Frutos da Nova Primavera nas ordens religiosas.

Número de admissões nas ordens religiosas nos Estados Unidos da América.

Fonte: Kreuz.net – Tradução: T.M. Freixinho

Ordens religiosas 1965 2000 Porcentagem de redução
Jesuítas

3.559

389

89%

Franciscanos

2.251

60

97%

Beneditinos

1.541

109

93%

Redentoristas

1.128

24

98%

Dominicanos

343

38

89%

Agostinianos

483

14

97%

Capuchinhos

440

39

91%

Carmelitas

545

46

92%

Padres do Espírito Santo

159

9

94%

Passionistas

574

5

99%

Lazaristas

700

18

97%

12 Comentários to “Frutos da Nova Primavera nas ordens religiosas.”

  1. Tá. Quantos destes 3559 jesuítas, por exemplo, entraram na Companhia por causa da hermenêutica da ruptura apresentada por alguns padres conciliares e fizeram estrago? Quantos destes viraram hereges? É melhor ter 389 vocações mais autênticas do que um bando de TLs e modernistas pervertidos…

    Seria justo se fossem mostradas estatísticas de algumas décadas antes do concílio.

  2. Caro Rafael, seu comentário seria justo se as 389 vocações fossem autênticas…

  3. O relatório é interessante.
    Mostra o decréscimo alarmoso das vocações.
    Mas não podemos dizer, nem o relatório diz, que foram ocasionadas pelo “espírito do Concílio”.
    Pode ter havido uma corresponsabilidade da Igreja Pos Concilar nisso e disso não se pode negar, mas levemos em conta que o mundo mudou e que a secularização teve seu preço.
    Não estou defendendo o secularismo (ao contrario), mas as pessoas não querem mais ser padres e freiras no seculo XXI. O que terá acontecido?
    O relatorio nos oferece pistas, não conclusões precipitadas.

  4. Para acrescentar. Os números anteriores ao Concílio: http://www.seattlecatholic.com/article_20031208.html

    Priests: In 1920 there were 21,019 total priests in the United States. In 1930 there were 26,925, in 1940 there were 33,912, in 1945 there were 38,451, in 1950 there were 42,970, in 1955 there were 46,970, in 1960 there were 53,796. This is not the mark of a declining Church, but of a vigorous Church — in 1960 it had a record number of men who were its frontline soldiers, whose ranks had grown 15 percent in the five years between 1955 and 1960.

    Brothers: The number of religious brothers was also on the increase in the decades before the Council. In 1945 there were 6,594, in 1950 there were 7,377, in 1955 there were 8,752, in 1960 there were 10,473.

  5. Lá no catholic-hierarchy.org pode-se ver o número global de Sacerdotes e Irmãos Professos por congregação.

  6. Sobre o que o Rafael esá falando indico o sítio http://www.townhall.com/columnists/patbuchanan/pb20021211.shtml [Index of Leading Catholic Indicators
    By Kenneth C. Jones (A review by Pat Buchanan)]
    Ele dá dados mais completos sobre seminaristas, freiras e etc. e demonstra justamente que a curva estava em ascendência.

    Seria interessante divulgar esses números com relação ao Brasil, preferencialmente, 1925, 1965, 2000. Temos aquela agência que presta serviços para a CNBB mas não sei se eles publicam esses dados publicamente ou só nos anuários.

  7. Digo, em ascendência até 1965, quando então começou a decrescer.

  8. Em minha humilde opinião,a queda das vocações,foi causada pela mudança de mentalidade por q passou o mundo ,a partir da década de 60.Houve uma mudança de mentalidade que influenciou a todos,principalmente os jovens.Vide os acontecimentos de 1968 e etc…A juventude mudou radicalmente em seus valores e modo de vida.Uma descristianização da sociedade…

  9. Esse DESASTRE ocorreu ao meu ver porque a Igreja que antes influenciava o mundo comecou a ser influenciada por ele, gracas ao “aggiornamento” proposto pelo CVII.

    Nunca na historia da Igreja houve coisa igual e os numeros provam isso incontestavelmente.

  10. Gostaria de saber dos numeros de 2000 a 2007 ou 2008.Queria saber se houve alguma melhora nos ultimos anos.

    Já tinha visto outras estatística mostrando quedas no período de 1965 a 2000.

  11. A secularização foi có-responsável, mas o principal agravante sem dúvida foi a mudança de mentalidade causada pelo liberalismo do Concílio.
    O liberalismo é um sistema que destroi qualquer coisa.
    Hoje em dia temos o Luteranismo e o Anglicanismo encharcados de Liberalismo, e antes mesmo da Igreja Católica. Por isso essas seitas estão em queda livre, se extinguindo aos poucos. Ninguém ouve falar em conversão ao Luteranismo/Anglicanismo. Estas seitas viraram expulsadoras de população. Tal qual a Igreja Conciliar.

    Secularismo? Não, mesmo. O secularismo, as revoluções de 68, etc certamente atrairam pessoas. Mas atrairam 1)Os ignorantes, 2)Os rebeldes. O povo em geral é conservador, os governos sempre dão um passo à frente a favor da destruição, e só depois as pessoas vão se adaptando…

    Eu já li estes dados, desde a década de 20 até 2000, até 1965. Era um seta crescente, sempre para o alto. Uma tendência desse tipo não se inverte tão rapidamente, em tão pouco tempo. A curva era de crescimento.
    Só que ela inverteu-se fortemente de uma hora para outra.
    Qualquer dono de empresa que visse essa mudança de curso em seus gráficos diria: “Alguma coisa se pôs no caminho do crescimento”, ou concluiria: “Sabotagem”.
    E o que vemos na realidade é justamente isso. Uma grande sabotagem.
    As vocações arrefeceram porque inocularam liberalismo na população, e a Igreja, tradicionalmente vista como o principal meio de frear ou inverter essa tendência, ATRAVÉS DOS SEU CLERO, traiu sua vocação natural, ou melhor, não pôde levar sua luz aos povos, porque seus membros a trairam.
    Resultado: hoje as pessoas tem o errado como certo e o certo como errado. Hoje o humanismo virou norma, e tudo o que for demasiado católico é visto como uma mentalidade de idiotas fanáticos.
    Hoje as pessoas não pensam mais como católicas. Se recusam a ter filhos, ignoram o Matrimônio, desprezam o sacerdócio e a vida religiosa, desconhecem a doutrina católica, e vêem nessa vida onde tudo se faz para se dar bem e “curtir” uma solução bem mais cômoda do que certos “anacronismos” do tipo penitência, jejuns, exercício da caridade…
    Quando os católicos se voltaram à Igreja, na década de 60 e 70, para ouvir sua resposta diante do comunismo, das revoluções estudantis, sexuais, do rock, do LSD, etc… O que encontraram? Padres secularizados, modernistas, guerrilheiros… Liturgias mundanizadas, notícias de centenas de milhares de sacerdotes e religiosos debandando da Igreja, criatividade, criatividade, criatividade…
    O Liberalismo entrou.
    E permaneceu por toda a década de 80, e quase toda a década de 90. As pessoas se acostumaram a ver a religião católica como uma opção. Negar a Eucaristia em muitos lugares tornou-se trivial, e medidas como o Encontro de Assis, com certeza fizeram com que muitos católicos aplaudissem, porque esses já não pensavam como católicos, já não entendiam mais de catolicismo, eram liberais que pensavam serem católicos.
    Tanto que, das profanações em Fátima, nunca houve uma onda de protestos considerada violenta, ao menos a ponto de mover o episcopado português. Houve um ou outro resmungo, houveram “aqueles cismáticos” da FSSPX…
    Ainda que Bento XVI apertasse o cinto e começasse a governar como um autocrata, ainda que tomasse medidas draconianas contra o liberalismo, e ainda que arrumasse a religião aos golpes de Motu Próprios e Bulas, certamente faria o máximo, humanamente falando, e beneficiaria muita gente. Mas o estrago é tão generalizado, que não vejo uma situação saudavel no futuro.
    Porque Sua Santidade está fazendo medidas urgentes e importantes. Liberou a Missa, corrigiu a injustiça contra a FSSPX e promete mais…
    Só que a conversão é sempre um processo lento, o hábito de viver e cultivar virtudes é ainda mais lento… E fazer uma sociedade inteira mudar de cosmovisão? Isso leva séculos! A Europa precisou de mais de mil anos para ser uma sociedade de teoria e prática cristãs (e mesmo assim não existe perfeição nesse mundo), um milênio para chegar a um estado aproximadamente satisfatório…
    Mas mudar os valores, fazer com que as pessoas se acostumem à virtude? Isso não é para agora… Mesmo os católicos que se converteram há algum tempo, e lutam hoje contra esse estado de coisas… Porque hoje em dia, diante da calamidade em que vivemos, a virtude é buscada para a salvação da alma, mas também é uma reação contra esse estado de coisas.
    Mas quando será que a virtude será vista como uma norma na sociedade? Não mais como um protesto, mas como algo corriqueiro?
    Felizmente o Santo Padre está com pressa. Tudo o que ele fizer nunca será suficiente, mas deixará aberto o caminho para que os pósteros possam seguir.