Carta de fiel de Campos – RJ.

Salve Maria!

Escrevo-lhes esse e-mail pois venho acompanhando sua homepage e, como sou de Campos, trago notícias da realidade daqui.

É triste ver o bispo Rifan defender o que sempre condenou. Antes dizia: “Eu sou católico apostólico romano. E é exatamente para ser católico autêntico que eu conservo a mesma doutrina, a mesma orientação, a mesma moral, a mesma missa que a Igreja conservou e ensinou. E é por isso que combatemos os erros que, infelizmente, se instalaram nos meios católicos, nas Igrejas, patrocinados pelas próprias autoridades. É para sermos fiéis à Igreja, para sermos católicos legítimos, não apenas de nome, que nós combatemos essa profanação da Igreja, essa protestantização da liturgia com a Missa nova (…). A conseqüência é que os católicos estão perdendo a Fé. (…) Mas é questão de Fé, não é rebeldia nossa, é questão de fidelidade à autêntica doutrina católica“.

Agora declara mídia afora que preserva a Liturgia Tradicional não “porque é contra o Concílio Vaticano II e não porque é contra a ortodoxia da Missa Nova“… já não é mais questão de Fé… é por apego, puro gosto.

Desde o decreto de 21 de Janeiro nada se falou nas Igrejas da Administração Apostólica sobre o assunto. Escrevi ao bispo esperando respostas, mas, como sempre, o mesmo tenta justificar-se. Inclusive diz que não quer mais responder e-mails meus.

Agora, o bispo Dom Fernando Arêas Rifan ordenou que todos os padres da Administração Apostólica leiam pra os fiéis durante o sermão de 15 de fevereiro de 2009 dois documentos.

O primeiro é a carta que sua Excelência Reverendíssima escreveu em 30 de janeiro do corrente ano aos bispos da Fraternidade São Pio X.

Outdoor colocado em Campos por fiéis. Clique para ampliar.

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O trecho ordenado para leitura mostra apenas a “introdução” da carta, que não é lida por completo. Assim, omite-se a opinião de Dom Rifan que diz que a Fraternidade defende doutrinas heréticas.

O segundo documento é da Congregação para os Bispos no qual fala-se que a Fraternidade apenas conseguiu o levantamento da excomunhão, estando ainda sem nenhuma função na Igreja e que só estará em plena comunhão após aceitar o Concílio Vaticano II. Ainda expõe que a opinião de D. Williamsom sobre o Holocausto é inaceitável e que o Papa não sabia desse seu ponto de vista quando retirou as excomunhões. Termina-se aí o pronunciamento a respeito dos acontecimentos.

Pois bem, após 25 dias do Santo Padre, através da Congregação para os Bispos, retirar e tornar sem efeitos jurídicos o decreto publicado em 1988 em que eram lançadas as excomunhões, o bispo Dom Rifan resolve se pronunciar aos fiéis da Administração Apostólica.

Por que esse silêncio de quase 1 mês?

Por que toda uma articulação agora nesse pronunciamento?

Só foi lida a parte da carta em que Sua Excelência Reverendíssima diz estar feliz pelo acontecido. Em seguida tem a preocupação de mostrar que a Fraternidade não está ainda em “plena comunhão com a Igreja”. E logo depois, fala-se sobre a declaração de Dom Williamson (que inclusive já escreveu uma belíssima carta desculpando-se ao Sumo Pontífice).

Os modernistas estão furiosos após a anulação das excomunhões. Querem de todo modo que Roma volte atrás. No entender do Superior da Fraternidade, se trata de uma “vingança para obrigar Roma a voltar atrás” e “desmantelar” a Fraternidade. “Mal se liberta de um rótulo e nos colam outro, muito mais grave”, lamentou.

Ora, talvez esse silêncio em relação aos acontecimentos tenha sido devido ao fato da Fraternidade ter conseguido esse feito sem a necessidade de acordos. Talvez esse silêncio deve-se ao fato da Fraternidade não ter traído a causa pela qual Dom Antônio e Dom Lefebvre sempre lutaram (a sã Doutrina Tradicional).

A Fraternidade conseguiu que as duas primícias fossem atendidas por Roma: liberação da missa de sempre (inclusive a declaração de que a mesma nunca foi abrrogada) e anulação das excomunhões de 1988. Agora dar-se-á início às conversações propriamente ditas.

Além de atender às duas condições, o Papa Bento XVI ainda deseja iniciar as conversações a respeito do Vaticano II e da Missa Nova o mais “rapidamente” possível.

Assim, o que a Fraternidade quer não é aceitar e reconhecer os erros advindos do Concílio Vaticano II, mas sim iniciar conversações com Roma.

Nós estamos felizes que o Decreto de 21 de Janeiro encare como “necessárias” as conversações com a Santa Sé, conversações que permitirão a Fraternidade Sacerdotal São Pio X expor as razões doutrinárias de fundo que ela considera estarem na origem das dificuldades atuais da Igreja“. (Dom Bernard Fellay, Comunicado de 24 de Janeiro de 2009, in Dici).

Apesar de sabermos que a excomunhão sempre foi contestável e sem razão de ser, alegremo-nos em memória de D. Lefebvre e D. Antônio que lutaram em suas vidas pela sã Doutrina Tradicional e tanto foram injuriados e acusados de excomungados. Alegremo-nos, pois a FSSPX conseguiu esse feito sem a necessidade de acordos que, como assistimos agora em Campos, fazem pessoas perderem a fé e a viverem pacificamente o erro, não mais condenando os erros modernistas. Alegremo-nos, pois, como já manifestado pelo Santo Padre, o Papa, agora poderão iniciar-se as conversações que levarão à condenação de todos os erros advindos do Concílio Vaticano II e que acarretaram a crise que assistimos na Igreja,

Obrigado Mons. Lefebvre e Dom Antônio, que pregaram a palavra e insistiram: “quer agrade, quer desagrade”! Que Nosso Senhor Jesus Cristo mantenha viva em nossos corações a Fé ensinada por Ele e defendida por vós enquanto fiéis servos de Deus!

In Iesu et Maria.

Laura P. F. Ramos

6 Comentários to “Carta de fiel de Campos – RJ.”

  1. ¡Gracias, fieles de Campos, así lo teníamos que realizar en más lugares!
    ¡Dios les bendiga!

  2. A diocese de Campos está em paz, graças a Deus.
    Vale a pena ler de novo (trecho da
    CARTA ABERTA AOS DEFENSORES DA FRATERNIDADE SÃO PIO X}:
    Essa carta aberta revela toda a falta de educação, de caridade e de respeito para com uma autoridade eclesiástica, o Bispo da Administração Apostólica. O que não é de se estranhar, pois os membros da Fraternidade S. Pio X não respeitam nem o Santo Padre o Papa (como mostrarei abaixo), quanto mais um bispo. Seu único argumento é o que os padres de Campos fizeram ou disseram antes, como se o Espírito Santo tivesse prometido infalibilidade a alguém além do Romano Pontífice. A posição do Bispo e da Administração Apostólica, que, aliás, é a posição católica, está muito bem explicada na Orientação Pastoral sobre o Magistério Vivo da Igreja, escrita por Dom Fernando Arêas Rifan, Bispo da Administração Apostólica.
    Fonte: http://www.veritatis.com.br/article/4671

  3. – A Fraternidade não é católica
    – A Fraternidade não é católica
    – A Fraternidade não é católica
    – A Fraternidade não é católica

    É mesmo? Eu não sabia!(sic)

    Só esqueceram de avisar ao Santo Padre!

    Que tal os padres de Campos fazerem isto?

    DFLD

  4. O Espírito Santo prometeu infalibilidade a alguém além do Romano Pontífice?
    Eu não sabia.

    ¨Talvez esse silêncio deve-se ao fato da Fraternidade não ter traído a causa pela qual Dom Antônio e Dom Lefebvre sempre lutaram (a sã Doutrina Tradicional).¨
    D. Fernando é um traidor (Judas como o chamam em alguns lugares)?
    Eu não sabia.

    Pelo visto, o Santo Padre também não sabe.

    Que tal a entidade que ainda está fora da Igreja avisar o Sumo Pontífice?

  5. P: A SSPX é legítima agora?
    R: Não num sentido jurídico, não. A SSPX ainda não tem a aprovação do Papa ou de um bispo diocesano. É ainda um grupo separado, embora nesses dias muitos prefiram não falar de “cisma”.

    P: Os bispos da SSPX podem ordenar agora sem problemas?

    R: Não. Os bispos da SSPX são bispos validamente sagrados, mas o fato é que eles foram sagrados ilicitamente. Isso não mudou. Eles ainda não se reconciliaram com o Bispo de Roma. Eles ainda estão suspensos a divinis. Eles ainda não têm permissão para exercer ministério na Igreja. Eles não podem ordenar licitamente. Eles não têm autoridade para criar paróquias, etc

    ¨Assim, o que a Fraternidade quer não é aceitar e reconhecer os erros advindos do Concílio Vaticano II, mas sim iniciar conversações com Roma.¨

    Belo início de conversa:

    Zaitzkofen, 13.2.09 (Kipa) A Fraternidade Sacerdotal [São Pio X], ainda não reconhecida pelo Vaticano, deseja continuar consagrando sacerdotes e diáconos. Ela não vê nenhuma afronta consciente contra Roma nessas consagrações planejadas para este ano, segundo esclarecimento publicado na sexta-feira, 13 de fevereiro, no sítio do Seminário Sacerdotal Coração de Jesus em Zaitzkofen (Diocese de Regensburg).

  6. Esclarecimento: devido a inúmeros comentários ofensivos, fomos obrigados a fechar este post para a opinião de nossos leitores.