“Subito la piena comunione”.

Caríssimos leitores. No artigo de The Remnant por nós traduzido, Brian Mershon fala sobre a regularização da FSSPX em 2 de fevereiro, amanhã, festa da Purificação de Nossa Senhora. Noutro artigo, há referência de que o Cardeal Re teria preferido aguardar cerca de um mês para levantar as excomunhões, quando o status canônico da Fraternidade seria também resolvido. E agora, via Rorate-Caeli, nos chega a seguinte notícia que traduzimos abaixo.

 

 

Apenas um pequeno atraso: A hora “X” [para a reintegração da SSPX] foi marcada para amanhã.

Israel ameaça ruptura

Mas o Papa [diz]: “Plena comunhão já”

Discussões seguem com os Lefebvristas [sic]: o Concílio é o verdadeiro obstáculo.

 

Cidado do Vaticano

“A data está próxima”. A hora X para reintegrar toda a galaxia Lefebvrista ao seio da Igreja deve ser amanhã, Festa de Purificação de Maria.

A controvérsia sobre as relações com o Judaísmo atrasaram a corrida contra o tempo nos Palácios Sagrados, mas, apesar da “resistência interna e ataques externos”, a estratégia no Vaticano é a de proceder a passos firmes em direção à plena comunhão.

Enquanto críticas pela remoção das excomunhões dos quatro bispos Lefebvristas (dentro os quais o negacionista Richard Williamson) se estendem do Parlamento da Alemanha ao Grande Rabinato da França, no Vaticano se trabalha febrilmente para a “plena regularização da Fraternidade de São Pio X”. Bento XVI quer para o mais rápido possível o retorno à Igreja dos 500 padres ultra-Tradicionalistas suspensos “a divinis” e  seus 60 mil [sic] fiéis espalhados pelos 159 priorados e 725 centros religiosos por todo o mundo.

No “plano anti-cisma”, a festa da Purificação da Maria (2 de fevereiro) foi informalmente indicada como “data chave”, mas o restabelecimento da plena comunhão e a remoção da suspensão “a divinis” poderia requerer um “esclarecimento suplementar” entre a Santa Sé e o forte de Ecône, particularmente sobre a Declaração “Nostra Aetate”, dedicada pelo Concílio ao diálogo com os Judeus, Muçulmanos e outras religiões. O “pleno reconhecimento” do Vaticano II permanece o nó a ser desfeito pelo mediador Papal [Cardeal] Dario Castrillón Hoyos.

Há uma semana, assim que o decreto a seu favor foi publicado, o chefe dos Lefebvristas, [Bispo] Bernard Fellay, confirmou suas “reservas” sobre o Concílio.

Acelerar o tempo da reabilitação e definição do status jurídico da “São Pio X” na Igreja (provavelmente uma Prelazia Pessoal nos moldes do Opus Dei) ajudaria a Santa Sé a desarmar o mix explosivo de “desacordos residuais” com os seguidores de Lefebvre e o sentimento Progressista contrário à reconciliação.

Poucos dias depois do “ato de misericórdia paternal”, Cardeal Castrillon Hoyos assegurou ao Pontífice que ele obteve dos bispos cismáticos o esforço de “seguir os passos necessários em direção à plena comunhão”, reconhecendo não só a autoridade do Papa, mas também do Concílio.

O passo final para entrar em comunhão com a Igreja de Roma poderia ser mais rápido do que possa pensar o clamor mundial em torno do incidente. Há, na secretaria de Estado, uma intenção explícita de não deixar a matéria aberta por muito tempo para evitar comprometer as relações com o Judaísmo, ainda mais delicadas em vista da viagem de Bento XVI á Terra Santa. …

Original: La Stampa

Tradução a partir de versão inglesa em Rorate-Caeli.

23 Responses to ““Subito la piena comunione”.”

  1. Rezar, rezar e rezar…
    Se alegam que há pouco tempo, digo que o Espírito Santo é o Senhor da História e dono do tempo cronológico. Vamos continuar nossas insistentes orações, terços, novenas, ladaínhas, Santas Missas,
    o Santo Padre está no Leme da Barca de Pedro.
    Ele não deixará que a Nau sagrada balance, mesmo com as criticas que se aproximam de todos os lados.
    Santo Padre,estamos com Vossa Santidade!
    Peço como se fosse o próprio Dom Fellay: “Continuemos a rezar o rosario”!
    Nossas orações ao Santo Padre, ao Cardeal Hoyos e a Dom Fellay e toda a SSPX.

  2. Depois de uma longa e tenebrosa tempestade o sol voltará a brilhar na Igreja. A Fraternidade e tudo o que ela representa triunfará. Não será a vitória apenas do que a mídia chama de ultra-conservadores, será a vitóra do Papa, da Tradição e do Magistério. Rezemos pelo Supremo Pontífice Bento XVI.

  3. “Galáxia lefebvrista”, gostei!
    Quero estar nesta galáxia.

  4. Se os quatro bispos da Fraternidade não estão mais excomungados, e os padres e os fiéis que atendem aos sacramentos da FSSPX jamais estiveram, conclue-se que agora estão eles todos na Igreja. Se estão na Igreja, integram a comunhão dos santos, assim como todos os fiéis. A comunhão com a Igreja assim já existe. Ora, então não se justifica a exigência de “plena comunhão”. A não ser que esse termo signifique algo mais. Alguma outra coisa que não a comunhão dos santos. Como a adesão incondicional dos princípios do Concílio Vaticano II. Essa duplicidade de sentidos das palavras – “doublespeaking” – é uma tática diabólica que tem levado tantas almas à ruína.

  5. Caro Roberto

    Quanto a FSSPX e seus fiéis estarem dentro da Igreja, isso é evidente. Falando objetivamente, falta ainda resolver a parte “jurídica” da plena regularização e daí o termo “plena comunhão”. Não podemos negar essa realidade. Podemos falar em termos subjetivos que a FSSPX sempre se “sentiu” em plena comunhão com “Roma”, mas para a Igreja os “sentimentos” não são garantia de status legal.

    Vamos rezar muito para que essa próxima etapa se dê de maneira tão pacífica quanto as anteriores. Creio que essa regularização canônica será um corolário do pontificado de nosso querido Papa. Os rumores dizem que isso ocorre hoje. Deus queira!!!

    Eu acredito firmemente que Nossa Senhora está lá junto de Jesus intercedendo por essa causa. Cabe a nós fazer subir aos céus nossos Rosários.

  6. Bom dia Ferretti!!
    Acho que não tivemos nada ainda, né?
    Güenta, coração…..

  7. Prezada Maria, meu questionamento afirma justamente a regularidade jurídica da situação da FSSPX, seus padres e fiéis. Eles sempre estiveram na Igreja. O que você chama de “plena regularização jurídica” não se sabe o que é. Não se sabe o significado do termo “plena comunhão”. Ora, O duplo falar, típico do CVII, está no novo estilo embutido no Motu Próprio, e agora neste ato do levantamento das excomunhões. A briga está entre a lógica Tomista e a lógica modernista. A lógica moderna é contraria a Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo que no falar devemos ser “sim, sim, não, não”. Vamos rezar, para que essa fumaça e esse nevoeiro logo se dissipem. Agora, que a pressa do Papa esconde um mistério, não há como negar. Qual o motivo dessa pressa?

  8. Caro Roberto,

    Também me chamou a atenção essa “pressa” do Santo Padre em avançar na sua agenda de restauração. A imprensa mundial está caindo em cima do nosso doce Cristo na Terra. Por um lado, vejo a questão da própria idade do Sto Padre (em termos de idade, ele já não é um garoto) e por outro os lobos que o cercam. Estou gostando de vê-los reclamando que “não foram consultados”. Ora, bolas, agora o Sto Padre tem que ficar consultando os seus auxliares antes de tomar uma medida… É o fim da picada!

    Quanto ao Moto Proprio, também percebi uns loopholes. Há algum tempo falou-se num documento que o explicitaria melhor e que estaria para sair. Vamos esperar.

    Mas temos uma boa notícia. Hoje li que o Vaticano acabou de nomear um bispo ultra
    -conservador para Linz, na Áutria, país one o catolicismo tem sofrido tantos ataques nos últimos anos. Ainda não li a matéria toda e também não sei se ele ultraconservador em si ou ultraconservador em relação aos ultraliberais que lá estão, mas se a mídia está criticando, parece bom sinal.

  9. E por falar em criticar, a Montfort publicou um artigo comentando e reproduzindo o posicionamento do tal site Golias Hebdo. Fiquei tão estarrecida ao lê-lo, que fui procurar o site no google, e encontrei o site francês. Está lá, com a cara de D. Williamson estampada (pobre Bispo, virou inimigo número 1 do mundo), ao lado de fotos das torres gêmeas incendiadas (!)

    Mas que diabos é esse Golias? Como não entendo francês, não pude descobrir de onde vem a “autoridade”, ou quem é o “cérebro conciliar” por trás de tão terríveis proposições. Fica a pergunta.

  10. Está no tal Golias:

    “O PAPA PODERIA TRES EM BREVE CONCEDER O ESTATUTO PRELATURE PESSOAL AOS LEFEBVRISTES DA FRATERNIDADE SAINT PIE” (créditos da tradução ao tradutor online,ehheeh)

    Será que este três perdido na frase é o dia de amanhã?
    Ai, minha paciência….

    http://www.golias.fr/

  11. “Mas que diabos é esse Golias?”

    Cara Natália,

    todo golias sempre tem um davi para atrapalhar…

    Não se preocupe com isso (risos).

  12. Interessante este desejo de que seja logo regularizada a situação canônica da FSSPX. O problema que vejo é que a Fraternidade precisa antes mostrar unidade com Roma. Tem que dar pleno assentimento ao Concílio Vaticano II, intepretado, é claro, de acordo com toda a tradição da Igreja. Havendo discordâncias acerca de algum ponto, prometer manter um silêncio obsequioso, tratando da questão diretamente com a Santa Sé e pela midia. Isto parece impossivel a curto prazo, serão talvez necessários mêses de conversação. Até agora o pessoal da Fraternidade parece irredutível. Pode-se imaginar hoje os quatro bispos da FSSPX concelebrando a missa de Paulo VI com o Papa em sua capela privada? Ora, se eles reconhecem a validade da missa de Paulo VI, que ela não é herética (embora preferindo celebrar no rito tridentino), não tem porque não celebrarem excepcionalmente esta missa com o Sucessor de Pedro… Humanamente falando, não podemos, porém, hoje, imaginar isso,não é mesmo? Tem que se levar em conta também que Roma pode dar um estatuto canônico à Fraternidade e depois os bispos diocesanos não quererem casas da FSSPX em suas dioceses. Tem que haver um degelo no relacionamento da Fraternidade com os Bispos, o que deve levar talvez anos…Agora, se não há uma regularização logo, será que não vai ficar a situação muito ruim se são ordenados novos padres da Fraternidade? Enfim, vejo que a coisa mais importante agora é a oração insistente para que o Espírito Santo mova os corações de todos. – Uma última questão: viram os rumores de que depois da Páscoa vão ser plenamente admitidos na Igreja Católica a “Traditional Anglican Communion”, grupo de anglicanos (cerca de 400 mil fiéis, 33 bispados em 44 países)que se separou da Comunhão Anglicana, não aceitando as decisões em favor de ordenação de mulheres e de pessoas homosexuais? Seria a primeira vez que anglicanos serão acolhidos na Igreja em bloco. Seriam constituídos em Prelazia pessoal, como se pensa que é a proposta também para a FSSPX, situação que até agora tem apenas o Opus Dei. Vão poder permanecer com sua liturgia (muito próxima da liturgia tridentina), os ministros serão ordenados novamente sob-condição (só os bispos que não serão novamente sagrados, tendo que deixar o ministério episcopal, pois a Igreja Católica, como a Ortodoxa, não aceitando bispos casados). Será que a FSSPX está pronta a conviver com este grupo católico-anglicano?

  13. Talvez o Cardeal Kasper não se agrade (…) todavia o Santo Padre deve também restabelecer em breve os anglo-católicos.

  14. Prezado Dom José,

    Segue abaixo alguns comentários que faço de maneira respeitosa:

    “Havendo discordâncias acerca de algum ponto, prometer manter um silêncio obsequioso, tratando da questão diretamente com a Santa Sé e pela midia.”

    Ué, depois que a farofa foi para o ventilador durante todos esses anos porque tratar das divergências em silêncio? A FSSPX sempre falou clara e publicamente quais eram essas divergências. Por que elas teriam que ser discutidas por debaixo dos panos depois que todo mundo já sabe quais são?

    “Pode-se imaginar hoje os quatro bispos da FSSPX concelebrando a missa de Paulo VI com o Papa em sua capela privada?”

    E porque haveriam de fazê-lo depois de tudo que o foi demonstrado, só para mostrar unidade? Não poderiam admitir sua validade da MIssa Nova e continuar celebrando a Missa Tridentina com exclusividade como o Instituto Bom Pastor, os irmãos de Papa Stromsey e etc.?

    A pergunta que não cala em vista dessa afirmação é a seguinte: Uma vez que o Santo Padre TAMBÉM reconhece que a Missa Tridentina nunca fora abrogada “pode-se imaginá-lo celebrando a Missa de São Pio V? Na verdade, é isso que venho imaginando. Penso que muitos de nós já vem imaginando isso. Que espumem mais ainda os modernistas! Se é para imaginar, vamos usar a nossa imaginação para imaginar nosso Papa celebrando a Missa de Sempre! Que lindo!!! Nosso querido doce Cristo na Terra lindamente celebrando a Missa de São Pio V como o fizera tantas vezes na sua juventude, desta vez na Basílica de São Pedro, repleta…

    Quanto a essa avalanche de conversões dos anglicanos tradicionais, mesmo sabendo da postura “ecumenicamente correta” do Cardeal Kasper e sua tentativa de embarreirar a eficácia das conversões, me pergunto se eles estão se convertendo por ficarem horrorizados com os escândalos de sodomia e ordenação de mulheres no seio do Anglicanismo ou se realmente passaram a acreditar nos dogmas da Igreja Católica. Segundo a mídia isso não está muito claro. E talvez nesse ponto o Cardeal Kasper tenha lá alguma razão.

    Grupo católico-anglicano? Como se pode ser católico e anglicano ao mesmo tempo? Depois de se converterem eles ainda seriam anglicanos de alguma forma?

    Quanto a aceitaçao do Vaticano II, vamos aos frutos. Creio que não se pode negá-lo, mas como disse o Monsenhor Barreiro há pontos obscuros e ambíguos que precisam ser esclarecidos. Os dados abaixo talvez digam alguma coisa.

    Número de admissões nas ordens religiosas nos Estados Unidos da América

    Ordens religiosas 1965 2000 % de redução
    Jesuítas 3.559 389 89%
    Franciscanos 2.251 60 97%
    Beneditinos 1.541 109 93%
    Redentoristas 1.128 24 98%
    Dominicanos 343 38 89%
    Agostinianos 483 14 97%
    capuchinhos 440 39 91%
    carmelitas 545 46 92%
    Padres Esp. Santo 159 9 94%
    Passionistas 574 5 99%
    Lazaristas 700 18 97%

    Fonte: kreuz.net

  15. Sobre a passagem em bloco de um grupo anglicano de orientação católica (p.ex., tem grande amor a Maria Santíssima)só sei os rumores que circulam na imprensa européia e em sites católicos. Não é nada confirmado. Mas onde há fumaça há fogo…O caso não está afeto ao cardeal Kasper (ecumenismo) mas a Congregação da Doutrina da Fé.Os bispos anglicanos passando ao catolicismo teriam um bonito gesto de humildade, renunciado ao episcopado que exerciam.
    Quanto ao Papa celebrar uma missa em rito tridentino, não vejo nada demais, é só uma questão de tempo. Recordo que o cardeal Ratzinger celebrou em rito tridentino no Mosteiro do Barroux pelo menos. Agora se um bispo ou padre tradicionalista reconhece a validade, a ortodoxia da missa de Paulo VI, porque ele não pode celebrar uma vez ou outra nesse rito? Nós, latinos, não concelebramos uma vez ou outra, em rito maronita, melquita,etc? É a riqueza dos ritos da Igreja. Agora se um padre ou bispo tradicionalista não reconhece a ortodoxia da missa de Paulo VI, ele estará dizendo, em outros termos, que os Papas e 99%
    do episcopado cairam na heresia. Onde fica a infalibilidade do Papa? Preferir a missa tridentina é uma coisa, dizer que a missa de Paulo VI tem erros, é perigosa e até inválida é uma afirmação grave. Quem pensa assim não pode estar em perfeita comunhão com Roma. – Enfim,manter um silêncio obsequioso, tratar diretamente com a Santa Sé eventuais dificuldades em relação ao Vaticano II, é um gesto de humildade, de reconhecimento de que um católico deve em si aceitar todo o magistério do Papa. Se meu pai comete uma falta, eu não saio por aí criticando-o, não o denuncio pelos jornais, mas vou dialogar com ele, com respeito. Isto é sinal de amor. Quanto mais com o Papa, o doce Cristo na terra…

    • Reverendíssimo Dom José, Laudetur Iesus Christus!

      Exponho ao senhor, com todo respeito, duas perguntas:
      – A celebração exclusiva da Missa Latino-Gregoriana, isto é, conforme o missal de 1962, não comporta em si mesma, no plano litúrgico, a demonstração de plena comunhão com a Igreja Católica? Seria necessário algo mais? Noutros termos: a missal tradicional não expressa plenamente a Verdade Católica, de modo a ser necessário um complemento que se daria na celebração da Missa segundo o Novus Ordo?

      – O desejo da concelebração é muito freqüente no discurso de diversos bispos. Pergunto: haveria reciprocidade? Todos os Padres do rito latino passariam a celebrar, mesmo que uma vez ao ano, o rito extraordinário? Por exemplo, o monge beneditino — estaria ele suspenso ou excomungado!? — Marcelo Barros rezaria tranquilamente?

  16. É claro que a forma extraordinária da missa expressa plenamente a Verdade Católica, não havendo, em si, necessidade de nenhum complemento. Mas porque ter medo da forma ordinária da missa? Se um tradicionalista,reconhece, em si, a validade da missa de Paulo VI, não tem que ter medo de celebrar ou concelebrar uma vez ou outra tal missa. Do contrário, se fica com a impressão que ele, na verdade, não está reconhecendo a validade do atual rito da missa.Não seria belo e uma mostra muito concreta da efetiva unidade (reintegralçao) dos bispos da FSSPX, eles UMA VEZ concelebrarem com Bento XVI? Se o novo clero estudar latim e se afervorar no amor à liturgia creio que muitos padres jovens vão começar a rezar por vezes a missa tridentina.Não vejo nada demais se for obrigatório, então, nos seminários, uma celebração periódica da missa tridentina. Aliás, será totalmente impensável se imaginar que um dia a missa tridentina possa também ser celebrada em vernáculo, conservando talvez o latim no máximo no Canon Romano? Isso a tornaria mais viável. É um sério problema cultural a falta de conhecimento do latim no dia de hoje (não só dos padres, aliás).Mas a curto prazo é imaginável que volte o latim ao ensino médio? Por falar em missa tridentina, que beleza a sua celebração num mosteiro beneditino como o Barroux ou Fontgombault ou Randol- os monges participando ativamente, p.ex., pelo canto gregoriano e respondendo em voz alta os diálogos com o celebrante; outra coisa é a celebração da mesma missa tridentina em outras igrejas por aí – o povo sem nenhuma participação, sem nenhum gesto corporal, ajoelhado quase todo o tempo, rezando o terço enquanto o padre celebra a missa. Os padres tradicionalistas, enfim,deviam interessar-se em retomar o velho movimento litúrgico, que simplesmente queria fazer a missa mais conhecida e amada de todo o povo. O povo deveria participar consciente, ativa e piedosamente da celebração. Tiraria daí muitos frutos espirituais.

  17. É um texto radical demais. Não querer concelebrar é um direito que os sacerdotes tem, mas isso mais por razões espirituais. Vendo algo de errado no rito da concelebração, isto significa que a Igreja (o Papa Paulo VI que promulgou o rito e os outros Papas até o atual) cometeram um erro em matéria fundamental, de teologia sacramental. Se estou em comunhão com a Igreja, não posso admitir uma coisa dessas. Em outros termos, Papa herético, Roma herética, pois aprovaram um Novus Ordus Missae com carências e ambiguidades. Escrever mais demandaria muito tempo, um longo artigo. Seria interessante se o senhor um dia pudesse participar de uma missa na Abadia de Solesmes: toda cantada, inclusive a Oração Eucarística, solene, com incenso, tudo em latim (exceto, creio, as leituras), enorme sacralidade e beleza. Conduz as almas a Deus. Missa concelebrada conforme o rito de Paulo VI.A missa do Barroux é belíssima, mas a de Solesmes também. E que dizer das atuais Missas papais? Não devemos escolher um dos ritos, mas os dois tem muitas riquezas.

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