A mesma notícia, o mesmo bispo, a mesma imprensa.

Primeiro, vamos aos fatos. Dom Williamson, a Der Spiegel [via Rorate-Caeli], disse:

Se eu descobrir que estive em erro, então eu o farei [referindo-se à retratação]. […] Peço que todos creiam que eu não disse algo falso deliberadamente. Estava, com base nas minhas pesquisas nos anos 80, convencido da exatidão dos meus comentários. […] Agora devo examinar tudo novamente e olhar as evidências”.

O intento da mídia em execrar a Fraternidade e o Papa são mais que visíveis. Numa escala de tendencionismo, notemos os títulos das matérias veiculadas sobre o mesmo assunto pelas agências de notícias:

* Associated Press: Negador do Holocausto examinará evidência. (O título manifesta uma eventual atitude positiva do Bispo em rever seus posicionamentos)

* * Reuteurs: Bispo Negador do Holocausto examinará “evidência” (Aqui a evidência já aparece entre aspas)

* * * Agence France-Presse: Bispo negacionista Williamson recusa se desculpar segundo a revista Spiegel (Aqui Dom Williamson já é retratado como um sem vergonha anti-semita que não quer abjurar seus erros)

3 Comentários to “A mesma notícia, o mesmo bispo, a mesma imprensa.”

  1. Tudo isso nos leva a várias conclusões.

    Em primeiro lugar, essa afirmação de Dom Williamson em rever a exatidão de seus comentários e corrigilos após a constatação de erro demonstra a verdadeira humidade.

    A bem da verdade, em sua carta anterior ao Papa e ao Cardeal Castrillon (quem sabe, mais por pressão de seus confrades do que por convicção), seu pedido de desculpas fundava-se apenas no impacto negativo que suas afirmações haviam acarretado aos dois, e não a uma genuína constatação do erro cometido (sem querer aí entrar no mérito de possíveis divergências no número total de judeus mortos, mas sim na sua redução absurda e na sua plena consciência de que aquelas afirmações poderiam causar comoção e até cadeia caso a entrevista viesse a público na Alemanha, país onde se deu a entrevista).

    Agora o temos verdadeiramente humilde, visto que está disposto a reexaminar o tema e reformular sua concepção sobre o mesmo.

    A segunda reflexão é que os judeus conseguiram uma proeza que nem a Igreja em todos esses séculos conseguiu. Eles criaram o superdogma de um tema secular, ou seja, “o Holocausto” – uma verdade de fé vinculante universalmente e passível de “excomunhão” e “execração” a quem quer que o negue. Vale lembrar também que há pouco tempo um pastor luterano foi preso na Alemanha somente porque comparou o aborto ao holocausto de nossos dias. Para os alemães o aborto é apenas uma questão jurídica. Bebês no ventre materno mortos aos milhares por ano não são considerados seres humanos passíveis de direitos.

    E, finalmente, a constatação de que temos que tomar um comprimido de plasil antes de ler essas notícias tão repugnantes. A maneira como eles se referem ao Santo Padre, aos membros da FSSPX e aos tradicionalistas em geral é simplesmente abjeta.

    Que Deus nos ajude!

  2. Quero ver o desfeche dessa historia. Tendo Dom Williamson dado um chute da caixa de marimbondo, agora temos que esperar pelo melhor. Creio que os judeus querem a crucificação de Dom Williamson. A mesma que a 2000 anos deram a Nosso Senhor.

    Ou sera que em poucas semanas, isto vai ser história passada. Veremos!


    cum Iesus per Maria,
    Rodrigo Sales.

  3. Para refletir sobre o caso Dom Willianson

    Jesus disse também a seus discípulos: Havia um homem rico que tinha um administrador. Este lhe foi denunciado de ter dissipado os seus bens.Ele chamou o administrador e lhe disse: Que é que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, pois já não poderás administrar meus bens. O administrador refletiu então consigo: Que farei, visto que meu patrão me tira o emprego? Lavrar a terra? Não o posso. Mendigar? Tenho vergonha. Já sei o que fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando eu for despedido do emprego. Chamou, pois, separadamente a cada um dos devedores de seu patrão e perguntou ao primeiro: Quanto deves a meu patrão? Ele respondeu: Cem medidas de azeite. Disse-lhe: Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve: cinqüenta. Depois perguntou ao outro: Tu, quanto deves? Respondeu: Cem medidas de trigo. Disse-lhe o administrador: Toma os teus papéis e escreve: oitenta. E o proprietário admirou a astúcia do administrador, porque os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz no trato com seus semelhantes. Lucas 16, 1-8