Alemanha: dois pesos, duas medidas.

Nossos leitores tomaram conhecimento da nova polêmica suscitada pela declaração do bispo de Augsburg, Dom Walter Mixa, de “que somente na Alemanha mais pessoas morreram através do aborto do que no assim chamado Holocausto“. O Presidente da Associação Regional das Comunidades de Culto Israelitas na Baviera, Josef Schuster, exigindo uma “palavra mais clara da Igreja“, afirmou que é simplesmente infame relativizar o Holocausto, que primeiramente já o fora pelo malvado membro da Fraternidade, Richard Williamson, mesmo de maneira supostamente mais elegante”. Publicamos abaixo as últimas repercussões sobre o assunto: 1) a opinião de Von Günter Annen; 2) as declarações do porta-voz da Diocese de Ausgburg, Dr. Christoph Goldt; 3) a pressão do Presidente da Conferência Episcopal Alemã, Mons. Robert Zollitsch.

Não tem sentido manter viva a história de crimes passados e tolerar os crimes hodiernos através do silêncio. Von Günter Annen.

(kreuz.net, Weinheim). É ultrajante o que está acontecendo atualmente na imprensa alemã. Uma perseguição contra tudo o que não combina com os ditadores do Holocausto. Não nos causa nenhuma contradição relatar e advertir sobre os crimes dos capangas nazistas há cerca de sessenta anos. Porém, quando alguém ousa lembrar os crimes dos capangas nazistas juntamente com os crimes democráticos hodiernos do aborto, isso desencadeia uma onda de indignação de dimensões inimagináveis.

Dom Walter MixaEntão, é o inferno. Por que esse clamor quando o Bispo Walter Mixa denuncia o assassinato por aborto e convida à conversão? Por acaso isso é algo ruim? Diz o ditado que “cães atacados ladram”, o que se aplica melhor a essa situação.

Nenhuma pessoa séria irá questionar que o assassinato de muitas pessoas no Terceiro Reich foi um crime gigantesco. Igualmente é um crime que hoje na Alemanha morram diariamente cerca de 1.000 nascituros, que são pessoas inocentes. Ninguém quer ouvir falar sobre isso. Ninguém quer acreditar nisso. Daí o clamor.

Infelizmente, políticos e representantes de ambas as igrejas raramente levantam as suas vozes pelo direito à vida de pessoas nascituras. Não se ouve nada dos representantes das comunidades judaicas sobre o direito dos nascituros à vida, como se este não existisse.

Não tem sentido manter viva a história de crimes passados e tolerar os crimes hodiernos através do silêncio.

O Autor é Presidente da ‘Iniciativa Nunca Mais!’ em Weilheim

Diocese de Augsburg: Crítica ao Bispo Mixa é totalmente exagerada

Relacionamento fraterno entre judeus e católicos é algo caro aos corações

Augsburg, 2.3.2009 (IBA). A Diocese de Augsburg refutou a crítica do Conselho Central dos Judeus na Alemanha ao Bispo Dr. Walter Mixa através do Secretário Geral Stephan J. Kramer como “errônea e totalmente exagerada”. O mal-entendido de uma suposta comparação da prática do aborto na Alemanha com o Holocausto por parte do Bispo Walter Mixa somente se originou porque no início de uma palestra sobre “Ética e Moral na Política” o Bispo refutou a priori e de maneira contundente, a partir da ocasião atual, toda negação do Holocausto e se solidarizou com os judeus, disse o porta-voz da Diocese, Dr. Christoph Goldt, na segunda-feira. Mixa descreveu e enfatizou o assassinato de cerca de 6 milhões de judeus como “crime abominável e absolutamente singular”, e disse que o Holocausto seria um alerta para sempre no sentido de que se deve respeitar a vida e a dignidade humana de cada indivíduo.

Em seguida, o Bispo afirmou que hoje em dia também são cometidos crimes contra a vida de dimensões inimagináveis e nesse contexto ele mencionou o número de 9 milhões abortos nos últimos trinta anos. Quem tentar interpretar uma atitude anti-semita ou até mesmo xingar a Igreja de medieval a partir dessa afirmação não estará servindo ao diálogo frutuoso e fraterno entre judeus e cristãos. Ao mesmo tempo, cabe a um Bispo católico abordar a injustiça do aborto com toda a clareza. Goldt recordou que o Bispo Mixa fez uma visita de cortesia à comunidade de culto judaico como um de seus primeiros atos oficiais em Augsburg. O relacionamento bom e fraterno entre judeus e católicos seria algo caro ao coração do Bispo, enfatizou Goldt. Todo o resto seria uma difamação perniciosa.

A única coisa que ainda é mais sagrada para ele ?

Dom Robert Zollitsch(kreuz.net) Alemanha. “O Holocausto é algo horroroso. E na verdade não existe nenhuma possibilidade de simplesmente comparar o Holocausto com outros elementos”, esclareceu o Arcebispo de Freiburg e Presidente da Conferência dos Bispos Alemães, Mons. Robert Zollitsch, no “Morgenmagazin” [Revista da Manhã] de ontem do canal de TV ‘ARD’ relativamente a uma declaração do Mons Walter Bispo de Augsburg. Mons. Mixa teria a possibilidade de esclarecer no contexto certo a sua afirmação – que frequentemente é compreendida de maneira errônea: “Nós dois vamos ter uma conversa sobre essa questão.”

2 Comentários to “Alemanha: dois pesos, duas medidas.”

  1. D. Walter Mixa foi muito feliz com seu argumento. Revelou a hipocrisia dos judeus e da mídia.

  2. Sim, o argumento dele é o mesmo de todos os pró-vidas. E se pensarmos na China então, onde o aborto é praticamente compulsório, especialmente quando já se tem um filho, esse número vai para a estratosfera. Os bebês no ventre materno não são seres humanos para esses povo ofendido.