Se não quisermos o colapso da Igreja, esclarecimentos sobre esse Concílio são urgentes.

Trechos mais importantes da última entrevista concedida por Dom Bernard Fellay:

Elas [as discussões] poderiam levar muito tempo se considerarmos o que acaba de acontecer. Não por nossa causa, mas por causa das reações em toda a Igreja, notavelmente a respeito de nossas posições sobre o Concílio Vaticano Segundo. O Concílio englobou muitas palavras ambígüas em seus textos a fim de alcançar uma grande maioria [ndt: dos votos dos padres conciliares]. Nós pagamos por isso hoje. […] Os textos não são claros, e há uma enorme quantidade de diferentes interpretações que são aceitas dentro da Igreja. Se nós não quisermos o colapso da Igreja, esclarecimentos sobre esse Concílio, que se quis pastoral e não dogmático, são urgentes. João Paulo II já disse em 1982 que a heresia se espalhou abundantemente dentro da Igreja. Estamos, desta forma, satisfeitos por Roma falar de discussões necessárias conosco para lidar com as questões fundamentais.
 
Sagração Episcopal de Dom Fellay por Mons. Lefebvre.[…]  Na audiência que ele me concedeu em 2005, ele me disse que a única interpretação possível do Vaticano II era aquela que seguia os critérios da Tradição viva. Em 22 de dezembro do mesmo ano, ele claramente condenou a hermenêutica de ruptura com o passado da Igreja. Mas isso é muito vago e amplo. São necessárias precisões sobre isso.

[…] No momento em que nós falamos de um retorno à plena comunhão, o Papa está efetivamente, talvez, perguntando a si mesmo quem, entre certos bispos e nós, está mais próximo dele.

[…] Isso [um consenso doutrinários com o Papa] parece difícil. É verdade, nós temos a impressão de que ele está próximo de nós sobre a questão litúrgica. Por outro lado, ele crê muito profundamente nas inovações do Vaticano II. Será necessário ver quais partes das divergências são devidas às diferentes filosofias. Uma discussão séria demanda um mínimo de confiança. A fim de estabelecer um clima mais sereno, nós precisamente pedimos a Roma gestos, dos quais a remoção do decreto das excomunhões. Nós agora esperamos que esse trabalho traga a toda Igreja maior clareza doutrinal. Há, de fato, muitas ambigüidades no Concílio Vaticano Segundo.

[…] Mas a Santa Sé não pode dar ao Concílio maior autoridade do que [o Concílio] quis dar a si mesmo. Bem, ele não quis engajar a infalibilidade, ele permanece num grau menor de autoridade. Ele nunca será um super-dogma e deve sempre ser visto de acordo com a perspectiva do constante Magistério da Igreja. Nem a fé nem a Igreja começaram no Vaticano II.

[…] Poderia existir tal risco [de divisões na Fraternidade] se procurássemos de Roma um acordo puramente canônico, e não uma solução que diz respeito ao fundamento do problema, que é a crise doutrinal e moral dentro da Igreja. Mas esse não é caso.

 

7 Responses to “Se não quisermos o colapso da Igreja, esclarecimentos sobre esse Concílio são urgentes.”

  1. Agora que as forças de Lúcifer conseguiram vencer a INSISTÊNCIA do Pe. Wagner em assumir o cargo de Arcebispo na Austria, temo que as potências do Inferno se voltem agora para Bento XVI, forçando nosso velho e cansado Santo Padre a renunciar ao Trono Pontifício.
    Rezemos, pois o desenrolar desta batalha está se tornando cada vez mais dramático.
    Consoladora dos Aflitos, rogai por nós !!!
    Cleir

  2. Caríssimos Fratres

    O problema é que os próprios textos do CVII não são claros e dão margem às mais diversas interpretações… Isto não é católico! leiam atentamente todos os documentos anteriores ao CVII e vocês sempre verão a clareza a iluminar os caminhos das consciências e da fé! A catolicidade exige precisão e clareza e Gaudium et Spes, Lumen Gentium, Nostra Aetate e outros textos do CVII CARECEM PROPOSITALMENTE destes elementos essenciais!

    Então podemos dizer que, apesar de serem chancelados por um concílio ecumênicco legitimamente convocado, não podem ser considerados documentos católicos “stricto senso”! Isto é inquestionável! Estes documentos dão margem às mais heréticas e estapafúrdias interpretações, quer queiramos ou não! E o Papa agora sofre para arrumar a casa!

    Por que os documentos de Trento ou do Concílio Vaticano I não gereram esta polêmica e toda esta desordem? Porque, além de chancelados pela Autoridade Máxima da Igreja, são documentos que emanam do Magistério Ordinário! Além disto, são de uma clareza e precisão que saltam aos olhos!

    Lamento dizer isto, mas vai chegar o momento (e é agora) em que vai ser posta diante de todo o católico a seguinte alternativa: ou se segue os textos do CVII ou se segue o Papa! Não tem saída! Não haverá lugar para divagações…

    Quando ainda era apenas cardeal, Ratzinger CONDENOU o espírito do Concílio! Se o espírito é que move o corpo, então… Não preciso completar!

    Senhores, orações pelo Papa, pela Igreja e para que o joio apareça para ser ceifado e que o bom trigo de Deus esteja a postos para o combate! Sejamos o trigo, pois nosso lugar é nos celeiros do Pai! Ao joio, a condenação e o fogo eterno!

  3. Poderia nos traduzir tb esta entrevista de Dom Tissier?

    http://www.cfnews.org/Tissier-SyracuseInterview.htm

    Grata,

    Teresa

  4. Que há uma enorme quantidade de interpretações do Concílio dentro da Igreja, isso nós sabemos. Inclusive há interpretações heréticas.

    Mas o negócio é seguir a interpretação oficial, dada nos documentos posteriores, como por exemplo, Dominus Iesus, Ad tuendam fidem, etc.

    Que há problemas dentro da Igreja nós sabemos. Mas não podemos ficar falando de erros de pessoas, mesmo de padres e bispos, para justificar o estar fora da Igreja. É preciso seguir os ensinamentos oficiais do Magistério e, dentro da Igreja, colaborar com o Papa na restauração da mesma, fazendo a nossa parte, cuidando da nossa santificação.

  5. não gosto de ser alarmista mas o acontecido na Austria já é uma atitude sismática,a partir do momento em que o clero daquele país em grande parte não aceita a legitima nomeação de um bispo pelo santo Padre significa que não obedecem e não reconhecem a autoridade de Bento XVI,na minha modesta opinião esta em curso uma conspiração para derrubar o nosso Papa, ,não é a primeira vez que isso acontece na História da Igreja.
    num exercício mais ousado de especulação se me permitem, creio que já ate existe um candidato virtual a ser o proximo Pontifice quando chegar a hora ele aparecera,rezemos a virgem mãe de Deus e ao espirito santo pois esta em curso um golpe de estado dentro do vaticano.
    Não digo isso baseado em nenhuma profecia louca destas que se espalham pela rede sem nenhuma credibilidade,falo como alguem que conhece o minimo de história da Igreja e de como os inimigos dela agem,primeiro querem enfraquecer ao maximo a autoridade politica e espiritual do santo padre e depois que o Papa estiver cansado e isolado eles dão o golpe final forçando sua renuncia ou mesmo sua vida, ha muito os setores modernistas da Igreja querem tomar o trono papal se não conseguem isso legalmente vão apelar para o golpe baixo, entretanto o nosso senhor disse a Pedro que as portas do inferno jamais derrotariam sua Igreja.os inimigos de Bento XVI se esqueceram disso.

  6. “…na Austria já é uma atitude sismática,a partir do momento em que o clero daquele país em grande parte não aceita a legitima nomeação de um bispo pelo santo Padre significa que não obedecem e não reconhecem a autoridade de Bento XVI”

    Michel, existe um documento oficial com nomes daqueles que não aceitaram a nomeação? QUEM não aceita? Esse QUEM tem nome?

    Por favor alguem pode me esclarecer?

    DFLD

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