Fratres in Unum entrevista Padre Joel Danjou, da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Fratres in Unum: Reverendíssimo Padre Joel Danjou, primeiramente, muito obrigado por atender nossa solicitação. Conte-nos, por favor, como foi a reação geral dos Padres da Fraternidade no Brasil e dos fiéis de São Paulo, pelos quais o senhor é responsável, com a notícia do levantamento do decreto das excomunhões.

Padre Joel DanjouPe. Joel Danjou: Uma satisfação profunda, um sentimento de justiça e muita tranqüilidade. Pessoalmente pensei imediatamente em Nossa Senhora, nos milhares de terços rezados no mundo inteiro por almas de boa vontade, fiéis ou não da FSSPX. Pensei em Dom Marcel Lefebvre, Dom Antônio de Castro Mayer. Pensei nos fiéis que atendemos em Campos, em Varre-Sai. A justiça que derivava deste decreto. Na Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que falemos dos fiéis ou do clero, ninguém tinha a mínima dúvida sobre a injustiça do decreto de 1988. Mas além de converter as almas ao catolicismo tínhamos que explicar sempre que a Tradição não pode ser excomungada! Então, que o Papa decrete hoje publicamente e mundialmente que tal decreto de 1988 perde absolutamente seus efeitos jurídicos é uma primeira justiça que nos alegrou muito.

Fratres in Unum: As pré-condições desejadas pela Fraternidade para o início das discussões doutrinais foram alcançadas. Humanamente falando, Roma não dá sinais contundentes de que adota ou poderá adotar as posições doutrinárias da Fraternidade. O que esperar das conversações que se iniciarão?

Pe. Joel Danjou: O senhor usa a palavra adequada, ‘o que esperar’. Respondo-lhe usando essa palavra no seu sentido teológico. Nós esperamos com a virtude sobrenatural de esperança. Sabemos que é a Igreja, e não só homens da Igreja, que escreveu ‘Quod aliquantulum’ (Pio VI), ‘Mirari vos’ (Gregório XVI), ‘Libertas praestantíssimum’ (Leão XIII), Satis cognitum (Leão XIII), E supremi apostolatus (S. Pio X), Pascendi (S. Pio X), Mortalium animos (Pio XI), Divini illius magistri (Pio XI), Mystici corporis (Pio XII) ou Humani generis (Pio XII). As posições da Fraternidade Sacerdotal São Pio X não são outras que o que um católico pode encontrar no ensino constante da Igreja católica até Vaticano II. Nos, esperamos que a Roma atual se lembre definitivamente do que escreveu a Roma católica desde a morte em Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fratres in Unum: O Papa parece ter pressa, talvez temendo não conseguir resolver esta questão que, segundo pessoas próximas dele, o aflige. Para uma regularização canônica, qual seria a condição mínima pretendida pela Fraternidade: uma revisão das posições tomadas pela Igreja nos últimos 40 anos ou bastaria a simples liberdade para se fazer a “experiência da Tradição”?

Pe. Joel Danjou: O bom samaritano não tinha jurisdição canônica ordinária. Mas quando passam o levita e o sacerdote perto de um moribundo sem querer fazer uso dos poderes de suas missões, a necessidade das almas abandonadas aumenta muito e elas procuram ‘samaritanos’. Quando hoje uma alma batizada chama o sacerdote da FSSPX, lembra simplesmente o que a Igreja prometeu explicitamente dar a todos os batizados, a Fé e os meios de salvação. Quando não estão dados nas paróquias, nós sabemos que isso se chama estado de necessidade e que o sacerdote ‘samaritano’ chamado pelas ovelhas tem uma jurisdição extraordinária, de suplência. Neste contexto não hesitamos a atuar. Logo, a condição para que a FSSPX entre num quadro canônico ordinário é que a fé católica volte a seu lugar ordinário na vida atual da Igreja. Se pregar a fé integralmente é extraordinário e impossível na Igreja de hoje, é melhor conservar o quadro extraordinário e ajudar as almas que nos chamam a se salvar com todos os meios multisseculares da Igreja, a doutrina, a oração, os sacramentos.

Fratres in Unum: A última nota publicada pela Secretaria de Estado da Santa Sé fala de maneira ambígua de pleno reconhecimento do Concílio e do Magistério dos Papas pós-conciliares. Muitas vezes se fala de maneira superficial e imprecisa em aceitar ou rejeitar o Vaticano II. Afinal, o que a Fraternidade está disposta a fazer e o que lhe é inaceitável quanto ao Concílio?

Pe. Joel Danjou: Pela primeira vez na história da Igreja houve um grande Concílio universal ecumênico que, pela voz dos Papas que o reuniram, teve a característica de ser pastoral antes de ser doutrinal. Ou seja, o objetivo não era definir uma doutrina como a mediação universal de Nossa Senhora, ou condenar erros terríveis do tempo como o comunismo, senão ensinar a doutrina de sempre aos homens de hoje. Mas a adaptação deixou o lugar a ambigüidades e a abdicações doutrinais. Para quem quiser entender bem o que aconteceu no Concílio, aconselho muito a leitura do livro “O Reno se lança no Tibre” de Ralph Wiltgen. O que devia ser uma adaptação pastoral tornou-se adaptação doutrinal. Ora, a doutrina não muda. O modo de comunicá-la muda quando falo a crianças ou a adultos, mas a doutrina de Jesus Cristo nunca pode mudar. Os sacerdotes e os fiéis que foram exclusivamente formados no espírito deste Concílio e que descobrem hoje a existência, e digo bem, que descobrem a existência, de uma outra missa que tem 2000 anos de história, e descobrem as encíclicas escritas antes do Concílio Vaticano II, eles reconhecem logo que a doutrina é diferente. Doutrinas diferentes, sobre a Igreja, sua missão de salvar as almas, sua constituição e organização, seu apostolado organizado, doutrina diferente sobre o reinado social de Cristo, sobre o Vigário de Cristo, sobre a Santa Missa, sobre a liberdade das consciências bem distinta da atual liberdade de consciência. Vaticano II deu luz a novos sacramentos, nova missa que na realidade são novas missas, novo direito canônico, novo catecismo. Quando a doutrina muda, é inaceitável. Os erros devem ser suprimidos e corrigidos. O ensino deve se conformar ao magistério universal da Igreja. O magistério autêntico de hoje deve se conformar ao que foi sempre ensinado na Igreja. E isso não é exigência da FSSPX senão exigência de Jesus Cristo, Cabeça da Igreja.

Fratres in Unum:  O episcopado Brasileiro sequer se manifestou sobre o levantamento das excomunhões; o único bispo dedicado à missa tradicional no mundo todo se manifestou de maneira não oficial numa entrevista de jornal… O que dizer dessas reações?

Pe. Joel Danjou: Não me surpreende. O ano passado numa sexta feira, Dom Odilo tentou, sem sucesso graças a Deus, me impedir celebrar um casamento marcado e perfeitamente preparado para o dia seguinte numa igreja de São Paulo. Ele me deu suas razões. Segundo ele, não reconheceria o Papa, o Bispo e Vaticano II. Eu respondia que não podia dizer que não reconhecemos o Papa e o senhor Bispo, e que sim, criticamos Vaticano II porque é criticável. Mas o senhor Cardeal repetiu três vezes a mesma afirmação falsa sem corrigir nada. Ou seja, muitos, por ignorância ou má vontade não sabem nada da FSSPX, só sabem que é atualmente impune quem a insulta, conseqüentemente, muitos não tem como entender o decreto do Papa e alegrar-se dele.

Quanto a Dom Rifan, faz tempo que não está mais dedicado a missa tradicional. Vários padres da Administração apostólica S. João Maria Vianney celebram a missa nova habitualmente. Vi em junho passado na Catedral de Campos o padre Hélio Rosa celebrando a missa nova, assistido por três mulheres! Li o dossiê da mesma Administração que declara explicitamente nulos todos os casamentos feitos pelos padres e bispos tradicionais de Campos entre 1982 e 2002. Vi padres e fiéis da Administração vivendo humilhados, considerados como “excomungados”, sofrendo uma real pressão psicológica exercida pelo Bispo Administrador. Vi fiéis ameaçados de não poder receber a extrema unção caso não se afastem da FSSPX. Em carta pública aos fiéis de Campos de 22 de maio de 2008, Dom Rifan considera cismáticos quem “pedir que seus nomes sejam retirados da Administração Apostólica” (páginas 4 e 5). Tal declaração de Dom Rifan é materialmente cismática enquanto nega ou esquece a existência da diocese de Campos! Quem sai de sua Administração não entra em nenhuma cisma senão na jurisdição da diocese de Campos! Vi padres da Administração Apostólica escandalizados pelas declarações de Dom Rifan sobre Dom Antônio de Castro Mayer dando a pensar que aceitava a nova missa quando só a tolerava. Li o comunicado de Dom Rifan aconselhando para as eleições escolher candidatos a favor do pluralismo religioso. Então, se não defende mais a doutrina tradicional, é muito difícil que se alegre de uma notícia que faça justiça a quem defende toda a doutrina tradicional.

Fratres in Unum:  Alguns expressaram seu descontentamento com o levantamento das excomunhões, já que a Fraternidade sempre defendeu que elas eram nulas e vazias de qualquer validade jurídica. O que dizer a respeito?

Pe. Joel Danjou: Desde logo podemos dizer que queríamos mais e que pedimos mais a Nossa Senhora. Sabemos que a plena justiça reclama que algum dia um Papa diga que Dom Marcel Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer fizeram um grande bem para a Igreja consagrando bispos em 1988. O decreto não diz isso explicitamente e não parece dizê-lo implicitamente, não estamos cegos! Mas o que diz explicitamente nos alegra muito por dois motivos claros. O decreto é uma decisão e afirmação unilateral do Papa. Sem exigências ou condições. Um compromisso pessoal do Papa diante do mundo. E o Papa retira o que outro decreto afirmava injustamente até agora. Que o Papa faça ou não essa consideração, o novo decreto corrige uma injustiça pública. E é bom corrigir uma injustiça pública! Quatro bispos injustamente declarados excomungados por um decreto de Roma não o estarão mais graças a um novo decreto de Roma. Se durante 20 anos um empregado está injustamente acusado de ter roubado dinheiro na sua empresa, ele fica já muito feliz quando o diretor afirma diante de todos que retira essa acusação e que o processo inicial perde todos seus efeitos jurídicos. Ademais, no decreto de janeiro de 2009, além de citar os quatro bispos vivos da Fraternidade, o texto acrescenta que o decreto de 1988 perde seus efeitos jurídicos. Ora, quando Roma decreta, não repete inutilmente duas vezes a mesma coisa. Existem duas coisas concretas. Roma não considera mais como excomungados os bispos da Fraternidade, e considera ‘anulados’ todos os efeitos jurídicos do decreto de 1988. Nesta segunda afirmação temos um perfeito espaço jurídico implícito para uma futura, explícita, plena e justa reabilitação de Dom Marcel Lefebvre e de Dom Antônio de Castro Mayer.

Fratres in Unum: Como todo grupo humano, algumas divergências são compreensíveis e esperadas. Qual o grau de coesão entre os bispos da Fraternidade e seu clero? O senhor prevê separações com as negociações já em “novo clima”, nos dizeres de Dom Fellay, nas relações com Roma?

Pe. Joel Danjou: Enquanto sacerdote da FSSPX observo um grau de coesão extremamente firme. Nós, sacerdotes da Fraternidade amamos e admiramos muito os quatro bispos escolhidos por Dom Lefebvre em 1988. Não faltaram durante 20 anos as tentativas de divisões. Mas eles cumpriram sua missão de Fé ao serviço da Igreja num contexto de guerra religiosa quotidiana, sem jamais perder a esperança e o amor para a honra de Cristo Rei. Mas devo precisar que o grau de coesão da Fraternidade não depende em primeiro lugar de seus bispos. Depende em primeiro lugar de seu Superior Geral e de seus Assistentes, e da hierarquia própria de nossa congregação. Contrariamente ao que muitos poderiam pensar lendo a mídia, a Fraternidade tem em alta consideração a virtude de obediência. E o devemos a Dom Lefebvre que mostrou em tudo uma perfeita obediência sobrenatural. O grau de coesão de uma sociedade depende de suas autoridades e da justa obediência a essas autoridades. Ora, as autoridades da Fraternidade mostram uma coesão doutrinal clara e uma grande habilidade no exercício do governo. Dois ou três sacerdotes expressaram publicamente suas divergências, mas os quase 500 sacerdotes membros da Fraternidade manifestam uma clara obediência e confiança no Superior Geral reeleito por 12 anos no último capítulo geral. O grau de coesão, graças a Deus, é muito forte.

Fratres in Unum:  A oposição cardinalícia e episcopal ao Papa fez-se ainda mais evidente nos últimos dias; não teme o senhor que, com a idade avançada de Bento XVI, não se encontre um ambiente tão propício com seus sucessores e que este seja um momento decisivo?

Pe. Joel Danjou: Não temo isso, realmente nunca penso dessa forma. O importante é ser católico hoje, no contexto de hoje, com as graças de hoje. Se no futuro temos um Papa Bento XVII, João Paulo III ou Pio XIII, teremos ainda as graças de Deus para nos santificar e cumprir nosso dever de estado. Agora, hoje, temos que fazer todo o bem que a graça nos permita fazer para a glória de Deus e a salvação das almas. Mas precipitar-se e ultrapassar a Providência termina rapidamente num precipício. No século XIX, grande século de tormenta, Dom Bosco explicava assim o sucesso de sua obra: “Meu sistema: seguir adiante como o Senhor me inspirava”. Nesta matéria também aprendemos muito de Dom Lefebvre. Precisamos seguir a Providência.

Fratres in Unum:  Por fim, alguns gostariam de lhe perguntar: teria a Fraternidade mudado?

Pe. Joel Danjou: Em São Paulo, na Vila Mariana, mudamos da rua Klabin para a rua Professor Frontino Guimarães, 91. As razões não são doutrinais senão pastorais e práticas! Precisamos construir! E precisamos ajuda! A Fraternidade, apesar de muitos obstáculos, cresce e está freqüentemente chamada por grupos de fiéis de todo o Brasil. As almas têm muita sede, os sacerdotes são poucos. Mas a ‘Fraternidade dos apóstolos de Jesus e de Maria’ não muda, não inventa, continua fiel aos seus objetivos e compromissos solenes, confiando em Jesus Cristo e em Nossa Senhora, faz hoje o que sempre fez a Igreja para salvar as almas.

21 Comentários to “Fratres in Unum entrevista Padre Joel Danjou, da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.”

  1. Penso que não se podia completar toda a questão do levantamento das excomunhões de melhor maneira, que com essa entrevista.
    Muito boa a breve constatação da situação da Tradição aqui no Brasil e da reação de toda essa questão por parte de nosso episcopado.
    Pe Danjou vai nos fazer muita falta. Mas a Providência sabe o que é melhor…
    Rezemos por ele e por toda a Santa Igreja.

    Salve Maria

  2. Bela entrevista de Padre Danjou!!

    Deus abençoe a FSSPX, parabéns Frates in Unum!

  3. Padre Joel disse algo muito bom. Nos lembrou que não devemos temer o futuro, e não cometer excessos, evitando toda precipitação.
    Realmente, é como já dizia as Sagradas Letras: Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.” (Mt 6,34)
    Talvez não tivéssemos tantos sedevacantistas, se essa passagem fosse observada. Convém estarmos alertas e vigilantes, mas é muito mais sensato concentrar-se nas dificuldades do aqui e agora (sem esquecer de observar bem as coisas, para evitar surpresas futuras), do que dedicar-se a questões que escapam de nossa competência ou que distraem dos problemas atuais.
    Bento XVI é uma peça deste jogo, assim como cada um de nós. E a Providência utiliza as pessoas que bem entende. Às vezes utiliza dos santos, mas às vezes usa dos pecadores…
    Basta a cada dia o seu cuidado. Basta lutar para ser um bom católico, e cuidar para não abandonar os princípios, e com fé em Deus, já se terá feito o suficiente.

  4. Padre Joel tem coerencia e sabedoria no que falou!

    Ficamos sabendo, através da Radio Vaticano que a Secretaria de Estado diz: “… para um futuro reconhecimento da Fraternidade S. Pio X é condição indispensável o pleno reconhecimento do Concílio Vaticano II…”.

    E agora José? E agora FSSPX? Como sair desta?

    Se a FSSPX aceitar o CVII será obrigado a aceitar a nova missa protestanizada. E aí ela deixa de guardar a tradição.

    E… lógico, ela deixa de existir!

    Aguardemos então, o desenrolar deste processo!

    Lisardo
    http://www.portaluniao.com

  5. Muito coerente e sensata a entrevista do P. Danjou. Merece elogios em particular o sentido sobrenatural da obediência aos superiores, não confundindo com subserviência que pode trair à Fé em nome dela.

  6. Ferreti, excelente entrevista! Que Nossa Senhora continue abencoando o apostolado do Fratres in Unum.

  7. Caro Fábio e demais amigos,

    alguém pode me informa quem vai ficar do lugar dele?

    Obrigado.

  8. Prezados Amigos,
    Excelente entrevista.
    Estou de volta à arena, depois de dias de longo labor pastoral.
    Cordiais saudações a todos.

  9. Fiquei impressionada com essa frase: “Em carta pública aos fiéis de Campos de 22 de maio de 2008, Dom Rifan considera cismáticos quem “pedir que seus nomes sejam retirados da Administração Apostólica” (páginas 4 e 5). Tal declaração de Dom Rifan é materialmente cismática enquanto nega ou esquece a existência da diocese de Campos! Quem sai de sua Administração não entra em nenhum cisma senão na jurisdição da diocese de Campos!”

    Se isso for verdade, Dom Rifan está cometendo um grande erro e sua política de boa vizinhança seria uma farsa. Seria bom ver como essa afirmação está redigida. E segundo a frase acima, conclui-se que Pe. Joel tem a mente mais aberta do que o próprio Dom Rifan, pois reconhece plenamente a jurisdição de Campos tanto quanto a Administração Apostólica.

  10. Caro André, Salve Maria.
    Até o presente momento, é o pe. Daniel Maret, juntamente com Pe. Aníbal, recém ordenado, que vêm para São Paulo. Teremos agora em SP, 03 padres à disposição. Deo Gratias!
    A não ser que a Santa Providência escolha outros caminhos de última hora…

    Sra. Maria, não só a “política de boa vizinhança” de D. Rifan é uma farsa, como também o é seu neo tradicionalismo carismático. Isso, já faz um tempo, não é segredo para ninguém. Agora, não entendi, sinceramente, o que a sra. quis dizer com “Pe. Joel tem a mente mais aberta do que o próprio Dom Rifan”?
    E mais, sendo D. Rifan Bispo da Diocese de Campos, por que alguém não reconheceria sua “jurisdição” na sua própria diocese?
    Penso que está confundindo as coisas…

    fausto

  11. Agora em relação ao que eu disse acima também é necessário saber se a recomendação de não assistir missa fora das capelas da FSSPX (mesmo que seja a Missa Tridentina) seria uma recomendação oficial da FSSPX ou apenas de alguns padres (como eu mesma já li em um boletim de um padre americano da FSSPX). Já ouvi alguns fiéis da FSSPX se gabando até de ficar sem Missa (rezando o Missal em casa) do que assistir a Missa em outro lugar. Essa recomendaçao sempre me soou como a incitação a um pecado mortal, visto que participar de Missas aos domingos e festas de guarda é um mandamento da Igreja. A explicação dessa teoria (que de fato me parece um pouco cismática) seria a de que mesmo nas missas de indulto (antes do Motu Proprio) o fiel absorveria modernismo.

    E se de fato existir tal recomendação, mesmo que de alguns padres da FSSPX e não da direção em si, então, neste caso Pe. Danjou não poderia falar do comportamento errado de Dom Rifan sem também falar do conselho errado de seus pares.

  12. Ferreti,

    Sempre me informando no Frates in Unum. Não é sempre que me manifesto, mas pode acreditar, sempre estou por aqui.
    Parabens pela luta.
    Abraços.

  13. Quando rezarmos a Deus pedindo que nos envie bons, muito bons sacerdotes, devemos pensar em Padre Joel.

    “Quia tu es, Deus, fortitudo mea”

  14. Caro Fabio Fasto,

    Vamos a explicação. Quando eu disse que me parecia que Pe. Danjou tinha a mente mais aberta do que a de Dom Rifan eu justifiquei a minha afirmação comparando a aceitação que Pe. Danjou fez de ambas as instâncias, tanto da Administraçao Apostólica quanto da Diocese “oficial” de Campos, ao passo que Dom Rifan, segundo o que disse Pe. Danjou sobre a última carta de D. Rifan, estaria excluindo a possibilidade de seus fiéis saírem da Adm. Apostólica para passarem a frequentar as igrejas diocesanas.

    Capice?

  15. Non ho capito niente…
    Deixe estar.
    Salve Maria.

  16. Em primeiro lugar, fiquei admirado de ver o Pe. Joel assistir a um casamento inválido em S.Paulo. Como ele pôde ter a coragem de dizer que aceita o Papa e o Sr. Bispo, se ousou assistir a um matrimônio na Arquidiciose de S. Paulo sem uso de ordens e licença dada pelo Cardeal. É assim que a FSSPX mente para o mundo: dizem aceitar o Papa e o Sr. Bispo da boca para fora, mas na hora de obedecer, não querem saber.

    Vemos que a FSSPX realmente se colocou no lugar da Igreja, pois passa por cima da Hierarquia. Será que não existe mais Direito Canônico? É Pe. Joel, se o Sr. realmente tem temor de Deus, deveria aconselhar esse casal a procurar um pároco com uso de ordens e jurisdição, porque o casamento deles foi inválido!!!

  17. Essa história de Fraternidade Samaritana é para fazer a gente rir…

    Nunca se viu alguém que tenha jurisdição universal na Igreja só porque foi chamado por algum grupo de fiéis. A Igreja é uma Sociedade Visível, hierárquica. Quem não entra pela porta, mas pela janela, é ladrão e salteador. O que esses fiéis precisam é de obediência a seus Pastores. Além disso, não fiquemos por aí aumentando as proporções da crise. O fato de se ter preferência pela liturgia tridentina, que eu também prefiro, não justifica rejeitar a própria paróquia, onde se tem a nova missa, ou no caso da Administração Apostólica, onde se tem a missa tridentina, para chamar padres irregulares.

    Essa FSSPX precisa entrar na Igreja para aprender a obedecer, porque, pelo que vemos, eles fazem o que querem. E, o pior, é que isso traz sérias conseqüências para as almas: eles saem por aí assistindo casamentos nulos e atendendo confissões inválidas, pois não têm uso de ordens e jurisdição.

    Essa história de a Igreja supre é meio estranha. Será que lá em São Paulo não havia nenhum padre católico que poderia assistir àquele casamento??? Vemos que a FSSPX vai acostumando mal ao povo, que, sem motivo, acaba pedindo sacramentos a padres irregulares. Se qualquer um pode celebrar sacramentos sem uso de ordens, então a Igreja não está funcionando mais, na hierarquia deixou de ser católica e só a FSSPX é católica!!! Essa é a verdade: só não vê quem não quer!!!

  18. Como freqüentador das igrejas da Administração Apostólica S. João Maria Vianney, estou escandalizado pelo fato de o Pe. Joel ter coragem de publicar tantas mentiras.
    1) D. Fernando Rifan sempre celebra a missa tradicional e se esforça por divulgá-la não só em Campos, mas em outras partes do Brasil e do mundo. Muitos padres celebram hoje a missa tradicional por influência direta da Adm. Apostólica. D. Rifan, em suas viajens Aos EUA e Europa, sempre vai com a finalidade de divulgar a missa tradicional.
    O fato de ele às vezes assistir ou concelebrar o novo rito da missa, é uma conseqüência de estar em comunhão com a igreja. Por acaso a FSSPX está mantendo conversações com um Papa que nunca celebrou a missa nova?

    2) Que vários padres estejam celebrando a missa nova isso é uma mentira: nenhum padre da Adm. Apostólica celebra a missa nova. Alguns deles, em determinadas ocasiões, assistem e, raríssimos foram os casos em que algum tenha concelebrado. Se eu aceito que o novo rito da missa é católico, preciso ser coerente. Se eu porém digo que o novo rito não é católico, então preciso tirar as conseqüências: se a igreja aprovou um rito mau aceito pelo Papa e por todo o Episcopado católico, então, a Igreja acabou e as portas do inferno prevaleceream contra ela. Vemos que a FSSPX quer realizar seu sonho de ficar no lugar da Igreja!

    3) O Pe. Hélio Rosa não celebra a missa nova na Catedral. Ele celebra a missa tridentina, mas conforme a edição do missal de 1965, edição onde houve a aplicação do que foi pedido no Concílio. É missa tradicional, pois a nova missa só foi promulgada em 1969. Isso eu perguntei a ele. Caso o Pe. Joel não saiba distinguir a missa nova da missa tradicional, seria bom aprender…

    4) Nunca nenhum padre ameaçou nenhum católico de morrer ser a extrema-unção. O que aconteceu, e, infelizmente foi constatado, é que dois desobedientes ao bispo, acabaram morrendo assim, não porque os padres não atenderam, mas porque não houve nem tempo de chamar o padre.

  19. 5) D. Fernando ter dito que o fato de certas pessoas terem pedido para retirar o nome da Administração foi um ato de espírito cismático é totalmente certo. Pois essas pessoas fizeram isso por rejeitar a Adm. Apostólica enquanto obra da Igreja e em comunhão com o Papa. Se eles passassem para a jurisdição da Diocese de Campos, fossem às paróquias da Diocese, etc., isso não teria problema nenhum. Mas o Pe. Joel sabe (e aí está a hipocrisia) é que essas pessoas não aceitam a Diocese de Campos, e que eles estão se afastando da Adm. Apostólica, que é uma jurisdição da Igreja Católica, não para ir à Diocese, mas para procurar a FSSPX, que, infelizmente, está fora da Igreja Católica, pois ainda não se regularizou.
    Hipocrisia é algo muito feio, especialmente vindo de alguém que se diz padre católico…

  20. 6) Diz o Pe. Joel: “Li o comunicado de Dom Rifan aconselhando para as eleições escolher candidatos a favor do pluralismo religioso.”
    Este artigo de D. Rifan saiu no jornal Folha da Manhã, de Campos, e está reproduzido no site da Adm. Apostólica. Trata-se de uma citação de uma declaração da CNBB sobre as eleições.
    Pe. Joel, não seja utópico, ponha os pés no chão: é claro que nós gostaríamos de que houvesse candidatos totalmente católicos. Mas infelizmente não há. Aqui entramo no tema da liberdade religiosa, ensinada pelo Concílio Vaticano II, que a FSSPX não entende!
    O Catecimo da Igreja diz: “1738. A liberdade exercita-se nas relações entre seres humanos. Toda a pessoa humana, criada à imagem de Deus, tem o direito natural de ser reconhecida como ser livre e responsável. Todos devem a todos este dever do respeito. O direito ao exercício da liberdade é uma exigência inseparável da dignidade da pessoa humana, nomeadamente em matéria moral e religiosa (34). Este direito deve ser civilmente reconhecido e protegido dentro dos limites do bem comum e da ordem pública.”
    Ou seja, o a liberdade religiosa que ensina o concílio é a liberdade civil: a autoridade civil não pode impor a religião a ninguém. A fé é um ato livre, não imposto. Não podemos cair no fundamentalismo dos muçulmanos, por exemplo.

    Assim, os Bispos dos Brasil aconselharam a escolher candidatos que respeitem a liberdade do ser humano, e que não queiram usar de um poder que não têm, para impor alguma religião. Um exemplo claro é o que está acontecendo aqui em Campos agora: nossa Prefeita Rosinha Garotinho é protestante. O Pe.Joel já parou para pensar o que aconteceria se ela não respeitasse o pluralismo religioso existente de fato em nosso município, mas quisesse impor sua religião a nós todos? Ou se quisesse perseguir a Igreja Católica, dando oportunidades somente a protestantes?
    Devemo aprender que os ensinamentos de um Bispo devem ser acatados e não criticados por pessoas imcompententes…

    • Apenas um esclarecimento: João Andes e Anderson Pires têm o mesmo IP. Ou são a mesma pessoa e usam a mesma tática dos sedevacantistas de fazer diversos comentários com nomes diferentes, ou duas que usam o mesmo computador (talvez padres ou seminaristas que morem no mesmo local…).