das excomunhões.

cardeal-reO ultra-liberal Prefeito da Congregação para os Bispos, Giovanni Batistta Re, parece estar muito preocupado quanto às circustâncias do levantamento das excomunhões dos quatro bispos de Lefebvre.

O diário italiano ‘Italia Oggi’ relata.

No Vaticano eles estão atualmente se perguntando se alguém teria criado “armadilhas escondidas” no levantamento das excomunhões pelo Papa.

A resposta a essa questão supostamente foi dada àqueles que no último Domingo sentaram num ônibus fretado pelo Vaticano.

Uma vez por ano, dois ônibus transportam prelados do Vaticano da praça São Pedro até a Basílica de São Paulo Fora dos Muros, onde a Festa da Conversão de São Paulo Apóstolo ocorre.

Num dos bancos da frente de um desses ônibus é que a voz do Cardeal Re foi ouvida alta e clara: “Esse Pasticción!

A expressão era uma paródia do nome do presidente da Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei”, Dario Cardeal Castrillón Hoyos, que estava em sua mente.

A palavra Italiana “pasticcione” significa pessoa caótica ou desmazelada.

Conforme o Prefeito da Congregação para os Bispos, as afirmações sobre a câmara de gás (que a mídia anticlerical deu muito boas-vindas) por Dom Richard Williamson, e o subseqüente festival de escândalo foi inteiramente falta do Cardeal Castrillón-Pasticción.

Ele estava com pressa para levantar as excomunhões já que ele não queria perder a oportunidade histórica de terminar o conflito com a Sociedade de São Pio X.

“Eu, também, tive apenas poucas horas para ver o documento” — disse o Cardeal Re no ônibus.

O Cardeal também parece saber a razão das ações do Cardeal Castrillón:

“Todo mundo sabe que Castrillón logo terá 80 anos e se aposentará. Se a matéria não estiver imediatamente concluída, ele não poderia mais declará-la como seu próprio trabalho”.

A ira do Cardeal Re estava aparentemente direcionada também aos autores do decreto — o presidente do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos, Dom Francesco Coccopalmerio – “que tem que se esforçar demais com a língua Italiana”.

Cardeal Re teria preferido aguardar por um mês — “e dar as notícias quando o novo estatuto para os apoiadores de Lefebvre estivesse pronto. Teria sido algo completemente  diferente e nós teriamos dado esse passo em falso”.

O Cardeal era um dos presentes quando foi levantada a questão se alguém sabia sobre a entrevista de Dom Williamson: “Mas como?” — respondeu: “Tudo isso era bem sabido pelo Castrillón-Pasticción. Mas ele provavelmente não disse nada, e certamente subestimou as conseqüências”.

Fonte: kreuz.net

Tradução da versão inglesa em Catholic Church Conservation

6 Responses to “Cardeal Re teria atacado Cardeal Castrillón pelo levantamento das excomunhões.”

  1. estranho isso….muito estranho!

  2. “Castrillón-Pasticción”…

    Tenho notado que as coisas estão ficando feias aos modernistas.

  3. Isso só comprova que muitas vezes erramos nos nossos julgamentos precipitados. Há certo tempo atrás saiu a notícia de um desabafo do Cardeal Castrilln dizendo mais ou menos algo como: “Esses tradicionalistas são insaciáveis, querem Missa Tridentina em tudo quanto é lugar.” ao reclamar do grande volume de cartas que chegavam à Comissão Ecclesia Dei. Muitos de nós fizemos um beicinho ao ouvir essas palavras.

    Agora, pelos últimos acontecimentos, temos que dar a césar o que é de césar e reconhecer o grande valor desse prelado na promoção da causa da Tradição.

    Que Deus abençoe o Cardeal Castrillon.

  4. Até a Radio Vaticano está mostrando sua cara…

    http://cathcon.blogspot.com/

  5. Caro Ferreti,

    Essa tempestade, creio eu, é por questão desse modernistas estão abismados que está fazendo agora o Papa! Pois ele está passando por cima da “colegialidade”

    O exemplo que podemos adotar com coerência a isso é o Cardeal Kasker depois da notícia do decreto: “ninquém me disse nada…”

    Creio que isso é muito sério.

    O que acha?

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